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●ROTEIRO DE ATIVIDADE PRESENCIAL 01 - ALUNO Disciplina: Imunologia Clínica Unidades Temáticas do Material Didático: aulas: 03, 04 – Unidade I; aulas: 02, 03, 05, 07 – Unidade II Professor: Everton Padilha 1. Atividade: Práticas de imunocromatografia e testes de floculação, com diluição seriada para titulação. 2. Conteúdos: 1º dia: Dengue: imunocromatografia de antígenos e anticorpos; VDRL- Sífilis: teste de floculação; β-HCG: imunocromatografia. 2º dia: RPR-Sífilis: teste de floculação; Rubéola: Imunocromatografia; 3. Objetivo da atividade: desenvolver a prática no diagnóstico imunocromatográfico (teste rápido) e aprimorar a capacidade do diagnóstico correto ou estágio da doença como a sífilis, Rubéola ou dengue. 4. Importância do Conteúdo: O aluno conseguirá diferenciar testes positivos de negativos ou não reagentes para o teste de gravidez. Identificar com acurácia a titulação para acompanhamento da sífilis. Identificar a fase da doença no caso de anticorpos e antígeno para Dengue. Identificar a presença de anticorpos contra Rubéola e nortear sobre a fase da doença (principalmente em gestantes). 5. Contextualização e preparação para o estudo: Dengue: Atualmente, os testes rápidos se tornaram uma forma segura para o diagnóstico da infecção primária e secundária da Dengue, pois as informações obtidas estão associadas à resposta imune e são essenciais para a tomada de conduta do paciente. A produção de IgM ocorre por volta do 5° ao 8° dia a partir do aparecimento dos sintomas, persistindo geralmente por 30 a 60 dias, podendo, em alguns casos, estar presente por meses; seu aparecimento indica uma infecção recente ou fase aguda da doença. Já a produção de IgG ocorre por volta do 14° dia, podendo persistir por toda a vida e caracteriza uma infecção pregressa. Como a infecção por um subtipo não confere imunidade aos demais subtipos, podem ocorrer reinfecção ou infecção secundária, com aumento de IgG específica após 1 a 2 dias do aparecimento dos sintomas e surgimento de IgM específica mais tardiamente. PRINCÍPIO DO MÈTODO: Quando imunoglobulinas específicas da Dengue, IgG e/ou IgM, estão presentes na amostra, elas ligam-se aos antígenos recombinantes (DEN-1, DEN-2, DEN-3 ou DEN-4) do envelope viral conjugados com ouro coloidal. Esta reação forma um complexo antígeno-anticorpo que migra por capilaridade pela membrana da placa- teste e são capturados por anti-IgG e/ou anti-IgM humanas imobilizadas em duas áreas distintas, determinando o surgimento de uma banda rosa característica nas áreas correspondentes. Se a amostra não contiver anticorpos anti-Dengue, nenhuma banda colorida aparecerá nas respectivas áreas. Um reagente controle imobilizado na membrana da placa-teste determinará o surgimento de uma terceira banda rosa, cuja presença demonstrará que os reagentes estão funcionando corretamente (área controle “C”). β-HCG: A detecção imunológica do hormônio gondotrofina coriônica (β- HCG) é universalmente reconhecida como um teste diagnóstico da gravidez. A gonadotrofina coriônica é um hormônio glicoprotéico, com peso molecular de aproximadamente 37 kd, produzido pelas células trofoblásticas da placenta durante a gravidez. Ele é composto de 2 cadeias diferentes, designadas alfa e beta; sendo a alfa idêntica físico- química e imunologicamente à molécula de LH, enquanto a fração beta se diferencia desta por possuir 30 aminoácidos no carboxi terminal, não presentes na LH. O HCG é secretado 6 a 8 dias após a concepção, aumentando rapidamente até um pico de 50.000 a 200.000mUI/ml na 6 a 8 semana. O VDRL (Veneral Disease Research Laboratory) e o RPR (Rapid Plasma Reagin) são testes sorológicos para sífilis classificados como não treponêmicos, usados mais comumente para a triagem, ou acompanhamento da doença: O RPR é um teste de floculação, não treponêmico, para diagnóstico da sífilis, através da pesquisa de anticorpos (reaginas) no soro ou plasma. É uma forma modificada do clássico. Ele contém partículas de carvão, possibilitando a leitura visual dos resultados e evitando-se a necessidade de utilização do microscópio. O teste pode ser realizado em soro ou plasma inativados ou não. O VDRL é um teste de floculação, não treponêmico, para diagnóstico da sífilis, através da pesquisa de anticorpos (reaginas) no soro, plasma, Líquido Céfalo- Raquidiano (LCR). A interação de anticorpos contra cardiolipina e colesterol indicam a presença da infecção por T. pallidum (acima da diluição de 1/8). Rubéola: Durante uma infecção aguda com o vírus da Rubéola, os anticorpos IgM podem ser detectados 3-6 dias após o início dos sintomas e geralmente diminuem para níveis não detectáveis dentro de 12-14 semanas. Os anticorpos IgG podem ser detectados no espaço de 2-3 semanas após a infecção e os níveis podem aumentar durante a fase aguda da doença para valores acima de 200 UI/mL. A imunidade contra uma infecção pelo vírus da Rubéola é indicada por um nível de IgG maior ou igual a 10 -15 UI/mL. Contudo, a presença de IgG anti-rubéola maior ou igual a 10 -15 UI/mL não assegura necessariamente proteção contra uma futura infecção pelo vírus da Rubéola. Uma paciente com anticorpos IgG anti- rubéola abaixo dos níveis de proteção (<10 -15 UI/mL) é considerado como estando em risco de contrair uma infecção pelo vírus da Rubéola durante a gravidez. Este teste permite a diferenciação de uma elevada titulação de IgG anti-rubéola (>250 UI/mL) de uma baixa titulação de IgG anti-rubéola (>15 UI/mL e <250 UI/mL). 6. Descrição da atividade: 1º dia: DENGUE, β-HCG e VDRL Para o teste de Dengue: Usar soros ou plasmas obtidos com EDTA, Citrato de sódio e Heparina, livres de hemólise, lipemia e contaminação. Recomenda-se usar amostras frescas. Se isto não for possível, as amostras devem ser conservadas em geladeira entre 2-8 ºC por 1 semana. Para longos períodos devem ser mantidas no freezer a –20ºC. Atenção: Se a amostra for mantida no freezer, ela deverá ser descongelada e homogeneizada completamente, mantendo-a, posteriormente, em posição vertical para permitir que qualquer partícula que possa existir em suspensão seja sedimentada. Não agitar a amostra. Amostra diluída pode ocasionar resultado falso-negativo. Procedimento Placa-Teste 1.Deixe a placa-teste, amostras e solução diluente atingirem a temperatura ambiente, caso estejam armazenadas em geladeira, antes de realizar o teste. 2.Remova a placa-teste da embalagem e use imediatamente. 3.Coloque a placa-teste em uma superfície plana e seca. 4.Adicionar 5µL da amostra no espaço destinado para esta (figura 1). 5.Adicionar 3 gotas (90µL) da solução diluente no orifício destinado para esta. 6.Fazer a leitura dos resultados entre 20 e 25 minutos. Não considerar resultados lidos após 25 minutos. Figura 1: local de adicionar a amostra e a solução diluente para o teste de Dengue. Interpretação dos resultados Negativo: Somente uma banda rosa clara aparecerá na área do controle (C). Não foram detectados anticorpos IgG e IgM anti-dengue. Faça um novo teste após 3 a 5 dias se ainda ocorrer suspeita de infecção da Dengue (figura 2). Figura 2: Teste negativo para Dengue. Positivo: para IgM (infecção primária da dengue). Aparecerão duas bandas rosa clara, uma na área (2) e outra na área do controle (C) (figura 3). Figura 3: Teste positivo para IgM. Positivo: para IgG (infecção secundária ou passada da dengue). Aparecerão duas bandas rosa clara, uma na área (1) e outra na área do controle (C) (figura 4). Figura 4: Teste positivo para IgG. Positivo: para IgG e IgM (infecção primária tardia ou infecção secundária precoce da dengue). Aparecerão três bandas rosa clara, uma na área (2), outra na área (1) e outra na área do controle (C) (figura 5). Figura 5: Teste positivo para IgM e para IgG. Obs.: Qualquer intensidade de cor rosa nas áreas testes deve ser considerada como positivo. Inválido: Se não surgir nenhuma banda visível nas áreas (2), (1) e do controle(C), ou se não surgir banda na área do controle (C). Os resultados devem ser ignorados após o tempo determinado para leitura (figura 6). Figura 6: Teste inválido, mesmo se houver marcação para linha teste. Deve-se utilizar uma nova placa teste. Para a realização do teste de gravidez (β-HCG) que é imunocromatográfico podemos utilizar soro ou urina. Usar amostras de soro livre de hemólise, lipemia e contaminação. O soro pode ser conservado em geladeira entre 2 a 8ºC por 48 horas. Para armazenagens mais longas, deve ser guardado no freezer a -20ºC por até 1 ano. Amostras congeladas devem ser descongeladas homogeneizadas e trazidas à temperatura ambiente antes de serem testadas. Evitar a formação de espuma. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos, pois isto causará resultados falsos. As amostras de urina devem ser coletadas em recipiente limpo e sem conservantes. A amostra ideal para detecção precoce da gravidez é a obtida na primeira urina da manhã, uma vez que contém a mais alta concentração de HCG. Entretanto, amostras colhidas em qualquer horário podem ser usadas. As urinas não testadas imediatamente devem ser conservadas em geladeira entre 2 a 8ºC por 24 horas. Para mais que 24 horas, devem ser guardadas no freezer. Amostras congeladas devem ser descongeladas homogeneizadas e trazidas à temperatura ambiente antes de serem testadas. Evitar a formação de espuma. Evitar repetidos congelamentos e descongelamentos, pois isto causará resultados falsos. Procedimento: 1.Utilizando a tira teste, mergulhar a tira na amostra durante 10 segundos, tendo o cuidado de não deixar ultrapassar o limite indicado pelas setas. 2.Aguardar 5 minutos. Fazer leitura. Obs.: Não considerar resultados lidos após 10 minutos. Resultados das leituras: Reação negativa: Apenas a área controle estará marcada. Reação positiva: Área controle e a área teste estão marcadas. Reação descartada: Quando a área controle não estiver marcada. TESTE DE VDRL Para essa técnica de triagem e/ou acompanhamento da Sífilis é necessário ter uma fonte de luz microscópica (pode-se avaliar a olho nu apenas para o aprendizado). Amostras: Soro, plasma ou Líquido Céfalo-Raquidiano (LCR), livre de hemólise, lipemia e contaminação. Em caso de necessidade, as amostras podem ser conservadas no máximo por 4 a 6 semanas no freezer à -20°C. Não inativar as amostras (não aquecer a elevadas temperaturas). Procedimento A.Teste Qualitativo Objetivo: para triagem e eliminação das amostras não reagentes. 1.Pipetar 50µl das amostras ou soros controles nas cavidades da placa escavada. 2.Pipetar 20µl da suspensão antigênica homogeneizada nas mesmas cavidades das amostras e soros controles. Não é necessário misturar esses dois componentes. 3.Agitar a placa durante 4 minutos a 180rpm. 4.Imediatamente após 4 minutos, observar ao microscópio. ATENÇÃO: para evitar efeito de pró-zona sugerimos que o teste qualitativo seja realizado com a amostra pura (sem diluir) e diluído (1/8). Resultados das leituras Reação Negativa: Ausência de agregados. Aspecto homogêneo. Reação Fracamente Positiva: Presença de pequenos agregados dispersos. Reação Positiva: Presença de médios e grandes agregados. B.Teste Semi-Quantitativo 1.Fazer diluição de amostra em solução salina a 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, e mais se necessário (vide vídeo-aula informativa). 2.Pipetar 50µl de cada diluição em uma cavidade da placa escavada. 3. Pipetar 20µl da suspensão antigênica homogeneizada em cada diluição. Não é necessário misturar esses dois componentes. 4.Agitar a placa durante 4 minutos a 180rpm. 5.Imediatamente após 4 minutos, observar ao microscópio. TÍTULO DA AMOSTRA: Será a última diluição onde, ainda, se visualiza a presença de agregados. 2º dia: RPR-SÍFILIS e RUBÉOLA RPR-Sífilis: Suspensão antigênica: deixar em temperatura ambiente antes de utilizá-la. Homogeneizá-la bem antes de usar. Estável entre 2-8ºC até a data do vencimento. . Soro controle positivo: pronto para uso. Estável entre 2-8ºC até a data do vencimento. Contém azida sódica 0,095%. Deixar em temperatura ambiente antes de usar. Soro controle Negativo: pronto para uso. Estável entre 2-8ºC até a data do vencimento. Contém azida sódica 0,095%. Deixar em temperatura ambiente antes de usar. a.Teste qualitativo: Objetivo: para triagem e eliminação das amostras não reagentes. 1.Pipetar 25 µL de soro ou plasma do paciente em uma área do cartão-teste. 2.Com uma vareta plástica espalhar a amostra por toda a superfície da área. 3.Pipetar 25 µL da suspensão antigênica sobre a amostra a ser testada. 4.Agitar o cartão-teste em agitador automático a 100rpm durante 8 minutos. 5. Imediatamente após os 8 minutos, observar sob uma boa fonte de luz a presença ou não de agregados. ATENÇÃO: Para cada série de testes devem ser feitos controles positivo e negativo para verificar a correta execução da técnica e o estado de conservação dos reagentes. RESULTADOS DAS LEITURAS Reação Negativa: AUSÊNCIA de agregados. Aspecto acinzentado homogêneo. Reação Fracamente Positiva: PRESENÇA de pequenos agregados dispersos. Reação Positiva: PRESENÇA de médios e grandes agregados. b.Teste Semi-Quantitativo 1.Fazer diluição da amostra em solução salina a 1/2, 1/4, 1/8, 1/16 e mais, se necessário (vide vídeo explicativo da aula prática). 2.Pipetar 25 µL de cada diluição em cada área do cartão-teste. 3.Com uma vareta plástica, espalhar as várias diluições por toda a superfície da área. 4.Pipetar 25 µL da suspensão antigênica em cada área. Utilizar uma vareta para cada diluição. 5.Agitar o cartão-teste em agitador automático a 100rpm, durante 8 minutos. 6. Imediatamente após os 8 minutos, observar sob uma boa fonte de luz, a presença de agregados em cada diluição. Título da amostra: Será o da última diluição onde, ainda, se visualiza a presença de agregados. Rubéola: O Rubéola IgG/IgM ECO Teste é um ensaio imunocromatográfico de fluxo lateral. O cassete consiste em: 1) uma almofada conjugada de cor vermelha que contém os antígenos do vírus da Rubéola conjugados com ouro coloidal e um anticorpo de controle conjugado com ouro coloidal. 2) uma tira de membrana de nitrocelulose com três linhas de teste (linhas M, G1 e G2) e uma linha controle (linha C). A linha M está pré-revestida com anticorpos de rato anti-IgM humano para a detecção de IgM contra o vírus da Rubéola. As linhas G1 e G2 estão pré- revestidas com anticorpos de rato anti-IgG humano para a detecção de diferentes níveis de IgG. A linha C está pré-revestida com um anticorpo controle. Quando amostra e tampão diluente são adicionados no cassete, a amostra migra por ação capilar através do cassete. Se presente na amostra, os anticorpos IgM anti-rubéola irão ligar-se aos conjugados. Imunocomplexos são capturados na membrana pelos anticorpos anti-IgM humano pré-revestidos, formando uma linha M de cor vermelha, indicando um resultado de teste reagente para IgM contra o vírus da Rubéola. Se presente na amostra, os anticorpos IgG anti-rubéola irão ligar-se aos conjugados. Procedimento: 1º Passo: Levar a amostra e os componentes do teste para a temperatura ambiente, se refrigerados ou congelados. 2º Passo: Colocar o cassete em uma superfície limpa e plana. 3º Passo: Coletar 10uL de amostra utilizando a pipeta capilar até a marcação da linha preta. Segurando a pipeta capilar verticalmente, dispense toda amostra coletada no poço de amostra, certificando-se de que não haja bolhas de ar. Imediatamente adicione 2 gotas (cerca de 60-80 µL) de tampão diluente com o frasco posicionado verticalmente. 4º Passo: Cronometrar o tempo. 5º Passo: Ler o resultado do teste em 10 minutos. Resultados positivos podem ser visíveis em até 1 minuto. Os resultados negativos devem ser confirmados no final de 15 minutos. Qualquer resultado interpretado fora da janela de 10 a 15 minutos deve ser considerado inválido e deve ser repetido. Descarte os dispositivos usados após interpretar o resultadoseguindo os requisitos locais para descarte de material. Resultado não reagente: Caso apenas se desenvolva a linha C, o teste indica que os níveis de IgM e IgG na amostra estão abaixo dos limites de detecção do ensaio. O resultado é não reagente. Resultado reagente: Apenas as linhas controle e M estão marcadas (IgM Positivo IgG <15 UI/mL). Resultado reagente: As linhas controle, M e G1 estão marcadas (IgM Positivo IgG 15-250 UI/mL). Resultado reagente: Apenas as linhas controle e G1 estão marcadas (IgM Negativo IgG 15- 250 UI/mL). Resultado reagente: As linhas controle, G1 e G2 estão marcadas (IgM Negativo IgG >250 UI/mL). Resultado reagente: Todas as linhas estão marcadas (IgM Positivo IgG >250 UI/mL). Inválido: Caso não se desenvolva uma linha C, o ensaio é considerado inválido independentemente do desenvolvimento de cor em qualquer uma das linhas teste (M, G1, G2). Repita o ensaio com um dispositivo novo. Questões: 1ª) Quais os sorotipos de Dengue mais comuns no Brasil? R: A dengue apresenta quatro sorotipos em circulação no Brasil: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. 2ª) Qual a importância entre detectar antígeno E1 do vírus da Dengue e os anticorpos IgG? R: A detecção destes anticorpos pode ser útil na diferenciação entre infecções primárias e secundárias. A detecção específica do vírus da Dengue por PCR pode ser realizada de forma precoce, além de permitir a diferenciação de outras infecções transmitidas pelo mesmo vetor (Chikungunya e Zika). 3ª) Quando podemos encontrar o HCG alterado em homens? R: Altos níveis de HCG sugerem a formação de tumores de células germinativas, que podem se desenvolver nos testículos, ovários ou região retroperitoneal. 4ª) O que o HCG faz para manter a gravidez? R: A função fisiológica do hCG é manter o corpo lúteo durante o início da gestação, aproximadamente por 10 semanas, e estimular a produção de esteroides. Com isso, impede-se que ocorra a perda do endométrio e haja o fim da gravidez. 5ª) Qual a importância de detectar o VDRL no líquido céfalo-raquidiano? R: A presença de uma reação de VDRL reagente em qualquer título é considerada como diagnóstico de neurossífilis, sendo esse exame usado, habitualmente, como screening. 6ª) Quando o paciente já foi diagnosticado com Sífilis, por que realizar o VDRL? R: O teste VDRL também pode ser solicitado pelo médico para acompanhar o estado da doença em pacientes com diagnóstico positivo prévio, verificando a efetividade do tratamento proposto. 7ª) Qual a importância de associar o HCG positivo com o VDRL? R: Importante para detectar sífilis na gravidez. Deve-se realizar o teste VDRL ou RPR no primeiro trimestre da gravidez ou na primeira consulta, e outro no início do terceiro trimestre da gravidez (para detectar infecção próximo ao final da gestação). 8ª) Por que analisar o tempo de infecção da Rubéola em pacientes com HCG positivo? R: A infecção por rubéola na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras). 9ª) Qual a diferença entre o VDRL e o RPR? R: O exame de VDRL, que significa “Venereal Disease Research Laboratory”, é um exame de sangue que serve para diagnosticar a Sífilis ou Lues, que é uma doença sexualmente transmissível. Esse exame serve também para acompanhar a doença em pacientes portadores da Sífilis. O RPR CORADO (Rapid Plasm Reagin) consiste em uma suspensão de VDRL estabilizada e pronta para uso, que emprega como amostra soro não inativado ou plasma. A leitura final da prova é a olho nu, dispensando o uso do microscópio. 10ª) Quais doenças podem alterar o VDRL além da sífilis? R: A alteração no VDLR pode ocorrer por diversas razões, como no caso de portadores de hepatite crônica, hanseníase, doenças autoimunes, algumas doenças infecciosas febris (malária, varicela ou sarampo), em casos de imunização recente ou após infarto do miocárdio. 7. Fontes de pesquisa ECO diagnóstica, Rubéola IgG/IgM ECO Teste – TR.0028. Edição: 001/2018, aprovada em 12/12/2018. WAMA Diagnóstica, Imuno-Rápido Dengue IgG/IgM. II Edição: Rev. 01/2016. WAMA Diagnóstica, Imuno-Rápido HCG. VI Edição: Rev. 02/2011. WAMA Diagnóstica, RPR Sífilis. VI Edição: Rev. 02/2011. WAMA Diagnóstica, VDRL/Sífilis. Edição VI Rev.: 08/2021. 8. Referências bibliográficas AVELLEIRA JCR, BOTTINO G. Sífilis: Diagnóstico, tratamento e controle. An Bras Dermatol. 2006;81(2):111-26. ROSANNA W. PEELING; DAVID MABEY1, MARY L. KAMB, et al. Syphilis. Nature, Nº 17073 | Vol 3, 2017 Sífilis congênita - Pediatria - Manuais MSD edição para profissionais. ©Springer Science+Business Media OMAR LUPI, CARLOS GUSTAVO CARNEIRO, IVO CASTELO BRANCO COELHO. Manifestações mucocutâneas da dengue. An. Bras. Dermatol. 82 (4), Ago 2007. SALAZAR M.I, et al, The role of cell proteins in dengue virus infection, J Prot (2014). DAS PK, KIELIAN M. Molecular and structural insights into the life cycle of rubella virus. J Virol 95:e02349-20, 2021. MARGARET HUNT. Rubella (German Measles) Virus, Virology, Cap. 5, 2016.