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O trecho apresenta uma posição a respeito da diversidade teórica e prática da psicologia segundo a qual (assinale a alternativa correta):


a) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos tal como eles são, mas, devido à sua complexidade, atualmente só podem fazê- parcialmente. Neste sentido, o trecho apresenta a mesma concepção da diversidade teórica da Psicologia defendida por Figueiredo.
b) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos, mas não conseguem compreender completamente sua complexidade. O trecho apresenta uma visão crítica em relação à diversidade teórica da Psicologia.

2) Consulte via internet ou pelos meios convencionais em que consiste o chamado “Manifesto Behaviorista”.

4) A titulo de exemplo, faça o exercício abaixo:

Parte 3: As Abordagens Cognitivo - Comportamentais: o desafio cognitivo

Quanto ao Behaviorismo Radical, afirma-se:

I) Difere do Behaviorismo Metodológico, porque, além dos comportamentos respondentes (reflexos condicionados e incondicionados), inclui e enfatiza os operantes.
II) Embora se caracterize como um behaviorismo, a proposta de Skinner aceita estudar os eventos privados através do método introspectivo.
III) Entende que o repertório comportamental humano é fruto da aprendizagem que se desenvolve a partir de reforços que o ambiente lhe proporciona, especialmente os reforços positivos.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III

Analise as afirmacoes abaixo sobre a Psicologia Experimental de Wundt e a Psicologia da Gestalt e assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:

I. A Gestalt afirma, em contraposição à proposta de Wundt, que a totalidade não pode ser compreendida pelo estudo dos elementos isolados.
II. A Psicologia Experimental de Wundt defende a ideia de que a experiência subjetiva pode ser estudada e compreendida através da análise dos elementos perceptivos.
III. A Psicologia da Gestalt utiliza o método fenomenológico para compreender e explicar a experiência subjetiva.
IV. A Psicologia Experimental de Wundt valoriza a organização perceptual e estabelece os princípios fundamentais da Gestalt.
V. A Gestalt critica o caráter elementarista da Psicologia Experimental de Wundt, argumentando que a experiência consciente é composta pela combinação de diferentes elementos em uma nova configuração.
(V), (V), (V), (F), (V)
(V), (F), (V), (V), (V)
(V), (V), (F), (V), (V)

Assinale a alternativa que apresenta o resultado de sua análise:

I - V; II - V; III - F.
I - V; II - F; III - V.
I - F; II - V; III - V.
I - V; II - F; III - F.
I - F; II - V; III - F.
a) I - V; II - V; III - F.
b) I - V; II - F; III - V.
c) I - F; II - V; III - V.
d) I - V; II - F; III - F.
e) I - F; II - V; III - F.

O problema que gerou o interesse de Freud pela psicologia era essencialmente avesso à perspectiva empírica proposta pelos modelos científicos da época: as “causas” supostas para os fenômenos que constituíam seu objeto de estudo, eram inacessíveis a observação direta, o que levava o problema a ser investigado para o interior do homem. Assim, foi necessário o desenvolvimento de uma metapsicologia. A esse respeito, considere as afirmacoes abaixo:

I) Os conceitos que compõem a metapsicologia freudiana são construtos hipotéticos referidos a algo imaterial; como dizia Freud, estão “abertos à revisão”, dependendo de “quanto se pode alcançar com sua ajuda”.
II) A metapsicologia mantém-se no nível estritamente individual no qual ocorre o trabalho analítico.
III) O aparelho psíquico - sua estrutura e sua dinâmica -, conforme descrito na metapsicologia, é uma ficção, um recurso para pensar, um modelo.
IV) Tal como um modelo atômico, que mostra os elétrons fisicamente localizados em torno do núcleo, a metapsicologia freudiana nos permite ver como é, na realidade, a estrutura da personalidade.
a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) II e III
e) III e IV

A Psicanalista Melanie Klein (1882 – 1960), que trabalhou como analista infantil na Inglaterra.

Freud usava a palavra “objeto” para se referir a qualquer pessoa, objeto ou atividade com capacidade para satisfazer ao instinto.

Os teóricos das Relações Objetais concentravam – se nas relações interpessoais entre esses objetos, enquanto Freud enfocava mais os impulsos instintivos propriamente ditos, dando desta forma maior ênfase às influências sociais e ambientais sobre a personalidade, principalmente na interação entre mãe e filho.


Os teóricos das Relações Objetais consideraram que a formação da personalidade na infância ocorria mais cedo do que Freud afirmava.

Os teóricos das Relações Objetais também consideraram que as questões mais cruciais no desenvolvimento da personalidade envolvem o aumento da capacidade e da necessidade da criança, com o passar do tempo, de libertar-se do objeto primário (a mãe), a fim de estabelecer uma firme noção de si mesma e desenvolver relações com outros objetos (pessoas).


A Teoria do Amadurecimento Emocional - D. W. Winnicott.

Ser humano nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo.


O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.


Desenvolvimento psíquico - Maturação emocional - três etapas sucessivas:

Integração e personalização: Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita.


Período em que a criança, graças às experiências, consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia.


A função do holding em termos psicológicos é fornecer apoio egóico, em particular na fase de dependência absoluta antes do aparecimento da integração do ego.


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Questões resolvidas

O trecho apresenta uma posição a respeito da diversidade teórica e prática da psicologia segundo a qual (assinale a alternativa correta):


a) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos tal como eles são, mas, devido à sua complexidade, atualmente só podem fazê- parcialmente. Neste sentido, o trecho apresenta a mesma concepção da diversidade teórica da Psicologia defendida por Figueiredo.
b) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos, mas não conseguem compreender completamente sua complexidade. O trecho apresenta uma visão crítica em relação à diversidade teórica da Psicologia.

2) Consulte via internet ou pelos meios convencionais em que consiste o chamado “Manifesto Behaviorista”.

4) A titulo de exemplo, faça o exercício abaixo:

Parte 3: As Abordagens Cognitivo - Comportamentais: o desafio cognitivo

Quanto ao Behaviorismo Radical, afirma-se:

I) Difere do Behaviorismo Metodológico, porque, além dos comportamentos respondentes (reflexos condicionados e incondicionados), inclui e enfatiza os operantes.
II) Embora se caracterize como um behaviorismo, a proposta de Skinner aceita estudar os eventos privados através do método introspectivo.
III) Entende que o repertório comportamental humano é fruto da aprendizagem que se desenvolve a partir de reforços que o ambiente lhe proporciona, especialmente os reforços positivos.
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III

Analise as afirmacoes abaixo sobre a Psicologia Experimental de Wundt e a Psicologia da Gestalt e assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:

I. A Gestalt afirma, em contraposição à proposta de Wundt, que a totalidade não pode ser compreendida pelo estudo dos elementos isolados.
II. A Psicologia Experimental de Wundt defende a ideia de que a experiência subjetiva pode ser estudada e compreendida através da análise dos elementos perceptivos.
III. A Psicologia da Gestalt utiliza o método fenomenológico para compreender e explicar a experiência subjetiva.
IV. A Psicologia Experimental de Wundt valoriza a organização perceptual e estabelece os princípios fundamentais da Gestalt.
V. A Gestalt critica o caráter elementarista da Psicologia Experimental de Wundt, argumentando que a experiência consciente é composta pela combinação de diferentes elementos em uma nova configuração.
(V), (V), (V), (F), (V)
(V), (F), (V), (V), (V)
(V), (V), (F), (V), (V)

Assinale a alternativa que apresenta o resultado de sua análise:

I - V; II - V; III - F.
I - V; II - F; III - V.
I - F; II - V; III - V.
I - V; II - F; III - F.
I - F; II - V; III - F.
a) I - V; II - V; III - F.
b) I - V; II - F; III - V.
c) I - F; II - V; III - V.
d) I - V; II - F; III - F.
e) I - F; II - V; III - F.

O problema que gerou o interesse de Freud pela psicologia era essencialmente avesso à perspectiva empírica proposta pelos modelos científicos da época: as “causas” supostas para os fenômenos que constituíam seu objeto de estudo, eram inacessíveis a observação direta, o que levava o problema a ser investigado para o interior do homem. Assim, foi necessário o desenvolvimento de uma metapsicologia. A esse respeito, considere as afirmacoes abaixo:

I) Os conceitos que compõem a metapsicologia freudiana são construtos hipotéticos referidos a algo imaterial; como dizia Freud, estão “abertos à revisão”, dependendo de “quanto se pode alcançar com sua ajuda”.
II) A metapsicologia mantém-se no nível estritamente individual no qual ocorre o trabalho analítico.
III) O aparelho psíquico - sua estrutura e sua dinâmica -, conforme descrito na metapsicologia, é uma ficção, um recurso para pensar, um modelo.
IV) Tal como um modelo atômico, que mostra os elétrons fisicamente localizados em torno do núcleo, a metapsicologia freudiana nos permite ver como é, na realidade, a estrutura da personalidade.
a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) II e III
e) III e IV

A Psicanalista Melanie Klein (1882 – 1960), que trabalhou como analista infantil na Inglaterra.

Freud usava a palavra “objeto” para se referir a qualquer pessoa, objeto ou atividade com capacidade para satisfazer ao instinto.

Os teóricos das Relações Objetais concentravam – se nas relações interpessoais entre esses objetos, enquanto Freud enfocava mais os impulsos instintivos propriamente ditos, dando desta forma maior ênfase às influências sociais e ambientais sobre a personalidade, principalmente na interação entre mãe e filho.


Os teóricos das Relações Objetais consideraram que a formação da personalidade na infância ocorria mais cedo do que Freud afirmava.

Os teóricos das Relações Objetais também consideraram que as questões mais cruciais no desenvolvimento da personalidade envolvem o aumento da capacidade e da necessidade da criança, com o passar do tempo, de libertar-se do objeto primário (a mãe), a fim de estabelecer uma firme noção de si mesma e desenvolver relações com outros objetos (pessoas).


A Teoria do Amadurecimento Emocional - D. W. Winnicott.

Ser humano nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo.


O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.


Desenvolvimento psíquico - Maturação emocional - três etapas sucessivas:

Integração e personalização: Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita.


Período em que a criança, graças às experiências, consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia.


A função do holding em termos psicológicos é fornecer apoio egóico, em particular na fase de dependência absoluta antes do aparecimento da integração do ego.


Prévia do material em texto

Módulo 1:   A organização das ideias psicológicas em escolas de pensamento.        
Bibliografia Básica 
FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulos I e II).
Bibliografia Complementar
FGUEIREDO, L.C.M. A gestação do espaço psicológico no século XIX: Liberalismo, Romantismo e Regime Disciplinar. A invenção do  psicológico. Quatro séculos de subjetivação 1500-1900. São Paulo: EDUC: Escuta, 1996.
 
OBSERVAÇÃO: Não é objetivo da disciplina que o aluno conheça e discrimine as diferentes matrizes de pensamento relacionadas por Figueiredo e sim compreenda que a Psicologia se constituiu como ciência em um espaço de dispersão; neste sentido, não é possível falar em acumulação ou progresso do conhecimento psicológico. O aluno também deve compreender que o autor, Figueiredo, propõe a ordenação das teorias psicológicas em escolas de pensamento, mas sem falar em acumulação ou progresso do conhecimento psicológico, considerando que as escolas de pensamento sustentam-se em diferentes bases epistemológicas e ontológicas, e dentro  do contexto sócio político e cultural em que emergiram.
 
Parte 1: A constituição e ocupação do espaço psicológico
No campo da Psicologia, coexistem diferentes teorias. 
Você verá, ao longo do semestre, que esta convivência nem sempre é  harmoniosa. 
As escolas de pensamento que vamos estudar definem como campo de investigação diferentes objetos, e propõem maneiras diferentes de estudá-los.
 
Nesta disciplina, permeando a apresentação dessas escolas de pensamento, há a tese de Figueiredo (1996, 2002) de que esta  diversidade não é fortuita, nem temporária: ela decorre das contradições existentes no projeto de criação da Psicologia como ciência  independente. Ao longo do semestre, não empreenderemos qualquer tentativa de unificação e síntese e não tentaremos minimizar as diferenças entre as teorias. Na apresentação de cada teoria, procuraremos identificar o contexto histórico cultural em que surgiu e explicitar sua maneira particular de pensar o homem.
 
Atividades:
 1) Leia atentamente os textos indicados, considerando que, de acordo com a proposta de Figueiredo, cada teoria psicológica entende o homem de uma forma e, portanto, propõem uma maneira peculiar para estudá-lo (em outras palavras, partem de diferentes pressupostos tanto ontológicos-antropológicos quanto epistemológicos-metodológicos). São exatamente estes pressupostos que serão focalizados na análise que faremos das teorias e sistemas que fazem parte do programa da disciplina TSP, remetendo-os ao contexto histórico e cultural da época de sua formalização.
 
2) Acompanhe o seguinte exemplo de exercício:
 Uma obra clássica sobre o desenvolvimento psicológico humano, que apresenta diferentes teorias e autores que se debruçaram sobre o assunto, tece o seguinte comentário: “Parece ficar claro que, devido à complexidade do processo de desenvolvimento humano e à jovialidade da ciência psicológica, nenhum modelo isoladamente tenha chegado à compreensão profunda de todas as suas variáveis. (...) A impressão que nos resta é a de que, qualquer que seja a linha mestra que nos pareça mais razoável, restarão dúvidas de inegável valor científico. Sim, porque é nossa crença e nossa convicção de que, justamente por estarmos numa época relativamente inicial do estudo  da criança e do adolescente, temos mais perguntas do que respostas a oferecer.” (RAPPAPORT, C.R.; FIORI, W.R.; DAVIS, C. Teorias do Desenvolvimento. São Paulo: EPU, 1981, p.91-92).
 
O trecho apresenta uma posição a respeito da diversidade teórica e prática da psicologia segundo a qual (assinale a alternativa correta):
 
a) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos tal como eles são, mas, devido à sua complexidade, atualmente só podem fazê- parcialmente. Neste sentido, o trecho apresenta a mesma concepção da diversidade teórica da Psicologia defendida por Figueiredo.
b) As teorias psicológicas são formas de descrever os fenômenos psicológicos tal como eles são, mas, devido à sua complexidade,  atualmente só podem fazê- parcialmente. Neste sentido, o trecho apresenta uma concepção da diversidade teórica da Psicologia que se afasta daquela defendida por Figueiredo.
c) Subjacente a cada teoria psicológica há um determinado conjunto de pressupostos a respeito do que é o homem e de como se dá seu desenvolvimento. Neste sentido, o trecho apresenta a mesma concepção da diversidade teórica da Psicologia defendida por Figueiredo.
d) Subjacente a cada teoria psicológica há um determinado conjunto de pressupostos a respeito do que é o homem e de como se dá seu desenvolvimento. Neste sentido, o trecho apresenta uma concepção da diversidade teórica da Psicologia que se afasta daquela  defendida por Figueiredo.
e) Seria improdutivo dar continuidade ao processo de produção de conhecimento em psicologia, uma vez que mesmo com pesquisas  adicionais não atingiríamos a compreensão global do processo de desenvolvimento humano.
 
Resposta: A alternativa a ser assinalada é a b. Uma correta interpretação do texto apresentado indicará que a autora supõe que o desenvolvimento humano não pôde ainda ser estudado completamente em toda a sua complexidade. No entanto, é possível perceber que ela  considera a possibilidade de isto vir a ocorrer no futuro – a produção de um conhecimento fidedigno sobre o homem. 
Esta posição difere da assumida por Figueiredo, para quem  a diversidade teórica de nosso campo se deve ao projeto contraditório 
de constituição da Psicologia como ciência independente, sendo, nesse sentido, irrecorrível.
Modulo 2 - Os Behaviorismos.
II.1 Behaviorismo Metodológico.
II.2 Behaviorismo Radical.
II.3 As Abordagens Cognitivo - Comportamentais. 
Leitura Obrigatória:
CARRARA, K.; ZILIO, D. (Orgs) Reflexões históricas e conceituais. Vol 1 . 1ª ed. São Paulo: Editora Paradigma, 2016. (Capítulos 1 e 6)
CARRARA, K.; ZILIO, D. (Orgs) Reflexões históricas e conceituais. Vol 2 . 1ª ed. São Paulo: Editora Paradigma, 2017.(capítulo 5)
Leitura para Aprofundamento:
- SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011. (Capítulos 10 e 11). 
Parte 1: O Behaviorismo Metodológico de J. B. Watson - o "manifesto behaviorista" e os primórdios de uma ciência do comportamento. 
Apresentação do tema: Nos primeiros anos do século XX, havia nos EUA um ambiente favorável à idéia de que a Psicologia deveria  produzir um conhecimento que pudesse ser  aplicado à solução dos problemas humanos.    John Watson é comumente apontado como fundador do movimento a que chamou Behaviorismo.  
Influenciado pelos modelos científicos  que enfatizavam fortemente a obtenção de dados objetivos sobre seus objetos e a produção de conhecimento experimentalmente   comprovável, propôs que a Psicologia passasse a  se ocupar do comportamento (behavior, em inglês): 
Por que não fazemos daquilo que podemos observar, o corpo de estudo da Psicologia? (Watson, 1913). 
Em substituição ao método introspectivo, Watson  defendia  que a psicologia deveria se limitar a dados objetivos e mensuráveis.Contrariamente ao que ocorria com a experiência privada do indivíduo que só podia ser revelada através da introspecção, o  comportamento permitia a observação pública e a medição objetiva.
Privilegiando, assim, a observação consensual (isto é, a observação que pode ser comprovada por pelo menos duas pessoas), Watson estabeleceu  um critério que definia o que poderia vir a ser estudado pela psicologia: apenas o observável.
Seguindo a visão mecanicista da época, derivada da física newtoniana, segundo a qual todo fenômeno tem uma causa, e se negando a estudar a mente humana, que não pode ser diretamente observada,  Watson foi buscar as variáveis responsáveis pela determinação do comportamento fora do organismo.
Para Watson, o comportamento era produto da ação de variáveis externas antecedentes. Certos estímulos eliciariam respostas, geneticamente programadas, em resultado na evolução das espécies, ou estabelecidas atravésda formação de hábitos  (condicionamento clássico). Watson entendia que o repertório comportamental de um organismo era resultado da ação do ambiente sobre estas estruturas reflexas hereditárias. A resposta condicionada era vista como a menor unidade do comportamento,  a partir da qual cadeias complexas seriam originadas pela interligação de reflexos simples. 
Esquematicamente, podemos grafar o  modelo compreensivo de Watson como E à R (ou  S à R, um estímulo (stimulus), eliciando uma resposta (response)).
O Behaviorismo de Watson veio a ser conhecido como Behaviorismo Metodológico pela ênfase dada às definições objetiva  aos  procedimentos de medida,  à demonstração e à experimentação – em outras palavras, ênfase no método.
Atividades:
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados. A partir deles e de outras fontes, de sua escolha,                               posicionando-se  criticamente frente a proposta de limitar a Psicologia ao estudo do que é consensualmente observável. 
2) Consulte via internet ou pelos meios convencionais em que consiste o chamado “Manifesto Behaviorista”. 
3) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos  textos, na tentativa de saná-las.  Caso elas persistam, apresente-as  ao professor, nas aulas presenciais.
4) A titulo de exemplo, faça o exercício abaixo:
Considera-se que a psicologia científica começa quando Wundt, em 1879, monta o primeiro laboratório de psicologia, 
em Leipzig, na Alemanha. Wundt concebia a psicologia como uma ciência intermediária, localizada entre as ciências 
naturais e as ciências da cultura. Desenvolveu, assim, um duplo projeto: uma psicologia experimental fisiológica, que se 
propunha a estudar a experiência imediata dos sujeitos seguindo os cânones adotados pelas demais ciências: uma 
psicologia experimental da consciência; e uma psicologia social ou “dos povos”, dedicada ao estudo dos processos superiores da vida mental (pensamento, imaginação, etc). Como seu interesse, dentro da psicologia experimental, era a percepção dos fenômenos pelos sujeitos, incluiu em seus estudos a  introspecção. 
Método herdado da filosofia, a introspecção consiste na observação e registro das percepções, pensamentos e  sentimentos pelo próprio sujeito. Wundt, no entanto, introduziu algumas alterações neste método. Seus sujeitos experimentais eram  treinados em auto-observação, na tentativa de torná-los aptos a fornecer relatos fidedignos. Em oposição à proposta de Wundt, Watson (1878 -1958) propõe um novo projeto para a psicologia. Do ponto de vista do método de investigação, em que diferem as duas propostas?
A. No que se refere ao método de investigação, não há divergências, na medida em que tanto a auto-observação, quanto a observação consensual são técnicas consideradas adequadas para a produção de conhecimento fidedigno.
B. As propostas diferem no que diz respeito ao objeto de estudo: experiência imediata para Wundt, e comportamento para Watson. Quanto ao método, porém, não há diferenças significativas. 
C. A divergência metodológica está no fato de Wundt treinar os sujeitos em auto-observação enquanto Watson treinava os experimentadores.
D. A divergência metodológica está na insistência de Watson de considerar como válida apenas a observação feita, no mínimo, dois observadores independentes.
E. A diferença está na ênfase na precisão das medidas: Watson era rigoroso em seus critérios de medição, enquanto Wundt considerava suficiente o relato da experiência pelos sujeitos, em sua riqueza subjetiva.
 
R: Se voce compreendeu corretamente a proposta de Watson, assinalou a alternativa D. Watson questionado o 
projeto de psicologia wundtiana tanto em relação ao seu objeto quanto em relação ao método. Para garantir a fidedignidade da 
observação do objeto a ser investigado, o dado deveria ser constatado por pelo menos dois observadores independentes.
 
Parte 2: Behaviorismo Radical de B. F. Skinner. Uma abordagem funcional do comportamento: o conceito de operante.
Apresentação do tema: Seguindo a tradição behaviorista, B. F. Skinner (1904 - 1990), não obstante, introduz inovações fundamentais no projeto científico de Watson. Embora reconhecesse a existência, no repertório humano, de um conjunto de comportamentos que atendiam ao paradigma reflexo proposto por seu predecessor (S -- >R), Skinner salientava que esta classe de comportamentos, que denominou comportamentos respondentes, 
somente englobava uma parte muito limitada desse repertório. 
Para Skinner, a maior parte dos comportamentos humanos não estavam sujeitos a este tipo de controle primário, não sendo possível encontrar, no meio ambiente, estímulos que os eliciassem. 
Estes limites levaram-no, em 1937, à conceituação de uma nova classe de comportamentos, os operantes. 
A denominação “operante” se aplica àqueles comportamentos que operam sobre o ambiente (ou seja, produzem algum efeito sobre o ambiente). 
Para Skinner, são justamente estes efeitos da ação humana que, retroagindo sobre o comportamento, alteram a probabilidade de sua ocorrência 
futura. Em outras palavras, algumas consequências ambientais de um dado comportamento atual tornam maior ou menor a probabilidade de 
ocorrência deste mesmo comportamento no futuro. Observando um organismo, é possível identificar que, quando algumas circunstâncias seguem 
uma dada “resposta” comportamental, há um aumento na frequência de ocorrência desta mesma resposta. 
Chamamos estas conseqüências de reforçadores. Em outros casos, uma dada consequência reduz a frequência de um dado comportamento. 
Chamados  esta ocorrência de “estímulo” aversivo.
Em sua análise funcional, Skinner, além das variáveis que seguem um dado comportamento, também considera  
as condições ambientais que antecedem o comportamento. Na proposta de Skinner, por ele denominada Behaviorismo Radical, as condições 
vigentes na ocasião em que um dado comportamento ocorre adquirem conexões com este determinado comportamento. Esta conexão estímulo-resposta é, no entanto, fundamentalmente diferente daquela que ocorria no comportamento  respondente ou reflexo estudado por Watson. 
Aqui, o estímulo não elicia (produz) a resposta, mas tão somente assinala a ocasião em que a resposta foi seguida de reforçamento no passado. Desta forma, em presença destas mesmas condições ambientais, é mais provável que a mesma classe de resposta ocorra. Chamamos a este estímulo 
antecedente de SD (estímulo discriminativo) e podemos esquematicamente grafar a relação funcional estabelecida do seguinte modo: SD > R > SR (um estímulo discriminativo indicando a ocasião em que uma dada resposta provavelmente será reforçada).
Skinner adota a concepção evolucionista de Darwin, segundo a qual determinadas características das espécies de seres vivos permitem maior adaptação desses organismos a seus ambientes, favorecendo sua sobrevivência e reprodução. Assim, pelo mecanismo de seleção natural, estas características são mantidas, enquanto aquelas menos adequadas ao ambiente acabam por desaparecer.  Skinner propõe a seleção de comportamentos por suas conseqüências: alguns comportamentos ocorrem aleatoriamente e são selecionados os mais aptos à sobrevivência do organismo. 
Esta seleção por conseqüências deve ser considerada em três níveis:                                                                                    
1. nivel filogenético, estão as características da espécie, de natureza genética, com seus padrões 
comportamentais típicos. 
2. Nível ontogenético, por meio  da modelagem e da imitação, os membros da espécie vem a desenvolver um repertório comportamental aprendido ao longo de sua história de vida ocorre ainda um terceiro nível de seleção por consequências.
3. no caso da espécie humana, nívelcultural, que depende da participação de outros elementos do grupo no qual o indivíduo se insere. Assim, para entender o comportamento, é necessário analisar as três histórias: filogenético, ontogenético e cultural.
Temos, então, aqui delineadaa forma pela qual Skinner concebe o ser humano. 
De acordo com suas próprias palavras: “Numa análise comportamental, uma pessoa é um organismo, um membro da espécie humana que adquiriu um repertório de  comportamento. (...) Uma pessoa não é um agente que origine; é um lugar, um ponto em que múltiplas condições genéticas e  ambientais se reúnem num efeito conjunto. Como tal, ela permanece indiscutivelmente única. Ninguém mais (a menos que tenha um gêmeo 
idêntico) possui sua dotação genética e, sem exceção, ninguém mais tem sua história pessoal. Daí se segue que ninguém mais se comportará precisamente da mesma maneira.” 
(B. F. Skinner, Sobre o Behaviorismo, São Paulo, Cultrix/Ed USP, 1982, p. 145)
Parte 3: As Abordagens Cognitivo - Comportamentais: o desafio cognitivo 
Apesar deste posicionamento mantido por Skinner, a partir do final da década de 60, começou a surgir nos EUA um 
novo desdobramento do projeto inicial Behaviorista, especialmente dentro da área clínica de atuação. Os adeptos deste movimento entendiam que o modelo não mediacional skinneriano (ou seja, um modelo que excluía a ação de 
variáveis internas na determinação dos 
comportamentos) era insuficiente para explicar todos os aspectos da atividade humana, especialmente o 
comportamento humano complexo –  os processos de formação de crenças, a ação empreendida visando um 
objetivo. Na tentativa de lidar com o comportamento humano complexo, Bandura (1969) conceituou a aprendizagem 
vicariante que ocorre quando o aprendiz apenas observa um modelo atuar e ser reforçado ou punido, por exemplo, ou a aprendizagem de regras comportamentais, 
que parece ocorrer quando o sujeito se comporta com relativa originalidade em situações novas, a partir da 
observação de um “estilo” de comportamento de um modelo. 
Estas são situações nas quais faz sentido falar em cognição, expectativas e processamento de informação como fatores determinantes do comportamento.
Outra área cujo estudo contribuiu para a expansão do cognitivismo entre os behavioristas foi a do autocontrole (Mahoney, 1974), que focalizava o controle voluntário do ambiente pelo sujeito. 
Além disso, Ellis (1974) e Beck (1979) desenvolveram técnicas de modificação do comportamento cognitivo baseadas em princípios comportamentais. As mesmas leis da aprendizagem associativa se aplicariam às cognições que seriam 
incorporadas como respostas encobertas capazes de representar simbolicamente, para o sujeito, estímulos ausentes.
Assim, uma facção da clinica comportamental passou a se deslocar  na direção de um "neomentalismo", abrindo a 
“caixa preta” conceituada por Watson, em cujo paradigma era negado qualquer valor causal a variáveis organísmicas. 
O modelo cognitivista postula que entre a estimulação ambiental e a resposta comportamental do indivíduo 
ocorre a intermediação da atividade do pensamento, que atribui significados aos eventos do mundo externo. 
Entende-se aqui que o modo como um indivíduo estrutura as suas experiências – seus padrões de pensamento, 
formados nos primeiros anos de vida, como resultado de aprendizagens relacionadas 
à inserção da criança em um dado grupo social – determina em grande parte o modo como ele sente e se comporta.
Dentro desta concepção, determinados padrões cognitivos podem ser desadaptativos, na medida em que não correspondam aos dados da realidade. Uma atuação clínica baseada nesta conceituação teórica tem o objetivo de levar o paciente a conhecer seus esquemas básicos de funcionamento mental (sistemas de crenças e suposições sobre si mesmo, sobre o mundo, expectativas quanto ao futuro etc.), identificando padrões disfuncionais e desenvolvendo formas alternativas de pensamento. 
Atividades: 
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados. A partir deles e de outras fontes, de sua escolha, elabore um quadro comparativo 
dos modelos propostos por Watson e Skinner, com relação aos seguintes aspectos: concepção de mente; 
objeto de estudo; método; compreensão da determinação dos comportamentos humanos; noção de causalidade; 
posicionamento frente a continuidade evolutiva animais inferiores-homem; influências positivistas.
 
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de exame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 3) Realize este exemplo de exercício.
 
Quanto ao Behaviorismo Radical, afirma-se:
 I) Difere do Behaviorismo Metodológico, porque, além dos comportamentos respondentes (reflexos condicionados e incondicionados), inclui e enfatiza os operantes.
II) Embora se caracterize como um behaviorismo, a proposta de Skinner aceita estudar os eventos privados através 
do método introspectivo.
III) Entende que o repertório comportamental humano é fruto da aprendizagem que se desenvolve a partir de 
reforços que o ambiente lhe proporciona, especialmente os reforços positivos.
 
Responda: está correto o que se afirma em:
a) I
b) II
c) III
d) I e II
e) I e III
 
R: D. As afiirmações I e II apresentam adequadamente o pensamento de Skinner. A III, porém, é falsa: Skinner considera que o comportamento humano é produto de três histórias, é complexo e histórico, não sendo desenvolvido apenas a partir de interações reforçadoras.
Modulo 3: O Funcionalismo Europeu. 
3.1 A Psicologia da Gestalt.
3.2 Lewin e a Teoria de Campo.
Leitura Obrigatória:
- SCHULTZ, D. P. & SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011. (Capítulo 12).
Leitura para Aprofundamento: 
- FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulo VI).
- GOODWIN, C. J. A Psicologia da Gestalt. História da Psicologia Moderna. São Paulo: Cultrix, 2005. (Capítulo 9).
- MORAES, M. O gestaltismo e o retorno à experiência psicológica. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 18).
 
Apresentação do tema: Como a maioria dos revolucionários intelectuais, os líderes da GESTALT exigiram completa revisão da antiga ordem, ou seja da Psicologia Experimental de Wundt.
Independentemente do movimento Behaviorista que ocorria nos EUA, a Alemanha foi palco de uma nova proposta, surgida em oposição à Psicologia Experimental de Wundt. Em lugar de se recusar a estudar a experiência subjetiva como no caso do Behaviorismo Metodológico, ou se recusar em reconhecer qualquer valor causal em sua existência como no caso do Behaviorismo Radical, os fundadores da Psicologia da Gestalt – Wertheimer (1880 – 1943), Koffka (1886 – 1941) e Köhler (1887 – 1967) – procuravam compreendê-la e explicá-la, utilizando o método fenomenológico.
A crítica dos gestaltistas se dirigia ao caráter elementarista da Psicologia Experimental de Wundt, entendendo que não seria possível atingir a compreensão da mente ou do comportamento pela identificação dos elementos básicos da experiência consciente. Para eles,  seria necessário considerar que a experiência não se dá pela soma ou associação de elementos perceptivos, mas sim pela combinação dos diferentes elementos em uma nova configuração – em uma gestalt.
Grande parte das pesquisas desenvolvidas por esta escola de pensamento focalizou a organização perceptual, estabelecendo seus princípios – isto é, as regras fundamentais a partir das quais organizamos o mundo.
CONSTÂNCIA PERCEPTUAL: qualidade de integridade ou plenitude da experiência perceptual, que não se altera mesmo com a mudança dos elementos sensoriais. A percepção não pode ser explicada simplesmente como um conjunto de elementos ou a soma das partes. A percepção é um todo, uma GESTALT, e qualquer tentativa de analisá-la ou reduzi-la em elementos a destruirá.
WERTHEIMER apresentou os princípios de organização perceptual da Psicologia da GESTALT em um artigo publicado em 1923. Ele alegava que percebemos os objetos do mesmo modo que observamos o movimento aparente, como unidades completas e não comoagrupamentos de sensações individuais. Esses princípios da Gestalt seriam as regras fundamentais por meio das quais organizamos nosso universo perceptual.
Em resultado destes estudos, tornou-se evidente que há uma distinção entre a realidade física e a realidade perceptiva, idéia que originará férteis desdobramentos na Psicologia. Um deles é a teoria de campo de Lewin.
Atividades:
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados. 
2) A partir dos textos indicados  e de outras fontes, pesquise em que consiste a Teoria de Campo de Kurt Lewin, caracterizando-o como uma expansão da Teoria da Gestalt.
3) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las.  Caso elas persistam, apresente-as  ao professor, nas aulas presenciais.
4) Faça o exercício abaixo:
Analise as afirmações abaixo sobre a Psicologia Experimental de Wundt e a Psicologia  da Gestalt  e assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
I. A Gestalt afirma, em contraposição à proposta de Wundt, que a totalidade não pode compreendida pelo estudo de seus elementos individuais.
II. A Gestalt dedicou-se principalmente ao estudo da percepção, procurando encontrar suas leis. Estas leis vieram a evidenciar que nossa percepção é uma cópia perfeita da realidade, corroborando a proposta estruturalista.
III. A Gestalt compreendia que não seria produtivo para a Psicologia estudar os elementos da consciência, uma vez que entendia que o todo é mais do que a simples associação desses elementos.
 
Assinale a alternativa que apresenta o resultado de sua análise:
a) I - V; II - V; III - F.
b) I - V; II - F; III - V.
c) I - F; II - V; III - V.
d) I - V; II - F; III - F.
e) I - F; II - V; III - F.
 
R: A alternativa correta é a b. As afirmações I e III apresentam adequadamente o principal principio da Psicologia da Gestalt - que a totalidade é mais que a soma de seus elementos. Neste sentido, a Gestalt defende que percebemos configurações e não elementos.
 
- O projeto da Gestalt: procurar compreender e explicar a experiência subjetiva
- Desafios: melodia tocada em diferentes tons; semelhança entre figuras; Wertheimer e o fenômeno phi: ilusão visual de movimento de um determinado objeto estacionário se este for mostrado em uma sucessão rápida de imagens (como no cinema).
- Principais nomes: Wertheimer (1880 – 1943), Koffka (1886 -1941) e Kohler (1887 -1967), na Universidade de Frankfurt
- Procedimento para captação da experiência tal como de dava ao sujeito: método fenomenológico = descrição ingênua dos fenômenos tal como aparecem à consciência, antes de qualquer reflexão, conhecimento ou tentativa de análise.
- Principais conceitos:
1.      Caráter estrutural dos fenômenos da experiência: todos os fenômenos da percepção, da memória, da solução de problemas, da afetividade etc. eram vividos pelos sujeitos sob a forma de gestalts (relações entre as partes em que o todo é mais que a soma dos elementos).
2.      Figura-fundo: o sentido da experiência de dá pela diferenciação entre figura e fundo; se não houver heterogeneidade entre figura e fundo não há conhecimento; figura e fundo só têm sentido um em relação a outro (as partes se exigem mutuamente numa dinâmica funcional)
3.      Lei da boa forma: uma estrutura dada possui a tendência de se apresentar de forma completa (gestalt): princípios da proximidade, continuidade,  semelhança,  fechamento.
Proximidade: partes próximas no tempo e no espaço aparecem unidas e tendem a ser percebidas juntas (três colunas).
Continuidade: tendência a perceber de forma que os elementos pareçam fluir em uma direção (de cima para baixo).
Semelhança: as partes similares tendem a ser vistas juntas, formando um grupo (linhas de círculos e de pontos)
Fechamento: tendência a completar figuras.
- Isomorfismo: correspondência entre a experiência consciente ou psicológica e os processos cerebrais subjacentes;
- Aprendizagem por insight e não por tentativa e erro
 
 Modulo 4: A Psicanálise
4.1. Freud e a criação da Psicanálise.
4.2. Psicanálise no Período Pós Fundação:
- Psicologia do Ego. (Anna Freud).
- A Teoria das Relações entre os Objetos - Melanie Klein.
- A Teoria do Amadurecimento Emocional - D. W. Winnicott.
Leitura Obrigatória:
- LOUREIRO, I. Luzes e sombras. Freud e o advento da psicanálise. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 23).
- SCHULTZ, D. P.; SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 9ª ed. São Paulo: Thomson Learning, 2011. (Capítulo 14).
Leitura para Aprofundamento: 
- DUNKER, C. I. L. Aspectos históricos da psicanálise pós-freudiana. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 24).
- FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulo VII).
- KAYANO, D. Y. – Psicologia Analítica ou Junguiana: contexto histórico e conceitos básicos. In: KAHHALE, E. M. P. (org.) A Diversidade da Psicologia: Uma Construção Teórica. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulo 5).
- PENNA, A. G. Introdução à psicologia do século XX. Rio de Janeiro: Imago, 2004. (Capítulo 5).
Apresentação do tema: A Psicanálise é um produto de seu tempo.
Sigmund Freud (1856-1939) alterou radicalmente o modo de pensar a vida psíquica, propondo como objeto de reflexão científica seus processos ocultos  – as fantasias, os sonhos, os esquecimentos, etc.
A Psicanálise é, como não poderia deixar de ser, um produto de seu tempo. Neste sentido, diz respeito a certas circunstâncias presentes em um dado universo cultural – a Viena da Belle Époque, cosmopolita, vibrante,  território propício ao desenvolvimento de novas idéias. Também como qualquer sistema de pensamento que se destaca por sua importância, a Psicanálise é, por um lado, resultado de um desdobramento de idéias e conceitos que já vinham sendo formulados de maneira assistemática no ambiente sócio-cultural do qual surge e, de outro, um processo de ruptura com relação ao pensamento vigente.
Neste sentido, é possível identificar em Freud as influências que o tornam um homem de seu tempo. Ao mesmo tempo, é possível identificar os rasgos de criatividade, que atestam sua genialidade.
A Psicanálise será abordada em duas unidades temáticas; nesta, suas leituras devem focalizar as condições histórico-culturais presentes no momento de surgimento da teoria freudiana e as influências presentes em suas formulação. Deve também compreender o percurso inicial de Freud, suas primeiras experiências clínicas, o trabalho com Breuer e o uso da hipnose.   
 Atividades: 
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados. 
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las.  Caso elas persistam, apresente-as  ao professor, nas aulas presenciais.
 3) Exercício comentado:
De acordo com Loureiro (2013): “É difícil abordar o solo cultural do qual provém a psicanálise sem mencionar a biografia de seu criador. (...) Daí nosso esforço em retomar alguns elementos de seu contexto cultual para entender as condições de emergência do saber e da prática psicanalítica” (p. 423). 1 Sobre o advento e constituição da Psicanálise, analise as afirmativas abaixo: 
I) Freud observava e formulava conceitos sobre os fenômenos psíquicos a partir de suas próprias experiências, de seus sonhos e de suas relações com seus pacientes, amigos e familiares. 
II) Freud empregou por um período significativo de suas investigações clínicas o método da hipnose no tratamento de seus pacientes. 
III) A sexualidade humana é entendida por Freud como um conjunto de atividades relacionadas à procriação e ao prazer. 
Assinale a alternativa correta: 
A) as afirmativas I e II são verdadeiras  
B) as afirmativas II e III são verdadeiras 
C) a afirmativa IIIé verdadeira 
D) as afirmativas I, II e III são verdadeiras 
E) a afirmativa I é verdadeira
Resposta: A. Freud considerava a Sexualidade em sentido amplo: mais que genitálias e reprodução, tanto que reconhecia a sexualidade infantil como importante para o desenvolvimento psíquico.?
Psicanálise: Principais Conceitos 
Para compreender a proposta psicanalítica é essencial retraçar o percurso freudiano, acompanhando o desenvolvimento de sua compreensão do psiquismo humano, ocorrido ao longo de seu trabalho clínico. O arcabouço teórico da psicanálise foi surgindo à medida que novos problemas foram sendo enfrentados, demandando conceitos mais amplos e de maior abrangência.
Há uma lógica na trama conceitual que Freud vai urdindo em sua longa e fértil vida intelectual, que se torna evidente na leitura de suas obras.
Freud foi um escritor bem sucedido, que convida o leitor a acompanhá-lo em seu raciocínio. Ler o texto freudiano é permitir-se o prazer de partilhar suas suposições, seus argumentos em defesa desta ou daquela idéia, a construção de conceitos a partir da observação e o abandono de idéias sempre que a realidade da clínica lhe propiciava novas evidências.
Recomendamos que, além das leitura indicadas, você leia um artigo de Freud, de sua escolha, penetrando em seu discurso, compreendendo e acompanhando seu pensamento.
Atividades:
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados, atentando . Além disso, escolha uma artigo de Freud e leia-o, acompanhando o desdobrar de sua argumentação.
 
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 3) Exercício comentado: 
 
O problema que gerou o interesse de Freud pela psicologia era essencialmente avesso à perspectiva empírica proposta pelos modelos científicos da época: as “causas” supostas para os fenômenos que constituíam seu objeto de estudo, eram inacessíveis a observação direta, o que levava o problema a ser investigado para o interior do homem. Assim, foi necessário o desenvolvimento de uma metapsicologia. A esse respeito, considere as afirmações abaixo:
 
I) Os conceitos que compõem a metapsicologia freudiana são construtos hipotéticos referidos a algo imaterial; como dizia Freud, estão “abertos à revisão”, dependendo de “quanto se pode alcançar com sua ajuda”.
II) A metapsicologia mantém-se no nível estritamente individual no qual ocorre o trabalho analítico.
III) O aparelho psíquico - sua estrutura e sua dinâmica -, conforme descrito na metapsicologia, é uma ficção, um recurso para pensar, um modelo.
IV) Tal como um modelo atômico, que mostra os elétrons fisicamente localizados em torno do núcleo, a metapsicologia freudiana nos permite ver como é, na realidade, a estrutura da personalidade.
 
Responda: É correto o que se afirma em:
a) I e II
b) I e III
c) II e IV
d) II e III
e) III e IV
 
R: b
As afirmações I e II apontam mostram uma compreensão correta da rede de conceitos elaborada por Freud. Seu arcabouço teórico é um instrumento para pensar o psiquismo, não devendo ser compreendido como pretendendo representar a realidade da estreutura psíquica.
 - PSICANÁLISE: Desdobramentos da Psicanálise Freudiana.
 - Psicologia do Ego. 
A filha de Freud, ANNA FREUD (1895 – 1982), foi a líder da Psicologia do Ego Neofreudiana.
·  A Psicologia do Ego incluía a noção de maior independência do Ego em relação ao Id, ou seja ele era dotado de energia própria, e não derivada deste, e com funções separadas do Id. 
· Os neofreudianos consideravam que o Ego estava isento em relação ao conflito produzido pela pressão dos impulsos do id em busca de satisfação. O ego funcionaria independente do id. 
- As Teorias das Relações entre os Objetos. 
   A principal teórica das Relações entre os Objetos foi a Psicanalista Melanie Klein (1882 – 1960), que trabalhou como analista infantil na Inglaterra.
· Freud usava a palavra “objeto” para se referir a qualquer pessoa, objeto ou atividade com capacidade  para satisfazer ao instinto.
· Os teóricos das Relações Objetais concentravam – se nas relações interpessoais entre esses objetos, enquanto Freud  enfocava mais os impulsos instintivos propriamente ditos, dando desta forma maior ênfase às influências sociais e ambientais sobre a personalidade , principalmente na interação entre mãe e filho.   
· Os teóricos das Relações Objetais consideraram que a formação da personalidade na infância, ocorria mais cedo do que Freud afirmava.  
· Os teóricos das Relações Objetais também consideraram que as questões mais cruciais no desenvolvimento da personalidade envolvem o aumento da capacidade  e da necessidade da criança, com o passar do tempo, de libertar-se do objeto primário (a mãe), a fim de estabelecer uma firme noção de si mesma e desenvolver relações com outros objetos (pessoas).
- A Teoria do Amadurecimento Emocional - D. W. Winnicott.
· Ser humano nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo.?
· O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.?
· Desenvolvimento psíquico - Maturação emocional - três etapas sucessivas: ?
· Integração e personalização:? Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita.?
· Período em que a criança, graças às experiências , consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia. ?
· A função do holding em termos psicológicos é fornecer apoio egóico, em particular na fase de dependência absoluta antes do aparecimento da integração do ego.?
· Adaptação à realidade: ?Nessa etapa, a mãe tem o papel de prover a criança com os elementos da realidade com que irá construir a imagem psíquica do mundo externo. A adaptação absoluta do meio ao bebê se torna adaptação relativa, através de um delicado processo gradual de falhas em pequenas doses.?
· Crueldade primitiva (fase de pré-inquietude)?: A mãe é, além do objeto que recebe, em certos momentos, a agressão da criança, é também aquela que cuida dela e a protege. Quando a criança exprime raiva e recebe amor, a criança confirma que a mãe sobreviveu e é um ser separado dela. O bebê adquire a noção de que suas próprias pulsões não são tão danosas e pode, pouco a pouco, aceitar a responsabilidade que possui sobre elas.?
Módulo 5. V - A Psicologia Analítica de C. G. Jung.
- A Psicologia Analítica. 
O fundador da Psicologia Analítica foi Carl Gustav Jung (1875 – 1961), médico psiquiatra e analista suíço. Freud chegou a considerar Jung como o seu substituto e herdeiro do movimento psicanalítico. Depois do rompimento da amizade entre os dois, em 1914, Jung desenvolveu a Psicologia Analítica, - (ou Psicologia Junguiana) -  em oposição à grande parte do trabalho de Freud.
    No que se referem aos principais pontos de divergência de Jung para Freud estão:
· Jung não considerava o Complexo de Édipo como o ponto central do desenvolvimento da personalidade.
· Jung discordava no que se refere ao entendimento da LIBIDO. Para Jung, a libido é uma energia de vida generalizada, da qual a pulsão sexual apenas faz parte. A energia básica da libido expressa-se no crescimento, na reprodução, e em outras atividades cruciais no momento para o indivíduo, assim como em sua criatividade e manifestação do potencial.    
·  Outra questão importante, que diferencia Jung de Freud, consiste na direção das forças que afetam a personalidade. Freud descrevia o indivíduo como vítima dos acontecimentos da infância, enquanto Jung acreditava na pessoa formada não apenas pelos acontecimentos do passado, como também pelas próprias metas, esperanças e aspirações futuras.· Para Jung a personalidade não é totalmente determinada pelas experiências vividas durante os primeiros cinco anos de vida e pode ser modificada ao longo da vida do indivíduo.  
· Jung também investigou a mente inconsciente mais fundo do que Freud. Acrescentou uma nova dimensão – o Inconsciente Coletivo – que descreveu como as experiências herdadas das espécies humanas e de seus ancestrais animais, que se manifestam através de arquétipos. 
       
Módulo 6:   VI. O Humanismo Americano.  
1.  A Psicologia Humanista.
2.  O Movimento da Psicologia Humanista.
3.  A terceira força, em oposição à Psicanálise e ao Behaviorismo.
Leitura Obrigatória:
- BUYS, R. C. A psicologia humanista. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 20).
Leitura para Aprofundamento:  
- FIGUEIREDO, L. C. FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulo VIII).
- ROSA, E. Z.; KAHHALE, E. M. P. Psicologia humanista: uma tentativa de sistematização da denominada terceira força da psicologia. In: KAHHALE, E. M. P. (org.) A Diversidade da Psicologia: Uma Construção Teórica. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulo 9).
 Apresentação do Tema: A Psicologia Humanista surge a partir da década de 50, nos EUA, apresentando - se como uma proposta restauradora dos grandes valores humanos que, de acordo com o seu próprio ponto de vista, não eram contemplados nos principais sistemas psicológicos de maior proeminência, 
na época – a Psicanálise e o Behaviorismo.
 
Baseado em uma concepçãopositiva sobre o homem e sua possibilidade de auto-desenvolvimento, o projeto humanista expandiu-se rapidamente.   O surgimento e disseminação das idéias humanistas, nos EUA, foi visto por diversos autores, como resultado do crescente mal-estar provocado pelo esgotamento dos sistemas sociais vigentes; neste sentido, as estratégias de auto-conhecimento que iam sendo propostas, foram caracterizadas como busca compensatória de soluções individualizantes para um sentimento coletivo de desamparo. Um destes comentadores do período é Christopher Lasch que, em “A cultura narcisista: a vida americana numa era de esperanças em declínio”(1983), afirma:
 “Após a ebulição política dos anos sessenta, os americanos recuaram para preocupações puramente pessoais. 
Desesperançados de incrementar suas vidas com o que interessa, as pessoas convenceram-se de que o importante é o autocrescimento psíquico: 
entrar em contato com seus sentimentos, comer alimentos saudáveis, tomar lições de dança clássica ou 
dança-do-ventre, mergulhar numa sabedoria do Oriente, correr, aprender a se “relacionar”, superar o “medo do prazer”. 
Por si sós inofensivas, essas buscas, elevadas ao nível de um programa e embrulhadas na retórica da autenticidade e da consciência, significam um recuo da política e um repúdio ao passado recente. (Lash, 1983, p.24-25)
 
Para o autor, o interesse que se verificava entre os americanos por estas “psicotecnologias", era uma ‘estratégia de sobrevivência’ adotadas pelos indivíduos, face ao profundo sentimento de fim de era característico do período e o conseqüente enfraquecimento do sentido do tempo histórico.
 
Tais críticas, porém, não reduziram o impacto, nem reverteram o interesse que se vinha registrando não apenas nos Estados Unidos pelo conjunto de métodos, práticas, técnicas, que pudesse ser utilizado como caminho viável para o estabelecimento de condições mais satisfatórias de convivência.
 
Os textos de Rogers são da mesma época e foram produzidos dentro da mesma cultura. 
Esta contextualização é importante porque coloca o autor em completa sintonia com correntes de pensamento que então vicejavam, dos EUA espalhando-se para outros países.
 
Outros modelos teóricos [1] foram produzidos neste mesmo cadinho e guardam aproximações com os aspectos discutidos com relação à abordagem rogeriana. É preciso destacar que, na medida em que divulgam uma versão positiva da condição humana, os adeptos dessa corrente supõem a compatibilidade entre a realização autêntica do indivíduo e a felicidade coletiva. Esta harmonia pode ser prejudicada, mas um processo restaurativo a
trará de volta, conforme afirma Figueiredo (1991), aos apresentar esta matriz de pensamento:
 
 “A natureza é sempre boa, sempre positiva, é uma fonte inesgotável de criações e prazeres; a sociedade pode não ser tão boa, mas nada impede que se torne, e isto dependerá essencialmente da transformação do indivíduo, que nada mais é que a sua autêntica realização, que a atualização infinita do potencial de vida que habita cada sujeito” (Figueiredo, 1991, p. 132). 
  
Atividades:
 1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados, atentando para os conceitos e pressupostos da Psicologia Humanista.  
2) Leia o texto-aula, considerando-o como um incentivo às suas próprias reflexões.
3) Acompanhe este exermplo de exercicio:
 
A Psicologia Humanista, denominada a terceira força em Psicologia, surge na década de 60, como uma forma de responder aos anseios da 
sociedade da época, com concepções que rompiam com as propostas psicanalíticas e behavioristas, e que buscavam resgatar a individualidade, a subjetividade,  as emoções próprias e particulares de cada ser humano. A respeito dessa corrente de pensamento psicológico, pode-se afirmar que:
  
I) Entre outras proposições, a Psicologia Humanista defende uma maior ênfase à consciência, em oposição ao que propunha a psicanálise; quanto ao behaviorismo, neste sentido não havia divergências.
 
II) A Psicologia Humanista considera que a vida humana possui uma dinâmica na qual o indivíduo deve obter um certo grau de realização.
 
III) A Psicologia Humanista opõe-se terminantemente ao determinismo que caracteriza o Behaviorismo; neste sentido, porém, 
não havia divergência em relação ao que propõe a psicanálise.
 
Responda: É verdadeiro o que se afirma em:
 A) I
B) II
C) III
D) I e II 
E) II e III 
R: Como dito no enunciado, o movimento Humanista contrapõe-se tanto à Psicanálise 
quanto ao Behaviorismo, acusando estas correntes de pensamento de serem deterministas. Na Psicanálise pela determinação inconsciente das condutas, e no Behaviorismo pela determinação ambiental das condutas. 
Acusa-as também pelo fato de não considerarem a consciência como o aspecto mais importante do ser humano. 
Portanto, a única afirmação verdadeira é a II e a alternativa correta a ser assinalada é a B.
 
4) Realize os exercícios anexados, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. 
Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais.
 
 [1] A Gestalt Terapia é, em parte, assemelhada à Psicologia proposta por Rogers, mas é necessário precaver-se contra generalizações impensadas.
  
Módulo 7: VII. O Existencialismo Europeu.
1.  A Fenomenologia de Husserl e a Analítica Existencial de Heidegger.
2.  O Existencialismo de Sartre.
3.  A Analítica do Dasein de Heidegger.
Leitura Obrigatória:
- SÁ, R. N. As influências da fenomenologia e do existencialismo na Psicologia. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 19).
Leitura para aprofundamento:
- FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulos IX, X, XI).
- KAHHALE, E. M. P. Fenomenologia: fundamentos epistemológicos e principais conceitos. In: KAHHALE, E. M. P. (org.) A Diversidade da Psicologia: Uma Construção Teórica. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulo 6).
Apresentação do tema: O Existencialismo e a Daseinsanálise (Texto didático reproduzido com a permissão da autora,
Cláudia Costabile)
 
1. Origem e fundamentos: 
Para alcançarmos um tratamento minimamente rigoroso das assim chamadas ‘psicoterapias existenciais’ devemos buscar suas origens na 
filosofia, estabelecendo um ponto de partida quenos guiará na compreensão das abordagens psicológicas que, ao se distanciarem das 
propostas terapêuticas vigentes nas décadas de 1940 e 1950 do século XX, propuseram um outro caminho para a compreensão do fenômeno psicológico.
 
Comecemos, então, por Martin Heidegger (1889-1976). Este pensador foi quem, em 1927, nos ofereceu em sua obra magistral – Ser e Tempo o ponto de partida para o que se pôde denominar (ainda que à revelia do autor) de pensamento existencial, seja na filosofia, 
seja na psicologia. 
Segundo Heidegger (1927) o homem tem marcada sua diferença em relação aos outros entes porque o ser humano é aquele que se coloca 
como intérprete do ser. Na verdade, a questão sobre o ser, das questões a mais abstrata, constitui todo o percurso do pensamento 
heideggeriano, em torno do que seria para ele o início de toda a história do pensamento ocidental.
 
Sendo o homem este ente que se pergunta desde sempre sobre o sentido das coisas, sua verdade, inclusive sobre o sentido de si mesmo, isto o coloca como objeto privilegiado para Heidegger na elaboração de sua Ontologia, tentando revelar com isto os liames que ligam 
conhecimento e existência. 
E é assim que se dá em Ser e Tempo a retomada sobre a questão que caiu no esquecimento do pensamento e do ‘modus vivendi’ ocidental, marcados pelo desenvolvimento da metafísica e do frenesi tecnológico – a questão sobre o ser.
 
Heidegger, como discípulo de Edmund Husserl (1859-1938), foi quem primeiro utilizou o método fenomenológico 
para investigar o existir humano. E é por isto que o campo de conhecimento que então se desenvolve pode ser denominado de 
‘fenomenológicoexistencial’: referência simultânea  ao método (fenomenológico) de investigação e ao âmbito (o existir) a partir do qual todo e 
qualquer conhecimento pode ser concebido. 
E como é definido este “existir”? Como a condição humana por excelência, na qual o homem “é” na exata medida em que se encontra com 
algo além de si mesmo, formando uma rede de significações a que chamamos “mundo”, na qual habita.
Deixando de lado a questão de, se o pensamento de Heidegger pode ser considerado como existencialista ou não, 
o que interessa a nosso propósito é assinalar que seu pensamento filosófico, particularmente o desenvolvido em Ser e tempo, 
constitui-se o ponto de partida das chamadas “psicoterapias existenciais”. 
A característica essencial do homem, com efeito, segundo Heidegger (1927),é a de ser intérprete do ser. Isto obriga a Ontologia Fundamental a analisar, em primeiro lugar, a modalidade de ser do homem. A determinação essencial do homem como primordialmente a de interpretação do ser significa que ascaracterísticas encontradas não podem ser consideradas “propriedades” de um objeto[1].
Encontra-se na etimologia da própria palavra existir (estar-fora-de) mais uma possibilidade de interpretação da condição humana correlata à noção de 
consciência transcendental proposta por Husserl: não é só a consciência que é consciência de algo fora de si mesma, o homem, possuidor desta consciência é ser-no-mundo, ou seja, constitui-se enquanto existente, na sua relação com as coisas. 
O sentido deste existir não está nele mesmo, qualquer apreensão de si mesmo, origina-se de um casamento monogâmico e indissolúvel 
entre o objeto que é visto e o olho que o contempla (Pellegrino, 1988).
 
2. Do transcendental ao empírico: aproximações entre filosofia e psicologia. 
A proposta da fenomenologia-existencial oferece como referência para a psicologia e para a psicoterapia a noção de ser-no-mundo. O acesso a este ocorre no exercício da redução[2][2], ao suspendermos um saber já dado para nos dispormos 
a ir ao encontro do que se apresenta, como se apresenta à nossa consciência. 
É importante ressaltar, neste ponto, que as propostas terapêuticas que surgiram a partir do encontro entre a fenomenologia-existencial heideggeriana 
e a psicologia e psiquiatria visavam principalmente, para não dizer exclusivamente em muitos casos, as atitudes do psicoterapeuta. 
Os questionamentos que daí surgiram em relação aos tratamentos psicoterápicos psicanalíticos ou comportamentais dirigiam-se ao predomínio 
do método científico e tecnológico nas práticas clínicas: cabia aqui, neste domínio, a mesma crítica empreendida por Husserl 
no tocante às diferenças e especificidades dos objetos de estudo das ciências naturais e das ciências humanas.
Segundo esta perspectiva, a única possibilidade de se modificar o método de investigação de um dado fenômeno é quando reconhecemos as diferençasde cada objeto de estudo, abandonando a ilusão de se encontrar um método único e absoluto que possa vir a ser aplicado à 
qualquer dimensão da realidade. Concebendo o ser humano, o seu existir, com suas particularidades, 
muda-se tanto a atitude diante dele, quanto o tipo de intervenção 
e análise que venha a se fazer, incluindo aí as teorizações que poderá fazer sobre ele. Assumindo a abordagem fenomenológica do existir 
como possibilidade privilegiada de compreensão do fenômeno psicológico, destaca-se o ser-no-mundo como a característica básica que irá nortear a atitude clínica.
 
Se o homem pode ser definido, na sua origem como o ser que é capaz de tomar consciência de sua própria existência (consciência reflexiva) e a partir desta consciência constituir-se como existente, 
pode-se dizer que o seu ser, aquilo que ele é, em essência está indissoluvelmente ligado ao mundo, 
é a sua própria existência. Portanto, para o homem o seu existir e a consciência disso são dependentes do mundo. 
Mundo, aqui, são as significações atribuídas às coisas, tal como surgem para uma dada existência.
 
Esta compreensão do ser humano fundada no seu existir-no-mundo, revela que os significados atribuídos às experiências possuem duas características 
básicas: o humor e a compreensão, que são, por assim dizer, o fundamento e as pré-condições de todo conhecimento posterior. 
No que diz respeito ao humor, encontramo-nos diante do mundo sempre numa dada disposição afetiva e a nossa compreensão 
é modulada a partir destas tonalidades de afetos (afetos são sinônimos de emoções no sentido fisiológico, mas refere-se ao modo como 
somos afetados pelo que vem ao nosso encontro). O que se defende é que as nossas análises racionais, 
os conceitos e as teorias que somos capazes de elaborar originam-se das significações atribuídas no encontro entre consciência e mundo. 
 
Esta compreensão coloca a dimensão racional em segundo plano, submetido ao e dependente do âmbito existencial. 
Os parâmetros e referenciais “objetivos” fornecidos pelas teorias são um bom norte para o estar-no-mundo, porém não suprimem nem substituem 
a tarefa de cada um de encontrar um sentido para si e para as coisas que lhe vêm ao encontro.
 
Os significados atribuídos às experiências vividas, ou em outras palavras, o conhecimento que se adquire nestas experiências são verdades 
relativas, ouseja, só podem ser consideradas verdades num determinado tempo e num dado espaço. Estes por sua vez, também são 
interpretados e vividos pelo homem originariamente aquém de suas características objetivas, 
isto é, cada momento vivido não se restringe aos seus aspectos puramente objetivos, por exemplo, o tempo presente – seja lá que hora do dia ou da noite for – pode estar carregado de vivências passadas ou de expectativas futuras, 
que permitem a transcendência do tempo cronológico.
 
A isto se dá o nome de temporalizar: a autoconsciência que se constitui através da experiência interna do tempo, o tempo presente que 
resgata o que já foi (passado) e gesta o que está por vir (futuro). O mesmo se dá no tocante ao espaço: não existe uma relação direta de 
igualdade entre as dimensões objetivas de um espaço e a forma como é a  experiência vivida pela consciência reflexiva. 
 
Portanto a perspectiva fenomenológico-existencial – dirigida às vivências e centrada na existência humana –promove uma interrogação e busca compreender a estrutura das relações do sujeito e não mais uma busca do conhecimento objetivado 
das estruturas do sujeito.Isto significa que:
 
a) A experiência individual (mesmo a patológica) não deverá ser fragmentada em categorias abstratas;
b) Nada é verdadeiro ou real para o sujeito a menos que ele participe e tenha consciência e uma certa relação com a verdade ou realidade em questão;
c) O que se torna central é o fenômeno3] que aparece à consciência, a experiência individual e a dinâmica existencial.
 
 
3) O homem e seu devir: a angústia de existir
 Este modo de trabalhar os fenômenos, re-situando o pensar a partir de questões existenciais, define as relações entre homem e mundo 
como algo construído ao longo do tempo. Estar-no-mundo para o homem não é algo fixo e imutável, pelo contrário, 
é a própria experiência da abertura às infinitas possibilidades de significar e representar o mundo, reveladora da liberdade constituinte, 
originária do existir humano. No entanto, liberdade é liberdade de escolha, ou seja, o homem tomado no seu âmbito existencial não cria seus próprios limites, mas é obrigado a conferir aos limites que lhe são impostos um significado. E dos limites, aquele que delimita radicalmente toda e qualquer escolha é a condição de mortal na qual o homem é lançado no mundo. 
 
A consciência reflexiva e a condição de mortal formam no homem uma combinação muito particular, pois, se à semelhança de todos os outros seres vivos também irá morrer, será a consciência disto que o diferencia radicalmente destes outros.                                         É esta experiência muito particular de ser-para-a-morte, de consciência de sua finitude, de consciência pré- reflexiva 
de que o sentido de seu ser e das coisas flui e encaminha-se para o seu oposto, a morte enquanto ausência radical de sentido 
que faz emergir a “fonte” de todos os afetos: a angústia.
 
Este vazio no qual o homem “nasce” existencialmente, posto que não lhe é dada qualquer garantia ou segurança, a não ser a de que é mortal é, de novo, o que atesta a relatividade das verdades construídas pelo homem acerca dos objetos, do real. 
Enfim, toda verdade ou representação do real é tão provisória quanto o próprio homem o é. 
Este hiato entre os significados e as coisas, a sempre presente possibilidade de se romper a trama das significações que constituem e sustentam homem e mundo permite surgir esta vivência muito particular: a angústia, esta experiência de 
radical rompimento da significabilidade do real, do vazio irrepresentável, 
porém igualmente constituinte da condição humana, a saber, a sua própria finitude, seuser-para-a-morte.
 
A angústia, esta lufada que retira do homem todas as certezas é, para Heidegger, a disposição fundante. Se, de um lado, esta experiência 
pode ser assustadora, é também só a partir dela que se abre a possibilidade de investir, 
de empenhar-se autenticamente na busca do conhecimento, na tentativa de preencher este vazio e ao mesmo tempo resgatar a 
re-ligação com o real.
  
Esta é a liberdade humana: fundada na angústia revela a nossa indigência diante do real, nenhum conceito ou coisa alguma garante a 
permanência de verdades absolutas, para sempre. Em outras palavras, nenhum saber preenche totalmente este vazio já mencionado.   Permanece, enquanto há vida (biológica) a necessidade e ininterrupta tarefa de tentar compreender o sentido (existencial) da vida.
 
4) A prática terapêutica analítico-existencial ou daseinsanalise 
 Trata-se, portanto, de tentar instaurar um diálogo entre a perspectiva conceitual e 
a existencial, sem anular as diferenças e o mérito de cada uma. 
Tomar, então, por objeto a experiência do sujeito enquanto suscetível de descrição e compreensão de suas estruturas intencionais, 
o que implica na  compreensão da relação homem-mundo. 
 
A preocupação centra-se em como as coisas se passam, pois acredita-se nas infinitas possibilidades da mudança na relação ser-no-mundo, 
em que mundo não é mais um conjunto de “objetos em si”, mas a significação atribuída a eles. 
Coloca-se entre parênteses o mundo da ciência e investiga-se a experiência vivida, compreendendo a perturbação em relação 
ao quadro mais amplo do  projeto existencial, ou seja, as relações estabelecidas têm um sentido próprio para cada ser humano, 
e no âmbito psicoterápico é esta característica que deve ser privilegiada: a busca da compreensão de cada projeto existencial, 
seu rumo e suas significações.
 
A atitude solicita uma mobilização pessoal no contato com o outro – o paciente é tomado como referência anterior aos referenciais teóricos.   Abrir-se à situação - recuo em relação à reflexão enquanto discussão de idéias. A atitude fenomenológica está marcada pelo deslocamento 
da crença no conhecimento para a crença no sujeito existente. O existir não pode ser restrito a um processo psíquico (um processo psíquico é uma, e não a única, forma de compreender como um dado ser-no-mundo abarcar o que o rodeia).
 
A atitude do terapeuta é marcada por uma espontaneidade do ir ao encontro, assim como está atento à espontaneidade do paciente. 
Resgatando o pré-reflexivo na terapia, procura estimular o sujeito a contatar com a vida, 
fazê-lo sair de uma apropriação indevida ou inautêntica. 
As questões que mais de perto afetam qualquer existente, na condição de ser-para-a-morte e que requerem uma atenção especial 
no trabalho psicoterápico são angústia e culpa.
 
O próprio existir é o “pelo que” cada angústia se preocupa. Para que o ser humano viva e sobreviva ele necessita estar minimamente 
seguro e amparado. Porém, nem todo amparo e segurança eliminam a possibilidade de o homem experimentar a angústia, em maior ou 
menor grau; sempre existe a possibilidade de ser diferente – o inesperado, o tempo futuro e com isto, 
há aproximação, mais ou menos direta, mais ou menos intensa de uma certeza inerente ao existir humano:
 a de não-poder-mais-ser.Assim, parece inevitável, diante da certeza pré-reflexiva de que é finito, que todo ser humano tenha durante 
toda a vida razão suficiente para temer pela sua vida, em ter medo de sua morte e do seu não-poder-mais-ser. 
 
Toda angústia é inerente à vida, é um “dote” do ser-no-mundo, não sendo possível livrar-se disto pela psicoterapia. 
Mas esta angústia é medo e possibilidade fundante de cuidado e amor à vida – angústia e amor são peso e contra-peso de uma mesma experiência.  A confiança, o cuidado e o afeto do terapeuta permitem que o cliente 
aproxime-se de suas angústias, enfrentando-as em profundidade, 
possibilitando maior liberdade em suas escolhas, vida e morte compondo uma totalidade a partir da qual as percepções dicotomizadas e distorcidas vão sendo substituídas por uma existência e significados mais autênticos, pois mais próximos de sua condição inalienável de ser-aí (dasein).
 
Nesse existir, estando lançado no mundo, há a implicação de estar fazendo escolhas – optando por algumas coisas, deixando outras de lado. 
Só é possível acolher o que vem ao encontro dentro do limite de um dado tempo(ralizar) e espaço. Portanto, existencialmente, está-se 
sempre em falta, sempre seria possível ter feito diferente, dito sim ao invés de não, assim como a percepção e apreensão do real sempre se 
dá por perfis – não abarcamos o todo de forma absoluta.
 
A existência humana é esta abertura que os fenômenos de nosso mundo necessitam para poderem aparecer e ser. 
A possibilidade de corresponder ou esquivar-se às reivindicações do mundo forma a característica básica da liberdade humana. 
Culpa (limite) e liberdade são peso e contra-peso de uma mesma experiência. A psicoterapia deveria propiciar este 
aproximar-se da vivência de culpa, profundamente, colocando o ser-aí diante de seus limites, enfrentando-os, libertando-se de sua carga opressiva.
 
5) O existencialismo sartreano 
 
Jean-Paul Sartre (1905-1980) estudou a fenomenologia de Husserl e as idéias de Heidegger. 
Desenvolveu sua filosofia da existência a partir da análise da condição humana segundo a qual: e existência precede a essência, apontando 
sempre para o absurdo da vida: o homem que toma consciência de sua condição de mortal, 
de ser marcadopela morte e com a tarefa de dar um sentido a sua existência. 
A sua essência, o que o homem  é não está dado, será construído no seu próprio existir.
A consciência é o elemento central da busca de sentido para a sua existência, pois é reveladora tanto do absurdo da vida quanto da 
existência do outro
(lembremos que a consciência como intencionalidade não existe se não no encontro com algo diferente de si mesma). É neste embate com o outro, 
neste confronto entre duas ou mais liberdades, dois ou mais existentes, que o homem se vê condenado a ser livre: precisa assumir sua 
liberdade, a falta de sentido prévio para a sua própria existência, vivendo autenticamente seu projeto de vida. Assumir significa seu 
engajamento com o que faz, a consciência de que é aquilo que faz, é o conjunto de seus atos, em oposição aos papéis sociais que lhe são 
mpostos. A potência do homem está nos seus atos.
 
O homem carrega consigo o nada, como a consciência da ausência prévia de sentido, tanto das coisas quanto de si mesmo, é o homem que traz o nada ao mundo, quem o revela e quem, por conseguinte, é livre. Esta sua liberdade é a fonte de sua angústia, e vai tentar 
refugiar-se da liberdade e da angústia apropriando-se ou fingindo escolher idéias que indiquem que seu destino está traçado, 
fugindo do dilema radicalmente humano de ser ou não ser, tentando eximir-se da responsabilidade pelos seus atos.
 
A morte para Sartre não é o supremo projeto humano, pois não significa uma das possibilidades do homem, ao contrário, é aniquiladora de 
todos os seus projetos, retira o sentido da vida
Este modo de pensar, concebido sim como existencialista, posto que se preocupa exclusivamente com o existir humano pode ser apropriado pela psicologia clínica na medida em que permite uma reflexão sobre a condição humana com vistas à conquista de uma consciência e um 
engajamento do homem em relação às suas escolhas e seus atos, que são o que constituem, por fim sua própria existência.
 
Referências Bibliográficas:
CRITELLI, Dulce. Analítica do sentido: uma aproximação e interpretação do real de orientação fenomenológica. São Paulo: EDUC: Brasiliense, 1996.
CANCELLO, Luiz A. O fio das palavras: um estudo de psicoterapia existencial. São Paulo: Summus, 1991.
HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. Petrópolis: Vozes, 1980.
JAPIASSÚ, Hilton. Dicionário básico de filosofia. - 3 ed. rev. e ampliada. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996.
SARTRE, Jean-Paul. “O existencialismo é um humanismo”. In: Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril S. A. Cultural e Ind., 1973.
 
Atividades:
 1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados, atentando para os conceitos e pressupostos do Existencialismo e da Fenomenologia.   
2) Leia o texto-aula, considerando-o como um incentivo às suas próprias reflexões.
3) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais. Acompanhe o exemplo de exercício apresentado a seguir.
  
Husserl, ao formular sua filosofia, parte de críticas a alguns aspectos do positivismo e das ciências naturais vigentes em sua época. Assinale a alternativaque não apresenta uma dessas críticas.
A) Husserl questiona o psicologismo, ou seja, a idéia de que todos os fenômenos do conhecimento teriam seu fundamento na atividade psíquica do  homem, reduzida aos seus mecanismos de funcionamento fisiológicos.
B) Husserl questiona a influência da mentalidade objetivista sobre as ciências. Afirma que elas não incluem a subjetividade em seus trabalhos e ignoram uma provável influência do cientista/sujeito sobre o objeto.
C) A crítica ao historicismo se dá quando Husserl percebe pontos dentro das ciências que levam ao ceticismo, submetendo o conhecimento às condições sociais, psicológicas e históricas.
D) Husserl entende que é a história que decide o que é válido. Deve-se interpretar toda a realidade 
e toda a verdade como se fossem relativas ao desenrolar histórico.
E) Husserl questiona o naturalismo do conhecimento da época por este querer se fundar em realidades, ditas naturais. A ciência recusa assim qualquer  realidade ideal, tende a naturalizar toda a realidade para torná-la uma realidade física, empírica.
 
R: Deve ser assinalada a alternativa D, que apresenta uma compreensão que contraria a crítica ao historicismo feita por Husserl, 
corretamente expressa em C.
 
 [1] Besora, Manuel V. Las psicoterapias existeniales: desarollo historico y modalidades conceptuales. In: Fenomenologia e Psicologia: 1ª Jornada de psicologia e psicopatologia fenomenológicas e existenciais. Lisboa, Nov./1990.
[2] Na fenomenologia de Husserl, a redução é um dos procedimento centrais do método fenomenológico, significando que deve se concentrar a atenção nas coisas mesmas e não nas teorias. A redução eidética é o passo seguinte nesse procedimento, fazendo com que se visem as essências e não os objetos concretos. Por fim, a redução transcendental se dá quando a consciêincia engloba as essências e os objetos considerando-os como fenômenos. (Japiassú, 1996).
[3] Para Husserl, fenômeno é aquilo que aparece à consciência, que se dá como seu objeto intencional, portanto o fenômeno só existe a partir do  encontro entre consciência e objeto (toda consciência é consciência de alguma coisa)
 
Módulo 8: A Psicologia Sócio-Histórica.
1. A Contribuição Marxista: O Materialismo Histórico e Dialético.
2. Os Primórdios da Psicologia Sócio-Histórica.
3. A Concretização da Psicologia Sócio-Histórica. 
Leitura Obrigatória:
- ROSA, E. Z.; ANDRIANI, A. G. P. Psicologia sócio-histórica: uma tentativa de sistematização epistemológica e metodológica. In: KAHHALE, E. M. P. (org.) A Diversidade da Psicologia: Uma Construção Teórica. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2011. (Capítulo 10).
 Leitura para Aprofundamento:
- FERREIRA, A. A. L. Da psicologia ideológica à psicologia revolucionária: o marxismo na psicologia ocidental. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 22).
- REY,F. L. G. A psicologia soviética: Vigotsky, Rubinstein e as tendências que a caracterizaram até o fim dos anos 1980. In: JACÓ-VILELA, A. M.; FERREIRA, A. A. L.; PORTUGAL, F. T. (orgs.) História da Psicologia: Rumos e Percursos. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2013. (Capítulo 21).
Apresentação do tema: A Contribuição Marxista: O Materialismo Histórico e Dialético.
A Psicologia Sócio-Histórica é uma vertente teórica da Psicologia, cujas proposições ligadas ao conhecimento do homem e de sua subjetividade estão guiadas pela concepção materialista dialética.
Segundo o Dicionário Houaiss MATERIALISMO DIALÉTICO é um conjunto de ideias fundamentadas nos escritos finais de Engels (1820-1895) e transformadas em doutrina sistemática pelos marxistas soviéticos, que busca integrar a reflexão de Marx a respeito da sociedade e de suas transformações – o materialismo histórico – a uma teoria sobre o processo dialético na realidade natural, no pensamento humano, e nas relações entre os seres vivos.
Ainda segundo o Dicionário Houaiss MATERIALISMO HISTÓRICO é uma doutrina formulada nos escritos de Karl Marx (1818-1883), que se propõe a uma compreensão do processo histórico universal fundamentada no labor humano, em sua finalidade de satisfazer as necessidades econômicas da sociedade (alimentação, vestimenta, abrigo etc.), e na luta estabelecida entre as classes sociais pelo controle dos instrumentos e frutos desta produção.
A produção de Karl Marx (1818-1883) está intimamente relacionada ao momento histórico em que viveu e desenvolveu seu pensamento. Assim, sua obra é fortemente determinada pelos acontecimentos políticos, econômicos e históricos em que está inserido, bem como por um forte comprometimento em relação à classe trabalhadora. 
Os Primórdios da Psicologia Sócio-Histórica:
A Psicologia Sócio-Histórica Surge no início do século XX, na União Soviética,momento em que esta procurava reconstruir suas teorias científicas a partir do referencial marxista. Destaca-se o nome de Vygotsky (1896-1934), a quem se deve os primeiros passos em direção a esta nova Psicologia, a qual teve como principais seguidores Luria (1902-1977) e Leontiev (1903-1979).
Vygotsky por volta de 1924 mostra-se insatisfeito com as correntes psicológicas, apontando a existência de uma crise mundial na Psicologia, uma vez que suas diversas escolas se dirigiam ora para modelos elementaristas, negando a consciência, ora para modelos subjetivistas, considerando a consciência e os processos interiores desvinculados das condições materiais que os constituíam.  Vygotsky procura diluir a oposição mundo interno versus mundo externo com  a teoria  histórico - cultural.
Vygotsky propõe construir a Psicologia pelos princípios e métodos do MATERIALISMO DIALÉTICO, de modo que sua produção se destinava à descrição e explicação da construção e desenvolvimento do psiquismo e comportamento humano, a partir das funções psicológicas superiores (pensamento, linguagem e consciência), guiando-se pelo princípio da  gênese social da consciência. 
A Concretização da Psicologia Sócio-Histórica. 
A obra de Vygotsky é fortemente marcada pela CONCEPÇÃO MARXISTA de HOMEM e REALIDADE, uma vez que estava guiada pelo princípio de que o
Ser Humano constrói a si mesmo nas relações que estabelece com a realidade, na medida em que:
·  É determinado por esta realidade.
· Atua sobre esta realidade
· Transforma esta realidade. 
Os PRESSUPOSTOS para o desenvolvimento da teoria de Vygotsky são:
1. Crítica a tentativa de compreensão de funções superiores por intermédio da psicologia animal, bem como do desenvolvimento natural humano, segundo o qual estas funções são resultados de um processo de maturação.
2. Ênfase na origem social da linguagem, do pensamento, colocando a cultura como parte do desenvolvimento, e a visão das funções psicológicas como produto da atividade cerebral. 
3. De acordo com a teoria marxista, compreende os fenômenos como processos em movimento e mudança.
4. O homem é entendido como um ser que atua sobre a realidade por intermédio de instrumentos, transformando-a e a si próprio.
5. O conhecimento deve apreender,  a partir do aparente, as determinações constitutivas do objeto.
6. A origem e a base do movimento individual estão nas condições sociais de vida historicamente formadas.
Vygotsky nega qualquer tentativa de explicação referente a uma concepção da natureza humana universal e imutável, a qual necessita apenas aflorar e se desenvolver ao longo da vida do indivíduo.
Atividades:
1) Realize uma leitura criteriosa dos textos indicados.   
2) Leia o texto-aula, considerando-o como um incentivo às suas próprias reflexões.
3) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais.
Exercício comentado:
A respeito da Psicologia Sócio-Histórica, analise as seguintes afirmativas:  
I) Concebe o homem como ativo, social e histórico; e a sociedade, como produção histórica dos homens. 
II) Fundamenta-se no marxismo e adota o materialismo dialético como filosofia, teoria e método.  
III) Adota uma visão abstrata do fenômeno psicológico.  
IV) Considera que o homem é produto e produtor de seu meio social, da história da humanidade e da cultura. 
Estão corretas as afirmativas  
A) I, II e III  
B) I, II, III e IV. 
C) III e IV
D) I, II e IV
E) I, III e IV
Resposta: D. A afirmativa III é falsa, pois a psicologia sócio-histórica abandona esta visão e representa uma crítica às psicologias que tratam o fenômeno  psicológico dessa forma.
 
 Módulo 9: Psicologia ou Psicologias?
Objetivos:
 - Retomar a proposta de compreensão da diversidade teórica e prática da psicologia que esteve presente em todo o percurso da disciplina.
- Reafirmar o reconhecimento da Psicologia como um saber referido às condições históricas, filosóficas e sociais presentes em sua produção.
- Retomar os aspectos principais discutidos ao longo do semestre, estabelecendo comparações entre as teorias e sistemas estudados, em termos de pressupostos sobre o Homem e a possibilidade de estudá-lo.
Leitura Obrigatória:
- FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. ( Capítulo XII).
Leitura para Aprofundamento:
- FIGUEIREDO, L. C. Matrizes do Pensamento Psicológico. 17ª ed. Petrópolis: Vozes, 2012. (Capítulo II).
Apresentação do tema: Em uma visão perspectiva, é possível  avaliar com mais precisão o que afirmamos, no início do curso, a respeito da diversidade das teorias psicológicas. Como bem coloca Figueiredo (2012), a diversidade é particularmente notável, na medida em que, ao longo do tempo,
observa-se “surtos” de interesse por um ou outro enfoque metodológico, um ou outro modelo de compreensão dos problemas humanos.
Vimos, ao apresentar a Psicologia Humanista, que a proposta surgiu no e do contexto americano do pós-guerra, concretizando os ideais de uma sociedade em crise. Atualmente, vemos recrudescer as tentativas de desenvolvimento de uma psicologia de caráter mais biologizante, na esteira dos avanços contemporâneos na área das neurociências e da psicofarmacologia.
Neste sentido, é bastante oportuno reiterar a idéia de que os projetos de Psicologia guardam estreita relação com as condições sociais, econômicas e culturais que os possibilitam e dão sentido e um profundo compromisso com as ideologias em curso em dado momento histórico. Este fato, hoje, mais que nunca, obriga-nos a um esforço reflexivo que, para além dos aspectos puramente epistemológicos, envolvamos em uma avaliação dos compromissos éticos  que implicam.
Atividades:
1) Leia atentamente os textos indicados.
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las.  Caso elas persistam, apresente-as  ao professor, nas aulas presenciais. 
3) Exercício comentado:
À respeito da diversidade de atuação que se observa entre psicólogos adeptos de diferentes abordagens teóricas, é possível dizer que:
I. Reflete o fato de serem pessoas diferentes, sem que divirjam necessariamente em relação aos pressupostos teóricos que orientam suas atuações.
II. Indica que as divergências de pensamento no corpo teórico da psicologia se refletem na diversidade de atuação dos psicólogos
III. Esta diversidade de atuação está, em última análise, vinculada à diversidade de pensamento que caracteriza o conhecimento psicológico atual, e foi originada historicamente a partir de pressupostos e pontos de vista diferentes, sobre os quais a psicologia se desenvolveu.
IV) Indica que a Psicologia, por não ter um objeto de estudo definido consensualmente pelas diferentes teorias, não se constitui como ciência independente.
Considerando a proposta da disciplina, é verdadeiro o que se afirma em:
A) I e II
B) I e III
C) II e III
D) II e IV
E) III e IV
R: Se voce compreendeu adequadamente a forma como a disciplina defende que se compreenda a diversidade teórica e prática da Psicologia, assinalou a alternativa C. As diferenças na forma de pensar e de atuar dos psicólogos não provem de caracteristicas pessoais. Também não são decorrencias do fato de a Psicologia não ter ainda alcançado um estágio de desenvolvimento tal que permita que o conhecimento criado nessa área seja reconhecido como verdadeiramente científico. A diversidade teorica e prática da Psicologia decorre da adesão a diferentes conjuntos de 
pressupostos sobre como é o homem e como é possível estudá-lo.
CONVIVENDO COM A DIVERSIDADE
Como você sabe, as diferentes teorias psicológicas, partindo de diferentes conjuntos de pressupostos, propõem e solucionam diferentes problemas da prática profissional. Assim, as técnicas que intrumentalizam nosso trabalho têm uso limitado, não sendo efetivas na resolução de todos os problemas com os quais se defronta opsicólogo.
 O conhecimento das matrizes do pensamento psicológico permite ao psicólogo evitar as atitudes dogmáticas e ecléticas e conduzir seu trabalho fundamentado em teorizações provenientes dos mesmos pressupostos sobre o que é o homem e o que é a realidade.
 
Atividades:
 1) Leia atentamente os textos indicados.
2) Realize os exercícios, anotando as dúvidas que surgirem durante a resolução. Estas dúvidas devem ser motivo de reexame dos textos, na tentativa de saná-las. Caso elas persistam, apresente-as ao professor, nas aulas presenciais. 
 3) Exercício comentado:
 
Luís e Cristina vieram à terapia encaminhados pela médica de sua filha de 5 anos. Estavam casados há 6 anos e a convivência estava tão difícil, que pensavam em separação. Procuraram a terapia como sendo a última chance para salvar seu casamento. Os dois diziam que não queriam separar-se, mas concordavam que viver como estavam vivendo não dava mais. Luís apresentava um ciúme “doentio” em relação à Cristina e ela não sabia mais como lidar com isso. Brigavam muito, passando por episódios de intensa agressão verbal, tendo inclusive havido agressão física, no início do casamento. Cristina, que sempre havia sido uma moça alegre, ressentia-se de ter perdido toda a sua alegria e até mesmo sua referência. Não sabia mais para onde olhar, como comportar-se, para onde olhar, como falar. Ambos sentiam-se tristes e infelizes. A terapia foi extremamente breve – apenas três meses – , ao final dos quais o casal parecia ter conseguido atingir o objetivo que os trouxera a mim: estavam podendo freqüentar lugares sociais, com muita gente, sem que os episódios de ciúme se manifestassem. Ambos relatavam estar confiantes em seu relacionamento e sentirem-se bem por terem podido resolver seus próprios problemas. Mostravam-se agradecidos à terapia à qual creditavam sua melhora.
Questionados sobre o que, de fato, percebiam ter havido em suas vidas, em decorrência do processo psicoterápico, ambos afirmaram que a terapia fez uma grande diferença no sentido de resgatarem sua condição de agentes, na reapropriação da possibilidade de autoria das suas existências. Acima de tudo, entendem que os domínios de suas existências foram ampliados. Sentiam-se mais livres para tomar decisões e creditavam esta possibilidade à harmonia que conseguiram pela terapia. (adaptado de Grandesso, M. A. Sobre a reconstrução do significado. São Paulo: Casa do Psicólogo,  2000, p.307-309)
Em nossa área de trabalho, a maneira como compreendemos o fenômeno psicológico resulta da adoção de determinados pressupostos, o que implica uma certa forma de trabalho profissional e uma conceituação determinada do que é mudança, saúde e bem-estar. Analisando o relato apresentado, é possível tecer algumas conjeturas a respeito da teoria que poderia estar embasando o trabalho do psicoterapeuta.
Considerando o exposto, o psicoterapeuta de Luís e Cristina (assinale a alternativa correta):
A) Não poderia ser um psicanalista, mas poderia ser um behaviorista radical ou um humanista.
B) Não poderia ser um behaviorista radical, mas poderia ser um humanista ou de um psicanalista.
C) Não poderia ser nem um psicanalista, nem um behaviorista radical, mas poderia ser um humanista.
D) Não poderia ser nem um psicanalista, nem um humanista, mas poderia ser um behaviorista radical.
E) Poderia ser um psicanalista, um humanista ou um behaviorista radical.
 
R: A alternativa a ser assinalada é a C. O psicoterapeuta compreende que o casal é capaz de autonomamente estabelecer objetivos e escolher alternativas de ação que a eles conduzam. Esta visão de ser humano não se coaduna com perspectivas deterministas, como a Psicanálise e o Behaviorismo.
MODULO ESTUDOS DISCIPLINARES (ED)
Neste conteúdo estão incluídos 20 exercícios que devem ser realizados em Estudos Disciplinares (ED).
Não se esqueça de que as respostas devem ser justificadas no espaço disponível para isso.
Justifique suas respostas com atenção e coerência.
Os exercícios correspondem aos seguintes temas abordados na disciplina:
1 e 16 - Psicologia: um saber referido a pressupostos
2 e 3 - Os Behaviorismos
4 e 5 - O Funcionalismo Europeu
6 e 7 - A Psicanálise
8 e 9 - O Humanismo Americano
10 e 11 - O Existencialismo Europeu
12 e 13 - A Psicologia Sócio-Histórica
14, 15 - Psicologia ou Psicologias
17, 18, 19, 20 - Comparações e descrições entre as diferentes abordagens da Psicologia.
Exercícios dos módulos:
Modulo 01 
01. Considere as afirmativas a seguir.
I As teorias psicológicas diferem no modo de definir o objeto de estudo, de estabelecer finalidades para o conhecimento construído e de escolha do método de investigação. Não há como evitar essa diversidade porque ela decorre de contradições inerentes ao próprio projeto de constituição da Psicologia como ciência.
II Independentemente da multiplicidade teórica e prática da Psicologia, o fenômeno psicológico permanece o mesmo. Sendo a Psicologia uma ciência jovem, é compreensível que ainda haja multiplicidade de conceitos e métodos, apesar de seu objeto ser único.
III A multiplicidade teórica e metodológica observada em todas as obras dedicadas a temas específicos, como a aprendizagem e o adoecimento mental, é perfeitamente compreensível por ser o pesquisador um ser humano, o que dificulta ou mesmo impede a produção de um saber que retrate fielmente os fenômenos estudados.
Está correto somente o afirmado em
a. I
b. II
c. III
d. I e II
e. I e III
 
02. Por meio dos órgãos dos sentidos, que dão acesso ao mundo, o homem é capaz de produzir um conhecimento fiel sobre o mundo e sobre si mesmo. A observação constante e cuidadosa das coisas, a atenção à experiência que delas temos, nos permite conhecê-las. 
De acordo com esse texto, que faz referência, entre outras coisas, ao objeto de estudo da psicologia, podemos afirmar que 
I os objetos da psicologia são fenômenos naturais.
II as teorias psicológicas devem explicar os eventos, inserindo-os em uma ordem natural.
III os objetos da psicologia são formas expressivas, a serem compreendidos como obras por meio das quais um sujeito se dá a conhecer.
IV o conhecimento psicológico  deve ser produzido e validado experimentalmente.
Está correto somente o afirmado em
a. I e II
b. II, III e IV
c. I, II e IV
d. II e IV
e. I, II e III
03. Leia atentamente o excerto de artigo apresentado a seguir.
Há mais de vinte anos estivemos formalmente em contato quase diário com a Psicologia, ouvindo, lendo, refletindo, ensinando, criticando, acreditando, praticando e, depois de tanto tempo, me sinto em casa ao considerá-la uma verdadeira Torre de Babel. (...) À semelhança dos modernos edifícios, nossa torre é toda estruturada em andares. O que caracteriza e distingue cada andar são as proposições de sua construção, da forma de cada andar. O fato de haver vocábulos comuns a vários dialetos, isso não implica que esses vocábulos tenham o mesmo significado. Até mesmo o vocábulo ‘psicológico’, utilizado em todos os andares e responsável pela existência da torre. SANT'ANNA, R. C. O psicólogo e sua torre de Babel. Torre Babel, Londrina, v.1, p. 6-10, 1994 (adaptado).  
O autor do artigo compara a Psicologia a uma torre (de Babel),
a. na qual cada andar representa uma especifica abordagem teórica
b. por ser a Psicologia uma ciência bem embasada teoricamente, sustentada por uma única linha de pensamento.
c. constituída de muitos andares, representando, cada andar, uma etapa de estudo e preparo para se tornar psicólogo.
d. constituída de muitos andares representando, cada andar, um objeto especifico de estudo.
e. pois, a Psicologia é uma ciência de construção tão solida quanto a de uma torre.
04. A natureza humana é complexa e não pode ser estudada sob uma única perspectiva. São necessárias diversas teorias psicológicas para dar conta dos fenômenos psicológicos. Por exemplo, ao considerarmos a questão da personalidade, qual teoria psicológica pode ser considerada a única correta? Sabemos que as pessoas nascem com determinados traços de caráter, estão sujeitas a ação de neurotransmissores, têmseus comportamentos determinados por motivos inconscientes ou pelo esquema de aprendizagem ao qual foi submetida. Ao examinarmos diversas teorias e hipóteses podemos encontrar afirmações que não se apoiam em dados empíricos, mas também encontraremos acertos, devidamente corroborados por evidências.
Não sendo ainda possível, no atual estágio de desenvolvimento da ciência psicológica, definir exatamente o que é a natureza humana, devemos nos valer dos insights já conquistados pelas diferentes abordagens, sem limitarmos a um único ponto de vista. É fundamental lembrar que cada perspectiva teórica enriquece nossa compreensão e favorece a obtenção de uma visão global do que seja personalidade.
O trecho transcrito acima é coerente com a proposta de Figueiredo adotada em TSP, no que diz respeito à diversidade teórico-prática da psicologia?
a. Sim, porque a possibilidade de caminharmos rumo a uma ciência psicológica única, defendida pelos autores desse texto, é coerente com a proposta na disciplina TSP.
b. sim, porque a impossibilidade de unidade teórica na psicologia, defendida pelos autores nesse texto, é coerente com a proposta adotada na disciplina TSP.
c. não, porque a possibilidade de caminharmos rumo a uma ciência psicológica única, defendida pelos autores desse texto, não condiz com a proposta adotada na disciplina TSP.
d. não, porque a impossibilidade de unidade teórica na psicologia, defendida pelos autores desse texto, condiz com a proposta adotada na disciplina.
e. sim, porque tanto a posição defendida pelos autores desse texto quanto a proposta adotada na disciplina TSP advogam a integração das diferentes correntes teóricas da psicologia em um único referencial.
Modulo 02 
01. Pode-se dizer que o Behaviorismo Metodológico estabelecido por Watson adota os pressupostos do Positivismo, o que o leva a afirmar que
A. o comportamento humano é fruto de uma aprendizagem desenvolvida por meio de reforços proporcionados pelo ambiente, especialmente reforços positivos.
B. o comportamento humano é fruto de evolução e seleção natural ocorrida durante o desenvolvimento da espécie e o desenvolvimento de cada indivíduo.
C. o conhecimento científico é fruto de consenso entre os homens, isto é, um conhecimento somente pode ser considerado científico se puder ser constatado por mais de uma pessoa.
D. a ciência do comportamento humano deve ser construída exclusivamente com base em fenômenos de natureza ambiental, biológica e social.
E. o comportamento humano pode ser modificado para tornar-se mais adaptativo.o comportamento humano pode ser modificado para tornar-se mais adaptativo.
02. A Psicologia de Watson tem por objeto
A. o comportamento.
B. a consciência.
C. o inconsciente.
D. os atos de vontade.
E. os princípios organizadores da percepção.
03. Mario é um professor de inglês de 28 anos, permanentemente preocupado com a ideia de que seu cérebro está sendo danificado pelo uso. Passa horas pensando no assunto, procurando em seu passado evidências a favor ou contrárias a essa ideia, sem chegar a uma conclusão definitiva. Nesses momentos, sente-se ansioso e deprimido e não consegue ter bom desempenho no trabalho.
A respeito desse caso hipotético e apoiado nos pressupostos do behaviorismo radical, se pode afirmar que em uma terapia behaviorista radical
I os pensamentos obsessivos do cliente são considerados o foco do trabalho, uma vez que, segundo essa abordagem teórica, o comportamento é influenciado pelo significado atribuído pelo sujeito às variáveis ambientais.
II o terapeuta procuraria investigar, detalhadamente, as contingências ambientais do paciente porque, segundo essa abordagem teórica, o comportamento, neste exemplo, os pensamentos obsessivos, é mantido pelas contingências ambientais.
III o terapeuta atua diretamente no ambiente do paciente, promovendo alterações, uma vez que nessa abordagem é aceitável o uso de técnicas de controle de comportamento.
IV o relato do paciente não é aceito dada a impossibilidade de observação de seus pensamentos.
 
Está correto somente o afirmado em
A. I e III.
B. I e IV.
C. II e IV.
D. III e IV.
E. II e III.
04. Wundt concebe a Psicologia como uma ciência intermediária, localizada entre as ciências naturais e as ciências da cultura, que desenvolveu duplo projeto. De um lado, uma psicologia experimental fisiológica, que propõe estudar a experiência imediata dos sujeitos com base em cânones adotados pelas demais ciências, ou seja, uma psicologia experimental da consciência e, de outro lado, uma psicologia social ou “dos povos”, dedicada ao estudo de processos superiores da vida mental, entre os quase o pensamento e a imaginação. 
Como no âmbito da psicologia experimental o foco de seu interesse recai sobre a percepção dos fenômenos, essa psicologia incluiu a introspecção entre seus métodos de estudo. Esse método, herdado da filosofia, consiste na observação e registro, pelo próprio sujeito, de percepções, pensamentos e sentimentos. Os sujeitos experimentais de Wundt eram habilitados em auto-observação para que seus relatos fossem fidedignos. Em oposição à proposta de Wundt, Watson (1878-1958) propôs outro projeto para a psicologia. 
Do ponto de vista do método de investigação, há diferenças entre as propostas de Wundt e de Watson? Por quê?
A. Sim, porque enquanto Wundt enfatiza a necessidade de consenso entre observadores, Watson se preocupa em treinar os sujeitos em auto-observação.
B. Não, porque tanto Wundt como Watson pretenderam constituir uma psicologia científica.
C. Sim, porque, contrariamente ao proposto por Wundt, Watson considera a possibilidade de observação consensual um critério fundamental para a definição de objetos de estudo da psicologia.
D. Não, porque, enquanto Wundt estudava a experiência privada, somente acessível por meio de introspecção, Watson estudava o comportamento publicamente observável.
E. Sim, porque somente a psicologia de Watson pode ser considerada científica.
05. Considerando as propostas de Watson e de Wundt, constatamos que
I tanto em Wundt quanto em Watson, o comportamento humano é determinado exclusivamente por fatores ambientais, como fica evidente na tentativa, comum a ambos, de desenvolver uma psicologia experimental.
II em Wundt, o estabelecimento na consciência como objeto reflete uma concepção do homem como agente ativo, estruturador da própria experiência. Para ele, efetivamente psicológica é a experiência consciente de fenômenos sensoriais, forma primordial de contato do homem com o mundo.
III em Watson, o homem não se observa: apenas se comporta em resposta a uma estimulação: ele é considerado uma máquina, que reage automaticamente ao ambiente.
 
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. I e II.
D. I e III.
E. II e III.
06. Ao afirmar que para os comportamentalistas a psicologia é um ramo objetivo e experimental da ciência natural, Watson está dizendo que
I a psicologia tem por objetivos a previsão e o controle do comportamento.
II a psicologia é a ciência dos fenômenos da consciência.
III a introspecção não faz parte dos métodos de investigação psicológica.
IV seus métodos incluem observação e experimentação.
 
Está correto somente o afirmado em
A. I, II e III.
B. I, III e IV.
C. III e IV.
D. I e IV.
E. II e III
07. Considere os métodos listados a seguir.
I testes.
II observação consensual.
III introspecção.
IV relato verbal em situações passíveis de verificação.
Assinale a alternativa que reúne corretamente os métodos utilizados pelo Behaviorismo de Watson:
A. I e III.
B. I e II.
C. I, II e IV.
D. II e IV.
E. II e III.
08. Quanto ao Behaviorismo Metodológico, é possível afirmar que
I Watson, seu criador, rejeitou a consciência como objeto da psicologia, limitando-a ao estudo de comportamentos cujas causas ambientais se conhece.
II Watson privilegiou a ação de eventos privados na aquisição de hábitos adaptativos.
III o projeto de psicologia proposto por Watson foi chamado Behaviorismo Metodológico por haver enfatizado os procedimentos de medida, as definições precisas e a experimentação, ou seja, porhaver enfatizado a importância do método.
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. I e II.
C. I e III.
D. II e III.
E. III.
09. A Psicologia Comportamental de Watson adota uma concepção de homem ambientalista: afirma que o homem é um organismo como outro qualquer e que suas particularidades são devidas ao que o ambiente lhe fornece de estímulos. 
Com base nisso, analise as afirmativas a seguir.
I Watson considera que as emoções, por envolverem um padrão particular de mudanças no mecanismo geral do organismo, podem ser entendidas como causa de certos comportamentos. 
II Evitando conceitos mentalistas, Watson afirma que todos os aspectos do comportamento que poderiam parecer instintivos são, na realidade, respostas condicionadas. 
III Segundo o comportamentalismo de Watson, a aprendizagem é a chave para a compreensão do desenvolvimento do comportamento humano. De acordo com ele, o adulto é apenas um produto do condicionamento ocorrido ao longo de sua vida.
Assinale a(s) afirmativa(s) coerente(s) com a teoria de Watson:
A. I.
B. II e III.
C. III.
D. II.
E. I e II.
10. Identifique entre as afirmativas apresentadas a seguir, a(s) referente(s) ao Behaviorismo Metodológico de Watson:
I O objeto de estudo da psicologia deve limitar-se a itens observáveis do comportamento, inclusive a auto-observação.
II A psicologia como ciência só deve ter por objeto de estudo atos passíveis de descrição objetiva em termos de estímulo e resposta, formação de hábito ou integração de hábito.
III Mediante o estudo objetivo do comportamento, a psicologia pode atingir seus objetivos de prever a resposta se conhecido o estímulo e identificar o estímulo antecedente, se observada a resposta.
IV O comportamento humano e o animal podem ser eficazmente previstos e controlados, se reduzidos ao nível de estímulos e respostas.
Está correto somente o afirmado em
A. II, III e IV.
B. I e II.
C. III e IV.
D. I e III.
E. II e IV.
11. O Behaviorismo Radical
I conceitua a classe operante de comportamentos, definindo-os como comportamentos voluntários, que mantêm relações funcionais com estímulos antecedentes e consequentes.
II entende o comportamento como produto de contingências estabelecidas nos níveis filogenético, ontogenético e cultural.
III considera que os comportamentos não são influenciados por suas consequências. Um organismo, ao se comportar, produz modificações no ambiente, porém essas não alteram a forma como ele se comporta.
IV rejeita o método introspectivo como recurso de acesso a comportamentos privados.
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. I, III e IV.
C. I, II e IV.
D. II e IV
E. II, III e IV.
12. De acordo com Skinner, é possível afirmar que
I o behaviorismo tem por princípio básico o faro de as pessoas se comportarem de modo a produzirem reforço e que as diferenças individuais de comportamento resultam, principalmente, de diferenças no tipo de experiências de aprendizagem pelas quais a pessoa passou durante seu desenvolvimento.
II uma adequada análise do comportamento social demanda que sejam consideradas as interações entre aspectos do ambiente que afetam o comportamento e cognições do indivíduo que se comporta.
III não sendo a maioria dos comportamentos sociais uniformemente recompensados em todos os contextos, os indivíduos aprendem a identificar os contextos em que determinados comportamentos são adequados.
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. I e III.
C. III. 
D. II e III.
E. I e II.
13. Ao formular seu Behaviorismo Radical, Skinner dava a conhecer suas influências filosóficas. Este fato fica evidente ao constatarmos que
I ele inicia sua obra tomando por modelo as ciências físicas e os desafios por elas enfrentados.
II ele tomava por modelo as ciências biológicas, mais especificamente, a teoria da evolução por seleção natural.
III sua concepção de Física, diferentemente da adotada por Watson, estava baseada na noção de causalidade mecânica, segundo a qual, para compreender o comportamento é preciso identificar o estímulo que, inevitavelmente o produz. 
IV a principal contribuição de Darwin para os trabalhos de Skinner foi a formulação de uma nova causalidade, apoiada no modelo de seleção por consequências, conceito correspondente ao conceito de comportamento operante.
V as influências da Física sobre o trabalho de Skinner se refletem em sua preocupação com o descrever relações funcionais. Segundo essa concepção, não há causa ligada ao comportamento, mas sim, relações funcionais que favorecem sua ocorrência.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I.
B. I e II.
C. II e III.
D. I e IV.
E. III.
Modulo 03 
01. Os articuladores da Psicologia da Gestalt se preocuparam em construir uma teoria consistente por meio de um método bem fundamentado. A respeito desse projeto de Psicologia, afirma-se que
I enquanto boa parte dos estudiosos, especialmente nos Estados Unidos, procurava estudar o fenômeno psicológico inserido em uma ordem natural, privilegiando os aspectos observáveis e mensuráveis da atividade humana, os gestaltistas iniciaram estudos psicofísicos relacionando forma e percepção e estabelecendo as bases para uma teoria eminentemente psicológica, em contraposição às teorias de tendência biologizante.
II uma das preocupações dos gestaltistas era compreender os fenômenos ocorridos na ilusão de ótica, circunstância na qual o estímulo físico é percebido pelo sujeito de modo diferente do que ele é na realidade.
III outra área de interesse da Psicologia da Gestalt era a identificação dos elementos mínimos envolvidos no processo perceptivo.
IV os experimentos realizados na área da percepção pelos gestaltistas produziram evidências que se contrapõem a um princípio do behaviorismo: o de que há uma relação de causa e efeito entre o estímulo e a resposta comportamental. Os gestaltistas entendiam que a investigação de “o que” e “como” os indivíduos percebem seria fundamental para a compreensão do comportamento humano.
Está correto o enunciado em
A. todas as afirmativas.
B. I, II e III, somente.
C. I, II e IV, somente.
D. I, III e IV, somente.
E. II, III e IV, somente.
02. Em relação às descobertas da teoria da Gestalt, desenvolvida na Alemanha no início do século XX, analise as afirmativas a seguir.
A Gestalt afirma que
I o movimento aparente de um objeto, como por exemplo a impressão de que um carro está se movendo quando ele está parado, pode ser explicado pelas leis naturais que regulam a percepção.
II muitas vezes a totalidade não é compreendida pelo estudo de seus elementos individuais, como propõe Wundt, porque os elementos podem mudar e a totalidade permanecer reconhecível, como no caso de uma música tocada em diferentes tons.
III a percepção, por obedecer a leis naturais, sempre corresponde fielmente ao que há na realidade.
IV sua dedicação ao estudo da percepção teve por finalidade encontrar as suas leis.
Está correto somente o afirmado em
A. I e IV.
B. II, III e IV
C. I, II e IV.
D. I e III.
E. II e IV.
03. Os estudos sobre percepção desenvolvidos por pesquisadores da Gestalt evidenciaram os princípios fundamentais da organização da percepção humana. Considere as afirmativas abaixo e identifique em quais delas há referências sobre esses princípios.
 
I Quando vemos um objeto em sua totalidade, tendemos a observar suas partes componentes (fragmentação da experiência).
II Quando vemos apenas parcialmente um objeto, tendemos a recompor sua totalidade (fechamento ou boa forma).
III Em certas figuras ambíguas, diferentes imagens se alternam, mas não se sobrepõem; enquanto uma se torna evidente, a outra desaparece, como um plano do qual surge a imagem. Mudando o foco de atenção, muda a relação figura-fundo, surgindo a percepção de outra imagem (figura-fundo).
IV Estímulos visuais independentes são agrupados em função de sua proximidade.
Está correto somente o afirmado em
A. II, III e IV.
B. II e IV.
C. I, III e IV.
D. II e III.
E. I, III e IV.
04. A psicologia da Gestalt causou rebuliço no meio acadêmico, principalmente na Alemanha, por se contrapor aos conceitos da psicologiadominante na época, a saber, o estruturalismo, derivado dos estudos de Wundt. Para os ____________, a percepção de um estímulo resulta da soma de suas partes. Em contrapartida, para os ______________, a percepção de um estímulo é mais do que a soma das sensações produzidas por ele: é uma unidade completa em si mesma e não um agrupamento de sensações individuais. 
Assinale a alternativa cujos termos preenchem adequadamente as lacunas desse texto.
A. gestaltistas / estruturalistas. 
B. funcionalistas / gestaltistas.
C. estruturalistas / gestaltistas.
D. estruturalistas / funcionalistas.
E. behavioristas / gestaltistas.
05. A psicologia da Gestalt causou rebuliço no meio acadêmico, principalmente na Alemanha, por se contrapor aos conceitos da psicologia dominante na época, cujo teórico mais expressivo e influente era Wundt. 
Por ocasião do surgimento da psicologia da Gestalt
A. os estruturalistas consideravam a percepção um estímulo semelhante a um conjunto de elementos ou à soma de suas partes. os estruturalistas consideravam a percepção um estímulo semelhante a um conjunto de elementos ou à soma de suas partes. 
B. os psicólogos dessa escola afirmavam que a percepção de um estímulo é maior do que a soma das sensações produzidas por ele: essa percepção é uma unidade completa e não um agrupamento de sensações individuais. 
C. os psicólogos dessa escola foram tão revolucionários quanto os behavioristas, pois ambos concordavam que a consciência não é objeto de estudo da psicologia.
D. essa escola sofreu forte influência das mudanças de paradigma que estavam ocorrendo nas ciências naturais, com especial destaque à nova visão da Física, segundo a qual os fenômenos são causados por relações funcionais. Tal proposta superou a noção de causalidade mecanicista desenvolvida por Galileu e Newton. 
E. Os teóricos dessa escola consideravam que os elementos da percepção são organizados para formular um conceito que ultrapassa a soma das partes, sem resultarem de processos de associação.
Modulo 04 E 05
01.  Nas afirmativas abaixo há informações sobre o contexto histórico da Alemanha por ocasião do surgimento da Psicanálise. Analise as afirmativas e as classifique como verdadeiras (V) ou falsas (F).
Na Alemanha,
 I os efeitos da Revolução Francesa e da Revolução Industrial foram sentidos somente quase meio século depois porque a constituição territorial e etnográfica germânica impedia a disseminação de tão avançadas ideias. ( )
II proliferavam as universidades, visando a uma produção científica que compensasse o atraso do país em relação aos demais países europeus. ( )
III a tradição filosófica decorrente da ruptura com as concepções empírico-racionalistas de França e Inglaterra, conduziu a especulações filosóficas guiadas pelo idealismo e pelo romantismo. ( )
IV a chegada da modernidade ocorreu em um cenário de conflitos e mudanças: o confronto entre valores e forças revolucionárias da Revolução Francesa e os e valores e forças restauradores do Antigo Regime. ( )
 
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta:
A. I – F, II – V, III – F, IV – V.
B. I – F, II – F, III – V, IV – V.
C. I – V, II – V, III – F, IV – V.
D. I – V, II – F, III – F, IV – V.
E. I – V, II – V, III – V, IV – V.
02. Na construção de seu pensamento, Freud sofreu influência direta de algumas correntes de pensamento. Podemos afirmar que a epistemologia da Psicanálise 
I sofreu influências do mecanicismo, tais como a noção de Determinismo Psíquico Inconsciente e a formulação do Complexo de Édipo.
II sofreu influências do positivismo, como podemos verificar ao constatar que é estabelecida uma analogia direta entre ciências positivas, como, por exemplo, a Física e a Química, e alguns pontos da Psicanálise.
III fundamentou a construção de sua teoria sobre constituição e dinâmica do aparelho psíquico, apresentando, pois, um modelo que não reconhece causas externas ao sujeito para quaisquer eventos ocorridos em sua vida.
IV se opôs ao empirismo ao estabelecer como objeto de estudo o inconsciente. Essa oposição representou uma ruptura com determinados parâmetros científicos. 
V sofreu influências do romantismo anti-humanista: Freud fala de um inconsciente que é anterior e determina o sujeito da consciência. Trata-se de uma concepção de homem que tematiza o conflito entre a natureza do indivíduo e a cultura e que apresenta esse sujeito atravessado por forças desconhecidas dele.
Está incorreto o enunciado em 
A. todas as afirmativas.
B. III, somente.
C. IV, somente.
D. II e III, somente.
E. III, IV e V, somente.
03. O caráter oculto dos conflitos, que Freud associou ao desenvolvimento de patologias, o levaram a desenvolver uma metodologia interpretativa para a construção de conhecimentos, com base na relação pessoal do psicoterapeuta com o paciente. 
Classifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F):
I A finalidade da psicanálise hoje, tal como proposta inicialmente por Freud, é fundamentalmente a recuperação de memórias traumáticas infantis para a sua ab-reação. ( )
II Na relação psicanalítica, o terapeuta atua mais por meio da escuta e da interpretação, do que do diálogo. ( )
III Na interpretação dos sonhos o psicanalista percorre o caminho inverso ao caminho tomado pela elaboração onírica. ( )
IV Diante da emergência da transferência, o analista deve abandonar a atitude de neutralidade para favorecer as associações do paciente. ( )
V A primeira regra fundamental da psicanálise é a de que o paciente forneça todo o material que lhe vem à mente, sem censura. Isto é possível se ele associar livremente, deixando de lado a autocrítica e fornecendo material – pensamentos, ideias, lembranças – já sob influência do inconsciente. ( )
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta: 
A. I – V, II – V, III – F, IV – V, V – F.
B. I – F, II – F, III – V, IV – V, V – V.
C. I – V, II – F, III – F, IV – F, V – F.
D. I – F, II – V, III – V, IV – F, V – V.
E. I – F, II – V, III – V, IV – V, V – F.
04. Em “Formulações sobre os dois princípios do funcionamento mental” (ESBOPCSF (1911). Rio de Janeiro: Imago), Freud afirma:
“Na psicologia que se baseia na psicanálise, acostumamo-nos a tomar como ponto de partida os processos mentais inconscientes, com cujas peculiaridades nos tornamos familiarizados através da análise. Consideramos que são os processos mais antigos, primários, resíduos de uma fase de desenvolvimento em que eram o único tipo de processo mental. O propósito dominante obedecido por estes processos primários é fácil de reconhecer; ele é descrito como o princípio de prazer-desprazer [Lust-Unlust], ou, mais sucintamente, princípio de prazer. Estes processos esforçam-se por alcançar prazer; a atividade psíquica afasta-se de qualquer evento que possa despertar desprazer. (Aqui, temos a repressão.) Nossos sonhos à noite e, quando acordados, nossa tendência a afastar-nos de impressões aflitivas são resquícios do predomínio deste princípio e provas do seu poder”.
De acordo com o ponto de vista psicanalítico, se entende que
I diante da necessidade de levar em conta as circunstâncias reais do mundo, se instaura um segundo princípio de funcionamento mental: o princípio de realidade.
II a despeito da instauração do princípio de realidade, os processos inconscientes continuam sendo guiados pela necessidade de descarregar os estímulos que provocam desprazer.
III a libido é o último elemento do psiquismo a se render ao princípio de realidade.
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. I e II.
D. I e III.
E. II e III.
05. As transformações da técnica psicanalítica devem-se ao gradativo desenvolvimento da compreensão psicodinâmica elaborada por Freud, bem como aos resultados por ele obtidos pouco a pouco.
Considerando o exposto, analise as afirmativas a seguir.
I Para Freud, era importante que o pacientefalasse de suas experiências traumáticas porque a compreensão intelectual promoveria a elaboração psíquica.
II No início de seu trabalho, Freud entendia que, sob hipnose, o paciente podia expressar suas emoções porque sua consciência permanecia temporariamente fora de ação.
III Com a adoção da técnica da associação livre, os acontecimentos ocorridos na infância perderam sua importância para a Psicanálise. 
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. I e II.
C. II.
D. I e III.
E. II e III.
06. Em sua teoria psicanalítica, Freud postula que
I o homem normal é movido por tendências contraditórias.
II o conflito se estabelece entre forças pulsionais antagônicas e entre forças biológicas e barreiras físicas e sociais à plena e imediata satisfação.
III o conflito e a dinâmica da personalidade constituem o nexo causal, presente na origem do ato psíquico.
IV conhecendo o conflito, é possível prever sua evolução, no contexto da economia psíquica e, assim, eliminar suas consequências na vida adulta.
V o conflito é basilar e constitutivo do funcionamento psíquico humano.
Está incorreto somente o afirmado em 
A. I.
B. II.
C. III.
D. IV.
E. V.
Em sua teoria psicanalítica, Freud postula que a frustração
I é responsável pelo estabelecimento do princípio da realidade, com consequente desenvolvimento de diversas funções egóicas.
II precoce pode e deve ser evitada, a fim de não prejudicar a estruturação do psiquismo.
III promove na criança uma gradativa capacidade de pensar e simbolizar.
IV obriga a criança a levar em consideração o mundo real.
Está correto somente o afirmado em 
A. I e II.
B. II, III e IV.
C. I, III e IV.
D. I e IV.
E. II e III.
08. Sigmund Freud entrou em contato e experimentou diferentes métodos de estudo ao longo de sua trajetória profissional. Porém, priorizou e desenvolveu apenas um método, por ele considerado fundamental para o tratamento psicanalítico. 
Esse método de investigação dos fenômenos psíquicos é a
A. hipnose, pois foi a partir dos estudos com Charcot que Freud aprimorou esse método e desenvolveu o conceito de repressão. 
B. associação livre, pois no psiquismo tudo possui ou remete a um sentido latente. 
C. interpretação dos sonhos, pois Freud analisava os próprios sonhos e os de seus pacientes, os considerando ma. nifestações de conteúdos conscientes. 
D. associação de ideias e sintomas manifestos, pois tais dados são importantes para a interpretação de conteúdos reprimidos na consciência dos pacientes. 
E. observação de sintomas clínicos, pois para Freud são esses sintomas são os únicos indícios de conteúdos latentes.
Modulo 06 
01. Carl Rogers, importante representante da Psicologia Humanista, concebe que
A. todas as atividades humanas que dão sentido e valor à vida humana só podem ser compreendidas se entendermos o funcionamento biológico que as sustenta.
B. aspectos psicológicos e físicos compõem uma realidade única e indissolúvel, cabendo ao psicólogo compreender a complexidade envolvida nesta teia de relações.
C. a vida humana é parcialmente biológica e parcialmente psicológica e, sendo assim, a soma de esforços para compreender esses diferentes aspectos redundará numa visão holística.
D. anulando as diferenças entre biológico e psicológico, torna-se possível almejar uma vida mais integrada.
E. “corpo e alma” caminham juntos e, se atentarmos às indicações físicas/fisiológicas de uma pessoa, chegaremos a seu substrato psicológico.
02. Partindo do princípio de que o Humanismo Americano se desenvolveu em oposição ao determinismo postulado pelo Behaviorismo e pela Psicanálise, considere as afirmativas a seguir.
I O Behaviorismo Radical apresenta uma concepção mecanicista de homem, compreendendo-o como um ser que reage involuntariamente a determinados estímulos do ambiente.
II Em sua concepção de homem, a psicanálise freudiana postula o determinismo, porém, um determinismo que não é mecanicamente concebido. Para Freud, todas as manifestações psíquicas e comportamentais têm um sentido que pode ser buscado em sua funcionalidade.
III A Psicologia Humanista representa um rompimento com o Behaviorismo e a Psicanálise, as duas tendências predominantes à época de seu surgimento ao entender o homem como ser uno, em processo de evolução, capaz de se desenvolver e se realizar.
Está correto somente o afirmado em
A. III.
B. I e II.
C. I e III.
D. II e III. 
E. I.
03. As Psicologias Humanistas embasam sua proposta em princípios filosóficos e em posicionamento crítico contra psicologias praticadas em sua época.
A Psicologia Humanista
I critica a Psicologia Comportamental por sua visão mecanicista de homem.
II questiona a postura neutra e distante do psicanalista.
III se fundamenta na filosofia de Bergson.
IV se apoia na visão de mundo e nas críticas marxistas ao sistema econômico. 
Está correto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. III e IV. 
D. II e IV.
E. I, II e III
04. Sobre o pensamento de Maslow, analise as afirmativas a seguir.
I Para Maslow, as neuroses e os desajustamentos psicológicos provêm de conflitos psicológicos inconscientes que afetam a vida do sujeito, o impedindo de atualizar seu potencial inato.
II A proposta teórica de Maslow, considerado o “pai espiritual” da Psicologia Humanista, representa o estágio de transição da terceira para a quarta força da psicologia: a Psicologia Transpessoal, voltada para a compreensão de amplas possibilidades da experiência humana.
III Na pirâmide da hierarquia de necessidades de Maslow as necessidades se mostram organizadas de tal modo que as necessidades fisiológicas, colocadas na base da pirâmide, são sucedidas pelas necessidades de segurança, de amor e pertença, de estima dos outros e de si e da necessidade de autorrealização.
IV A principal preocupação de Maslow foi a de criar recursos de promoção de bem-estar social e psicológico.
Está correto somente o afirmado em
A. I, III e IV.
B. I e IV.
C. I e III
D. II, III e IV.
E. I e IV.
05. A abordagem centrada na pessoa é considerada pertencente à corrente humanista romântica porque
I ao centrar-se na pessoa, favorece processos de intervenção sobre suas paixões.
II ao se preocupar em apreender a experiência do sujeito em suas vivências concretas, dá a conhecer sua visão pessimista da condição humana.
III defende a adoção de uma atitude mais humana e verdadeira por parte do terapeuta em relação ao cliente.
IV considera como objetos da psicologia os fenômenos subjetivos, entre os quais as paixões humanas.
V se apoia na metafísica de Henri-Louis Bergson (1859-1941).
Está incorreto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. III.
D. IV.
E. V.
06. A respeito da modalidade psicoterapêutica criada por Rogers, podemos afirmar que
I na abordagem centrada na pessoa, se acredita que há nos indivíduos uma tendência inata para o crescimento.
II devido ao conhecimento que o terapeuta rogeriano tem de si mesmo, ele é levado a experienciar uma empatia que, resultante de um leve estado alterado de consciência, tem poder curativo.
III a aceitação incondicional positiva possibilita ao terapeuta rogeriano realizar intervenções guiadas pela intuição, o que possibilita ir muito à frente do cliente, sem que esse se sinta agredido.
IV a abordagem centrada na pessoa demanda que a relação terapêutica seja genuína, real, congruente. Portanto, o terapeuta deve expressar quaisquer conteúdos que se apresentem à sua consciência.
V para esse autor a autoconsciência permite realizar escolhas melhor fundamentadas e sintonizadas com o fluxo evolutivo.
 
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. I, IV e V.
C. IV e V.
D. I e III
E. III e IV.
07. A psicologia humanista se opõe aos demais sistemas psicológicos em alguns aspectos e mantém coerência com outros aspectos. Leia atentamente as afirmativas a seguir.
I A pessoa em sua totalidade é de interesse fundamental da psicologia humanista porque os seres humanos não são apenas objetos de estudo. Eles devem ser descritos e compreendidos em termos de suas visões subjetivas pessoais de mundo, suas percepções do eu e seus sentimentos de valor próprio. 
IIA escolha humana, a criatividade e a autorrealização são principais tópicos de investigação da psicologia humanista. 
III Embora as pessoas sejam motivadas fundamentalmente por impulsos básicos, como sexo e agressão, esses motivos primários devem ser suplantados pelo desejo de autorrealização.
 
Dentre essas afirmativas, somente mantêm coerência com a psicologia humanista a(s) afirmativa(s)
A. I.
B. II.
C. III.
D. I e II.
E. I e III.
08. A respeito de Bergson, um dos precursores das ideias humanistas, afirma-se que
I ele distinguiu entre os chamados “eu de superfície” e “eu profundo”, considerando que o eu profundo diz respeito à ‘pessoa propriamente’, capaz de evoluir e crescer constantemente, ser criadora e livre.
II ser ele o autor da expressão “élan vital”, que significa impulso original da vida, considerado uma tendência a agir sobre a matéria, dado que vida e matéria são indivisíveis, segundo essa concepção.
III o chamado “eu de superfície” é estático e mecanizado. Segundo Bergson, a maioria dos seres humanos jamais experimentam a liberdade, pois suas ações permanecem restritas apenas à vivencia de um “eu social”.
Está correto o enunciado em 
A. todas as afirmativas.
B. II e III, somente.
C. I e II, somente
D. I e III, somente.
E. I, somente.
09. Sobre a Psicologia Humanista, podemos afirmar que 
I os pioneiros do movimento humanista em psicologia são Abraham Maslow, Karl Marx e Carl Rogers. 
II essa escola de pensamento se configurou a partir do resgate de valores e princípios do Humanismo, cujo ápice foi a Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada pela Organização das Nações Unidas em 1948. 
III essa escola da psicologia considera o ser humano capaz de autorrealização, ou seja, capaz de mudar o modo como vê a si mesmo e de atualizar suas potencialidades.
 
Está incorreto somente o afirmado em
A. III.
B. II.
C. I e II
D. I.
E. II e III.
Modulo 07 
01. Para compreender o projeto fenomenológico de Husserl é preciso compreender que o filósofo descreve a estrutura da consciência como intencionalidade. Do conceito de intencionalidade, oriundo da filosofia medieval, aplicado à psicologia, decorre a noção de que 'A consciência é intencionalidade', ou seja, toda consciência é 'consciência de'. Portanto, a consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída de atos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão etc.), com os quais se visa algo. (Ver HUSSERL, E. Investigações lógicas: sexta investigação (elementos de uma elucidação fenomenológica do conhecimento. Coleção Os Pensadores, São Paulo, Nova Cultural, 1996, p.7.)
Com base no excerto acima, podemos afirmar que Husserl
I apresenta uma concepção de consciência semelhante à dos associacionistas, que consideram a mente um espaço no qual as sensações se combinam para compor ideias complexas.
II concebe a consciência como um espaço interior, um mundo interno e passivo, que reproduz com fidelidade elementos do mundo externo.
III define consciência como atividade intencional de atribuição de sentido e de significado às coisas, atividade intencional de apreensão do mundo: a consciência é sempre consciência-de-alguma-coisa.
IV se refere à intencionalidade da consciência como sendo o ato da consciência de reportar-se ou referir-se a outra coisa que não ele próprio: a consciência é, sempre, consciência-de-alguma-coisa.
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. III e IV
C. I, II e IV.
D. I, III e IV
E. II, III e IV.
02. Sobre a constituição da Fenomenologia por Husserl e suas críticas ao modelo de produção de conhecimento defendido pelo Positivismo, classifique as afirmativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F).
I Para a fenomenologia, toda consciência é consciência de alguma coisa. A consciência se caracteriza exatamente pela intencionalidade: a subjetividade do sujeito produz o conhecimento. ( )
II O projeto filosófico da fenomenologia caracteriza-se pela formulação de um método que explicita as estruturas implícitas da experiência humana do real e revelando o sentido dessa experiência por meio da análise da consciência em sua relação com o real. ( )
III O método fenomenológico rompe com a atitude natural ou espontânea que constitui nossas crenças habituais. A redução fenomenológica corresponde à suspensão dos juízos. ( )
IV O lema básico da fenomenologia é ‘voltar às coisas mesmas’, ou seja, superar a oposição entre sujeito e objeto, entre consciência e mundo, entre realismo e idealismo. ( )
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta: 
A. V, F, F, F.
B. F, V, F, V.
C. V, F, V, V.
D. F, F, V, V.
E. V, F, V, F.
03. A fenomenologia de Edmund Husserl propõe que o ponto de partida de todo conhecimento deva ser um retorno à “coisa mesma”. 
Sobre esse tema, afirma-se que
I a “coisa mesma” é a realidade em si mesma, o que exige do pesquisador o conhecimento de suas características intrínsecas.
II todo fenômeno está vinculado a um sentido para quem o percebe.
III a “coisa mesma” deve ser vista como um fenômeno cuja essência é intuída.
Está incorreto somente o afirmado em
A. II e III
B. I e II
C. I.
D. II.
E. III.
04. De acordo com o Existencialismo de Sartre o homem é um ser
I livre, porém influenciado pelo meio em que vive.
II livre para se tornar algo, já que sua natureza não é pré-determinada.
III determinado pela tradição e cultura à qual pertence, tendo, portanto, um destino socialmente estabelecido, do qual, contudo, pode e deve se libertar.
IV determinado por um poder que o transcende, tendo, portanto, um destino pré-estabelecido ao qual deve se conformar.
Assinale a afirmativa cuja visão de homem corresponde à visão do Existencialismo de Sartre:
A. I e II.
B. II e IV.
C. I.
D. II.
E. II e III.
05. Segundo Sá (2009), a fenomenologia e o existencialismo constituem, juntos, uma das mais importantes matrizes filosóficas das psicologias do século XX. Considerando isso, analise as afirmativas abaixo: 
I A fenomenologia tem por objetivo “voltar às coisas mesmas”, sendo, em primeira instância, descritiva, pois busca clarificar temas, os despojando de conceitos preconcebidos. 
II Para o existencialismo, o ser humano não pode ser explicado com base em alguma essência universal. 
III Para o existencialismo, a consciência e fenômenos subjetivos, como a percepção, a imaginação e a volição, devem ser estudados por meio dos mesmos procedimentos utilizados nas ciências naturais. 
IV Para a fenomenologia, a consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída por atos motivados por objetivos a alcançar: a intencionalidade é o principal traço da consciência. 
Está incorreto somente o afirmado em
A. I e III.
B. IV.
C. I.
D. II.
E. III.
06. Para compreender o projeto fenomenológico de Husserl é preciso compreender que o filósofo descreve a estrutura da consciência como intencionalidade. Do conceito de intencionalidade, oriundo da filosofia medieval, aplicado à psicologia, decorre a noção de que 'A consciência é intencionalidade', ou seja, toda consciência é 'consciência de'. Portanto, a consciência não é uma substância (alma), mas uma atividade constituída de atos (percepção, imaginação, especulação, volição, paixão etc.), com os quais se visa algo. (Ver HUSSERL, E. Investigações lógicas: sexta investigação (elementos de uma elucidação fenomenológica do conhecimento. Coleção Os Pensadores, São Paulo, Nova Cultural, 1996, p.7.)
Com base no excerto acima, podemos afirmar que Husserl
I. apresenta uma concepção de consciência semelhante à dos associacionistas, que consideram a mente um espaço no qual as sensações se combinam para compor ideias complexas.
II concebe a consciência como um espaço interior, um mundo interno e passivo, que reproduz com fidelidade elementos do mundo externo.
III define consciência como atividade intencional de atribuição de sentido e de significado às coisas, atividade intencional de apreensão do mundo: a consciência é sempre consciência-de-alguma-coisa.IV se refere à intencionalidade da consciência como sendo o ato da consciência de reportar-se ou referir-se a outra coisa que não ele próprio: a consciência é, sempre, consciência-de-alguma-coisa.
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. III e IV.
C. I, II e IV.
D. I, III e IV.
E. II, III e IV.
Modulo 08 
01. A psicologia sócio-histórica
I está fundamentada no marxismo e adota o materialismo dialético como filosofia, teoria e método.
II concebe o homem como ativo, social e histórico e a sociedade, como produção histórica dos homens que, por meio do trabalho, produzem sua vida material.
III entende que as ideias são uma representação da realidade material, estando esta, fundada em contradições expressas por meio de ideias.
IV concebe a história como o movimento contraditório constante do fazer humano; na história, a partir da base material, deve ser compreendida toda a produção de ideias, o que inclui a ciência e a psicologia.
V representa o abandono da visão abstrata do fenômeno psicológico e, mais, representa uma crítica às psicologias que tratam o fenômeno dessa forma.
Está correto o enunciado em
A. II e III, somente.
B. I, III e IV, somente.
C. III, IV e V, somente.
D. II, IV e V, somente.
E. todas as afirmativas.
02. Rosa e Andriani (2011) argumentam que, a partir da crise da psicologia social, surge a proposta de construção de uma psicologia social crítica e, assim, a concretização da psicologia sócio-histórica. Sobre isso afirma-se que
I o contexto das ditaduras militares e da repressão e injustiças das décadas de 1960 e 1970 contribuíram para a politização da psicologia social, produzindo uma psicologia crítica.
II já nas décadas de 1970 e 1980, com a abertura da “guerra fria”, foi possível o acesso às obras russas de Vygotsky, Luria e Leontiev, obras que colaboraram para a concretização da psicologia sócio-histórica.
III posteriormente, nas décadas de 1980 e 1990, com o movimento da globalização e da revolução tecnológica, foi possível estabelecer contato com psicólogos russos que participaram de congressos científicos na américa latina e formaram os psicólogos latinos em psicologia social crítica.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. I e II. 
D. III.
E. II e III.
03. Os conteúdos básicos da produção de Vygotsky surgiram por volta da segunda década do século XX. A propósito de suas contribuições, afirma-se que
I sua produção estava voltada à gênese social da consciência.
II o estudo do psiquismo e do comportamento humano, se dá a partir das funções psicológicas superiores.
III sua produção foi sobretudo elementarista, o que é próprio das correntes psicológicas soviéticas da época.
IV os estudos sobre as funções psicológicas superiores eram intermediados pela psicologia animal.
Está correto somente o afirmado em
A. I, II e III. 
B. II, III e IV.
C. I, III e IV.
D. I e II.
E. III e IV.
04. A psicologia sócio-histórica tem por foco central 
A. as representações sociais do ego, seus mecanismos de defesa e a dinâmica do aparelho psíquico dos vários sujeitos em interação. 
B. os processos inconscientes que constituem o sujeito psíquico, mediados pela linguagem e pelos artefatos culturais. 
C. a constituição da consciência em sua relação com a atividade mediada pela interação social e a linguagem. 
D. a análise das contingências ambientais que determinam o comportamento social, emitido a partir de esquemas de reforçamento.
E. o desenvolvimento pleno do indivíduo a ser realizado por meio de vivências e de experiências pessoais, no sentido existencial e fenomenológico desses termos. 
05. A psicologia sócio-histórica
I concebe o homem como ativo, social e histórico; e a sociedade, como produção histórica dos homens. 
II se fundamenta-se no marxismo e adota o materialismo dialético como filosofia, teoria e método. 
III representa o abandono da visão abstrata de fenômeno psicológico e a crítica às psicologias que tratam o fenômeno dessa forma. 
IV considera que o homem é produto e produtor de seu meio social, da história da humanidade e da cultura.
 
Está correto o enunciado em 
A. I, II e III, somente.
B. todas as afirmativas.
C. III e IV, somente.
D. I, II e IV, somente.
E. I, III e IV, somente.
Modulo 09 
01. De acordo com a abordagem que embasa o trabalho de determinado psicoterapeuta, esse entenderá a queixa do paciente de determinada maneira. Sua escuta e a avaliação clínica que fará do caso, bem como a indicação terapêutica que elaborará, dependerá da teoria psicológica por ele adotada. 
Leia com atenção o caso descrito a seguir.
Carmen, uma mulher de 30 anos, solteira, morando com os pais, busca um serviço de atendimento psicológico devido à sua obesidade. Está com 120 quilos, passa o dia todo assistindo TV e comendo e não tem vontade de falar com ninguém. Estas informações foram obtidas com dificuldade, pois, no contato com a psicóloga, insistiu em permanecer silenciosa.
Caso concordasse em fazer psicoterapia, a estratégia psicoterapêutica a ser utilizada dependeria da teoria adotada pelo terapeuta. Considere as afirmativas abaixo para verificar se estão corretas.
I Humanismo: o psicoterapeuta teria por objetivo colaborar para que Carmen desenvolvesse padrões mais adaptativos de pensamentos e crenças.
II Psicanálíse: a obesidade é um sintoma que ocupa o lugar de algo banido da consciência.
III Humanismo: o terapeuta entende a obesidade como um recurso de expressão da individualidade de Carmem.
IV Comportamentalismo radical: o terapeuta estabelecerá contingências capazes de efetivamente competir com as contingências já estabelecidas de relação de Carmem com a própria obesidade.
V Psicanálíse: não é indicada nesse caso por ser a obesidade um sintoma físico e não psicológico.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I e V.
B. II e IV.
C. III.
D. I e III.
E. IV e V.
02. A constituição de qualquer teoria psicológica esteve e está sustentada por pressupostos que orientaram a construção do pensamento. Esses pressupostos sofreram influência de fatores históricos e ideológicos, entre outros.
Nas afirmativas abaixo você encontrará algumas relações estabelecidas entre tais fatores e teorias psicológicas. Leia com atenção.
I O desenvolvimento do Behaviorismo Metodológico ocorreu no início do século XX, período em que os EUA passavam por um processo semelhante ao da Europa, com expansões agrícolas, comerciais e industriais, o que propiciava um ambiente favorável às críticas ao ‘mentalismo’ como explicação e à introspecção como recurso de obtenção de dados passíveis de análise do comportamento humano.
II O desenvolvimento do Behaviorismo Radical sofreu influência da teoria da seleção natural elaborada por Charles Darwin (1880-1882). Influenciado por Darwin, Skinner contribuiu para a formulação de uma causalidade segundo o modelo de seleção por consequências, segundo o qual a seleção dos comportamentos ocorre em função de seus efeitos no ambiente. 
III O desenvolvimento da Psicanálise sofreu influência da vertente literária e humanista da formação de Freud. Mas não apenas disso: sofreu influência também de sua experiência na Faculdade de Medicina (1873), que o colocou em contato com a fortíssima tradição da Ciência Experimental e Positivista. 
IV O desenvolvimento da Gestalt, cujo foco incide sobre a unidade da percepção, sofreu influência do trabalho do filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) que, curiosamente, escrevia seus livros, confortavelmente vestido de roupão e calçando chinelos. Kant alegava que ao percebermos o que chamamos de objeto, encontramos os estados mentais que parecem compostos de partes e pedaços. Para Kant, esses elementos são organizados de forma que tenham algum sentido, e não por meio de processos de associação.
V A Fenomenologia de Husserl surgiu na União Soviética no momento em que esta procurava reconstruir suas teorias científicas com base no referencial marxista.
Está incorreto somente o afirmado em
A. V
B. IV e V.
C. II.
D. I.
E. III.
03. Relacione elementos da primeira coluna com elementos da segunda: 
1 BehaviorismoRadical ( ) Inconsciente 
2 Gestalt ( ) Aprendizagem operante 
3 Behaviorismo Metodológico ( ) Percepção 
4 Psicanálise ( ) Operacionismo 
5 Cognitivo-comportamental ( ) Cognição 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de associações:
A. 3, 1, 5, 4, 2. 
B. 4, 3, 2, 1, 5. 
C. 4, 3, 1, 5, 2. 
D. 4, 1, 2, 3, 5. 
E. 5, 3, 2, 1, 4.
04. Albert Bandura é um teórico da psicologia relacionado 
A. à Gestalt 
B. à Psicanálise 
C. ao Behaviorismo metodológico 
D. ao Funcionalismo 
E. ao Behaviorismo cognitivo
05. Relacione elementos da primeira coluna com elementos da segunda: 
1 Abraham Maslow ( ) Gênese social da consciência 
2 Carl Rogers ( ) Materialismo dialético 
3 Karl Marx ( ) Analítica do Dasein 
4 Edmund Husserl ( ) Autorrealização 
5 Martin Heidegger ( ) Terapia centrado no cliente 
6 Lev Vygostky ( ) Fenomenologia 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de associações:
A. 2, 4, 6, 1, 5, 3
B. 6, 3, 5, 2, 1, 4. 
C. 3, 6, 4, 1, 2, 5.
D. 1, 2, 3, 4, 5, 6.
E. 6, 3, 5, 1, 2, 4.
06. A teoria da evolução de Darwin causou profundo impacto
A. no Behaviorismo Radical.
B. na Psicanálise. 
C. no Estruturalismo. 
D. na Psicologia da Gestalt.
E. no Existencialismo.
Modulo ESTUDOS DISCIPLINARES 
01. Com base em princípios da Gestalt, Kurt Lewin (1890-1947) desenvolveu sua Teoria de Campo, sobre a qual podemos afirmar que 
I tem por principal conceito o de espaço vital, ao referir-se ao campo psicológico que reúne um conjunto de fatos determinantes do comportamento de um indivíduo em dado momento.
II o campo psicológico, tal como postulado por Lewin, é integrado por crenças, objetivos, necessidades e fatores ambientais que afetam o indivíduo.
III fora do campo psicológico está o âmbito externo, integrado por todos os eventos, circunstâncias e estímulos que em dado momento não exercem efeito algum sobre o indivíduo. 
IV o campo psicológico, ou espaço vital, é estabelecido a partir das primeiras experiências da criança no mundo social, atingindo determinada configuração que tende a ser mantida ao longo de seu processo de desenvolvimento.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I e II.
B. IV.
C. II e IV.
D. I e II.
E. III.
Justificativa: O lV é falso porque remete a uma ideia de impermanência que não caracteriza a compreensão gestáltica, mas muito mais da psicanálise, outros itens refere-se a visão gestáltica de modo afirmativo, explicando o campo vital como relacional e configuracional.
02. A psicanálise é, como não poderia deixar de ser, um produto de seu tempo. Nesse sentido, diz respeito a certas circunstâncias presentes na Viena da Belle Époque, cosmopolita, vibrante, território propício ao desenvolvimento de novas ideias. Como qualquer sistema de pensamento que se destaca por sua importância, a psicanálise resulta, por um lado, do desdobramento de ideias e conceitos que já vinham sendo formulados de modo assistemático no ambiente sociocultural em que ela surgiu e, de outro, de um processo de ruptura com o pensamento vigente. 
Atente para as afirmativas abaixo e para a possível relação entre elas.
I Desde seu início, a psicanálise foi uma teoria aplicada, isto é, voltada não apenas para o estudo acadêmico do psiquismo (consciente ou inconsciente), mas, também, para a resolução de problemas práticos, como a neurose de alguns pacientes. 
Por esse motivo,
II Freud entendia que o conflito é constitutivo do funcionamento psíquico humano e o homem normal é movido por tendências contraditórias.
 
A respeito das afirmativas apresentadas, conclui-se que
A. ambas são verdadeiras e II justifica I.
B. ambas são verdadeiras, mas II não justifica I.
C. I é verdadeira e II, falsa.
D. I é falsa e II, verdadeira.
E. ambas são falsas.
03. (…) a partir de 1896, Freud passa a empregar o método da associação livre (ou livre associação), que será considerada a regra fundamental do tratamento psicanalítico: ele solicita a seus pacientes que, deitados em um divã e de costas para o psicanalista, digam livremente tudo o que lhes ocorrer à mente, sem qualquer tipo de censura ou inibição, mesmo que as ideias assim surgidas pareçam absurdas ou triviais. Freud verifica que tais ideias, na verdade, vão se encadeando e se remetendo umas às outras, de modo a irem formando cadeias associativas que tendem a se entrecruzar. Assim, emergem elementos que possibilitam a constituição e reconstituição de múltiplas redes de sentido sobre as ocorrências ou fenômenos (aparentemente) banais. No fundo, ele supõe que as associações livres não se dão ao acaso (não sendo, portanto, exatamente livres...); ao contrário, acredita em um determinismo psíquico, isto é, que no psiquismo tudo possui ou remete a um sentido latente. LOUREIRO, I. Luzes e sombras. Freud e o advento da psicanálise. In: JACÓ-VILELA, A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T.(ORGS.) História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau Editora, 2007, p.377.
Sobre o texto apresentado considere as afirmativas a seguir.
I O texto dá indicações do recorte epistemológico da psicanálise, reunindo elementos que fazem parte do método de trabalho de Freud: observação do comportamento e experimentação.
II Em contraste com os Behaviorismos, o determinismo no pensamento de Freud é psíquico: do inconsciente para o consciente.
III Na teoria psicanalítica a técnica de associação livre está diretamente ligada ao determinismo psíquico.
Está correto o enunciado em
A. II, somente.
B. I e II, somente.
C. I e III, somente.
D. II e III, somente.
E. todas as afirmativas.
04. Como afirma Sá (2007), a fenomenologia, proposta por Edmund Husserl (1859 - 1938), influenciou decisivamente o existencialismo, movimento filosófico e cultural ocorrido na Europa do pós-guerra: "Fenomenologia e existencialismo, em suas convergências, tensões e entrecruzamentos, constituem juntos uma das importantes matrizes filosóficas das psicologias do século XX." SÁ, R. N. As influências da fenomenologia e do existencialismo na psicologia. In: JACÓ-VILELA, A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T.(ORGS.) História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2007, p. 319.
 
Analise as afirmativas a seguir.
 I A Fenomenologia trata de descrever, compreender e interpretar os fenômenos que se apresentam à percepção.
II A Fenomenologia é um método de pesquisa da realidade, que lhe possibilita manifestar o que esconde.
III Para a fenomenologia husserliana é por meio da intencionalidade da consciência que os objetos se constituem no campo intersubjetivo, de modo a estabelecer uma nova relação entre sujeito e objeto.
IV A filosofia de Husserl pode ser compreendida como uma forma de idealismo transcendental, uma tentativa de descrição fenomenológica da subjetividade transcendental, dos modos de operar da consciência.
Está incorreto somente o afirmado em 
A. I e II.
B. II e III.
C. III.
D. II.
E. IV
05. A psicologia sócio-histórica surgiu no início do século XX, na União Soviética, período em que procurava reconstruir suas teorias científicas com base no referencial marxista. Isto posto, analise as afirmativas abaixo e as classifique como verdadeiras (V) ou falsas (F). 
I Vygotsky se propôs a construir uma psicologia guiada pelos princípios e métodos do materialismo dialético, de modo que sua produção era destinada a descrever e explicar a construção e o desenvolvimento do psiquismo e do comportamento humano, com base nas funções psicológicas superiores - pensamento, linguagem e consciência -, guiando-se pelo princípio da gênese social da consciência. ( )
 II Vygotsky apontou que estava havendo uma crise mundial da psicologia, uma vez que suas diversas escolas se dirigiam ora para modelos elementaristas, negando a consciência, ora para modelos subjetivistas, considerando a consciência e os processosinteriores desvinculados das condições materiais que os constituíam. ( )
III No contexto de uma Rússia pós-revolucionária, a construção de teorias psicológicas somente poderia estar desvinculada de demandas práticas referentes a problemas sociais e econômicos do povo soviético. Não era possível construir uma psicologia que estivesse de acordo com as normas do padrão comunista soviético. ( )
IV A crítica de Vygotsky recai sobre a noção de que os conhecimentos produzidos pela psicologia, em sua tentativa de compreender quem é o homem e como se constrói sua subjetividade, haviam mantido sempre a dualidade objetividade versus subjetividade, mundo externo versus mundo interno. ( )
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta: 
A. V, F, F, V.
B. F, V, F, V.
C. V, V, F, V.
D. V, V, F, F.
E. F, F, V, V.
06. Na obra Teorias da personalidade, Friedman e Schustack (2004) afirmam:
“Nossa meta neste livro não é colocar teorias complexas em pequenos compartimentos, mas, em vez disso, realizar um exame meticuloso dos diferentes e significativos tipos de insights sobre a natureza da personalidade, ocorridos ao longo do século XX. Qual das perspectivas sobre a personalidade está correta? As pessoas são governadas por traços, hormônios, motivos inconscientes ou nobreza de espírito? Essa pergunta é fácil de responder: todas (...) estão corretas, no sentido de que todas oferecem alguns insights importantes sobre o que significa ser uma pessoa. Em outras palavras, podemos tirar proveito do aprendizado das potencialidades e fragilidades de todas as perspectivas. Esta resposta não é uma evasiva nem é uma artimanha. A natureza humana é tremendamente complexa e necessita ser examinada sob várias perspectivas. Na verdade, confiar sobremaneira em uma única abordagem e ignorar os valiosos insights oferecidos por outras perspectivas e investigações científicas é uma estratégia efêmera. É fundamental lembrar que cada uma dessas perspectivas enriquece nossa compreensão de personalidade. Entretanto, não é apropriado perpetuar ideias que não estejam sustentadas por evidências.” FRIEDMAN, H.S.; SCHUSTACK, M.W. Teorias da personalidade. 2. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2004, p.9.
O trecho transcrito acima é coerente com a proposta de Figueiredo (1996, 2002), no que diz respeito à diversidade teórica e prática da psicologia? Por quê?
I Não. A proposta de Friedman e Schustack (2004) contraria a de Figueiredo (1996, 2002), na medida em que supõe haver complementaridade entre teorias distintas. 
II A proposta de Friedman e Schustack (2004) contraria a de Figueiredo (1996, 2002), na medida em que sugere que a diversidade de concepções teóricas é justificável pela complexidade da personalidade humana.
III Sim. A proposta de Friedman e Schustack (2004) é semelhante à de Figueiredo (1996, 2002), na medida em que supõe a possibilidade de complementaridade entre teorias distintas. 
IV Sim. A proposta de Friedman e Schustack (2004) é semelhante à de Figueiredo (1996, 2002), na medida em que sugere que a diversidade de concepções teóricas é justificável pela complexidade da personalidade humana.
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. III e IV.
C. I e III.
D. II e IV.
E. IV.
07. Leia atentamente as afirmativas a seguir.
I Watson não aceitava que o estudo das cognições fosse competência da psicologia. Entendia que, para ser reconhecidamente uma ciência, a psicologia deveria se limitar ao estudo de fatos públicos.
II Para Watson, aquilo que não pudesse ser objeto de observação consensual, ou seja, tudo que não fosse observável por pelo menos duas pessoas, não poderia ser objeto da psicologia. Portanto, as cognições, que só podem ser percebidas pelo próprio sujeito que pensa, não podem ser objeto de estudo da psicologia.
III No Behaviorismo Radical de Skinner, o homem se comporta com o objetivo de obter as ocorrências que sucedem seu comportamento. Em outras palavras, o homem se comporta para obter reforçamento.
IV Skinner aceitava estudar todos os fenômenos comportamentais. Na sua concepção de comportamento estavam incluídos tanto os eventos externos quanto os internos (pensamentos, emoções, sensações etc..), que deveriam ser compreendidos como controlados pela história genética e ambiental do indivíduo e não pela própria pessoa, como agente criador, dotado de vontade e propósitos.
V O Behaviorismo Cognitivo parte da premissa de que processos internos de cognição exercem mediação entre estímulos do ambiente e a emissão de comportamentos.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. III.
D. IV.
E. V.
08. Leia atentamente o texto abaixo.
No final do século XIX teve iniciou na psicologia um movimento centrado na tese de que o estudo da experiência deveria incidir sobre algo mais do que as sensações. (…) Tomemos, por exemplo, uma melodia (A). Podemos transpô-la para outro tom, formando uma melodia (B). Nessa transposição de (A) para (B), todas as notas se alteram. No entanto, somos perfeitamente capazes de perceber a semelhança entre (A) e (B). Ora, se todos os elementos variam quando fazemos a transposição da melodia, por que somos capazes de reconhecer a semelhança entre (A) e (B)? (…) Por que somos capazes de reconhecer a identidade da música mesmo quando alteramos o tom no qual ela é executada? MORAES, M. O gestaltismo e o retorno à experiência psicológica. In: JACÓ-VILELA, A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T.(ORGS.). História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2007, p.303.
Com base nessa leitura, considere as afirmativas a seguir. 
I Na transposição de (A) para (B), somos capazes de reconhecer a semelhança entre as melodias porque percebemos as relações entre os elementos, e não os elementos isoladamente.
II A noção de “qualidade estrutural”, que permite o reconhecimento da mesma melodia em diferentes tons, por exemplo, marca a crítica da Psicologia da Gestalt às teorias psicológicas que circunscreviam o estudo da experiência ao exame das sensações.
III A psicologia da Gestalt parte da tese de que a experiência psicológica – seja ela mnêmica ou perceptiva – deve ser analisada a partir de sua relação com o mundo físico, definido de um ponto de vista mecanicista, mediada pelas sensações.
Está correto o enunciado em
A. I e II, somente.
B. III, somente.
C. II e III, somente.
D. I, somente.
E. todas as afirmativas.
09. A propósito das contribuições de Vygotsky, surgidas por volta da segunda década do século passado, é correto afirmar que
I sua produção estava voltada à gênese social da consciência.
II o estudo do psiquismo e do comportamento humano se dá a partir das funções psicológicas superiores.
III sua produção foi sobretudo elementarista, em conformidade com as correntes psicológicas soviéticas da época.
IV seus estudos sobre funções psicológicas superiores foram fundamentados em resultados obtidos nos experimentos da psicologia animal.
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. III e IV.
C. I e IV.
D. II e III.
E. I, II e III.
10. Um dos precursores teóricos da psicologia humanista foi Abraham Maslow, com sua psicologia da autorrealização (ou autoatualização), caracterizada pela “exploração plena de talentos, capacidades, potencialidades etc., que conduzem a uma grande realização.” Maslow é conhecido entre os alunos de psicologia por sua hierarquia das necessidades. A esse respeito, analise as seguintes afirmativas:
I Para Maslow, o homem possui uma hierarquia de necessidades, sendo que a supressão de alguma(s) dela(s) leva a um desequilíbrio: enquanto necessidades inferiores não são satisfeitas, é impossível buscar autoatualização.
II Embora o ambiente no qual o homem está inserido não seja capaz de criar um ser humano, no caminho de busca de autoatualização é o ambiente que propiciará condições para que ele concretize suas possibilidades internas.
III Para atingir a autoatualização é preciso satisfazer grande parte das necessidades, mas não necessariamentetodas.
IV Maslow propõe uma organização das necessidades em forma de pirâmide, com as de níveis inferiores e mais primitivas situadas na base e a autoatualização no topo.
V Maslow propõe uma organização das necessidades em forma de círculo, com a autoatualização ocupando o centro e as necessidades inferiores ocupando as margens.
Está correto o enunciado em
A. todas as afirmativas.
B. II, III, IV e V, somente.
C. I, II e III, somente
D. I, II e IV, somente.
E. III, IV e V, somente.
11. Dada a diversidade teórica e metodológica da Psicologia, não temos uma psicologia, mas, diversas psicologias. 
Diante dessa afirmação, passível de debate, considere as afirmativas abaixo.
I Como há diversas Psicologias, o psicólogo pode escolher mais de uma para embasar sua prática, independentemente de haver ou não divergências entre elas.
II Toda linha teórica possui, em seus pressupostos, uma visão de mundo, uma visão de homem e um objeto de estudo, elementos sobre os quais edifica seus conhecimentos.
III As diferentes teorias psicológicas possuem, basicamente, a mesma visão de homem. A divergência entre elas se deve ao fato de estarem apoiadas em distintas visões de mundo e de adotarem distintas metodologias.
IV Como cada paciente é único e possui uma história de vida também única, devemos, enquanto psicólogos, eleger a linha teórica mais adequada a cada um deles e trabalhar com base em tal referencial.
Está correto somente o afirmado em
A. I, II e III.
B. I e II.
C. II e III.
D. I e IV.
E. II.
12. A psicologia foi instituída como ciência independente em 1879, com a criação do primeiro laboratório de psicologia na Universidade de Leipzig, na Alemanha. No fim do século XIX e início do XX, a psicologia foi se desenvolvendo e se diferenciando em diversas teorias, que divergiam quanto ao objeto e método de estudo, além de adotarem visões diferentes do fenômeno psicológico. Considere as afirmativas a seguir.
I Para Wundt, o fundador da psicologia enquanto ciência independente, o objeto de estudo da psicologia deveria ser a consciência. 
II Para o behaviorismo metodológico, o objeto de estudo da psicologia é o comportamento e seu método, o operacionismo. 
III Para a psicologia da Gestalt, o objeto de estudo da psicologia é a percepção, que deve ser investigada a partir da experiência perceptiva do sujeito. 
IV Para a psicanálise, o objeto de estudo da psicologia é o inconsciente, que deve ser investigado por meio de observações clínicas e das falas do paciente. 
V Para o behaviorismo radical, o objeto de estudo da psicologia é o comportamento, que somente pode ser estudado a partir da observação consensual e da experimentação.
Está incorreto somente o afirmado em
A. IV.
B. V.
C. I e III.
D. II, IV e V.
E. II e III.
13. Considerando a proposta da disciplina sobre diversidade teórica da Psicologia, é esperado que um professor de Teorias e Sistemas em Psicologia afirme que
I "a natureza humana é tremendamente complexa e necessita ser examinada sob diversas perspectivas. Por isso são necessárias várias teorias psicológicas para dar conta dos fenômenos psicológicos".
II "as diferentes teorias psicológicas têm acertos e precisões. Podemos examinar as diversas teorias e, por meio de uma análise crítica, selecionar os aspectos devidamente apoiados por evidências empíricas e ir compondo um referencial teórico próprio, que possa auxiliar na atuação prática".
III "no atual estágio de desenvolvimento da ciência psicológica é impossível responder a questão ‘o que um homem verdadeiramente é’. No futuro, é provável que surja um modelo global para compreensão do homem".
IV "cada teoria psicológica adota um posicionamento sobre o que é o homem e como estudá-lo. Esses pressupostos estarão presentes em qualquer âmbito de atuação profissional em que aquela teoria for utilizada".
Está correto somente o afirmado em
A. I e II.
B. III e IV.
C. I.
D. I e IV.
E. IV.
14. A propósito do tema “consciência”, objeto de reflexão em diversas teorias psicológicas, analise as afirmativas a seguir e as classifique como verdadeira (V) ou falsa (F):
I Para o Behaviorismo Metodológico, a consciência não se qualifica como objeto de estudo da psicologia por ser impossível estuda-la por meio de observação consensual. ( )
II Para a Psicologia Humanista, a consciência é a fonte de controle do sujeito sobre si mesmo; é uma expressão do impulso vital, com força para conduzir o indivíduo ao curso do próprio desenvolvimento e à realização de seus potenciais. ( )
III Para a Psicologia Sócio-Histórica, consciência é a percepção da própria existência; é marcada pelo desespero e desamparo, estabelecidos como antítese diante do meio social. ( )
IV Para a Psicanálise, os atos humanos não são comandados pela consciência. ( )
V Para a Psicologia Fenomenológica, a estrutura da consciência deve ser compreendida como intencionalidade: consciência é sempre consciência-de-alguma-coisa. ( )
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta: 
A. V, F, F, V, F.
B. V, F, V, F, V.
C. V, V, F, V, V.
D. F, F, V, V, F
E. F, V, F, V, F.
15. Como vimos ao longo do semestre, as diversas teorias partem de determinados pressupostos sobre o que é o homem e sobre como é possível estudá-lo. Leia atentamente as afirmativas a seguir.
I O homem não nasce pronto. Suas características biológicas não são suficientes para que viva em sociedade. Ele aprende a ser homem, a partir das condições concretas em que vive e se constitui a partir das experiências vividas em determinado mundo social e cultural.
II A percepção não é uma impressão e uma combinação passiva de elementos sensoriais, mas uma organização ativa desses elementos em uma experiência coerente.
III A vida humana possui uma dinâmica na qual o ser humano deve alcançar um certo grau de realização para se estruturar como pessoa plena e integrada.
Com base na análise das afirmativas, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A. I Psicologia Sócio-Histórica; II Psicologia da Gestalt III e Psicologia Humanista.
B. I Existencialismo-fenomenológico; II Psicologia Humanista e III Psicanálise.
C. I Psicologia Sócio-Histórica; II Behaviorismo e III Psicanálise.
D. I Existencialismo-fenomenológico; II Behaviorismo e III Psicologia Sócio-Histórica.
E. I Psicanálise; II Psicologia Sócio-Histórica e III Psicologia da Gestalt.
16. Considerando a diversidade teórica da Psicologia, cada profissional, adepto de determinado referencial teórico, estabelece os próprios objetivos em sua atuação profissional, o que torna a prática psicológica igualmente diversificada. 
Com base nisso, identifique nas situações descritas a seguir, a possível filiação teórica do psicólogo:
I Na prática clínica, cabe ao psicólogo adotar um conjunto de atitudes que possibilitam ao paciente encontrar saídas para seu sofrimento: o paciente encontrará em si mesmo as melhores soluções para sua situação.
II Ao atuarmos na clínica, todas as capacidades e dificuldades do sujeito devem ser vistas sob a perspectiva histórica. Entendemos que a saúde psicológica dos sujeitos está na possibilidade que eles têm de enfrentar cotidianamente o mundo, de modo a interferir nele, construindo soluções para dificuldades e problemas que se apresentem.
III Na psicoterapia buscamos identificar que variáveis do meio mantêm os comportamentos que trazem dificuldades para o cliente, e procuramos intervir produzindo alterações nesse meio.
Assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta entre a atividade psicoterapêutica descrita e a linha teórica adotada pelo psicólogo.
A. O psicoterapeuta descrito na situação I é adepto da Psicologia Sócio-Histórica e o descrito na II é psicanalista.
B. O psicoterapeuta descrito na situação II é adepto da Psicologia Sócio-Histórica e o descrito na III é behaviorista.
C. O psicoterapeuta descrito na situação I é adepto da abordagem fenomenológico-existencial e o descrito na II é psicanalista.
D. O psicoterapeutadescrito na situação I é adepto da abordagem fenomenológico-existencial e descrito na II é humanista.
E. O psicoterapeuta descrito na situação II é adepto da abordagem fenomenológico-existencial e o descrito na III é behaviorista.
17. Sobre as diferenças entre Behaviorismo Metodológico de Watson e Behaviorismo Radical de Skinner, considere o texto abaixo.
O comportamento opera sobre o ambiente para produzir consequências e pode ser estudado por meio da disposição de ambientes dos quais dependam consequências específicas. As contingências investigadas têm-se tornado cada vez mais complexas, e uma a uma, vão assumindo funções explicativas anteriormente atribuídas a personalidade, estados de espírito, sentimentos, traços de caráter, propositivos e intenções.Este texto pode ser atribuído a
A. Skinner, pois, para esse autor, a causalidade dos comportamentos deixa de ser explicada em termos de causa e efeito para ser explicada a partir da seleção por consequências que opera sobre o comportamento.
B. Watson, pois, para esse autor, a compreensão do comportamento deve valorizar apenas o ambiente imediato em que o estímulo é emitido
C. Watson, pois, esse autor considera as características da espécie, a história de vida do indivíduo e as práticas culturais vigentes na sociedade como determinantes do comportamento.
D. Skinner, pois, para esse autor, é evidente a valorização de conceitos mentalistas na explicação do comportamento.
E. Watson, pois, para esse autor, o comportamento deve ser explicado com base no caráter funcional por ele assumido no conjunto de comportamentos de um organismo.
18. As afirmativas abaixo apresentam algumas concepções de objeto e método das teorias e sistemas psicológicos estudados ao longo do semestre. A partir do código abaixo identifique a teoria a que se refere cada afirmativa. Observação: uma teoria pode estar sendo apontada mais de uma vez, assim como pode ocorrer que alguma teoria não esteja mencionada.
 
I ( ) Para esta concepção, o ser é algo indefinível, evidente por si só e de entendimento universal: todo ser humano sabe o que é o ser e sabe o que é o não-ser. No ser se encontra o nada e vice-versa: o ser tem em si a possibilidade de não-ser, uma vez que, ao mesmo tempo em que é algo, também é o contrário desse algo.
II ( ) Em uma de suas vertentes, essa Psicologia foi pensada como uma abordagem que pudesse ser usada como instrumento de promoção de bem-estar psicológico e social. Enfatiza o desenvolvimento pessoal e procura compreender as mais elevadas realizações de que os seres humanos são capazes.
III ( ) Trata-se de um projeto de psicologia estritamente voltado ao modelo de ciência natural, puramente objetivo e experimental. Sua ênfase recai sobre os métodos de pesquisa do comportamento em sua relação com o ambiente. 
IV ( ) Afirma que a sociedade e a cultura não são capazes de criar o ser humano, apenas podem ajudá-lo a concretizar o que já existe nele, de forma que toda pessoa possui uma tendência inata para tornar-se autorrealizadora. O alcance de um elevado nível de existência envolve o desenvolvimento de suas qualidades e capacidades e a realização de seu potencial.
 V ( ) O homem existe simultaneamente em três dimensões: história da espécie, do indivíduo e da cultura, separadas apenas como recurso de análise para identificar as diferentes fontes de determinação de cada comportamento de um homem singular.
VI ( ) Trata-se de uma psicologia que localiza na criança e nas primeiras vivências libidinais o desenvolvimento de uma simbologia própria e progressiva, que perdura por todo o seu tempo de vida. Afirma que a criança é o pai do adulto.
 VII ( ) A libido é uma energia de vida generalizada, da qual a pulsão sexual apenas faz parte. A energia básica da libido se expressa no crescimento, na reprodução, e em outras atividades cruciais de dado momento, assim como em sua criatividade e manifestação do próprio potencial. 
VIII ( ) O Ser Humano constrói a si mesmo nas relações por ele estabelecidas com a realidade, na medida em que é determinado por esta realidade, atua sobre ela e a transforma. 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
A. I – G, II – C, III – E, IV – B, V – D, VI – F, VII – A, VIII – C.
B. I – C, II – D, III. A, IV – D, V. B, VI – E, VII – G, VIII – F.
C. I – B, II – D, III – F, IV – C, V – E, VI – A, VII – B, VIII – D.
D. I – F, II – G, III – D, IV – A, V – C, VI – E, VII – F, VIII – B.
E. I – C, II – A, III – F, IV – D, V – B, VI – F, VII – E, VIII – C.
19. A Abordagem Humanista conhecida como “terceira força” da psicologia representava a rejeição ao suposto determinismo das propostas da psicanálise e do behaviorismo. A respeito da proposta humanista, analise as afirmativas a seguir e as classifique como verdadeira (V) ou falsa (F):
I A Abordagem Humanista propunha que as qualidades que melhor caracterizavam os seres humanos eram o livre-arbítrio e a sensação de responsabilidade e propósito, de sentido na vida. ( )
II Os psicólogos humanistas negavam que a tendência ao autodesenvolvimento como inata ao ser humano, salientando que essa característica só se estabeleceria em condições histórico-culturais favoráveis. ( )
III Os psicólogos humanistas criticavam a ideia de que o comportamento humano pudesse ser reduzido a simples processos de condicionamento. ( )
IV A abordagem Humanista propunha que as qualidades que melhor caracterizavam os seres humanos eram o livre-arbítrio e a sensação de responsabilidade e propósito, a busca eterna e progressista de sentido para a vida. ( )
Tendo assinalado V diante das afirmativas verdadeiras e F diante das falsas, observe as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a sequência correta: 
A. V, V, V, V.
B. V, F, V, V.
C. F, V, F, V.
D. F, F, V, V.
E. F, V, V, F.
20. A respeito de Heidegger, Sá (2007) afirma: "Embora não fosse essa a intenção do filósofo, a obra Ser e Tempo (1927) acaba sendo tomada como um tratado de antropologia filosófica e, enquanto tal, torna-se uma referência fundamental para as ciências humanas e para a psicologia clínica em particular". SÁ, R. N. As influências da fenomenologia e do existencialismo na psicologia. In: JACÓ-VILELA, A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T.(ORGS.) História da psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2007, p. 325. Reflita sobre as afirmativas a seguir.
I A expressão ser-no-mundo (dasein), cunhada por Heidegger e utilizada na daseinsanalyse, dá a compreender que o indivíduo não é nada por si só: ele é, se estiver inserido em algo; ele é a sua circunstância.
II Na expressão ser-no-mundo, cunhada por Heidegger e utilizada na daseinsanalyse, dá a compreender o mundo como sendo a estrutura de relações significativas em que a pessoa existe e em cuja configuração toma parte.
III O homem, como ser-no-mundo, não se encontra encerrado em uma interioridade psíquica, mas sim, sempre, em um contexto relacional. Ser-no-mundo é ser-com.
IV Para Heidegger, o sentido que se desvela por meio do homem, sempre se dá a partir de algum a priori transcendente. 
V Para Heidegger, a angústia, que retira do homem todas as certezas, é a disposição fundante do dasein. Se, de um lado, essa experiência pode ser assustadora, é também somente a partir dela que se abre a possibilidade de investir, de empenhar-se autenticamente na busca do conhecimento, como tentativa de preencher esse vazio.
Está incorreto somente o afirmado em
A. I.
B. II.
C. III
D. IV
E. V.