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1BIOLOGIA
Módulos
33 – O sistema digestório
34 – A digestão humana
35 – A digestão nos ruminantes
36 – O sistema respiratório
37 – A respiração humana
38 – Tipos de circulação
39 – Os corações dos vertebrados
40 – O automatismo cardíaco
41 – As hemácias e as plaquetas
42 – Os leucócitos
43 – O sistema linfático
44 – O sistema excretor
33
Palavras-chave:
O sistema digestório • Alimentos 
• Digestão • Enzimas
1. Alimentos
Os alimentos são utilizados no or ganismo como fonte
de energia, co mo matéria-prima de crescimento e
reconstituição do corpo e como elemento re gu lador de
outras funções orgânicas.
Classificação
Podem ser classificados em plás ti cos, energéticos,
mistos e regula do res, de acordo com sua função.
Plásticos
São os alimentos utilizados na es trutura do orga nis mo,
na constru ção de componentes celulares. Ex.: pro teí nas.
São fontes de proteínas: carne, ovos, soja, feijão,
gelatina, queijo, lei te etc.
Energéticos
São os alimentos utilizados como “fontes de energia”
necessárias às ati vidades vitais. Ex.: carboidratos ou
glícides.
A energia é obtida por meio da oxi dação dos
alimentos, realizada pelas mitocôndrias.
São fontes de carboidratos: ca na -de-açúcar,
beterraba, arroz, feijão, milho, trigo etc.
Mistos
São alimentos que apresentam mais de uma função
ao mesmo tempo.
Ex.: lípides (plásticos e energéti cos).
São fontes de lípides: óleo, man teiga, toucinho,
margarina, ovo etc.
Reguladores
São alimentos que controlam as funções vitais. Ex.:
vitaminas e sais minerais.
As vitaminas são ativadoras das enzimas, que
aceleram o metabolis mo celular.
São fontes de vitaminas: frutas, cereais, ovo, leite etc.
2. Digestão
Generalidades
Digestão é o conjunto de trans for mações fisioquí -
micas que os alimen tos orgânicos sofrem para se
converterem em compostos menores hi dros solúveis e
absorvíveis.
Ingim
age / Fotoarena
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2 BIOLOGIA
Hidrólise enzimática
A digestão dos compostos orgâ nicos ocorre na pre -
sença da água e é catalisada pelas enzimas digestórias.
3. Tipos de digestão
De acordo com o local da ocor rência, temos:
— Digestão intracelular (ocorre totalmente no interior
da célula).
— Digestão extracelular (ocorre totalmente no tubo
digestório).
— Digestão extra e intracelular (inicia-se no tubo
digestório e comple ta-se no interior da célula).
— Digestão extracorpórea (a di gestão da aranha não
ocorre em seu corpo, mas na própria presa).
Digestão intracelular
Ocorre totalmente dentro das cé lulas (protozoários e
poríferos) e é rea lizada pelos lisossomos.
Os lisossomos são pequenos va cúolos citoplas -
máticos que apresen tam membrana lipoproteica e, no
seu interior, enzimas digestórias responsá veis pela
digestão de vários tipos de compostos orgânicos.
Se a membrana do lisossomo for fragmentada, as
enzimas serão lan ça das no citoplasma e a célula mor rerá
por autodigestão.
As esponjas (poríferos) apresen tam coanócitos e ame -
bócitos – cé lu las responsá veis pela digestão intra ce lular. 
Elas possuem, ainda, uma projeção da plasmalema
que lembra um “colarinho”.
Observação
Os lisossomos dos leucóci tos (gló bulos brancos do
sangue) rea li zam a digestão intrace lular de bacté rias,
atuando na defesa do organismo. 
Digestão extra e intracelular
A digestão inicia-se no tubo di gestório e completa-se
no interior das células.
Ocorre nos celenterados (hidra), platielmintes
(planária) e em alguns moluscos (mexilhão).
Os celenterados (ex.: hidra) apre sentam células
denominadas cnido blastos, que possuem um líqui do ur ti -
cante (hipnotoxina).
A forma geral de um cnidoblasto é a de um cálice de
pé comprido, fe chado na extremidade superior, na qual
há um pequeno prolon ga mento pontiagudo, o cnidocílio.
No in terior da parte alargada do cnidoblas to, en con tra-se
o nematocisto, uma di feren cia ção de estrutura bas tante
com plexa. O nematocisto é uma vesí cula ovoide, com
parede dupla, cons tituída por uma mem brana inter na del -
gada e uma externa mais forte e elás tica, que forma o
opérculo, uma pe quena tampa que fecha a abertura su -
perior do nema tocisto. A mem bra na in terna evagina-se
por baixo do opér culo e forma, no interior da vesícula, um
longo fila mento enrolado em espi ral. No in terior do
nemato cisto existe um líquido urti cante ou viscoso.
Os cnidoblastos atuam na defe sa, facilitam a caça e,
em alguns ca sos, contribuem para a movimenta ção do
ani mal.
Digestão extracelular
A digestão ocorre totalmente no interior do tubo
digestório do animal.
Ocorre na maioria dos inverte bra dos (ex.: minhoca),
nos protocor da dos (anfioxo) e nos vertebrados (peixes,
anfíbios, répteis, aves e ma mí feros).
Em relação à alimentação, pode mos afirmar que o
homem apresenta especialmente digestão extracelular,
enquanto os lisossomos realizam a di gestão de com po -
nen tes celulares velhos, que devem ser renovados
(autofagia).
Digestão extracorpórea
A aranha injeta seu suco digestó rio no interior de sua
presa, ou seja, no corpo do inseto, que terá os tecidos
liquefeitos. O que a aranha ingere é o líquido resultante da
digestão extracorpórea.
Substratos Absorção na forma de
Glicídeos Monossacarídeos
Proteínas Aminoácidos
Ácidos nucleicos Nucleotídeos
Lipídeos Ácidos graxos e glicerol
Vitaminas, Água e Sais Não sofrem digestão
Exercícios Resolvidos
� Alguns rapazes cometeram a
imprudência de dirigir logo
depois de terem tomado
várias cervejas. Durante o percurso, suspei -
taram que, um pouco mais à frente, no posto
rodoviário, poderia estar sendo realizado o teste
do bafômetro. Nesse teste, o motorista deve
soprar o ar em um aparelho que irá detec tar a
presença e a quantidade de álcool in ge rida. Com
o intuito de mascarar o teste e des pis tar os
policiais, os rapazes lavaram a boca, bebe ram
água e chuparam várias balas de hortelã.
Parados no posto rodoviário e feito o teste do
bafômetro, este deu resultado
a) negativo. O álcool é rapidamente digerido e
absorvido pelas pa redes digestórias. Só
pode ser detectado a partir de gotículas da
bebida que permanecem na mucosa da
boca. A água e os elementos aromáticos da
bala mascaram a detecção pelo aparelho.
b) negativo. O álcool é lentamente absorvido
pelas paredes digestórias, sem sofrer
digestão. Alcança a corrente sanguínea, é
totalmente metabolizado pelo fígado e
eliminado pelos rins. A água bebida pelos
rapazes acelera a eliminação do álcool pela
urina, e os elementos aromáticos da bala
mascaram o odor da bebida.
c) positivo. O álcool é lentamente digerido e
absorvido pelas paredes digestórias. O
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3BIOLOGIA
álcool ainda presente no estômago libera
vapores que são expelidos pela boca junto
com o ar soprado no aparelho.
d) positivo. O álcool é rapidamente digerido e
absorvido pelas paredes digestórias. Alcança
a corrente sanguínea e chega aos demais
tecidos do corpo, inclusive mucosas bucais.
Moléculas de álcool nas mucosas são
detectadas pelo aparelho.
e) positivo. O álcool é rapidamente absorvido
pelas paredes digestórias, sem sofrer diges -
tão. Alcança a corrente sanguínea e chega
rapidamente aos demais tecidos do corpo,
inclusive pulmão. Moléculas de álcool nos
alvéolos são liberadas junto com o ar
soprado no aparelho.
Resolução
O álcool não sofre digestão e é rapidamente
absorvido.
Resposta: E
� A obesidade, que nos países
desenvolvidos já é tratada
como epidemia, começa a
preocupar especialistas no Brasil. Os últimos
dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares,
realizada entre 2002 e 2003 pelo IBGE,
mostram que 40,6% da população brasileira
estão acima do peso, ou seja, 38,8 milhões de
adultos. Desse total, 10,5 milhões são
considerados obesos. Várias são as dietas e os
remédios que prometem um emagrecimento
rápido e sem riscos. Há alguns anos foi lançado
no mercado brasileiro um remédio de ação
diferente dos demais, pois inibe a ação da
lipases, enzimas que aceleram a reação de
quebra degorduras. Sem serem quebradas elas
não são absorvidas pelo intestino, e parte das
gorduras ingeridas é eliminada com as fezes.
Como os lipídios são altamente ener géticos, a
pessoa tende a emagrecer. No entanto, esse
remédio apresenta algumas contraindicações,
pois a gordura não absorvida lubrifica o
intestino, causando desagradáveis diarreias.
Além do mais, podem ocorrer casos de baixa
absorção de vitaminas lipossolúveis, como as
A, D, E e K, pois
a) essas vitaminas, por serem mais energé -
ticas que as demais, precisam de lipídios
para sua absorção.
b) a ausência dos lipídios torna a absorção
dessas vitaminas desnecessária.
c) essas vitaminas reagem com o remédio,
transformando-se em outras vitaminas.
d) as lipases também desdobram as vitaminas
para que essas sejam absorvidas.
e) essas vitaminas se dissolvem nos lipídios e
só são absorvidas junto com eles.
Resolução
As vitaminas A, D, E e K são lipossolúveis,
sendo absorvidas junto com os lípides, no
intestino humano.
Resposta: E
Exercícios Propostos
� Os gráficos a seguir representam a quantidade total de
alimento ingerido por dois animais adultos. Umas das figuras
representa um animal mais ativo, que se desloca mais fre -
qüentemente percorrendo grandes áreas, e que apresenta
maior eficiência no aproveitamento do alimento. O outro animal
é me nos eficiente no aproveitamento do alimento e mais
sedentário.
Identifique o animal mais ativo. Justifique sua resposta.
RESOLUÇÃO:
O animal B. Por ser mais ativo, seu consumo de energia é maior,
logo o gasto em respiração é muito superior ao do outro animal.
� (UNESP) – A ingestão de nutrientes essenciais em quanti -
dades adequadas é indispensável para o funcionamento regular
do organismo. Dessa forma, carboidratos, proteínas, sais
minerais, lipídeos e vitaminas constituem a base de uma dieta
alimentar equilibrada. Considerando sua função principal, esses
com pos tos são classificados, respectivamente, em 
a) energéticos, estruturais, reguladores, energéticos e
reguladoras.
b) energéticos, reguladoras, energéticos, estruturais e
estruturais.
c) energéticos, energéticas, reguladores, reguladores e
energéticas.
d) estruturais, energéticas, estruturais, reguladores e
estruturais.
e) estruturais, estruturais, energéticos, reguladores e
reguladoras.
RESOLUÇÃO:
Carboidratos, proteínas, sais minerais, lipídeos e vitaminas são
compostos, respectivamente, energéticos, estruturais, regu la do -
res, energéticos e reguladores.
Resposta: A
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4 BIOLOGIA
� A capacidade que o organismo animal tem de obter ele -
mentos para crescer e se manter vivo é chamada nutrição, que
envolve a ingestão, a digestão e a absorção dos nutrientes. Cite
o tipo de digestão realizado por:
a) platielmintes;
b) anelídeos.
RESOLUÇÃO:
a) Extra e intra celular
b) Extracelular.
� (UNESP) – Os carboidratos, como o amido e o açúcar, de -
vem contribuir com a maior parte das calorias que ingerimos
diariamente. Sua principal função é
a) fornecer estrutura para a renovação da matéria celular.
b) atuar como cofator enzimático para as reações metabólicas
de produção de energia.
c) fornecer energia para todos os tipos de atividades orgânicas
que a demandam.
d) regular o peristaltismo intestinal, auxiliando a evacuação.
e) contribuir para o transporte de substâncias no sangue.
RESOLUÇÃO:
Resposta: C
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5BIOLOGIA
� (FUVEST) – Considere os seguintes grupos de animais:
I. Animais aquáticos fixos, com poros na superfície do corpo e
que englobam partículas de alimento da água que circula
através de sua cavidade interior.
II. Animais parasitas que se alojam no intestino de vertebrados
e que se alimentam de substâncias geradas pela digestão
realizada pelo hospedeiro.
III. Animais aquáticos, de corpo mole, revestidos por concha
calcária e que se alimentam de organismos do plâncton.
Esses animais obtêm nutrientes orgânicos, como aminoácidos
e monossacarídeos, por:
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
� Considere os eventos relacionados à digestão.
I. Certos fungos (ex.: Saccharomyces cerevisiae) produzem
e liberam enzimas digestórias que atuam sobre um
substrato e os produtos resultantes são absorvidos por suas
células.
II. As esponjas apresentam células especiais denominadas
coanócitos, que capturam alimentos presentes na água para
digeri-los.
III. Ao paralisar uma presa utilizando veneno, uma aranha injeta
no corpo do animal enzimas digestórias, para depois sugar
seu conteúdo. 
São exemplos de digestão extracorpórea a intracelular, respecti -
vamente,
a) I e II.
b) I e III.
c) II e I.
d) II e III.
e) III e I.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
� (VUNESP) - O alimento ingerido sofre digestão a partir da
boca, quando é misturado com saliva. A digestão continua no
estômago, prossegue no duodeno e se completa no jejuno e no
íleo. Ao término do processo, supondo que o alimento ingerido
contivesse amido, gorduras e proteínas, poderíamos encontrar
como produtos finais:
a) aminoácidos, glicose, triglicerídeos.
b) dipeptídeos, glicose, ácidos graxos.
c) ácidos graxos, glicerol, peptídeos.
d) glicose, aminoácidos, ácidos graxos.
e) maltose, aminoácidos, glicerol.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
Grupo I Grupo II Grupo III
a)
digestão
intracelular
assimilação direta, 
sem realizar
digestão
digestão 
extracelular
b)
digestão 
intracelular
digestão 
intracelular
digestão 
extracelular
c)
assimilação direta, 
sem realizar
digestão
digestão 
intracelular
digestão 
extracelular
d)
assimilação direta, 
sem realizar
digestão
assimilação direta, 
sem realizar
digestão
digestão 
intracelular
e)
digestão 
extracelular
digestão 
extracelular
assimilação direta, 
sem realizar
digestão
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6 BIOLOGIA
34
Palavras-chave:
A digestão humana • Ptialina • Pepsina 
• Tripsina • Lipase • Bile
1. Generalidades
A digestão humana é extracelu lar, pois ocorre no
interior do tubo di gestório. Compreende processos fí si -
 cos (mecânicos) como a mastiga ção, a deglutição e os
movimentos peris tálticos. É também um processo quí -
mico, graças à ação das enzimas se cre tadas por glândulas
anexas.
O aparelho digestório é formado por boca, faringe,
esôfago, estôma go, intestino delgado (duodeno, jeju no e
íleo), intestino grosso (ceco, có lon ascendente, cólon
transverso, có lon descendente, cólon sigmoide, reto) e
ânus, e apresenta os seguin tes anexos: glândulas
salivares, vesí cula biliar, fígado e pâncreas.
A mastigação e deglutição (ato de engolir) ocorrem
na boca. A faringe e a parte anterior do esôfago apresen -
tam músculos estriados (vo luntários). A parte posterior
do esô fago, o estô mago e o intestino possuem muscula -
tura lisa (involun tária). O alimento é impelido ao longo do
tubo digestório, graças aos movimentos peristálticos.
A musculatura lisa do tubo di ges tório é inervada pelo
sistema nervoso autônomo (simpático e parassim páti co).
A estimulação do parassimpá tico aumenta a motricidade
(peris taltis mo) da musculatura lisa gastro in testi nal,
enquanto a estimulação do sim pático a modera ou inibe.
Nos limites das diferentes partes do tubo digestório,
existem estruturas cha madas esfíncteres, formadas por
es pessamentos da camada mus cular circular; entre o
esôfago e o es tôma go encontra-se a cárdia; entre o estô -
ma go e o duodeno, o piloro; entre o intestino delgado e
o colo, o esfíncter ileocólico e, fi nalmen te, na extremi -
dade inferior do reto, os esfíncteres anais in terno e
externo.
Parótidas: um par de glândulas saliva res, cuja inflamação é deno minada
ca xumba (parotidite).
2. Digestão na boca
A digestão química na boca de ve-se à ação de
enzimas da saliva. A saliva é secretada pelas glândulas
parótidas, submaxilares, sublinguais e em numerosas
outras glândulas sa livares menores.
A principal enzima da saliva é a ptialina (amilase
salivar). Outras en zimas da saliva de menor impor tân cia(produzidas em quantidades pe que nas) são a maltase e
a catalase.
A saliva tem um pH entre 6,4 e 7,5, faixa favorável
à ação di gestória da ptialina.
A ptialina catalisa a hi dró li se de polissacarídeos
(amido, glicogênio e seus derivados).
A digestão do amido pela saliva produz inicialmente
eritrodextrina (cor vermelha com o iodo); a seguir forma-
se a acrodextrina (não dá coloração com o iodo); e,
finalmen te, tem-se a conversão da acrodex trina em
maltose.
O método mais usado para medir a atividade da
amilase salivar consis te em tratar uma solução de amido
e saliva pelo iodo (ou lugol) e medir o tempo para o
desapareci mento da coloração azul (amido com iodo ou
lugol resulta cor azul).
A maltase catalisa a hidró lise da maltose (dis -
sacarídeo) em duas moléculas de glicose (monos saca rí -
deo).
A catalase catalisa a transforma ção da água
oxigenada em água e oxigênio:
A secreção salivar é controlada por mecanismo
nervoso. Quando o alimento é colocado na boca, refle xos
nervosos estimulam a secreção, es pecialmente se o
alimento é sabo roso ou apetitoso. Tal controle é reali zado
pelo sistema nervoso autô nomo.
3. Digestão no estômago
No estômago, o alimento sofre a ação do suco
gástrico, que é secre ta do pelas glândulas localizadas na
pa rede estomacal.
O muco é produzido pelas glân du las pilóricas e
cárdicas do estô ma go e lubrifica o bolo alimentar, além
de proteger a parede do estômago contra a ação das
enzimas gástricas e do HCl.
O HCl apresenta as seguintes funções:
– facilita a absorção de ferro;
– proporciona um pH ótimo para a digestão proteica;
– inicia a digestão proteica (des naturação e possível
hidrólise);
2H2O2 → 2H2O + O2
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7BIOLOGIA
– ativa o pepsinogênio para a formação de pepsina;
– age contra os germes, restrin gindo a fermentação
microbiana (ação germicida).
A principal enzima do suco gás trico é a pepsina
(produzida na for ma inativa de pepsinogênio, que é ativa -
do pelo HCl e pela própria pepsina).
A pepsina é uma enzima pro teolítica (digere pro -
teínas em peptí dios) que atua num meio altamente ácido
(pH ótimo = 2,0) e acima de pH = 5,0. Ela apresenta baixa
atividade proteolítica, o que faz com que logo se torne
com ple tamente inativa.
A secreção gástrica é regulada por mecanismos
nervosos e hormonais.
A regulação hormonal é reali zada por meio de dois
hormônios (gastri na e enterogastrona). A gastrina é
produzida pela mucosa da região pilórica do próprio
estômago e tem a ção estimulante (excitadora) sobre a
secreção gástrica. A entero gastrona é produzida no
intestino del gado (duodeno) em presença de gordura e
ini be a secreção gástrica.
4. Digestão no intestino
Suco pancreático
O suco pancreático é secretado pelo pâncreas (parte
exócrina).
O pH desse suco é de 7,8 a 8,2 de vido ao seu alto
teor em bicarbo na to.
As enzimas desse suco são:
tripsina, quimiotripsina, amilase pancreática, li -
pase pancreática, ribonuclease e desoxirribo nu clease.
A tripsina é sintetizada nas cé lulas pancreáticas na
forma do precur sor inativo (tripsinogênio). A ati va ção do
tripsinogênio é realizada pela enzima enteroquinase (pro -
du zida pelo intestino delgado). O trip sinogê nio também
pode ser ativa do pela própria tripsina (autocatá lise). Essa
enzima atua sobre proteí nas inteiras ou parcialmente
digeri das, produzin do frações menores (peptídeos).
A quimiotripsina é produzida pelo pâncreas na forma
de quimio tripsinogênio, que é ativado pela tripsina,
passando, então, a quimio tripsina. Esta enzima age
sobre pro teínas inteiras ou parcialmente di ge ri das
produzindo frações meno res (peptídeos).
A amilase pancreática hi dro lisa os polissacarídeos a
dis saca rí deos (alguns polissacarí deos, como a celulose e
a quitina, não são hi dro lisados pelas amilases do homem).
A lipase pancreática hidro lisa as gorduras neutras a
ácidos graxos e glicerol.
As nucleases (ribonuclease e desoxirribonuclease)
hidrolisam, res pectivamente, o ácido ribonucleico e o
desoxirribonucleico a frações me no res (nucleotídeos).
A secreção pancreática é regula da por mecanismo
nervoso e tam bém hormonal, sendo este último mais im -
portante.
A visão, o cheiro, o gosto do ali mento e também a
chegada do bolo alimentar ao estômago desenca deiam
impulsos parassimpáticos atra vés do nervo vago até o pân -
creas, determi nando uma secreção moderada do suco
pancreático.
A chegada do alimento ao intes ti no delgado estimula a
mucosa duo denal a produzir o hormônio se cre tina, que, por
sua vez, estimula o pâncreas a secretar o suco pancreá tico.
A secretina é produzida em res posta à estimulação da
acidez do bo lo alimentar que chega do estô mago. O suco
pancreático, que che ga ago ra ao duodeno, é altamente
rico em bi carbonato, que tem por finalidade re duzir a
acidez do bolo alimentar e, assim, garantir a ação das
enzimas pancreáticas que fun cionam em pH ligeiramente
alcalino e neutro.
Bile
A bile é produzida pelo fígado a partir de hemácias
velhas e armaze nada na vesícula biliar.
Não apresenta enzima digestó ria. Possui sais biliares
(glicolato e tauro colato de sódio) que emulsio nam as
gorduras, facilitando a ação das lipa ses (aumentam a
superfície de ação).
Outra função dos sais biliares é so lu bilizar os produtos
finais da di ges tão lipídica, facilitando assim a sua ab sorção
pela mucosa intesti nal.
A presença de gordura no intes ti no delgado estimula
a mucosa duo de nal a produzir o hormônio colecis to -
quinina, o qual age deter minando a contração da parede
da vesícula que, então, elimina a bile para o intestino.
Em sua maior parte, os sais bilia res segregados na
bile são reabsor vi dos pelo intestino e a seguir res segre -
gados pelo fígado várias ve zes, reali zando assim sua
função junto à di ges tão e absorção de gordura di ver sas
vezes, antes de se perderem com as fezes.
Suco entérico
O suco entérico é produzido pelo epitélio glandular
das criptas (caver nas) de Lieberkühn, localizadas no
intestino delgado.
O suco entérico (intestinal) con tém muco (cujo papel é
proteger a pa rede intestinal contra uma auto di ges tão) e as
enzimas: enteroqui nase, erepsina, lipase, amila se, mal -
tase, lactase e sucrase. Seu pH está na faixa de 6,5 a 7,5.
A enteroquinase, além do pa pel de ativadora do
tripsinogênio, di gere peptídeos a aminoácidos.
A erepsina é, na verdade, o no me que se dá a um
conjunto de pep tida ses que agem sobre pep tídeos, trans -
formando-os em ami noácidos.
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8 BIOLOGIA
A lipase hidrolisa os lípides a áci dos graxos e glicerol.
A amilase hidrolisa os polissa carídeos a dissacarí deos.
A maltase hidrolisa a maltose a glicose.
A lactase hidrolisa a lactose a glicose e galactose.
A sucrase hidrolisa a sacarose a glicose e frutose.
Os meios mais importantes para a regulação da secreção do intestino delgado são vários reflexos ou estí mu los
diretos, como a distensão do intestino e estímulos táteis ou irritan tes, que resultam em intensa secre ção do suco
intestinal. 
Influxos parassimpáticos levam a um aumento considerável da secreção.
A secretina, que tem ação so bre o pâncreas, tem também um pa pel estimulante sobre a secreção in tes tinal.
5. Absorção dos alimentos
A absorção dos alimentos ocorre principalmente no intestino delgado, que possui microvilosidades, estrutu ras
responsáveis pelo aumento da su perfície de absorção. No nível do jejunoíleo, há uma grande absorção de glicose,
aminoácidos etc. O es tô mago e o intestino grosso também participam da absorção, principal mente de água.
Algumas substâncias são absor vidas por pinocitose, porém a maior parte da absorção ocorre por difusão e transporte
ativo.
No intestino grosso, passam diari amente cerca de 500 mL de quimo; a maior parte da água e dos eletrólitos são
absorvidos, restando cerca de 100 mL para serem elimina dos com as fezes.
Uma população bacteriana está presente no intestino grosso.Essas bactérias produzem vita mi nas (K, B12, tiamina, riboflavina) e vá rios gases.
Características gerais dos sucos digestórios humanos
Sucos pH Enzimas Hormônios
SALIVA 6,4 a 7,5
Amilase
(Ptialina)
Maltase
Catalase
————
GÁSTRICO 2 Pepsina
Gastrina
(excitador)
Enterogastrona
(inibidor)
PANCREÁTICO 7,8 a 8,2
Amilase
Lipase
Tripsina
Quimio-tripsina
DNA ase
RNA ase
Secretina
(excitador)
ENTÉRICO 6,5 a 7,5
Amilase
Lipase
Erepsina
Enteroquinase 
Maltase
Lactase
Sucrase
Secretina
(excitador)
BILE 7,5 a 8,0 ———— Colecistoquinina
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9BIOLOGIA
� Ptialina e pepsina são en zi -
mas, ou seja, ma cro mo lé cu -
las constituídas por cadeias
de aminoácidos. A ptialina atua em pH variando
entre 6,5 a 7,5; já a pepsina age em pH igual a 2.
Uma mistura de pepsina e ptialina, em quan ti -
dades iguais, foi distribuída em dois tubos de en -
saio. Cada tudo recebeu 5mL de mistura. O tu bo
1 foi mantido em pH 7 e o tubo 2, em pH 2. De -
or ridos 20 minutos, uma análise química re velou
a existência de aminoácidos apenas no tubo 2. 
A experiência permite concluir que 
a) em meio ácido, a ptialina digere a pepsina.
b) a ptialina não pode ser digerida pela pepsina.
c) a ptialina é digerida pela pepsina.
d) o meio ácido hidrolisa proteínas.
e) em meio neutro, nenhuma das enzimas
funciona.
Resolução
No tubo 2, o pH favoreceu a ação da pepsina,
que digeriu a ptialina.
Resposta: C
� O gráfico abaixo registra a integridade
química do alimento (sanduíche feito de carne,
alface e pão) ingerido, em relação aos órgãos do
aparelho digestório que ele percorrerá.
A = ponto no qual o alimento está quimi ca -
mente íntegro.
B = ponto no qual o alimento foi degradado em
sua maior porcentagem.
Analise a alternativa que relaciona o gráfico com
o alimento.
a) I – amido do pão; II – celulose da alface; 
III – proteína da carne.
b) I – proteína da carne; II – celulose da alface;
III – amido do pão.
c) I – celulose da alface; II – proteína da carne;
III – amido do pão.
d) I – amido do pão; II – proteína da carne, 
III – celulose da alface.
e) I – celulose da alface; II – amido do pão; 
III – proteína da carne.
Resolução
A celulose não é digerida. O amido começa a
ser digerido na boca, pela ação da ptialina. A
proteína da carne é digerida no estômago.
Resposta: E
� (FUVEST) – A figura abaixo mostra órgãos do sistema
digestório humano.
Identifique com a letra correspondente, nomeando-o,
a) o órgão cuja secreção contém bicarbonato de sódio, além de
várias enzimas digestivas;
b) o principal órgão responsável pela absorção de nutrientes;
c) o órgão em que se inicia a digestão de proteínas;
d) o órgão que produz substâncias que auxiliam a digestão de
gorduras, mas que não produz enzimas.
RESOLUÇÃO:
a) D – pâncreas
b) E – intestino delgado
c) H – estômago
d) B – fígado
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
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10 BIOLOGIA
� (UNIFESP) – Recomenda-se frequentemente aos
vestibulandos que, antes do exame, prefiram alimentos ricos
em carboidratos (glicídios) em vez de gorduras (lípidios), pois
estas são digeridas mais lentamente. Além da função ener -
gética, os carboidratos exercem também funções estruturais,
participando, por exemplo, dos sistemas de sustentação do
corpo de animais e vegetais.
a) Cite duas estruturas, uma no corpo de um animal e outra no
corpo de um vegetal, em que se verifica a função estrutural
dos carboidratos.
b) Ao chegar ao duodeno, as gotas de gordura são proces sadas
por agentes não enzimáticos e por uma enzima em especial.
Identifique esses agentes e essa enzima, men cionando a
ação de cada um.
RESOLUÇÃO:
a) Celulose, na parede celular do vegetal.
Quitina, no exoesqueleto do artrópode.
b) Sais biliares, glicolato e taurocolato de sódio, emulsificam as
gorduras.
A enzima lípase pancreática realiza a hidrólise da gordura,
formando ácidos graxos e álcoois – por exemplo, o glicerol.
� (UNIC) – A tabela contém a informação nutricional do nori,
Porphyra tenera, alimento tradicional na culinária japonesa,
quando pronto para o consumo, após sua desidratação parcial.
(Disponível em: <http://ahau.org>. Adaptado.)
A partir da análise da tabela, é correto afirmar que tal alimento,
após ser digerido, fornece em maior quantidade ao organismo
a) polipeptídeos e polissacarídeos.
b) potássio e cálcio.
c) monossacarídeos e aminoácidos.
d) nucleotídeos e peptídeos.
e) ácidos graxos e gliceróis.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� No gráfico, as curvas 1, 2 e 3 representam a digestão do
alimento ao longo do aparelho digestório.
É correto afirmar que as digestões de proteínas, de lipídios e de
carboidratos estão representadas, respectivamente, pelas
curvas
a) 1, 2 e 3. b) 2, 1 e 3. c) 2, 3 e 1.
d) 3, 2 e 1. e) 1, 3 e 2.
RESOLUÇÃO:
A hidrólise enzimática de proteínas tem início no estômago, graças
à pepsina (2).
A hidrólise enzimática de lipídios ocorre no intestino delgado (3),
graças às lípases pancreática e entérica, e ao suco biliar, que
emulsifica as gorduras.
A hidrólise enzimática de carboidratos tem início na cavidade bucal
(1), graças à amílase salivar (ptialina).
Resposta: C
Porção
100g
água
(%)
proteínas
(g)
lipídios
(g)
glicídios
(g)
fibras
(g)
minerais
(g)
nori 11,4 35,6 0,7 39,6 4,7 8
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11BIOLOGIA
 � Um pesquisador percebe que o rótulo de um
dos vidros em que guarda um concentrado de
enzimas digestivas está ilegível. Ele não sabe
qual enzima o vidro contém, mas des confia de que seja uma
protease gástrica, que age no estô mago digerindo proteínas.
Sabendo que a digestão no estômago é ácida e no intestino é
básica, ele monta cinco tubos de ensaio com alimentos
diferentes, adiciona o concentrado de enzimas em soluções
com pH determinado e aguarda para ver se a enzima age em
algum deles.
O tubo de ensaio em que a enzima deve agir para indicar que a
hipótese do pesquisador está correta é aquele que contém
a) cubo de batata em solução com pH = 9.
b) pedaço de carne em solução com pH = 5.
c) clara de ovo cozida em solução com pH = 9.
d) porção de macarrão em solução com pH = 5.
e) bolinha de manteiga em solução com pH = 9.
RESOLUÇÃO:
Uma protease gástrica realiza a hidrólise de proteínas em meio
ácido. A hipótese estará correta se a enzima digerir carne em 
pH = 5.
Resposta: B
� (FATEC) – Sabe-se que pela digestão, as grandes moléculas
orgânicas dos alimentos são transformadas em moléculas
menores, suficientemente pequenas para atraves sar a mem -
brana das células intestinais, passando para o sangue, de onde
serão distribuídas para o corpo todo.
Assim, a fim de demonstrar, na prática, a transformação dos
alimentos nos processos digestivos, um grupo de alunos rea -
lizou a experiência descrita a seguir.
Colocaram em três tubos de ensaio as seguintes misturas:
Tubo 1: clara de ovo, saliva e hidróxido de sódio.
Tubo 2: macarrão, suco gástrico e ácido acético.
Tubo 3: batata, suco pancreático e bicarbonato de sódio.
Fecharam e mantiveram esses tubos por quatro horas a uma
temperatura de 37°C.
Assinale a alternativa que indica onde, após esse tempo, poderia
ser encontrado o dissacarídeo maltose.
a) Apenas no tubo 1.
b) Apenas no tubo 3.
c) Apenas nos tubos 1 e 2.
d) Apenas nos tubos 2 e 3.
e) Nos tubos 1, 2 e 3.
RESOLUÇÃO:
A enzima amílase pancreática digere o amido (polissacarídeo)
presente na batata, formando o dissacarídeo denominado maltose.
O suco pancreático atua, principalmente, em meio alcalino (pH ≅
8), portanto sua ação é facilitada pela presença do bicarbonato de
sódio.
Resposta: B
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12 BIOLOGIA
35
Palavras-chave:
A digestão nos ruminantes • Ruminantes • Estômago poligástrico
• Bactérias simbiônticas
1. A estrutura do estômago
poligástrico
O estômago poligástrico dos animais ruminantes é
dividido em quatro câmaras: rumen (pança),reticulum
(barrete), omasum (folhoso) e abomasum ((coagulador).
O alimento digerido no estômago poligástrico passa
por vários compartimentos: depois de deglutido, ele che -
ga ao rúmen (pança), onde ocorre uma digestão preli -
minar por ação de microrganismos simbiontes que aí
vivem. Do rúmen o alimento passa pa ra o reticulum
(barrete), onde, por compressão, se formam bolos
alimen tares que são regurgitados e atingem a boca para
a mastigação (ruminação). O alimento, agora, bem mas -
tigado, desce novamente pelo esôfago. Depois, passa
pelo omasum (folhoso) e daí para o aboma sum
(coagulador), onde se dá a di gestão química. O processo
di ges tivo normal, semelhante ao dos de mais mamíferos
monogástricos, tem lugar no coagulador. No rúmen, o
alimento sofre intensa fermentação por ação microbia na,
e os produtos da decomposição (principalmente os ácidos
acético, propiônico e butírico) são absorvidos e utilizados.
A con centração de microrganismos no rú men é muito alta
e sua participação na nutrição do ruminante é bastante
importante (em especial a das bactérias).
As bactérias que vivem em simbiose mutualística
com os ruminantes:
– sintetizam celulase, que hidrolisa a celulose, for -
mando glicose, que é absorvida pelo ruminante;
– sintetizam as vitaminas K e as do complexo B, que
são utilizadas pelo ruminante;
– sintetizam aminoácidos e proteínas, que são utili -
zados pelo ruminante.
Os ruminantes secretam copiosa sa liva, que atua co -
mo tampão e possui alto teor em bicarbo na to de sódio,
cu ja finalidade é dimi nuir a acidez cres cente em con se -
 quência da fer men tação na pança.
Mamíferos da ordem Artiodactyla. Devem o nome (do grego artios, número par; e daktylos, dedos) ao fato de terem, geralmente, quatro dedos
funcionais, ou, raramente, dois. Todos têm o estômago adaptado para a ruminação, com exceção do porco e do hipopótamo, da subordem dos
suiformes, que não ruminam. Tilópodes e ruminantes são as outras subordens. À primeira destas pertence a família dos camelídeos – camelo,
dromedário e lhama. Boi, girafa, cervo e alguns outros são ruminantes, com estômago de quatro câmaras.
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13BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
� (MODELO ENEM) – A digestão da celu -
lose nos ruminantes ocorre graças às con dições
especiais existentes no trato diges tivo desses
animais. Da ação ordenada de seus quatro
estômagos, os ruminantes obtêm subs tâncias
de alto valor energético e aminoá cidos que são
absorvidos. Com relação aos meca nismos de
digestão desses animais, são apre sen tadas
abaixo três proposições.
I. A celulose é degradada pela ação direta de
enzimas secretadas por glândulas presen tes
na mucosa dos dois primeiros estô ma gos
(rúmen e retículo).
II. Bactérias e protozoários são digeridos nos
dois primeiros estômagos (rúmen e retí culo)
e seus produtos são absorvidos nos dois
últimos (omaso e abomaso).
III. Microrganismos que proliferam nos dois
primeiros estômagos (rúmen e retículo) aí
degradam gorduras e celulose em ácidos
graxos simples, açúcares e gases, como gás
carbônico e metano.
Assinale:
a) se somente I for correta.
b) se somente II for correta.
c) se somente III for correta.
d) se somente I e II forem corretas.
e) se somente II e III forem corretas.
Resolução
I. Incorreta. A celulose não é degradada por
enzimas secretadas na mucosa estomacal
dos ruminantes.
II. Incorreta. Bactérias e protozoários não são di -
ge ridos e seus produtos não são absorvidos.
Resposta: C
� (MODELO ENEM) – Se compararmos um
macaco com um boi quanto a aspectos relacio -
nados ao sistema digestório, o macaco
a) não consegue digerir a celulose presente
em seu alimento, ao passo que o boi produz
celulase.
b) e o boi são animais onívoros que se alimen -
tam somente de matéria vegetal.
c) possui estômago simples, ao passo que o
boi apresenta estômago com quatro
comparti mentos.
d) e o boi são animais ruminantes que preci -
sam mastigar duas vezes o seu alimento.
e) e o boi abrigam bactérias e protistas em seu
estômago, organismos que ajudam a digerir
o alimento ingerido.
Resolução
O boi não produz celulase e o macaco não é um
ruminante. O macaco e o boi são herbí vo ros. A
celulose é digerida por bactérias e pro tozoários
que vivem no estômago do boi.
Resposta: C
Exercícios Propostos
�
De acordo com o relatório “A grande sombra da pecuária”
(Livestock’s Long Shadow), feito pela Organização das Nações
Unidas para a Agricultura e a Alimentação, o gado é responsável
por cerca de 18% do aquecimento global, uma contribuição
maior que a do setor de transportes.
(Disponível em: <www.conpet.gov.br>. Acesso em: 22 jun. 2010.)
A criação de gado em larga escala contribui para o aqueci mento
global por meio da emissão de
a) metano durante o processo de digestão.
b) óxido nitroso durante o processo de ruminação.
c) clorofluorcabono durante o transporte de carne.
d) óxido nitroso durante o processo respiratório.
e) dióxido de enxofre durante o consumo de pastagens.
RESOLUÇÃO:
Na digestão dos ruminantes atuam bactérias meta nogênicas,
geradoras do gás metano, um dos responsá veis pela retenção das
radiações infravermelhas, que configura o efeito estufa.
Resposta: A
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14 BIOLOGIA
� (VUNESP) – Os vegetais apresentam, entre outros com -
postos orgânicos, a celulose, de alto valor energético (calórico).
Ruminantes, que são essencialmente herbívoros, não apresen -
tam enzimas para digerir esse carboidrato.
De que forma os ruminantes conseguem o aproveitamento
desse nutriente?
RESOLUÇÃO: 
Os ruminantes possuem, no seu trato digestório, bactérias pro -
dutoras de enzimas que digerem a celulose, principal com ponente
da parede celular das células vegetais.
� (VUNESP) – Com relação à classificação dos animais
segundo seu aparelho digestório, qual o nome de cada estrutura
abaixo indicada?
(Disponível em: <www.professor.bio.br>.)
Assinale a alternativa correta.
a) 1 – esôfago, 2 – rúmen ou pança, 3 – omaso ou barrete, 
4 – retículo ou folhoso, 5 – abomaso ou coagulador,
6 – intestino delgado.
b) 1 – esôfago, 2 – rúmen ou pança, 3 – retículo ou barrete, 
4 – omaso ou folhoso, 5 – abomaso ou coagulador, 6 – intes -
tino delgado.
c) 1 – esôfago, 2 – abomaso ou coagulador, 3 – omaso ou
barrete, 4 – retículo ou folhoso, 5 – rúmen ou pança, 
6 – intestino delgado.
d) 1 – esôfago, 2 – omaso ou folhoso, 3 – rúmen ou pança, 
4 – abomaso ou coagulador, 5 – retículo ou barrete, 
6 – intestino delgado.
e) 1 – esôfago, 2 - retículo ou folhoso, 3 – omaso ou barrete, 
4 – retículo ou folhoso, 5 – abomaso ou coagulador, 
6 – intestino delgado.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: B
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15BIOLOGIA
� (UNESP) – A figura representa os sistemas digestivos de
dois mamíferos, um herbívoro não ruminante e um carnívoro
estrito.
(Cleveland P. Hickman et al. Princípios Integrados de Zoologia, 
2013. Adaptado.)
a) Considerando a dieta de cada um dos animais, explique por
que os intestinos do herbívoro são consi de ra vel men te mais
longos do que os do carnívoro.
b) Nos mamíferos, a saliva contém ptialina (amilase sa li var),
enzima que atua na digestão de polis sa ca rí deos. A partir
dessa informação, é correto afirmar que, nos herbívoros, a
digestão química começa na boca e, nos carnívoros, co meça
apenas no estômago? Jus ti fi que sua resposta.
RESOLUÇÃO: 
a) O intestino dos herbívoros é mais longo do que o dos car ní voros
porque eles ingerem uma grande quantidade de alimento de
origem vegetal, rico em polissacarídeos, como a celulose – trata-
se de compostos orgânicos de difícil digestão.
b) Sim, porque a digestão de carboidratos, nos herbívoros, tem
início na cavidade bucal. Nos carnívoros estritos, não há en zima
proteolítica na boca, e a digestão das proteínas ingeridas da
carne tem início na cavidade gástrica.
� (FUVEST – MODELO-ENEM) – O homem não é capaz de
digerir a celulose ingeridana alimentação. No entanto, os rumi -
nantes são capazes de digerir os vegetais ingeridos porque:
a) no rumen existem glândulas capazes de produzir enzimas
que hidrolisam a celulose;
b) a celulose é digerida exclusivamente por enzimas exis ten tes
na saliva desses animais, com as quais a celulose entra em
contato durante os períodos prolongados de ruminação;
c) a digestão da celulose é consequência exclusiva da mace -
ração das folhas, devido a sua permanência prolongada nas
câmaras gástricas;
d) os alimentos são misturados com bactérias simbióticas pro -
dutoras de enzimas que hidrolisam a celulose;
e) a digestão é consequência, exclusivamente, da ação de enzi -
mas produzidas por helmintos que parasitam geral mente o
intestino dos ruminantes.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
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16 BIOLOGIA
� O desenho a seguir representa o trajeto do alimento no
estô mago poligástrico de um grupo de mamí feros. O nome que
designa esse grupo e os nomes atribuídos a seus repre sen tantes
aparecem na alternativa:
a) Os ruminantes, ex.: vaca, carnei ro, cabra.
b) Os primatas, ex.: macaco (gorila, chimpanzé).
c) Os roedores, ex.: castor, capivara, rato.
d) Os cetáceos, ex.: baleia, boto, del fim.
e) Os monotremados, ex.: ornitorrinco e equidna.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
� O processo de digestão, que ocorre em todas as espécies
animais, é caracterizado pela quebra do alimento em partes me -
nores para que estas possam ser absorvidas pela célula desses
animais. De um modo geral, a digestão promove trans -
formações físicas e químicas nos organismos. A seguir, estão
descritos alguns processos digestivos que ocorrem nos animais:
I. Nas aves, a moela é responsável pela trituração do ali mento.
II. A bile, produzida pelo fígado, atua sobre a gordura e o óleo,
quebrando essas substâncias em pedaços menores.
III. Na saliva, existe uma substância que transforma o amido,
presente nas farinhas, em maltose.
IV. As proteínas são quebradas, por enzimas, em pedaços me -
no res, que são os aminoácidos.
V. As bactérias presentes no estômago dos ruminantes atuam
na transformação da celulose em glicose.
São exemplos de digestão física e química, respectivamente,
as ações
a) da moela e da bile.
b) da saliva e das enzimas.
c) da moela e das bactérias.
d) da saliva e da bile.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
	 (FURG) – Os animais ruminantes apresentam o estômago
dividido em quatro compartimentos. Essa especialização tem
por objetivo
a) proteger o trato gastrointestinal do efeito nocivo de alguns
vegetais.
b) obter maior eficiência na digestão das proteínas.
c) aumentar a capacidade de assimilar lipídios.
d) permitir a digestão da celulose.
e) produzir abundante secreção para favorecer a ruminação.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
Pança
Barrete
Folhoso
Coagulador
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17BIOLOGIA
36
Palavras-chave:
O sistema respiratório • Tegumento • Brânquias 
• Traqueias • Pulmões
1. Respiração tegumentar, cutânea ou “por difusão”
No animal que não apresenta estrutu ras especializa das, as trocas gaso sas se dão por meio da ou das células
superficiais por mecanismo de difu são. Esse tipo de respiração ocorre em protozoários, espongiários (porí fe ros),
celenterados, vermes (platel min tos, asquelmintos e anelídeos) e cefa locordados. A respiração tegu men tar ocorre ao
lado do tipo espe cializado de respiração em anelídeos polique tas, moluscos e mesmo em anfíbios.
Respiração da planária. Respiração da minhoca.
2. Respiração branquial
Respiração por meio de brânqui as, que ocorre em vá -
rios grupos de ani mais, como em poliquetas (anelí deos),
em moluscos, crustáceos, ciclosto mados, peixes e
anfíbios.
3. Respiração traqueal
Ocorre nos insetos e nos miriá podos (lacraia, cento -
peia). O sistema traqueal consiste num conjunto de tu -
bos ramificados que se comunicam com o exterior por
meio de orifícios (espirá culos). O sistema circulatório não
participa das trocas gasosas.
Respiração traqueal do inseto.
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18 BIOLOGIA
4. Respiração filotraqueal 
ou pulmotraqueal
Ocorre nas aranhas e nos escor piões. O sistema
filotra queal consiste num conjunto de tu bos que se
comunicam com capila res sanguíneos, onde ocorrem as
tro cas gasosas.
Respiração filotraqueal da aranha.
5. Respiração pulmonar
É o tipo de respiração dos tetrá podos (anfíbios, rép -
teis, aves e ma mí feros), ocorrendo também em alguns
moluscos terrestres (caracol) e em alguns peixes
(dipnoicos).
Pulmão saculiforme
Apresenta uma pequena superfí cie destinada a trocas
gasosas.
Ocorre nos anfíbios e em alguns répteis.
Pulmão saculiforme.
Pulmão parenquimatoso
Apresenta uma superfície destinada a tro cas gaso sas
maior do que a encontrada no pulmão saculiforme.
Ocorre em répteis e aves.
Pulmão parenquimatoso.
Pulmão alveolar
Apresenta uma grande super fície para as trocas
gasosas.
Ocorre nos mamíferos.
Pulmão do homem.
Pulmão de peixe fisóstomo
Respiração branquial do peixe.
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19BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
� As figuras a seguir representam estruturas para trocas gasosas
observadas em diferentes animais.
a) As brânquias são órgãos respiratórios típicos de ambientes
aquáticos e as traqueias e os pulmões são típicos de animais que
vivem em ambientes terrestres. Considerando a forma e o funcio -
na mento das brânquias, das traqueias e dos pulmões, justifique a
afirmativa anterior.
b) Explique por que o sistema circulatório não interfere diretamente
no funcionamento do sistema respiratório dos insetos terrestres.
Resolução
a) Brânquias, no ambiente aquático: as brânquias são projeções
externas do tegumento, ricas em capilares sanguíneos e que
retiram, por difusão, o oxigênio dissolvido na água. Traqueias, no
ambiente terrestre: as traqueias são invaginações da epiderme em
forma de tubos ramificados nos quais se dá a oxigenação das
células pelo ar atmosférico. Pulmões, no ambiente terrestre: os
pulmões são órgãos internos com superfície muito vascularizada,
adaptados à absorção do oxigênio do ar atmosférico.
b) Porque na respiração nos insetos terrestres o oxigênio é levado
diretamente às células por meio das ramificações da traqueia, sem
que haja seu transporte por pigmentos respiratórios do sangue.
� (MODELO ENEM) – O gráfico a seguir mostra as curvas de satu -
ração de dois tipos de hemoglobina (Hb) que se ligam ao oxigênio (O2).
Essas curvas nos permitem concluir que
a) a hemoglobina 1 possui menor afinidade pelo O2 que a hemoglobina
2.
b) a hemoglobina 1 possui maior afinidade pelo O2 que a hemoglobina
2.
c) as hemoglobinas 1 e 2 possuem a mesma afinidade pelo O2.
d) a hemoglobina 1 fica saturada somente nas maiores pressões
parciais de O2.
e) a hemoglobina 1 nunca fica saturada, uma vez que a hemoglobina 2
impede tal evento.
Resolução
O gráfico mostra que a hemoglobina 1 possui maior afinidade pelo O2
do que a hemoglobina 2.
Resposta: B
Exercícios Propostos
� Complete a tabela abaixo indicando o tipo de respiração
existente nos animais listados.
RESOLUÇÃO: 
Cutânea;
Branquial;
Traqueal;
Pulmonar;
Filotraqueal.
Animal Tipo de respiração
Minhoca
Carpa
Mosca
Cavalo
Aranha
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20 BIOLOGIA
� (VUNESP) – O que ocorre quando se envolve a cabeça de
um sapo e a cabeça de uma ave com sacos plásticos durante
uma hora, impossibilitando a inalação de oxigênio? Explique sua
resposta.
RESOLUÇÃO: 
O sapo provavelmente sobrevive, porque apresenta respiração
cutânea. A ave provavelmente morre, porque realiza apenas res -
piração pulmonar.
� (MODELO-ENEM) – A respiração e a circulação nos insetos
sustentam a alta demanda metabólica desses animais durante
o voo. Além disso, a respiração traqueal é uma importante
adaptação dos insetos para a vida terrestre. 
Sobre asrelações fisiológicas entre os processos respiratório e
circulatório nos insetos, é correto afirmar:
a) O sistema circulatório aberto contém hemocianina, pig mento
respiratório que facilita o transporte de oxigênio do sistema
traqueal para os tecidos.
b) O sistema traqueal conduz oxigênio diretamente para os te -
cidos e dióxido de carbono em direção oposta, o que torna a
respiração independente de um sistema circulatório.
c) O sistema circulatório fechado contém hemoglobina e é fun -
damental para o transporte de oxigênio do sistema traqueal
para os tecidos.
d) O sistema traqueal conduz oxigênio da hemolinfa para os
tecidos, o que torna a respiração dependente de um sis tema
circulatório.
e) O sistema circulatório aberto, apesar de não conter pigmen -
tos respiratórios, é fundamental para o transporte de oxigênio
do sistema traqueal para os tecidos.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: B
� A respiração é um processo universal dos animais, mas
pode variar muito de animal para animal. Sobre a respiração, é
correto afirmar que,
a) no gato e na abelha, o oxigênio chega ao sangue quando
atravessa uma superfície respiratória.
b) na planária, a tomada de oxigênio ocorre por difusão simples
por meio da pele, ao passo que no camarão ocorre trans por -
te ativo nas brânquias.
c) na abelha e no camarão, o oxigênio dissolvido na água entra
no corpo por meio de finos filamentos branquiais.
d) na abelha e no camarão, o oxigênio é transportado dos ór gãos
respiratórios para os tecidos na forma de oxie mo glo bina.
e) o camarão aproveita o oxigênio dissolvido na água para sua
respiração, enquanto o gato utiliza oxigêno atmosférico.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: E
� Segue uma relação de animais precedidos por um número
e uma relação de estruturas precedidas por uma letra.
1. besouro
2. minhoca
3. camarão
4. tubarão
5. planária
Que alternativa associa corretamente cada animal à estrutura
por meio da qual realiza as trocas gasosas na respiração?
a) 1a, 2b, 3b, 4c, 5d
b) 1b, 2a, 3a, 4c, 5d
c) 1c, 2c, 3b, 4d, 5a
d) 1c, 2d, 3b, 4b, 5d
e) 1d, 2d, 3a, 4b, 5c
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
a. pulmões
b. brânquias
c. traqueias
d. superfície do corpo
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21BIOLOGIA
37
Palavras-chave:
A respiração humana • Traqueia • Pulmões
• Pigmentos respiratórios
1. Generalidades
O homem realiza respiração pulmonar.
Aparelho respiratório
O ar, no aparelho respiratório hu mano, percorre o
seguinte trajeto: fossas nasais ou boca → faringe →
laringe → traqueia → brônquios → bronquíolos → alvéolos
pul monares.
Nos alvéolos pulmonares ocorre a entrada de O2 e a
saída de CO2, com a consequente passagem do sangue
venoso a arterial (hematose).
Mecanismo da respiração
Os pulmões podem sofrer expan são e retração e,
consequentemente, sua pressão interna pode sofrer
diminuição ou aumento, em rela ção à pressão
atmosférica. Des se modo, quando os pulmões se ex pan -
dem, aumenta o seu volume, há queda de pressão interna
(em rela ção à pres são atmosférica), e assim o ar se des -
loca do exterior, por meio das vias res piratórias, para o
interior dos pul mões — é a INS PIRAÇÃO. Quan do o
pulmão entra em retração, (di minui o seu volume),
aumenta a pres são interna (em relação à atmos fé rica), e
assim o ar se desloca do in terior dos pul mões, por meio
das vias respi ratórias, para o exterior — é a EXPIRAÇÃO.
Participação da caixa torácica e do dia fragma nos movimentos de
inspiração e expiração.
O mecanismo da respiração depende de contrações
musculares rít micas, reguladas pelo sistema ner vo so
autônomo. O centro res pi ra tó rio lo ca liza-se no bulbo, que,
atra vés da me dula, transmite os im pul sos que che gam
aos músculos res pi ra tórios.
O centro respiratório é, na ver dade, constituído pelo
centro ins pi ra tó rio e centro expiratório. A os cilação contí -
nua dos impulsos ner vosos ori ginados nesses centros
controla os ciclos respiratórios.
2. Transporte de gases 
respiratórios pelo sangue
O oxigênio inspirado difunde-se nos pulmões através
das membranas res piratórias e cai na corrente sanguí nea
para depois chegar aos demais tecidos do organis mo. O
oxigênio é transportado pelo sangue de duas maneiras
diferentes:
– em solução, no plasma (cerca de 3%);
– em combinação química com a hemoglobina das
hemácias (cerca de 97%).
Tem maior importância fisiológi ca o transporte do
oxigênio ligado à he mo globina (oxiemoglobina), po rém,
antes de tratar desse transporte do oxi gênio,
estudaremos pigmentos respi ratórios em geral.
A finalidade do pigmento res pi ra tório é aumentar a
capacidade do san gue quanto ao transporte de oxigênio
para os tecidos, já que a solubili dade desse gás no sangue
é muito baixa.
Os pigmentos respiratórios são proteínas que, em
suas moléculas, apresentam um átomo de metal. A maio -
ria dos pigmentos respirató rios contém ferro em suas
mo lé culas. É ao metal da molécula que o oxi gê nio se liga
para ser trans por tado.
Transporte de dióxido de carbono
Nos tecidos, na respiração intracelular, as células
estão produzindo con tinuamente CO2, que se difunde
finalmente para o sangue. O CO2 ago ra é transportado,
pelo sangue, até os pulmões, de onde se difunde para o
ar alveolar.
O dióxido de carbono é transpor tado pelo sangue de
três maneiras diferentes:
– em solução, no plasma (cerca de 7%);
– em combinação com a hemo globina e proteínas plas -
máti cas, formando compostos car baminas (de 3% a 33%);
– na forma de íon bicarbonato (cerca de 60% a 90%).
Como se vê, a maior importância fisiológica é atribuí -
da, no processo de respiração, ao transporte do dióxido
de carbono na forma de íon bicar bonato.
Os pigmentos respiratórios (pro teínas) que ocorrem
nos animais estão descritos a seguir.
INSPIRAÇÃO EXPIRAÇÃO
Ar Ar
Diafragma
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22 BIOLOGIA
Nome Cor Metal Localização Ocorrência
Hemoglobina Vermelha Fe
Plasma Anelídeos eMoluscos
Glóbulos Vertebrados
Hemoeritrina Vermelha Fe Glóbulos Anelídeos
Hemocianina Azul Cu Plasma
Crustáceos,
Moluscos e
Aracnídeos
Clorocruerina Verde Fe Plasma Anelídeos
Vanadina Incolor V Plasma Tunicados
Exercícios Resolvidos
� O Ministério da Saúde adverte: FUMAR PODE CAUSAR CÂNCER
DE PULMÃO, BRONQUITE CRÔNICA E ENFISEMA PULMONAR.
Os maços de cigarros fabricados no Brasil exibem advertências como
essa. O enfisema é uma condição pulmonar caracterizada pelo aumen to
permanente e anormal dos espaços aéreos distais do bronquíolo terminal,
que resulta na dilatação dos alvéolos e na destruição da parede entre eles,
formando grandes bolsas, como mostram os es que mas a seguir:
Obs.: as setas representam o fluxo de ar.
Explique por que as pessoas portadoras de enfisema pulmonar têm sua
eficiência respiratória muito diminuída.
Resolução
Com o rompimento das paredes dos alvéolos e a consequente forma -
ção de grandes bolsas, a área efetiva de contato para as trocas gasosas
diminui, o que causa a deficiência respiratória.
� Leia o texto abaixo:
A carpa é um tipo de peixe que se adapta facilmente
à vida em águas paradas, quentes e lamacentas.
Nes sas águas, é grande o número de bactérias aeróbicas, o que implica
grande consumo de oxigênio por esses microrganismos. Já a truta só
consegue viver em águas frias e de corredeiras borbulhantes, o que lhe
assegura uma ótima oxigenação.
A carpa e a truta são vertebrados e possuem hemo glo bina em suas
hemácias para o transporte de oxi gênio das brânquias aos tecidos. As
moléculas de hemoglobina apresentam, nas diferentes espécies,
diferentes capacidades de se associar ao oxigênio, e isso pode ser
observado no gráfico a seguir:
Em relação aos registros I e II, podemos depreender que:
a) I pertence à truta, porque registra uma hemoglobina mais eficiente
em se associar ao oxigênio em ambientes de menor quantidade
desse gás.
b) II pertence à carpa, porque registra uma hemoglobina com menor
eficiência em se associar ao oxigênio em ambientes de maior
quantidade desse gás.
c) I eII podem pertencer tanto à truta quanto à carpa, porque ambos
atingem 100% das moléculas de hemoglobina associadas ao
oxigênio.
d) II pertence à truta, porque, numa menor quantidade de oxigênio,
apresenta 100% das moléculas de hemo globina oxigenadas.
e) I pertence à carpa, porque, numa menor quantidade de oxigênio,
apresenta 100% das moléculas de hemo globina oxigenadas.
Resolução 
Na carpa, a hemoglobina apresenta-se mais oxigenada em ambiente
com menor quantidade de oxigênio.
Resposta: E
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23BIOLOGIA
� Em relação à respiração humana, responda:
a) de que maneira a variação do volume da caixa torácica afeta
a inspiração e expiração do ar?
b) como se efetua a mudança no volume da caixa torácica?
RESOLUÇÃO: 
a) Quando a cavidade da caixa torácica aumenta, a pressão inter -
na torna-se menor e a pressão atmosférica força o ar para dentro
dos pulmões. Com a contração da caixa torácica, a pressão
interna torna-se maior que a atmosfera e obriga o ar a sair.
b) As mudanças no tamanho da caixa torácica efetuam-se pelo
diafragma, mús culos intercostais e abdominais, cuja contração
e relaxamento provocam, respectivamente, a dilatação e
contração dessa cavidade.
� Entre os pulmões e os tecidos, o transporte de gases
respiratórios é efetuado pelo sangue, de várias maneiras. Qual
é a maior importância fisiológica no transporte de oxigênio e
dióxido de carbono?
RESOLUÇÃO: 
O oxigênio é transportado pelas hemácias, combinado com a
hemoglobina. O dióxido de carbono é transportado na forma de
íon bicarbonato.
� (UFRJ) – A eritropoetina (EPO) é uma proteína cuja ativi -
dade principal é estimular a produção de hemácias na medula
óssea. A EPO produzida em laboratório tem sido usada pelos
médicos no tratamento de certos tipos de anemia. Alguns
atletas, no entanto, usam indevidamente a EPO com a finali -
dade de melhorar seu desempenho esportivo, prática deno -
minada doping biológico.
Explique por que a EPO melhora o desempenho dos atletas.
RESOLUÇÃO: 
O aumento do número de hemácias, promovido pelo uso da EPO,
amplia a capacidade de transporte de oxigênio, que é necesário
para a produção de energia na respiração celular aeróbica.
� (VUNESP) – Observe o esquema do sistema respiratório
humano.
(Disponível em: <http://ciberciencia.no.sapo.pt/sistresp.htm>.)
Pode-se afirmar, corretamente, que a figura
a) I corresponde à inspiração, pois nesse momento o diafragma
sobe.
b) I corresponde ao momento da inspiração, quando o
diagragma relaxa.
c) II corresponde à expiração, quando ocorre a contração dos
músculos intercostais.
d) I corresponde à inspiração, pois nesse momento a pressão
externa é maior devido à elevação da caixa torácica.
e) II corresponde à expiração, pois nesse momento há uma
redução do volume torácico devido à contração dos mús culos
intercostais.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: E
Exercícios Propostos
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24 BIOLOGIA
� (MACKENZIE) – Assinale a alternativa correta a respeito do
processo respiratório.
a) Nos indivíduos terrestres, a troca de gases com o meio
ocorre por difusão simples, enquanto nos animais aquáticos
essa troca é feita por transporte ativo.
b) Os pigmentos respiratórios são proteínas exclusivas de
animais vertebrados, capazes de aumentar a eficiência do
transporte de gases e permitir que esses animais sejam
homotermos.
c) A respiração cutânea ocorre em animais aquáticos e em
alguns animais terrestres, como os aracnídeos.
d) Em insetos, não há um órgão específico que realize as trocas
gasosas. Sendo assim, o O2 é levado diretamente a cada
célula do corpo.
e) A superfície de troca de uma brânquia é pequena, sendo
pouco eficiente na absorção de O2.
RESOLUÇÃO: 
As traqueias dos insetos permitem a troca de gases (O2 e CO2)
diretamente entre as células do corpo e o ambiente.
Resposta: D
� (FGV) – Para realizar o teste do etilômetro, popularmente
cha mado de bafômetro, uma pessoa precisa expirar um de ter -
minado volume de ar para dentro do equipamento, através de
um bocal.
Assinale a alternativa que explica, respectivamente, o movi -
mento muscular exercido na expiração e a origem do álcool no
corpo humano, a ser eventualmente detectado pelo equi pa -
mento.
a) Contração do diafragma; células sanguíneas vermelhas, res -
pon sáveis pelo transporte de gases respiratórios.
b) Relaxamento do diafragma; células sanguíneas brancas, res -
pon sáveis pelo transporte de substâncias ingeridas.
c) Contração do diafragma; ar proveniente do estômago e do
esôfago, o qual contém resquícios do álcool ingerido.
d) Relaxamento do diafragma; plasma sanguíneo, responsável
pelo transporte de substâncias ingeridas.
e) Relaxamento do diafragma; ar proveniente do estômago, do
esôfago e da cavidade bucal, o qual contém resquícios do
álcool ingerido.
RESOLUÇÃO:
O movimento muscular é o relaxamento do diafragma. O álcool é
detectado no plasma sanguíneo.
Resposta: D
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25BIOLOGIA
38
Palavras-chave:
Tipos de circulação • Sistema aberto e fechado
• Circulação simples e dupla
1. Generalidades
O sangue (fluido circulante) apresenta, nos mamí -
feros, as seguintes funções:
– Transporte de substâncias alimentares da região de
absorção (intestino) para as demais partes do corpo
(células).
– Transporte de excretas para os órgãos excretores
(rins) a partir das demais partes do corpo.
– Transporte dos gases respiratórios (oxigênio e
dióxido de carbono) para os pulmões e as demais partes
do corpo.
– Transporte de hormônios (subs tâncias controladoras
da atividade de certos órgãos).
Essas funções são desempenha das pelo sistema
circulatório (ou sis tema de transporte) com eficiência e
precisão nos animais vertebrados.
Observação: No caso dos insetos, o sangue não
participa do transporte de gases, em razão de eles
desenvolverem respiração traqueal e não possuírem
pigmentos respiratórios no sangue.
2. Tipos de sistemas
circulatórios e ocorrência
Protozoários (ex.: ameba), Porí fe ros (ex.: es pon ja),
Celenterados (ex.: hidra), Platielmintos (ex.: planária) e
Asquelmintes (ex.: lombriga) não possuem um ver da deiro
sistema de transporte.
Nos Celenterados (nas medu sas), encontra-se um sis-
tema gastro vascular que não é um sistema cir culató rio ver-
dadeiro: trata-se de um sis te ma de canais, junto à cavidade
gás trica, pelos quais circula (entra e sai) a água do mar.
Os Equinodermas (ex.: estrela-do-mar) constituem
um grupo de animais de relativo grande porte e que não
têm sistema circulatório verdadeiro. Eles apresentam
sistema de vasos e lacunas pelo corpo, porém neles não
circula sangue. Na estrela-do-mar, por exemplo, há três
siste mas de ca nais diferentes. Um deles é o sis tema
ambulacrário, que é aberto livre men te para o exterior por
uma placa per furada (placa madre pórica), pela qual pe -
netra a água do mar. Nem o sis tema ambulacrário nem
qualquer outro sistema de canais do animal desem penha
papel de sis te ma circu latório verdadeiro.
Aberto ou lacunar
Nos Moluscos e Artrópodos, o sistema circulatório
está presente e é do tipo aberto. Nesse tipo de sistema
circulatório, os vasos sanguíneos saem de um ou mais
espaços irregulares nos tecidos (sínus, lacunas ou
hemocelas), nos quais o sangue se move lentamente
(coração pouco musculoso: desenvolve pressão san-
guínea baixa) e realiza troca de subs tâncias com as
células dos tecidos adjacentes. Esse sangue é coletado
por outros vasos ou lacunas, que o trazem de volta ao
coração. Como o sangue circula por lacunas, além de
vasos, o sistema é denominado aber to ou lacunar.
Aparelho circulatório de mexilhão (molusco).
O coração dos Artrópodos (ex.: inseto) é um tubo
muscular longo. Em cada segmento do corpo, ele
apresenta dois ostíolos (aberturas) provi dos de válvulas.
O sangue dos insetos não apresenta função no
transporte de gases respiratórios.
Sistema
Circulatório
Lacunar (aberto)
SistemaCirculatório
Fechado
Coração pouco musculoso muito musculoso
Hemocelas presentes ausentes
Capilares ausentes presentes
Pressão sanguínea baixa alta
Velocidade de fluxo baixa alta
Quantidade de
alimentos
transportados por 
unida de de tempo
pequena grande
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26 BIOLOGIA
Circulação simples de peixe.
Entre os Moluscos, o sistema circulatório é muito
desenvolvido nos Cefalópodes (lula, polvo etc.).
Os Protocordados (ex.: anfioxo) também apresentam
sistema circulatório aberto ou lacunar.
Circulação do sangue nos mamíferos.
Fechado
Pressão arterial relativamente alta e sustentada é
característica dos ver tebrados superiores. Depende da
con tração poderosa dos ventrículos, da elasticidade das
paredes das arté rias principais e da resistência peri férica
dos vasos de menor calibre (arte ríolas). Nota-se, portanto,
que ani mais de circulação aberta não podem
desenvolver pressões maio res e também constantes,
pois seu coração é pouco musculoso, faltam as artérias
de paredes elásticas e falta também a resistência
periférica (pois não há o sistema de arteríolas e capi lares).
Entre os invertebrados, as pressões sanguíneas mais
altas foram en contradas em polvos e outros Cefaló podes.
As lacunas sanguíneas espa çosas, características de outros
molus cos, são nesses animais represen ta das por vasos
definidos: artérias, arte ríolas, capilares, vênulas e veias, como
nos vertebrados. Contra a re sis tên cia oferecida pelos vasos
pe ri féri cos, o co ração é capaz de es ta be lecer e man ter
pressão relati va mente alta, que varia de 30 a 45mmHg.
O sistema circulatório fechado ocor re nos Anelídeos
e vertebrados.
3. Circulação nos vertebrados
Apresentam circulação fechada, que pode ser simples
ou dupla.
Circulação fechada simples
Nos vertebrados de respiração branquial, a circulação é
simples, porque pelo coração só passa um tipo de sangue
(venoso). O sangue venoso que sai do coração é levado
às brânquias, onde é oxigenado e daí dis tribuído pelas
artérias para todo o cor po, retornando, a seguir, pelo sis te -
 ma venoso ao coração. É o que ocorre com os Ciclos -
tomados (ex.: lampreia) e peixes.
Circulação fechada dupla
Nos vertebrados de respiração pulmonar, a circulação
é dupla (por que pelo coração passam dois ti pos de
sangue, o venoso e o arte rial, fazen do dois ciclos ou cir -
cu lações pelo cor po). O ciclo ou cir culação pul mo nar
(pequena cir cu la ção) é o tra jeto do san gue entre o ven -
trículo direito e o átrio es quer do, passando pe los
pulmões. O ci clo geral (grande circu lação ou sis têmica)
é o percurso do sangue do ventrículo esquerdo pa ra todo
o organismo, através do sistema arte rial e, a seguir, o
retorno desse san gue ao átrio direito, através do sis tema
venoso.
A circulação dupla pode ser com pleta ou incompleta.
Nos Anfí bios e nos Répteis, é incomple ta, por que a
anatomia do coração per mite a mistura do sangue venoso
com o arterial. Nas aves e nos ma mí feros, a circulação é
completa, por que o co ração é comple ta mente divi dido
em duas metades (a direita, onde passa o sangue venoso,
e a esquerda, on de pas sa o sangue arterial).
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27BIOLOGIA
Esquema de circulação dupla (AD: átrio direito; AE: átrio esquerdo; 
VD: ventrículo direito; VE: ventrículo esquerdo).
4. Coração dos mamíferos
Contém dois átrios e dois ven trí culos com separa ções
completas. No embrião, os dois átrios se comu ni cam pelo
forâmen oval ou forâmen de Botal, uma abertura no septo
interatrial, que normalmente se fecha durante o de sen -
volvimento. Como nas aves, o seio venoso aparece só na
fase embrio nária. No átrio direito, chegam uma ou duas
veias cavas anteriores e uma veia cava posterior. Do
ventrículo di rei to, parte um tronco pulmonar que logo se
bifurca em duas artérias pulmonares. Do ventrículo
esquerdo, par te a aorta, que se curva para a es querda. A
válvula do orifício atrio ventricular direito é chamada tri -
cús pide (três lâminas). O orifício ven tri cular esquerdo é
guarnecido pela vál vula bicúspide ou mitral.
Coração dos mamíferos.
Exercícios Resolvidos
� (MODELO ENEM) – Em condições normais
de saúde e repouso, o número de pulsações de
um homem adulto é da ordem de 70 por
minuto. Após um abundante almoço ou jantar,
em que se ingerem carnes, conservas, pães e
doces, o que se espera em relação ao número
de pulsações por minuto é que
a) ele aumente, devido à atividade cardíaca que
se acelera em razão da diminuição da
temperatura interna do corpo.
b) ele aumente, devido à maior necessidade de
irrigação sanguínea dos tecidos do trato
digestivo.
c) ele reduza, uma vez que a temperatura do
corpo sofrerá pequena redução e, com isso,
a atividade cardíaca diminui.
d) ele não altere, uma vez que os alimentos
ingeridos sofrerão digestão no estô mago e
intestino, sem que seja observada inter -
ferên cia significativa na atividade cardíaca.
e) ele não altere, mas que haja aumento da
pressão sanguínea em decorrência da quan -
ti dade de sal ingerida.
Resolução
Após um abundante almoço ou jantar, não há
modificações drásticas na atividade cardíaca,
mas o sistema nervoso autônomo parassim -
pático desloca maior volume sanguíneo ao tubo
digestório, diminuindo a irrigação cerebral.
Resposta: D
� (MACKENZIE – MODELO ENEM) – Trans -
plantada vê seu próprio coração em
exposição no Reino Unido da BBC Brasil
Uma mulher viu seu próprio coração em
exibição durante uma exposição científica. [...]
Ela tinha uma doença potencialmente fatal
(cardiomiopatia restritiva) na adolescência.
Agora, o coração que batia em seu peito – e que
quase causou sua morte – foi colocado em uma
mostra temporária. [...] Ela afirmou que quer
ajudar a conscientizar as pessoas sobre a
importância da doação de órgãos e sobre a
doença que quase a matou. [...]
A cardiomiopatia restritiva faz com que o
músculo cardíaco fique endurecido, impedindo
que o coração relaxe normalmente após uma
con tração. Na medida em que a doença se
agrava, o músculo cardíaco se torna cada vez
mais rígido e as contrações começam a ser afe -
tadas. A doença leva à morte e o trans plante é
considerado a única cura.
(Folha de S.Paulo, 5/9/2007.)
A partir do texto acima, assinale a opção 
cor reta.
a) Nos casos de doação de órgãos, pode haver
necessidade da utilização de medica men tos
que diminuam a resposta imunológica con tra
o órgão implantado, diminuindo a pro ba -
bilidade de rejeição.
b) Quando o doador do órgão é da mesma
família que o receptor, a possibilidade de
haver rejeição é mínima.
c) Na cardiomiopatia restritiva, o endureci men -
to do músculo afeta somente a capaci dade
sistólica do coração.
d) A contração do músculo cardíaco é respon -
sável apenas pela passagem do sangue dos
ventrículos para as artérias.
e) Centros localizados no coração são os úni -
cos responsáveis pelo controle do ritmo de
contração.
Resolução
A diminuição da resposta imunológica diminui a
probabilidade de rejeição do órgão trans plan -
tado. 
Resposta: A
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28 BIOLOGIA
� (FUVEST) – Caracterize aparelho circulatório aberto e fe -
cha do. Dê um exemplo de cada um.
RESOLUÇÃO: 
No sistema circulatório aberto ou lacunar, os vasos que saem do
coração abrem-se em espaços irregulares entre os tecidos, as
chamadas hemoceles, nas quais o sangue circula vagarosamente,
com baixa pressão, realizando trocas com os tecidos. Aparece nos
insetos. No sistema circulatório fechado, o sangue circula
continuamente no interior de vasos. Impulsionado pela coração,
circula rapida mente com alta pressão em vasos conhecidos como
artérias, capilares e veias, retornando ao coração. Ocorre nos
vertebrados.
� Complete a tabela abaixo indicando o tipo de circulação
existente nos vertebrados: simples ou dupla e completa ou
incompleta.
RESOLUÇÃO: 
Peixes: simples e completa.
Anfíbios e répteis: dupla e incompleta.Aves e mamíferos: dupla e completa.
� (CESGRANRIO) – Em relação ao sistema circulatório nos
diversos grupos de animais, são feitas as seguintes afirmativas:
I. O sistema circulatório, no qual o coração envia sangue para
os tecidos e órgãos através de vasos e recebe de novo
parcial ou totalmente através de lacunas de corpo, pode ser
denominado circulação aberta e está presente na maio ria
dos invertebrados.
II. O sistema circulatório, no qual o coração funciona como
uma bomba central, tanto enviando como recebendo
sangue dos tecidos e órgãos através de vasos, pode ser
denominado circulação fechada e está presente nos
vertebrados.
III. A presença do coração é obrigatória em todos os sistemas
circulatórios existentes desde os invertebrados. A
localização do coração bem como a constituição e número
de suas cavidades dependem de a circulação ser aberta ou
fechada.
Assinale:
a) se I, II e III estiverem corretas.
b) se somente I e II estiverem corretas.
c) se somente II e III estiverem corretas.
d) se somente II estiver correta.
e) se somente III estiver correta.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: B
Animais Circulação
Peixes
Anfíbios e répteis
Aves e mamíferos
Exercícios Propostos
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29BIOLOGIA
� (FAMERP) – O esquema ilustra as fases de um ciclo
cardíaco humano. 
(Disponível em: www.museuescola.ibb.unesp.br. Adaptado.)
a) As setas 1 e 2 indicam o fluxo sanguíneo chegando nas aurí -
culas (ou átrios) provenientes de quais regiões do corpo, e
por quais vasos, respectivamente?
b) As setas 3 e 4 indicam o fluxo sanguíneo saindo dos ven -
trículos e se direcionando para quais regiões do corpo, e por
quais vasos, respectivamente?
RESOLUÇÃO:
a) A seta 1 indica a chegada do sangue venoso pela veia cava
superior, proveniente da parte superior do corpo, e pela veia
cava inferior, proveniente do abdômen e dos membros
inferiores. Pela seta 1, também temos a indicação da chegada
do sangue venoso pela veia coroná ria, proveniente do próprio
miocárdio.
A seta 2 indica a chegada do sangue arterial pelas veias
pulmonares, provenientes dos pulmões.
b) A seta 3 indica o sangue venoso saindo pela artéria pulmonar e
se dirigindo aos pulmões. A seta 4 indica o sangue arterial sain -
do pela artéria aorta e se dirigindo para os diversos sistemas do
organismo, como o digestório, o excretor, o nervoso etc.
� O aparelho circulatório dos vertebrados apresenta uma
grande diversidade anatômica do coração. Veja o esquema
abaixo:
(Disponível em: <http://fernandoigorfioifes.wordpress.com>.)
Esse esquema representa o coração de um:
a) pombo
b) cachorro
c) sardinha
d) sapo
e) crocodilo
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
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30 BIOLOGIA
39
Palavras-chave:
Os corações dos vertebrados • Seio • Átrio
• Ventrículo • Bulbo
1. Quadro comparativo da circulação nos vertebrados
Obs.: Débito cardíaco é o volume de sangue que o ventrículo esquerdo bombeia (em litros por minuto) para a artéria aorta,
na sístole ventricular. Em pessoas normais apresenta valor próximo a 5L/min.
2. Os corações dos vertebrados
Ocorrência
Seio
Venoso
Átrio Ventrículo Bulbo Observações
Ciclostomados (ex.:
Iampreia), condrictes
(ex.: tubarão) e osteíctes
(ex.: roncador).
1 1 1 1
Circulação fechada e simples; pelo coração só
passa sangue venoso.
Coanictes ou dipnoicos
(ex.: piramboia), anfíbios
urodelos perene bran -
quiados (salamandra).
1
2 incom -
pletamente
divididos
1 1 Circulação fechada, dupla e in com pleta.
Demais anfíbios (ex.:
sapo).
1
2 com -
pletamente
divididos
1
1
reduzido
Circulação fechada, dupla e incom pleta.
Répteis não
crocodilianos
(ex.: tartaruga).
1 2
2 incomple-
tamente
divididos
—
Circulação fechada, dupla e incom pleta; início
do septo de Sabatier entre os ventrículos.
Répteis crocodilianos
(crocodilo, jacaré). 1 2
2 incom -
pletamente
divididos
—
Circulação fechada, dupla e incom pleta;
mistura de sangue no forâmen
de Panizza e na junção das aortas.
Aves e mamíferos. — 2 2 —
Circulação fechada, dupla e com pleta. Nas
aves, a aorta curva-se para a direita; nos
mamíferos, a aorta curva-se para a esquerda.
Coração de réptil crocodiliano. Coração de ave. Coração de mamífero.
Coração de peixe. Coração de anfíbio. Coração de réptil não crocodiliano.
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31BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
� (MODELO ENEM) – A respeito do sistema
circulatório humano, é correto afirmar que
a) a parede do ventrículo direito é a mais
espessa, garantindo maior pressão ao
sangue que vai para os pulmões.
b) o ritmo cardíaco é controlado pelo bulbo e
por nódulos situados no coração.
c) as artérias são vasos que sempre levam
sangue arterial.
d) as veias são vasos cujas paredes são mais
espessas e musculosas para facilitar, com
sua contração, o retorno do sangue ao
coração.
e) nenhum dos componentes do sangue atra -
vessa as paredes dos vasos san guíneos,
caracterizando uma circulação fechada.
Resolução
A parede do ventrículo esquerdo é a mais
espessa. Artérias podem levar sangue venoso.
As veias são vasos de paredes mais delgadas.
Os leucócitos saem dos vasos sanguíneos.
Resposta: B
� (MODELO ENEM) – Um dos riscos de uma
dieta exclusivamente vegetariana é a ocorrência
de anemia. Assinale a alternativa que apresenta
a relação correta entre esse tipo de dieta e a
anemia.
a) O excesso de fibras vegetais provoca uma
into xicação alimentar conhecida como
anemia.
b) A falta de carne provoca carência de vita -
mina D, acarretando anemia.
c) A carne contém grandes quantidades de
ferro, cuja falta provoca anemia.
d) O excesso de vegetais na dieta provoca um
aumento nos movimentos peristálticos,
provocando perda de nutrientes.
e) A falta de aminoácidos, encontrados
exclusivamente em animais, é a causa da
anemia. 
Resolução
A anemia pode ser provocada pela falta de ferro
na dieta. Como se sabe, o ferro é utilizado na
síntese de hemoglobina, pigmento respira tório
dos vertebrados. Dietas ricas em ferro, como as
que incluem carnes e fígado, ga ran tem um
supri mento adequado de ferro para o
organismo.
Resposta: C
Exercícios Propostos
� (FUVEST) - As figuras I, II e III esquematizam a circulação
sanguínea em diferentes vertebrados.
a) Analise a Figura II. A partir da cavidade apontada pela seta,
ordene as demais cavidades cardíacas e os circuitos 1 e 2, na
sequência correspondente à circulação do sangue.
b) Faça o mesmo em relação à figura III.
c) Qual(is) das três figuras mostra(m) o coração em que há
mistura de sangue arterial e sangue venoso?
d) Dê um exemplo de grupo de vertebrados para o tipo de
circulação esquematizado em cada uma das três figuras.
RESOLUÇÃO: 
a) A cavidade X (apontada pela seta) é o atrio direito. A partir dessa
cavidade, o sangue passa para o ventrículo (cavidade Y) e daí
para o circuito 1 (pulmonar) e circuito 2 (sistêmico). Retornando,
então, ao coração pelo átrio esquerdo (cavidade Z) o circuito 1 e
pelo átrio direito (cavidade X) o circuito 2.
b) A partir do átrio esquerdo (cavidade W, apontado pela seta), o
sangue passa para o ventrículo esquerdo (cavidade Z) e vai para
a circulação sistêmica (circuito 2) através da artéria aorta.
Retornando ao coração pelas veias cavas, atinge o átrio direito
(cavidade X), passa ao ventrículo direito (cavidade Y) e vai para
os pulmões (circuito 1) pela artéria pulmonar. Enfim o sangue
volta ao coração pelas veias pulmonares e entra no átrio
esquerdo (cavidade W) novamente.
c) A figura II, onde a mistura sanguínea ocorre no ventrículo.
d) Figura I – Peixe
Figura II – Réptil
Figura III – Mamífero
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32 BIOLOGIA
� (FUVEST) - Qual a relação funcional entre os sistemas
circulatório e respiratório nos mamíferos? E nos insetos?
RESOLUÇÃO: 
Nos mamíferos, o sangue realiza o transporte de gases res pi ra tó-
rios (O2 e CO2) entre os pulmões e os tecidos. Nosinsetos, as trocas
respiratórias são realizadas diretamente entre os tecidos e o meio
externo, através das traqueias.
� (UNIP) – Existem nos mamíferos dois circuitos completos
de circulação sanguínea, com saída e chegada no coração: são
as chamadas grande e pequena circulação. Chamando o ven -
trículo direito de VD, o ventrículo esquerdo de VE, a aurícula
direita de AD e a aurícula esquerda de AE, escolha a alternativa
correta.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� (UNIRIO) – Cada classe de vertebrados tem um tipo muito
uniforme de circulação, mas as diferenças entre as classes são
substanciais. À medida que a vida dos vertebrados passa de
aquática para terrestre a circulação torna-se mais complexa.
Com base nos esquemas e em seus conhecimentos, é
CORRETO afirmar:
I. Nos peixes, a circulação se dá no sentido: coração g
brânquias g tecidos do corpo g coração, como mostrado
em I, e é classificada como simples e completa.
II. Os répteis crocodilianos apresentam circulação dupla e
incompleta, ocorrendo, no ventrículo, mistura de sangue
arterial e venoso, como nos anfíbios. Esse tipo é ilustrado 
em II.
III. As aves apresentam circulação dupla mas incompleta,
havendo mistura de sangue arterial com sangue venoso.
Esse tipo de circulação é ilustrado em III.
IV. Nos mamíferos, a circulação é dupla e não há mistura do
sangue venoso com o arterial no coração. Esse tipo de
circulação é ilustrado em IV.
a) Somente as afirmativas I e IV estão corretas.
b) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
c) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
Circulação
Grande Pequena
Saída Chegada Saída Chegada
a) VD VE AD AE
b) VE VD AE AD
c) VE AD VD AE
d) VD AE VE AD
e) AD VE AE VD
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33BIOLOGIA
� (FUVEST) – Considere o coração dos vertebrados.
a) Que característica do coração dos mamíferos impede a
mistura do sangue venoso e arterial?
b) Que outros vertebrados possuem coração com essa
estrutura?
c) Por quais câmaras cardíacas o sangue desses animais passa
desde que sai dos pulmões até seu retorno a esses mesmos
órgãos?
RESOLUÇÃO: 
a) Septo muscular separando totalmente o ventrículo direito do
esquerdo, como também a separação completa dos átrios
direito e esquerdo.
b) Aves e répteis crocodilianos.
c) Átrio esquerdo → ventrículo esquerdo → átrio direito → ven trí -
culo direito.
� (FUVEST) – No intestino humano, cada uma das vilo si da -
des da super fície interna do intestino delgado tem uma arteríola,
uma vênula e uma rede de capilares sanguíneos. Após uma
refeição, as maiores concentrações de oxigênio, gli co se e
aminoácidos no sangue são encontradas nas
RESOLUÇÃO:
Após uma refeição, as maiores concentrações de oxigênio, glicose
e aminoácidos são encontrados, respectivamente, nas arteríolas,
vênulas e vênulas.
Resposta: E
Oxigênio Glicose Aminoácidos
a) vênulas vênulas vênulas
b) vênulas vênulas arteríolas
c) arteríolas arteríolas arteríolas
d) arteríolas arteríolas vênulas
e) arteríolas vênulas vênulas
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34 BIOLOGIA
40
Palavras-chave:
O automatismo cardíaco • Miogênico • Neurogênico
• Pressão arterial
1. Tipos de coração
O coração é constituído por um ti po de músculo
especial (músculo car díaco), que tem a capacidade de ori -
ginar, em suas próprias células, os im pulsos que
determinam a sua con tra ção – é o que se denomina au -
to ma tismo. O sistema condutor do co ra ção é constituído
por fibras mus cu la res especiais, que têm carac te rís ti cas
funcionais semelhantes às do te cido nervoso,
particularmente a ca pa ci da de de originar impulsos e con -
du zi-los com grande velocidade. Es se tecido localiza-se
em regiões es pe cíficas do coração.
O tecido condutor constitui o nó sinoatrial (SA),
localizado na pa re de do átrio direito, junto ao ponto de
che gada da veia cava anterior. Nes se nódulo, originam-se
os im pul sos car día cos; por essa razão, ele é de no mina do
marcapasso. Na parte in fe rior do sep to atrial, o tecido con -
du tor cons ti tui um segundo nódulo, o nó átrio-ventricular
(AV). Des te, parte um fei xe de tecido condutor —
fascículo átrio -ventricular (feixe de His) —, que se divide
em dois ramos. Es ses ramos partem um para cada ven -
trículo, onde se ramificam cons ti tuin do a rede de Purkinje
(miócito condutor cardíaco), que atinge to da a mus cula -
tura ventricular. A con tração cardía ca inicia-se no nó SA,
de onde se es palha pela mus cu latura atrial até o nó AV. A
se guir, os impulsos são con duzidos aos ven trículos,
através do fascículo átrio-ventricular e de suas
ramificações, que formam o miócito condutor cardíaco.
Esse sis tema con du tor de alta velocidade per mite que a
con tratilidade dos ven trí culos se faça do ápice para a
base, com pri mindo o san gue dentro das ar térias aorta e
pul monar.
O coração dos vertebrados e mo lus cos é de no mi nado
miogêni co, por que o batimento se inicia no pró prio
coração. Nos demais inverte bra dos que pos suem
coração, é de no mi na do neu rogênico porque o ba ti men -
to é iniciado e conduzido ao mús culo car díaco pelo te ci do
ner voso.
No homem, o controle da fre quên cia de batimentos
do coração é rea li zado pelo sistema nervoso au tô no mo,
através do nervo vago (paras sim pá ti co) e dos nervos
cardíacos (sim pá tico).
As células que originam as fibras mo toras do vago
localizam-se no bul bo e constituem o centro cardio mo de -
rador. Uma estimulação mode rada desse centro de ter -
minará a bradi car dia (diminuição da fre quên cia car día ca) e,
se a esti mula ção for intensa, ocor rerá parada car día ca. As
termi na ções nervosas do va go enervam o te cido condutor
do cora ção e sua ação inibidora se deve à libe ração da
ace tilcolina (neu ro-hor mô nio).
O centro cardioacelerador loca li za-se próximo ao cen -
tro cardio mo de ra dor no bulbo. A estimulação dos ner vos
cardíacos leva à taquicardia (au mento da fre quên cia car -
dí aca). A ação desses nervos cardíacos sobre o teci do
con dutor se deve à li be ra ção de adrenalina (neuro-hormô -
nio).
2.A pressão máxima
A contração do ventrículo es quer do (sístole) bombeia
san gue ar terial para o interior da artéria aorta. Te mos a
pressão má xima ou sis tó li ca, que corresponde a cerca
de 120 mmHg. Popularmente é men cio na do o valor 12.
3.A pressão mínima
Quando o ventrículo esquerdo re ce be sangue arterial
(diástole) do átrio esquerdo, a pressão sanguínea no in te -
rior da artéria aorta diminui. Te mos a pres são mínima ou
dias tóli ca, que cor res ponde a cerca de 80 mmHg. Popu -
lar mente é mencio na do o valor 8.
4.Hipertensão
O aumento da pres são arterial deve ser encarado
como um sinal de alerta.
O hipertenso pode sentir cefaleia (dor de cabeça),
tonturas e até perda da acuidade visual. 
Ele deve pro cu rar periodicamen te o médico.
Em alguns casos de hipertensão, podem ocorrer
distúrbios orgânicos, como doenças renais, glandulares
das artérias ou até cerebrais.
5.Hipotensão
A queda da pressão arterial pode ocasionar enjoo,
tontura e até des maio. Ocorre quando o indivíduo mu da
brus camente de posição, cau san do uma diminuição
repentina da ox i ge nação cerebral. A pressão
arterial pode também cair bruscamente devido a hemor -
ragias, insuficiência cardíaca, infec ções agudas etc.
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35BIOLOGIA
A pressão arterial pode também cair bruscamente devido a hemor ragias, insuficiência cardíaca, infec ções agudas etc.
Ação do sistema nervoso autônomo na circulação humana. 
Órgão ou Função Simpático Parassimpático
arteríolas em geral vasoconstrição vasodilatação
frequência cardíaca aumenta diminui
pressão sanguínea aumenta diminui
amplitude (potência) cardíaca aumenta diminui
coronáriasvasodilatação vasoconstrição
(MODELO ENEM) – Considere o texto para
responder às questões de números � e �.
Os brasileiros não conhecem a doença que
mais mata no país e mais deixa inválidos
permanentes. Segundo um estudo publicado no
início do ano na revista científica Stroke, 90%
dos brasileiros dizem não ter nenhum tipo de
informação sobre o AVC (acidente vascular
cerebral). Popularmente conhecido por der rame,
o AVC ocorre quando há entupimento ou ruptura
de vasos sanguíneos da cabeça e, co mo
consequência, dano em partes do cérebro
responsáveis por funções do corpo como a
respiração ou a locomoção. 
(Folha de S.Paulo, set. 2008. Adaptado.)
� O entupimento ou ruptura citados no texto
ocorrem em
a) capilares arteriais que recolhem o sangue
rico em nutrientes que banhou o cérebro.
b) vasos arteriais que levam oxigênio e
alimento ao cérebro e apresentam elevada
pressão.
c) vasos venosos devido ao aumento de
colesterol e diminuição da glicemia.
d) capilares venosos devido ao aumento do
número de glóbulos vermelhos, formadores
de coágulo na corrente sanguínea.
e) capilares arteriais devido ao aumento de
lipídeos circulantes, ocasionando elevação
do número de plaquetas.
Resolução
O AVC ocorre em artérias que levam o sangue
ao cérebro, com elevada pressão.
Resposta: B
� Pertencem ao grupo de risco para a doença
citada os indivíduos com 
a) elevada pressão arterial, que leva a alte -
rações das paredes das artérias.
b) diabetes, devido à facilidade de formação de
coágulos pelo excesso de açúcar.
c) deficiência nas válvulas cardíacas, que
dificulta a oxigenação do sangue.
d) ingestão excessiva de ferro, o que aumenta
a produção de hemácias, facilitando a
formação de coágulos.
e) dores de cabeça constantes, devido à
deposição de cálcio nas paredes das artérias.
Resolução
Um fator de risco, em relação ao AVC, é a
pressão arterial elevada.
Resposta: A
� Explique a diferença existente entre o coração miogênico
dos vertebrados e o coração neurogênico dos invertebrados.
RESOLUÇÃO: 
O coração miogênico apresenta automatismo cardíaco, pro prie -
dade que determina sua frequência cardíaca e seus batimentos.
Nos corações neurogênicos, os batimentos e a frequência cardíaca
são enviados até a musculatura através do sistema nervoso.
� O coração de um mamífero é removido do corpo e colo cado
numa solução isotônica. Apesar de totalmente isolado dos
nervos do sistema nervoso autônomo, ele continua a bater por
horas. Explique sucintamente a razão deste fenômeno.
RESOLUÇÃO: 
O coração dos mamíferos apresenta automatismo cardíaco, atra vés
do qual as contrações são geradas pelo nó sinoatrial (AS), co nhe -
cido como marcapasso, e pelo nódulo sinoventricular (SV).
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
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36 BIOLOGIA
� (UFG) – Analise o gráfico a seguir.
Variação das pressões arteriais sistólica e diastólica (mmHg) de acordo com a
idade (anos) de um indivíduo saudável.
O gráfico representa dados das pressões arteriais de um
indivíduo saudável.
a) Explique o que é pressão arterial sistólica e diastólica.
b) Com base nos dados apresentados no gráfico, qual é a
pressão arterial sistólica e diastólica, respectivamente, de um
indíviduo de 20 anos?
RESOLUÇÃO: 
a) A pressão sistólica é a pressão exercida nas artérias no mo -
mento da sístole ventricular (contração do coração). Pressão
diastólica é a pressão exercida nas artérias no momento da
diástole ventricular (relaxamento do coração).
b) Pressão sistólica: 120mmHg; pressão diastólica: 80mmHg.
� A pressão sanguínea deve ser monitorada constantemente,
pois a hipertensão arterial, muitas vezes, não apresenta sintoma
aparente, mas, a médio e longo prazo, pode causar problemas
ao cérebro, aos rins e ao coração. Ao medir a pressão
sanguínea, registram-se pressões máxima e mínima, que
correspondem, respectivamente, à pressão na parede do(a)
a) coração, no momento em que ocorre a sístole e no momento
em que ocorre a diástole ventricular e auricular.
b) veia, no momento em que o coração bombeia o sangue e no
momento em que o coração está relaxando após a contração.
c) veia, no momento em que o coração está relaxado após a
contração e no momento em que o coração bombeia o
sangue.
d) artéria, no momento em que o coração bombeia o sangue e
no momento em que o coração está relaxado após a
contração.
e) artéria, no momento em que o coração está relaxado após a
contração e no momento em que o coração bombeia o
sangue.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (FUVEST) – Em uma pessoa jovem e com boa saúde,
quando ocorre a sístole (contração) dos ventrículos, as grandes
artérias (1) e a pressão sanguínea em seu interior atinge, em
média, cerca de (2). Qual das alternativas a seguir contém os
termos que substituem corretamente os números 1 e 2 entre
parênteses?
a) contraem-se; 120 mmHg.
b) contraem-se; 80 mmHg.
c) relaxam-se; 120 mmHg.
d) relaxam-se; 80 mmHg.
e) não se alteram; 120 mmHg.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� (MODELO-ENEM) – Um pesquisador isolou dois corações
e montou o experimento esquematizado no desenho abaixo de
tal modo que o líquido que banhava o coração I banhava em
seguida o coração II. Estimulando o nervo vago (V) do coração
I, o pesquisador notou que a frequência de batimentos desse
coração diminui, e que depois de certo tempo a frequência de
batimentos do coração II também diminui.
Com base nesses resultados, o pesquisador concluiu que
a) apenas a estimulação nervosa influencia a frequência de
batimentos cardíacos.
b) a frequência de batimentos do coração não sofre influência
do sistema nervoso.
c) o nervo, quando estimulado, liberava uma substância que
agia sobre o coração.
d) não é possível alterar a frequência de batimentos cardíacos
pela administração de drogas.
e) a estimulação elétrica é diretamente responsável pelas
alterações das frequências de batimentos dos dois corações.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
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37BIOLOGIA
41
Palavras-chave:
As hemácias e as plaquetas • Eritrócitos • Plaquetas
• Fibrinogênio • Fibrina
1. Sangue
O sangue é formado por duas par tes: plasma (parte
líquida) e ele men tos figurados (glóbulos ver me lhos,
glóbulos brancos e plaquetas).
O plasma é uma solução aquo sa, composta por 90%
de água e 10% de subs tân cias representadas por
proteínas (cer ca de 7% do total), sais minerais (cer ca de
0,9%), monos sacarídeos, ami noácidos, ácidos graxos, gli -
cerí deos, gorduras, colesterol e ureia. Além desses
componentes, são en con tra dos no plasma sanguíneo os
ga ses respiratórios (O2 e CO2), hor mô nios, enzimas etc.
Através das paredes dos capi la res, o plasma san -
guíneo mantém-se em equi lí brio com o líquido inter celular
dos te ci dos, cuja composição química é se me lhan te à do
plasma, diferindo des te es pe cialmente em relação às pro -
teí nas (mai or concentração de proteí nas 
no plas ma e bem menor concentração no líqui do in ter ce -
lu lar). 
Entre as proteínas do plasma, en con tram-se glo -
bulinas (alfa, beta e ga ma), albuminas e fibrino gê nio. As al -
bu mi nas têm papel funda men tal na ma nu tenção da
pressão osmó tica no san gue. As gama globu linas são tam -
bém cha madas de imu no globulinas, por cons tituírem os
anti corpos. O fibri no gê nio é uma proteína relacionada à
coa gu lação sanguínea.
Os elementos figurados do san gue estão represen -
tados pelas he má cias, leucócitos e plaquetas.
Eritrócitos ou hemácias
São células sanguíneas pro du zi das pelo tecido
conjuntivo hema to poé tico mieloide, que se localiza no in -
te rior dos ossos (cranianos, vér te bras, costelas e epífi ses
dos ossos lon gos), formando a medula ver me lha.
Durante a diferenciação celular, as hemácias dos
mamíferos perdem nú cle os, mitocôndrias, complexo gol -
giense e lisossomos. Elas não se divi dem, têm
metabolismo baixo e vida apro ximada de quatro meses.
As hemácias dos demais verte bra dos (exceto
mamíferos) são nu clea das.A hemácia é circular e bicôn ca va, apresentando cerca
de 7 micrô me tros de diâmetro.
Um homem apresenta aproxi ma da mente 5,5 mi lhões
de hemácias por milímetro cúbico de sangue, en quan to
na mulher a quantidade é de 5 milhões.
As hemácias são produzidas na me dula óssea e
destruídas princi pal men te no baço. Elas transportam ga -
ses respi ra tó rios (O2 e CO2).
Hemácias em vista frontal (f) e de perfil (p).
Plaquetas ou trombóci tos
São corpúsculos citoplasmáticos (anu cleados)
produzidos na medula ós sea. Sua forma é variável, e me -
dem cerca de 3 µm de tamanho. Seu nú me ro normal por
mm3 de sangue é de 150 mil a 500 mil. 
Têm função na obstrução de va sos sanguíneos:
quando há rupturas de vaso, as plaquetas aí se aglu ti nam,
formando um tampão que con tri bui para a obs trução do
vaso. As pla quetas participam da forma ção da trom -
 boplas ti na, que é um fator in dis pen sável para a
coagulação do san gue. Além disso, contêm sero to ni na,
su bstância de ação vasoconstritora.
Esquema geral do sistema hematopoético (conjunto de estruturas
encarregado da produção e distribuição das células sanguíneas). Ao
saírem dos órgãos encarregados de sua produção, as células do sangue
entram na circulação e, após certo tempo — que varia para cada tipo de
célula —, são destruídas. Assim, os glóbulos vermelhos permanecem na
circulação durante aproximadamente 120 dias. Já 
os granulócitos, permanecem na circulação durante nove dias, e os
linfócitos, por menos de um dia.
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38 BIOLOGIA
2.Coagulação do sangue
O mecanismo da coagulação san guínea é muito
complexo. Ele so fre a ação de várias substâncias con ti -
das no plas ma, nas plaquetas e nos teci dos.
Esquema geral da coagulação.
Em linhas gerais, a coagulação envolve três etapas:
formação da trom boplastina pela ação dos fatores do
plasma, das plaquetas ou do teci do. 
A tromboplastina, em presença do íon Ca++ e de
outros fatores plas má ti cos, transforma a pro trom bina do
plas ma na enzima trombina. A trombina trans forma o
fibrino gê nio em fi brina. A fibrina, sendo uma proteína
insolúvel, precipita-se, for mando uma rede de fila men tos.
A de posição da rede de fibrina na ex tre midade lesada no
vaso retém os gló bulos sanguíneos, for man do-se as sim
um tampão que obstrui o vaso le sado.
Plaquetas.
A protrombina forma-se no fíga do, sendo necessária
a vitamina K pa ra a sua síntese, e, con se quen te men te,
para que haja a formação do coá gulo. A vitamina K é
normalmente sintetizada por bactérias do intestino dos
mamíferos, tornando-se defici tá ria, portanto, quando a
sua absorção for prejudicada. 
Uma substância de ação anticoa gulante é o dicu -
marol, produ zido por folhas de alguns trevos (tre vo-do -
ce). O dicumarol age no fí ga do, com petindo com a
vitamina K na for ma ção da protrombina (impede a for ma -
ção de protrombina) – ele pode, assim, provocar um
quadro de hemorragia fatal no gado que ingere quan -
tidade significativa de trevo-doce.
Como os íons cálcio são neces sá rios para a ação da
trombo plas ti na, a coagulação pode ser impedida pela
remoção desses íons, pos si bili ta da pe la adição de oxalato
de sódio ou de citrato de sódio (ou mesmo de amô nio ou
potássio).
Exercícios Resolvidos
� – Do veneno de serpentes como a jararaca e a
cascavel, pesquisadores brasi leiros obtiveram um
adesivo cirúrgico testado com sucesso em
aplicações como colagem de pele, nervos, gengivas e na cicatrização
de úlceras veno sas, entre outras. A cola é baseada no mesmo princípio
natu ral da coagulação do sangue. Os produtos já dis po níveis no mercado
utilizam fibrinogênio humano e trom bina bovina. Nessa nova formulação
são utilizados fi bri nogênio de búfalos e trombina de serpentes. A subs -
tituição da trombina bovina pela de cascavel mostrou, em testes, ser
uma escolha altamente eficaz na cica tri zação de tecidos.
(D. Ereno. Veneno que cola. Pesquisa FAPESP. 
n.o 158, abr. 2009. Adaptado.)
A principal vantagem desse novo produto biotecnológico é
a) estar isento de contaminações por vírus humanos e permitir uma
coagulação se gu ra, ou seja, a transfor mação do fibrinogênio em
fibrina.
b) estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos que irão
transformar as moléculas de protrombina em trombina com a
participação de íons cálcio.
c) evitar rejeições pelos pacientes que utilizam essa técnica e desta
forma transformar eficientemente a trombina em protrombina,
responsáveis pela coagu lação.
d) aumentar a formação do tampão plaquetário uma vez que a trombina
é uma enzima que transforma a fibrina em fibrinogênio que estimula
a produção de plaquetas.
e) esterilizar os locais em que é aplicado graças à ação antibiótica da
trombina e o aumento da síntese dos fatores de coagulação no
fígado com a participação dos íons potássio.
Resolução
A principal vantagem do novo produto é o fato de ele não estar sus ce -
tível à contaminação por vírus humanos e a eficiente coagu lação que
desempenha, na qual a trombina transforma o fibrinogênio em fibrina. 
Resposta: A
� (MODELO ENEM) – Sob condições experi mentais ade quadas, é
possível fazer com que certos tipos celulares se dividam por mitose.
Para isso, as células são colocadas em frascos contendo meio de cultura
e outras drogas necessárias à indução da divisão celular.
Com o objetivo de obter células para observar a mitose, um labora torista
C3_2A_TEO-EXER_VERMELHO_Biologia_Clayton_2021 23/06/21 16:22 Página 38
39BIOLOGIA
adotou o seguinte procedimento: colocou uma amostra de sangue
humano tratado com anticoagulante em um tubo de ensaio e, em
seguida, centrifugou o tubo para precipitar os elementos mais pesados.
Ao final do processo, observou-se o conteúdo do tubo e verificou-se a
existência de três frações bem distintas. As hemácias, mais pesadas,
ocupavam a fração 1 do tubo. Acima destas, uma fina camada de
linfócitos formava a fração 2. A fração 3 era constituída pelo plasma
sanguíneo.
Para observar células em divisão, o labora torista deverá adicionar aos
frascos de cultura
a) apenas a fração 1.
b) apenas a fração 2.
c) apenas a fração 3.
d) a fração 1 mais a fração 3.
e) qualquer uma das três frações.
Resolução
Podemos observar as fases da mitose em leucócitos (ex.: linfócitos),
componentes da fração n.o 2.
Resposta: B
� (UFRJ) – O hematócrito é a percentagem de sangue que é
cons tituída de células. O hematócrito de três amostras de
sangue está ilus trado nos tubos 1, 2 e 3, cujas partes escuras
representam as células. As células foram sedimentadas, nos
tubos graduados, por meio de centrifugação. A linha tracejada
representa o nível do hematócrito de um indivíduo nor mal,
vivendo ao nível do mar. Uma das amos tras de sangue foi obtida
de um indivíduo normal, que morava há vinte anos numa cidade
localizada a 4500m acima do nível do mar.
Qual amostra provém desse indivíduo? Justifique sua resposta.
RESOLUÇÃO:
Da amostra n.o 3. Vivendo em região de elevada altitude, o
indivíduo 3 au mentou a hematopoese, ou seja, a produção de
hemácias, facilitando sua adaptação ao ar rarefeito.
Leia o texto para responder à questão de número �.
Uso da aspirina para evitar infarto deve ser feito com cautela
Embora, de acordo com as últimas diretrizes americanas, a
aspirina deva ser prescrita de forma rotineira para indivíduos
com alto risco cardiovascular, o remédio não deve ser usado
indiscriminadamente na prevenção primária (quando o pa cien te
ainda não sofreu um infarto ou derrame, mas há chance de que
isso ocorra), apesar de a aspirina com pro va da men te re du zir a
chance de um infarto, pois desfaz os coágulos for ma dos pela
agregação plaquetária.
Infarto é a morte de uma área do músculo cardíaco, cujas célu -
las ficaram sem receber sangue com oxigênio e nutrientes. A
interrupção do fluxo de sangue para o coração pode acon tecer
de várias maneiras, por exemplo, a partir da formação de um
coágulo. A aspirina atua evitando a agregação plaquetária.
(Folha de S.Paulo,9 jun. 2009. Adaptado.)
� Depois de analisar o esquema da coagulação e tendo
completado corretamente as caselas com as palavras fibrina,
trombina, fibrinogênio e pro trombina, identifique quais subs -
tâncias presentes no esquema atuam como enzimas.
(Disponível em: <biologiacesaresezar.editorasaraiva.com.br>.)
b) Muitas vezes é necessário revascularização do miocárdio
(músculo do coração), por meio de uma cirurgia. Um vaso
sanguíneo, que pode ser a veia safena (da perna), a artéria
radial (do braço) ou as artérias mamárias (direita ou esquerda)
Exercícios Propostos
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40 BIOLOGIA
são implantadas no coração, formando uma ponte. A fim de
normalizar o fluxo sanguíneo que vai levar principalmente
oxigênio para o miocárdio, essas pontes devem ser ligadas
na artéria aorta ou pulmonar? Explique. Por que a parede do
ventrículo direito é menos musculosa (espessa) em relação
ao ventrículo esquerdo?
RESOLUÇÃO: 
a) 1. Protrombina
2. Trombina
3. Fibrinogênio
4. Fibrina
Atuam como enzimas: tromboplastina e trombina
b) As pontes devem ser ligadas na artéria aorta, vaso que contém
o sangue arterial rico em O2.
O ventrículo direito impulsiona sangue para as artérias pulmo -
nares, que atingem os pulmões, enquanto o ventrículo es quer -
do envia o sangue para a aorta, a maior artéria do organis mo.
� O sangue é um fluido biológico circulante, constituído de
células (elementos figurados) suspensas em um meio líquido
denominado plasma. A capacidade de manter esse fluido
biológico no seu estado líquido e restrito ao interior dos vasos
sanguíneos é deno minada hemostasia. Considerando que a
coagulação sanguínea é um processo de vital importância para
manutenção da hemostasia, assinale a alternativa que apresenta
uma proteína plasmática e um elemento figurado diretamente
envolvidos com esse processo.
a) Albumina e monócito.
b) Fibrinogênio e neutrófilo.
c) Albumina e plaqueta.
d) Fibrinogênio e plaqueta.
e) Troboplastina e neutrófilo.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (FUVEST) – A tabela abaixo apresenta resultado do exame
de sangue de três pacientes adultos, do sexo masculino, e os
valores considerados normais para indivíduos clinicamente
sadios.
a) Quem tem dificuldade na coagulação do sangue? Que in -
formação, contida na tabela, foi usada para responder?
b) Quem tem problema no transporte do oxigênio? Que in -
formação, contida na tabela, foi usada para responder?
RESOLUÇÃO:
a) O paciente III tem dificuldade na coagulação sanguínea, é
trombopênico, ou seja, apresenta um menor número de pla -
quetas (apenas 50.000 por mm3 de sangue), quando o normal é
de 150.000 a 500.000.
b) O paciente III tem problema no transporte do oxigênio, é
anêmico, possuindo apenas 2.200.000 hemácias por mm3,
quando o normal é de 4.600.000 a 6.200.000.
Eritrócitos
no. / mm3
Leucócitos
no. / mm3
Plaquetas
no. / mm3
Paciente I 7.500.000 560 250.000
Paciente II 5.100.000 6.100 260.000
Paciente III 2.200.000 5.000 50.000
Padrão
4.600.000
a
6.200.000
4.300
a
10.000
150.000
a
500.000
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41BIOLOGIA
� As hemácias de um homem adulto têm uma vida média de
120 dias. Sobre a origem e destino das hemácias humanas,
podemos afirmar corretamente que
a) são originadas de uma hemácia que sofre mitoses su ces -
sivas e são destruídas no fígado.
b) são originadas na medula espinhal e destruídas no baço.
c) são produzidas no fígado e destruídas no baço e pâncreas.
d) são formadas na medula óssea e destruídas no fígado e baço.
e) são formadas no próprio sangue e filtradas nos rins quando
são destruídas e reabsorvidas.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (UNILUS) – Cientistas estão inventando novas técnicas
para substituir o ponto tradicional em cortes. Pesquisas
desenvolvidas na Universidade de Botucatu, em parceria com a
Universidade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara, estão
utilizando o veneno de cascavel, do qual, após ser tratado, retira-
se a trombina e o sangue do boi, extraindo-se o fibrinogênio. A
mistura é aplicada em um tubo de forma de Y no local de corte,
substituindo o tradicional ponto, ocasionando cicatrizes perfei -
tas. Isso pode ser justificado pela alternativa:
a) A trombina e o fibrinogênio agem sobre as plaquetas do
sangue, estimulando a formação de coágulo.
b) A trombina age sobre o tecido lesado, evitando infecção,
enquanto o fibrinogênio forma fibras unindo as partes do
tecido lesado.
c) O fibrinogênio e a trombina agem sobre a tromboplastina do
sangue, aumentando a capacidade de regeneração tecidual.
d) A trombina age enzimaticamente sobre o fibrinogênio, que se
transforma em fibrina, aumentando a capacidade de
formação de coágulo e consequentemente a cicatrização.
e) O fibrinogênio e a trombina juntos com certeza aumentam
as mitoses celulares para fechar o corte.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (VUNESP) – As células vermelhas do sangue, denomi nadas
hemácias ou eritrócitos, apresentam
a) forma discoidal, repletas de hemoglobina, e transportam gás
oxigênio para os tecidos.
b) forma esférica, com núcleo bilobado, e participam das rea -
ções alérgicas, produzindo histamina.
c) forma esférica, com núcleo também esférico, e estão
relacionadas aos processos de defesa imunitária.
d) forma esférica, com núcleo trilobado, e fazem a fagocitose de
bactérias e corpos estranhos.
e) forma irregular, sem núcleo, e participam dos processos de
coagulação sanguínea.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
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42 BIOLOGIA
42
Palavras-chave:
Os leucócitos • Linfócitos • Acidófilos • Basófilos • Neutrófilos 
• Monócitos
1. Leucócitos ou 
glóbulos brancos 
São células produzidas pelo teci do hematopoético
mieloide e lin foide. São esféricas, quando mer gu lhadas
no plasma, e capazes de apresentar mo vi mentos ame boi -
des. 
Classificam-se em granulóci tos, quando apresentam
granu la ção cito plas mática (neutrófilos, ba só fi los e aci -
dófilos), e agranu lóci tos, quando não apresentam gra nu -
la ção cito plas má tica (monócitos e lin fócitos).
Os granulócitos são produzidos na medula óssea,
enquanto os agra nu lócitos são produzidos nos gân glios
linfáticos (principalmente no baço). A principal função dos
leu có ci tos é a defesa do organismo contra a ação de
bactérias ou corpos es tra nhos que atinjam os tecidos.
Essa de fesa se faz a partir de duas pro prie dades dos gló -
bulos bran cos: a diapede se, que é a pro prie dade que têm
os glóbulos bran cos de, por movimento ame boi de,
atravessar a parede do capilar e se deslocar atra vés do
teci do con jun tivo; e a fago ci tose, que consiste em en -
glo bar no seu citoplasma o ele men to es tra nho.
Os linfócitos, ao contrário dos demais leucócitos, são
pouco ati vos na fagocitose e são mais im por tantes na
produção de an ti cor pos. No te ci do conjuntivo, os lin fó ci -
tos trans for mam-se em plasmó ci tos (células pro du to ras
de an ticor pos) e dão origem às cé lulas rejei ta doras de en -
xer to, que inva dem ór gãos trans plan ta dos entre in di ví -
duos.
Os acidófilos, também cha ma dos eosinófilos, são
células fa go citá rias (porém menos ativos que os neu tró -
filos e monócitos), que au men tam em número no sangue
quan do há ma nifestação de doen ças alérgicas.
Os basófilos têm função pou co co nhecida. Como os
mastócitos (cé lu las de tecido conjuntivo), pos suem he -
 parina e histamina. Além des sas su bstâncias, os basófilos
con têm se ro tonina. A serotonina e a his tamina têm,
respectivamente, ação vaso cons tri to ra e vaso dila ta do ra,
e a he pa ri na tem papel anti coa gulante.
Os neutrófilos constituem a pri meira linha de defesa
contra a ação de microrganismos. São bas tan te ati vos na
fagocitose.
Os monócitos, como os neu tró filos, são muito ativos
na fa go ci to se. Transformam-se em ma cró fa gos, que são
células fagocitárias do teci do conjuntivo.
Hemograma (examede sangue). Os valores de referência 
representam os padrões encontrados normalmente
Valor de referência Valor de referência
Hemácias ou eritrócitos de 4 a 6 milhões/mm3 Leucócitos de 4 a 10 mil/mm3
Hemoglobina de 12 a 18g/dl Neutrófilos de 47 a 63%
Hematócrito de 36 a 54% Eosinófilos de 1 a 5%
Valor globular de 0,90 a 1,10 Basófilos de 0 a 1%
Volume corpuscular médio de 81 a 93 mrc3 Linfócitos de 28 a 42%
Plaquetas ou trombócitos de 150 a 500 mil/mm3 Monócitos de 4 a 8%
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43BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
� (UNESP – MODELO ENEM) – Há vinte
anos, casos incomuns de anemia começaram a
chamar a atenção dos pesquisadores.
Ao invés de adultos jovens, como habitual -
mente, eram os idosos que apresentavam uma
expressiva redução na taxa de hemoglobina.
Mais intrigante: a anemia dos idosos não cedia
ao tratamento convencional. Analise as
hipóteses apresentadas pelos cientistas para
tentar explicar esses casos incomuns.
I. A origem do problema estava relacionada à
degeneração do baço, que nesses ido sos
deixou de produzir glóbulos ver melhos.
II. A origem do problema estava na produção
de glóbulos vermelhos a partir de células-
tron co da medula óssea.
III. A origem do problema estava na produção
de glóbulos vermelhos pela medula
espinhal.
Considerando-se hipóteses plausíveis, isto é,
aquelas possíveis de serem aceitas pela
comunidade científica, estão corretas:
a) I, apenas. b) II, apenas.
c) III, apenas. d) I e II, apenas.
e) I, II e III.
Resolução
Os glóbulos vermelhos são produzidos na
medula óssea vermelha.
Resposta: B
� Encontram-se arroladas a seguir algumas
propriedades, características ou funções dos
elementos figurados do sangue humano.
Associe um número a cada uma, utilizando o
seguinte código:
I. referente a hemácias.
II. referente a leucócitos.
III. referente a plaquetas.
IV. referente ao plasma.
( ) transporte de oxigênio.
( ) defesa fagocitária e imunitária.
( ) coagulação do sangue.
( ) riqueza em hemoglobina.
( ) capacidade de atravessar a parede dos
capilares intactos para atingir uma região
infectada do organismo.
Escolha, dentre as possibilidades abaixo, a que
contiver a sequência numérica correta:
a) I – II – III – I – II – IV.
b) II – II – III – I – I – IV.
c) III – IV – III – I – II – I.
d) I – IV – II – I – III – II.
e) I – II – IV – II – III – III.
Resolução
Resposta: A
� Complete a tabela abaixo, identificando os tipos de leucó ci -
tos caracterizados.
RESOLUÇÃO: 
Neutrófilos, acidófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.
� O desenho a seguir representa um esfregaço de sangue
humano.
Pergunta-se:
a) Qual célula transporta oxigênio e como é denominada?
b) Qual apresenta tromboplastina?
c) Qual participa na formação de an ti corpos?
d) Qual aumenta em número na cor rente sanguínea na ocor -
rência de aler gi as?
e) Qual é o leucócito mais numeroso no sangue humano?
f) Quais são elementos figurados no sangue humano?
RESOLUÇÃO: 
a) I; hemácia ou eritrócito.
b) IV; plaqueta ou trombócito.
c) VI; linfócito.
d) V; acidófilo ou eosinófilo.
e) III; neutrófilo.
f) I, II, III, IV, V e VI.
Características Tipos
Granulócitos
Núcleo recortado com 3
a 5 lóbulos, sendo a tivos
na fagocitose.
Núcleo bilobado au men -
tando nos casos de
alergia.
Núcleo irregular. 
Pro duzem heparina, um
anticoagulante.
Agranulócitos
Possuem núcleo
esférico. Produzem os
anticorpos.
Possuem núcleo re ni -
forme. Trans for mam-se
em macrófagos.
Exercícios Propostos
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44 BIOLOGIA
� Três pacientes recorreram a um laboratório de análises
clínicas para fazer um hemograma, exame que registra
informações sobre os componentes celulares do sangue. O pa -
ciente 1, bastante pálido, apresentava cansaço cons tan te; o pa -
cien te 2 era portador do vírus HIV e apresentava baixa
imu ni da de; o paciente 3 trazia relatos de sangra mentos por
causa ainda a ser investigada.
As fichas de registro, A, B e C apresentam alguns resultados
dos exames desses três pacientes.
É correto afirmar que as fichas A, B e C correspondem, res pecti -
vamente, aos pacientes
a) 3, 1 e 2. b) 1, 3 e 2. c) 2, 3 e 1.
d) 1, 2 e 3. e) 2, 1 e 3.
RESOLUÇÃO:
A ficha A mostra baixo número de leucócitos, que pode ocorrer no
indivíduo portador de HIV (paciente 2).
A ficha B mostra baixo número de plaquetas, que pode provocar
sangramentos (paciente 3).
A ficha C mostra baixo número de hemácias, que pode provocar
palidez e cansaço (paciente 1).
Resposta: C
� Um paciente deu entrada em um pronto-socorro apre -
sentando os seguintes sintomas: cansaço, dificuldade em
respirar e sangramento nasal. O médico solicitou um hemo -
grama ao paciente para definir um diagnóstico. Os resultados
estão dispostos na tabela:
(G. J. Tortora. Corpo Humano: fundamentos de anatomia e fisiologia.
Porto Alegre: Artmed, 2000. Adaptado.)
Relacionando os sintomas apresentados pelo paciente com os
resultados de seu hemograma, constata-se que
a) o sangramento nasal é devido à baixa quantidade de
plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea.
b) o cansaço ocorreu em função da quantidade de glóbulos
brancos, que são responsáveis pela coagulação sanguínea.
c) a dificuldade respiratória decorreu da baixa quantidade de
glóbulos vermelhos, que são responsáveis pela defesa imu -
no lógica.
d) o sangramento nasal é decorrente da baixa quantidade de
glóbulos brancos, que são responsáveis pelo transporte de
ga ses no sangue.
e) a dificuldade respiratória ocorreu pela quantidade de pla que -
tas, que são responsáveis pelo transporte de oxigênio no
sangue.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
� (VUNESP) – Atualmente têm sido diagnosticadas inúmeras
enfermidades produzidas por vírus que, dependendo de suas
características, atacam determinadas células de nosso
organismo. Nas últimas décadas, a Síndrome da Imu no de fi -
ciência Adquirida vem se disseminando rapidamente pelo
mundo; seu agente causador determina uma redução no
número de células produtoras de anticorpos indicadas na
alternativa
a) linfócitos.
b) macrófagos.
c) plaquetas. 
d) neutrófilos.
e) células sanguíneas da série vermelha.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
Constituinte Número normal Paciente
Glóbulos vermelhos 4,8 milhões/mm3 4 milhões/mm3
Glóbulos brancos 5 000 – 10 000/mm3 9 000/mm3
Plaquetas 250 000 – 400 000/mm3 200 000/mm3
Hemograma
Ficha
A
Valores
obtidos
Ficha
B
Valores
obtidos
Ficha
C
Valores
obtidos
Eritrograma
Valores de referência
4,5 a 6,0 milhões
de hemácias/mm3
5,7 4,95 2,5
Leucograma
Valores de referência
4 300 a 10 000
leucócitos/mm3
2300 7100 6300
Contagem de plaquetas
Valores de referência
150 000 a 450 000/mm3
160000 12000 270000
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45BIOLOGIA
� A tabela a seguir mostra resultados de exames de sangue
de três pacientes:
Em relação aos resultados, escolha a única alternativa correta:
a) Roberta não corre risco de quadros hemorrágicos caso se
submeta a uma cirurgia plástica.
b) Júlio pode desenvolver uma possível infecção e, diante do
resultado da tabela, certamente o quadro evoluirá para a
leucemia.
c) Maria necessita acrescentar ferro em sua dieta, pois
apresenta um quadro de anemia.
d) Maria é atleta e está apta a realizar uma prova de atletismo.
e) Os antibióticos poderão ser os medicamentos de escolha
para os três casos acima.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C 
� (CESGRANRIO-RJ) – Encontram-se arroladas abaixo
algumas propriedades, características ou funções dos ele -
mentos figurados do sangue humano.
Associe um número a cada uma , utilizando o seguinte código:
1 – referente a hemácias
2 – referente a leucócitos
3 – referente a plaquetas
( ) transporte de oxigênio
( ) defesa fagocitária e imunitária
( ) coagulação do sangue
( ) riqueza em hemoglobina
( ) capacidade de atravessar a parede dos capilares intactos
para atingir uma região infectada do organismo.
Escolha dentre as possibilidades abaixoaque contiver a se -
qüência numérica correta:
a) 1 – 2 – 3 – 1 – 2
b) 2 – 2 – 3 – 1 – 1
c) 3 – 1 – 3 – 1 – 2
d) 1 – 2 – 2 – 1 – 3
e) 1 – 2 – 3 – 2 – 3
RESOLUÇÃO:
Resposta: A
Elementos
figurados
Valores de
referência
Júlio Roberta Maria
Glóbulos
vermelhos 
ou Hemácias
3,9 - 5,6
milhões/
mm3
4,0
milhões/
mm3
5,0
milhões/
mm3
3,3
milhões/
mm3
Glóbulos
brancos ou
Leucócitos
5 - 10 
mil/mm3
11
mil/mm3
7,5
mil/mm3
6,0
mil/mm3
Plaquetas
150 - 450
mil/mm3
250
mil/mm3
50
mil/mm3
300
mil/mm3
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46 BIOLOGIA
43
Palavras-chave:
O sistema linfático • Linfa • Linfonodos 
• Starling
1. Características gerais
O sistema linfático ocorre nos vertebrados e tem a
mesma finalidade em todos eles. No homem, ele está
repre sen tado por um sistema de vasos re vestidos por
endotélio, que recolhe o líquido intercelular e o devolve ao
san gue. O líquido, assim colhido e trans portado, recebe o
nome de linfa e, ao contrário do sangue, cir cula ape nas
num sentido, isto é, da periferia para o coração.
De acordo com o calibre, os ca nais do sistema são
chamados ca pi lares (menor calibre), vasos e du tos
linfáticos (maior calibre).
O duto ou canal torácico de sem boca na veia
subclávia esquerda e a grande veia linfática ou duto linfá -
tico direito desemboca na veia sub clávia direita. A parede
dos dutos linfá ticos tem estrutura semelhante à das veias. 
No trajeto dos vasos linfáticos en contram-se
dilatações denomi nadas gânglios linfáticos ou linfo no -
dos. Tais gânglios são cons tituídos de tecido conjuntivo
hema topoético lin foi de. Na sua parte interna, me dular, en -
contra-se uma trama reti cular à qual se agregam células
reti culoen dote liais e ainda passa gens deno minadas sinu -
soides, reves tidas por células fagoci tá rias. Por sua ri queza
em macró fa gos, os linfonodos repre sentam filtros para a
linfa, fago citando elementos es tranhos. Neles, formam-se
glóbulos bran cos do tipo monó citos e, princi pal mente,
linfóci tos. Além disso, por sua riqueza em plasmócitos,
repre sen tam locais de formação de anti corpos.
O líquido intersticial é também de nominado líquido
intercelular. É se melhante ao plasma sanguíneo, em bo ra
contenha bem menos proteí nas. A pressão sanguínea faz
com que o plasma atravesse as paredes dos ca pilares,
com exceção das proteínas de grande peso molecular, e
passe para os espaços interce lulares. Esse plasma filtrado
é o líqui do intersticial, por meio do qual há o fornecimento
de substâncias às célu las. É evidente que esse líquido é
modificado pos terior men te em conse quência das ativida -
des celulares.
É mantido um equilíbrio desse flui do entre o sangue
e os tecidos: não chega a se formar excesso desse lí qui -
do nos tecidos, porque ele é con ti nuamente reconduzido
à cor rente san guínea pelo sistema de vasos lin fá ti cos. O
fluido, agora den tro dos va sos linfáticos, é chamado linfa.
O sis te ma linfático funciona como um re cep tor do
excesso de líquido intersticial.
2. Hipótese de Starling
As proteínas plasmáticas desem penham um papel
importante na trans ferência de líquido através da parede
capilar. O líquido pode sair da cor rente sanguínea para o
líquido inter celular e também pode passar dos es paços
intercelulares para a cor ren te sanguínea. O sentido de
passa gem do líquido é determinado pela pres são san -
guínea dos capi lares e pe la pres são osmótica das proteí -
nas do plasma.
Pressão san guí nea: devido à sís tole ven tricular, o
sangue é bom bea do pelo siste ma arterial sob alta pres -
são. Es sa pressão de cresce à medi da que o san gue se
distancia do co ra ção, de tal mo do que, ao pas sar das ar -
teríolas para os capi lares, atin ge va lores de cerca de
35mmHg. Na saí da dos capilares, o va lor da pressão san -
guínea é de apenas 15mmHg, em média. Desse mo do, a
pres são san guí nea mé dia nos capi lares é da or dem de
25mmHg. Essa pressão é su ficiente para fazer extra vasar
o plas ma sanguíneo (sem a maior parte das pro teínas) e
chegar aos espaços in ter celulares.
Devido à maior concentração do plasma sanguíneo
(apresenta proteí nas) em relação ao líquido inter ce lular,
há uma maior pressão osmó tica no interior do vaso. Em
conse quência dessa diferença, tem-se movimento de
líquido dos espaços intercelulares pa ra o interior, através
da parede ca pi lar (semipermeável). A pressão os mó tica
das proteínas plas má ticas é da ordem de 25mmHg. 
Desse modo, ob serva-se um equi líbrio dinâmico do
mo vi men to de líquido entre o sangue dos capi la res e do
líquido inter celular dos tecidos.
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47BIOLOGIA
A pressão sanguínea força o flui do para fora do capilar, de ma nei ra de crescente, da ter minação ar te rial pa ra a ter -
minação venosa. A pres são os mótica das proteínas (coloi dos mó ti ca ou oncótica) força o fluido dos es pa ços inter ce -
lulares para o interior do ca pilar. Na termi nação ar te rial do ca pi lar sai mais flui do do que entra, e na ter mi nação venosa
veri fica-se o con trário.
� Íngua é a denominação comum para certas
regiões do corpo humano que, devido a um
processo infeccioso, apresentam-se incha das.
Nessas regiões, encontram-se
a) glânglios linfáticos com quantidade
aumentada de glóbulos brancos para
fagocitar os microrganismos.
b) glânglios nervosos com maior número de
células para detectar os invasores e informar
o sistema de defesa.
c) capilares sanguíneos com volume muito
aumentado porque se encontram entupidos
por vírus ou bactérias. 
d) artérias com grande afluxo de sangue,
trazendo glóbulos brancos para combater os
agentes infecciosos.
e) capilares sanguíneos aumentados, forman -
do gânglios com muitos leucócitos para
fagocitar os microrganismos.
Resolução
A íngua resulta de gânglios linfáticos com au -
mento de leucócitos. 
Resposta: A
� O gráfico indica a flutuação da pressão san -
guínea em diferentes vasos do corpo humano.
Sobre ele, foram feitas três afirmações:
I. Os vasos que levam sangue do coração para
o corpo apresentam maior pressão que os
vasos que levam o sangue do corpo para o
coração.
II. A grande flutuação da pressão sanguínea
registrada no ventrículo esquerdo indica que
essa pessoa apresenta alguma disfun ção no
miocárdio.
III. Na grande circulação, vasos que transpor -
tam sangue arterial suportam maior pres são
que vasos que transportam sangue venoso.
Está correto o contido em
a) I, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, II e III.
Resolução
As três afirmações relacionadas com o gráfico
estão corretas.
Resposta: E
� Em relação ao sistema linfático, responda:
a) Qual é a composição da linfa?
b) De que maneira os vasos linfáticos conduzem a linfa para o
sangue?
RESOLUÇÃO: 
a) A linfa é constituída por plasma e leucócitos.
b) Os vasos linfáticos desembocam em dois grandes dutos: o
torácico, que termina na veia subclávia esquerda, e o linfático,
que se abre na veia subclávia direita.
� Ao longo dos vasos linfáticos, aparecem os gânglios
linfáticos ou linfonodos, nos quais existem leucócitos que
realizam a fagocitose de bactérias e partículas estranhas. Os
gânglios também formam alguns leucócitos.
a) Que tipos de leucócitos atuam na fagocitose, realizada por
gânglios?
b) Quais são os leucócitos formados nos linfonodos?
RESOLUÇÃO: 
a) Macrófagos.
b) Monócitos e linfócitos.
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
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48 BIOLOGIA
� Na composição química do plasma aparecem proteínas,
sendo a de maior quantidade a albumina. Qual é a importante
função da albumina no plasma?
RESOLUÇÃO: 
A albumina é a reguladora da pressão osmótica do sangue, pois
mantém a concentração de proteínas no sangue maior que a
concentração de proteínas no líquido intersticial, permitindo a
volta da água para o sangue.
� O sistema linfático é um sistema vascular isolado que está
relacionadocom a conservação das proteínas plasmáticas, com
a defesa contra organismos patogênicos e com a absorção de
lipídios. Assinale a alternativa que indica corretamente apenas
os componentes desse sistema.
a) Capilares linfáticos, vasos linfáticos, dutos linfáticos e
linfonodos.
b) Linfomas, capilares linfáticos, vasos linfáticos e nódulos
linfáticos.
c) Linfonodos, nódulos linfáticos e medula óssea.
d) Capilares linfáticos, vasos linfáticos, linfonodos e linfomas.
e) Baço, timo e tonsilas.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: A
� A ocorrência de certas infecções pode levar à formação de
ínguas. Estas surgem devido:
a) ao bloqueio parcial dos vasos linfáticos.
b) ao crescimento de nódulos linfáticos.
c) ao inchaço das artérias.
d) à obstrução de veias.
e) ao acúmulo de líquido tissular nas arteríolas.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: B
� Linfoma
É um tumor maligno do sistema linfático. Alguns fatores po dem
ser apontados como responsáveis pelo desenvol vimento dessa
doença, como agentes químicos (herbicidas e pes ticidas) e ainda
pessoas portadoras do vírus Epstein-Barr, um herpes-vírus
humano.
O sistema linfático é formado pelos vasos linfáticos e gânglios
linfáticos, que têm por função
a) retirar o excesso de íons do líquido intercelular, contribuindo
para a homeostase.
b) regular a quantidade de líquidos do corpo, garantindo uma
pressão arterial em torno de 120mm de Hg por 80mm de
Hg.
c) manter constante a temperatura corpórea, devido à
manutenção da hidratação dos tecidos.
d) recolher o excesso de líquido intersticial, devolvendo-o à
circulação sanguínea.
e) retornar o sangue venoso de membros inferiores do corpo,
promovendo a drenagem desses tecidos.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
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49BIOLOGIA
44
Palavras-chave:
O sistema excretor • Solenócitos • Nefrídios • Glândulas verdes 
• Tubos de Malpighi
1. Conceito de excreção
Excreção é o processo de elimi nação de subs tâncias
que são pro du zidas em excesso no organis mo. Essas
substâncias resultam da ativi dade (metabolis mo) celular.
As células estão sempre em ativi dade; mesmo que
não estejam em cres cimento ou em movimento, estão
constantemente sintetizando e de com pondo substân cias.
Essas ativi dades dão origem a subprodutos que não po -
dem ser utilizados e que, se acu mula dos em grandes
quantida des, seriam prejudiciais ao orga nismo.
Principais excretas
As principais excretas são:
– CO2 (dióxido de carbono)
– H2O (água)
– Sais
– Bile
– NH3 (amônia)
– CO (NH2)2 (ureia)
– C5H4N4O3 (ácido úrico)
– Creatinina
A amônia, a ureia e o ácido úrico são provenientes do
metabo lismo dos aminoácidos.
Denomina-se homeostase a ca pacidade que tem o
organismo de man ter seu meio interno em estado de
equilíbrio dinâmico.
A homeostase é essencial para a vida, e a manu -
tenção de um meio in ter no equilibrado depende tanto do
sistema excretor quanto dos sistemas digestório e
circulatório. Nos animais que têm sistema circulatório, as
subs tâncias que devem ser re mo vidas são transportadas
pelo san gue. Po demos dizer, portanto, que o sistema
excre tor funciona de modo a manter pra ticamente
constan te a composi ção do sangue.
2. Excreção nos invertebrados
Nos protozoários em geral e nos pluricelulares mais
simples (poríferos e celenterados), a excreção ocorre por
simples difusão.
Alguns protozoários de água do ce apresentam um
outro mecanis mo ex cretor. Neles, há estruturas chama -
das va cúo los contrá teis ou pul sá teis, cuja principal
função é re mover o excesso de água que entra na cé lula
por os mose. Esse ex cesso é co le tado nesses va cúolos,
que se con traem perio dicamente e expulsam seu con -
teúdo para o meio. Fo ram en con tradas neles peque nas
quanti dades de amônia, o que indica a função real men te
ex cretora de tais vacúolos.
Os vermes achatados (pla tiel min tos) enfrentam o
mesmo pro blema dos proto zoários de água doce, ou seja,
é o excesso de água que se difunde para o interior das
células e que deve ser eliminado. Na planá ria, o CO2 e a
maior par te da amônia (NH3) são excre tados por difusão.
Para remover o excesso de água, a planária tem um
sis tema cons tituído por um con junto de tubos rami fica -
dos, termi nando as ramifica ções menores em uma célula
es pecia li za da, a cé lu la-flama. Ca da célula-fla ma abre-se
em uma cavi dade onde se pro je tam di versos flagelos,
cujo mo vi mento le va a água para os canais excretores. O
no me célula-fla ma deve-se ao movi men to dos fla gelos
inter nos que pos sui.
A célula-flama também é deno mi nada so le nócito e
ocorre nos ce fa locordados (ex.: an fio xo).
Os asquelmintos apresentam dois tipos de sistema
excretor, o simples e o duplo. O simples aparece nos as -
quel mintos de vida livre e é consti tuí do por uma grande
célula ventral e an terior, com um ducto que se abre
posteriormente na linha me diana. No sistema duplo,
também conhecido por “tubos em H”, existem dois ca -
nais que correm ao longo das linhas late rais. Na parte
anterior, os dois tu bos se unem e formam um único, que
se abre na li nha mediana ventral. Cada tubo é cons tituído
por uma úni ca cé lula canali cu lada. As pare des dos tu bos
absor vem por osmose os cata bó litos, que são en viados
para o poro ex cretor.
Os crustáceos apresentam um par de glândulas
verdes situado ven tralmente na cabeça, anterior em rela -
ção ao esôfago. Em cada glândula verde distin guem-se o
saco terminal, o labirinto, o tu bo branco, a bexiga e o poro
ex cretor.
O saco terminal é uma cavidade de natureza
celomática que mantém contato com o labirinto, uma
estrutura de cor ver de, também chamada córtex, for ma -
da por numerosos canículos anas tomosados, tornando o
conjunto uma consistência esponjosa. Do labi rinto sai o
tubo branco, de contorno sinuo so, dilatando-se na extre -
midade e for man do a bexiga com um curto ducto ter -
minado em poro excretor, situado na base da antena. As
glân dulas ver des absorvem cata bólitos do sangue e dos
líquidos intersticiais.
Os anelídeos (vermes metameri zados), como a
minhoca, utilizam o sis tema circulatório como principal
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50 BIOLOGIA
meio de remoção do CO2 e também apre sentam tubos
excretores que se dis põem em pares em quase todos os
seg mentos do corpo (não ocor rem nos dois primeiros e
no último). Esses tubos são deno minados nefrídios.
Fluidos contendo as excre tas (água e amônia) entram
na abertura em funil de cada tubo e são levados à porção
terminal deste, que é circun dada por numero sos vasos
san guí neos. A abertura configura-se na ca vi da de do
corpo, de onde as ex cretas são coletadas. A parte final
do tubo abre-se em um poro na pare de do corpo, por
onde as excretas são eliminadas.
Os moluscos também apresen tam nefrídios.
Os insetos utilizam-se de diferen tes mecanismos de
excreção: o dió xi do de carbono é eliminado pelas tra -
queias e as excretas nitrogena das são eliminadas através
de estru turas especializadas, os túbu los de Mal pi ghi.
Uma das extremi da des de sem bo ca no intestino e a outra
se aloja nas lacunas do siste ma san guíneo. Os túbulos de
Malpighi reti ram do san gue os produ tos de excreção e os
trans fe rem para o tubo digestório, de onde os cata bólitos
são eliminados através do ânus, junta mente com as
fezes.
Nematoide – sistema excretor em H.
Glândula verde de crustáceo.
A principal excreta nitrogena da dos insetos é o ácido
úrico. O fato de ser praticamente insolúvel em água é a
propriedade mais importan te dessa substância, uma vez
que os cristais de ácido úrico que a compõem e que são
mantidos no interior dos tubos ex cre tores não depen dem
de água para sua conservação. Esses cristais pas sam para
o tubo di ges tório e daí são elimi na dos pelo ânus,
juntamente com as fezes.
Nefrídio de um anelídeo.
Os miriápodos e os aracnídeos tam bém apresentam
túbulos de Malpighi.
Os aracnídeos, além dos túbulos de Malpighi,
apresentam um ou dois pares de glândulas coxaisexcreto ras, situadas no assoalho do cefa lotó rax. Essas
glândulas são consi dera das homólogas às glândulas
verdes dos crustáceos.
Tubo de Malpighi na barata.
3. Classificação dos animais
quanto à principal excreta
nitrogenada
A amônia é muito tóxica para as células, a ureia é
menos tóxica do que a amônia e o ácido úrico prati camen -
te não é tóxico.
O fato de os insetos excretarem o ácido úrico, e não
amônia ou ureia, aponta para uma adaptação para a vida
no meio ambiente terrestre, onde a economia hídrica é
vital para a sobrevivência.
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51BIOLOGIA
A amônia é a excreta nitroge nada de animais de pe que no porte que dis põem de muita água. A ureia, como a amônia,
também necessita de água pa ra sua elimi na ção; por tanto, sua ex cre ção ocorre em ani mais que dis põem de água em
quanti dades razoáveis.
O homem excreta ureia dissolvi da em quantidade significativa de água, o que faz com que a concentração do
composto hidrogenado seja baixa.
Os peixes ósseos eliminam amô nia, e os peixes cartilaginosos excre tam ureia.
Os répteis e as aves, da mesma maneira que os insetos, também eli minam o ácido úrico como principal excreta
nitrogenada. Nesses ani mais, a excreção se dá com uma perda de água muito pequena. Sob esse as pecto, insetos,
aves e répteis ajustam-se da mesma maneira à vida terrestre, na qual, frequentemente, o supri mento de água é limitado.
Classificam-se os animais, quan to à principal excreta nitroge na da, em três grupos: amonotélicos, ureo té li cos e
uricotélicos.
Animais que vivem em ambiente terrestre não têm um suprimento ili mi tado de água em contato tão pró ximo com
seus tecidos, como é o ca so dos aquá ticos. Por ser bastante tó xica, a amô nia produzida no meta bo lismo não pode ser
acumulada. As sim, mui tos ani mais terrestres desen vol veram pro cessos para converter a amônia em ureia ou ácido
úrico.
Classificação dos animais quanto à prin ci pal excreta nitrogenada.
De acordo com Needham, bio quí mico inglês, a excreção da ureia ou áci do úrico é determinada pelas con dições em
que o embrião se desen vol ve. O embrião do mamí fero desen volve-se em estreito con tato com o sis tema circulatório
mater no. Assim, a ureia, que é bastante solú vel, pode ser removida do em brião pela circu lação materna e, a seguir, ex -
cretada.
Os embriões de ave e de réptil desenvolvem-se em um ovo de casca rígida e no meio externo (ovíparos). Os ovos
são postos já tendo recebido água em quantidade sufi ciente para mantê-los durante a in cubação. A produção de amônia
ou mesmo ureia, em tal sistema fechado, pode ria ser fatal, porque tais excretas são tóxi cas. Esses embriões produ zem
áci do úrico que, por ser insolú vel, se pre cipita e permanece acu mu lado no alan toide (anexo embrio ná rio). Tais caracterís -
ticas, tão neces sárias ao de sen vol vi mento embrio nário, são le va das pos terior mente ao indivíduo adul to.
O girino, que é aquático, excreta principalmente amô nia. Entretanto, ao sofrer o processo de meta morfo se, tor na-se
um verdadeiro anfíbio e pas sa muito tempo fora d’água. Durante a me ta morfose, o animal começa a pro duzir ureia em
lugar de amônia e, quando a metamorfose se completa, a ureia pas sa a ser produto de excreção predo minante.
Os peixes dipnoicos constituem um outro exemplo interessante. En quan to na água excretam principal men te amônia,
quando o rio ou o lago secam, permanecem na lama, e co me çam a estivar e acumular ureia co mo produto final
nitrogenado. Quan do as chuvas voltam, esses pei xes ex cretam uma grande quanti dade de ureia e inici am novamente
a excreção de amônia.
Animais Ocorrência Observação
Amonotélicos – NH3
Maioria dos inver te brados aquá ti cos, 
teleósteos (pei xes ósseos), protocordados
Solúvel (muito tóxica)
Ureotélicos – CO(NH2)2
Peixes con drictes (carti laginosos), 
an fíbios, mamífe ros
Solúvel (menos tóxica do que a amônia)
Uricotélicos – C5H4N4O3 Insetos, répteis, aves Insolúvel (não é tóxico)
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52 BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
(MODELO ENEM) –
Instrução: Para responder às questões de n.o � e �, observe os
dados da tabela abaixo, referentes à análise da urina de um indivíduo, 
� Pode-se concluir, em relação às concen trações dos compostos
nitrogenados – ureia, ácido úrico e amônia – apresentados na tabela,
que a quantidade
a) de amônia deveria ser maior que a dos demais, porque é a principal
excreta nitrogenada eliminada pelo ser humano.
b) dos três produtos está correta, pois o ser humano, como os demais
mamíferos, elimina ureia em maior quantidade.
c) de ácido úrico e de ureia deveria ser zero, uma vez que a amônia é
a única excreta nitrogenada, eliminada pelo ser humano.
d) de ácido úrico deveria ser a mais alta, já que esse produto é a
principal excreta nitrogenada eliminada pelo ser humano.
e) de amônia e de ácido úrico deveria ser semelhante à de ureia, porque
os três produtos são eliminados em altas concentrações pelo ser
humano.
Resolução
Como os demais mamíferos, o ser humano é ureotélico.
Resposta: B
� De acordo com a tabela, não estão sendo eliminadas nem proteína
nem glicose na urina desse indivíduo. Pode-se afirmar que o(s) valor(es)
encontrado(s) é(são)
a) normais se o indivíduo for jovem, pois nos adultos a proteína e a glicose
precisam ser elimi na dos para manter a pressão sanguínea regular.
b) anormal para a glicose, pois esse com posto deve ser eliminado para
evitar que se concentre no sangue.
c) normais, porque a proteína e a glicose não são eliminadas em con -
dições habituais.
d) normais somente se o indivíduo for atleta porque, nessa condição,
o organismo geral mente utiliza todas as reservas de proteína e
glicose.
e) anormais, porque a não eliminação de glicose e, principal men te, das
proteínas pode provocar distúrbios no fígado e nos rins.
Resolução
A urina normal não apresenta glicose e proteínas.
Resposta: C
Constituinte Concentração (g por 100 ml)
água 96
proteínas 0
ureia 2
amônia 0,04
ácido úrico 0,05
glicose 0
outros compostos 1,91
Exercícios Propostos
� Complete a tabela abaixo indicando o tipo de sistema
excretor encontrado nos animais listados.
RESOLUÇÃO: 
Vacúolos contrácteis, solenócitos, nefrídeos, glândulas verdes e
tubos de Malpighi.
Animais Sistema excretor
Ameba
Planária
Minhoca
Camarão
Gafanhoto
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53BIOLOGIA
� (FUVEST) – Considere a seguinte tabela que indica pro -
dutos de excreção de duas espécies, X e Y, de vertebrados.
a) Quais os prováveis habitats das espécies X e Y? Por quê?
b) A que grupos de vertebrados pode pertencer a espécie X?
c) A que grupos de vertebrados pode pertencer a espécie Y?
RESOLUÇÃO: 
a) A espécie X é aquática porque excreta amônia e ureia, subs -
tâncias tóxicas eliminadas com grande quantidade de água. A
espécie Y é terrestre, por excretar principalmente ácido úrico,
substância atóxica, insolúvel e eliminada com pequena quan -
tidade de água.
b) Peixe ou um anfíbio, na fase larval ou durante a metamorfose.
c) Réptil ou ave.
� (FAMERP) – Animais uricotélicos são aqueles que elimi nam
maior proporção de ácido úrico durante o processo de excreção.
Uma característica fisiológica dos rins dos animais uricotélicos,
do grupo dos vertebrados, é a
a) síntese de ácido úrico a partir da ureia, ao longo dos néfrons.
b) síntese de ácido úrico a partir da amônia, ao longo dos
néfrons.
c) diluição do ácido úrico em grande quantidade de água, nos
tubos coletores.
d) reabsorção de grande quantidade de água para o sistema
circulatório, na alça néfrica.
e) não ocorrência da filtração glomerular néfrica.
RESOLUÇÃO:
O ácido úrico é pouco tóxico e pouco solúvel, podendo, portanto,
ser excretado com pouca água. Isso permite que a alça néfrica do
animal uricotélico reabsorva grande quantidade de água para o
sistema circulatório.
Resposta: D
� (UNIFESP)– Ao longo da evolução dos metazoários,
verifica-se desde a ausência de um sistema excretor específico
até a presença de sistemas excretores complexos, caso dos
rins dos mamíferos. As substâncias nitrogenadas excretadas
variam segundo o ambiente em que os animais vivem: vários
grupos excretam a amônia, que é altamente tóxica para o
organismo, enquanto outros eliminam excretas menos tóxicas,
como a ureia e o ácido úrico.
a) Correlacione cada tipo de excreta predominante (amônia,
ureia ou ácido úrico) com um exemplo de vertebrado que ex -
crete tal substância e o ambiente em que ocorre, se ter restre
ou aquático.
b) Cite um grupo animal que não apresenta um sistema
excretor específico e explique como se dá a excreção de
produtos nitrogenados nessa situação.
RESOLUÇÃO:
a) 
b) Poríferos e celenterados (cnidários) não apresen tam sistema ex -
cretor. Nesses animais, a excreção é feita por difusão simples.
% de nitrogênio não proteico na forma de:
Espécie X Espécie Y
Amônia 20 – 25 6
Ureia 20 – 25 20 – 30
Ácido úrico 5 50
Excretas Vertebrados Ambiente
amônia peixes ósseos aquático
ureia mamíferos
principalmente
terrestre
ácido úrico répteis, aves
principalmente
terrestre
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54 BIOLOGIA
� (FUVEST) – R e S representam substâncias orgânicas e X,
Y e Z são grupos de animais.
O metabolismo de R e S produz excretas nitrogenados. Amônia,
ureia e ácido úrico predominam nos excretas de X, Y e Z,
respectivamente. Logo, R, S, X, Y e Z correspondem a:
a) R: proteínas; S: ácidos graxos;
X: mamíferos; Y: peixes ósseos; Z: répteis.
b) R: ácidos nucleicos; S: proteínas;
X: aves; Y: anfíbios; Z: répteis.
c) R: proteínas; S: ácidos nucléicos;
X: peixes ósseos; Y: mamíferos; Z: aves.
d) R: ácidos graxos; S: proteínas;
X: anfíbios; Y: mamíferos; Z: aves.
e) R: proteínas; S: ácidos nucleicos;
X: peixes ósseos; Y: aves; Z: mamíferos.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� (MACKENZIE) – Em alguns animais, ocorre uma
metamorfose durante o processo de amadurecimento. Nessa
etapa, o animal deixa o ambiente aquático e passa a viver em
ambiente terrestre. Umas das transformações é a alteração do
tipo de excreta nitrogenado, que deixa de ser amônia e passa a
ser
a) ácido úrico, por ser mais solúvel em água.
b) guanina, que é menos tóxica.
c) ureia, por ser menos solúvel em água.
d) nitrogênio gasoso, que se difunde para o exterior pela pele.
e) ureia, que é eliminada na forma de fezes.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� (UEL) – A caatinga nordestina é um ambiente carac terizado
por um clima de temperatura média anual alta, baixo índice
pluviométrico e de baixa umidade relativa do ar. Nesse
ambiente, um pesquisador identificou 5 espécies de lagartos,
dos quais foram examinados as porcentagens de excretas
nitrogenados na urina, conforme a tabela a seguir.
Analisando os dados da tabela, conclui-se que a espécie melhor
adaptada ao ambiente da caatinga é a do lagarto número:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) V.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: E
Lagartos Ácido Úrico Amônia Uréia
I 0,7 24,0 22,9
II 2,5 14,4 47,1
III 4,2 6,1 61,0
IV 6,7 6,0 29,1
V 56,1 6,2 8,5
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Genética
Módulos
17 – Sistema ABO: classificação e herança
18 – Sistema ABO: as transfusões
19 – O sistema Rh
20 – O sistema MN
21 – A interação gênica
22 – A herança quantitativa
55BIOLOGIA
17
Palavras-chave:Sistema ABO: classificação
e herança
• Aglutinogênio 
• Aglutinina
Ingim
age / Fotoarena
1. O sistema ABO
Foi o austríaco Landsteiner que, em 1900, descobriu
os grupos sanguíneos do sistema ABO, ao misturar o
sangue de algumas pessoas com o soro sanguíneo de
outra. Ele veri ficou que, em alguns casos, ocorria
aglutinação dos glóbulos vermelhos, isto é, a reunião
deles em grupos, seguida de sua destruição. Com essa
descoberta, o cientista viu-se capaz de ex plicar por que as
transfusões de sangue às vezes matavam (quando ocorria
aglutinação nos vasos capilares de pessoas transfundidas)
e por que, às vezes, nada acontecia. 
Assim é que Landsteiner mostrou que a aglu tinação
era a mani festação de uma reação do tipo antí geno-
anticorpo, encon trando-se o antí geno nos gló bulos
vermelhos e o anticorpo, no soro, mas com a particu -
laridade de o anticorpo ser natural, isto é, não necessitar
da presença do antígeno para ser produzido. O antígeno
foi chamado aglutinogênio e o anticorpo, aglutinina.
2. Classificação do sistema ABO
As hemácias humanas possuem aglutinogênios (an -
tígenos) designados por A e B, enquanto o soro apre senta
os anticorpos correspondentes, isto é, as aglu tininas Anti-A
e Anti-B. É evidente que num mesmo indivíduo não
podem ocorrer os antígenos e anticorpos corres pon -
dentes, o que provocaria uma aglu tinação. De acordo com
o tipo de aglutinogênio que apresentam, os indivíduos
podem ser repartidos em 4 grupos, como mostra o
quadro a seguir:
3. A determinação do grupo
O processo de determinação do grupo sanguíneo é
baseado na aglutinação ou não das hemácias, quando
misturadas com o soro Anti-A e Anti-B. Em cada lado de
uma lâmina de microscopia, coloca-se uma gota de san -
gue a ser tipado. Sobre a gota da esquerda pinga-se uma
gota de soro Anti-A e sobre a da direita, uma gota de Anti-B.
Os resultados possíveis aparecem na figura 1.
Grupo Sanguíneo
(fenótipo)
Aglutinogênio
(hemácias)
Aglutinina
(soro)
A A Anti-B
B B Anti-A
AB A e B —
O — Anti-AAnti-B
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56 BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
No sangue do grupo A ocorre aglutinação das
hemácias em contato com o soro Anti-A, mas não ocorre
aglutinação das que foram colocadas em contato com o
soro Anti-B; no sangue do grupo B acontece o inverso;
no sangue do grupo AB ocorre aglutinação das hemácias
com os dois soros e, finalmente, no sangue do grupo O
não ocorre qualquer aglutinação.
A tipagem sanguínea.
4. A herança do ABO
A herança do sistema ABO é um exemplo clássico
de alelos múltiplos. A série é constituída por 3 alelos:
IA, IB e i. O alelo IA para o antígeno A é codomi nan te
com o alelo IB para o antígeno B. Ambos IA e IB são
completamente dominantes em relação ao alelo i, o qual
não especifica qualquer antígeno.
A relação entre os alelos é simbolizada por (IA = IB) > i.
Existem 4 fenótipos (grupos) e 6 genótipos.
Fenótipos Genótipos
A IAIA e IAi
B IBIB e IBi
AB IAIB
O ii
� (MODELO ENEM) – Para se determinar a
qual grupo sanguíneo pertence um indivíduo,
colocam-se numa lâmina dois soros, Anti-A e
Anti-B, em gotas separadas. Sobre essas gotas
coloca-se o sangue a ser classificado. Depois
que o sangue e o soro são misturados pode
ocorrer ou não uma aglutinação das hemácias.
O sangue do tipo A aglutina apenas com Anti-A
e o grupo B apenas com Anti-B. O sangue do
tipo AB aglutina com Anti-A e com Anti-B. O
sangue do tipo O nunca tem suas hemácias
aglutinadas. Numa aula de hematologia, ao ser
submetido ao teste, um aluno apresentou o
seguinte resultado:
Daí concluímos que aluno pertence
a) ao grupo A.
b) ao grupo B.
c) ao grupo AB.
d) ao grupo O.
e) ao grupo A ou ao grupo B.
Resolução
Tendo as hemácias aglutinadas somente por
Anti-B, o sangue do aluno contém o aglutino -
gênio B e pertence ao grupo B.
Resposta: B
� (MODELO ENEM) – A herança do sis te ma
sanguíneo ABO é um exemplo clássico de ale -
los múltiplos com três alelos: IA, IB e i. Não há
dominância entre IA e IB, mas ambos são do mi -
nantes em relação ao alelo i. Os alelos atuam
dois a dois para produzirem os seguin tes
fenótipos e genótipos:
Um homem do grupo sanguíneo A, cuja mãe
era do grupo O, casou-se com uma mulher do
grupo sanguíneo B, cujo pai era do grupo O. A
probabilidade de esse casal ter filhos dos
grupos A, B, AB e O é, respectivamente,
a) , , 0, 0.
b) , 0, , 0.
c) , , , .
d) , , , 0.
e) 0, , , . 
Resolução
(P) IAi x IBi
IAIB IAi IBi ii123 123 123 123
AB A B O
1/4 1/4 1/4 1/4
Resposta:C
Fenótipos Genótipos
A IAIA ou IAi
B IBIB ou IBi
AB IAIB
O ii
1
––
2
1
––
2
1
––
2
1
––
2
1
––
4
1
––
2
1
––
4
1
––
4
1
––
4
1
––
4
1
––
4
1
––
4
1
––
4
1
––
4
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57BIOLOGIA
� Pode-se usar o sistema ABO para excluir um suposto pai
em uma investigação de paternidade. A tabela a seguir mostra
os grupos sanguineos do filho e da mãe, no sistema ABO.
Complete a tabela abaixo com os grupos sanguíneos dos ho -
mens que não poderiam ser os pais biológicos em cada caso.
RESOLUÇÃO:
1 – B e O; 2 – O; 3 – AB; 4 – A e O
� No heredograma a seguir está representado o grupo
sanguíneo, do sistema ABO, de cada indivíduo com ponente.
a) Determine os possíveis genótipos.
b) Qual a probabilidade de o primogênito do casal 10 x 11 ser
uma criança de sangue O e do sexo mascu li no?
RESOLUÇÃO:
a) 1, 4 e 12 = IAIB
2, 7 e 13 = IBi
3, 9 e 14 = ii
5, 6, 8 e 11 = IAi
10 = IAIA ou IAi
b) P (10 ser IAi) = 2/3
P (criança ii) = 1/4
P (sexo masculino) = 1/2
P = 2/3 . 1/4 . 1/2 = 1/12
� Uma mulher do grupo sanguíneo A, irmã de um indivíduo B
e filha de pai O e mãe AB, casa-se com um homem de sangue
B, filho de pai AB e mãe A. Do casamento, nascem dois filhos,
um A e outro B.
Determine os possíveis genótipos dos indivíduos relacionados.
RESOLUÇÃO:
Mulher IAi – Irmão IBi – Pai ii – Mãe IAIB.
Marido IBi – Pai IAIB – Mãe IAi.
Filhos IAi e IBi.
� (UNESP-2018) – O heredograma mostra os tipos san guíneos
do sistema ABO de alguns familiares de João e de Maria.
A probabilidade de João e Maria terem uma criança com o
mesmo tipo sanguíneo da mãe de Maria é
a) 1/8. b) 1/2. c) 1/4.
d) 1/16. e) 1/32.
RESOLUÇÃO: 
Pais: P (João IBi) =
P (Maria IAi) = 
Filhos: P (criança IAIB) = 
P (João IBi e Maria IAi e criança IAIB) = x x = 
Resposta: D
Casos Filho Mãe
1 A B
2 AB AB
3 O O
4 B A
Casos Pai impossível
1
2
3
4
1
––
2
1
––
2
1
––
4
1
––
16
1
––
4
1
––
2
1
––
2
Exercícios Propostos
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58 BIOLOGIA
� (UNESP) – Os grupos sanguíneos ABO são determinados
por três alelos (i, IA, IB) de um gene, mas uma pessoa pode ter
apenas dois dos três alelos. Nessa série alélica, os alelos
determinam a presença e forma de uma molécula de açúcar
(antígeno) complexa presente na superfície das hemácias.
(A. J. F. Griffiths et al. Introdução à Genética, 9. Ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. Adaptado.)
Diante das informações, é correto afirmar que uma pessoa do
grupo sanguíneo
a) A possui antígenos anti-B nas hemácias.
b) O possui o fenótipo ii.
c) AB possui o genótipo IAIBi.
d) A, B, AB ou O apresenta apenas dois alelos ocupando o
mesmo lócus gênico.
e) O possui antígenos A e B na membrana das hemácias.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (UNIP) – Em uma maternidade, um acidente ocorrido no
berçário determinou a mistura da identificação de 4 crianças e
de seus respectivos pais. Na tabela abaixo aparecem os tipos
sanguíneos das crianças e dos casais.
Assinale a alternativa que associa corretamente crianças e seus
respectivos pais.
a) I. 1 – II. 2 – III. 3 – IV. 4
b) I. 2 – II. 1 – III. 3 – IV. 4
c) I. 3 – II. 4 – III. 4 – IV. 3
d) I. 4 – II. 3 – III. 2 – IV. 4
e) I. 2 – II. 3 – III. 1 – IV. 4
RESOLUÇÃO:
Resposta: B
Casais Crianças
I. AB x O 1. A
II. A x O 2. B
III. A x AB 3. AB
IV. O x O 4. O
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59BIOLOGIA
18
Palavras-chave:
Sistema ABO: as transfusões • Plasma • Hemácia 
• Aglutinação
Exercícios Resolvidos
1. Os efeitos da transfusão
Frequentemente, em casos de doença ou acidente,
um paciente necessita de uma transfusão de sangue. O
receptor não precisa necessariamente pertencer ao mes -
mo tipo sanguíneo do doador, embora o ideal seja que
ambos pertençam ao mesmo tipo. Para verificarmos se é
possível ou não a transfusão, precisamos, antes, consta -
tar se há ou não incompatibilidade entre os agluti nogênios
do doador e as aglutininas do receptor. Assim, se as
hemá cias do doador possuírem aglu tinogênios A e B,
serão aglutinadas pelos anticorpos Anti-A e Anti-B pre -
sentes no plasma do receptor. O efeito oposto, isto é,
plasma do doador sobre as hemácias do receptor não é
considerado, devido à diluição. Isso porque o volume de
sangue injetado é sempre muito menor que o volume de
sangue existente no organismo do paciente.
As aglutininas existentes no plasma do doador serão
diluí das no corpo do receptor, sem provocarem agluti nação. 
Efeito a considerar:
2. As possibilidades de
transfusão
No quadro a seguir, (+) indica aglutinação e (–) indica
não aglutinação.
O esquema à direita mostra todas as possibilidades
de doação e recepção de sangue dos diversos grupos.
Conclui-se que o indivíduo AB, cujo soro não contém
aglutininas (anticorpos), pode receber sangue de todos os
tipos, mas só pode doar para outro do mesmo tipo. 
Esse indivíduo é chamado recep tor universal ou tipo
egoístico.
O indivíduo do tipo O, cujos glóbulos não contêm
aglutinogênios (antígenos), pode doar para todos, mas
recebe apenas de outro indivíduo tipo O; é chamado
doador universal ou tipo altruístico.
– falta de aglutinação
+ aglutinação das hemácias do doador pelos anticorpos do soro do
receptor
O esquema abaixo resume as possibilidades de
transfusão.
As transfusões corretas.
aglutina
Plasma do receptor ⎯⎯⎯⎯⎯→ Hemácias do doador
Grupo Aglutininas A A B B AB A e B O –
A Anti-B – + + –
B Anti-A + – + –
AB – – – – – –
O
Anti-A
e
Anti-B
+ + + –
Soro do receptor
Aglutinina
Hemácias do doador
� (MODELO ENEM) – Após uma aula sobre
grupos sanguíneos, o professor propôs um jo go
no qual deveriam ser empregados os con cei tos
envolvidos na determinação do sistema ABO.
Cada aluno dos grupos participantes apre se n -
taria uma pista e a classe teria de des co brir o
grupo sanguíneo dos alunos do grupo. Um dos
grupos apresentou as seguintes pistas:
Carolina: As aglutininas presentes no meu
sangue são todas do tipo anti-A.
Marcelo: Em caso de transfusão, eu não
posso receber sangue da Carolina,
mas posso receber da Juliana, por -
que o sangue dela não tem aglu -
tino gênios.
Bruno: A minha mãe tem grupo sanguíneo
igual ao do Marcelo e eu não posso
doar sangue para ela.
Juliana: Se eu me casasse com o Bruno,
nenhum dos nossos filhos teria
grupo sanguíneo igual aos nossos.
A partir das pistas apresentadas, os colegas
concluíram que
I. Juliana é do grupo O.
II. Carolina é do grupo A.
III. Juliana e Marcelo são do mesmo grupo
sanguíneo.
IV. Bruno é do grupo AB.
Estão corretas apenas as conclusões
a) I e II b) I e IV
c) II e III d) II e IV
e) I, III e IV
Resolução
II – Incorreta. Tendo apenas aglutininas anti-A,
Carolina pertence ao grupo B.
III – Incorreta. Juliana é do tipo O e Marcelo é
do tipo A.
Resposta: B
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60 BIOLOGIA
� O quadro a seguir mostra as características de alguns
doadores de um banco de sangue.
Considerando a tabela anterior, preencha a tabela seguinte com
o número de doadores disponíveis para os quatro tipos do
sistema ABO.
RESOLUÇÃO:
A: 105 + 58 = 163
B: 58 + 75 = 133
AB: 105 + 58 + 78 + 75 = 316
O: 58
� (VUNESP) - Um casal com grupo sanguíneo B tem um filho
que sofreu um acidente e não pôde receber sangue de seus
pais, devido à incompatibilidade sanguínea.
a) Qual o grupo sanguíneo do menino?
b) Por que a transfusão foi considerada incompatível?
RESOLUÇÃO:
a) Grupo O.
b) O sangue do menino contém anti-B, que aglutinaria as he má -
cias B dos pais.
Número de 
doadores
Características
105 Apresentavam apenas aglutinogênio A
58 Apresentavam aglutininas anti-A e anti-B
78 Apresentavam aglutinogênios A e B
75 Apresentavam apenas aglutininas anti-A
Tipos N.o de doadores
A
B
AB
O
Exercícios Propostos
� (MODELO ENEM) – O esquema a seguir apresenta as possíveis
transfusões entre indiví duos dos grupos sanguíneos do sistema ABO.
AB
↓↑
A → AB ← B
↓↑↑ ↓↑
A ← O → B
↑↓
O
A partir dele, podemos concluir que:
a) B tem aglutinogênio A e aglutinina B.
b) A tem aglutinogênio A e aglutinina A.
c) O tem aglutinogênios A e B.
d) AB não tem nenhum dos aglutinogênios.
e) AB não tem nenhuma das aglutininas.
Resolução
AB é receptor universal porque, não tendo aglu tininas, é incapaz de
aglutinar qualquer tipo de hemácia.
Resposta: E
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61BIOLOGIA
� Uma mulher casou-se com uma pessoa do grupo sanguíneo
A, filho de pais AB. O casal teve um filho com grupo sanguíneo
tipo A, o qual, por sua vez, tem uma filha do tipo sanguíneo O.
A mulher é filha de pai e mãe do tipo B, com avós paternos AB
e A e avós maternos do tipo AB. Considerando esses dados,
assinale a alternativa correta.
a) A mulher pertence ao tipo B e não pode receber transfusão
com sangue do marido.
b) A mulher pertence ao tipo A e pode receber transfusão com
sangue do marido.
c) A mulher pertence ao tipo B e pode receber transfusão com
sangue do marido.
d) A mulher pertence ao tipo O e não pode receber transfusão
com sangue do marido;
e) A mulher pertence ao tipo AB e pode receber sangue do
marido.
RESOLUÇÃO:
Resposta: A
� A terapia celular tem sido amplamente divulgada
como revolucionária, por permitir a regeneração
de tecidos a partir de células novas. Entretanto,
a técnica de se introduzirem novas células em um tecido, para o
tratamento de enfermidades em indivíduos, já era aplicada
rotineiramente em hospitais.
A que técnica refere-se o texto?
a) Vacina. b) Biópsia. c) Hemodiálise.
d) Quimioterapia. e) Transfusão de sangue.
RESOLUÇÃO:
A transfusão de sangue é um tipo de terapia celular, porque repõe
os elementos figurados do sangue que se encontram alterados em
diversas enfermidades.
Resposta: E
� Uma pessoa de sangue tipo A morreu ao receber sangue de
um doador. A causa foi a aglutinação das hemácias do doador,
o que provocou a obstrução de um vaso. Portanto, pode-se
afirmar que o doador possui sangue tipo:
a) AB ou O; b) B ou AB; c) A ou O;
d) A ou B; e) O.
RESOLUÇÃO:
Resposta: B
� (FATEC) – Durante a Idade Média, era comum o
procedimento chamado de transfusão braço a braço, no qual
uma pessoa tinha uma de suas artérias do braço conectada
diretamente, por meio de um tubo, à veia de outra pessoa.
Muitos pacientes faleciam ao receber a transfusão de sangue
dessa forma, devido ao desconhecimento, na época, das
complicações relacionadas à incompatibilidade de sangues no
sistema ABO. Considere que um médico desse período
estivesse com um paciente necessitando urgentemente de uma
transfusão da sangue e que havia cinco indivíduos à disposição
para fazer a doação, via transfusão braço a braço. Suponha que
os tipos sanguíneos das pessoas envolvidas nessa situação
eram os seguintes:
Se o médico tivesse de escolher, aleatoriamente, um dos cinco
indivíduos para realizar a transfusão, a probabilidade de que o
paciente recebesse um sangue compatível, com relação ao
sistema ABO, seria de
a) 20%. b) 40% c) 60%
d) 80% e) 100%
RESOLUÇÃO:
O paciente pertencente ao grupo sanguíneo A pode receber sangue
dos grupos A e O. A probabilidade do doador ser do grupo A é
igual a 20%; sendo a mesma chance de pertencer ao grupo O.
Dessa forma, a probabilidade de o doador ser do grupo A ou do
grupo O é igual à soma das probabilidades, isto é, 40%.
Resposta: B
Tipo sanguíneo
Paciente A
Indivíduo 1 O
Indivíduo 2 AB
Indivíduo 3 B
Indivíduo 4 B
Indivíduo 5 A
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62 BIOLOGIA
19
Palavras-chave:
O sistema Rh • Fator Rh
• Eritroblastose Fetal
1. O fator Rh
Em 1940, Landsteiner e Wiener publicaram a des co -
berta de um antígeno chamado fator Rhesus (fator Rh).
Tais autores verificaram que o sangue do macaco Rhesus,
quando injetado em coelhos, induzia a formação de
anticorpos (anti-Rh), capazes de aglutinar não só o sangue
de macacos como também o sangue de uma certa
porcentagem de pessoas (Fig. 1).
Fig.1 – Formação do anti-Rh.
2. Classificação: Rh+ e Rh–
O anti-Rh é capaz de aglutinar as hemácias huma nas
portadoras do antígeno correspondente, o chamado fator
Rh. Os indivíduos cujas hemácias são agluti nadas são
designados por Rh positivos (Rh+) e correspondem a
85% das pessoas. Os chamados Rh negativos (Rh–) não
possuem o fator Rh e, conse quentemente, suas
hemácias não são aglutinadas pelo Rh (Fig. 2).
Fig. 2 – Rh no homem.
3. Herança do sistema Rh
O fator Rh é herdado como um caráter mende liano
dominante, sendo condi cionado por um gene desig nado
por Rh ou D. Assim, teremos:
4. Transfusões no sistema Rh
Se uma pessoa Rh– recebe várias transfusões de san -
gue Rh+, ela pode, eventualmente, formar anti cor pos que
vão reagir com essas células em futuras trans fu sões em
que seja usado sangue Rh+.
5. Eritroblastose fetal
A eritroblastose fetal ou doença hemolítica do re cém-nas -
cido pode acontecer com uma criança Rh+, filha de uma
mulher Rh–.
Normalmente, a circulação materna e a fetal estão
completamente separadas pela barreira placentária, mas
quando ocorrem rupturas nessa fina membrana, pe que -
nas quantidades de sangue fetal Rh+ atingem a circu lação
materna Rh–.
Fig. 3 – A eritroblastose fetal.
Fenótipos Genótipos
Rh+ RhRh ou DD
Rhrh ou Dd
Rh– rhrh ou dd
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63BIOLOGIA
Exercícios Resolvidos
As hemácias do feto Rh+ possuem o fator Rh (an tí ge -
no), o que determina a formação de anti-Rh no corpo da
mãe. Esses anticorpos, uma vez formados, po dem
circular através da placenta e destruir hemácias do feto,
causando a doença hemolítica. Como na primeira
gestação a taxa de anticorpos é baixa, geralmente não
ocorre a doença, a não ser que a mãe tenha, ante rior -
mente, recebido uma transfusão de sangue Rh+.
A quantidade de sangue que, durante a gestação,
passa do feto para a mãe, devido a pequenas hemor ragias
espontâneas da placenta, é insuficiente para sensibilizar
a mãe e provocar a eritroblastose fetal. A passagem do
sangue do feto para a circulação materna, em dose
suficiente para provocar a sensibilização, ocorre no parto,
quando a placenta se descola. 
Como se forma um bebê com a “doença-Rh” (Fig. 3):
Com a destruição de hemá cias, o feto torna-se anê -
mico e libera grande nú mero de eritro blastos (he mácias
imaturas nu cleadas) na cir culação.
A hidropsia (edema causado por falha cardíaca devi do
à se ve ra anemia) pode causar a morte intrauterina.
Após o nascimento, a hemó lise (destruição de
hemácias) pro duz uma grande quantidade de bilirrubi na, a
qual causa icte rícia durante as primeiras 24 horas de vida.
A pre sença de bilirrubi na pode provocar lesões cerebrais
(Sín dro me de Kernic terus), de termi nando sur dez e retardo
men tal.
6. Tratamento e profilaxia
Em casos graves pode-se fazer uma exsanguini trans -
 fusão, processo no qual o sangue Rh-positivo da criança
é substituído por sangue Rh-negativo, cujas he má cias não
são destruídas pelo anti-Rh do corpo ma ter no. Depois de
algum tempo, as hemácias Rh-negativas vão sendo
gradualmente substituídas pelas Rh-positivas. A icterícia
é tratada por banhos com luz neon, que destrói a
bilirrubina. A profilaxia consiste na administração, na mãe,
de gamaglobulina anti-Rh logo após o nascimento do
primeiro filho. A gamaglobulina impede a formação de
anti-Rh na próxima gestação de bebê Rh-positivo.
� (MODELO ENEM) – Os esquemas a
seguir mostram as possíveis transfusões de
sangue em relação aos sistemas ABO e Rh.
O quadro a seguir contém as quantidades dos
grupos sanguíneos ABO e Rh em uma deter -
minada população.
Uma mulher dessa população possui sangue do
tipo AB, Rh– e necessita de uma transfusão
sanguínea. No grupo considerado, qual é a
porcentagem de possíveis doadores para essa
mulher?
a) 0,5% b) 3% c) 3,5%
d) 11,5% e) 100%
Resolução
A mulher AB, Rh– pode receber sangue dos
tipos A, B, AB e O, desde que sejam nega tivos;
portanto, a porcentagem disponível de doado-
res é de 40 + 13 + 55 + 5 = 11,3%.
Resposta: D
� (MODELO ENEM) – Em suas duas primei -
ras gravidezes, Patrícia não procurou o acom -
panhamento médico devido aos seus dois
filhos, que nasceram em casa e, felizmente,
saudáveis. Apenas no final de sua terceira
gestação, sub meteu-se aos exames pré-natais.
Já na primeira consulta, o obstetra solicitou uma
série de exames complementares, os quais
confirmaram sua suspeita: o feto havia desen -
volvido eritroblastose por incompati bilidade Rh.
Pode-se dizer que a criança dessa terceira ges -
tação é de tipo sanguíneo
a) Rh+, e a eritroblastose desenvolveu-se de vi-
do à presença de anticorpos no sangue ma -
terno contra antígenos das hemácias do feto.
b) Rh+, e a eritroblastose desenvolveu-se de -
vido à presença de anticorpos no sangue do
feto contra antígenos das hemácias da mãe.
c) Rh–, e a eritroblastose desenvolveu-se de -
vido à presença de anticorpos no sangue
materno contra antígenos das hemácias do
feto.
d) Rh–, e a eritroblastose desenvolveu-se de -
vido à presença de anticorpos no sangue do
feto contra antígenos das hemácias da mãe.
e) Rh–, e a eritroblastose desenvolveu-se de -
vido à ausência de anticorpos no sangue
ma terno contra antígenos das hemácias do
feto.
Resolução
As hemácias do feto Rh+, contendo o antígeno
Rh, passaram, através da placenta, para a mãe
Rh–, determinando a formação de anticorpos
anti-Rh.
Resposta: A
ABO Rh Número
A
+ 320
– 40
B
+ 110
– 13
O
+ 427
– 55
AB
+ 30
– 5
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64 BIOLOGIA
� Pedro e Anita, que não conhecem o tipo de Rh que
apresentam, pertencem a uma população na qual as frequências
dos tipos de Rh são as seguintes:
Qual é a probabilidade de Pedro ser doador de sangue para
Anita?
RESOLUÇÃO:
Nas transfusões de sangue envolvendo o sistema Rh, um indivíduo
Rh negativo só pode receber transfusão de sangue Rh negativo; já
um Rh positivo pode receber sangue Rh positivo e negativo. Pedro
não poderá doar sangue para Anita se ele for Rh positivo e ela for
Rh negativo. Essa probabilidade é de 0,8 . 0,2 = 0,16. Assim, a
probabili dade de a transfusão ser possível é de 1 – 0,16 = 0,84. 
� (FAMERP) – Mariana e Pedro são pais de Eduardo, Bruna e
Giovana. Giovana teve eritroblastose fetal (incompatibilidade
quanto ao fator Rh) ao nascer. Os resultados das tipagens
sanguíneas da família estão ilustrados na tabela a seguir. O sinal
(+) indica que houve aglutinação e o sinal (–) indica que não
houve aglutinação. 
a) Qual indivíduo dessa família é receptor universal para o
sistema ABO? Qual critério imunológico é utilizado para se
estabelecer essa classificação?
b) Cite o procedimento imunológico que deve ser adotado para
que um casal com os tipos sanguíneos de Mariana e Pedro
não venham a ter filhos que apresentam eritroblastose fetal.
Explique por que esse procedimento evita a eritroblastose
no recém-nascido.
RESOLUÇÃO:
a) O indivíduo que é receptor universal é a Bruna, pois é AB e Rh
negativo. O critério imunológico para estabelecer essa
classificação se deve ao fato de as hemácias terem aglutinado na
presença de anti-A e anti-B, indicando que as hemácias de Bruna
possuem aglutinogênios A e B em suas membranas e quando
em contato com os anticorpos, ou seja, os soros anti-A e anti-B
(aglutininas), ocorre aglutinação, além de não haver aglutinação
com anti-Rh.
b) O procedimento para que um casal com os tipos sanguíneos de
Mariana (Rh negativo) e Pedro (Rh positivo) não tenha filhos que
apresentem eritroblastose fetal deve ser a aplicação de
anticorpos anti-Rh na mãe, evitando-se sua sensibilização ao Rh
fetal.
Rh positivo 80%
Rh negativo 20%
Anti-A Anti-B Anti-Rh
Mariana – + –
Pedro + – +
Eduardo + – +
Bruna + + –
Giovana – + +
Exercícios Propostos
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65BIOLOGIA
� A doença hemolítica do recém-nascido é um problema
causado pela incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto.
Assinale a alternativa que contém a família na qual é possível a
ocorrência da citada doença.
RESOLUÇÃO:
Resposta: A
� (Santa Marcelina-Medicina) – No heredograma estão
indicados os tipos sanguíneos de alguns indivíduos de uma
família de acordo com os sistemas ABO e Rh.
a) Considerando que o pai de João apresenta somente aglu -
tininas anti-B no plasma, qual o seu tipo sanguíneo quanto
ao sistema ABO? Qual a probabilidade de João ter uma irmã
com tipo sanguíneo O?
b) Considere que João nasceu com eritroblastose fetal e que
sua mãe esteja grávida. Explique por que existe a
possibilidade de o futuro irmão de João também apresentar
a eritroblastose fetal. 
RESOLUÇÃO:
a) O tipo sanguíneo do pai de João é A. A probabilidade de João
ter uma irmã com o tipo sanguíneo O é de 12,5%, pois
multiplica-se a probabilidade de ser do tipo sanguíneo O com a
probabilidade de ser menina: 
1/4 de ser do tipo sanguíneo O (ii), multiplicado por 1/2 de ser
menina, sendo 1/4 x 1/2 = 1/8 = 0,125 ou 12,5%. 
b) Como João nasceu com eritroblastose fetal, a mãe produziu
anticorpos anti-Rh, que tentarão destruir o agente Rh do feto,
caso seja Rh positivo. 
� (FGV) – A imagem da lâmina a seguir mostra um resultado
obtido em teste de tipagem sanguínea humana para os
sistemas ABO e Rh. O método consiste, basicamente, em pingar
três gotas de sangue da mesma pessoa sobre três gotas de
reagentes: anti-A, anti-B e anti-Rh.
(www.joseferreira.com.br. Adaptado)
O resultado obtido nessa lâmina permite afirmar que o sangue
da pessoa testada é do tipo
a) A Rh+, pois apresenta aglutinogênios A e Rh em suas
hemácias.
b) B Rh–, pois apresenta aglutininas anti-A em seu plasma.
c) B Rh+, pois apresenta aglutinogênios B e Rh em suas
hemácias.
d) A Rh+, pois apresenta aglutininas anti-B e anti-Rh em seu
plasma.
e) A Rh–, pois apresenta aglutinogênios A em suas hemácias.
RESOLUÇÃO: 
O teste revela que o sangue da pessoa testada é A Rh–, porque
apresenta em suas hemácias o aglutinogênio A, fato que provocou
a reação de aglutinação dos glóbulos vermelhos pela aglutininas
anti-A utilizadas no teste.
Resposta: E
Mãe Pai 1o. bebê 2o. bebê
a) A, Rh– B, Rh+ AB, Rh+ B, Rh+
b) A, Rh+ B, Rh– AB, Rh+ AB, Rh–
c) O, Rh– O, Rh+ O, Rh– O, Rh+
d) O, Rh+ B, Rh+ B, Rh+ O, Rh+
e) A, Rh+ O, Rh– A, Rh+ O, Rh–
H/M IA i
IB IAIB IBi
i IAi ii
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66 BIOLOGIA
20
Palavras-chave:
O sistema MN • Antígeno M • Antígeno N
• Codominância
1. Antígenos M e N
Entre os vários antígenos existentes no sangue
humano, estão o M e o N. Algumas pessoas só
apresentam o antígeno M, outras, só o N, e, um terceiro
grupo, os dois tipos. O reconhecimento dos antígenos M
e N é feito a partir da reação do sangue humano aos
anticorpos anti-M e anti-N, produzidos no coelho que
recebeu sangue humano contendo antígeno M e N.
2. Herança do sistema MN
A herança dos antígenos M e N depende de um par
de alelos codominantes LM ou M produtor do antígeno
M, e LN ou N formador do antígeno N.
Assim, temos:
3. Transfusões no sistema MN
O sistema MN não determina acidentes de trans fu -
são, dado que os seres humanos não produzem os
anticorpos anti-M e anti-N.
Fenótipos Genótipos
M LMLM ou MM
N LNLN ou NN
MN LMLN ou MN
Reações com anticorpos
Grupo
Antígenos 
nas hemácias
Anti-M Anti-N
M M + –
N M – +
MN M e N + +
RESUMO
Sistemas Grupos
Aglutinogênios 
nas hemácias
Aglutininas no plasma Genótipos
ABO
A A Anti-B IAIA ou IAi
B B Anti-A IBIB ou IBi
AB AB Nenhuma IAIB
O Nenhum Anti-A e anti-B ii
Rh
Rh+ Fator Rh Nenhuma RR ou Rr
Rh- Nenhum Com anti-Rh se receber sangue Rh+ rr
MN
M M Nenhuma MM
N N Nenhuma NN
MN M e N Nenhuma MN
ABO
Efeito Plasma do receptor aglutina hemácias do doador
Grupo Doa para Recebe de
Possibilidades
A A e AB A e O
B B e AB B e O
AB AB A, B, AB e O
O A, B, AB e B O
Rh
Rh+ Rh+ Rh+ e Rh-
Rh- Rh+ e Rh- Rh-
MN Sem restrições
Eritroblastose fetal
Ocorre quando uma mãe Rh- gera um filho Rh+. Com a rupturade vasos, na placenta, o sangue
fetal (Rh+) passa para mãe (Rh-), que forma anti-Rh. Numa próxima gestação Rh+ os anticorpos
maternos (anti-Rh) atacarão as hemácias do feto, provocando anemia e icterícia.
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67BIOLOGIA
� A tabela indica os resultados das tipagens sanguíneas dos
sistemas ABO e MN para um casal.
Indique os grupos sanguíneos que não podem aparecer nos
filhos:
a) no sistema ABO.
b) no sistema MN.
RESOLUÇÃO:
a) Filhos O.
b) Filhos N.
� (UNICAMP) – Na genealogia que se segue estão repre sen -
tados os grupos sanguíneos do sistema ABO, Rh e MN para
quatro indivíduos.
Qual a probabilidade de o indivíduo nº 5 ser O, Rh– e MN?
RESOLUÇÃO:
(1) IAi rr MM x (2) IBi Rr Mn
P (5 ii rr MN) = 1/2 . 1/2 . 1. 1/2 . 1 . 1/2 = 1/16
Soro Anti-A Soro Anti-B Soro Anti-M Soro Anti-N
Homem + + + –
Mulher – + + +
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
� (MODELO ENEM) – No sistema sanguíneo MN existem os
seguintes fenótipos (grupos) e genótipos:
Considere uma população de indivíduos assim distribuídos:
Qual é a frequência dos genes M e N nessa população?
Resolução
Número de indivíduos = 1000
Número de genes = 2000
460 indivíduos M = 920 genes M
360 indivíduos MN = 360 genes M + 360 genes N
Frequência do gene M = 920 + 360 = 1280/2000 = 0,64 = 64%
Frequência do gene N = 1 – 0,64 = 0,36 = 36%
Resposta: B
� (MODELO ENEM) – Na tabela a seguir apa recem os fenótipos e
genótipos responsáveis pelos sistemas sanguíneos ABO, MN e Rh.
Analisando simultaneamente os três sistemas, quantos fenótipos e
genótipos, respectiva mente, são possíveis?
a) 9 e 12. b) 12 e 24. c) 24 e 36.
d) 24 e 54. e) 36 e 54.
 Resolução
A partir do número de combinações possíveis, teremos:
Número de fenótipos = 4 . 3 . 2 = 24
Número de genótipos = 6 . 3 . 3 = 54
Resposta: D
Fenótipos Genótipos
M MM
N NN
MN MN
Grupos Quantidades
M 460
N 180
MN 360
M N
a) 50% 50%
b) 64% 36%
c) 24% 76%
d) 38% 62%
e) 48% 52%
Sistemas Fenótipos Genótipos
ABO
A IAIA e IAi
B IBIB e IBi
AB IAIB
O ii
MN
M MM
N NN
MN MN
RH
Rh+ RR e Rr
Rh– rr
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68 BIOLOGIA
� No lado esquerdo da tabela são mostrados cinco cruza -
mentos humanos identificados quanto aos fenótipos maternos
e paternos para os sistemas sanguíneos ABO e MN.
Assinale a alternativa que associa, de maneira correta, as duas
colunas.
a) I4 – II3 – III2 – IV5 – V1
b) I3 – II4 – III5 – IV1 – V2
c) IV – II1 – III3 – IV2 – V4
d) I3 – II4 – III2 – IV5 – V1
e) I1 – II2 – III3 – IV4 – V5
RESOLUÇÃO:
Resposta: D
� (MACKENZIE) – Os indivíduos numerados de 1 a 5,
pertencentes à mesma família, foram submetidos a exames de
tipagem sanguínea para três sistemas: ABO, Rh e MN. Abaixo,
a tabela indica os resultados para a presença (sinal +) ou
ausência (sinal –) de antígenos, relativos à membrana dos
eritrócitos, pertencentes a cada um dos sistemas sanguíneos
examinados.
Sabendo-se que a família analisada é constituída por pais e filhos
biológicos, assinale a alternativa que traz a provável relação de
parentesco entre esses indivíduos,
RESOLUÇÃO:
Os pais são 2 e 3, pertencentes aos grupos ARh+MN e BRh+MN,
respectivamente. Os filhos são 1 (ABRh–MN), 4 (ORh–M) e 5
(ORh+M).
Resposta: A
� Um homem está processando sua esposa e exigindo o
divórcio alegando infidelidade. Suas crianças são do tipo
sanguíneo O e AB, 1.o e 2.o nascimento, respectivamente. Não
há discussão a respeito destas. É a paternidade da terceira
criança, tipo B, que motiva a acusação. Foi realizado, também,
um teste com o sistema sanguíneo MN. A criança em questão
é do tipo M. O homem é do tipo N. Em relação ao 1.o (sistema
ABO) e ao 2.o (sistema MN) testes, respectivamente, a alegação
do homem tem fundamento?
a) Não há como usar tais dados de forma alguma.
b) Não para o sistema ABO; não para o sistema MN.
c) Não para o sistema ABO; sim para o sistema MN.
d) Sim para o sistema ABO; sim para o sistema MN.
e) Sim para o sistema ABO; não para o sistema MN.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
� Uma mulher com grupos sanguíneos B, N, Rh+ teve três
crianças com pais distintos:
CRIANÇAS PAIS
I. O, MN, Rh– a. A, N, Rh–
II. AB, N, Rh+ b. A, M, Rh–
III. B, N, Rh– c. B, N, Rh+
Assinale a alternativa que relaciona corretamente cada criança
ao seu pai.
a) I – a; II – b; III – c. 
b) I – a; II – c; III – b.
c) I – b; II – a; III – c. 
d) I – b; II – c; III – a.
e) I – c; II – b; III – a.
RESOLUÇÃO: 
Resposta: C
Fenótipos parentais Proles
I. A, M x A, N 1. A, N
II. B, M x B, M 2. O, N
III. O, N x B, N 3. O, MN
IV. AB, M x O, N 4. B, M
V. AB, MN x AB, MN 5. B, MN
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69BIOLOGIA
21
Palavras-chave:
A interação gênica • Genes Alelos • Genes Não Alelos
• Interação Gênica
Cruzando um ga lo de crista rosa com uma galinha de
cris ta ervilha, pro duz-se uma F1 com crista noz. Se as aves
de crista noz são aca sa la das, ob tém-se uma F2 com os
quatro ti pos de cris ta, na seguinte pro por ção: 9/16 noz :
3/16 rosa : 3/16 er vi lha : 1/16 sim ples.
Na determinação do tipo de crista, interagem dois
pares de alelos: Rr e Pp. A crista rosa é determinada pela
interação de pelo menos um gene R com dois reces sivos
p. A crista ervilha é resultante de dois r recessivos
interagindo com pelo menos um P dominante. A crista
noz surge da combinação de pelo menos dois ge nes
domi nantes, um R e um P. A interação dos recessivos
(rrpp) produz a crista simples. Assim, temos:
Genótipos Fenótipos
RRpp
Rrpp
rosa
rrPP
rrPp
ervilha
RRPP
RRPp
RrPP
RrPP
noz
rrpp simples
Fig. 2 – A interação gênica na crista de galinhas.
1. O que é interação gênica
Muitos genes não agem sozinhos na determinação de um caráter, mas inte ragem com outros genes não alelos na
determinação de um fenótipo. 
Fala-se em interação gênica quando um caráter é condicionado pela ação conjunta de dois ou mais pares de genes
não alelos, com segregação indepen dente. Os diversos tipos de interação são mais bem entendidos a partir de seus
exemplos clássicos.
2. A herança do tipo de crista em galinhas
Nas diversas raças de galinhas encontramos quatro tipos de crista: rosa, ervi lha, noz e sim ples, que é a mais comum
(Fig. 1).
Fig. 1 – Tipos de crista em galinhas.
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70 BIOLOGIA
3. O que é epistasia?
Epistasia é um tipo de interação gênica na qual um
gene, denominado epistá tico, impede a manifestação de
outro gene, não alelo, cha ma do de hipostático. O efeito
da epistasia é semelhante àquele da dominância, ex ce to
pelo fato de que a última se verifica entre dois alelos,
enquanto a epistasia ocorre entre não alelos (Fig. 1).
Fig. 1 – O esquema geral da epistasia.
A epistasia pode ser exer cida por um gene do mi nante
ou recessivo, daí a sua divisão em epistasia domi nante e
recessiva.
4. Epistasia dominante
Nas galinhas da raça Leghorn existe um gene I (epis -
tá tico) que impede a ma nifestação do gene C (hipos tá -
tico), responsável pela cor da plumagem. As galinhas de
raça Wyandotte são brancas, não têm o gene I, mas não
apre sen tam cor por não possuírem o gene C; tais galinhas
são iicc. Assim, temos:
Uma galinha Leghorn branca de genótipo IICC, quan -
do cruzada com um galo de raça Wyandotte branca, de
ge nó tipo iicc, produz F1 toda branca (IiCC) e uma F2 com -
posta de 13/16 branca (9/16 I_C_ + 3/16 I_cc + 1/16 iicc) :
3/16 co lorida (iiC_).
A epistasia na plumagem de galinhas.
5. Epistasia recessiva
Vejamos agora um caso de epistasia no qual o gene
que é recessivo impede a manifestação do dominante.
Em ratos, a coloração pode ser aguti, preta e albina. A
presença de pigmento preto é condicionada pelo gene C,
enquanto o alelo recessivo c produz albino. Um gene A
interage com C e produz o rato aguti, que tem os pelos
pretos com uma faixa amarela na extremidade. O gene c
é epistático em relação ao gene A, enquanto o gene a
não produz a faixa amarela.No quadro a seguir, aparecem os genótipos e fenó ti -
pos correspondentes:
Fenótipos Genótipos
Brancas
IICC
IICc
IiCc
IIcc
Iicc
iicc
Coloridas
iiCC
iiCc
P
IICC X iicc
(branco) (branco)
F1
IiCC X IiCc
(branco) (branco)
F2
��
��
IC Ic iC ic
IC IICC
(branco)
IICc
(branco)
IiCC
(branco)
IiCc
(branco)
Ic IICc
(branco)
IIcc
(branco)
IiCc
(branco)
Iicc
(branco)
iC IiCC
(branco)
IiCc
(branco)
iiCC
(colorido)
iiCc
(colorido)
ic IiCc
(branco)
Iicc
(branco)
iiCc
(colorido)
iicc
(branco)
Não confunda:
Dominância é uma relação que se estabe lece entre
genes alelos; epistasia é uma relação estabelecida
entre genes não alelos.
O albinismo na espécie humana.
Na espécie humana, o albinismo acontece quando um
gene impede a manifestação dos genes produtores de
melanina.
Genótipos Fenótipos
CCAA
CCAa
CcAA
CcAa
aguti ou 
cinzento
CCaa
Ccaa preto
ccAA
ccAa
ccaa
albino
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71BIOLOGIA
Quando um rato preto puro CCaa é cruzado com um rato albino ccAA, a F1 é totalmente aguti devido à interação dos
genes C e A. Quando dois irmãos da F1 são cruzados, a fim de se obter F2, verifica-se ser esta constituída por 9/16
cinzentos, 3/16 pretos e 4/16 albinos, como mostra o cruzamento a seguir.
P CCaa x ccAA
F1 CcAa x CcAa
F2
CA Ca cA ca
CA CCAA CCAa CcAA CcAa
Ca CCAa CCaa CcAa Ccaa
cA CcAA CcAa ccAA ccAa
ca CcAa Ccaa ccAa ccaa
RESUMO
INTERAÇÃO GÊNICA
Conceito O fenótipo é determinado pela interação de dois ou mais pares de genes não alelos.
Exemplo: tipos de cristas
em galinhas.
Fenótipos Genótipos
Rosa RRee e Rree
Ervilha rrEE e rrEe
Noz RREE, RREe, RrEE e RrEe
Simples rree
EPISTASIA
Conceito
Tipo de interação gênica na qual um gene (epistático) impede a manifestação de outro
gene (hipostático) não alelo. A epistasia pode ser dominante ou recessiva, conforme seja
exercida por um gene dominante ou recessivo.
EPISTASIA DOMINANTE
Exemplo: cor da plumagem
em galinhas.
Alelos
I - epistático, inibe C produzindo plumagem branca
i - não epistático
C - hipostático, produz plumagem colorida
c - plumagem branca
Fenótipos Genótipos
Branca IICC, IICc, IiCC, IiCc, IIcc, Iicc e iicc
Colorida iiCC e iiCc
Epistasia recessiva
Exemplo: cor da pelagem
em ratos.
Alelos
C - não epistático
c - epistático, inibe A e a, produzindo pelagem albina
A - hipostático, produz plumagem cinzenta
a - hipostático, produz plumagem preta
Fenótipos Genótipos
Cinzenta CCAA, CCAa, CcAA e CcAa
Preta CCaa e Ccaa
Albina ccAA, ccAa e ccaa
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72 BIOLOGIA
� (UNICAMP) - Existe um gene em cobaias que suprime o
efeito do gene que determina a coloração nesses animais. Esse
gene está localizado em um cromossomo diferente daquele em
que está o gene que determina a cor do animal. Cobaias albinas
homozigotas foram cruzadas e todos os des cen dentes
nasceram pretos. Como isso pode ser explicado, considerando-
se que não ocorreu mutação? Justifique.
RESOLUÇÃO:
Trata-se de um caso de epistasia recessiva, na qual:
A (dominante e hipostático) g coloração
a (recessivo e não hipostático) g abinismo
B (dominante e não epistático) g coloração
b (recessivo e epistático) g albinismo
Cruzamento: albina x albina
BBaa | bbAA
Preta
BbAa
� Em certas raças de cães, o gene C produz uma pelagem
pigmentada, ao passo que o gene c origina uma pelagem albina.
Outro par de alelos (B e b) determina a cor da pelagem nos cães
C_; assim, os animais C_B_ são pretos e os C_bb são marrons.
a) Como podem ser classificados os genes C, c, B e b?
b) Qual deverá ser a proporção fenotípica resultante do cru -
zamento de dois animais CcBb?
RESOLUÇÃO:
a) C – dominante e não epistático. c – recessivo e epistático.
B – dominante e hipostático. b – recessivo e hipostático.
b) 9 pretos : 3 marrons : 4 albinos.
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
� (MODELO ENEM) – A epistasia ocorre
quando a expressão fenotípica de um gene é
afetada por outro gene. Por exemplo, em ratos,
o alelo dominante B determina a cor aguti,
enquanto o genótipo homozigoto recessivo bb
resulta em um pelo preto. Em outro cromos -
somo, um segundo lócus afeta a etapa inicial da
formação de pigmentação. O alelo A possibilita
um desenvolvimento normal da cor, mas aa
bloqueia toda e qualquer produção de pigmento.
Ratos aa são albinos, independentemente do
genótipo no lócus B. Um rato com pelagem aguti
é cruzado com um rato albino de genótipo aabb.
Desse cruzamento, metade da progênie nasce
albina, um quarto, preta, e um quarto, aguti. O
genótipo do pai aguti é.
a) AaBb. b) Aabb. c) AaBB.
d) AABb. e) AAbb.
Resolução
Sabe-se que para um indivíduo ter pelagem
aguti é necessário que ele possua pelo menos
um gene dominante A (já que não é albino) e um
dominante B (já que não é preto). Se dentro da
geração de filhotes nascem indivíduos al bi nos e
individuos pretos, e se um dos progeni to res era
aabb, então o outro rato cruzado deve possuir
alelos recessivos a e b. Portanto, seu genótipo
é do tipo AaBb.
Resposta: A
� (MODELO ENEM) – O quadro mostra os
genótipos e fenótipos da geração F2, oriundos
do cruzamento entre um camundongo preto
(aaPP) e um branco (AApp). A geração F1 (AaPp)
apresenta a cor aguti (castanho-acizentado, na
figura representada pelo cinza- claro).
Com base em seus conhecimentos e nos
textos, é correto afirmar que, para o caráter cor
da pelagem em camundongo, ocorre
a) segregação independente dos genes, em
que a presença de pigmento na pelagem é
dominante sobre a ausência de pigmen -
tação, o que é determinado pelo alelo A.
b) pleiotropia, em que o alelo P condiciona
tanto a coloração preta quanto a aguti, sem
efeito sobre o gene A.
c) um efeito epistático, em que o alelo P
condiciona a presença de pigmento, seja
aguti – na presença do alelo A – ou seja
preto – na presença do alelo a.
d) segregação independente dos genes, em
que a cor aguti é dominante, a branca é
recessiva e a preta representa o resultado
de uma mutação gênica.
e) um efeito epistático, em que o alelo p
condiciona a cor aguti, o alelo a, a cor preta
e o alelo P, a cor branca.
Resolução
A cor da pelagem ilustra um caso de interação
epistática com os seguintes genes:
P (não epistático), p (epistático), inibindo
A (aguti) e a (preto). Daí os seguintes genótipos
e fenótipos:
Resposta: C
(J.M. Amabis; G.R. Martho. Fundamentos da Biologia
Moderna. São Paulo: Ed. Moderna, 2001. Adaptado.)
Genótipos Fenótipos
A_P_ Aguti
aaP_ Preto
_ _ pp Albino
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73BIOLOGIA
� (FUVEST) – Em galinhas domésticas, os tipos de crista noz,
rosa, ervilha e simples são determinados por dois pares de
alelos com segregação independente. Alelo dominante no loco
R resulta em crista rosa; alelo dominante no loco E resulta em
crista ervilha; o duplo recessivo apresenta crista simples e alelos
dominantes nos dois locos determinam crista noz. Um galo,
com crista do tipo noz, foi cruzado com três galinhas, A, B e C.
Em relação à forma da crista, os descendentes obtidos foram:
com a galinha A (que tem crista noz), 3 noz: 1 rosa; com a
galinha B (que tem crista ervilha), 3 noz: 1 rosa: 3 ervilha: 1
simples e com a galinha C (de crista noz), 8 noz. Esses
resultados permitem concluir que os genótipos mais prováveis
dos quatro envolvidos nos cruzamentos são:
RESOLUÇÃO: 
Resposta: D
� (PUC) – Nos camundongos, a pelagem pode ser aguti,
preta ou albina. A figura a seguir mostra as reações bioquí micas
envolvidas na síntese de pigmentos. 
Com base na figura abaixo foram feitas as seguintes
afirmações:
I. A formação de qualquer pigmento no pelo depende da
presença do alelo P.
II. Quando animais pretos homozigóticos são cruzados com
certos albinos também homozigóticos, os descendentes
são todos aguti.
III. Trata-se de um caso de interação gênica do tipo epistasia
recessiva.
Pode-se considerar correto o que é afirmado em:
a) I, somente. b) III, somente.
c) I e II, somente.d) II e III, somente.
e) I, II e III.
RESOLUÇÃO:
Resposta: E
� (MODELO ENEM) – A audição normal depende da
presença de pelo menos um gene dominante de cada um dos
dois genes, D e E. Se você examinasse a prole coletiva de um
grande número de casamentos DdEe x DdEe, qual a proporção
fenotípica que você esperaria encontrar?
a) 3 normais : 1 surdo. 
b) 1 normal : 3 surdos.
c) 9 normais : 7 surdos. 
d) 10 normais : 6 surdos.
e) 12 normais : 3 surdos.
RESOLUÇÃO:
(P) DdEe x DdEe
(F1) 9D_E_ : 3D_ee : 3ddE_ : 1 ddee123 144424443 
9 normais : 7 surdos
Resposta: C
� (ACAFE) – Genética é uma área da Biologia que estuda os
mecanismos da hereditariedade, ou seja, como ocorre a
transmissão de características de um indivíduo aos seus
descendentes.
Em relação aos conceitos básicos de genética, relacione as colunas.
(1) Gene alelo
(2) Epistasia
(3) Euploidia
(4) Aneuploidia
(5) Polialelia
( ) Alteração cromossômica numérica em que todo o conjunto
cromossômico é alterado.
( ) Condição em que um alelo de um gene bloqueia a expressão
dos alelos de outro gene.
( ) Alteração cromossômica numérica que afeta, na maioria das
vezes, um único par de cromossomos.
( ) Forma alternativa de um mesmo gene que ocupa o mesmo
loco em cromossomos homólogos.
( ) Três ou mais formas alélicas diferentes para um mesmo locos.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) 5 – 4 – 1 – 3 – 2
b) 3 – 2 – 4 – 1 – 5
c) 3 – 5 – 2 – 1 – 4
d) 4 – 2 – 3 – 1 – 5
RESOLUÇÃO: 
3. A euploidia é a alteração, aumento ou diminuição, no número
de todo o conjunto cromossômico.
2. A epistasia ocorre quando os alelos de um gene impedem a
expressão dos alelos de outro par, que podem ou não estar no
mesmo cromossomo.
4. A aneuploidia é a alteração, aumento ou diminuição, no número
de um ou mais cromossomos.
1. Os genes alelos são diferentes versões de um mesmo gene que
ocupa o mesmo loco em cromossomos homólogos.
5. A polialelia ocorre quando há três ou mais alelos para um
mesmo loco cromossômico.
Resposta: B
Galo Galinha A Galinha B Galinha C
a) RREE RREE rrEE RREE
b) RrEe ReEe rrEE RREe
c) RREe RREe rrEe RrEe
d) RrEe RREe rrEe RREE
e) RrEE RrEe rrEE RrEe
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74 BIOLOGIA
22
Palavras-chave:
A herança quantitativa • Genes cumulativos (aditivos ou polímeros) 
• Caracteres métricos
1. Conceito
Na herança quantitativa, dois ou mais pares de ge nes
atuam sobre o mesmo caráter, somando seus efei tos e
determinando diversas intensidades fenotí picas. Tal
herança também é conhecida por herança multifa to rial ou
poligênica, ou polimeria.
Os genes envolvidos são designados cumulativos,
aditivos, polímeros ou poligenes.
A polimeria é o tipo de herança que intervém em ca -
racteres que variam quan titativamente, como: peso, al tu -
ra, intensidade de coloração e outros. Tais carac teres, cuja
variação é quantitativa, são designados métricos.
2. Exemplo de herança
quantitativa
Segundo D aven port, a herança da cor na pele hu mana
é um caso típi co de he rança quantita ti va. Assim, a quanti -
dade de melanina na pele é condi cio nada por dois pares
de ge nes aditivos: Aa e Bb. A tabela ao lado apre senta os
genótipos e fenóti pos.
A seguir, esquematizamos um cruzamento clássico:
Genótipos Fenótipos
aabb branco
Aabb
aaBb mulato claro
AAbb
aaBB
AaBb
mulato médio
AABb
AaBB
mulato escuro
AABB negro
P AABB x aabb
F1 AaBb x AaBb
F2
AB Ab aB ab
AB AABB AABb AaBB AaBb
Ab AABb AAbb AaBb Aabb
aB AaBB AaBb aaBB aaBb
ab AaBb Aabb aaBb aabb
Resumo
Herança quantitativa
Conceito Dois ou mais pares de genes, chamados de aditivos, somam efeitos produzindo caracteresque variam quantitativamente, como intensidade de pigmento, altura e peso, entre outros.
Exemplo: quantidade de melanina na pele humana, na qual atuam os genes A e B (aditivos) e seus alelos a e b (não
aditivos), determinando os seguintes fenótipos e genótipos:
Fenótipos Genótipos
Negro AABB
Mulato escuro AABb e AaBB
Mulato médio AAbb, aaBB e AaBb
Mulato claro Aabb e aaBb
Branco aabb
A herança quantitativa e o meio ambiente
Nos casos de herança quantitativa o efeito do meio am -
biente deve ser criteriosamente considerado. Por exemplo,
a altura em muitas plantas é um caráter condicionado por
genes aditivos, mas é óbvio que fatores ambientais como
fertilidade e textura do solo, água, temperatura, duração e
comprimento da luz incidente, ocorrência de parasitas, para
citar apenas alguns, afetam a cultura. O genótipo determina
a faixa que um indivíduo poderá ocupar em relação a um
caráter quantitativo. O ambiente determina o ponto, dentro
da faixa genetica mente determinada, em que o tamanho
do indivíduo se situará.
(George W. Burns e Paul J. Bottino. 
Genética. Guanabara Koogan.) 
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75BIOLOGIA
� (UNICAMP) – Um pesquisador cruzou paineiras de flores
pink com paineiras de flores brancas. Os descendentes (F1)
foram cruzados entre si, produ zin do sempre as seguintes
frequências fenotípicas na geração F2:
Cor das flores.
a) Qual o tipo de herança da cor da flor da paineira?
b) Indique as possibilidades de se obter em um cru zamento
I) apenas flores de cor branca;
II) apenas flores de cor rosa médio.
RESOLUÇÃO:
a) Herança quantitativa, isto é, genes aditivos atuando na mesma
característica, de maneira que cada gene acrescente alguma
alteração no fenótipo.
b) I. cruzando-se dois indivídiuos de flores brancas.
II. cruzando-se um indivídiduo de flor branca com outro de flor
pink.
� (UFJF) – Algumas características fenótipicas apresentam
padrões de herança complexos, que dependem da interação
entre diferentes genes.
a) O que significa dizer que um gene é pleiotrópico, ou seja,
que ocorreu uma pleiotropia?
b) A figura abaixo apresenta uma curva de distribuição da altura
de plantas de girassol em um cultivo. Cite e caracterize qual
é o tipo de herança que está relacionado a esse padrão de
distribuição fenotípica. 
c) Sabe-se que a coloração da pelagem em camundongos
apresenta um padrão de herança do tipo epistasia recessiva.
Os animais com genótipo A_C_ apresentam coloração aguti,
aaC_ são pretos, enquanto aqueles com genótipo A_cc ou
aacc são albinos, pois o alelo recessivo em homozigose inibe
a formação normal do pigmento. Qual a proporção fenotípica
esperada na prole de um cruzamento duplo-heterozigoto? 
RESOLUÇÃO:
a) A pleiotropia é o fenômeno em que um gene condiciona ou
influencia mais de uma característica, no fenótipo, do indivíduo.
b) O tipo de herança relacionada ao padrão do gráfico é a
quantitativa, pois as maiores frequências são observadas nos
fenótipos intermediários, enquanto as menores frequências são
dos fenótipos extremos.
Exercícios Resolvidos
Exercícios Propostos
� (MODELO ENEM) – A cor do grão de trigo
é controlada por 2 pares de genes R1 e R2 que
combinados, fornecem grãos que vão do
vermelho-escuro, vermelho-escuro médio,
vermelho médio, vermelho-claro ao branco.
Do cruzamento entre plantas de grãos
vermelho escuro (R1R1R2R2) com plantas de
grãos brancos (r1r1r2r2) obtém-se 100% de
grãos vermelho médio (R1r1R2r2) em F1. A
proporção fenotípica esperada do cruzamento
entre planta de grãos vermelho médio obtidos
em F1 com uma planta branca é:
a) 1 vermelho médio : 2 vermelho-claro : 1
branco.
b) 2 vermelho médio : 2 branco.
c) 1 vermelho-escuro : 2 vermelho-escuro mé -
dio: 2 vermelho médio: 2 vermelho-claro: 
1 branco.
d) 1 vermelho-escuro: 2 vermelho médio: 1
branco.
e) 2 vermelho médio: 2 vermelho-claro.
Resolução: 
Proporção fenotípica – 1 vermelho : 2 vermelho mé -
dio : 1 branco
Resposta: A
� (MODELO ENEM) – Suponha que em uma
planta a altura seja condicionada por 3 pares de
genes, a, b e c, com efeito aditivo. Os
indivíduos de genótipo aabbcc medem 3cm e
cada gene aditivo acrescenta 1cm à altura da
planta. Do cruzamento entre um indivíduo de
genótipo AABbCc e um de genótipo aaBbcc, a
proporção de indivíduos com 5cm em F1 é de:
a) 3/8 b) 1/2c) 1/8 d) 7/8 e) 5/8
Resolução: 
Indivíduos com 5 cm = 2 Aabbcc e 1 AabbCc
Proporção de indivíduos com 5 cm = 3/8
Resposta: A
P R1r1R2r2 x r1r1r2r2
F1
R1R2 R1r2 r1R2 r1r2
r1r2 R1r1R2r2 R1r1r2r2 r1R2r2 r1r1r2r2
P AABbCc x aaBbcc
F1
ABC ABc AbC Abc
aBc AaBBCc AaBBcc AaBbCc AaBbcc
abc AaBbCc AaBbcc AabbCc Aabbcc
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76 BIOLOGIA
c) Cruzamento de um duplo-heterozigoto: AaCc x AaCc; os
possíveis gametas desses genótipos são: AC, Ac, aC e ac, que
podem formar uma prole com a proporção de 9/16 aguti, 3/16 e
4/16 albino, de acordo com a tabela abaixo:
� Do casamento entre um mulato médio e uma mulata clara
nasceram crianças brancas e mulatas. Qual é a probabilidade de
esse casal vir a ter uma criança de fenótipo diferente dos pais?
a) 1/2 b) 1/4 c) 1/6 d) 1/8 e) 1/16
RESOLUÇÃO:
Pais: ♂ AaBb x ♀ Aabb
P1 (AABb) = 1/2 . 1/2 . 1/2 . 1 = 1/8
P2 (aabb) = 1/2 . 1/2 . 1/2 . 1 = 1/8
P1 ou P2 = 1/8 + 1/8 = 2/8 = 1/4
Resposta: B
� Um mulato escuro casou-se com uma mulher branca. A
probabilidade de esse casal vir a ter dois filhos, sendo um
mulato médio e outro mulato claro é de:
a) 1/2 b) 1/4 c) 1/6 d) 1/8 e) 1/16
RESOLUÇÃO:
Pais: ♂ AABb x ♀ aabb
P1 (AaBb) = 1/2 
P2 (Aabb) = 1/2 
(AaBb e Aabb) = 1/2 . 1/2 = 1/4
Resposta: B
� Suponha que, em uma planta, a altura seja condicionada por
3 pares de genes, a, b e c, com efeito aditivo. Os indivíduos de
genótipo aabbcc medem 3cm, e cada gene aditivo acrescenta
1cm à altura da planta. Do cruzamento entre um indivíduo de
genótipo AABbCc e um de genótipo aaBbcc, a proporção de
indivíduos com 5cm em F1 é de:
a) 3/8 b) 1/2 c) 1/8 d) 7/8 e) 5/8
RESOLUÇÃO:
Indivíduos com 5cm = 2AaBbcc + 1AabbCc = 3/8
Resposta: A
Cruzamento AC Ac aC ac
AC AACC AACc AaCC AaCc
Ac AACc AAcc AaCc Aacc
aC AaCC AaCc aaCC aaCc
ac AaCc Aacc aaCc aacc
AABbCc x aaBbcc
ABC ABc AbC Abc
aBc AaBBCc AaBBcc AaBbCc AaBbcc
abc AaBbCc AaBbcc AabbCc Aabbcc
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77BIOLOGIA
FRENTE 1
Módulo 33 – O sistema digestório
� Complete a o quadro a seguir, que classifica os alimentos.
� Qual é a função da digestão?
� Conceitue e exemplifique:
a) digestão extra e intracelular;
b) digestão intracelular.
� (FUVEST) – Considere os seguintes grupos de animais:
I. Animais aquáticos fixos, com poros na su per fície do corpo e
que englobam partículas de alimento da água que circula
através de sua cavidade interior.
II. Animais parasitas que se alojam no intes tino de vertebrados
e que se alimentam de subs tâncias geradas pela digestão
realizada pelo hospedeiro.
III. Animais aquáticos, de corpo mole, reves ti dos por concha
calcária e que se ali mentam de organismos do plâncton.
Esses animais obtêm nutrientes orgânicos, como aminoácidos
e monossacarídeos, por:
� A má nutrição pode acarretar uma série de doenças. Uma
população pode ter oferta de alimentos, mas carência de
nutrientes, isto é, ter à disposição substâncias comestíveis,
mas que contenham em quantidades insuficientes os
compostos químicos necessários ao adequado funcionamento
do organismo. Os diferentes nutrientes são importantes, pois
apresentam funções distintas. As proteínas, os carboidratos e as
vitaminas, por exemplo, são, correta e res pec tivamente,
nutrientes
a) reguladores, energéticos e construtores.
b) construtores, energéticos e energéticos.
c) construtores, reguladores e energéticos.
d) energéticos, reguladores, construtores.
e) construtores, energéticos e reguladores.
� Alguns pacientes de UTI dos hospitais não podem ali mentar-
se por via oral, sendo, então, necessário alimentá-los injetando
em suas veias soro com nutrientes variados.
Assinale a alternativa que contém somente nu trientes que
podem ser injetados nas veias, pois serão assimilados pelas
células do ser humano.
a) Vitaminas e sacarose.
b) Proteínas e vitaminas.
c) Aminoácidos e monossacarídeos.
d) Proteínas e aminoácidos.
e) DNA, RNA e proteínas.
� (UEPB) – Certas substâncias, por serem suficientemente
pequenas para serem absorvidas pelo organismo, não sofrem
metabolismo. Assi nale a alternativa que satifaz a afirmativa
acima.
a) Proteína. 
b) Lipídio. 
c) Carboidrato.
d) Vitamina.
e) Ácido nucleico.
	 Os carboidratos, os lipídios e as proteínas constituem
material estrutural e de reserva dos seres vivos. Qual desses
componentes orgâni cos é mais abundante no corpo de uma
planta e no de um animal?
a) Proteínas em plantas e animais.
b) Carboidratos em plantas e animais.
c) Lipídios em plantas e animais.
d) Carboidratos nas plantas e proteínas nos animais.
e) Proteínas nas plantas e lipídios nos animais.
Alimentos Função Exemplos
Plásticos
Energéticos
Mistos
Reguladores
Grupo I Grupo II Grupo III
a)
digestão 
intracelular
assimilação
direta, sem
realizar digestão
digestão
extracelular
b)
digestão 
intracelular
digestão 
intracelular
digestão
extracelular
c)
assimilação 
direta, sem 
realizar digestão
digestão
intracelular
digestão
extracelular
d)
assimilação 
direta, sem 
realizar digestão
assimilação 
direta, sem 
realizar digestão
digestão 
intracelular
e)
digestão 
extracelular
digestão 
extracelular
assimilação direta,
sem realizar
digestão
Exercícios-Tarefa
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78 BIOLOGIA
 (UNIRIO) – Todas as células necessitam de alimentos que
utilizam, em parte para obter energia, e, em parte, como
material de construção. Para os indivíduos heterótrofos, porém,
os alimentos não se encontram no ambiente numa forma que
lhes permita sua utilização direta pelas células. As grandes
moléculas que deles fazem parte terão de ser desdobradas em
moléculas menores, e essa é a finalidade da digestão.
Os esquemas a seguir representam o processo digestivo como
uma necessidade comum a diferentes tipos de organismos.
a) Em qual desses seres vivos a digestão é exclusivamente
intracelular?
b) Que estrutura celular, assinalada com um “X” nos esquemas
acima, participa ativamente desse processo?
c) A evolução nos animais acabou por permitir que o
movimento dos alimentos se fizesse num só sentido, e,
consequen te mente, que suas transformações se
sucedessem em cadeia, o que tornou a digestão mais fácil e
eficiente. Em qual dos seres vivos representados nos
esquemas ocorre esse processo digestório?
� (VUNESP) – No interior do estado do Mato Grosso, um
pescador, após comer um sanduíche, entrou nas águas de um
rio a fim de se refrescar. Não muito distante do local, um jacaré,
após abun dante refeição, à base de peixes e aves da região,
repousava sobre as areias da margem do rio. Considerando-se
que as temperaturas da água do rio e da areia eram,
respectivamente, de 18°C e 45°C e que as enzimas digestórias
do homem e do jacaré têm sua tem peratura ótima entre 35°C
e 40°C, deseja-se saber:
a) Se o jacaré teria alguma dificuldade na digestão do alimento
se permanecesse no rio após sua refeição. Justifique.
b) Para o pescador, qual seria o local mais apropria do para
realizar a digestão do sanduíche, no rio ou a suas margens?
Por quê?
� (FUVEST) – Os seres humanos são hospedeiros de uma
grande diversidade de microrganismos. 
a) Existem microrganismos que fazem parte da microbio ta
normal dos humanos. Entre esses microrga nismos, encon -
tram-se espécies de bactérias do gênero Staphylococcus,
aeróbias ou anaeró bias, que conse guem resistir à escassez
de água, e espécies do gênero Neisseria, aeróbias
obrigatórias, que não resistem ao ressecamento.
Considerando a pele, as vias respi ratórias e o intestino
grosso, preencha o quadro a seguir, indicando com um X
qual(is) ambiente(s) não ofe rece(m) condições favoráveis à
colonização por essas espé cies de bactérias. 
b) As bactérias do gênero Helicobacter vivem em am bien tes
com pH ao redor de 2; as do gênero Enterococcus, num pH
ao redor de 4, e as bactérias do gênero Escherichia vivem
em ambientes com pH próximo de 7. 
Considerando essas informações, preencha oquadro a
seguir, indicando com um X o órgão em que é mais provável
encontrar cada um desses gêneros de bactérias. 
Vacúolo
digestório
Complexo golgiense
X
Paramécio
Lombriga
Cavidade
gastrovascular
(tubo digestório
com uma só
abertura)
Hidra de
água doce
A digestão inicia-se na cavidade
gastrovascular e termina em
vacúolos digestórios das células
que a revestem
Planária
Complexo
golgiense
Tubo
digestório
X
Faringe
Boca e ânus
Boca
Ânus
Tubo digestório
Pele Vias Respiratórias
Intestino
Grosso
Staphylococcus
Neisseria
Estômago Duodeno
Intestino 
Grosso
Helicobacter
Enterococcus
Escherichia
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79BIOLOGIA
Módulo 34 – A digestão humana
� (UNESP) – Considere as seguintes etapas da digestão:
I. Absorção de nutrientes.
II. Adição de ácido clorídrico ao suco diges tório.
III. Início da digestão das proteínas.
IV. Adição da bile e do suco pancreático ao suco diges tório.
V. Início da digestão do amido
Dentre esses processos, ocorrem no intestino delgado apenas:
a) I e IV. b) I e III. c) II e III.
d) II e IV. e) III e IV.
� Colocaram-se em tubos de ensaio pedaços de clara de ovo
cozida, água e diferentes subs tâncias. Qual das alternativas
relaciona cor re ta mente o tratamento necessário para a di ges -
tão da clara de ovo e o produto des sa digestão?
Tratamento Produto
a) Tripsina + ácido aminoácidos
b) Pepsina + base aminoácidos
c) Pepsinogênio + base aminoácidos
d) Pepsinogênio + ácido peptídeos
e) Tripsina + ácido peptídeos
� (FUVEST) – A ingestão de alimentos gordurosos estimula
a contração da vesícula biliar. A bile, liberada no
a) estômago, contém enzimas que digerem lipídios.
b) estômago, contém ácidos que facilitam a digestão dos
lipídios.
c) fígado, contém enzimas que facilitam a diges tão dos lipídios.
d) duodeno, contém enzimas que digerem lipídios.
e) duodeno, contém ácidos que facilitam a digestão dos lipídios.
� (PUC) – O suco gástrico contém a enzima pepsina, que atua
sobre
a) proteínas, quebrando ligações entre moléculas de glicose.
b) proteínas, quebrando ligações entre moléculas de
aminoácidos.
c) gorduras, quebrando ligações entre moléculas de ácidos
graxos e glicerol.
d) gorduras, quebrando ligações entre moléculas de
aminoácidos.
e) carboidratos, quebrando ligações entre molé culas de glicose.
� (UNESP) – Em relação aos processos químicos da digestão
no ser humano, é correto afirmar que
a) a amilase salivar transforma o amido em glicose.
b) a bile contém enzimas responsáveis pela digestão das
gorduras.
c) o suco pancreático contém bicarbonato de sódio, que acidifica
o meio.
d) a pepsina é secretada pelas glândulas do estômago na forma
de pepsinogênio.
e) a tripsina converte as gorduras em ácidos graxos.
� (UFBA) – O gráfico a seguir mostra a taxa de digestão de
um alimento em diferentes pHs. Com base nesses dados, são
substrato e enzima, res pec ti va mente,
a) amido e amilase da saliva.
b) proteína e pepsina.
c) proteína e tripsina.
d) gordura e lipase in tes tinal.
e) amido e amilase intestinal.
� (FUVEST) – A pepsina é uma enzima digestória cuja
velocidade de reação é influenciada tanto pelo pH quan to pela
temperatura do meio. Fixada a temperatura, a velocidade de
reação varia com o pH como mostrado no gráfico abaixo.
a) Planejou-se um experimento para verificar qual a temperatura
que determina a velocidade máxima da reação. Cinco tubos
de ensaio contendo pepsina e um substrato adequado são
colo ca dos em diferentes temperaturas. Complete a tabela
abaixo, indicando o valor do pH que deve ser usado em cada
um dos tubos.
Tubo Temperatura pH
1 20°C
2 30°C
3 40°C
4 50°C
5 60°C
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80 BIOLOGIA
b) Nas colunas A, B e C da tabela a seguir, são apre sentados
três conjuntos de resultados. Nas coorde nadas, construa o
gráfico corres pondente à coluna de resultados corretos,
relacio nando a porcen tagem de substrato digerido com a
temperatura.
c) Justifique a resposta do item anterior.
	 (FUVEST) – Duas enzimas, M e N, agem sobre o mesmo
substrato e têm sua atividade influenciada pelo pH, conforme
indica o gráfico a seguir.
Utilizando as tabelas I e II impressas abaixo, esquematize um
experimento para verificar a influência de diferentes tempera -
turas, entre 20°C e 60°C, na atividade dessas enzimas.
a) Complete a tabela I, indicando, para cada um dos seis 
tubos-teste:
i. valor do pH;
ii. ausência (–) ou presença (+) de enzima (M e/ou N);
iii. ausência (–) ou presença (+) de substrato;
iv. valor da temperatura.
b) Para verificar se os resultados observados nos tubos-teste
são devidos à ação enzimática ou, exclusi vamente, ao efeito
da temperatura, indique como deve ser o controle do experi -
mento, completando a tabela II de acordo com as instruções
do item a.
 (SÃO JUDAS TADEU) – Complete o texto abaixo:
Tubo Temperatura % do substrato digerido
A B C
1 20°C 10 10 10
2 30°C 50 50 30
3 40°C 100 80 50
4 50°C 70 100 75
5 60°C 0 100 100
Tabela I (tubos-teste)
Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
Tubo 4 Tubo 5 Tubo 6
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
Tabela II (tubos-controle)
Tubo 7 Tubo 8 Tubo 9
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
Tubo 10 Tubo 11 Tubo 12
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
pH: ___
enzima:___
substrato:___
temperatura:___
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81BIOLOGIA
A figura anterior ilustra o momento da chegada de alimentos (ou
de quimo, se preferir) no duodeno. A mucosa duodenal produz
um hormônio que estimula os ácidos pancreáticos para a
produção do suco pancreático, o qual contém um grande
número de enzimas que atuam no intestino delgado. Que
hormônio é esse?
Módulo 35 – A digestão nos ruminantes
� Os ruminantes são mamíferos da ordem artio dáctila, tendo
como principais repre sen tantes o boi, a cabra, o camelo etc.
Nesses ani mais, o estômago apresenta 4 câmaras.
a) Cite-as.
b) Em qual delas aparecem os microrga nis mos mutualísticos que
digerem a celulose?
� As bactérias que vivem no rúmen sinte tizam uma série de
substâncias utilizadas pelos rumi nantes. Cite-as.
Responda às questões � e � com base nos dados a seguir:
A metade sul do Estado do Rio Grande do Sul é caracterizada pelo
bioma dos Campos Su linos, onde as principais atividades econô micas
são a agri cultura e a pecuária. Na pecuária, des taca-se a cria ção de gado
bovino, o qual se alimenta de material de origem vegetal rico em
celulose. Como estes herbívoros ruminantes não pro duzem a celulase,
enzima que hidrolisa a celu lose, a digestão de seu alimento ocorre com
o auxílio de micror ganismos que vivem em seu sistema digestório. As
figuras abaixo mos tram parte do apa relho diges tório destes rumi nantes.
(F. H. Pough, J. B. Heiser e W. N. McFarland. 
A vida dos vertebrados. São Paulo: Atheneu, 1993.)
� (PUC-RS) – As câmaras identificadas nas figuras pelas
letras A, B, C e D representam, respecti va mente,
a) rúmen, retículo, abomaso e omaso.
b) retículo, rúmen, abomaso e omaso.
c) retículo, rúmen, omaso e abomaso.
d) rúmen, retículo, omaso e abomaso.
e) rúmen, omaso, abomaso e retículo.
� (PUC-RS) – A absorção dos produtos da digestão ocorre no
a) intestino delgado. b) esôfago. c) retículo.
d) abomaso. e) omaso.
� Em relação ao processo digestivo da classe dos mamíferos,
foram feitas as seguintes afir mativas:
I. Os bovinos realizam o processo de rumi na ção, que consiste
em remastigar o ali mento, auxi liando a ação das bactérias e
dos protozoários exis tentes em seu estômago,diferenciado
em quatro câmaras.
II. Os seres humanos apresentam, no seu estô ma go, a
liberação do suco pancreático, que au xi liará na quebra de
proteínas.
III. O homem não apresenta a enzima celulase para a digestão
da celulose, presente em alimentos de origem vegetal.
IV. A digestão inicia-se na boca, com a ação dos dentes e da
salivação, promovendo a quebra de alimentos ricos em
amido.
Pode-se afirmar que estão corretas apenas:
a) I e II. b) II e III. c) I e IV.
d) I, II e IV. e) I, III e IV.
� (FURG) – Os animais ruminantes apre sen tam o estômago
dividido em quatro compar timentos. Esta especialização tem
por objetivo
a) proteger o trato gastrointestinal do efeito nocivo de alguns
vegetais.
b) obter maior eficiência na digestão das pro teínas.
c) aumentar a capacidade de assimilar lipídios.
d) permitir a digestão da celulose.
e) produzir abundante secreção para favorecer a ruminação.
� Durante o processo de digestão da celulose por alguns
microrganismos presentes no estô mago dos ruminantes, há a
produção de gás me tano. 
Com base no enunciado e nos seus co nheci mentos sobre o
sistema digestório dos artio dáctilos dos rumi nantes, assinale a
alternativa correta.
a) Os microrganismos celulolíticos se multi plicam na câmara
chamada coagulador.
b) O estômago dos ruminantes é dividido em cinco câmaras.
c) Os microrganismos metanogênicos pertencem ao grupo das
bactérias.
d) O suco gástrico é secretado na câmara denomi nada barrete.
e) Um papo ou proventrículo precede o estômago desses
animais.
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82 BIOLOGIA
	 O desenho a seguir representa o estômago poligás trico de
um artiodáctilo ruminante.
a) Quais flechas in di cam, respec tiva mente, a pança, o coa gu la -
dor, o bar rete e o folhoso?
b) Qual delas realiza a hidrólise enzi mática? Por que é análoga
ao es tô mago humano?
 O desenho a seguir representa o trajeto do alimento no
estômago poligástrico de um grupo de mamí feros. Pergunta-se:
a) a que grupo pertencem?
b) Exemplifique:
� (VUNESP) – Os vegetais apresentam, entre outros
compostos orgânicos, a celulose, de alto valor ener gé tico
(calórico). Ru minan tes, que são essencial men te herbívoros, não
apresen tam enzimas para digerir este carboidrato.
a) De que forma os ruminantes conseguem o aprovei tamento
deste nutriente?
b) Cite um invertebrado que se utiliza do mesmo pro cesso para
se alimentar da celulose.
Módulo 36 – O sistema respiratório
� A alta atividade orgânica dos vertebrados impõe um consumo
maior de oxigênio. Para tanto, observa-se que diversos mecanismos
res pi ratórios foram adaptados, tais como res piração cutânea,
branquial e pulmonar.
a) Cite a classe dos vertebrados na qual exis tem espécies que
apresentam respiração cu tâ nea, branquial e pulmonar.
b) Qual a condição básica para que um orga nismo apresente
respiração cutânea?
c) O que provoca a entrada e a saída de ar na res pi ração pulmonar, já
que os pul mões não possuem movimentos ativos?
� Existem quatro tipos de sistemas para trocas gasosas nos
animais: 
(a) branquial, (b) pulmonar, (c) traqueal, 
(d) através da superfície do corpo.
a) Quais desses sistemas captam o oxigênio dis sol vido na água
e quais captam o oxi gênio do ar?
b) Associe os tipos de sistemas aos seguintes animais:
minhoca, barata, camarão e medusa.
c) Os sapos, na fase adulta, apesar de respi rarem por pulmões,
podem obter cerca de 25% do oxigênio necessário por outro
meio. Cite esse meio.
� Em uma conhecida canção do cancioneiro po pular de Minas
Gerais, são feitas as per guntas:
Como pode um peixe vivo viver fora d’água fria?
Como poderei viver sem a tua companhia?
a) Que órgão permite a um peixe respirar e manter-se vivo na água,
mas não lhe per mite viver fora dela? Como esse órgão exer ce
essa função?
b) Qual a razão do termo água fria, ou seja, por que há restrições à
temperatura da água?
� (CESGRANRIO) – Assinale a opção que relaciona
corretamente os animais listados na coluna da esquerda, em
algarismos arábicos, com seus respectivos tipos de respiração
na coluna da direita, em algarismos roma nos.
1 – barata I. respiração cutânea
2 – minhoca II. respiração por difusão
3 – esponja III. respiração traqueal
4 – lagosta IV. respiração branquial
5 – caramujo V. respiração pulmonar
terrestre 
a) 1-I, 2-III, 3-IV, 4-II, 5-V.
b) 1-V, 2-I, 3-III, 4-IV, 5-II.
c) 1-III, 2-I, 3-II, 4-IV, 5-V.
d) 1-III, 2-II, 3-I, 4-V, 5-IV .
e) 1-V, 2-III, 3-II, 4-I, 5-IV.
Pança
Barrete
Folhoso
Coagulador
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83BIOLOGIA
� (CESGRANRIO) – Os vertebrados podem apresentar
respiração:
a) só pulmonar.
b) cutânea, traqueal e pulmonar
c) traqueal, branquial e pulmonar.
d) cutânea, branquial e pulmonar.
e) cutânea, traqueal, branquial e pulmonar
� (UNIP-SP) – A existência de pigmentos respira tórios no
sangue dos crustáceos é regra geral, en quanto nos insetos é
exceção. Isso se explica porque:
a) os insetos são geralmente pequenos e o oxi gênio é obtido
por difusão através da cutí cula.
b) os crustáceos têm necessidadeS metabólicas mais altas.
c) nos insetos, o sangue não tem função no trans porte do
oxigênio.
d) as substâncias que transportam o oxigênio no sangue dos
insetos são incolores.
e) nos insetos, o oxigênio é dissolvido no plasma, não se
combinando com nenhum pigmento res pi ratório.
� A que animias pertencem os orgãos respiratórios abaixo?
	 (VUNESP) – A figura a seguir representa o esquema geral
do sistema respiratório de indivíduos adultos de determinado
grupo animal. Qual é esse grupo?
 O gráfico abaixo mostra as curvas de dissociação do
oxigênio. A curva indica a concentração relativa de oxigênio
preso à hemoglobina em diferentes tensões ou concentrações
de oxigênio.
a) Qual é a hemoglobina que tem maior afinidade pelo O2?
Justifique.
b) Por que a hemoglobina fetal deve apresentar uma afinidade
pelo oxigênio diferente quando comparada à hemoglobina
materna?
Módulo 37 – A respiração humana
� Todos nós possuímos uma combinação fan tástica de
células, que, para sobreviverem, ne ces sitam respirar.
Considerando-se que a fun ção res pi ratória é desempenhada, em
dife rentes níveis, pelos pulmões e por todas as células:
a) estabeleça uma comparação entre o pro ces so de respiração
pulmonar e o de respiração celular;
b) esclareça como a respiração pulmonar e a celular se
interligam e como cada uma delas, por sua vez, relaciona
com o sistema res piratório.
� O que provoca a entrada e saída de ar na res piração
pulmonar, já que os pulmões não possuem movimentos ativos?
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84 BIOLOGIA
� …João, com o sobrenome de Limeira, agrediu e insultou a
moça, irritado natu ral mente com os seus desdéns. Martinha
reco lheu-se à casa. Nova agressão, à porta. Mar tinha, indignada,
mas ainda prudente, disse ao importuno: “Não se aproxime, que
eu lhe furo.” João Limeira aproximou-se, ela deu-lhe uma
punhalada, que o matou ins tan ta nea mente.
(Machado de Assis. O punhal de Martinha, 1894.)
Perfurações no tórax, provocadas por objetos pontiagudos como
facas e punhais, ainda que não atinjam qualquer órgão vital, se
perma necerem abertas podem matar o sujeito por asfixia.
Explique por que isso pode ocorrer.
� Observe os quadrinhos.
(Folha de S.Paulo, 06 jan. 2004.)
A despeito da preguiça para respirar, Garfield afirma que teria
de acabar fazendo-o.
a) Quais os músculos respiratórios que parti cipam diretamente
da inspi ração e da expiração? E como a ação desses
músculos permite a entrada e a saída de ar dos pulmões?
b) Por que, ainda que queira, uma pessoa, ou o Garfield, não
consegue ficar sem respirar apenas prendendo a respiração?
� (FUVEST) – No homem, o controle dos movimentos
respiratórios é exercido
a) pelo cérebro. 
b) pelo cerebelo. 
c) pelo bulbo.
d) pela medula. 
e) pela hipófise.
� (Albert EINSTEIN) – No processo de res piração humana,
o ar inspirado chega aos al vé olos pulmonares.O oxigênio
presente no ar difunde-se para os capilares sanguíneos, com -
binando-se com
a) a hemoglobina presente nas hemácias, e é trans portado para
os tecidos, sendo absorvido pelas células e em seguida
utilizado na cadeia respiratória, que ocorre no citosol.
b) a hemoglobina presente nas hemácias, e é transportado para
os tecidos, sendo absorvido pelas células e em seguida
utilizado na cadeia respiratória, que ocorre na mitocôndria.
c) o plasma sanguíneo, e é transportado para os tecidos, sendo
absorvido pelas células e em seguida utilizado na glicólise,
que ocorre no citosol.
d) o plasma sanguíneo, e é transportado para os tecidos, sendo
absorvido pelas células e em seguida utilizado na glicólise,
que ocorre na mitocôndria.
� Quando inspiramos, nossos pulmões inalam ar com,
aproximadamente, 79% de gás nitro gênio, 20% de gás oxigênio
e 0,04% de gás carbônico. Em nossas células, o gás oxigênio é
utilizado na respiração aeróbia e, como resul tado desse
processo, forma-se gás carbônico, que é, então, eliminado
durante a expiração. Quando expiramos, o ar que sai dos nossos
pul mões contém:
a) níveis idênticos de gás nitrogênio e de gás carbônico.
b) níves idênticos de gás oxigênio e de gás car bônico.
c) taxas de gás nitrogênio maiores do que as do ar inspirado.
d) quantidades de gás oxigênio menores do que as do ar
inspirado.
e) percentuais de gás carbônico maiores do que os do gás
nitrogênio.
	 (FUVEST) – O quadro a seguir destaca dois conceitos bioló -
gicos: câncer e sistema respiratório de insetos.
a) Faça uma breve des cri ção de como o nefasto hábito de
fumar está as sociado ao desenvol vi men to de câncer de
pulmão, garan tindo que em seu texto apareçam, de for ma
relacionada, os se guintes conceitos: tumor, muta ção, fumo,
prolife ração celular descon tro lada e genes reguladores da
divisão celular.
b) Descreva o caminho da fumaça de um cigarro desde o meio
externo até as células do corpo de uma barata.
 (UNESP) – Vários atletas do continente americano foram
convida dos a participar de uma competição de atletismo na ci -
da de do Rio de Janeiro. Assim que os atletas desembarcaram
no Aeroporto Inter na cio nal, foram submetidos a vários testes e
exames, um dos quais, o hemograma. Um determinado atleta,
tendo perdido o seu passaporte durante a viagem, alegou que
era mexicano e morava na Cidade do México.
a) Qual o elemento figurado do sangue que, analisado através
do hemograma desse atleta, possibilitaria acreditar em sua
ori gem?
b) Justifique sua resposta.
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85BIOLOGIA
� A Fifa, entidade que dirige o futebol mundial, há al guns
meses, proibiu inicialmente jogos de futebol em altitudes acima
de 2.500 m e, posteriormente, acima de 3.000 m. Essa medida
foi tomada em função de ton tura, cansaço, enjoo e dificuldades
respiratórias sen tidas pelos jogadores provindos de locais de
baixas altitudes, o que provoca menor rendimento esportivo dos
atletas.
a) Observe o gráfico e explique o baixo rendimento dos
jogadores de futebol em altitudes elevadas.
b) No período de aclimatação dos jogadores visitantes às altas
altitudes, ocorre aumento da frequência respiratória. Que
estímulo, recebido pelo centro respiratório do sistema
nervoso central, acarreta tal fenômeno e como ele foi gerado
Módulo 38 – Tipos de circulação 
� Nos animais mais evoluídos, como é o caso dos mamíferos,
o sistema circulatório trans porta, através do sangue, uma série
de subs tân cias. Cite, genericamente, 4 dessas su bs tâncias.
� Em artrópodes e moluscos, a circulação é aberta ou lacunar;
já nos vertebrados, é fe chada. Qual é a principal diferença
existente entre o sistema circulatório aberto e o fechado?
� Complete o quadro a seguir indicando o tipo de circulação
(simples ou dupla e completa ou in completa) que ocorre nos
verte brados ci ta dos.
� O sangue sofre menor transformação ao passar
a) pelos pulmões.
b) pelos rins.
c) pelo coração.
d) pelo intestino delgado.
e) pelo pâncreas.
� – Sabendo-se que o esquema a seguir se refere ao siste ma
circulatório de um grupo de vertebrados, pode-se afirmar que a
circulação desse grupo é
a) dupla e fechada.
b) dupla e incompleta.
c) simples e aberta.
d) dupla e aberta.
e) simples e fechada.
� Considere o transporte das seguintes substâncias:
I. água; II. produtos da digestão;
III. excretas; IV. gases respiratórios.
O sangue transporta:
a) I, II e III apenas; b) I, II e IV apenas;
c) I, III e IV apenas; d) II, III e IV apenas;
e) I, II, III e IV.
� (FUVEST) – Dois animais, A e B, têm siste ma circulatório
aberto. O sistema respi ratório de A é traqueal, e o de B,
branquial. Com base nessa descrição, escolha a alternativa
correta.
a) A pode ser uma barata e B pode ser um peixe.
b) A pode ser um gafanhoto e B pode ser um mexilhão.
c) A pode ser um caracol e B pode ser uma mariposa.
d) A pode ser uma minhoca e B pode ser uma aranha.
e) A pode ser uma aranha e B pode ser uma planária.
	
A = aurícula V= ventrículo
Assinale a sequência correta de animais que apresentam as
carac terísticas indicadas de I a V.
a) Jararaca, tartaruga, tainha, pardal, gato.
b) Rato, rã, galinha, homem, cascavel.
c) Sapo, tartaruga, sardinha, boi, pato.
d) Salmão, rã, jararaca, beija-flor, rato.
e) Homem, sapo, cascavel, lambari, pinguim.
Animais Circulação 
Peixes
Anfíbios e répteis
Aves e mamíferos
Circulação Cavidade no coração Hemácias
I. dupla incompleta 2A – 1V nucleadas
II. dupla incompleta 2A – 1V nucleadas
III. simples venosa 1A – 1V nucleadas
IV. dupla completa 2A – 2V anucleadas
V. dupla completa 2A – 2V nucleadas
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86 BIOLOGIA
 Que tipo de circulação apresentam os animais abaixo?
a) Platielmintes 
b) Moluscos 
c) Equinodermas 
d) peixes
� Preencha o quadro abaixo com as características.
� A circulação fechada dupla pode ser completa ou
incompleta. Em que animais é incompleta e porquê? 
Módulo 39 – Os corações dos vertebrados 
� Em relação às cavidades cardíacas (átrios e ventrículos),
caracterize, sumariamente, o cora ção dos animais vertebrados.
� a) Esquematize o caminho de uma hemácia do sangue
humano desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo.
b) Indique as partes do percurso em que o sangue é venoso.
� Indique a relação funcional entre o sistema circulatório e o
respiratório 
a) nos mamíferos;
b) nos insetos.
� Considere o coração dos vertebrados.
a) Que característica do coração dos mamí feros impede a
mistura do sangue venoso e com o arterial?
b) Que outros vertebrados possuem coração com essa
estrutura?
c) Por quais câmaras cardíacas o sangue des ses animais passa
desde que sai dos pulmões até seu retorno a esses mesmos
órgãos?
� Os esquemas I, II, III e IV mostram o sistema cardiovascular
de vertebrados.
(Wilson Roberto Paulino, Biologia. Rio de Janeiro: Ática, 2003. Adaptado.)
Assinale a alternativa falsa.
a) O esquema I é característico de animais pecilo térmicos aquáticos.
b) O esquema IV permite completa separação de sangue
arterial e venoso.
c) Nos animais com os esquemas II e III ocorre mistura de
sangue arterial e venoso.
d) Os esquemas I, II e III são característicos de uma circulação
dupla completa.
e) O sistema circulatório dos mamíferos é sim bolizado no
esquema IV.
� No coração humano, as válvulas tricúspide e mitral estão
localizadas, respectivamente:
a) entre o átrio esquerdo e o ventrículo es quer do e entre o átrio
direito e o ventrículo direito.
b) entre o átrio direito e o átrio esquerdo e entre o ventrículo
direito e o ventrículo es quer do.
c) entre a artéria aorta e o ventrículo esquerdo e entre a artéria
pulmonar e o ventrículo direito.
d) entre o átrio direito e o ventrículo direito e entre o átrio
esquerdo e o ventrículo esquerdo.
e) entre o átrio direito e a veia cava superior e entre o átrio
direito e a veia cava inferior.
� (FATEC) – A figura a seguir esque matiza o coração de um
ma mífero, com suas câmaras (re pre sentadas por letras),veias
e artérias (representadas por alga rismos). Iden tifique cada parte
do coração e assinale a alternativa que apresenta a corres pon -
dência correta.
a) O sangue rico em O2 chega
nas câmaras A e B.
b) O sangue rico em CO2
chega na câmara B.
c) Os vasos identi fica dos por I,
II e III são, res pec ti vamente,
veia cava supe rior, artéria
pul mo nar e artéria aorta.
d) O vaso indicado por IV
traz sangue arterial dos
pulmões ao coração.
e) O vaso indicado por III leva o sangue arterial do coração para
o corpo.
Sistema 
Circulatório
acunar (aberto)
Sistema 
Circulatório
Fechado
Coração
Hemocelas
Capilares
Pressão sanguínea
Velocidade de fluxo
Quantidade de 
alimentos transportados
por unidade de tempo
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87BIOLOGIA
	 (FUVEST) – Algumas crianças nascem com um de fei to no
cora ção denominado comunicação interven tri cu lar, ou seja, uma
co mu ni ca ção entre os dois ven trículos.
a) Faça um esquema do coração humano, indicando suas câma -
ras e como normalmente elas se comu nicam. Represente
nele a comunicação interven tricular.
b) Que consequência imediata o defeito traz para a circulação
sanguínea da criança?
c) Qual grupo de vertebrados tem a estrutura normal do
coração semelhante à de um coração humano com a
comunicação interventricular?
 (UFPR) – Quais foram as tendências evolutivas
relacionadas à circulação e ao coração dos vertebrados?
� (UNIFESP) – Entre os vertebrados, a conquista da
endotermia (homeotermia) representou, para os grupos que a
possuem, um passo evolutivo decisivo para a conquista de
ambientes antes restritivos para os demais grupos.
a) Copie a tabela em seu caderno de respostas e a preencha
com as características dos grupos apontados quanto ao
número de câmaras (cavidades) do coração.
b) Explique sucintamente como o número de câmaras do
coração e a endotermia podem estar correlacionados.
Módulo 40 – O automatismo cardíaco 
� Qual é a diferença entre o coração mio gê nico de um
vertebrado e o neurogênico de um artrópode?
� Em relação à pressão arterial, responda:
a) O que se entende por pressão máxima e pressão mínima?
b) Quais são os valores normais?
� O miocárdio funciona independentemente do sistema
nervoso graças ao grupo de células musculares especiais
situadas no átrio direito, que gera impulsos elétricos e determina
o ritmo dos movimentos cardíacos. Esse grupo de células é
denominado
a) nó sinoatrial.
b) válvula tricúspide.
c) válvula mitral.
d) no atrioventricular.
e) fascículo atrioventricular.
� (MACKENZIE) – A respeito do sistema circulatório humano,
é correto afirmar que
a) a parede do ventrículo direito é a mais espes sa, garantindo
maior pressão ao sangue que vai para os pulmões.
b) o ritmo cardíaco é controlado pelo bulbo e por nódulos
situados no coração.
c) as artérias são vasos que sempre levam san gue arterial.
d) as veias são vasos cujas paredes são mais espes sas e
musculosas para facilitar, com sua contração, o retorno do
sangue ao coração.
e) nenhum dos componentes do sangue atraves sa as paredes
dos vasos sanguíneos, caracteri zando uma circulação fechada.
� O coração pode, em determinadas situações, pulsar de
forma mais lenta e provocar tonturas, cansaço fácil, palpitações
ou desmaios. Nesse caso, pode haver necessidade do implante
de um aparelho, fabricado atualmente com alta tecno logia, que
substitui o marca-passo natural. Uma localização do marca-
passo natural pode ser indicada por:
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
� (UNISA) – Operações no coração para implante de pontes
de safena ocorrem quando há necessidade de melhorar a
circulação de sangue nas
a) veias cavas.
b) artérias coronárias.
c) artérias carótidas.
d) artérias pulmonares.
e) veias pulmonares.
� (FATEC) – O sangue geralmente chega aos órgãos na forma
arterial e deixa os nutrientes para as células realizarem seu
metabolismo. Quando sai dos órgãos em direção ao coração, é
venoso e possui toxinas que serão removidas pelos filtros, como
pulmões, rins, fígado etc.
O sangue que vai para os órgãos, em geral, é
a) rico em glicose e gás carbônico.
b) rico em glicose e oxigênio.
c) pobre em glicose e gás carbônico.
d) pobre em glicose e oxigênio.
e) rico tanto em gás carbônico quanto em oxigênio.
Anfíbios
(adultos)
Répteis não
crocodilianos
Aves Mamíferos
Número 
de câmaras
do coração
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88 BIOLOGIA
	 O coração dos mamíferos atua como uma bomba aspirante-
premente, recebendo sangue e bombeando-o a diversas pates
do organismo. O sangue que chega ao coração
a) sempre apresenta maior concentração de CO2 que de O2.
b) apresenta maior concentração de CO2 que de O2 se chegar
por veias.
c) pelo lado direito tem mais CO2 que o que sai pelo mesmo
lado.
d) pelas veias cavas tem maior concentração de CO2 que o que
sai pela artéria pulmonar.
e) pelas veias pulmonares tem mais O2 que o que sai pelas
artérias pulmonares.
 (FUVEST) – Esquematize o caminho de uma hemá cia do
sangue humano desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo.
Indique as partes do percur so, em que o sangue é venoso.
� (UFPEL) – A figura abaixo mostra o movimento do sangue
no ventrículo, através das artérias. Para facilitar o entendimento,
o esquema é representado por um ventrículo e uma artéria e a
parede arterial é exageradamente distendida.
(C. A. Ville. Biologia. Rio de Janeiro: Interamericana, 1979.)
Com base na figura e em seus conhecimentos sobre o sistema
circulatório, faça o que se pede.
a) Identifique o ventrículo representado na figura e as fases em
que ele se encontra nas situações A e B, respectivamente.
b) O sangue representado na figura é venoso ou arterial? Por
quê?
Texto para a questão �.
Em uma sala de cateterismo cardíaco, foram feitas vá rias
toma das de pressão sistólica do ventrículo esquerdo. Fo ram
feitas várias medidas de pressão, em intervalos regulares de
tempo. Após 30 minutos de exame, foi feita uma injeção de
contraste, fazendo com que a pressão se elevasse de A para B,
para depois cair de B para C e, em seguida, para o ponto D, onde
a pressão foi de 124mmHg, conforme mostra o gráfico.
� Qual a pressão sistólica do ventrículo esquerdo, cinco
minutos após a aplicação da injeção de contraste?
Módulo 41 – As hemácias e as plaquetas 
� Complete o quadro a seguir, no qual apa recem caracteres das
hemácias humanas.
� Que funções exercem no sangue as pro teínas abaixo
listadas?
a) Hemoglobina.
b) Fibrinogênio.
c) Albumina.
d) Gamaglobulina.
� (UNESP) – Vários atletas do continente ame ricano foram
convidados a participar de uma competição de atletismo na
cidade do Rio de Janeiro. Assim que os atletas desembarcaram
no Aeroporto Internacional, foram submetidos a vários testes e
exames, um dos quais o hemo grama. Um determinado atleta,
tendo perdido o seu passaporte durante a viagem, alegou ser
mexicano e que morarava na Cidade do México.
a) Qual o elemento figurado do sangue que, analisado por meio
do hemograma desse atleta, possibilitaria acreditar em sua
origem?
b) Justifique sua resposta.
Forma
Tamanho
Núcleo
Número/mm3
Função
Origem
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89BIOLOGIA
� A tabela a seguir apresenta os resultados dos exames de
três pacientes adultos, do sexo mas culino, e os valores
considerados normais para indivíduos clinicamente sadios.
a) Quem tem dificuldades na coagulação do sangue? Que
informação contida na tabela foi usada para responder?
b) Quem tem problema no transporte do oxigênio? Que
informação contida na tabela foi usada para responder?
� Uma fibra muscular, quando estimulada, mostra, como
primeira modificação marcante, um grande e rápido aumento
de íons (X) no cito plasma. Esses íons (X) são também neces -
sários para o processo de coagulação do san gue, como se
mostra, comparativamente, nas rea ções a seguir. Analise-as.
Os íons (X), importantes para a efetivação dos dois processos
citados, são íons de:
a) potássio. b)cálcio. c) sódio.
d) ferro. e) manganês.
� (FATEC) – O elemento do sangue e as subs tâncias que
participam do processo de coagulação são, respectivamente,
a) leucócitos; anticorpos, trombina, fibrina, íons Ca++.
b) hemácias; hemoglobina, fibrinogênio, fibrina, íons O++.
c) hemácias; tromboplastina, fibrinogênio, trom bina, íons Ca++.
d) plaquetas; tromboplastina, trombina, fibrino gênio, íons O++.
e) plaquetas; tromboplastina, trombina, fibrina, íons Ca++.
� Um paciente com carência de vitamina K no seu organismo
tem o tempo de coagulação san guínea aumentado, o que pode
desencadear graves hemor ragias. Essa vitamina atua no fíga do
para a produ ção de
a) protrombina. b) trombina
c) tromboplastina d) fibrinogênio 
e) fibrina 
	 A eritropoetina (Epo) é um hormônio sintetizado
principalmente pelos rins, com função de estimular a produção
de hemácias e de hemoglobina. A administração endovenosa
de Epo é uma das formas conhecidas de doping em
competições esportivas em que há exigência de elevado aporte
de oxigênio aos tecidos. 
Observe a figura abaixo: 
(Biological Sciences – Santa Barbara City College online. 
Disponível em:
<http://www.biosbcc.net/doohan/samplelhtm/Blood%20cells.htm>. 
Acesso em: 3 set. 2012. Adaptado.) 
Com base na figura e em seus conhecimentos sobre o tema, 
a) Cite o nome do órgão que é alvo primário da eritropoetina.
Justifique sua resposta. 
b) Explique como o aporte elevado de O2 aos tecidos pode
melhorar o desempenho físico. 
c) O uso frequente da Epo artificial pode trazer diversos efeitos
colaterais indesejáveis. Cite um desses efeitos. 
Na figura abaixo estão representadas hemácias de mamíferos e
de outros vertebrados. 
Com base nessa figura e em
seus conhecimentos sobre o
tema, 
d) Justifique a seguinte afir -
mativa: “Hemácias de
mamí feros pos suem
maior capacidade de
transporte de O2 quando
com paradas às hemácias
de outros vertebrados.” 
e) Tendo em vista a estrutura das hemácias de mamíferos,
expli que a importância da Epo para a homeostase desse
grupo de vertebrados. 
Eritrócitos
n.º/mm3
Leucócitos
n.º/mm3
Plaquetas
n.º/mm3
Paciente I 7.500.000 560 250.000
Paciente II 5.100.000 6.100 260.000
Paciente III 2.200.000 5.000 50.000
Padrão
4.600.000
a
6.200.000
4.300
a
10.000
150.000
a
500.000
CONTRAÇÃO MUSCULAR
Miosina
ATP −−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−→ ADP + P + Energia
ÍONS (X) + íons magnésio
COAGULAÇÃO DO SANGUE
Tromboplastina
Protrombina −−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−−→ Trombina
ÍONS (X) + vitamina K
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 A foto mostra sanguessugas sendo utilizadas para retirada
de um hematoma no local onde foi realizada uma cirurgia.
(Sônia Lopes. Bio 2, 2006.)
Após o corte cirúrgico, o sangue que extravasa coagula. Na
coagu lação, atuam substâncias como o fibrinogênio, a pro trom -
bina e uma substância plaquetária, a tromboplastina (ou
tromboquinase). Explique como essas substâncias participam
desse processo. 
� A tabela mostra os resultados dos exames de sangue de
três estudantes da UFTM.
Em relação aos resultados, responda: 
a) Qual estudante pode apresentar quadros hemorrágicos e
qual pode desenvolver uma possível infecção,
respectivamente? 
b) Qual deles pode estar anêmico? Explique por que pessoas
com anemia normalmente apresentam um quadro de
cansaço físico. 
Módulo 42 – Os leucócitos 
� Para funcionar na defesa do organismo, os leucócitos
apresentam, por meio da emissão de pseudópodes, duas
propriedades: diapedese e fago citose. No que consistem essas
pro prie dades?
� O desenho a seguir representa um esfregaço de sangue
humano.
Pergunta-se:
a) Qual célula transporta oxigênio, como é deno minada e que
pigmento possui?
b) Qual apresenta tromboquinase?
c) Qual participa na formação de anticorpos?
d) Qual aumenta em número na corrente san guínea nas
alergias?
e) Qual é o leucócito mais numeroso no san gue humano?
f) Quais são elementos figurados do sangue humano?
� As células do sangue são produzidas in in ter rup tamente pelo
tecidos hematopoiéticos que contêm células-tronco multipo -
tentes. Esse tecido está localizado
a) no pâncreas, constituindo a medula amarela.
b) no interior dos ossos, constituindo a medula óssea vermelha.
c) no interior da coluna vertebral, constituindo a medula
espinhal.
d) na superfície das glândulas suprarrenais, constituindo o
córtex da adrenal.
e) na superfície do encéfalo, constituindo o córtex cerebral.
� (FEI) – Quando um vírus invade nosso organismo, ocorre
um aumento de:
a) hemácias. b) plaquetas.
c) leucócitos. d) tromboplastina.
e) fibrina.
� As células do sangue são produzidas ininterruptamente em
nosso corpo. O encarre gado de produzir células sanguíneas é o
tecido hematopoiético, sendo várias as formas e funções
dessas células. Existe um tipo que é considerado como o de
maior tamanho e representa de 3% a 8% dos leucócitos. Seus
núcleos têm, em geral, forma de ferradura e seu citoplasma qua
se não possui granulações, daí serem chamados de
agranulócitos. Quando estas células recém-formadas migram
para os tecidos, terminam se diferenciando em macró fagos,
células muito ativas na fagocitose.
O texto acima faz referência aos
a) monócitos. b) linfótcitos.
c) basófilos. d) eosinófilos.
e) neutrófilos.
Conteúdo 
sanguíneo
Valores de
referência
Carlos Sérgio Camila
glóbulos 
vermelhos
3,9 – 5,6 
milhões/mm3
4,2 3,5 5,0
leucócitos
3,8 – 11,0
mil/mm3
12,0 5,8 6,7
plaquetas
150 – 450 
mil/mm3
230 350 50
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91BIOLOGIA
� Em relação à diapedese, é correto afirmar que é uma
característica do(a)
a) plasma.
b) glóbulo branco.
c) eritrócito.
d) plaqueta. 
e) hemácia.
� (FUVEST) – Um vírus foi identificado como a causa da
morte de centenas de focas no Mar do Norte e no Báltico. Ao
penetrarem no organismo, as primeiras células que esses vírus
invadem e prejudicam são os macrófagos e os linfócitos.
a) Explique por que as focas infectadas tornam-se
extremamente vulneráveis ao ataque de outros micro-
organismos patogê nicos.
b) Especifique a função de cada uma das células mencionadas.
	 O sangue é vermelho, rico em proteínas (ex.: hemoglobina)
e possui hemácias.
A linfa é incolor, pobre em proteínas (não possui hemoglobina)
e não apresenta hemácias.
Cite duas semelhanças entre o tecido conjuntivo sanguíneo e o
tecido conjuntivo linfático.
 (FGV) – Sob condições experimentais adequadas, é possível
fazer com que certos tipos celulares se dividam por mitose. Para
isso, tais células são colocadas em frascos contendo meio de
cultura e outras drogas necessárias à indução da divisão celular.
Com o objetivo de obter células para observar a mitose, um
laboratorista adotou o seguinte procedimento: colocou uma
amostra de sangue humano tra tado com anticoagulante em um
tubo de ensaio e, em seguida, centrifugou o tubo para precipitar
os elementos mais pesados. Ao final do processo, observou-se
o conteúdo do tubo e verificou-se a existência de três frações
bem distintas. As hemá cias, mais pesadas, ocupavam a fração
1 do tubo. Acima destas, uma fina camada de linfócitos formava
a fração 2. A fração 3 era constituída pelo plasma sanguíneo. 
Para o laboratorista observar células em divisão, que frasco deve
usar?
Módulo 43 – O sistema linfático 
� No que consiste o sistema vascular lin fático?
� Cite duas funções exercidas pelo sistema linfático, quando
ocorre, no organismo humano, uma inflamação (edema)
provocada por uma infecção bacteriana.
� No trajeto dos vasos linfáticos, encontram-se dilatações
denominadas gânglios linfáticos ou linfonodos. Que tipo de tecido
encontramos nos linfonodos?
� Analise o gráfico a seguir relacionado à produção de
anticorpos nas primeiras fases da vida de uma criança.
A análise do gráfico permite concluir que:
a) O feto não produz anticorpos.
b) O recém-nascido não produz anticorpos.
c) Na época do nascimento, a criança não está protegida, pois
produz poucos anticorpos.
d) Após o nascimento, a criança depende comple tamente dos
anticorpos maternos, pois é inca paz de produzir anticorpos.
e) Após o nascimento, a criança depende dos anti corpos maternos,
embora esteja produzindo os seus.
� Qual é a função dos gânglios linfáticos?
� (UFF) – Os betabloqueadores são empre gados na
terapêutica para o tratamento de hipertensão, arritmias
cardíacas, enxaquecas e tremores mus culares. Por outro lado,
eles têm sido utilizados para dopagem de atletas de esportes
como tiro ao alvo, arco e flecha e golfe, para melhorar o
desempenho através da redução dos batimentos cardíacos,
tremores e efeitos da ansiedade. Essa utilização tem sido
motivo de preocupação nos grandes eventos esportivos, como
os Jogos Pan-americanos.
Os beta bloqueadores atuam sobre os recep tores de
a) histamina e noradrenalina.
b) serotonina e histamina.
c) histamina e adrenalina.
d) serotonina e adrenalina.
e) adrenalina e noradrenalina.
� (MED. ABC) – O líquido intersticial que banha nossos
tecidos é formado por compo nentes do plasma sanguíneo,
filtrado através das paredes dos capilares. Nesse processo
intervêm, principal mente, dois mecanismos: pressão osmótica
resul tante da existência de proteínas no sangue e pressão da
circulação sanguínea.
Suponha que ocorram as três situações se guintes:
I. O rim passe a excretar grande quantidade de proteínas.
II. A pressão da circulação sanguínea diminua.
III. Os capilares sanguíneos sejam obstruídos.
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92 BIOLOGIA
Dentre as três situações anteriores, um aumento do líquido
intersticial pode ser devido somente a
a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) I e III.
	 (UFMG) – Determinado órgão, apesar de exercer funções
im por tan tes, como a produção de macrófa gos, muito ativos na
fago ci to se de vírus, bactérias e células inertes, além de atuar
no orga nis mo como um “filtro”, pode, em determinadas
condições, ser ex traí do do organismo humano sem grande
prejuízo para o indi víduo. 
A que órgão refere-se o texto?
 O que é uma íngua?
� Analise as informações a seguir sobre as ca racte rís ti cas de
uma verminose.
I. O parasita apresenta-se no interior dos vasos linfáticos da
pes soa infestada.
II. O hospedeiro intermediário pertence ao filo dos artró podes.
III. Geralmente acarreta um derrame de linfa nos tecidos, pro -
vocando uma inchação.
As características citadas referem-se à qual verminose? Qual o
agente etiológico e o vetor?
Módulo 44 – O sistema excretor 
� Por que é importante que os organismos se livrem das
substâncias nocivas ou inúteis, origi nadas das suas atividades
vitais?
� Complete a seguir o quadro com a estrutura excretora
existente nos animais citados.
� Quais são as excretas produzidas no meta bolismo dos
aminoácidos? Qual delas é a mais tóxica?
� Durante o metabolismo de aminoácidos, pro teínas e ácidos
nucleicos, são produzidos di versos compostos nitrogenados que
precisam ser excretados pelos animais. Com base no exposto,
faça o que se pede:
a) Qual a principal molécula nitrogenada ex cretada pelos peixes
ósseos?
b) Qual a principal molécula nitrogenada ex cre tada pelos seres
humanos?
c) Qual a principal molécula nitrogenada ex cretada por aves e
répteis?
d) Durante a evolução dos vertebrados, a ex creção de produtos
nitrogenados com maior eco nomia de água representou
vantagem adap tativa que contribuiu para a ocupação do am -
biente terrestre. Cite um desses compostos nitro genados. 
� (UFMG) – Observe o quadro:
Com base nos dados desse quadro, explique:
a) a viviparidade e a eliminação de ureia nos mamí feros;
b) a vantagem adaptativa de as aves e os répteis ter restres eli -
mi narem ácido úrico;
c) o tipo de ambiente necessário para os animais que eliminam
amônia.
� (UFBA) – Os principais resíduos do meta bolismo proteico
são excretados, nos diferentes grupos animais, sob forma de
amônia, amo níaco, ureia e ácido úrico. Essa variabi lidade de
forma de ex cre ção é adaptativa, dependendo do ambiente em
que vive o ani mal e da possi bilidade que tem de perder água. Na
tabela abaixo, a alternativa que apresenta a correspon dência
correta entre grupo animal, órgão excretor e principal resíduo
nitrogenado é:
� (UNESP) – O esquema seguinte representa a produção de
compostos nitrogenados a partir do metabolismo de um
composto orgânico em diferentes grupos animais.
Os números de 1 a 4 podem, nessa or dem, ser cor re ta mente
subs tituídos por
a) proteínas, amônia, mamíferos, ácido úrico.
b) carboidratos, ácido úrico, mamíferos, amônia.
c) carboidratos, amônia, répteis, ácido úrico.
d) proteínas, ácido úrico, invertebrados aquá ticos, amônia.
e) lipídios, amônia, invertebrados terrestres, ácido úrico.
Animais Estruturas excretoras 
1. Planária
2. Minhoca
3. Camarão
4. Mosca
Grau de toxicidade de produtos nitrogenados
Produtos nitrogenados Toxicidade
Amônia Alta
Ureia Média
Ácido úrico Baixa
Grupo animal Órgão excretor
Resíduo
nitrogenado
a) répteis nefrídeos ureia
b) insetos túbulo de malpighi ácido úrico
c) mamíferos rins amoníaco
d) anfíbios túbulo de malpighi ureia
e) vermes marinhos nefrídeos ácido úrico
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	 Damos a seguir uma lista de organismos, numerados de I
a III, e uma lista de estruturas excretoras, precedidas por uma
letra. Assinale a alternativa que contenha os organismos e suas
estruturas excretoras corres pondentes:
I. planária A) nefrídeos
II. minhoca B) túbulo de Malpighi
III. gafanhoto C) célula-flama
a) I-A; II-B; III-C. b) I-B; II-C; III-A.
c) I-C; II-A; III-B. d) I-B; II-A; III-C. 
e) I-C; II-B; III-A.
 (FUVEST) – Em mamíferos saudáveis, a concentração de
excreta nitrogenada difere na urina de herbívoros comedores de
grama e de carnívoros estritos.
a) Que excreta nitrogenada está presente na urina dos animais
de cada um desses grupos?
b) Em qual desses grupos de animais a concentração de
excreta nitrogenada é maior? Justifique sua resposta.
� (FUVEST)
a) Quais são os principais produtos de excreção nitrogenada
dos animais?
b) Qual desses produtos indica uma adaptação ao ambiente ter -
restre? Por quê?
� (FUVEST) – A tabela a seguir reúne algumas carac terís ticas
de quatro animais não cordados, A, B, C e D.
Quais podem ser, respectivamente, os animais A, B, C e D?
FRENTE 2
Módulo 17 – Sistema ABO: classificação e
herança
� Considere a genealogia a seguir, que indica os grupos
sanguíneos de alguns indivíduos. Quais são os genótipos dos
indivíduos I e II?
� Um homem de genótipo Ibi casa-se com uma mulher de
genótipo Iai. Qual a proba bili dade de o primeiro filho do casal ser
homo zigoto?
� Foi feita a determinação do grupo sanguí neo de uma
pessoa em relação ao sistema ABO; gotas de seu sangue não
aglutinaram na presença do soro anti-A nem do soro anti-B. O
sangue dessa pessoa deve pertencer ao grupo sanguíneo:
a) A b) B c) AB d) O e) ABO
� Em relação ao sistema sanguíneo ABO, complete o quadro
a seguir.
� Um homem de sangue tipo A, filho de pais, de sangue tipo
A e heterozigotos, casa-se com uma mulher de sangue tipo B,
filha de pais de sangue tipo B e heterozigotos. Qual a probabi li -
dade de o casal ter um menino de sangue tipo O?
� Uma mulher do grupo sanguíneo B teve uma filha do grupo
sanguíneo A. Essa filha se casou com um homem do grupo
sanguíneo AB.
Assinale a alternativa que indica corretamente as porcentagens
de chance de cada filho desse casal possuir determinado grupo
sanguíneo.
a) 50% do grupo A e 50% do grupo B.
b) 25% do grupo A, 25% do grupo AB, 25% do grupo B e 25%
do grupo O.
c) 50% do grupo AB, 25% do grupo A e 25% do grupo B.
d) 50% do grupo A, 25% do grupo AB e 25% do grupo B.
e) 50% do grupo A, 25% do grupo AB e 25% do grupo O.
� O heredograma a seguir mostra os dife rentes tipos
sanguíneos existentes em uma família.
Assinale a alternativa que contém dados corretos sobre o
indivíduo II 2.
Ani-
mais
Sistema
digestório
Sistema
circulatório
Sistema
respiratório
Sistema
excretor
Habitat
A incompleto ausente ausentesolenócito aquático
B ausente ausente ausente ausente aquático
C completo aberto traqueal túbulo de Malpighi terrestre
D completo fechado ausente nefrídio terrestre
Fenótipos Genótipos
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	 Na genealogia a seguir, os homens I e III pertencem ao
grupo san guíneo AB e as mulheres II e IV pertencem ao grupo
san guíneo O:
Qual a probabilidade de o casal V – VI ter um descendente AB?
 (UFRJ) – O sangue de Orlando aglutina quando colocado
em presença de soro contendo imunoglobulinas ou aglutininas
anti-A, e não aglutina quando colocado em presença de
imunoglobulinas ou aglutininas anti-B. Orlando casa-se com
Leila, que apresenta aglutinações inversas. O casal tem um filho
cujo sangue não aglutina em nenhum dos dois tipos de soro.
a) Qual o genótipo dos pais?
b) Qual a probabilidade de esse casal ter uma criança cujo
sangue aglutine nos dois tipos de soro? Justifique sua
resposta.
� No heredograma abaixo está representado o grupo san -
guíneo do sistema ABO, de cada indivíduo com ponente.
a) Determine os possíveis genótipos.
b) Qual a probabilidade de o primogênito do casal 10 x 11 ser
uma criança de sangue O e do sexo mascu li no?
Módulo 18 – Sistema ABO: as
transfusões
� Uma pessoa recebeu transfusão de sangue e morreu em
consequência dessa transfusão. Seu pai é do grupo sanguíneo AB
e sua mãe é do grupo sanguíneo A homozigota.
Pergunta-se:
a) A que grupo pertencia a pessoa em questão?
b) Que tipo de sangue a pessoa deve ter re cebido?
� Um casal com grupo sanguíneo B tem um filho que sofreu
um acidente e não pôde re ce ber sangue de seus pais por causa
da incompati bili dade sanguínea. Pergunta-se:
a) Qual o grupo sanguíneo do menino?
b) Por que a transfusão foi considerada in com patível?
� Complete a tabela a seguir, anotando C para as transfusões
compatíveis e I para as incom patíveis.
� Uma mulher de sangue tipo A, filha de pais tipo A, casa-se
com um homem do tipo B, filho de pais do tipo B. Tanto o
homem quanto a mulher possuem irmãos do tipo O. Qual é a
probabi lidade de o casal ter criança do tipo doador universal?
� Um homem de tipo sanguíneo O casa-se com uma mulher de
tipo sanguíneo B, cujo pai é do tipo O. Esse casal tem um filho. 25
anos depois, esse homem sofre um acidente e neces sita de
transfusão sanguínea. A proba bilidade de ele poder receber uma
transfusão de seu filho é de:
a) 1/2 b) 1/4 c) 3/4 d) 1 e) zero
� (UFPI) – Analise a situação a seguir:
Numa grande família, os pais apresentam fenóti pos diferentes entre
si e não podem rece ber transfusão sanguínea dos filhos, que são
todos do mesmo tipo sanguíneo. Os genótipos sanguíneos dos
indivíduos dessa família são:
a) Pais dos grupos A e O e filhos do grupo A.
b) Pais dos grupos A e B homozigotos e filhos do grupo AB.
c) Pais do grupo O e filhos do grupo AB.
d) Pais e filhos do grupo AB.
e) Pais dos grupos A e B heterozigotos e filhos do tipo O.
� (FUVEST) – A reação de aglutinação que ocor re em casos
de transfusão nos quais o sangue do doador e o sangue do
receptor são incom patíveis deve-se, basicamente, aos gru pos
sanguí neos do sistema ABO. A agluti nação é conse quência da
reação entre
Fenótipos Genótipos
a) O ii
b) A IAi
c) A IAIA
d) B IBi
e) AB IAIB
Doador Receptor Transfusão
1. A B
2. B AB
3. AB O
4. O A
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95BIOLOGIA
a) antígenos no plasma do receptor e anticor pos nas hemácias
do doador.
b) antígenos nos linfócitos do receptor e anticor pos nas
hemácias do doador.
c) anticorpos no plasma do receptor e antí genos nas hemácias
do doador.
d) anticorpos nas hemácias do doador e antí genos nos linfócitos
do receptor.
e) anticorpos nos leucócitos do doador e antí genos no plasma
do receptor.
	 Sobre os tipos sanguíneos do sistema ABO, assinale o que
for correto.
a) Os indivíduos do tipo sanguíneo AB pos suem aglutinina anti-
A e anti-B no plasma sanguíneo.
b) A herança genética do sistema ABO se proces sa por meio de
quatro pares de alelos, consti tuindo, portanto, um caso de
polialelia.
c) O tipo sanguíneo O é muito frequente e, por esse motivo, o
alelo responsável por sua expres são é dominante sobre os
demais.
d) Os indivíduos do tipo sanguíneo O possuem aglutinogênios
em suas hemácias, porém não têm aglutininas no plasma.
e) A transfusão de sangue de um doador do tipo A para um
receptor do tipo B provoca agluti nação, pois o receptor
possui aglutinina anti-A no plasma.
 (UNICAMP) – No início do século XX, o austríaco Karl
Landsteiner, misturando o sangue de indivíduos diferentes,
verificou que apenas algumas combinações eram compatíveis.
Descobriu, assim, a existência do chamado sistema ABO em
humanos. No quadro abaixo, são mostrados os genó tipos
possíveis e os aglutinogênios correspon dentes a cada tipo
sanguíneo.
a) Que tipo(s) sanguíneo(s) poderia(m) ser utilizado(s) em
transfusão de sangue para indivíduos de sangue tipo A?
Justifique sua resposta.
b) Uma mulher com tipo sanguíneo A, casada com um homem
com tipo sanguíneo B, tem um filho consi de rado doador de
sangue universal. Qual a probabilidade de esse casal ter um(a)
filho(a) com tipo sanguíneo AB? Justifique sua resposta.
� O hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo precisa
de sangue para que possa continuar a realizar cerca de 5
cirurgias por dia… Doadores, principalmente de sangue tipo O
positivo e O negativo, podem contribuir…
(Folha de S.Paulo)
a) Por que o hospital solicita em especial esses dois tipos san -
guíneos?
b) Por que é importante conhecer, em uma transfusão, as
proteí nas presentes no plasma do receptor e nas hemácias
do doador?
� (UNIFESP) – Um exemplo clássico de alelos múltiplos é o
siste ma de grupos sanguíneos humano, em que o alelo IA, que
codifica para o antígeno A, é codominante sobre o alelo IB, que
codifica para o antígeno B. Ambos os alelos são dominantes
sobre o alelo i, que não codifica para qualquer antígeno. Dois
tipos de soros, anti-A e anti-B, são necessários para a
identificação dos quatro grupos sanguíneos: A, B, AB e O.
a) Complete o quadro a seguir com os genótipos e as reações
antigênicas represente com os sinais + e – dos grupos san -
guíneos indicados.
b) Embora 3 alelos distintos determinem os grupos sanguíneos
ABO humanos, por que cada indivíduo é portador de
somente dois alelos?
Módulo 19 – O sistema Rh 
� Complete o quadro a seguir, relacionado ao fator Rhesus.
� A eritroblastose fetal é um processo grave observado em
recém-nascidos, quando as aglu tininas do sangue materno
agem sobre o feto, causando aborto ou doença hemolítica. Para
que isso ocorra, que tipo de fator Rh (Rh+; Rh–) devem
apresentar o pai, a mãe e a criança?
� (VUNESP) – Márcia desconhecia qual seu fator Rh, embora
soubesse que não poderia receber transfusão de sangue Rh
positivo; sabia, ainda, que um de seus irmãos, ao nascer, havia
apresentado eritroblastose fetal e que seu pai era Rh positivo,
filho de mãe Rh negativo. Com base nessas informações, pode-
se admitir que, em termos de fator sanguíneo Rh, Márcia
a) pertence ao mesmo grupo da mãe, embora ela seja
homozigota e sua mãe, heterozigota.
b) é necessariamente homozigota, a exemplo do que acontece
com o genótipo de seu pai.
Tipo sanguíneo Genótipo Aglutinogênio
A IAIA ou IAi A
B IBIBou IBi B
AB IAIB A e B
O ii Nenhum
Grupo 
Sanguíneo
Fenótipos
Reação com
Genótipos
Anti-A Anti-B
AB
O
Grupo Antígeno nas hemácias Genótipos
Rh+
Rh–
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96 BIOLOGIA
c) poderia receber transfusão sanguínea de seu pai, mas nunca
poderia recebê-la de sua mãe.
d) pertence a um grupo diferente do de seu pai; no entanto,
apresenta genótipo e fenótipo iguais aos de sua mãe.
e) é necessariamente heterozigota, a exemplo do que acontece
com o genótipo de sua mãe.
� Sobre a eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-
nascido (DHRN), são feitas as afirmações a seguir:
I. O filho recebe do paium gene Rh+.
II. O sangue da mãe é Rh negativo.
III. Os anticorpos da mãe vão para o filho e começam a destruir
os glóbulos sanguíneos.
Marque a alternativa:
a) se todas estiverem corretas.
b) se apenas III a estiver correta.
c) se apenas I e II estiverem corretas.
d) se apenas I estiver correta.
e) se todas estiverem incorretas.
�
Considere o heredograma acima, que mostra a tipagem ABO e
Rh dos indivíduos. Sabendo -se que o casal 5 x 6 já perdeu uma
criança com eritroblastose fetal, a probabilidade de nascer uma
menina do tipo O, Rh+ é de:
a) b) c) d) e) 
� (PUC-SP) – Um casal apresenta aglutino gênios (antígenos)
A e Rh em suas hemácias e tem um filho “doador universal”.
Esse casal
a) pertence ao grupo sanguíneo B e é Rh positivo.
b) pertence ao grupo sanguíneo B e é Rh negativo.
c) é homozigoto recessivo para o sistema sanguíneo ABO e
para o fator Rh.
d) é heterozigoto para o sistema sanguíneo ABO e homozigoto
recessivo para o fator Rh.
e) é heterozigoto para o sistema sanguíneo ABO e para o fator
Rh.
� O quadro a seguir mostra os resultados das tipagens ABO
e Rh de um casal e de seu filho. O sinal + indica reação positiva
e o sinal – indica reação negativa.
Considere as seguintes afirmações:
I. Essa mulher poderá dar à luz uma criança com eritroblas tose
fetal.
II. Em caso de transfusão sanguínea, a criança po derá receber
sangue tanto da mãe quanto do pai.
III. O genótipo do pai pode ser IAIARR.
Assinale:
a) se somente III estiver correta.
b) se somente II estiver correta.
c) se somente I estiver correta.
d) se somente I e III estiverem corretas.
e) se somente II e III estiverem corretas.
	 No heredograma abaixo, o casamento mostrado é o
primeiro tanto para o homem quanto para a mulher, e ela nunca
recebeu transfusão de sangue nem injeção de imunoglobulina
Rhogam.
Sabendo que 4 e 6 tiveram a doença hemolítica do recém-nas -
cido, identifique, respectivamente, os genótipos dos diversos
membros da família.
 Uma mulher que, na infância, foi afetada pela eritroblastose
fetal casou-se com um homem que não teve a doença, mas
teve vários irmãos mais velhos que foram afetados.
a) Dê os prováveis genótipos, em relação ao fator Rh, do casal
e de seus pais.
b) Se eles constituírem uma família grande, qual será o risco de
terem um filho com a doença hemolítica? Explique.
1
—
6
1
—
8
1
—
2
1
—
4
1
—
3
Soro anti-A Soro anti-B Soro anti-Rh
Pai + – +
Mãe – + –
Criança – – +
Indivíduos Genótipos
1
2
3
4
5
6
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97BIOLOGIA
� (UFTM) – Um casal e sua filha única fizeram o teste para
des cobrir as tipagens sanguíneas, os resultados foram indicados
nas lâminas.
Em relação aos resultados obtidos, responda:
a) Qual deles, pai, mãe ou filha, pode ser considerado doador
universal para o sistema ABO? Justifique sua resposta.
b) Sabendo que a mãe nunca recebeu sangue em uma trans -
fusão, explique por que a filha não teria a possibilidade de
desenvolver a eritroblastose fetal.
Módulo 20 – O sistema MN 
� Complete o quadro a seguir:
� Na genealogia abaixo, estão representados os grupos
sanguíneos dos sistemas Rh e MN para quatro indivíduos. Qual
a probabilidade de o indivíduo número 5 ser Rh–, MN?
� Uma mulher do tipo sanguíneo AB – Rh ne ga tivo – M casa-
se com um homem do tipo san guí neo O – Rh negativo – N. Os
fenótipos pro vá veis de seus filhos serão:
a) O – M – Rh positivo.
b) AB – N – Rh negativo.
c) A, B – MN – Rh negativo.
d) O, A, AB – Rh positivo.
e) AB, A, O, B – MN – Rh negativo.
� Determine o provável genótipo do pai de três crianças cuja
mãe apresenta sangue do tipo A, MN e Rh positivo.
Primeira criança – AB, N, Rh positivo
Segunda criança – O, MN, Rh negativo
Terceira criança – AB, M, Rh positivo
a) IBi MN Rr b) IAIB MN Rr
c) IAi MN rr d) ii NN RR
e) IBi MN Rr ou rr
� (PUC-SP) – O quadro a seguir indica os resultados das
determinações dos grupos sanguíneos dos sistemas ABO e MN
para um casal:
Esses resultados nos permitem concluir que esse casal poderá
ter um filho com qualquer um dos fenótipos abaixo, exceto:
a) B, N b) AB, M c) B, MN
d) A, MN e) A, M
� (UNIP) – Discute-se a paternidade de uma criança com o
seguinte fenótipo sanguíneo: A; MN; Rh–. Sua mãe pertence ao
grupo B; N; Rh–. Qual é o fenótipo provável do suposto pai?
a) B; MN; Rh– b) AB; N; Rh–
c) A; N; Rh+ d) AB; M; Rh+ 
e) O; MN; Rh+
� Considerando-se, simultaneamente, os três sistemas (ABO,
Rh e MN), quantos fenótipos e genótipos são possíveis?
a) 4 e 16 b) 8 e 12 c) 16 e 24
d) 54 e 24 e) 24 e 54
	 No quadro abaixo, aparecem as quantidades de indivíduos
pertencentes ao sistema sanguíneo MN, numa amostragem de
uma população.
Calcule a frequência dos genes M e N nessa amostragem.
Grupo Antígeno nas hemácias Genótipos
M
N
MN
Soro anti-A Soro anti-B Soro anti-M Soro anti-N
� + + + –
� – + + +
Grupo Quantidade
M 350
N 400
MN 250
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98 BIOLOGIA
 (FUVEST) – Um casal afirma que uma determinada criança
encontrada pela polícia é seu filho desa parecido. Diante de tal
situação, foram realizados exames para verificar tal possi -
bilidade, sendo que os resultados dos testes para grupos
sanguíneos foram:
suposto pai: Rh+, A, M;
suposta mãe: Rh+, B, N;
criança: Rh–, O, MN.
Explique como esses resultados excluem ou não a possibilidade
de que a criança em questão seja o filho do casal.
� Um homem do grupo MN casa-se com uma mulher do
grupo N. Qual é a probabilidade de o casal vir a ter dois meninos
do grupo N?
Módulo 21 – A interação gênica 
� Em popula ções de abóbora comum, existem variedades
que apre sentam frutos esféricos e amarelos e frutos discoides
e brancos.
De um cruzamento parental entre indivíduos de linhagens puras
de frutos esféricos e amarelos e indivíduos que produzem frutos
discoides e brancos, obteve-se uma F1 em que todos os
indivíduos apresentavam frutos discoides e amarelos.
Do cruzamento entre indivíduos da F1, obteve-se uma geração
com quatro classes fenotípicas em relação à cor e à forma do
fruto.
A probabilidade de ocorrerem indivíduos com genótipos
idênticos aos das duas linhagens parentais é de:
a) b) c) d) e) zero
� Em galinhas Leghorn, o gene C determina a manifestação
de cor, porém é inibido pelo gene I. O alelo recessivo c não
manifesta cor, enquanto o alelo i não inibe C. Um galo branco,
cruzando com uma galinha branca, pro duziu em F1: 50% de
aves brancas e 50% de aves coloridas.
a) Como é chamada essa forma de interação gênica?
b) Quais os genótipos do cruzamento?
� (FUVEST) – Na espécie humana, a surdez hereditária
recessiva está relacionada a diversos pares de alelos, situados
em cromossomos distintos. Para que a audição seja normal, são
necessários alelos dominantes em todos os locos. De um casal
de surdos, nasceram seis crianças, todas com audição normal.
Em uma situação simplificada, consideremos apenas dois dos
pares de genes (Dd e Ee) envolvidos na característica. Pode-se
concluir que os genótipos dos pais e das crianças são:
� (VUNESP) – Em ratos a coloração do pelo depende da ação
de dois pares de genes independentes. O gene C leva à
formação de pigmento e seu alelo c, em condição homozigótica,
impede a formação de pigmento.
O gene B produz cor preta e seu alelo b determina a cor
marrom.
Um rato preto heterozigoto (para os dois loci gênicos) é cruzado
com um rato albino homozigoto recessivo (para os dois loci
gênicos). 
Assinale a proporção fenotípica esperada na descendência
desse cruzamento.
a) 3 pretos : 1 albino.
b) 1 preto : 1 marrom : 2 albinos. 
c) 2 marrons : 1 albino.
d) 2 pretos : 2 albinos. 
e) 2 pretos : 1 marrom : 1 albino.
� (PUCC-SP) – Em certa raça de cães, dois pares de genes
autos sômicos e com segregação independente determinam a
pigmentação dos pelos: o alelo M condiciona cor preta e o alelo
m, marrom; o alelo B, que permite a formação de pigmento, é
dominante em relação ao alelo b, que é inibidor e determina
pelos brancos. Na descendência do cruzamento MmBbx
mmbb, espera-se uma proporção fenotípica de:
a) 9 pretos : 6 marrons : 1 branco
b) 9 pretos : 3 marrons : 4 brancos
c) 2 pretos : 1 marrom : 1 branco
d) 1 preto : 1 marrom : 2 brancos
e) 1 preto : 1 marrom
� Em beringelas, o alelo B determina a produção de fruto
colorido; em beringelas bb, a enzima que catalisa a formação
de pigmento não é produzida e o fruto é branco. Em outro par
de alelos, herdado de forma independente, o alelo A impede a
manifestação do alelo B. Homozigotos aa não impedem a
manifestação da cor do fruto. Se forem cruzadas beringelas
duplo-heterozigotas, espera-se na descendência:
1
––
8
1
––
2
3
––
4
1
––
4
Pais Crianças
a) DDee – DDee 100% Ddee
b) DDEE – ddee 50% ddEE – 50% DDee
c) DDee – ddEE 100% DdEe
d) DdEe – DdEe
25% DDEE – 50% DdEe –
25% ddee
e) Ddee – ddee 50% ddee – 50% Ddee
C3_2A_TEO-EXER_VERMELHO_Biologia_Clayton_2021 23/06/21 16:24 Página 98
99BIOLOGIA
� (UNICAMP) – Nos cães labradores, apenas dois genes
autossô micos condicionam as cores preta, chocolate e dourada
da pelagem. A produção do pigmento da cor preta é
determinada pelo alelo dominante B e a do pigmento chocolate,
pelo alelo recessivo b. O gene E também interfere na cor do
animal, já que controla a deposição de pigmento na pelagem. A
cor dourada é determinada pelo genótipo ee.
Uma fêmea dourada cruzou com um macho chocolate e teve
filhotes com pelagem preta e filhotes com pelagem chocolate,
na mesma proporção. Quando essa mesma fêmea dourada
cruzou com um macho preto, nasceram oito filhotes, sendo um
cho co late, três pretos e quatro dourados.
a) Qual o genótipo da fêmea mãe? Identifique e explique o tipo
de interação gênica observada entre os genes envolvidos.
b) Quais são os genótipos do cão preto (pai) e de seu filhote
cho colate? Mostre como chegou à resposta.
	 (UFSCar) – Na herança da cor do fruto da moranga, estão
envol vidos dois pares de genes, A/a e B/b. O gene B produz
frutos amarelos, mas, na presença do gene A, ele é inibido e
produz frutos brancos, como seu alelo b. O indivíduo duplo-
recessivo produz frutos verdes. Uma planta homozigota,
produtora de frutos amarelos, é cruzada com outra, produtora de
frutos verdes. Uma planta, filha desse cruzamento, que será
chamada de planta I, foi cruzada com outra planta, II, produtora
de frutos brancos. O cruzamento entre a planta I e a planta II
produziu 4/8 de plantas com frutos brancos, 3/8 de plantas com
frutos amarelos e 1/8 de plantas com frutos verdes. Responda:
a) Que denominação se dá a este tipo de interação entre os
genes A e B?
b) Quais os genótipos das plantas I e II?
 (VUNESP) – Em ratos, a coloração do pelo depende da
ação de dois pares de genes com segregação independente. O
gene C leva a formação de pigmento, e seu alelo c, em condição
homozigótica, impede a formação de pigmento. O gene B
produz cor preta, e seu alelo b determina a cor marrom. Um rato
preto heterozigoto para os dois locus gênicos é cruzado com
um rato albino homo zigoto recessivo (para os dois locus
gênicos). Qual é a proporção feno típica esperada na des -
cendência desse cruzamento?
Módulo 22 – A herança quantitativa
� Um mulato, filho de pai negro e mãe branca, casa-se com
uma mulher branca. Deter mine a probabilidade de nascer:
a) uma menina com o fenótipo do pai.
b) um menino com o fenótipo da mãe.
c) uma criança com fenótipo diferente dos dos pais.
� Dê os genótipos dos indivíduos da genealogia seguinte.
� Supondo-se que a cor da pele humana seja condicionada
por apenas dois pares de genes autossômicos (A e B)
contribuintes, qual a probabilidade de um casal de mulatos,
ambos com genótipo AaBb, ter um filho branco?
� Na determinação de certa característica com herança
quantitativa, estão envolvidos três pares de genes. Do
cruzamento entre indivíduos com genótipo triplo-heterozigoto, a
proporção esperada de indivíduos triplo-homozigotos é de:
a) b) c)
d) e)
� (UNAERP) – A distribuição fenotípica mostrada no gráfico
abaixo, correla cionando altura com número de indivíduos, ilustra
um caso de:
Brancas Coloridas
a) 9/16 7/16
b) 12/16 4/16
c) 13/16 3/16
d) 15/16 1/16
e) 16/16 –
1
–––
16
1
–––
8
1
–––
2
1
–––
64
1
–––
32
C3_2A_TEO-EXER_VERMELHO_Biologia_Clayton_2021 23/06/21 16:24 Página 99
100 BIOLOGIA
a) herança quantitativa.
b) alelos múltiplos.
c) codominância.
d) pleiotropia.
e) dominância incompleta.
� Quando se analisa estatisticamente os registros de corrida
de cavalos puro-sangue, descobre-se que uma quantidade
considerável de variações de desempenho nas pistas é devida
às diferenças genéticas, levando-se a crer que o caráter
velocidade, em corrida, é hereditário. Temos então que a análise
genética de características complexas, tais como a velocidade
dos cavalos de corrida, é conhecida como genética quantitativa.
Em um haras foi cruzado um cavalo veloz com uma égua lenta,
obtendo-se em F1 indivíduos com caracteres intermediários
que, quando cruzados entre si, geraram 256 descendentes,
sendo 4 tão rápidos e 4 tão lentos quanto a geração parental.
Diante do exposto se pode concluir que o número de pares de
genes atuando na determinação do caráter estudado é:
a) 6 b) 3 c) 4 d) 5 e) 8
� Em ervilhas, por exemplo, um único par de alelos
determina, ao mesmo tempo, três características diferentes
relacionadas à cor das flores, à cor das sementes e à presença
ou ausência de manchas junto às folhas. Na espécie humana
existe o caso de um par de genes condicionar a chamada
esclerótica azul e também a presença de ossos frágeis. No
homem também foi constatado que certos defeitos estru turais
do coração, bem como graves defeitos visuais, eram condicio -
nados pela ação de um único par gênico.
Esse texto se refere a casos de 
a) mestiçagem.
b) pleiotropia.
c) retrocruzamento.
d) poligenia.
e) epistasia.
	 Na espécie humana, a quantidade de melanina é
condicionada por herança quantitativa, devida a dois pares de
genes, determinando cinco classes: negro, mulato escuro,
mulato médio, mulato claro e branco.
a) Uma mulata, filha de pai branco e mãe negra, casa-se com
um homem branco. Quanto à cor da pele, como poderão ser
seus filhos?
b) Do casamento de um mulato escuro com uma mulher
branca, qual a probabilidade de esse casal vir a ter um filho
mulato claro e do sexo masculino?
 (VUNESP) – Em uma determinada espécie vegetal, o peso
do fruto, devido à herança quantitativa, varia de 0,8 a 2,0 g,
sendo que cada gene aditivo contribui com um acréscimo de
0,2 g. O cruzamento entre indivíduos heterozigotos resultou em
320 frutos. Qual deverá ser a quantidade esperada de frutos
com 2,0 g?
� (UNICAMP) – Um pesquisador cruzou paineiras de flores
pink com paineiras de flores brancas. Os descendentes (F1)
foram cruzados entre si, produ zin do sempre as seguintes
frequências fenotípicas na geração F2:
a) Qual o tipo de herança da cor da flor da paineira?
b) Indique as possibilidades de se obter em um cru zamento
I) apenas flores de cor branca;
II) apenas flores de cor rosa-médio.
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101BIOLOGIA
FRENTE 1
Módulo 33 – O Sistema digestório 
� Plásticos – estrutura do organismo – pro teínas.
Energéticos – fontes de energia – carboi dratos.
Mistos – plásticos e energéticos – lípides.
Reguladores – controladores de funções vitais – vitaminas.
� Os alimentos são constituídos por macro mo léculas que
precisam ser transfor madas em moléculas menores para serem
absor vidas pelas células.
� a) Começa no tubo digestório, comple tando-se no interior
das células. Exemplo: platielmintes.
b) Ocorre totalmente no interior das células. 
Exemplo: poríferos.
� A � E
� C � D
	 D
 a) No paramécio.
b) Lisossomo.
c) Na lombriga, nematelmite que possui tubo digestório
comple to, contendo orifício de ingestão (boca) e de egestão
(ânus).
� a) Sim. Ele é ectotérmico; permane cendo no interior do rio
(temperatura: 18.°C), sua temperatura corpórea dimi nui -
rá, retardando a hidrólise enzimática dos alimentos.
b) Sendo o homem um organismo endotérmico, a digestãoocorrerá com a mesma velocidade no rio ou em suas mar -
gens, porque ele consegue manter constante sua tempe -
ratura corpórea.
� a) 
b) 
Módulo 34 – A Digestão Humana 
� A � D
� E � B
� D � B
� a) Deve ser fixado o pH ótimo, que é 2.
b) 
c) Temperaturas superiores a 45°C ocasio nam desnaturação
térmica parcial das enzimas, diminuindo sua eficácia e
contrariando os dados das colunas B e C. Na temperatura
de 60°C, a desnaturação é total.
	 a) 
Pele Vias Respiratórias Intestino Grosso
Staphylococcus
Neisseria x x
Estômago Duodeno IntestinoGrosso
Helicobacter x
Enterococcus x
Escherichia x
Tubo Temperatura pH
1 20°C 2
2 30°C 2
3 40°C 2
4 50°C 2
5 60°C 2
Tabela I (tubos-teste)
Tubo 1 Tubo 2 Tubo 3
pH: ___2
enzima: ___M
substrato: ___+
temperatura: 20___
pH: ___2
enzima: ___M
substrato: ___+
temperatura:40___
pH: ___2
enzima: ___M
substrato: ___+
temperatura: 60___
Tubo 4 Tubo 5 Tubo 6
pH: ___8
enzima: ___N
substrato: ___+
temperatura: 20___
pH: ___8
enzima: ___N
substrato: ___+
temperatura: 40___
pH: ___8
enzima: ___N
substrato: ___+
temperatura: 60___
Resolução dos Exercícios-Tarefa
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102 BIOLOGIA
b) 
 Secretina.
Módulo 35 – A Digestão nos Ruminantes 
� a) Pança ou rúmen; barrete ou retículo; omaso ou folhoso;
e abomaso ou coagulador.
b) Na pança.
� Celulase, vitaminas K e complexo B, além de aminoácidos
e proteínas.
� D � A
� E � D
� C
	 a) 1, 4, 2 e 3.
b) 4. O coagulador realiza a digestão química (enzimática). É
análoga ao estômago humano, porque ambos realizam a
mesma função.
 a) Ruminantes
b) vaca, carneiro, cabra.
� a) Os ruminantes possuem, em seu trato digestório, bacté -
rias produtoras de enzimas que digerem a celulose, prin -
cipal componente da parede celular das células vegetais.
b) Os cupins são invertebrados que comem madeira. A ma dei -
ra é formada por células mortas, constituídas ape nas de
paredes celulares. Esses animais possuem, em seu trato
digestório, protozoários do gênero Trychonynpha, pro du tores
de enzimas que digerem a celulose da ma deira.
Módulo 36 – O Sistema Respiratório 
� a) Anfíbios.
b) Epiderme delgada, úmida, permeável e vascularizada.
c) Contrações da musculatura intercostal nos representantes
das classes répteis, aves e mamíferos, e bem como do dia -
frag ma nos mamíferos.
� a) Água: sistemas cutâneo e branquial.
Ar: sistemas traqueal e pulmonar.
b) Minhoca e medusa – difusão; barata – traqueal; camarão –
branquial.
c) Respiração cutânea.
� a) O órgão é a brânquia. Por difusão, ela retira O2 da água
para o sangue e elimina CO2 do sangue para a água.
b) A elevação da temperatura diminui o grau de solubilidade de
O2 na água.
� C � D � C
� Respectivamente crustáceos, platielmintes, insetos e
mamíferos.
	 Classe dos insetos, filo dos Artrópodes.
 a) A hemoglobina do girino; porque, mesmo em tensões
baixas de oxigênio, ela consegue um elevado grau de
saturação.
b) Ela deve ter uma afinidade pelo O2 superior à da hemoglobina
ma ter na para poder retirar oxigênio da mãe. Se ocorresse o
oposto, ou seja, a he moglobina materna apresentasse uma
afinidade superior à fetal, a ges tação tornar-se-ia inviável,
porque o feto teria uma hipóxia (falta de O2).
Módulo 37 – A Respiração Humana
� a) A respiração pulmonar realiza a cap tação de O2 e a
eliminação de CO2. A respi ração ce lular é um processo
bio quí mico que con some matéria orgâ nica e oxi gênio,
pro duzindo CO2, H2O e ATP.
b) Nos alvéolos pulmonares, o O2 asso cia-se às moléculas de
hemoglobina pre sentes nas hemácias, sendo trans por tado
às cé lulas pelo sangue. O CO2 per corre ca mi nho inverso.
� Contrações e relaxamentos da muscu la tu ra intercostal em
répteis, aves e ma mí fe ros, bem como do dia fragma em ma mífe -
ros.
� Perfurações no tórax podem ocasionar a entrada de ar,
equilibrando as pressões in terna e externa, comprometendo a
venti lação pulmonar e levando à morte por asfixia.
Tubo 10 Tubo 11 Tubo 12
pH: ___8
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 20___
pH: ___8
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 40___
pH: ___8
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 60___
Tabela II (tubos-controle)
Tubo 7 Tubo 8 Tubo 9
pH: ___2
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 20___
pH: ___2
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 40___
pH: ___2
enzima: ___–
substrato: ___+
temperatura: 60___
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103BIOLOGIA
� a) Participam da inspiração e da expi ração os músculos
intercostais e o diafragma.
A contração simultânea desses mús culos aumenta o
volume da caixa to rá ci ca, diminui a pressão interna e,
consequentemente, o ar penetra no pulmão. É a inspiração.
O relaxamento simultâneo desses mús culos diminui o
volume da caixa torácica, aumenta a pressão interna e,
consequentemente, o ar sai do pul mão. É a expiração.
b) Prendendo-se a respiração, aumenta-se a concentração de
CO2 no sangue, que se combina com a água, formando
ácido carbônico.
Com a acidez sanguínea, aumentando, o sistema nervoso
central envia im pulsos irresistíveis aos músculos res pi -
ratórios, levando o indivíduo a deso bstruir as vias
respiratórias, pas sando a respirar. 
� C � B � D
	 a) O fumo apresenta substâncias químicas que provocam
mutação nos genes reguladores da divisão celular. Isso
acarreta uma proliferação celular descontrolada,
originando o tumor cancerígeno.
b) A fumaça proveniente do meio exter no penetra pelos
espiráculos, percorre as ramificações das traqueias e chega
às células do corpo, sem passar pela hemolinfa do sistema
circulatório.
 a) Hemácia.
b) Indivíduos provenientes de regiões de elevada altitude
possuem um número maior de hemácias para compensar a
baixa pressão parcial do O2 nessas regiões onde o ar é rarefeito
� a) Em locais de altitudes elevadas, onde o ar é rarefeito, a
quantidade do oxi gê nio transportada pela hemo glo bi na
di minui, afetando o rendimento da res piração aeróbia nos
tecidos.
b) O aumento da frequência respiratória no período de
aclimatação é causado por estímulos gerados em
quimiorreceptores, devido à baixa pressão de oxigênio. Num
segundo instante, o centro respiratório bulbar reage a esses
estímulos, aumentando também a frequência respi ratória.
Módulo 38 – Tipos de Circulação
� 1 – nutrientes; 2 – excretas; 
3 – gases (O2 e CO2); 4 – hormônios.
� No sistema aberto, o sangue circula em vasos e cavidades
denominadas lacunas. No sistema fechado, circula continua -
mente no interior de vasos.
� Peixes – simples e completa.
Anfíbios e répteis – dupla e incompleta.
Aves e mamíferos – dupla e completa.
� C � E � E
� B 	 C
 a) não possuem sistema verdadeiro de transporte.
b) sistema circulatório aberto.
c) não possue sistema verdadeiro.
d) circulação fechada simples.
�
� Anfíbios e Répteis. Incompleta pois há mistura de sangue
venoso e arterial.
Módulo 39 – Os corações dos vertebrados
� Peixes – 1A e 1V.
Anfíbios – 2A e 1V.
Répteis – 2A e 2V incompletamente separados na maioria e
completamente separados nos crocodilianos.
Aves e mamíferos – 2A e 2V.
� a) Caminho: VD – artéria pulmonar – pulmões – veias
pulmonares – átrio esquerdo.
b) O sangue é venoso no VD e nas artérias pul monares.
� a) Nos mamíferos, o sangue transporta gases respiratórios
(O2) e (CO2).
b) Nos insetos, o sangue não transporta gases, o que é feito
pelas traqueias.
Sistema 
Circulatório
Lacunar 
(aberto)
Sistema 
Circulatório
Fechado
Coração Ausente Presente
Hemocelas Presente Ausente
Capilares Ausente Presente
Pressão sanguínea Baixa Alta
Velocidade de fluxo Baixa Alta
Quantidade
de alimentos 
transportados
por unidade 
de tempo
Baixa Alta
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104 BIOLOGIA
� a) Septo muscular separando totalmente o ventrículo
direito do esquerdo, como também a separação
completa dos átrios direito e esquerdo.
b) Aves e répteis crocodilianos.
c) Átrio esquerdo– ventrículo es querdo – átrio direito
–ventrículo direito.
� D � D � D
	 a) 
b) Mistura de sangue arterial e venoso, tornando a criança
cianótica.
c) Répteis não crocodilianos.
 Aumento do número de cavidades cardíacas; tendência à
separação da circulação venosa e da arterial, aumentando a
capacidade do transporte de O2; e a conquista da endotermia
(homeotermia) nas aves e nos mamíferos.
� a) 
b) O aumento do número de cavidades cardíacas e a pre sença
de circu lação fechada, dupla e completa, onde o sangue
venoso não se mistura ao arterial, permitiram um transporte
mais eficiente de O2 aos tecidos, com con sequente
aumento da taxa metabólica, fator fun damental na
conquista da endotermia.
Módulo 40 – O Automatismo Cardíaco 
� No miogênico, o batimento se origina no próprio coração;
no neurogênico, o bati mento é iniciado e conduzido ao mio -
cárdio pelo tecido nervoso.
� a) A máxima ou sistólica é determinada pela contração
(sístole) do ventrículo es querdo, quando bombeia o
sangue para a aorta. A mínima ocorre pela dilatação
(diástole) quando o ventrí culo esquerdo re cebe o sangue
arterial do átrio es querdo. 
b) A máxima corresponde a 120 mmHg e a mínima a 80 mmHg.
� A � B � D
� B � B 	 E
 Trata-se da pequena circulação, ou circulação pulmonar.
A hemácia percorre o seguinte trajeto: ventrículo direito (sangue
venoso) → artéria pulmonar (sangue venoso) → al véolo
pulmonar (onde ocorre a hematose, ou seja, o sangue venoso
transforma-se em arterial) → veia pulmonar (sangue arterial) →
átrio esquerdo (sangue arterial).
� a) Trata-se do ventrículo esquerdo. Ele bombeia sangue
para a artéria aorta. Em A, ele está em sístole e, em B,
em diástole.
b) Sangue arterial, porque apresenta ele vado grau de satu ração
pela oxie moglobina, sendo, na sístole, bom beado para o
interior da artéria aorta.
� O ponto médio do segmento AB
___
tem coordenadas (35;
145). Assim, cinco minutos após a aplicação da injeção, que foi
aos 30 minutos, a pressão sistólica do ventrículo esquerdo era
de 145mmHg.
Módulo 41 – As Hemácias e as plaquetas 
� Forma – circular e bicôncava.
Tamanho – 7 micrômetros de diâmetro.
Núcleo – ausente.
Número/mm3 – 5.500.000 no homem e 5.000.000 na
mulher.
Função – transporte de O2 e CO2.
Origem – tecido hematopoiético.
� a) Transporte de oxigênio.
b) Coagulação sanguínea.
c) Pressão osmótica do sangue.
d) Defesa do organismo.
� a) Hemácia.
b) Indivíduos provenientes de regiões de ele vada altitude
possuem um número maior de hemácias, para compensar
a baixa pressão parcial do O2 nessas re giões, onde o ar é
rarefeito.
AD AE
VD
VE
Comunicação
interventricular
Anfíbios 
(adultos)
Répteis 
não
crocodilianos
Aves Mamíferos
Número de
câmaras do
coração
3 (2 átrios e 
1 ventrículo)
3 (2 átrios e 
1 ventrículo)
parcialmente 
dividido 
pelo septo 
interventricular)
4 (2 átrios 
e 2 
ventrículos
4 (2 átrios 
e
2 ventrículos)
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105BIOLOGIA
� a) O paciente III tem dificuldades na coa gu lação do sangue.
Ele apresenta uma trom bopenia, ou seja, uma dimi -
nuição do n.úmero de plaquetas.
b) O paciente III tem problema no trans porte do oxigênio,
porque apresenta uma forte anemia, possuindo apenas
2.200.000 eritrócitos por mm3 de sangue.
� B � E �A
	 a) Ossos. O tecido hematopoiético da medula óssea
vermelha é o responsável pela produção das células do
sangue. 
b) O desempenho físico depende da energia fornecida pela
respiração celular aeróbica, que utiliza o oxigênio durante a
oxidação de substâncias orgânicas, como açúcares e
gorduras. 
c) Aumento da pressão arterial e aumento da viscosidade
sanguínea. 
d) As hemácias maduras dos mamíferos não apresentam
núcleo ou organelas. Consequentemente, elas possuem
maior capacidade de transporte de O2, quando comparadas
com as hemácias de outros vertebrados que apresentam
núcleo e organelas. 
e) Sendo anucleadas, as hemácias dos mamíferos não se
dividem e envelhecem. A Epo garante a contínua pro dução
de hemácias novas no tecido hematopoiético da medula
óssea vermelha. 
 Durante a coagulação sanguínea, a enzima plaquetária
tromboplastina (tromboquinase) reage com a protrombina
plasmática, na presença de cálcio, formando a enzima trombina.
A trombina converte o fibrinogênio solúvel no plasma em uma
rede insolúvel de fibrina. A proteína insolúvel prende os glóbulos
sanguíneos, formando o coágulo. 
� a) Camila e Carlos.
b) Sérgio. Pessoas anêmicas apresentam menor quantidade de
glóbulos vermelhos ou carência de hemoglobina nos
eritrócitos. Consequentemente, transportam menor
quantidade de oxigênio (O2) aos tecidos, fato que justifica
um quadro de cansaço físico.
Módulo 42 – Os Leucócitos 
� Diapedese é a capacidade que os leu cócitos têm de
atravessar as paredes dos vasos sanguíneos e migrar pelo te -
cido con juntivo. Fagocitose é o englo bamento de elementos
estranhos, as bactérias.
� a) I – hemácia ou eritrócito – possui hemoglobina.
b) IV – plaqueta ou trombócito.
c) VI – linfócito.
d) V – acidófilo ou eosinófilo.
e) III – neutrófilo.
f) I, II, III, IV, V e VI.
� B � C � A � B
� As focas infectadas tornam-se extre ma mente vulneráveis
ao ataque de outros micro-organismos pato gê ni cos, por que
os vírus atacam o sistema de defesa do organismo.
b) Os macrófagos são células que fago citam agentes estra nhos
(ex.: bac térias). Os linfócitos são leucócitos que ori gi nam
anticorpos.
	 Tanto a linfa como o sangue possuem linfócitos, leucócitos
relacionados com a formação de anticorpos. Possuem tam bém
monócitos, leucócitos que fagocitam agentes estranhos, ou
seja, antígenos.
 Os leucócitos (ex.: linfó citos) são células nucleadas que
realizam o processo de divisão celular denominado mitose.
Frasco 2.
Módulo 43 – O Sistema Linfático 
� O sistema vascular linfático é constituído por uma série de
vasos que retiram o ex cesso de líquido tissular dos espaços in -
ter sticiais e o fazem retornar ao sistema cir culatório.
� 1 – recolher o excesso de líquido in ter s ticial, diminuindo o
edema;
2 – fagocitar as bactérias por meio dos leu cócitos.
� Tecido hematopoiético linfoide.
� E
� Funcionam como filtros, retendo bac térias, restos de
células mortas, poeiras inaladas etc.
� E � E
	 a) Baço 
 É a denominação comum para certas regiões do corpo
humano, que devido a um processo infeccioso apresentam-se
inchados. Nessas regiões encontram-se linfonados com
quantidade aumentada de glóbulos brancos, para fagocitar os
micro-organismos.
� Filariose ou Elefantíase
Agente etiológico: Wercheréria bancrofti
Vetor: mosquito Culex
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106 BIOLOGIA
Módulo 44 – O Sistema Excretor 
� Porque, acumuladas nas células, tais substâncias agirão
como tóxicos, inter ferindo nas atividades celulares.
� 1 – Células (flama ou solenócitos).
2 – Nefrídios.
3 – Glândulas verdes.
4 – Túbulos de Malpighi.
� Amônia, ureia e ácido úrico. 
A mais tóxica é a amônia.
� a) Amônia.
b) Ureia.
c) Ácido úrico.
d) Ácido úrico.
� a) Os mamíferos excretam, principal mente, a ureia, através
da placenta, permitindo o desenvolvimento normal no
útero materno (viviparidade).
b) Sendo insolúvel e pouco tóxico, o consumo de água nessa
excreção é baixo, facilitando a adaptação à vida no meio
terrestre.
c) Os animais amonotélicos necessitam de elevada quantidade
de água para diluir e eliminar a amônia, substância solúvel e
muito tóxica. Eles se adaptam ao meio aquático.
� B � A 	 C
 a) Os mamíferos dos dois grupos excretam,
principalmente, a ureia.
b) A concentração de ureia é maior nos mamíferos carní voros
estritos, devido à ingestão de maior quantidade de
proteínas.
� a) Amônia (NH3), ureia [CO(NH2)2] e ácido úrico
(C5H4N4O3).
b) O ácido úrico é quase insolúvel e pouco tóxico, podendo ser
ex cretado com baixo consumo hídrico, facilitando a adaptação
à vida terrestre.
� O animal A pode ser uma planária. Ela pertence ao filo dos
pla telmintos e à classe dos turbelários.O animal B pode ser uma esponja. Ela pertence ao filo dos
poríferos ou espongiários.
O animal C pode ser um mosquito. Ele pertence ao filo dos
ar trópodos e à classe dos insetos.
O animal D pode ser uma minhoca. Ela pertence ao filo dos
anelídeos e à classe dos oligoquetos.
FRENTE 2
Módulo 17 – Sistema ABO: Classificação
e Herança 
� I = IAi; II = IBi
� 1/4 ou 25%
� D
�
� Pais do homem: IAi x IAi
P(homem A ser IAi) = 2/3
Pais da mulher: IAi x IAi
P(mulher B ser IBi) = 2/3
P(nascimento de menino O) = 2/3 . 2/3 . 1/2 . 1/4 = 1/18.
� D � E
	 P(1) = P (V ser IAi e VI ser IBi e ter
descendente IAIB) = 1/2 . 1/2 . 1/4 = 1/16.
P(2) = P (V ser IBi e VI ser IAi e ter
descendente IAIB) = 1/2 . 1/2 . 1/4 = 1/16.
P(1) ou P(2) = 1/16 + 1/16 = 2/16 = 1/8.
 a) Orlando – IAi e Leila IBi.
b) 1/4
Pais: IAi x IBI
Filhos: 1/4 IAi – 1/4 IBi – 1/4 IAIB – 1/4 ii
Logo, P (IAIB) = 1/4.
� a) 1, 4 e 12 = IAIB
2, 7 e 13 = IBi
3, 9 e 14 = ii
5, 6, 8 e 11 = IAi
10 = IAIA ou IAi
b) P (10 IAi e 11 IAi e �e ii) = 
= 2/3 . 1 . 1/2 . 1/4 = 1/12
Fenótipos Genótipos
A IAIA ou IAi
B IBIB ou IBi
AB IAIB
O ii
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107BIOLOGIA
Módulo 18 – Sistema ABO: As
transfusões 
� a) Ao grupo A.
b) Deve ter recebido sangue B ou AB.
� a) O.
b) Anti-B do menino aglutina hemácias B dos pais.
� 1. I; 2. C; 3. I; e 4. C.
� Pais da mulher: IAi x IAi
P(Mulher IAi) = 2/3
Pais do homem: IBi x IBi
P(Homem IBi) = 2/3
P(Mulher IAi e Homem IBi e criança ii)
= 2/3. 2/3 . 1/4 = 4/36 = 1/9
� A � B � C 	 E
 a) Poderiam ser utilizados os tipos A e O: o A, por ser do
mesmo tipo, e o O, por ser doador universal.
b) A probabilidade é de 1/4 ou 25%. A justificativa aparece no
cruzamento abaixo:
Pais: Mulher IAi x Homem IBi
Geração possível: 
IAIB – IAi – IBi – ii
P(IAIB) = 1/4 ou 25%
� a) Por serem doadores universais.
b) Se houver incompatibilização, as hemácias do doador se rão
aglutina das no corpo do receptor, ocasionando em bolias
fatais.
� a)
b) Porque os genes alelos ocupam o mesmo lócus em um
par de cromossomos homólogos.
Módulo 19 – O Sistema Rh 
� Rh+ – fator Rh – RR ou Rr.
Rh– – sem antígeno – rr.
� Pai Rh+ – mãe Rh– – criança Rh+.
� D � A � B � E
� C
	 1 – Rr, 2 – rr, 3 – Rr, 4 – Rr, 5 – rr e 6 – Rr.
 a) Mulher: Rr; seu pai: RR ou Rr; sua mãe: rr.
Marido: rr; seu pai: Rr; sua mãe: rr.
b) Nenhum, porque a mulher é Rh positivo.
� a) A filha. Os glóbulos vermelhos de um indivíduo do grupo
O não aglutinam quando em contato com os soros anti-
A e anti-B por não conterem os aglutinogênicos A e B.
b) A mãe Rh– não possuía anticorpos anti-Rh que poderiam
desencadear a eritroblastose fetal na filha única.
Módulo 20 – O Sistema MN 
� M = MM
N = NN
MN = MN
� 1/4 ou 25%
� C � E � A �D
� E
	 M = MM = 700 genes M
N = NN = 800 genes N
MN = MN = 250 genes M e 250 genes N
Total de genes = 2 000
Frequência do gene M = 950/2 000 = 0,475 = 47,5%
Frequência do gene N = 1 050/2 000 = 0,525 = 52,5%
 A criança pode ser filha do casal, uma vez que pais hete -
rozigotos (RrIAiMM e RrIBiNN) poderiam ter uma criança Rh–, O,
MN (rriiMN).
� MN x NN = 1/2 MN e 1/2 NN
P (menino e N) = 1/2.1/2 = 1/4
P (2 meninos N) 1/4.1/4 = 1/16
Grupo 
Sanguíneo
Fenótipos
Reação com
Genótipos
Anti-A Anti-B
AB + + IAIB
O – – ii
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108 BIOLOGIA
Módulo 21 – A Interação Gênica 
� Alelos:
E – discoide B – amarelo
e – esférico b – branco
pois AaBb x AaBb
P(Aa Bb) = 1/2 . 1/2 = 1/4
Resposta: D
� a) Epistasia dominante.
b) IiCC x iicc.
� C � B � D � C
� a) Mãe dourada: eeBb. A interação entre os genes
envolvidos é um tipo de epistasia recessiva, pois o
genótipo ee impede a manifestação dos genes B e b,
determinantes das colorações preta e chocolate,
respectivamente.
b) O pai preto apresenta genótipo EeBb, e seu filho chocolate,
Eebb, de acordo com o cruzamento adiante.
Pais: � eeBb x � EeBb
Filhos: 
chocolate
	 a) Epistasia dominante.
b) I e II são, respectivamente, aaBb e AaBb.
Módulo 22 – A Herança Quantitativa 
� (P) AaBb x aabb
(F1) AaBb – Aabb – aaBb – aabb
a) P (menina e negra) = 1/2 . 1/4 = 1/8
b) P (menino e branco) = 1/2 . 1/4 = 1/8
c) P (criança diferente dos pais) = 1/2
� 2, 12, 15 e 17 = AABB
1, 6 10 e 13 = aabb
3 e 14 = AABb e AaBB
4 e 16 = Aabb ou aaBb
5, 7, 8, 9 e 11 = AaBb
� 1/16
� B �A � B �B
	 a) ♀AaBb x ♂ aabb
123 123 123
mulatos mulatos brancos
médios claros
b) � AABb x �aabb
123 123 
1/2 1/2
mulato mulato
médio claro
P (mulato claro e �) = 1/2 . 1/2 = 1/4 ou 25%.
 Número de classes fenotípicas = 2n + 1 = 7
(0,8 – 1,0 – 1,2 – 1,4 – 1,6 – 1,8 – 2,0)
n = número de pares de genes = 3(Aa, Bb e Cc)
Cruzamento: AaBbCc x AaBbCc
P(AABBCC) = 1/64
Número esperado = 1/64 de 320 = 5
� a) Herança quantitativa, isto é, genes aditivos atuando na
mes ma característica, de maneira que cada gene acres -
cente alguma alteração no fenótipo.
b) I. cruzando-se dois indivíduos de flores brancas.
II. cruzando-se um indivíduo de flor branca com outro de
flor pink.
� 
� EB Eb eB eb
eB EeBB EeBb eeBB eeBb
eb EeBb Eebb eeBb eebb
CcBb x ccbb
CB Cb cB cb
cb
CcBb Ccbb ccBb ccbb
1 preto 1 marrom 2 albinos
� AB Ab aB ab
ab AaBb AaBb aaBb aabb
� AB Ab
ab AaBb Aabb
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