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Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:40:29
 
 
É uma proliferação anômala descontrolada que acontece por 
algum evento que ocorreu na célula progenitora, a qual se 
diferencia na medula óssea e agora passa a não obedecer a 
sinais regulatórios nem estimulatórios. Ou seja, acomete uma 
célula progenitora que passa a se multiplicar 
indiscriminadamente na fábrica (medula óssea) 
Uma célula que se multiplica descontroladamente causa um 
desarranjo na medula óssea e uma displasia (troca do tecido 
normal por tecido canceroso que está se multiplicando sem 
regulação). 
Depois da medula óssea, todas essas células cancerosas 
migram para o sangue periférico. Qual o problema? Primeiro 
que vai suprimir a hematopoese normal da medula óssea e 
depois que, quando estão no sangue periférico, não tem ação 
nenhuma, muito pelo contrário, elas são células autônomas, 
imortais e afuncionais, apenas tomando espaço, podendo se 
alojar em órgãos linfoides secundários (baço, linfonodos, 
podendo acometer até fígado) 
Acomete o tecido hematopoiético, então pode causar falha na
produção de eritrócitos (gerando anemia) e de plaquetas 
(sangramento, sem homeostase) além de falha da produção , 
de leucócitos saudáveis (causando infecções, baixa de 
imunidade, etc) 
 
Como todo câncer, ainda não se tem uma causa exata, mas se 
acredita que pode haver translocações por: hereditariedade 
(maior nas leucemias crônicas e menor nas agudas) radiações , 
ionizantes (como no caso de raio X, por isso os profissionais se 
paramentam), exposição ocupacional (derivados de benzeno, 
agrotóxicos, etc), fármacos (cloranfenicol, ciclosfamida, outros 
quimioterápicos. Ou seja, é comum uma pessoa tratar um 
câncer sólido com quimioterapia e radioterapia e depois de 
anos surgir leucemia) 
 
2,3 casos de leucemia a cada 100.000 habitantes por ano 
Pico entre 40 e 60 anos (>80 é raro) 
Alguns adultos jovens (20/30 anos) 
Dita de leucemia dos jovens 
 
 
Normalmente é feito pelo quadro clínico que o paciente 
apresenta (canseira, palidez, febre recorrente, sangramentos) 
No hemograma: Citopenias e uma quantidade grande de 
blastos. Pela OMS: 20% de mieloblastos para fechar 
diagnóstico de leucemia aguda 
O normal de células blásticas no sangue periférico é de 
nenhuma, já na medula é de 1 a 2%. Quando tem 20% já 
fecha o diagnóstico. 
 
 
Na LMA o evento pode ser em diferentes etapas: podia ser na 
fase de mieloblasto, monoblasto, proeritroblasto, a qual 
aparecia em maior número no sangue periférico, devido a 
multiplicação indiscriminada. 
FAB ( ): French-American-British Cooperative Group Classification É 
de fácil compreensão e leva em consideração a morfologia 
(qual o blasto que está aumentado) Classificou de M0 a M7. . 
OMS: mais atual (2016), mas não é didática para ensinar . 
 
 
Leva em consideração principalmente seguintes critérios: os
morfológico, imunofenotipagem (é a característica 
imunológica da célula), citoquímica (quase em desuso) e 
citogenética. 
 Inicialmente, FAB levava em consideração apenas a 
morfologia dos blastos, mas é um critério muito subjetivo, pois 
os mielóides são muito parecidos com os linfoides, 
precursores são semelhantes. Depois usaram a citoquímica 
para diagnóstico, aliada a morfologia, fazendo colorações 
específicas para algumas características nessas células e se 
coravam diferente devido a constituição diferente, por 
exemplo: um monoblasto tem características diferentes de um 
mieloblasto, eles são de linhagens diferentes, o primeiro da 
origem ao monócito e o segundo pode vir a ser um mieloblasto 
eosinofílico, segmentado ou basofílico. Posteriormente surgiu 
a imunofenotipagem, a qual identifica em qual fase a célula 
está (muito específica), com a utilização de anticorpos 
monoclonais (hoje em dia já sabe o que cada um expressa). A 
célula progenitora tem uma característica e conforme vai 
sofrendo ação de citocinas, ela vai se transformando, 
amadurecendo, adquirindo constituintes na célula, na 
membrana. Ela fez analogia com uma criança que passa para a 
adolescência e dá sinais físicos que está mudando de fase, 
como as espinhas e a voz. Um exemplo: na célula progenitora 
só tem receptor CD34, depois de sofrer ação de fatores de 
crescimento e interleucinas, ela já passa a desenvolver o HLa 
Dr, CD33, CD117, além do CD34, passando a ser um precursor 
mielóide (diferenciada para linhagem mielóide). Então, 
usando a imunofenotipagem, visualiza esses CDs, entre 
outros, e assim descobre em qual fase está, porque já se sabe 
o que tem em cada fase. 
Isso tudo é importante porque o tratamento é diferente para 
cada uma dessas fases. Quanto melhor conseguir precisar 
onde a leucemia está, melhor conseguimos colocar o alvo 
terapêutico para ela 
Na citogenética conseguimos observar qual foi o evento que 
ocorreu naquele blasto que originou a leucemia. Isso para ter 
um alvo terapêutico certeiro. Antigamente o tratamento era 
leucemias mieloides agudas 
 Giovana Portolan 
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mais agressivo justamente por não ter essas artimanhas para 
identificar e então dava “tiro de canhão” que matava as 
células viáveis e não viáveis, pacientes até chegavam a ir a 
óbito devido as doses serem toxicas 
 
Coletava sangue ou microrganismo, fazia extensão e fazia 
coloração. Tinha que fazer várias colorações, montar um 
quebra cabe ça (“essa célula corou positiva e essa negativa”). 
Essa técnica está praticamente em desuso pois ela só dá um 
norte, não tem muita exatidão. É usada mais fenotipagem 
Ácido periódico de Schiff: reação + na presença de glicogênio 
(maior quantidade em células maduras). Positivo em pacientes 
com leucemias crônicas e negativo em leucemias agudas. 
Sudam Black: cora lipídeos celulares, formando grânulos 
negros. Maior número de lipídeos em células mielóides e 
menor número em células linfoides. 
Enzimas= mieloperoxidase: corava quando possuía essa 
enzima e normalmente coravam as mielóides que tem MPO, 
principalmente granulócitos, linfoide não tem 
mieloperoxidase. TDT – terminal deoxinucleotidil transferase: 
corava as leucemias linfoides e negativo para mielóides; 
esterases (específicas e inespecíficas). 
 
É a principal ferramenta utilizada atualmente, porém é cara 
(ainda não é acessível em alguns centros justamente por 
apresentar um valor elevado). É feita através da biologia 
celular, leva em consideração a mutação cromossômica 
É boa pois marca qual é o efeito cromossômico que está 
causando a transformação neoplásica, ou seja, com ela dá para 
ler exatamente onde ocorreu a translocação, por exemplo: 
entre o cromossomo 8 e o cromossomo 21, dá para saber que 
houve fusão entre dois genes AML-ETO, sendo responsáveis 
pela leucemia mielóide aguda, normalmente M2. 
Os novos genes formados passam a ter função de oncogene, 
mas separados são protooncogene. 
Na inversão do cromossomo 16, acontece muito na leucemia 
mielóide aguda M4, onde tem fusão de dois genes e a 
formação do oncogene CBFb-MYH11. 
A grande importância dessa tecnologia é entender o 
prognóstico, porque imediatamente o médico sabendo qual é, 
ele consegue ter o prognóstico de vida para o paciente (acerta 
no tratamento). 
 
A classificação morfológica é a ponta do iceberg, é através dela 
que vemos o problema e realizamos as outras análises 
Cromatina (célula jovem rogenitora) dos blastos é muito /p
frouxa, é diferente dos leucócitos. Não tem padrão de 
condensação, não é parecida com nada 
 
Blastos tipo 1 
São mieloblastos que são ditos tipo I por serem bem 
indiferenciados (e cromatina jovem), quase CD34 com mais 
alguns CDs, quase não tem citoplasma (relação núcleo 
citoplasmaintensa, muito núcleo), blasto ainda pequeno e 
sem muita característica de granulação no citoplasma, 
basofilia citoplasmática intensa (cora intensamente pelo 
corante básico, o azul de metileno), núcleo toma quase toda a 
célula. 
Importante saber porque quando aparecer esses blastos tipo I 
e somente eles, normalmente será LMA M0 . 
 
Na segunda foto há uns pontinhos brancos, chamados de 
nucléolos evidentes, com cromatina frouxa, que é 
característica dos blastos, por serem células muito 
indiferenciadas, mas não aparecem muitos 
 
Blastos tipo 11 
Já é maior, quase o dobro do tamanho, já é um pouco mais 
desenvolvido. Pode ter nucléolos visíveis no citoplasma 
(bolinhas brancas, até 5), pode aparecer granulações, menor 
basofilia citoplasmática cromatina ainda jovem, bem e 
indiferenciada, homogênea . 
 
Na terceira foto tem uns “risquinhos” que são chamados de 
bastonetes de Auer, que é uma característica que só aparece 
nos blastos mielóide e que nunca vão aparecer em blastos 
linfoides. 
 
morfológica, imunofenotípica e citológica
Lma m0 ou com diferenciação mínima 
Aquela célula que só se diferenciou em totipotente, se 
deslocou para linhagem mielóide e é o primeiro precursor dos 
neutrófilos. Predominantemente blastos tipo 1 (mais de 20%). 
 
 
 
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Lma m1 ou leucemias sem maturação 
Terá blastos tipo I e tipo II misturados, podendo ter 40% e 60%, 
70% e , 50% e 50%, etc. É mais difícil de tratar do que a 30%
LMA M0 pois precisa de dois protocolos de tratamentos. 
 
 
Lma m2::::: leucemia maturaçcom ão 
Só aparecem blastos tipo II, até pode aparecer blastos tipo I, 
mas a maioria é do tipo II Blastos grandes, geralmente . 
alinhados/grudados. 
 
Lma m3: leucemia aguda promielocítica 
É o máximo de desenvolvimento/amadurecimento que a 
célula pode ter (mieloblasto até Promielócitos) 
Não tem leucemia aguda que passe dessa fase . 
Característica do Promielócitos: abundância de grânulos, 
cromatina frouxa. Pode aparecer bastonetes de Auer e quando 
aparece mais de 10, ela é dita FAGOTT CELL (imagem do meio), 
a qual quase fecha diagnóstico para LMA M3 . 
A maioria (80%) das M3 tem a translocação entre os 
cromossomos 15 e 17 
É uma das leucemias com maior acometimento, bom 
prognóstico e fácil de realizar o reconhecimento morfológico. 
 
Cromatina frouxa, presença de nucléolo, pode ter proteínas 
que se agregam chamadas de bastonetes de auer (presente 
apenas nas leucemias mielóides, e não nas linfóides) 
 
Lma m3v::::: leucemia aguda promielocitica variante 
Pode aparecer hipogranular e com núcleo lobulado\dobrado. 
Normalmente quem faz tratamento para M3 normalmente 
tem que acompanhar um medicamento (quelante) porque 
quando destrói todas essas células, todo o conteúdo dos 
grânulos é exposto na corrente sanguínea e algumas dessas 
substancias são pró coagulantes, que estimulam uma 
coagulação disseminada . 
Lma m4: leucemia mielomonocítica aguda 
Blastos que são tanto da linhagem mielóide quanto da 
linhagem monoblastica, ou seja, tem um pouco de 
mieloblastos e um pouco de monoblastos. Não é fácil 
diferenciar os dois, por isso precisa de outras ferramentas 
diagnósticas, pois as características morfológicas são 
semelhantes, porém a constituição antigênica é totalmente 
diferente 
 
 
Lma m5: leucemia monoblástica aguda 
Tem apenas monoblastos que dariam origem a monócitos 
envolvidos. Não é fácil diferenciar de blasto tipo II.A segunda 
imagem é uma coloração citoquímica LMA/N- naftil esterase + 
(é específica da linhagem monoblástica). 
 
LMA M5A: tem uma monocitose no sangue periférico que 
acompanha essa leucemia. 
LMA M5B: não aparece essa monocitose periférica 
 
Lma m6: eritroleucemia 
Agora tem envolvimento daquelas células que dão origem 
(precursoras) aos eritrócitos (proeritroblastos). Ocorre evento 
no proeritroblasto e então ele passa a se multiplicar 
indiscriminadamente. 
 
Lma m7: leucemia megacariocítica aguda 
Leucemia do precursor das plaquetas. Pode ser chamada 
também de megacarioblástica aguda. Neste caso, 
praticamente não haverá plaquetas porque o precursor não se 
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desenvolve, ele apenas se multiplica indiscriminadamente e 
não muda de fase. 
 
 
 
Os sinais e sintomas são decorrentes da infiltração da medula 
óssea, que causa a ibição da hematopoese normal in . 
Desenvolve anemia normocítica normocrômica, sangramento 
por plaquetopenia (falta de plaqueta), febre sem foco 
infeccioso aparente (neutropenia, ou seja, devido a 
diminuição dos neutrófilos) hepatoesplenomegalia, , 
hipertrofia gengival, dores ósseas (pela expansão medular, 
crescimento desordenado da medula) hiperleucocitose , 
(preocupação em passar de 150 mil e acometer o SNC). 
Além disso, LMA M3 tem particularidade que sempre que for 
diagnosticado tem que usar quelante (ácido trans-retinoico) 
para não ter hipercoagulação (devido ao extravasamento dos 
grânulos, decorrente da quimioterapia que destrói os blastos 
que são as células alvos) 
 
Celularidade = 109 (10.000.000.000) 
Sinais e sintomas 
Hemograma normalmente tem a presença de células blásticas 
E como segundo exame de escolha usamos o Mielograma 
(punção da medula, que é um reflexo do que está acontecendo 
no sangue) que vê a celularidade da fábrica, vê transição de 
células do tecido normal para tecido canceroso 
Importante identificar o tipo de leucemia, devido ao 
tratamento ser diferente. 
 
 
Anemia normocítica normocrômica intensa (proporcional a 
leucocitose do paciente, quanto mais evoluída a leucemia mais 
anemia terá) 
Reticulócitos normais ou diminuídos (pois não tem 
eritropoiese normal) 
Eritropoetina presente em níveis altíssimos (células tubulares 
renais sentem hipóxia e há efeito rebote que é aumento de 
produção de eritropoetina) 
Citopenias (substituição das células normais por mieloblastos 
s.p.) quanto maior a velocidade de progressão dos –
mieloblastos, maior a citopenia. Com isso há hemorragias, 
sangramentos cavitários devido a diminuição das plaquetas. 
Também há neutropenia (diminuição dos leucócitos, mais 
precisamente dos segmentados) causando febre, infecções, 
sepse 
Leucocitoses variáveis: isso porque esses mieloblastos contam 
como células leucocitárias, estando em número aumentado, 
porém os viáveis estão em número diminuído 
Caracterização dos blastos e verificar Bastoneste de Auer 
 
 
Objetivo final é erradicar clone leucêmico (o blasto) 
Dois pontos importantes: medidas de suporte 
(antibióticoterapia) e tratamento específico Feito em . 
ambiente hospitalar 
Combinação de quimioterápicos que normalmente acontece 
em duas fases: 
 1º acontece indução da remissão C ou RP) que busca (R
remissão completa, inicialmente tentando manter remissão 
parcial com bloqueio do tecido e posteriormente remissão 
completa. Isso acontece após vários esquemas de 
quimioterapia (pode durar anos). Quando tem remissão 
completa, entra em uma 2° fase. 
2ª fase: manutenção da terapia pós indução, que é feito depois 
de estar curado, porém no passar de um, dois anos ainda tem 
que estar fazendo acompanhamento médico. Cada indivíduo 
tem seu protocolo de manutenção para fazer consolidação 
dessa doença para que não fique alojada em nenhum órgão 
(homens alojam nos testículos). Se ficou algum resquício, essa 
terapia acaba com isso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aguda: acontece a mutação e ela evoluirapidamente, forma o 
clone leucêmico/neoplásico (a tríade: imortal, afuncional e 
autônomo. Ou seja, não morre, se governa e não responde a 
estímulos, “se manda, é um adolescente”). Muitas vezes 
quando é feito o diagnóstico a pessoa já está com a doença 
totalmente instalada 
Crônica: acontece o evento cromossômico que dá origem ao 
clone neoplásico, porém se desenvolve de uma maneira 
preguiçosa, lenta e tranquila. 
 
Mesmo mecanismo de instalação da LMA, porém nesse caso a 
célula que vai ser acometida é aquela que vai dar origem aos 
linfócitos. 
A maturação é em outro local, mas a origem é medular, o clone 
e a translocação/inversão, ou seja, o evento genético que vai 
causar essa mutação celular é inicialmente na célula 
progenitora ainda na medula óssea. 
Tem uma instalação muito rápida. 
Substitui o tecido normal pelo canceroso 
 
Definição 
Doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfoblastos em 
numerosos órgãos e tecidos, inicialmente é na medula óssea 
que migra posteriormente para o sangue periférico (circulação 
linfática favorece a disseminação) 
 
Incidência 
Tem diferença entra a LLA e LLC, na LLA tem frequência maior 
em crianças, conhecida como leucemia das crianças. 
Normalmente quando se tem crianças com leucemia em 80 –
90% dos casos é LLA. 
Pode acometer de 20 – 15% adultos, e quando ocorre tem mal 
prognóstico, ou seja, evolução muito rápida e muitas vezes 
nem dá chance de ter tratamento devido a agressividade. 
Em crianças também é agressivo, mas como elas normalmente 
não tem comorbidades e a preocupação da mãe com o 
aparecimento de algum sintoma (como cansaço) facilita o 
diagnóstico e tratamento, aumentando chance de cura. 
O pico de incidência é de 2 a 10 anos. 
 
LLA-L1: 85% em crianças e 35% em adultos 
LLA-L2: 14% em crianças e 60% em adultos 
LLA-L3: 1% em crianças e 5% em adultos 
É importante classificar as leucemias para saber o tratamento! 
- Normalmente quando acomete crianças é LLA-L1 e quando 
ocorre em adultos LLA-L2. 
 
Não é totalmente elucidada, mesma etiologia das leucemias 
mieloides ou crônicas. 
O que se tem cientificamente comprovado é que aquelas 
crianças que já têm alguma síndrome genética (Down, Bloom, 
Klinefelter, ou seja, algum comprometimento genético tem 
uma tendencia de 20% a mais de ter LLA. 
Crianças que tenham sido expostas a alguns vírus (ex: Epstein 
Barr) também já são favoráveis de vir a desenvolver leucemia 
Em adultos os fatores ambientais podem ter influência. Estar 
exposto semanalmente/diariamente a esses fatores 
contribuem para o desenvolvimento em adultos. Ex: 
Agrotóxicos, radiações, derivados do benzeno, exposição 
materna 
Exposição materna (como medicamentos durante a gestação) 
 
Os sintomas são idênticos aos da leucemia mielóide aguda. 
Normalmente quando o tecido começa a ter displasia na 
medula óssea e interfere na hematopoese normal a criança 
começa a se sentir mais em decorrência de fraqueza, cansaço 
uma anemia normocítica e normocrômica, pois interfere na 
eritropoiese. 
Quando começa a interferir na leucopoese começa a se ter uma 
neutropenia, a criança fica mais exposta a infecções, febre, 
perda de apetite. 
Sangramentos, epistaxe (sangramento do nariz de grande 
volume devido à falta de plaquetas), (pontinhos petéquias 
roxos na pele) (quando bate e fica bem roxo , equimoses ).
 
A diferença que é marcante nas manifestações clínicas da LLA: 
Normalmente as crianças vão reclamar é de dores ósseas 
intensa, isso porque na criança tem a medula vermelha ou 
proliferativa onde está acontecendo a hematopoese no interior 
de todos os ossos (não só nos de grande calibre como no 
adulto), por isso as reclamações, há o crescimento desses ossos 
com tecido neoplásico se proliferando. 
Adenomegalias cervical generalizada ou que é o aumento de 
órgãos, porque posterior a medula óssea essas células também 
vão migrar para órgãos linfoides secundários aço, linfonodos(b , 
fígado) 
Outra característica marcante é que aqui os linfoblastos não 
tem tropismo pela mucosa gengival, ou seja, na LLA não tem 
hiperplasia gengival, diferente da LMA, onde uma simples 
escovação de dentes pode ter sangramento. 
 
 
 
 
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O primeiro exame vai ser o com presença de hemograma, 
alguns blastos/linfoblastos. 
Em seguida vai ser feito um , onde o hematologista mielograma
vai coletar um aspirado da medula óssea. 
Diagnóstico de LLA quando mais de % das células nucleadas : 20
forem linfoblastos 
 
 
1. A diferenciação é feita através de exames complementares: 
Morfológicos: quais seriam os blastos observados no 
hemograma, muito importante 
Citoquímica: quase em desuso, mas é um exame bem fácil de 
fazer. 
Imunofenotipagem. 
Citogenética: para ver qual é a translocação ou inversão. 
 
2.Critérios de classificação FAB (considera a morfologia): 
LLA-L1: blastos pequenos, núcleo bem regular, cromatina bem 
homogênea, sem nucléolos e citoplasma escasso, ou seja, 
quase tudo núcleo e sem sobra de citoplasma. 
LLA-L2: blastos grandes (facilita ver a diferença entre a L1), 
núcleos irregulares (não é bem redondo), cromatina mais 
heterogênea, mas ainda bem frouxa, pode aparecer 1 ou 2 
nucléolos, citoplasma abundante. 
LLA-L3: é bem fácil de diferenciar, quando acha essa célula já 
pode quase fechar diagnóstico, devido ao Blasto bem 
característico. 
o Blastos pequenos, citoplasma hiperbasofílico, sem nucléolos 
e apresenta múltiplas vacuolizações. 
o Aparece em menos de 3% de todas as leucemias. 
o Tem um péssimo prognóstico, evolução rápida e muito difícil 
um paciente com L3 sobreviver. 
o Muito agressivo e rápido. 
 
Outros critérios foram criados pois a morfologia é muito 
subjetiva, só com ela não é possível diferenciar um blasto 
linfoide de um mieloide. 
 
3.Critérios da OMS. 
É a classificação mais atualizada, leva em consideração a 
imunofenotipagem. Classifica a leucemia em linhagem B ou T. 
Leucemia de células B precursoras. 
Leucemia de células T precursoras. 
Neoplasia de células B imaturas. 
- Subtipo: linfoma/leucemia de Burkit. 
 
 
Fatores associados ao mau Prognóstico 
Idade superior a 30 anos (rápida evolução) 
Sub-tipo L3 
Hiperleucocitose (leucócito elevado superior a 100.000), tanto 
em crianças quanto adultos. O prognóstico é ruim devido ao 
tratamento muito agressivo inicialmente. Esse caso é ruim para 
todas as leucemias (tem possibilidade de invadir o sistema 
nervoso central e apresentar um AVC) 
 
Tratamento 
Mesma situação da LMA. 
Objetivo final vai ser erradicar totalmente o clone 
leucêmico/neoplásico (inclusive nos sítios onde ficam 
alojados). 
Combinação de quimioterápicos, aplicados em ambiente 
hospitalar pois são necessárias medidas de suporte. As doses 
são dadas em dias alternados (dia 1,3, 5,7). 
Inicia com a indução da remissão visando uma remissão parcial 
inicialmente e depois para consolidar uma remissão completa. 
Como vai arrasar com todas as células leucêmicas e as boas 
devem ser feitas medidas de suporte: 
o Antibioticoterapia; 
o Oxigenioterapia; 
o Transfusões sanguíneas de concentrados de leucócitos, 
plaquetas, hemácias. 
O tratamento é agressivo. 
Depois da remissão completa se faz uma manutenção da 
terapia pós-indução. Essa remissão vai sendo monitorada para 
impedir as recidivas. É feito de mês a mês, depois 6 em 6, ano 
em ano, 5 em 5 anos e assim vai indo. 
 
 
 
 
Se tivesse que escolher entre ter uma das leucemias para ter 
a gente teria que escolher a LLC, isso porque é uma leucemia 
tranquila, doença branda até certo ponto. 
É a segunda leucemia mais comum, acomete 30% de toda a 
população mundial. 
É lenta, progressiva, calma. 
Não é um diagnóstico de morte. 
Incidência 
O publico acometido são aqueles com idade superior a 60 anos 
Frequência muito maior em homens, a cada 3 homens para 1 
mulher.5 casos a cada 100.000 habitantes anualmente. 
No brasil são 1500 novos casos descobertos a cada ano. 
A boa notícia é que não é uma doença agressiva. 
 
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Etiologia 
É desconhecida. Mesma coisa de antes, pode ser por fatores 
ambientais, exposição ocupacional. 
Predisposição genética maior do que nas outras leucemias 
(ex: se meus avós tiverem ou meus pais, a chance de eu ter 
também é grande) 
 
 
Quase 90% dos casos é a mesma situação, acontece uma 
lesão no DNA de um linfoblasto, quase sempre o linfoblasto 
B (lyn B), 80% no gene ZAP70, outros ainda deleção do 11 
(q22-23) que é o gene ATM. 
Pode ter lesão também no gene P53, cromossomo 17. No 
gene da apoptose 
Acontece a deleção/translocação que vai tornar esse 
linfoblasto (clone imortal, afuncional e autônomo 
neoplásico). 
A principal diferença da leucemia crônica para a aguda (tanto 
linfoide como mielóide é que na crônica não perde a ) 
capacidade maturativa ou seja, acontece essa mutação , 
quando é linfoblasto, passa pró linfócito e vai amadurecer e 
tornar-se um linfócito maduro (nesse caso o clone 
neoplásico, aquele que se governa, não morre e ainda é 
afuncional). Continua seguindo sua maturação, o que não 
acontece na aguda onde se tem bloqueio . 
Só que essa progressão é lenta, é uma doença acumulativa e 
não proliferativa. 
Em 5/10 anos a LLC vai se tornando uma doença acumulativa 
e não proliferativa (na LLA prolifera muito rápido). 
Como não perde a capacidade maturativa os linfócitos 
maduros que são clones neoplásicos (não funcionam) vão se 
acumulando nos órgãos linfoides secundários. 
Prejuízo na hematopoese só no final da doença (depois de 
muitos anos de acumulação) 
A doença começa nos linfócitos B que estão na medula óssea 
e vão evoluindo e migrando para a corrente sanguínea 
circulação linfática  se alojam no baço, principalmente nos 
linfonodos, fígado. 
 
 
Como é lenta e progressiva não vai ter a mesma 
manifestação clínica de impedir a hematopoese normal, pois 
ela se desloca da medula óssea. Primeiro assintomático 
A principal manifestação vai ser adenomegalia, 
especialmente nos linfonodos. Acúmulo de 10/15 anos de 
linfócitos que só vão estar ali para “encher” o órgão, já que 
não tem mais função. 
Os vovôs começam a reclamar de ínguas, que são 
linfonodomegalias (aumento dos linfonodos), os axilares, 
cervicais. O órgão aumenta de tamanho e se torna palpável. 
Como é uma doença lenta as manifestações em sua maioria 
são inaparentes e inespecíficas: falta de ar, cansaço a 
exercícios físicos, emagrecimento não muito evidente, 
infecções na pele, pulmões por causa da falta de imunidade, 
já que os linfócitos B ficam com esses clones neoplásicos. 
O diagnóstico normalmente vai ser feito numa consulta de 
rotina no geriatra, num hemograma com vários linfócitos 
maduros com morfologia normal. 
 
Hemograma 
Linfocitose absoluta e relativa. 
Vai ter uma leucocitose às custas de uma linfocitose, só 
linfócitos, não sendo normal para adultos, o normal seria 60-
70% de neutrófilos, 30-40% de linfócitos. 
Quando se observa uma contagem relativa de 70% de 
linfócitos em um paciente de 60 anos pode desconfiar de LLC. 
Normalmente crianças possuem linfocitose e quando crescem 
há uma reversão para neutrófila (e isso permanece pelo resto 
da vida, por isso desconfiamos de LLC quando apresenta 
linfocitose), nenhuma infecção viral pode fazer essa inversão 
Contagem relativa acima de 10.000mm³ (40.000). 
No hemograma esses linfócitos vão se mostrar idênticos aos 
normais (morfoligicamente) não consegue diferenciar um , 
clone neoplásico de um linfócito normal . 
O problema é que essa é uma doença cumulativa, onde esses 
clones neoplásicos vão se acumulando, ao final quando é feito 
diagnóstico não se tem mais linfócitos normais, só neoplásicos 
e vai ser um paciente que vai ter , ou hipogamaglobulinemia
seja, uma baixa na imunidade devido a baixa produção de 
imunoglobulinas. 
Plaquetopenia que normalmente não aparece, mas quando 
aparece já é sinal de mau prognóstico (avanço da doença). 
Quando tem plaquetopenia instalada deve verificar a medula 
óssea, muitos anos de instalação da doença provavelmente a 
medula já vai estar tomada. Lembrando que inicialmente essa 
é uma doença que não faz displasia da medula óssea, pois os 
linfócitos se diferenciam e migram para os órgãos linfoides 
secundários, tanto que no diagnóstico não tem uma medula 
com displasia, e sim órgãos como baço e linfonodos 
hiperplásicos ou até aumentados de volume. 
25% dos pacientes fazem anemia hemolítica autoimune, é 
uma complicação que acontece em parte desses pacientes que 
tem LLC. Chega a uma certa altura da progressão da doença 
que esses linfócitos neoplásicos não têm função, mas nesses 
25% eles começam a reconhecer eritrócitos e plaquetas como 
estranhos e vão produzindo anticorpos contra, tendo baixas. 
Dependendo da debilidade do paciente ele pode ir a óbito por 
essa anemia. Pode ter também hepatoesplenomegalia
(aumento do baço e fígado, por conta dos linfócitos b não 
trabalharem). 
 
Lembrar que os públicos são indivíduos com idade elevada, 
logicamente são indivíduos que já tem outras comorbidades e 
que para se avaliar a extensão ou tipo de tratamento que vai 
ser aplicado deve ser considerado l estágio a doença se qua
encontra 
Lembrando que quando consegue diagnosticar a doença já 
tem pelo menos 5/8 anos instalada. 
Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido
por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:41:02
Linfocitose: acúmulo de linfócitos leucêmicos na medula 
óssea, baço, fígado, gânglios, linfonodos. 
Linfadenopatia: quais órgãos estão acometidos e ver a 
extensão dessa linfocitose. 
Hepatoesplenomegalia: ver se está associada. 
Anemia: verificar a presença de anemia 
normocítica/normocrômica ou anemia hemolítica 
associada. 
 
 
E = estágio 
É acumulativ: ex.: E1 é linfocitose + linfadenopatia, E4: todos. 
 
 
Importante saber em qual estadiamento está para fazer o 
tratamento correto. 
 
 
Não é utilizada quimioterapia agressiva. 
Se for dado uma dose de poli quimioterápicos como 
acontece na LLA o paciente vai a óbito devido a idade. 
Verificar o estadiamento e fazer um cálculo. 
 
O objetivo do tratamento é aumentar a sobrevida. 
Não tem cura. 
 
De não são tratados, são somente acompanhadosE0 a E2  , 
pois os efeitos adversos da quimioterapia não compensam. 
O hematologista tenta colocar alguns corticoides ou algo para 
ir de E2 a E1 (E1 para E0 não consegue). 
O ideal é diagnosticar o paciente em E0 e ir fazendo o 
acompanhamento para não ter evolução. 
 
De precisa fazer tratamento específico E3 a E4  . 
E3 é uma anemia hemolítica, deve ser tratada com corticoide. 
Normalmente sempre que a linfocitose for superior a 80.000 
mm³, quando for muito grande assim tem que entrar com 
alguns agentes alquilantes em doses leves, como: clorambucil 
ou fludarabina. 
Pode ser feito também infusão de plaquetas. 
Tudo sempre deve ser feito bem assistido e bem pensado, o 
paciente não visa a cura e sim voltar a involuir um estágio, ir de 
E4 para E3 por exemplo. 
 
A remissão completa ou sucesso no tratamento é definido 
como: 
Conseguir involuir para uma linfometria menor que 4.000mm ³.
A contagem de neutrófilos tem que se manter sempre superior 
a 1.500mm³ para garantir imunidade ao paciente. 
Hemoglobina sempre superior a 11g/dL. 
Plaquetas maior que 100.000mm³. 
Tentar manter os linfócitos com menos de 30% na medula 
óssea e nos órgão.

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