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Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:40:29 É uma proliferação anômala descontrolada que acontece por algum evento que ocorreu na célula progenitora, a qual se diferencia na medula óssea e agora passa a não obedecer a sinais regulatórios nem estimulatórios. Ou seja, acomete uma célula progenitora que passa a se multiplicar indiscriminadamente na fábrica (medula óssea) Uma célula que se multiplica descontroladamente causa um desarranjo na medula óssea e uma displasia (troca do tecido normal por tecido canceroso que está se multiplicando sem regulação). Depois da medula óssea, todas essas células cancerosas migram para o sangue periférico. Qual o problema? Primeiro que vai suprimir a hematopoese normal da medula óssea e depois que, quando estão no sangue periférico, não tem ação nenhuma, muito pelo contrário, elas são células autônomas, imortais e afuncionais, apenas tomando espaço, podendo se alojar em órgãos linfoides secundários (baço, linfonodos, podendo acometer até fígado) Acomete o tecido hematopoiético, então pode causar falha na produção de eritrócitos (gerando anemia) e de plaquetas (sangramento, sem homeostase) além de falha da produção , de leucócitos saudáveis (causando infecções, baixa de imunidade, etc) Como todo câncer, ainda não se tem uma causa exata, mas se acredita que pode haver translocações por: hereditariedade (maior nas leucemias crônicas e menor nas agudas) radiações , ionizantes (como no caso de raio X, por isso os profissionais se paramentam), exposição ocupacional (derivados de benzeno, agrotóxicos, etc), fármacos (cloranfenicol, ciclosfamida, outros quimioterápicos. Ou seja, é comum uma pessoa tratar um câncer sólido com quimioterapia e radioterapia e depois de anos surgir leucemia) 2,3 casos de leucemia a cada 100.000 habitantes por ano Pico entre 40 e 60 anos (>80 é raro) Alguns adultos jovens (20/30 anos) Dita de leucemia dos jovens Normalmente é feito pelo quadro clínico que o paciente apresenta (canseira, palidez, febre recorrente, sangramentos) No hemograma: Citopenias e uma quantidade grande de blastos. Pela OMS: 20% de mieloblastos para fechar diagnóstico de leucemia aguda O normal de células blásticas no sangue periférico é de nenhuma, já na medula é de 1 a 2%. Quando tem 20% já fecha o diagnóstico. Na LMA o evento pode ser em diferentes etapas: podia ser na fase de mieloblasto, monoblasto, proeritroblasto, a qual aparecia em maior número no sangue periférico, devido a multiplicação indiscriminada. FAB ( ): French-American-British Cooperative Group Classification É de fácil compreensão e leva em consideração a morfologia (qual o blasto que está aumentado) Classificou de M0 a M7. . OMS: mais atual (2016), mas não é didática para ensinar . Leva em consideração principalmente seguintes critérios: os morfológico, imunofenotipagem (é a característica imunológica da célula), citoquímica (quase em desuso) e citogenética. Inicialmente, FAB levava em consideração apenas a morfologia dos blastos, mas é um critério muito subjetivo, pois os mielóides são muito parecidos com os linfoides, precursores são semelhantes. Depois usaram a citoquímica para diagnóstico, aliada a morfologia, fazendo colorações específicas para algumas características nessas células e se coravam diferente devido a constituição diferente, por exemplo: um monoblasto tem características diferentes de um mieloblasto, eles são de linhagens diferentes, o primeiro da origem ao monócito e o segundo pode vir a ser um mieloblasto eosinofílico, segmentado ou basofílico. Posteriormente surgiu a imunofenotipagem, a qual identifica em qual fase a célula está (muito específica), com a utilização de anticorpos monoclonais (hoje em dia já sabe o que cada um expressa). A célula progenitora tem uma característica e conforme vai sofrendo ação de citocinas, ela vai se transformando, amadurecendo, adquirindo constituintes na célula, na membrana. Ela fez analogia com uma criança que passa para a adolescência e dá sinais físicos que está mudando de fase, como as espinhas e a voz. Um exemplo: na célula progenitora só tem receptor CD34, depois de sofrer ação de fatores de crescimento e interleucinas, ela já passa a desenvolver o HLa Dr, CD33, CD117, além do CD34, passando a ser um precursor mielóide (diferenciada para linhagem mielóide). Então, usando a imunofenotipagem, visualiza esses CDs, entre outros, e assim descobre em qual fase está, porque já se sabe o que tem em cada fase. Isso tudo é importante porque o tratamento é diferente para cada uma dessas fases. Quanto melhor conseguir precisar onde a leucemia está, melhor conseguimos colocar o alvo terapêutico para ela Na citogenética conseguimos observar qual foi o evento que ocorreu naquele blasto que originou a leucemia. Isso para ter um alvo terapêutico certeiro. Antigamente o tratamento era leucemias mieloides agudas Giovana Portolan Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:40:29 mais agressivo justamente por não ter essas artimanhas para identificar e então dava “tiro de canhão” que matava as células viáveis e não viáveis, pacientes até chegavam a ir a óbito devido as doses serem toxicas Coletava sangue ou microrganismo, fazia extensão e fazia coloração. Tinha que fazer várias colorações, montar um quebra cabe ça (“essa célula corou positiva e essa negativa”). Essa técnica está praticamente em desuso pois ela só dá um norte, não tem muita exatidão. É usada mais fenotipagem Ácido periódico de Schiff: reação + na presença de glicogênio (maior quantidade em células maduras). Positivo em pacientes com leucemias crônicas e negativo em leucemias agudas. Sudam Black: cora lipídeos celulares, formando grânulos negros. Maior número de lipídeos em células mielóides e menor número em células linfoides. Enzimas= mieloperoxidase: corava quando possuía essa enzima e normalmente coravam as mielóides que tem MPO, principalmente granulócitos, linfoide não tem mieloperoxidase. TDT – terminal deoxinucleotidil transferase: corava as leucemias linfoides e negativo para mielóides; esterases (específicas e inespecíficas). É a principal ferramenta utilizada atualmente, porém é cara (ainda não é acessível em alguns centros justamente por apresentar um valor elevado). É feita através da biologia celular, leva em consideração a mutação cromossômica É boa pois marca qual é o efeito cromossômico que está causando a transformação neoplásica, ou seja, com ela dá para ler exatamente onde ocorreu a translocação, por exemplo: entre o cromossomo 8 e o cromossomo 21, dá para saber que houve fusão entre dois genes AML-ETO, sendo responsáveis pela leucemia mielóide aguda, normalmente M2. Os novos genes formados passam a ter função de oncogene, mas separados são protooncogene. Na inversão do cromossomo 16, acontece muito na leucemia mielóide aguda M4, onde tem fusão de dois genes e a formação do oncogene CBFb-MYH11. A grande importância dessa tecnologia é entender o prognóstico, porque imediatamente o médico sabendo qual é, ele consegue ter o prognóstico de vida para o paciente (acerta no tratamento). A classificação morfológica é a ponta do iceberg, é através dela que vemos o problema e realizamos as outras análises Cromatina (célula jovem rogenitora) dos blastos é muito /p frouxa, é diferente dos leucócitos. Não tem padrão de condensação, não é parecida com nada Blastos tipo 1 São mieloblastos que são ditos tipo I por serem bem indiferenciados (e cromatina jovem), quase CD34 com mais alguns CDs, quase não tem citoplasma (relação núcleo citoplasmaintensa, muito núcleo), blasto ainda pequeno e sem muita característica de granulação no citoplasma, basofilia citoplasmática intensa (cora intensamente pelo corante básico, o azul de metileno), núcleo toma quase toda a célula. Importante saber porque quando aparecer esses blastos tipo I e somente eles, normalmente será LMA M0 . Na segunda foto há uns pontinhos brancos, chamados de nucléolos evidentes, com cromatina frouxa, que é característica dos blastos, por serem células muito indiferenciadas, mas não aparecem muitos Blastos tipo 11 Já é maior, quase o dobro do tamanho, já é um pouco mais desenvolvido. Pode ter nucléolos visíveis no citoplasma (bolinhas brancas, até 5), pode aparecer granulações, menor basofilia citoplasmática cromatina ainda jovem, bem e indiferenciada, homogênea . Na terceira foto tem uns “risquinhos” que são chamados de bastonetes de Auer, que é uma característica que só aparece nos blastos mielóide e que nunca vão aparecer em blastos linfoides. morfológica, imunofenotípica e citológica Lma m0 ou com diferenciação mínima Aquela célula que só se diferenciou em totipotente, se deslocou para linhagem mielóide e é o primeiro precursor dos neutrófilos. Predominantemente blastos tipo 1 (mais de 20%). Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:40:29 Lma m1 ou leucemias sem maturação Terá blastos tipo I e tipo II misturados, podendo ter 40% e 60%, 70% e , 50% e 50%, etc. É mais difícil de tratar do que a 30% LMA M0 pois precisa de dois protocolos de tratamentos. Lma m2::::: leucemia maturaçcom ão Só aparecem blastos tipo II, até pode aparecer blastos tipo I, mas a maioria é do tipo II Blastos grandes, geralmente . alinhados/grudados. Lma m3: leucemia aguda promielocítica É o máximo de desenvolvimento/amadurecimento que a célula pode ter (mieloblasto até Promielócitos) Não tem leucemia aguda que passe dessa fase . Característica do Promielócitos: abundância de grânulos, cromatina frouxa. Pode aparecer bastonetes de Auer e quando aparece mais de 10, ela é dita FAGOTT CELL (imagem do meio), a qual quase fecha diagnóstico para LMA M3 . A maioria (80%) das M3 tem a translocação entre os cromossomos 15 e 17 É uma das leucemias com maior acometimento, bom prognóstico e fácil de realizar o reconhecimento morfológico. Cromatina frouxa, presença de nucléolo, pode ter proteínas que se agregam chamadas de bastonetes de auer (presente apenas nas leucemias mielóides, e não nas linfóides) Lma m3v::::: leucemia aguda promielocitica variante Pode aparecer hipogranular e com núcleo lobulado\dobrado. Normalmente quem faz tratamento para M3 normalmente tem que acompanhar um medicamento (quelante) porque quando destrói todas essas células, todo o conteúdo dos grânulos é exposto na corrente sanguínea e algumas dessas substancias são pró coagulantes, que estimulam uma coagulação disseminada . Lma m4: leucemia mielomonocítica aguda Blastos que são tanto da linhagem mielóide quanto da linhagem monoblastica, ou seja, tem um pouco de mieloblastos e um pouco de monoblastos. Não é fácil diferenciar os dois, por isso precisa de outras ferramentas diagnósticas, pois as características morfológicas são semelhantes, porém a constituição antigênica é totalmente diferente Lma m5: leucemia monoblástica aguda Tem apenas monoblastos que dariam origem a monócitos envolvidos. Não é fácil diferenciar de blasto tipo II.A segunda imagem é uma coloração citoquímica LMA/N- naftil esterase + (é específica da linhagem monoblástica). LMA M5A: tem uma monocitose no sangue periférico que acompanha essa leucemia. LMA M5B: não aparece essa monocitose periférica Lma m6: eritroleucemia Agora tem envolvimento daquelas células que dão origem (precursoras) aos eritrócitos (proeritroblastos). Ocorre evento no proeritroblasto e então ele passa a se multiplicar indiscriminadamente. Lma m7: leucemia megacariocítica aguda Leucemia do precursor das plaquetas. Pode ser chamada também de megacarioblástica aguda. Neste caso, praticamente não haverá plaquetas porque o precursor não se Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:40:29 desenvolve, ele apenas se multiplica indiscriminadamente e não muda de fase. Os sinais e sintomas são decorrentes da infiltração da medula óssea, que causa a ibição da hematopoese normal in . Desenvolve anemia normocítica normocrômica, sangramento por plaquetopenia (falta de plaqueta), febre sem foco infeccioso aparente (neutropenia, ou seja, devido a diminuição dos neutrófilos) hepatoesplenomegalia, , hipertrofia gengival, dores ósseas (pela expansão medular, crescimento desordenado da medula) hiperleucocitose , (preocupação em passar de 150 mil e acometer o SNC). Além disso, LMA M3 tem particularidade que sempre que for diagnosticado tem que usar quelante (ácido trans-retinoico) para não ter hipercoagulação (devido ao extravasamento dos grânulos, decorrente da quimioterapia que destrói os blastos que são as células alvos) Celularidade = 109 (10.000.000.000) Sinais e sintomas Hemograma normalmente tem a presença de células blásticas E como segundo exame de escolha usamos o Mielograma (punção da medula, que é um reflexo do que está acontecendo no sangue) que vê a celularidade da fábrica, vê transição de células do tecido normal para tecido canceroso Importante identificar o tipo de leucemia, devido ao tratamento ser diferente. Anemia normocítica normocrômica intensa (proporcional a leucocitose do paciente, quanto mais evoluída a leucemia mais anemia terá) Reticulócitos normais ou diminuídos (pois não tem eritropoiese normal) Eritropoetina presente em níveis altíssimos (células tubulares renais sentem hipóxia e há efeito rebote que é aumento de produção de eritropoetina) Citopenias (substituição das células normais por mieloblastos s.p.) quanto maior a velocidade de progressão dos – mieloblastos, maior a citopenia. Com isso há hemorragias, sangramentos cavitários devido a diminuição das plaquetas. Também há neutropenia (diminuição dos leucócitos, mais precisamente dos segmentados) causando febre, infecções, sepse Leucocitoses variáveis: isso porque esses mieloblastos contam como células leucocitárias, estando em número aumentado, porém os viáveis estão em número diminuído Caracterização dos blastos e verificar Bastoneste de Auer Objetivo final é erradicar clone leucêmico (o blasto) Dois pontos importantes: medidas de suporte (antibióticoterapia) e tratamento específico Feito em . ambiente hospitalar Combinação de quimioterápicos que normalmente acontece em duas fases: 1º acontece indução da remissão C ou RP) que busca (R remissão completa, inicialmente tentando manter remissão parcial com bloqueio do tecido e posteriormente remissão completa. Isso acontece após vários esquemas de quimioterapia (pode durar anos). Quando tem remissão completa, entra em uma 2° fase. 2ª fase: manutenção da terapia pós indução, que é feito depois de estar curado, porém no passar de um, dois anos ainda tem que estar fazendo acompanhamento médico. Cada indivíduo tem seu protocolo de manutenção para fazer consolidação dessa doença para que não fique alojada em nenhum órgão (homens alojam nos testículos). Se ficou algum resquício, essa terapia acaba com isso. Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:41:02 Aguda: acontece a mutação e ela evoluirapidamente, forma o clone leucêmico/neoplásico (a tríade: imortal, afuncional e autônomo. Ou seja, não morre, se governa e não responde a estímulos, “se manda, é um adolescente”). Muitas vezes quando é feito o diagnóstico a pessoa já está com a doença totalmente instalada Crônica: acontece o evento cromossômico que dá origem ao clone neoplásico, porém se desenvolve de uma maneira preguiçosa, lenta e tranquila. Mesmo mecanismo de instalação da LMA, porém nesse caso a célula que vai ser acometida é aquela que vai dar origem aos linfócitos. A maturação é em outro local, mas a origem é medular, o clone e a translocação/inversão, ou seja, o evento genético que vai causar essa mutação celular é inicialmente na célula progenitora ainda na medula óssea. Tem uma instalação muito rápida. Substitui o tecido normal pelo canceroso Definição Doença que se caracteriza pelo acúmulo de linfoblastos em numerosos órgãos e tecidos, inicialmente é na medula óssea que migra posteriormente para o sangue periférico (circulação linfática favorece a disseminação) Incidência Tem diferença entra a LLA e LLC, na LLA tem frequência maior em crianças, conhecida como leucemia das crianças. Normalmente quando se tem crianças com leucemia em 80 – 90% dos casos é LLA. Pode acometer de 20 – 15% adultos, e quando ocorre tem mal prognóstico, ou seja, evolução muito rápida e muitas vezes nem dá chance de ter tratamento devido a agressividade. Em crianças também é agressivo, mas como elas normalmente não tem comorbidades e a preocupação da mãe com o aparecimento de algum sintoma (como cansaço) facilita o diagnóstico e tratamento, aumentando chance de cura. O pico de incidência é de 2 a 10 anos. LLA-L1: 85% em crianças e 35% em adultos LLA-L2: 14% em crianças e 60% em adultos LLA-L3: 1% em crianças e 5% em adultos É importante classificar as leucemias para saber o tratamento! - Normalmente quando acomete crianças é LLA-L1 e quando ocorre em adultos LLA-L2. Não é totalmente elucidada, mesma etiologia das leucemias mieloides ou crônicas. O que se tem cientificamente comprovado é que aquelas crianças que já têm alguma síndrome genética (Down, Bloom, Klinefelter, ou seja, algum comprometimento genético tem uma tendencia de 20% a mais de ter LLA. Crianças que tenham sido expostas a alguns vírus (ex: Epstein Barr) também já são favoráveis de vir a desenvolver leucemia Em adultos os fatores ambientais podem ter influência. Estar exposto semanalmente/diariamente a esses fatores contribuem para o desenvolvimento em adultos. Ex: Agrotóxicos, radiações, derivados do benzeno, exposição materna Exposição materna (como medicamentos durante a gestação) Os sintomas são idênticos aos da leucemia mielóide aguda. Normalmente quando o tecido começa a ter displasia na medula óssea e interfere na hematopoese normal a criança começa a se sentir mais em decorrência de fraqueza, cansaço uma anemia normocítica e normocrômica, pois interfere na eritropoiese. Quando começa a interferir na leucopoese começa a se ter uma neutropenia, a criança fica mais exposta a infecções, febre, perda de apetite. Sangramentos, epistaxe (sangramento do nariz de grande volume devido à falta de plaquetas), (pontinhos petéquias roxos na pele) (quando bate e fica bem roxo , equimoses ). A diferença que é marcante nas manifestações clínicas da LLA: Normalmente as crianças vão reclamar é de dores ósseas intensa, isso porque na criança tem a medula vermelha ou proliferativa onde está acontecendo a hematopoese no interior de todos os ossos (não só nos de grande calibre como no adulto), por isso as reclamações, há o crescimento desses ossos com tecido neoplásico se proliferando. Adenomegalias cervical generalizada ou que é o aumento de órgãos, porque posterior a medula óssea essas células também vão migrar para órgãos linfoides secundários aço, linfonodos(b , fígado) Outra característica marcante é que aqui os linfoblastos não tem tropismo pela mucosa gengival, ou seja, na LLA não tem hiperplasia gengival, diferente da LMA, onde uma simples escovação de dentes pode ter sangramento. Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:41:02 O primeiro exame vai ser o com presença de hemograma, alguns blastos/linfoblastos. Em seguida vai ser feito um , onde o hematologista mielograma vai coletar um aspirado da medula óssea. Diagnóstico de LLA quando mais de % das células nucleadas : 20 forem linfoblastos 1. A diferenciação é feita através de exames complementares: Morfológicos: quais seriam os blastos observados no hemograma, muito importante Citoquímica: quase em desuso, mas é um exame bem fácil de fazer. Imunofenotipagem. Citogenética: para ver qual é a translocação ou inversão. 2.Critérios de classificação FAB (considera a morfologia): LLA-L1: blastos pequenos, núcleo bem regular, cromatina bem homogênea, sem nucléolos e citoplasma escasso, ou seja, quase tudo núcleo e sem sobra de citoplasma. LLA-L2: blastos grandes (facilita ver a diferença entre a L1), núcleos irregulares (não é bem redondo), cromatina mais heterogênea, mas ainda bem frouxa, pode aparecer 1 ou 2 nucléolos, citoplasma abundante. LLA-L3: é bem fácil de diferenciar, quando acha essa célula já pode quase fechar diagnóstico, devido ao Blasto bem característico. o Blastos pequenos, citoplasma hiperbasofílico, sem nucléolos e apresenta múltiplas vacuolizações. o Aparece em menos de 3% de todas as leucemias. o Tem um péssimo prognóstico, evolução rápida e muito difícil um paciente com L3 sobreviver. o Muito agressivo e rápido. Outros critérios foram criados pois a morfologia é muito subjetiva, só com ela não é possível diferenciar um blasto linfoide de um mieloide. 3.Critérios da OMS. É a classificação mais atualizada, leva em consideração a imunofenotipagem. Classifica a leucemia em linhagem B ou T. Leucemia de células B precursoras. Leucemia de células T precursoras. Neoplasia de células B imaturas. - Subtipo: linfoma/leucemia de Burkit. Fatores associados ao mau Prognóstico Idade superior a 30 anos (rápida evolução) Sub-tipo L3 Hiperleucocitose (leucócito elevado superior a 100.000), tanto em crianças quanto adultos. O prognóstico é ruim devido ao tratamento muito agressivo inicialmente. Esse caso é ruim para todas as leucemias (tem possibilidade de invadir o sistema nervoso central e apresentar um AVC) Tratamento Mesma situação da LMA. Objetivo final vai ser erradicar totalmente o clone leucêmico/neoplásico (inclusive nos sítios onde ficam alojados). Combinação de quimioterápicos, aplicados em ambiente hospitalar pois são necessárias medidas de suporte. As doses são dadas em dias alternados (dia 1,3, 5,7). Inicia com a indução da remissão visando uma remissão parcial inicialmente e depois para consolidar uma remissão completa. Como vai arrasar com todas as células leucêmicas e as boas devem ser feitas medidas de suporte: o Antibioticoterapia; o Oxigenioterapia; o Transfusões sanguíneas de concentrados de leucócitos, plaquetas, hemácias. O tratamento é agressivo. Depois da remissão completa se faz uma manutenção da terapia pós-indução. Essa remissão vai sendo monitorada para impedir as recidivas. É feito de mês a mês, depois 6 em 6, ano em ano, 5 em 5 anos e assim vai indo. Se tivesse que escolher entre ter uma das leucemias para ter a gente teria que escolher a LLC, isso porque é uma leucemia tranquila, doença branda até certo ponto. É a segunda leucemia mais comum, acomete 30% de toda a população mundial. É lenta, progressiva, calma. Não é um diagnóstico de morte. Incidência O publico acometido são aqueles com idade superior a 60 anos Frequência muito maior em homens, a cada 3 homens para 1 mulher.5 casos a cada 100.000 habitantes anualmente. No brasil são 1500 novos casos descobertos a cada ano. A boa notícia é que não é uma doença agressiva. Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:41:02 Etiologia É desconhecida. Mesma coisa de antes, pode ser por fatores ambientais, exposição ocupacional. Predisposição genética maior do que nas outras leucemias (ex: se meus avós tiverem ou meus pais, a chance de eu ter também é grande) Quase 90% dos casos é a mesma situação, acontece uma lesão no DNA de um linfoblasto, quase sempre o linfoblasto B (lyn B), 80% no gene ZAP70, outros ainda deleção do 11 (q22-23) que é o gene ATM. Pode ter lesão também no gene P53, cromossomo 17. No gene da apoptose Acontece a deleção/translocação que vai tornar esse linfoblasto (clone imortal, afuncional e autônomo neoplásico). A principal diferença da leucemia crônica para a aguda (tanto linfoide como mielóide é que na crônica não perde a ) capacidade maturativa ou seja, acontece essa mutação , quando é linfoblasto, passa pró linfócito e vai amadurecer e tornar-se um linfócito maduro (nesse caso o clone neoplásico, aquele que se governa, não morre e ainda é afuncional). Continua seguindo sua maturação, o que não acontece na aguda onde se tem bloqueio . Só que essa progressão é lenta, é uma doença acumulativa e não proliferativa. Em 5/10 anos a LLC vai se tornando uma doença acumulativa e não proliferativa (na LLA prolifera muito rápido). Como não perde a capacidade maturativa os linfócitos maduros que são clones neoplásicos (não funcionam) vão se acumulando nos órgãos linfoides secundários. Prejuízo na hematopoese só no final da doença (depois de muitos anos de acumulação) A doença começa nos linfócitos B que estão na medula óssea e vão evoluindo e migrando para a corrente sanguínea circulação linfática se alojam no baço, principalmente nos linfonodos, fígado. Como é lenta e progressiva não vai ter a mesma manifestação clínica de impedir a hematopoese normal, pois ela se desloca da medula óssea. Primeiro assintomático A principal manifestação vai ser adenomegalia, especialmente nos linfonodos. Acúmulo de 10/15 anos de linfócitos que só vão estar ali para “encher” o órgão, já que não tem mais função. Os vovôs começam a reclamar de ínguas, que são linfonodomegalias (aumento dos linfonodos), os axilares, cervicais. O órgão aumenta de tamanho e se torna palpável. Como é uma doença lenta as manifestações em sua maioria são inaparentes e inespecíficas: falta de ar, cansaço a exercícios físicos, emagrecimento não muito evidente, infecções na pele, pulmões por causa da falta de imunidade, já que os linfócitos B ficam com esses clones neoplásicos. O diagnóstico normalmente vai ser feito numa consulta de rotina no geriatra, num hemograma com vários linfócitos maduros com morfologia normal. Hemograma Linfocitose absoluta e relativa. Vai ter uma leucocitose às custas de uma linfocitose, só linfócitos, não sendo normal para adultos, o normal seria 60- 70% de neutrófilos, 30-40% de linfócitos. Quando se observa uma contagem relativa de 70% de linfócitos em um paciente de 60 anos pode desconfiar de LLC. Normalmente crianças possuem linfocitose e quando crescem há uma reversão para neutrófila (e isso permanece pelo resto da vida, por isso desconfiamos de LLC quando apresenta linfocitose), nenhuma infecção viral pode fazer essa inversão Contagem relativa acima de 10.000mm³ (40.000). No hemograma esses linfócitos vão se mostrar idênticos aos normais (morfoligicamente) não consegue diferenciar um , clone neoplásico de um linfócito normal . O problema é que essa é uma doença cumulativa, onde esses clones neoplásicos vão se acumulando, ao final quando é feito diagnóstico não se tem mais linfócitos normais, só neoplásicos e vai ser um paciente que vai ter , ou hipogamaglobulinemia seja, uma baixa na imunidade devido a baixa produção de imunoglobulinas. Plaquetopenia que normalmente não aparece, mas quando aparece já é sinal de mau prognóstico (avanço da doença). Quando tem plaquetopenia instalada deve verificar a medula óssea, muitos anos de instalação da doença provavelmente a medula já vai estar tomada. Lembrando que inicialmente essa é uma doença que não faz displasia da medula óssea, pois os linfócitos se diferenciam e migram para os órgãos linfoides secundários, tanto que no diagnóstico não tem uma medula com displasia, e sim órgãos como baço e linfonodos hiperplásicos ou até aumentados de volume. 25% dos pacientes fazem anemia hemolítica autoimune, é uma complicação que acontece em parte desses pacientes que tem LLC. Chega a uma certa altura da progressão da doença que esses linfócitos neoplásicos não têm função, mas nesses 25% eles começam a reconhecer eritrócitos e plaquetas como estranhos e vão produzindo anticorpos contra, tendo baixas. Dependendo da debilidade do paciente ele pode ir a óbito por essa anemia. Pode ter também hepatoesplenomegalia (aumento do baço e fígado, por conta dos linfócitos b não trabalharem). Lembrar que os públicos são indivíduos com idade elevada, logicamente são indivíduos que já tem outras comorbidades e que para se avaliar a extensão ou tipo de tratamento que vai ser aplicado deve ser considerado l estágio a doença se qua encontra Lembrando que quando consegue diagnosticar a doença já tem pelo menos 5/8 anos instalada. Impresso por cicloclinicomed, E-mail medcicloclinico2023@gmail.com para uso pessoal e privado. Este material pode ser protegido por direitos autorais e não pode ser reproduzido ou repassado para terceiros. 19/08/2023, 00:41:02 Linfocitose: acúmulo de linfócitos leucêmicos na medula óssea, baço, fígado, gânglios, linfonodos. Linfadenopatia: quais órgãos estão acometidos e ver a extensão dessa linfocitose. Hepatoesplenomegalia: ver se está associada. Anemia: verificar a presença de anemia normocítica/normocrômica ou anemia hemolítica associada. E = estágio É acumulativ: ex.: E1 é linfocitose + linfadenopatia, E4: todos. Importante saber em qual estadiamento está para fazer o tratamento correto. Não é utilizada quimioterapia agressiva. Se for dado uma dose de poli quimioterápicos como acontece na LLA o paciente vai a óbito devido a idade. Verificar o estadiamento e fazer um cálculo. O objetivo do tratamento é aumentar a sobrevida. Não tem cura. De não são tratados, são somente acompanhadosE0 a E2 , pois os efeitos adversos da quimioterapia não compensam. O hematologista tenta colocar alguns corticoides ou algo para ir de E2 a E1 (E1 para E0 não consegue). O ideal é diagnosticar o paciente em E0 e ir fazendo o acompanhamento para não ter evolução. De precisa fazer tratamento específico E3 a E4 . E3 é uma anemia hemolítica, deve ser tratada com corticoide. Normalmente sempre que a linfocitose for superior a 80.000 mm³, quando for muito grande assim tem que entrar com alguns agentes alquilantes em doses leves, como: clorambucil ou fludarabina. Pode ser feito também infusão de plaquetas. Tudo sempre deve ser feito bem assistido e bem pensado, o paciente não visa a cura e sim voltar a involuir um estágio, ir de E4 para E3 por exemplo. A remissão completa ou sucesso no tratamento é definido como: Conseguir involuir para uma linfometria menor que 4.000mm ³. A contagem de neutrófilos tem que se manter sempre superior a 1.500mm³ para garantir imunidade ao paciente. Hemoglobina sempre superior a 11g/dL. Plaquetas maior que 100.000mm³. Tentar manter os linfócitos com menos de 30% na medula óssea e nos órgão.