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CINESIOLOGIA GESTACIONAL ENTENDA AS COMPENSAÇÕES GERADAS PELA GESTAÇÃO. FORMAÇÃO IVANJUNIOR DE MELO SANTOS ▪ Graduado na Universidade Potiguar (UNP); ▪ Atuante na área a mais de 15 anos; ▪ Especialista em Treinamento de Alto Rendimento (UNP); ▪ Especialização em Biomecânica (UFRN); ▪ Eterno Estudioso de Padrões Posturais; CRONOGRAMA ▪ Entendendo os Padrões Posturais. ▪ Entendendo as síndromes cruzadas. ▪ Comparação com o padrão gestacional. ▪ Compensações e adaptações cinesiopatologicas. ▪ Formas de treinamento. TEMOS QUE ENTENDER DE UMA FORMA GERAL ✓ VLADIMIR JANDA Numa abordagem de cunho NEUROLÓGICO chamadas de SÍNDROMES DE DESBALANCEAMENTO MUSCULAR. ✓ SHIRLEY A. SAHRMANN Numa abordagem de cunho CINESIOLÓGICO chamadas de SÍNDROMES DE DISFUNÇÃO MOTORA. ✓ THOMAS MYERS Numa abordagem de cunho MIOFASCIAL chamada de TRILHOS ANATÔMICOS ou ROTAS MIOFASCIAIS. TEMOS QUE ENTENDER DE UMA FORMA GERAL TEMOS QUE ENTENDER DE UMA FORMA GERAL TEMOS QUE ENTENDER DE UMA FORMA GERAL VAMOS REVISAR? ✓ SÍNDROMES DE DESBALANCEAMENTO MUSCULAR LEI DE SHERRINGTON (1909) ▪ Este ao estudar os circuitos neurais envolvidos na geração de movimento, propôs a teoria da INIBIÇÃO RECÍPROCA, onde “ao se contrair um músculo para um movimento, ocorre uma inibição reflexa que promove o relaxamento de seu antagonista”. ▪ Janda, tirando proveito da teoria de Sherrington, aplicou-a sobre as diferentes respostas dos grupos musculares quando submetidos a situações de desuso, propondo assim as síndromes de desbalanceamento muscular. Nestas, a adaptação muscular não acontece aleatoriamente e sim em função da classificação entre músculos tônicos ou fásicos e suas respostas. VAMOS REVISAR ✓ MÚSCULOS TÔNICOS OU POSTURAIS ▪ Responsáveis pelo equilíbrio estático (ação antigravitacional) e pela marcha. ▪ Predominância de fibras tipo I, contração lenta, vascularizados e de metabolismo aeróbio. ▪ Tendem ao encurtamento e a hiperatividade em desuso. ✓ MÚSCULOS FÁSICOS ▪ especializados em atividades dinâmicas ▪ predominância de fibras tipo II, contração rápida, recrutados em atividades de força e velocidade ▪ tendem a inibição e atrofia em desuso CONTINUAÇÃO Caso um músculo tônico se encurte, este entra em hiperatividade e seu antagonista fásico por sua vez será inibido gerando o desequilíbrio muscular. Desta forma, é vital a compreensão de como se comportam sinergicamente os diferentes grupos musculares em situação de desuso: PADRÕES POSTURAIS ALTERADOS SÍNDROME PÉLVICA CRUZADA Caracterizada por: ✓ Encurtamento e hiperatividade dos músculos: ▪ Iliopsoas (a tensão excessiva do alongamento crônico também pode desencadear a hiperatividade); ▪ Reto Femoral; ▪ Paravertebrais lombares. ✓ Inibição neural dos músculos: ▪ Glúteo máximo; ▪ Reto abdominal; ▪ Transverso do abdômen. SÍNDROME PÉLVICA CRUZADA (2) ✓ Estaticamente: ▪ Postura de anteroversão pélvica + hiperlordose lombar. ▪ Stress aumentado sobre as articulações facetárias e porção posterior dos discos. ▪ Transição lombo-sacra (L5-S1) pode apresentar-se como área de hipermobilidade e propensa a listese. ▪ Isquiosurais podem apresentar-se encurtados na tentativa de compensar a anteversão pélvica e substituir a ação do glúteo máximo inibido na extensão do quadril. SÍNDROME PÉLVICA CRUZADA (3) ✓ Dinamicamente: ▪ Incapacidade de estabilização da seção média corporal na execução de exercícios para MMII e MMSS. ▪ Hipoativação do Glúteo Máximo durante movimentos de extensão de quadril. ▪ Isquiosurais induzindo a retroversão da pelve e apagamento da lordose fisiológica durante exercícios como, por exemplo, num leg press. ▪ Paravertebrais acentuando a lordose lombar durante exercícios como, por exemplo, numa extensão de quadril em 3 apoios. SÍNDROME DE ABDUÇÃO DO QUADRIL Caracterizada por: Encurtamento e hiperatividade dos músculos: Adutores; Tensor da Fáscia Lata; Quadrado Lombar. Inibição dos músculos: Glúteo Médio (especialmente a porção posterior); Rotadores Externos Profundos (OOGGPQ). SÍNDROME DE ABDUÇÃO DO QUADRIL (1) ✓ Estaticamente: ▪ Postura de anteroversão pélvica, com rotação interna do quadril. ▪ Joelhos valgos. ▪ Em posição ortostática, quando apoiado sobre o lado afetado ocorre rotação interna e adução do quadril para o mesmo lado ou inclinação do tronco para o lado oposto na tentativa de manter o alinhamento do quadril. ▪ Pronação dos pés. SÍNDROME DE ABDUÇÃO DO QUADRIL (2) ✓ Dinamicamente: ▪ Marcha pronunciadamente em rotação interna; ▪ Hipoativação do Glúteo Médio durante movimentos de abdução com predominância de ação do Tensor da Fáscia Lata e Quadrado Lombar. ▪ Rotação interna pronunciada durante a fase positiva de exercícios em cadeia cinética fechada como agachamentos, leg press, etc. SÍNDROME CRUZADA DE OMBROS Caracterizada por: ✓ Encurtamento e hiperatividade dos músculos: ▪ Trapézio fibras superiores (estes podem também entrar em hiperatividade em casos de alongamento crônico); ▪ Peitoral Maior e Menor; ▪ Elevadores das Escápulas; ▪ Esternocleidomastóideo. SÍNDROME CRUZADA DE OMBROS (2) ✓ Estabilizadores baixos da escápula e da coluna cervical, inibidos e fracos: ▪ Serrátil anterior, ▪ Rombóide Maior e Menor, ▪ Trapézio fibras médias e inferiores e ▪ Flexores profundos do pescoço e escalenos. SÍNDROME CRUZADA DE OMBROS (3) ✓ Estaticamente: ▪ Elevação ou depressão escapular. ▪ Protusão de ombros. ▪ Possível tilt da escápula. ▪ Possível slide anterior umeral. ▪ Rotação interna de úmero. ▪ Protusão da cabeça. ✓ Dinamicamente: ▪ Incapacidade de manter o ritmo escapuloumeral normal. ▪ Alteração do posicionamento umeral ideal na fossa glenóide e consequente predisposição a impacto de estruturas subacromiais. ▪ Perda da estabilização correta e alamento das escápulas durante a execução de exercícios para MMSS. ESPONDILOLISTESE ✓ ESPONDILOLISTESE (Espôndilo = vértebra, Lise = ruptura, listese = escorregamento). ✓ Deslize em direção a cavidade abdominal de um corpo vertebral sobre devido a uma “fratura pregressa” na parte interarticular. ✓ Congênita ou adquirida. LISTESE ✓ ESPONDILÓLISE: é uma palavra que vem do grego e significa quebra de vértebra. ✓ ESPONDILOLISTESE: tem sua origem etimológica também da língua grega e quer dizer escorregamento vertebral. ESPONDILOLISTESE ESTENOSE Estreitamento do canal vertebral Estenose Central; Estenose Lateral; Alterações congênitas até as alterações degenerativas. Classificação: •Congênita •Desenvolvimento •Cervical e lombar Adquirida: ▪ Acima de 45 anos ▪ Discopatia degenerativa ▪ Traumática ▪ Gestação ▪ Espondilolistese DOR CIÁTICA: LOMBOCIATALGIA E COMO DEVEMOS PROCEDER ? SEMPRE O MELHOR PRIMEIRO PASSO SERÁ A AVALIAÇÃO FONTE DE ESTUDO