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Classificação - Estadiamento
Grupo D – Classificação: Dengue Grave 
• Caso suspeito de dengue. 
• Presença de sinais de hipotensão ou choque, sangramento grave ou disfunção 
grave de órgãos.
Grupo D – Conduta 
• Reposição volêmica (adultos e crianças):
• 20 ml/kg em até 20 minutos - em qualquer nível de complexidade, inclusive
durante eventual transferência para uma unidade de referência, mesmo na
ausência de exames complementares.
• Oxigenioterapia
• Reavaliação clínica a cada 15-30 minutos e de hematócrito em 2 horas.
• Monitorização contínua – leito de UTI
• Repetir fase de expansão até três vezes – de acordo com reavaliação
clínica.
Grupo D – Conduta 
• NoSficar o caso;
• Após preencher critérios de alta, o retorno para reavaliação clínica e
laboratorial segue orientação conforme grupo B;
• Preencher cartão de acompanhamento;
• Orientar o retorno após a alta.
Dengue grave
• Extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com
desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica
como o coração, os pulmões, os rins, o }gado e o sistema nervoso central (SNC);
• O quadro clínico é semelhante ao observado no compromebmento desses órgãos
por outras causas;
• Derrame pleural e ascite podem ser clinicamente detectáveis;
• Aumento do hematócrito, quanto maior sua elevação maior será a gravidade;
• Redução dos níveis de albumina.
Síndrome do Choque da Dengue
• Volume crítico de plasma é perdido através do extravasamento;
• Geralmente ocorre entre os dias quatro ou cinco (com intervalo entre três
a sete dias) de doença;
• Geralmente precedido por sinais de alarme;
• O período de extravasamento plasmático e choque leva de 24 a 48 horas –
equipe deve estar atenta à rápida mudança das alterações
hemodinâmicas.
Fase de recuperação
• Reabsorção gradual do conteúdo extravasado com progressiva melhora clínica,
após a fase críbca;
• Complicações relacionadas à hiper-hidratação;
• Nesta fase o débito urinário se normaliza ou aumenta, podem ocorrer ainda
bradicardia e mudanças no eletrocardiograma;
• Rash cutâneo acompanhado ou não de prurido generalizado;
• Infecções bacterianas poderão ser percebidas nesta fase ou ainda no final do
curso clínico. Tais infecções em determinados pacientes podem ter um caráter
grave, contribuindo para o óbito.
Outras formas graves
• Hemorragias – pode ocorrer hemorragia massiva sem choque prolongado e este
sangramento massivo é critério de dengue grave. Pacientes com histórico de
úlcera pépbca ou gastrites, ou devido a ingestão de ácido acebl salicílico (AAS),
anb-inflamatórios não esteroides (AINES) e anbcoagulantes.
• Disfunções de órgãos – O grave compromebmento orgânico, como hepabtes,
encefalites, IRA ou miorcardites pode ocorrer sem o concomitante
extravasamento plasmábco ou choque.
Critérios Internação Hospitalar:
• Presença de sinais de alarme ou de choque, sangramento grave ou
comprometimento grave de órgão (grupos C e D);
• Recusa na ingestão de alimentos e líquidos;
• Comprometimento respiratório: dor torácica, dificuldade respiratória, diminuição
do murmúrio vesicular ou outros sinais de gravidade;
• Impossibilidade de seguimento ou retorno à unidade de saúde;
• Comorbidades descompensadas como diabetes mellitus, hipertensão arterial,
insuficiência cardíaca, uso de dicumarínicos, crise asmática etc;
• Outras situações a critério clínico.
Confirmação laboratorial
Métodos indicados: 
• Sorologia (ELISA) – solicitada a partir do sexto dia do início dos sintomas. 
• Detecção de antígenos virais (NS1, isolamento viral, RT-PCR e 
imunohistoquímica) – solicitados até o quinto dia do início dos sintomas. 
• Se positivos confirmam o caso; se negativos, uma nova amostra para 
sorologia IgM deve ser realizada para confirmação ou descarte.
Responder às seguintes perguntas:
• É dengue? 
• Em que fase (febril/críSca/recuperação) o paciente se encontra?
• Tem sinais de alarme? 
• Qual o estado hemodinâmico e de hidratação? Está em choque? 
• Tem condições preexistentes? 
• O paciente requer hospitalização? 
• Em qual grupo de estadiamento (grupos A, B, C ou D) o paciente se 
encontra?
Importante!
• Febre de até 7 dias!
• Caracterizar o primeiro dia da doença / febre.
• Estadiamento antes da alta.
• Internação é para hidratação e monitorização dos sinais vitais.
• 10% dos pacientes evoluem para dengue grave.
Exames laboratoriais
• Hemograma – principalmente hematócrito – indica
hemoconcentração;
• Leucograma – leucopenia pode indicar outra infecção viral e
leucocitose não afasta doença;
• Plaquetopenia não é fator de risco. A queda progressiva indica que
necessita maior vigilância.
Hemograma
• Hematócrito;
• Um hematócrito no início da fase febril indica o valor basal do paciente;
• 1º ao 3º dia geralmente normal;
• Hematócrito em ascensão – marca o início da fase crítica;
• O valor é diretamente proporcional à gravidade.
Hematócrito em: Aumentado
Crianças > 38%
Mulheres > 44%
Homens > 50%
Aumento do valor habitual acima de 10%
Tratamento
• Tratamento é suporte!
• Orientações na liberação do paciente – sinais de alarme, tempo de observação,
onde procurar atendimento;
• Reavaliação na liberação;
• Reavaliação programada na APS.
• Risco de sobrecarga de líquidos – EAP;
• Risco de infecções secundárias.
Sintomáticos
• Analgésicos:
• Dipirona sódica
• Adultos: 40 gotas ou 2 comprimidos de 500mg (1g) até de 6/6horas;
• Crianças: 10 mg/kg/dose até de 6/6horas (respeitar dose máxima para peso e 
idade);
• Gotas: 500 mg/ml (1ml = 20 gotas);
• Solução oral:50 mg/ml;
• Supositório pediátrico:300 mg por unidade;
• Solução injetável: 500 mg/ml;
• Comprimidos: 500 mg por unidade.
SintomáIcos
• Paracetamol
• Adultos: 40-55 gotas ou 1 comprimido (500 a 750 mg) até de 6/6 horas.
• Crianças: 10 mg/kg/dose até de 6/6 horas (respeitar dose máxima para peso
e idade):
• Gotas: 200 mg/ml (1ml = 20 gotas);
• Comprimidos: 500 e 750 mg por unidade;
• Dose máxima: não utilizer doses maiores que a recomendada acima.
Sintomáticos
• O uso destas drogas sintomáScas é recomendado para pacientes com
febre elevada ou com dor.
• Deve ser evitada a via intramuscular.
ATENÇÃO!
• Os salicilados, como o AAS, são contraindicados e não devem ser
administrados, pois podem causar ou agravar sangramentos;
• Os an[-inflamatórios não-hormonais (cetoprofeno, ibuprofeno,
diclofenaco, nimesulida e outros) e as drogas com potencial hemorrágico
não devem ser u[lizados.
Dengue na criança
• Pode ser assintomática ou apresentar-se como uma síndrome febril
clássica viral, ou com sinais e sintomas inespecíficos: adinamia, sonolência,
recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas
• O agravamento, em geral, é mais súbito do que ocorre no adulto, em que
os sinais de alarme são mais facilmente detectados.
Dengue na gestante
• Devem ser tratadas de acordo com o estadiamento clínico da dengue.
Vigilância, independente da gravidade, devendo o médico estar atento aos
riscos para mãe e concepto;
• Risco aumentado de aborto e baixo peso ao nascer;
• Gestantes com sangramento, independente do período gestacional, devem
ser questionadas quanto à presença de febre ou ao histórico de febre nos
últimos sete dias.
Resumo:
• Casos suspeitos;
• Sinais de alarme;
• Acompanhamento por estadiamento;
• Sempre reclassificar o paciente;
• Hidratação;
• 60mL/kg/24 horas – sem evidência de perda de líquido;
• 20mL/kg/hora – com evidência de perda de líquido.
Notificação
Todo caso suspeito de dengue deve ser no0ficado à
Vigilância Epidemiológica, sendo imediata a no0ficação
das formas graves da doença.
Chikungunya
Introdução
• Causada pelo Vírus Chikungunya (CHIKV);
• Sintomas semelhantes à DENGUE;
• Proximidade dos locais de reprodução do 
mosquito para a habitação humana é um 
fator de risco significabvo para chikungunya;
• Proporções epidêmicas.
Introdução
• O vírus é transmitido de humano para humano
pela picada defêmeas de mosquitos infectados;
• Aedes aegypti e Aedes albopictus;
• Depois da picada de um mosquito infectado, o
início da doença ocorre geralmente entre 4 e 8
dias, mas pode variar de dois a 12 dias.
Introdução
• Descrita pela primeira vez durante um surto no sul da
Tanzânia em 1952;
• É um vírus RNA que pertence ao gênero Alphavirus da
família Togaviridae;
• O nome chikungunya deriva de uma palavra na língua
Kimakonde, que significa “tornar-se contorcido” ou do
Banto, “homem que se dobra”.
Introdução
• 1999-2000 - República Democrática do Congo, e em 2007 houve um surto no
Gabão;
• 2005 -a Índia, Indonésia, Tailândia, Maldivas e Mianmar têm relatado mais de
1,9 milhões de casos;
• 2007 - foi relatado pela primeira vez na Europa;
• Dezembro de 2013 - a França - ilha caribenha de St. Martin;
• Chikungunya autóctone das Américas:
• 06 de março de 2014, houve mais de 8.000 casos suspeitos
na região;
• Brasil – setembro de 2014 –primeiros 2 casos autóctones
(Oiapoque –AP).
Mapa da Chikungunya no Brasil
Distribuição da taxa de incidência de Chikungunya por município, no Brasil, semanas epidemiológicas 1 a 51/2022
Chikungunya no Brasil - epidemiologia
• No ano de 2022 (até a SE 52), ocorreram 174.517 casos prováveis
de chikungunya - taxa de incidência de 81,8 casos por 100 mil hab.
• Aumento de 32,4% de casos registrados para o mesmo período
analisado, de 2019.
Casos prováveis de Chikungunya no Brasil, 
de 2019 a 2022
Chikungunya – caso suspeito
Residente ou visitante de áreas epidêmicas até 2 semanas antes do início dos
sintomas, ou com vínculo epidemiológico com caso confirmado, apresentando:
Febre de início súbito – superior a 38,50 C
+
Artralgia ou Artrite intensa de início agudo não explicada 
por outras condições
Título
• Texto
Em mais de 50% dos casos, a artralgia torna-se crônica, podendo persistir por anos.
(0 a 14 dias) (14 dias a 3 meses) (Após 3 meses)
Chikungunya – manifestações clínicas
• Parecidos com os da dengue – febre de
início agudo, dores articulares e
musculares, cefaleia, náusea, fadiga e
exantema;
• O que a difere: fortes dores nas
articulações, que podem estar
acompanhadas de edema.
Chikungunya – manifestações clínicas
• Fase aguda ou febril (0 a 14 dias): 
• Febre de início súbito e surgimento de intensa poliartralgia;
• Pode acompanhar: dores nas costas, rash cutâneo, cefaleia e fadiga, com duração 
média de sete dias;
• A queda de temperatura não é associada à piora dos sintomas como na dengue. 
Chikungunya – manifestações clínicas
• A poliartralgia tem sido descrita em mais de 90% dos
pacientes;
• Poliarticular, bilateral e simétrica, mas pode haver
assimetria;
• Acomete grandes e pequenas articulações e abrange com
maior frequência as regiões mais distais;
• Edema, normalmente está associado à tenossinovite;
• Na fase aguda também tem sido observado dor
ligamentar;
• A mialgia quando presente é de intensidade leve a
moderada.
Chikungunya – manifestações clínicas
• Exantema macular ou maculopapular, 50% dos casos, do
segundo ao quinto dia após o início da febre, no tronco e
extremidades;
• Prurido em 25% dos pacientes, generalizado ou apenas na
região palmo-plantar;
• Dor retro-ocular, calafrios, conjuntivite sem secreção,
faringite, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal e neurite;
• Manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes nas
crianças;
• Pode haver linfoadenomegalias cervical, retroauricular,
inguinal associadas.
DiagnósIco Diferencial com outras doenças
• Doenças febris agudas associadas a artralgia;
• Malária;
• Leptospirose;
• Febre reumática;
• Artrite séptica.
Alterações laboratoriais
As alterações laboratoriais de chikungunya, durante a fase aguda, são inespecíficas:
• Leucopenia com linfopeniamenor que 1.000 cels/mm3 é a observação mais
frequente;
• A trombocitopenia inferior a 100.000 cels/mm3é rara;
• A velocidade de hemossedimentação e a Proteína C-Reabvaencontram-se
geralmente elevadas, podendo permanecer elevadas por algumas semanas;
• Outras: elevação discreta das enzimas hepábcas, creabnina e
creabnofosfoquinase(CPK).

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