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14 Controle e Organização das Operações de Saúde: Processos Licitatórios segundo a Lei nº 14.133 Denise Liana Scheller¹ Silvane dos Santos Ramos¹ Suzana Aparecida Machado Candido da Silva¹ Gissele Saint’ Pierre² RESUMO O presente trabalho tem por objetivo elencar sobre o processo licitatório dentro da Lei 14.133/21 a qual estabelece o processo licitatório para aquisição de bens e serviços públicos. O processo é dividido em seis etapas: Planejamento; publicação; elaboração de documentos de licitação; recebimento de propostas e contratação da execução. Todos os Processos devem ser supervisionados por um órgão licitante e a lei estabelece todos os requisitos para cada etapa. Temos como objetivo principal compreender a sistemática, e assim após descrevermos os fluxos de um processo licitatório elucidar e amenizar erros que possam ocorrer com esses processos internos visando a melhoria de realização de cada etapa dentro das normas e das Leis vigentes. Temos interesse nesse tema pois ele se justifica pela importância em conhecer os requisitos mínimos envolvendo o processo licitatório mostrando que ele é um importante marco regulatório para o mercado atual. A Lei também auxilia assegurar a qualidade dos serviços e produtos adquiridos pelo governo em nome do povo e busca maximizar o uso do orçamento público. Utilizamos como referência vários artigos que nos possibilitaram maior clareza e a metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Palavras-chave Processo Licitatório; Lei nº14.133/2021; Transparência; Administração pública 1. INTRODUÇÃO No atual momento, nota-se um crescimento expressivo em unidades que oferecem serviços voltados à saúde devido aos números de dependentes que passaram a procurar ou dependem deste atendimento. A partir de então, tornou-se essencial o uso de tecnologias quando mencionamos os prestadores desses serviços, desta forma, para atingir resultados mais acurados, no intuito de apresentar informações e diagnósticos mais confiáveis, e passar a imagem de uma instituição mais organizada, estas unidades devem dispor de aparelhos tecnológicos específicos e indispensáveis, e a aquisição destes equipamentos dar-se através da compra de equipamentos corretos que não seja de baixa qualidade ou inadequados , de modo a suprir e oferecer o serviço específico que a unidade oferece. Quando falamos de serviços de saúde pública, essa compra de equipamentos é de incumbência da Administração Pública, e para que isso ocorra é indispensável a realização de processo licitatório. Os processos licitatórios e contratações são práticas exercidas pela Administração Pública, e vem se transformando com o passar do tempo. Em 1993 em virtude da relevância que tinha a contratação das compras e serviços na Administração Pública, a constituição federal determinou em seu Art. 37 os princípios básicos que precisam ser obedecidos, estes foram incorporados na Lei nº 8.666, esta que rege o sistema para estes atos na Administração Pública nos últimos 28 anos, sendo revogada em 2021 pela Lei nº 14.133. A nova lei foi legitimada durante a pandemia de Covid -19, de modo a proporcionar ainda mais transparência e menos burocracia , além de agilizar os processos de licitação de modo a endossar que a Administração Pública realiza-se contratações justas e imparciais que não descaracterizem o interesse coletivo, vindo também a esclarecer e atualizar as normas quando em questão está os casos onde o processo licitatório é dispensado através da inexigibilidade da licitação, ou seja quando não possuir competitividade dentro do mercado. Diante da atualização na Lei nº 14.133, indagamos por que é necessário a realização de processos licitatórios? Considerando que a busca por estes serviços de saúde sempre terá grande demanda, o objetivo geral desta monografia é de elucidar em que casos é necessário a realização de processos licitatórios e quais casos de dispensa de licitação, com os objetivos específicos propõe-se apresentar quais as ações para execução de um processo licitatório e deslindar sobre os tipos de dispensa de licitações, destacar os princípios e modalidades da licitação, e descrever de forma clara as mudanças de licitação com a nova Lei nº 14.133. Esta abordagem justifica-se por meio de permitir compreender as alterações impostas com a mudança da Lei nº 8.666 para a atual Lei nº 14.133, através de leitura de artigos, livros e meios eletrônicos. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O processo de licitação teria surgido na Roma antiga, no início funcionava como um leilão, onde concorrentes recebiam uma descrição detalhada da obra a ser executada e posteriormente eram convidados a participar de uma assembleia pública, onde anunciavam suas propostas (JUSTEN FILHO, 2018). Outra forma que possui registros históricos foi chamada de “vela e sermão”, onde um estado precisava obter um bem ou serviço, eram distribuídas informações com data, hora e local para fazê-lo, e os interessados tinham que comparecer. No início do encontro, era costume acender uma vela para marcar o encontro, e os participantes davam lances até que a vela se apagasse sozinha, queimando tudo, e ganhava aquele que fizesse o último lance. A ineficácia do sistema “Vela e Pregão” foi constatada gradativamente, devido à falta de formalismo e precariedade do sistema, havia espaço para a ocorrência de práticas corruptas. Segundo Delano (2009, p. 1) “Em meados do século XIX, época do Estado Liberal, surge a Administração Pública Burocrática que visa proteger o Estado da corrupção, do empreguismo e do nepotismo. ” Essa fase foi de suma importância pois finalmente o Estado começa a fiscalizar todos os atos administrativos de seus agentes na intenção de superar o antigo modelo de Administração. Porém este modelo também apresentou falhas, por motivo das brechas nas legislações, a falta de qualificação dos servidores, permitia ser um processo cheio de vícios e ilegalidade. No Brasil antes da Constituição Federal de 1988, na Carta de 1967 não havia previsão Constitucional para licitações. Havia um debate a quem cabia a competência para legislar sobre licitações e contratos, visto que não havia qualquer referência constitucional sobre a matéria. Borges (1991, p. 17), cita que: O tema das licitações e contratos administrativos merece uma referência toda especial. Durante a vida da Constituição de 1967/69, nunca se pacificou de todo a controvérsia em torno da competência legiferante nessa área. [...] Com efeito, por muito tempo se discutiu se a matéria de licitações seria de direito financeiro ou se de direito administrativo, a justificar, no primeiro caso, a competência da União para legislar sobre a matéria em caráter nacional, e no segundo, a competência da União, estados e municípios, para dispor com autonomia. No Brasil, são comuns as críticas à Administração Pública desde o período Imperial, segundo Niebuhr (2005, p. 255): “Costuma-se dizer que ela é lenta, arcaica, em parte corrupta, presa à burocracia e aos interesses corporativos e preocupada mais consigo mesma do que com os serviços públicos a serem prestados à população”. Em 1988, com a promulgação da nova Constituição Federal as normas de procedimentos licitatórios chegaram para deixar claro a vontade do legislador constituinte no que dizia respeito ao procedimento licitatório. Os fundamentos jurídicos e seus critérios mais relevantes, foram positivados na Lei 8.666/1993. A Lei nº8.666 regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências: Constituição Federal Art. 37. XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas queestabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Para Justen Filho (2018), a licitação, é uma série de requisitos legais, dentre os quais, o ato administrativo convocatório, aceita que os interessados se apresentem à Administração Pública em situações igualitárias de competição. Deste modo reduz o poder discricionário do administrador, tornando que o resultado seja tomado analisando critérios decisórios e objetivos, ou seja, ganha quem apresentar a melhor proposta, segundo critérios objetivos, independe se o administrador ou pregoeiro esteja à frente do procedimento licitatório, a decisão tem que estar pautada nos critérios pré-determinados na legislação. No ano de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS), declarou um surto de COVID-19, doença causada pelo novo Corona vírus, detectada pela primeira vez em dezembro de 2019 em Wuhan, capital populosa da província Chinesa de Hubei, localizada na China Central. Em 11 de março de 2020, foi decretada pandemia global, devido à extensa contaminação pelo vírus em todos os continentes, constituindo o mais alto nível de alerta da Organização, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Se uniram os poderes executivo, legislativo e judiciário para potencializar estratégias para enfrentamento do cenário pandêmico, criando Medidas Provisórias, Leis, e Decretos para possibilitar a celeridade nos processos licitatórios até o fim do estado de calamidade, o mundo entrou em alerta e iniciaram com o distanciamento social, fechamento de comércios, aeroportos, a fim de evitar maior contaminação pelo vírus. Em 11 de março de 2020, o diretor da organização em um anúncio realizado pela OMS, afirmou que, “atualmente, existem mais de 118 mil casos em 114 países e 4,2 mil pessoas perderam a vida e outras milhares estão lutando por suas vidas em hospitais.” (GHEBREYESUS, 2020). Neste momento a Lei 8.666/93 não era mais eficaz para atender as demandas urgentes da Administração Pública, sendo necessário então a criação da Lei 14.133/21, a Nova lei de licitações, que tirou de vigor as três leis que tratava sobre licitações, a lei geral (Lei 8.666/93); a lei que trata da modalidade pregão (Lei 10.520/02); e o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) (Lei 12.462/11). Esta nova Lei veio com a iniciativa de desburocratizar e flexibilizar as contratações e serviços na era digital, de maneira que os entes federativos tivessem a possibilidade de contratar diretamente bens e serviços voltados para a urgência da pandemia. Portanto, é importante compreender o processo licitatório e as possíveis modificações sofridas com a pandemia, as inovações e medidas adotadas nos processos licitatórios no âmbito da saúde pública. Assim, para EB TRINDADE e LB MELO (2022), o processo licitatório é de suma importância para a administração pública e para a sociedade, por ser uma exigência legal necessária a uma boa contratação. Segundo EB TRINDADE e LB MELO (2022), o principal objetivo da licitação consiste em obter a proposta mais vantajosa para administração pública com a melhor relação custo-benefício, que pode ser observado no art. 11 da Lei 14.133/21 que elenca os objetivos da licitação: I - assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto; II - assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição; III - evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e superfaturamento na execução dos contratos; IV - incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável. (BRASIL, 2021) Os princípios do processo licitatório existem para nortear as licitações públicas e dá aparato aos seus administrados de forma que toda e qualquer licitação precisa seguir os princípios jurídicos determinados pela lei para evitar possíveis falhas, fraudes e abuso de poder, garantindo segurança jurídica no decorrer do procedimento licitatório e nas suas principais etapas. Conforme Oliveira (2020, p. 39), os princípios previstos em lei são divididos em básicos e específicos. Desta forma, elencamos alguns dos princípios básicos e específicos da licitação previstos na Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Os princípios básicos, que constam no art. 37 são: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Em relação aos princípios específicos destacamos: do Interesse Público, da Probidade Administrativa, da Igualdade, do Planejamento, da Transparência, da Eficácia, da Segregação de Funções, da Motivação, da Vinculação ao Edital, do Julgamento Objetivo, da Segurança Jurídica, da Razoabilidade, da Competitividade, da Proporcionalidade, da Celeridade, da Economicidade e do Desenvolvimento Nacional Sustentável. Dos princípios básicos do princípio da legalidade a Administração Pública refere que a mesma está autorizada a fazer o que a legislação prevê, oposto ao do particular que pode fazer tudo quanto à lei não proíba. Este princípio é uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais, pois a lei simultaneamente os define e também impõe limites à atuação da Administração Pública e limita o exercício desses direitos pelo cidadão em benefício da coletividade (DI PIETRO, 2019). Segundo NIEBUHR, (2008, p. 35), o princípio da moralidade administrativa, aponta que deve existir honestidade e seriedade na licitação. Esses princípios aplicam-se à conduta do agente da Administração Pública bem como à dos próprios licitantes. A moralidade compreende sendo o princípio da boa-fé (JUSTEN FILHO, 2018). Bem como exige um comportamento da Administração que esteja de acordo com a moral e os bons costumes, regras de boa administração, princípios da justiça e equidade. O princípio da probidade por parte dos administradores possui um sentido de honestidade, boa-fé, moralidade de modo que exige do administrador a honestidade do mesmo para com os demais licitantes e principalmente com a própria Administração Pública, sendo citada na nova lei de licitação n. 14.133/2021 elencada no seu artigo 5º, como a probidade um princípio a ser seguido. Para Carvalho Filho (2007), o princípio da igualdade aplicado na licitação demonstra a preocupação de que todos os interessados devem competir em igualdade de condições, sem proporcionar vantagem para nenhum deles em relação aos outros. Um princípio de destaque é o da impessoalidade. Conforme Meirelles (2016), os atos administrativos não devem satisfazer interesses pessoais, devem sempre perseguir o interesse público de maneira que o gestor público não possa conferir a si próprio os méritos da realização de uma obra pública, conforme determina o artigo 37, §1º da CF/88. Consequentemente, o ato administrativo deve acontecer em benefício do público e não de preferências particulares do administrador. No que se refere ao princípio da publicidade, a licitação deve ser extensamente anunciada, de modo a todos os interessados terem conhecimento, quanto maior o número de licitantes, mais eficiente irá se tornar a forma de seleção, resultando em uma proposta vantajosa licitante que vencer (CARVALHO FILHO, 2007). Este princípio possui grande relevância, seu cumprimento possui transparência e lisura em relação ao que se exige nas fases da licitação, pois facilita o controle da Administração Pública pela sociedade, segundo Martins (2022). Segundo Niebuhr (2021, p. 27 a 28), o Princípio da Transparência não deve se confundir com o Princípio da Publicidade, pois, o da publicidade visa coibir as fraudes que se estimulam no seio da Administração Pública, por meio da publicidade dos seus atos. O Princípio da Transparência possibilita que os concorrentes, o poder judiciário ea sociedade civil por meio da divulgação e clareza dos seus atos, tenham acesso aos atos praticados pela Administração Pública. Segundo o Tribunal de Contas da União (TCU): “A transparência pública, além de possuir um papel fundamental no combate à corrupção, viabiliza a contribuição tempestiva da sociedade e dos órgãos de controle, no fornecimento de elementos para que o Estado se torne cada vez mais eficiente e efetivo. Ademais, estimula o desenvolvimento de uma cultura de integridade na gestão dos negócios públicos e incentiva o esforço por melhores políticas e programas de governo.” (ACCOUNTABILITY, 2021, s.p) O princípio da Probidade Administrativa é fundamentado na moralidade. O agente público, durante o exercício de suas funções, deve agir com honestidade, decência e boa-fé, sem utilizar de seu poder e das facilidades advindas de sua função em benefício próprio (EB Trindade e LB Melo, p. 08). Tal princípio consiste no administrador cumprir todos os deveres previstos na lei para que haja legalidade e legitimidade em todas as etapas do processo licitatório. O Princípio da Segregação das Funções está consagrado implicitamente na Lei 8.666/93 e expresso no art. 5º da Nova Lei de Licitações, neste não se admite que as funções sejam centralizadas e realizadas apenas por um agente, que não poderá fiscalizar um ato que ele mesmo produziu, tendo em vista que poderá acarretar interesse de conflito. Esta situação acontece principalmente em municípios de pequeno porte, por terem uma precariedade no quadro de servidores públicos, na estrutura física, e a falta de capacitação e qualificação técnica. Por esse motivo, há a necessidade do legislador deixar claro e frisar a observância desse princípio para atingir um ato jurídico perfeito. CALASAN JUNIOR, (2021, p. 33) afirma que: “Como é fácil de perceber, esse elenco contempla além dos princípios listados no art. 37 da Constituição Federal, mais 17 (dezessete) princípios, alguns dos quais não parecem guardar qualquer pertinência com os objetivos fundamentais da licitação. Assim, por exemplo, não se vê razão que justifique a inclusão da “segregação de funções” como princípio norteador de uma licitação, como também não se compreende que esse procedimento administrativo deva ter como objetivo (ou princípio) incentivar o “desenvolvimento nacional sustentável” (art. 11, IV, da Lei 14.133/2021), propósito que deve nortear, por óbvio, a ação governamental, a ser implementada no planejamento das contratações públicas.” No que diz respeito às modalidades de licitação, com o advento da Lei nº 14.133/2021, passam a ser o pregão, a concorrência, o concurso, o leilão e o diálogo competitivo. Na Lei nº 14.133/2021 a concorrência é definida no art. 66, inciso XXXVIII como: Modalidade de licitação para contratação de bens e serviços especiais e de obras e serviços comuns e especiais de engenharia, cujo critério de julgamento poderá ser: a) menor preço; b) melhor técnica ou conteúdo artístico; c) técnica e preço; d) maior retorno econômico; e) maior desconto (BRASIL, 2021). No Concurso, por sua vez, se presa pelo anonimato dos participantes, que deve está previsto no Edital, quando possível, para garantir a neutralidade no julgamento, exceto aqueles que necessariamente dependem do desempenho físico e intelectual do participante. Além disso, o trabalho artístico ou técnico deve ser apresentado na hora da seleção e avaliado pela Administração Pública, teor do que dispõe o art. 30 da Lei nº 14.133/2021 (BRASIL, 2021). A modalidade refere-se ao Leilão, agora prevista no art. 6º, da Lei nº 14.133/2021 é empregada para a alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos a quem oferecer o maior lance (BRASIL, 2021). A Administração Pública se desfaz de objetos que não lhe servem mais ou não tem mais utilização. O Leilão poderá ser cometido a leiloeiro oficial ou a servidor intitulado pela autoridade competente da Administração, e o regulamento deverá dispor sobre seus procedimentos operacionais. Outra característica do Leilão é a não submissão da fase de cadastro prévio e de habilitação, passada a fase de lances e superada a fase recursal, se tem por fim o pagamento do licitante vencedor. O pregão, por sua vez, passa a ser modalidade geral de licitação, a teor do que dispõe o inciso XLI, do art. 6º do atual regramento: destinando-se à aquisição de bens e serviços comuns, cujo critério poderá ser o do menor preço ou do maior desconto (BRASIL, 2021). Por fim, temos o Diálogo Competitivo, que se trata da inédita modalidade de licitação apresentada pela Lei nº 14.133/2021, prevista no art. 28. Segundo o art.6º, Inciso XLII, pode ser definido como: XLII- Modalidade de licitação para contratação de obras, serviços e compras em que a Administração Pública realiza diálogos com licitantes previamente selecionados mediante critérios objetivos, com o intuito de desenvolver uma ou mais alternativas capazes de atender às suas necessidades, devendo os licitantes apresentar proposta final após o encerramento dos diálogos. (BRASIL, 2021). O processo de licitação é um procedimento obrigatório que antecede a celebração de contratos pela Administração Pública. Diante disto o professor Alexandre Mazza (2014) destaca que: Licitar é o ato de garantir o princípio da isonomia e selecionar a proposta mais vantajosa para a administração, sendo realizada em observância aos princípios básicos da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, probidade administrativa, vinculação ao edital e igualdade. (MAZZA, 2014). A nova lei de licitações, em seu artigo 17, estabelece as fases de um processo licitatório: “Art. 17. O processo de licitação observará as seguintes fases, em sequência: I – preparatória; II – de divulgação do edital de licitação; III – de apresentação de propostas e lances, quando for o caso; IV – de julgamento; V – de habilitação; VI – recursal; VII – de homologação.” Abaixo descrito as fases de um processo licitatório através de um fluxograma 01: Fluxograma 01- Fases da Licitação Acontece no âmbito interno da administração pública. Neste momento os servidores públicos avaliam as necessidades de compra/contratação e definem quais serão as regras presentes no edital. Os licitantes não participam desta etapa, este é um processo que ocorre internamente e que resulta na elaboração e posterior publicação do edital. PREPARATÓRIA O documento se torna público e todas as pessoas que tem interesse em participar do certame podem consultá-lo. DIVULGAÇÃO DO EDITAL No edital estão estabelecidas todas as regras para apresentação das propostas, inclusive os prazos. Aqui, o procedimento pode ser diferente de acordo com a modalidade. Na concorrência, os interessados se inscrevem na licitação e apresentam as suas. Propostas. APRES. DAS PROPOSTAS Na fase de julgamento a administração pública avalia todas as propostas e define qual delas atende melhor aos critérios de julgamento estabelecidos no edital. Menor preço; melhor técnica ou conteúdo artístico; técnica e preço; maior retorno econômico, maior desconto. JULGAMENTO No edital estão definidos todos os documentos e certificações que devem ser apresentados na habilitação, costumam ser exigidos: certidões negativas de débitos, tributos atestados de capacidade técnica e seguro garantia. O licitante precisa estar atento às exigências do edital e ter todos os documentos em mãos. HABILITAÇÃO É o ato que ratifica todo o processo de licitação. A homologação depende da análise da legalidade e regularidade de todos os atos. Estando tudo de acordo com a lei é declarada a aprovação da licitação para que ela surta os efeitos legais. HOMOLOGAÇÃO Caso algum licitante que perdeu na etapa de julgamento não concordar com o resultado, poderá fazer um recurso contra a decisão, contestando a decisão de maneira fundamentada, a administração pública fará análise.Sendo a decisão do recurso favorável, o processo será revisado de acordo com os argumentos trazidos. Caso o recurso seja improcedente, a licitação seguirá para a fase de homologação com o vencedor. RECURSAL Fonte: Ano 2023- Autoria Própria A licitação permite que a Administração pública consiga escolher a melhor proposta oferecidas aos licitantes, garantindo a eles o direito de competir de forma igualitária. Entretanto há situações em que a própria lei determina algumas exceções a regra da licitação nos casos de dispensa e de inexigibilidade do processo licitatório, concedendo a Administração Pública o direito de contratar independente de prévio processo licitatório tradicional e completo, trata-se da contratação direta, obtida mediante dispensa ou inexigibilidade de licitação, esses que passaram a ser analisados adiante. A dispensa, regulamentada no art. 24 da Lei 8.666/93 (BRASIL, 2012), verifica-se que tal procedimento não se compatibiliza, em termos de custos e benefícios, com a atividade administrativa, ou seja, quando o custo do processo licitatório for maior que o benefício auferido pela Administração com a sua realização, quando a demora na realização da licitação pode implicar a ineficácia da contratação, quando a realização de licitação claramente não traz qualquer vantagem ao ente administrativo, ou que ocorre quando a atividade Estatal busca um fim dissociado da vantajosidade econômica. Os incisos I e II e parágrafo único (BRASIL, 2012), a lei autoriza que a Administração dispense o procedimento licitatório quando o valor dos bens ou serviços contratados for pequeno, em razão do custo-benefício entre o objeto adquirido e a realização de qualquer procedimento formal, então, em compras ou serviços naturalmente fracionados, em que cada parcela, por seu pequeno valor, autoriza a dispensa de licitação, tal dispensa é absolutamente válida; entretanto, se a compra ou serviço não for de natureza fracionada e a Administração entende a divisão apenas para fugir da obrigatoriedade de licitação, haverá violação à lei (JOSÉ CARLOS DE OLIVEIRA, p. 02). Quanto às eventualidades de parcelamento, e em caso de contratações sucessivas, a análise deve ser feita caso a caso, baseado nas circunstâncias. Nos termos da mais autorizada doutrina (JUSTEN FILHO, 2012): A regra subordina a Administração ao dever de prever todas as contratações que realizará no curso do exercício. Não se vedam contratações isoladas ou fracionadas – proíbe-se que cada contratação seja considerada isoladamente, para fim de determinação do cabimento de licitação ou da modalidade cabível. Se a contratação superveniente derivar de evento não previsível, porém, nenhum vício existirá em tratar-se os dois contratos como autônomo e dissociados. O inciso IV trata da contratação em situação emergencial ou de calamidade pública, “Emergência”, passou a ser então “dispensável a licitação para aquisição ou contratação de bens, serviços, inclusive de engenharia, e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional” (BRASIL, 2020). Art. 4º-B- ocorrência de situação de emergência; II necessidade de pronto atendimento da situação de emergência; III – existência de risco à segurança de pessoas, de obras, de prestação de serviços, de equipamentos e de outros bens, públicos ou particulares; e IV – limitação da contratação à parcela necessária ao atendimento da situação de emergência. . (BRASIL, 2021). Refira-se que o problema da chamada "urgência artificial" ocorre quando a administração não toma as decisões necessárias a tempo de implementar um concurso previsível. De acordo com o atual entendimento do TCU, a conduta de agentes públicos que não tomaram as providências necessárias em tempo hábil deve ser analisada para apuração de responsabilidade. Nessa interpretação JUSTEN FILHO (2012) reconhece: “a existência de falha administrativa no tocante ao planejamento da licitação não poderá impedir a contratação emergencial quando existir risco de danos irreparáveis a pessoas ou bens. Caberá promover a contratação direta e instaurar processo administrativo para verificar o cabimento da responsabilização dos agentes que deixaram de promover as medidas necessárias e adequadas para instaurar a licitação tempestivamente”. Conforme o TCU,(acórdãos de nos 2.134/2011) é interessante destacar que o emprego emergencial limitar-se-á ao mínimo necessário para eliminar o dano ou risco de dano existente, ponderando-se os interesses de acordo com o princípio da proporcionalidade, podendo, dependendo da gravidade da situação, ser extrapolado 180 dias do prazo estipulado. Nas cláusulas pertinentes (cento e oitenta) dias, conforme conclusão do descumprimento de Limitações de obras e serviços urgentes que exijam processo licitatório. A prorrogação do prazo deverá ser indicada em processo administrativo formal e ser justificada, de acordo com o princípio da motivação. O Projeto V (BRASIL, 2012a) a configuração de tal hipótese exige a) a realização de licitação anterior malsucedida; b) a ausência de interessados na licitação anterior; c) o risco de prejuízo ao país caso o país tente uma nova licitação; o contrato seja celebrado nas mesmas circunstâncias determinadas no anúncio de concurso anterior. Se verificarem estes quatro pressupostos, a lei autorizará a contratação direta mesmo que tenha sido desistente um concurso anterior (sem interessados). Neste acontecimento, o edital servirá para determinar as condições de contratação direta por dispensa. A Seção VII, a administração, tendo dado duas opções aos concorrentes e deixando como proposta mais baixa aquela cujo valor seja superior ao preço praticado no mercado, encontra um terceiro que se dispõe a celebrar o contrato por um preço inferior aos valores especificados no contrato. Tal acordo deve ser precedido de estudo de preços e deve ser demonstrado que o valor acordado por meio de renúncia direta está em linha com os preços de mercado (TCU, Acórdão nº 1.941/2006, Plenário, rel. Min. Marcos Bemquerer Costa; JUSTEN FILHO, 2012). O inciso VIII (BRASIL, 2012a) trata da contratação com pessoa da Administração Pública, sendo que é dispensável a licitação, “para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência desta Lei”. O inciso X (BRASIL, 2012a) nesse caso, é claro que o interesse protegido pelo Estado não pode ser satisfeito com o aluguel ou compra de outro imóvel. Um pedido de isenção exige que o imóvel seja necessário para operações administrativas, seja suficiente para as necessidades da unidade governamental e que o aluguel ou preço de compra esteja de acordo com as condições de mercado. Já o inciso XI (BRASIL, 2012a) estipula a concordância dos licitantes rejeitados - pela ordem de classificação - na licitação, quando, encerrada a licitação, a administração rescindir o contrato do licitante de menor licitação e o restante do contrato for cancelado. Ao mesmo tempo, não é verdade que itens fornecidos incorretamente ou outros defeitos devam ser reparados, alterados, substituídos; para isso, é necessário realizar uma nova aquisição. No inciso XII (BRASIL, 2012a) compras casuais de alimentos e produtos perecíveis são regulamentadas. Neste caso, a aquisição é possível em fase intermediária de concursos para contratos de fornecimento – sim, são feitos regularmente, incluindo avaliação das condições contratuais do fornecedor e da gestão. Seção XIII (BRASIL, 2012) refere de contratar diretamente com tais recursos apenas no que se refere ao plano de desenvolvimento da instituição, contratosde melhoria de infraestrutura relacionados apenas à aquisição de materiais, equipamentos e insumos relacionados a trabalhos de laboratório, atividades inovadoras e pesquisas científicas e tecnológicas. “A utilização de capital de doação para a realização de atividades de competência exclusiva da universidade” (Decisão nº 718/2011), porque é possível. Dispõe sobre o convênio entre a autoridade administrativa e entidades sem fins lucrativos. O Título XVI (BRASIL, 2012) regulamenta os contratos especiais relativos à impressão de jornais oficiais e ao fornecimento de serviços de informática, que geralmente exigem estreita integração entre o contratante e a administração (considere-se, por exemplo, serviços de informática que podem incluir transferência de dados). No caso desses serviços, a unidade administrativa pode decidir conceder autonomia formal às instituições que os prestam, caso em que não há obrigação de oferecê-los. A Seção XVII (BRASIL, 2012) trata da dispensa de licitação quando peças e acessórios são produzidos para fins de manutenção em garantia com fornecedor específico de equipamentos adquiridos pela administração. Neste caso, a contratação direta só é permitida se o fornecedor declarar na proposta inicial de compra do aparelho que a utilização de peças e acessórios próprios é condição essencial para a validade da garantia. Trata da dispensa de licitação quando peças e acessórios são produzidos para fins de manutenção em garantia com fornecedor específico de equipamentos adquiridos pela administração. O Título XXI (BRASIL, 2012) trata da aquisição de bens para pesquisa científica um detalhe importante nessa questão é que (JUSTEN FILHO, 2012, p. XX) no caso de aquisições relacionadas à pesquisa, o critério de seleção não é o maior interesse da administração, mas a adequação às atividades de pesquisa. Refira-se ainda que a lei utiliza o termo “aquisição de bens”, de onde decorre que a isenção fiscal incide apenas sobre equipamentos ou máquinas ou insumos de produção necessários ou úteis às atividades de investigação. Uma boa escolha com base no critério "melhor qualidade" não é possível porque o estudo pressupõe incerteza nas características É claro que a administração deve, via de regra, buscar a melhor proposta; Já a inexigibilidade, regulamentada pelo art. 25 (BRASIL, 2012a), segundo a mesma lei, ela é garantida nos casos em que a concorrência seja impossível seja pelo objeto ou objeto do contrato. No primeiro caso, a concretização da aquisição é impossível porque apenas uma pessoa está habilitada para a atividade, obra ou serviço previsto pela administração; no outro, apenas um item específico atende às necessidades do comprador, sem outros produtos ou obras para comparar e viabilizar a concorrência. Ressalte-se que a lei veda a aplicação da exigibilidade no caso de serviços de publicidade e radiodifusão, pois nesse caso seria determinante a “criatividade” do prestador do serviço, cuja avaliação seria totalmente subjetiva, segundo a mesma lei, ela é garantida nos casos em que a concorrência seja impossível seja pelo objeto ou objeto do contrato. O inciso I (BRASIL, 2012) diz ser inexigível a licitação “para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a preferência de marca”. Trata-se da chamada falta de múltiplas soluções, que ocorre quando o Estado observa as soluções técnico-científicas disponíveis de acordo com seus diversos interesses, de forma que haja apenas uma solução viável e suficiente para satisfazer determinada necessidade. Para Justen Filho (2012), “a marca não pode ser causa motivadora da escolha, mas se admite a indicação da marca como mero elemento acessório, consequência de uma decisão que se fundamentou em características específicas do objeto escolhido". O inciso II (BRASIL, 2012) refere-se a serviços cujos benefícios não foram avaliados objetivamente. São serviços técnicos profissionais especializados, únicos e prestados por profissionais ou empresas de notória especialização. Nestes casos, a gestão está interessada no resultado do trabalho de uma pessoa que tem uma habilidade especial para aplicar seus conhecimentos teóricos para resolver problemas específicos. O inciso III (BRASIL, 2012) refere-se à contratação de profissional da área artística, desde que seja profissional reconhecido pela crítica profissional ou pela opinião pública. Vale saber que um contrato direto só é válido se for feito “direta ou exclusivamente por meio de um empresário” e a participação dos chamados “intermediários” é ilegal. Arte. A seção 1 25 (BRASIL, 2012) confirma a necessidade de demonstrar a plena adequação do serviço prestado e a necessidade administrativa. Esta avaliação é feita com o princípio do bom senso em mente. Para a doutrina: A Administração não pode contratar alguém se essa opção não se revelar como adequada e satisfatória. Será válida a contratação direta quando a Administração não puder afirmar que outra escolha seria mais adequada. Existir outra alternativa tão adequada quanto aquela adotada pela Administração não é fator que afasta a validade da escolha. (JUSTEN FILHO, 2012, p. XX), Já o § 2º (BRASIL, 2012a) estipula a responsabilidade solidária do fornecedor ou prestador de serviços e da empresa pública responsável em caso de comprovação de superfaturamento, que pode ser aferido pela verificação da diferença irracional e injustificada entre o custo do contrato e os preços razoáveis praticados no mercado. Por fim, entende-se que a inexigibilidade foi o caminho do legislador acelerar a aquisição de obras, produtos ou serviços estava escrito na Lei de Licitações que um cidadão não é um dependente preços que em alguns casos podem continuar ao longo do tempo e quem perde é sempre o lado mais fraco, cidadão. 3. METODOLOGIA O Presente estudo Processos Licitatórios segundo a Lei 14.133 foi escolhido pelo grupo porque, é um tema bem relevante, e que ainda deixam muitas dúvidas quanto a execução dos processos e para melhor exibição dessa monografia alcançamos o estudo em pesquisa bibliográfica, em que cada integrante ficou responsável por uma parte do conteúdo que nos dá o embasamento para abordar o tema proposto, realizado então leituras e reflexão de publicações eletrônicas, pesquisa de livros e conteúdo de autoria própria. Pensando em uma abordagem bem explicativa, a fim de termos um entendimento melhor e mais sucinto sobre o conteúdo, explorando e compreendendo o assunto com tal delicadeza para que seja bem esclarecido e que esse não venha quantificar o resultado do processo de domínio, visto que o assunto proposto é bem amplo e de moderado entendimento, foi também utilizado fluxograma na intenção de visualizarmos melhor os processos de funcionalidade do tema abordado. Segundo Gil (2007, p. 17) “a pesquisa é um procedimento racional e sistemático que visa dar respostas aos problemas propostos”, sendo assim, a pesquisa é o centro do processo pelo qual o mapa de pesquisa é construído, ou seja, após a definição do problema, busca-se as informações relevantes para o tema. A partir dessas perspectivas, os procedimentos utilizados para conduzir este estudo foram os seguintes: Definição de um tema relevante e que tenha aplicabilidade no dia a dia, delineamento do tema e do problema de pesquisa, seleção de bibliografias, reflexão das publicações selecionadas, documentos fidedignos e artigos eletrônicos para confirmar ou refutar determinadas hipóteses para que conseguíssemos obter o objetivo final da pesquisa, leitura, análise e compreensão de materiais selecionados e explicação dos resultados obtidos, na forma de um texto estratégico, escrito e referenciado por autores e estudiosos da área. Dessa forma realizamos o estudo no mês de março a partir do tema escolhido Controle e Organizaçãodas Operações de Saúde: Processos Licitatórios segundo a Lei nº 14.133. Para termos o conhecimento bibliográfico optou-se por um método de pesquisa confiável e abundante com base de dados, como descrevemos acima, com o objetivo de dar credibilidade ao trabalho, buscando por informações seguras de caráter científico para melhor abordagem e entendimento do tema como também termos uma autoria personalizada que agregasse mais erudição no final. O trabalho foi escrito em Times New Roman Fonte 12, como descrito no livro de Metodologia cientifica nas normas da ABNT. No Word, modelo do ava. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES O processo licitatório tem como objetivo garantir a escolha e gerar resultado em contratação vantajosa para a administração pública, além de assegurar entre os licitantes uma justa competição, evitar contratação com preços elevados ou superfaturamento em contratos. Na prática vemos que é uma forma de controlar os gastos públicos, de certo modo garantindo a população que seus impostos serão bem investidos e de forma justa para ambas as partes, além disto vemos que a licitação tem vantagens tais como economia pública, atividade econômica ambientalmente responsável, ambiente íntegro e confiável. Vemos que além de se ter vantagens, o processo é sério e necessário ser bem arquitetado. É essencial que seja íntegro e siga seus conceitos, iniciando com um processo interno definindo qual a aquisição ou serviço a ser adquirido, posteriormente a publicação de um edital, com datas dos prazos a serem compridos, a análise de documentação dos participantes levando em conta a proposta com o menor preço, melhor relação custo-benefício e sucessivamente a homologação do resultado. 5. CONCLUSÃO Conforme a pesquisa bibliográfica e a pergunta norteadora deste trabalho, vimos que a Lei 14.133/21 atualizada serve para aprimorar os processos licitatórios do país, garantindo mais presteza para a compra ou contratação de bens e serviços, bem como mais clareza para todo o processo vigente. O trabalho abordado nos possibilitou a olhar para o controle desse processo de licitação, onde o processo de licitação é obrigatório ser transparente na compra ou na contratação de bens e serviços. Este tema é de muita relevância para a sociedade e muitas perguntas surgirão e com isso mais estudos serão necessários para sanar todas as dúvidas. REFERÊNCIAS BORGES, Alice Gonzalez. Normas gerais no estatuto de licitações e contratos administrativos. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1991. BRASIL. Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22 jun. 1993. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8666cons.htm. Acesso em: 22 de março de 2023 BRASIL. Tribunal de contas da União (2º câmara). Acórdão nº 5.615/2008. Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão de 2ª Câmara, com fundamento nos arts. 1º, inciso I; 16, inciso II; 18 e 23, inciso II, da Lei nº 8.443/92, c/c os arts. 1º, inciso I; 17, inciso I; 143, inciso I; 208e 214, inciso II, do Regimento Interno/TCU, ACORDAM em julgar as contas a seguir relacionadas regulares com ressalva, dar quitação aos responsáveis, fazer as determinações e enviar cópia deste Acórdão, conforme os pareceres emitidos nos autos: Relator: Raimundo Carreiro. 03 dez. 2019. Disponível em: https://portal.tcu.gov.br/inicio/. Acesso em: 23 de março de 2023 BRASIL. Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. Dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da corona vírus responsável pelo surto de 2019. Brasília, 6 fev. 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/l13979.htm. Acesso em: 23 de março de 2023 BRASIL. Lei nº 14.035, de 11 de agosto de 2020. Altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para dispor sobre procedimentos para a aquisição ou contratação de bens, serviços e insumos destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente da corona vírus responsável pelo surto de 2019. Brasília, 11 ago. 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14035.htm. Acesso em: Acesso em: 23 de março de 2023 BRASIL. Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos Administrativos. Brasília, 1 abr. 2021. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14133.htm Acesso em: Acesso em: 23 de março de 2023 BRASIL. Lei nº 14.065, de 30 de setembro de 2020. 2021. Autoriza pagamentos antecipados nas licitações e nos contratos realizados no âmbito da administração pública; adequa os limites de dispensa de licitação; amplia o uso do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) durante o estado de calamidade pública reconhecida pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020; e altera a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. Brasília, 30 set. 2020. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2020/lei/l14065.htm. Acesso em: Acesso em: 23 de março de 2023 CALASANS JUNIOR, José. Manual da Licitação: com base na Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021. São Paulo: Atlas. 2021. 390 p CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 17. ed. Rio de Janeiro: Lúmen Juris, 2007. DELANO, Franklin. Origem da Licitação. 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