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Sistema imune 
 
 
Monócito/macrófago 
Quando essa cél. Entra no tecido ela passa a se chamar macrófago. 
Macrófago residente: não vem da medula óssea 
Fagocitose 
Vacúolos: regular pH, controlar a entrada e saída de água por osmorregulação, armazenar 
substâncias, fazer a digestão e excretar os resíduos. 
Lisossomo: organela com enzimas digestivas. Bomba de prótons ATP> libera h+ dentro (bomba 
de h+) e sobra ADP + Pi 
Produz radicais livres: átomos instáveis doidos para interagir com algo. Ataca moléculas que 
aparecerem na frente. Ex: proteína quando é ligada por um radical livre perde a função. 
M1: microbicida 
Reparo tecidual (m2) 
 
 
 
 
 
Granulócitos: 
Neutrófilo 
Meia vida curta: (6-8h) 
Leucócito mais abundante 
Primeiras células a chegar no tecido em uma inflamação aguda 
Núcleo segmentado (parece que tem vários) 
Fagócito 
Para combater um microrganismo ele pode: 
- Fagocitar 
- Degranulação: liberar os grânulos para destruir o microrganismo 
- NET: cospe o próprio DNA, fazendo uma armadilha para o microrganismo (neutrófilo-aranha) 
Infecção piogênica: infecções que levam a produção de pus. Pus: secreção rica em neutrófilos 
mortos, resto de tecido, enzimas neutrofilicas e restos do microrganismo. 
As enzimas digestivas (grânulos) do neutrófilo vai combater o microrganismo porem vai 
liquefazer o tecido. O pus 
O neutrófilo abre mão do próprio núcleo quando cospe o DNA em forma de rede para tentar 
capturar algum microrganismo. Esse processo é chamado de NETose. O DNA é um material 
gosmento e gelatinoso. Além da prisão física a teia contém as enzimas digestivas. 
 
Eosinófilo 
0-5% das células sanguineas 
Aumentado em alergias e infecções parasitarias 
IGE se liga ao helminto> eosinófilo se liga ao igE (alta afinidade com o receptor FceRI)> começa 
a liberar os grânulos, enzimas que tem atividade anti-helminto. A principal proteína é a MPB 
(proteína básica principal) que ataca a parede celular dos helmintos (geralmente é feita de 
quitina) 
Basófilo 
0-1% 
Cheia de grânulos 
Processos alérgicos 
Alérgeno induz produção de igE que se ligam no mastócito pois ele tem receptores> o 
mastócito degranulam, liberando histamina. 
Mastócito 
Presente nos tecidos 
Semelhante ao basófilo 
 
Linfócito 
Imunidade adaptativa 
Linfócito T → CD4(auxiliar ou helper) OU CD8 (citotóxico) 
Linfócito T CD4: Ativação por macrófagos, produção de igG, auxiliar o linfócito B a adquirir sua 
função 
Linfócito T CD8: Morte de células infectadas por vírus, vigilância de tumores 
 
 
 
 
 
 
Imunidade 
Imunidade inata 
A imunidade ou resistência é a capacidade de afastar uma lesão ou doença utilizando nossas 
defesas. A vulnerabilidade ou falta de resistência é denominada suscetibilidade. 
Os dois tipos gerais de imunidade são (1) a inata e (2) a adaptativa. 
 A imunidade inata (inespecífica) se refere às defesas que já existem por ocasião do 
nascimento. 
A imunidade inata não envolve o reconhecimento específico de um microrganismo e atua 
contra todos os microrganismos da mesma maneira. 
 Entre os componentes da imunidade inata estão a primeira linha de defesa (as barreiras físicas 
e químicas da pele e das túnicas mucosas) e a segunda linha de defesa (as substâncias 
antimicrobianas, as células exterminadoras naturais [NK, natural killer], os fagócitos, a 
inflamação e a febre). 
A resposta imune inata representa o sistema de alerta inicial da imunidade e é projetada para 
evitar que os microrganismos entrem no corpo e para ajudar a eliminar aqueles que 
conseguem entrar. 
A imunidade adaptativa (específica) se refere às defesas que envolvem o reconhecimento 
específico de um microrganismo uma vez que ele passou pelas defesas da imunidade inata. 
 A imunidade adaptativa se baseia em uma resposta específica a um microrganismo específico; 
ou seja, ela se adapta ou se ajusta para lidar com um microrganismo específico. A imunidade 
adaptativa envolve os linfócitos (um tipo de leucócito) T e B. 
 
Existem quatro tipos principais de substâncias antimicrobianas que inibem o crescimento 
microbiano: interferonas, complemento, proteínas de ligação ao ferro e proteínas 
antimicrobianas. 
1. Os linfócitos, macrófagos e fibroblastos infectados com vírus produzem proteínas 
chamadas interferonas (IFN). Uma vez liberadas por células infectadas por vírus, as IFN 
se difundem para as células vizinhas não infectadas, onde induzem à síntese de 
proteínas antivirais que interferem na replicação viral. Embora a IFN não impeça que 
os vírus se fixem e penetrem nas células hospedeiras, eles interrompem sua 
replicação. Os vírus só causam doença se conseguirem se replicar dentro das células 
do corpo. A IFN é uma importante defesa contra a infecção por muitos vírus 
diferentes. Os três tipos de interferonas são IFN alfa, IFN beta e IFN gama. 
 
2. Um grupo de proteínas normalmente inativas no plasma sanguíneo e nas membranas 
plasmáticas compõe o sistema complemento. Quando ativadas, essas proteínas 
“complementam” ou melhoram determinadas reações imunológicas. O sistema 
complemento provoca citólise de microrganismos, promove a fagocitose e contribui 
para a inflamação. 
 
3. As proteínas de ligação ao ferro inibem o crescimento de determinadas bactérias, 
reduzindo a quantidade de ferro disponível. Exemplos incluem a transferrina 
(encontrada no sangue e nos líquidos teciduais), a lactoferrina (encontrada no leite, na 
saliva e no muco), a ferritina (encontrada no fígado, no baço e na medula óssea) e a 
hemoglobina (encontrada nos eritrócitos). 
 
4. As proteínas antimicrobianas (PAM) são peptídios curtos que têm um largo espectro 
de atividade antimicrobiana. Exemplos de PAM são a dermicidina (produzida pelas 
glândulas sudoríferas), as defensinas e catelicidinas (produzidas por neutrófilos, 
macrófagos e epitélios) e a trombocidina (produzida pelas plaquetas). Além de matar 
uma vasta gama de microrganismos, as PAM podem atrair células dendríticas e 
mastócitos, que participam das respostas imunes. Curiosamente, os microrganismos 
expostos à PAM não parecem desenvolver resistência, como muitas vezes acontece 
com os antibióticos. 
 
Natural Killers e fagocitose 
Quando microrganismos penetram na pele e nas túnicas mucosas ou passam pelas substâncias 
antimicrobianas do sangue, a próxima defesa inespecífica consiste nas células NK e fagócitos. 
Aproximadamente 5 a 10% dos linfócitos do sangue são células NK (natural killer). 
Elas também são encontradas no baço, nos linfonodos e na medula óssea. 
As células NK não apresentam moléculas de membrana que identificam os linfócitos B e T, mas 
têm a capacidade de matar uma vasta variedade de células infectadas do corpo e algumas 
células tumorais. 
As células NK atacam as células do corpo que apresentam proteínas de membrana plasmática 
anormais ou incomuns. 
A ligação das células NK a uma célula-alvo, como uma célula humana infectada, provoca a 
liberação de grânulos que contêm substâncias tóxicas das células NK. Alguns grânulos contêm 
uma proteína chamada perforina, que se insere na membrana plasmática da célula-alvo e cria 
canais na membrana. Como resultado, o líquido extracelular flui para a célula-alvo e a célula 
explode, em um processo chamado de citólise. 
Outros grânulos de células NK liberam granzimas, que são enzimas que digerem as proteínas 
que induzem as célula-alvo à apoptose, ou autodestruição. 
 Este tipo de ataque mata as células infectadas, mas não os microrganismos intracelulares; os 
microrganismos liberados, os quais podem ou não estar intactos, podem ser destruídos pelos 
fagócitos. 
 
A fagocitose ocorre em cinco fases: quimiotaxia, aderência, ingestão, digestão e morte 
 
1. Quimiotaxia: A fagocitose começa com a quimiotaxia, um movimento estimulado 
quimicamente dos fagócitos para um local de dano. Os produtos químicos que atraem 
os fagócitos poderiam vir de microrganismos invasores, leucócitos, células teciduais 
danificadas ou proteínas do complementoativadas. 
2. Aderência: A fixação do fagócito ao microrganismo ou outro material estranho é 
denominada aderência. A ligação de proteínas do complemento ao agente patogênico 
invasor aumenta a aderência. 
 
3. Ingestão. A membrana plasmática do fagócito estende projeções, chamadas 
pseudópodos, que engolfam o microrganismo em um processo chamado de 
fagocitose. Quando os pseudópodos se encontram, eles se fundem, envolvendo o 
microrganismo em uma bolsa chamada de fagossomo. 
 
 
4. Digestão. O fagossomo entra no citoplasma e se funde aos lisossomos para formar 
uma estrutura única e maior chamada fagolisossomo. O lisossomo auxilia a lisozima, 
que quebra as paredes celulares microbianas, e outras enzimas digestivas que 
degradam carboidratos, proteínas, lipídios e ácidos nucleicos. O fagócito também 
forma oxidantes letais, como ânion superóxido (O2 – ), ânion hipoclorito (OCl – ) e 
peróxido de hidrogênio (H2O2), em um processo chamado de explosão oxidativa. 
 
5. Morte. O ataque químico fornecido pela lisozima, pelas enzimas digestivas e pelos 
oxidantes dentro de um fagolisossomo mata rapidamente muitos tipos de 
microrganismos. Qualquer material que não pode ser degradado permanece em 
estruturas chamadas corpos residuais. 
 
 
Inflamação 
A inflamação é uma resposta de defesa não específica do organismo à lesão tecidual. Entre as 
condições que podem provocar inflamação estão patógenos, abrasões, irritações químicas, 
distorções ou distúrbios celulares, e temperaturas extremas. 
Os quatro sinais e sintomas característicos da inflamação são vermelhidão, dor, calor e 
edema. 
A inflamação também pode causar uma perda funcional no local da lesão (p. ex., a 
incapacidade de detectar sensações) 
A inflamação é uma tentativa de eliminar microrganismos, toxinas ou material estranho do 
local da lesão, evitar sua propagação para outros tecidos, e preparar o local para o reparo 
tecidual em uma tentativa de restaurar a homeostasia do tecido. 
Em cada caso, a resposta inflamatória tem três fases básicas: (1) vasodilatação e aumento da 
permeabilidade dos vasos sanguíneos, (2) migração dos fagócitos do sangue para o líquido 
intersticial e, por fim, (3) reparo tecidual. 
Vasodilatação e aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos 
 Duas alterações imediatas ocorrem nos vasos sanguíneos em uma região de lesão tecidual: 
dilatação das arteríolas e aumento da permeabilidade dos capilares 
O aumento da permeabilidade significa que as substâncias normalmente retidas no sangue são 
autorizadas a sair dos vasos sanguíneos. 
A vasodilatação possibilita maior fluxo sanguíneo na área danificada, e o aumento da 
permeabilidade possibilita que as proteínas de defesa, como os anticorpos e fatores de 
coagulação, entrem na área da lesão provenientes do sangue. 
O aumento do fluxo sanguíneo também ajuda a eliminar toxinas microbianas e células 
mortas. 
Entre as substâncias que contribuem para a vasodilatação, aumento da permeabilidade e 
outros aspectos da resposta inflamatória estão: 
Histamina: Em resposta a uma lesão, os mastócitos no tecido conjuntivo e os basófilos e 
plaquetas no sangue liberam histamina. Os neutrófilos e macrófagos atraídos ao local da lesão 
também estimulam a liberação de histamina, que causa vasodilatação e aumento da 
permeabilidade dos vasos sanguíneos 
Cininas: Polipeptídios formados no sangue a partir de precursores inativos chamados 
cininogênios (cininas) induzem vasodilatação e aumento da permeabilidade e servem como 
agentes quimiotáticos para os fagócitos. Um exemplo de cinina é a bradicinina 
Prostaglandinas: As prostaglandinas (PG), especialmente aquelas da série E, são liberadas por 
células danificadas e intensificam os efeitos da histamina e das cininas. As PG também podem 
estimular a migração de fagócitos através das paredes dos capilares 
Leucotrienos: Produzidos por basófilos e mastócitos, os leucotrienos (LT) causam aumento da 
permeabilidade; também atuam na adesão dos fagócitos aos patógenos e como agentes 
quimiotáticos que atraem os fagócitos 
Complemento: Diferentes componentes do sistema complemento estimulam a liberação de 
histamina, atraem neutrófilos por quimiotaxia e promovem a fagocitose; alguns componentes 
também podem destruir bactérias. 
 
A dilatação das arteríolas e o aumento da permeabilidade dos capilares produzem três dos 
sinais e sintomas da inflamação: calor, vermelhidão (eritema) e tumefação (edema). 
O calor e a vermelhidão resultam da grande quantidade de sangue que se acumula na área 
danificada. À medida que a temperatura local sobe discretamente, as reações metabólicas 
decorrem mais rapidamente e liberam calor adicional. 
O edema resulta do aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, que possibilita que 
mais líquido se mova do plasma sanguíneo para os espaços teciduais 
A dor é o principal sintoma da inflamação. É decorrente da lesão dos neurônios e de produtos 
químicos tóxicos liberados por microrganismos. As cininas afetam algumas terminações 
nervosas, causando grande parte da dor associada à inflamação. As prostaglandinas 
intensificam e prolongam a dor associada à inflamação. A dor também pode ser decorrente do 
aumento da pressão pelo edema. 
O aumento da permeabilidade dos capilares possibilita o vazamento de fatores de coagulação 
do sangue para os tecidos. A cascata de coagulação é colocada em movimento, e o 
fibrinogênio é por fim convertido em uma malha espessa insolúvel de fios de fibrina que 
localiza e aprisiona microrganismos invasores e bloqueia sua propagação 
Migração dos fagócitos 
Dentro de 1 h do início do processo inflamatório, os fagócitos aparecem em cena. Como 
grandes quantidades de sangue se acumulam, os neutrófilos começam a aderir à superfície 
interna do endotélio dos vasos sanguíneos (Figura 22.10). Em seguida, os neutrófilos começam 
a se espremer através da parede do vaso sanguíneo para alcançar a área danificada. Este 
processo, chamado de migração, depende da quimiotaxia. Os neutrófilos tentam destruir os 
microrganismos invasores por fagocitose. Um fluxo constante de neutrófilos é assegurado pela 
produção e liberação de células adicionais pela medula óssea. Esse aumento de leucócitos no 
sangue é chamado de leucocitose. 
 
 
Embora os neutrófilos predominem nas fases iniciais da infecção, eles morrem rapidamente. 
Conforme a resposta inflamatória continua, os monócitos seguem os neutrófilos em direção à 
área infectada. Uma vez no tecido, os monócitos se transformam em macrófagos errantes, que 
contribuem para a atividade fagocitária dos macrófagos fixos já presentes. Fiéis ao seu nome, 
os macrófagos são fagócitos muito mais potentes do que os neutrófilos. Eles são grandes o 
suficiente para engolfar o tecido danificado, os neutrófilos rompidos e os microrganismos 
invasores. 
Por fim, os macrófagos também morrem. Dentro de alguns dias, forma-se um bolsão de células 
fagocíticas mortas e tecidos danificados; esta coleção de células mortas e líquido é chamada 
de pus. A formação de pus ocorre na maior parte das respostas inflamatórias e geralmente 
continua até que a infecção desapareça. Às vezes, o pus alcança a superfície do corpo ou drena 
para dentro de uma cavidade interna e é dispersado; em outras ocasiões, o pus permanece 
mesmo depois de a infecção ter terminado. Neste caso, o pus é destruído gradualmente ao 
longo de um período de dias e é absorvido. 
 
 
 
Febre 
A febre consiste em uma temperatura anormalmente elevada do corpo que ocorre porque o 
termostato hipotalâmico é reconfigurado. 
Geralmente ocorre durante uma infecção e inflamação. Muitas toxinas bacterianas elevam a 
temperatura corporal, às vezes ao desencadear a liberação de citocinas que causam febre, 
como a interleucina1 dos macrófagos. A temperatura corporal elevada intensifica os efeitos 
das interferonas, inibe o crescimento de alguns microrganismos e acelera a reação do corpo 
que auxilia no reparo. 
 
 
Imunidade adaptativa 
A capacidade do corpo de se defendercontra agentes invasores específicos, como bactérias, 
toxinas, vírus e tecidos estranhos, é chamada de imunidade adaptativa (específica). 
 As substâncias que são reconhecidas como estranhas e provocam respostas imunes são 
chamadas antígenos (Ag). 
Duas propriedades distinguem a imunidade adaptativa da imunidade inata: (1) especificidade 
para determinadas moléculas estranhas (antígenos), que também envolve a distinção entre 
moléculas suas e não suas, e (2) memória para a maior parte dos antígenos encontrados 
previamente, de modo que um segundo contato pede uma resposta ainda mais rápida e 
vigorosa. 
 
 
Maturação 
A imunidade adaptativa envolve linfócitos chamados linfócitos B e linfócitos T. Ambos se 
desenvolvem nos órgãos linfáticos primários (medula óssea e timo) a partir das célulastronco 
pluripotentes 
Os linfócitos B completam o seu desenvolvimento na medula óssea, um processo que continua 
ao longo da vida. Os linfócitos T se desenvolvem a partir das células préT que migram da 
medula óssea para o timo, onde amadurecem 
Existem dois tipos principais de linfócitos T maduros que saem do timo: os linfócitos T 
auxiliares e os linfócitos T citotóxicos. Os linfócitos T auxiliares são também conhecidos como 
linfócitos T CD4 positivos, o que significa que, além dos receptores de antígeno, suas 
membranas plasmáticas incluem uma proteína chamada CD4. Os linfócitos T citotóxicos são 
também chamados de linfócitos T CD8 positivos, pois suas membranas plasmáticas não 
contêm apenas os receptores de antígeno, mas também uma proteína conhecida como CD8. 
 
Tipos de imunidade adaptativa 
Existem dois tipos de imunidade adaptativa: a imunidade celular e a imunidade humoral. 
Ambos os tipos são desencadeados por antígenos. 
• Na imunidade celular, os linfócitos T citotóxicos atacam diretamente os antígenos 
invasores. 
• Na imunidade humoral, os linfócitos B se transformam em plasmócitos, que sintetizam e 
secretam proteínas específicas chamadas anticorpos (Ac) ou imunoglobulinas (Ig). Um dado 
anticorpo pode se ligar a um antígeno específico e inativá-lo. Os linfócitos T auxiliares ajudam 
nas respostas imunes, tanto celular quanto humoral. 
A imunidade celular é particularmente efetiva contra (1) agentes patogênicos intracelulares, 
que incluem quaisquer tipos de vírus, bactérias ou fungos que estejam no interior das células; 
(2) algumas células cancerígenas e (3) tecidos transplantados. Assim, a imunidade celular 
sempre envolve células que atacam células. 
A imunidade humoral atua principalmente contra microrganismos patogênicos 
extracelulares, os quais incluem vírus, bactérias ou fungos que estejam nos líquidos corporais 
fora das células. Uma vez que a imunidade humoral envolve anticorpos que se ligam a 
antígenos em humores ou líquidos corporais (como sangue e linfa), ela recebe este nome. 
 Na maior parte dos casos, quando um antígeno específico entra pela primeira vez no corpo, 
existe apenas um pequeno grupo de linfócitos com os receptores de antígenos corretos para 
responder a esse antígeno; este pequeno grupo de células inclui alguns linfócitos T auxiliares, 
linfócitos T citotóxicos e linfócitos B. 
Dependendo da sua localização, um dado antígeno pode provocar ambos os tipos de 
respostas imunes adaptativas. Isto se deve ao fato de que quando um antígeno específico 
invade o corpo, geralmente há muitas cópias desse antígeno espalhadas pelos tecidos e 
líquidos do corpo. Algumas cópias do antígeno podem ser encontradas no interior de células (o 
que provoca uma resposta imune celular dos linfócitos T citotóxicos), enquanto outras cópias 
do antígeno podem estar presentes no líquido extracelular (o que provoca uma resposta 
imune humoral dos linfócitos B). 
Seleção clonal 
Geralmente há muitas cópias de antígenos localizadas nos tecidos e líquidos do corpo. As 
inúmeras cópias do antígeno inicialmente superam o pequeno grupo de linfócitos T auxiliares, 
linfócitos T citotóxicos e linfócitos B com os receptores de antígenos corretos para responder a 
esse antígeno. Por conseguinte, quando cada um destes linfócitos encontra uma cópia do 
antígeno e recebe sinais estimulatórios, ele subsequentemente sofre seleção clonal. 
A seleção clonal é o processo pelo qual um linfócito prolifera e se diferencia em resposta a um 
antígeno específico. 
O resultado da seleção clonal é a formação de uma população de células idênticas, chamada 
clone, que é capaz de reconhecer o mesmo antígeno específico que o linfócito original 
Antes da primeira exposição a um determinado antígeno, apenas alguns linfócitos são capazes 
de reconhecê-lo, mas uma vez que a seleção clonal ocorre, existem milhares de linfócitos que 
podem responder a esse antígeno. 
Um linfócito que sofre seleção clonal dá origem a dois tipos principais de células no clone: as 
células efetoras e as células de memória. 
Os milhares de células efetoras de um clone de linfócito realizam respostas imunes que por 
fim resultam na destruição ou inativação do antígeno. As células efetoras incluem os 
linfócitos T auxiliares ativos, que fazem parte de um clone de linfócito T auxiliar; os linfócitos 
T citotóxicos ativos, que fazem parte de um clone de linfócitos T citotóxicos; e os plasmócitos, 
que são parte de um clone de linfócitos B. A maior parte das células efetoras por fim morre, 
depois de a resposta imune ter sido concluída. 
As células de memória não participam ativamente da resposta imune inicial ao antígeno. No 
entanto, se o mesmo antígeno entrar no corpo novamente no futuro, os milhares de células 
de memória de um clone de linfócitos estão disponíveis para iniciar uma reação muito mais 
rápida do que a que ocorreu durante a primeira invasão. 
 As células de memória respondem ao antígeno proliferando e diferenciando-se em mais 
células efetoras e mais células de memória. Consequentemente, a segunda resposta ao 
antígeno normalmente é tão rápida e vigorosa que o antígeno é destruído antes que 
quaisquer sinais ou sintomas de doença possam surgir. 
 As células de memória incluem os linfócitos T auxiliares de memória, que são parte de um 
clone de linfócito T auxiliar; os linfócitos T citotóxicos de memória, que são parte de um clone 
de linfócitos T citotóxicos; e os linfócitos B de memória, que são parte de um clone de 
linfócitos B. A maior parte das células de memória não morre ao término de uma resposta 
imune. Em vez disso, têm expectativa de vida longa (muitas vezes com duração de décadas). 
 
 
Antígenos e receptores de antígenos 
Antígeno: São substancias químicas capazes de induzir resposta imune especifica 
Reatividade: é a capacidade do antígeno de reagir especificamente aos anticorpos ou células 
que o provocaram. 
Imunogenicidade: Capacidade do antígeno de ativar o sistema imunológico, e induzir a 
produção de anticorpo 
Os imunologistas definem os antígenos como substâncias que têm reatividade; as substâncias 
que têm tanto imunogenicidade quanto reatividade são consideradas antígenos completos. 
Microrganismos inteiros ou partes de microrganismos podem atuar como antígenos. 
Componentes químicos de estruturas bacterianas, como flagelos, cápsulas e paredes celulares, 
são antigênicos, como o são as toxinas bacterianas. Exemplos não microbianos de antígenos 
incluem os componentes químicos do pólen, clara de ovo, células sanguíneas incompatíveis e 
tecidos e órgãos transplantados. 
Normalmente, apenas partes pequenas específicas de uma grande molécula de antígeno 
atuam como gatilhos para as respostas imunes. Estas pequenas partes são chamadas de 
epítopos. A maior parte dos antígenos tem muitos epítopos, cada um dos quais induz à 
produção de um anticorpo específico ou ativa um linfócito T específico. 
Natureza química de antígenos 
Os antígenos são moléculas grandes e complexas. Na maior parte das vezes, são proteínas. No 
entanto, ácidos nucleicos, lipoproteínas, glicoproteínas e determinados polissacarídios grandes 
também podem atuar como antígenos. 
Uma substânciaque tem menor reatividade, mas sem imunogenicidade, é denominada um 
hapteno. 
Um hapteno pode estimular uma resposta imune apenas se estiver acoplado a uma molécula 
transportadora maior. Um exemplo é a pequena toxina lipídica da hera venenosa, que 
desencadeia uma resposta imune após combinação com uma proteína do corpo. 
Do mesmo modo, alguns medicamentos, como a penicilina, podem se combinar a proteínas do 
corpo para formar complexos imunogênicos. Estas respostas imunológicas estimuladas pelo 
hapteno são responsáveis por algumas reações alérgicas a medicamentos e outras substâncias 
do ambiente 
Como regra geral, os antígenos são substâncias estranhas; eles geralmente não fazem parte 
dos tecidos do corpo. No entanto, às vezes, o sistema imunológico não é capaz de distinguir o 
“self” (próprio) do “não self” (não próprio). O resultado é uma doença autoimune ), em que 
moléculas ou células do indivíduo são atacadas como se fossem estranhas. 
Diversidade dos receptores de antígeno 
A base para a capacidade de reconhecer tantos epítopos é uma diversidade igualmente grande 
de receptores de antígeno. 
A diversidade de receptores de antígeno nos linfócitos B e nos linfócitos T é decorrente do 
embaralhar e rearranjar de algumas centenas de versões de vários segmentos de pequenos 
genes. Este processo é chamado de recombinação genética. 
Os segmentos de genes são unidos em diferentes combinações conforme os linfócitos estão se 
desenvolvendo a partir das células-tronco da medula óssea e do timo. 
Antígenos do complexo principal de histocompatibilidade 
Localizados na membrana plasmática das células do corpo estão os “autoantígenos”, os 
antígenos do complexo principal de histocompatibilidade (MHC). A menos que você tenha um 
irmão gêmeo idêntico, seus antígenos do MHC são únicos. 
Milhares de moléculas de MHC marcam a superfície de cada uma das células do seu corpo, 
exceto os eritrócitos. 
Embora os antígenos do MHC sejam o motivo de os tecidos serem rejeitados quando são 
transplantados de uma pessoa para outra, sua função normal é ajudar os linfócitos T a 
reconhecer que um antígeno é estranho, não próprio. 
Os dois tipos de antígenos do complexo principal de histocompatibilidade são os de classe I e 
classe II. As moléculas do MHC de classe I (MHCI) são construídas nas membranas plasmáticas 
de todas as células do corpo, exceto os eritrócitos. As moléculas do MHC de classe II (MHCII) 
aparecem na superfície das células apresentadoras de antígeno 
Vias do processamento de antígenos 
Para que uma resposta imune ocorra, os linfócitos B e os linfócitos T devem reconhecer que 
um antígeno estranho está presente. 
Os linfócitos B podem reconhecer e se ligar a antígenos na linfa, líquido intersticial ou plasma 
sanguíneo. 
Os linfócitos T reconhecem apenas fragmentos de proteínas antigênicas que são processados 
e apresentados de uma determinada maneira. 
No processamento do antígeno, as proteínas antigênicas são divididas em fragmentos 
peptídicos que, em seguida, se associam a moléculas do MHC. 
Em seguida, o complexo antígenoMHC é inserido na membrana plasmática de uma célula do 
corpo. A inserção do complexo na membrana plasmática é chamada de apresentação do 
antígeno. 
Quando um fragmento de peptídio vem de uma autoproteína, os linfócitos T ignoram o 
complexo antígeno-MHC. No entanto, se o fragmento de peptídio vem de uma proteína 
estranha, os linfócitos T reconhecem o complexo antígenoMHC como um intruso, e ocorre 
uma resposta imune. 
O processamento e apresentação de antígenos ocorrem de duas maneiras, dependendo de o 
antígeno estar localizado no exterior ou no interior das células. 
Processamento de antígenos exógenos 
Antígenos estranhos existentes nos líquidos corporais fora das células são denominados 
antígenos exógenos. Eles incluem invasores como bactérias e toxinas bacterianas, helmintos, 
pólen e poeira inalados e vírus que ainda não infectaram uma célula do corpo 
Uma classe especial de células chamadas células apresentadoras de antígeno (CAA) processam 
e apresentam os antígenos exógenos. As CAA incluem as células dendríticas, os macrófagos e 
os linfócitos B. 
Elas estão estrategicamente posicionadas em lugares onde os antígenos são suscetíveis de 
penetrar as defesas inatas e entrar no corpo, como a epiderme e a derme da pele 
Após estão estrategicamente posicionadas em lugares onde os antígenos são suscetíveis de 
penetrar as defesas inatas e entrar no corpo, como a epiderme e a derme da pele 
As etapas do processamento e apresentação de um antígeno exógeno por uma célula 
apresentadora de antígeno ocorrem do seguinte modo (Figura 22.13): 
1. Ingestão do antígeno. As células apresentadoras de antígenos ingerem os antígenos 
exógenos por fagocitose ou endocitose. A ingestão pode ocorrer em qualquer lugar do 
corpo em que invasores, como os microrganismos, tenham penetrado as defesas 
inatas. 
 
2. Digestão do antígeno em fragmentos peptídicos. Dentro do endossoma ou 
fagossomo, enzimas que digerem proteínas dividem grandes antígenos em fragmentos 
peptídicos curtos. 
 
 
3. Síntese de moléculas de MHCII. Ao mesmo tempo, a CAA sintetiza moléculas de MHCII 
no retículo endoplasmático (RE). 
 
4. Envolvimento das moléculas de MHCII. Uma vez sintetizadas, as moléculas de MHCII 
são envolvidas em vesículas. 
 
5. Fusão de vesículas. As vesículas contendo fragmentos peptídicos de antígenos e 
moléculas MHCII são misturadas e fundidas. 
 
 
6. Ligação de fragmentos peptídicos a moléculas de MHCII. Depois da fusão dos dois 
tipos de vesículas, fragmentos peptídicos de antígeno se ligam a moléculas de MHCII. 
 
7. Inserção dos complexos antígenoMHCII na membrana plasmática. A vesícula 
combinada que contém complexos antígenoMHCII sofre exocitose. Como resultado, os 
complexos antígenoMHCII são inseridos na membrana plasmática. 
 
Depois de processar um antígeno, a célula apresentadora de antígeno migra para o tecido 
linfático para apresentar o antígeno aos linfócitos T. Dentro do tecido linfático, uma pequena 
quantidade de linfócitos T que tenha receptores com forma compatível reconhece e se liga ao 
complexo fragmento de antígenoMHCII, desencadeando uma resposta imune adaptativa. A 
apresentação do antígeno exógeno em conjunto com as moléculas de MHCII pelas células 
apresentadoras de antígenos informa os linfócitos T que invasores estão presentes no corpo e 
que uma ação combativa deve ser iniciada. 
 
 
 
 
 
Processamento de antígenos endógenos 
 
Antígenos estranhos no interior das células do corpo são denominados antígenos endógenos. 
 
Estes antígenos podem ser proteínas virais produzidas depois que um vírus infecta a célula e 
assume seu aparato metabólico, toxinas produzidas por bactérias intracelulares, ou proteínas 
anormais sintetizadas por uma célula cancerígena. 
 
 
 
 
 
As etapas do processamento e apresentação de um antígeno endógeno por uma célula do 
corpo infectada ocorrem do seguinte modo 
 
1. Digestão de um antígeno em fragmentos peptídicos: Dentro da célula infectada, 
enzimas que digerem proteínas clivam o antígeno endógeno em fragmentos 
peptídicos curtos. 
 
2. Síntese de moléculas MHCI: Ao mesmo tempo, a célula infectada sintetiza 
moléculas do MHCI no retículo endoplasmático (RE). 
 
3. Ligação dos fragmentos peptídicos às moléculas do MHCI: Os fragmentos 
peptídicos de antígeno entram no RE e, em seguida, se ligam às moléculas do 
MHCI. 
 
4. Envolvimento das moléculas de antígeno-MHCI: A partir do RE, as moléculas de 
antígeno-MHCI são envolvidas em vesículas. 
 
5. Inserção de complexos antígeno-MHCI na membrana plasmática: As vesículas 
que contêm complexos de antígeno-MHCI sofrem exocitose. Como resultado, os 
complexos de antígeno-MHCI são inseridos na membrana plasmática. 
 
A maior parte das células do corpo é capaz de processar e apresentar antígenos endógenos. A 
exibição de um antígeno endógeno ligado a uma molécula de MHCI sinaliza que uma célula foi 
infectada eprecisa de ajuda. 
 
 
 
Citocinas 
As citocinas são pequenos hormônios proteicos que estimulam ou inibem muitas funções 
celulares normais, como o crescimento e a diferenciação celular. 
Os linfócitos e as células apresentadoras de antígeno secretam citocinas, assim como os 
fibroblastos, as células endoteliais, os monócitos, os hepatócitos e as células renais. 
Algumas citocinas estimulam a proliferação de células progenitoras do sangue na medula 
óssea. Outras regulam as atividades das células envolvidas nas defesas inatas ou respostas 
imunes adaptativas 
 
 
 
Imunidade celular 
 
Uma resposta imune celular começa com a ativação de uma pequena quantidade de linfócitos 
T por um antígeno específico. Uma vez que o linfócito T tenha sido ativado, é submetido à 
seleção clonal. 
O resultado da seleção clonal é a formação de um clone de célula que pode reconhecer o 
mesmo antígeno como o linfócito inicia 
Algumas das células de um clone de linfócitos T se tornam efetoras, enquanto outros clones 
de célula se tornam células de memória. As células efetoras de um clone de linfócitos T 
efetuam respostas imunes que por fim resultam na eliminação do invasor 
Ativação dos linfócitos T 
Em um determinado momento, a maior parte dos linfócitos T está inativa. Os receptores de 
antígeno da superfície dos linfócitos T, chamados de receptores de linfócitos T (TCR), 
reconhecem e se ligam a fragmentos de antígeno estranhos específicos que são apresentados 
nos complexos antígeno-MHC. 
Há milhões de linfócitos T diferentes; cada um tem TCR únicos, que conseguem reconhecer um 
complexo antígeno-MHC específico. Quando um antígeno entra no corpo, apenas alguns 
linfócitos T têm TCR que são capazes de reconhecer e se ligar ao antígeno. 
O reconhecimento do antígeno envolve também outras proteínas de superfície nos linfócitos 
T, as proteínas CD4 ou CD8. Estas proteínas interagem com os antígenos do MHC e ajudam a 
manter o acoplamento TCRMHC. Por isso são chamados de correceptores. O reconhecimento 
do antígeno por um TCR com proteínas CD4 ou CD8 é o primeiro sinal de ativação de um 
linfócito T. 
Um linfócito T se torna ativado apenas se ele se ligar ao antígeno estranho e ao mesmo tempo 
receber um segundo sinal, um processo conhecido como coestimulação. Dos mais do que 20 
coestimuladores conhecidos, alguns são citocinas, como a interleucina-2 (IL2). Outros 
coestimuladores incluem pares de moléculas localizadas na membrana plasmática, uma sobre 
a superfície do linfócito T e uma segunda sobre a superfície de uma célula apresentadora de 
antígeno, o que possibilita que as duas células adiram uma à outra por um período de tempo. 
A necessidade de dois sinais para ativar um linfócito T é um pouco como ligar e dirigir um 
carro: quando você insere a chave correta (antígeno) na ignição (TCR) e gira-a, o carro liga 
(reconhecimento de antígeno específico), mas não começa a andar até que você pise no 
acelerador (coestimulação). 
 A necessidade de coestimulação pode evitar que respostas imunes ocorram acidentalmente. 
Diferentes coestimuladores afetam o linfócito T ativado de diferentes maneiras, assim como 
andar em um carro em marcha a ré tem um efeito diferente do que andar para a frente. 
Além disso, o reconhecimento (ligação a um receptor de antígeno) sem coestimulação leva a 
um estado de inatividade prolongada denominado anergia tanto nos linfócitos T quanto nos 
linfócitos B. 
A anergia é um pouco como deixar um carro em ponto morto com o motor ligado até que 
acabe a gasolina! Uma vez que o linfócito T tenha recebido estes dois sinais (reconhecimento 
de antígeno e coestimulação), é ativado. Um linfócito T ativado subsequentemente sofre 
seleção clonal. 
Ativação e seleção clonal de linfócitos T auxiliares 
A maior parte dos linfócitos T que exibe CD4 se desenvolve em linfócitos T auxiliares, também 
conhecidos como linfócitos T CD4 positivos. 
Os linfócitos T auxiliares inativos reconhecem fragmentos de antígenos exógenos associados 
a moléculas de complexo principal de histocompatibilidade de classe II (MHCII) na superfície 
de uma CAA. Com o auxílio da proteína CD4, o linfócito T auxiliar e a CAA interagem entre si 
(reconhecimento antigênico), ocorre a coestimulação, e o linfócito T auxiliar torna-se ativado. 
Uma vez ativado, o linfócito T auxiliar é submetido à seleção clonal. O resultado é a formação 
de um clone de linfócitos T auxiliares que consiste em linfócitos T auxiliares ativos e linfócitos T 
auxiliares de memória. 
Em poucas horas depois da coestimulação, os linfócitos T auxiliares ativos começam a 
secretar diversas citocinas 
Uma citocina importante produzida pelos linfócitos T auxiliares é a interleucina2 (IL2), que é 
necessária para virtualmente todas as respostas imunes e é o principal gatilho da proliferação 
de linfócitos T. 
A IL2 pode atuar como um coestimulador para os linfócitos T auxiliares em repouso ou 
linfócitos T citotóxicos, e aumenta a ativação e proliferação de linfócitos T, linfócitos B e 
células NK. Algumas ações da interleucina2 são um bom exemplo de um benéfico sistema de 
feedback positivo (reforça o estimulo). 
A ativação de um linfócito T auxiliar o estimula a começar a secretar IL2, que então atua de 
modo autócrino pela ligação a receptores IL2 na membrana plasmática da célula que a secreta. 
Um efeito é a estimulação da divisão celular. À medida que os linfócitos T auxiliares proliferam, 
ocorre um efeito de feedback positivo, porque eles secretam mais IL2, que causa mais divisão 
celular. A IL2 pode também atuar de modo parácrino ao se ligar a receptores de IL2 nos 
linfócitos T auxiliares, linfócitos T citotóxicos ou linfócitos B vizinhos. Se alguma destas células 
vizinhas já se ligou a uma cópia do mesmo antígeno, a IL2 funciona como um coestimulador. 
 
 
A ativação de um linfócito T auxiliar o estimula a começar a secretar IL2, que então atua de 
modo autócrino pela ligação a receptores IL2 na membrana plasmática da célula que a 
secreta. Um efeito é a estimulação da divisão celular. À medida que os linfócitos T auxiliares 
proliferam, ocorre um efeito de feedback positivo, porque eles secretam mais IL2, que causa 
mais divisão celular. 
 A IL2 pode também atuar de modo parácrino ao se ligar a receptores de IL2 nos linfócitos T 
auxiliares, linfócitos T citotóxicos ou linfócitos B vizinhos. Se alguma destas células vizinhas já 
se ligou a uma cópia do mesmo antígeno, a IL2 funciona como um coestimulador. 
Existem diferentes tipos de sinalização celular, que se diferenciam principalmente 
pela rota estabelecida pela molécula sinalizadora até alcançar a célula-alvo. Diante 
disso, temos: 
• Sinalização autócrina: a molécula sinalizadora é produzida por uma célula 
sinalizadora que também é a célula-alvo; 
• Sinalização parácrina: nessa sinalização, a molécula sinalizadora é liberada e atua 
em células que estão próximas a ela. Nesse processo, a molécula encontra a célula-
alvo por processo de difusão; 
• Sinalização endócrina: nessa sinalização, as moléculas sinalizadoras, chamadas 
de hormônios, são lançadas na corrente sanguínea para atuar em células-alvo 
distantes; 
• Sinalização sináptica: nessa sinalização, observa-se que as moléculas 
sinalizadoras, denominadas de neurotransmissores, são lançadas em junções 
especializadas entre neurônios e células-alvo, chamadas de sinapses; 
• Sinalização neuroendócrina: esse tipo de sinalização ocorre em neurônios 
especializados, que liberam os neurormônios, os quais serão lançados na corrente 
sanguínea, desencadeando resposta em células-alvo distantes. 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/hormonios-.htm
Os linfócitos T auxiliares de memória de um clone de linfócito T auxiliar não são células ativas. 
No entanto, se o mesmo antígeno entrar no corpo novamente no futuro, os linfócitos T 
auxiliares de memória podem proliferar e se diferenciar rapidamente em mais linfócitos T 
auxiliares ativos e mais linfócitos T auxiliares de memória. 
Uma vezque um linfócito T auxiliar é ativado, ele forma um clone de linfócitos T auxiliares 
ativos e linfócitos T auxiliares de memória 
 
 
 
 
Ativação e seleção clonal de linfócitos T citotóxicos 
A maior parte dos linfócitos T que exibe CD8 se desenvolve em linfócitos T citotóxicos, 
também chamados de linfócitos T CD8 positivos. 
Os linfócitos T citotóxicos reconhecem antígenos estranhos combinados a moléculas de 
complexo de histocompatibilidade de classe I (MHCI) sobre a superfície de (1) células do 
organismo infectadas por microrganismos, (2) algumas células tumorais e (3) células de um 
tecido transplantado.O reconhecimento exige que o TCR e a proteína CD8 mantenham o 
acoplamento com o MHCI. 
 Depois do reconhecimento antigênico, ocorre a coestimulação. A fim de se tornarem ativados, 
os linfócitos T citotóxicos demandam coestimulação pela interleucina2 ou outras citocinas 
produzidas pelos linfócitos T auxiliares ativos que já aderiram às cópias do mesmo antígeno. 
(Recorde-se de que os linfócitos T auxiliares são ativados por antígenos associados a moléculas 
do MHCII.) Assim, a ativação máxima dos linfócitos T citotóxicos requer a apresentação de 
antígenos associados tanto a moléculas de MHCI quanto MHCII. 
Uma vez ativado, o linfócito T citotóxico é submetido à seleção clonal. 
O resultado é a formação de um clone de linfócitos T citotóxicos, que consiste em linfócitos T 
citotóxicos ativos e linfócitos T citotóxicos de memória. 
Os linfócitos T citotóxicos ativos atacam outras células do corpo que tenham sido infectadas 
com o antígeno. 
Os linfócitos T citotóxicos de memória não atacam as células do corpo infectadas. Em vez 
disso, podem proliferar e se diferenciar rapidamente em mais linfócitos T citotóxicos ativos e 
mais linfócitos T citotóxicos de memória se o mesmo antígeno entrar no corpo no futuro. 
Eliminação de invasores 
Os linfócitos T citotóxicos são os soldados que marcham para frente para lutar com invasores 
estranhos nas respostas imunes celulares. Eles deixam os órgãos e tecidos linfáticos 
secundários e migram para procurar e destruir células-alvo infectadas, células cancerígenas e 
células transplantadas. 
Os linfócitos T citotóxicos reconhecem e se ligam às células-alvo. Em seguida, os linfócitos T 
citotóxicos destroem as células-alvo. 
• Os linfócitos T citotóxicos liberam granzimas que desencadeiam a apoptose e a perforina 
que desencadeia a lise de células-alvo infectadas. 
 
Os linfócitos T citotóxicos matam as células-alvo infectadas do corpo de modo muito parecido 
com o utilizado pelas células NK. 
A diferença principal é que os linfócitos T citotóxicos têm receptores específicos para um 
microrganismo em particular e, portanto, só matam células-alvo infectadas por um tipo 
específico de microrganismo; as células NK podem destruir uma grande variedade de células 
do corpo infectadas por microrganismos. 
 
 
 Os linfócitos T citotóxicos têm dois principais mecanismos para matar células-alvo infectadas: 
1. Os linfócitos T citotóxicos, utilizando receptores de sua superfície, reconhecem e se 
ligam às células-alvo infectadas que têm antígenos microbianos exibidos em sua 
superfície. O linfócito T citotóxico então libera granzimas, enzimas que digerem 
proteínas que desencadeiam a apoptose (Figura 22.17A). Uma vez que a célula 
infectada é destruída, os microrganismos liberados são mortos pelos fagócitos. 
 
 
 
2. Alternativamente, os linfócitos T citotóxicos se ligam às células corporais infectadas 
e liberam duas proteínas de seus grânulos: a perforina e a granulisina. A perforina 
se insere na membrana plasmática da célula-alvo e cria canais na membrana. Como 
resultado, o líquido extracelular flui para a célula-alvo e ocorre a citólise. Outros 
grânulos dos linfócitos T citotóxicos liberam granulisina, que entra através dos 
canais e destrói os microrganismos criando orifícios em suas membranas 
plasmáticas. Os linfócitos T citotóxicos podem também destruir células-alvo pela 
liberação de uma molécula tóxica chamada linfotoxina, que ativa enzimas na célula-
alvo. Estas enzimas fazem com que o DNA da célula-alvo se fragmente e a célula 
morra. Além disso, os linfócitos T citotóxicos secretam a interferona gama, que atrai 
e ativa as células fagocíticas, e o fator inibidor da migração de macrófagos, que 
impede a migração dos fagócitos do local de infecção. Depois de se separar de uma 
célula-alvo, um linfócito T citotóxico pode procurar e destruir outra célula-alvo. 
Vigilância imunológica 
Quando uma célula normal se transforma em uma célula cancerígena, muitas vezes exibe os 
componentes de superfície das novas células chamadas de antígenos tumorais. Estas 
moléculas raramente são – se é que o são – exibidas na superfície de células normais. 
Se o sistema imune reconhece um antígeno tumoral como não próprio, pode destruir todas as 
células cancerígenas que transportem o antígeno. Estas respostas imunes, chamadas de 
vigilância imunológica, são realizadas por linfócitos T citotóxicos, macrófagos e células NK. 
 A vigilância imunológica é mais efetiva na eliminação de células tumorais decorrentes de vírus 
causadores de câncer. Por este motivo, pacientes transplantados em uso de medicamentos 
imunossupressores para evitar a rejeição do transplante apresentam incidência aumentada de 
cânceres associados a vírus. Seu risco para outros tipos de câncer não é aumentado. 
Imunidade humoral 
O corpo contém não apenas milhões de linfócitos T diferentes, mas também milhões de 
linfócitos B distintos, cada um capaz de responder a um antígeno específico. 
Os linfócitos T citotóxicos deixam os tecidos linfáticos para procurar e destruir um antígeno 
estranho, mas os linfócitos B ficam estacionários. 
Na presença de um antígeno estranho, um linfócito B específico em um linfonodo, baço ou 
tecido linfoide associado à mucosa torna-se ativo. 
Em seguida, ele é submetido à seleção clonal, a formação de um clone de plasmócitos e células 
de memória. 
Os plasmócitos são células efetoras de um clone de linfócitos B; eles secretam anticorpos 
específicos, os quais por sua vez circulam no sangue e linfa para chegar ao local de invasão. 
 
 
 
Ativação e seleção clonal dos linfócitos B 
Durante a ativação de um linfócito B, um antígeno se liga aos receptores de linfócitos B (BCR). 
Essas proteínas transmembrana integrais são quimicamente semelhantes aos anticorpos que 
acabam sendo secretados pelos plasmócitos. 
Embora os linfócitos B possam responder a um antígeno não processado presente na linfa ou 
no líquido intersticial, sua resposta é muito mais intensa quando eles processam o antígeno. 
O processamento do antígeno em um linfócito B ocorre da seguinte maneira: o antígeno é 
levado para dentro do linfócito B, reduzido a fragmentos peptídicos e combinado a 
autoantígenos de MHCII, e transferido para a membrana plasmática do linfócito B. Os 
linfócitos T auxiliares reconhecem o complexo antígenoMHCII e entregam a coestimulação 
necessária para a proliferação e diferenciação do linfócito B. O linfócito T auxiliar produz 
interleucina2 e outras citocinas que funcionam como coestimuladores para ativar os linfócitos 
B. 
 
Uma vez ativado, um linfócito B sofre seleção clonal. O resultado é a formação de um clone de 
linfócitos B, que consiste em plasmócitos e linfócitos B de memória. 
Os plasmócitos secretam anticorpos. Alguns dias após a exposição a um antígeno, um 
plasmócito secreta centenas de milhões de anticorpos diariamente durante aproximadamente 
4 ou 5 dias, até que o plasmócito morre. 
 
 
A maior parte dos anticorpos viaja pela linfa e pelo sangue até o local de invasão. A 
interleucina4 (IL4) e a interleucina6 (IL6), também produzidas pelos linfócitos T auxiliares, 
aumentam a proliferação de linfócitos B, a diferenciação de linfócitos B em plasmócitos, e a 
secreção de anticorpos pelos plasmócitos. 
 Os linfócitos B de memória não secretam anticorpos. Em vez disso, podem proliferar e se 
diferenciarrapidamente em mais plasmócitos e mais linfócitos B de memória se o mesmo 
antígeno reaparecer em um momento futuro. 
Antígenos diferentes estimulam linfócitos B distintos a se desenvolver em plasmócitos e seus 
linfócitos B de memória acompanhantes. 
Todos os linfócitos B de um clone específico são capazes de secretar um único tipo de 
anticorpo, o qual é idêntico ao receptor do antígeno apresentado pelo linfócito B que primeiro 
respondeu. 
Cada antígeno específico ativa apenas aqueles linfócitos B que são predestinados (pela 
combinação de segmentos de genes que carreiam) a secretar anticorpos específicos a esse 
antígeno. 
Os anticorpos produzidos por um clone de plasmócitos entram na circulação e formam 
complexos com o antígeno que desencadeou a sua produção. 
Anticorpos 
Um anticorpo (Ac) consegue se combinar especificamente ao epítopo do antígeno que 
desencadeou a sua produção. 
A estrutura do anticorpo combina com seu antígeno de modo muito parecido com o que uma 
fechadura aceita uma chave específica. 
Em teoria, os plasmócitos poderiam secretar muitos anticorpos diferentes, já que existem 
diferentes receptores de linfócitos B, porque os mesmos segmentos de gene recombinado 
codificam tanto para os BCR quanto para anticorpos secretados pelos plasmócitos. 
Estrutura do anticorpo 
Os anticorpos pertencem a um grupo de glicoproteínas chamadas globulinas e, por esta razão, 
são também conhecidas como imunoglobulinas (Ig). 
A maior parte dos anticorpos contêm quatro cadeias polipeptídicas. 
Duas dessas cadeias são idênticas entre si e são chamadas de cadeias pesadas (P); cada uma 
consiste em aproximadamente 450 aminoácidos. Cadeias de carboidratos curtos estão ligadas 
a cada cadeia polipeptídica pesada. 
As outras duas cadeias polipeptídicas, também idênticas entre si, são chamadas de cadeias 
leves (L); cada uma consiste em aproximadamente 220 aminoácidos. 
Uma ligação dissulfureto (SS) prende cada cadeia leve a uma cadeia pesada. Duas ligações 
dissulfureto ligam também a região intermediária das duas cadeias pesadas; esta parte do 
anticorpo exibe uma flexibilidade considerável e é chamada de região de dobradiça. 
Uma vez que os “braços” do anticorpo podem se mover um pouco conforme a região de 
dobradiça se dobra, um anticorpo pode assumir tanto uma forma de T quanto uma forma de Y. 
Além da região de dobradiça, as partes das duas cadeias pesadas formam a região do tronco. 
Dentro de cada cadeia P e L estão duas regiões distintas. As pontas das cadeias P e L, 
chamadas regiões variáveis (V), constituem o local de ligação ao antígeno. 
A região variável, que é diferente para cada tipo de anticorpo, é a parte do anticorpo que 
reconhece e se liga especificamente a um antígeno particular. 
Como a maior parte dos anticorpos tem dois locais de ligação ao antígeno, são ditos 
bivalentes. A flexibilidade na dobradiça possibilita que o anticorpo se ligue simultaneamente a 
dois epítopos que estão a alguma distância entre si – por exemplo, na superfície de um 
microrganismo. 
 
 
 
O restante de cada cadeia P e L, a chamada região constante (C), é quase a mesma em todos 
os anticorpos da mesma classe, e é responsável pelo tipo de reação antígenoanticorpo que 
ocorre. 
No entanto, a região constante da cadeia P difere de uma classe de anticorpos para outra, e 
sua estrutura serve como base para distinguir cinco classes diferentes, designadas: IgG, IgA, 
IgM, IgD e IgE. 
Cada classe tem uma estrutura química diferente e um papel biológico específico. Como 
aparecem primeiro e são de duração relativamente curta, os anticorpos IgM indicam uma 
invasão recente. Em um paciente doente, o patógeno responsável pode ser sugerido pelo 
achado de níveis elevados de IgM específicos para um determinado organismo. 
A resistência do feto e do recém-nascido à infecção resulta principalmente de anticorpos IgG 
maternos que cruzam a placenta antes do nascimento e de anticorpos IgA do leite materno 
após o nascimento. 
Ações dos anticorpos 
As ações das cinco classes de imunoglobulinas são um pouco diferentes, mas todas desativam 
antígenos de alguma maneira. As ações dos anticorpos incluem as seguintes: 
Neutralização de antígenos. A reação do anticorpo com o antígeno bloqueia ou neutraliza 
algumas toxinas bacterianas e impede a ligação de alguns vírus às células do corpo 
Imobilização de bactérias: Em caso de formação de anticorpos contra antígenos nos cílios ou 
flagelos de bactérias móveis, a reação antígenoanticorpo pode fazer com que as bactérias 
percam a sua mobilidade, o que limita a sua disseminação para os tecidos vizinhos 
Aglutinação e precipitação de antígenos: Como os anticorpos apresentam dois ou mais locais 
para a ligação ao antígeno, a reação antígenoanticorpo pode fazer uma ligação cruzada entre 
os patógenos, causando a aglutinação. As células fagocíticas englobam mais facilmente os 
microrganismos aglutinados. Do mesmo modo, antígenos solúveis podem sair da solução e 
formar um precipitado mais facilmente fagocitado quando submetido à ligação cruzada pelos 
anticorpos 
Ativação do complemento: Complexos antígenoanticorpo iniciam a via clássica do sistema 
complemento 
Reforço da fagocitose: A região do tronco de um anticorpo atua como uma bandeira que atrai 
fagócitos uma vez que os antígenos tiverem se ligado à região variável do anticorpo. Os 
anticorpos aumentam a atividade dos fagócitos, ao causar a aglutinação e a precipitação, ao 
ativar o complemento e ao revestir microrganismos de modo que eles se tornem mais 
suscetíveis à fagocitose. 
 
 
Papel do sistema complemento na imunidade 
O sistema complemento é um sistema defensivo constituído por mais de 30 proteínas 
produzidas pelo fígado e encontradas circulando no plasma sanguíneo e nos tecidos por todo 
o corpo. 
Coletivamente, as proteínas do complemento destroem microrganismos por fagocitose, 
citólise e inflamação; também evitam danos excessivos aos tecidos do corpo. 
A maior parte das proteínas do complemento é designada por uma letra C maiúscula, 
numeradas de C1 a C9, segundo a ordem de descoberta. 
As proteínas do complemento C1 a C9 estão inativas e são ativadas somente quando 
quebradas por enzimas em fragmentos ativos, que são indicados pelas letras minúsculas a e 
b. 
Por exemplo, a proteína do complemento inativa C3 é dividida nos fragmentos ativados C3a e 
C3b. Os fragmentos ativos realizam as ações destrutivas das proteínas do complemento C1 a 
C9. 
Outras proteínas do complemento são chamadas de fatores B, D e P (properdina). As proteínas 
do complemento agem em cascata – uma reação desencadeia outra reação, que por sua vez 
desencadeia uma terceira reação, e assim por diante. 
A cada reação sucessiva, mais e mais produto é formado, de modo que o efeito final muitas 
vezes é amplificado. A ativação do complemento pode começar por três vias diferentes, todas 
elas ativando o C3. Uma vez ativado, o C3 começa uma cascata de reações que provoca 
fagocitose, citólise e inflamação do seguinte modo: 
1. O C3 inativo se divide em C3a e C3b ativado. 
 
2. C3b se liga à superfície de um microrganismo e receptores nos fagócitos se 
conectam a C3b. Assim, C3b aprimora a fagocitose ao revestir um 
microrganismo, em um processo chamado de opsonização. A opsonização 
promove a ligação de um fagócito a um microrganismo. 
 
 
3. C3b também inicia uma série de reações que provocam citólise. Em primeiro 
lugar, C3b divide C5. O fragmento C5b então se liga a C6 e C7, que se ligam à 
membrana plasmática de um microrganismo invasor. Em seguida, C8 e várias 
moléculas de C9 se unem a outras proteínas do complemento e, juntas, formam 
um complexo de ataque à membrana de formato cilíndrico, que se insere na 
membrana plasmática. 
 
4. O complexo de ataque à membrana cria canais na membrana plasmática que 
resultam em citólise (ruptura das células microbianas decorrente do influxo de 
líquido extracelular através dos canais). 
 
 
5. C3a e C5a se ligamaos mastócitos e fazem com que eles liberem histamina, que 
aumenta a permeabilidade dos vasos sanguíneos durante a inflamação. C5a 
também atrai fagócitos ao local da inflamação (quimiotaxia). 
 
 
C3 pode ser ativado em três vias: (1) A via clássica é iniciada quando os anticorpos se ligam a 
antígenos (microrganismos). O complexo antígenoanticorpo se liga e ativa C1. Por fim, C3 é 
ativado e fragmentos de C3 iniciam a fagocitose, a citólise e a inflamação. (2) A via alternativa 
não envolve anticorpos. É iniciada por uma interação de complexos lipídiocarboidrato na 
superfície dos microrganismos e fatores de proteínas do complemento B, D e P. Esta interação 
ativa C3. (3) Na via da lectina, macrófagos que digerem microrganismos liberam substâncias 
químicas que fazem com que o fígado produza proteínas denominadas lectinas. As lectinas 
ligamse aos carboidratos na superfície dos microrganismos, por fim causando a ativação de C3. 
Uma vez que o complemento é ativado, proteínas no sangue e nas células do corpo, como as 
células sanguíneas, clivam o C3 ativado. Deste modo, suas capacidades destrutivas cessam 
muito rapidamente, de modo que os danos às células do corpo são minimizados. 
Memória imunológica 
 Uma característica das respostas imunes é a memória para antígenos específicos que 
desencadearam respostas imunes no passado. 
A memória imunológica é decorrente da presença de anticorpos de longa duração e linfócitos 
de muito longa duração que surgem durante a seleção clonal de linfócitos B e linfócitos T 
estimulados por antígenos. 
As respostas imunes, quer celular ou humoral, são muito mais rápidas e mais intensas após 
uma segunda ou subsequente exposição a um antígeno que após a primeira exposição. 
Inicialmente, apenas algumas células têm a especificidade correta para responder, e pode 
levar vários dias até que a resposta imune chegue à sua intensidade máxima. 
Como existem milhares de células de memória após um contato inicial com um antígeno, a 
próxima vez que o mesmo antígeno aparecer, elas podem proliferar e se diferenciar em 
linfócitos T auxiliares, linfócitos T citotóxicos ou plasmócitos em algumas horas. 
 
Uma medida da memória imunológica é o título de anticorpos, a concentração de anticorpo no 
soro. Depois de um contato inicial com um antígeno, não há anticorpos presentes por um 
período de vários dias. 
Em seguida, ocorre um lento aumento no título de anticorpos, primeiro de IgM e então de IgG, 
seguido por um declínio gradual no título de anticorpos. Esta é a resposta primária. 
As células de memória podem permanecer por décadas. Cada novo contato com o mesmo 
antígeno resulta em uma rápida proliferação das células de memória. 
Depois de contatos subsequentes, o título de anticorpos é muito maior do que durante uma 
resposta primária e consiste principalmente em anticorpos IgG. Esta resposta acelerada, mais 
intensa, é chamada de resposta secundária. Os anticorpos produzidos durante a resposta 
secundária tem uma afinidade ainda mais elevada ao antígeno do que aqueles produzidos 
durante a resposta primária e, portanto, são mais bemsucedidos na eliminação do mesmo. 
As respostas primárias e secundárias ocorrem durante a infecção microbiana. Quando você se 
recupera de uma infecção sem tomar medicamentos antimicrobianos, geralmente é por causa 
da resposta primária. Se o mesmo microrganismo o infecta mais tarde, a resposta secundária 
pode ser tão rápida que os microrganismos são destruídos antes que você manifeste quaisquer 
sinais ou sintomas de infecção. 
A memória imunológica fornece a base para a imunização da vacinação contra determinadas 
doenças (p. ex., contra a poliomielite). Quando você recebe a vacina, que pode conter 
microrganismos atenuados ou microrganismos inteiros mortos ou parte deles, os linfócitos B e 
linfócitos T são ativados. Se você posteriormente encontrar o patógeno vivo como um 
microrganismo infectante, seu corpo inicia uma resposta secundária.

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