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TESTES
DE
PORTUGUÊS
TESTES - PORTUGUÊS
3 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
01 - Dê o plural de: o pé-de-moleque; a
couve-flor; o curto-circuito; o guarda-civil
A) os pés-de-moleque; as couves-flores; os
curtos-circuitos; os guardas-civis
B) os pés-de-moleques; as couves-flor; os
curtos-circuitos; os guardas-civis
C) os pés-de-moleque; as couve-flores; os
curto-circuitos; os guarda-civis
D) os pés-de-moleque; as couve-flor; os
curto-circuitos; os guardas-civil
E) os pés-de-moleques; as couve-flores; os
curtos-circuito; os guarda-civis
02 - Identifique a alternativa cujos
substantivos flexionam o gênero de uma
mesma maneira:
A) pianista ; testemunha ; dentista
B) pessoa ; artista ; jacaré
C) mártir ; criança ; cientista
D) cobra ; peixe ; onça
E) cônjuge ; vítima ; cliente
03 - Que frase não apresenta
concordância nominal?
A) Escolheram má hora e lugar para a
manifestação.
B) A criança vestia uma blusa verde-clara.
C) Estou quites com meus compromissos.
D) Seguem anexos os bilhetes aéreos.
E) A justiça declarou culpados o réu e a ré.
04 - Qual a alternativa cuja concordância
nominal está correta?
A) Nem uma nem outra maneiras me
agradam.
B) Há uma e outra frutas podres.
C) Guardou bastante moedas de prata.
D) Cerveja é boa para a saúde.
E) Não apareceu no terceiro e no quarto dia.
05 - Encontre a alternativa que apresenta
erro de concordância do verbo SER:
A) Da cidade à ilha é uma hora e quarenta
minutos.
B) Amanhã devem ser dez de maio.
C) Isso são águas passadas.
D) Dois mais dois é quatro.
E) Era uma vez oito princesas.
06 - Ache a alternativa que se completa
corretamente com apenas uma das formas
verbais entre parênteses:
A) Uma porção de folhas (sumiu / sumiram).
B) A maior parte dos carros (eram brancos /
era branca).
C) Mais de um carro (enguiçou / enguiçaram).
D) 50% da turma (é incapaz / são incapazes)
de pensar.
E) Quando apareceu, (era / eram) perto de
sete horas.
07 - Marque onde há erro na regência do
verbo:
A) Ele chegou na cidade ontem à noite.
B) Eu o vi ontem, no cinema.
C) Obedeça às minhas ordens.
D) Informei os amigos sobre a carta.
E) Paga o que deve aos teus funcionários.
08 - Que frase apresenta erro na regência
nominal?
A) Ninguém está imune a influências.
B) Ela já está apta para dirigir.
C) Tinha muita consideração por seus pais.
D) Ele revela muita inclinação com as artes.
E) Era suspeito de ter assaltado a loja.
09 - Indique a frase que não se completa
corretamente com a:
A) Fique atento __ essas explicações.
B) Vizinho __ nós moravam portugueses.
C) Resido __ Rua do Ouro.
D) Ela tem horror __certos animais.
E) Ele ficou insensível __ nossos apelos.
10 - Ache a frase onde o sinal indicador da
crase foi usado inadequadamente:
A) Ela acedeu à reclamação da mãe.
B) Todos aspiram às delícias do paraíso.
C) Eles chegaram à cidade de Olinda.
D) Quero muito à crianças e velhos.
E) Respondam às cartas que chagaram.
11 - Assinale a alternativa onde ocorre
erro de pontuação.
A) ( )Os pássaros, sempre, voltam para os
ninhos.
B) Na semana passada, os meninos
deixaram seus brinquedos no parque.
C) Se não estivesse chovendo, teria ido ao
cinema.
D) Manoel, o padeiro, quebrou a perna e não
veio hoje.
E) São Paulo, 20 de novembro de 1999.
12 - Indique a única alternativa que
apresenta erro na acentuação gráfica em uma
das palavras.
A) mártir - freguês - pólen
B) calvície - têxteis - ânsia
C) incrível - tênue - cárie
D) sêmen - armazém - ítem
E) vírus - órfão - vácuo
13 - Assinale a alternativa onde o verbo
pôr está conjugado na 1ª pessoa do plural do
pretérito imperfeito do modo indicativo.
A) pomos.
B) púnhamos
C) pusemos
D) ponhamos
E) pusermos
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14 - Na frase
Este é o perfume de que mais gosto, a
palavra que é classificada morfologicamente
como:
A) substantivo
B) advérbio
C) pronome relativo
D) preposição
E) conjunção subordinada
15 - O plural do substantivo composto
está incorreto na alternativa:
A) o leva-e-traz - os leva-e-traz
B) a manga-rosa - as mangas-rosa
C) o beija-flor - os beija-flores
D) o guarda florestal - os guarda-florestais
E) o primeiro-ministro - os primeiros-ministros
16 - Ocorre erro de concordância nominal
na alternativa:
A) No livro de registros faltava a folha
duzentos.
B) É necessária segurança para se viver
bem.
C) A janela estava meio aberta.
D) Eu e você estamos quites.
E) Os policiais estavam alerta.
17 - Assinale a frase que apresenta erro de
ortografia.
A) A feijoada foi preparada na tigela de barro.
B) O cliente deu uma boa gorjeta ao garçom.
C) Laura não gosta de licor de jenipapo.
D) Fizeram uma delicioso prato com
beringela.
E) Aceitamos sua sugestão.
18 - Em qual das alternativas abaixo
ambas as palavras apresentam 8 letras e 6
fonemas ?
A) gasolina - cochicho
B) passarela - passeata
C) assessor - guitarra
D) salsicha - caridade
E) bochecha - oclusiva
19 - Assinale onde não ocorre a
concordância nominal:
A) As salas ficarão tão cheias quanto
possível.
B) Tenho bastante dúvidas.
C) Eles leram o primeiro e segundo volumes.
D) Um e outro candidato virá.
E) Não leu nem um nem outro livro policiais.
20 - Ache a afirmativa falsa:
A) usam-se os parênteses nas indicações
bibliográficas;
B) usam-se as reticências para marcar, nos
diálogos, a mudança de interlocutor;
C) usa-se o ponto-e-vírgula para separar
orações coordenadas assindéticas de maior
extensão;
D) usa-se a vírgula para separar uma
conjunção colocada no meio da oração;
E) usa-se o travessão para isolar palavras ou
frases, destacando-as.
21 - Identifique o termo acessório da
oração:
A) adjunto adverbial
B) objeto indireto
C) sujeito
D) predicado
E) agente da passiva
22 - Qual a afirmativa falsa sobre orações
coordenadas?
A) as coordenadas quando separadas por
vírgula, se ligam pelo sentido geral do período;
B) uma oração coordenada muitas vezes é
sujeito ou complemento de outra;
C) as coordenadas sindéticas subdividem-se
de acordo com o sentido e com as conjunções
que as ligam;
D) as coordenadas conclusivas encerram a
dedução ou conclusão de um raciocínio;
E) no período composto por coordenação, as
orações são independentes entre si quanto ao
relacionamento sintático.
23 - Identifique a afirmativa verdadeira:
A) as orações subordinadas ou são adjetivas
ou adverbiais;
B) a preposição que introduz uma oração
subordinada nunca pode ser omitida;
C) duas orações subordinadas podem estar
coordenadas entre si;
D) uma oração se denomina principal porque
vem primeiro que as outras;
E) o período composto por subordinação só
pode ter duas orações.
24 - Enumere a segunda coluna de acordo
com a abreviatura da forma de tratamento
adequada:
( 1 ) V.Ex.ª Rev.ma reitor de universidade ( )
( 2 ) V.Mag.ª papa ( )
( 3 ) V.Em.ª bispo e arcebispo ( )
( 4 ) V.S. cardeal ( )
A) 1 ; 4 ; 3 ; 2
B) 2 ; 4 ; 1 ; 3
C) 3 ; 4 ; 2 ; 1
D) 4 ; 2 ; 3 ; 1
E) 2 ; 4 ; 3 ; 1
25 - Onde o pronome está erradamente
empregado?
A) fez + o = fê - lo
B) diríamos = di - lo - íamos
C) pondes + o = ponde - lo
D) tem + o = tem - no
E) diríeis + o = diríei - lo
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26 - A frase inteiramente correta quanto à
concordância verbal é:
A) Será que ainda é possível prever as
manobras do governo, neste cenário econômico
que se caracteriza por tantas incógnitas?
B) Por que se permite as cenas de violência,
de que estão recheadas a televisão brasileira?
C) As pessoas que se vem mostrando
satisfeitas com o país são as beneficiárias das
medidas que se veio implantando.
D) Se qualquer um de nós lhes
emprestássemos apoio, mereceriam o repúdio
de toda a população.
E) Por mais que os espantem a surpresa dos
novos fatos, ainda não lhes falta a capacidade
das iniciativas.
27- Todas as palavras estão corretamente
grafadas na frase:
A) As pessoas impúdicas vêem como natural
a exposição das crianças às torpesas dos
famigerados programas populares.
B) Orçados os custos gerais da campanha,
impuzeram-se ríjidas restrições às despesas
atinentes à publicidade.
C) A obtenção de recursos extras constitui a
meta prioritária, no momento; não há outro jeito
de implementar este plano.
D) Seu modo de agir lembra-me os tregeitos
dos ilusionistas: os movimentos dispersivos
discimulam o gesto essencial.
E) O Ivo, sempre incalto, serviu à causa do
adversário; faltou-lhe a acessoria de um
correlegionário mais experiente.
28 - A flexão de todos os verbos está
correta na frase:
A) Os policiais que os deteram, na manhã de
ontem, há muito vêm agindo de modo arbitrário.
B) Caso não ajam a tempo, pediremos que
seja estendido o prazo de apresentação de seus
documentos.
C) Assim que reavermos nossas malas,
remarcaremos as passagens.
D) Os portões que se vêm nos casarões
antigos detêm nosso olhar, tantos são os
detalhes que neles surpreendemos.
E) Quando eles reverem o caso, haverão de
chegar a novas conclusões.
29 - A impropriedade no emprego do
léxico torna absurdo o sentido da frase:
A) Tanto subestimaram a força do adversário
que acabaram por lhe infligir retumbante derrota.
B) Ele costuma agir com cautela, não
obstante haver demonstrado alguma afoiteza na
última medida que tomou.
C) Ao contrário de seu irmão, um notório
delinqüente, ele jamais deixou de agir com a
mais absoluta retidão.
D) Alcoólatra redimido, José faz questão de
se pôr à prova, não fugindo às reuniões em que
a bebida é farta.
E) Dado que não pude ratificar o meu voto
no segundo escrutínio, meu representante legal
encarregou-se de confirmá-lo.
30 - Bastam de provocações!-foi o grito
que puderam ouvir os que se achavam
próximos do presidente da Assembléia,
quando já fazia dez minutos que nenhum dos
parlamentares da oposição conseguia ir além
da primeira frase, no momento de se
encaminhar as votações.
Em respeito às normas de concordância
verbal, é preciso corrigir as seguintes formas do
texto acima:
A) fazia e encaminhar.
B) bastam e fazia.
C) bastam e encaminhar.
D) conseguia e encaminhar.
E) fazia e conseguia.
31 - Há ERRO de construção no segmento
sublinhado da frase:
A) Agi de modo a demonstrar uma estrita
observância com as leis.
B) A defesa dos réus está estribada em forte
argumentação.
C) Nosso gesto é ilustrativo do desânimo
que tomou conta de nós.
D) Ela usou expressões que não são
cabíveis numa ata oficial.
E) Consternado com o fato, pediu demissão.
32 - Está correto o emprego da expressão
sublinhada na frase:
A) O cargo em cujo ele seria empossado
continuará vago.
B) É um velho experiente, a cuja memória
todos recorrem.
C) São grosseiros os erros aos quais ele
vem incorrendo.
D) Eis as terras a cujas o rio vem poluindo.
E) Desconfio dos dados de que foram
coligidos nesta pesquisa.
33 - Ele sempre demonstrou animosidade
para com os mais jovens, sobretudo quando
estes, inadvertidamente, dispõem-se a falar
sobre temas tidos como polêmicos.
Os termos sublinhados poderiam ser
substituídos, sem prejuízo para o sentido da
frase, por, respectivamente,
A) impaciência, descuidadamente e
improcedentes.
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B) intolerância, apressadamente e
incontroversos.
C) boa vontade, pressurosamente e
delicados.
D) tolerância, inocentemente e
indevassáveis.
E) má vontade, irrefletidamente e
controversos.
34 - Indique o período cuja redação está
inteiramente clara e cor-reta.
A) É uma ilusão imaginarmos que se pode
estar atualizados com os equipamentos de
informática, cuja novidade é tão grande que não
se imagina podermos acompanhá-los.
B) Resultou frustrada a nossa expectativa de
adquirir bons livros, já que, na tão decantada
liqüidação daquela grande livraria, só havia
títulos inexpressivos.
C) Os incentivos fiscais constituem uma
questão complicada, pois segundo alguns, a
iniciativa privada recebe benefícios onde a
contrapartida em criação de empregos é
insuficiente.
D) Naquele editorial da revista não ficou
claro a posição do mesmo, seja porque o
editorialista de fato não o desejasse, ou então
porque a redação dele não o permitiu.
E) Com o fim do rodízio no trânsito, espera-
se que ele aumente, voltando a terem problemas
de congestiona-mento
justamente quando todos saem ou voltam
para casa.
35 - Dadas as palavras:
1) des-a-ten-to
2) sub-es-ti-mar
3) trans-tor-no
constatamos que a separação silábica
está correta:
A) apenas em 3
B) apenas em 2
C) apenas em 1
D) em todas as palavras
E) n.d.a.
36 - Assinale a alternativa em que a
palavra não tem suas sílabas corretamente
separadas:
A) in-te-lec-ção B) cre-sci-men-to
C) oc-ci-pi-tal D) ca-a-tin-ga
E) n.d.a.
37 - Registra o Dicionário Aurélio, que a
palavra memorando é uma adaptação do
latim, onde memorandum significa que deve
ser lembrado, explicando que se trata de:
A) participação ou aviso por escrito usado,
apenas, entre chefias;
B) impresso comercial, de formato menor
que o da carta, usado somente em
comunicações breves;
C) comunicação entre funcionários;
D) participação ou aviso por escrito usado
em comunicações breves;
E) n.d.a.
38 - Assinalar a alternativa incorreta
quanto a utilização de memorando, em se
tratando de medidas internas:
A) convocar pessoal para prestação de
serviços extraordinários;
B) comunicar antecipação ou prorrogação de
horário de serviços em casos de comprovada
necessidade;
C) solicitar outras medidas de ordem
estritamente interna e, que atinjam funcionários
a serviço da respectiva repartição;
D) convocar chefe ou funcionário, em caráter
urgente, para comparecimento à Diretoria;
E) n.d.a.
39 - Quanto a classificação dos
memorandos podemos afirmar que são:
A) internos, externos e pessoais;
B) superiores, inferiores e administrativos;
C) administrativos, superiores e pessoais;
D) pessoais, administrativos, internos,
externos, superiores, inferiores e iguais;
E) n.d.a.
40 - Assinale alternativa correta:
A) ofícios são comunicações escritas que as
autoridades recebem;
B) ofício quer dizer comunicação formal por
escrito, dentro da mesma repartição ou
destinada a outra repartição ou a
particular;
C) ofícios são comunicações escritas,
apenas, entre a Administração e particulares, em
caráter oficial;
D) ofícios são comunicações informais entre
repartições particulares;
E) n.d.a.
41 - Os pronomes: meu, nosso, seu, são
classificados como:
A) pessoal
B) possessivo
C) interrogativo
D) indefinido
E) n.d.a.
42 - Assinale o vocábulo incorreto quanto
à acentuação das oxítonas:
A) pitú B)baú
C) Piauí D) caju
E) n.d.a.
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43 - Assinale a alternativa de vocábulo
corretamente acentuado:
A) ítens B) ítem
C) hífen D) rítmo
E) n.d.a.
44 - Assinale o uso correto da crase:
A) Tomou remédio gota à gota;
B) Gosto muito de andar à pé;
C) Vou à praia aos domingos;
D) O livro foi dado à João;
E) n.d.a.
45 - Ache a palavra com erro de grafia:
A) cabeleireiro ; manteigueira
B) caranguejo ; beneficência
C) prazeirosamente ; adivinhar
D) perturbar ; concupiscência
E) berinjela ; meritíssimo
46 - Identifique o termo que está
inadequadamente empregado:
A) O juiz infligiu-lhe dura punição.
B) Assustou-se ao receber o mandato de
prisão.
C) Rui Barbosa foi escritor preeminente de
nossas letras.
D) Com ela, pude fruir os melhores
momentos de minha vida.
E) A polícia pegou o ladrão em flagrante.
47 - Marque onde há um vocábulo que não
se completa corretamente com a(s) letra(s)
ao lado:
A) __ibóia ; ultra__e ; pa__em ; lambu__em
(j)
B) efetu__ ; camp__ão ; p__nico ; arr__piar
(e)
C) adole__ente ; di__iplina ; re__isão ;
ob__eno (sc)
D) e__tender ; e__plêndido ; arreve__ar ;
vi__ar (s)
E) e__pender ; ri__a ; e__pontâneo ;
prete__to (x)
48 - Qual a afirmativa falsa?
A) a vírgula é obrigatória antes do e quando
o termo seguinte é pleonástico;
B) as conjunções coordenativas devem ser
colocadas entre vírgulas, quando intercaladas;
C) não é obrigatório o uso da inicial
maiúscula após o ponto de exclamação;
D) o ponto é usado exclusivamente no final
dos períodos;
E) entre parênteses devem ser postos os
nomes de autores relativos a citações feitas.
49 - Assinale a frase em que não há erro
na forma verbal:
A) Não semeiemos a discórdia.
B) Ainda bem que freiamos a tempo.
C) Discirno muito bem uma jóia verdadeira.
D) Eles se desaviram por um motivo tolo.
E) Não demula esta parede.
50 - Marque onde o verbo está
erradamente empregado:
A) Se pudesse, eu teria salvo a vítima.
B) O assassino está preso há anos.
C) O fogo foi extinto pelos bombeiros.
D) Ele havia segurado o meu braço.
E) Não haviam limpado todos os vidros.
51 - Indique onde há erro na conjugação
do verbo com o pronome:
A) Apresentou-se-me uma boa ocasião.
B) Convidar-te-ia se possível.
C) Vemos-nos menos do que desejamos.
D) Comemorar-se-á a vitória.
E) Atribui-se-lhes pesada tarefa.
52 - Qual a alternativa que apresenta erro
no plural dos vocábulos?
A) problemas luso-brasileiros ; saias azul-
pavão
B) luvas pérola ; blusas azul-celeste
C) bananas-macã ; meios-fios
D) pés-de-moleques ; altares-mor
E) guarda-comidas ; águas-fortes
53 - Ache a frase que apresenta
superlativo absoluto analítico:
A) Estas peças são antiqüíssimas.
B) O aço é mais resistente que o ferro.
C) As mães são excessivamente cautelosas.
D) Pedro é o mais baixo de todos.
E) Esta fruta é a melhor.
54 - Que construção não é aceita na norma
culta?
A) Este automóvel é mais moderno que
aquele.
B) A Lua é mais pequena que a Terra.
C) Este chocolate é mais ruim que o outro.
D) Publicaram uma obra mais perfeita que a
anterior.
E) Seu irmão já está mais grande que você.
55 - Assinale a frase em que há erro de
concordância:
A) Esta verdade, só a conhece minha irmã e
eu.
B) Nossos empregados e teus assessores
farão o trabalho.
C) Ele ou eu ficarei em primeiro lugar.
D) A mãe ou o pai receberão a primeira fatia
do bolo.
E) Já era decorrido um ano e seis meses.
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56 - Que frase não apresenta
concordância nominal?
A) Produz textos o mais sintéticos possível.
B) Não apresentou nenhumas condolências.
C) Os gestos falam por si só.
D) Os trabalhadores permaneciam alerta.
E) Entregue estes convites em mão.
57 - Marque a única frase correta quanto
ao emprego do pronome:
A) Fiz ele devolver todas as mercadorias.
B) Perante mim, juraste inocência.
C) Marido e mulher tinham sérias
desavenças entre eles.
D) Posso deixar o embrulho consigo?
E) Paulo é descortês, mas Tânia prefere ele
a mim.
58 - Assinale a frase em que há erro no
emprego do pronome de tratamento:
A) Vossa Alteza ainda quer falar com Sua
Majestade?
B) Estes envelopes são para a Vossa
Excelência.
C) Encaminhamos a V.S.ª os quadros de
pessoal.
D) Acusamos o recebimento da carta de V.
Ex.ª, ontem.
E) Espero que você não esqueça seu
discurso!
59 - Mostre onde o sinal indicador da
crase foi usado indevidamente:
A) Ela nunca foi à gafieiras mas adora
dançar.
B) O líder assistia a tudo à distância de cem
metros.
C) Retornou à casa paterna.
D) Encontrei-o à beira da falência.
E) Fomos até à rua.
60 - Que frase não apresenta erro de
regência verbal:
A) Avisei-lhe da hora da reunião.
B) Quando iremos na empresa?
C) Reclamava muito, mas ninguém o
ajudava.
D) Proíbo-lhe de sair sem autorização.
E) Lembrei de suas palavras.
61 - Ache a única oração subordinada:
A) Ora a nuvem escondia a lua, ora a lua
escondia a nuvem.
B) O jogador prometeu um jogo à torcida,
mas não conseguiu marcá-lo.
C) Não saia sem o agasalho, pois há
umidade no ar.
D) Você verá que a emoção começa agora.
E) Há neblina na estrada; logo, há umidade
no ar.
62 - Identifique a única frase que não
passa idéia de superlativo:
A) Ele é valente como quê!
B) Ela não é apenas uma boa diretora, ela é
a diretora.
C) Maria é mais bonita que simpática.
D) Romário é um senhor jogador!
E) Aquele filho é o menos carinhoso de
todos.
63 -Aponte a alternativa onde a pontuação
está adequada ao período:
A) A morte, não extingue: transforma, não
aniquila, renova, não divorcia, aproxima.
B) A morte, não extingue - transforma - não
aniquila - renova - não divorcia - aproxima.
C) A morte; não: extingue (transforma); não:
aniquila (renova); não: divorcia (aproxima).
D) A morte não extingue: transforma; não
aniquila: renova; não divorcia: aproxima.
E) A morte, não extingue, transforma; não
aniquila, renova; não divorcia, aproxima.
64 - Descubra o vocábulo que não se
completa com a letra ao lado:
A) mi_to; despre_o; ob_équio; empre__a (s)
B) e_pelir; e_pender; e_tremoso; te__to (x)
C) _ibóia; ultra_e ; can__ica; ma__estoso (j)
D) Man__el; b__eiro; b__lir; íng__a (u)
E) pát_o; _mpigem; discr_ção; tereb_ntina (i)
65 - Complete as frases corretamente:
O objeto que estava no fundo do lago _____.
Como aluno, sou do corpo _____ da escola.
Por favor, _____ aquela porta. Faz frio aqui.
Rendamos ___ aos que tombaram na guerra.
A) imergiu ; docente ; serre ; pleito
B) imergiu ; discente ; cerre ; preito
C) emergiu ; discente ; cerre ; preito
D) emergiu ; docente ; serre ; pleito
E) imergiu ; discente ; serre ; preito
66 - Ache a dupla onde há erro de
ortografia:
A) aterrissar ; azar
B) beneficência ; hilariedade
C) prazerosamente ; meteorologia
D) imprescindível ; manteigueira
E) hidravião ; candeeiro
67 - Que verbo não se apresenta
corretamente conjugado no presente do
indicativo?
A) precavemos ; precaveis (precaver)
B) dói ; doem (doer)
C) adiro ; aderes ; adere ; aderimos ; aderis ;
aderem (aderir)
D) frejo ; freges ; frege ; frigimos ; frigis ;
fregem (frigir)
E)arguo ; argúis ; argúi ; argüimos ; argüis ;
argúem (argüir)
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68 - Indique onde não se fez a correta
concordância nominal:
A) Cerveja é bom para saúde.
B) Guardou bastantes moedas de prata.
C) É necessária coragem.
D) Foi ela mesma que escreveu a carta.
E) Entregue estes convites em mão.
69 - Marque a afirmativa falsa:
A) a oração é principal, quando não exerce
nenhuma função sintática em outra oração do
período composto por
subordinação;
B) o período é simples, se constituído de
uma só oração, chamada absoluta;
C) a oração coordenada que se prende à
anterior por meio de conectivo denomina-se
sindética;
D) a oração subordinada adjetiva não
depende de nenhum termo da oração cujo
núcleo seja um substantivo;
E) as orações subordinadas adjetivas
classificam-se em restritivas e explicativas.
70 - Identifique onde está a oração
subordinada substantiva cujo valor sintático
é de aposto:
A) De uma coisa sei: que é preciso morrer
para viver.
B) Ele disse que não se lembrava do nome.
C) Confesso que me bambeou a perna.
D) O triste é que não era uma planta
qualquer.
E) Meu Deus, só agora me lembrei que a
gente morre.
71 - Encontre a alternativa que expõe uma
oração coordenada sindética explicativa:
A) Não fui à escola porque fiquei doente.
B) Não falte à reunião pois quero falar com
você.
C) Como estava muito resfriado, não foi à
recepção.
D) Não posso inscrevê-lo uma vez que não
há mais vagas.
E) Fomos bem recebidos porque trazíamos
boas notícias.
72 - Qual dos períodos abaixo apresenta
oração subordinada adverbial concessiva?
A) O caminho é tão comprido que não tem
fim.
B) Aqui vai o livro para que o leias.
C) Obedeciam aos pais sem grandes
esforços, posto fossem teimosos.
D) À medida que descia tranqüilizava-se.
E) Não os vi quando desapareceram.
73 - Assinale a frase em que não há erro
no emprego do pronome de tratamento:
A) Espero que você não esqueça teus
amigos.
B) Estas flores são para a Vossa Alteza.
C) Ela encaminhou os presentes à V.S.ª.
D) Vossa Majestade ainda quer falar com
S.Excia?
E) Reiteramos a V.Rev.ma nossa estima e
apreço.
74 - Indique a frase que apresenta erro na
concordância do verbo com o sujeito:
A) Esta verdade, só a conhece minha irmã e
eu.
B) Nem um nem outro candidato acertaram a
questão.
C) O chefe ou o pai receberão a primeira
fatia do bolo.
D) Para ele não existe azar e sorte.
E) Tanto eu quanto você sabíamos o
resultado.
75 - Qual a alternativa que não apresenta
concordância correta do verbo ser?
A) Ontem foi vinte e dois de maio.
B) Dez anos é muito tempo.
C) Isso é águas passadas.
D) Quando veio, era perto de cinco horas.
E) As visitas éramos nós.
76 - Ache a alternativa que apresenta erro:
A) tabeliães magnificentíssimos
B) cidadões magérrimos
C) anciãos integérrimos
D) corrimões antiqüíssimos
E) charlatães crudelíssimos
77 - Indique onde há erro na flexão dos
adjetivos compostos:
A) roupas azul-celeste
B) raios ultravioleta
C) meninas surdas-mudas
D) poemas épico-líricos
E) camisas verde-claros
78 - Na frase: Paulo comprou um livro, a
função sintática da palavra livro é:
A) objeto direto
B) predicado
C) objeto indireto
D) sujeito
E) n.d.a.
79 - Na Frase: Precisa-se de
trabalhadores, a Voz do Verbo é:
A) Reflexiva
B) Passiva
C) Ativa
D) Recíproca
E) n.d.a.
TESTES - PORTUGUÊS
10 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
80 - Assinale a alternativa correta quanto à
Concordância Verbal:
A) Sou eu que primeiro saio.
B) É cinco horas da tarde.
C) Da cidade à praia é dois quilômetros.
D) Dois metros de tecido são pouco.
E) n.d.a.
81 - Assinale a frase em que há erro de
concordância:
A) Os sertões possuem um sopro épico.
B) Promove-se festas beneficentes na minha
comunidade.
C) Há dois anos, os Estados Unidos
invadiram a Líbia.
D) Fui eu quem resolveu a adoção de tal
medida.
E) n.d.a.
82 - Assinale a alternativa incorreta:
A) O atirador visa o alvo.
B) O fiscal visou os documentos.
C) Visamos a um futuro mais feliz.
D) Os pais visam à formação dos filhos.
E) n.d.a.
83 - Em relação ao período: Quando
terminar a prova, espere-me no portão. A
oração sublinhada é:
A) principal
B) coordenada assindética
C) subordinada adverbial temporal
D) subordinada adjetiva restritiva
E) n.d.a.
84 - As palavras: tardar e entardecer foram
formadas a partir da palavra tarde por meio
do processo de derivação. Quais foram,
respectivamente, os tipos de derivação
usados?
A) sufixal e prefixal;
B) regressiva e parassintética;
C) regressiva e prefixal;
D) sufixal e parassintética;
E) n.d.a.
85 - Há sujeito indeterminado em:
A) Ali, rouba-se no atacado e no varejo.
B) O pássaro voou assustado.
C) Surgiram reclamações contra o rei.
D) Aluga-se quarto.
E) n.d.a.
86 - Assinale a opção que apresenta erro
quanto ao pronome de tratamento
empregado:
A) Vossa Eminência - cardeais
B) Vossa Santidade - papa
C) Vossa Magnificência - reis
D) Vossa Alteza - príncipes e duques
E) n.d.a.
87 - Assinale onde a função sintática do
que não corresponde ao termo entre
parênteses:
A) A pessoa com que foi visto é má. (adjunto
adverbial)
B) Alguns temem o ladrão que ele é.
(predicativo do sujeito)
C) O homem que sorriu era seu amigo.
(objeto direto)
D) São essas as flores de que gostas?
(objeto indireto)
E) O animal por que fomos perseguidos era
feroz. (agente da passiva)
88 - Ache a alternativa falsa na análise do
período abaixo:
O homem que trabalha quis que
calassem enquanto discursava.
A) O homem = oração principal
B) que trabalha = oração subordinada
adjetiva
C) quis = oração subordinada subjetiva
reduzida
D) que calassem = oração subordinada
substantiva objetiva direta
E) enquanto discursava = oração
subordinada adverbial temporal
89 - Encontre a oração subordinada
adjetiva restritiva:
A) O negro que discursava, sorri.
B) O triste é que não era uma planta
qualquer.
C) Só imponho uma condição: que não
chegues tarde.
D) Meu irmão saiu ontem.
E) Sabe-se que o resultado foi positivo.
90 - Ache a única frase onde o termo em
destaque está corretamente grafado:
A) Deu apenas cinco reais ao cabelereiro.
B) Era imprecindível a presença do pai.
C) Mais uma vez queimou o fuzível.
D) É necessário discriminar melhor as
despesas.
E) A criança sorria prazeirosamente para
todos.
91 - Marque onde todas as palavras se
completam corretamente com a letra ao lado:
A) mon__e; ar__ila; bre__eiro; cônju__e (g)
B) e__traviar; e__pansão; __ucro; fu__ico (x)
C) d__gladiar; côd__a ; efetu__; quas__ (e)
D) tereb__ntina; __figênia; pát__o; cum__eira
(i)
E) e__pontâneo; mi__to; va__ar; gro__a (s)
TESTES - PORTUGUÊS
11 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
92 - Indique a frase que apresenta erro na
forma verbal:
A) Ele averigua todas as portas antes de
dormir.
B) Acabou a ocupação com que ele se
entretivera durante o dia.
C) Se eu rever o texto, encontrarei maiserros.
D) Se sobrevier um acidente, o culpado será
você.
E) Não premio pessoas incompetentes.
93 - Identifique a única frase cujo verbo
acompanha a norma culta:
A) Suas idéias não se adéquam à filosofia da
escola.
B) O decreto, embora antigo, ainda está
vigendo.
C) Funda os metais lentamente.
D) Esperamos que o governo abula todas as
mordomias.
E) Não há despesa de que ele não se
ressarça.
94 - Qual a alternativa que contém o
superlativo absoluto sintético dos adjetivos
abaixo:
nobre ; são ; frio ; dócil
A) nobríssimo ; saníssimo ; frigidíssimo ;
docíssimo
B) nobílimo ; sanérrimo ; friíssimo ; docílimo
C) nobrérrimo ; saníssimo ; frigidíssimo ;
docilíssimo
D) nobilíssimo ; saníssimo ; frigidíssimo ;
docílimo
E) nobrérrimo ; sãosíssimo ; friíssimo ;
docilíssimo
95 - Em todos os itens abaixo há um
adjetivo no grau comparativo, exceto em:
A) Os filhos já estavam maiores que o pai.
B) As modelos de ontem eram mais bonitas
que as de hoje.
C) Ele parecia o mais tímido de todos.
D) Dizem que o marinheiro é forte como um
touro.
E) Este filme pareceu-me mais longo que o
anterior.
96 - Que alternativa apresenta conjunção
subordinativa integrante:
A) Caso precise sair, deixe o recado na porta.
B) Tudo aconteceu como havíamos previsto.
C) Não sei se devo dizer-lhe toda a verdade.
D) Como ele insistisse, resolvi aceitar o
convite.
E) O julgamento, como se vê, era muito
parcial.
97 - Os superlativos absolutos sintéticos
de doce, miúdo, amável e fiel são
respectivamente:
A) docíssimo ; minúsculo ; amabilíssimo ;
fidelíssimo
B) docérrimo ; minutísssimo ; amavelíssimo ;
fielíssimo
C) dulcíssimo ; minúsculo ; amábil ; fiélimo
D) dulcíssimo ; minutíssimo ; amabilíssimo ;
fidelíssimo
E) docíssimo ; miudérrimo ; amabílimo ;
fidelíssimo
98 - Complete corretamente:
Quando os pais ______ aos filhos que
se ______ das bebidas
alcoólicas e que ______ seus passeios,
muitos deles não se ______ e saíram.
A) proporam ; abstessem ; revessem ;
conteram
B) propuseram ; abstivessem ; revissem ;
contiveram
C) proporam ; abstenham ; revejam ; contêm
D) propuseram ; abstessem ; revessem ;
contêm
E) proporam ; abstivessem ; revissem ;
conteram
99 - Assinale a alternativa que contêm os
sinais de pontuação adequados:
A) João, todo sábado; segue a mesma rotina:
praia; futebol; jantar em família.
B) João, todo sábado, segue a mesma rotina,
praia, futebol, jantar em família.
C) João, todo sábado; segue a mesma rotina,
praia, futebol, jantar em família.
D) João, todo sábado, segue a mesma rotina:
praia, futebol, jantar em família.
E) João, todo sábado, segue a mesma rotina;
praia, futebol, jantar em família.
100 - Em qual das alternativas todas as
palavras são substantivos?
A) Carlos ; ramalhete ; alma ; depois
B) nuvem ; beleza ; prazer ; bando
C) pelo ; gíria ; perigo ; Deus
D) célebre ; maturidade ; Paulo ; líquido
E) crime; consigo ; março ; Cairo
101 - A classe dos termos sublinhados foi
indicada corretamente em todas as
alternativas, exceto na:
A) Um professor italiano visitou a escola.
(adjetivo)
B) Chegou meu irmão, mas não o teu. (artigo)
C) Ele ainda não me devolveu o livro.
(pronome oblíquo)
D) Ele escreve muito bem. (substantivo)
E) A sua pesquisa é clara e objetiva.
(conjunção)
TESTES - PORTUGUÊS
12 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
102 - Onde está o vocábulo erradamente
grafado?
A) anti-séptico ; concelho ; bicarbonato
B) digladiar ; desmazelo ; excremento
C) mexerica ; fascínora ; herbívoro
D) retenção ; pegajento ; verossimilhança
E) xifópagos ; sucinto ; sósia
103 - Ache a palavra que recebeu o acento
gráfico indevidamente:
A) apazigúem ; pôr ; pólo ; platéia
B) bílis ; mausoléus ; complô ; reféns
C) dêem ; côo ; único ; baínha
D) argúi ; ímã ; mártir ; faísca
E) fórum ; juíza ; averigúes
104 - Que par de palavras abaixo perde o
acento gráfico na formação do plural?
A) caráter ; pêra
B) hífen ; repórter
C) vintém ; egípcio
D) mútuo ; tríceps
E) gás ; álbum
105 - Indique a alternativa em que o
exemplo dado não corresponde à figura de
sintaxe ao lado:
A) O sacrifício, faremos: a vitória,
alcançaremos. (anástrofe)
B) Suspira, e chora, e geme, e sofre, e sua...
(polissíndeto)
C) O prêmio foi conseguido e o prisioneiro,
solto. (silepse de pessoa)
D) Os três reis orientais, ... é tradição da
igreja que um era preto.(anacoluto)
E) Vi claramente visto o lume vivo.
(pleonasmo)
106 - Classifique a figura presente no texto
abaixo:
Foi por ti que num sonho de ventura /
A flor da mocidade consumi. (Álvares de
Azevedo)
A) hipérbato B) anástrofe
C) sínquise D) aliteração
E) zeugma
107 - Ache a frase que se completa
corretamente com eu:
A) Não há desentendimento entre __ e ti.
B) Deixem __ explicar-lhes o que aconteceu.
C) Isto é para __ fazer.
D) Ela encontrou __ na praça.
E) Irás até __.
108 - Indique o uso inadequado do
pronome demonstrativo:
A) A menina era tal qual os avós.
B) Vencer depende destes fatores: rapidez e
segurança.
C) Valentino foi o maior ator daquela época.
D) Foi preso em 1955 e já saiu nesse ano
E) Escrevo esta carta para vires.
109 - Identifique o item que se completa
adequadamente com à:
A) Não __ nada que possa me prejudicar.
B) As lágrimas caíam uma __ uma de seu
rosto cansado.
C) __ momentos em que nos faltam
palavras.
D) Ele fez uma descrição __ Guimarães
Rosa.
E) Estamos _ dois dias do início dos
exames.
110 - Mostre onde há erro de concordância
nominal:
A) É permitida a permanência de alunos.
B) A lista de ofertas vai anexa ao pacote.
C) Os gêneros alimentícios estão caros no
Brasil.
D) Estou quite com todos vocês.
E) A porta está meia aberta.
111 - Encontre a única alternativa sem erro
de concordância verbal:
A) Precisam-se de cartas de apresentação.
B) Exigia-se fotos coloridas e pagamento de
taxa.
C) Na festinha, bebeu-se dúzias de
refrigerantes.
D) Fazem oito anos que nos vimos pela
última vez.
E) Os assuntos que importava discutir não
foram mencionados.
112 - Dê o significado da frase abaixo:
Embora fosse um professor
incipiente, falava um inglês estreme.
A) Embora fosse um professor principiante,
falava um inglês genuíno.
B) Embora fosse um professor ignorante,
falava um inglês puro.
C) Embora fosse um professor relapso,
falava um inglês fluente.
D) Embora fosse um professor provisório,
falava um inglês excelente.
E) Embora fosse um professor substituto,
falava um inglês de nativo.
113 - Assinale a alternativa onde ocorre
erro de pontuação.
A) Os pássaros, sempre, voltam para os
ninhos.
B) Na semana passada, os meninos
deixaram seus brinquedos no parque.
C) Se não estivesse chovendo, teria ido ao
cinema.
D) Manoel, o padeiro, quebrou a perna e não
veio hoje.
E) São Paulo, 20 de novembro de 1999.
TESTES - PORTUGUÊS
13 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
114 - Indique a única alternativa que
apresenta erro na acentuação gráfica em uma
das palavras.
A) mártir - freguês - pólen
B) calvície - têxteis - ânsia
C) incrível - tênue - cárie
D) sêmen - armazém - ítem
E) vírus - órfão - vácuo
115 - Assinalea alternativa onde o verbo
pôr está conjugado na 1ª pessoa do plural do
pretérito imperfeito do modo indicativo.
A) pomos. B) púnhamos
C) pusemos D) ponhamos
E) pusermos
116 - Na frase Este é o perfume de que
mais gosto, a palavra que é classificada
morfologicamente como:
A) substantivo B) advérbio
C) pronome relativo D) preposição
E) conjunção subordinada
117 - O plural do substantivo composto
está incorreto na alternativa:
A) o leva-e-traz - os leva-e-traz
B) a manga-rosa - as mangas-rosa
C) o beija-flor - os beija-flores
D) o guarda florestal - os guarda-florestais
E) o primeiro-ministro - os primeiros-
ministros
118 - Ocorre erro de concordância nominal
na alternativa:
A) No livro de registros faltava a folha
duzentos.
B) É necessária segurança para se viver
bem.
C) A janela estava meio aberta.
D) Eu e você estamos quites.
E) Os policiais estavam alerta.
119 - Assinale a frase que apresenta erro
de ortografia.
A) A feijoada foi preparada na tigela de
barro.
B) O cliente deu uma boa gorjeta ao garçom.
C) Laura não gosta de licor de jenipapo.
D) Fizeram uma delicioso prato com
beringela.
E) Aceitamos sua sugestão.
120 - Em qual das alternativas abaixo
ambas as palavras apresentam 8 letras e 6
fonemas ?
A) gasolina - cochicho
B) passarela - passeata
C) assessor - guitarra
D) salsicha - caridade
E) bochecha - oclusiva
121 - A frase inteiramente correta quanto à
ortografia é:
A) A ata da sessão extraordinária apresenta
deslises, poucos, é certo, mas que exigem
pronta retificação.
B) Sempre obsequioso, o assessor incumbiu-
se de externar ao Governador nossa dissenção
quanto à política energética.
C) Os expedientes utilizados pela oposição
deixaram exasperados os ânimos, em vista de
seu caráter tão-somente protelatório.
D) Tais despesas talvez sejam
excessivamente onerosas a um orçamento já
expoliado pela má fé dos antecessores.
E) É sempre penoso discriminar a minoria,
mas a falta de concenso implica, é claro, óbices
à plena satisfação.
122 - Ocorrem DOIS erros de ortografia em
A) desfaçatez, prazeiroso, incólume,
desairoso.
B) concisão, suscinto, retaliação, obcecado.
C) complementariedade, suspeição,
obsessão, vigente.
D) privilégio, maugrado, repto, contumaz.
E) remanecente, benfazejo, izenção,
frouxidão.
123 - É o RADICAL que irmana as palavras
da mesma família e lhes dá uma base comum
de significação (Celso Cunha, Gramática do
Português Contemporâneo).
Com base na citação acima, é correto
afirmar que se irmanam pelo mesmo radical
as palavras:
A) júri, perjúrio e ajuizar.
B) consideração, constelação e conspiração.
C) solitário, dissolução e insólito.
D) vidente, revisor e convincente.
E) condução, condizente e irredutível.
124 - Está inteiramente correta quanto à
flexão verbal a frase:
A) Os parlamentares divergiram nos detalhes,
mas conviram nos pontos essenciais.
B) Se eles requisessem revisão do processo,
tê-la-iam conseguido.
C) Coalizaram-se as oposições, mas o
Presidente interveio e obteve uma trégua.
D) Pediu-nos que lhe expedíssemos os
documentos antes que o superintendente os
revesse.
E) Desde que se manteram todos calados, o
orador houve por bem iniciar sua fala.
125 - A frase inteiramente correta quanto à
concordância verbal é:
A) Vê-se por toda parte, a todo momento,
indícios dos seus descalabros administrativos.
B) Não nos ocorreram quantos prejuízos
acabaríamos por lhes trazer com nossa decisão.
TESTES - PORTUGUÊS
14 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
C) Como não se contrapõe o seu ponto de
vista e o meu juízo, não haverá razões para
polêmica.
D) As medidas que nos parece conveniente
tomar soarão antipáticas aos ouvidos do povo.
E) Caso algum dos presentes pretendam
pronunciar-se, é preciso que o façam agora.
126 - No caso de ...... a faltar recursos para
as medidas que se ...... implementar, ...... as
responsabilidades, determinou o chefe do
Tribunal. As formas verbais que preenchem
corretamente as lacunas da frase acima são:
A) virem - devem - apurem-se
B) virem - devem - apure-se
C) vir - deve - apurem-se
D) vir - devem - apure-se
E) vir - deve - apure-se
127 - ...... ela aparente ser uma pessoa
dócil, não a provoque, ...... a ovelhinha não se
transforme numa tigresa. A frase acima
ganha sentido completo e lógico
preenchendo-se suas lacunas,
respectivamente, com as expressões:
A) Desde que - a fim de que
B) Muito embora - desde que
C) Dado que - muito embora
D) Ainda que - para que
E) Mesmo que - em vista do que
128 - A frase construída de forma
inteiramente correta é:
A) Não apreciei o filme que tantos dizem ter
gostado.
B) A exposição a que resolvi prestigiar era
um desastre.
C) A peça cuja execução ele mais se
esmerou foi a de Mozart.
D) Ainda que comigo venham a discordar,
editarei o livro.
E) Não é um romance por cujo estilo me
sinta atraído.
129 - Parece-nos plausível que venha a
ocorrer exacerbação dos ânimos, pois a
decisão foi tomada arbitrariamente.Têm
significação oposta à dos termos
sublinhados na frase acima,
respectivamente:
A) inverossímil, pacificação,
pressurosamente.
B) inadmissível, apaziguamento,
criteriosamente.
C) inaceitável, apaziguamento, gratuitamente.
D) inadmissível, arrefecimento,
injustificadamente.
E) reprovável, tensionamento,
sensatamente.
130 - A impropriedade no emprego do
léxico torna absurdo o sentido da seguinte
frase:
A) Sempre subserviente, o Raul nunca se
furta a cumprir quaisquer determinações, mesmo
as que não provenham de seu chefe imediato.
B) O esmaecimento das cores, no outono,
imprime excessiva melancolia em seu espírito,
tornando-o infenso às depressões.
C) Aproveitam-se de sua versatilidade para
atribuir-lhe funções que normalmente
requereriam as qualidades de um especialista.
D) Os políticos carismáticos podem descuidar
um pouco da retórica, tal o prestígio já
capitalizado pela força da sua personalidade.
E) Não vejo em seu relatório senão alguns
lapsos de pouca monta, que você mesmo
poderá retificar com presteza.
131 - Assinale a alternativa em que os
sentidos foram trocados:
A) a coma: juba; o coma: estado mórbido.
B) a gênese: geração; o gênese: 1o livro do
Pentateuco.
C) a crisma: óleo usado em alguns
sacramentos; o crisma: sacramento.
D) a guia: documento; o guia: aquele que conduz.
E) n.d.a.
132 - Quando me procurar o desencanto,
eu direi, sereno e confiante, que a vida não
foi de todo inútil. O sujeito de procurar é:
A) indeterminado B) eu (elíptico)
C) o desencanto D) inexistente
E) n.d.a.
133 - Assinale a alternativa correta quanto
à concordância:
A) Bateu duas horas no relógio da torre.
B) É proibida entrada de pessoas estranhas.
C) Conserta-se aparelhos de som.
D) Lêem-se muitas placas erradas.
E) n.d.a.
134 - Assinale a alternativa correta quanto
à Concordância Verbal:
A) Sou eu quem primeiro sai.
B) Dois metros de tecido são pouco.
C) É cinco horas da tarde.
D) Da cidade à praia é dois quilômetros.
E) n.d.a.
135 - Assinale a alternativa que contém a
quantidade de todos os fonemas das
palavras:
satisfeitos - leituras - aquelas
A) vinte e cinco B) vinte e dois
C) vinte e três D) dez
E) n.d.a.
TESTES - PORTUGUÊS
15 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
136 - Identifique a alternativa correta:A) Linguagem conotativa permite apenas um
entendimento por parte do leitor ou do ouvinte.
B) Linguagem conotativa é aquela que tem
sentido figurado, sugerindo a idéia de forma
indireta.
C) A linguagem conotativa é muito usada na
vida diária das pessoas para a comunicação
necessária.
D) Linguagem conotativa é aquela que só
pode ser entendida de um modo.
E) n.d.a.
137 - A frase que mantém o padrão culto
é:
A) O rapaz cujo eu encontrei na sala do
diretor, disse-me para voltar mais tarde.
B) O desembargador cujo despacho está em
debate deferiu o pedido dos réus.
C) Ele era ainda muito jovem quando o caso
aconteceu, onde lhe dou razão para não querer
depor.
D) Essa é a questão, onde tem duas facetas:
a que envolve compras e a que envolve
treinamento.
E) n.d.a.
138 - Assinale a única alternativa que não
apresenta erro na conjugação do verbo:
A) Quando meu advogado soube que o
guarda me detera no trânsito, tomou todas as
providências.
B) As provas que contessem menos erros
seriam premiadas.
C) Quando você vir a São Paulo, traga-me as
fotos.
D) Se você vir meu amigo, entregue-lhe esta
carta.
E) n.d.a.
139 - Assinale a alternativa em que a
pontuação esteja correta:
A) Quero que, assine o contrato.
B) O reitor daquela famosa universidade
italiana, chegará aqui amanhã.
C) São José dos Campos 15 de março de
1999.
D) Ele não virá hoje, não contem, portanto,
com ele.
E) n.d.a.
140 - Indique, entre as alternativas abaixo,
a que poderia substituir a palavra destacada,
sem alteração do sentido da frase: Não há
crime onde não houve aquiescência.
A) arrependimento
B) conhecimento
C) consentimento
D) intenção E) n.d.a.
141 - Assinale a alternativa em que todas
as palavras estão grafadas corretamente.
A) torácico - privilégio - lagartixa
B) toráxico - privilégio - lagartixa
C) torácico - previlégio - largatixa
D) toráxico - previlégio - largatixa
E) n.d.a.
142 - Assinale a alternativa em que todas
as palavras estão grafadas corretamente.
A) cabeçário - empecilho - irrequieto
B) cabeçalho - empecilho - irrequieto
C) cabeçalho - impecilho - irriquieto
D) cabeçário - impecilho - irriquieto
E) n.d.a.
143 - O sentido do prefixo está
corretamente explicado no parênteses em:
A) prever (antigüidade)
B) adnominal ( longe de)
C) pospor ( posterioridade)
D) circunscrever ( movimento interno)
E) n.d.a.
144 - Os prefixos indicativos de
duplicidade, afastamento e movimento em
torno estão, nessa ordem em:
A) ambidestro - deslocar - circunvagar
B) bisavô - abuso - percorrer
C) biênio - propor - retornar
D) dissimulado - distanciar - sobrevoar
E) n.d.a.
145 - O sufixo exprime a idéia de agente
em:
A) gloriosa
B) vendedor
C) abdicação
D) horrível
E) n.d.a.
146 - A divisão silábica está correta em:
A) gno-mo, a-bs-cis-sa, egip-cio
B) g-no-mo, abs-cis-sa, egip-ci-o
C) gno-mo, a-bs-cis-as, e-gip-cio
D) gno-mo, abs-cis-sas, e-gip-cio
E) n.d.a.
147 - A divisão silábica está correta em:
A) pe-rs-pec-ti-va, a-rac-ni-deo, Pa-ra-gu-ai
B) per-spec-ti-va, a-rac-ní-de-o, Pa-ra-guai
C) pe-rs-pec-ti-va, arac-ni-deo, Pa-ra-gu-ai
D) pers-pec-ti-va, a-rac-ni-deo, Pa-ra-guai
E) n.d.a.
148 - O emissor enuncia o fato de maneira
duvidosa com o modo:
A) subjuntivo B) indicativo
C) imperativo D) infinitivo
E) n.d.a.
TESTES - PORTUGUÊS
16 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
149 - O plural do adjetivo composto está
correto em:
A) Houve intervenções médicos-cirúrgicas.
B) As moças usavam blusas azul-marinho.
C) As meninas usavam saias azuis-pavão.
D) Os caminhos recens-abertos são
íngremes.
E) n.d.a.
150 - Os superlativos absolutos sintéticos
de célebre, amargo e cruel são,
respectivamente:
A) celebríssimo - amarguíssimo -
crudelíssimo
B) celebérrimo - amarguíssimo - cruelíssimo
C) celebérrimo - amaríssimo - crudelíssimo
D) celebrissimo - amarissimo - cruelíssimo
E) n.d.a.
151 - Todas as palavras estão
corretamente grafadas na frase:
A) Orçados os custos gerais da campanha,
impuzeram-se ríjidas restrições às despesas
atinentes à publicidade.
B) A obtenção de recursos extras constitui a
meta prioritária, no momento; não há outro jeito
de implementar este plano.
C) Seu modo de agir lembra-me os tregeitos
dos ilusionistas: os movimentos dispersivos
discimulam o gesto essencial.
D) O Ivo, sempre incalto, serviu à causa do
adversário; faltou-lhe a acessoria de um
correlegionário mais experiente.
E) As pessoas impúdicas vêem como natural
a exposição das crianças às torpesas dos
famigerados programas populares.
152 - A flexão de todos os verbos está
correta na frase:
A) Caso não ajam a tempo, pediremos que
seja estendido o prazo de apresentação de seus
documentos.
B) Assim que reavermos nossas malas,
remarcaremos as passagens.
C) Os portões que se vêm nos casarões
antigos detêm nosso olhar, tantos são os
detalhes que neles surpreendemos.
D) Quando eles reverem o caso, haverão de
chegar a novas conclusões.
E) Os policiais que os deteram, na manhã de
ontem, há muito vêm agindo de modo arbitrário.
153 - A frase inteiramente correta quanto à
concordância verbal é:
A) Por que se permite as cenas de violência,
de que estão recheadas a televisão brasileira?
B) As pessoas que se vem mostrando
satisfeitas com o país são as beneficiárias das
medidas que se veio implantando.
C) Se qualquer um de nós lhes
emprestássemos apoio, mereceriam o repúdio
de toda a população.
D) Por mais que os espantem a surpresa dos
novos fatos, ainda não lhes falta a capacidade
das iniciativas.
E) Será que ainda é possível prever as
manobras do governo, neste cenário econômico
que se caracteriza por tantas incógnitas?
154 - Bastam de provocações! - foi o grito
que puderam ouvir os que se achavam
próximos do presidente da Assembléia,
quando já fazia dez minutos que nenhum dos
parlamentares da oposição conseguia ir além
da primeira frase, no momento de se
encaminhar as votações.
Em respeito às normas de concordância
verbal, é preciso corrigir as seguintes formas
do texto acima:
A) bastam e fazia.
B) bastam e encaminhar.
C) conseguia e encaminhar.
D) fazia e conseguia.
E) fazia e encaminhar.
155 - Há ERRO de construção no
segmento sublinhado da frase:
A) A defesa dos réus está estribada em forte
argumentação.
B) Nosso gesto é ilustrativo do desânimo que
tomou conta de nós.
C) Ela usou expressões que não são
cabíveis numa ata oficial.
D) Consternado com o fato, pediu demissão.
E) Agi de modo a demonstrar uma estrita
observância com as leis.
156 - Está correto o emprego da
expressão sublinhada na frase:
A) É um velho experiente, a cuja memória
todos recorrem.
B) São grosseiros os erros aos quais ele
vem incorrendo.
C) Eis as terras a cujas o rio vem poluindo.
D) Desconfio dos dados de que foram
coligidos nesta pesquisa.
E) O cargo em cujo ele seria empossado
continuará vago.
157 - A impropriedade no emprego do
léxico torna absurdo o sentido da frase:
A) Ele costuma agir com cautela, não
obstante haver demonstrado alguma afoiteza na
última medida que tomou.
B) Ao contrário de seu irmão, um notório
delinquente, ele jamais deixou de agir com a
mais absoluta retidão.
TESTES - PORTUGUÊS
17 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUALDE ESTUDOS CURSO OFICIAL
C) Alcoólatra redimido, José faz questão de
se pôr à prova, não fugindo às reuniões em que
a bebida é farta.
D) Dado que não pude ratificar o meu voto no
segundo escrutínio, meu representante legal
encarregou-se de confirmá-lo.
E) Tanto subestimaram a força do adversário
que acabaram por lhe infligir retumbante derrota.
158 - ...... seja promovida, ela dará uma
festa, ...... ninguém ponha em dúvida seu
sincero e imediato reconhecimento.
A frase acima ganha sentido lógico
e completo preenchendo-se as lacunas,
respectivamente, com as expressões:
A) Mesmo que - para que
B) Embora - a fim de que
C) Tão logo - mesmo que
D) Ainda que não - tão logo
E) Não obstante - a menos que
159 - Indique o período inteiramente
correto quanto à pontuação.
A) Passados os primeiros dias de
recuperação o médico, buscando animar o
doente disse-lhe que talvez, em mais uma
semana, viesse a lhe dar alta.
B) Fosse pelo cansaço, fosse pelo desânimo,
o fato é que: não pude ler toda a bibliografia da
prova, que deveria fazer, dali a três dias.
C) Diante do juiz o advogado reiterou, que
seu cliente ainda não reunia as mínimas
condições para depor, em tão complicado
processo.
D) É possível que, contrariando todas as
expectativas, o candidato venha a renunciar, em
benefício, segundo dizem, da maior união no
partido.
E) Tirei o passaporte, compareci à agência
de turismo, e para minha surpresa me disseram
que, as passagens para a Espanha, já haviam
sido vendidas.
160 - Indique o período cuja redação está
inteiramente clara e correta.
A) Resultou frustrada a nossa expectativa de
adquirir bons livros, já que, na tão decantada
liqüidação daquela grande livraria, só havia
títulos inexpressivos.
B) Os incentivos fiscais constituem uma
questão complicada, pois segundo alguns, a
iniciativa privada recebe benefícios onde a
contrapartida em criação de empregos é
insuficiente.
C) Naquele editorial da revista não ficou claro
a posição do mesmo, seja porque o editorialista
de fato não o desejasse, ou então porque a
redação dele não o permitiu.
D) Com o fim do rodízio no trânsito, espera-
se que ele aumente, voltando a terem problemas
de congestionamento justamente quando todos
saem ou voltam para casa.
E) É uma ilusão imaginarmos que se pode
estar atualizados com os equipamentos de
informática, cuja novidade é tão grande que não
se imagina podermos acompanhá-los.
161 - Ache o verbo que está erradamente
conjugado no presente do subjuntivo:
A) requera ; requeras ; requera ; requeiramos
; requeirais ; requeram
B) saúde ; saúdes ; saúde ; saudemos ;
saudeis ; saúdem
C) dê ; dês ; dê ; demos ; deis ; dêem
D) pula ; pulas ; pula ; pulamos ; pulais ;
pulam
E) frija ; frijas ; frija ; frijamos ; frijais ; frijam
162 - Assinale a alternativa falsa:
A) o presente do subjuntivo, o imperativo
afirmativo e o imperativo negativo são tempos
derivados do presente do indicativo;
B) os verbos progredir e regredir são
conjugados pelo modelo agredir;
C) o verbo prover segue ver em todos os
tempos;
D) a 3.ª pessoa do singular do verbo aguar,
no presente do subjuntivo é : ágüe ou agúe;
E) os verbos prever e rever seguem o
modelo ver.
163 - Marque o verbo que na 2ª pessoa do
singular, do presente do indicativo, muda
para e o i que apresenta na penúltima sílaba?
A) imprimir B) exprimir
C) tingir D) frigir E) erigir
164 - Indique onde há erro:
A) os puros-sangues simílimos
B) os navios-escola utílimos
C) os guardas-mores agílimos
D) as águas-vivas aspérrimas
E) as oitavas-de-final antiqüíssimas
165 - Marque a alternativa verdadeira:
A) o plural de mau-caráter é maus-caráteres;
B) chamam-se epicenos os substantivos
que têm um só gênero gramatical para designar
pessoas de ambos os sexos;
C) todos os substantivos terminados em -ão
formam o feminino mudando o final em –ã ou -
ona;
D) os substantivos terminados em -a
sempre são femininos;
E) são comuns de dois gêneros todos os
substantivos ou adjetivos substantivados
terminados em -ista.
TESTES - PORTUGUÊS
18 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
166 - Identifique onde há erro de regência
verbal:
A) Largue essas bobagens, menino!
B) O funcionário abdicou todos os seus
direitos.
C) Atentem no que acaba de dizer o
Presidente!
D) O filho queria poupar o pai de mais um
desgosto.
E) A inabilidade do motorista redundou em
grave acidente.
167 - Abaixo, há uma frase onde a
regência nominal não foi obedecida. Ache-a:
A) Éramos assíduos às festas da escola.
B) Os diretores estavam ausentes à reunião.
C) O jogador deu um empurrão ao árbitro.
D) Nossa casa ficava rente do rio.
E) A entrega é feita no domicílio.
168 - Marque a afirmativa incorreta sobre o
uso da vírgula:
A) usa-se a vírgula para separar o adjunto
adverbial anteposto;
B) a vírgula muitas vezes pode substituir a
conjunção e;
C) a vírgula é obrigatória quando o objeto
pleonástico for representado por pronome
oblíquo tônico;
D) a presença da vírgula não implica pausa
na fala;
E) nunca se deve usar a vírgula entre o
sujeito e o verbo.
169 - Marque onde há apenas um vocábulo
erradamente escrito:
A) abóboda ; idôneo ; mantegueira ; eu quiz
B) viço ; sócio-econômico ; pexote ; hidravião
C) hilariedade ; caçoar ; alforje ; apasiguar
D) alizar ; aterrizar ; óbulo ; teribintina
E) chale ; umedescer ; páteo ; obceno
170 - Identifique onde não ocorre a crase:
A) Não agrade às girafas com comida, diz o
cartaz.
B) Isso não atende às exigências da firma.
C) Sempre obedeço à sinalização.
D) Só visamos à alegria.
E) Comuniquei à diretoria a minha decisão.
171 - Dadas as palavras:
1) des-a-ten-to 2) sub-es-ti-mar 3) trans-
tor-no
constatamos que a separação silábica
está correta:
A) apenas em 3
B) apenas em 2
C) apenas em 1
D) em todas as palavras
E) n.d.a.
172 - Assinale a alternativa em que a
palavra não tem suas sílabas corretamente
separadas:
A) in-te-lec-ção
B) cre-sci-men-to
C) oc-ci-pi-tal
D) ca-a-tin-ga
E) n.d.a.
173 - Assinale a alternativa em que o
elemento mórfico em destaque está
corretamente analisado:
A) menina (-a): desinência nominal de
gênero;
B) gasômetro (-ô-): vogal temática de 2a
conjugação;
C) amassem (-sse-): desinência de 2a
pessoa do plural;
D) cantaríeis (-is-): desinência do imperfeito
do subjuntivo;
E) n.d.a.
174 - Na Frase: Precisa-se de
trabalhadores, a Voz do Verbo é:
A) Reflexiva
B) Passiva
C) Ativa
D) Recíproca
E) n.d.a.
175 - Assinale a alternativa correta quanto
à Concordância Verbal:
A) Sou eu que primeiro saio.
B) É cinco horas da tarde.
C) Da cidade à praia é dois quilômetros.
D) Dois metros de tecido são pouco.
E) n.d.a.
176 - Assinale a frase em que há erro de
concordância:
A) Os sertões possuem um sopro épico.
B) Promove-se festas beneficentes na minha
comunidade.
C) Há dois anos, os Estados Unidos
invadiram a Líbia.
D) Fui eu quem resolveu a adoção de tal
medida.
E) n.d.a.
177 - Os pronomes: meu, nosso, seu, são
classificados como:
A) pessoal B) possessivo
C) interrogativo D) indefinido
E) n.d.a.
178 - Assinale o vocábulo incorreto
quanto à acentuação das oxítonas:
A) pitú
B) baú
C) Piauí
D) caju E) n.d.a.
TESTES - PORTUGUÊS
19 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL179 - Assinale a alternativa de vocábulo
corretamente acentuado:
A) ítens
B) ítem
C) hífen
D) rítmo
E) n.d.a.
180 - Assinale o uso correto da crase:
A) Tomou remédio gota à gota;
B) Gosto muito de andar à pé;
C) Vou à praia aos domingos;
D) O livro foi dado à João;
E) n.d.a.
Leia, atentamente, os textos I e II para
responder às questões de 181 a 08.
TEXTO I
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 2.
ed. São Paulo: Abril, 1982, p. 37.)
TEXTO II
Cidadezinha Qualquer versus Nadópolis
1. Cidadezinha Qualquer, os leitores fiquem
sabendo logo, é uma cidade comum localizada
em uma região distante de um longínquo país. O
que os leitores não sabiam ainda, pois eu ainda
não lhes contei, e agora conto, é que existe uma
cidade chamada Nadópolis, sede de um
município fronteiriço com Cidadezinha Qualquer.
(...) Nadópolis era uma cidade meio antipática
mesmo.
Não, não era birra dos cidadãos
cidadequalquerianos: Nadópolis tinha um ar
arrogante e antipático! A começar pelo nome
pomposo. Esse “polis” grego e sofisticado no
final do nome, essa pose forçada que destoa do
ambiente natural da região, renega a história...
Isso para não falar da mania que tinham os
nadopolenses de apregoar as vantagens de
viver em um município como o seu. Era comum
ouvi-los dizer:
2. - “Nadópolis é a cidade mais porreta da
região; lá todo mundo veve bem e nóis não tem
os pobrema qui as outra cidade de perto tudo
tem...”
3. Para que os leitores não julguem o autor
muito parcial é bom que se diga: realmente
Nadópolis era mais próspera do que
Cidadezinha Qualquer. Graças ao incremento de
sua agricultura e à grande soma de recursos e
trabalho que isto envolve, Nadópolis, àquela
época, vivia o seu período de esplendor.
Grandes e suntuosas construções erguiam-se
por toda parte, o comércio local atraía
compradores de toda a proximidade, a vida
noturna era agitadíssima. Grupos de visitantes
eram levados para pontos estratégicos para
serem orientados por um agente turístico sobre
as maravilhas da cidade. Como não podia deixar
de ser, a arrecadação da Prefeitura local
também era das melhores.
181 -. Compare o Texto I com o Texto II e
avalie as afirmativas.
I. No Texto I, o último verso funciona como
elemento surpresa, pois introduz um comentário
que muda totalmente a proposta do poema.
II. No Texto II, o narrador confere um tom
irônico e bem-humorado à narrativa e faz uso da
gíria para caracterizar a fala dos habitantes do
lugar.
III. Nos dois textos, as cidades às quais os
autores se referem são reais, embora
apresentem também características
fantasmagóricas.
IV. No Texto II, em alguns momentos, o
narrador dialoga com o leitor, na tentativa de
torná-lo cúmplice do que pretende relatar.
Está de acordo com os textos o que se afirma
SOMENTE em
a) I.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I, II e IV.
182 - Considere as afirmações seguintes e
assinale a CORRETA.
a) Os termos “cidadequalquerianos” e
“nadopolenses” (Texto II) constituem
neologismos, entendendo-os como aquelas
unidade lexicais que são sentidas como novas
na comunidade linguística.
b) O título do Texto II tem uma conotação
negativa expressa pela noção de insuficiência
contida na palavra “versus”
c) Uma das diferenças entre os textos I e II é
que o Texto II apresenta uma redação que não
exige tanta inferência e não carrega tanto
conteúdo pressuposto no Texto I.
d) No Texto II há alternância de traços
narrativos e dissertativos ao longo dos
parágrafos, com ausência de traços descritivos
mesclados a comentários interpretativos.
183 - Transpondo corretamente para a voz
ativa a oração “para serem orientados por um
agente turístico” (Texto II, § 3), obtém-se:
TESTES - PORTUGUÊS
20 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
a) para que fossem orientados por um agente
turístico.
b) para um agente turístico os orientarem.
c) para que um agente turístico lhes
orientassem.
d) para um agente turístico instruí-los.
184 - Sobre o Texto I, é possível afirmar que
o poema.
a) mostra, com sentimento piedoso e
comiseração, o desajuste existencial do homem
diante da vida.
b) aborda, com uma linguagem sintética, a
monotonia e o tédio que predominam em
pequenas cidades do interior.
c) enfoca uma preocupação de ordem política
e social que sintetiza o “sentimento do mundo”
do sujeito lírico.
d) enfatiza uma visão nostálgica do passado,
por meio de uma linguagem simples e pouco
elaborada.
185 - No texto I, constitui um ingrediente
discursivo utilizado pelo poeta.
a) o uso também da linguagem coloquial, que
se desvia do padrão culto da língua.
b) a exposição argumentativa de ideias, que
se efetiva pela ausência de linguagem figurada.
c) a linguagem verbal articulada com
situações imagéticas, para dar mais veracidade
aos fatos.
d) os recursos de natureza narrativa que
visam a estabelecer um constante diálogo com o
leitor.
GABARITO
001-A 002-D 003-C 004-E 005-D
006-C 007-A 008-D 009-C 010-D
011-A 012-D 013-B 014-C 015-D
016-B 017-D 018-C 019-B 020-B
021-A 022-B 023-C 024-B 025-E
026-B 027-C 028-E 029-B 030-E
031-A 032-D 033-E 034-C 035-A
036-B 037-D 038-E 039-D 040-B
041-B 042-A 043-C 044-C 045-C
046-B 047-E 048-D 049-C 050-A
051-C 052-D 053-C 054-E 055-D
056-C 057-B 058-B 059-A 060-E
061-D 062-C 063-D 064-A 065-C
066-B 067-D 068-C 069-D 070-A
071-B 072-C 073-E 074-C 075-A
076-B 077-E 078-A 079-B 080-A
081-B 082-D 083-C 084-D 085-A
086-C 087-C 088-C 089-A 090-D
091-B 092-C 093-B 094-D 095-C
096-C 097-D 098-B 099-D 100-B
101-D 102-C 103-C 104-A 105-C
106-B 107-C 108-A 109-D 110-E
111-E 112-A 113-A 114-D 115-B
116-C 117-D 118-B 119-D 120-C
121-C 122-E 123-A 124-C 125-D
126-A 127-D 128-E 129-B 130-D
131-C 132-C 133-D 134-A 135-A
136-B 137-B 138-D 139-D 140-C
141-A 142-B 143-C 144-A 145-B
146-D 147-D 148-A 149-B 150-C
151-B 152-A 153-E 154-B 155-E
156-A 157-E 158-C 159-D 160-A
161-A 162-C 163-D 164-B 165-E
166-D 167-A 168-C 169-B 170-A
171-A 172-B 173-A 174-B 175-A
176-B 177-B 178-A 179-C 180-C
181-C 182-A 183-D 184-B 185-A
TESTES - PORTUGUÊS
21 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
TEXTO 1 (questões de 01 a 04)
A importância da participação da família no
desenvolvimento da criança é indiscutível, mas,
neste século, os pais deixaram de lado a
educação dos filhos, já que esperam que tudo
venha da escola. Sem a transmissão de valores,
a criança tem dificuldade em processar
mentalmente estímulos, de relacionar fatos e
estabelecer a importância entre eles. Deixa,
portanto, de aprender com os erros do passado.
O processo de mediação pode estar presente
em qualquer situação do dia a dia. Numa viagem
de férias, uma mãe estará mediando o
aprendizado de seu filho, ao juntar ao lazer
algumas histórias sobre o local, ao chamar a
atenção para a arquitetura ou o comportamento
das pessoas.MORAES, Rita. Deixe-me pensar. Isto é, 30
jun.1998. (Adaptado)
01. Segundo o texto 1,
A) o processo ensino-aprendizagem é
bastante discutido nos contextos sociais.
B) inegavelmente, é de grande significância o
papel da família no tocante ao desenvolvimento
da criança.
C) indubitavelmente, na atualidade, família e
escola caminham sempre juntas em prol da
formação das crianças.
D) é incontestável que hoje a escola pouco
participa do desenvolvimento da criança.
E) a relevante atuação da família no
desenvolvimento da criança tem gerado
discussões calorosas e bastante frutíferas.
02. Existe, em uma das alternativas, uma
mensagem que NÃO foi apontada pelo texto
1. Assinale-a.
A) A não transmissão de valores às crianças
gera grande prejuízos em relação ao seu
desenvolvimento.
B) Neste século, tem sido pouco expressiva a
contribuição dos pais no tocante à educação dos
filhos.
C) A mediação no processo educacional
entre pais e filhos existe exclusivamente em
momentos emergenciais.
D) Na atualidade, os pais delegam à escola a
responsabilidade de educar os seus filhos.
E) Sem estar consciente dos valores, a
criança não tem condições de relacionar fatos e
indicar a relevância existente entre eles.
03. Observe os termos abaixo
sublinhados. Em seguida, assinale a
alternativa que apresenta a justificativa
CORRETA para o acento existente no termo
sublinhado.
A) "A importância da participação da família
no desenvolvimento da criança..." - paroxítona
terminada em hiato.
B) "...a criança tem dificuldade em processar
mentalmente estímulos..." - a tonicidade recai na
penúltima sílaba.
C) "Numa viagem de férias, uma mãe estará
mediando o aprendizado..." - proparoxítona
terminada em ditongo.
D) "A importância da participação da família
no desenvolvimento da criança é indiscutível..." -
paroxítona terminada em “l”.
E) "...mas neste século, os pais deixaram de
lado a educação dos filhos..." - a tonicidade recai
na penúltima sílaba.
04. Observe o fragmento de texto abaixo:
"Numa viagem de férias, uma mãe estará
mediando o aprendizado de seu filho, ao juntar
ao lazer algumas histórias sobre o local."
Sobre ele, tem-se que:
A) o verbo sublinhado exige um complemento
apenas, e este vem regido de preposição.
B) "sobre o local" se liga ao termo "histórias",
sendo exemplo, portanto, de regência nominal.
C) "algumas histórias" é o único
complemento do verbo sublinhado e não vem
regido de preposição.
D) "ao lazer" se liga ao verbo sublinhado,
exprimindo circunstância modal.
E) o verbo sublinhado não pede
complemento.
TEXTO 2 (questões 05 e 06)
LEMBRANÇA DO MUNDO ANTIGO
Clara passeava no jardim com as crianças.
O céu era verde sobre o gramado, a água era
dourada sob as pontes, outros elementos eram
azuis, róseos, alaranjados, o guarda-civil sorria,
passavam bicicletas, a menina pisou a relva
para pegar um pássaro, o mundo inteiro, a
Alemanha, a China, tudo era tranquilo em redor
de Clara.
As crianças olhavam para o céu: não era
proibido.
A boca, o nariz, os olhos estavam abertos.
Não havia perigo.
Os perigos que Clara temia eram a gripe, o
calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das 11
horas, esperava cartas que custavam a chegar.
Nem sempre podia usar vestido novo. Mas
passeava no jardim, pela manhã!!!
Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Sentimento do
mundo. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro. José
Aguilar, 1973. p. 115.
TESTES - PORTUGUÊS
22 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
05. Do texto 2, extrai-se que
A) Clara era uma adolescente inquieta que
abominava a natureza.
B) o cenário retratado por Drummond se
cercava de uma misantropia ímpar.
C) às vezes, Clara se via privada de adquirir
roupas novas.
D) a personagem do poema receava ser
impedida de viajar de trem.
E) a entrega de correspondência se
processava com muita pontualidade.
06. Sobre Sinais de Pontuação, analise os
itens abaixo:
I. "...outros elementos eram azuis, róseos,
alaranjados..."
II. "A boca, o nariz, os olhos estavam
abertos."
III. "Havia jardins, havia manhãs naquele
tempo!!!"
IV. "...o guarda-civil sorria, passavam
bicicletas..."
V. "Os perigos que Clara temia eram a gripe,
o calor, os insetos."
VI. "nem sempre podia usar vestido novo.
Mas passeava no jardim, pela manhã!!! "
Em apenas uma das alternativas abaixo, a
justificativa está em consonância com as normas
vigentes em relação ao emprego da vírgula.
Assinale-a.
A) No item I, as vírgulas separam orações
coordenadas.
B) Apenas nos itens I e II, as vírgulas
separam elementos de mesma função sintática.
C) No item III, as exclamações poderiam ser
substituídas por um ponto e vírgula.
D) Nos itens IV e V, as vírgulas obedecem à
mesma regra de pontuação das vírgulas
existentes nos itens II e III.
E) No item VI, a vírgula isola adjuntos
adverbiais.
TEXTO 3 (questão 07 e 08)
Cena do crime
Doutor Fé
Para vencer um gigante, devemos ir até ele,
ir à ―cena do crimeǁ, como dizem os policiais.
Fugir é a pior das escolhas. Ao fugir, junto
também foge a sua chance de tornar-se um
grande guerreiro.
07. De acordo com o texto 3,
A) para os policiais, a fuga é uma estratégia
de ação de grande valia.
B) caso o policial fuja, ampliam-se as
chances de ele ser evidenciado.
C) evadir-se do local do crime concorre para
premiar policiais guerreiros.
D) para se tornar guerreiro, o policial precisa
vencer as adversidades.
E) ser arrogante nos momentos cruciais põe
em evidência a vida do policial.
08. Analise os comentários abaixo sobre o
texto 3:
I. No trecho "à cena do crime", a crase é
facultativa.
II. O termo "como" inicia uma oração
subordinada comparativa.
III. No trecho "foge a sua chance de tornar-
se...", a crase é facultativa, considerando-se
estar diante de pronome possessivo.
Está INCORRETO o que se afirma em
A) I, apenas. B) II, apenas. C) I e II, apenas.
D) I e III, apenas. E) I, II e III.
TEXTO 4 (questão 09)
UM CORPO ESTENDIDO NO CHÃO
Autor desconhecido
- Mãe, há um corpo estendido no chão.
- O que você está dizendo, Pedrinho?
- É isso, mãe, um homem foi morto lá na
esquina.
- Nossa! O que vamos fazer agora?
Juntos, mãe e filho, apavorados, corriam de
um lado para o outro, atônitos. Chega um carro
e, vagarosamente, decide parar próximo ao local
do incidente. Desce um homem, uma mulher,
ambos aparentando 50 anos. Uma criança
permanece no automóvel. Ainda bebê, de quase
06 meses, dorme tranquila. Havia rumores de
que, bêbado, o homem caído, um adulto de seus
quase 60 anos, tentara atravessar a avenida, e
um carro desenvolvendo alta velocidade o
deixara estendido no chão. Não um crime, mas
uma irresponsabilidade humana, mais uma
vítima de alcoolismo.
09. Observe os fragmentos do texto 4,
relacionados abaixo:
I. "Juntos, mãe e filho, apavorados, corriam
de um lado para o outro, atônitos. Chega um
carro e, vagarosamente, decide parar próximo
ao local do crime."
II. "Desce um homem, uma mulher, ambos
aparentando 50 anos."
III. "Havia rumores de que, bêbado, o homem
caído..."
Sobre eles, está CORRETO o que se afirma
na alternativa:
A) No item I, caso o sujeito fosse composto
de dois termos femininos, os adjetivos "juntos",
"apavorados" e "atônitos" se manteriam
inalterados em sua grafia.
B) No item II, estaria correto também se o
verbo sublinhado estivesse no plural,
concordando com ambos os sujeitos.
TESTES - PORTUGUÊS
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C) No item III, se o verbo sublinhado fosse
substituído por "existir", mantendo-se o mesmo
tempo verbal, estaria correto o trecho: Existia
rumores de que, bêbado, o homem caído...
D) "de que, bêbado, o homem caído, um
adulto de seus quase 60 anos, tentara
atravessar a avenida..." - se o termo "homem"
fosse substituído por "mulher", estaria correto o
trecho: de que, bêbada, a mulher caída, um
adulto de seus quase 60 anos, tentou atravessar
a avenida...
E) "Uma criança permanece no automóvel.
Ainda bebê, de quase 06 meses, dorme
tranquila." - se o termo sublinhado fosse
permutado por "duas", mantendo-se o tempo
verbal dos verbos, estaria correto o seguinte
trecho: Duas crianças permaneceram no
automóvel. Ainda bebês de quase 6 meses,
dormiam tranquilas.
10. Sobre REDAÇÃO OFICIAL, assinale a
alternativa CORRETA.
A) Memorando é um tipo de comunicação
existente entre unidades administrativas de
órgãos diferentes.
B) Vossa Excelência deve ser usado apenas
para Presidente e Vice-Presidente da República
e Ministros de Estado.
C) O termo "Atenciosamente" é usado em
fecho destinado a autoridades de mesma
hierarquia ou de hierarquia inferior.
D) Caso se dirija a autoridades
governamentais, a redação admite termos
rebuscados e linguagem um tanto complexa.
E) O que caracteriza a redação dos
documentos oficiais é a pessoalidade, a
imprecisão e a falta de clareza.
Leia o texto abaixo e responda ao que se
pede.
Existe no Oceano Pacífico uma ilha feita de
duas montanhas. É como se alguém tivesse
colado dois grandes montes de terra no meio do
mar. A maior chama-se Tristeza e a menor,
Alegria.
Dizem que há muitos anos atrás a Alegria era
maior e mais alta que a Tristeza. Dizem também
que, por causa de um terremoto, parte da
Alegria caiu no mar e afundou, deixando a
montanha do jeito que está hoje.
Ninguém sabe se isso é mesmo verdade.
Verdade é que ao pé desses dois cumes,
exatamente onde eles se encontram, mora uma
menina chamada
Aleteia e sua avó.
Aleteia e a avó são como as montanhas:
duas pessoas que estão sempre juntas.
Hoje Aleteia é menor, mais baixa que sua
avó; acontece que daqui a algum tempo,
ninguém sabe quando, Aleteia vai acordar e
estará mais alta que a avó. Aleteia vai crescer e
eu acho que, quando esse dia chegar, elas
ainda estarão juntas. Igual às montanhas da ilha.
Um dia Aleteia perguntou: “Vovó, quem fez o
mundo?”, e sua avó respondeu: “Deus”.
- Todo ele?
- Sim, todo.
- Sozinho?
- Sim, sozinho.
Aleteia saiu da sala com aquela conversa na
cabeça. Não estava convencida. Pensou muito a
respeito do assunto. Para raciocinar melhor, saiu
para caminhar e caminhou muito pela ilha.
Pensava sozinha, pensava em voz alta e
começou a dividir seus pensamentos com as
coisas que lhe apareciam pelo caminho: folhas,
árvores, pedras, formigas, grilos, etc.
Deus tinha criado o mundo sozinho?
(KOMATSU, Henrique. A menina que viu
Deus. p.3-6, formato eletrônico, fragmento.)
11. Segundo o autor, na ilha, a diferença
entre as montanhas de hoje e as de antigamente
era que:
(A) as duas eram da mesma altura.
(B) a Tristeza era mais alta que a Alegria.
(C) a Alegria era mais alta que a Tristeza.
(D) eram coloridas e agora não.
12. De acordo com o texto, o fato de a
montanha Alegria estar na condição em que está
atualmente se deve a:
(A) terremoto.
(B) um vendaval.
(C) uma tempestade.
(D) uma erupção vulcânica.
13. As personagens do texto que residem na
ilha são:
(A) Aleteia e a mãe.
(B) Aleteia e a avó.
(C) A mãe de Aleteia e a avó.
(D) Aleteia com os irmãos.
14. A maior curiosidade da menina, conforme
o texto era saber:
(A) sobre o mundo das formigas.
(B) como se formou a ilha.
(C) por que Alegria diminuiu.
(D) quem fez o mundo.
05 A frase do texto que indica a descrença na
15. A resposta da avó é:
(A) “- Todo ele?”
(B) “ – Sozinho?”
(C) “Não estava convencida”
(D) “Vovó quem fez o mundo?”
TESTES - PORTUGUÊS
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16. Dentre as alternativas abaixo, a que
apresenta um elemento da natureza com o qual
a menina NÃO compartilhou suas dúvidas é:
(A) grilos.
(B) pedras.
(C) nuvens.
(D) árvores.
17. Os nomes das montanhas Tristeza e
Alegria formam um par de:
(A) antônimos.
(B) sinônimos.
(C) homônimos.
(D) parônimos.
18. Das frases abaixo, a que NÃO apresenta
uma comparação é:
(A) Aleteia e a avó são como montanhas.
(B) Hoje Aleteia é menor, mais baixa que sua
avó.
(C) Aleteia vai acordar e estará mais alta que
a avó.
(D) Pensou muito a respeito do assunto.
19. Em “... ao pé desses dois ciúmes...” a
palavra destacada significa:
(A) local íngreme de um terreno.
(B) parte mais alta de um monte.
(C) parte mais elevada do telhado.
(D) onde se planta cominho.
20. Para o preenchimento CORRETO das
lacunas na frase “A menina não tinha o
________ costume de duvidar da avó, _______,
naquele assunto,________ havia terminado a
conversa, ela foi perguntar à natureza.”,
empregam-se, respectivamente, as formas:
(A) mau, mais, mal.
(B) mau, mas, mal.
(C) mal, mas, mau.
(D) mal, mais, mal.
21. Na frase “Aleteia e a avó são como as
montanhas:”, o pronome que substitui
corretamente a expressão grifada é:
(A) ela.
(B) eles.
(C) nós.
(D) elas.
22. No trecho “Existe no Oceano Pacífico
uma ilha feita de duas montanhas.”, a palavra
grifada segue a mesma regra de acentuação
que:
(A) árvores.
(B) vovó.
(C) também.
(D) estará.
23. A alternativa em que todas as palavras
retiradas do texto apresentam a mesma classe
gramatical é:
(A) oceano, terra, alta.
(B) sobre, para, ela.
(C) montanha, ilha, avó.
(D) dizem, estão, juntas.
24. Se você __________________ Deus, o
que lhe_________________?
Completando-se as lacunas com os verbos
nos tempos adequados, as formas corretas são:
(A) encontrasse / pedirá.
(B) encontrar / pediu.
(C) encontrasse / pediria.
(D) encontrava / pede.
25. Dentre as palavras abaixo, a que NÃO
apresenta dígrafo é:
(A) terremoto.
(B) montanha.
(C) pessoas.
(D) tristeza.
Leia o texto abaixo e responda às
questões propostas.
Primavera
1 A primavera chegará, mesmo que ninguém
mais saiba seu nome, nem acredite no
calendário, nem possua jardim para recebê-la. A
inclinação do sol vai marcando outras sombras;
e os habitantes da mata, essas criaturas naturais
que ainda circulam pelo ar e pelo chão,
começam a preparar sua vida para a primavera
que chega.
2 Finos clarins que não ouvimos devem soar
por dentro da terra, nesse mundo confidencial
das raízes,
— e arautos sutis acordarão as cores e os
perfumes e a alegria de nascer, no espírito das
flores.
3 Há bosques de rododendros que eram
verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os
palácios de Jaipur. Vozes novas de passarinhos
começam a ensaiar as árias tradicionais de sua
nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas
apressam-se pelos ares, — e certamente
conversam: mas tão baixinho que não se
entende.
4 Oh! Primaveras distantes, depois do branco
e deserto inverno, quando as amendoeiras
inauguram suas flores, alegremente, e todos os
olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
5 Esta é uma primavera diferente, com as
matas intactas, as árvores cobertas de folhas, —
e só os poetas, entre os humanos, sabem que
uma Deusa chega, coroada de flores, com
vestidos bordados de flores, com os braços
TESTES - PORTUGUÊS
25 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
carregados de flores, e vem dançar nestemundo
cálido, de incessante luz.
6 Mas é certo que a primavera chega. É certo
que a vida não se esquece, e a terra
maternalmente se enfeita para as festas da sua
perpetuação.
7 Algum dia, talvez, nada mais vai ser
assim.
Algum dia, talvez, os homens terão a
primavera que desejarem, no momento em
que quiserem, independentes deste ritmo,
desta ordem, deste movimento do céu. E os
pássaros serão outros, com outros cantos e
outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso
os ouvirem não terão nada mais com tudo
aquilo que, outrora, se entendeu e amou.
8 Enquanto há primavera, esta primavera
natural, prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar
azul.
Escutemos estas vozes que andam nas
árvores, caminhemos por estas estradas que
ainda conservam seus sentimentos antigos:
lentamente estão sendo tecidos os manacás
roxos e brancos; e a euforia se vai tornando
pulquérrima, em cada coroa vermelha que
desdobra. Os casulos brancos das gardênias
ainda estão sendo enrolados em redor do
perfume. E flores agrestes acordam com suas
roupas de chita multicor.
9 Tudo isto para brilhar um instante, apenas,
para ser lançado ao vento, — por fidelidade à
obscura semente, ao que vem, na rotação da
eternidade.
Saudemos a primavera, dona da vida — e
efêmera.
(MEIRELES, Cecília. "Cecília Meireles - Obra
em Prosaǁ, Vol. 1. Nova Fronteira: Rio de
Janeiro, 1998, p. 366.)
26. A respeito do texto pode-se afirmar que:
(A) apenas nos bosques e jardins é que se
observam as transformações da natureza que
anunciam a chegada da primavera.
(B) a chegada da primavera é um fenômeno
natural de beleza ímpar, que se manifesta pelo
movimento do sol e pelas alterações na fauna e na
flora.
(C) se os homens insistirem em agredir a
natureza corre-se o risco de não mais haver o
ciclo das estações e, com isso, desaparecer a
primavera.
(D) a durabilidade da estação da primavera
está condicionada aos poetas, porque só estes,
entre os humanos, apreciam sua beleza e
exuberância.
27. De acordo com o texto, são sinais de
chegada da primavera os abaixo relacionados,
EXCETO:
(A) ―Há bosques de rododentros que eram
verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os
palácios de Jaipur.ǁ (3º §)
(B) ―a terra maternalmente se enfeita para
as festas da sua perpetuação.ǁ (6º §)
(C) ―e os ouvidos que por acaso os ouvirem
não terão nada mais com tudo aquilo que,
outrora, se entendeu e amou.ǁ (7º §)
(D) ―lentamente estão sendo tecidos os
manacás roxos e brancosǁ (8º §)
28. ―A primavera chegará, mesmo que
ninguém mais saiba seu nome...ǁ (1º §)
Para que seja mantido o sentido original da
segunda oração do fragmento acima, pode-se
redigi-la da seguinte forma:
(A) se bem que ninguém mais saiba seu
nome.
(B) visto ninguém mais saber seu nome.
(C) caso ninguém mais saiba seu nome.
(D) a ponto de ninguém mais saber seu
nome.4
29. ―...e os habitantes da mata, essas
criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e
pelo chão, começam a preparar sua vida para a
primavera que chega.ǁ (1º §)
No fragmento acima, as vírgulas foram
empregadas para:
(A) marcar termo adverbial intercalado.
(B) isolar oração adjetiva explicativa.
(C) enfatizar o termo sujeito em relação ao
predicado.
(D) separar termo em função de aposto.
30. ―Há bosques de rododendros...ǁ (3º §)
Das alterações feitas na redação da oração
acima, está em DESACORDO com as normas
de concordância a seguinte:
(A) Existem bosques de rododendros.
(B) Deve haver bosques de rododendros.
(C) Hão de existir bosques de rododendros.
(D) Haviam bosques de rododendros.
31. I – ―...e vem dançar neste mundo
CÁLIDO, de incessante luz.ǁ (5º §)
II – ―...e a eufórbia se vai tornando
PULQUÉRRIMA, em cada coroa vermelha
que desdobra.ǁ (8º §)
III - ―Saudemos a primavera, dona da vida
— e EFÊMERA.ǁ (9º §)
A opção em que estão expressos,
respectivamente, os sinônimos dos adjetivos em
destaque acima é:
(A) caloroso / belíssima / passageira.
(B) apaixonado / riquíssima / interminável.
(C) experiente / amabilíssima / momentânea.
(D) astucioso / agradabilíssima /
perecedoura.
TESTES - PORTUGUÊS
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32. A informação sobre o referente do
pronome em destaque está INCORRETA em:
(A) ―começam a preparar SUA vida para a
primavera que chegaǁ (1º §) / habitantes da
mata.
(B) ―começam a ensaiar as árias
tradicionais de SUA naçãoǁ (3º §) / passarinhos.
(C) ―para as festas da SUA perpetuaçãoǁ
(6º §) / festas.
(D) ―E flores agrestes acordam com SUAS
roupas de chita multicorǁ (8º §) / flores agrestes.
33. ―...por fidelidade à obscura semente...ǁ
(9º §) Das alterações feitas no fragmento acima,
há erro no emprego do acento indicativo da
crase em:
(A) por fidelidade àquela obscura semente.
(B) por fidelidade à essa obscura semente.
(C) por fidelidade à mesma obscura semente.
(D) por fidelidade à nova e obscura semente.
34. ―Algum dia, talvez, os homens terão a
primavera que desejarem, no momento em que
quiserem...ǁ (§ 7)
Das alterações feitas na passagem acima,
está INADEQUADA a correlação entre os
tempos verbais em:
(A) Algum dia, talvez, os homens teriam a
primavera que desejarem, no momento em que
quiserem.
(B) Algum dia, talvez, os homens tenham a
primavera que desejam, no momento em que
queiram.
(C) Algum dia, talvez, os homens tivessem a
primavera que desejavam, no momento em que
queriam.
(D) Algum dia, talvez, os homens terão a
primavera que desejam, no momento em que
queiram.
35. ―Enquanto há primavera, esta primavera
natural, prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar
azul.ǁ (§ 8)
Das alterações feitas na oração adjetiva do
período acima, está INADEQUADA ao padrão
culto da língua a seguinte:
(A) prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, aos quais são atribuídas
funções primaveris.
(B) prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, sob os quais reflete o nascer
do sol.
(C) prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, para os quais a natureza
acena.
(D) prestemos atenção ao sussurro dos
passarinhos novos, cujos beijinhos tanto
agradam ao ar azul.
36. Texto 1
Como toda publicidade, esta (texto 1)
também deseja vender o produto anunciado;
para isso apela para um conjunto de estratégias.
Entre as indicadas abaixo, aquela que NÃO
pode ser considerada objetivamente como um
incentivo à venda do refrigerador acima é:
(A) indicar a quantidade de portas (1) e sua
capacidade de 239 litros;
(B) mostrar na quantidade de estrelas a
opinião dos consumidores;
(C) revelar a redução do preço do produto, de
R$1.049 para R$899;
(D) possibilitar ao consumidor várias formas
de pagamento;
(E) encaminhar o cliente para a possibilidade
de compartilhamento de informações.
37. O cartaz publicitário do refrigerador (texto
1) contém duas frases com a forma verbal no
imperativo: “compartilhe este produto” e “veja
outras formas de pagamento”. O valor desse
modo verbal nas frases destacadas é o de:
(A) impor uma vontade ao interlocutor;
(B) incentivar o leitor a fazer algo;
(C) ordenar ao cliente a execução de uma
ação;
(D) pedir ao consumidor a realização de uma
tarefa;
(E) aconselhar o comprador a executar um
ato.
Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao
espaço profundo desde o programa Apollo, da
década 1970, com o objetivo de enviar
astronautas a Marte até 2030 está sendo
preparada pela Nasa (agência espacial norte-
americana). O primeiro passo para a
concretização desse desafio será dado nesta
sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula
Orion, da base da agência em Cabo Canaveral,
na Flórida, nos Estados Unidos. O lançamento
estavaprevisto originalmente para esta quinta-
TESTES - PORTUGUÊS
27 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
feira (4), mas devido a problemas técnicos foi
reagendado para as 7h05 (10h05 no horário de
Brasília).” (Ciência, Internet Explorer).
38. Esse fragmento de um texto informativo
mostra um conjunto de elementos que
estruturam esse gênero textual; o elemento que
aparece inadequadamente identificado é:
(A) o quê / a primeira missão tripulada a
Marte;
(B) quando / na década de 1970;
(C) onde / Cabo Canaveral, na Flórida;
(D) para quê / enviar astronautas a Marte;
(E) quem / Nasa, agência espacial norte-
americana.
39. Os segmentos abaixo, retirados do texto
2, que documentam formas de voz passiva são:
(A) foi reagendado para as 7h05 / está sendo
preparada pela Nasa;
(B) está sendo preparada pela Nasa / o
objetivo de enviar astronautas a Marte;
(C) o objetivo de enviar astronautas a Marte /
será dado nesta sexta-feira;
(D) será dado nesta sexta-feira / o
lançamento estava previsto;
(E) o lançamento estava previsto / foi
reagendado para as 7h05.
40. O segmento do texto 2 que mostra uma
participação do enunciador no texto informativo
é:
(A) “A primeira missão tripulada ao espaço
profundo desde o programa Apollo, da década
1970, com o objetivo de enviar astronautas a
Marte até 2030”;
(B) “ O primeiro passo para a concretização
desse desafio será dado nesta sexta-feira (5)”;
(C) “... com o lançamento da cápsula Orion,
da base da agência em Cabo Canaveral, na
Flórida, nos Estados Unidos”;
(D) “O lançamento estava previsto
originalmente para esta quinta-feira”;
(E) “...devido a problemas técnicos foi
reagendado para as 7h05 (10h05 no horário de
Brasília)”.
41. A preocupação com a precisão
informativa só NÃO está presente, no texto 2, na
seguinte circunstância:
(A) explicitação da sigla “Nasa”;
(B) indicação da sexta-feira referida;
(C) identificação da quinta-feira já passada;
(D) correspondência de horários EUA e
Brasil;
(E) revelação da fonte de informações do
texto.
42. “O primeiro passo para a concretização
desse desafio será dado nesta sexta-feira (5),
com o lançamento da cápsula Orion, da base da
agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos
Estados Unidos.”
Transformando o segmento “para a
concretização desse desafio” em uma oração
desenvolvida, a forma adequada será:
(A) para concretizar-se esse desafio;
(B) para concretar-se esse desafio;
(C) para que se concretize esse desafio;
(D) para que esse desafio fosse concretizado;
(E) para que esse desafio seja concretado.
43. “com o lançamento da cápsula Orion, da
base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida,
nos Estados Unidos.”
Os termos sublinhados se encarregam da
localização do lançamento da cápsula referida; o
critério para essa localização também foi
seguido no seguinte caso: Os protestos contra
as cotas raciais ocorreram:
(A) em Brasília, Distrito Federal, na região
Centro-Oeste;
(B) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul,
região Sul;
(C) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;
(D) em São Paulo, São Paulo, Brasil;
(E) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.
Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase
Crescente no signo de Gêmeos e vai
movimentar tudo o que diz respeito à sua vida
profissional e projetos de carreira. Os próximos
dias serão ótimos para dar andamento a projetos
que começaram há alguns dias ou semanas. Os
resultados chegarão rapidamente”.
44. O texto 3 é relativo ao horóscopo do
signo de Gêmeos, consultado no dia 6 de
dezembro de 2014; o exemplo que é inadequado
à marca desse tipo de gênero textual é:
(A) a presença de formas verbais no futuro,
como “vai movimentar”;
(B) a predominância de previsões positivas,
como “serão ótimos”;
(C) a utilização de jargão da área de
astrologia, como “entra em sua fase Crescente”;
(D) o emprego de vocábulos de sentido
pouco específico, como “os resultados
chegarão”;
(E) o emprego de pronomes diretamente
relacionados ao interlocutor, como “em sua fase
Crescente”.
45. O texto 3 mostra exemplos de emprego
correto do “a” com acento grave indicativo da
crase – “diz respeito à sua vida profissional”.
TESTES - PORTUGUÊS
28 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
A frase abaixo em que o emprego do acento
grave da crase é corretamente empregado é:
(A) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;
(B) começaram à chorar assim que leram as
previsões;
(C) o horóscopo dizia à cada leitora o que
devia fazer;
(D) o leitor estava à procura de seu destino;
(E) o astrólogo previa o futuro passo à passo.
46. O texto 3 mostra também um emprego
adequado de forma do verbo haver em “projetos
que começaram há alguns dias ou semanas”.
A frase abaixo em que essa mesma forma foi
empregada adequadamente é:
(A) o horóscopo já estava publicado há cerca
de dez dias;
(B) o leitor estava há duas horas dali;
(C) o astrólogo só será visto daqui há dois
anos;
(D) o horóscopo não se refere há anos
passados;
(E) o texto está há 20 centímetros do final da
página.
Texto 4 - “Será que Jesus Cristo
verdadeiramente existiu? Ou têm razão aqueles
que o tomam apenas como uma figura lendária,
como um símbolo criado para dar sustentação à
fé cristã? Esse questionamento ressurge a cada
obra literária ou cinematográfica sobre Jesus
lançada no mercado, ou a cada descoberta
arqueológica divulgada pela comunidade
científica e envolvendo o assunto.” (Paul L.
Maier, Jesus, verdade ou mito?)
47. O fragmento de texto acima se inclui
entre os textos do gênero argumentativo porque:
(A) é introduzido por perguntas retóricas;
(B) se compromete a relatar fatos;
(C) estabelece uma discussão a ser
explorada;
(D) se refere a um fato histórico;
(E) explora um tema ligado à religiosidade.
48. “um símbolo criado para dar sustentação
à fé cristã?”; a forma adequada de uma oração
desenvolvida correspondente à oração reduzida
do fragmento dado é:
(A) para que se dê sustentação à fé cristã;
(B) para que seja dada sustentação à fé
cristã;
(C) para a sustentação da fé cristã;
(D) para que se desse sustentação à fé
cristã;
(E) para que sustentassem a fé cristã.
Texto 5 – “Dona Custódia não tinha ar de
empregada: era uma velha mirrada, muito bem
arranjadinha, mangas compridas, cabelos em
bandó num vago ar de camafeu – usava mesmo
um fechando-lhe o vestido ao pescoço. Mas via-
se que era humilde e além do mais impunha
dentro de casa certo ar de discrição e
respeito...”. (Fernando Sabino)
49. O texto 5 deve ser caracterizado como:
(A) argumentativo com tese de caráter
pessoal;
(B) narrativo com segmentos descritivos;
(C) descritivo com segmentos narrativos;
(D) narrativo com caráter histórico;
(E) descritivo com caracterização física e
psicológica.
50. “fechando-lhe o vestido ao pescoço”;
nesse segmento do texto 5, o pronome LHE tem
o mesmo valor que na frase seguinte:
(A) deu-lhe o prêmio merecido;
(B) ela lhe entregou a encomenda;
(C) beijou-lhe o rosto, envergonhado;
(D) o noivo lhe endereçou a carta;
(E) recomendou-lhe um novo medicamento.
51. “...mas via-se que era humilde”; o mesmo
valor do vocábulo SE aparece na frase seguinte:
(A) ela se considerava pessoa de respeito;
(B) eles não se viam há longo tempo;
(C) precisava-se de mais tempo para a
avaliação;
(D) entregou-se a foto solicitada;
(E) vive-se bem na região Sul.
52. Todas as frases abaixo são do gênero
descritivo; aquele quese apoia no sentido táctil,
é:
(A) a mãe tinha na mão fria a luva de lã
áspera;
(B) o quarto tinha o aspecto de um brechó;
(C) da cozinha emanava uma essência de
baunilha;
(D) do fundo do corredor vinha a algazarra
costumeira;
(E) na boca, o azedo da fruta.
Texto 6
TESTES - PORTUGUÊS
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53. Na tira do texto 6, a técnica gráfica
utilizada é a de mostrar a cena:
(A) de longe para perto;
(B) de perto para longe;
(C) do todo para as partes;
(D) das partes para o todo;
(E) de baixo para cima.
54. A frase “Deixamos eles bêbados”, dita por
Hagar no segundo quadrinho do texto 6, mostra
uma linguagem coloquial; a forma adequada à
norma culta seria:
(A) deixamo-nos bêbados;
(B) deixamos-nos bêbados;
(C) os deixamos bêbados;
(D) deixamo-los bêbados;
(E) deixamos-los bêbados.
55. A tira de Hagar (texto 6) é localizada
cronologicamente na época dos vikings;
graficamente, o item que NÃO apresenta
correlação temporal com essa época é:
(A) as vestimentas dos personagens;
(B) o emprego de espadas;
(C) o tipo de construção;
(D) as armas de artilharia;
(E) a estratégia de ataque.
Leia o texto abaixo e responda às
questões de 56 a 61.
O futebol de hoje, sob o puro aspecto
quantitativo, deixa o de ontem longe. É
acompanhado por multidões incalculáveis. Tem
a televisão a seu serviço, essa máquina de criar
fenômenos avassaladores. Movimenta
interesses e quantias estratosféricas. Até no
Japão e na Coreia – quem imaginaria? - é
popular. Uma Copa do Mundo, nos dias que
correm, é evento planetário como nenhum outro.
Já sob o ponto de vista da qualidade da relação
com o torcedor, o futebol atual perde. Havia um
vínculo afetivo entre o craque e o clube, o
craque e o torcedor e o torcedor e o clube, que
foi comprometido. Atentemos, para ter ideia
precisa do que se está tentando dizer, em duas
diferenças fundamentais entre o futebol de
ontem e o de hoje.
A primeira diz respeito ao uniforme. Antes, os
times apresentavam-se sempre com o mesmo.
Vá lá: não era sempre, era quase sempre. Havia
ocasiões - uma em cada dez, não mais que isso
- em que era preciso trocar de uniforme, pois o
do adversário era parecido. Trocava-se então
pelo uniforme reserva, que por sua vez era
sempre o mesmo, o único e mesmo uniforme
reserva. Hoje, o que acontece? O mesmo time
pode aparecer com a camisa branca num jogo,
listrada no seguinte, cinza no terceiro jogo e com
bolinhas e rendas no quarto, isso quando o time
alvinegro não se traveste de vermelho, o rubro-
negro de verde e o tricolor de um único e
inteiriço amarelo. Vale tudo, em favor do
contraste que a televisão julgar mais
conveniente para a transmissão.
A segunda diferença é que os times, antes,
permaneciam com as mesmas escalações por
anos a fio. Podia haver uma modificação pontual
aqui e ali, mas no geral, na base, no núcleo
duro, a escalação permanecia a mesma. Pode o
jovem leitor imaginar uma coisa dessas? Era um
tempo de estabilidade e permanência. Os
craques ficavam longamente, muitas vezes a
vida inteira, nos mesmos clubes. Em
consequência, acabavam se identificando com
eles. Não se precisa ir muito longe: isso
acontecia ainda nos anos 80. Zico era do
Flamengo. Zico era o Flamengo. Roberto
Dinamite era do Vasco. Um pouco mais para
trás, Ademir da Guia, chamado o Divino, a quem
João Cabral de Melo Neto dedicou um poema
que lhe descrevia o estilo melhor do que
qualquer comentarista esportivo (“Ademir impõe
com seu jogo / o ritmo de chumbo (e o peso) / da
lesma, da câmara lenta, / do homem dentro do
pesadelo”) era do Palmeiras. Era o Palmeiras. E
Pelé naturalmente era dos Santos, assim como
Garrincha era do Botafogo, apesar das
peregrinações por outros clubes impostas pelas
humilhações de fim de carreira.
Hoje, o que se vê? Tomem-se os craques da
seleção, os Edilsons e Luizões da vida. Em que
time joga? Mais adequado seria perguntar: em
que time está jogando neste momento, 3 da
tarde? E em qual estarão às 4? Se há tanta
inconstância, não há como firmar vínculo com os
clubes. Portanto, não há como firmar vínculo
com o torcedor. Como resultado, eis-nos
introduzidos a um futebol sem heróis. Ademir da
Guia tem uma estátua na sede do Palmeiras. Já
Romário, quem o homenageará? Nestes últimos
anos, ele jogou no Vasco e em seu contrário, o
Flamengo. Tanto para os torcedores de um
clube como do outro, ele é em parte herói e em
parte traidor.
(TOLEDO, Roberto Pompeu de. Rev. Veja,
10 / 04 / 002, p. 110.)
56. A partir da leitura do texto, pode-se inferir
com base nos argumentos do autor que:
(A) o futebol de outrora, do ponto de vista
qualitativo, era superior ao atual;
(B) tanto quantitativa como qualitativamente,
o futebol de ontem supera o de hoje;
(C) o futebol desenvolveu-se qualitativamente
em virtude da televisão;
(D) as causas do desenvolvimento
quantitativo do futebol não são bem
determinadas;
TESTES - PORTUGUÊS
30 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(E) os efeitos da queda na qualidade do
futebol se fazem ver nos estádios vazios.
57. Duas palavras podem sintetizar o
sentimento do autor em relação ao futebol de
ontem e o de hoje. São elas respectivamente:
(A) desprezo e expectativa;
(B) nostalgia e crítica;
(C) amor e ódio;
(D) critica e apologia;
(E) expectativa e nostalgia.
58. “Havia um vínculo afetivo entre o craque
e o clube, o craque e o torcedor e o torcedor e o
clube, que foi comprometido. Atentemos, para
ter ideia precisa do que se está tentando dizer,
em duas diferenças fundamentais entre o futebol
de ontem e o de hoje.”
Em relação ao fragmento, a resposta correta
encontra-se na alternativa:
(A) o sujeito da primeira oração do primeiro
período é indeterminado;
(B) o “que” que introduz a segunda oração do
primeiro período é um pronome relativo e inicia
uma oração subordinada substantiva;
(C) o “que” é um pronome relativo e exerce a
função sintática de sujeito e retoma a expressão
“vínculo afetivo”;
(D) o segundo período é composto por duas
orações;
(E) há no texto uma oração absoluta.
59. A mudança na ordem dos termos altera o
sentido fundamental do enunciado em:
(A) “É acompanhado por multidões
incalculáveis.” (linha 2) / É acompanhado por
incalculáveis multidões;
(B) “Até no Japão e na Coréia - quem
imaginaria? – é popular.” (linha 5) / No Japão e
na Coreia quem imaginaria? é até popular;
(C) “A primeira diz respeito ao uniforme.”
(linha 15) / Diz respeito a primeira ao uniforme;
(D) “Vá lá: não era sempre, era quase
sempre.” (linhas 16) / Vá lá: era quase sempre,
não era sempre;
(E) “Antes, os times apresentavam-se sempre
com o mesmo.” (linha 15) / Os times
apresentavam-se, antes, sempre com o mesmo.
60. “A primeira diz respeito ao uniforme.
Antes, os times apresentavam-se sempre com o
mesmo. Vá lá: não era sempre, era quase
sempre. Havia ocasiões - uma em cada dez, não
mais que isso - em que era preciso trocar de
uniforme, pois o do adversário era parecido.”
Em relação ao fragmento, o correto é afirmar
que:
(A) todas as vírgulas são empregadas
obedecendo às mesmas regras:
(B) os travessões marcam um juízo de valor;
(C) “ao uniforme” é objeto indireto;
(D) todos os verbos apresentam sujeito
simples;
(E) a palavra “adversário” é acentuada por
ser uma proparoxítona.
61. No segmento “Podia haver modificações
pontuais aqui e ali, mas no geral, na base, no
núcleo duro, a escalação permanecia a
mesma.”, a forma de reescritura,sem alterar o
sentido, está correta na alternativa:
(A) Podiam haver umas modificações
pontuais aqui e ali, mas no geral, na base, no
duro, a escalação permanecia a mesma;
(B) Podiam haver modificações pontuais aqui
e ali, mas no geral, na base, no duro, a
escalação permanecia a mesma;
(C) Podia existir modificações pontuais aqui e
ali, mas no geral, na base, no duro, a escalação
permanecia a mesma;
(D) Podiam existir modificações pontuais aqui
e ali, mas no geral, na base, no duro, a
escalação permanecia a mesma;
(E) Podia haver modificações pontuais aqui e
ali, mas no geral, na base, no duro, a escalação
permaneciam a mesma.
Leia o texto abaixo e responda às
questões a seguir.
Os primeiros anos do século XX marcaram o
surgimento, no Rio de Janeiro, de uma grande
novidade: o foot-ball, esporte de origem inglesa
que logo cairia no gosto das rodas elegantes da
cidade. Aparecendo inicialmente nos últimos
anos do século XIX por iniciativa de
estrangeiros, como os sócios do Payssandu
Cricket Club, o jogo é rapidamente assumido por
grupos de jovens estudantes que voltavam do
Velho Continente trazendo as novidades do tão
moderno esporte. Era o caso dos fundadores do
Fluminense Foot-ball Club. Criado em 1902 por
alguns entusiastas do jogo da bola, era o
primeiro clube do gênero na capital da
República. Já nos anos seguintes, porém,
surgiam outros clubes, como o Botafogo, que
ajudariam a definir junto com eles uma feição de
elegância e distinção para o futebol. Embora em
muitos colégios e em diferentes regiões da
cidade os jogos com bola já fossem apreciados
pelo menos desde a década de 1890, os sócios
destes clubes - autodenominados sportmen -
firmavam no Brasil um modelo de jogo com
regras e termos definidos, adotando os padrões
do foot-ball association inglês. Definiam com isto
de forma mais rígida uma ordenação para o
esporte, ligando-o definitivamente ao modo pelo
qual era praticado na Europa.
TESTES - PORTUGUÊS
31 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
Empolgando a rica mocidade carioca, o
futebol mostrava ter ainda, nos seus primeiros
anos na cidade, um caráter restrito. Longe de
ser um esporte nacional, o jogo era praticado
majoritariamente por jovens endinheirados que
iam fazendo dele um misto de diversão e de
distinção, na formação de clubes privados nos
quais pudessem reunir-se e praticar o esporte.
Os sócios destes clubes elegantes não
conseguiriam, porém, manter por muito tempo o
monopólio desta prática esportiva. O futebol, que
desde os primeiros anos do século vinha se
difundindo rapidamente pela cidade, alcançava
no fim da década de 1910 uma popularidade
ímpar. Segundo uma revista esportiva, ele já era
em 1919 o esporte “com maior número de
adeptos” no Rio de Janeiro. Esta grande
popularidade, que tirava do futebol o caráter de
um jogo elegante para poucos, impressionava
cronistas como Paulo Barreto, mais conhecido
pelo pseudônimo de João do Rio. Se ainda em
1910 Gilberto Amado, sem dar importância ao
jogo daqueles rapazes elegantes, afirmava que
o futebol não seria “assunto de intelectuais”, já
em 1916 Paulo Barreto declarava, sem receio, a
importância do jogo para a cidade - o que faz em
uma crônica assinada com o pseudônimo de
José Antonio José, um de seus personagens
narradores.(...)
Ligando o jogo às festas esportivas da
Antiguidade, como faria ainda em outras
crônicas – nas quais afirma explicitamente para
ele, pela boca de Godofredo de Alencar, uma
origem ligada aos jogos olímpicos de Delfos
(onde se realizavam os jogos em honra a Apolo),
definindo o futebol como o “renascimento de um
jogo grego” - Paulo Barreto mostrava a
grandiosa impressão que a popularização do
futebol lhe causava. Para ele, já neste momento
“a alteração geral é o sport, é o match”, o que
daria às disputas futebolísticas na cidade uma
dimensão nunca vista. Definitivamente, parecia
que algo havia mudado nos campos da cidade, e
o jogo dos rapazes elegantes transformara-se,
então, em um grande fenômeno de massas.
(PEREIRA, Leonardo A. de M. O jogo dos
sentidos: os literatos e popularização do futebol
no Rio de Janeiro).
62. Substituiu-se, em cada trecho abaixo, a
palavra sublinhada por outra de igual valor
semântico. O item em que a substituição resulta
em alteração do sentido original do texto é:
(A) “...o jogo é rapidamente assumido por
grupos de jovens estudantes que voltavam do
Velho Continente trazendo as novidades do tão
moderno esporte.” (linhas 7-9) / ...o jogo é
rapidamente absorvido
(B) “Já nos anos por grupos de jovens
estudantes que voltavam do Velho Continente
trazendo as novidades do tão moderno esporte.
seguintes, porém, surgiam outros clubes,
como o Botafogo...” (linhas 12-14) / Já nos anos
subsequentes
(C) “...adotando os , porém, surgiam outros
clubes, como o Botafogo... padrões do foot-ball
association inglês.” (linhas 20-21) / ...adotando
os modelos
(D) “...o que faz em uma crônica assinada
com o do foot-ball association inglês,
pseudônimo de José Antonio José, um de seus
personagens-narradores.” (linhas 46-48) / ...o
que faz em uma crônica assinada com o apelido
(E) “...Paulo Barreto de José Antonio José,
um de seus personagens-narradores, mostrava
a grandiosa impressão que a popularização do
futebol lhe causava.” (linhas 55-56) / ...Paulo
Barreto expunha a grandiosa impressão que a
popularização do futebol lhe causava.
63. A frase INCORRETA quanto à
concordância verbal, de acordo com as normas
da língua culta, é:
(A) Gilberto Amado foi um dos cronistas que
afirmou não ser o futebol um assunto de
intelectuais.
(B) Qual dentre os cronistas da época
afirmaram que o futebol não era assunto de
intelectuais?
(C) Poderia haver mais de um cronista que
afirmasse não ser o futebol um assunto de
intelectuais.
(D) Dez por cento da crônica especializada
da época achavam que futebol não seria
assunto de intelectuais.
(E) Um e outro cronista afirmavam ser o
futebol um esporte destinado às grandes
massas do povo.
64. Marque a alternativa em que todas as
palavras são acentuadas em obediência às
mesmas regras de acentuação:
(A) futebolísticas – século – pseudônimo;
(B) fenômeno – século – sócios;
(C) século – caráter – prática;
(D) ímpar – crônicas – importância;
(E ) José – já – elegância.
65. Em uma das alternativas o acento grave
indicativo de crase foi empregado
indevidamente. Indique-a:
(A) O povo foi ligando o jogo às festas
esportivas;
(B) A população daria às disputas
futebolísticas uma dimensão nunca vista;
(C) Sua torcida era semelhante à do time
adversário;
TESTES - PORTUGUÊS
32 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(D) Assistimos à partidas excelentes durante
o campeonato.
(E) À medida que o futebol ganhava
popularidade, as torcidas cresciam na cidade.
Atenção: As questões de números 66 a 73
referem-se ao texto seguinte.
Prazer sem humilhação
O poeta Ferreira Gullar disse há tempos uma
frase que gosta de repetir: “A crase não existe
para humilhar ninguém”.
Entenda-se: há normas gramaticais cuja
razão de ser é emprestar clareza ao discurso
escrito, valendo como ferramentas úteis e não
como instrumentos de tortura ou depreciação de
alguém.
Acho que o sentido dessa frase pode ampliar-
se: “A arte não existe para humilhar ninguém”,
entendendo-se com isso que os artistas existem
para estimular e desenvolver nossa
sensibilidade e inteligência do mundo, e não
para produzir obras que separem e hierarquizem
as pessoas. Para ficarmos no terrenoda música:
penso que todos devem escolher ouvir o que
gostam não aquilo que alguém determina. Mas
há aqui um ponto crucial, que vale a pena
discutir: estamos mesmo em condições de
escolher livremente as músicas de que
gostamos?
Para haver escolha real, é preciso haver
opções reais.
Cada vez que um carro passa com o som
altíssimo de graves repetidos praticamente sem
variação, num ritmo mecânico e hipnótico, é o
caso de se perguntar: houve aí uma escolha?
Quem alardeia os infernais decibéis de seu
som motorizado pela cidade teve a chance de
ouvir muitos outros gêneros musicais?
Conhecem muitos outros ritmos, as canções
de outros países, os compositores de outras
épocas, as tendências da música brasileira, os
incontáveis estilos musicais já inventados e
frequentados? Ou se limita a comprar no
mercado o que está vendendo na prateleira dos
sucessos, alimentando o círculo vicioso e
enganoso do “vende porque é bom, é bom
porque vende”?
Não digo que A é melhor que B, ou que X é
superior a todas as letras do alfabeto; digo que é
importante buscar conhecer todas as letras para
escolher. Nada contra quem escolhe um
“batidão” se já ouviu música clássica, desde que
tenha tido realmente a oportunidade de ouvir e
escolher compositores clássicos que lhe digam
algo. Não acho que é preciso escolher, por
exemplo, entre os grandes Pixinguinha e
Bach, entre Tom Jobim e Beethoven, entre
um forró e a música eletrônica das baladas,
entre a música dançante e a que convida a uma
audição mais serena; acho apenas que temos o
direito de ouvir tudo isso antes de escolher. A
boa música, a boa arte, esteja onde estiver,
também não existe para humilhar ninguém.
(João Cláudio Figueira, inédito)
66. A diversidade de épocas e de linguagens
em que as artes se manifestam:
(A) representa uma riqueza cultural para
quem foi contemplado com uma inata e especial
sensibilidade.
(B) obriga o público a confiar no mercado,
cujos critérios costumam respeitar tal
diversidade.
(C) não interessa ao gosto popular, que
costuma cultivar as exigências artísticas mais
revolucionárias.
(D) constitui uma vantagem para quem se
habilita a escolher de acordo com o próprio
gosto.
(E) cria uma impossibilidade de opções reais,
razão pela qual cada um de nós aprimora seu
gosto pessoal.
67. O autor da crônica se reporta ao emprego
da crase, ao sentido da arte em geral e ao da
música clássica em particular. A tese que
articula esses três casos e justifica o título da
crônica é a seguinte:
(A) É comum que nos sintamos humilhados
quando não conseguimos extrair prazer de todos
os níveis de cultura que se oferecem ao nosso
desfrute.
(B) Costumamos ter vergonha daquilo que
nos causa prazer, pois nossas escolhas culturais
são feitas sem qualquer critério ou disciplina.
(C) A possibilidade de escolha entre os vários
níveis de expressão da linguagem e das artes
não deve constranger, mas estimular nosso
prazer.
(D) Tanto o emprego da crase como a
audição de música clássica são reveladores do
mau gosto de quem desconsidera o prazer
verdadeiro dos outros.
(E) Somente quem se mostra submisso e
humilde diante da linguagem culta e da música
clássica está em condições de sentir um
verdadeiro prazer.
68. Considere as seguintes afirmações:
I. Tem significação equivalente, no 2o
parágrafo, estes dois segmentos: estimular e
desenvolver nossa sensibilidade e separem e
hierarquizem as pessoas.
II. O autor se refere ao som altíssimo do que
toca num carro que passa para ilustrar o caso de
quem, diante de tantas opções reais, fez uma
escolha de gosto discutível.
TESTES - PORTUGUÊS
33 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
III. O que importa para a definição do nosso
gosto é que se abram para nós todas as opções
possíveis, para que a partir delas escolhamos a
que de fato mais nos apraz.
Em relação ao texto, está correto o que se
afirma APENAS em:
(A) II e III.
(B) III.
(C) II.
(D) I e III.
(E) I.
69. Considerando-se o contexto, traduz-se
adequadamente o sentido de um segmento em:
(A) clássicos que lhe digam algo (4o
parágrafo) = eruditos que lhe transmitam alguma
coisa.
(B) instrumentos de tortura ou depreciação
(1o parágrafo) = meios de aviltamento ou
rejeição.
(C) ritmo mecânico e hipnótico (3o parágrafo)
= toque automático e insone.
(D) alardeia os infernais decibéis (3o
parágrafo) = propaga os pérfidos excessos.
(E) alimentando o círculo vicioso (3o
parágrafo) = nutrindo a esfera pecaminosa.
70. Em qualquer época, ...... que se ...... ao
grande público o melhor que os artistas ...... .
Haverá plena correlação entre tempos e
modos verbais na frase acima se preenchendo
as lacunas, respectivamente, com:
(A) era preciso - oferecia - produzem
(B) será preciso - oferecesse - produziriam
(C) é preciso - oferecesse - produzissem
(D) seria preciso - ofereça - têm produzido
(E) é preciso - ofereça - produzam
71. Está clara e correta a redação deste livre
comentário sobre o texto:
(A) Pondo-se de lado a lado mestres da
música clássica e popular, constata-se de que
ambas têm o mesmo valor que lhes atribui nosso
melhor gosto.
(B) A afirmação sobre a crase do poeta
Ferreira Gullar exprime a convicção que seu uso
deve ser facultado sem que se venha a
humilhar-se.
(C) A dificuldade de acesso à diversidade
cultural dá ao mercado a possibilidade de
determinar e mecanizar o gosto do grande
público.
(D) O autor do texto não crê que se devam
dar às artes alguma hierarquia que implicará em
que as pessoas se separem de modo
inconsequente.
(E) O círculo vicioso do mercado constitui um
fenômeno do qual é difícil de expurgar, mesmo
por que seu critério é tão somente o lucro.
72. As normas de concordância verbal
encontram-se plenamente observadas na frase:
(A) Ao autor do texto não incomodam as
pessoas ouvirem qualquer coisa, mas sim o que
a elas não é facultado conhecerem.
(B) Não deve representar uma humilhação
para nós as eventuais falhas de redação, que
pode e precisa ser sanada.
(C) Difunde-se, já há muito tempo,
preconceitos contra a grande arte, sob a
alegação de que ela é produzida para uma
pequena elite.
(D) Caso não hajam opções reais, o público
acabará tendo acesso não a obras de arte, mas
a mercadorias em oferta.
(E) Traumatizados pelos decibéis do som que
os atormenta, ocorre a alguns motoristas reagir
com violência a esses abusos.
73. Transpondo-se para a voz passiva a frase
Eles alardeavam o insuportável som instalado
nos carros, obtém-se a forma verbal:
(A) fora alardeado.
(B) era alardeado.
(C) tinha sido alardeado.
(D) têm alardeado.
(E) eram alardeados.
Atenção: As questões de números 9 a 15
referem-se ao texto seguinte.
Pátrio poder
Pais que vivem em bairros violentos de São
Paulo chegam a comprometer 20% de sua renda
para manter seus filhos em escolas privadas. O
investimento faz sentido? A questão, por
envolver múltiplas variáveis, é complexa, mas,
se fizermos questão de extrair uma resposta
simples, ela é "provavelmente sim". Uma série
de estudos sugere que a influência de pais sobre
o comportamento dos filhos, ainda que não
chegue a ser nula, é menor do que a imaginada
e se dá por vias diferentes das esperadas.
Quem primeiro levantou essa hipótese foi a
psicóloga Judith Harris no final dos anos 90.
Para Harris, os jovens vêm programados
para ser socializados não pelos pais, como
pregam nossas instituições e nossa cultura, mas
pelos pares, isto é, pelas outras crianças com as
quais convivem. Um dos muitos argumentos que
ela usa para apoiar sua teoria é o fato de que
filhos de imigrantes não terminam falando com a
pronúncia dos genitores, mas sim com a dos
jovens que os cercam.
As grandes aglomeraçõesurbanas, porém,
introduziram um problema. Em nosso ambiente
ancestral, formado por bandos de no máximo
200 pessoas, o "cantinho" das crianças era
TESTES - PORTUGUÊS
34 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
heterogêneo, reunindo meninos e meninas de
várias idades.
Hoje, com escolas que reúnem centenas de
alunos, o(a) garoto(a) tende a socializar-se mais
com coleguinhas do mesmo sexo, idade e
interesses. O resultado é formação de nichos
com a exacerbação de características mais
marcantes. Meninas se tornam hiperfemininas, e
meninos, hiperativos. O mau aluno encontra
outros maus alunos, que constituirão uma
subcultura onde rejeitar a escola é percebido
como algo positivo. O mesmo vale para a
violência e drogas. Na outra ponta, podem surgir
meios que valorizem a leitura e a aplicação nos
estudos.
Nesse modelo, a melhor chance que os pais
têm de influir é determinando a vizinhança em
que seu filho vai viver e a escola que
frequentará.
(Adaptado de: SCHWARTSMAN, Hélio. Folha
de São Paulo, 7/12/2014)
74. À pergunta O investimento faz sentido? o
próprio autor responde: “provavelmente sim”.
Essa resposta se justifica, porque
(A) as grandes concentrações humanas
estimulam características típicas do que já foi
nosso ambiente ancestral.
(B) a escola particular, mesmo sendo cara,
acaba por desenvolver nos alunos uma
subcultura crítica em relação ao ensino.
(C) a escola, ao contrário do que se imagina,
tem efeitos tão poderosos quanto os que
decorrem da convivência familiar.
(D) as influências dos pares de um educando
numa escola pública são menos nocivas do que
os exemplos de seus pais.
(E) a qualidade do convívio de um estudante
com seus colegas de escola é um fator
determinante para sua formação.
75. É preciso CORRIGIR a redação da
seguinte frase:
(A) Não há a convicção de que a família é
sua maior responsável, quando na escola a
formação produzida pelos colegas lhe é muito
mais relevante.
(B) Muita gente acha pernicioso esse
processo de agrupamento dos alunos, quando
cada um pode querer reforçar o que tem de pior
em si mesmo.
(C) Frequentar uma boa escola, ainda que
isso onere bastante o orçamento familiar,
representa a oportunidade de uma melhor
formação pessoal.
(D) É possível que a formação dos jovens
esteja agora ocorrendo sob a influência não de
grupos de real convívio, mas dos contatos nas
redes sociais.
(E) Está comprovado que os filhos de
imigrantes sofrem maior influência da linguagem
de seus colegas do que da língua de seus pais.
76. Com a frase O resultado é formação de
nichos com a exacerbação de características
mais marcantes (3º parágrafo) o autor está
afirmando que a socialização nas escolas se dá
de modo a
(A) criar grupos fortemente tipificados.
(B) dissolver os agrupamentos perniciosos.
(C) promover a competitividade entre os
grupos.
(D) estabelecer uma hierarquia no interior dos
grupos.
(E) incentivar o desempenho dos alunos mais
habilitados.
77. Considere as seguintes afirmações:
I. A hipótese levantada pela psicóloga Judith
Harris é a de que os estudantes migrantes são
menos sensíveis às influências dos pais que às
de seus professores.
II. O fato de um mau aluno se deixar atrair
pela amizade de outro mau aluno prova que as
deficiências da vida familiar antecedem e
determinam o mau aproveitamento escolar.
III. Do ponto de vista do desempenho escolar,
podem ser positivos ou negativos os traços de
afinidade que levam os estudantes a se
agruparem.
Em relação ao texto, está correto o que se
afirma APENAS em:
(A) I e III.
(B) I.
(C) III.
(D) II e III.
(E) I e II.
78. A expressão a que preenche
adequadamente a lacuna da seguinte frase:
(A) Poucos são os jovens... Venham
aproveitar-se dos benefícios de uma boa
formação escolar num estabelecimento privado.
(B) Garantir uma educação de boa qualidade
é quase tão importante quanto garantir a pureza
do ar ...... aspiramos.
(C) Há quem ainda ache que os valores ......
os jovens são submetidos no convívio familiar
tenham mais peso que os cultivados por seus
colegas.
(D) A influência ...... exercem os jovens entre
si, no interior dos grupos, acaba sendo
fundamental para a formação de todos.
(E) Muito leitor do texto ficará curioso para
saber como era a formação ...... se propagava
nas comunidades ancestrais.
TESTES - PORTUGUÊS
35 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
79. Formam-se grupos de alunos nas
escolas. O que determina esses grupos não é
uma orientação formal; o que constitui esses
grupos, o que traça os contornos desses grupos,
são as afinidades individuais.
Evitam-se as viciosas repetições do texto
acima se substituindo os elementos sublinhados,
na ordem dada, por:
(A) determina-os − constitui-os − os traça
contornos
(B) lhes determina − lhes constitui − traça-
lhes os contornos
(C) os determina − constitui-lhes − os traça
seus contornos
(D) os determina − os constitui − lhes traça os
contornos
(E) determina-lhes − os constitui − traça a
seus contornos
80. Está inteiramente adequada a pontuação
da seguinte frase:
(A) Muita gente imagina ainda hoje, que o
convívio familiar dado sempre, como fator
principal na formação de um jovem, tenha ainda
um papel decisivo quando na verdade, essa
função, para o bem ou para o mal é exercida, no
interior dos grupos de colegas e amigos.
(B) Muita gente imagina, ainda hoje, que o
convívio familiar, dado sempre como fator
principal na formação de um jovem, tenha ainda
um papel decisivo, quando, na verdade, essa
função, para o bem ou para o mal, é exercida no
interior dos grupos de colegas e amigos.
(C) Muita gente imagina ainda hoje, que o
convívio familiar dado sempre como fator
principal na formação de um jovem, tenha ainda
um papel decisivo, quando na verdade essa
função, para o bem ou para o mal, é exercida no
interior dos grupos de colegas e amigos.
(D) Muita gente imagina, ainda hoje que o
convívio familiar, dado sempre como fator
principal na formação de um jovem tenha ainda,
um papel decisivo, quando na verdade essa
função, para o bem ou para o mal é exercida no
interior dos grupos de colegas e amigos.
(E) Muita gente imagina ainda hoje que, o
convívio familiar, dado sempre como fator
principal na formação de um jovem, tenha ainda,
um papel decisivo quando na verdade, essa
função para o bem ou para o mal, é exercida no
interior dos grupos de colegas e amigos.
Texto 1 – “A história está repleta de erros
memoráveis”. Muitos foram cometidos por
pessoas bem-intencionadas que simplesmente
tomaram decisões equivocadas e acabaram
sendo responsáveis por grandes tragédias.
“Outros, gerados por indivíduos motivados por
ganância e poder, resultaram de escolhas
egoístas e provocaram catástrofes igualmente
terríveis.”
(As piores decisões da história, Stephen
Weir)
81. A primeira frase do texto 1, no
desenvolvimento desse texto, desempenha o
seguinte papel:
(A) aborda o tema de “erros memoráveis”,
que são enumerados nos períodos seguintes;
(B) introduz um assunto, que é subdividido no
restante do texto;
(C) mostra a causa de algo cujas
consequências são indicadas a seguir;
(D) denuncia a história como uma sequência
de erros cometidos por razões explicitadas a
seguir;
(E) faz uma afirmação que é comprovada
pelas exemplificações seguintes.
82. As palavras “tragédias” e “catástrofes”
foram empregadas no texto 1 para:
(A) repetir a mesma ideia contida em “erros
memoráveis”;
(B) construir a coesão textual entreos
períodos;
(C) dimensionar a gravidade dos erros
cometidos;
(D) intensificar a razão humana que conduz a
erros;
(E) mostrar a visão parcial de um dos lados
dos fatos históricos.
83. Os dois últimos períodos do texto 1
mostram um paralelismo semântico ou sintático,
que só NÃO se realiza no seguinte par de
termos:
(A) muitos / outros;
(B) foram cometidos / gerados;
(C) pessoas bem-intencionadas / indivíduos
motivados por ganância e poder;
(D) tomaram decisões equivocadas /
provocaram catástrofes;
(E) grandes tragédias / catástrofes
igualmente terríveis.
84. O texto 1 mostra seguidamente a
participação do enunciador no assunto
veiculado; o segmento em que essa participação
está exemplificada de forma inadequada é:
(A) seleção de adjetivos subjetivos: “grandes
tragédias”;
(B) dúvida tendenciosa: “motivados por
ganância e poder”;
(C) opinião particular: “pessoas bem-
intencionadas”;
(D) parcialidade no julgamento: “catástrofes
terríveis”;
(E) análise pessoal: “escolhas egoístas”.
TESTES - PORTUGUÊS
36 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
85. No texto 1, a palavra “bem-intencionada”
aparece grafada com hífen; o Novo Acordo
Ortográfico diz que “Nas palavras em que o
primeiro elemento é bem-, a regra geral é o
emprego do hífen, não importando se o segundo
elemento começa por vogal ou consoante”.
Sobre esse caso, a afirmação correta é:
(A) a palavra foi mal grafada, pois deve ser
escrita sem hífen;
(B) a palavra foi bem grafada já que se trata
da junção de um advérbio de modo + adjetivo;
(C) a palavra foi bem grafada, pois se trata de
um adjetivo composto com um elemento de valor
prefixal;
(D) a palavra foi mal grafada, visto que não
se trata de um vocábulo, mas de dois;
(E) a palavra foi bem grafada, pois houve
mudanças nesse emprego, com as novas
regras.
Texto 2 - “A saga do rapto de Helena e a
subsequente Guerra de Troia continuam sendo
um dos melhores exemplos dos perigos da
luxúria. No toda a história sugere quão
imprudente é para um hóspede na casa de um
homem levar consigo, ao partir, a esposa do
anfitrião. Acrescentamos a esse erro crasso a
dupla idiotice da raiva e da inveja, agravadas
quando o marido abandonado, Menelau, insistiu
nos direitos de um velho tratado e arrastou todo
o seu reino e os dos vizinhos em missão de
vingança. Muitos deles demoraram quase vinte
anos na guerra e no retorno, para não falar na
maioria que morreu, deixando os lares e as
famílias no desamparo e na ruína – mal
sobrevivendo, sugerem os registros, a assédios
diversos e a desastres naturais.” (Menelau e a
esposa perdida, Stephen Weir)
86. O erro histórico aludido nesse texto 2
inclui um conjunto de defeitos humanos; aquele
que está caracterizado de forma imperfeita, por
NÃO fazer parte do texto, é:
(A) a imprudência do hóspede, que
sequestrou a mulher de Menelau;
(B) o espírito de vingança de Menelau, que
arrastou os reinos gregos para a Guerra de
Troia;
(C) a irresponsabilidade de alguns heróis,
que deixaram suas famílias ao desamparo;
(D) a raiva e a inveja do marido traído, que
provocou o conflito entre gregos e troianos;
(E) a beleza de Helena, que seduziu o
hóspede do marido.
87. “A saga do rapto de Helena e a
subsequente Guerra de Troia continuam sendo
um dos melhores exemplos dos perigos da
luxúria.”
Sobre os componentes desse segmento do
texto 2, a afirmação correta é:
(A) os termos “de Helena” e “de Troia”
desempenham a mesma função sintática;
(B) a saga do rapto de Helena e a Guerra de
Troia são acontecimentos sucessivos, sendo o
segundo causa do primeiro;
(C) o verbo “continuar” é um verbo de
ligação, expressando mudança de estado;
(D) a Guerra de Troia, segundo o texto, é o
exemplo mais importante dos problemas trazidos
pela luxúria;
(E) na expressão “perigos da luxúria”, o termo
“da luxúria” representa a causa dos “perigos”
aludidos.
88. No texto 2, os elementos sublinhados se
referem a termos anteriores; a correspondência
identificada corretamente é:
(A) consigo / um hóspede;
(B) esse erro / a imprudência de Helena;
(C) seu / do hóspede;
(D) os / os erros;
(E) que / muitos deles.
Texto 3 - Sobre esse acontecimento referido
no texto 2, o historiador grego Heródoto disse o
seguinte: “Até então, não houvera de uma parte
e de outra mais do que raptos; depois do
acontecido, porém, os Gregos, julgando-se
ofendidos em sua honra, fizeram guerra à Ásia,
antes que os asiáticos a declarassem à Europa.
Ora, conquanto lícito não seja raptar mulheres,
dizem os Persas, é loucura vingar-se de um
rapto. Manda o bom senso não fazer caso disso,
pois sem o próprio consentimento delas decerto
não teriam as mulheres sido raptadas.”
(Heródoto, História).
89. No texto 3, Heródoto relativizou o
ocorrido, por meio da seguinte estratégia:
(A) retirando importância de uma declaração
de guerra;
(B) mostrando os raptos como
acontecimentos aceitáveis;
(C) indicando a colaboração de Helena no
próprio rapto;
(D) revelando a licitude do ato de raptar
mulheres;
(E) demonstrando que a vingança não é fruto
do bom-senso.
90. No texto 3 há uma série de marcas que
indicam antiguidade; entre elas, a que
formalmente mostra uma variação antiga é:
(A) a referência a fatos antigos da história
grega;
(B) a utilização constante da forma simples
do mais-que-perfeito;
TESTES - PORTUGUÊS
37 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(C) uso de termos raros como “conquanto”;
(D) a repetida inversão de ordem sintática;
(E) o emprego da voz passiva.
91. A forma verbal “houvera”, no texto 3,
corresponde à forma simples do mais-que-
perfeito do indicativo do verbo haver; as formas
compostas equivalentes a essa forma simples
são:
(A) era havido / tinha havido;
(B) tinha havido / havia havido;
(C) havia havido / seja havido;
(D) seja havido / tinha sido havido;
(E) tinha sido havido / era havido.
92. “conquanto lícito não seja raptar
mulheres”; a forma dessa frase que modifica o
seu sentido original é:
(A) ainda que lícito não seja raptar mulheres;
(B) apesar de lícito não ser raptar mulheres;
(C) mesmo que lícito não seja raptar
mulheres;
(D) malgrado lícito não seja raptar mulheres;
(E) se lícito não é raptar mulheres.
93. “julgando-se ofendidos em sua honra”;
essa frase do texto 3 poderia estar corretamente
expressa numa oração desenvolvida por:
(A) após se julgarem ofendidos em sua
honra;
(B) quando se julgaram ofendidos em sua
honra;
(C) caso se tenham julgado ofendidos em sua
honra;
(D) dado que se julgaram ofendidos em sua
honra;
(E) por se julgarem ofendidos em sua honra.
Texto 4 – “O caminho para baixo era estreito
e íngreme, e tanto os homens quanto os animais
não sabiam onde estavam pisando, por causa
da neve; todos os que saíam da trilha ou
tropeçavam em algo perdiam o equilíbrio e
despencavam no precipício. A esses perigos
eles resistiam, pois àquela altura já se haviam
acostumado a tais infortúnios, mas, por fim,
chegaram a um lugar onde o caminho era
estreito demais para os elefantes e até para os
animais de carga. Uma avalanche anterior já
havia arrastado cerca de trezentos metros da
encosta, ao passo que outra, mais recente,
agravara ainda mais a situação. A essa altura,
os soldados mais uma vez perderam a calma e
quase caíram em desespero.” (Políbio,
Histórias).
94. Esse texto 4 fala de um outro erro
histórico, cometido por Aníbal, general de
Cartago, que pretendeu chegar a Roma
atravessando os Alpes durante o inverno.Entre as razões abaixo, aquela que NÃO
deve ser vista como causa dos problemas
enfrentados pelo exército de Aníbal é:
(A) a estreiteza do caminho nas montanhas;
(B) a não identificação do traçado dos
caminhos;
(C) a grande altura por que passavam as
tropas;
(D) a existência comum de avalanches;
(E) o nervosismo e o desespero dos
soldados.
95. “pois àquela altura já se haviam
acostumado a tais infortúnios”;
O termo “àquela altura” se refere:
(A) ao momento por que passavam;
(B) à altitude das montanhas;
(C) à dimensão dos caminhos;
(D) ao modo por que atravessavam os
caminhos;
(E) à consequência dos fatos anteriores.
96. “tanto os homens quanto os animais”;
“todos os que saíam da trilha ou tropeçavam em
algo”. Nesses dois segmentos do texto 4, os
conectores tanto/quanto e ou indicam,
respectivamente:
(A) comparação e alternância;
(B) semelhança e alternância;
(C) adição e adição;
(D) comparação e adição;
(E) adição e alternância.
97. “A(1) esses perigos eles resistiam, pois
àquela(2) altura já se haviam acostumado a(3)
tais infortúnios, mas, por fim, chegaram a(4) um
lugar onde o caminho era estreito demais para
os elefantes e até para os animais de carga.”
Nesse segmento do texto 4 há quatro
ocorrências numeradas da preposição A; dessas
quatro ocorrências, as exigidas pela regência
verbal são:
(A) 1-2-3;
(B) 2-3-4;
(C) 1-2-4;
(D) 1-3-4;
(E) 1-2-3-4.
98. “Uma avalanche anterior já havia
arrastado cerca de trezentos metros da encosta,
ao passo que outra, mais recente, agravara
ainda mais a situação. A essa altura, os
soldados mais uma vez perderam a calma e
quase caíram em desespero.”
A troca de posição de termos desse
segmento que altera o sentido original é:
TESTES - PORTUGUÊS
38 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(A) uma avalanche anterior / uma anterior
avalanche;
(B) já havia arrastado cerca de trezentos
metros da encosta / havia arrastado da encosta
cerca de trezentos metros;
(C) agravara ainda mais a situação / agravara
mais ainda a situação;
(D) os soldados mais uma vez / os soldados
uma vez mais;
(E) quase caíram em desespero / caíram
quase em desespero.
99. Duas formas verbais sucessivas do texto
4 que mostram sucessão cronológica de ações
são:
(A) sabiam / estavam pisando;
(B) saíam / tropeçavam;
(C) perdiam / despencavam;
(D) resistiam / haviam acostumado;
(E) chegaram / era.
100. “chegaram a um lugar onde o caminho
era estreito”; nesse segmento do texto 4 ocorre
o emprego correto do vocábulo sublinhado. A
frase abaixo em que o emprego do mesmo
vocábulo também mostra correção é:
(A) Os soldados sentiram desespero pelo
momento onde todos estavam.
(B) Em função do mau tempo por onde
passavam, decidiram mudar o caminho.
(C) No final da tarde, onde as nuvens se
escondiam, tudo era mais perigoso.
(D) Na viagem, onde tudo era desconhecido,
as surpresas preocupavam.
(E) No meio da noite, onde o medo aumenta,
o comandante tranquilizava a todos.
Leia o texto para responder às questões
de números 101 a 107.
A morte do narrador
Recentemente recebi um e-mail de uma
leitora perguntando a razão de eu ter, segundo
ela, uma visão tão dura para com os idosos. O
motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma
de minhas colunas, que hoje em dia não
existiam mais vovôs e vovós, porque estavam
todos na academia querendo parecer com seus
netos.
Claro, minha leitora me entendeu mal. Mas o
fato de ela ter me entendido mal, o que acontece
com frequência quando se discute o tema da
velhice, é comum, principalmente porque o
próprio termo “velhice” já pede sinônimos
politicamente corretos, como “terceira idade”,
“melhor idade”, “maturidade”, entre outros.
Uma característica do politicamente correto é
que, quando ele se manifesta num uso
linguístico específico, é porque esse uso se
refere a um conceito já considerado como algo
ruim. A marca essencial do politicamente correto
é a hipocrisia articulada como gesto falso, ideias
bem comportadas.
Voltando à velhice. Minha leitora entendeu
que eu dizia que idosos devem se afundar na
doença, na solidão e no abandono, e não
procurar ser felizes. Mas, quando eu dizia que
eles estão fugindo da condição de avós, usava
isso como metáfora da mentira (politicamente
correta) quanto ao medo que temos de afundar
na doença, antes de tudo psicológica, devido ao
abandono e à solidão, típicos do mundo
contemporâneo.
Minha crítica era à nossa cultura, e não às
vítimas dela. Ela cultua a juventude como
padrão de vida e está intimamente associada ao
medo do envelhecimento, da dor e da morte.
Sua opção é pela “negação”, traço de um dos
sintomas neuróticos descritos por Freud.
Walter Benjamim, filósofo alemão do século
XX, dizia que na modernidade o narrador da vida
desapareceu. Isso quer dizer que as pessoas
encarregadas, antigamente, de narrar a vida e
propor sentido para ela perderam esse lugar.
Hoje os mais velhos querem “aprender” com os
mais jovens (aprender a amar, se relacionar,
comprar, vestir, viajar, estar nas redes sociais).
Esse fenômeno, além de cruel com o
envelhecimento, é também desorganizador da
própria juventude. Ouço cotidianamente, na sala
de aula, os alunos demonstrarem seu desprezo
por pais e mães que querem aprender a viver
com eles.
Alguns elementos do mundo moderno não
ajudam a combater essa desvalorização dos
mais velhos. As ferramentas de informação,
normalmente mais acessíveis aos jovens,
aumentam a percepção negativa dos mais
velhos diante do acúmulo de conhecimento
posto a serviço dos consumidores, que
questionam as “verdades constituídas do
passado”. A própria estrutura sobre a qual se
funda a experiência moderna – ciência, técnica,
superação de tradição – agrava a invisibilidade
dos mais velhos.
Em termos humanos, o passado (que “nada”
serve ao mundo do progresso) tem um nome:
idoso. Enfim, resta aos vovôs e vovós ir para a
academia ou para as redes sociais.
(Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p.
31. Adaptado)
101. Segundo o autor, sua leitora o
interpretou mal ao supor que as críticas feitas
em uma de suas colunas estavam direcionadas
aos idosos, quando, na verdade, ele contestava:
(A) a noção de que o idoso pode estar sujeito
ao surgimento de doenças.
(B) o fato de a ciência moderna ainda se
inspirar nos valores do passado.
TESTES - PORTUGUÊS
39 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(C) o uso do termo “negação” para designar
um dos sintomas neuróticos.
(D) a sociedade que supervaloriza a
juventude e nega o envelhecimento.
(E) os valores do passado, os quais não se
ajustam à ideia de progresso.
102. Ao explicar por que os idosos “estão
fugindo da condição de avós”, o autor defende a
tese de que o homem moderno tem:
(A) desejo de libertar-se por meio da morte.
(B) medo de ser abandonado e ficar só.
(C) pretensão de elevar-se pelo sofrimento.
(D) nostalgia dos tempos da infância.
(E) receio de perder os bens materiais.
103. De acordo com o texto, o que contribui
para a desvalorização dos mais velhos na
sociedade atual é:
(A) o culto à beleza e a falta de tratamento
para doenças típicas da velhice.
(B) o desprestígio da ciência e a dificuldade
dos jovens em aprender com os adultos.
(C) a estagnação do progresso e a
popularização de termos politicamente corretos.
(D) as ferramentas de informação e o
questionamento do saber tradicional.
(E) o consumismo exagerado e o número
reduzido de idosos na sociedade.
104. A partir da leitura do quinto parágrafo,conclui-se corretamente que:
(A) o envelhecimento das gerações está cada
vez mais precoce o que se percebe ao se
observarem os alunos em sala de aula.
(B) a nova geração tem se vangloriado do
fato de os mais velhos demonstrarem interesse
em aprender com ela.
(C) o fato de os mais velhos buscarem se
parecer com os mais jovens acarreta um maior
afastamento entre as gerações.
(D) os jovens estão se transformando em
indivíduos fúteis e alienados em virtude da falta
de diálogo com os mais velhos.
(E) a interação entre diferentes faixas etárias
tem se mostrado profícua para a valorização do
saber dos idosos.
105. Conforme o autor, hoje em dia “resta
aos vovôs e vovós ir para a academia ou para as
redes sociais”, porque:
(A) resolveram contribuir mais ativamente
para a sociedade.
(B) tendem a ignorar as regras da sociedade
de consumo.
(C) estão isentos dos sintomas neuróticos da
sociedade atual.
(D) optaram por negligenciar a convivência
em família.
(E) perderam seu papel de narrar e de
interpretar a vida.
106. Considere o trecho do último parágrafo:
Em termos humanos, o passado (que “nada”
serve ao mundo do progresso) tem um nome:
idoso.
Apresentando entre aspas a palavra “nada”, o
autor:
(A) destaca a opinião de que o idoso já não
tem utilidade, para negá-la.
(B) mostra sua adesão a uma tese
progressista, que não acolhe o idoso.
(C) refuta a ideia de que o idoso ainda pode
conviver com o progresso.
(D) reafirma a opinião de que o idoso não traz
novas contribuições.
(E) põe em dúvida a ideia de que idosos
possam se adaptar à modernidade.
107. O termo empregado com sentido
figurado está em destaque na seguinte
passagem do texto:
(A) Mas o fato de ela ter me entendido mal, o
que acontece com frequência quando se discute
o tema da velhice… (segundo parágrafo).
(B) O motivo da sua pergunta era eu ter dito,
em uma de minhas colunas, que hoje em dia
não existiam mais vovôs e vovós… (primeiro
parágrafo).
(C) Walter Benjamim, filósofo alemão do
século XX, dizia que na modernidade o narrador
da vida desapareceu. (penúltimo parágrafo).
(D) A própria estrutura sobre a qual se funda
a experiência moderna – ciência, técnica,
superação de tradição – agrava a invisibilidade
dos mais velhos. (último parágrafo).
(E) Minha leitora entendeu que eu dizia que
idosos devem se afundar na doença, na solidão
e no abandono…(quarto parágrafo).
108. Luiz Felipe Pondé afirma não mais
vovôs e vovós como antigamente, já que cada
vez mais em copiar seus netos.
Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas, de acordo com a
norma-padrão da língua portuguesa.
(A) haver... encontra-se … empenhados
(B) haver… se encontram … empenhados
(C) haverem… se encontra … empenhado
(D) haverem… encontram-se … empenhados
(E) haver… encontra-se … empenhado
109. Assinale a alternativa em que o emprego
das formas verbais está em conformidade com a
norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Se esta geração se dispor a ensinar os
mais velhos, é possível que eles atualizem suas
informações rapidamente.
TESTES - PORTUGUÊS
40 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(B) As entidades que propuserem medidas
para valorizar os idosos deverão beneficiar o
convívio entre as gerações.
(C) Precisamos de governantes
comprometidos com as reformas que se fazerem
necessárias para integrar o idoso à sociedade.
(D) Quanto mais se manterem atentos aos
ensinamentos dos idosos, mais os jovens
perceberão o valor da experiência vivida.
(E) A geração atual certamente teria muito a
ganhar se reavisse o conhecimento acumulado
pelos mais velhos.
110. Leia os quadrinhos.
Assinale a alternativa em que fala do
palestrante está corretamente reescrita, com o
sentido preservado, em linhas gerais, e em
conformidade com as normas de regência e de
ocorrência da crase.
(A) Vovôs idealistas, as pessoas com menos
de trinta anos não se deve dar confiança.
(B) Vovôs idealistas, desconfiem a qualquer
um com menos de trinta anos.
(C) Vovôs idealistas, recusem-se à confiar
em quem tiver menos de trinta anos.
(D) Vovôs idealistas, à indivíduos com menos
de trinta anos não se deve confiar.
(E) Vovôs idealistas, não deem confiança
àqueles com menos de trinta anos.
O texto adiante é uma adaptação da matéria,
originalmente publicada por Mariana Sanches,
em O GLOBO, em outubro de 2014. Leia-o,
atentamente, e responda às questões propostas
a seguir.
A voz é mansa. O tom é baixo. A fala é
pausada. Rucharlo Yawanawá, de 35 anos,
conversa como se a tranquilidade a habitasse.
Nunca encara o interlocutor nos olhos, não
gesticula, não grita ou gargalha. Seus modos
contrastam com a revolução que liderou em sua
própria vida e na tribo Yawanawá. Emuma aldeia
no meio da densa Floresta Amazônica e distante
sete horas de barco do município acriano mais
próximo, Rucharlo se tornou a primeira mulher
pajé – líder espiritual – de seu povo e, talvez, do
país.
É um raríssimo caso de liderança espiritual
indígena feminina no Brasil.
O xamã ou pajé é, ao lado do cacique, a
maior autoridade de um grupo indígena. No caso
dos Yawanawá, são eles os guardiões dos
conhecimentos da tribo, desde a medicina até as
artes. Acredita-se que tenham dons
sobrenaturais – de adivinhação, de cura e até
mesmo de matar inimigos telepaticamente.
Fazem também a interlocução entre os vivos e
os ancestrais. Segundo a sabedoria indígena,
são os espíritos que ensinam ao pajé os
segredos mágicos.[...] Tais comunicações
acontecem em rituais em que os líderes
espirituais tomam ayahuasca (chamada por eles
de uni) e inalam rapé (uma mistura de tabaco
em pó e da casca moída de uma árvore
amazônica chamada por eles de tsunu).
O efeito alucinógeno e estimulante das
substâncias permitiria aos xamãs entrar no
mundo dos mortos e nos sonhos das pessoas
doentes. As doenças, segundo os Yawanawá,
sempre têm explicação espiritual. E é o xamã
quem descobre a causa do problema nessas
incursões oníricas [...].
“Índia Yawanawá vence preconceito e faz
revolução feminina na floresta” O processo para
se tornar líder espiritual é, assim como o uso da
ayahuasca, milenar. Até 2005, era também
exclusivamente masculino [...].
No período da reclusão, Rucharlo começou a
desenhar as revelações que recebia. Sem
conhecer as letras, ela se fazia entender e
registrava seu aprendizado por rabiscos. De tão
bonitos, seus quadros já foram expostos em
museus no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
Com o tempo também descobriu que tinha o
dom de “sentir o cheiro das doenças”, como
descreve – habilidade fundamental para
qualquer curandeiro. Mas, no processo, também
chegou muito perto da morte. [...].
– Eu tinha que provar que era capaz. Sabia
que era minha missão colocar as mulheres em
um novo patamar, eu tinha que resistir – afirma
Rucharlo [...].
Na crença indígena, pajés são seres
evoluídos, a meio caminho entre os vivos e os
TESTES - PORTUGUÊS
41 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
mortos. Por isso falam vagarosamente e não
encaram um olhar. Se o mundo de Rucharlo
mudou depois de sua experiência, ela também
mudou a tribo e o mundo das demais mulheres
da aldeia.
111. Conforme registra o texto, Rucharlo
Yawanawá reconhece e valoriza a cultura
milenar de seu povo.
Mesmo assim, com suas determinação e
coragem, ela:
A) liderou uma revolta de todas as mulheres
contra a opressão.
B) impôs sua vontade individual aos
Yawanawá mais velhos.
C) ampliou o papel social dasmulheres na
cultura de seu povo.
D) mostrou que as mulheres são mais
sensíveis que os homens.
E) provou que tinha a proteção e a
preferência dos ancestrais da tribo.
112. De acordo com o texto, para os
Yawanawá, falar mansa e pausadamente, não
encarar o interlocutor, não gesticular nem gritar
ou gargalhar são demonstrações de:
A) evolução espiritual.
B) efeito alucinógeno.
C) santidade do pajé.
D) educação religiosa.
E) civilidade yawanawá.
113. Releia o segundo parágrafo do texto
com especial atenção neste trecho inicial: “O
xamã ou pajé é, ao lado do cacique, a maior
autoridade de um grupo indígena. No caso dos
Yawanawá, são eles os guardiões dos
conhecimentos da tribo, desde a medicina até as
artes”.
Uma falha de concordância verbal leva o
leitor a concluir – mesmo que erradamente – que
“os guardiões dos conhecimentos da tribo” são:
A) o xamã e o pajé.
B) o grupo de indígenas.
C) o xamã e os indígenas.
D) o xamã e o cacique.
E) o cacique e os indígenas.
114. “A voz é mansa. O tom é baixo. A fala é
pausada.”
Essas são as orações que iniciam o texto
dado. As três apresentam, na mesma ordem, as
mesmas classes de palavras. Marque a
alternativa que relaciona corretamente essas
classes.
A) preposição – substantivo – verbo –
adjetivo.
B) artigo – substantivo – verbo – adjetivo.
C) preposição – adjetivo – verbo – advérbio.
D) pronome – advérbio – verbo – adjetivo.
E) artigo – substantivo – verbo – advérbio.
115. Na oração “AS DOENÇAS, segundo os
Yawanawá, sempre têm explicação espiritual.”, a
expressão destacada com letras maiúsculas é o:
A) aposto.
B) objeto direto.
C) predicado.
D) sujeito.
E) objeto indireto.
116. “Seus modos contrastam com a
revolução que liderou em sua própria vida e na
tribo Yawanawá.”
Assinale a alternativa que relaciona
corretamente os termos que se referem a
“Rucharlo Yawanawá”, no trecho citado,
tornando o texto coeso.
A) modos – contrastam – vida – tribo.
B) seus – liderou – sua – própria.
C) revolução – vida – tribo –Yawanawá.
D) contrastam – com – revolução – que.
E) a – que –em– na.
117. “A voz é mansa”. O tom é baixo. A fala é
pausada.
Rucharlo Yawanawá, de 35 anos, conversa
como se a tranquilidade a habitasse. Nunca
“encara o interlocutor nos olhos, não gesticula,
não grita ou gargalha.”
O tipo textual que caracteriza esse trecho é a:
A) narração.
B) argumentação.
C) predição.
D) instrução.
E) descrição.
118. “Fazem também a INTERLOCUÇÃO
entre os vivos e os ANCESTRAIS.”
Marque a alternativa com as palavras que
substituem, respectivamente, os dois termos
destacados com letras maiúsculas e modificam o
sentido desse fragmento do texto.
A) diálogo – antepassados.
B) comunicação – ascendentes.
C) locução – descendentes.
D) contato – antecessores.
E) conversação – antecedentes.
119. “ACREDITA-SE que tenham dons
sobrenaturais – de adivinhação, de cura e até
mesmo de matar inimigos telepaticamente.”
A forma verbal em destaque nesse trecho
indica:
A) certeza. B) dúvida. C) confiança.
D) crença. E) crendice.
TESTES - PORTUGUÊS
42 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
120. No trecho “Em uma aldeia no meio da
densa Floresta AMAZÔNICA...”, a palavra
destacada com letras maiúsculas está
acentuada conforme a mesma regra utilizada
para acentuar a palavra:
A) evoluídos.
B) líder.
C) mágicos.
D) Yawanawá.
E) pajés.
121. “– Eu tinha que provar que era capaz.
Sabia que era minha missão colocar as
mulheres em um novo patamar, eu tinha que
resistir – afirma Rucharlo [...].”
Considerando os elementos da comunicação
verbal, é correto afirmar que, nesse trecho, o
remetente (ou emissor ) e o código por este
utilizado, respectivamente, são:
A) as mulheres e um novo patamar.
B) provar e colocar.
C) Eu tinha e patamar.
D) minha missão e a matéria do jornal.
E) Rucharlo e a língua portuguesa.
122. “As doenças, segundo os Yawanawá,
sempre TÊM explicação espiritual.”
A acentuação da forma verbal em destaque
nesse trecho é:
A) correta, já que o verbo está na terceira
pessoa do plural, porque concorda com “os
Yawanawá”.
B) correta, já que o verbo está na terceira
pessoa do plural, porque concorda com “As
doenças”.
C) incorreta, já que o verbo está na terceira
pessoa do plural, porque concorda com “os
Yawanawá”.
D) correta, já que é facultativo acentuar a
forma verbal em terceira pessoa, seja do plural,
seja do singular.
E) incorreta, já que o verbo TER é uma das
várias exceções às regras da concordância
verbal.
123. “Em uma aldeia no meio da densa
Floresta Amazônica e distante sete horas de
barco do município acriano mais próximo,
Rucharlo se tornou a primeira mulher pajé – líder
espiritual – de seu povo ...”
Nesse trecho, a jornalista utilizou dois tipos
de sinais de pontuação: a vírgula e o travessão.
Assinale a alternativa na qual seu uso está
respectiva e corretamente justificado.
A) Separa o adjunto adverbial de lugar
antecipado; destaca uma expressão.
B) Separa o predicado; indica a mudança de
interlocutor.
C) Separa o adjunto adverbial de modo
antecipado; indica uma pausa.
D) Separa uma oração intercalada; introduz o
fim do período.
E) Separa a oração principal; isola o
complemento verbal.
124. “O efeito alucinógeno e estimulante das
substâncias permitiria aos xamãs entrar no
mundo dos mortos e nos sonhos das pessoas
doentes.”
Quanto a esse trecho, é certo afirmar que se
trata de um período:
A) simples.
B) composto por coordenação.
C) composto por subordinação.
D) composto por coordenação e
subordinação.
E) simples, composto por coordenação.
125. “De tão BONITOS, seus QUADROS já
foram expostos em museus no Rio de Janeiro e
em Minas Gerais.”
A relação de concordância entre os termos
destacados com letras maiúsculas nesse trecho
é:
A) verbal e em gênero, número e grau.
B) nominal e em gênero e grau.
C) nominal e apenas em número.
D) nominal e em gênero e número.
E) verbal e apenas em número.
126. “É um RARÍSSIMO caso de liderança
espiritual indígena feminina no Brasil.” (§ 1)
Quanto às suas classificação e flexões, a
palavra destacada nesse trecho é um:
A) adjetivo, masculino, singular, superlativo
absoluto sintético.
B) substantivo, masculino, singular,
diminutivo.
C) adjetivo, masculino, singular, comparativo
de inferioridade.
D) substantivo, masculino, singular,
aumentativo.
E) adjetivo, masculino, singular, comparativo
de superioridade.
TESTES - PORTUGUÊS
43 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
127. “No período da reclusão, Rucharlo
começou a Desenhar AS revelações que
recebia.”
Nesse trecho, como se pode constatar, não
ocorrem as condições gramaticais que exigem o
uso do sinal indicativo da crase. No caso do
termo destacado com letras maiúsculas, NÃO há
crase, por que:
A) o verbo desenhar exige preposição.
B) o verbo desenhar é transitivo direto.
C) trata-se apenas de preposição.
D) o verbo regente “começar” é intransitivo.
E) trata-se de artigo definido no plural.
128. “O processo para se tornar líder
espiritual é, assim como o uso da ayahuasca,
milenar. Até 2005, ERATAMBÉM
EXCLUSIVAMENTE MASCULINO [...].”
Assinale a alternativa em que a nova redação
dada ao trecho destacado com letras maiúsculas
NÃO modifica o seu sentido.
A) Há milênios, o uso da ayahuasca era
eventualmente exclusivo dos homens.
B) Desde 2005, apenas os homens podem se
tornar líderes espirituais.
C) Depois de milênios, o uso da ayahuasca é
também exclusivamentemasculino.
D) Até 2005, as mulheres podiam ser líderes
espirituais, mas sem usar a ayahuasca.
E) Desde 2005, também as mulheres podem
se tornar líderes espirituais.
129. Essa imagem é de tela da pintora
yawanawá Kátia Hushahu, que é também uma
das primeiros xamãs femininas desse povo. Sua
produção artística é inspirada em sua
experiência espiritual e retrata a memória
cultural dos Yawanawá.
O texto adiante é um fragmento do poema “O
Sonho de Xamã ”, de Eliakin Rufino e Nilson
Chaves, dois poetas amazônicos.
“Um xamã yanomami sonhou
que a fumaça da civilização
abriria um buraco no céu
e o céu cairia no chão”
É correto afirmar que as duas obras
mencionadas são exemplos de relação:
A) entre um xamã yawanawá, um xamã
yanomami e a civilização.
B) da pintora Kátia Hushahu com os poetas
Eliakin Rufino e Nilson Chaves.
C) dos poetas Eliakin Rufino e Nilson Chaves
com o xamã dos Yawanawá.
D) das artes plásticas e da literatura com
culturas e saberes amazônicos.
E) entre os resultados de experiências
espirituais de diferentes povos indígenas.
130. Essa imagem é reprodução de
publicação de
“O Estado de S. Paulo” (de março/abril de
2013), que divulga a presença da arte indígena
acriana em evento internacional. Este é o texto
de capa: “Do Acre para o mundo Exposição leva
a Milão luminárias criadas em parceria com os
índios iauanauás – UM DOS DESTAQUES DA
SEMANA DE DESIGN 2013, evento que você
acompanha aqui a partir desta edição.”
Assinale a alternativa que apresenta o
elemento do texto ao qual se refere a sequência
destacada com letras maiúsculas.
A) O Acre. B) Os índios iauanauás.
C) As luminárias. D) Acidade de Milão.
E) O evento.
Atenção: Para responder às questões de
números 131 a 136, considere o texto abaixo.
Ao longo do século XVII, a Holanda foi um
dos dois motores de um fenômeno que
transformaria para sempre a natureza das
relações internacionais: a primeira onda da
chamada globalização.
O outro motor daquela era de florescimento
extraordinário das trocas comerciais e culturais
era um império do outro lado do planeta − a
China. Só na década de 1650, 40.000 homens
partiram dos portos holandeses rumo ao Oriente,
em busca dos produtos cobiçados que se
TESTES - PORTUGUÊS
44 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
fabricavam por lá. Mas a derrota em uma guerra
contra a França encerrou os dias da Holanda
como força dominante no comércio mundial.
Se o século XVI havia sido marcado pelas
grandes descobertas, o seguinte testemunhou a
consequência maior delas: o estabelecimento de
um poderoso cinturão de comércio que ia da
Europa à Ásia.
"O sonho de chegar à China é o fio
imaginário que percorre a história da luta da
Europa para fugir do isolamento", diz o escritor
canadense Timothy Brook, no livro O chapéu de
Vermeer.
Isso determinou mudanças de
comportamento e de valores: "Mais gente
aprendia novas línguas e se ajustava a
costumes desconhecidos".
O estímulo a esse movimento era o desejo
irreprimível dos ocidentais de consumir as
riquezas produzidas no Oriente.
A princípio refratários ao comércio com o
exterior, os governantes chineses acabaram
rendendo-se à evidência de que o comércio
significava a injeção de riqueza na economia
local (em especial sob a forma de toneladas de
prata).
Sob vários aspectos, a China e a Holanda do
século XVII eram a tradução de um mesmo
espírito de liberdade comercial.
Mas deveu-se só à Holanda a invenção da
pioneira engrenagem econômica transnacional.
A Companhia das Índias Orientais − a primeira
grande companhia de ações do mundo, criada
em 1602 − foi a mãe das multinacionais
contemporâneas. Beneficiando-se dos baixos
impostos e da flexibilidade administrativa, ela
tornou-se a grande potência empresarial do
século XVII.
(Adaptado de: Marcelo Marthe. Veja, p. 136-
137, 29 ago. 2012)
131. De acordo com o texto,
(A) durante os séculos XVI e XVII, os
produtos orientais, especialmente aqueles que
eram negociados na China, constituíram a base
do comércio europeu, em que se destacou a
Holanda.
(B) a eficiência administrativa de uma
empresa comercial criada na Holanda, durante o
século XVII, favoreceu o surgimento desse país
como um dos polos iniciais do fenômeno da
globalização.
(C) a atração por produtos exóticos, de
origem oriental, determinou a criação de
empresas transnacionais que, durante os
séculos XVI e XVII, dominaram o comércio entre
Europa e Ásia.
(D) a China, beneficiada pelo comércio desde
o século XVI, rivalizou com a Holanda no
predomínio comercial, em razão da grande
procura por seus produtos, bastante cobiçados
na Europa.
(E) apesar do intenso fluxo de comércio com
o Oriente no século XVII, as mudanças de
valores por influência de costumes diferentes
aceleraram o declínio da superioridade
comercial holandesa.
132. ... daquela era de florescimento
extraordinário das trocas comerciais e culturais
... (1o parágrafo)
Dados constantes do texto, que confirmam a
observação acima, dizem respeito.
(A) ao aprendizado de novos modelos de
comércio entre nações geograficamente
distantes e à influência chinesa no continente
europeu.
(B) às grandes descobertas que marcaram os
séculos XVI e XVII e à possibilidade de comércio
com a França.
(C) ao grande número de comerciantes que
saíam da Holanda para o Oriente e ao contato
com novos idiomas e diferentes modos de vida.
(D) ao espírito de liberdade na busca de
produtos ainda desconhecidos por eventuais
consumidores europeus e ao acúmulo de
riqueza.
(E) à superioridade administrativa da
Companhia das Índias Orientais e ao comércio
ultramarino de produtos de origens diversas.
133. Isso determinou mudanças de
comportamento e de valores... (3o parágrafo)
O pronome grifado evita a repetição, no texto,
da expressão:
(A) o estabelecimento de um poderoso
cinturão de comércio.
(B) a primeira onda da chamada
globalização.
(C) a derrota em uma guerra contra a França.
(D) o desejo irreprimível dos ocidentais.
(E) a injeção de riqueza na economia local.
134. "O sonho de chegar à China é o fio
imaginário que percorre a história da luta da
Europa para fugir do isolamento". (2o parágrafo)
O estímulo a esse movimento era o desejo
irreprimível dos ocidentais de consumir as
riquezas produzidas no Oriente. (3o parágrafo)
Considerando-se o contexto, as expressões
grifadas nas afirmativas acima seriam
corretamente substituídas, respectivamente, por:
(A) o caminho fictício - A causa desse
impulso
(B) o desejo consumista - A busca de riqueza
(C) o intenso comércio - A cobiça de bens
(D) a finalidade lucrativa - O motor desse
fenômeno
TESTES - PORTUGUÊS
45 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(E) a onda inicial - A curiosidade pelo
desconhecido
135. A Companhia das Índias Orientais − a
primeira grande companhia de ações do mundo,
criada em 1602 − foi à mãe das multinacionais
contemporâneas.
O segmento isolado pelos travessões
constitui, no contexto, comentário que
(A) especifica as qualidades empresariais de
uma companhia de comércio.
(B) contém informações de sentido
explicativo, referentes à empresa citada.
(C) enumera as razões do sucesso atribuído
a essa antiga empresa.
(D) enfatiza, pela repetição, as vantagens
oferecidas pela empresa.
(E) busca restringir o âmbito de ação de uma
antiga empresa de comércio.
136. A princípio refratários ao comércio com
o exterior, os governantes chineses acabaram
rendendo-seà evidência de que o comércio
significava a injeção de riqueza na economia
local.
A afirmativa acima está corretamente
transcrita, com lógica e clareza, em:
(A) De início, os governantes chineses
acabaram aceitando o comércio exterior, pois
trazia riqueza na economia local, o que era
contrário às evidências.
(B) A riqueza que entrava na economia local
através do comércio com o exterior, os
governantes chineses aceitaram esses
resultados, apesar de ser contrários a eles.
(C) O comércio com outras nações no
exterior, os governantes chineses acabaram
percebendo a entrada de riquezas na economia
local, mesmo se opondo a ele de início.
(D) Intrigados com a origem exterior do
comércio, os governantes chineses
evidenciaram que o tal comércio trazia riqueza
para a economia desse local.
(E) Os governantes chineses que, de início,
se opunham à abertura comercial com outras
nações, mudaram seu posicionamento ao
perceberem os resultados econômicos desse
comércio.
Atenção: Para responder às questões de
números 137 e138, considere o Texto I,
abaixo.
Texto I
Sustentabilidade é um conceito sistêmico,
relacionado com a continuidade dos aspectos
econômicos, sociais, culturais e ambientais da
sociedade humana.
Desenvolvimento sustentável foi um termo
utilizado pela primeira vez em 1987, como
resultado da Assembleia Geral das Nações
Unidas, e definido como aquele que "atende as
necessidades do presente sem comprometer a
capacidade das gerações futuras de atenderem
as suas".
Trata-se, portanto, de uma nova visão de
mundo com implicação direta nas relações
político-sociais, econômicas, culturais e
ecológicas, ao integrar em um mesmo processo
o equilíbrio entre as dimensões econômicas,
sociais e ambientais. Diz respeito à necessidade
de revisar e redefinir meios de produção e
padrões de consumo vigentes, de tal modo que
o crescimento econômico não seja alcançado a
qualquer preço, mas considerando-se os
impactos e a geração de valores sociais e
ambientais decorrentes da atuação humana.
137. O sentido do Texto I está corretamente
exposto em:
(A) Tentar diminuir os atuais padrões de
consumo será o melhor caminho para se chegar
a um real desenvolvimento econômico, de
acordo com a proposta das Nações Unidas.
(B) Só será possível atender as necessidades
futuras com um real crescimento econômico de
todos os meios de produção,
independentemente dos atuais padrões de
consumo.
(C) O conceito de sustentabilidade é
relativamente datado, pois o crescimento
econômico ampliou a necessidade da
interferência humana na exploração do meio
ambiente.
(D) Desenvolvimento sustentável é aquele
em que há equilíbrio entre meios de produção e
padrões de consumo vigentes, ao lado de uma
preocupação ecológica, de preservação
ambiental.
(E) O sistema econômico sustentável, como
propôs em 1987 a Assembleia das Nações
Unidas, não condiz com uma visão moderna dos
padrões de consumo vigentes.
138. ... que o crescimento econômico não
seja alcançado a qualquer preço, mas
considerando-se os impactos e a geração de
valores sociais e ambientais decorrentes da
atuação humana.
O sentido da afirmativa acima está
corretamente reproduzido, em linhas gerais e
com outras palavras, em:
(A) o preço do crescimento econômico está
além dos impactos oferecidos ao meio ambiente
pela atuação do homem, com os seus valores
sociais e ambientais.
TESTES - PORTUGUÊS
46 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(B) o crescimento econômico está acima de
qualquer valor, seja ele social ou ambiental,
mesmo se for considerado os efeitos da atuação
do homem no ambiente.
(C) nada deve impedir a busca do
crescimento econômico, que precisa ter o seu
valor estabelecido, onde for necessários a
presença humana e os impactos dela.
(D) não se deve buscar o crescimento
econômico a todo custo, sem levar em
consideração os valores sociais e os efeitos
decorrentes da interferência humana no meio
ambiente.
(E) com os impactos ambientais da ação
humana, sendo que o crescimento econômico
tem seu preço, qualquer que seja os valores
sociais e ambientais gerados por ele.
Atenção: Para responder às questões de
números 139 e 140, considere o Texto II,
abaixo.
Texto II
Em 2012, a ferrovia Madeira-Mamoré, que
cruzava 364 quilômetros da Floresta Amazônica
completaram 100 anos. Mais de 5 mil operários,
entre os 60 mil contratados, morreram vítimas de
doenças tropicais durante a construção da
estrada de ferro, entre 1907 e 1912. A ferrovia
foi concebida para transportar a borracha vinda
da Bolívia até o rio Madeira e, de lá, para o
Oceano Atlântico, mas se tornou obsoleta antes
mesmo de ser finalizada, devido à decadência
do ciclo seringueiro na Amazônia.
Desativada parcialmente em 1966, e por
completo em 1972, a ferrovia foi tombada pelo
IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional), e terá 7 quilômetros de vias
recuperadas pela empresa que constrói a
hidrelétrica de Santo Antônio, como uma das
compensações pelo impacto ambiental
provocado pela obra. A recuperação depende do
deslocamento das famílias residentes nos trilhos
do trecho que será destinado aos passeios
turísticos. Foram recuperados a antiga estação
ferroviária de Porto Velho, alguns vagões e o
paisagismo original.
(Adaptado de: Horizonte Geográfico, n. 144,
ano 25. p. 13).
139. O Texto II informa claramente que
(A) a extensão da Floresta Amazônica foi o
principal obstáculo para o funcionamento da
ferrovia.
(B) toda a área ambiental em torno da
ferrovia Madeira-Mamoré deverá ser
recuperada.
(C) moradores da região amazônica impedem
a reativação da ferrovia Madeira-Mamoré.
(D) a ferrovia Madeira-Mamoré tem sido
importante meio de transporte de borracha na
Amazônia.
(E) um pequeno trecho da antiga ferrovia
Madeira-
Mamoré será destinada ao turismo.
140. ... mas se tornou obsoleta antes mesmo
de ser finalizada ...
O fato que justifica a afirmativa acima está
expresso em:
(A) atrasos na construção da ferrovia.
(B) insalubridade da floresta, que originava
doenças.
(C) declínio do comércio da borracha, na
época.
(D) desativação parcial da ferrovia, em 1966.
(E) alteração da extensão inicial da ferrovia.
Atenção: Para responder à questão
abaixo, considere os Textos I e II
apresentados anteriormente.
141. A informação constante do Texto II que
mais se aproxima do conceito de
sustentabilidade (Texto I) diz respeito
(A) ao deslocamento de famílias que residem
nos trilhos da ferrovia.
(B) à destinação da ferrovia ao transporte da
borracha.
(C) ao tombamento da ferrovia pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
(D) à construção de uma usina hidrelétrica na
região.
(E) à recuperação do paisagismo original da
região.
Atenção: Para responder às questões de
números 142 a 145, considere o texto abaixo.
O Sul esteve por muito tempo isolado do
resto do Brasil, mas nem por isso deixou de
receber influências musicais que chegavam de
outras regiões do país e do mundo. Mário de
Andrade já tinha decifrado brilhantemente em
seu Ensaio sobre a música brasileira as fontes
que compõem os ritmos nacionais: ameríndia,
africana, europeia (principalmente portuguesa e
espanhola) e hispano-americana (Cuba e
Montevidéu).
A gênese da música do Rio Grande do Sul
também pode ser vista como reflexo dessa
multiplicidade de referências. Há influências
diretas do continente europeu, e isso se mistura
à valiosa contribuição do canto e do batuque
africano, mesmo tendo sido perseguido, vigiado,
quase segregado.
O vanerão* é próprio do Sul, e a famosa
modinha, bem própria de Santa Catarina, onde
TESTES - PORTUGUÊS47 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
se encontra um dos mais antigos registros do
estilo no Brasil. De origem lusitana, a modinha
tocada na viola, chorosa, suave e, enfim,
romântica, tornou o gênero uma espécie de
"mãe da MPB"**.
*Vanerão = Ritmo de origem alemã,
desenvolvido no sul.
**MPB = Música Popular Brasileira
(Adaptado de: Frank Jorge, de Porto Alegre.
Revista da Cultura, 18. ed. p. 30, jan. 2009)
142. Conclui-se corretamente do texto que:
(A) a música que caracteriza a região Sul se
diferencia da que se encontra no restante do
Brasil, em razão do longo isolamento em que
permaneceu essa região.
(B) diversas manifestações musicais que
aparecem em alguns estados distinguem-se, por
sua origem, do conceito de música popular
brasileira.
(C) estudos especializados e registros
encontrados em alguns estados evidenciam as
influências, até as mais remotas, recebidas na
formação da música brasileira.
(D) o pesquisador Mário de Andrade
enfatizou, em sua obra, os diferentes ritmos
musicais encontrados na música da região Sul
do Brasil.
(E) o Estado de Santa Catarina é o único do
país em que se encontra um estilo de música
popular marcada por um ritmo mais suave e
romântico.
143. A gênese da música do Rio Grande do
Sul também pode ser vista como reflexo dessa
multiplicidade de referências.
O sentido da frase acima está corretamente
transcrito, com outras palavras, em:
(A) Os reflexos da música do Rio Grande do
Sul podem ser observados nas mais diversas
referências brasileiras.
(B) A música do Rio Grande do Sul recebeu
igualmente, desde o início, as múltiplas
influências que se observam na música
brasileira.
(C) No Rio Grande do Sul também podem ser
reconhecidas a origem das referências musicais
de todo o Brasil.
(D) No início da música do Rio Grande do Sul
ainda podem observar o reflexo das influências
da música brasileira.
(E) As múltiplas influências que se receberam
na música do Rio Grande do Sul também podem
ser vista como reflexo do Brasil.
144. De origem lusitana, a modinha tocada
na viola, chorosa, suave e, enfim, romântica,
tornou o gênero uma espécie de "mãe da MPB".
O sentido da afirmativa acima está
corretamente transcrito, em linhas gerais, em:
(A) A modinha, que era de origem lusitana,
enquanto fosse tocada na viola, com ritmo suave
e romântico, tal como na geração da música
popular brasileira.
(B) As espécies musicais derivadas da
modinha devem ser suaves e românticas, assim
como eram tocadas na sua origem, em Portugal,
na viola.
(C) A influência suave e romântica da música
lusitana gerou a música popular brasileira,
dando origem, depois dela, à modinha tocada na
viola.
(D) Originada em Portugal, a modinha tocada
na viola, de som suave e romântico, se
transformou em inspiração para a música
popular brasileira.
(E) Como em Portugal, de onde vem a
modinha, de ritmo suave e romântico, assim
como chorona, a viola que gera a música
popular brasileira.
145. ... mesmo tendo sido perseguido,
vigiado, quase segregado. (final do 2o
parágrafo)
O segmento acima deve ser entendido,
considerando-se o contexto, como.
(A) uma observação que valoriza a
persistente contribuição africana para a música
brasileira.
(B) restrição ao sentido do que vem sendo
exposto sobre a música popular brasileira.
(C) a causa que justifica a permanência da
música de origem africana no Brasil.
(D) as consequências da presença dos
escravos e sua influência na música popular
brasileira.
(E) uma condição favorável à permanência
da música popular de origem africana.
Atenção: Para responder às questões de
números 146 a 151, considere o texto abaixo.
O preço foi uma das mais revolucionárias
criações de todos os tempos. Invenção sem
dono. Melhor seria chamá-la de uma evolução
darwinista, resultado de milhares de anos de
adaptação do ser humano à vida em sociedade:
sobreviveu a maneira mais eficiente que o
homem encontrou para alocar recursos
escassos, no enunciado da definição clássica da
ciência econômica. Diariamente tomamos
decisões (comprar uma gravata, vender um
apartamento, demitir um funcionário, poupar
para uma viagem, ter um filho, derrubar ou
plantar uma árvore), ponderando custos e
benefícios.
TESTES - PORTUGUÊS
48 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
É a soma dessas ações, feitas no âmbito
pessoal, que regula o custo e a disponibilidade
de gravatas, apartamentos, funcionários,
viagens, filhos ou mesmo árvores.
Como diz o jornalista americano Eduardo
Porter em O preço de todas as coisas, "toda
escolha que fazemos é moldada pelo preço das
opções que se apresentam diante de nós,
pesada em relação a seus benefícios”. As
consequências dessa atitude, mostra Porter,
nem sempre são óbvias. Até as formas
femininas estão submetidas a uma virtual bolsa
de valores, e o que se apresenta como grátis
também tem seu preço – sem falar que a
dinâmica da fixação de preços pode falhar
miseravelmente, como comprovam as bolhas
financeiras.
(Giuliano Guandalini. Veja, 3 de agosto de
2011, com adaptações)
146. De acordo com o texto, o preço de todas
as coisas é estabelecido.
(A) pelo valor das escolhas pessoais, apesar
das regras da economia clássica existentes na
sociedade de consumo.
(B) por sua situação no mercado consumidor,
que determina custos menores em função do
aumento da oferta.
(C) por economistas que se especializam em
avaliar os objetos de consumo mais procurados
pelas pessoas.
(D) pelo acordo possível entre pessoas que
desejam comprar e aquelas que precisam
desfazer-se de seus bens.
(E) pela relação que as pessoas fazem
habitualmente entre custo e benefício quando
tomam suas decisões.
147. A ideia contida no 2o parágrafo é:
(A) O cálculo do preço de qualquer produto
pode basear-se não somente em aspectos
objetivos como também em elementos
subjetivos.
(B) Todas as escolhas feitas determinam um
preço real, calculado pelos envolvidos nos
negócios, a partir da importância de cada uma
dessas escolhas.
(C) As decisões de comprar ou vender algo
são rotineiras em uma sociedade de consumo,
fato que dá origem a um cálculo do valor dos
produtos.
(D) Os benefícios resultantes da fixação de
preços adequados para as diferentes decisões
tomadas individualmente atingem todo o grupo
social.
(E) As pessoas geralmente tendem a optar
por escolhas cujo preço esteja de acordo com as
possibilidades de realização daquilo que
pretendem obter.
148. Invenção sem dono. (1o parágrafo)
A afirmativa acima se justifica pelo fato de
que
(A) as condições que regulavam as trocas
comerciais na antiguidade não permitiam
estabelecer valores adequados para os objetos
em circulação.
(B) a história da humanidade não tem
registros a respeito do primeiro grupo social que
estabeleceu preços para todas as coisas.
(C) o preço das coisas sofreu evolução
resultante da necessidade de acomodação do
homem às condições da vida em sociedade.
(D) os formuladores das doutrinas
econômicas que atualmente vigoram no
mercado não se preocuparam em identificar os
idealizadores da fixação de preços.
(E) os poucos recursos à disposição do
homem primitivo impediam que houvesse
qualquer espécie de transação comercial, o que
impossibilitava a fixação de preços.
149. Evidencia-se uma opinião pessoal do
autor e não simplesmente um fato no segmento:
(A) ... uma evolução darwinista, resultado de
milhares de anos de adaptação do ser humano à
vida em sociedade
...(B) O preço foi uma das mais
revolucionárias criações de todos os tempos.
(C) ... que o homem encontrou para alocar
recursos escassos,no enunciado da definição
clássica da ciência econômica.
(D) É a soma dessas ações [...] que regula o
custo e a disponibilidade de gravatas ...
(E) As consequências dessa atitude, mostra
Porter, nem sempre são óbvias.
150. ... sem falar que a dinâmica da fixação
de preços pode falhar miseravelmente, como
comprovam as bolhas financeiras.
O segmento grifado acima constitui, no
contexto,
(A) comentário crítico do autor do texto à obra
do jornalista americano citado.
(B) exemplo para realçar o equilíbrio nos
preços de todas as coisas nas relações de
compra e venda.
(C) argumento que confirma a possibilidade
de erros de avaliação no estabelecimento de
preços.
(D) referência a uma situação que contribui
para o desenvolvimento da economia.
(E) demonstração da eficácia das teorias
econômicas no controle de preços.
151. (comprar uma gravata, vender um
apartamento, demitir um funcionário, poupar
para uma viagem, ter um filho, derrubar ou
plantar uma árvore)
TESTES - PORTUGUÊS
49 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
O segmento entre parênteses constitui
(A) transcrição de um diálogo, que altera o
foco principal do que vem sendo exposto.
(B) constatação de situações habituais, com
o mesmo valor de mercado, vivenciadas pelas
pessoas.
(C) reprodução exata das palavras do
jornalista americano citado no texto, referentes à
rotina diária das pessoas.
(D) interrupção intencional do
desenvolvimento das ideias, para acrescentar
informações alheias ao assunto abordado.
(E) sequência explicativa, que enumera as
eventuais decisões que podem ser tomadas
diariamente pelas pessoas.
Atenção: Para responder às questões de
números 152 a 155, considere os Textos I e II
abaixo.
Texto I. Entre outras, constam no Dicionário
Houaiss as seguintes definições a respeito do
verbo vender:
− transferir (bens ou mercadorias) para
outrem em troca de dinheiro;
− praticar o comércio de; comerciar com;
negociar;
− convencer (alguém) a aceitar (alguma
coisa); persuadir (alguém) das boas qualidades
de (uma ideia, um projeto etc.);
− trabalhar como vendedor;
− ser facilmente vendável; ter boa aceitação
de consumo. [...]
Texto II. Também são determinantes no
discurso persuasivo a afirmação e a repetição. A
propaganda não pode dar margem a dúvidas; a
meta é aconselhar o destinatário e conquistar a
sua adesão. Daí as frases afirmativas e o uso do
imperativo na peroração ("abra sua conta", "ligue
já"). A repetição objetiva minar a opinião
contrária do receptor por meio da reiteração. É
possível encontrá-la não apenas na construção
frasal, sobretudo nos slogans que são
insistentemente repetidos (quer na forma verbal
quer na escrita) junto à marca do produto, mas
também nas diversas inserções da peça
publicitária nos veículos conforme seu plano de
mídia. Não por acaso, o termo propaganda [...]
originou-se do verbo propagare, "técnica do
jardineiro de cravar no solo os rebentos novos
das plantas a fim de reproduzir novas plantas
que depois passarão a ter vida própria" – uma
ação, portanto, nitidamente repetitiva.
(Carrascoza, João A. A evolução do texto
publicitário. São Paulo: Futura, 1999, p. 44 e 45)
152. Tomando-se como referência o que
consta nos dois textos, a afirmativa correta é:
(A) O Texto I pode ser corretamente
entendido como uma espécie de resumo do
assunto que é desenvolvido no Texto II.
(B) O desenvolvimento do Texto II está
desvinculado do que consta do dicionário em
relação aos sentidos do verbo vender.
(C) O conteúdo do Texto I apresenta sentido
de oposição ao que se lê no Texto II.
(D) O sentido principal do Texto I está no
verbo vender, enquanto o do Texto II está no
verbo propagar, verbos que não podem ser
empregados como sinônimos.
(E) A ideia central do Texto II aparece
explicitada em um dos possíveis significados do
verbo vender, transcritos no Texto I.
153. Com base no Texto II, conclui-se que o
sentido de propaganda está corretamente
expresso em:
(A) repetição de uma única ideia até que o
público a quem se dirige a mensagem se canse
de ouvir sempre as mesmas frases.
(B) serviços oferecidos por um vendedor, ao
criar novas ideias em um mercado já
estabilizado e conhecido.
(C) imitação por vendedores de um fenômeno
da natureza, o de espalhar ideias como se faz a
reprodução de plantas.
(D) difusão de mensagens convincentes e
repetitivas, faladas ou escritas, nos meios de
comunicação, visando ao consumo de um
produto.
(E) insistência voltada para os benefícios
trazidos pelo consumo, seja de produtos
naturais, seja de objetos criados pelo homem.
154. ...a meta é aconselhar o destinatário e
conquistar a sua adesão. (Texto II)
Dentre os verbos que constam como
sinônimos de vender no Texto I, o sentido mais
próximo do segmento destacado acima é:
(A) transferir (bens ou mercadorias) para
outrem em troca de dinheiro.
(B) persuadir (alguém) das boas qualidades
de (uma ideia, um projeto etc).
(C) praticar o comércio de.
(D) ser facilmente vendável.
(E) trabalhar como vendedor.
155. “técnica do jardineiro de cravar no solo
os rebentos novos das plantas a fim de
reproduzir novas plantas que depois passarão a
ter vida própria.” (Texto II). O segmento
transcrito acima
(A) esclarece o sentido exato do antigo verbo
propagare.
(B) contém a ideia principal de todo o
parágrafo em que ele se encontra.
TESTES - PORTUGUÊS
50 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
(C) confirma a informação de que não pode
haver dúvida na propaganda.
(D) traz a informação de que jardineiros
também são propagandistas de ideias.
(E) diferencia o trabalho manual daquele que
envolve a divulgação de ideias.
Atenção: Para responder às questões de
números 156 a 160, considere o texto abaixo.
Depois de passar quase 200 mil anos
vivendo em pequenos grupos nômades, os
seres humanos (ou alguns deles, pelo menos)
resolveram que era hora de assentar, criando
vilas e cidades. A questão é: por quê?
Durante muito tempo, a resposta-padrão foi
simples: por causa da invenção da agricultura.
Ao descobrir maneiras de produzir alimentos em
grande escala, certos povos que viveram a partir
de uns 10 mil anos atrás desencadearam uma
explosão populacional que foi resolvida com
outra invenção, a da vida urbana. Acontece que
a sequência verdadeira pode ser exatamente a
oposta, indicam dados arqueológicos que se
acumularam nos últimos anos.
Ao menos no Crescente Fértil – a região que
engloba países como Iraque, Israel, Turquia e
Síria, considerada o berço da civilização
ocidental –, as pessoas parecem ter primeiro se
juntado em assentamentos densos e só depois –
em parte como consequência da aglomeração –
ter desenvolvido o cultivo de plantas e a criação
de animais. E o processo parece ter começado
muito antes do momento em que a agricultura
propriamente dita entra em cena.
Restos de plantas aparecem em sítios
arqueológicos com indícios de população cada
vez maior. O número de espécies vegetais
usadas se reduz, mas essas plantas continuam
com suas características selvagens, o que indica
que estavam apenas sendo coletadas mais
intensivamente. Da mesma maneira a caça
consumida por esses grupos sedentários fica
menos diversificada, concentrando-se em
poucas espécies que se reproduzem rápido,
como lebres, raposas e aves. E só quando o uso
dos recursos selvagens chega ao limite, sinais
claros de vegetais cultivados aparecem.
(Reinaldo José Lopes. Folha de S. Paulo,
Ciência, C15, 15 de abril de 2012,com
adaptações)
156. A afirmativa que resume corretamente o
desenvolvimento do texto é:
(A) Alguns povos primitivos descobriram
técnicas de reprodução rápida de diversas
espécies animais.
(B) O cultivo de alimentos permitiu o
assentamento de seres humanos em vilas
bastante povoadas.
(C) A agricultura acelerou a evolução da
espécie humana em núcleos densamente
habitados.
(D) Pesquisas arqueológicas indicam que a
vida urbana pode ter surgido bem antes da
agricultura.
(E) Dados arqueológicos revelam cultivo
intenso de vegetais em núcleos de habitação
bastante primitivos.
157. (ou alguns deles, pelo menos) (1o
parágrafo)
Considerando-se o contexto, a observação
transcrita acima.
(A) sugere que a explosão populacional da
antiguidade foi a consequência imediata da
invenção da vida urbana.
(B) confirma a hipótese de que a resposta
para o assentamento urbano está na invenção
da agricultura.
(C) assinala que a descoberta de maneiras
de produzir alimentos em larga escala extinguiu
os pequenos grupos nômades.
(D) restringe a afirmativa de que os seres
humanos resolveram que era hora de assentar,
criando vilas e cidades.
(E) indica que as primeiras cidades surgiram
há muito tempo no Crescente Fértil [...], berço da
civilização ocidental.
158. Da mesma maneira a caça consumida
por esses grupos sedentários fica menos
diversificada, concentrando-se em poucas
espécies que se reproduzem rápido ... (último
parágrafo)
A partir do segmento grifado na frase acima,
é correto afirmar que:
(A) alguns povos primitivos se alimentavam
unicamente da caça aos pequenos animais
criados nos assentamentos.
(B) somente animais domesticados podiam
servir de alimento para as pessoas que viviam
em assentamentos.
(C) um grande número de pessoas em
núcleos bastante povoados levava à necessária
oferta de alimentos.
(D) a reprodução de animais era sinal da
prosperidade dos grupos que passaram a viver
em comunidades primitivas.
(E) o número de espécies animais criadas
pelo homem primitivo nos primeiros
assentamentos era grande e diversificado.
TESTES - PORTUGUÊS
51 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
159. Há no texto informação clara de que
(A) as cidades da região mais civilizada da
antiguidade serviram de modelo para as
sociedades que se espalharam por todo o
mundo conhecido nessa época.
(B) o homem que vivia em núcleos urbanos
somente passou a cultivar vegetais depois que
se reduziu a oferta de recursos naturais, que
eram até então coletados.
(C) a produção de alimentos foi responsável
pela explosão populacional em uma região que,
por sua localização, facilitou o surgimento das
primeiras cidades bem organizadas.
(D) a maior dificuldade existente nos
assentamentos urbanos mais antigos se
concentrava na área de cultivo de alimentos, em
função do grande número de habitantes.
(E) é extremamente difícil encontrar dados
arqueológicos que tragam respostas para
explicar o modo de vida do homem primitivo nos
aglomerados urbanos.
160. Ao descobrir maneiras de produzir
alimentos em grande escala, certos povos que
viveram a partir de uns 10 mil anos atrás
desencadearam uma explosão populacional que
foi resolvida com outra invenção, a da vida
urbana.
Outra redação para a frase acima, em que se
mantêm a correção, a clareza e, em linhas
gerais, o sentido, está em:
(A) Há mais ou menos 10 mil anos, a
descoberta da produção de alimentos para um
grande número de pessoas permitiu o
crescimento da população e, em consequência,
os aglomerados urbanos.
(B) O vertiginoso aumento da população,
onde se criou os assentamentos urbanos, com a
produção de alimentos para o grande número de
pessoas que ali viviam, há 10 mil anos.
(C) Com a descoberta dos alimentos e o que
podia ser cultivado para manter um grande
número de seres humanos nos assentamentos,
criaram-se as condições da vida urbana, em
época primitiva.
(D) Foi um povo primitivo, de 10 mil anos
atrás, que descobriram como cultivar alimentos,
destinados para as pessoas que explodiram a
população da vida urbana, também criada.
(E) Aos 10 mil anos, com a descoberta de
como ter alimentos cultivados para a explosão
do número das pessoas vivendo em núcleos de
vida urbana, permitindo sua alimentação.
Leia, atentamente, os textos I e II para
responder às questões de 161 a 168.
TEXTO I
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia
poética. 2. ed. São Paulo: Abril, 1982, p. 37.)
TEXTO II
Cidadezinha Qualquer versus Nadópolis
1. Cidadezinha Qualquer, os leitores fiquem
sabendo logo, é uma cidade comum localizada
em uma região distante de um longínquo país. O
que os leitores não sabiam ainda, pois eu ainda
não lhes contei, e agora conto, é que existe uma
cidade chamada Nadópolis, sede de um
município fronteiriço com Cidadezinha Qualquer.
(...) Nadópolis era uma cidade meio antipática
mesmo.
Não, não era birra dos cidadãos
cidadequalquerianos: Nadópolis tinha um ar
arrogante e antipático! A começar pelo nome
pomposo. Esse “polis” grego e sofisticado no
final do nome, essa pose forçada que destoa do
ambiente natural da região, renega a história...
Isso para não falar da mania que tinham os
nadopolenses de apregoar as vantagens de
viver em um município como o seu. Era comum
ouvi-los dizer:
2. - “Nadópolis é a cidade mais porreta da
região; lá todo mundo veve bem e nóis não tem
os pobrema qui as outra cidade de perto tudo
tem...”
3. Para que os leitores não julguem o autor
muito parcial é bom que se diga: realmente
Nadópolis era mais próspera do que
Cidadezinha Qualquer. Graças ao incremento de
sua agricultura e à grande soma de recursos e
trabalho que isto envolve, Nadópolis, àquela
época, vivia o seu período de esplendor.
Grandes e suntuosas construções erguiam-se
por toda parte, o comércio local atraía
compradores de toda a proximidade, a vida
noturna era agitadíssima. Grupos de visitantes
eram levados para pontos estratégicos para
serem orientados por um agente turístico sobre
as maravilhas da cidade. Como não podia deixar
de ser, a arrecadação da Prefeitura local
também era das melhores.
161. Compare o Texto I com o Texto II e
avalie as afirmativas.
TESTES - PORTUGUÊS
52 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
I. No Texto I, o último verso funciona como
elemento surpresa, pois introduz um comentário
que muda totalmente a proposta do poema.
II. No Texto II, o narrador confere um tom
irônico e bem-humorado à narrativa e faz uso da
gíria para caracterizar a fala dos habitantes do
lugar.
III. Nos dois textos, as cidades às quais os
autores se referem são reais, embora
apresentem também características
fantasmagóricas.
IV. No Texto II, em alguns momentos, o
narrador dialoga com o leitor, na tentativa de
torná-lo cúmplice do que pretende relatar.
Está de acordo com os textos o que se afirma
SOMENTE em
a) I.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I, II e IV.
162. Considere as afirmações seguintes e
assinale a CORRETA.
a) Os termos “cidadequalquerianos” e
“nadopolenses” (Texto II) constituem
neologismos, entendendo-os como aquelas
unidade lexicais que são sentidas como novas
na comunidade linguística.
b) O título do Texto II tem uma conotação
negativa expressa pela noção de insuficiência
contida na palavra“versus”
c) Uma das diferenças entre os textos I e II é
que o Texto II apresenta uma redação que não
exige tanta inferência e não carrega tanto
conteúdo pressuposto no Texto I.
d) No Texto II há alternância de traços
narrativos e dissertativos ao longo dos
parágrafos, com ausência de traços descritivos
mesclados a comentários interpretativos.
163. Transpondo corretamente para a voz
ativa a oração “para serem orientados por um
agente turístico” (Texto II, § 3), obtém-se:
a) para que fossem orientados por um agente
turístico.
b) para um agente turístico os orientarem.
c) para que um agente turístico lhes
orientassem.
d) para um agente turístico instruí-los.
164. Sobre o Texto I, é possível afirmar que o
poema.
a) mostra, com sentimento piedoso e
comiseração, o desajuste existencial do homem
diante da vida.
b) aborda, com uma linguagem sintética, a
monotonia e o tédio que predominam em
pequenas cidades do interior.
c) enfoca uma preocupação de ordem política
e social que sintetiza o “sentimento do mundo”
do sujeito lírico.
d) enfatiza uma visão nostálgica do passado,
por meio de uma linguagem simples e pouco
elaborada.
165. No texto I, constitui um ingrediente
discursivo utilizado pelo poeta.
a) o uso também da linguagem coloquial, que
se desvia do padrão culto da língua.
b) a exposição argumentativa de ideias, que
se efetiva pela ausência de linguagem figurada.
c) a linguagem verbal articulada com
situações imagéticas, para dar mais veracidade
aos fatos.
d) os recursos de natureza narrativa que
visam a estabelecer um constante diálogo com o
leitor.
166. ...... seja promovida, ela dará uma
festa, ...... ninguém ponha em dúvida seu
sincero e imediato reconhecimento.
A frase acima ganha sentido lógico e
completo preenchendo-se as lacunas,
respectivamente, com as expressões:
A) Mesmo que - para que
B) Embora - a fim de que
C) Tão logo - mesmo que
D) Ainda que não - tão logo
E) Não obstante - a menos que
TEXTO I
Domingo, 26 de abril de 2009
Um Puxão de Orelha
Duas cidades do interior paulista adotaram
uma espécie de “toque de recolher” para
crianças e adolescentes sob a justificativa de
tentar reduzir a criminalidade. Em Ilha Solteira e
Itapura, no noroeste do Estado, menores de 13
anos podem ficar na rua até as 20h30.
Adolescentes de 13 e 14 anos, até as 22h. Para
quem tem 16 e 17 anos, o limite é 23h.
Menores de 15 anos estão proibidos de
frequentar lan houses. (...) A medida foi baseada
em atitude parecida determinada por um juiz de
Fernandópolis (553 km de SP).
TESTES - PORTUGUÊS
53 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
Nesta semana veio à mídia uma polêmica
envolvendo o tal toque de recolher imposto pelas
prefeituras de Fernandópolis e Ilha Solteira. O
que era de se esperar, muitos adolescentes
abominaram a decisão do juiz, enquanto seus
pais adoraram a ideia.
- Ah, mas a minha filha não me escuta, é
cabeça dura!
- Tem que fazer isso mesmo. Essa molecada
não tem juízo!
Do outro lado, uma adolescente questiona,
conforme mostrado no Fantástico:
- Se é pra reduzir a criminalidade, e os jovens
que não estão fazendo nada de errado, tem que
pagar pelos outros?
Ricardo Cabezon, presidente da comissão de
direitos da criança e do adolescente da OAB de
São Paulo, diz, no mesmo programa:
- Isso fere a constituição. (...) Liberdade de ir
e vir, liberdade de educar, liberdade de poder
escolher entre o que é certo e o que é errado.
(...) Viver na democracia é também oferecer às
pessoas a oportunidade de elas entenderem o
peso dos seus atos. Se o jovem quis ficar
acordado à noite e ele passar o outro dia com
sono, ele tem que entender que isso não é bom
para ele.
Opiniões contra ou a favor fazem parte de
medidas polêmicas da justiça, como essa.
A questão é, chegamos a um ponto em que a
justiça precisa determinar as horas que os
adolescentes voltam para casa, tarefa que
normalmente caberia aos pais. Antigamente,
mesmo um garoto de 17 anos tremia todo só de
perceber que seu pai o olhava com um ar mais
severo. Hoje, vemos casos cada vez mais
grotescos de filhos que até matam seus pais por
motivos banais. (Danilo Moreira)
TEXTO II
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
O Texto I apresenta a realidade política vivida
hoje, no século XXI, em que a ideologia de dias
pacificados pela “mesmice” se quebra a partir da
imagem apresentada.
O Texto II apresenta, de forma lírica, a
realidade de uma vida pacata, o que faz com
que a ideologia de vida evidenciada se
desenvolva pelos elementos morfológicos
presentes.
Os dois textos edificam um modelo de
sociedade que rompe com os padrões de vida
em social, apresentando distinções ideológicas.
A partir das relações entre os textos, leia as
afirmativas abaixo:
I. Em ambos os textos, os autores
apresentam as cidades sob olhares distintos, de
forma diversa, o que proporciona a cada estilos
também distintos de formas de escrever;
II. Em ambos os textos, o conceito da ideia
de “liberdade” é dado de forma distinta: no Texto
I, a liberdade é vista como parte fundamental
dos direitos do homem, encontrada, inclusive
como parte integrante da Constituição Federal
de 1988; já no Texto II, a liberdade é vista de
forma poética e conotativa, o que vem configurar
a diferença entre as sociedades de épocas
diferentes.
III. O Texto I apresenta o valor reverencial do
jovem em relação aos pais, como elemento
negativo na conduta da decisão judicial;
IV. O Texto II apresenta a distinção temporal
existente em relação ao Texto I, demonstrando a
sequência das ações através da ideia expressa
pelo verbo “devagar”, garantindo ao Texto II uma
sequência de fatos diversos.
Marque a alternativa CORRETA:
a) As afirmativas I e IV estão corretas;
b) As afirmativas I e II estão corretas;
c) As afirmativas II e III estão corretas;
d) As afirmativas III e IV estão corretas.
168. Leia as informações abaixo:
I. O nome da cidade é Nadópolis.
II. A população da cidade a respeita muito.
O elemento de ligação MAIS adequado para
reunir, na mesma sequência, os pensamentos,
é:
a) onde. b) que.
c) cuja. d) quanto.
Leia atentamente as charges para
responder as questões 09, 10 e 11.
CHARGE I
TESTES - PORTUGUÊS
54 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
CHARGE II
CHARGE III
169. Assinale a afirmativa FALSA.
a) A frase “Espelho, espelho meu, existe no
Brasil alguém mais sujo do que eu?” (Charge I)
se justifica pelo processo intertextual da paródia.
b) Considerando as diferenças entre língua
oral e escrita, a fala do personagem no segundo
balão da Charge III representa uma inadequação
da linguagem usada no contexto.
c) A palavra “sanção” (balão 1 da Charge II)
admite como variante linguística “sansão”, que
pode substituir a primeira sem alterar o sentido
da frase
d) No 2º balão da Charge I, o termo
“limpinhos” está entre aspas por trazer ao
contexto uma conotação irônica.
170. Está CORRETO o que se afirma em
a) Na Charge II, “unanimidade” é um adjetivo
que possui relação sinonímica com o vocábulo
“idiossincrasia”.
b) Expressões como “uma laranja” e
“empresa de fachada” (Charge III) caracterizam
ações adversas às propostas do projeto Ficha
Limpas.
c) No segundo e terceiro balões da Charge II
há verbosde primeira conjugação empregados
no modo indicativo.
d) Na frase “... existe no Brasil alguém mais
sujo do que eu?” (Charge I), “mais” é uma
conjunção coordenativa que expressa oposição.
171. Assinale a alternativa que NÃO
apresenta um exemplo de coloquialismo.
a) “E, aí, nobre colega?!”
b) “Toda unanimidade é burra.”
c) “To procurando trabalho.”
d) “Mande flores para Dilma.”
Leia, atentamente, o texto abaixo para
responder às questões de 172 a 175.
Congresso fixa lei
1. Com o advento da Lei Complementar nº
135, de 4 de junho de 2010, que alterou a Lei
Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, o
país celebrou a aprovação da figura que foi
denominada de “ficha limpa”, porque lutou muito
para isso.
2. Não se discute - e já vem tarde, a
necessidade de lei que permita o
aperfeiçoamento do processo democrático,
afastando das urnas os condenados por crimes
e outras irregularidades graves contra direitos
fundamentais e princípios republicanos. O povo
respira aliviado. É o desejo, e não já da cidade,
senão de toda a população.
3. Mas algumas reflexões se impõem para
esclarecer e equacionar com serenidade e
equilíbrio alguns postulados que devem nortear
o aprimoramento da sociedade, permitindo-nos
legar às gerações futuras um cenário melhor,
pois a nação que briga por seus direitos
progride.
172. A frase que encabeça o título está
a) inteligível, porque a ordem de colocação
das palavras permite identificar-lhes a função
sintática.
b) incorreta, porque não traz determinante
junto do substantivo.
c) ambígua, porque nela ocorrem
simultaneamente dois verbos.
d) correta, porque as três palavras que a
compõem pertencem à mesma classe
gramatical.
173. Leia o trecho transcrito:
“O povo respira aliviado.”
A predicação do verbo negritado na frase
acima se repete em
a) Mesmo com os meus conselhos, ele
continua ansioso.
b) O presidente nomeou Catarina primeira
secretária.
c) Só ficarão acesas as lâmpadas da sala e
do corredor.
d) O filho dependia da mãe para as
atividades diárias.
TESTES - PORTUGUÊS
55 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
174. Em “É o desejo, e não já da cidade,
senão de toda a população”, a palavra
assinalada pode ser substituída, sem que haja
alteração de sentido, por:
a) Exceto
b) Mas sim
c) Portanto
d) Até porque
175. Assinale a única alternativa CORRETA.
a) Na frase “permitindo-nos legar às gerações
futuras um cenário melhor”, o sinal de crase foi
usado inadequadamente antes de palavras
femininas no plural.
b) Em “Não se discute”, ocorre a próclise,
mas admite-se também o uso do pronome
posposto ao verbo, como em “Não discute-se”.
c) A oração relativa “que briga por seus
direitos” (§ 3) restringe o significado do vocábulo
“nação”.
d) A palavra “porque” na frase “porque lutou
muito para isso” (§ 1) pode ser utilizada com a
mesma grafia na introdução de uma frase
interrogativa.
Leia o texto a seguir para responder às
questões de 176 a 180.
O PAPEL TEM FUTURO
A sociedade sem papel está se aproximando,
queiramos ou não. Não podemos enterrar a
cabeça na areia. Podemos escolher ignorar o
mundo eletrônico, mas isso não fará diferença,
escreveu o cientista da informação Frederico
Wilfrid Lancaster em... 1978. Ao lado de outros
entusiastas do futuro digital, ele previa um
mundo maravilhoso com grande variedade de
obras à disposição dos estudantes, menos
impressões e redução de custos. Bibliotecas
inteiras caberiam numa mesa. Quem não se
adaptasse a tempo e abandonasse o papel
viveria uma transição caótica. Trinta e cinco
anos depois, muito do futuro imaginado por ele
se concretizou. Mas o papel ainda persiste.
As bibliotecas continuam abarrotadas. Os
livros impressos convivem com a popularização
dos e-readers e tablets. “Usar um não significa
descartar o outro”, afirma o escritor Nicholas
Basbanes, autor do livro recém-lançado On
paper (No papel), sem edição no Brasil. Num
momento em que se discute o futuro do papel e
até sua eventual extinção, o livro de Basbanes
tenta explicar sua importância e a maneira como
ele influenciou o curso da história. Bibliófilo, ele
investigou a origem do papel e seus diferentes
usos. Conversou com pesquisadores, donos de
indústrias, bibliotecários e até com pessoas que
ainda fazem papel à mão, como há 2 mil anos. A
longa jornada pela história do papel convenceu
Basbanes de que a supremacia do papel tem
raízes profundas – e será impossível substituí-lo.
Basbanes diz que os livros não se tornarão
obsoleto tão cedo, porque são os mais simples e
confiáveis meios de preservação. Dispositivos
eletrônicos e softwares estão em constante
mudança. Aquilo que foi registrado num formato
específico pode não ser lido amanhã. “Já
segurei nas mãos um livro com mais de 500
anos. Você pode dizer, com segurança, que o
mesmo acontecerá com uma obra criada
digitalmente?”, diz Basbanes.
É inegável que a tecnologia altera hábitos,
mas as características únicas do livro tradicional
dão a ele muitos anos a mais de vida. A
tecnologia não conseguiu substituir algumas das
vantagens do papel. Ele pode estar sempre à
disposição nas estantes e ser exibido em
reuniões sociais. Nos livros, há o contato com
textura mais macia. É possível manipular as
páginas, sobrepô-las ou dobrar as pontas para
se concentrar em outras partes. As palavras não
competem com alertas de aplicativos,
mensagens que sempre pulam nas telas ou com
o link para o filme sobre a obra no YouTube,
como acontece nos tablets e smartphones.
A Associação Britânica de Historiadores de
Papel registra mais de 20 mil usos do papel
atualmente. Há empresas que investem em
papéis especiais, selos, cartões-postais, jogos
de cartas e outros nichos de mercado. Há usos
tradicionais que perduram. Em qualquer parte do
mundo, ninguém consegue se identificar
oficialmente sem usá-lo. É uma tradição que
começou nos tempos medievais.
Ainda hoje, os governos exercem seu poder
de controle por meio de uma série de regras,
cumpridas apenas com a apresentação de
documentos, protocolos e termos impressos. A
burocracia criou duas classes de pessoas: as
que têm papéis e as que não têm. Na França, os
imigrantes ilegais são justamente conhecidos
como san papiers (sem papéis).
Nas empresas, o inconfundível barulho das
impressoras não deixa dúvidas de que o amplo
uso de computadores e e-mails não livrou os
profissionais das folhas. No início dos anos
2000, os pesquisadores Abigail J. Sellen e
Richard H. R. Harper publicaram o livro The
myth of paperless office (O mito do escritório
sem papel). Diziam que a internet aumentou a
impressão em 40%. Para quem previa que a
tecnologia acabaria com o papel, é um dado
embaraçoso.
176. Assinale a alternativa em que o sentido
da palavra sublinhada foi indicado
INCORRETAMENTE.
TESTES - PORTUGUÊS
56 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
A) “Bibliófilo, ele investigou a origem do papel
e seus diferentes usos.” parágrafo
Colecionador ou amante de livros,
especialmente dos raros e preciosos.
B) “Basbanes diz que os livros não se
tornarão obsoletos tão cedo [...]” parágrafo
Ultrapassados, arcaicos.
C) “Há empresas que investem em papéis
especiais, selos, cartões-postais, jogos de cartas
e outros nichos de mercado.” 5 parágrafo
Aberturas, vãos, cavidades em que se guarda
algo.
D) “[...] uma série de regras, cumpridas
apenas com a apresentação de documentos,
protocolos e termos impressos.” parágrafo
Recibos com o número e a data em que um
processo ourequerimento foi catalogado e
registrado.
177. Segundo o texto, os cientistas da
informação previram que as tecnologias digitais
substituiriam a impressão em papel, por que:
A) poupariam tempo, espaço e dinheiro.
B) evitariam o caos no mundo da informação.
C) seriam mais simples e confiáveis.
D) preservariam o meio ambiente.
178. De acordo com o texto, os livros
impressos apresentam as seguintes vantagens
sobre os livros digitais, EXCETO:
A) proporcionar uma experiência sensorial
mais agradável.
B) preservar os textos de forma mais estável
e segura.
C) poder ser manuseados facilmente em
qualquer lugar.
D) serem mais variados, numerosos e
acessíveis a todos.
179. Leia o fragmento a seguir.
“Podemos escolher ignorar o mundo
eletrônico, mas isso não fará diferença, escreveu
o cientista da informação Frederico Wilfrid
Lancaster em... 1978.”
As reticências no fragmento acima sugerem
que o autor da matéria jornalística
A) tem dúvidas sobre o ano exato em que
Lancaster fez a previsão citada.
B) quer ressaltar que já se passou muito
tempo sem que a previsão se confirmasse.
C) acha que o futuro previsto para as
tecnologias digitais ainda está muito distante.
D) acredita que as previsões de Lancaster
ainda podem vir a se concretizar.
180. Segundo o texto, o papel é insubstituível
pelas razões a seguir, EXCETO por:
A) cumprir funções sociais numerosas e
variadas.
B) preservar os textos de forma estável e
segura.
C) ter tido grande importância nos tempos
medievais.
D) ter função central em atos burocráticos e
legais.
181. Segundo a gramática normativa,
assinale a alternativa em que os pronomes
pessoais foram empregados CORRETAMENTE.
A) Falta pouco tempo para eu sair de férias.
B) Como eu faço para se inscrever no
programa?
C) Leve ele com você para ajudar a resolver
o problema.
D) No ano passado, ele viajou com nós para
o interior.
182. De acordo com as regras da gramática
normativa, assinale a alternativa em que a
concordância verbal está CORRETA.
A) Um dos homens saíram da cabana e
atiraram.
B) Qual de nós ficaremos encarregados da
encomenda?
C) Um grupo de cientistas pereceu no
acidente.
D) Fazem poucos meses que ele deixou a
cidade.
183. Na passagem a seguir, foram omitidos
os sinais de pontuação e letras maiúsculas.
Bela famosa politizada e agora também
nobre na semana passada a atriz americana
Angelina Jolie recebeu da rainha Elizabeth II do
reino unido o título de “dama” por seu trabalho
humanitário.
Assinale a alternativa em que a frase está
reescrita e pontuada CORRETAMENTE.
A) Bela, famosa, politizada: E agora também
nobre: na semana passada a atriz Americana
Angelina Jolie recebeu da rainha Elizabeth II do
reino unido, o título de “Dama” por seu trabalho
humanitário.
B) Bela, famosa, politizada e agora também
nobre. Na semana passada, a atriz americana
Angelina Jolie recebeu da rainha Elizabeth II, do
Reino Unido, o título de “dama” por seu trabalho
humanitário.
C) Bela; famosa; politizada; e agora também
nobre: Na semana passada a atriz americana
Angelina Jolie recebeu da rainha Elizabeth II, do
Reino Unido o título de “dama” por seu trabalho
humanitário.
D) Bela, famosa, politizada e agora também
nobre na semana passada, a atriz americana,
Angelina Jolie recebeu, da Rainha Elizabeth II,
do Reino Unido, o título de “dama”, por seu
trabalho humanitário.
TESTES - PORTUGUÊS
57 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
184. Assinale a alternativa em que a palavra
destacada apresenta hiato.
A) Escreveu aos pais pedindo ajuda.
B) O fluido escapou do tanque.
C) A entrada é gratuita.
D) Lutava contra moinhos de vento.
185. Assinale a alternativa em que há erro de
ortografia.
A) O cão estava com a pata de trás ferida.
B) Ascendeu todas as luzes da casa.
C) Não podia dizer a verdade, mesmo que
quisesse.
D) Você precisa pesquisar mais sobre o
assunto.
Atenção: Para responder às questões de
números 1 a 3, considere o trecho abaixo
transcrito.
Como costumo dizer, estou a cada momento
descobrindo o óbvio. É que, às vezes, o óbvio,
por ser óbvio, esconde o mistério, ou, pelo
menos, é o que me parece.
Uma das coisas óbvias que descobri é que
muito troço na vida resulta, em boa parte, do
acaso.
Sei que há pessoas que pensam o contrário,
pois acreditam que tudo o que acontece já
estava determinado. Acho isso difícil, quando
mais não seja porque, sem falar no resto, só de
gente no planeta há atualmente muitos bilhões.
Já imaginou o que seria prever e determinar
tudo o que deve ocorrer com essa quantidade de
gente a cada minuto?
Bem, não vou discutir esse tema porque não
é ele que me traz a essa conversa com você.
Acho fascinante − ainda que um tanto
assustador − o fato de que o que pode nos
acontecer seja imprevisível. Faz da vida uma
aventura, e o jeito é torcer por um "happy end".
Mas o melhor mesmo é não se preocupar
com isso e deixar o barco correr solto. Isso não
significa não tentar fazer com que tudo dê certo,
ou seja, que busquemos o melhor, a felicidade, a
alegria.
É como no futebol: a função do técnico é
treinar o time para que faça mais gols do que
leve. Assim na vida como no jogo.
(GULLAR, Ferreira Necessidade. Folha de
S.Paulo, E10, ilustrada, domingo, 30/11/2014)
186. A firma-se com correção:
(A) O futuro do subjuntivo do verbo prever
(linha 6) tem, com exceção da vogal da primeira
sílaba, forma idêntica à do futuro do subjuntivo
do verbo "prover".
(B) Observada a organização sintática da
frase (linhas 7 e 8), é também adequada esta
outra pontuação para o período original
"Acho fascinante (ainda que um tanto
assustador), o fato de que o que pode nos
acontecer, seja imprevisível".
(C) Além do fato de ser veiculado pelo jornal,
o que define que o texto de Ferreira Gullar seja
exemplo de uso informal da linguagem é o
assunto abordado.
(D) Transposta a frase Já imaginou... a cada
minuto?, em seu contexto, para o discurso
indireto, tem-se a forma "FG indagou se o leitor
já teria imaginado o que seria prever e
determinar tudo o que deve ocorrer com aquela
quantidade de gente a cada minuto".
(E) Na frase Acho fascinante − ainda que um
tanto assustador − o fato de que o que pode nos
acontecer seja imprevisível, temos exemplo de
emprego de pronome demonstrativo referindo-se
ao sentido geral de uma frase.
187. As principais ideias do trecho de Ferreira
Gullar (FG) estão selecionadas e apresentadas
de forma clara e fiel na seguinte formulação:
(A) Contrariamente a certas pessoas que não
acreditam no acaso, FG crê que muito do que
ocorre na vida seja fruto do imprevisível, e isso,
a despeito do seu quê de assustador, o fascina,
pois, segundo ele, faz da vida uma ventura, com
a qual não devemos nos preocupar, ainda que
nos esforcemos para que nela tudo dê certo.
(B) O fato de haver muitas pessoas que
acreditam em forças superiores guiando a vida é
contrário ao que pensa FG, pois ele opina a
favor do acaso, imerso no mistério, cuja busca
empreende costumeiramente; mesmo não
querendo discutir o tema, que foge a seu
escopo, acha fascinante torcer por um "happy
end".
(C) FG discorre sobre o tema do fatalismo,
ressaltando o fascínio da vida pelo que nela há
de assustador, mas advoga que quem vive não
deve se preocupar com isso, mas em imitar o
jogo: vence aquele que faz mais gols, não o que
leva mais gols, contrariamente ao que pensam
certas pessoas fatalistas.
(D) FG assevera que é inerente ao óbvio
esconder mistérios, e, por isso, ele
frequentemente busca desvendá-lo; numa
dessas incursões, descobriu que a maioria das
pessoas acredita que, na vida, tudo está
previamente determinado, ideia que ele rejeita
por levar emconta a quantidade de gente do
planeta.
(E) Lançando a ideia de que o óbvio deve ser
cultivado, pelo seu caráter misterioso, FG acha
difícil, pela indagação feita, que as coisas se
deem por forças superiores, principalmente por
acreditar que a vida tem muito de um jogo:
ganha o que está mais bem treinado para vencer
os obstáculos da existência.
TESTES - PORTUGUÊS
58 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
188. Observe a acepção que segue
constante de dicionário da língua portuguesa:
Fraseologia
*substantivo feminino
3. Rubrica: gramática, lexicologia, linguística.
frase ou expressão cristalizada, cujo sentido
geralmente não é literal; frase feita, expressão
idiomática.
Sob esse parâmetro, é correto considerar
como exemplo de fraseologia o que se tem na
alternativa:
(A) só de gente no planeta há atualmente
muitos bilhões.
(B) Já imaginou o que seria prever e
determinar tudo o que deve ocorrer?
(C) Como costumo dizer.
(D) muito troço na vida resulta.
(E) deixar o barco correr solto.
Atenção: Para responder às questões de
números 189 a 195, considere o texto que
segue.
A primeira coisa a observar sobre o mundo
na década de 1780 é que ele era ao mesmo
tempo menor e muito maior que o nosso. Era
menor geograficamente, porque até mesmo os
homens mais instruídos e bem informados da
época − digamos, um homem como o cientista e
viajante Alexander von Humboldt (1769-1859) −
conheciam somente pedaços do mundo
habitado. (Os mundos "conhecidos" de
comunidades menos evoluídas e expansionistas
do que a Europa Ocidental eram obviamente
ainda menores, reduzindo-se a minúsculos
segmentos da terra onde os analfabetos
camponeses sicilianos ou o agricultor das
montanhas de Burma viviam suas vidas, e para
além dos quais tudo era e sempre seria
eternamente desconhecido.) A maior parte da
superfície dos oceanos, mas não toda, de forma
alguma, já tinha sido explorada e mapeada
graças à notável competência dos navegadores
do século XVIII como James Cook, embora os
conhecimentos humanos sobre o fundo do mar
tenham permanecido insignificantes até a
metade do século XX. Os principais contornos
dos continentes e da maioria das ilhas eram
conhecidos, embora pelos padrões modernos
não muito corretamente. O tamanho e a altura
das cadeias das montanhas da Europa eram
conhecidos com alguma precisão, as localizadas
em partes da América Latina o eram muito
grosseiramente, as da Ásia, quase totalmente
desconhecidas, e as da África (com exceção dos
montes Atlas), totalmente desconhecidas para
fins práticos. Com exceção dos da China e da
Índia, o curso dos grandes rios do mundo era um
mistério para todos a não ser para alguns
poucos caçadores, comerciantes ou andarilhos,
que tinham ou podem ter tido conhecimento dos
que corriam por suas regiões. Fora de algumas
áreas − em vários continentes elas não
passavam de alguns quilômetros terra a dentro,
a partir da costa − o mapa do mundo consistia
de espaços brancos cruzados pelas trilhas
demarcadas por negociantes ou exploradores.
Não fosse pelas informações descuidadas de
segunda ou terceira mão colhidas por viajantes
ou funcionários em postos remotos, estes
espaços brancos teriam sido bem mais vastos
do que de fato o eram.
(HOBSBAWM, Eric J. O mundo na década de
1780. In: A era das revoluções: Europa 1789-
1848, tradução de Maria Tereza Lopes Teixeira
e Marcos Penchel. 22. ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 2007, p. 23-24)
189. Observada a organização do texto, é
plausível o que se afirma em:
(A) (linhas 10 a 13) O fato de os segmentos
com alguma precisão, muito grosseiramente,
quase totalmente desconhecidos e totalmente
desconhecidos caracterizarem o mesmo núcleo
− O tamanho e a altura das cadeias das
montanhas − é que propicia o entendimento de
que a série vai do grau mais exato ao menos
exato.
(B) (linha 10) A expressão não muito
corretamente suaviza o peso da real avaliação
feita pelo autor, que, se estivesse explí cita, teria
necessariamente a forma "totalmente errada".
(C) (linha 1) O numeral em A primeira coisa a
observar é marcador que impõe as seguintes
pressuposições: a) há outros fatores a serem
observados; b) essa primeira coisa a observar é,
como em todos os contextos, a mais relevante.
(D) (linha 2) A delimitação operada pelo
emprego de geograficamente faz supor a
existência de outros critérios, além do geo
gráfico, para se avaliar o tamanho do mundo,
por exemplo, o critério demográfico.
(E) (linha 4) O emprego da palavra
"conhecidos", se devidamente observadas as
aspas que a acompanham, define a equivalência
semântica entre "o mundo habitado na década
de 1780" e "os mundos conhecidos".
190. É legítima a seguinte afirmação:
(A) Os contornos do mundo, na década de
1780, querem em escala menor, quer em maior,
não eram acessíveis ao cidadão comum, como
os camponeses, sobretudo os nãos
alfabetizados.
(B) Dado o recorte feito no texto original, o
leitor não tem acesso, no trecho transcrito, a
argumentação que embase a ideia de que a
TESTES - PORTUGUÊS
59 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
contradição manifesta na primeira frase seja
aparente.
(C) A argumentação desenvolvida no trecho
transcrito evidencia que o relativo
desconhecimento dos fenômenos geológicos no
século XVIII foi responsável pela compreensão
generalizada de que o mundo, nessa época, era
bastante menor.
(D) A exploração da superfície dos oceanos
não atingiu relevância no século XVIII porque o
conhecimento dos mares não tinha, à época,
aplicabilidade prática.
(E) As informações sobre o mundo obtidas na
década de 1780 são de pouca utilidade para
estudos contemporâneos, a não ser aquelas
produzidas por cientistas e viajantes notáveis,
como Humboldt e Cook.
191. Compreende-se corretamente do texto:
(A) O mapa do mundo, no século XVIII, era
esboçado por linhas que definiam os caminhos a
serem trilhados por negociantes e exploradores,
esboço que se diferenciava do delineamento
preciso de poucas áreas litorâneas dos
continentes.
(B) A variação que se constata na precisão
com que eram medidos o tamanho e a altura das
montanhas dos distintos continentes deve ser
atribuída à distinta prática dos habitantes locais
no que se refere a esse tipo de mapeamento,
prática que chegava, por exemplo, na África, a
ser totalmente desconhecida.
(C) Os padrões modernos de mapeamento
de um território tornam inadmissível considerar
que no século XVIII os principais contornos dos
continentes e da maioria das ilhas eram
conhecidos.
(D) É incontestável o fato de que, no século
XVIII, os caçadores, comerciantes e andarilhos
conheciam o curso dos grandes rios das regiões
por onde costumeiramente circulavam,
excetuando-se os da China e da Índia.
(E) Muito do que se sabe sobre o mapa do
mundo no século XVIII se deve ao registro, em
locais longínquos, de notícias informais, por
meio das quais se passavam adiante
informações ouvidas de outros.
192. Não fosse pelas informações
descuidadas de segunda ou terceira mão
colhidas por viajantes ou funcionários em postos
remotos,
estes espaços brancos teriam sido bem mais
vastos do que de fato o eram.
A frase acima respeita as orientações da
gramática normativa no que se refere à
concordância verbal e nominal, assim como
ocorre com a seguinte frase:
(A) Caso fosse registrado com mais rigor as
informações dos caçadores, e também se elas
fossem mais detalhadas, talvez mais se
soubesse hoje sobre o conhecimento da época
acerca dos rios da África.(B) Quaisquer que fossem as circunstâncias,
mais favoráveis, ou menos favoráveis, cada
habitante sempre enfrentava algo do mistério
sobre as cadeias de montanhas que lhe eram
próximas.
(C) Se não fosse, naquela época, as ações
de certos viajantes, muito do que se sabe hoje
permaneceria incógnito.
(D) Fosse qual fossem as informações
prestadas por andarilhos, tiveram todas sua
utilidade para o conhecimento do mundo do
século XVIII.
(E) Fossem quais fosse as intenções dos
informantes, o fato é que aquilo que notificaram
recebeu registro, ainda que as notícias fossem
descuidadas.
193. (Os mundos "conhecidos" de
comunidades menos evoluídas e expansionistas
do que a Europa Ocidental eram obviamente
ainda menor, reduzindo-se a minúsculos
segmentos da terra onde os analfabetos
camponeses sicilianos ou o agricultor das
montanhas de Burma viviam suas vidas, e para
além dos quais tudo era e sempre seria
eternamente desconhecido.)
Considerado o acima transcrito, em seu
contexto, afirma-se com correção:
(A) Tanto é legítimo entender que o autor,
transportando-se para a década de 1780,
emprega a forma verbal era para descrever o
que então era presente, quanto que a forma
verbal era designa fato passado concebido como
durativo.
(B) A forma verbal seria foi empregada para
expressar uma realidade possível, mas
considerada pelo autor como pouco provável.
(C) Se a formulação reduzindo-se a
minúsculos segmentos da terra fosse substituída
por "no caso de se reduzirem a minúsculos
segmentos da terra", a fidelidade à ideia original
estaria mantida.
(D) A frase introduzida pelo conector onde
está gramaticalmente correta, assim como está
correta a seguinte frase em que ele aparece:
"Sua explanação foi clara, é onde se conclui que
não haverá brecha para dúvidas".
(E) Em os analfabetos camponeses sicilianos
ou o agricultor das montanhas de Burma,
constitui equívoco o emprego simultâneo de um
artigo definido no plural e um no singular, visto
que não se pode atribuir a este último um
sentido genérico, como se tem no primeiro.
TESTES - PORTUGUÊS
60 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
194. A maior parte da superfície dos
oceanos, mas não toda, de forma alguma, já
tinha sido explorada e mapeada graças à
notável competência dos navegadores do século
XVIII como James Cook, embora os
conhecimentos humanos sobre o fundo do mar
tenham permanecido insignificantes até a
metade do século XX. Na frase acima,
(A) as unidades conectadas por meio da
conjunção embora apresentem adequada
correlação verbal; redação que equivale
semanticamente à original, iniciada por Os
conhecimentos humanos, estaria também
adequada com a presença das formas
"permaneceriam" e "já fosse explorada e
mapeada".
(B) a palavra insignificante apresenta prefixa
de igual natureza e sentido do notado em
"ingerir".
(C) a conjunção, mas, mais do que introduzir
uma contraposição, indica uma eliminação da
ideia expressa anteriormente.
(D) o segmento já tinha sido explorada e
mapeada expressa ações realizadas
anteriormente ao tempo tomado como
parâmetro, a época de que trata o texto, a
década de 1780.
(E) o emprego do sinal indicativo da crase
está condizente com a gramática normativa,
assim como ocorre com o sinal presente na
formulação "graças à notáveis e competentes
navegadores do século XVIII".
195. Está redigida de maneira clara e em
concordância com as orientações da gramática
normativa a seguinte frase:
(A) Muitos dos colaboradores diretos se
absterão de comentar o incidente, que, para
dizer a verdade, o diretor não deu a mínima
importância, mas que foi trazido à pauta por
insistência da secretária.
(B) Uma reunião que cabe à família
solucionar problema interno candente deve
transcorrer em clima harmonioso e de
acolhimento, que costumam propiciar reflexões
ponderadas.
(C) Despretensiosa por natureza, não
entregava-se à tentação de ostentar poder ou
influência, mas era, segundo porta-vozes de
distintos setores, uma das pessoas a cuja
opinião mais se dava valor.
(D) Acentuando com franqueza a mudança
que empreendeu, daquela existência solitária e
pacata para um modo de vida mais social e
dinâmico, obteve o apoio de que necessitava
para ir em frente.
(E) Todos quiseram saber o porquê de seu
repentino pedido de demissão, que acabou por
espoliar o projeto, que vinha sendo
encaminhado com perspectivas bastante
favoráveis.
Texto para responder às questões de 196
a 205.
Depois de tantos anos vendo televisão
diariamente, chego a uma conclusão definitiva: é
muito mais divertido e mais prático ver os
anúncios.
Enquanto as outras pessoas ficam aflitas
tentando decorar os horários das novelas, das
paradas de sucesso e dos chamados programas
humorísticos, eu não tenho problema: ligo a
televisão em qualquer canal e vejo os anúncios
sem preocupação de horário. Vocês talvez
achem que é loucura ver os mesmos anúncios
diversas vezes, mas posso garantir que os
anúncios variam muito mais que as piadas e as
músicas que são servidas todos os dias.
Pelo menos os anúncios são bem bolados,
alguns até inteligentes. A técnica é chatear tanto
até ficarem em nosso subconsciente – se é que
alguém consegue ter subconsciente assistindo
televisão.
Os refrigerantes, por exemplo: quase todos
fazem as garrafas dançar na nossa frente e
tocam uma musiquinha que chega a dar sede. Aí
a gente não resiste: vai à geladeira e bebe um
copo de água.
Mas bom mesmo é anúncio de sabonete:
aparece cada moça bonita que vou te contar. E
com uma grande vantagem, as moças não
falam, só aparecem, ligam o chuveiro e ficam
noivas dentro da espuma. Por mais que a gente
saiba que aquilo é anúncio de sabonete, fica
sempre aquela dúvida se um dia eles não vão
resolver dar o nome daquele chuveiro ou, quem
sabe, o telefone da moça.
Geniais mesmo são as geladeiras que duram
toda a vida. Mas muito mais geniais são os
textos garantindo que cabe tudinho dentro delas,
mas acho que não têm tanta certeza, pois fazem
questão de botar uma moça bem bonita pra
mostrar a geladeira – e a gente tem é vontade
de comprar a moça, mesmo sem o “certificado
de garantia”.
[...]
Existe anúncio de todo tipo: tecidos que não
amarrotam tecidos que dão prêmios, tecidos que
dão desconto, tecidos coloridos que são
apresentados em preto e branco, tecidos
brancos que ficam cada vez mais brancos à
medida que vai surgindo um novo sabão em pó.
Mas é o que eles pensam: o branco deles, lá em
casa, todo mundo tá vendo que é cinza.
O mais engraçado são os anúncios de
inseticidas que matam todos os insetos, menos
as moscas do estúdio.
TESTES - PORTUGUÊS
61 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
Anuncia-se também muita banha, muito
pneu, muito perfume, muito sapato, muito
automóvel, muita calça, muita bebida e muita
pílula pra dor de cabeça.
Parece até que um anúncio depende do outro
– é como se fosse uma novela, com a vantagem
de a
O Segredo da Propaganda é a Propaganda
do Segredo gente sempre saber qual o final de
cada anúncio. E não pensem que sou o único a
achar os anúncios mais interessantes que os
programas: os donos das emissoras também
acham – senão não ocupavam a maior parte do
tempo com anúncios. Nos intervalos é que
colocam alguns programinhas – por absoluta
falta de mais anúncios.
Reparem só: os programas de humor
mostram o lado negativo das pessoas, os
personagens são quase todos fossilizados,
gagos, surdos, cegos, velhos boro cochos ou
sem sexo definido. As novelas exploram seresanormais dentro de um mundo de misérias e
lágrimas. Já os anúncios apresentam um mundo
de otimismo, onde tudo é bom e saudável, não
quebra, dura toda a vida e qualquer um pode
adquirir quase de graça, pagando como puder,
no endereço mais próximo da sua casa. O único
detalhe que nos deixa um pouco frustrados é
que a moça que dá os endereços fala tão
preocupada em não errar que a gente não
consegue decorar nenhum endereço. Em
compensação, sabe de cor a moça todinha.
ELIACHAR, Leon. . Rio de Janeiro:
Expressão e Cultura, 1968, p. 47.)
196. A respeito do texto são feitas as
afirmativas a seguir.
I. O enunciador, demonstrando
despreocupação quanto a horários de
programas televisivos, diz preferir ver os
anúncios a afligirem-se com as novelas, paradas
de sucesso ou programas de humor.
II. O telespectador fica estimulado pelos
anúncios de refrigerantes a ir à geladeira e
beber água, pelo fato de esses anúncios
fazerem as garrafas dançar e, ao mesmo tempo,
tocarem uma musiquinha.
III. Muito bons são os anúncios de sabonete,
por serem protagonizados por moças bonitas,
que não falam, mas aparecem ligando o
chuveiro, vestidas de noiva e cobertas de
espuma.
IV. São anúncios de muitos produtos –
banha, pneu, perfume, sapato, automóvel, calça,
bebidas, pílula pra dor de cabeça –, parecendo
que um depende do outro, como se fosse uma
novela, com a prerrogativa de se conhecer o
final de cada um.
V. Pelo fato de ocuparem o maior tempo de
transmissão com os anúncios, permite-se
concluir que os donos das emissoras também
preferem os anúncios aos programas; na
verdade, por falta de mais anúncios, usam a
programação nos intervalos entre estes.
Das afirmativas acima, estão de acordo com
o texto:
A) I, II, III, IV e V.
B) apenas I, II, IV e V.
C) apenas II, III e V.
D) apenas I, III e IV.
197. “O segredo da Propaganda é a
Propaganda do Segredo”
Observando-se o título do texto e seu
conteúdo, depreende-se que o objetivo do autor
foi:
A) enaltecer os anúncios dos muitos produtos
veiculados pela televisão, demonstrando que
eles são mais divertidos e inteligentes do que os
programas levados ao ar.
B) denunciar, em linguagem sarcástica, os
abusos das emissoras de televisão na
veiculação de anúncios, pelo fato de serem
usadas moças bonitas nas imagens dos
produtos, buscando-se a persuasão pelo viés da
sensualidade.
C) convencer os leitores de que ver os
anúncios é mais divertido e interessante do que
assistir à programação televisiva, pelo tom
otimista dos anúncios em oposição ao
negativismo da programação.
D) criticar a programação televisiva por meio
do recurso retórico da ironia, ao defender com
escárnio a tese de que os anúncios são mais
divertidos, criativos e estimulantes do que a
programação.
198. “Por mais que a gente saiba que aquilo
é anúncio de sabonete, fica sempre aquela
dúvida...”
A 1ª oração do fragmento transcrito acima
introduz no período o sentido de:
A) concessão.
B) causa.
C) consequência.
D) comparação.
199. “A técnica é chatear tanto até ficarem
em nosso subconsciente...” (§ 1)
A 2ª oração do fragmento acima
exprimeemrelação à 1ª o sentido de:
A) causa.
B) condição.
C) consequência.
D) oposição.
200. “... mas acho que não TÊM tanta
certeza...” O verbo em destaque no fragmento
acima está expresso no plural por que:
TESTES - PORTUGUÊS
62 MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL MANUAL DE ESTUDOS CURSO OFICIAL
A) concorda com o termo sujeito “geladeiras”.
B) concorda com o termo sujeito “textos”.
C) o termo sujeito está indeterminado.
D) trata-se de oração sem sujeito.
201. “... e a gente tem é vontade de comprar
a moça, MESMO sem o ‘certificado de garantia’”.
A parte do fragmento acima a partir do termo
em destaque pode ser substituída, sem
alteração do sentido, por:
A) ainda que sem o certificado de garantia.
B) visto não ter o certificado de garantia.
C) desde que não tenha o certificado de
garantia.
D) de modo a não ter o certificado de garantia
202. “... qualquer um pode adquirir quase de
graça, pagando como puder...” (§ 8)
Das alterações feitas a seguir na redação do
fragmento acima, pode-se afirmar que a flexão
do verbo “poder” está em desacordo com as
normas da língua culta em:
A) ele pôde adquirir quase de graça, pagando
como pudesse.
B) eu posso adquirir quase de graça,
pagando como possa.
C) eles poderão adquirir quase de graça,
pagando como poderem.
D) vós podíeis adquirir quase de graça,
pagando como pudésseis.
203. “... VAI à geladeira e bebe um copo de
água.” (§ 2)
Das substituições feitas a seguir no verbo em
destaque no fragmento acima, pode-se afirmar
que a regência verbal apresenta desvio em
relação às normas da língua culta em:
A) chega à geladeira e bebe um copo de
água.
B) atinge à geladeira e bebe um copo de
água.
C) prolonga-se até à geladeira e bebe um
copo de água.
D) dirige-se à geladeira e bebe um copo de
água.
204 “... mas posso garantir que os anúncios
variam muito mais que as piadas e as músicas
que são servidas todos os dias.” (§ 1)
Considerando-se na flexão verbal as
correspondências entre as vozes verbais, pode-
se afirmar que a última oração do fragmento
acima, se for redigida na voz ativa, terá a
seguinte redação:
A) que todos os dia hão de servir.
B) que eram servidas todos os dias.
C) que todos os dias são servidas.
D) que servem todos os dias.
205. “... os personagens são quase todos
FOSSILIZADOS...” (§ 8)
Considerando-se que o termo em destaque
acima está empregado em sentido figurado, é
possível substituí-lo, sem alteração do sentido
do contexto, por:
A) desajustados.
B) desequilibrados.
C) antiquados.
D) caricaturados.
GABARITO
1 - B
2 - C
3 - D
4 - B
5 - C
6 - E
7 - D
8 - E
9 - B
10 - C
11 - C
12 - A
13 - B
14 - D
15 - C
16 - C
17 - A
18 - D
19 - B
20 - B
21 - D
22 - A
23 - C
24 - C
25 - D
26 - B
27 - C
28 - A
29 - D
30 - D
31 - A
32 - C
33 - B
34 - A
35 - B
36 - B
37 - C
38 - D
39 - B
40 - C
41 - E
42 - E
43 - A
44 - C
45 - C
46 - B
47 - E
48 - D
49 - E
50 - A
51 - C
52 - D
53 - E
54 - C
55 - B
56 - A
57 - B
58 - C
59 - B
60 - B
61 - D
62 - D
63 - B
64 - A
65 - D
66 - D
67 - C
68 - B
69 - A
70 - E
71 - C
72 - E
73 - B
74 - E
75 - A
76 - A
77 - C
78 - C
79 - D
80 - B
81 – B
82 – C
83 – D
84 – B
85 - C
86 - E
87 - E
88 - A
89 - C
90 - C
91 - B
92 - E
93 - D
94 - E
95 - A
96 - C
97 - D
98 - E
99 - C
100 - B
101 - C
102 - E
103 - B
104 - B
105 - A
106 - D
107 - C
108 - E
109 - A
110 - D
111 - C
112 - A
113 - D
114 - B
115 - D
116 - B
117 - E
118 - C
119 - D
120 - C
121 - E
122 - B
123 - A
124 - A
125 - D
126 - A
127 - B
128 - E
129 - D
130 - C
131 - B
132 - C
133 - A
134 - A
135 - B
136 - E
137 - D
138 - D
139 - E
140 - C
141 - E
142 - C
143 - B
144 - D
145 - A
146 - E
147 - A
148 - C
149 - B
150 - C
151 - E
152 - E
153 - D
154 - B
155 - A
156 - D
157 - D
158 - C
159 - B
160 - A
161 - C
162 - A
163 - D
164 - B
165 - A
166 - C
167 - B
168 - C
169 - C
170 - A
171 - B
172 - A
173 - B
174 - B
175 - C
176 - C
177 - A
178 - D
179 - B
180 - C
181 - A
182 - C
183 - B
184 - D
185 - B
186 - D
187 - A
188 - E
189 - D
190 - B
191 - E
192 - B
193 - A
194 - D
195 - D
196 - B
197 - D
198 - A
199 - C
200 - B
201 - A
202 - C
203 - B
204 - D
205 - C
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