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GESTÃO EDUCACIONAL 
AULA 3 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Carolina Vilas Boas Alves Pedroso 
 
 
2 
 
 
CONVERSA INICIAL 
Dando continuidade aos nossos estudos da disciplina Gestão 
Educacional, na aula de hoje vamos aprender um pouco mais sobre essa área 
da educação. Inicialmente, vamos entender sobre as empresas, como elas se 
constituem, suas classificações quanto à origem do capital e principalmente 
quais são as estruturas organizacionais presentes no mundo empresarial. 
Em seguida, vamos conversar sobre as escolas, estas que também se 
classificam conforme a origem do capital, porém, todas independentemente 
objetivam promover o processo de ensino-aprendizagem. Além disso, a estrutura 
organizacional escolar deve ser composta por elementos básicos que garantam 
a participação de todos. 
Por isso, no decorrer desta disciplina, aprenderemos que a educação não 
ocorre apenas no ambiente escolar, mas também em outros âmbitos, 
conhecidas como educação não formal e educação informal. Estas ganham 
força com as novas gerações, e por isso a educação formal, a que ocorre nas 
escolas, precisa estar em constante desenvolvimento, de modo que não se torne 
ultrapassada. 
Agora que já realizamos um preâmbulo do que será nossa aula, convido 
você a conhecer os objetivos desta aula: 
• Compreender a empresa e a escola; 
• Conhecer a organização da empresa; 
• Conhecer a organização da escola; 
• Refletir a escola: educação; 
• Refletir a escola versus novas gerações. 
Seguimos juntos? Bons estudos! 
TEMA 1 – A EMPRESA E A ESCOLA 
Quando você pensa no ambiente empresarial e escolar, o que vem na sua 
mente? O que você acredita que a vivência nesses locais pode proporcionar às 
pessoas? Observe a imagem a seguir. 
 
 
3 
Figura 1 – Parceria empresarial 
 
Fonte: Studio Romantic/Shutterstock. 
A partir dessa imagem, podemos fazer a analogia de que as pessoas 
estão se conectando ao encaixarem suas peças de quebra-cabeça. Mas o que 
são conexões? São ligações e uniões entre as pessoas. E você acredita que nós 
fazemos ligações no ambiente empresarial e escolar? 
Iniciaremos nossos estudos entendendo que, em ambos os ambientes, 
todos os envolvidos geram conexões, ou seja, não conseguimos estar presentes 
sem desenvolver nenhum contato ou trocar experiências com os outros. Por isso, 
vamos começar conhecendo um pouco mais do que é e no que consiste uma 
empresa e uma escola. 
Uma empresa nada mais é que uma organização que tem objetivos 
comerciais. Mas como é possível alcançar esses objetivos? Depende do ramo 
empresarial em que a organização se encontra, se é através de produções que 
visam a venda de seus produtos ou a prestação de seus serviços. Porém, ambos 
os ramos têm a mesma intenção, que consiste no ganho econômico, ou seja, 
gerar lucro através de seus objetivos comerciais. 
Atualmente, toda empresa é formada por três elementos. O primeiro são 
os recursos materiais, que nada mais são do que a própria matéria-prima, pois 
sem ela a linha de produção para de funcionar e a empresa não obtêm lucro. No 
caso de prestação de serviços, os materiais estão ligados à mão de obra. 
O segundo elemento são os recursos humanos. Por mais que desde o 
período da Revolução Industrial tenhamos a presença de máquinas nas 
empresas, precisamos de humanos qualificados para operá-las. Por isso, não 
encontramos apenas colaboradores nesse elemento, mas também empresários, 
 
 
4 
fornecedores e clientes para que a empresa tenha a dinâmica necessária para 
funcionar. 
O terceiro e último elemento são os recursos financeiros, que nada mais 
são do que o próprio dinheiro para gerar capital para empresa. Ou seja, é através 
dele que será realizada a compra da matéria-prima e que voltará como 
pagamento do produto ou serviço prestado. 
Além dos três elementos, no ramo empresarial, consideram-se três 
classificações em relação à origem do capital. Vejamos: 
• A primeira é o capital investido pelo Estado, no qual são empresas 
chamadas de públicas e seus serviços prestados estão ligados às 
atividades estatal, ou seja, também são administradas pelo Estado. Um 
exemplo de empresa pública no Brasil é a Caixa Econômica Federal. 
• A segunda classificação são as empresas privadas, que são 
administradas pelos donos e seu capital. Assim, os lucros também serão 
deles. Estas são empresas que comercializam produtos ou serviços em 
geral, como a padaria do seu bairro, por exemplo. 
• A terceira classificação são as empresas mistas, em que o capital 
investido é tanto do Estado quanto do capital privado. Por isso, os dois 
recebem o lucro. Um exemplo de empresa mista no Brasil é a Petrobras. 
Até o momento, conseguimos aprender que toda empresa exige três 
recursos fundamentais para se constituir: os materiais, os humanos e os 
financeiros. Porém, a classificação de uma empresa pode variar entre pública, 
privada ou mista, dependendo da origem do seu capital. Mas, em relação à 
escola, será que existem semelhanças com as empresas? Vejamos. 
A partir de breve introdução histórica, a escola surgiu no Brasil na época 
do Brasil Colônia (1530-1822), com os jesuítas. A educação, nesse período, teve 
por objetivo catequizar os indígenas, ensinando-os sobre a religião católica. 
Apenas na Era Vargas (1930-1945), a escola foi declarada como um direito de 
todos os cidadãos, e a partir desse momento ganhou visibilidade como uma 
instituição que visa desenvolver seus indivíduos em seus aspectos culturais, 
sociais e cognitivos. 
Atualmente, podemos citar que as escolas são instituições que oferecem 
o processo de ensino-aprendizagem com o objetivo de formar e desenvolver os 
indivíduos. Lück (2009, p. 20) cita que a escola é 
 
 
5 
uma organização social constituída pela sociedade para cultivar e 
transmitir valores sociais elevados e contribuir para a formação de seus 
alunos, mediante experiências de aprendizagem e ambiente 
educacional condizentes com os fundamentos, princípios e objetivos 
da educação. 
Por isso, podemos entender que a escola é uma organização social que 
desenvolve em seus indivíduos aprendizagens significativas, proporcionando-
lhes conhecerem o mundo e se conhecerem no mundo. 
Assim como as empresas, as escolas também são classificadas quanto à 
origem do capital, sendo elas de rede pública e de rede privada. Vamos entender 
um pouco mais sobre cada uma delas. 
Na escola da rede pública, o ensino é ofertado pelo governo de maneira 
gratuita e universal, a qual é dividida nas seguintes instâncias: 
• Escola municipal, que é administrada pela cidade responsável e fornece 
a educação básica (Educação Infantil até os anos finais do Ensino 
Fundamental). 
• Escola estadual, que recebe financiamento e investimento do Estado, por 
isso engloba os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, o Ensino 
Médio e algumas escolas técnicas. 
• Escola federal, de responsabilidade do governo federal, que são 
instituições que oferecem Ensino Médio e Ensino Técnico Profissional. 
Já a escola da rede privada não recebe nenhum auxílio do governo. 
Assim, os custos são mantidos por pessoas físicas ou jurídicas e, 
consequentemente, os lucros também são destinados a eles. 
Nessa rede de ensino, existem quatro categorias. A primeira é a própria 
escola particular em seu sentido íntegro citado acima. A segunda categoria são 
as escolas comunitárias, que são administradas por um grupo de pais ou de 
empresas, em que todas as despesas são divididas entre as famílias e a 
pequena margem de lucro é voltada à manutenção da escola. 
A terceira são as escolas confessionais, que consistem em instituições 
vinculadas ou pertencentes às igrejas, conhecidas como escolas religiosas. Por 
isso, são mantidas por elas, e a margem de lucro é destinada a essas 
instituições. Por fim, a quarta e última categoria são as escolas filantrópicas, que 
prestam serviços de educação e assistência social,mantidas por pessoas 
jurídicas e que oferecem a prestação de serviços à sociedade sem a finalidade 
de obtenção de lucro, apenas para a manutenção da escola. 
 
 
6 
Na continuidade da nossa aula, aprenderemos um pouco mais do que se 
constitui a escola. Porém, neste momento, podemos concluir que esses dois 
ambientes, além de gerar conexões entre as pessoas, também têm semelhanças 
quanto à origem do capital, pois precisam do elemento financeiro para gerir os 
processos em prol de seus objetivos. 
Destacando que os objetivos se diferem em cada ambiente, no 
empresarial são apenas objetivos comerciais com a intenção de obter lucro, e no 
escolar, o objetivo é formar e desenvolver seus indivíduos. 
TEMA 2 – A ORGANIZAÇÃO DA EMPRESA 
Explicamos que toda empresa possui elementos materiais, humanos e 
financeiros, porém, dois deles são manuseados por um deles. Você consegue 
identificar essa relação? Vejamos. 
Os elementos materiais, que são as matérias-primas e os elementos 
financeiros — que são a renda que a empresa possui —, são controlados pelo 
elemento humano. Por sua vez, este tem o papel de desenvolver, planejar, 
organizar, produzir e consequentemente propiciar a obtenção de lucro. 
Mesmo com esses três elementos presentes em toda empresa, você 
concorda que cada um é único? Que cada um tem suas necessidades e 
particularidades próprias? 
Devemos entender que cada empresa tem sua própria matéria-prima, 
seus colaboradores com aprendizados e vivências diferentes e, principalmente, 
sua origem de capital, que difere uma da outra. Todas essas questões 
influenciam quanto ao objetivo de qual obtenção de lucro pretendem adquirir. 
Por isso, reforçamos, neste momento, que não existe um modelo único de 
organização que atenderá a todas as empresas. Porém, existem modelos de 
organização que influenciam na administração empresarial: a organização linear, 
a organização funcional e a organização linha-staff. 
A organização linear é o mais antigo modelo e muito conhecida por ocorrer 
de forma piramidal, o que significa que existe hierarquia na empresa. Segundo 
Chiavenato (2014, p. 192), “o nome organização linear significa que existem 
linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre superior e 
subordinados”. Por isso, o comando ocorre na forma vertical, em que o superior 
estará sempre acima do colaborador, caracterizando a autoridade presente. 
 
 
7 
A vantagem desse tipo de organização é a fácil implementação, pois os 
cargos são bem definidos, e assim as decisões são mais rápidas, já que se 
concentra em um número menor de pessoas. Porém, a desvantagem é que 
ocorre um exagero na função de chefia e automaticamente caracteriza o 
comando, o que não permite a participação da equipe no trabalho. 
Já a organização funcional, Chiavenato (2014, p. 192) cita que “é o tipo 
de estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou princípio da 
especialização das funções”. Ou seja, a empresa que utiliza esse modelo acaba 
desenvolvendo a separação, a distinção e a especialização das atividades e 
funções entre os seus elementos humanos, nas quais serão responsáveis 
apenas por sua função, sem tentar cuidar ou resolver outros tipos de problemas 
que não lhes cabem. 
Nesse modelo, a autoridade é dividida e a comunicação é direta, ou seja, 
cada colaborador precisa reportar-se diretamente aos seus superiores a todo 
momento, e cada superior comandará apenas o que é de sua especialidade. A 
vantagem em utilizar esse tipo de organização está relacionada à especialização 
nos diversos cargos em que permitem uma supervisão de qualidade, 
comunicação direta e separação clara do que é cada setor e cargo. Já as 
desvantagens estão relacionadas à subordinação múltipla presente nas relações 
humanas, com a tendência de causar concorrência entre os cargos e gerar um 
clima de tensão e conflitos dentro da empresa. 
Por fim, a organização linha-staff, segundo Chiavenato (2014), é a 
combinação entre os dois primeiros tipos de organização, linear e funcional. Por 
isso, estão presentes características dos dois modelos ao mesmo tempo. Ou 
seja, cada órgão se reporta apenas a um setor, ocorrendo o princípio da 
autoridade. A comunicação ocorre de forma direta e formal entre os superiores 
e colaboradores, caracterizando a hierarquia. Existe também a separação entre 
os setores operacionais, entre os que executam o trabalho, com aqueles que são 
os assessores, que apoiam e dão suporte. 
Esses três tipos de organizações são tradicionais e estão presentes até 
hoje nas empresas. Sobretudo a linha-staff, pois traz conceitos novos a cada dia 
na evolução empresarial, como mudança de nomenclatura de setores para 
equipes, trabalho não isolado, mas feito em conjunto e autonomia e liberdade 
para o elemento humano. 
 
 
8 
A empresa precisa escolher uma forma de organização que, 
independentemente de seu ramo, servirá como um processo para atingir com 
eficiência seus objetivos empresariais. 
TEMA 3 – A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA 
No Brasil, segundo a Constituição Federal de 1988, o ensino deve ser 
ministrado com base nos princípios da gestão democrática. Assim, a estrutura 
organizacional de toda escola no país deve ser democrática, ou seja, deve-se 
permitir relações circulares e recíprocas, e não piramidais, como vimos 
anteriormente que ocorre em algumas empresas. 
Bordignon e Gracindo (2001) abordam que a estrutura organizacional da 
escola deve ter fundamentos e princípios que estejam articulados com a 
organização do trabalho pedagógico nos eixos da interação, cooperação e 
solidariedade entre todos, garantindo a relação democrática prevista em lei. 
Na mesma linha, Libâneo, Oliveira e Toschi (2012) classificaram 
elementos básicos que uma escola deve ter em sua estrutura organizacional, 
sendo eles: conselho de escola, direção, setor técnico-administrativo, setor 
pedagógico, instituições auxiliares e corpo docente e discente. Por isso, vamos 
entender um pouco mais sobre cada um deles: 
• Conselho de escola: esse elemento ocorre no início de todo ano letivo 
com a participação de todos os envolvidos no ambiente escolar, ou seja, 
docentes, especialistas da educação, funcionários, alunos e pais. O 
objetivo é consultar, deliberar e fiscalizar questões relacionadas às 
legislações e ao regimento escolar. 
• Direção: setor em que trabalha o diretor e seu assistente com o objetivo 
de coordenar, organizar e gerenciar a escola, auxiliando todos os sujeitos 
envolvidos. Além disso, tem a função de atender questões relacionadas a 
leis, regulamentos e determinações de órgãos superiores de ensino. 
• Setor técnico-administrativo: esse setor é dividido em setores menores, 
como secretaria, serviços auxiliares, zeladoria, vigilância, atendimento ao 
público, biblioteca, laboratórios e setor de multimeios. Cada setor tem seu 
respectivo elemento humano com suas funções determinadas. 
• Setor pedagógico: esse setor tem a presença de dois profissionais. O 
coordenador pedagógico, com o objetivo de acompanhar, assessorar, 
 
 
9 
apoiar e avaliar as atividades pedagógico-curriculares que os professores 
realizam com os alunos, além de manter uma relação com os pais e a 
comunidade; e o orientador educacional, que apresenta a função de 
atender e acompanhar individualmente os alunos em suas dificuldades. 
• Instituições auxiliares: constituem-se pela associação de pais e mestres, 
que funciona por meio de uma diretoria executiva e de um conselho 
deliberativo. Também corresponde ao grêmio estudantil, que proporciona 
a presença de alunos com autonomia para se organizarem em torno de 
seus interesses educacionais, culturais e sociais. 
• Corpo docente e discente: nesse setor, os docentes têm a função básica 
de contribuir para o objetivo principal da escola, que é o processo de 
ensino-aprendizagem, além de participarem da construção do projeto 
político pedagógico, dasatividades escolares, do conselho de classe, das 
reuniões com pais e demais atividades. Os discentes participam de tudo 
o que lhes cabem, como o processo de aprendizagem, o conselho de 
classe, o grêmio estudantil e as atividades escolares. 
Podemos entender que esses elementos básicos elencados são os 
setores em que os profissionais da educação, os alunos e a comunidade estão 
presentes, cumprindo suas funções em prol do objetivo maior: garantir o 
processo de ensino-aprendizagem de qualidade. 
TEMA 4 – ESCOLA: EDUCAÇÃO 
Como já estudamos, a escola é uma organização social em que ocorre o 
processo de ensino-aprendizagem dos indivíduos. Nesse processo, transcende 
a todo momento o conhecimento, Freire (2003, p. 79) afirma que “o 
conhecimento é o processo que implica na ação-reflexão do homem sobre o 
mundo”. 
Mas o que é propriamente a educação? Podemos iniciar essa definição 
citando que é um processo constante de conhecimento, ou seja, não paramos 
de aprender nenhum momento de nossas vidas. Estamos buscando a todo 
momento algo novo para conhecer, transformando o que já conhecemos. 
Partindo dessa premissa, podemos afirmar que a educação não ocorre 
apenas no ambiente escolar. Cadinha (2009, p. 18) afirma que “a educação 
 
 
10 
ocorre em muitos lugares, institucionalizados ou não, sob várias modalidades — 
estas chamadas de educação formal, não formal e informal”. 
Você já tinha ouvido falar sobre essas modalidades? Vamos entender um 
pouco mais sobre cada uma delas. 
A educação formal ocorre nas escolas, por isso é a educação 
institucionalizada, com a presença de metodologias sistemáticas que seguem 
padrões preestabelecidos, com a finalidade de alcançar objetivos que estão no 
projeto político pedagógico e no currículo da escola. 
Já a educação não formal se constitui de propostas mais abertas, 
possíveis de se desenvolverem de maneira flexível, ou seja, através do 
compartilhamento de experiências em espaços e ações coletivas do dia a dia. 
Existe nesta o emprego de procedimentos metodológicos, porém, não se segue 
uma sequência convencional necessária. 
Por fim, a educação informal ocorre nas situações do dia a dia, através do 
processo de socialização. Assim, o sujeito consegue se desenvolver e se 
transformar por efeito de sua integração com o meio no qual está inserido. Essa 
modalidade de educação é um processo permanente e que não exige 
organização de metodologias ou teorias. 
Como explicamos, a educação ocorre a todo momento em nossas vidas, 
independentemente de sua modalidade, formal, não formal ou informal, pois 
consiste no processo de adquirir o conhecimento e transformá-lo. 
TEMA 5 – ESCOLA VERSUS NOVAS GERAÇÕES 
Figura 2 – Parceria empresarial 
 
Fonte: bsd/Shutterstock. 
 
 
11 
Com certeza, você ouviu falar sobre baby boomers, geração X, millennials 
e geração Z. Observe a imagem acima e tente identificar se existem 
semelhanças e diferenças entre cada geração apenas através dos ícones 
apresentados. Provavelmente você identificou essas diferenças. Sabe por quê? 
Segundo Pilcher (1994), cada geração é definida por um conjunto de 
pessoas que experimentaram ao mesmo tempo eventos significantes. Ou seja, 
no decorrer da nossa história cada geração carregou consigo uma cultura 
própria, suas particularidades, seus modelos e a certeza de que eram únicas, 
originais, mais avançadas e mais competentes. 
O tempo estimado para o cálculo da idade de formação entre uma nova 
geração e outra é de aproximadamente 25 anos. Porém, atualmente, com o 
avanço dos recursos tecnológicos que provocam sobre a vida social, esse 
intervalo foi encurtado e se fala em uma nova geração sendo formada a cada 
década (Bortolazzo, 2012). 
Por isso, Fava (2014) cita que hoje convivemos em nossa sociedade entre 
as seguintes gerações: baby boomers, nascidos entre 1945 e 1960; geração X, 
nascidos entre 1961 e 1982; geração Y, nascidos entre 1983 e 2000; geração Z, 
nascidos entre 2000 e 2009; e geração Alpha, nascidos após 2010. 
Nas escolas, convivemos atualmente com a geração Z e geração Alpha. 
Por isso, vamos aprender um pouco mais sobre elas: 
5.1 Geração Z 
Nascidos entre 2000 e 2010 receberam esse nome ao estarem 
relacionados ao termo zapear, pois estão a todo momento mudando 
rapidamente e consecutivamente canais de televisão e músicas, sem conseguir 
focar em uma única programação por muito tempo (Veen; Vrakking, 2009). 
O período de nascimento dessa geração ocorreu durante a evolução da 
internet e dos novos aparelhos digitais. Por isso, a velocidade da tecnologia os 
influenciou em relação à impaciência e à necessidade de resolução instantânea. 
Nessa geração, a educação começa a competir com o ambiente on-line, 
se tornou mais dinâmico, ativo e colaborativo, proporcionando a troca de 
conteúdos com velocidade nunca antes vista. Assim, a escola não consegue 
acompanhar os avanços tecnológicos. 
 
 
 
12 
5.2 Geração Alpha 
Essa geração vem logo após a geração Z, compostas por pessoas 
nascidas a partir de 2010. São consideradas a terceira geração dos nativos 
digitais, porém, já não conseguem mais fazer a separação entre o que é vida 
real e o que é digital, pois tudo está interligado. 
 É a geração mais influenciada pela tecnologia, por isso, quer inventar, 
interagir e se conectar cada vez mais a partir dela. Por isso, nesta Era da 
Informação, para crianças Alpha, a educação passa por desafios a serem 
supridos. Se com a geração Z a escola começou a competir com o ambiente on-
line, nessa geração já entendemos que ela deve ser aliada no processo de 
ensino-aprendizagem. 
Por isso, a escola precisa estar atenta à evolução das gerações e 
entender que continua sendo uma organização social em que ocorre o processo 
de ensino-aprendizagem, porém, que caminha junto com a evolução tecnológica, 
devendo garantir um conhecimento dinâmico, interativo e intencional que atinja 
o interesse dos alunos. 
NA PRÁTICA 
Olá, caro estudante, tudo bem? Vamos colocar em prática o que 
aprendemos até aqui? 
Entendemos um pouco sobre o que é uma empresa e uma escola, como 
devem se organizar, em como a educação se constitui e os desafios com as 
novas gerações. Assim, você vai sintetizar os conhecimentos aprendidos. 
Assim, você deve pesquisar na internet uma escola e uma empresa da 
sua cidade e/ou região e preencher o quadro com as informações solicitadas. Se 
encontrar informações pertinentes à aula, fique à vontade para criar um novo 
campo no quadro e complementar. 
EMPRESA 
Ramo da empresa: 
Origem do capital: 
 
Modelo de organização: 
 
Modalidade de educação: 
 
 
 
13 
 
ESCOLA 
Rede de ensino: 
Modalidade de ensino: 
 
Estrutura organizacional: 
 
Modalidade de educação: 
 
FINALIZANDO 
Chegamos ao final da nossa aula da disciplina de Gestão Educacional e 
aprendemos um pouco mais sobre o ambiente empresarial e escolar, 
principalmente sobre a gestão que permeia esses dois ambientes. 
Iniciamos a aula compreendendo que na empresa e na escola, todos os 
indivíduos geram conexões, já que realizam trocas de experiências um com o 
outro. Porém, isso não significa que os dois ambientes são iguais e partem dos 
mesmos princípios. 
Estudamos que a empresa em sua composição tem três elementos 
essenciais: os materiais, os humanos e os financeiros. Além disso, nesse ramo, 
consideram-se três classificações em relação à origem do capital. Assim, temos 
as empresas públicas, as empresas privadas e as empresas mistas. 
Ainda nesse ambiente, podemos afirmar que não existe um modelo único 
de organização para as empresas. Por isso, existem modelos que podem 
influenciar na administração empresarial, a organização linear, a organização 
funcional e a organização linha-staff, conforme estudamos em nossa aula. 
Já em relação ao ambiente escolar, compreendemos que estas são 
organizações sociais que oferecem o processo de ensino-aprendizagemcom o 
objetivo de formar e desenvolver os alunos, sujeitos principais desse ambiente. 
As empresas também são classificadas quanto à origem do capital. Com 
isso, temos no sistema brasileiro de educação a rede pública que é dividida em 
escola municipal, escola estadual e escola federal. A rede privada pode ser 
dividida em escolas particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas. 
A organização da escola deve ser estruturada com base nos princípios da 
gestão democrática. Consequentemente, a estrutura organizacional da escola 
 
 
14 
deve permitir relações circulares e recíprocas, garantindo a participação de 
todos. 
Por fim, aprendemos um pouco mais sobre as gerações que convivemos 
atualmente na nossa sociedade, principalmente as que estão presentes nas 
escolas. Estas trouxeram a tecnologia para a realidade escolar, a qual deve ser 
encarada com uma aliada para o processo de ensino-aprendizagem. 
Assim, posteriormente, entenderemos um pouco mais sobre a gestão 
escolar. Seguimos juntos. Bons estudos! 
 
 
 
15 
REFERÊNCIAS 
BORDIGNON, G.; GRACINDO, R. Gestão da educação: o município e a escola. 
In: FERREIRA, N.; AGUIAR, M. (Org.). Gestão da educação: impasses, 
perspectivas e compromissos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001. p. 147-176. 
BORTOLAZZO, S. Nascidos na era digital: outros sujeitos, outra geração. In: 
ENDIPE – ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO, 
16., 2012, Campinas. Anais… Unicamp: São Paulo, 2012. p. 2326-2337. 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, 
DF: Presidência da República [1988]. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. 
Acesso em: 13 jul. 2021. 
CADINHA, M. A. Conceituando pedagogia e contextualizando pedagogia 
empresarial. In: LOPES, I.; TRINDADE, A. B.; CADINHA, M. A. Pedagogia 
Empresarial. Rio de Janeiro: Wak, 2008. 
CHIAVENATO, I. Introdução à Teoria Geral da Administração. 9. ed. São 
Paulo: Manole, 2014. 
FAVA, R. Educação 3.0: aplicando o PDCA nas instituições de ensino. 1. ed. 
São Paulo: Saraiva, 2014. 
FREIRE, P. A alfabetização de adultos: crítica de sua visão ingénua; 
compreensão de sua visão crítica. In: Acção cultural para a liberdade: e outros 
escritos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003. 
LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J.; TORSCHI, M. Educação escolar: políticas, 
estrutura e organização. 10. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2012. 
LÜCK, H. Dimensões de gestão escolar e suas competências. Curitiba: 
Positivo, 2009. 
PILCHER, J. Mannheim’s sociology of generations na undervalued legacy. 
Bristish Journal of Sociology, v. 3, n. 45, p. 481-495, set. 1994. 
VEEN, W.; WRAKKING, B. Homo Zappiens: educando na era digital. Tradução 
de Vinícius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2009.

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