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GESTÃO EDUCACIONAL AULA 3 Profª Carolina Vilas Boas Alves Pedroso 2 CONVERSA INICIAL Dando continuidade aos nossos estudos da disciplina Gestão Educacional, na aula de hoje vamos aprender um pouco mais sobre essa área da educação. Inicialmente, vamos entender sobre as empresas, como elas se constituem, suas classificações quanto à origem do capital e principalmente quais são as estruturas organizacionais presentes no mundo empresarial. Em seguida, vamos conversar sobre as escolas, estas que também se classificam conforme a origem do capital, porém, todas independentemente objetivam promover o processo de ensino-aprendizagem. Além disso, a estrutura organizacional escolar deve ser composta por elementos básicos que garantam a participação de todos. Por isso, no decorrer desta disciplina, aprenderemos que a educação não ocorre apenas no ambiente escolar, mas também em outros âmbitos, conhecidas como educação não formal e educação informal. Estas ganham força com as novas gerações, e por isso a educação formal, a que ocorre nas escolas, precisa estar em constante desenvolvimento, de modo que não se torne ultrapassada. Agora que já realizamos um preâmbulo do que será nossa aula, convido você a conhecer os objetivos desta aula: • Compreender a empresa e a escola; • Conhecer a organização da empresa; • Conhecer a organização da escola; • Refletir a escola: educação; • Refletir a escola versus novas gerações. Seguimos juntos? Bons estudos! TEMA 1 – A EMPRESA E A ESCOLA Quando você pensa no ambiente empresarial e escolar, o que vem na sua mente? O que você acredita que a vivência nesses locais pode proporcionar às pessoas? Observe a imagem a seguir. 3 Figura 1 – Parceria empresarial Fonte: Studio Romantic/Shutterstock. A partir dessa imagem, podemos fazer a analogia de que as pessoas estão se conectando ao encaixarem suas peças de quebra-cabeça. Mas o que são conexões? São ligações e uniões entre as pessoas. E você acredita que nós fazemos ligações no ambiente empresarial e escolar? Iniciaremos nossos estudos entendendo que, em ambos os ambientes, todos os envolvidos geram conexões, ou seja, não conseguimos estar presentes sem desenvolver nenhum contato ou trocar experiências com os outros. Por isso, vamos começar conhecendo um pouco mais do que é e no que consiste uma empresa e uma escola. Uma empresa nada mais é que uma organização que tem objetivos comerciais. Mas como é possível alcançar esses objetivos? Depende do ramo empresarial em que a organização se encontra, se é através de produções que visam a venda de seus produtos ou a prestação de seus serviços. Porém, ambos os ramos têm a mesma intenção, que consiste no ganho econômico, ou seja, gerar lucro através de seus objetivos comerciais. Atualmente, toda empresa é formada por três elementos. O primeiro são os recursos materiais, que nada mais são do que a própria matéria-prima, pois sem ela a linha de produção para de funcionar e a empresa não obtêm lucro. No caso de prestação de serviços, os materiais estão ligados à mão de obra. O segundo elemento são os recursos humanos. Por mais que desde o período da Revolução Industrial tenhamos a presença de máquinas nas empresas, precisamos de humanos qualificados para operá-las. Por isso, não encontramos apenas colaboradores nesse elemento, mas também empresários, 4 fornecedores e clientes para que a empresa tenha a dinâmica necessária para funcionar. O terceiro e último elemento são os recursos financeiros, que nada mais são do que o próprio dinheiro para gerar capital para empresa. Ou seja, é através dele que será realizada a compra da matéria-prima e que voltará como pagamento do produto ou serviço prestado. Além dos três elementos, no ramo empresarial, consideram-se três classificações em relação à origem do capital. Vejamos: • A primeira é o capital investido pelo Estado, no qual são empresas chamadas de públicas e seus serviços prestados estão ligados às atividades estatal, ou seja, também são administradas pelo Estado. Um exemplo de empresa pública no Brasil é a Caixa Econômica Federal. • A segunda classificação são as empresas privadas, que são administradas pelos donos e seu capital. Assim, os lucros também serão deles. Estas são empresas que comercializam produtos ou serviços em geral, como a padaria do seu bairro, por exemplo. • A terceira classificação são as empresas mistas, em que o capital investido é tanto do Estado quanto do capital privado. Por isso, os dois recebem o lucro. Um exemplo de empresa mista no Brasil é a Petrobras. Até o momento, conseguimos aprender que toda empresa exige três recursos fundamentais para se constituir: os materiais, os humanos e os financeiros. Porém, a classificação de uma empresa pode variar entre pública, privada ou mista, dependendo da origem do seu capital. Mas, em relação à escola, será que existem semelhanças com as empresas? Vejamos. A partir de breve introdução histórica, a escola surgiu no Brasil na época do Brasil Colônia (1530-1822), com os jesuítas. A educação, nesse período, teve por objetivo catequizar os indígenas, ensinando-os sobre a religião católica. Apenas na Era Vargas (1930-1945), a escola foi declarada como um direito de todos os cidadãos, e a partir desse momento ganhou visibilidade como uma instituição que visa desenvolver seus indivíduos em seus aspectos culturais, sociais e cognitivos. Atualmente, podemos citar que as escolas são instituições que oferecem o processo de ensino-aprendizagem com o objetivo de formar e desenvolver os indivíduos. Lück (2009, p. 20) cita que a escola é 5 uma organização social constituída pela sociedade para cultivar e transmitir valores sociais elevados e contribuir para a formação de seus alunos, mediante experiências de aprendizagem e ambiente educacional condizentes com os fundamentos, princípios e objetivos da educação. Por isso, podemos entender que a escola é uma organização social que desenvolve em seus indivíduos aprendizagens significativas, proporcionando- lhes conhecerem o mundo e se conhecerem no mundo. Assim como as empresas, as escolas também são classificadas quanto à origem do capital, sendo elas de rede pública e de rede privada. Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas. Na escola da rede pública, o ensino é ofertado pelo governo de maneira gratuita e universal, a qual é dividida nas seguintes instâncias: • Escola municipal, que é administrada pela cidade responsável e fornece a educação básica (Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental). • Escola estadual, que recebe financiamento e investimento do Estado, por isso engloba os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, o Ensino Médio e algumas escolas técnicas. • Escola federal, de responsabilidade do governo federal, que são instituições que oferecem Ensino Médio e Ensino Técnico Profissional. Já a escola da rede privada não recebe nenhum auxílio do governo. Assim, os custos são mantidos por pessoas físicas ou jurídicas e, consequentemente, os lucros também são destinados a eles. Nessa rede de ensino, existem quatro categorias. A primeira é a própria escola particular em seu sentido íntegro citado acima. A segunda categoria são as escolas comunitárias, que são administradas por um grupo de pais ou de empresas, em que todas as despesas são divididas entre as famílias e a pequena margem de lucro é voltada à manutenção da escola. A terceira são as escolas confessionais, que consistem em instituições vinculadas ou pertencentes às igrejas, conhecidas como escolas religiosas. Por isso, são mantidas por elas, e a margem de lucro é destinada a essas instituições. Por fim, a quarta e última categoria são as escolas filantrópicas, que prestam serviços de educação e assistência social,mantidas por pessoas jurídicas e que oferecem a prestação de serviços à sociedade sem a finalidade de obtenção de lucro, apenas para a manutenção da escola. 6 Na continuidade da nossa aula, aprenderemos um pouco mais do que se constitui a escola. Porém, neste momento, podemos concluir que esses dois ambientes, além de gerar conexões entre as pessoas, também têm semelhanças quanto à origem do capital, pois precisam do elemento financeiro para gerir os processos em prol de seus objetivos. Destacando que os objetivos se diferem em cada ambiente, no empresarial são apenas objetivos comerciais com a intenção de obter lucro, e no escolar, o objetivo é formar e desenvolver seus indivíduos. TEMA 2 – A ORGANIZAÇÃO DA EMPRESA Explicamos que toda empresa possui elementos materiais, humanos e financeiros, porém, dois deles são manuseados por um deles. Você consegue identificar essa relação? Vejamos. Os elementos materiais, que são as matérias-primas e os elementos financeiros — que são a renda que a empresa possui —, são controlados pelo elemento humano. Por sua vez, este tem o papel de desenvolver, planejar, organizar, produzir e consequentemente propiciar a obtenção de lucro. Mesmo com esses três elementos presentes em toda empresa, você concorda que cada um é único? Que cada um tem suas necessidades e particularidades próprias? Devemos entender que cada empresa tem sua própria matéria-prima, seus colaboradores com aprendizados e vivências diferentes e, principalmente, sua origem de capital, que difere uma da outra. Todas essas questões influenciam quanto ao objetivo de qual obtenção de lucro pretendem adquirir. Por isso, reforçamos, neste momento, que não existe um modelo único de organização que atenderá a todas as empresas. Porém, existem modelos de organização que influenciam na administração empresarial: a organização linear, a organização funcional e a organização linha-staff. A organização linear é o mais antigo modelo e muito conhecida por ocorrer de forma piramidal, o que significa que existe hierarquia na empresa. Segundo Chiavenato (2014, p. 192), “o nome organização linear significa que existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre superior e subordinados”. Por isso, o comando ocorre na forma vertical, em que o superior estará sempre acima do colaborador, caracterizando a autoridade presente. 7 A vantagem desse tipo de organização é a fácil implementação, pois os cargos são bem definidos, e assim as decisões são mais rápidas, já que se concentra em um número menor de pessoas. Porém, a desvantagem é que ocorre um exagero na função de chefia e automaticamente caracteriza o comando, o que não permite a participação da equipe no trabalho. Já a organização funcional, Chiavenato (2014, p. 192) cita que “é o tipo de estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou princípio da especialização das funções”. Ou seja, a empresa que utiliza esse modelo acaba desenvolvendo a separação, a distinção e a especialização das atividades e funções entre os seus elementos humanos, nas quais serão responsáveis apenas por sua função, sem tentar cuidar ou resolver outros tipos de problemas que não lhes cabem. Nesse modelo, a autoridade é dividida e a comunicação é direta, ou seja, cada colaborador precisa reportar-se diretamente aos seus superiores a todo momento, e cada superior comandará apenas o que é de sua especialidade. A vantagem em utilizar esse tipo de organização está relacionada à especialização nos diversos cargos em que permitem uma supervisão de qualidade, comunicação direta e separação clara do que é cada setor e cargo. Já as desvantagens estão relacionadas à subordinação múltipla presente nas relações humanas, com a tendência de causar concorrência entre os cargos e gerar um clima de tensão e conflitos dentro da empresa. Por fim, a organização linha-staff, segundo Chiavenato (2014), é a combinação entre os dois primeiros tipos de organização, linear e funcional. Por isso, estão presentes características dos dois modelos ao mesmo tempo. Ou seja, cada órgão se reporta apenas a um setor, ocorrendo o princípio da autoridade. A comunicação ocorre de forma direta e formal entre os superiores e colaboradores, caracterizando a hierarquia. Existe também a separação entre os setores operacionais, entre os que executam o trabalho, com aqueles que são os assessores, que apoiam e dão suporte. Esses três tipos de organizações são tradicionais e estão presentes até hoje nas empresas. Sobretudo a linha-staff, pois traz conceitos novos a cada dia na evolução empresarial, como mudança de nomenclatura de setores para equipes, trabalho não isolado, mas feito em conjunto e autonomia e liberdade para o elemento humano. 8 A empresa precisa escolher uma forma de organização que, independentemente de seu ramo, servirá como um processo para atingir com eficiência seus objetivos empresariais. TEMA 3 – A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA No Brasil, segundo a Constituição Federal de 1988, o ensino deve ser ministrado com base nos princípios da gestão democrática. Assim, a estrutura organizacional de toda escola no país deve ser democrática, ou seja, deve-se permitir relações circulares e recíprocas, e não piramidais, como vimos anteriormente que ocorre em algumas empresas. Bordignon e Gracindo (2001) abordam que a estrutura organizacional da escola deve ter fundamentos e princípios que estejam articulados com a organização do trabalho pedagógico nos eixos da interação, cooperação e solidariedade entre todos, garantindo a relação democrática prevista em lei. Na mesma linha, Libâneo, Oliveira e Toschi (2012) classificaram elementos básicos que uma escola deve ter em sua estrutura organizacional, sendo eles: conselho de escola, direção, setor técnico-administrativo, setor pedagógico, instituições auxiliares e corpo docente e discente. Por isso, vamos entender um pouco mais sobre cada um deles: • Conselho de escola: esse elemento ocorre no início de todo ano letivo com a participação de todos os envolvidos no ambiente escolar, ou seja, docentes, especialistas da educação, funcionários, alunos e pais. O objetivo é consultar, deliberar e fiscalizar questões relacionadas às legislações e ao regimento escolar. • Direção: setor em que trabalha o diretor e seu assistente com o objetivo de coordenar, organizar e gerenciar a escola, auxiliando todos os sujeitos envolvidos. Além disso, tem a função de atender questões relacionadas a leis, regulamentos e determinações de órgãos superiores de ensino. • Setor técnico-administrativo: esse setor é dividido em setores menores, como secretaria, serviços auxiliares, zeladoria, vigilância, atendimento ao público, biblioteca, laboratórios e setor de multimeios. Cada setor tem seu respectivo elemento humano com suas funções determinadas. • Setor pedagógico: esse setor tem a presença de dois profissionais. O coordenador pedagógico, com o objetivo de acompanhar, assessorar, 9 apoiar e avaliar as atividades pedagógico-curriculares que os professores realizam com os alunos, além de manter uma relação com os pais e a comunidade; e o orientador educacional, que apresenta a função de atender e acompanhar individualmente os alunos em suas dificuldades. • Instituições auxiliares: constituem-se pela associação de pais e mestres, que funciona por meio de uma diretoria executiva e de um conselho deliberativo. Também corresponde ao grêmio estudantil, que proporciona a presença de alunos com autonomia para se organizarem em torno de seus interesses educacionais, culturais e sociais. • Corpo docente e discente: nesse setor, os docentes têm a função básica de contribuir para o objetivo principal da escola, que é o processo de ensino-aprendizagem, além de participarem da construção do projeto político pedagógico, dasatividades escolares, do conselho de classe, das reuniões com pais e demais atividades. Os discentes participam de tudo o que lhes cabem, como o processo de aprendizagem, o conselho de classe, o grêmio estudantil e as atividades escolares. Podemos entender que esses elementos básicos elencados são os setores em que os profissionais da educação, os alunos e a comunidade estão presentes, cumprindo suas funções em prol do objetivo maior: garantir o processo de ensino-aprendizagem de qualidade. TEMA 4 – ESCOLA: EDUCAÇÃO Como já estudamos, a escola é uma organização social em que ocorre o processo de ensino-aprendizagem dos indivíduos. Nesse processo, transcende a todo momento o conhecimento, Freire (2003, p. 79) afirma que “o conhecimento é o processo que implica na ação-reflexão do homem sobre o mundo”. Mas o que é propriamente a educação? Podemos iniciar essa definição citando que é um processo constante de conhecimento, ou seja, não paramos de aprender nenhum momento de nossas vidas. Estamos buscando a todo momento algo novo para conhecer, transformando o que já conhecemos. Partindo dessa premissa, podemos afirmar que a educação não ocorre apenas no ambiente escolar. Cadinha (2009, p. 18) afirma que “a educação 10 ocorre em muitos lugares, institucionalizados ou não, sob várias modalidades — estas chamadas de educação formal, não formal e informal”. Você já tinha ouvido falar sobre essas modalidades? Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas. A educação formal ocorre nas escolas, por isso é a educação institucionalizada, com a presença de metodologias sistemáticas que seguem padrões preestabelecidos, com a finalidade de alcançar objetivos que estão no projeto político pedagógico e no currículo da escola. Já a educação não formal se constitui de propostas mais abertas, possíveis de se desenvolverem de maneira flexível, ou seja, através do compartilhamento de experiências em espaços e ações coletivas do dia a dia. Existe nesta o emprego de procedimentos metodológicos, porém, não se segue uma sequência convencional necessária. Por fim, a educação informal ocorre nas situações do dia a dia, através do processo de socialização. Assim, o sujeito consegue se desenvolver e se transformar por efeito de sua integração com o meio no qual está inserido. Essa modalidade de educação é um processo permanente e que não exige organização de metodologias ou teorias. Como explicamos, a educação ocorre a todo momento em nossas vidas, independentemente de sua modalidade, formal, não formal ou informal, pois consiste no processo de adquirir o conhecimento e transformá-lo. TEMA 5 – ESCOLA VERSUS NOVAS GERAÇÕES Figura 2 – Parceria empresarial Fonte: bsd/Shutterstock. 11 Com certeza, você ouviu falar sobre baby boomers, geração X, millennials e geração Z. Observe a imagem acima e tente identificar se existem semelhanças e diferenças entre cada geração apenas através dos ícones apresentados. Provavelmente você identificou essas diferenças. Sabe por quê? Segundo Pilcher (1994), cada geração é definida por um conjunto de pessoas que experimentaram ao mesmo tempo eventos significantes. Ou seja, no decorrer da nossa história cada geração carregou consigo uma cultura própria, suas particularidades, seus modelos e a certeza de que eram únicas, originais, mais avançadas e mais competentes. O tempo estimado para o cálculo da idade de formação entre uma nova geração e outra é de aproximadamente 25 anos. Porém, atualmente, com o avanço dos recursos tecnológicos que provocam sobre a vida social, esse intervalo foi encurtado e se fala em uma nova geração sendo formada a cada década (Bortolazzo, 2012). Por isso, Fava (2014) cita que hoje convivemos em nossa sociedade entre as seguintes gerações: baby boomers, nascidos entre 1945 e 1960; geração X, nascidos entre 1961 e 1982; geração Y, nascidos entre 1983 e 2000; geração Z, nascidos entre 2000 e 2009; e geração Alpha, nascidos após 2010. Nas escolas, convivemos atualmente com a geração Z e geração Alpha. Por isso, vamos aprender um pouco mais sobre elas: 5.1 Geração Z Nascidos entre 2000 e 2010 receberam esse nome ao estarem relacionados ao termo zapear, pois estão a todo momento mudando rapidamente e consecutivamente canais de televisão e músicas, sem conseguir focar em uma única programação por muito tempo (Veen; Vrakking, 2009). O período de nascimento dessa geração ocorreu durante a evolução da internet e dos novos aparelhos digitais. Por isso, a velocidade da tecnologia os influenciou em relação à impaciência e à necessidade de resolução instantânea. Nessa geração, a educação começa a competir com o ambiente on-line, se tornou mais dinâmico, ativo e colaborativo, proporcionando a troca de conteúdos com velocidade nunca antes vista. Assim, a escola não consegue acompanhar os avanços tecnológicos. 12 5.2 Geração Alpha Essa geração vem logo após a geração Z, compostas por pessoas nascidas a partir de 2010. São consideradas a terceira geração dos nativos digitais, porém, já não conseguem mais fazer a separação entre o que é vida real e o que é digital, pois tudo está interligado. É a geração mais influenciada pela tecnologia, por isso, quer inventar, interagir e se conectar cada vez mais a partir dela. Por isso, nesta Era da Informação, para crianças Alpha, a educação passa por desafios a serem supridos. Se com a geração Z a escola começou a competir com o ambiente on- line, nessa geração já entendemos que ela deve ser aliada no processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a escola precisa estar atenta à evolução das gerações e entender que continua sendo uma organização social em que ocorre o processo de ensino-aprendizagem, porém, que caminha junto com a evolução tecnológica, devendo garantir um conhecimento dinâmico, interativo e intencional que atinja o interesse dos alunos. NA PRÁTICA Olá, caro estudante, tudo bem? Vamos colocar em prática o que aprendemos até aqui? Entendemos um pouco sobre o que é uma empresa e uma escola, como devem se organizar, em como a educação se constitui e os desafios com as novas gerações. Assim, você vai sintetizar os conhecimentos aprendidos. Assim, você deve pesquisar na internet uma escola e uma empresa da sua cidade e/ou região e preencher o quadro com as informações solicitadas. Se encontrar informações pertinentes à aula, fique à vontade para criar um novo campo no quadro e complementar. EMPRESA Ramo da empresa: Origem do capital: Modelo de organização: Modalidade de educação: 13 ESCOLA Rede de ensino: Modalidade de ensino: Estrutura organizacional: Modalidade de educação: FINALIZANDO Chegamos ao final da nossa aula da disciplina de Gestão Educacional e aprendemos um pouco mais sobre o ambiente empresarial e escolar, principalmente sobre a gestão que permeia esses dois ambientes. Iniciamos a aula compreendendo que na empresa e na escola, todos os indivíduos geram conexões, já que realizam trocas de experiências um com o outro. Porém, isso não significa que os dois ambientes são iguais e partem dos mesmos princípios. Estudamos que a empresa em sua composição tem três elementos essenciais: os materiais, os humanos e os financeiros. Além disso, nesse ramo, consideram-se três classificações em relação à origem do capital. Assim, temos as empresas públicas, as empresas privadas e as empresas mistas. Ainda nesse ambiente, podemos afirmar que não existe um modelo único de organização para as empresas. Por isso, existem modelos que podem influenciar na administração empresarial, a organização linear, a organização funcional e a organização linha-staff, conforme estudamos em nossa aula. Já em relação ao ambiente escolar, compreendemos que estas são organizações sociais que oferecem o processo de ensino-aprendizagemcom o objetivo de formar e desenvolver os alunos, sujeitos principais desse ambiente. As empresas também são classificadas quanto à origem do capital. Com isso, temos no sistema brasileiro de educação a rede pública que é dividida em escola municipal, escola estadual e escola federal. A rede privada pode ser dividida em escolas particulares, comunitárias, confessionais e filantrópicas. A organização da escola deve ser estruturada com base nos princípios da gestão democrática. Consequentemente, a estrutura organizacional da escola 14 deve permitir relações circulares e recíprocas, garantindo a participação de todos. Por fim, aprendemos um pouco mais sobre as gerações que convivemos atualmente na nossa sociedade, principalmente as que estão presentes nas escolas. Estas trouxeram a tecnologia para a realidade escolar, a qual deve ser encarada com uma aliada para o processo de ensino-aprendizagem. Assim, posteriormente, entenderemos um pouco mais sobre a gestão escolar. Seguimos juntos. Bons estudos! 15 REFERÊNCIAS BORDIGNON, G.; GRACINDO, R. Gestão da educação: o município e a escola. In: FERREIRA, N.; AGUIAR, M. (Org.). Gestão da educação: impasses, perspectivas e compromissos. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2001. p. 147-176. BORTOLAZZO, S. Nascidos na era digital: outros sujeitos, outra geração. In: ENDIPE – ENCONTRO NACIONAL DE DIDÁTICA E PRÁTICAS DE ENSINO, 16., 2012, Campinas. Anais… Unicamp: São Paulo, 2012. p. 2326-2337. BRASIL. 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