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1 
 
 
 
 
 
 
 
SES-SC 
Técnico em atividades Administrativas 
 
Relacionamento Interpessoal. .............................................................................................. 1 
Comunicação (emissor e receptor, canais de comunicação, mensagens, códigos, 
interpretações e ruídos na comunicação). ................................................................................ 7 
Organização, Sistemas e Métodos: Princípios de gerência: conceito e funções. ............... 17 
Organização do trabalho: o ambiente e sua organização; rotinas de trabalho; organização e 
utilização do material de escritório; de consumo e permanente. ............................................. 22 
O arquivo: conceito, tipos de arquivo, acessórios para arquivamento de papéis e fichas, 
sistemas de arquivamento, técnicas de arquivamento. ........................................................... 44 
A correspondência: conceito, tipos, estrutura da redação, abreviaturas mais usadas, a 
datilografia. ............................................................................................................................. 56 
O protocolo: recepção, classificação, registro e distribuição. ............................................. 71 
A documentação: conceito e importância, processos, tramitação. ..................................... 76 
Direito Administrativo: Conceito. ........................................................................................ 80 
Administração Pública (órgãos e agentes públicos). .......................................................... 82 
Princípios básicos da administração pública. ..................................................................... 96 
Uso e abuso do poder. Poder administrativo. ................................................................... 107 
Ato administrativo (conceito, classificação e invalidação). ............................................... 118 
Serviços Públicos (Princípios Gerais, Administração Direta e Indireta). ........................... 129 
Técnicas e procedimentos administrativos. ...................................................................... 148 
Principais elementos de administração, administração de pessoal, administração de 
recursos materiais. ............................................................................................................... 180 
Elaboração e digitação de documentos: ofícios, atas, memorandos, cartas, circulares, 
atestados, requerimentos, expedientes, processos, remessas. ............................................ 225 
Relações humanas no trabalho........................................................................................ 244 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá Concurseiro, tudo bem? 
 
Sabemos que estudar para concurso público não é tarefa fácil, mas acreditamos na sua 
dedicação e por isso elaboramos nossa apostila com todo cuidado e nos exatos termos do 
edital, para que você não estude assuntos desnecessários e nem perca tempo buscando 
conteúdos faltantes. Somando sua dedicação aos nossos cuidados, esperamos que você 
tenha uma ótima experiência de estudo e que consiga a tão almejada aprovação. 
 
Pensando em auxiliar seus estudos e aprimorar nosso material, disponibilizamos o e-mail 
professores@maxieduca.com.br para que possa mandar suas dúvidas, sugestões ou 
questionamentos sobre o conteúdo da apostila. Todos e-mails que chegam até nós, passam 
por uma triagem e são direcionados aos tutores da matéria em questão. Para o maior 
aproveitamento do Sistema de Atendimento ao Concurseiro (SAC) liste os seguintes itens: 
 
01. Apostila (concurso e cargo); 
02. Disciplina (matéria); 
03. Número da página onde se encontra a dúvida; e 
04. Qual a dúvida. 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhar em e-mails separados, 
pois facilita e agiliza o processo de envio para o tutor responsável, lembrando que teremos até 
cinco dias úteis para respondê-lo (a). 
 
Não esqueça de mandar um feedback e nos contar quando for aprovado! 
 
Bons estudos e conte sempre conosco! 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
1 
 
 
 
De modo geral, relacionamento interpessoal1, do âmbito da sociologia e psicologia, significa uma 
relação entre duas ou mais pessoas. Este tipo de relacionamento é marcado pelo contexto onde ele está 
inserido, podendo ser familiar, escolar, de trabalho ou de comunidade. 
Para compreender o relacionamento entre pessoas, necessário conceituar Relacionamento 
Interpessoal, Relacionamento Intrapessoal e Competência Interpessoal, vejamos: 
 
a) Relacionamento Interpessoal: relação social, ou seja, um conjunto de normas comportamentais 
que orientam as interações entre membros de uma sociedade. O conceito de relação social, da área da 
sociologia, foi estudado e desenvolvido por Max Weber. 
O conteúdo de um relacionamento interpessoal pode ser de vários níveis e envolver diferentes 
sentimentos como o amor, compaixão, amizade, etc. Um relacionamento deste tipo também pode ser 
marcado por características e situações como competência, transações comerciais, inimizade, etc. Um 
relacionamento pode ser determinado e alterado de acordo com um conflito interpessoal, que surge de 
uma divergência entre dois ou mais indivíduos. 
 
b) Relacionamento Intrapessoal: a aptidão de uma pessoa de se relacionar com os seus próprios 
sentimentos e emoções e é de elevada importância porque vai determinar como cada pessoa age quando 
é confrontada com situações do dia a dia. 
Para ter um relacionamento intrapessoal saudável, um indivíduo deve exercitar áreas como a 
autoafirmação, automotivação, autodomínio e autoconhecimento. 
 
c) Competência interpessoal: para Fela Moscovici2, é a habilidade de lidar eficazmente com relações 
interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada um e às 
exigências da situação. 
Complementando, competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente com relações de 
acordo com três critérios: 
1) Percepção acurada da situação interpessoal, de suas variáveis relevantes e respectiva inter-relação. 
2) Habilidade de resolver realmente os problemas, de tal modo que não haja regressões. 
3) Soluções alcançadas de tal forma que as pessoas envolvidas continuem trabalhando juntas tão 
eficientemente, pelo menos, como quando começaram a resolver seus problemas. 
 
Assim, competência interpessoal é resultante de percepção acurada realística das situações 
interpessoais e de habilidades específicas comportamentais que conduzem a consequências 
significativas no relacionamento duradouro e autêntico, satisfatório para as pessoas envolvidas. 
Alguns profissionais preocupados com o desenvolvimento humano e organizacional começaram a 
perceber e valorizar a importância de estudar e desenvolver as relações humanas e interpessoais para 
favorecer o aumento da produtividade, eficácia e qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho em 
que, geralmente, é o espaço no qual passam mais tempo da sua vida. 
O homem é um ser social e interage em diversos grupos, mas nem todo indivíduo consegue relacionar-
se com as diferenças sociais e acaba, conscientemente ou não, ocasionando problemas nas relações 
com ele mesmo ou com a empresa, família e sociedade em geral. 
A natureza humana em si é comum a todas as pessoas, mas individualizada em cada uma, porque 
cada um de nós tem estímulos e sentimentos diferentes, objetivos e experiências de vida que variam com 
o grau de cultura do contexto histórico-social em que vivemos. 
O processo de interação humana é complexo e ocorre permanentemente entre pessoas, sob forma 
de comportamentos manifestos e não manifestos, verbais e não verbais, pensamentos, sentimentos, 
reações mentais e/ou físico-corporais. 
No momento em que o indivíduo faz parte de um determinado grupo social começa a aprender,assimilar os seus valores, códigos e regras básicas de relacionamento que poderão entrar em conflito 
com os seus valores já aprendidos, no primeiro grupo em que desenvolveu seu processo de socialização, 
 
1 BRONDANI , J. P. Relacionamento interpessoal e o trabalho em equipe: uma análise sobre a influência na qualidade de vida no trabalho. Porto Alegre, 2010. 
2 MOSCOVICI, Fela. Equipes Dão Certo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. 
Relacionamento Interpessoal. 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
2 
 
dificultando a interação, a comunicação e a expressão de emoção. Contudo, se estiver disposto a 
trabalhar a competência interpessoal, possivelmente, não terá problemas no relacionamento. 
 
Quem escolher desenvolver a competência interpessoal precisará estar disposto e disponível a entrar 
no processo de crescimento pessoal com a ajuda de um profissional, que auxiliará a desenvolver: 
autopercepção; autoconscientização; autoaceitação; autoconhecimento; flexibilidade perceptiva e 
comportamental; criatividade para soluções mais originais; feedback e a dimensão afetiva. 
Portanto, o profissional que conseguir aliar a competência interpessoal com a técnica demonstrará 
estar mais preparado e fará a diferença para ingressar em um ambiente de trabalho com valores, atitudes 
e conteúdos intelectuais e emocionais que contribuirão na relação com a empresa, sua carreira, família e 
sociedade. 
 
Relacionamento Interpessoal no Trabalho 
 
O processo de interação humana encontra-se presente nas organizações, e a forma como se dão 
essas interações influencia os resultados de toda a empresa. Conviver com o outro não é uma tarefa fácil, 
e conviver com o outro no trabalho sem entender o comportamento de cada um é praticamente 
impossível. 
No contexto das organizações, o relacionamento interpessoal é de extrema importância. Um 
relacionamento interpessoal positivo contribui para um bom ambiente dentro da empresa, o que pode 
resultar em um aumento da produtividade e melhoria dos resultados, em geral. 
No trabalho, esse relacionamento saudável entre duas ou mais pessoas é alcançado quando as 
pessoas conhecem a si mesmas, quando são capazes de se colocar no lugar dos outros (demonstram 
empatia), quando expressam as suas opiniões de forma clara e direta sem ofender o outro (assertividade), 
são cordiais e têm um sentido de ética. Isto, pode-se entender que um bom relacionamento interpessoal 
deriva de relações que respeitam a ética em primeiro lugar. 
 
As relações interpessoais propagadas no ambiente de trabalho sofrem influências da estrutura 
organizacional e são reguladas para alcançar eficiência e resultados. 
 
O ser humano procura incessantemente a felicidade, a realização de sonhos e a convivência pacífica 
e harmoniosa com o outro tanto dentro quanto fora da organização. As relações de amizade e respeito 
fortalecem o convívio entre as pessoas. 
Se considerarmos essa interação de pessoas num ambiente organizacional, temos que levar em 
consideração que as pessoas não funcionam como máquinas e que muitas vezes o comportamento é 
diferente do que se espera. Isso porque, quando estamos em interação com outras pessoas, o 
funcionamento de ser de cada um é afetado, alterando o que se poderia chamar de “previsto ou 
esperado”. 
Para Moscovici, a interação humana ocorre em dois níveis concomitantes e interdependentes nas 
empresas: 
- O nível da tarefa que é a execução das atividades individuais e em grupos. 
- O nível socioemocional refere-se às sensações e sentimentos que são gerados pela convivência. 
 
Se esses sentimentos são positivos, o nível da tarefa é facilitado, gerando uma produtividade 
satisfatória. Se, ao contrário, o clima emocional não é satisfatório, a tarefa passa a sofrer os efeitos, que 
muitas vezes se manifestam com interações de desagrado, antipatia, aversão etc. 
A interação socioemocional pode favorecer o resultado do trabalho e as relações interpessoais. Se os 
processos são construtivos, a colaboração e o afeto predominam, o que possibilita a coesão do grupo, 
caso contrário, o grupo passa a ter conflitos internos. 
O que se observa é que para trabalhar bem, e em grupo, as pessoas precisam possuir não apenas 
competências técnicas para realizar suas funções, mas também competências emocionais. 
Vemos que a realização eu-eu é fundamental na interação com os outros; a forma como eu me vejo, 
minhas motivações e ideologia influem em cada interação interpessoal. A harmonia consigo mesmo, a 
auto aceitação e valorização, o bem-estar físico e mental, proporcionam um equilíbrio na relação com o 
outro. Muitas vezes, as dificuldades que surgem na relação eu-outro são causadas pela falta de equilíbrio 
da relação eu-eu. Portanto, é fundamental o equilíbrio eu-eu, para que se possa estar bem com os outros. 
Numa organização, a presença de um líder habilidoso é muito importante nesse processo. Ele poderá 
conduzir sua equipe para o sucesso e, se possui habilidades para lidar com as emoções e com a 
qualidade de vida, fará a diferença de forma positiva no seu grupo de trabalho. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
3 
 
A qualidade de vida no trabalho não decorre apenas de bons salários e planos de benefícios, mas do 
tratamento humano que valorize a gentileza, a possibilidade de expressar os pontos de vista divergentes, 
do respeito, do relacionamento sincero. No trabalho, os indivíduos apresentam sua maneira pessoal de 
lidar com seus sentimentos e emoções, e essa maneira própria entra em contato com outros indivíduos, 
que também possuem sua maneira própria. Essas emoções entram em contato diariamente, criando uma 
atmosfera diferente em cada setor, cada departamento, visto que cada local tem suas características 
próprias de conduzir seu trabalho, de discutir os problemas e de liderança. 
O indivíduo é dotado de sentimentos e emoções, necessita amar e ser amado, compreender e ser 
compreendido, aceitar e ser aceito pelo outro. Aprendendo a lidar com as diferenças e sentindo que essa 
segurança afetiva pode levar a um equilíbrio emocional e, consequentemente, a um ambiente de trabalho 
saudável e produtivo. As relações interpessoais estão cada vez mais sendo valorizadas no cenário das 
organizações. O capital humano faz a diferença, pois as pessoas que são a vantagem competitiva das 
empresas e o bem-estar no ambiente de trabalho resulta em produtividade e resultados. 
 
De acordo com a autora Edina de Paula Bom Sucesso3 “o autoconhecimento e o conhecimento do 
outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa atua no trabalho, 
dificultando ou facilitando as relações”. 
 
A autora aponta que as dificuldades encontradas são a falta de objetivos pessoais e dificuldade em 
priorizar e ouvir. 
O envolvimento de todos na empresa é importante: desde o gestor que saiba ouvir seus funcionários 
e que forneça feedback para seus subordinados até o funcionário que deve procurar seu 
autoconhecimento, priorizar seus objetivos e também saber ouvir o outro. Estas são ações que contribuem 
para que o ambiente de trabalho seja saudável. 
As emoções, inerentes ao indivíduo, inevitavelmente se fazem presentes nas relações de trabalho 
tanto positivas quanto negativas. 
 
De acordo com Sucesso, “três emoções primárias atuam sobre o comportamento: o medo, a ira 
e o afeto, que se apresentam de forma direta ou através de disfarces ou máscaras”. 
 
O medo é um entrave dentro das organizações, porque as pessoas não demonstram essa emoção, o 
que fazem é disfarçar; em consequência disso tornam-se desmotivadas, descrentes de suas capacidades 
de inovar e criar. O medo aparece sob várias situações, como por exemplo, demissões por atritos com 
gestores ou por enxugamento de quadro, pressão, punição, levam a climas desagradáveis dentro das 
organizações, influenciando o comprometimento, a motivação e a confiança. 
 
A raiva também está presente sob diversas formas, como por exemplo,a inveja do outro, de suas 
capacidades ou competências, disputa por cargos, causando até humilhação. A ironia é uma forma de 
raiva dissimulada, que agride, fere e magoa, assim como a hostilidade que começa com irritação, falta de 
cortesia e queixas e que aos poucos vai crescendo chegando a transformar-se em ódio. 
 
O afeto nas relações de trabalho é a emoção capaz de construir dias melhores nas organizações que 
requerem coragem, leveza, consistência, rapidez, exatidão e multiplicidade. 
 
Essas emoções negativas causam sofrimento e precisam ser trabalhadas para que as relações 
interpessoais tornem-se saudáveis melhorando a qualidade de vida no trabalho. Requer parceria, 
cooperação, polidez e respeito – virtudes derivadas do amor. 
Os líderes têm grande papel na mudança e manutenção das relações interpessoais, através de 
incentivos e medidas que tornem o clima positivo, que levem a satisfação do trabalho mantendo um 
diálogo aberto e franco prevenindo conflitos. 
Mudar o comportamento e alterar hábitos arraigados, como a falta de objetivos pessoais, dificuldades 
em priorizar e dificuldade em ouvir, entre outros, exige disciplina, persistência e determinação e 
dependem somente do próprio indivíduo, do valor que atribui à vida, da autoestima e autoimagem e do 
engajamento profissional, político e social. 
 
 
 
 
3 BOM SUCESSO, Edina de Paula. Relações Interpessoais e Qualidade de Vida no Trabalho. São Paulo: Qualitymark, 2002. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
4 
 
Questões 
 
01. (UFES - Assistente em Administração - UFES) Com relação ao relacionamento interpessoal, 
marque a alternativa INCORRETA. 
(A) Empatia significa a tendência de alguém sentir o que se sentiria caso estivesse na situação e 
circunstâncias experimentadas por outra pessoa. 
(B) Simpatia é a faculdade de compartilhar as alegrias ou tristezas de outrem. 
(C) Comunicação é o processo de se relacionar com outras pessoas por meio de ideias, fatos, 
pensamentos, valores e mensagens. 
(D) A comunicação apresenta um forte componente de controle no comportamento da organização, 
dos grupos e das pessoas. 
(E) A comunicação nas empresas, dentro dos grupos, não pode ser utilizada para as pessoas 
expressarem seus sentimentos de satisfação ou insatisfação. 
 
02. (METRÔ/DF - Assistente Administrativo - IADES) Em situações de trabalho, seja em 
organizações públicas ou privadas, é de suma importância a qualidade dos relacionamentos 
interpessoais. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta. 
(A) Para haver comportamento interpessoal eficaz, é indispensável que as competências individuais 
se sobreponham aos resultados coletivos. 
(B) Companheirismo, respeito, empatia, solidariedade, honestidade, lealdade, transparência e 
sinceridade são exemplos de características que podem contribuir para a eficácia nas relações 
interpessoais. 
(C) Competências interpessoais eficazes e competências técnicas laborativas representam a mesma 
coisa com denominações diferentes. 
(D) Questões comportamentais que podem estar presentes nas relações interpessoais, resultantes de 
diferenças de personalidades, preconceitos, desagregação e conflitos, por exemplo, não são capazes de 
afetar a produtividade, pois não influenciam as competências interpessoais em nenhuma situação. 
(E) O que, de fato, interessa para garantir o bom desempenho dos membros de uma equipe de trabalho 
são as competências técnicas laborativas de cada um dos respectivos integrantes, uma vez que as 
habilidades de relacionamentos interpessoais não são capazes de afetar, de maneira alguma, o 
desempenho deles. 
 
03. (ELETROBRAS - Leiturista - IADES) A respeito da comunicação e do relacionamento 
interpessoal, assinale a alternativa correta. 
(A) Relacionamento interpessoal não pode ser considerado como fator diferencial no atendimento ao 
cliente. 
(B) O estilo relacional passivo é observado por meio de comportamentos de ataque contra as pessoas 
e diante de certos acontecimentos. 
(C) O estilo agressivo não abrange as relações interpessoais, pois esquiva-se dos encontros e não se 
envolve diretamente com as pessoas nem nos acontecimentos. 
(D) O estilo assertivo ou auto afirmativo passivo afasta-se ou submete-se; não age. Torna-se 
geralmente uma pessoa ansiosa, que apresenta dores de cabeça com frequência e sofre de insônias. 
(E) O estudo dos relacionamentos interpessoais está diretamente ligado ao estudo da comunicação 
eficaz, uma vez que, para se fazer uso das ferramentas disponibilizadas por esse estudo, é necessário 
conhecer o outro. 
 
04. (TRT 3ª Região/MG - Analista Judiciário - FCC) Competência interpessoal é a habilidade de 
(A) utilizar o poder do conhecimento para fazer as pessoas se comportarem de acordo com os seus 
objetivos. 
(B) separar claramente os aspectos emocionais dos aspectos técnicos nos conflitos interpessoais, 
procurando neutralizar os primeiros e ressaltar os segundos. 
(C) resolver os conflitos de percepção interpessoais utilizando técnicas de brainstorming. 
(D) envolver todos no processo de decisão por meio de processos de gestão participativa. 
(E) desenvolver acurada percepção da situação, de suas variáveis relevantes e suas respectivas inter-
relações. 
 
05. (Pref. Paulista/PE - Auxiliar de Serviços Gerais - UPENET) “Ter ética profissional é o indivíduo 
cumprir todas as atividades de sua profissão, seguindo os princípios determinados pela sociedade e pelo 
seu grupo de trabalho”. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
5 
 
Acerca da ética e do relacionamento interpessoal, é CORRETO afirmar que 
(A) ter um bom relacionamento interpessoal independe da ética. 
(B) ser ético não exige um bom relacionamento interpessoal. 
(C) o bom relacionamento interpessoal é derivado da ética. 
(D) a ética está dissociada das relações interpessoais. 
(E) ser ético não exige mudanças de paradigmas. 
 
06. (Pref. São José do Rio Preto/SP - Agente Administrativo - VUNESP) Para que o clima 
organizacional seja harmonioso e as pessoas tenham um bom relacionamento interpessoal, é necessário 
que cada um 
(A) aja de acordo com suas próprias experiências profissionais, deixando de levar em conta as 
diferenças entre os membros da equipe. 
(B) realize seu trabalho de forma a cumprir o cronograma individual estabelecido a cada componente 
por todas as chefias da organização. 
(C) deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e 
duradouras. 
(D) deixe claro suas opiniões em primeiro lugar e, na sequência, a opinião dos demais membros do 
grupo de trabalho. 
(E) conduza seu trabalho de forma responsável, sem, no entanto, ouvir ou participar aos demais suas 
ideias e opiniões. 
 
07. (ISGH - Recepcionista - INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO) Analise as duas afirmativas abaixo e 
responda: 
I. Refere-se à relação com o próximo através de comportamentos e atitudes que interferem no convívio. 
Julgada indispensável no contexto organizacional. Trata-se de um processo de interação, não sendo um 
processo solitário. Habilidade necessária de se relacionar com as pessoas, entender e interagir diante de 
humores e temperamentos dos outros; 
II. A ocorrência dessa relação se dá através de um quantitativo mínimo de pessoas; 
 
As duas afirmativas referem-se, respectivamente: 
(A) I - Relacionamento interpessoal; II - 3 pessoas; 
(B) I - Relacionamento intrapessoal; II - 2 pessoas; 
(C) I - Relacionamento interpessoal; II - 2 pessoas; 
(D) I - Relacionamento intrapessoal; II - 3 pessoas. 
 
08. (UFPE - Auxiliar em Administração - COVEST) A eficácia de um empregado no seu 
comportamento interpessoal no ambiente de trabalho consiste em: 
(A) colaborar com todos, de forma construtiva e amigável, além de ter capacidade de reconhecer a 
contribuição individual e coletiva do grupo nos resultados alcançados. 
(B) assumir a liderança na definição de metas desafiantes para si e para os colegas de trabalho, 
incentivando todosa atingir os resultados por ele estabelecidos. 
(C) utilizar procedimentos apurados e rigorosamente testados para reduzir problemas de 
relacionamento decorrentes de falhas técnicas cometidas por um colega de trabalho. 
(D) competir com seus colegas para “bater metas” e descobrir métodos para reduzir os custos do 
trabalho realizado pelo grupo de que faz parte. 
(E) ser proativo na realização das tarefas em seu setor de trabalho, sendo capaz de atuar e assumir 
responsabilidades pelos erros e acertos de todos os membros de seu grupo. 
 
09. (UFERSA - Assistente em Administração - COMPERVE) As pessoas são consideradas 
elementos-chave para o alcance dos objetivos organizacionais. Entretanto, a forma como elas se 
relacionam pode determinar o sucesso ou fracasso de uma organização. 
 
Sobre o comportamento das pessoas nas organizações, é correto afirmar: 
(A) Conhecer a si mesmo é um dos pilares do bom relacionamento em grupos. 
(B) Relacionar-se bem com o chefe garante o bom relacionamento interpessoal. 
(C) Relacionar-se com pessoas de outros departamentos é essencial para se ter um bom 
relacionamento interpessoal. 
(D) Fazer parte de grupos informais assegura que se tenha uma boa relação interpessoal. 
 
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6 
 
10. (TRE/AL - Técnico Judiciário - CESPE) Toda pessoa com história de relacionamentos bem-
sucedidos possui talento interpessoal e tende a ser mais flexível no contexto social. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
1.E / 2.B / 3.E / 4.E / 5.C / 6.C / 7.C / 8.A / 9.A / 10.Errado 
 
Comentários 
 
Resposta: E 
A única assertiva incorreta é a letra e, pois, entre outras coisas, a comunicação expressa sentimentos 
de satisfação e insatisfação seja com questões relacionadas ao trabalho ou não. 
 
02. Resposta: B 
As características citadas são relevantes para desenvolver bons relacionamento interpessoais. 
 
03. Resposta: E 
A afirmativa “e” coloca corretamente a relação existente entre o estudo dos relacionamentos 
interpessoais e o estudo da comunicação eficaz, uma vez que, para se fazer uso das ferramentas 
disponibilizadas por esse estudo, é necessário conhecer o outro. 
 
04. Resposta: E 
De acordo com Fela Moscovici, competência interpessoal é a habilidade de lidar eficazmente com 
relações interpessoais, de lidar com outras pessoas de forma adequada às necessidades de cada um e 
às exigências da situação. 
 
05. Resposta: C 
O bom relacionamento interpessoal é derivado da ética, como foi visto anteriormente. A partir do 
momento em que se segue um comportamento ético está se formando uma base para o desenvolvimento 
de um bom relacionamento interpessoal. Pode-se entender que um bom relacionamento interpessoal 
deriva de relações que respeitam a ética em primeiro lugar. 
 
06. Resposta: C 
Deixe de agir de forma individualizada e egoísta, promovendo relações amigáveis, construtivas e 
duradouras. 
 
07. Resposta: C 
Relacionamento interpessoal é um conceito do âmbito da sociologia e psicologia que significa uma 
relação entre duas ou mais pessoas (pelo menos duas pessoas). Este tipo de relacionamento é marcado 
pelo contexto onde ele está inserido, podendo ser um contexto familiar, escolar, de trabalho ou de 
comunidade. O relacionamento interpessoal implica uma relação social, ou seja, um conjunto de normas 
comportamentais que orientam as interações entre membros de uma sociedade. O conceito de relação 
social, da área da sociologia, foi estudado e desenvolvido por Max Weber. 
 
08. Resposta: A 
A eficácia de um empregado no seu comportamento interpessoal no ambiente de trabalho consiste em 
colaborar com todos, de forma construtiva e amigável, além de ter capacidade de reconhecer a 
contribuição individual e coletiva do grupo nos resultados alcançados. 
 
09. Resposta: A 
No trabalho, esse relacionamento saudável entre duas ou mais pessoas é alcançado quando as 
pessoas conhecem a si mesmas, quando são capazes de se colocar no lugar dos outros (demonstram 
empatia), quando expressam as suas opiniões de forma clara e direta sem ofender o outro (assertividade), 
são cordiais e têm um sentido de ética. 
 
10. Resposta: Errado 
Toda pessoa com história de relacionamentos bem-sucedidos possui talento interpessoal e tende a 
ser mais flexível no contexto social, pois nem toda pessoa com bom relacionamento possui talento 
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7 
 
interpessoal. A pegadinha da questão é o "toda pessoa". Em relações humanas não existem regras 
absolutas (desconfie de regras absolutas como “toda”, “sempre”, “nunca”). 
 
 
 
A necessidade de comunicação é tão antiga como a formação da sociedade humana, isso porque o 
homem teve sempre a preocupação de registrar suas observações e seus pensamentos para as gerações 
futuras. Assim, os sentimentos, os comportamentos, as ações, os pensamentos, os desejos e a cultura 
têm em comum a necessidade de expressão para se tornarem “reais”, o que é viabilizado pela 
comunicação. 
A comunicação pode ser considerada o processo social básico, primário, porque é ela que torna 
possível à própria vida em sociedade. Vida em sociedade significa intercâmbio. E todo intercâmbio entre 
os seres humanos só se realiza por meio da comunicação. A comunicação preside e rege todas as 
relações humanas. 
Dessa forma, podemos afirmar que a comunicação é o ato de comunicar algo ou de comunicar-se 
(com alguém). O verbo vem do latim communicare, que significa participar, fazer, saber, tornar comum. 
Quando eu comunico alguma coisa a alguém essa coisa se torna comum a ambos. 
 
A Comunicação no Ambiente de Trabalho 
 
A comunicação no ambiente de trabalho ou Comunicação Corporativa é a comunicação de uma 
organização que pode ser entendida também como equivalente às expressões comunicação empresarial 
ou comunicação organizacional. 
A ideia de uma comunicação corporativa é a de que seja a representação de um conjunto de 
mensagens que juntas formam um só corpo: cada mensagem isolada influenciará na percepção final da 
mensagem da corporação, da geração e manutenção de identidade, imagem e reputação. 
Quando o processo comunicacional das empresas é bem definido, aumenta-se a eficiência, a 
satisfação e a qualidade de todas as relações interpessoais. 
No interior das organizações a maioria das tarefas, se não todas, são realizadas por meio da 
comunicação, como ordens transmitidas, memorandos escritos, palestras assistidas, missões, metas e 
objetivos desenvolvidos e avaliações feitas. 
Cada departamento, cada área da organização, cada mensagem formal ou informal pode gerar 
percepções dos públicos com os quais se relacione essa dada organização e, por isso, é fundamental a 
importância de se agir de forma planejada e orquestrada para a criação e manutenção de 
relacionamentos. 
É através da transferência de significados de uma pessoa para outra que as informações e as ideias 
podem ser transmitidas. A comunicação, contudo, é mais do que simplesmente transmitir um significado. 
Ela precisa ser compreendida, precisa incluir a transferência e a compreensão do significado. 
 
Assertividade e a Comunicação 
 
A assertividade4 é o principal princípio da comunicação, assertividade é a capacidade de nos 
expressarmos aberta e honestamente, sem negarmos os direitos dos outros. 
Bons líderes são bons comunicadores. Ser um bom comunicador não significa apenas ter habilidade 
de um grande orador. É necessário ter assertividade na hora de expor suas ideias. O bom comunicador 
nunca dá margem à dúvida, ele é claro e conciso. Assim, os líderes de sucesso são bons comunicadores, 
pois possuem assertividade em expressar-se. 
Na comunicação, o comportamento não assertivo ou o agressivo, raramente consegue fazer com que 
atinjamos o nosso objetivo. 
A pessoa não assertiva acaba perdendo negócios, clientes e amigos, pois sua comunicação gera 
ressentimentos e hostilidade. Já a pessoa assertiva, pode expressar discordância e insatisfação,mas, ao 
fazê-lo, direciona esses sentimentos ao comportamento e não à pessoa, sem constrangimento ou 
ansiedade; faz com que esta saiba exatamente o que deseja ou precisa sem tentar dominar, humilhar ou 
insultar. 
 
4 http://www.ibccoaching.com.br/blog/gestao-de-rh/comunicacao-assertiva-desenvolva-uma-comunicacao-clara-e-reduza-conflitos/. 
Comunicação (emissor e receptor, canais de comunicação, mensagens, códigos, 
interpretações e ruídos na comunicação). 
 
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8 
 
A assertividade deve ser treinada. Quando estamos dispostos a desenvolver uma área que favorece 
tanto nosso crescimento profissional quanto pessoal, abrimos espaço para o conhecimento. Quando o 
buscamos, reconhecemos que sempre podemos melhorar e que o aperfeiçoamento faz parte deste 
processo. Assim, investir em nós mesmos significa evoluir e alcançar com sucesso nossos objetivos. 
 
Veja abaixo, abordaremos cinco dicas poderosas para exercitar e treinar a assertividade: 
1. Tenha conhecimento do que fala: evite sair falando o que não tem um real conhecimento. Busque 
informações a respeito do que quer transmitir. 
2. Seja claro e direto: a comunicação assertiva vai direto ao ponto, mas cuidado para não parecer 
agressivo. Exponha suas ideias sem rodeios, mas evite julgar ou impor seu ponto de vista. 
3. Cuidado com a linguagem: devemos ter cuidados com o nosso idioma. Quando usamos, 
principalmente, a forma escrita e não prestamos atenção na forma correta do uso da linguagem, podemos 
passar uma mensagem diferente de como era para ser transmitida. 
4. Expressão corporal: fique atento à linguagem corporal, pois a comunicação também é formada 
pelo uso do corpo. Transmitimos mensagem e sinais o tempo todo durante uma conversa. Procure saber 
mais a respeito. 
5. Use a Empatia: pense em como seria estar no lugar do outro enquanto se comunica. 
 
Sistemas de Comunicação5 
 
Um sistema, como se sabe, é um conjunto de elementos que estão dinamicamente relacionados e que 
formam uma atividade para atingir objetivos comuns. Conforme o exposto por Battisti6, “o Sistema de 
comunicação da empresa é de grande importância para a instituição não somente interna como externa. 
É neste sistema que aplica as necessidades organizacionais, é nele que fluem e que dá movimento a 
empresa. É preciso ser cuidadoso com a comunicação informal, aquela que surge espontaneamente, 
podendo ajudar a empresa com críticas internas para um determinado produto, é necessária atenção 
também à comunicação errada entre os subordinados trazendo constrangimento ou interferindo nas 
regras estabelecidas mudando até mesmo a cultura da empresa. 
No Sistema de comunicação deve ser considerado: 
 O que dizer; 
- A quem dizer; 
- Quando dizer; 
- Com que frequência; 
- De que forma; 
- Por que meio de comunicação, entre outras. 
 
Elementos Clássicos da Comunicação 
 
Dentro do processo de Comunicação existem alguns fatores que são imprescindíveis de serem citados 
como Elementos da Comunicação: 
Emissor: qualquer ser capaz de produzir e transmitir uma mensagem. 
Receptor: qualquer ser capaz de receber e interpretar essa mensagem. 
Codificar: transformar, num código conhecido, a intenção da comunicação ou elaborar um sistema de 
signos. 
Descodificar: decifrar a mensagem, operação que depende do repertório (conjunto estruturado de 
informação) de cada pessoa. 
Mensagem: trata-se do conteúdo que será transmitido, as informações que serão transmitidas ao 
receptor. Qualquer coisa que o emissor envie com a finalidade de passar informações. 
Código: o modo como a mensagem é transmitida (escrita, fala, gestos, etc.) 
Canal: é a fonte de transmissão da mensagem (revista, livro, jornal, rádio, TV, ar, etc.) 
Contexto: situação que envolve emissor e receptor. 
Ruído: são elementos que interferem na compreensão da mensagem que está sendo transmitida, 
podem ser ocasionados pelo ambiente interno ou externo. Pode ser tantos barulhos de uma maneira 
geral, uma palavra escrita incorretamente, uma dor de cabeça por parte do emissor como do receptor, 
uma distração, um problema pessoal, gírias, neologismos, estrangeirismos, etc., podem interferir no 
perfeito entendimento da comunicação. 
 
5 http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/cm/article/viewFile/11624/6664 
6 http://juliobattisti.com.br/tutoriais/lucineiagomes/som007.asp 
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9 
 
Linguagem verbal: as dificuldades de comunicação ocorrem quando as palavras têm graus distintos 
de abstração e variedade de sentido. O significado das palavras não está nelas mesmas, mas nas 
pessoas (no repertório de cada um e que lhe permite decifrar e interpretar as palavras). 
Linguagem não-verbal: as pessoas não se comunicam apenas por palavras. Os movimentos faciais 
e corporais, os gestos, os olhares, e a entonação são também importantes (são os elementos não verbais 
da comunicação). 
Retroalimentação ou Feedback: é o processo onde ocorre a confirmação do entendimento ou 
compreensão do que foi transmitido na comunicação. 
 
Macromodelo do Processo de Comunicação 
 
 
Fonte: Kotler e Keller, 2012. 
 
Em suma, a comunicação é um processo pelo qual a informação é codificada e transmitida por um 
emissor a um receptor por meio de um canal. A comunicação é, portanto, um processo pelo qual nós 
atribuímos e transmitimos significado a uma tentativa de criar entendimento compartilhado. 
Alguns exemplos de comunicação feita por um Emissor dentro de uma organização. 
- Divulgar para os funcionários a festa de confraternização de final de ano; 
- Convidar os funcionários para a festa; 
- Divulgar as restrições que poderá exigir essa confraternização; 
- Informar os funcionários dos brindes e brincadeiras; 
- Agradecer antecipadamente pelo ano que se encerrou e a presença dos funcionários; 
- Entre várias outras mensagens. 
 
Funções da Comunicação 
 
A comunicação tem quatro funções básicas dentro de um grupo ou de uma organização: 
 
1. Controlar o comportamento: as organizações possuem hierarquias e orientações formais que 
devem ser seguidas pelos funcionários. 
A comunicação informal também controla o comportamento. Quando um grupo de trabalho hostiliza 
ou reclama com um membro que está produzindo demais (e, assim, fazendo comunicando informalmente 
e controlando o comportamento do colega. 
 
2. Melhorar a motivação dos funcionários: esclarece aos funcionários o que deve ser feito, qual a 
qualidade do seu desempenho e o que fazer para melhorá-lo. O estabelecimento de metas específicas, 
o feedback do progresso em relação a elas e o reforço do comportamento desejável estimulam a 
motivação e requerem comunicação. 
 
3. Fornecer o meio para a expressão emocional: para muitos funcionários, seu grupo de trabalho é 
sua fonte primária de interação social. A comunicação que ocorre dentro do grupo é um mecanismo 
fundamental para que seus membros expressem suas frustrações ou sentimentos de satisfação. 
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4. Oferecer as informações necessárias para a tomada de decisões: a função final desempenhada 
pela comunicação se relaciona a seu papel como facilitadora de tomada de decisões. 
 
Nenhuma destas quatro funções deve ser vista como mais importante do que as demais. Para que os 
grupos tenham um bom desempenho, eles precisam ter algum tipo de controle sobre seus membros, 
estimulá-los ao esforço, oferecer os meios para sua expressão emocional e para a tomada de decisões. 
Praticamente toda interação de comunicação que ocorre dentro de um grupo ou organização exerce uma 
ou mais destas quatro funções. 
 
Comunicação Eficaz 
 
Veja a seguir algumas considerações necessárias para uma comunicação eficaz: 
- Identificação do Público alvo: é importante considerar o nível social, a que grupo que pertence de 
atitudes, religiões e crenças desse público. 
- Elaborar a mensagem: verificar estrutura, formato e o própriotexto. 
- Determinar os objetivos da comunicação: o que deseja comunicar e para qual tipo de público. 
- Selecionar os meios de comunicação: cada meio traz um benefício diferente e com velocidade dos 
resultados diferentes e com custo diferenciado que deve ser considerado no que busca com o resultado 
a ser atingido. Ela poderá ser pessoal ou por meio de propaganda por meio de mídias. 
- Medir e avaliar o resultado do sistema de comunicação: deverá avaliar o resultado atingindo no 
projeto elaborado nos sentidos de custos, em melhoria para a empresa e as considerações para melhorar 
a propaganda ou o projeto de comunicação. 
 
Tipos de Comunicação 
 
Comunicação Formal 
A comunicação formal é a comunicação que ocorre por meio dos canais de comunicação formalmente 
existentes no organograma da empresa, derivada da alta administração. A mensagem é transmitida e 
recebida pelos canais formalmente estabelecidos pela empresa na sua estrutura organizacional. É o tipo 
de comunicação oficial, seja ela interna ou externa, sendo quase toda feita por escrito e devidamente 
registrada através de correspondências ou formulários. Podemos exemplificar os comunicados gerais da 
empresa, postados em quadros ou murais com essa finalidade. 
 
Comunicação Informal7 
Existe também um sistema informal: a rede de rumores. Embora seja informal, isto não significa que 
não seja uma importante fonte de informações. 
A comunicação informal é aquela que surge espontaneamente através da estrutura informal e fora dos 
canais de comunicação oficiais estabelecidos pelo organograma, abordando todo tipo de relação social 
entre os colaboradores. É a forma pela qual os funcionários obtêm mais informações, isto é, por meio de 
boatos rumores e conversas. 
De maneira geral, a comunicação informal aborda mensagens que podem ou não ter relação com as 
atividades de uma organização. Por meio desta comunicação pode-se obter mais rapidamente a 
mensuração de opiniões e insatisfações dos colaboradores, do clima organizacional e da reação das 
pessoas aos processos de mudança. 
 
Características da rede de rumores (comunicação informal): 
- Informal, sem controle da administração; 
- É tida pela maioria dos funcionários como mais confiável e fidedigna do que os comunicados formais; 
- É largamente utilizada para servir aos interesses pessoais dos que a integram; 
 
Os segredos e a competitividade que fazem parte da vida na organização — em torno de temas como 
a nomeação de novos chefes, a redistribuição das salas ou o realinhamento das atribuições de tarefas — 
criam as condições que estimulam e sustentam a rede de rumores. 
Os executivos podem eliminar os rumores? Não! O que eles podem fazer, entretanto, é minimizar as 
consequências negativas dos rumores, limitando sua abrangência e seu impacto. 
 
 
 
7 WATANABE. C, Comunicação Formal e Informal. 2009. 
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11 
 
Comunicação Interna 
É comumente entendida como um processo de trocas entre os colaboradores de uma organização, 
envolvendo toda a equipe no processo comunicativo e pulverizando os conteúdos informativos, seja de 
forma vertical e horizontal. 
A comunicação interna é uma ferramenta fundamental para as organizações no que se refere à 
obtenção de excelentes resultados como: aumento de produtividade e ganho financeiro. Porém, quando 
há falhas ou barreiras na comunicação interna, ocorrem vários transtornos que podem levar a organização 
ao descrédito, ou até mesmo ao fracasso. 
A comunicação quando malfeita ou feita de forma insatisfatória gera ruído, insegurança, desmotivação 
e falta de comprometimento dos clientes internos. O importante é que muitas vezes essa comunicação 
precisa ser levada a sério, mas antes disso precisa se mostrar estratégica para os gestores. 
Sendo assim, a função básica da comunicação é tornar comum os planos, as metas e os objetivos 
estabelecidos desde os mais altos cargos da empresa até o “chão de fábrica”. A ideia é a de envolver os 
funcionários, pois a comunicação interna promove a interação e integração das pessoas, departamentos 
e áreas, para que todos caminhem na mesma direção, em busca do mesmo alvo. 
 
 Níveis de Interação 
As comunicações podem acontecer por meio dos seguintes fluxos: 
 
Horizontal: realizado entre unidades organizacionais diferentes, mas do mesmo nível hierárquico. 
 
 
 
Diagonal ou transversal: realizado entre unidades organizacionais e níveis diferentes. 
 
 
 
Vertical: realizado entre níveis diferentes, mas da mesma área. 
 
O feedback ajuda a comunicação, pois funciona como um mecanismo corretivo para o indivíduo que 
quer aprender a ver se o seu comportamento condiz com as suas intenções, ou seja, compreender melhor 
as lacunas na sua comunicação com os outros. 
 
Comunicação Externa 
Ao contrário da comunicação interna, que visa integrar a equipe, a externa visa levar a organização ao 
conhecimento público, a ser vista e reconhecida como tal. Essa comunicação se dá muitas vezes por 
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meio do trabalho de assessoria de imprensa. A comunicação externa é importante para a visibilidade de 
qualquer organização. 
 
Dentre os objetivos da comunicação externa, podemos destacar: 
- A construção da imagem institucional da empresa; 
- Atender às exigências dos consumidores mais conscientes de seus direitos; 
- A adequação dos trabalhadores ao aumento da competição no mercado; 
- A defesa dos interesses junto ao governo e aos políticos (lobby); 
- O encaminhamento de questões sindicais e relacionadas à preservação do meio ambiente etc. 
 
É muito importante que se associe ao nome da empresa aos benefícios que a sociedade tem tido por 
meio das atividades da organização e de seu cuidado e preocupação com a coletividade, meio ambiente 
etc. Ou seja, não basta ter bons produtos e prejudicar a sociedade. É necessário beneficiar a população. 
 
Comunicação Integrada 
A comunicação integrada vai além. Pressupõe não apenas um diálogo produtivo, mas um 
planejamento conjunto. O processo de tomada de decisões deve incluir outras instâncias da organização 
que não as vinculadas especificamente à comunicação/marketing. Deve ser compartilhado, ainda que 
haja um chefe, um superintendente ou diretor geral a que todos se reportam. 
O resultado da comunicação integrada é uma imagem institucionalizada bem mais alinhada e mais 
global, evidenciando cada setor da corporação, suas atividades e especificidades. E, ainda que seja algo 
novo no mercado, esta não é apenas uma opção, mas uma necessidade e um diferencial em uma 
organização, isto é, uma tendência que aponta para o futuro. 
 
Barreiras na Comunicação8 
 
As pesquisas indicam que as falhas de comunicação são as fontes mais frequentemente citadas de 
conflitos interpessoais. Como as pessoas passam cerca de 70 por cento de suas horas se comunicando 
— escrevendo, lendo, falando, escutando, parece razoável afirmar que uma das principais forças que 
podem impedir o bom desempenho de um grupo é a falta de uma comunicação eficaz. 
 
As barreiras na comunicação podem estar presentes em todo e em qualquer processo de 
comunicação. Pode-se dizer que é mais provável que ocorra interferência quando a mensagem é 
complexa, provoca emoções ou se choca com o estado mental do receptor. Dessa forma, faz-se 
necessário descrever, de modo sucinto, alguns aspectos que interferem: 
 
- Semântica: está relacionado ao significado diferente que as pessoas vinculam às palavras, nesta 
situação, é provável que um sujeito atribua um significado errado a uma palavra ou a uma comunicação 
não-verbal. 
 
- Filtragem da informação negativa: ocorre principalmente de baixo para cima e tende a filtrar os 
efeitos negativos para não desagradar aos superiores. Além disso, a filtragem ocorre quando há um 
histórico de punições por parte da gerência executiva com os portadores de más notícias e também 
quando uma mensagem é passadapor várias pessoas, causando perda de informações e distorções da 
mensagem original. 
 
- Credibilidade do transmissor: é um dos elementos fundamentais para uma liderança eficaz. Quanto 
mais confiável for a fonte ou transmissor, maior será aceitação da mensagem. 
 
- Sinais misturados: estão intimamente associados à postura do gestor e àquilo que ele enuncia, ou 
seja, é necessário apresentar coerência entre o que ele fala e como se comporta. 
 
- Diferentes estruturas de referência: envolve pontos de vista e perspectivas baseadas em 
experiências passadas. 
 
- Julgamento de valor: é fazer julgamentos antes de receber a mensagem completamente. Um 
julgamento apressado induz a pessoa a ouvir apenas a parte que lhe interessa. É possível que um 
 
8 LOPES, Fabiana Mendonça. Aspectos sociológicos do comportamento organizacional com foco nos processos de liderança, motivação, comunicação: um 
estudo de caso nas empresas do grupo Fortes de Serviço. Trabalho de Conclusão de Curso de Secretariado Executivo da Universidade Federal do Ceará, 2004. 
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precipitado julgamento de valor leve o indivíduo a imediatamente desconsiderar a mensagem, mesmo 
após tê-la ouvido em sua totalidade. 
 
- Sobrecarga de comunicação: refere-se à questão que os funcionários precisam receber 
informações para desempenhar os seus trabalhos e a barreira é quando não se passa a informação 
necessária para execução da tarefa ou se passa informação demais, ocasionando uma sobrecarga de 
informação em que os funcionários não conseguem absorver tudo. Aqui cabe ressaltar que a 
comunicação eletrônica contribui para o problema do excesso de informação, à medida que facilita as 
transmissões de informações e também devido a sua velocidade e alcance. 
 
Para superar todas estas barreiras deve-se: 
- Esclarecer as ideias antes de comunicá-las, o que evita distorções na semântica; 
- Motivar o receptor “prendendo” sua atenção no momento da transmissão da mensagem de modo a 
apelar para seus interesses ou necessidades; 
- Discutir as diferenças dos padrões de referência de forma a saber e entender que as pessoas têm 
paradigmas diferentes que interferem no modo como elas interpretam os acontecimentos; 
- Transformar a comunicação informal numa aliada e fazer com que encontros casuais dentro da 
organização se transforme num canal positivo, além de aproximar a direção de sua equipe de trabalho; 
comunicar os sentimentos implícitos nos fatos, o que proporciona maior força e convicção à mensagem; 
- Tomar cuidado com o comportamento não-verbal, dar o feedback de maneira a fazer perguntas, 
encorajando o receptor a demonstrar suas reações, sendo fundamental também ouvir para saber se a 
mensagem foi realmente entendida, ou melhor, se o transmissor da mensagem fez-se entender (LOPES, 
2004). 
 
Portanto, para obter melhores resultados no processo da comunicação é necessário saber ouvir, falar, 
ter habilidade para transmitir uma mensagem utilizando linguagem adequada, e possuir também 
habilidade de leitura e compreensão. 
A comunicação eficiente é muito mais do que o emprego de uma mesma linguagem, uma vez que 
envolve identificação, reconhecimento e respeito às diferenças entre indivíduos no que se refere aos 
modos de pensar, sentir e agir. 
Por meio do processo de comunicação organizacional é possível encorajar ideias, diálogos, parcerias, 
mudanças e envolvimento emocional, pois as relações interpessoais são a alma da empresa, capazes de 
gerar um maior comprometimento de todos, para melhores índices de qualidade e produtividade. 
 
Uso Construtivo 
 
A comunicação tem de ser canalizada para o lado construtivo, ajudando as organizações a buscar 
respostas muito mais rápidas para as inquietudes ambientais e facilitando o convívio e a gestão das 
pessoas com vistas em uma administração participativa e mais efetiva em seus resultados. 
As empresas visando acrescentar seus lucros utilizam a comunicação para aumentar 
consideravelmente suas vendas seja de produtos ou serviços. E conseguem não somente aumentar, mas 
também melhora a sua marca. Há uma frase que é de grande importância que diz (a propaganda é a 
alma do negócio). Por tanto a comunicação é muito importante em vários setores, em outros níveis de 
comunicação nos informamos sobre tempo, notícias, sobre o que acontece ao nosso redor e na empresa 
é importante ter uma boa comunicação até mesmo para informar a seus funcionários sobre seus 
benefícios familiares, feriados entre outras comunicações9. 
 
Questões 
 
01. (IF/TO - Professor Administração - IF/TO) Comunicação é considerada uma ferramenta essencial 
no processo de administração que envolve duas vias que contêm elementos interligados. São eles: 
(A) fonte; distorção; redes de comunicação; barreiras; receptor. 
(B) fonte; redes de comunicação; filtragem; decodificação; receptor. 
(C) fonte; seletividade; linguagem; expressões; receptor. 
(D) fonte; contato visual; filtragem; seletividade; receptor. 
(E) fonte; codificação; canal; decodificação; receptor. 
 
 
9 http://juliobattisti.com.br/tutoriais/lucineiagomes/som007.asp 
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14 
 
02. (IF/CE - Administrador - IF/CE) A comunicação parece ser aparentemente um processo muito 
simples, porque as pessoas se comunicam entre si, sem fazer qualquer esforço ou sequer tomar 
consciência disso. Na realidade, a comunicação é um processo complexo, e as possibilidades de enviar 
ou receber mensagens de maneira errada ou distorcida são numerosas. O processo de comunicação 
consiste em seis modelos fundamentais. Está explicado incorretamente o modelo da opção 
(A) fonte é a pessoa, grupo ou organização que deseja transmitir alguma ideia ou informação através 
de uma mensagem. A fonte dá início ao processo, e a mensagem pode comunicar informação, atitudes, 
comportamentos, conhecimento ou alguma emoção ao destinatário. A fonte codifica a sua ideia – através 
de palavras, gestos, sinais, símbolos –, escolhendo os meios adequados para enviar a mensagem. 
(B) transmissor é o meio ou aparelho que decodifica ou interpreta a mensagem, para oferecer um 
significado percebido. 
(C) destino é a pessoa, grupo ou organização que deve receber a mensagem e compartilhar do seu 
significado. Para confirmar a comunicação, o destino ou destinatário deve proporcionar retroação ou 
retroinformação. 
(D) ruído é o termo que indica qualquer distúrbio indesejável dentro do processo de comunicação e 
que afeta a mensagem enviada pela fonte ao destino. 
(E) canal é o meio escolhido através do qual a mensagem flui entre a fonte e o destino. É o espaço ou 
ambiente que medeia os elementos envolvidos no processo de comunicação. 
 
03. (CISMEPAR/PR - Técnico Administrativo - FAUEL) Em seu Artigo 5°, a Constituição Federal de 
1988 trata da liberdade de expressão e do acesso à informação. O artigo 220 afirma que “a manifestação 
do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não 
sofrerão qualquer restrição”. Nesse sentido, assinale a alternativa que explica de que forma a 
comunicação é importante em nossa vida pessoal. 
(A) Ela prejudica a compreensão do mundo ao nosso redor, assim como as nossas relações com a 
família e os amigos. A comunicação atrapalha nossos conhecimentos e diminui nossa visão do mundo. 
(B) Ela ajuda a compreender melhor a visão do outro e a melhorar nossas relações com a família e os 
amigos. No entanto, a comunicação empobrece nosso conhecimento e diminui nossa visão do mundo. 
(C) Ela atrapalha a compreensão do mundo ao nosso redor assim como as nossas relações com a 
família e os amigos. A comunicação enriquece nossos conhecimentos e amplia nossa visão do mundo. 
(D) Ela ajuda a compreender melhor a visão do outro e a melhorar nossas relações com a família e os 
amigos. A comunicação enriquece nossos conhecimentos e amplia nossa visão do mundo. 
 
04.(SEDF - Analista de Gestão Educacional - Comunicação Social - CESPE) A respeito da 
comunicação organizacional, julgue o item a seguir. 
A insuficiência de informações por canais formais é um dos motivos para a formação de canais 
informais de comunicação nas organizações. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
05. (FUNPRESP-EXE - Analista - CESPE) A respeito dos processos de comunicação, 
descentralização e delegação concernentes à liderança administrativa, julgue o item seguinte. 
Um líder que se comunica de maneira clara e fluente garante a eficácia da comunicação com os 
receptores da mensagem, ainda que eles não a compreendam. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
06. (FINEP - Analista - CESGRANRIO) Públicos diferentes de uma empresa necessitam de atuações 
distintas da comunicação. 
 
Elas precisam, no entanto, ter um ponto em comum, a que se dá o nome de comunicação 
(A) interna 
(B) externa 
(C) integrada 
(D) institucional 
(E) de marketing 
 
07. (IF/PB - Administrador - IF/PB) A comunicação repousa sobre o conceito de informação, 
significado e compreensão de uma pessoa para outra, sendo a informação um conjunto de dados com 
significado. 
 
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Existem quatro etapas no processo de comunicação. A etapa responsável pela transformação da 
informação de forma significativa para o receptor é: 
(A) a codificação. 
(B) a transmissão. 
(C) a decodificação. 
(D) o feedback. 
(E) o processador. 
 
08. (INSTITUTO PRÓ-MUNICÍPIO - Recepcionista - ISGH) Sobre transmissão e recepção da 
informação, podemos afirmar que: 
(A) Canal é o meio de comunicação pelo qual se transmite a mensagem; 
(B) Emissor é aquele que recebe a mensagem; 
(C) Os dois itens acima estão corretos; 
(D) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. 
 
09. (SEDF - Analista de Gestão Educacional - CESPE) A comunicação entre a direção da 
organização e a gerência ocorre por meio de um fluxo de informação horizontal. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
10. (EBSERH - Assistente Administrativo – IBFC) _________________ enfatiza a maneira como os 
indivíduos se comunicam para que a comunicação seja compreensível por parte do receptor. Trata-se da: 
(A) Cortesia 
(B) Conduta 
(C) Tolerância 
(D) Presteza 
(E) Comunicabilidade 
 
11. (Pref. de Barbacena/MG - Tecnólogo Executivo - FCM) De acordo com Robbins (2009), as fontes 
de conflitos interpessoais são derivadas de falhas de dado processo, o qual constitui uma das forças mais 
restritivas ao bom desempenho em grupo. Transferência de significados entre membros, transmissão de 
informações e ideias, alcance de significados e compreensões são características desse importante 
processo. Segundo o autor, há registros de que acidentes terríveis de avião estão diretamente 
relacionados a problemas de entendimento sobre as instruções entre os pilotos da aeronave e os 
controladores de tráfego aéreo. 
 
O pressuposto não declarado no texto refere-se ao processo de 
(A) feedback. 
(B) significação. 
(C) comunicação. 
(D) comportamento. 
 
12. (UFSC - Auxiliar em Administração - UFSC) Considerando o processo de comunicação, assinale 
a alternativa que preenche CORRETA e RESPECTIVAMENTE as lacunas abaixo. 
 
Para que a comunicação ocorra é necessário que exista uma _________ para ser transmitida entre 
um _________ e um _________. O _________ codifica a mensagem e a transmite por um _________ 
até o _________, que a _________. 
 
(A) linguagem – chefe – subordinado – chefe – escrito – emissor – transmite 
(B) linguagem – agente – receptor – receptor – canal – emissor – retroalimenta 
(C) mensagem – emissor – agente – receptor – intermediário – chefe – informa 
(D) mensagem – emissor – meio – chefe – veículo – emissor – transmite 
(E) mensagem – emissor – receptor – emissor – canal – receptor – decodifica 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.D / 04.Certo / 05.Errado / 06.C / 07.C / 08.A / 09.Errado / 10.E / 11.C / 12.E 
 
 
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Comentários 
 
01. Resposta: E 
Assim se dá o processo de comunicação: de um lado emissor, que codifica a mensagem e de outro o 
receptor que a decodifica, conforme pode ser visto na figura do modelo do processo de comunicação. 
Veja: 
Fonte: também conhecido como emissor em doutrinas, é quem envia a mensagem. 
Codificação: é a tradução do conteúdo em uma mensagem, é transformação informação em conteúdo 
escrito. 
Canal: meio utilizado para envio da mensagem - correio, fax, fala, etc. 
Decodificação: é o ato de entender, de traduzir o conteúdo expresso no texto em uma ideia pelo 
receptor, ou destinatário. 
Receptor: quem lê a mensagem, esse é o destinatário final da mensagem. 
 
02. Resposta: B 
O Transmissor é o meio ou aparelho utilizado para codificar a ideia ou significado através de uma forma 
de mensagem. 
 
03. Resposta: D 
Questão simples de se resolver por eliminação e coerência: "Ela ajuda a compreender melhor a visão 
do outro e a melhorar nossas relações com a família e os amigos. A comunicação enriquece nossos 
conhecimentos e amplia nossa visão do mundo." 
 
04. Resposta: Certo 
A comunicação formal é a comunicação que ocorre por meio dos canais de comunicação formalmente 
existentes no organograma da empresa, derivada da alta administração. A mensagem é transmitida e 
recebida pelos canais formalmente estabelecidos pela empresa na sua estrutura organizacional. Quando 
não é suficiente, o canal informal ocorre. No caso da comunicação informal é aquela que surge 
espontaneamente através da estrutura informal e fora dos canais de comunicação oficiais estabelecidos 
pelo organograma, abordando todo tipo de relação social entre os colaboradores. É a forma cujo qual os 
funcionários obtém mais informações, por meio de boatos rumores e conversas. 
 
05. Resposta: Errado 
O processo de Comunicação ocorre quando o emissor emite uma mensagem (ou sinal) ao receptor, 
através de um canal (ou meio). O receptor interpretará a mensagem que pode ter chegado até ele com 
algum tipo de barreira (ruído, bloqueio, filtragem) e, a partir daí, dará o feedback ou resposta, completando 
o processo de comunicação. MORGADO, Inácia (2009). Evolução Histórica dos meios de comunicação. 
Ou seja, não há eficácia no processo de comunicação se o receptor não compreender a mensagem que 
o emissor quer transmitir. Portanto, a comunicação é mais do que simplesmente transmitir um significado: 
ela precisa ser compreendida. 
 
06. Resposta: C 
A comunicação Integrada consiste no conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos 
de comunicação, planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar 
valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um 
todo. 
 
07. Resposta: C 
Decodificação é a ação de transcrição, interpretação ou tradução de um código, também conhecida 
como criptografia, (dado ou conjunto de dados em um formato desconhecido) de modo que possa ser 
entendido pelo decodificador ou seu utilizador (para um formato conhecido, ou legível). 
 
08. Resposta: A 
O Canal é a fonte de transmissão da mensagem (revista, livro, jornal, rádio, TV, ar, etc.). 
 
09. Resposta: Errado 
Não é um fluxo de informação Horizontal, pois este é realizado entre unidades organizacionais 
diferentes, mas do mesmo nível hierárquico e no enunciado fica claro que são níveis organizacionais 
diferentes. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
17 
 
10. Resposta: E 
A comunicabilidade é o termo correto, pois diz respeito a como os indivíduos se comunicam. 
 
11. Resposta: C 
Podemos perceber que trata-se de comunicação pois abarca a transferência de significados entre 
membros, transmissão de informações e ideias, alcance de significados e compreensões, sendo 
que muitos acidentes de avião ocorrem devido à falta de comunicação adequada. 
 
12. Resposta: E 
Utilize a explicação da questão 1, mesmo fundamento.A área conhecida como Organização, Sistemas e Métodos (OSM), também denominada por alguns 
autores Organização e Métodos (O&M), surgiu em vista da necessidade de se organizar as atividades 
executadas dentro das organizações, que sofrem influências de fatores externos, e da busca da eficiência, 
tendo em vista o alcance da eficácia. 
Precisamos compreender que o crescimento desordenado das organizações, muitas vezes, faz com 
que elas busquem diferentes meios e métodos para otimizar o trabalho realizado; sendo assim, a área de 
OSM torna-se relevante para a busca do alcance dos objetivos. 
Explicando melhor: A OM tradicional é uma função especializada estabelecida nas organizações para 
o aconselhamento e introdução de novos métodos de administração e de trabalho, ou como estudo por 
meio de análise de todas as atividades de uma organização, visando novos procedimentos inteirados de 
forma sistêmica. 
O atual conceito de OSM abrange ferramentas originadas da tecnologia, como instrumentos de 
representação de atividades, formulários eletrônicos, planejamento de layout (arranjo físico), quadro de 
distribuição de trabalho eletrônico – QDTE, além de manuais de procedimentos e estrutura 
organizacional. 
Você pode estar questionando se, dentro das organizações, existe ou não a área de OSM. A maioria 
das organizações, atualmente, não apresenta em sua estrutura organizacional essa área específica, mas 
apresenta diversos colaboradores que executam atividades funcionais dessa área. 
O objetivo principal da OSM é agrupar os “agentes” para a execução de atividades, com o intuito de 
alcançar objetivos claramente definidos por meio do entendimento das partes que os compõem, assim 
como compreender a interação existente entre eles, buscando a constante melhoria, com a utilização de 
métodos de maneira eficiente, visando à eficácia. Este seria, então, o papel do profissional de OSM ou 
analista de OSM. 
As áreas de atuação de OSM possui estreita relação com recursos humanos, materiais e suas 
estruturas, com eficiência no uso do espaço físico e manejo do tempo. 
 
Entre a dimensões abordadas pela área de OSM é possível destacar: 
a) O espaço físico objetivando a produtividade juntamente com o manejo de tempo se refere à 
eliminação de ociosidade, assegurando o aproveitamento racional de todos os recursos disponíveis. 
b) O desenvolvimento organizacional nos estudos e definições dos ciclos organizacionais e nas 
alternativas para promover a melhoria organizacional, bem como avaliar os impactos provenientes das 
ações e seus ciclos. 
c) O controle de sistemas através da análise da viabilidade econômica no desenvolvimento de 
sistemas; elaboração de cronogramas; a avaliação de equipamentos e ferramentas disponíveis. 
d) A implantação de sistemas de informação verificando a amplitude dos níveis organizacionais e 
avaliando o nível operacional transacional; definição e estruturação das atividades dos sistemas para 
integração e planejamento das informações gerenciais, visando a flexibilidade, adaptabilidade e respostas 
rápidas à tomada de decisão. 
e) A atuação como consultoria interna de processos, assim como dar suporte e oferecer 
acompanhamento à consultorias externas, em suas linhas de atuação. 
 
Organização, Sistemas e Métodos: Princípios de gerência: conceito e funções. 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
18 
 
Conceitos da função Organização, Sistemas e Métodos10 
 
Dentro do campo administrativo, o conceito de organização é gerir capital, recursos humanos, 
equipamentos e processos com a finalidade de se atingir um determinado resultado. 
 
A Organização no sentido sistêmico ou no sentido puro da atividade de OSM é vista como o 
desenvolvimento ou adequação dos sistemas funcionais da empresa, de forma a capacitá-la ao 
desenvolvimento de suas atividades dentro dos conceitos de produtividade. 
 
Os Sistemas podem ser conceituados como um conjunto de métodos, procedimentos e/ou técnicas, 
que trabalhados geram informações necessárias ao processo decisório da Empresa. 
 
Quanto aos Métodos, de forma mais prática, seria traduzido como a forma de executar os referidos 
sistemas com o menor dispêndio de energia e maior eficácia do executante. 
 
Ele trabalha tanto as informações processadas no computador, quando as processadas manualmente. 
 
Assim, a Organização, Sistemas e Métodos temos como objetivo principal a procura de sistemas 
racionais, que executem as várias tarefas da empresa dentro do parâmetro de produtividade e eficiência 
garantindo, assim, a segurança de tais procedimentos e das informações envolvidas. 
 
Função de OSM11 
OSM é usada no âmbito geral como uma função que diagnostica males administrativos e depois os 
cura. Isto, é claro, tem uma importância primordial mas a analogia suporta, ainda, maior ampliação, à 
medida que a unidade de OSM, tal como a prática médica, se ocupa tanto da prevenção como da cura. 
Assim, em algumas organizações, a unidade de OSM existe como um serviço de permanente revisão 
crítica de áreas administrativas inteiras. Essa crítica revelará "problemas", sem dúvida, mas dedicará seu 
tempo a preparar a administração para examinar funções que estão operando satisfatoriamente mas 
necessitam de uma reorientação para o futuro. 
 
Competências de OSM12 
 
Compete à própria área de OSM, em sua função de estruturação organizacional, indicar racionalmente 
qual a melhor posição, de acordo com os recursos disponíveis, as formas de atuação e o ambiente interno 
e externo. 
Essas relações profissionais podem ser classificadas em três categorias: 
 
Linha 
A área de OSM constituiria um departamento ou divisão ou diretoria como as demais, todos 
subordinados a um único diretor ou superintendente ou presidente. 
 
Vantagens: 
• possui o mesmo poder de negociação que todos os demais; 
• estabelece cronogramas de trabalho de acordo com os recursos disponíveis. 
 
Desvantagens 
• tendência a priorizar os "melhores" sistemas. 
 
Assessoria 
É a função de aconselhamento. Não possui autoridade oficial sobre a linha. Não pode decidir o que 
será efetuado e como. Só pode aconselhar na tomada de tais medidas e dentro de sua área de 
especialidade. 
E neste caso, será assessoria de qual área/departamento/diretoria? 
 
10 CAMPANHOLO, T. OSM - ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E METODOS. Disponível em: 
<http://www.institutounipac.com.br/aulas/2012/1/UBADM06N1/000216/000/Apostila%20OSM.pdf> 
11 CAMPANHOLO, T. OSM - ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E METODOS. Disponível em: 
<http://www.institutounipac.com.br/aulas/2012/1/UBADM06N1/000216/000/Apostila%20OSM.pdf> 
12 CAMPANHOLO, T. OSM - ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E METODOS. Disponível em: 
http://www.institutounipac.com.br/aulas/2012/1/UBADM06N1/000216/000/Apostila%20OSM.pdf 
NEMOTO, M. C. M. O. Organização, Sistemas e Métodos. UNISA digital. 
Carolina Palace Cardoso. Organizações, Sistemas e Métodos (OSM), 2014 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
19 
 
A área de OSM depende da alta administração da empresa, principalmente na alocação de recursos. 
Isto significa que o ideal é a subordinação à presidência, haja vista que a atividade de OSM abrange todas 
as áreas da Empresa. 
 
Vantagens 
• Não possui responsabilidade sobre as decisões tomadas; 
• Não possui responsabilidade sobre a priorização dos trabalhos desenvolvidos. 
 
Desvantagens 
• Aumento, nas áreas, da resistência às mudanças; 
• Difícil alocação dos custos, pois um trabalho raramente se refere ou afeta uma única área. 
 
Funcional 
Quando o assessor possui autoridade para dar ordens à linha. Esta autoridade se restringe, 
unicamente, a sua área de atuação e especialização. Esta forma somaria as vantagens das duas 
anteriores, eliminando também as desvantagens. Além deste aspecto, apresenta uma vantagem a mais, 
que é permitir a centralização de objetivos e métodos, apesar da descentralização física. 
 
Metodologia da OSM 
 
A metodologia do trabalho de OSM consiste na realização deum diagnóstico também chamado de 
“Análise Administrativa”. 
Suas fases são: identificação do problema, coleta de dados, análise propriamente dita, elaboração de 
sugestões ou do novo sistema, treinamento, implantação e acompanhamento. 
 
As atividades básicas da área de OSM 
 Pode-se dizer que uma área de OSM desenvolve os trabalhos de: 
A - Estrutura Organizacional: Projetar a criação, união ou eliminação de unidades, assim como 
acompanhar a respectiva execução; Descrever e definir o objetivo e as funções de cada uma das 
unidades organizacionais; Divulgar, nos níveis pertinentes, os trabalhos desenvolvidos por OSM; 
Implantar, emitir e divulgar in loco os trabalhos desenvolvidos por OSM; Elaborar, emitir e divulgar as 
normas, regulamentos e manuais necessários. 
B - Racionalização do Trabalho: Definir a movimentação de documentos; Tornar os fluxos de 
documentos sistemáticos e bem definidos; Elaborar e acompanhar os estudos dos sistemas e rotinas 
administrativas; Modificar os métodos de trabalho através da análise e criação de formas alternativas; 
Atualizar as técnicas administrativas e dos sistemas de trabalho; Definir os formulários e demais 
instrumentos que acompanhem e complementem as soluções operacionais, administrativas, funcionais 
adotadas; Fazer pesquisas sobre evoluções tecnológicas que possam ser utilizadas pela empresa em 
suas áreas; Desenvolver internamente novas opções tecnológicas. 
C - Desenvolvimento Organizacional: Estudar e definir os ciclos organizacionais; Analisar as 
alternativas de ação para promover a maturidade organizacional; Avaliar impactos ou desgastes 
provenientes das ações e dos ciclos. 
D - Controle de Sistemas: Análise de viabilidade econômica no desenvolvimento de sistemas. 
Elaboração de cronogramas físico/financeiro/pessoal para desenvolvimento; Avaliação de equipamentos, 
instrumentos e ferramentas à disposição. 
E - Sistemas de Informação: Análise e definição da amplitude dos níveis organizacionais 
contemplados; Definição e estruturação dos dados a nível operacional das informações transacionais 
Definição e estruturação das atividades dos sistemas de informação para integração e planejamento das 
informações gerenciais; Definição e estruturação das informações visando proporcionar flexibilidade, 
adaptabilidade e respostas rápidas à tomada e ao apoio à decisão. 
F - Consultoria Externa: Acompanhamento e eventual participação nos contratos com consultores 
(ou analistas) externos; Controlar os serviços prestados por terceiros em sua área de atuação, qual seja 
OSM. Nota-se uma tendência atual no sentido de, cada vez mais, enriquecer a função da área de OSM, 
que é compatível e acompanha a evolução e sofisticação do meio ambiente onde a empresa se insere. 
 
Atribuições da área de OSM e o Profissional de OSM 
 
Entre as atribuições da área de OSM, são destacadas as de execução das atividades de levantamento, 
análise, elaboração e implementação de sistemas administrativos na empresa, relativos a planejamento, 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
20 
 
direção e controle, aos recursos humanos, a organização e relativas às atividades específicas de cada 
departamento. 
O papel do profissional ou analista de OSM é buscar melhorias, de maneira sistêmica (ter 
conhecimento do todo, com o objetivo de alcançar resultados eficazmente. 
Para tal, é necessário que o profissional de OSM exerça atividades buscando melhoria contínua, sob 
o ponto de vista de racionalizar o trabalho, fazer o arranjo e rearranjo físico, estudo e análise da estrutura 
organizacional vigente, propor nova(s) estrutura(s), otimizar o trabalho por meio de levantamento do 
processo, alocar recursos para unidades específicas, assim como distribuir atividades aos órgãos e 
indivíduos que detêm competências necessárias, automatizar processos com suporte da tecnologia da 
informação, aumentar a produtividade, enfim, entre diversas outras atividades não apresentadas aqui, 
aumentar a eficiência, atingindo a eficácia. 
 
Características que um profissional de OSM deve ter: 
- Motivação pelas atividades que executa; 
- Disposição física e iniciativa; 
- Senso crítico e analítico; 
- Poder de concentração e criatividade; 
- Flexibilidade para mudanças; 
- Autoconfiança; 
- Simplicidade e ação conciliadora; 
- Clareza de raciocínio; 
- Espírito de trabalho em equipe; 
- Planejamento e controle; 
- Análise e organização administrativa; 
- Entendimento de fluxos, rotinas e procedimentos de trabalho; 
- Entendimento de técnicas diversas para a melhoria da qualidade e de processos. 
 
O lugar de OSM na estrutura 
As empresas devem tratar o assunto relacionado a OSM como qualquer outro assunto. Sem transmitir 
a ideia de um assunto sigiloso, trancado entre quatro paredes, levando as pessoas à desconfiança e à 
insegurança pela falta de esclarecimentos e comunicação. 
Não se pode confundir o papel do profissional de OSM com o papel do analista de sistemas. Enquanto 
o primeiro trabalha a estrutura da empresa, não se desviando da visão sistêmica, o segundo trabalha em 
assuntos relacionados à informática. Devido a este tipo de equívoco, muitas empresas posicionam 
erradamente na sua estrutura a área de OSM, misturando-a com a área de informática. 
 
Entraves no trabalho de OSM 
Na maioria das empresas é comum um Analista de OSM encontrar certos entraves na execução de 
suas tarefas. Existe um generalizado equívoco do significado de OSM, bem como dos serviços e 
vantagens trazidos por esta atividade, o que acarreta maior dificuldade quanto à aceitação dos trabalhos 
de cunho organizacional. Devido a estas interferências, é aconselhável que em uma empresa toda a 
equipe de OSM esteja direcionada a criar nos demais órgãos uma mentalidade favorável aos seus 
trabalhos, provando os benefícios para a empresa e para os empregados em geral. 
 
Pode-se apontar como maiores dificuldades no trabalho de OSM: 
A - O órgão de OSM é tido como elemento normatizador: Os colaboradores por natureza, são 
resistentes a mudanças, em especial por meio de normas ou regulamentos. Essa atitude é naturalmente 
desfavorável à receptividade de OSM numa Empresa. Contudo, é importante ressaltar que, se o órgão 
de OSM normatiza e até mesmo burocratiza os procedimentos funcionais, este trabalho será sempre feito 
dentro de parâmetros racionais, o que acarretará maiores maior produtividade e eficiência nos processos 
da organização. 
B - O órgão de OSM é visto como um órgão que comete ingerência nos departamentos alheios: 
Muitas gerências imediatas costumam considerar a atividade de OSM como uma intromissão no controle 
de seus setores, um elemento perturbador das rotinas de trabalho. Nada é mais equivocado do que essa 
concepção. O objetivo de OSM é ajudar, é favorecer uma produtividade maior e não representar nenhum 
descréditos ou ineficiências para uma chefia recorrer ao departamento de OSM. Ele existe para apoiar 
todos os órgãos da sua Empresa. 
C - Os colaboradores de um determinado órgão enxergam o Analista de OSM como um elemento 
mais teorizador, mais técnico do que eles: Esta é uma deturpação bastante comum na maioria das 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
21 
 
organizações e que também compromete a boa receptividade dos trabalhos da área. O Analista de OSM 
não pretende nunca ser mais técnico em uma atividade do que os funcionários que a exercem em tempo 
integral; ele apenas dá suporte organizacional. Um Analista de OSM que trabalha em uma empresa de 
construção civil não precisa saber sobre engenharia; basta que os seus conhecimentos teóricos e práticos 
se adaptem às características organizacionais e funcionais da Empresa. 
 
Questões 
 
01. (QC - Segundo Tenente – MB) Com relação à função de Organização e Métodos (O&M), assinale 
a opção INCORRETA. 
(A) E uma das funções da administração e uma das principais responsáveis pela modelagem da 
empresa. 
(B) Envolve, primariamente, a institucionalização de umainfraestrutura compatível com os propósitos 
do empreendimento. 
(C) Define ou redefine os processos e métodos de trabalho indispensáveis a efetividade 
organizacional. 
(D) Tem como objetivo final a manutenção do "status quo " da empresa, a partir da utilização de um 
sistema social fechado, alheio às demandas de seu ambiente. 
(E) Tem como função racionalizar e simplificar os métodos de trabalho. 
 
02. (SP/URBANISMO - Assistente Administrativo – VUNESP) O&M, ou Organização, Sistemas e 
Métodos, é uma área importante da administração que tem como objetivo principal aperfeiçoar 
(A) o fluxo interno de suprimentos e de compras das organizações. 
(B) o funcionamento administrativo das organizações. 
(C) as operações financeiras e contábeis das organizações. 
(D) os trâmites legais e jurídicos das organizações. 
(E) o recrutamento e a seleção dos novos funcionários das organizações. 
 
03. (Pref. Palmas/TO - Técnico Administrativo Educacional - COPESE – UFT) Sobre o tema 
Organização, Sistemas e Métodos assinale a alternativa que apresenta um conceito INCORRETO: 
(A) Sistema é um conjunto de partes interagentes e interdependentes que formam um todo unitário. 
(B) Dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta. Dado é qualquer elemento identificado 
em sua forma bruta. 
(C) Dado é qualquer elemento identificado em sua forma bruta. 
(D) Sistema de informação é o processo de transformar dados em informações. 
(E) Decisão é qualquer representação abstrata e simplificada de uma realidade em seu todo ou em 
partes. 
 
04. (TJ/SC - Analista Administrativo – TJ/SC) Quando um analista de Sistemas, Organização e 
Métodos desenvolve um estudo de arranjo físico dentro de uma organização, qual das alternativas NÃO 
deve ser considerada: 
(A) Proporcionar um fluxo de comunicação entre as unidades organizacionais de maneira eficiente, 
eficaz e efetiva. 
(B) Tornar o fluxo de trabalho eficiente. 
(C) Priorizar os colaboradores da área de Recursos Humanos. 
(D) Procurar a melhor utilização racional da área disponível da empresa. 
(E) Ter um ambiente favorável para o trabalho e o incremento da produtividade. 
 
05. (TJ/SC - Analista Administrativo – TJ/SC) Dos requisitos indispensáveis ao exercício profissional 
do analista de O&M, qual das alternativas abaixo é INCORRETA: 
(A) Ter conhecimentos técnicos sobre processamento, métodos, técnicas e instrumentos de análise 
administrativa. 
(B) Ser autoritário e decidir individualmente os problemas organizacionais. 
(C) Ser criativo, hábil e autoconfiante. 
(D) Ser de fácil relacionamento humano. 
(E) Saber ouvir, observar, argumentar e influenciar terceiros. 
 
 
 
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22 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.B / 03.E / 04.C / 05.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Todas as demais alternativas tratam da função de O&M, claramente, apenas a assertiva D aponta algo 
que jamais pode ser considerado correto quando tratamos de empresas ou organizações que é estar em 
um sistema social fechado, não considerando às demandas do ambiente. Seria impossível uma empresa 
sobreviver dessa forma e ser competitiva, pois obrigatoriamente as empresas interagem com o seu 
ambiente e devem responder e estar atento às demandas do seu ambiente. 
 
02. Resposta: B 
Para Oliveira (2005, p.478), a responsabilidade básica da área de Sistemas, Organização e Métodos 
é a de executar as atividades de levantamento, análise, elaboração e implementação de sistemas 
administrativos na empresa. O objetivo é o de criar ou aprimorar métodos de trabalho, agilizar a execução 
das atividades, eliminar atividades em duplicidade, padronizar, melhorar o controle, fazer o gerenciamento 
de processos e solucionar problemas, também chamados de patologias organizacionais. 
 
03. Resposta: E 
Modelo que é qualquer representação abstrata e simplificada de uma realidade em seu todo ou em 
partes e não decisão, este é o erro dessa assertiva. As demais assertivas estão corretíssimas. 
 
04. Resposta: C 
Não deve haver priorização de colaboradores em detrimento de outros. Todos devem ser tratados de 
forma semelhante para um melhor ambiente de trabalho. As demais assertivas estão bem relacionadas 
às atribuições de Organizações, Sistemas e Métodos. Questão está bem óbvia, mas mesmo assim pode 
confundir candidatos que não compreenderam este ponto. 
 
05. Resposta: B 
A Função de O&M. A função do analista de O&M e conseguir a eficiência e a eficácia da estrutura 
administrativa, através da aplicação de certas técnicas científicas de redução de tempo, esforço e custos. 
A função de O&M tem sofrido modificações ao longo dos tempos, exigindo de seu órgão um novo 
reposicionamento diante da realidade dos novos paradigmas. Uma das características básicas do órgão 
de O&M é a imparcialidade com que se deve tratar as questões e os demais órgãos. Não há interesses 
particulares a preservar. O único interesse é o da organização como um todo integrado e sistêmico. Um 
dos cuidados do órgão de O&M é o de fazer proposições viáveis exequíveis de acordo com os recursos 
de que dispõe a empresa. 
 
 
 
O AMBIENTE E SUA ORGANIZAÇÃO 
 
Segundo Srour13, Organização é uma palavra originada do Grego “organon” que significa instrumento, 
utensílio, órgão ou aquilo com que se trabalha. De um modo geral, organização é a forma como se dispõe 
um sistema para atingir os resultados pretendidos. 
Podemos falar de organização escolar, organização empresarial, organização pessoal, organização 
de eventos, organização doméstica, etc. Em todas essas aplicações, o sentido de organização se baseia 
na forma como as pessoas se inter-relacionam entre si e na ordenação e distribuição dos diversos 
elementos envolvidos, com vista a uma mesma finalidade. 
 
 
 
 
 
13 SROUR, Robert H. Poder, cultura e ética nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1998. 
Organização do trabalho: o ambiente e sua organização; rotinas de trabalho; 
organização e utilização do material de escritório; de consumo e permanente. 
 
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Elementos que Envolvem a Organização do Trabalho 
 
 Sala de Recepção da Empresa 
Quem recebe é o anfitrião da empresa e, por isso mesmo, é de se esperar que cuide do setor onde 
trabalha como se fosse a sua própria casa. Contudo, muitos profissionais falham na realização desse 
importante serviço, porque implica no cumprimento de algumas tarefas aparentemente desnecessárias. 
A(o) recepcionista/secretária/cargo administrativo que mantém a sala de recepção limpa, em ordem e 
eficientemente organizada estará apenas demonstrando uma atitude correta com o serviço. 
Muitas vezes o ambiente de trabalho a que você se acostumou a trabalhar está contra você. Pense 
que você passa, pelo menos, oito horas do seu dia no trabalho e certamente o que estiver errado no seu 
ambiente de trabalho vai diminuir sua produtividade e causar danos a sua saúde! 
 
O Mobiliário 
Uma mesa muito baixa acaba com a coluna de qualquer um. O tampo da mesa deve estar em média 
a 80 cm do chão. A cadeira deve ter sempre encosto para toda a área das costas e deve ser acolchoada. 
Seus pés devem estar sempre apoiados. Se a cadeira é alta demais, providencie uma caixinha para 
apoiar os pés. O teclado do computados deve estar a uma distância que faça o cotovelo estar a 90º em 
relação ao corpo. O topo do monitor deve estar à altura da linha dos olhos de modo que a cabeça fique 
levemente inclinada para baixo. Uma cadeira de escritório deve ter apoio para o antebraço. Apoie seu 
braço nele para usar o mouse. 
 
A Iluminação 
Se você puder fazer algo para melhorar a iluminação da sua sala, faça. Danos na visão decorrentes 
de uma iluminação inadequada podem gerar problemas irreversíveis em médio prazo. Quando perceber 
que está inclinando a cabeça para conseguir ler alguma coisa, procure seu oculista e providencie uma 
iluminação melhor. 
 
Utilização dos Materiais de Escritório 
 
Pastas: a quantidade depapéis que se circulam por sua mesa pode fazer com que você perca tempo 
somente tentando tirar tudo aquilo da sua frente, para achar algo em sua mesa. O remédio para esta 
papelada toda se chama arquivo. Existem pastas de plástico transparente que não precisam sequer ser 
abertas para se ver o que há dentro delas. Outras destas pastas são arquivos com dezenas de divisórias. 
Nestes arquivos podem ficar os papéis que estavam em pastas com um número menor de folhas ou se 
fazer um “pré-arquivo” para as folhas que devem ser estudadas mais tarde. 
 
Papéis de rascunho: se os tempos estão para economia, colabore. Transforme as folhas que iriam 
para o lixo e que estavam com o verso em branco, em papel de recados. 
 
Cola: prefira as de bastão, pois não fazem sujeira desnecessária. 
 
Furador de papéis: são usados para arquivar papéis em pastas tipo fichário. Eles podem ter quatro, 
três ou dois furos. 
 
Grampeador: prefira os com grampos maiores, que conseguem grampear mais de vinte folhas. Para 
menos que isso você pode usar um clipe. Alguns grampeadores vêm com um tirador de grampos na parte 
de trás. Caso o seu não tenha, providencie aqueles longos de metal ou os pequeninos com dois dentinhos. 
Se tiver que grampear folhas que deverão ser muito manuseadas, passe uma fita adesiva em volta do 
canto do papel e grampeie em cima da fita. Isto evitará que as folhas rasguem e também protege o papel 
contra a ferrugem do grampo. 
 
Fita adesiva: hoje em dia existem fitas quase invisíveis. Se a fita não vem dentro de um suporte que 
separa a extremidade do rolo, faça uma aba (dobre 1 cm da fita para baixo de modo que este 1 cm de 
parte não adesiva fique virada para o rolo) para poder pegar a fita da próxima vez, sem ficar arranhando 
o rolo e rasgando a fia em que se vai perder muito mais tempo. 
 
Clipes: eles servem para manter papéis juntos temporariamente e sem furar o papel. Para consumar 
a união entre dois papéis, use o grampeador. Além do mais, clipes enferrujam com o tempo e entortam. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
24 
 
Porém existem outros clipes, feitos para grande quantidade de folhas. Alguns são coloridos bastante 
bonitos e práticos. Recomenda-se utilizá-los à vontade a fim de manter a ordem. 
 
Tesoura/Estilete: o uso descuidado do estilete pode acabar com o tampo de sua mesa. Para evitar o 
uso da tesoura ou do estilete algumas pessoas dobram o papel para um lado, para o outro, apoiam na 
quina da mesa, procuram a régua para romper o papel na dobra. Tudo isso é tempo desperdiçado. O 
estilete ou a tesoura à mão são um caminho mais curto, mas cuidado com o estilete. Mantenha-o sempre 
retraído, com lâmina para dentro. Quando a lâmina é mantida retraída, o estilete é até mais seguro que a 
tesoura. Para abrir cartas é melhor usar um cortador de papéis mesmo. O estilete é afiado demais e pode 
estragar o conteúdo do envelope. 
 
Régua: além de seu uso primário, ela é bastante útil no uso de estilete, mas tenha cuidado de passar 
o estilete pela parte mais grossa. O estilete deforma a régua e as linhas traçadas pela parte marcada pelo 
estilete não ficam tão retas. 
 
Lápis/Lapiseira: para diminuir a tralha do escritório, prefira as lapiseiras com borrachinha na ponta. 
As lapiseiras aposentam também o apontador, que causa tanta sujeira. Por via das dúvidas, deixe os 
materiais em extinção (lápis, borracha e apontador) na gaveta, só por segurança. Mantenha também 
caixinhas de grafite extra e preste atenção se são do número certo para sua lapiseira. 
 
Canetas: tenha sempre um maço de canetas de pelo menos quatro cores diferentes. Hoje em dia 
existem canetas de todas as cores, incluindo prata e ouro, mas prefira canetas que sejam visíveis em 
papel branco. Quanto ao porta-lápis, o seu uso é questionável. Se você optar por manter um na sua mesa, 
lembre-se de deixar nele apenas canetas que você não se importa em perder. 
 
Destaca-texto: são canetas com uma cor bem berrante e transparente. Um texto marcado é a primeira 
coisa que se vê numa folha e não se perde tempo procurando onde está a passagem para a qual você 
queria chamar atenção. 
 
Fichário: existem os rotativos e os horizontais. Os horizontais não precisam ser furados e são mais 
práticos. Eles devem ter uma tampa para proteger as fichas da poeira. Tenha sempre divisória e fichas 
pautadas e lisas de reserva. Se seu fichário for organizado e atualizado constantemente, 50% de sua 
organização já está resolvida. 
 
Caderninho de notas: para você levar toda vez que tiver que fazer uma atividade fora da sua mesa. 
Este deve ter folhas resistentes, pois será bastante manuseado. Deixe a caneta sempre presa nas espirais 
ou na capa, para nem pensar em esquecer. 
 
Agendas: plural! Você tem, pelo menos, uma agenda pessoal e uma de trabalho. Se misturar as duas 
vai se complicar. Procure uma agenda que seja pequena e fácil de guardar na bolsa. Tenha dentro dela 
as informações mais pertinentes ao seu trabalho, principalmente, as sobre o seu chefe. Importante anotar 
afazeres do dia, da semana e do mês. Deve-se também consultá-las sempre. Não adianta ter a agenda 
e esquecer de fazer algumas anotações, ou deixar para depois ou ainda não consultá-la diariamente. 
Procure agendas que contenham as diferenças de fusos horários e códigos de área de todos os países. 
 
Dicionário: Provavelmente existe um à disposição de todos os empregados e é por isso que ele some. 
Mantenha um dicionário de bolso dentro de sua gaveta para não sair da sua mesa sem necessidade, nem 
interromper o colega. Lembrar dos dicionários on line e do Guia de RUAS e CEPS. Porém, os endereços 
errados podem fazer você perder muito tempo. 
 
Controle e Tramitação de Documentos 
 
O controle do fluxo diário de correspondência é muito importante. Em organizações de grande e médio 
porte existem departamentos responsáveis unicamente pela recepção, distribuição e expedições de 
correspondências internas e externas da empresa (Setor de Protocolo). 
Nesses locais, todos os volumes recebidos são protocolados, classificados e posteriormente 
encaminhados aos departamentos e pessoas competentes ou são tomadas as providências para que os 
materiais sejam devidamente despachados. 
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Existem empresas nas quais a triagem e o envio de toda a correspondência costuma se concentrar 
nas mãos de uma única pessoa, geralmente, a recepcionista, que é quem faz uma primeira seleção e 
encaminha os volumes. Normalmente, apenas a recepcionista tem autorização para abrir 
correspondência sem especificação clara do destinatário. Sendo assim, ela deve tomar conhecimento do 
assunto e, só então proceder à distribuição adequada. Devemos nos lembrar que a quebra do sigilo 
de correspondência pessoal é crime. 
A expedição de documentos inclui tarefas como pesar, fechar e selar embrulhos, cartas, preparar 
protocolos, recibos e, principalmente, tomar todas as providências para que a correspondência seja 
enviada em tempo hábil. 
Qualquer que seja a sua situação específica é fundamental que você tenha pleno conhecimento das 
precauções e procedimentos básicos que envolvem o manejo da correspondência. 
Reserve uma parcela de seu tempo para o manuseio da correspondência. Primeiramente, separe os 
volumes destinados ao seu departamento e redistribua, o mais rápido possível, as cartas endereçadas a 
outras seções; estas não devem ser abertas em hipótese alguma. Providencie a devolução do material 
recebido por engano e anote no envelope uma informação que você possa fornecer: pessoa 
desconhecida, mudou-se, endereço incompleto etc. 
 
Recepção de Documentos 
As normas para abertura de correspondências podem variar e você deve agir de acordo com os hábitos 
do escritório e as instruções recebidas de antemão; em alguns casos, caberá a você apenas organizar a 
remessa, separando os vários tipos de correspondência: telegramas e envelopes com a anotação"urgente", correspondência pessoal, correspondência comum ou "de rotina", comunicados internos e 
circulares, material de publicidade, catálogos, revistas etc. feito isto, passe todo material às pessoas 
especificadas. 
É conveniente registrar (em sua agenda ou outro local apropriado) as informações contidas em 
documentos com frases como "mandaremos um relatório detalhado dentro de duas semanas", "aguarde 
mostruário atualizado no fim do mês" etc. Decorrido o prazo estipulado, você poderá tomar as 
providências para que se cumpra o prometido. 
Tome nota de todas as datas de expedição e recebimento dos documentos e correspondências; é 
muito importante o controle ou registro de toda a correspondência recebida. 
Uma folha de registro deve conter os seguintes itens: datas de recebimento e arquivamento da 
correspondência, data e código de referência citados no texto da carta, o nome do remetente, assunto 
tratado e o departamento ou pessoa a que foi dirigida. Faça uma folha de registro como modelo e tire 
cópias de acordo com as suas necessidades. Uma vez que as folhas estejam preenchidas, arquive-as 
numa pasta em ordem cronológica. É possível fazer isso em um caderno próprio também, em que tais 
informações sejam referentes aos documentos de cada ano. 
 
Expedição e Formulários da Empresa 
Toda comunicação escrita, além de ser um atestado de eficácia da empresa, é um documento que 
representa quem o assina. Por esses motivos, é importante tomar uma série de precauções antes de 
expedir qualquer correspondência, tais como: 
- Quando conter na sua redação siglas e abreviações, deve-se explicar seu significado; 
- Em formulários de uso interno, o nome da empresa é dispensável, bastando a utilização do logotipo, 
suficiente para a identificação. Porém, para uso externo, é essencial o nome da empresa no cabeçalho 
do documento; 
- A redação do formulário deve ser clara, objetiva e acessível a quem responde, e não a quem 
pergunta; 
- O uso de jargões técnicos devem ser evitados, principalmente em excesso, pois pode dificultar a 
comunicação (sobretudo, a comunicação externa); 
- A permanente dificuldade na compreensão e preenchimento do formulário, bem como a demora na 
sua utilização são indicadores de problemas à serem analisados quanto ao seu desenho. 
 
Principais Formulários Utilizados na Empresa 
- Cadastro de fornecedores; 
- Formulários de cotação de preços; 
- Pedido de compra; 
- Previsão de compras; 
- Orçamento de compras; 
- Ficha individual de controle de estoques; 
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26 
 
- Mapa financeiro de controle de estoques; 
- Nota fiscal; 
- Fatura; 
- Duplicata; 
- Formulários de crédito; 
- Boletim de caixa; 
- Controle de caixa; 
- Proposta de emprego; 
- Registro de empregado; 
- Relação de empregados; 
- Folha de pagamento; 
- Aviso e recibo de férias; 
- Cartão de ponto etc. 
 
Instrumentos para Controle do Trabalho 
 
Materiais Necessários para Operacionalizar o Trabalho 
Da Empresa: 
– Convenção, regulamento, definições de funções; 
– Lista de funcionários e de veículos (atualizadas); 
– Lista de telefones úteis e de emergência; 
– Lista do patrimônio. 
 
Do Prédio (manutenção e conserto): 
– Plantas do prédio (estrutura, hidráulica, elétrica); 
– Lista de assistência técnica; 
– Lista de fornecedores e prestadores de serviços; 
– Equipamentos para manutenção e consertos. 
 
Dos Funcionários: 
– Cadastro dos funcionários, (RG, cargo, horário de trabalho, endereço, telefone de emergência etc). 
 
Da Organização de seu Próprio Trabalho: 
– Agenda de compromisso; 
– Relatório diário (só os fatos mais importantes que quebrem a rotina). 
 
Do Serviço (tanto operacional quanto administrativo): 
– Escala de tarefas para cada funcionário; 
– Controle das datas de manutenção dos equipamentos. 
 
Regras Práticas para Organizar o Trabalho 
 
Em primeiro lugar, são atribuídas prioridades: o que deve ser realizado imediatamente e o que pode 
ter um prazo maior? Assim, as urgências devem ser conhecidas e devidamente priorizadas. 
Para tanto, é importante listar tarefas diárias estabelecendo prazos e grau de prioridade. Isso possibilita 
mensurar o acompanhamento da rotina de trabalho. 
 
ATENÇÃO!!! 
Procure melhorar o aspecto do escritório, pois ele exerce influência sobre o desempenho das 
atividades. Verificar, sobretudo o que pode ser melhorado, que procedimentos podem ser eliminados ou 
simplificados. 
O trabalho toma-se mais agradável e simples, quando dispomos de conhecimentos profissionais sobre: 
arquivística, redação, gramática, informática e, se temos à mão: guia com os telefones mais usados, 
código de endereçamento postal, lista telefônica, dicionário da língua portuguesa, lista de assuntos 
pendentes, em ordem de importância, uma Gramática da Língua Portuguesa e, finalmente, o 
estabelecimento de metas para alcançar. 
De todo modo, delegar tarefas a outros integrantes da organização, providos de habilidades para 
executá-las, contribui para evitar sobrecargas diárias. 
 
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Conhecimento do Ambiente de Trabalho 
 
O primeiro passo para a adaptação ao local de trabalho é o conhecimento do ambiente físico. O 
domínio do prédio e de suas instalações permite a desenvoltura dos funcionários. Saber como se localizar, 
a quem se dirigir, encontrar com precisão aquilo que se procura são fatores de economia de tempo e 
segurança. 
Uma empresa não se limita ao ambiente físico já que apenas congrega um grupo social engajado na 
conquista do bem comum; daí a importância fundamental do conhecimento da filosofia de trabalho 
adotada pela instituição; é dela que emanam os regulamentos e normas, direitos e deveres do 
funcionário. Este não poderá justificar um crime alegando desconhecer os princípios básicos que norteiam 
o sistema ao qual pertence. 
O ramo de atuação da empresa, seus objetivos e abrangências no mercado, sua situação dentro da 
organização maior, também no caso de órgãos e autarquias, são apenas aspectos importantes a serem 
considerados e do domínio de todos os funcionários que constituem a engrenagem empresarial. O 
trabalho individual só pode ser realizado com eficiência, se dirigido ao todo. Ninguém é proprietário da 
função que exerce, mas responsável por ela. 
As chefias são consideradas como lideranças são responsáveis pelas atribuições que lhes são 
conferidas e, também, por responsabilidades maiores que os cargos lhes conferem. 
O tipo de liderança exercida, no entanto, varia de acordo com as características pessoais do ser 
humano que ocupa determinado cargo. Nem sempre o funcionário concorda com o tipo de orientação 
dada ao trabalho, mas pode adaptar-se a ela sem se violentar, desde que identifique o tipo de liderança 
e se disponha a conviver com ela. 
O conhecimento dos colegas e a identificação de seus cargos e/ou funções também são 
necessários, não só para o entrosamento, como também para que o fluxo de trabalho se desenvolva 
rápida e objetivamente. 
Os requisitos dos serviços devem ser explicitamente definidos como características observáveis e 
sujeitas à avaliação. Quanto mais claro e preciso for o processo de prestação de serviços e o nível de 
treinamento recebido pelas pessoas nele envolvidas, maior a oportunidade para se adotarem princípios 
estruturados de qualidade. 
A ideia central destas informações é identificar e documentar todas as atividades que colaboram 
para a melhoria da qualidade dos serviços e, entender algumas regras importantes que auxiliam no 
convívio entre pessoas e ambiente de trabalho para que o mesmo resulte em sucesso. 
 
A Área de Trabalho 
A área de trabalho do profissional administrativo ou secretária ou recepcionista é o escritório, mas os 
demais espaços destinados aos seus serviços também o são. Lembrando-se que isto varia de empresa 
para empresa. A área ocupada pela recepção, por exemplo, varia de acordo com a categoria do 
estabelecimento,com o número de colaboradores que nela trabalha, com o movimento de usuários etc. 
Da mesma forma, variam os equipamentos e mobiliários existentes nas empresas. Um Assistente 
Administrativo precisa conhecer os equipamentos e instrumentos de controle mais utilizados em uma 
recepção: 
- Computador; 
- Impressora; 
- Máquina Registradora Elétrica; 
- Calculadora; 
- Máquinas de Cartões de Crédito; 
- Quadro de Chaves; 
- Central Telefônica; 
- Fax e Telefones; 
- Fichários; 
- Arquivos; 
- Livros de Ocorrências e de Registros; 
- Mesas, Gavetas e Prateleiras; 
- Alarmes. 
 
 
 
 
 
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Observações: 
 
Local de Trabalho: é onde o funcionário passa a maior parte produtiva do dia. 
 
Escritório: é o local de encontro da administração, de toda a tecnologia e o principal local de trabalho 
do profissional administrativo ou secretária ou recepcionista. É considerado como a fábrica de 
informações e sua matéria prima é a comunicação. Nos escritórios são geradas as informações que serão 
utilizadas nas tomadas de decisões que, por sua vez, afetarão toda empresa. 
 
Escritório Tradicional: valoriza mobiliários, documentos de controle de tempo e hora de trabalho, 
equipamentos mecânicos que exigem maior esforço físico. 
 
Escritório Moderno: valoriza o ser humano, o mobiliário é anatômico e os recursos tecnológicos são 
utilizados para diminuir o esforço físico. Diminui a utilização de papéis, o que torna a informação mais 
dinâmica. 
 
Cuidados com os Materiais no Ambiente de Trabalho 
- Manter blocos, papéis ou impressos para recado em sua mesa de trabalho; 
- Manter clipes, apontadores, borrachas, corretivos em gavetas com divisórias; 
- Manter porta-lápis limpo e em ordem; 
- Manter os móveis limpos; 
- Utilizar capas nos equipamentos; 
- Ligar tomadas, luzes e equipamentos quando forem utilizados e desligá-los ao sair; 
- Deixar listas telefônicas, guias e agendas organizadas e ao alcance de todos; 
- Organizar a mesa de trabalho; 
- Zelar pelos objetos decorativos e manter a sala arejada; 
- Verificar, diariamente, se os equipamentos estão funcionando adequadamente; 
- Arquivar cartões de visitantes. 
 
Questões 
 
01. (ANVISA - Técnico Administrativo - CESPE) A organização do local de trabalho deve ser 
realizada apenas quando o ambiente de trabalho estiver trazendo prejuízo à execução das tarefas 
cotidianas. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. (CASAN - Secretária - INSTITUTO AOCP/2016) Assinale a alternativa correta em relação às 
práticas que auxiliam na organização do ambiente de trabalho. 
(A) Para praticar a organização do ambiente de trabalho, não é necessário possuir conhecimento 
profundo do que a empresa produz. 
(B) É comum as interrupções durante a execução de uma tarefa, não necessitando realizar marcas 
quando for interrompida. 
(C) Não perder a calma diante de situações difíceis, esgotando-se diante de uma única tarefa. 
(D) A Secretária precisa estar atualizada e adquirir sempre mais conhecimento sobre a organização 
de eventos. 
(E) Procurar melhorar o aspecto do escritório, pois ele exerce influência sobre o desempenho das 
atividades. 
 
03. (Prefeitura de Amontada/CE - Agente Administrativo - CEV/2016) O trabalho tem maior 
produtividade quando as pessoas que o realizam adotam práticas de qualidade e agilidade na realização 
de suas tarefas. Esse ambiente produtivo é obtido quando o profissional 
(A) ajusta suas tarefas ao horário do seu transporte diário, identifica o que pode ser eliminado ou 
simplificado e prioriza tarefas. 
(B) prioriza tarefas, utiliza seus recursos privados de mídia digital (Whatsapp, Facebook, Snapchat) 
durante o horário de trabalho e cuida da organização física do local de trabalho. 
(C) utiliza seus recursos privados de mídia digital (Whatsapp, Facebook, Snapchat) durante o horário 
de trabalho, prioriza tarefas e ajusta suas tarefas ao horário do seu transporte diário. 
(D) identifica o que pode ser eliminado ou simplificado, prioriza tarefas e cuida da organização física 
do local de trabalho. 
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29 
 
04. (IF/MT - Assistente em Administração - IF/MT/2016) Infere-se do texto que ser organizado facilita 
o trabalho do cérebro, pois permite que ele tenha previsibilidade para executar tarefas. Sobre a postura 
profissional que contribui para organizar o ambiente de trabalho, assinale a afirmativa INCORRETA. 
(A) Usar agenda física ou digital compreende ferramenta dispensável para anotar afazeres do dia, da 
semana e do mês. 
(B) Listar tarefas diárias estabelecendo prazos e grau de prioridade possibilita mensurar o 
acompanhamento da rotina de trabalho. 
(C) Possuir objetivos claros e definidos compreende ações relevantes para o alcance dos resultados 
estabelecidos. 
(D) Delegar tarefas a outros integrantes da organização, providos de habilidades para executá-las, 
contribui para evitar sobrecargas diárias. 
 
05. (BAHIAGÁS - Analista de Processos Organizacionais - IESES/2016) O formulário transporta 
dados e informações nos processos empresariais, tanto em meio físico quanto em eletrônico. Sobre o 
tema, escolha a opção INCORRETA: 
(A) Quando contiver na sua redação siglas e abreviações, deve-se explicar seu significado. 
(b) Em formulários de uso interno, o nome da empresa é dispensável, bastando a utilização do logotipo, 
suficiente para a identificação. 
(C) São alguns dos princípios que devem ser seguidos quando da elaboração do formulário: empregar 
em sua redação os jargões específicos da área do saber a que o formulário se refere e utilizar linhas 
pontilhadas para o campo de resposta. 
(D) A redação do formulário deve ser clara, objetiva e acessível a quem responde, e não a quem 
pergunta. 
(E) A permanente dificuldade na compreensão e preenchimento do formulário, bem como a demora 
na sua utilização são indicadores de problemas a serem analisados quanto ao seu desenho. 
 
Gabarito 
 
01.Errado / 02.E / 03.D / 04.A / 05.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Errado 
Ajuda no andamento do trabalho se o local de trabalho estiver sempre limpo e organizado. O intuito é 
mantê-lo assim. Podemos ainda ver o decreto 1171/94 que afirma o seguinte: 
Seção II -Dos Principais Deveres do Servidor Público 
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: 
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, seguindo os métodos mais adequados à sua 
organização e distribuição. 
 
02. Resposta: E 
A última afirmativa está correta, pois a partir de uma organização melhor no ambiente de trabalho que 
resulte em um aspecto positivo deste ambiente é possível reduzir desperdícios de tempo, de espaço, de 
custo, enfim, favorecerá o exercício das atividades de maneira mais organizada. 
 
03. Resposta: D 
Identificar o que pode ser eliminado ou simplificado, priorizar tarefas e cuidar da organização física do 
local de trabalho resulta em melhoria na produtividade do funcionário, agilizando a realização de tarefas. 
 
04. Resposta: A 
É indispensável planejar e organizar em agendas ou correlatos o que será feito ao longo dos dias, até 
para gerir melhor o tempo e os recursos. 
 
05. Resposta: C 
Em se tratando elaboração de formulários, um princípio a NÃO se seguir é o do emprego dos jargões, 
por dificultar o entendimento e comunicação, sobretudo quando se tratar de comunicação externa (com 
outras empresas/órgãos). 
 
 
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ROTINAS DE TRABALHO 
 
As rotinas administrativas são formadas por vários processos que acontecem de forma sistemática e 
integrada. E para isso se faz necessário o conhecimento técnico, científico e domínio de novas 
tecnologias. 
Para Cruz14 “Rotina era o termo utilizado pelos analistas de O&M15 para descrever passo a passo como 
as pessoas interagiam dentro das empresas ou entre elas e seus clientes. Genericamente falando, se 
refere a identificar um conjuntode ações que tem como principal preocupação o fluxo de papelada dentro 
das organizações”. 
Rotinas administrativas está relacionada aos procedimentos diversos de uma organização (seja ela 
pública ou privada) no qual envolvem processos e métodos. 
No estudo das rotinas, a sequência mais comum, das etapas necessárias diz respeito a: escolher a 
rotina a ser trabalhada, coletar dados e desenhar a rotina. 
Para Campos2 “A rotina é estabelecida pela administração da empresa para as pessoas que executam 
as tarefas do dia-a-dia.” 
Nas rotinas administrativas, um conjunto de profissionais executa atividades para se obter resultados, 
essas atividades devem estar em conformidade com o nível de competência dos profissionais, nível de 
autoridade e responsabilidades. 
Dessa forma, tem-se que administradores e gerentes possuem competências distintas no 
processamento das rotinas administrativas, assim como os profissionais de nível técnico e de apoio 
também o possuem. 
Fazendo parte deste processo sistêmico responsabilidades como planejamento, direção, controle, 
supervisão e outras funções que exigem dos profissionais conhecimento e experiências maiores. 
 
Tarefas Relacionadas as Rotinas Administrativas 
 
Basicamente, as principais tarefas de quem trabalha com Rotinas Administrativas estão relacionadas 
a: 
- Auxiliar nas atividades rotineiras, no controle administrativo e financeiro; 
- Organizar arquivos; 
- Controlar recebimentos e remessas de documentos e correspondências; 
- Gerenciar Informações; 
- Cuidar de tarefas do setor de Contas a Pagar e do setor de Contas a Receber; 
- Controle Bancário; 
- Fluxo de Caixa; 
- Realizar entrega de materiais diversos; 
- Operar equipamentos diversos, tais como: e-mail, fax, máquina de Xerox, projetor multimídia; 
- Realizar e atender chamadas telefônicas; 
- Manter documentos e material organizados; 
-Controlar registro de frequências de funcionários; 
- Emitir notas fiscais, emitir contracheques dos funcionários; 
- Inteirar dos serviços dos setores diversos da empresa visando orientar e facilitar a função de dados, 
documentos e outras solicitações dos superiores; 
- Atuar como responsável fiscalizador pela manutenção da ordem nos ambientes; 
- Lidar com documentos, sua recepção e remessa. 
 
As tarefas são bastante variadas. Mas, saiba que todas são essenciais no dia a dia das empresas. 
Vale lembrar que essas são algumas das tarefas que o profissional com conhecimentos em rotinas 
administrativas pode exercer, pois cada empresa tem o seu próprio ritmo de trabalho e necessidades 
específicas. Sendo assim, é essencial que você seja um profissional flexível, com grande capacidade de 
adaptação a novas tarefas e com disposição para aprender. 
Além disso, o profissional dessa área necessita de responsabilidade, organização e conhecimentos 
prévios para exercer suas funções com eficiência. 
 
 
 
 
14 CRUZ, T. Sistemas, Organização & Métodos. Estudo Integrado das Novas Tecnologias da Informação à Gerência do Conteúdo e do Conhecimento. 3ª ed. 
SP. Atlas, 2002. 
2 CAMPOS, V. F. Qualidade Total. Padronização de Empresas. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. 
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Os Funcionários da Empresa e a Divisão de Funções 
As empresas de um modo geral possuem várias áreas administrativas e por isso se faz necessária a 
divisão do trabalho em funções especificas a cada colaborador. 
Tal divisão deve ser feita de acordo com a especialização ou conhecimento do empregado, o que por 
consequência trará para a empresa melhores resultados, além de tornar o trabalho mais específico e 
eficiente. 
Funções como auxiliar, assistente, agente e o técnico administrativo são exemplos de funções que 
surgirão a partir da função do administrador e hoje são reconhecidas como fundamentais a qualquer tipo 
de empresa, seja ela pública ou privada. 
No entanto, vale ressaltar, que o profissional não pode ser alguém que simplesmente executa as 
funções que lhe determinam, pois também deve ser, alguém que consiga se destacar em meio aos outros 
que realizam as mesmas funções, visto que esta atitude favorece o bom desenvolvimento do trabalho e 
a pro atividade da equipe. 
Questão que motiva cada vez mais as empresas a exigir profissionais qualificados e com uma ampla 
visão de mercado, podendo assim colaborar com as diversas áreas da empresa. 
 
Áreas Administrativas da Empresa e suas Funções 
 
Consciente do aumento da concorrência, as empresas nos últimos anos, têm procurado desenvolver 
mais a especialidade de suas áreas. Fazendo surgir assim a departamentalização nas empresas, palavra 
a que se refere ao surgimento das áreas funcionais na organização e da melhor distribuição do trabalho. 
Sendo assim abordaremos a seguir algumas dessas áreas ressaltando como pode ser a atuação do 
profissional na administração: 
 
a) Marketing: é o departamento que engloba todas as atividades relativas às relações de troca, 
orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores. Conhecendo e estudando 
as motivações do consumidor, a empresa procura produzir bens e serviços que atendam seu público-
alvo. 
 
O marketing conta com quatro instrumentos: 
1) Produção de bens e serviços que atendam aos desejos do público; 
2) Escolha do preço para estes produtos; 
3) Distribuição eficiente e ágil; 
4) Comunicação com o público (propaganda na mídia impressa, eletrônica, promoção em pontos de 
venda, sorteios, brindes, merchandising, mala direta, etc.) 
 
b) Recursos Humanos: esta área faz uso de um conjunto de técnicas e instrumentos que permitem 
atrair, manter e desenvolver os talentos humanos. Hoje vemos que o mercado com constantes mudanças 
de natureza econômica, social e tecnológica é fundamental que a empresa seja voltada a administração 
da gestão de recursos humanos, visto que a continuidade de sua existência será determinada pela 
qualidade agregada aos seus produtos ou serviços, tendo como base “pessoas” motivadas e com alto 
nível de qualidade pessoal e profissional. 
 
Os principais mecanismos e instrumentos da gestão estratégica de pessoas são: 
1) Planejamento de recursos humanos; 
2) Gestão de competências; 
3) Capacitação continuada com base em competência; 
4) Avaliação de desempenho e de competências. 
 
Entre as principais atividades do setor de recursos humanos, podemos destacar: 
1) Recrutamento e Seleção de Pessoas; 
2) Gestão dos Cargos, Orientação de pessoas, Carreiras e Remuneração; 
3) Avaliação de Desempenho; 
4) Gestão de recompensas, treinamento e desenvolvimento de pessoas; 
5) Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), cultura e clima organizacional, disciplina e 
higiene; 
6) Monitoramento de pessoas. 
 
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c) Finanças: setor que fica responsável pela administração dos fundos, com isso é aplicado uma série 
de princípios econômicos e financeiros objetivando a maximização da riqueza, ou seja, investimentos que 
possuem a melhor compensação entre riscos e retorno da empresa. 
A função de gestão financeira geralmente é associada a um alto executivo da empresa, denominado 
frequentemente diretor financeiro ou vice-presidente de finanças. O vice-presidente de finanças coordena 
as atividades do tesoureiro e do controlador. 
A controladoria preocupa-se com a contabilidade de custos e a contabilidade financeira, com os 
pagamentos de impostos e com os sistemas de informação gerencial. 
A tesoureira responsabiliza-se pela gestão do caixa e da área de crédito da empresa, por seu 
planejamento financeiro, e pelos gastos de investimento. Numa empresa menor, o tesoureiro e o 
controlador talvez sejam a mesma pessoa, não se encontrando dois departamentos distintos. 
Todos os dados obtidos no setor financeiro permitem auxiliar no processo de gestão da empresa, e 
também contribuindo no planejamento e controle das atividades, isso fornece elementos que deem 
suporteàs decisões. 
 
Funções do Financeiro: 
1) Recebe e arquiva notas fiscais; 
2) Recebe e arquiva boletos de cobrança de clientes e fornecedores; 
3) Emissão de cheque de pagamento; 
4) Faturamento; 
5) Registro de contas a pagar e receber; 
6) Quitação de pagamentos de clientes e fornecedores; 
7) Emissão de cobrança; 
8) Envio cobrança p/ banco. 
 
d) Operacional: administra o sistema de produção, de modo a transformar os insumos em produtos 
ou serviços da empresa. Este departamento tem como finalidade a dar suporte logístico aos seus setores, 
bem como providenciar as adoções das medidas por ele determinada e procedendo seu planejamento 
para os setores que compõem tenha uma boa organização. 
 
Funções da Operacional: 
1) Controle de produção diário e mensal; 
2) Entrada de matéria; 
3) Controle de parada de máquinas e equipamentos; 
4) Consumo de matéria prima; 
5) Relatórios de consumo de matéria prima (deverão ser encaminhados mensalmente); 
6) Controle do estoque de explosivos (deverão ser encaminhados mensalmente); 
7) Coordenação dos funcionários da produção. 
 
Observação: vale ressaltar que cada empresa segue sua própria divisão, no qual atende a sua 
realidade ou necessidade. 
 
Técnicas Utilizadas nas Rotinas Administrativas 
 
- Elaboração de organogramas: esta técnica é muito usada pela administração para a identificação dos 
departamentos e níveis hierárquicos da empresa. 
- Regulamento Interno: outros documentos referentes às técnicas administrativas são o manual de 
rotina e regulamento interno. Nos manuais de rotina estão descritos quais as normas necessárias para 
execução de atividades específicas. Já o regulamento ou regimento interno é um documento com um 
conjunto de diretrizes que definem a estrutura organizacional e as políticas da empresa. 
- Relatórios: os relatórios têm a função de expor fatos e ocorrências. E são remendados para o 
esclarecimento de dúvidas, informação de problemas entre outros. 
- Circular: se trata de informações de interesse ao quadro de funcionários. Este documento, geralmente 
é enviado pelo responsável do departamento aos funcionários de determinado setor, com a finalidade de 
divulgar uma informação. 
 
 
 
 
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Atividades Administrativas e Atividades Gerenciais 
 
É necessário distinguir as atividades administrativas das atividades gerenciais, pois as Atividades 
Gerenciais constitui um processo que originará as atividades administrativas, ou seja, é para apoio 
gerencial que existem as atividades administrativas. 
Deixando mais claro, as atividades gerenciais têm a função de identificar estratégias, trabalhar as 
oportunidades, alocação de recursos, compartilhamento de objetivos e outros. 
A administração, portanto, é algo maior e que exige critério nas atividades gerenciais e rotineiras, de 
forma ordenada, pois primeiro é necessário planejar, depois se organiza os recursos, dirige a informação 
e a mão de obra de forma eficiente e depois se controla os resultados alcançados. 
Na verdade, a administração é todo conjunto de procedimentos que consome recursos, que requer 
organização dos recursos, planejamento de alocação e avaliação dos resultados obtidos com esses 
recursos. 
As organizações trabalham com determinados recursos disponíveis e a partir disso, deve-se 
estabelecer e avaliar se estes recursos: estão alinhados aos objetivos e estratégias da empresa; se estes 
recursos atendem a obtenção dos objetivos; se os recursos estão ao alcance da organização ou não 
estão; e como a organização pode trabalhar com os recursos disponíveis sem desistir de seus objetivos 
e estratégias traçadas. 
Essa problemática acima pertence à capacidade da organização dirigir o que possui e buscar algo 
mais. 
No entanto vale lembrar que o principal recurso da organização responsável pela realização dos 
objetivos, são as pessoas. Por isso se deve colocar as pessoas certas nas atividades certas. 
 
O Técnico/Assistente/Auxiliar Administrativo 
 
É o profissional que auxilia e monitora as atividades que fazem parte da rotina administrativa de uma 
determinada organização, ele pode atuar em todo tipo de empresa, sejam elas: privadas do ramo 
industrial, comercial, ou de serviços; empresas e instituições públicas; instituições de ensino e 
organizações sem fins lucrativos. 
O assistente administrativo presta auxilio na área de gestão das organizações, com foco maior no 
departamento financeiro. Na maioria das vezes a formação mínima exigida pelas organizações é o Ensino 
Médio Completo, mas, no entanto, aqueles candidatos que já estão em busca de uma formação superior, 
como cursos técnicos ou graduações, saem na frente na hora de uma entrevista de emprego ou algo do 
tipo. 
O profissional tem um papel fundamental nas rotinas administrativas dentro das organizações, ele atua 
muitas vezes auxiliando líderes e gestores, como secretário, e também atendendo o público (interno e 
externo) da organização. 
 
Responsabilidades e atividades do Técnico/Assistente/Auxiliar Administrativo 
- Atuar no suporte administrativo; 
- Realizar atendimento ao público (via telefone, e-mail, e etc.) 
- Receber e conferir documentação; 
- Efetuar a emissão de cheques para pagamentos de despesas; 
- Efetuar serviços bancários (controlar e acompanhar a movimentação de contas bancarias, retirada 
de talões de cheque, pagamentos, depósito e etc.); 
- Efetuar a emissão de boletos para pagamentos; 
- Organizar e manter atualizada as informações contidas no sistema da organização; 
- Organizar Informações; 
- Controlar a utilização dos materiais, e os níveis do estoque da organização; 
- Efetuar e Controlar compras de materiais de escritório e de limpeza; 
- Classificar e controlar a prestação de contas; 
 
Para ser um bom assistente administrativo, o profissional precisa ter algumas qualidades essenciais, 
assim se encaixando do perfil, no intuito de realizar as suas atividades dentro da organização com mais 
eficiência, uma pessoa que vai exercer esse cargo deve possuir como competências: 
- Ser proativo; 
- Ser comunicativo; 
- Ter um bom relacionamento interpessoal; 
- Ser responsável; 
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- Ser disciplinado; 
- Ser organizado; 
- Saber gerenciar o tempo; 
- Ter iniciativa 
- Ser dinâmico; 
- Gostar de lidar com números; 
 
O objetivo desse profissional dentro das organizações, assim como todos os outros que estão 
envolvidos na rotina administrativa da empresa, além de contribuir para o crescimento da empresa, é 
auxiliar no planejamento estratégico dela, e também colaborar para que a organização busque de uma 
forma mais rápida e eficaz os seus objetivos. 
 
Questões 
 
01. (CRESS/PB - Assistente Administrativo - CONSULPAM) Toda entidade pública, escritório, 
comércio ou empresa exige um profissional que saiba bem as diversas ROTINAS administrativas. 
Exigindo assim um profissional capaz de atender prontamente com habilidade e competência qualquer 
departamento da empresa. Em Relação às rotinas administrativas marque o item CORRETO: 
(A) As rotinas administrativas são, na verdade, uma série de conceitos de como melhorar a vida 
administrativa de uma Empresa. 
(B) Os manuais de rotina administrativa são documentos que especificam o conjunto de diretrizes que 
definem a estrutura organizacional e política da empresa. 
(C) Nos regulamentos ou regimentos internos estão descritos as normas que especificam as funções 
e o seu desempenho. 
(D) Rotina administrativa é formada por vários processos que acontecem de forma sistemática e que 
requerem conhecimento técnico, científico e domínio de tecnologias. 
 
02. (IF/GO - Administrador - CS/UFG) Produção, Marketing e Finanças são: 
(A) funções administrativas. 
(B) áreas táticas 
(C) funções organizacionais. 
(D) áreas estratégicas. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C 
 
Comentários 
 
1. Resposta: D 
Este é o primeiro conceito visto para rotina administrativa.02. Resposta: C 
"Segundo Maximiano (2010) as funções organizacionais mais importantes nas organizações são: 
Marketing, Produção (operações), Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Finanças e Recursos Humanos". 
 
ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DO MATERIAL DE ESCRITÓRIO; DE CONSUMO E PERMANENTE 
 
A palavra escritório16 tem origem no latim scriptorĭu, e pode referir-se ao local (a divisão de uma 
habitação ou de uma empresa) onde se exercem atividades administrativas, ao mobiliário (escrivaninha 
ou secretária com estantes) utilizado para esse fim, podendo existir várias formas de organização e de 
distribuição do espaço de acordo com a quantidade de trabalhadores e a função de cada um. 
Existem escritórios ocupados por um único trabalhador (em geral, um diretor, gerente ou o até o próprio 
dono/proprietário da empresa), e outros escritórios são partilhados por muitas pessoas, tratando-se de 
um espaço de grandes dimensões, onde cada trabalhador tem o seu próprio espaço (a sua própria área 
de trabalho). 
 
16 Conceito de escritório - O que é, Definição e Significado em: http://conceito.de/escritorio#ixzz3Uvi1x3c7 
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Em contrapartida, se o escritório for de dimensões reduzidas, é provável que vários trabalhadores 
partilhem grandes mesas uns com os outros. Em termos de espaço, cada organização do escritório 
apresenta vantagens e desvantagens. 
Quando cada trabalhador tem o seu próprio espaço, melhora-se a comodidade (e, por conseguinte, a 
motivação e a produtividade) reduzindo as conversas entre os trabalhadores e por consequência ao 
desperdício de tempo. 
No aspecto negativo, quando o trabalhador se encontra isolado, é provável que este se disperse e se 
distraia com maior facilidade e que, em vez de trabalhar, passe parte das suas horas de expediente a 
navegar na Internet ou ocupado com outras atividades de lazer. 
Nos escritórios onde haja menos espaço e distância entre os funcionários, costuma haver um clima 
mais barulhento e de menor concentração. Porém, os responsáveis conseguem controlar os 
trabalhadores com mais facilidade, sem precisarem de se deslocar. 
Existem edifícios de escritórios onde, em vez de apartamentos para habitação, todas as estruturas 
disponíveis destinam-se à instalação de escritórios. No entanto esses edifícios são muito mais comuns 
em centros comerciais e administrativos das grandes cidades. 
 
Materiais e Equipamentos que Fazem Parte da Rotina do Trabalho 
 
Tipos de Materiais de Consumo17 
A depender da especificidade do negócio, do setor e das atividades executadas pela organização, os 
materiais de consumo poderão ser: 
 
- Material de Expediente: agenda, alfinete de aço, almofada para carimbos, apagador, apontador de 
lápis, arquivo para disquete, bandeja para papéis, bloco para rascunho bobina papel para calculadoras, 
borracha, caderno, caneta, capa e processo, carimbos em geral, cartolina, classificador, clipe cola, 
colchete, corretivo, envelope, espátula, estêncil, estilete, extrator de grampos, fita adesiva, fita para 
máquina de escrever e calcular, giz, goma elástica, grafite, grampeador, grampos, guia para arquivo, guia 
de endereçamento postal, impressos e formulário em geral, intercalador para fichário, lacre, lápis, 
lapiseira, livros de ata, de ponto e de protocolo, papéis, pastas em geral, percevejo, perfurador, pinça, 
placas de acrílico, plásticos, porta-lápis, registrador, régua, selos para correspondência, tesoura, tintas, 
toner, transparências e afins. 
 
- Material de Processamento de Dados: cartuchos de tinta, capas plásticas protetoras para micros e 
impressoras, Pen Drive, CD-ROM, mouse PAD peças e acessórios para computadores e periféricos, 
recarga de cartuchos de tinta, toner para impressora lazer, cartões magnéticos e afins. 
 
- Material de Limpeza e Produção e Higienização: capacho, cesto para lixo, creme dental, 
desinfetante, escova de dente, mangueira, papel higiênico, sabonete, álcool gel 70%, repelente, protetor 
solar e afins. 
 
- Material para Manutenção de Bens Imóveis: aparelhos sanitários, arames liso e farpado, areia, 
basculante, boca de lobo, boia, brita, brocha, cabo metálico, cal, cano, cerâmica, cimento, cola, 
condutores de fios, conexões, curvas, esquadrias, fechaduras, ferro, gaxetas, grades, 
impermeabilizantes, isolantes acústicos e térmicos, janelas, joelhos, ladrilhos, lavatórios, lixas, madeira, 
marcos de concreto, massa corrida, niple, papel de parede, parafusos, pias, pigmentos, portas e portais, 
pregos, rolos solventes, sifão, tacos, tampa para vaso, tampão de ferro, tanque, tela de estuque, telha, 
tijolo, tinta, torneira, trincha, tubo de concreto, válvulas, verniz, vidro e afins. 
 
- Material para Manutenção de Bens Móveis: cabos, chaves, cilindros para máquinas copiadoras, 
compressor para ar condicionado, mangueira para fogão margaridas, peças de reposição de aparelhos e 
máquinas em geral, materiais de reposição para instrumentos musicais e afins. 
 
- Material Educativo e Esportivo: apitos, bolas, brinquedos educativos, cordas, esteiras, joelheiras, 
luvas, raquetes, redes para prática de esportes, tornozeleiras e afins. 
 
- Material Elétrico e Eletrônico: benjamins, bocais, calhas, capacitores e resistores, chaves de 
ligação, circuitos eletrônicos, condutores, componentes de aparelho eletrônico, diodos, disjuntores, 
 
17 http://portal.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/11_05_2010_16.41.13.eda9011014926d9fb575f38daa6111d8.pdf 
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eletrodos, eliminador de pilhas, espelhos para interruptores, fios e cabos, fita isolante, fusíveis, 
interruptores, lâmpadas e luminárias, pilhas e baterias, pinos e plugs, placas de baquelite, reatores, 
receptáculos, resistências, starts, suportes, tomada de corrente, controle para portão eletrônico. Controle 
para TV e DVD, e afins. 
 
- Material de Proteção e Segurança: cadeados, capacetes, chaves, cintos, coletes, dedais, guarda-
chuvas, lona, luvas, mangueira de lona, máscaras, recargas de extintores e afins. 
 
- Material para Áudio, Vídeo e Foto: álbuns para retratos, alto-falantes, antenas internas, filmes 
virgens, fitas virgens de áudio e vídeo, lâmpadas especiais, molduras, pen drive e afins. 
 
Manutenção e Conservação de Equipamentos 
 
Serviços de reparos e consertos de máquinas e equipamentos de processamento de dados e 
periféricos, máquinas e equipamentos gráficos, aparelhos de fax, calculadoras, eletrodomésticos, 
máquinas de escrever e afins. Devem ser feitos regularmente. Isto é, recomenda-se realizar a 
manutenção periódica das máquinas e equipamentos de escritório em assistência técnica especializada. 
Segundo Slack et. al.18, o termo manutenção é usado para abordar a forma pela qual as organizações 
tentam evitar as falhas, cuidando de suas instalações físicas. É uma parte muito importante na grande 
maioria das atividades de produção e está relacionada a todos os tipos de máquinas, equipamentos, 
veículos e instalações físicas. 
A manutenção propicia uma série de benefícios para as empresas, que segundo Slack et, al.19 são 
basicamente as apontadas no Quadro a seguir, a partir do qual é possível visualizar seus benefícios 
detalhadamente: 
 
Benefícios Detalhamento 
Segurança 
melhorada 
Instalações bem mantidas têm menor chance de se comportar de forma não previsível 
ou falhar totalmente todas, podendo apresentar riscos para o pessoal. 
Confiabilidade 
Aumentada 
Menos tempo perdido com conserto de instalações, menos interrupções nas 
atividades de produção, menos variação da vazão de saída e níveis de serviço mais 
confiáveis. 
Qualidade Maior 
Equipamentos mal mantidos têm maior probabilidade de desempenhar abaixo do 
padrão e causar problemas de qualidade 
Custos de Operação 
mais baixo 
Muitos elementos tecnológicos funcionam mais eficientemente quando recebem 
manutenção regularmente, como veículos. 
Tempo de vida mais 
longo 
Cuidado regular,limpeza ou lubrificação podem prolongar a vida efetiva das 
instalações, reduzindo os pequenos problemas na operação, cujo efeito cumulativo 
causa desgaste ou deterioração 
Valor final mais alto 
Instalações bem mantidas são geralmente mais fáceis de vender no mercado de 
segunda mão. 
Fonte: Slack et al.20 
 
Assim, a proposição de um programa eficaz de manutenção proporciona uma série de benefícios para 
as organizações. Benefícios estes que vão desde a economia com a diminuição de custos operacionais, 
até o aumento da segurança dos funcionários e da organização em geral, satisfação dos clientes, 
aumento da vida útil da máquina ou equipamentos, dentre outros. 
Nesse sentido é muito importante que as empresas programem eficazmente sistemas de manutenção. 
Deve-se realizar a manutenção preventiva ou periódica, baseada no intervalo médio entre as falhas, 
obtido por meio de históricos, para cada equipamento. 
O pensamento correto é de sempre prevenir. Assim, os gastos com a manutenção preventiva de 
equipamentos podem evitar diversos gastos relativos à sua manutenção corretiva. 
Outro ponto relevante é que a fim de se economizar energia elétrica, como uma medida de 
conservação e racionalização é possível substituir equipamentos antigos por aqueles que possuem maior 
eficiência. 
 
Material Permanente de Escritório 
 
Algumas matérias são de caráter permanente a rotina do escritório, sendo estes: 
 
18 SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
19 Idem. 
20 SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
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Aparelhos e Equipamentos de Comunicação: antena parabólica, aparelho de telefonia, bloqueador 
telefônico, central telefônica, detector de chamadas telefônicas, fac-símile, interfone, PABX, rádio 
receptor, secretaria eletrônica e afins. 
 
Aparelhos e Utensílios Domésticos: aparelhos de copa e cozinha, aspirador de pó, batedeira, botijão 
de gás, cafeteira elétrica, chuveiro ou ducha elétrica, circulador de ar, condicionador de ar (móvel), 
conjunto de chá/café/jantar, escada portátil, enceradeira, exaustor, faqueiro, filtro de água, fogão, forno 
de micro-ondas, geladeira, grill, liquidificador, máquina de lavar louca, máquina de lavar roupa, máquina 
de moer café, máquina de secar pratos, secador de prato, tábua de passar roupas, torneira elétrica, 
torradeira elétrica, umidificador de ar e afins. 
 
Coleções e Materiais bibliográficos: álbum de caráter educativo, coleções e materiais bibliográficos 
informatizados, dicionários, enciclopédia, ficha bibliográfica, jornal e revista (que constitua documentário), 
livro, mapa, material folclórico, partitura musical, publicações e documentos especializados destinados a 
bibliotecas, repertorio legislativo e afins. 
 
Discotecas e Filmotecas: disco educativo, fita de áudio e vídeo com aula de caráter educativo, 
microfilme e afins. 
 
Equipamento de Proteção, Segurança e Socorro: alarme, extintor de incêndio, para-raios, 
sinalizador de garagem, porta giratória, circuito interno de televisão e afins. 
 
No escritório ainda encontramos outros equipamentos como: telefone, computadores, calculadoras, 
estantes, trituradores de papel, gravadores, cofres, máquinas de café expresso, ar condicionado, 
ventiladores, climatizadores, cadeiras, mesas, roteadores, entre outros. 
Alguns equipamentos requerem cuidados diários, outros possuem manutenção esporádica. Os 
equipamentos existentes no escritório e a manutenção destes variam de acordo com a atuação da 
empresa. 
 
Telefone: para manusear o telefone, por exemplo, é necessário que conheçamos os ramais, e os 
números mais importantes para realizar e/ou transferir ligações. Para isso, podemos contar com uma 
agenda, que faz parte dos materiais utilizados no escritório, pode-se fazer uma lista e afixá-la na parede, 
no telefone ou na mesa. 
É importante que o telefone sempre esteja no ganho ou se for telefone sem fio, deve-se verificar se 
este está no modo apropriado para receber as ligações. Se o aparelho for sem fio (e necessitar de energia) 
é necessário verificar se este está carregado, principalmente quando há queda de energia. Estes 
procedimentos, apesar de simples, se negligenciados, podem causar grandes transtornos no dia-a-dia da 
empresa. 
 
Máquina de Calcular: uma máquina calculadora é uma máquina projetada para lidar com cálculos ou 
computações. É um dispositivo voltado para um fim específico, foi projetado para facilitar a realização de 
operações específicas, e não visando flexibilidade de tarefas. 
Máquinas calculadoras não devem ser confundidas com máquinas de somar, que lidam apenas com 
somas. 
 
Sendo assim apresentaremos a seguir os tipos mais comuns de calculadoras. 
 
 
 
- Calculadoras Gráficas: são aquelas que podem plotar gráficos 2D ou 3D em seu display. Exemplos 
de calculadoras gráficas são HP 49G+, HP 48, HP 50g, etc. 
No exemplo acima, temos uma calculadora Hewlett-Packard HP-48, capaz de lidar com gráficos 
tridimensionais, cálculo diferencial e integral, matrizes, e outras funções avançadas. 
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- Calculadoras Científicas: não plotam gráficos, mas calculam funções como seno, cosseno, etc. 
Exemplos são as da marca Casio, Hewlett-Packard, Texas, Sharp e outras. 
No exemplo ao lado temos uma calculadora da marca Casio. 
 
 
- As calculadoras Financeiras: são calculadoras voltadas para o meio financeiro, com muitas funções 
já prontas. 
No exemplo temos uma HP12C. 
 
 
- E temos também as calculadoras simples que não possuem nem as funções trigonométricas 
básicas, como seno, cosseno e tangente. 
 
Em certos contextos, tal como no ensino superior, esse método de cálculo foi substituído pela 
calculadora gráfica, a qual oferece uma funcionalidade bem específica e objetiva de esboçar gráficos e 
planos cartesianos. 
 
Computadores e Periféricos 
Nos dias atuais, a tecnologia evolui rapidamente, fazendo com que os equipamentos fiquem 
ultrapassados e até mesmo obsoletos em pouco tempo. 
Um escritório pode utilizar tanto computadores de mesa, quanto notebooks. Para os computadores de 
mesa, recomenda-se: 
- Definir monitores para desligar após períodos de inatividade e, em vez de depender de um protetor 
de tela. Isso pode ajudar a economizar energia; 
- Desligue os computadores se eles estão não forem ser utilizados por longos períodos; 
- Desligue todos os computadores, impressoras e outros periféricos, no final de cada dia – existem 
programas que automatizam o desligamento; 
- Verifique se a impressora tem papel, o nível de tinta; 
- Procure ligar e desligar os computadores e periféricos corretamente, conforme instruções. 
 
Configure o modo "stand-by" nos computadores para que entrem em hibernação automaticamente - e 
consumam menos energia - quando não forem utilizados por um período de tempo específico. Protetores 
de tela não reduzem o consumo de energia de modo que verifique se há disponibilidade de mecanismos 
de poupança de energia nos computadores. Periféricos auxiliares, tais como "scanners" ou câmeras 
digitais, não precisam ficar ligados na tomada se não estiverem em uso, então incentive os funcionários 
a desligar esses itens depois de usá-los. 
 
Periféricos do Computador 
Os periféricos são dispositivos instalados junto ao computador, cuja a função é auxiliar na comunicação 
homem/máquina. Estes dispositivos poderão estar na periferia (em torno) do computador ou dentro do 
próprio gabinete. O gabinete é uma caixa metálica na horizontal ou vertical, que tem a função de servir 
como suporte à placa-mãe, drives de comutação e outros dispositivos eletrônicos. Nele são conectados 
os periféricos. Geralmente, os gabinetes dos PC's possuem chaves de comutação: 
I/O ou On/Off - sua função é ligar ou desligar o computador. 
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Reset - este botão corta momentaneamente a alimentação elétrica fornecida à memória RAM, 
forçando a reinicialização do Sistema Operacional. 
Turbo - tem a função de acelerar ou desacelerar a velocidade de processamento do computador. Nos 
computadores atuais está chave caiu em desuso devido a existência de um único modo de 
funcionamento. 
 
Periféricos de Entrada-Saída 
O usuário ao utilizar o computador, precisa de meios que permitam a entrada de desejados e a 
consequente saída. Para isso existem os periféricos de entrada e saída. O periférico de entrada mais 
comum é o teclado, e o de saída é o monitor de vídeo do computador. 
No caso dos periféricos de entrada, além do teclado existem vários outros meios que permitem a 
entrada dos dados, sendo estes: 
- Fita magnética; 
- Caneta óptica; 
- Cartão magnético; 
- Teclado; 
- Mouse; 
- Scanner; 
- Joystick (utilizados para manipulação de jogos); 
- Microfones, Etc. 
 
Observação 1: A voz está sendo usada como dispositivo de entrada, mas devido à grande variedade 
de padrões de voz dos seres humanos, é difícil o desenvolvimento nesta área. 
 
Observação 2: O monitor de vídeo é um dispositivo de saída temporário pois caso a energia seja 
interrompida as informações que estavam na tela serão perdidas. 
 
Desta forma para que haja uma fonte de consulta permanente é preciso recorrer a outros periféricos 
de saída existentes, como por exemplo: 
- Impressora; 
- Plotters; 
- Microfilme; 
- Caixas de som, etc. 
 
Impressora 
Uma impressora é um dispositivo que faz uma representação legível de gráficos ou textos em papel 
ou mídia física similar. 
Os dois mecanismos de impressora mais comuns são as impressoras a laser preto e branco usados 
para documentos comuns e impressoras jato de tinta colorida que pode produzir produtos de alta 
qualidade de saída qualidade de fotografia. 
A introdução da impressora a laser de baixo custo em 1984 com a primeira HP LaserJet, e da adição 
de PostScript no do próximo ano Apple LaserWriter, desencadeou uma revolução na impressão 
conhecido como editoração eletrônica. 
As impressoras a laser utilizam PostScript texto e gráficos misturados, como impressoras matriciais, 
mas em níveis de qualidade anteriormente disponíveis apenas a partir de sistemas de escrita comercial. 
Por volta de 1990, a maioria das tarefas de impressão simples, como panfletos e brochuras foram 
agora criados em computadores pessoais e, em seguida, impresso a laser; sistemas de impressão offset 
caras estavam sendo despejados como sucata. A HP Deskjet de 1988 ofereceu as mesmas vantagens 
que impressora a laser em termos de flexibilidade, mas produziu saída um pouco menor qualidade 
(dependendo do papel) a partir de mecanismos muito menos caros. Sistemas de jacto de tinta 
rapidamente deslocada impressoras matriciais e de margarida de ponto a partir do mercado. 
A rápida atualização de e-mail internet na década de 1990 e na década de 2000 deslocou em grande 
parte a necessidade de impressão como um meio de documentos em movimento. 
Começando por volta de 2010, a impressão 3D tornou-se uma área de intenso interesse, permitindo a 
criação de objetos físicos com o mesmo tipo de esforço como uma impressora a laser cedo necessária 
para produzir uma brochura. Estes dispositivos estão em seus estágios iniciais de desenvolvimento, ainda 
não se tornaram comuns. 
 
 
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Entre as funcionalidades da impressora atualmente, destacam-se: 
Impressão - uma impressora poderá imprimir um documento 
Scanner - uma impressora poderá escanear um documento e até mesmo tirar uma cópia 
Copiadora - uma impressora poderá tirar uma cópia de um documento. 
Conectividade - pode usar uma rede, com a finalidade de compartilhar para vários computadores 
enviar dados para ela. 
 
Algumas orientações precisam ser levadas em consideração com relação ao uso da impressora: 
Antes de utilizar qualquer função da impressora, é importante conferir se o driver de instalação está 
configurado corretamente e ainda verificar os seguintes itens: 
- A velocidade de impressão é medida em páginas por minuto (ppm), uma sigla muito encontrada em 
descrição de impressoras laser de alta velocidade e scanners; 
- A resolução das imagens é medida em DPI, do inglês, Dot Per Inch, que significa Ponto Por Polegada. 
A medida desse índice sempre se refere à resolução horizontal x vertical; 
- A conexão dos equipamentos é um recurso importante na hora da compra. Modelos atuais já contam 
com conector USB, Bluetooth e conectividade com redes, sejam cabeadas ou sem fio. 
- Usar cartuchos e toners originais pode ser mais seguro. Sempre configure a impressora de acordo 
com o papel a ser utilizado, não coloque mais folhas na bandeja do que o recomendado e faça uma 
limpeza interna e externa periodicamente. 
- Caso necessite digitalizar documentos para processo eletrônico, utilize scanners profissionais que 
digitalizam frente e verso em alta velocidade, além de possuir maior compactação de arquivos gerados 
comparados as multifuncionais. 
 
Com tratamento adequado, o equipamento do escritório tende a funcionar corretamente, dando mais 
agilidade e conforto para trabalhar. 
 
Aparelho de fax (fac-símile) 
A utilização do fac-símile na transmissão e recepção de textos, gráficos, desenhos, fotografias, entre 
outros, tornou-se muito importante em seu surgimento. Os documentos são transmitidos em sua forma 
original sem precisar de manuseio ou gravação anterior. Acoplado ao telefone, o fax (como também é 
conhecido) pode ser operado por qualquer pessoa em uma velocidade surpreendente. “Fax” foi como se 
popularizou esse equipamento, principalmente devido a facilidade de pronunciar tal palavra. Logo, a 
palavra fac-símile é usada atualmente no contexto da tecnologia das telecomunicações por fax. 
Para operacionalizar bem este equipamento, esteja atento e: 
- Leia as instruções do fabricante. Verifique se o aparelho estiver conectado a uma fonte de 
alimentação e um conector de telefone antes de ligá-lo. Obter o número de fax para o destino do fax que 
você está enviando. Organizar os documentos que estão enviando em ordem. 
- Preencha um coversheet para o fax, o que irá conter o nome do destinatário e o número do fax, o 
nome do seu chefe ou do escritório, o número de fax para seu escritório, uma pequena mensagem para 
o destinatário e o número de páginas, incluindo a coversheet. 
- Posicione os documentos virados para cima na bandeja de alimentação. Disque o número do fax do 
destinatário. Pressione o botão “Enviar” ou “fax” para enviar o documento, dependendo da máquina que 
você está usando. 
- Certifique-se que há muita tinta no cartucho de toner de sua máquina e que há uma abundância de 
papel, assim você pode receber um fax sem problemas. Aguarde até que o telefone toque, mas não 
respondê-la, o que indica um fax está vindo dentro ouça o “handshake” tons que dizer-lhe máquina de fax 
do remetente e seu aparelho de fax estão se comunicando. Assista o fax inicie a impressão da máquina 
e esperar até que todo o documento veio através. 
-Verifique o número de páginas que você recebeu em relação ao número indicado na folha de rosto 
para garantir que o fax inteiro veio através. Contate o remetente para confirmar o recebimento deste 
documento. 
- Configurar o número de fax para que possa ir diretamente para um arquivo de computador em vez 
de imprimir em papel. 
 
Uma maneira de evitar o desperdício de papel é utilizar o recurso de "visualização de impressão" para 
detectar erros antes de imprimir. Outra maneira é usar o recurso de impressão em dupla face para 
maximizar o uso de papel. Além disso, evite o uso da folha de rosto no fax e coloque uma pequena nota 
para indicar o destinatário. 
 
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Copiadoras 
As máquinas de xerox existem há mais de cinquenta anos. A evolução do equipamentonesses anos 
todos simplificou sua utilização, seja no trabalho profissional ou para os estudos didáticos. 
A fotocopiadora, como é o nome oficial da máquina de xerox, que ficou mundialmente conhecida pelo 
nome de sua empresa fabricante, é um dispositivo de impressão para reprodução de documentos em 
geral. 
O funcionamento de uma fotocopiadora por dentro está baseado nos princípios da física, ou melhor, 
da eletricidade estática. Um cilindro fotossensível lê e fica carregado com a imagem refletida do original 
por meio de espelhos. Como numa fotografia, uma imagem do original é formada na superfície do cilindro. 
O cilindro, por sua vez, recebe uma boa quantidade de toner ou tonalizador, um pó que é atraído pelas 
cargas elétricas que formam a imagem. O toner ajuda a fixar a imagem transferida em um papel. E assim, 
num processo que inclui muito calor e pressão, a imagem cola. 
Não se deve retirar o papel imediatamente da copiadora. Ele precisa de um tempo para secar e não 
manchar com o contato manual. 
Na atualidade, a imagem projetada também pode ser formada no cilindro com o uso de raios laser ou 
diodos emissores de luz LED, num processo semelhante às impressoras a laser. 
Para xerocar ou fotocopiar um documento, uma pessoa deve observar se nada está faltando na 
máquina – normalmente, um dispositivo se acende apontando algo que falta para o funcionamento correto 
do equipamento. Esta indicação é feita por um ícone ou uma mensagem. Também é necessário verificar 
se há papel na caixa correspondente para a cópia a ser reproduzida. Há vários tipos, tamanhos e 
gramaturas de papel para impressão. Sua aplicação varia de acordo com o material a ser copiado. 
Verificado os itens necessários, o usuário levanta a tampa da copiadora, coloca o papel a ser 
reproduzido no local indicado, de acordo com o tamanho e margens delimitadas. A superfície que precisa 
ser copiada deve estar virada para baixo. Ao se apertar o botão específico, automaticamente, uma 
lâmpada se acende e “varre” todo o papel. A imagem deste documento é “fotografada” e transferida para 
o papel, enquanto a pessoa fica simplesmente esperando pelo término do processo. No final, a cópia 
aparece na caixa de saída, uma bandeja para o material fotocopiado. 
O processo é simples e ao mesmo tempo fascinante, porque enquanto um documento fica em uma 
superfície, a cópia sai rapidamente do outro lado. 
Para tornar uma cópia mais funcional e utilizar menos papel nesses tempos de atenção à 
sustentabilidade, é possível tirar uma cópia frente e verso. 
Para quem, por exemplo, precisa fazer uma cópia da carteira de identidade, há alguns macetes a 
serem seguidos. É só colocar o documento no canto da máquina com a foto virada para baixo e tirar uma 
cópia. Em seguida você vira a identidade do lado contrário, deslocando o documento para outro espaço 
da máquina. 
Também é preciso colocar novamente o papel da reprodução na mesma posição que saiu da máquina. 
Depois, é só apertar novamente o botão da fotocópia e aí terá a reprodução do documento lado a lado e 
contribuirá com a natureza. 
 
Fragmentadoras 
Máquinas trituradoras de papéis são essencialmente equipamentos eletro mecânicos para destruição 
(trituração ou corte) de materiais diversos. Também conhecidas como: fragmentador, trituradora, 
picotadora, picotadeira e até mesmo por desfragmentadora, sua função é fragmentar, ou seja, cortar 
(triturar) materiais em partes reduzidas, de acordo com a necessidade de cada um. 
 
Fragmentadoras normalmente se dividem em 3 grupos: 
a) Fragmentadora de Papel (documentos) de Uso Doméstico; 
b) Fragmentadora de Papel de Uso Profissional ou para Escritórios; 
c) Fragmentadora Industrial (para papéis, papelão, embalagens, cartões, cd-rom). 
 
Para as fragmentadoras de papéis e de documentos de uso profissional, que são normalmente 
utilizadas em escritórios, o projeto de sua fabricação, bem como os seus componentes internos, seguem 
uma linha diferente das fragmentadoras de uso doméstico, e são projetadas e fabricadas buscando maior 
durabilidade, confiabilidade, eficiência, economia e segurança ao operador, bem como a segurança do 
ambiente onde a mesma está instalada. 
Dentre as principais vantagens de uma fragmentadora de papel de uso profissional em relação à 
fragmentadora de uso doméstico, temos: 
- Maior eficiência e economia de mão de obra dos usuários, pois seus motores elétricos são 
dimensionados para trabalhar em funcionamento contínuo sem parada para resfriamento causada por 
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superaquecimento do motor. Isso constitui uma vantagem expressiva de economia em médio prazo, pois 
otimiza o tempo gasto pelos usuários na fragmentação de papeis e documentos, permitindo que os 
mesmos retornem mais rápido aos seus postos de trabalho, onde são gerados os valores da empresa. 
Indicada também para fragmentação de arquivo morto. 
- Maior durabilidade e menor índice de manutenção, pois possuem pentes raspadores metálicos 
(separadores) que têm a vantagem de resistirem ao atrito com os papeis, bem como com o atrito de clipes 
(até tamanho 2/0) e grampos metálicos (até tamanho 26/6). 
- Maior durabilidade e menor índice de manutenção, pois possuem motores de indução magnética que 
têm a vantagem de serem mais silenciosos e econômicos. Sua maior eficiência energética se dá pela 
ausência de atrito mecânico, pois não possuem escovas de carvão em atrito permanente. 
- Maior conforto no ambiente de trabalho, possuem baixo nível de ruído, atendendo à Lei Federal 
6614/77 em conjunto com a Norma NBR 10152 e NB 95 que estabelecem o máximo de 65 decibéis (65 
dBA) como nível de conforto acústico para locais de trabalho que requerem concentração. 
- Vantagem de possuir abertura de inserção de papeis (boca de inserção) mínima de 240 mm, gerando 
maior conforto e economia de tempo do usuário. Em fragmentadoras de uso doméstico, a abertura de 
inserção de 220 mm obriga o usuário a perder tempo alinhando os papeis antes de inserir os mesmos na 
fragmentadora, para que não dobrem e enrosquem nas laterais. Com uma abertura de inserção mínima 
de 240mm, os papeis podem ser introduzidos, mesmo que estejam desalinhados, evitando a perda de 
tempo dos usuários. 
- Destruição mais segura das partículas por possuírem cilindros de corte maciços (cilindros inteiriços). 
Mesmo inserindo-se uma maior quantidade de papeis, o cilindro de corte em aço maciço, por ter maior 
resistência mecânica, resiste ao esforço radial imposto pelo papel e não empena, impedindo o 
afastamento das arestas de corte e mantendo as partículas sempre do mesmo tamanho dentro da Norma 
DIN 66399. 
 
Uma vantagem adicional dos cilindros de corte em aço maciço é que a sua superfície de corte recebe 
um tratamento de endurecimento superficial chamado de tratamento térmico de têmpera por indução 
magnética. Esse é um tratamento especial que proporciona alta dureza nas arestas de corte, evitando 
assim o desgaste pelo atrito com o papel, clipes (até 2/0) e grampos (até 26/6), mas mantendo maior 
ductilidade no seu núcleo para absorção de choques e redução de fragilidade. Por isso que as arestas de 
corte nos cilindros de corte em aço maciço permanecem afiadas por muitos anos sem perder a geometria 
de corte. 
O botão operacional da fragmentadora é localizado no topo da fragmentadora e possui três (3) modos 
operacionais: 
1. Posicionando o botão operacional na posição AUTO, o processo de fragmentação é iniciado 
automaticamente quando você coloca o papel no compartimento indicado. A fragmentadora irá parar 
automaticamente quando o papel completar o ciclo através do compartimento de fragmentação. 
2. Posicionando o botão na posição OFF (desligado) a fonte de energia é desligada. Este modo é 
recomendado quando a fragmentadora não for ser usada por um prolongado espaço de tempo. 
3. A posição REV. É utilizada para a remoção de papeis que venham a ficar presos no processo de 
fragmentação antes de completaro ciclo, utilizando assim o botão para limpar os cortadores. 
 
Veja problemas, causas e soluções (reparos) comuns em fragmentadoras: 
 
PROBLEMA CAUSA SOLUÇÃO 
A fragmentadora não funciona Não foi instalado corretamente Verifique se o cabo de energia foi conectado 
A fragmentadora parou de 
puxar o papel 
Atolamento de folhas 
Utilize o botão (REVERSE) para parar a 
operação e voltar a folha 
A fragmentadora não puxa o 
papel 
Cesto não está encaixado no 
lugar correto 
Coloque o cesto corretamente em seu lugar 
 
A conservação de energia no local de trabalho pode ajudar a reduzir os excessos e incentivar a 
proteção dos recursos não renováveis. Habituar-se com tarefas simples de conservação de energia, como 
desligar as luzes que não estejam em uso ou colocar a copiadora no modo economizador de energia 
antes do final do expediente, pode fazer toda a diferença. 
Outro ponto relevante com relação à conservação destes equipamentos é que se deve realizar a 
manutenção periódica das máquinas e equipamentos de escritório por meio de assistência técnica 
especializada. 
 
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Questões 
 
01. (UFBA - Assistente Administrativo - IADES) Em relação às noções de uso e à conservação dos 
equipamentos de escritório, assinale a alternativa que apresenta a atitude que melhor auxilia na 
conservação desses equipamentos. 
(A) Preocupar-se em preservar somente os equipamentos mais onerosos da organização, por meio, 
por exemplo, do treinamento de pessoal. 
(B) Procurar manter o ambiente de trabalho limpo e organizado, mas não fazer disso algo a ser seguido 
sempre na organização, visto que não contribui excessivamente para a conservação dos equipamentos 
de escritório. 
(C) Informar aos funcionários a importância da conservação do ambiente de trabalho, mesmo que não 
disponibilize os meios adequados para que ele realize essa preservação. 
(D) Realizar a manutenção periódica das máquinas e equipamentos de escritório em assistência 
técnica especializada. 
(E) Disponibilizar manuais dos equipamentos de escritório em local de fácil acesso ao trabalhador, 
ainda que o manual seja de difícil compreensão e ao trabalhador não seja dada nenhuma instrução acerca 
da utilização daquele equipamento. 
 
02. (CAU-RJ - Assistente Administrativo - IADES) Em relação ao uso e à conservação de 
equipamentos de escritório, assinale a alternativa correta. 
(A) Os gastos com a manutenção preventiva de equipamentos podem evitar diversos gastos relativos 
à sua manutenção corretiva. 
(B) Todos os equipamentos de trabalho devem permanecer sempre ligados, independentemente de 
estarem ou não em uso pelos trabalhadores, já que, em algum momento, será necessário utilizá-los. 
(C) A economia de energia, no ambiente de trabalho, só é necessária para as empresas que passam 
por alguma crise financeira, caso contrário, essa não será uma preocupação da organização. 
(D) A conservação de equipamentos de escritório não é capaz de prevenir a ocorrência de acidentes 
no ambiente de trabalho. 
(E) A capacitação dos funcionários para a utilização de determinado equipamento da empresa pode 
gerar um gasto elevado para a organização, portanto, deve ser sempre evitado. 
 
03. (MEC - Engenheiro Elétrico - FGV) A eficiência energética tem sido uma das metas do setor 
energético. As ações decorrentes desse esforço englobam medidas de conservação e racionalização no 
uso da energia. 
 
Assinale a alternativa que apresente a ação que caracteriza somente a Conservação de Energia. 
(A) Substituir equipamentos por outros de menor potência. 
(B) Substituir equipamentos por aqueles que possuem maior eficiência. 
(C) Manter equipamentos de aquecimento desligados sempre que possível. 
(D) Manter os equipamentos desligados quando não se fizerem necessários. 
(E) Evitar o uso de equipamentos elétricos em horários de maior consumo de energia. 
 
04. (CRQ 4ª Região/SP - Administrador - Quadrix) Não é uma boa recomendação para o uso do fax: 
(A) configurar o número de fax para que possa ir diretamente para um arquivo de computador em vez 
de imprimir em papel 
(B) Utilizar sistema de faxes em computadores, ao invés de imprimir diretamente no aparelho de fax. 
(C) deixar uma linha específica para que o fax atenda automaticamente e inicie a impressão. 
(D) colocar a bandeja de fax com papel que já foi impresso de um lado 
(E) filtrar quais chamadas serão encaminhadas para impressão direta e quais não precisam ser 
impressas. 
 
05. (COBRA Tecnologia S/A - Técnico de Operações - Quadrix) Equipamentos com as impressoras 
multifuncionais são cada vez mais comuns em um ambiente empresarial, seja pelos preços mais atrativos, 
capacidade, necessidade, ou pelos benefícios que este equipamento apresenta. Muitos equipamentos 
apresentam diversas novidades e funcionalidades a fim de conquistar novos usuários. Assinale a 
alternativa que não corresponde a uma função comum a impressoras multifuncionais. 
(A) Impressão. 
(B) Scanner. 
(C) Gravação de Mídia óptica. 
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(D) Copiadora. 
(E) Conectividade. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.A / 03.B / 04.C / 05.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Deve-se realizar a manutenção preventiva ou periódica, baseada no intervalo médio entre as falhas, 
obtido por meio de históricos, para cada equipamento. Alguns equipamentos requerem cuidados diários, 
outros possuem manutenção esporádica. Os equipamentos existentes no escritório e a manutenção 
destes variam de acordo com a atuação da empresa. 
 
02. Resposta: A 
De fato, os gastos com a manutenção preventiva de equipamentos podem evitar diversos gastos 
relativos à sua manutenção corretiva. As demais assertivas eram facilmente passíveis de exclusão. 
 
03. Resposta: B 
Como visto, uma possível medida é substituir equipamentos por aqueles que possuem maior eficiência. 
 
04. Resposta: C 
A recomendação é que se configure o número de fax para que os faxes possam ir diretamente para 
um arquivo de computador em vez de imprimir em papel diretamente e não para que o fax atenda 
automaticamente e inicie a impressão. 
 
05. Resposta: C 
a) Impressão. (CORRETO). Uma impressora poderá imprimir um documento 
b) Scanner. (CORRETO). Uma impressora poderá escanear um documento e até mesmo tirar uma 
cópia. 
c) Gravação de Mídia óptica. (ERRADO). Uma impressora não pode gravar: CD, DVD etc. 
d) Copiadora. (CORRETO). Uma impressora poderá tirar uma cópia de um documento. 
e) Conectividade. (CORRETO). Pode usar uma rede, com a finalidade de compartilhar para vários 
computadores enviar dados para ela. 
 
 
 
 
Arquivologia é a ciência que estuda as funções, os princípios, as técnicas do arquivo. O profissional 
que exerce atividade ligada a arquivologia pode ser chamado de arquivista. 
Busca gerenciar informações que possam ser registradas em documentos de arquivos, é muito comum 
utilizar-se de técnicas, normas e outros procedimentos no processo de identificação, organização, 
desenvolvimento, processamentos, análise, coleta, utilização, publicação, fornecimento, circulação, 
recuperação e armazenamento das informações. 
 
Profissional Arquivista 
Algumas atribuições do profissional são: 
- Gerenciar as informações; 
- Realizar atividades de conservação; 
- Preservação de documentos 
- Gestão documental; 
- Disseminação da informação que se encontra nos documentos; 
- Atuar em prol da preservação do patrimônio documental de uma pessoa física ou pessoa jurídica, 
entre outras. 
 
O arquivo: conceito, tipos de arquivo, acessórios para arquivamento de papéis e 
fichas, sistemas de arquivamento, técnicas de arquivamento. 
 
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O arquivista pode atuar tanto em instituições públicas como privadas, agindo na manutenção dos seus 
arquivos, centros de documentação, instituições culturais entre outras. Outras atividades realizadas pelo 
profissional arquivistaé a elaboração de instrumentos de pesquisa e recuperação da informação. 
O gerenciamento da informação, o desenvolvimento das teorias, e as práticas de gestão foram 
extremamente importantes, intensamente revolucionárias e fundamentais para o desenvolvimento da 
arquivologia. Esse gerenciamento da informação conta ainda com desenvolvimento de projetos, 
planejamentos, estudos e técnicas de organização sistemática e implantação de instituições e sistemas 
arquivísticas. 
Embora existam muitas técnicas, ferramentas, estudos que buscam a conservação de arquivos, um 
grande desafio encontrado nesta área é que muitas empresas/organizações não tem uma preocupação 
específica pelos seus arquivos. 
 
Princípios Arquivísticos 
 
Constituem o marco principal da diferença entre a arquivística e as outras ciências documentárias. São 
eles: 
 
Princípio da Proveniência: fixa a identidade do documento, relativamente a seu produtor. Por este 
princípio, os arquivos devem ser organizados em obediência à competência e às atividades da instituição 
ou pessoa legitimamente responsável pela produção, acumulação ou guarda dos documentos. Arquivos 
originários de uma instituição ou de uma pessoa devem manter a respectiva individualidade, dentro de 
seu contexto orgânico de produção, não devendo ser mesclados a outros de origem distinta. 
 
Princípio da Organicidade: as relações administrativas orgânicas se refletem nos conjuntos 
documentais. A organicidade é a qualidade segundo a qual os arquivos espelham a estrutura, funções e 
atividades da entidade produtora/acumuladora em suas relações internas e externas. 
 
Princípio da Unicidade: não obstante, forma, gênero, tipo ou suporte, os documentos de arquivo 
conservam seu caráter único, em função do contexto em que foram produzidos. 
 
Princípio da Indivisibilidade ou Integridade: os fundos de arquivo devem ser preservados sem 
dispersão, mutilação, alienação, destruição não autorizada ou adição indevida. 
 
Princípio da Cumulatividade: o arquivo é uma formação progressiva, natural e orgânica. 
 
Princípio do Respeito pela Ordem Original: princípio segundo o qual os arquivos de uma mesma 
proveniência devem conservar a organização estabelecida pela entidade produtora, a fim de se preservar 
as relações entre os documentos como testemunho do funcionamento daquela entidade. Em outras 
palavras, princípio segundo o qual o arquivo deveria conservar o arranjo dado pela entidade coletiva, 
pessoa ou família que o produziu. 
 
Princípio da Pertinência (ou Temático): os documentos deveriam ser reclassificados por assunto, 
sem levar em consideração a proveniência e a classificação original. 
 
Princípio da Reversibilidade: todo procedimento ou tratamento empreendido em arquivos pode ser 
revertido, se necessário. 
 
Princípio da Proveniência Territorial (ou Princípio da Territorialidade): os arquivos deveriam ser 
conservados em serviços de arquivo do território no qual foram produzidos, exceto os documentos 
elaborados pelas representações diplomáticas ou resultantes de operações militares. 
 
Princípio da Proveniência Funcional: com a transferência de funções de uma autoridade para outra 
como resultado de mudança política ou administrativa, documentos relevantes ou cópias são também 
transferidos para assegurar a continuidade administrativa. Também chamado Pertinência Funcional. 
 
Os princípios referidos unanimemente pelos diferentes autores, como fundamentais, são os Princípios 
da Proveniência e do Respeito pela Ordem Original. 
Só através do respeito a estes princípios, se pode proceder corretamente à organização dos arquivos. 
De fato, tentativas de realizar por outras formas, que não pelo seguimento destes princípios, falharam, 
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pois levaram muitas vezes à perda da informação (essencial) sobre o significado e contexto dos 
documentos e sobre as suas relações, assim como dificultaram o seu acesso e o trabalho do arquivista. 
 
O nível de importância dos arquivos está relacionado com a maneira como são geridos. Para que os 
arquivos alcancem um nível de importância ainda maior, é necessário que sejam geridos da forma correta, 
a fim de evitar o acúmulo de massas documentais desnecessárias, de agilizarem ações dentro de uma 
instituição, enfim, que cumpram a sua função, seja desde o valor probatório até o cultural. 
Sendo assim, ter seus documentos arquivados corretamente e devidamente organizados é uma 
iniciativa que precisa ser cultivada sempre, e os motivos vão desde agilidade na hora de encontrar o que 
procura, até a praticidade de dividir o espaço com outras pessoas e trazer eficiência ao trabalho. 
É extremamente importante que os documentos de arquivos estejam sempre organizados por datas, 
colocados em pastas separadas e devidamente identificados com etiquetas ou marcações nas caixa-
arquivos, de modo que sua localização seja rápida caso necessária. 
 
Dica: Entidade Produtora é Pessoa Física ou Jurídica identificada como geradora de arquivo. Pode 
ser chamada também de Produtor. 
 
Documentos 
 
Um documento é qualquer meio que comprove a existência de um fato, a exatidão ou a verdade de 
uma afirmação. É uma unidade de registro de informação independente do suporte utilizado. 
Juridicamente, os documentos podem ser considerados como atos, cartas ou escritos que carregam um 
valor probatório. Os documentos preservados pelo arquivo podem ser classificados por diferentes tipos 
em vários suportes. 
O documento arquivístico pode ser produzido ou recebido durante uma atividade realizada por uma 
pessoa ou por uma organização, deve possuir conteúdo, contexto e estrutura de modo que sirva como 
prova da atividade. É uma informação registrada. 
Assim, todo documento é uma fonte de informação como, por exemplo: o livro, a revista, o jornal, o 
manuscrito, a fotografia, o selo, a medalha, o filme, o disco, a fita magnética etc. 
Dessa forma, observa-se que os documentos de arquivos são gerados, recebidos e acumulados, 
devido às funções naturais de uma entidade coletiva ou corporativa, pessoa ou família, podendo estar 
registrados em diversos suportes informacionais. 
 
Arquivo 
O Arquivo21 é um conjunto de documentos criados ou recebidos por uma organização, firma ou 
indivíduo. Esses documentos são fontes das informações utilizadas para a execução de 
tarefas/atividades, reunidos por acumulação ao longo das atividades e isso ocorre independentemente 
do suporte ou da natureza, sejam em atividades que envolvem pessoas físicas ou empresas em geral. 
O arquivo é: a reunião de documentos conservados, visando à oportunidade que poderão oferecer 
futuramente. Para ser funcional um arquivo deve ser planejado, instalado, organizado e mantido de acordo 
com as necessidades inerentes aos setores. 
Os arquivos são mantidos por entidades públicas federais, estaduais e municipais, assim como 
institucionais comerciais. Para Martins22 o arquivo também pode ser definido como “a entidade ou órgão 
administrativo responsável pela custódia, pelo tratamento documental e pela utilização dos arquivos sob 
sua jurisdição”. 
Os conjuntos de atas de reuniões da Diretoria, de projetos de pesquisa e de relatórios de atividades, 
mais os conjuntos de dossiês de empregados, prontuários médicos, de boletins de notas, de fotografias 
etc., constituem-se o Arquivo de uma Unidade por exemplo, e devem naturalmente refletir as suas 
atividades. 
O termo arquivo pode também ser usado para designar: 
a) um documento de arquivo ou um documento digital (Ex.: Word, Excel); 
b) um conjunto de documentos; 
c) um móvel para guarda de documentos; 
d) o local onde o acervo documental arquivístico deverá ser conservado, de acordo com denominações 
específicas: Arquivo, Arquivo Central, Arquivo Geral, ou até mesmo Arquivo Morto. 
e) o órgão governamental ou institucional cujo objetivo seja o de guardar e conservar documentos de 
arquivo. 
 
21 VALENTINI, Renato. Arquivologia para concursos/ Renato Valentini. – [4. ed.]. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
22 Martins, N.R. Noções básicas para organização de arquivos ativos e semiativados. Rio de Janeiro: 1998. 
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Durante a atividade arquivística adota-se o seguinte glossário: 
Arquivo: Conjunto de documentos produzidos e acumulados por uma entidade coletiva, pública ou 
privada, pessoa ou família, no desempenho de suas atividades, independentemente da natureza do 
suporte. 
 
Arquivo central: Arquivo responsável pela normalização dos procedimentos técnicos aplicados aos 
arquivos de uma administração, podendo ou não assumir a centralização do armazenamento. Também 
chamado arquivo geral. Em alguns países, a expressão designa o arquivo nacional. 
 
Fundo: Conjunto de documentos de uma mesma proveniência. Termo que equivale a um arquivo. 
Quanto ao conceito de fundos, concebido como o conjunto de documentos provenientes de um órgão, 
deve-se atentar para duas classificações constantes da Teoria Arquivística: 
 
a) Fundo Fechado: quando o órgão gerador da documentação não mais produz ou acumula 
documentos em virtude geralmente da cessação de suas atividades. Por exemplo, uma instituição 
governamental que deixou de funcionar e foi extinta ou uma pessoa física que faleceu. 
 
b) Fundo Aberto: quando o organismo produtor e acumulador da documentação ainda se encontra 
em atividade, continuando a gerar documentos arquivísticos. Por exemplo, o arquivo da Rede Globo de 
Televisão é considerado um fundo aberto. 
 
 A principal finalidade dos arquivos é servir à administração, constituindo-se, com o decorrer do tempo, 
em base do conhecimento da história. Além disso, deve-se considerar que a função básica do arquivo é 
tornar disponíveis as informações contidas do acervo documental sob sua guarda. 
Suas principais funções: 
• Guarda 
• Conservação 
• Disponibilização 
 
Logo, deve facilitar o acesso aos documentos pelos consulentes. Pode se perceber que o setor de 
arquivo auxilia a empresa nos seus processos de tomada de decisão, além de ser importante também 
para provar fatos organizacionais. Seu papel objetiva também salvaguardar a documentação histórica 
relevante para a constituição da memória institucional. 
 
Conceitos Complementares 
 
- A totalidade dos documentos conservados em um arquivo recebe o nome de acervo. 
- O acesso é a disponibilidade de um arquivo para consulta. 
- As embalagens destinadas à proteção dos documentos e a facilitar o seu manuseio, são chamadas 
de acondicionamento. 
- O conjunto de operações de armazenamento e acondicionamento de documentos é o arquivamento. 
Armazenamento → guarda 
Acondicionamento → embalagem (proteção aos documentos) 
Por exemplo: alguns documentos deixaram de ser consultados com frequência, tendo sido, por essa 
razão, transferidos ao arquivo intermediário, a fim de aguardarem a sua destinação final. Neste arquivo, 
tais documentos foram empacotados e colocados nas estantes de aço. 
a) Qual foi a forma de acondicionamento usada? 
Os pacotes, que servem para proteger o documento. 
 
b) Qual o local de armazenamento dos documentos empacotados? 
Eles foram guardados nas estantes de aço. 
 
A Gestão de Documentos é o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua 
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para a guarda permanente. 
 Para melhor compreender o que foi exposto, é essencial entender as 3 idades dos documentos (Ciclo 
de vida dos documentos): 
 
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1. Arquivo de Primeira Idade ou Corrente: trata-se do conjunto de documentos estreitamente 
vinculados aos objetivos imediatos para os quais foram produzidos ou recebidos no cumprimento de 
atividades-meio e atividades-fim e que se conservam junto aos órgãos produtores em razão de sua 
vigência e da frequência com que são por eles consultados. 
 
2. Arquivo de Segunda Idade ou Intermediário: conjunto de documentos originários de arquivos 
correntes, com uso pouco frequente, que aguardam, em depósito de armazenamento temporário, sua 
destinação final. 
 
3. Arquivo de Terceira Idade ou Permanente: constituído de documentos que perderam todo valor 
de natureza administrativa e que se conservam em razão de seu valor histórico ou documental e que 
constituem os meios de conhecer o passado e a sua evolução. Estes são os arquivos históricos 
propriamente ditos, pois é nessa fase que os documentos são arquivados de forma definitiva. 
 
Protocolo 
 
É a denominação geralmente atribuída a setores encarregados do recebimento, registro, distribuição 
e movimentação dos documentos em curso; denominação atribuída ao próprio número de registro dado 
ao documento; livro de registro de documentos recebidos e/ou expedidos. 
 
Classificação Básica de Arquivos 
 
Há vários tipos de arquivos, tudo depende dos objetivos e competências das entidades que os 
produzem e podem ser classificados segundo as entidades criador-mantenedoras: 
- Públicas: federal, estadual, municipal. 
- Privadas: institucionais (empresas, escolas, igrejas, sociedades, clubes, associações). 
- Pessoais: fotos de família, cartas, originais de trabalhos, etc. 
 
Temos também os arquivos que guardam e organizam documentos cujas informações são registradas 
em suportes diferentes do papel como discos, filmes, fitas, dvd’s, cartões de memória, etc., e são 
chamados de Especiais. Estes podem fazer parte de um arquivo mais completo. 
Existem aqueles que guardam documentos gerados por atividades muito especializadas como os 
arquivos médicos, de imprensa, de engenharia, literários e que muitas vezes precisam ser organizados 
com técnicas e com materiais específicos. São denominados como arquivos Especializados. 
 
Tipos de Pastas 
Os tipos de pastas mais comuns são: 
 
Pastas Suspensas: indicada para o arquivamento de documentos em tamanhos oficio ou A4. Os 
documentos são arquivados na posição vertical dentro da pasta, e a pasta é colocada em estantes. 
Possuem etiquetas laterais para identificação da documentação ou da pasta. É muito utilizado em arquivo 
corrente. 
 
Pastas Intercaladoras: essas pastas não utilizam varões nem visores, e destina-se à guarda de 
pequenos volumes de papéis. 
 
Pasta A/Z: ideal para o arquivamento de documentos em tamanhos oficio ou A4. Os documentos são 
arquivados na posição vertical e ordenadas de A a Z. Possibilita a colocação de guias indicando nome ou 
nº do documento ou pasta. É muito utilizado em arquivo corrente. 
 
Pasta Sanfonada: confeccionada em diversos tamanhos. Possuem divisórias e guias para indicar o 
assunto. É ideal para o arquivamento de documentos utilizados em atividades externas, pois há maior 
mobilidade do usuário para o arquivamento de documentos em tamanho oficio ou A4. 
 
Pasta Americana: confeccionada em diversos tamanhos. Pasta estilo caso policial que possui aba 
para identificações. É usada para o arquivamento de documentos utilizados em atividades externas, pois 
há maior mobilidade do usuário para o arquivamento de documentos em tamanho oficio ou A4. 
 
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Fichário: se classifica como arquivo permanente. O fichário é um móvel de aço próprio para fichas, 
que pode ter uma, duas, três ou quatro gavetas ou estar conjugado com gavetas para fichas e 
documentos. 
 
No fichário horizontal, as fichas são guardadas em posição horizontal, uma sobre as outras (modelo 
KARDEX). As fichas são fixadas por meio de bastões metálicos presos às gavetas, desta disposição das 
hastes resulta que a primeira ficha presa, a partir do fundo, ficará inteiramente visível, deixando que a 
imediatamente inferior apareça uma faixa correspondente à dimensão da barra, e assim sucessivamente, 
lembrando o aspecto de uma esteira. As faixas que aparecem funcionam como verdadeiras projeções,nas quais são feitas anotações. 
O fichário vertical é aquele em que as fichas são guardadas em posição vertical, uma atrás das outras, 
geralmente separadas por guias. É o modelo mais usado por ser mais econômico. As gavetas ou bandejas 
podem comportar um grande número de fichas. 
 
O arquivo, quando bem organizado: 
- Transmite ordens; 
- Evita repetição desnecessária de experiências; 
- Diminui a duplicidade de documentos; 
- Revela o que está por ser feito, o que já foi feito e os resultados obtidos; 
- Constitui fonte de pesquisa para todos os ramos administrativos; 
- Auxilia o administrador a tomada de decisões. 
 
Métodos ou Técnicas de Arquivamento 
 
Conceito dado pelo Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística, revela que métodos de 
arquivamento é = Sequência de operações que determina a disposição dos documentos de um arquivo 
ou coleção, uns em relação aos outros, e a identificação de cada unidade. 
 
O uso de métodos de arquivamento apropriados é muito importante para o organismo da arquivologia, 
pois dessa forma quem trabalha com a documentação irá organizá-la melhor (arranjo, disposição), a fim 
de recuperá-la com rapidez quando for necessário. 
 
Mas, como escolher o método mais adequado? 
Cada organismo deve adotar métodos de arquivamento que atendam às suas necessidades 
específicas, levando-se em consideração a estrutura da entidade e as características dos documentos a 
serem arquivados. 
O ideal é a instituição não adotar um único método de arquivamento, e sim vários deles, considerando 
sempre a documentação existente nos setores componentes de determinada empresa. 
 
Os métodos de arquivamento são divididos em duas grandes classes: 
 
a) Básicos 
• Alfabético (principal elemento a ser considerado em um documento: nome); 
• Geográfico (principal elemento a ser considerado: local ou procedência); 
• Numérico (principal elemento a ser considerado: número); 
• Ideográfico (principal elemento a ser considerado: assunto). 
 
Dica: 
- Os métodos numéricos podem ser: simples/cronológico/dígito-terminal; 
- Os métodos ideográficos podem ser: alfabético (enciclopédico/dicionário) e numérico (duplex/decimal 
/uni termo ou indexação coordenada). 
 
b) Padronizados 
• Variadex: é o método alfabético, acrescentando cores às letras. 
O método trabalha com 5 cores diferentes. As cores são atribuídas em função da 2ª letra do nome de 
entrada no arquivo. As guias são coloridas e as notações alfabéticas. 
Cores convencionadas: 
A – D e abreviações – ouro ou laranja 
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50 
 
E – H e abreviações – rosa ou amarelo 
I – N e abreviações – verde 
O – Q e abreviações – azul 
R – Z e abreviações – palha ou violeta 
As cores são alteradas de acordo com as conveniências. 
 
• Automático - usa-se para arquivar nomes, evitando acumular pastas de sobrenomes iguais. Combina 
letras, números e cores. 
 
• Soundex - usa-se para arquivar nomes, reunindo-os pela semelhança da pronúncia, apesar de a 
grafia ser diferente. 
 
• Mnemônico - usa-se para codificar os assuntos através da combinação de letras em lugar de 
números. As letras são consideradas símbolos, pelo fato deste método pretender auxiliar a memória do 
arquivista, a fim de possibilitar, de forma mais ágil, a recuperação da informação. 
 
• Rôneo - Combina letras, números e cores. Está obsoleto. 
 
Os métodos básicos e padronizados fazem parte de dois grandes sistemas 
a) Sistema Direto: o próprio nome sugere a busca direta ao local de guarda do documento, sem o 
auxílio de índice ou quaisquer outros instrumentos de pesquisa. 
Exemplos: métodos alfabético e geográfico. 
 
b) Sistema Indireto: para recuperar o documento é necessário recorrer a um índice alfabético 
remissivo ou a um determinado código. 
 
Métodos Diretos e Indiretos 
• Método Alfabético: é o sistema mais simples, fácil, lógico e prático, porque obedecendo à ordem 
alfabética pode-se logo imaginar que não apresentará grandes dificuldades nem para a execução do 
trabalho de arquivamento, nem para a procura do documento desejado, pois a consulta é direta. 
 
• Método Numérico Simples: consiste em numerar as pastas em ordem da entrada do 
correspondente ou assunto, sem nenhuma consideração à ordem alfabética dos mesmos, dispensando 
assim qualquer planejamento anterior do arquivo. Para o bom êxito deste método, devemos organizar 
dois índices em fichas; em umas fichas serão arquivadas alfabeticamente, para que se saiba que numero 
recebeu o correspondente ou assunto desejado, e no outro são arquivadas numericamente, de acordo 
com o número que recebeu o cliente ou o assunto, ao entrar para o arquivo. Este último índice pode ser 
considerado tombo (registro) de pastas ocupadas e, graças a ele, sabemos qual é o último número 
preenchido e assim destinaremos o número seguinte a qualquer novo cliente que seja registrado. 
 
• Método Alfabético Numérico: como se pode deduzir pelo seu nome, é um método que procurou 
reunir as vantagens dos métodos alfabéticos simples e numérico simples, tendo alcançado seu objetivo, 
pois desta combinação resultou um método que apresenta ao mesmo tempo a simplicidade de um e a 
exatidão e rapidez, no arquivamento, do outro. É conhecido também pelo nome de numeralfa e 
alfanumérico. 
 
• Método Geográfico: é muito aconselhável quando desejamos ordenar a documentação de acordo 
com a divisão geográfica, isto é, de acordo com os países, estados, cidades, municípios etc. Nos 
departamentos de vendas, por exemplo, é de especial utilidade para agrupar os correspondentes de 
acordo com as praças onde operam ou residem. 
 
• Método Específico ou por Assunto: representado por palavras dispostas alfabeticamente, é um 
dos mais difíceis processos de arquivamento, pois, consistindo em agrupar as pastas por assunto, 
apresenta a dificuldade de se escolher o melhor termo ou expressão que defina o assunto. Temos o 
vocabulário todo da língua à nossa disposição e justamente o fato de ser tão amplo o campo da escolha 
nos dificulta a seleção acertada, além do que entra muito o ponto de vista pessoal do arquivista, nesta 
seleção. 
 
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51 
 
• Método Decimal: foi inspirado no Sistema Decimal de Melvil Dewey que organizou um sistema de 
classificação para bibliotecas, dividido por conhecimentos humanos em dez classes, as quais, por sua 
vez, se subdividiram em outras dez, e assim por diante, sendo infinita essa possibilidade de subdivisão, 
graças à sua base decimal. 
 
• Método Simplificado: este a rigor não deveria ser considerado propriamente um método, pois, na 
realidade, nada mais é do que a utilização de vários métodos ao mesmo tempo, com a finalidade de reunir 
num só móvel as vantagens de todos eles. 
 
 
 
Preservação 
 
Os documentos arquivísticos têm que se manter acessíveis e utilizáveis por todo o tempo que se fizer 
necessário, garantindo-se sua longevidade, funcionalidade e acesso contínuo. Deverão ser asseguradas 
as características dos documentos – tais como autenticidade e acessibilidade - pela adoção de estratégias 
institucionais e técnicas proativas de criação e de preservação, que garantam a sua perenidade. Essas 
estratégias são estabelecidas por uma política de preservação. 
Tradicionalmente a preservação de documentos arquivísticos se concentra na obtenção da 
estabilidade do suporte da informação. Nos documentos convencionais, o conteúdo e o suporte estão 
intrinsecamente ligados, dessa forma a manutenção do suporte garante a preservação do documento. 
De forma distinta, nos documentos digitais, o foco da preservação é a manutenção do acesso, que 
pode implicar na mudança de suporte e formatos, bem como na atualização do ambiente tecnológico. A 
fragilidade do suporte digital e a obsolescência tecnológica de hardware, software e formato exigem essas 
intervençõesperiódicas. 
As estratégias de preservação para os documentos arquivísticos devem ser selecionadas com base 
na sua capacidade de manter as características dos documentos e na avaliação custo-benefício. Podem 
incluir monitoramento e controle ambiental, restrições de acesso, cuidados no seu manuseio direto e 
obtenção de suportes e materiais mais duráveis (papel, tinta, disco óptico, fita magnética, etc.). 
No caso específico dos documentos digitais, essas estratégias incluem a prevenção da obsolescência 
tecnológica e de danos físicos ao suporte, por meio de procedimentos de migração como 
rejuvenescimento (refreshing) e conversão. 
Outras técnicas utilizadas na preservação de documentos digitais são: emulação, encapsulamento e 
preservação da tecnologia. A adoção de formatos digitais abertos se configura adicionalmente como 
medida de preservação recomendável e necessária. 
 
Questões 
 
01. (JUCEPAR/PR - Assistente Administrativo - FAU/2016) Métodos de arquivamento de 
documentos mais utilizado e difundido: 
(A) Por ordem de chegada, Cronológico e mnemônico. 
(B) Alfabético, numérico simples, ideográfico. 
(C) Numérico inverso e Enciclopédico e bibliográfico. 
(D) Sistemático, decimal, centesimal. 
(E) Por assunto, digital, decrescente. 
 
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52 
 
02. (Colégio Pedro II - Assistente em Administração - Acesso Público) Ao organizar e arquivar 
uma série de documentos, ordenados por nome, assunto ou local, o sistema de classificação utilizado 
será: 
(A) alfabético. 
(B) alfanumérico. 
(C) cronológico. 
(D) geográfico. 
(E) numérico. 
 
03. (UFRN - Assistente em Administração - COMPERVE/2017) Para facilitar e agilizar a localização 
das pastas em um arquivo, a secretária do Departamento de Ciências Sociais fixou um índice onomástico 
na porta do armário, de forma que, quando precisar retirar uma delas, basta identificar seu número na 
lista e efetuar a busca no arquivo, no qual as pastas estarão arquivadas em ordem numérica crescente. 
Essa prática, muito comum nos escritórios, utiliza o método de arquivamento 
(A) numérico cronológico. 
(B) numérico simples. 
(C) alfabético documental. 
(D) alfabético ideográfico. 
 
04. (TRT 3ª Região/MG - Analista Judiciário - FCC) Os métodos diretos de arquivamento 
(A) baseiam-se em sistemas numéricos. 
(B) dispensam o uso de instrumentos de localização. 
(C) supõem a indexação coordenada. 
(D) só podem ser utilizados em empresas privadas. 
(E) dependem de recursos informatizados. 
 
05. (IF/RN - Técnico em Arquivo - FUNCERN) O conceito de métodos de arquivamento é: 
(A) predominância de documentos decorrentes do exercício das atividades-meio de uma instituição ou 
unidade administrativa. 
(B) sequência de operações que determina a atribuição de informações contidas nos documentos com 
relação aos graus de sigilo, conforme legislação específica. 
(C) predominância de atividades desenvolvidas em decorrência da finalidade de um documento, sendo 
também chamada atividade finalística. 
(D) sequência de operações que determina a disposição dos documentos de um arquivo ou coleção, 
uns em relação aos outros e a identificação de cada unidade. 
 
06. (IF/AL - Assistente Administrativo - COPEVE-UFAL) Os métodos de arquivamento de 
documentos podem ser 
(A) indireto, alfabético, geográfico e numérico. 
(B) alfabético, numérico, iconográfico e mnemônico. 
(C) numérico, geográfico, ideográfico e tríplex. 
(D) alfabético, geográfico, ideográfico e iconográfico. 
(E) alfabético, geográfico, numérico e ideográfico. 
 
07. (IF/BA - Técnico em Arquivo - FUNRIO) Os métodos de arquivamento enciclopédico e dicionário 
são exemplos de métodos 
 (A) padronizados. 
 (B) geográficos. 
 (C) numéricos simples. 
 (D) por assunto numéricos. 
 (E) por assunto alfabéticos. 
 
08. (AL/SP - Agente Legislativo de Serviços Técnicos e Administrativos - FCC) Os métodos de 
arquivamento de documentos dividem-se em duas classes. São elas: 
(A) numérica e mnemônica. 
(B) direta e indireta. 
(C) básica e padronizada. 
(D) alfabética e numérica. 
(E) dicionário e indexação coordenada. 
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53 
 
09. (Câmara Municipal de Jaboticabal - Assistente Administrativo Jurídico - VUNESP) Para que 
os documentos de arquivo estejam acessíveis, é necessário que eles sejam bem ordenados e arquivados. 
O arquivamento é feito por meio de técnicas ou métodos específicos que chamamos de métodos de 
arquivamento. Para o arquivamento dos documentos públicos ou privados, o método de arquivamento 
variadex é aquele que utiliza a combinação de 
(A) números e letras. 
(B) nomes e cores. 
(C) cores e números. 
(D) números, cores e letras. 
(E) letras e cores. 
 
10. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar - FUNCAB/2016) 
Observe as definições a seguir: 
 
 
 
Essas definições se referem, respectivamente, aos princípios arquivísticos: 
(A) organicidade e proveniência. 
(B) cumulatividade e unicidade. 
(C) temporalidade e unicidade. 
(D) cumulatividade e proveniência. 
(E) recolhimento e indivisibilidade. 
 
11. (UFC - Assistente em Administração - CCV-UF) Princípio da arquivologia que se refere ao fato 
de que os arquivos constituem uma formação progressiva e natural decorrente das funções e atividades 
de um organismo (pessoa, empresa, etc.): 
(A) unicidade. 
(B) proveniência. 
(C) organicidade. 
(D) cumulatividade. 
(E) indivisibilidade. 
 
12. (Telebrás - Analista Administrativo - CESPE) Com relação aos princípios da arquivística, julgue 
o item a seguir. 
O princípio da territorialidade defende que os arquivos sejam mantidos, guardados e conservados nos 
locais onde foram acumulados. 
( ) Certo ( )Errado 
 
13. (GDF - Analista de Atividades Culturais - IADES) Com relação ao campo teórico da arquivologia, 
assinale a alternativa correta. 
(A) A arquivologia estuda as funções dos serviços ou instituições de arquivo e os princípios e as 
técnicas a serem observados no tratamento e na disponibilidade dos acervos arquivísticos. 
(B) As três idades documentais podem ser denominadas de corrente, semiativa e informativa. 
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54 
 
(C) O ramo da arquivologia que estuda acervos de documentos ancestrais é adjetivado de 
arqueológico. 
(D) A arquivística é a técnica e a arquivologia, a ciência, segundo a visão difundida pelo Arquivo 
Nacional. 
(E) O triplo objeto da arquivologia é o fundo arquivístico, o arquivista e a instituição arquivística. 
 
14. (CFO/DF - Secretariado Executivo - Quadrix/2017) No que se refere à arquivística e a tipos de 
arquivamento, julgue o seguinte item. 
Para preservar sua memória ao longo do tempo, uma instituição precisa gerenciar seu arquivo de 
maneira adequada. Segundo a arquivologia, entende-se por arquivo o conjunto de mobiliário de aço e 
pastas suspensas que a organização adquire para organizar seus documentos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
15. (Fundação Universidade de Brasília - UnB - CESPE) O protocolo, como um dos componentes 
da gestão de documentos, é responsável pelas atividades de registro, de controle da tramitação, de 
distribuição, expedição e abertura de processos. 
Certo ( ) Errado ( ) 
 
16. A preservação de Documentos é importante, para: 
(A) Para o documento se tornar cada vez mais importante 
(B) Para a informação que consta naquele documento não se perder 
(C) Para a multiplicação das informações 
(D) Para microfilmá-las 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.A / 03.B / 04.B / 05.D / 06.E / 07.E / 08.C / 09.E / 10.A / 11.D / 12.Certo / 13.A / 14.Certo / 
15.CERTO / 16.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: B 
Os métodos mais utilizados são: 
Alfabético - nome 
Geográfico - o local 
Numérico Simples - número a cada correspondente ou cliente 
Ideográfico - o assunto 
 
02. Resposta: A 
Método alfabético é o sistema mais simples, fácil, lógico e prático, porque obedecendo à ordem 
alfabética pode-se logo imaginar que não apresentarágrandes dificuldades nem para a execução do 
trabalho de arquivamento, nem para a procura do documento desejado, pois a consulta é direta. 
 
03. Resposta: B 
O método numérico simples é adotado quando a organização é feita pelo número do documento ou 
da pasta em que este foi arquivado. É um método muito utilizado na organização de prontuários médicos, 
pastas de funcionários, processos e filmes. 
 
04. Resposta: B 
Sistema direto é aquele em que a busca é feita diretamente sem a necessidade de se consultar um 
índice. É uma característica dos métodos que organizam documentos por nome (alfabético, geográfico, 
dicionário e enciclopédico). Sistema indireto é aquele em que, para se localizar o documento, é preciso 
antes consultar um índice ou um código. 
 
05. Resposta: D 
Conceito dado pelo Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística = Sequência de operações que 
determina a disposição dos documentos de um arquivo(1) ou coleção, uns em relação aos outros, e a 
identificação de cada unidade. 
 
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06. Resposta: E 
Métodos de Arquivamento: 
-alfabético: quando o elemento principal para a recuperação da informação for o nome; 
-geográfico: quando o elemento principal para a recuperação da informação for o local (cidade, estado 
e país); 
- numérico simples: quando o elemento principal para a recuperação da informação for o número do 
documento; 
-numérico-cronológico: quando ao número do documento vier associado a data; 
-ideográfico: quando o elemento principal para a recuperação da informação for o assunto. A 
ordenação dos assuntos deverá seguir a modalidade alfabética (dicionária ou enciclopédica) ou numérica 
(decimal ou duplex). 
 
07. Resposta: E 
O Método alfabético é quando o elemento principal para a recuperação da informação for o nome, 
como visto anteriormente. 
 
08. Resposta: C 
Não confunda: 
Os métodos básicos e padronizados fazem parte de dois grandes sistemas: 
• direto 
• indireto 
Os métodos de arquivamento são divididos em duas grandes classes: 
• básicos 
• padronizados. 
 
09. Resposta: E 
É o método alfabético, acrescentando cores às letras. Trabalha-se com 5 cores diferentes. As cores 
são atribuídas em função da 2ª letra do nome de entrada no arquivo. As guias são coloridas e as notações 
alfabéticas. 
 
10. Resposta: A 
Princípio da Organicidade 
As relações administrativas orgânicas se refletem nos conjuntos documentais. A organicidade é a 
qualidade segundo a qual os arquivos espelham a estrutura, funções e atividades da entidade 
produtora/acumuladora em suas relações internas e externas. 
Princípio da Proveniência 
Fixa a identidade do documento, relativamente a seu produtor. Por este princípio, os arquivos devem 
ser organizados em obediência à competência e às atividades da instituição ou pessoa legitimamente 
responsável pela produção, acumulação ou guarda dos documentos. Arquivos originários de uma 
instituição ou de uma pessoa devem manter a respectiva individualidade, dentro de seu contexto orgânico 
de produção, não devendo ser mesclados a outros de origem distinta. 
 
11. Resposta: D 
Princípio da Cumulatividade 
O arquivo é uma formação progressiva, natural e orgânica. 
 
12. Resposta: Certo 
- Princípio da proveniência territorial (ou Princípio da territorialidade) 
Os arquivos deveriam ser conservados em serviços de arquivo do território no qual foram produzidos, 
excetuados os documentos elaborados pelas representações diplomáticas ou resultantes de operações 
militares. 
 
13. Resposta: A 
A ciência que estuda as funções, os princípios, as técnicas do arquivo é chamada de arquivologia. O 
profissional que exerce atividade ligada a arquivologia pode ser chamado de arquivista. A arquivologia 
busca gerenciar informações que possam ser registradas em documentos de arquivos. É muito comum 
utilizar-se princípios, técnicas, normas e outros procedimentos no processo de identificação, organização, 
desenvolvimento, processamento, análise, coleta, utilização, publicação, fornecimento, circulação, 
recuperação e armazenamento das informações. 
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O gerenciamento da informação, o desenvolvimento das teorias, e as práticas de gestão foram 
extremamente importantes, intensamente revolucionárias e fundamentais para o desenvolvimento da 
arquivologia. Esse gerenciamento da informação conta ainda com desenvolvimento de projetos, 
planejamentos, estudos e técnicas de organização sistemática e implantação de instituições e sistemas 
arquivísticas. Embora existam muitas técnicas, ferramentas, estudos que buscam a conservação de 
arquivos, um grande desafio encontrado nesta área é que muitas empresas/organizações não tem uma 
preocupação específica pelos seus arquivos. Quando ocorre esse desinteresse consequentemente o 
profissional também é desconhecido pela organização e as atividades que esse profissional qualificado 
realizaria em prol do gerenciamento das informações passam a ser exercidas por profissionais de outras 
áreas não capacitados a atuar como arquivista. Uma consequência do posicionamento de algumas 
organizações é justamente a qualidade e resultado dos serviços. 
 
14. Resposta: Certo 
Existe uma polissemia (vários significados) na palavra arquivo. O termo pode significar o conjunto de 
documentos assim definido na Lei 8.159/91; como a entidade ou instituição de custódia; o setor de 
trabalho, assim dizendo, o setor de arquivo de uma instituição; e o móvel utilizado para guarda de 
documentos. A questão está incompleta e um pouco confusa, mas não deixa de estar CERTA. 
 
15. Resposta: Certo 
“Autuação”, uma das atividades do protocolo, é a abertura ou formação de processos. O registro, o 
controle do fluxo documental, a distribuição e a expedição de documentos também são consideradas 
atividades do protocolo. Vale ressaltar que a expedição é a saída de documentos de uma instituição para 
outras instituições públicas ou privadas (pessoas jurídicas), ou para o cidadão comum (pessoa física). 
 
16. Resposta: B 
A preservação dos documentos é importante para que o documento esteja sempre em perfeito estado 
para ser consultado e as informações perpetuadas. 
 
 
 
Correspondência é o diálogo escrito entre transmissor e receptor, que pode ocorrer entre duas ou mais 
pessoas ou entidades. A correspondência é um tipo de redação, que tem a finalidade de levar algum tipo 
de conhecimento ao receptor e constituir um testemunho do acontecimento. 
 
 
 
O processo de comunicação compreende a transmissão de informações e de significados. Em 
qualquer processo de comunicação, sempre há os seguintes elementos: 
Transmissor ou Emissor: é quem transmite uma mensagem. 
Receptor: é quem recebe a mensagem. 
Mensagem: é a comunicação, oral ou escrita, que transmite informação, ordem, felicitação, louvor, 
etc. 
Canal De Comunicações: meio usado para transportar uma mensagem do emissor ao receptor. 
A correspondência: conceito, tipos, estrutura da redação, abreviaturas mais 
usadas, a datilografia. 
 
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57 
 
Ruídos: tudo o que atrapalha a comunicação. 
Feedback: é o retorno ou a resposta. 
A comunicação nas organizações depende da qualidade da comunicação pessoal. Se as pessoas de 
uma organização comunicam-se eficazmente, os processos organizacionais de comunicação tendem a 
ser eficazes também. As organizações precisam promover o desenvolvimento das competências 
pessoais, e também trabalhar as comunicações entre as pessoas. 
Dentre as comunicações estabelecidas no âmbito administrativo pode-se destacar: a correspondência 
oficial e empresarial. Que são dois canais de comunicações muito utilizados, embora não seja tão rápido 
quanto o envio de uma comunicação via e-mail, são seguros e formalizam da forma adequada uma 
determinada situação ou circunstância. Tais canais de comunicação são extremamente importantes,pois 
são documentos formais e validam com exatidão e segurança. Abaixo serão explanados sobre os tipos 
de correspondência utilizados no meio administrativo pelas organizações. 
 
Os Três Tipos de Correspondência 
 
Particular 
É a que ocorre entre indivíduos (amigos, familiares, pessoas do convívio social), e pode apresentar 
diversos graus de formalidade, desde o caráter íntimo até um certo grau de formalismo. Por isso ela pode 
ser familiar ou íntima e cerimoniosa. Os objetivos desse tipo de correspondência podem variar: pedir ou 
expor notícias, solicitar favores, agradecer ou declarar sentimentos, dentre outros. A linguagem é informal 
e espontânea e pode apresentar diversos graus de formalidade, desde o caráter íntimo até certo grau. 
 
Empresarial 
É a trocada entre empresas ou entre estas e pessoas físicas ou jurídicas. Refere-se geralmente a 
transações comerciais, industriais e financeiras (assuntos sobre investimentos bancários, empréstimos, 
cobrança de duplicatas, divulgação de produtos etc.). A linguagem é objetiva 
 
Oficial 
Se entre órgãos do serviço público civil ou militar. Independentemente do tipo de correspondência que 
mantenha você não pode deixar de estar atento a seu texto, verificando a clareza, a concisão, a coerência, 
a adequação da linguagem e a correção gramatical, observando, enfim, se ele traduz seu pensamento, a 
mensagem que você quer transmitir. 
Por possuírem normas fixas de elaboração, as correspondências empresarial e oficial não apresentam 
grandes dificuldades para quem precisa redigi-las. 
Existem mesmo alguns modelos impressos prontos para serem preenchidos. É claro, então, que trata-
se de redações formais, que seguem normas predeterminadas. Alguns aspectos, contudo, podem ser 
modificados e as organizações podem inovar, segundo suas necessidades, ou mesmo características 
particulares. 
Os documentos redigidos serão a imagem de sua organização. Assim, a correspondência bem 
elaborada, além de utilizar linguagem concisa e direta, deverá seguir a estética moderna, mais agradável 
e facilitadora da leitura. 
 
Carta Comercial 
 
Muitas são as situações em que precisamos escrever uma carta a um cliente, instituição, empresa, 
órgão público. Porém, os propósitos ou objetivos de estabelecer essa comunicação são diferentes em 
cada uma das ocasiões. As cartas, além de diversos destinos, também têm função variada, como a de 
informar, solicitar ou persuadir. Podem ser cartas de solicitação de emprego, oferta de algum produto de 
sua empresa, reclamação quanto à má prestação de algum serviço, cobrança de algum débito, enfim, 
essas outras situações que fazem parte do cotidiano empresarial. 
 
 
 
 
 
 
 
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Exemplo de Carta Comercial23 
 
 
Pontos Relevantes quanto à boa Redação Empresarial 
 
− Ter sempre em mente que uma carta comercial deve ser breve. Assim, rodeios, inversões mesmo 
bem feitas, que tanto efeito causa num texto poético, devem ser abolidos. 
− Antes de escrever, organize seu pensamento, traçando um plano: o que vai comunicar; o a quem; o 
como deve transmitir; o que informações são relevantes. 
Não podemos ignorar a formalidade que esse tipo de correspondência requer, mas devemos evitar a 
rigidez exagerada, os clichês, a redundância e termos até arcaicos que ainda são utilizados. 
Dicas de linguagem moderna na correspondência: 
− Não há necessidade de preâmbulos, vá direto ao assunto. Veja alguns chavões que podem ser 
evitados: 
− Vimos através desta; 
− Vimos por meio desta; 
− Tem a presente a finalidade de; 
− Aproveitamos o ensejo, a oportunidade; 
− Temos em nosso poder, ou temos em mãos sua carta. 
− Não precisa avisar que vai encerrar. Evite chavões típicos de fecho de cartas, tais como: o 
Limitados ao exposto, encerramos; o Sendo o que nos resta a oferecer para o momento; o Sem mais, 
ou sem mais nada para o momento. 
− Cabeçalho ou timbre – referência da empresa; logotipo, símbolo ou emblema. Em geral, já vêm 
impressos no papel da carta. 
− Número de controle - facilita ao destinatário responder sua carta e mencionar a referência. É 
também uma maneira de garantir o controle da correspondência. A colocação à direita é um destaque 
 
23 http://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-comercial.htm 
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59 
 
que facilita a leitura. Na ilustração, temos DV/86/96, isto é, Divisão de Vendas, documento de número 
86, do ano de 1996. 
− Data -dia que deve ser indicado sem o zero na frente; o nome do mês com letra inicial minúscula; 
na indicação do ano, não se coloca o ponto ou espaço separando o milhar. 
Quando o papel é timbrado, pode-se suprimir o local antes da data, uma vez que o endereçamento 
completo aparece no pé de página. 
 
Destinatário: foram feitas as seguintes atualizações: Não se deve colocar À/Às ou Ilmos. Senhores 
antes do nome da empresa ou pessoa a quem a carta se destina. Não é necessário escrever endereço, 
caixa postal e CEP no papel carta, basta que esses dados apareçam no envelope. 
Referência: é o conteúdo da carta sintetizado, facilitando o registro para quem recebe. Não há 
necessidade de escrever Ref. ou REFERÊNCIA, pois a posição da frase na carta já indica esse elemento. 
Invocação ou vocativo: o emprego de palavras como prezado, estimado, caro, amigo deve ser de 
acordo com o tipo de carta. Pode se tratar de uma carta puramente comercial ou pode envolver também 
relações de amizade. 
Corpo da carta ou conteúdo: deve estar disposto, geralmente, no centro do papel, em cerca de três 
parágrafos: 
- A informação inicial; 
- O desenvolvimento do tema; 
- A conclusão. 
 
O assunto deve ser tratado em linguagem clara, objetiva e concisa. Deve-se evitar perda de tempo na 
introdução do assunto, como palavras e expressões desnecessárias. 
 
Saudação final, despedida ou fecho: modernamente, evitam-se palavras rebuscadas e chavões. 
Expressões longas, que nada acrescentam de importante, caíram em desuso. Emprega-se 
Atenciosamente ou Cordialmente, dependendo das relações de negócios. 
Assinatura: deve-se obedecer à seguinte ordem: primeiro, o nome do remetente; depois, seu cargo. 
Somente as letras iniciais devem ser maiúsculas. Não se deve colocar o título do emissor na frente de 
seu nome. Para indicar que se trata de médico advogado etc., basta que se coloque (por exemplo, Dr. 
Roberto Xavier) o registro do CRM ou da OAB, conforme o caso. Também não é necessário colocar o 
traço acima do nome datilografado, para a assinatura. 
Anexos: parte destinada à enumeração de papéis ou de documentos que acompanha a carta.24 
 
Recepção e Emissão de Correspondências 
 
Receber as correspondências, separando as de caráter oficial de caráter particular, distribuindo as de 
caráter particular a seus destinatários. 
Após essa etapa, os documentos devem seguir seu curso, a fim de cumprirem suas funções. Para que 
isto ocorra, devem ser distribuídos e classificados da forma correta, ou seja, chegar ao seu destinatário. 
 
Para isto recomenda-se: 
- Separar as correspondências de caráter ostensivo das de caráter sigiloso, encaminhado as de caráter 
sigiloso aos seus respectivos destinatários; 
- Tomar conhecimento das correspondências de caráter ostensivos por meio da leitura, requisitando a 
existência de antecedentes, se existirem; 
- Classificar o documento de acordo com o método da instituição; carimbando-o em seguida; 
- Elaborar um resumo e encaminhar os documentos ao protocolo. 
- Preparar a ficha de protocolo, em duas vias, anexando a segunda via da ficha ao documento; 
- Rearquivar as fichas de procedência e assunto, agora com os dados das fichas de protocolo; 
- Arquivar as fichas de protocolo. 
 
A tramitação de um documento dentro de uma instituição depende diretamente se as etapas anteriores 
foram feitas da forma correta. Se feitas, fica mais fácil, com o auxílio do protocolo, saber sua exata 
localização, seusdados principais, como data de entrada, setores por que já passou, enfim, acompanhar 
o desenrolar de suas funções dentro da instituição. Isso reduz o tempo de algumas ações dentro da 
 
24 Professor Eduardo da Rocha – FAATESP – Faculdades de Tecnologia Álvares de Azevedo. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
60 
 
instituição, acelerando assim, processos que anteriormente encontravam dificuldades, como a não 
localização de documentos, não se podendo assim, usá-los no sentido de valor probatório, por exemplo. 
Após cumprirem suas respectivas funções, os documentos devem ter seu destino decidido, seja este 
a sua eliminação ou recolhimento. É nesta etapa que a expedição de documentos torna-se importante, 
pois por meio dela, fica mais fácil fazer uma avaliação do documento, podendo-se assim decidir de uma 
forma mais confiável, o destino do documento. Dentre as recomendações com relação à expedição de 
documentos, destacam-se: 
- Receber a correspondência, verificando a falta de anexos e completando dados; 
- Separar as cópias, expedindo o original; 
- Encaminhar as cópias ao Arquivo. 
 
É válido ressaltar que as rotinas acima descritas não valem como regras, visto que cada instituição 
possui suas tipologias documentais, seus métodos de classificação, enfim, surgem situações diversas. 
Servem apenas como exemplos para a elaboração de rotinas em cada instituição. 
 
A correspondência comercial compreende um conjunto de preceitos orientadores da elaboração e 
circulação de papéis próprios às organizações empresariais, destinados a criar, manter ou encerrar 
transações. A carta é o instrumento usual de comunicação escrita no comércio, indústria, bancos e afins, 
entre as entidades ou delas a seus clientes, uma vez que nela se concentram as observações, conselhos 
e comentários. 
 
Tabela: Resumo dos Principais Recursos dos documentos e Correspondências. 
 
DENOMINAÇÃO FINALIDADE ALCANCE 
Ofício 
Tratamento de assuntos oficiais pelos Órgãos Públicos da 
Administração Pública. 
Interno e externo 
Memorando 
Encaminhamento de atos, propostas, pedidos, etc, afetos aos 
chefes dos Poderes Públicos. 
Interno 
Carta 
Tratamento de assuntos diretamente a pessoas ou 
publicamente em jornais. 
Uma ou várias 
pessoas. 
Ata 
Registro em que se relatam os assuntos de uma reunião, 
assembleia ou convenção. 
Externo e interno 
Fax/Telex 
Transmissão de mensagens urgentes ou quando há 
premência em se dar ciência de certos documentos. 
Externo e interno 
Relatório 
Exposição circunstanciada sobre atividades em função do 
cargo que exerce. 
Superior 
hierárquico. 
Fonte: Porongaba, 2006. 
 
Portanto, Redação Oficial é a maneira pela qual o poder público redige atos normativos e 
comunicações. Desse modo, a finalidade principal da Redação Oficial é comunicar com impessoalidade 
e clareza para que a mensagem ali transmitida seja compreendida por todos os cidadãos. Em resumo, a 
Redação Oficial deve ser: clara, concisa, impessoal, formal e padronizada. Pode-se dizer que redação 
oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige atos normativos e comunicações. 
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, 
concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que 
dispõe, no artigo 37: "A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, 
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)". Sendo a publicidade e a impessoalidade 
princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a 
elaboração dos atos e comunicações oficiais. 
Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que 
dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como 
sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto legal não seja 
entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. 
A correspondência oficial provém de instituições do serviço público, tanto civis como militares, ou a 
elas se dirige. Abrange atos dos poderes legislativo, executivo e judiciário, requerimento dos cidadãos, 
avisos à população, etc. 
 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
61 
 
A Impessoalidade 
 
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja comunicação, são 
necessários: 
a) alguém que comunique, 
b) algo a ser comunicado, e 
c) alguém que receba essa comunicação. 
 
No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou aquele Ministério, 
Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto relativo 
às atribuições do órgão que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos 
cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes da União. 
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam das 
comunicações oficiais decorre: 
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo, de um 
expediente assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é feita 
a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que comunicações 
elaboradas em diferentes setores da Administração guardem entre si certa uniformidade; 
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas possibilidades: ela pode ser dirigida 
a um cidadão, sempre concebido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, temos um 
destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; 
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações oficiais 
se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer tom 
particular ou pessoal. 
 
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo, 
constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. 
A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora. 
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para elaborar os expedientes 
oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária impessoalidade. 
 
A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais 
 
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e expedientes oficiais decorre, 
de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos 
oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a conduta dos 
cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcançado se em sua elaboração 
for empregada a linguagem adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade 
precípua é a de informar com clareza e objetividade. 
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser compreendidas por todo e 
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a 
determinados grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação restrita, como 
a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão dificultada. 
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua falada e a escrita. Aquela é 
extremamente dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de costumes, e pode 
eventualmente contar com outros elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a 
entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa distância. Já a língua 
escrita incorpora mais lentamente as transformações,tem maior vocação para a permanência, e vale-se 
apenas de si mesma para comunicar. 
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça. 
Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que 
incorpore expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de 
estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. Nos dois casos, há um padrão de linguagem 
que atende ao uso que se faz da língua, a finalidade com que a empregamos. 
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por sua finalidade de informar com 
o máximo de clareza e concisão, eles requerem o uso do padrão culto da língua. 
Há consenso de que o padrão culto é aquele em que 
a) se observam as regras da gramática formal, e 
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
62 
 
É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial decorre do fato 
de que ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos 
vocabulares, das idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a pretendida 
compreensão por todos os cidadãos. 
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, desde que não seja 
confundida com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de 
linguagem rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem próprios da língua 
literária. 
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o 
uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de 
determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso 
não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O 
jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. 
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam, sendo de evitar o seu 
uso indiscriminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada 
área, são de difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se ter o cuidado, 
portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a outros órgãos da administração e em 
expedientes dirigidos aos cidadãos. 
 
Formalidade e Padronização 
 
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além 
das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, 
ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto ao correto emprego 
deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. 
Emprego dos Pronomes de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à 
civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. 
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das comunicações. Ora, 
se a administração federal é una, é natural que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. 
O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente para todas as 
características da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação dos textos. 
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo e a correta diagramação do 
texto são indispensáveis para a padronização, que acaba por evitar excessos linguísticos que nada 
acrescentam ao texto. 
 
Concisão e Clareza 
 
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o texto que 
consegue transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. Para que se redija com 
essa qualidade, é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o qual se escreve, 
o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes se percebem 
eventuais redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias. 
O esforço de sermos concisos atende basicamente ao princípio de economia linguística, à mencionada 
fórmula de empregar o mínimo de palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma 
entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens substanciais do 
texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, redundâncias, 
passagens que nada acrescentem ao que já foi dito. 
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma complexidade: ideias 
fundamentais e ideias secundárias. Estas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, 
exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação alguma ao 
texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas. 
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já sublinhado na introdução deste 
capítulo. Pode-se definir como claro aquele texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No 
entanto a clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais características 
da redação oficial. 
 
Para ela concorrem: 
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento 
personalista dado ao texto; 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
63 
 
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a 
vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão; 
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos; 
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos que nada lhe acrescentam. 
 
É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a 
indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de 
erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. 
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por seu 
destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos 
sobre certos assuntos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com que os 
tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, 
precise os termos técnicos, o significado das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não 
possam ser dispensados. 
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas 
comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que 
não seja seguida por sua revisão. 
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os preceitos explicitados no Capítulo 
I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Além disso, há características específicas de cada tipo de 
expediente, que serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análise, vejamos 
outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de comunicação oficial: o emprego dos pronomes 
de tratamento, a forma dos fechos e a identificação do signatário. 
 
Pronomes de Tratamento - Breve História dos Pronomes de Tratamento 
 
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga tradição na língua portuguesa. 
De acordo com Said Ali, após serem incorporados ao português os pronomes latinos tu e vos, "como 
tratamento direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra", passou-se a empregar, como 
expediente linguístico de distinção e de respeito, a segunda pessoa do plural no tratamento de pessoas 
de hierarquiasuperior. Prossegue o autor: 
"Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a palavra a um atributo ou 
qualidade eminente da pessoa de categoria superior, e não a ela própria. Assim aproximavam-se os 
vassalos de seu rei com o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o tratamento 
ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierarquia eclesiástica vossa reverência, vossa paternidade, 
vossa eminência, vossa santidade." 
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já estava em voga também para os 
ocupantes de certos cargos públicos. Vossa mercê evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. 
E o pronome vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual emprego de 
pronomes de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos às autoridades civis, militares e 
eclesiásticas. 
 
Concordância com os Pronomes de Tratamento 
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresentam certas peculiaridades quanto 
à concordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa 
com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância para a terceira pessoa. É 
que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução como seu núcleo sintático: 
"Vossa Senhoria nomeará o substituto"; "Vossa Excelência conhece o assunto". 
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da 
terceira pessoa: "Vossa Senhoria nomeará seu substituto" (e não "Vossa ... vosso..."). 
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramatical deve coincidir com o sexo 
da pessoa a que se refere, e não com o substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor 
for homem, o correto é "Vossa Excelência está atarefado", "Vossa Senhoria deve estar satisfeito"; se for 
mulher, "Vossa Excelência está atarefada", "Vossa Senhoria deve estar satisfeita". 
 
Emprego dos Pronomes de Tratamento 
Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular tradição. São de uso 
consagrado: 
Vossa Excelência, para as seguintes autoridades: 
 
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64 
 
a) do Poder Executivo; 
Presidente da República; 
Vice-Presidente da República; 
Ministros de Estado; 
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal; 
Oficiais-Generais das Forças Armadas; 
Embaixadores; 
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial; 
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; 
Prefeitos Municipais. 
 
b) do Poder Legislativo; 
Deputados Federais e Senadores; 
Ministro do Tribunal de Contas da União; 
Deputados Estaduais e Distritais; 
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais; 
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais. 
 
c) do Poder Judiciário; 
Ministros dos Tribunais Superiores; 
Membros de Tribunais; 
Juízes; 
Auditores da Justiça Militar. 
 
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo 
Senhor, seguido do cargo respectivo: 
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional, 
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal. 
 
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: 
Senhor Senador, 
Senhor Juiz, 
Senhor Ministro, 
Senhor Governador, 
 
No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa 
Excelência, terá a seguinte forma: 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Ministro de Estado da Justiça 
70.064-900 – Brasília. DF 
A Sua Excelência o Senhor 
Senador Fulano de Tal 
Senado Federal 
70.165-900 – Brasília. DF 
A Sua Excelência o Senhor 
Fulano de Tal 
Juiz de Direito da 10a Vara Cível 
Rua ABC, no 123 
01.010-000 – São Paulo. SP 
 
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo (DD), às autoridades arroladas 
na lista anterior. A dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo público, sendo 
desnecessária sua repetida evocação. 
 
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares. O vocativo 
adequado é: 
Senhor Fulano de Tal, (...) 
No envelope, deve constar do endereçamento: 
Ao 
Senhor Fulano de Tal 
Rua ABC, no 123 
70.123 – Curitiba. PR 
 
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65 
 
Como se depreende do exemplo acima fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as 
autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do 
pronome de tratamento Senhor. 
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo 
indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que 
tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os 
bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento 
Senhor confere a desejada formalidade às comunicações. 
 
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em 
comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo: 
 Magnífico Reitor, (...) 
 
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são: 
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é: 
Santíssimo Padre, (...) 
 
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. 
Corresponde-lhe o vocativo: 
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou 
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, (...) 
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa 
Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores 
religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. 
 
ABREVIAÇÕES 
 
Pronome de tratamento Abreviatura 
Vossa Excelência V. Ex.a 
Vossa Magnificência V. Magª. 
Vossa Senhoria V. S.ª 
Meritíssimo Juiz M. Juiz 
Vossa Santidade V. S. 
Vossa Eminência Reverendíssima V. Em.ª Revm.ª 
Vossa Reverendíssima V. Revmª 
Vossa Majestade V. M. 
Vossa Alteza V. A. 
Doutor Dr. 
Comendador Com. 
Professor Prof. 
 
Resumo: 
 
Impessoalidade 
Evite marcas de impressões pessoais do tipo “na minha opinião” ou “e aí, como é que vai?” 
 
Concisão 
Seja conciso. Redija um texto capaz de transmitir um máximo de informações com um mínimo de 
palavras. Para isso, tenha domínio do assunto. 
 
Pronomes de tratamento 
Use corretamente os pronomes de tratamento. Ao escrever uma comunicação a um Ministro do 
Tribunal Superior, por exemplo, use Vossa Excelência ao longo do texto. 
 
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66 
 
Expressões artificiais 
Não confunda respeito e impessoalidade com o uso de expressões artificiais que estão em desuso 
como “Venho por meio desta”, “Tenho a honra de" ou "Cumpre-me informar que". Tais expressões devem 
dar lugar à forma direta, à objetividade. 
 
Fechos 
Os fechos dos textos oficiais devem saudar o destinatário, além de fechar o texto. O documento deve 
levar assinatura e identificação do signatário. Há dois fechos diferentes para todas as modalidades do 
texto oficial: 
Respeitosamente, (para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República); 
Atenciosamente (para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior) 
 
ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS25 
 
Abreviatura 
 
A abreviatura é um recurso convencional da língua escrita que consiste em representar de forma 
reduzida certas palavras ou expressões. A regra geral para abreviatura das palavras é simples. Basta 
escrever a primeira sílaba e a primeira letra da segunda sílaba, seguidas de ponto abreviativo. Veja os 
exemplos: 
 
bras. (brasileiro) 
num. (numeral) 
 
Observações: 
a) Se a segunda sílaba iniciar porduas consoantes, as duas farão parte da abreviatura. 
Exemplos: 
pess. (pessoa) 
constr. (construção) 
secr. (secretário) 
diss. (dissílabo) 
 
b) O acento gráfico ou hífen existente na palavra original deve ser mantido na abreviatura. 
Exemplos: 
séc. (século) 
dec.-lei (decreto-lei) 
adm.-financ. (Administrativo-financeiro) 
 
c) Algumas palavras apresentam abreviatura por contração, ou seja, pela supressão de letras no meio 
da palavra. 
Exemplos: 
bel. (bacharel) 
cel. (coronel) 
cia. (companhia) 
dr. (doutor) 
Ilmo. (Ilustríssimo) 
ltda. (limitada) 
 
d) Algumas palavras não seguem a regra geral para abreviatura. 
Exemplos: 
a.C. ou A.C. (antes de Cristo) 
ap., apart. ou apto (apartamento) 
btl. (batalhão) 
cx. (caixa) 
D. (digno, Dom, Dona) 
f. ou fl. ou fol. (folha) 
id. (idem) 
 
25 http://www.soportugues.com.br/secoes/abrev/index.php 
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67 
 
i.e. (isto é) 
p. ou pág. (página) 
pg. (pago) 
pp. ou págs. (páginas) 
P.S. (pós-escrito) 
Q.G. (quartel-general) 
S.A. (Sociedade Anônima) 
S.O.S. (Save Our Soul = Salve nossa alma, em apelo de socorro) 
u.i. (uso interno) 
U.S.A. (United States of America = Estados Unidos). 
 
Siglas26 
 
Sigla é o nome dado ao conjunto de letras iniciais dos vocábulos (normalmente os principais) que 
compõem o nome de uma organização, uma instituição, um programa, um tratado, entre outros. 
 
Na utilização de siglas, observam-se os seguintes critérios: 
a) Deve-se citar apenas siglas já existentes ou consagradas; a sigla e o nome que a originou são 
escritos de maneira precisa e completa, de acordo com a convenção ou designação oficial. Ex.: 
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT (e não EBCT) 
 
b) Quando mencionadas pela primeira vez no texto, deve-se escrever primeiramente a forma por 
extenso, seguida da sigla entre parênteses, ou separada por hífen. Ex.: 
A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a universidade mais antiga do Brasil. 
A Universidade Federal do Paraná – UFPR é a universidade mais antiga do Brasil. 
 
c) Não são colocados pontos intermediários e ponto final nas siglas. Ex.: 
Associação Paranaense de Reabilitação – APR (e não A.P.R.) 
 
d) Siglas com até três letras são escritas com todas as letras maiúsculas. Ex.: 
ONU – Organização das Nações Unidas 
IML – Instituto Médico Legal 
 
e) Siglas com quatro letras ou mais devem ser escritas com todas as letras maiúsculas quando cada 
uma de suas letras ou parte delas é pronunciada separadamente, ou somente com a inicial maiúscula, 
quando formam uma palavra pronunciável. Ex.: 
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 
Masp – Museu de Arte de São Paulo 
Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 
 
f) Deve-se manter com maiúsculas e minúsculas as siglas que originalmente foram criadas com essa 
estrutura para se diferenciarem de outras, independentemente de seu tamanho. Ex.: 
CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa (para diferenciá-lo de CNP – Conselho Nacional do Petróleo). 
 
g) No caso de siglas de origem estrangeira, deve-se adotar a sigla e seu nome em português quando 
houver forma traduzida, ou adotar a forma original da sigla estrangeira quando esta não tiver 
correspondente em português, mesmo que o seu nome por extenso em português não corresponda 
perfeitamente à sigla. Ex.: 
ONU – Organização das Nações Unidas 
FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura. 
 
h) Deve-se adicionar a letra s (sempre minúscula) para indicar o plural das siglas somente quando a 
concordância gramatical assim o exigir. Ex.: 
O trabalho das ONGs vem repercutindo cada vez mais na sociedade. 
 
 
 
 
26 http://www.soportugues.com.br/secoes/abrev/index.php 
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68 
 
Observe a lista de siglas abaixo: 
 
A 
ABNT 
AC 
AL 
AM 
AP 
B 
BA 
CE 
DF 
ES 
FE 
FI 
GO 
GT 
MA 
MG 
MS 
MT 
Nb 
NURC 
P 
PA 
PE 
PB 
PDT 
PFL 
PGPF 
PI 
PMDB 
PR 
PSDB 
PT 
RAE 
RFP 
RJ 
RN 
RR 
RR 
RS 
S 
SC 
SE 
SP 
TV 
TO 
V 
- Adjetivo 
- Associação Brasileira de Normas Técnicas 
- Acre 
- Alagoas 
- Amazonas 
- Amapá 
- Base 
- Bahia 
- Ceará 
- Distrito Federal 
- Espírito Santo 
- Formação Esporádica 
- Formação Institucionalizada 
- Goiás 
- Gramática Tradicional 
- Maranhão 
- Minas Gerais 
- Mato Grosso do Sul 
- Mato Grosso 
- Nome base 
- Norma Urbana Culta 
- Produto 
- Pará 
- Pernambuco 
- Paraíba 
- Partido Democrático Trabalhista 
- Partido da Frente Liberal 
- Projeto de Gramática do Português Falado 
- Piauí 
- Partido do Movimento Democrático Brasileiro 
- Paraná 
- Partido Social Democrático Brasileiro 
- Partido dos Trabalhadores 
- Regra de Análise Estrutural 
- Regra de Formação de Palavras 
- Rio de Janeiro 
- Rio Grande do Norte 
- Regra de Redundância 
- Roraima 
- Rio Grande do Sul 
- Substantivo 
- Santa Catarina 
- Sergipe 
- São Paulo 
- Televisão 
- Tocantins 
- Verbo 
Símbolos 
 
Que diferença há, então, entre "abreviatura" e "símbolo"27? No caso de "quilograma", não é difícil 
perceber que o "k", que nem ao menos faz parte da palavra, não pode fazer parte da sua abreviatura. 
"Kg" é o símbolo (e não a abreviatura) de "quilograma". Veja: 
 
 
27 A Folha. http: //ec.europa.eu/translation/portuguese/magazine. 2015 
Abreviaturas e símbolos, http://publications.europa.eu/code/pt/pt-5000300.htm 
http://www.nlnp.net/abreviaturas.htm 
 http://noticias.r7.com/blogs/portugues-de-brasileiro/abreviatura-e-simbolo-uma-diferenca-importante-20140701/ 
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69 
 
Abreviatura: Grafia que permite economizar o espaço ou o tempo necessários para a escrita de uma 
palavra, mediante a omissão de certas letras; as letras omitidas podem, eventualmente, ser substituídas 
por um sinal convencional 
Símbolo: É a representação de uma noção por meio de letras, números, pictogramas ou da 
combinação destes elementos. 
 
As abreviaturas, formadas por iniciais, ou por iniciais e um número muito reduzido de letras, são 
reduções que se pronunciam por extenso. etc. é lido etecétera e não etce, p. ex. é lido por exemplo e não 
pex. 
As abreviaturas caracterizam-se pelo uso de pontos no final das formas reduzidas (indicação para a 
leitura por extenso). Após o ponto podem ainda juntar-se, em expoente, letras do final da palavra, que 
permitam explicitar melhor o significado da abreviatura. 
n.º — número 
Dr.ª — doutora 
Os símbolos são um caso especial de representações abreviadas, com um valor geralmente 
internacional. Exemplos: 
 
Unidades Moedas Matemática Outros 
km - quilômetro 
km² - quilômetro quadrado 
kW - quilowatt 
mA - miliampere 
€ - euro 
£ - libra 
¥ - iuane, iene 
$ - cifrão, dólar 
¢ - centavo, cêntimo 
< - menor 
≤ - menor ou igual 
≠ - diferente 
× - vezes 
‰ - permilagem 
& - e (comercial) 
§ - parágrafo 
# - cardinal 
@ - arroba 
 
Os símbolos, tal como as abreviaturas, leem-se por extenso. Porém, ao contrário das abreviaturas, os 
símbolos não são seguidos de ponto nem têm plural gráfico. 
 10 kg (10 kg.) 
100 km (100 kms) 
200 € (200 €s) 
 
"Símbolo" é a representação de uma unidade de medida, de um elemento químico, etc. O símbolo da 
prata, elemento químico, é "Ag". E por que "Ag" e não "P", ou "Pr", ou "Pt"? Porque a base é o latim 
("argentu"). E por que o símbolo não é "Ar", as duas letras iniciais do termo latino? Porque "Ar" é o símbolo 
do "argônio", outro elemento químico. 
Por falar em elementos químicos, é bom dizer que o conhecimento de seus símbolos pode eliminar a 
estranheza que se sente quando se ouvem adjetivos como "cúprico" ou "argênteo", por exemplo. 
"Cúprico" se refere ao cobre, cujo símbolo químico é "Cu", baseado na forma latina ("cupru"). "Argênteo" 
se refere à prata. Quando se fala das reservas argênteas de um país, fala-se de suas reservas de prata. 
Aliás, não é por acaso que a Argentina se chama Argentina. Certamente você já ouviu falar do Rio da 
Prata, não? 
"Quilograma", palavrainternacional (grafada, é claro, com particularidades locais), é sumariamente 
reduzida a "quilo" no Brasil, em Portugal, na Itália... Na terra de Michelangelo, por exemplo, grafa-se 
"chilo", que se lê como o nosso "quilo". 
Em textos técnicos, é mais do que aconselhável o emprego da palavra "inteira" ("quilograma", cujo 
símbolo, é bom repetir, é "kg"). Convém lembrar que "quilograma" é a junção do elemento grego "quilo", 
que significa "mil", com "grama", que agora é unidade de massa (que o povo chama de "peso", para 
desespero dos físicos). O que é um quilograma, então? Mil gramas. Um quilômetro equivale a mil metros, 
assim como um quilowatt equivale a mil watts, e um quilolitro, a mil litros. 
Os "equivocos" mais comuns são os relacionados às formas de representação das unidades de tempo. 
Por exemplo: como você faz o símbolo de horas em: "hoje, o jantar será às 20 horas"? 
Em casos como esse, vejo por aí muitas colocações distintas: h, hs, hrs, H, HS, HRS e até os famosos 
dois pontos ( : ). Mas qual é a forma correta? 
Na década de 1960, o Brasil adotou o Sistema Métrico Decimal, no qual as unidades básicas de medida 
eram o metro, o litro, o quilograma etc. Com o passar do tempo e o desenvolvimento da ciência, essas 
unidades precisaram ter medições mais precisas. Dessa forma, aparece o padrão do Sistema 
Internacional de Unidades (SI), com as seguintes convenções: 
 
1 metro = 1 m 
2 metros = 2 m 
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70 
 
1 hora = 1 h 
2 horas = 2 h 
1 litro = 1 l 
2 litros = 2 l 
1 minuto = 1 min 
45 minutos = 45 min 
 
Percebeu que não há variação do símbolo, mesmo com números plurais? 
 
É muito importante saber que os símbolos que representam as unidades dentro do padrão do Sistema 
Internacional de Unidades não são abreviaturas! Isso mesmo! Não são abreviaturas. Eles são símbolos 
representativos de medidas padronizadas, e não abreviaturas. Então, não admitem ponto e não têm 
plural. Simples assim. Seja para indicar 1 hora ou 5 horas, o símbolo será apenas "h" 
 
Vamos para a prática? 
 
Se um jogo do Brasil nessa Copa começar às dezessete horas e quarenta e cinco minutos, por 
exemplo, como você deve escrever o símbolo de horas e minutos, de acordo com o padrão SI que 
conversamos? 
O correto seria: 17h45min (sem ponto depois do fim e sem qualquer alteração por conta do número 
plural). 
De acordo com o padrão SI, não existe "hs" ou "hrs", seja na forma minúscula ou na forma maiúscula. 
O símbolo de hora ou horas é "h". O mesmo raciocínio vale para metros e litros. O símbolo será mantido 
"m" para metro ou metros e "l" para litro ou litros. 
 
No caso do exemplo citado no primeiro parágrafo deste texto, o correto seria: "hoje, o jantar será às 
20h" 
 
É fundamental para todos os usuários o conhecimento dos padrões da língua. 
 
Questões 
 
01. (CRMV/RR - Assistente Administrativo - Quadrix) A constante repetição de determinados termos 
em correspondências oficiais e empresariais favorece a utilização das abreviaturas, poupando tempo 
tanto de escrita como de leitura. Leia o trecho a seguir e assinale a alternativa com a correta sequência 
das respectivas abreviaturas dos termos em negrito. 
 
“O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Roraima aguarda resposta da Associação 
quanto ao artigo publicado no jornal local. Caso o documento venha protegido, precisaremos de um 
código para acessá-lo.” 
(A) assoc. / art. / doc. / códg. 
(B) asoc. / art. / doc. / cód. 
(C) assoc. / artg. / doc. / cód. 
(D) assoc. / art. / doc. / cód. 
(E) assoc. / art. / doct. / cód. 
 
02. (Polícia Federal - Conhecimentos Básicos - CESPE) A respeito das correspondências oficiais, 
julgue o próximo item. 
Os termos técnicos, as siglas, as abreviações e os conceitos específicos empregados em 
correspondências oficiais prescindem de explicação. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01.D / 02. Errado 
 
 
 
 
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71 
 
Comentários 
 
01. Resposta: D 
Associação - assoc.; 
Artigo - art.; 
Documento - doc.; e 
Código - cód. 
 
02. Resposta: Errado 
Os termos técnicos, as siglas, as abreviações e os conceitos específicos necessitam de explicações. 
 
 
 
Antes de qualquer coisa, apresentaremos os conceitos de gestão documental e protocolo, que serão 
de grande importância para uma melhor compreensão do tema proposto. 
“Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à 
sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para a guarda permanente” (Lei Federal nº 8.159, de 8-1-1991). 
A gestão de arquivos é um processo essencial no andamento da organização. É necessário 
estabelecer uma série de práticas que garanta a organização e preservação de arquivos, para que a 
empresa possa tomar decisões, recuperar informações e preservar a memória dos arquivos. 
O gerenciamento de documentos arquivísticos assegura à empresa ter um maior controle sobre as 
informações que produzem e/ou recebem, racionalizar o layout onde os documentos são guardados, 
desenvolver as atividades com maior rapidez e eficiência e melhorar o atendimento aos clientes. 
 
Protocolo28 é a denominação geralmente atribuída a setores encarregados do recebimento, registro, 
distribuição e movimentação dos documentos em curso; denominação atribuída ao próprio número de 
registro dado ao documento; Livro de registro de documentos recebidos e/ou expedidos. 
 
Segundo Manual de Procedimentos de Protocolo, Expedição e Arquivo29, o Protocolo é responsável 
pelo recebimento e distribuição de correspondências, documentos e processos, assim como pelo controle 
do seu fluxo na instituição. Por meio de suas atividades, apoiadas num sistema operacional eletrônico, é 
que se tornam possíveis a consulta e a localização de processos ou documentos que tenham sido 
entregues ao Protocolo. 
É de conhecimento comum o grande avanço que a humanidade teve nos últimos anos. Dentre tais 
avanços, incluem-se as áreas que vão desde a política até a tecnológica. Tais avanços contribuíram para 
o aumento da produção de documentos. Cabe ressaltar que tal aumento teve sua importância para a área 
da arquivística, no sentido de ter despertado nas pessoas a importância dos arquivos. Entretanto, seja 
por descaso ou mesmo por falta de conhecimento, a acumulação de massas documentais desnecessárias 
foi um problema que foi surgindo. Essas massas acabam por inviabilizar que os arquivos cumpram suas 
funções fundamentais. Para tentar sanar esse e outros problemas, que é recomendável o uso de um 
sistema de protocolo. 
Durante a sua tramitação, os arquivos correntes podem exercer funções de protocolo (recebimento, 
registro, distribuição, movimentação e expedição de documentos), daí a denominação comum de alguns 
órgãos como Protocolo e Arquivo. E é neste ponto que os problemas têm seu início. 
Geralmente, as pessoas que lidam com o recebimento de documentos não sabem, ou mesmo não 
foram orientadas sobre como proceder para o documento cumpra a sua função na instituição. Para que 
este problema inicial seja resolvido, a implantação de um sistema de base de dados, de preferência 
simples e descentralizado, permitindo que, tão logo cheguem às instituições, os documentos fossem 
registrados, pelas devidas pessoas, no seu próprio setor de trabalho seria uma ótima alternativa. Tal ação 
diminuiria o montante de documentos que chegam as instituições, cumprem suas funções, mas sequer 
tiveram sua tramitação ou destinação registrada. 
 
 
28 PAES, Marilena Leite. Arquivo: teoria e prática. 3.ed. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p. 27 
29 BRASIL. ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO. Coordenação-Geral de Documentação e Informação. Manual de Procedimentos de Protocolo, Expedição e Arquivo. 
Brasília: AGU, 2010. 157 p. , il. 
O protocolo: recepção, classificação, registro e distribuição. 
 
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72 
 
O estudo dos protocolos, em Arquivologia, pode ser dividido em duas partes: 
Uma refere-se a estrutura e funcionamento do setor institucional de protocolo. 
E a outra se refere ao tratamento e a classificação dos documentos arquivísticos em ostensivos e 
sigilosos. 
 
Com relação a primeira parte, serão apresentadas quais as funções e a importância do setor de 
protocolo e a segunda parte serão abordadas as diversas situações em que podem ser classificados os 
documentos no setor de protocolo, de acordo com a legislação brasileira vigente para essa finalidade. O 
respeito a classificação definida pela legislação é importante visando o perfeito cumprimento das funções 
do protocolo de forma responsável, legal e eficaz. 
 
O Setor de Protocolo30 
 
Várias instituições possuem um setor que é destinado a recepção das correspondências e demais 
documentos. No Brasil, em toda organização pública é possível encontrar um setor responsável pelo 
registro e distribuição das correspondências produzidas e recebidas, e pela protocolização dos processos 
e sua tramitação. Na área administrativa, esse setor é conhecido como Protocolo ou Protocolo e Arquivo, 
ou Protocolo e Expedição. 
A atividade de protocolo é típica da fase corrente, pois é nessa idade em que os documentos tramitam 
bastante. 
Assim, pode-se dizer que o protocolo executa sinteticamente as seguintes ações: recebimento da 
correspondência (malotes, balcões, entre outros), separação da correspondência oficial da particular, 
colocação do carimbo ou etiqueta de protocolo (contendo dados como data, hora de recebimento), 
elaboração de resumo do assunto, e encaminhamento ao indivíduo ou órgão destinatário. O protocolo 
visa também o controle dos documentos que ainda tramitam no órgão, assegurando a sua imediata 
localização, e também é responsável pelas correspondências a outras instituições. 
 
Protocolo está intimamente relacionado às atividades de controle. Dentre as atividades de controle, 
podem ser consideradas: 
• Recebimento; 
• Classificação; 
• Registro; 
• Autuação; 
• Distribuição; 
• Movimentação (trâmite, fluxo); 
• Expedição. 
 
O processo de Protocolo começa com a entrada de correspondências, documentos e processos. Em 
seguida, os documentos são verificados, analisados, registrados, autuados (quando for o caso) tramitados 
e expedidos. 
 
 
Fonte: Manual de Procedimentos de Protocolo, Expedição e Arquivo 
 
• Recebimento: recepção/entrada de documentos de origem interna ou externa. 
• Classificação: Os documentos são anteriormente identificados e analisados atendendo ao plano de 
classificação do órgão. 
• Autuação e Registro: atribuição de número ao documento/conjunto documental e registro no 
sistema de controle de protocolo, mediante processo manual, mecanizado ou informatizado. 
 
30 TIAGO, J. REIS, L. Arquivologia facilitada: teoria e mais de 500 questões comentadas. Rio de janeiro: Elsevier, 2013. 
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73 
 
• Distribuição e Expedição: saída/encaminhamento de documentos do protocolo para outro 
setor/instituição. Distribuição (encaminhamento de documentos para setores internos/unidades da 
mesma instituição). Expedição (encaminhamento de documentos para outras instituições). 
• Controle e Movimentação: mediante processo que pode ser: manual, mecanizado ou informatizado, 
faz-se o controle do fluxo documental desde a entrada/criação do documento na instituição. Os sistemas 
informatizados atendem com precisão esta trajetória documental traçando/registrando todo o percurso do 
documento. A Tramitação de um documento dentro de uma instituição depende diretamente se as etapas 
anteriores foram feitas da forma correta. Se feitas, fica mais fácil, com o auxílio do protocolo, saber sua 
exata localização, seus dados principais, como data de entrada, setores por que já passou, enfim, 
acompanhar o desenrolar de suas funções dentro da instituição. Isso agiliza as ações dentro da 
instituição, acelerando assim, processos que anteriormente encontravam dificuldades, como a não 
localização de documentos, não se podendo assim, usá-los no sentido de valor probatório, por exemplo. 
Após cumprirem suas respectivas funções, os documentos devem ter seu destino decidido, seja este 
a sua eliminação ou recolhimento. 
É nesta etapa que a expedição de documentos torna-se importante, pois por meio dela, fica mais fácil 
fazer uma avaliação do documento, podendo-se assim decidir de uma forma mais confiável, o destino do 
documento. 
• Expedição: trata-se da saída da correspondência e demais documentos de uma instituição, a qual 
envolve procedimentos inerentes às rotinas da expedição de documentos 
Dentre as recomendações com relação a expedição de documentos, destacam-se: 
- Receber a correspondência, verificando a falta de anexos e completando dados; 
- Separar as cópias, expedindo o original; 
- Encaminhar as cópias ao Arquivo. 
 
Documentos Sigilosos e Ostensivos: quanto a natureza dos assuntos, os documentos podem ser 
classificados como ostensivos e sigilosos. Os documentos classificados como ostensivos são os 
documentos cuja divulgação não prejudica a administração. Os documentos classificados como sigilosos 
são aqueles que devem ser de conhecimento restrito, necessitando de medidas especiais de salvaguarda 
para a sua custódia e divulgação. 
 
Considerações Adicionais sobre Recebimento: Algumas rotinas devem ser adotadas no registro 
documental, afim de que não se perca o controle, bem como surjam problemas que facilmente poderiam 
ser evitados (como o preenchimento do campo Assunto, de muita importância, mas que na maioria das 
vezes é feito de forma errônea). 
Principais atividades: recebe o documento; separa os documentos (oficial do particular, ostensivo do 
sigiloso); encaminha os documentos de natureza sigilosa e particular aos determinados destinatários; 
interpreta e classifica os documentos ostensivos; encaminha os documentos ao setor de registro e 
movimentação. 
Dentre as recomendações de recebimento e registro, destaca-se: 
- Receber as correspondências, separando as de caráter oficial da de caráter particular, distribuindo 
as de caráter particular a seus destinatários. Após essa etapa, os documentos devem seguir seu curso, 
a fim de cumprirem suas funções, e para que isto ocorra, devem ser distribuídos e classificados da forma 
correta, ou seja, chegar ao seu destinatário. Para isto, recomenda-se: 
- Separar as correspondências de caráter ostensivo das de caráter sigiloso, encaminhado as de caráter 
sigiloso aos seus respectivos destinatários; 
- Tomar conhecimento das correspondências de caráter ostensivos por meio da leitura, requisitando a 
existência de antecedentes, se existirem; 
- Classificar o documento de acordo com o método da instituição; carimbando-o em seguida; 
- Elaborar um resumo e encaminhar os documentos ao protocolo. 
- Preparar a ficha de protocolo, em duas vias, anexando a segunda via da ficha ao documento; 
- Rearquivar as fichas de procedência e assunto, agora com os dados das fichas de protocolo; 
- Arquivar as fichas de protocolo. 
 
É válido ressaltar que as rotinas acima descritas não valem como regras, visto que cada instituição 
possui suas tipologias documentais, seus métodos de classificação, enfim, surgem situações diversas. 
Servem apenas como exemplos para a elaboração de rotinas em cada instituição. 
Após a discussão das vantagens de implantação de um sistema de protocolo, cabe avaliar as 
desvantagens do uso deste sistema, se feito de forma errônea. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
74 
 
Em um primeiro momento, deve-se pensar num sistema simples de inserção de dados, que venha a 
atender as necessidades da empresa. Contudo, é essencial que as pessoas que trabalham diretamente 
com o recebimento e registro de documentos, recebam um treinamento adequado, para que possam 
executar essa tarefada forma correta, visto que, se feito da forma errada, todo o trâmite do documento 
pode ser comprometido. Deve-se esquecer a ideia de que basta inserir dados e números num sistema, 
que todos os problemas serão resolvidos. 
A própria conscientização dos funcionários, no sentido de que, se organizados e devidamente 
registrados, as tarefas que necessitam do uso de documentos se tornarão mais fáceis para todos que 
venham a executá-las, proporcionado assim um melhor rendimento de todo o pessoal. Portanto, fica claro 
que o protocolo pode ser uma saída para os problemas mais comuns de tramitação documental, desde 
que utilizado da forma correta. Do contrário, a implantação deste sistema pode ocasionar outros 
problemas, talvez de cunho ainda maior. 
Diante do quadro exposto, fica mais fácil entender porque as grandes instituições optam por um 
sistema de protocolo. Independentemente do tamanho da instituição, a ideia da implantação de um 
sistema de protocolo é válida, desde que algumas ações sejam tomadas no sentido de colaborar para 
que este sistema atenda às necessidades para que foi criado. Esperamos que tenha ficado claro que de 
nada adianta apenas idealizar e implantar um sistema de protocolo se não houver uma colaboração 
instituição / funcionários. 
É um procedimento relativamente simples, se comparado as facilidades que pode trazer. Fica ainda a 
ideia que não se deve parar os estudos sobre tal assunto, visto que os suportes estão sempre em 
transformação, necessitando assim de melhores condições na manutenção destes. 
 
Questões 
 
01. (TRE/SP - Técnico Judiciário da Área Administrativa - FCC) Receber, registrar e distribuir 
documentos, cuidando de sua tramitação, são atividades rotineiras do setor de 
(A) embalagens. 
(B) compras. 
(C) transporte. 
(D) reprografia. 
(E) protocolo. 
 
02. (IF/BA - Arquivista - FUNRIO) O conjunto de operações visando ao controle dos documentos que 
ainda tramitam no órgão, de modo a assegurar sua imediata localização e recuperação, são atividades 
de 
(A) arquivo intermediário. 
(B) arquivo permanente. 
(C) arquivo setorial. 
(D) arquivo especial. 
(E) protocolo. 
 
03. (SEPLAG/MG - Agente Governamental - IESES) “É a denominação geralmente atribuída a 
setores encarregados do recebimento, registro, distribuição e movimentação dos documentos em curso; 
denominação atribuída ao próprio número de registro dado ao documento; livro de registro de documentos 
recebidos e/ou expedidos. (PAES, Marilena Leite. Arquivos: teoria e prática. 3.ed. Rio de Janeiro: FGV, 
2004. p.27).” 
O texto apresentado é referente ao conceito de: 
(A) Expedição. 
(B) Almoxarifado. 
(C) Patrimônio. 
(D) Protocolo. 
 
04. (Polícia Científica/PE - Auxiliar de Perito - CESPE) A movimentação de um documento de um 
setor para outro para que decisões sejam tomadas é uma atividade de protocolo denominada 
(A) tramitação. 
(B) registro. 
(C) expedição. 
(D) distribuição. 
(E) classificação. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
75 
 
05. (Prefeitura de São Paulo/SP - Assistente de Gestão de Políticas Públicas I - CESPE) Na 
administração de documentos, entre as rotinas do protocolo, a identificação dos metadados para controle 
e recuperação de dados faz parte da rotina de 
(A) movimentação. 
(B) registro. 
(C) classificação. 
(D) tramitação. 
(E) expedição. 
 
06. (ANS - Técnico Administrativo - FUNCAB) Quando o protocolo movimenta o processo, enviando 
o documento ao seu destinatário, localizado nas unidades internas da instituição, ele está executando a 
atividade de: 
(A) despacho. 
(B) expedição. 
(C) tramitação. 
(D) diligência. 
(E) distribuição. 
 
07. (TRE/AL - Técnico Judiciário da Área Administrativa - FCC) Aos serviços de protocolo cabe, 
entre outras atividades, 
(A) acondicionar documentos de valor histórico. 
(B) cuidar da tramitação dos documentos. 
(C) armazenar documentos em fase intermediária. 
(D) estabelecer regras de acesso aos documentos. 
(E) aprovar tabelas de temporalidade de documentos. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02. E / 03. D / 04.A / 05. B / 06. E / 07. B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
O protocolo é o setor responsável por um conjunto de operações, sendo estes: recebimento, registro, 
distribuição e movimentação dos documentos em curso. 
 
02. Resposta: E 
Idem ao 01. O protocolo é o setor responsável por um conjunto de operações, sendo estes: 
recebimento, registro, distribuição e movimentação dos documentos em curso. 
 
03. Resposta: D 
Idem ao 01. O protocolo é o setor responsável por um conjunto de operações, sendo estes: 
recebimento, registro, distribuição e movimentação dos documentos em curso. 
 
04. Resposta: A 
Atividades de Controle: 
• recebimento; 
• classificação; 
• registro; 
• autuação; 
• distribuição; 
• movimentação (trâmite, fluxo); 
• expedição. 
 
05. Resposta: B 
Metadados são informações. Logo, a identificação dessas informações para uma posterior 
recuperação é denominada registro. 
 
 
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76 
 
06. Resposta: E 
Distribuição: é a ação e o efeito de dividir algo entre destinatários, dar a algo o destino conveniente. 
Enviar documento ao seu destinatário, localizado nas unidades internas da instituição. 
 
07. Resposta: B 
Várias instituições possuem um setor que é destinado a recepção das correspondências e demais 
documentos. No Brasil, em toda organização pública é possível encontrar um setor responsável pelo 
registro e distribuição das correspondências produzidas e recebidas, e pela protocolização dos processos 
e sua tramitação. Na área administrativa, esse setor é conhecido como protocolo ou Protocolo e 
Arquivo, ou Protocolo e Expedição. 
 
 
 
DOCUMENTOS 
 
É toda informação registrada em um suporte material, suscetível de ser utilizada para consulta, estudo, 
prova e pesquisa, pois comprovam fatos, fenômenos, formas de vida e pensamentos do homem numa 
determinada época ou lugar. 
 
Conceito 
 
Todo documento é uma fonte de informação como, por exemplo: o livro, a revista, o jornal, o 
manuscrito, a fotografia, o selo, a medalha, o filme, o disco, a fita magnética etc. 
Um documento é qualquer meio que comprove a existência de um fato, a exatidão ou a verdade de 
uma afirmação. É uma unidade de registro de informação independente do suporte utilizado. 
Juridicamente, os documentos podem ser considerados como atos, cartas ou escritos que carregam um 
valor probatório. Os documentos preservados pelo arquivo podem ser classificados por diferentes tipos 
em vários suportes. 
Segundo Ramos31, “os documentos são informações registradas em qualquer suporte (papiro, 
pergaminho, papel, disquete, cd, dvd, etc.) e podem ser de gênero textual, iconográfica, audiovisual, 
cartográfico, etc., sendo produzidos em decorrência de uma atividade com a finalidade de cumprir uma 
função”. O papel de um arquivo é guardar a documentação e fornecer as informações, que estão contidas 
em seu acervo, aos interessados de maneira rápida e segura. 
 
Documento de Arquivo 
 
São documentos que contêm uma informação seja qual for a data, forma e suporte material, produzidos 
ou recebidos por qualquer serviço ou organismo público ou privado, no exercício de sua atividade. Em 
resumo, um documento é constituído por um suporte ou peça e por um conteúdo (a informação nele 
registrada). (ROUSSEAU; COUTURE, 1994, p.137). 
 
Finalidade 
A finalidade dos documentos é servir de prova, segundo Rousseau e Couture (1994, p.157) na idade 
média documentos eram conservados unicamente por causa do seu valor. Na idade moderna, continua 
a ser esta a razão que justifica a conservação de muitos documentos, para se provar ou pôr em evidência 
um direito ou uma obrigação. 
Assim são todos os que produzidos e/ou recebidos por uma pessoa física ou jurídica, pública ou 
privada, no exercício de suas atividades, constituem elementos de prova ou de informação. Formam um 
conjunto orgânico, refletindo as atividades a que se vinculam,expressando os atos de seus produtores 
no exercício de suas funções. Assim, a razão de sua origem ou a função pela qual são produzidos é que 
determina a sua condição de documento de arquivo e não a natureza do suporte ou formato. 
 
 
 
 
31 RAMOS, J. T. M. Diagnóstico da massa documental arquivística produzida e acumulada pela biblioteca universitária da universidade federal de minas gerais. 
Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Ciências da Informação. Belo Horizonte, 2011. 
A documentação: conceito e importância, processos, tramitação. 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
77 
 
Documentos Públicos 
 
São todos os documentos de qualquer suporte ou formato, produzidos e/ou recebidos por um órgão 
governamental na condução de suas atividades. São também documentos públicos aqueles produzidos 
e/ou recebidos por instituições de caráter público e por entidades privadas responsáveis pela execução 
de serviços públicos. 
 
GESTÃO DE DOCUMENTOS 
 
A gestão de documentos (também chamada de administração de documentos) é um processo 
essencial no andamento da organização. É necessário estabelecer uma série de práticas que garanta a 
organização e preservação de arquivos, para que a empresa possa tomar decisões, recuperar 
informações e preservar a memória dos arquivos. 
Segundo Ramos32, “os documentos são informações registradas em qualquer suporte (papiro, 
pergaminho, papel, disquete, cd, dvd, etc.) e podem ser de gênero textual, iconográfico, audiovisual, 
cartográfico, etc., sendo produzidos em decorrência de uma atividade com a finalidade de cumprir uma 
função”. O papel de um arquivo é guardar a documentação e fornecer as informações, que estão contidas 
em seu acervo, aos interessados de maneira rápida e segura. 
O gerenciamento de documentos arquivísticos assegura à empresa ter um maior controle sobre as 
informações que produzem e/ou recebem, racionalizar o layout onde os documentos são guardados, 
desenvolver as atividades com maior rapidez e eficiência e melhorar o atendimento aos clientes. 
De acordo com o art. 3º da Lei nº 8.159/91, referente à política nacional de arquivos públicos e privados, 
é considerado gestão de documentos “o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à 
sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente”33. 
 
Lembre-se! A gestão ocorre nas fases: corrente e intermediária 
 
 
 
Finalidade 
- Possibilitar a produção, administração, controle e manutenção do conjunto documental de forma 
racional, econômica e eficiente; 
- Viabilizar a recuperação da informação através de ferramentas tecnológicas modernas que facilitam 
a localização e utilização da informação com eficiência, rapidez e precisão; 
- Preservar a memória institucional; 
- Otimizar o uso da informação independente da natureza do suporte. 
O progresso da ciência, o surgimento de inovações tecnológicas e o grande volume de documentos 
culminaram na necessidade de medidas administrativas voltadas ao gerenciamento de arquivos, ou seja, 
a gestão documental, pois é através dela que o elemento essencial do documento, a informação, pode 
ser recuperada de forma rápida, econômica e eficaz, otimizando os recursos humanos, materiais e físicos, 
e interferindo positivamente na organização e administração de arquivos. 
 
 
 
 
 
32 RAMOS, J. T. M. Diagnóstico da massa documental arquivística produzida e acumulada pela biblioteca universitária da universidade federal de minas gerais. 
Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Ciências da Informação. Belo Horizonte, 2011. 
33 Palácio do Planalto. Lei nº 8.159, de 8 de Janeiro de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8159.htm>. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
78 
 
Organização e Administração de Arquivos 
 
Os resultados satisfatórios de uma eficiente organização e administração de arquivos de qualquer 
organismo/instituição estão diretamente relacionados ao emprego indispensável de: 
- Política interna que reconheça a importância do arquivo na estrutura da empresa; 
- Ferramentas apropriadas; 
- Redução do tempo de arquivamento; 
- Profissionais qualificados; 
- Instrumentos de controle e monitoramento do armazenamento e tráfego documental e; 
- Instalações físicas apropriadas, compatíveis com o acervo documental. 
 
Objetivos 
- Redução de custos com a administração e manutenção do acervo; 
- Padronização dos sistemas e métodos de arquivamento; 
- Aproveitamento adequado e ganho de espaço físico; 
- Maior controle da massa documental; 
- Sigilo das informações; 
- Preservação e conservação dos documentos; 
- Recuperação rápida e eficiente das informações. 
 
Para Marilena Leite Paes34, a organização e administração de arquivos compreendem 4 etapas, são 
elas: 
 
1º) Levantamento de Dados 
Pressupõe o conhecimento da estrutura da organização e a coleta de informações a respeito: 
• Do funcionamento dos órgãos internos; 
• Do trâmite documental; 
• Dos sistemas e métodos de arquivamento utilizados; 
• Da entrada e expedição de documentos; 
• Do manuseio, acondicionamento e armazenamento dos arquivos; 
• Da disponibilização do acervo mediante consulta e empréstimo; 
• Do gênero e espécie dos documentos existentes; 
• Do volume dos documentos arquivados; 
• Da tecnologia empregada na reprodução e conservação dos documentos; 
• Das normas e legislação arquivística empregadas na instituição etc. 
 
2º) Análise dos Dados Coletados 
Faz-se um diagnóstico de arquivo, ou seja, a análise de toda documentação de arquivo, identificando 
falhas e fatores que contribuem para o mau funcionamento do arquivo. 
 
3º) Planejamento 
Etapa que compreende a elaboração de um plano de arquivo (plano arquivístico) levando-se em 
consideração: 
• As instituições físicas e equipamentos empregados; 
• Elaboração de um projeto de arquivo; 
• Os recursos humanos e financeiros; 
• Os sistemas e métodos de arquivamento que serão utilizados; 
• O lugar ocupado pelo arquivo no organograma da instituição, etc. 
 
4º) Implantação e Acompanhamento 
Finalizando o processo de organização e administração de arquivos, é a etapa responsável pela 
execução do que foi planejado, nessa fase: 
• Leva-se ao conhecimento do corpo administrativo e operacional da instituição a necessidade de se 
adequar aos novos procedimentos referentes ao manuseio/trato de documentos desde a sua 
criação/recepção até a eliminação/descarte; 
• Qualificam-se, através de cursos e treinamentos, pessoas que lidam, direta ou indiretamente, com os 
arquivos; 
 
34 Marilena Leite Paes. Arquivo. Teoria e Prática.2007. 
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79 
 
• Acompanha-se periodicamente a implementação e execução do planejamento; 
• Por fim, elabora-se o manual de arquivo, respeitando a legislação pertinente e as necessidades da 
instituição. 
 
Questões 
 
01. (FCP - Documentação - CETRO) O processo administrativo que permite analisar e controlar 
sistematicamente, ao longo de seu ciclo de vida, a informação registrada que se produz, recebe, mantém 
ou utiliza uma organização, em consonância com sua missão, objetivos e operações, denomina-se 
(A) Gestão da Informação. 
(B) Gestão de Depósito. 
(C) Gestão do Conhecimento. 
(D) Gênero Documental. 
(E) Gestão de Documentos. 
 
02. (UnB/Cespe - STM) Em relação a gestão de documentos na esfera pública, julgue os itens 
subsequentes. A fase de utilização refere-se às atividades de controle, organização e acesso a 
documentos em fase corrente, incluindo-se arquivamento, recuperação e descarte de documentos e 
informações. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. (CNMP - Analista do CNMP - FCC) O Dicionário brasileiro de terminologia arquivística admite, 
como equivalente de gestão de documentos, a expressão 
(A) administração de documentos. 
(B) gestãoda informação. 
(C) gerenciamento de arquivos. 
(D) organização documentária. 
(E) gestão de dados arquivísticos. 
 
04. CNMP - Analista do CNMP - FCC) Na implantação de programas de gestão de documentos no 
Brasil, um dos maiores problemas enfrentados pelos arquivistas tem sido 
(A) a escassez de regulamentos do Conselho Internacional de Arquivos. 
(B) o volume das massas documentais acumuladas no serviço público. 
(C) a dificuldade de avaliar documentos depositados nos arquivos permanentes. 
(D) os empecilhos legais quanto às transferências entre fundos. 
(E) a vigência de normas interestaduais de destinação. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02. ERRADO / 03. A / 04. B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
O gerenciamento de documentos arquivísticos assegura à empresa ter um maior controle sobre as 
informações que produzem e/ou recebem, racionalizar o layout onde os documentos são guardados, 
desenvolver as atividades com maior rapidez e eficiência e melhorar o atendimento aos clientes. 
De acordo com o art. 3º da Lei nº 8.159/91, referente à política nacional de arquivos públicos e privados, 
é considerado gestão de documentos “o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à 
sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente”35. 
 
02. Resposta: Errado 
Questão interessante. Existem dois erros: as atividades mencionadas (controle, organização e acesso) 
não são exclusivas dos documentos nos arquivos correntes. Devemos incluir também os documentos que 
estão guardados temporariamente nos arquivos intermediários (esta fase contempla o gerenciamento dos 
arquivos de 1a e 2a idades). 
 
35 Palácio do Planalto. Lei nº 8.159, de 8 de Janeiro de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8159.htm>. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
80 
 
03. Resposta: A 
Gestão de documentos=Conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, 
tramitação, uso, avaliação e arquivamento (1, 2) de documentos em fase corrente e intermediária, visando 
sua eliminação ou recolhimento (1, 2) para guarda permanente. Também referida como administração de 
documentos. 
 
04. Resposta: B 
A massa documental acumulada vem sendo um dos maiores problemas nas instituições públicas 
devido à falta de uma gestão documental eficiente. 
 
 
 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
 
A necessidade do homem travar relações sociais fez com que houvesse a necessidade do surgimento 
do Direito, criadas por meio de um Estado organizado, que vise a justiça e a paz social. 
O Direito divide-se em Direito Público e Privado. O primeiro tem por finalidade a regulação dos 
interesses da sociedade como um todo, composto por normas que visam disciplinar as relações jurídicas. 
Tutela-se o interesse público, que apenas atingirá as condutas individuais de forma indireta ou reflexa. 
São partes integrantes do direito público o Direito Constitucional, o Direito Tributário, o Direito Penal, 
o Direito Processual Civil e o Direito Administrativo, entre outros. 
O direito privado irá regular o interesse dos particulares, protegendo as relações existentes entre os 
particulares, possibilitando o convívio das pessoas em sociedade, com fruição harmoniosa e utilização de 
seus bens. Ele se baseava na igualdade jurídica entre as pessoas tratadas nas relações regidas. 
O ramo do Direito Administrativo é um dos ramos do Direito Público, já que rege a organização e o 
exercício de atividades do Estado, visando os interesses da coletividade. 
O direito administrativo teve origem na França. Foi construído entre a Administração e os 
administrados, devido à jurisprudência de um órgão conhecido como Conselho de Estado. Este órgão é 
alheio ao Poder Judiciário. 
Sobrevindo a Revolução Francesa, como o período histórico era o da Monarquia Absoluta, não 
existiam disposições legais que pudessem sancionar o comportamento do Estado com relação aos 
administrados. Devido a isso, foi extremamente necessário a existência de um novo direito, pois as 
normas do direito eram precárias. 
Em suma, o conteúdo do Direito Administrativo possui variação no tempo e no espaço, de acordo com 
o Estado adotado. O Estado de Polícia visa assegurar a ordem pública. Fala-se em bem-estar social, em 
que o Estado não se limita com a manutenção da ordem pública, mas com o desenvolvimento de inúmeras 
atividades na área da saúde, assistência, previdência social, saúde e cultura, de maneira a desenvolver 
o bem-estar coletivo. Além disso, a substituição do Estado liberal, baseado na liberdade de iniciativa, pelo 
Estado-Providência aumentou, em muito, a atuação estatal no domínio econômico, criando novo 
aparelhamento de ação do poder público, tanto para disciplinar e fiscalizar a iniciativa privada, com 
embasamento no poder de polícia do Estado, quer para exercer atividade econômica, diretamente, na 
qualidade de empresário. 
 
Conceito 
 
Pode-se dizer que direito administrativo é o conjunto dos princípios jurídicos que tratam da 
Administração Pública, suas entidades, órgãos, agentes públicos, enfim, tudo o que diz respeito à maneira 
de se atingir as finalidades do Estado. Assim, tudo que se refere à Administração Pública e a relação 
entre ela e os administrados e seus servidores, é regrado e estudado pelo Direito Administrativo. 
Dessa forma, podemos afirmar que a Administração Pública se encontra num patamar superior ao 
particular, diferentemente do Direito Privado, onde as partes estão em igualdade de condições. 
Celso Antônio Bandeira de Mello36 enfatiza a ideia de função administrativa: “o direito administrativo é 
o ramo do direito público que disciplina a função administrativa, bem como pessoas e órgãos que a 
exercem” 
 
36 MELLO, Celso Antônio Bandeira de apud Mazza Alexandre, Manual de Direito Administrativo, 4ª edição, editora Saraiva, 2014. 
Direito Administrativo: Conceito. 
 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
81 
 
Hely Lopes Meirelles37, por sua vez, destaca o elemento finalístico na conceituação: os órgãos, agentes 
e atividades administrativas como instrumentos para realização dos fins desejados pelo Estado. Vejamos: 
“o conceito de Direito Administrativo Brasileiro, para nós, sintetiza-se no conjunto harmônico de princípios 
jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar concreta, direta 
e imediatamente os fins desejados pelo Estado”. 
 
Questões 
 
01. (TRE/PE - Analista Judiciário - Área Administrativa – CESPE/2017). O direito administrativo é 
(A) um ramo estanque do direito, formado e consolidado cientificamente. 
(B) um ramo do direito proximamente relacionado ao direito constitucional e possui interfaces com os 
direitos processual, penal, tributário, do trabalho, civil e empresarial. 
(C) um sub-ramo do direito público, ao qual está subordinado. 
(D) um conjunto esparso de normas que, por possuir características próprias, deve ser considerado de 
maneira dissociada das demais regras e princípios. 
(E) um sistema de regras e princípios restritos à regulação interna das relações jurídicas entre agentes 
públicos e órgãos do Estado. 
 
02. (PC/PE - Escrivão de Polícia – CESPE/2016). Assinale a opção correta a respeito de direito 
administrativo. 
(A) A administração exerce atividade política e discricionária. 
(B) A administração pública é o objeto precípuo do direito administrativo. 
(C) O âmbito espacial de validade da lei administrativa não está submetido ao princípio da 
territorialidade. 
(D) As instruções normativas podem ser expedidas apenas por ministros de Estado para a execução 
de leis, decretos e regulamentos. 
(E) O regimento administrativo obriga os particulares em geral. 
 
03. (PC/PE - Escrivão de Polícia – CESPE/2016). Acerca de conceitos inerentes ao direito 
administrativo e à administração pública, assinale a opção correta. 
(A) O objeto do direito administrativosão as relações de natureza eminentemente privada. 
(B) A divisão de poderes no Estado, segundo a clássica teoria de Montesquieu, é adotada pelo 
ordenamento jurídico brasileiro, com divisão absoluta de funções. 
(C) Segundo o delineamento constitucional, os poderes do Estado são independentes e harmônicos 
entre si e suas funções são reciprocamente indelegáveis. 
(D) A jurisprudência e os costumes não são fontes do direito administrativo. 
(E) Pelo critério legalista, o direito administrativo compreende os direitos respectivos e as obrigações 
mútuas da administração e dos administrados. 
 
04. (STJ - Técnico Judiciário – Administrativa – CESPE). Julgue o item seguinte, acerca do direito 
administrativo e da prática dos atos administrativos. 
Conceitualmente, é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto de normas 
jurídicas de direito público que disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos 
direitos fundamentais da coletividade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01.B/ 02.B/ 03.C/ 04. Certo 
 
Comentários 
 
01. Resposta: B 
De acordo com José dos Santos Carvalho Filho 
"O estudo moderno do Direito não mais comporta a análise isolada e estanque de um ramo jurídico. 
Na verdade, o Direito é um só; são as relações jurídicas que podem ter diferente natureza. Assim, embora 
 
37 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 27ª edição. São Paulo: Malheiros,2002. 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
82 
 
de forma sucinta, é cabível indicar algumas linhas em que o Direito Administrativo se tangencia com 
outras disciplinas jurídicas" 
 
02. Resposta: B 
MEDAUAR indica que a Administração Pública é o objeto precípuo do direito administrativo e se 
encontra inserida no Poder Executivo. Dois são os ângulos em que a mesma pode ser considerada, 
funcional ou organizacional 
 
03. Resposta: C 
Os poderes de Estado, na clássica tripartição de Montesquieu, são: o Legislativo, o Executivo e o 
Judiciário, independentes e harmônicos entre si e com suas funções reciprocamente indelegáveis (CF, 
art. 2º). 
 
04. Resposta: Certo 
Segundo o professor Hely Lopes Meirelles, o Direito Administrativo é o "conjunto harmônico de 
princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas tendentes a realizar 
concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado. 
 
 
 
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
A expressão “Administração Pública” abrange diversas concepções. Inicialmente, temos 
Administração Pública em sentido amplo (lato sensu), como o conjunto de órgãos de governo (com função 
política de planejar, comandar e traçar metas) e de órgãos administrativos (com função administrativa, 
executando os planos governamentais). 
E no sentido estrito (stricto sensu), podemos definir Administração Pública, como o conjunto de órgãos, 
entidades e agentes públicos que desempenham a função administrativa do Estado. Ou seja, num sentido 
estrito, a Administração Pública é representada, apenas, pelos órgãos administrativos. 
 
 
 
ÓRGÃOS PÚBLICOS 
 
Dentro do conceito de Administração Pública Direta, temos os órgãos públicos. Mas o que são esses 
órgãos? Temos vários significados, até chegar ao conceito de órgão para o Direito Administrativo 
brasileiro. Vejamos: 
Em sentido corriqueiro, as pessoas entendem como órgão qualquer instituição que faça parte da 
Administração Pública. Ministério é um órgão, o Supremo Tribunal Federal é outro, a Petrobras é outro, 
a ECT, o BRB... 
O cidadão comum não tem a noção técnica e entende por órgão qualquer instituição que faça parte da 
estrutura administrativa, independentemente de sua posição dentro dessa estrutura. O cidadão não tem 
esse discernimento de estabelecer o que são órgãos para o exercício das funções administrativas. Então 
ele usa um conceito de órgão em sentido amplo. 
Se buscarmos em nossa Constituição, veremos uma curiosidade: quando trata da estrutura do Poder 
Legislativo, ela não fala em órgãos. Fala que a função legislativa é exercida através do Congresso 
Nacional, mas não o chama de órgão. Igualmente menciona que o Tribunal de Contas da União exerce a 
Administração Pública (órgãos e agentes públicos). 
 
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83 
 
função constitucional de fiscalização orçamentária, financeira, contábil, patrimonial e operacional, mas 
sem chamá-lo de órgão. 
Com o Poder Executivo, a Constituição não fala também em órgãos, se limita a mencionar apenas 
Presidência da República e os Ministérios. 
Entretanto, com relação ao Poder Judiciário há sim menção aos órgãos! É o que dispõe o art. 92 da 
CF/88: 
 
Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário: 
I - o Supremo Tribunal Federal; 
I-A o Conselho Nacional de Justiça; 
II - o Superior Tribunal de Justiça; 
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; 
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; 
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; 
VI - os Tribunais e Juízes Militares; 
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. [...] 
 
Inclui até os juízes como órgãos. Assim, Juiz, na concepção constitucional, é tratado como órgão do 
Poder Judiciário. Curiosamente, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Advocacia Pública são 
tratados como instituições. Mas, quando se trata do Conselho de Defesa Nacional e da República, a 
Constituição usa a expressão “órgão”. 
Deste modo, podemos observar que a Constituição não permite o estabelecimento de um conceito 
jurídico de órgãos, pois é desuniforme nesse aspecto. As únicas ocasiões em que se usa a expressão 
“órgão” ou “órgãos” são para o Conselho da República, para o Conselho de Defesa Nacional, e no Título 
do Poder Judiciário, no art. 92. 
No Direito Financeiro, damos uma conceituação diferente. Órgãos são somente as instituições que 
integram o mais alto grau e nível hierárquico dos poderes. O conceito de órgão para fins de orçamento é 
mais restrito. Presidência da República e Ministérios, por exemplo, na área do Poder Executivo. Na área 
do Poder Legislativo temos: a Câmara dos Deputados, Senado Federal e Tribunal de Contas da União 
no Legislativo, e no Judiciário temos: os juízes e Tribunais. 
Contudo, para o Direito Administrativo, o juiz é, na realidade, agente público, e não órgão! 
Constitucionalmente, entretanto, é tratado como se órgão fosse. 
Assim mostramos a desuniformidade na expressão “órgão” nas normas positivas. Todavia o que nos 
interessa aqui é o conceito de órgão para efeito de Direito Administrativo. 
Pode-se definir o órgão público como uma unidade que congrega atribuições exercidas pelos agentes 
públicos que o integram com o objetivo de expressar a vontade do Estado. 
Na realidade, o órgão não se confunde com a pessoa jurídica, embora seja uma de suas partes 
integrantes; a pessoa jurídica é o todo, enquanto os órgãos são parcelas integrantes do todo. O órgão 
também não se confunde com a pessoa física, o agente público, porque congrega funções que este vai 
exercer. Conforme estabelece o artigo 1º, § 2º, inciso I, da Lei nº 9.784/99, que disciplina o processo 
administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, órgão é "a unidade de atuação integrante da 
estrutura da Administração direta e da estrutura da Administração indireta". Isto equivale a dizer que o 
órgão não tem personalidade jurídica própria, já que integra a estrutura da Administração Direta, ao 
contrário da entidade, que constitui “unidade de atuação dotada de personalidade jurídica” (inciso II do 
mesmo dispositivo); é o caso das entidades da Administração Indireta (autarquias, fundações, empresas 
públicas e sociedades de economia mista). 
Nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello, os órgãos: "nada mais significam que círculos de 
atribuições, os feixes individuais de poderes funcionais repartidos no interior da personalidade estatal e 
expressados através dos agentes neles providos". 
Embora os órgãos não tenhampersonalidade jurídica, eles podem ser dotados de capacidade 
processual. A doutrina e a jurisprudência têm reconhecido essa capacidade a determinados órgãos 
públicos, para defesa de suas prerrogativas. 
Nas palavras de Hely Lopes Meirelles, "embora despersonalizados, os órgãos mantêm relações 
funcionais entre si e com terceiros, das quais resultam efeitos jurídicos internos e externos, na forma legal 
ou regulamentar. E, a despeito de não terem personalidade jurídica, os órgãos podem ter prerrogativas 
funcionais próprias que, quando infringidas por outro órgão, admitem defesa até mesmo por mandado de 
segurança". 
Por sua vez, José dos Santos Carvalho Filho, depois de lembrar que a regra geral é a de que o órgão 
não pode ter capacidade processual, acrescenta que "de algum tempo para cá, todavia, tem evoluído a 
1588124 E-book gerado especialmente para LUCAS ZANOTTO CLAUDIO
 
84 
 
ideia de conferir capacidade a órgãos públicos para certos tipos de litígio. Um desses casos é o da 
impetração de mandado de segurança por órgãos públicos de natureza constitucional, quando se trata 
da defesa de sua competência, violada por ato de outro órgão". 
Também a jurisprudência tem reconhecido capacidade processual a órgãos públicos, como Câmaras 
Municipais, Assembleias Legislativas, Tribunal de Contas. Mas a competência é reconhecida apenas para 
defesa das prerrogativas do órgão e não para atuação em nome da pessoa jurídica em que se integram. 
A criação e a extinção dos órgãos públicos ocorre por meio de de lei, conforme se extrai da leitura 
conjugada dos arts. 48, XI, e 84, VI, a, da Constituição Federal, com alteração pela EC n.º 32/2001.6 E, 
em regra, a iniciativa para o projeto de lei de criação dos órgãos públicos é do Chefe do Executivo, na 
forma do art. 61, § 1.º, II, e, da CRFB, também alterada pela citada Emenda Constitucional. 
Entretanto, em alguns casos, a iniciativa legislativa é atribuída, pelo texto constitucional, a outros 
agentes públicos, como ocorre, por exemplo, em relação aos órgãos do Poder Judiciário (art. 96, II, c e 
d, da CRFB) e do Ministério Público (127, § 2.º), cuja iniciativa pertence aos representantes daquelas 
instituições. 38 
Trata-se do princípio da reserva legal aplicável às técnicas de organização administrativa 
(desconcentração para órgãos públicos e descentralização para pessoas físicas ou jurídicas). 
Atualmente, no entanto, não é exigida lei para tratar da organização e do funcionamento dos órgãos 
públicos, já que tal matéria pode ser estabelecida por meio de decreto do Chefe do Executivo (art. 84, VI, 
a, da CRFB). 
Excepcionalmente, a criação de órgãos públicos poderá ser instrumentalizada por ato administrativo, 
tal como ocorre na instituição de órgãos no Poder Legislativo, na forma dos arts. 51, IV, e 52, XIII, da 
CRFB. 
Neste contexto, vemos que os órgãos são centros de competência instituídos para praticar atos e 
implementar políticas por intermédio de seus agentes, cuja conduta é imputada à pessoa jurídica. Esse é 
o conceito administrativo de órgão. É sempre um centro de competência, que decorre de um processo de 
desconcentração dentro da Administração Pública. 
 
Natureza dos Órgãos 
 
Temos algumas teorias para responder. A teoria subjetiva confunde órgãos com agentes. Os órgãos 
são os próprios agentes. Significa que, uma vez morto o agente, morto o órgão. A teoria objetiva, por 
sua vez, confunde órgão com funções, um complexo de funções. Mas o órgão não tem vontade própria, 
então não poderia, por si mesmo, traduzir as funções. A teoria mista, que é uma combinação das duas 
anteriores, peca pelas próprias críticas dirigidas às teorias anteriores. Se os agentes desaparecem e os 
órgãos não têm vontade própria para serem realizadas, não há que se falar em teoria subjetiva ou objetiva. 
A outra questão é: qual seria a natureza jurídica da relação que se processa entre agentes e os órgãos 
públicos? Aqui temos outras três teorias: do mandato ou do contrato, em que o Estado confere mandato 
para que os agentes façam seus trabalhos, o que é uma teoria não aceita porque os órgãos não têm 
vontade própria, então não podem estabelecer procuração para que os agentes ajam em seu nome. Há 
também a teoria da representação, que vem do Direito Civil, Direito que fornece várias bases para o 
Direito Administrativo. Essa teoria equipara o funcionamento dos órgãos aos incapazes no Direito Civil. 
Tutores e curadores são representados. Não tem mais sustentação pelo fato de que, se acontecesse, 
isso implicaria na impossibilidade da responsabilização do Estado em função de sua incapacidade. Não 
dá para colocar essa relação como sendo de representação equiparada ao direito privado em função 
daquilo que se faz para que os atos da vida civil daqueles que não podem se representar, que são 
submetidos à tutela e curatela, a ser desempenhada por outra pessoa, em regra por designação judicial. 
No Estado não há nenhuma designação judicial para que agentes públicos representem a Administração 
Pública. 
A teoria que ganhou importância foi a da imputação, vinda da Alemanha. É a teoria do órgão. Diz que 
a conduta dos agentes públicos são imputadas sempre à pessoa jurídica a que pertencem, para que a 
responsabilização se faça contra o próprio Estado, e, se for o caso, depois por ação de regresso contra 
o próprio agente público. É a teoria que está na base da teoria da responsabilidade objetiva do Estado, 
no art. 37, § 6º da nossa Constituição. 
 
§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos 
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito 
de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
38 Oliveira, Rafael Carvalho Rezende, Administração Pública, Concessões e Terceiro Setor, editora: Método, 3ª edição, 2015. 
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É a chamada teoria da responsabilidade objetiva do Estado, em que a conduta do agente público é 
imputada ao próprio Estado. Isso é praticamente sacramentado na doutrina. 
Assim, chegamos ao conceito técnico-doutrinário de órgão: centros de competência instituídos para o 
desempenho de funções estatais, por intermédio de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa 
jurídica que pertencem. 
Resumindo todo o exposto, vamos repassar as teorias explicativas da relação entre os agentes e 
órgãos públicos. 
- Teoria do contrato ou do mandato, segundo a qual o Estado conferiria mandato para que o agente 
atue em seu nome; não é aceita porque o Estado não tem vontade própria; 
- Teoria da representação, segundo a qual o Estado seria representado pelos seus agentes, numa 
relação como se fosse de tutela ou curatela, com consequente irresponsabilidade do Estado, motivo pelo 
qual não é aceita; 
- Teoria da Imputação, pela qual a conduta dos agentes públicos é sempre imputada à pessoa jurídica 
a que pertencem. 
Dessa observação, podemos estabelecer algumas características que se colocam para órgão público. 
O importante é que tenhamos em vista que o conceito de órgão público em Direito Administrativo é 
referente à Administração Pública direta. 
 
Características dos órgãos públicos 
 
Órgãos, se tomados no sentido de Administração Direta ou integrante da Administração, não são 
pessoas jurídicas, portanto não têm patrimônio público, e suas receitas não são próprias. Muitas vezes 
se fala em receitas públicas, que pertencem aos órgãos a que estão relacionados. União, estados, 
municípios e Distrito Federal. Órgão da Administração Direta não tem nem patrimônio próprio. O que é 
adquirido irá integrar um patrimônio que pertence ao ente jurídico, e não é dele. O órgão não pode dispor 
daquele patrimônio. Portanto a alienação de bens tem que ser precedida de autorização legislativa, com 
avaliação dos bens. 
Os órgãos atuam através de mandato, com relação interpessoal entre vários deles. 
Outra característica que tiramosdos órgãos públicos em consequência disso é a incapacidade 
processual do órgão. Não pode propor ações em juízo, e, em regra, existe sempre algum órgão que irá 
defendê-lo. É o caso das Advocacias Públicas. Advocacia-Geral da União, por exemplo. O órgão por si 
mesmo não tem capacidade processual. Então as ações têm que ser propostas contra o ente político a 
que pertencem. 
Terceira observação: os órgãos obedecem ao princípio da hierarquia, e estão colocados por 
desconcentração, representados por uma pirâmide, com um chefe que é o comandante em função da 
hierarquia. Temos, portanto, avocação e delegação de competência, possibilidade de punição, 
estabelecimento de sanções, tudo decorrente do princípio da hierarquia. Há, entre os órgãos da 
Administração Pública, a observância rigorosa desse princípio. São essas algumas características 
principais que, em geral, a doutrina apresenta para os órgãos. Há outra questão que é relacionada à 
possibilidade de alguns órgãos possuírem, por disposição legal, autonomia administrativa, financeira, e 
orçamentária. 
O Decreto-lei 200 estabelece, no art. 172, a possibilidade de alguns órgãos da Administração Pública 
gozarem de autonomia financeira e orçamentária. Eram órgãos autônomos, essa era a denominação. Os 
órgãos em posição hierárquica superior podem baixar regimentos, mas nem todos têm autonomia 
administrativa. E financeira no sentido de terem receitas próprias sem que passem, necessariamente, 
pelo ente político. 
 
Art. 172. O Poder Executivo assegurará autonomia administrativa e financeira, no grau conveniente 
aos serviços, institutos e estabelecimentos incumbidos da execução de atividades de pesquisa ou ensino 
ou de caráter industrial, comercial ou agrícola, que por suas peculiaridades de organização e 
funcionamento, exijam tratamento diverso do aplicável aos demais órgãos da administração direta, 
observada sempre a supervisão ministerial. 
 
Foi esse dispositivo que, concedia, no passado, por decreto, autonomia a alguns órgãos em função de 
suas peculiaridades, principalmente na década de 70, ao lado da descentralização administrativa pela 
que passou o poder na área federal. Exemplo: Departamento de Imprensa Nacional. Essas receitas são 
da União, mas era revertido ao próprio departamento que não as recolhia. Tinha autonomia financeira. 
Outro exemplo que acontecia no passado eram as antigas rádios e TVs nacionais, que depois 
passaram a fazer parte da Radiobrás e da TV Brasil. Existe ali pagamento de cachês a artistas, e esses 
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veículos geram receita própria pela atividade comercial. Infelizmente esse tipo de situação desapareceu. 
A gráfica do Senado Federal vende publicações técnicas. O art. 172 não está prejudicado, e continua 
vigorando para a área federal. 
Hoje são apenas os Poderes, estes com autonomia garantida pela Constituição, além de poucas 
exceções em que os órgãos da Administração Direta gozam de autonomia financeira. 
 
Demais classificações dos órgãos públicos 
 
Há outras classificações dos órgãos colocadas pela doutrina, mas não há nenhuma disposição de 
Direito Administrativo. 
Temos um critério que tem em vista a localização institucional do órgão junto às suas pessoas jurídicas 
políticas. Podem ser: 
- Federais; 
- Municipais; 
- Estaduais; 
- do Distrito Federal. 
Uma segunda classificação, quanto ao poder decisório, colocada pela doutrina também. Nela, temos 
os órgãos independentes, com poderes harmônicos e independentes entre si. Art. 2º da Constituição: 
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o 
Judiciário. 
 
Congresso Nacional é constituído pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O Tribunal de 
Contas da União também pode ser colocado aqui, muito embora não seja, administrativamente, órgão 
integrante do Poder Legislativo. Às vezes existe essa confusão, pois a Constituição de 1967 dizia que o 
TCU era órgão auxiliar do Poder Legislativo. A Constituição atual não fala isso; O Tribunal de Contas 
exerce uma função de auxiliar o Poder Legislativo na tarefa de fiscalização dos atos do Poder Executivo 
e dos demais poderes. 
No Poder Judiciário são órgãos independentes os Tribunais. 
Dentro do Poder Executivo o órgão independente é só a Presidência da República. Uma coisa curiosa 
é que, no Direito Financeiro, em termos de lei orçamentária atual, a Advocacia-Geral da União pertence 
à Presidência da República. 
Temos a classificação quanto à posição que os órgãos ocupam na estrutura estatal. De acordo com 
ela, os órgãos podem ser: 
- Independentes; 
- Autônomos; 
- Superiores; 
- Subalternos. 
 
Os independentes são os órgãos cuja competência deriva da norma constitucional e não estão 
subordinados a nenhum outro. 
Os órgãos autônomos são os que estão abaixo dos independentes, têm grande poder de decisão, e 
exercem as atribuições de fixação de diretrizes políticas, como os Ministérios, Secretarias dos estados e 
municípios e do Distrito Federal. 
Depois temos os órgãos chamados superiores, que são os que também têm uma grande parcela de 
poder decisório, porém abaixo dos órgãos autônomos. Então, em geral, são as divisões e departamentos. 
Toda Administração tem uma divisão em departamentos. Hoje as agências e empresas estatais usam 
gerências, como as de recursos humanos, de finanças, etc. 
É curioso observar que a expressão órgão superior aparece designada especificamente para o 
Conselho de Defesa Nacional. É o único caso em que se tem a expressão órgão superior. Art. 89 da 
Constituição. 
Aparece aqui o Conselho da República, ao contrário do Conselho de Defesa, que é órgão de consulta. 
 
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele 
participam: 
I - o Vice-Presidente da República; 
II - o Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - o Presidente do Senado Federal; 
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados; 
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V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal; 
VI - o Ministro da Justiça; 
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados 
pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos 
Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução. 
 
Os órgãos subalternos são os que, via de regra, não tem poder decisório, e estão no final da hierarquia 
administrativa. São aqueles de atendimento ao público, portarias, bibliotecas, protocolos. Só cumprem 
decisões. 
De uma maneira geral, levando-se em conta a situação do órgão ou da estrutura estatal podemos 
classifica-los em: diretivos e subordinados. Sendo os diretivos, aqueles que detêm funções de 
comando e direção; e os subordinados, os incumbidos das funções rotineiras de execução. 
Outra classificação, bastante encontrada, é quanto ao número de órgãos. 
Em regra os órgãos são compostos e não simples. O Ministérios são compostos de vários órgãos. 
A seção de protocolo não tem, abaixo dela, nenhuma divisão. Mas, nos Ministérios, podemos ter a 
consultoria jurídica, por exemplo. Geralmente, podemos afirmar que os órgãos subalternos são simples, 
justamente por não terem subdivisões. 
Quanto à composição, os órgãos podem ser singulares ou colegiados. Os singulares são aqueles 
em que as decisões são tomadas por um único agente público. Ele tem a responsabilidade de tomar 
decisões. Nos órgãos colegiados temos decisões tomadas pela maioria de seus membros, o que leva à 
consequência de que deva haver um regimento interno. Congresso Nacional, Tribunal de Contas da 
União, Tribunais. Os Conselhos, como o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho Nacional do Ministério 
Público, o Conselho da República e o Conselho da Defesa, claro que são órgão colegiados, então há um 
regimento interno. Pode haver decisões por maioria simplesou por maioria absoluta. Como no Congresso 
Nacional, lei ordinária é aprovada por maioria simples, e lei complementar é aprovada por maioria 
absoluta. O órgão colegiado, então, tem que ter um regimento interno que contém as regras decisórias. 
Há mais classificações. Os órgãos públicos podem ser temporários ou permanentes. Normalmente 
a regra é que o órgão seja permanente. Exceção são os temporários, como as CPIs e comissões 
específicas de licitações, além das comissões de concursos públicos. 
Outra classificação encontrada é aquela entre órgãos primários, secundários e vicários. Os órgãos 
primários são os cuja atividade decorre da própria lei. Os secundários desempenham funções por 
delegação. E os vicários, que exercem competência substituindo outros órgãos. Vicário significa aquilo 
que se faz no lugar de outra coisa ou pessoa. 
Por último, uma outra classificação encontrada pela doutrina é entre órgãos ativos, consultivos e de 
controle. Órgãos ativos são os que têm poder decisório. Os consultivos são os de consulta e 
assessoramento, sem poder decisório. Como os Conselhos da República e de Defesa Nacional. 
Advocacia-Geral da União desenvolve atividades jurídicas de consulta e assessoramento do Poder 
Executivo Federal. Na verdade, representa a União judicial e extrajudicialmente, e ajuda o Poder 
Executivo e não o Presidente da República. Não cabe à AGU defender o Presidente da República fora de 
suas atribuições, como na ocasião em que ele aparece antecipadamente defendendo sua candidata na 
eleição por vir. Defende a União, e não o Presidente da República. 
Também não pode o Presidente da República chamar as Forças Armadas para defender sua fazenda, 
que é propriedade particular, contra invasores. A AGU defende o ente político, e não a pessoa do 
Presidente da República. 
Em resumo, as classificações dos órgãos públicos podem ser assim discutidas: 
 
Quanto à localização institucional do órgão junto às pessoas jurídicas políticas: 
- Federais; 
- Municipais; 
- Estaduais; 
- do Distrito Federal. 
 
Quanto à posição que os órgãos ocupam na estrutura estatal: 
- Independentes 
- Autônomos 
- Superiores 
- Subalternos 
 
 
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Quanto ao número de órgãos: 
- Simples 
- Compostos 
 
Quanto à composição: 
- Singulares 
- Colegiados 
 
Quanto à duração: 
- Temporários 
- Permanentes 
 
Quanto à origem da competência: 
- Primários 
- Secundários 
- Vicários 
 
Quanto ao poder: 
- Ativos 
- Consultivos 
- De controle 
 
Questões 
 
01. (Prefeitura de Piraúba/MG - Agente Administrativo e Auxiliar de Saúde – MS 
CONCURSOS/2017). Não é característica de um Órgão Público: 
(A) Voltado para o cumprimento de uma atividade a ser desenvolvida pelo Estado. 
(B) Composto por agentes públicos. 
(C) Possui personalidade jurídica própria. 
(D) Resulta de uma técnica de organização administrativa chamada “desconcentração”. 
 
02. (Prefeitura de Várzea Paulista/SP - Procurador Jurídico – VUNESP/2016). No tocante aos 
órgãos públicos, é correto afirmar que 
(A) a criação depende de lei, mas a extinção poderá ocorrer por meio de decreto. 
(B) somente a estruturação deverá ocorrer por meio de decreto do Chefe do Poder Executivo. 
(C) atualmente, o ordenamento jurídico exige lei para criação, estruturação e atribuições. 
(D) após alteração constitucional, a estruturação e atribuições podem ser processadas por meio de 
decreto do Chefe do Executivo. 
(E) a extinção depende de lei, mas a criação poderá ocorrer por meio de decreto. 
 
03. (Câmara Municipal de Jaboticabal/SP - Assistente Administrativo Jurídico – VUNESP). 
Órgãos públicos são unidades abstratas que sintetizam os vários círculos de atribuições do Estado, 
aqueles que expressam decisões estatais para o cumprimento dos fins da pessoa jurídica, são 
classificados como órgãos 
(A) consultivos. 
(B) de controle. 
(C) ativos. 
(D) contenciosos. 
(E) verificadores. 
 
04. (TRE/RR - Analista Judiciário - Área Judiciária – FCC). Os órgãos públicos consultivos 
(A) admitem a delegação de atribuições, porém não a avocação de atribuições. 
(B) fogem à relação hierárquica no que diz respeito ao exercício de suas funções. 
(C) são exemplos típicos de órgãos onde se exclui totalmente a interferência de órgãos superiores. 
(D) estão excluídos da hierarquia administrativa para fins disciplinares 
(E) admitem a avocação de atribuições, porém não a delegação de atribuições. 
 
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05. (Prefeitura de Taubaté /SP - Oficial de Administração – PUBLICONSULT). De acordo com o 
art. 37 da Constituição Federal, a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos 
órgãos públicos: 
(A) É terminantemente proibida no âmbito da Administração Pública, exceto para empresas públicas 
que tenham concorrência no mercado. 
(B) Poderá conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades 
ou servidores públicos, exceto durante o período de vedação eleitoral. 
(C) Poderá conter nomes, porém não símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou agentes políticos, mesmo no período de vedação eleitoral. 
(D) Não poderá, em nenhuma hipótese e em qualquer período, conter nomes, símbolos ou imagens 
que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
06. (Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Assistente Técnico Legislativo – FJG/RIO) 
Considerando-se os critérios doutrinários adotados para definir a classificação dos órgãos públicos, é 
possível afirmar que: 
(A) quanto à situação estrutural, os órgãos públicos classificam-se em diretivos e subordinados 
(B) quanto à composição, os órgãos públicos dividem-se em federais, estaduais distritais e municipais 
(C) quanto ao comportamento, os órgãos públicos classificam-se em subordinados e insubordinados 
(D) quanto à estrutura, os órgãos públicos classificam-se em simples e complexos 
 
07. (CPRM - Analista em Geociências - CESPE) Com relação à organização administrativa, julgue 
os itens que se seguem. 
Órgão público é uma unidade organizacional sem personalidade jurídica, composta de agentes e de 
competências. 
(A) Certo (B) Errado 
 
08. (TJ/SP – Advogado – VUNESP) Os órgãos situados no alto da estrutura organizacional da 
Administração Pública, logo abaixo dos órgãos independentes, podem ser classificados como: 
(A) autônomos. 
(B) subalternos 
(C) superiores 
(D) subordinados. 
(E) complexos. 
 
09. (Prefeitura de Água Branca/AL - Agente Administrativo – FAPEC). Na classificação dos órgãos 
públicos, os Ministérios são considerados: 
(A) superiores. 
(B) independentes. 
(C) subalternos. 
(D) autônomos. 
 
10. (TRF 5ª Região - Técnico Judiciário - FCC) Os órgãos públicos são 
(A) centros de competência dotados de personalidade jurídica. 
(B) os agentes públicos que desempenham as funções da Administração Pública. 
(C) centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais. 
(D) unicamente os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
(E) as pessoas, os sujeitos de direitos e obrigações, dentro da Administração Pública. 
 
Gabarito 
 
01.C/ 02.D/ 03.C/ 04.B/ 05.D/ 06.A/ 07.A/ 08.A/ 09.D/ 10.C. 
 
Comentários 
 
01. Resposta: C 
O órgão não tem personalidade jurídica própria, já que integra a estrutura da Administração Direta, ao 
contrário da entidade, que constitui “unidade de atuação dotada de personalidade jurídica” 
 
 
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02. Resposta: D 
Constituição Federal 
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
VI - dispor, mediante decreto, sobre: 
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa 
nem criação ou extinção de órgãos públicos; 
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos; 
 
03. Resposta: C 
Os órgãos ativos são os que editam atos administrativos que dão executoriedadeàs atividades 
administrativas. 
 
04. Resposta: B 
Segundo Maria Sylvia Di Pietro, "há de se observar que a relação hierárquica é acessória da 
organização administrativa. Pode haver distribuição de competências dentro da organização 
administrativa, excluindo-se a relação hierárquica com relação a determinadas atividades. É o que 
acontece, por exemplo, nos órgãos consultivos que, embora incluídos na hierarquia administrativa para 
fins disciplinares, fogem à relação hierárquica no que diz respeito ao exercício de suas funções. Trata-se 
de determinadas atividades que, por sua própria natureza, são incompatíveis com uma determinação de 
comportamento por parte do superior hierárquico". 
 
05. Resposta: D 
Art. 37, § 1º, Constituição Federal. A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas 
dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo 
constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores 
públicos. 
 
06. Resposta: A 
Quanto à situação estrutural, podemos classificar os órgãos públicos em diretivos (aqueles que detêm 
funções de comando e direção); e os subordinados (os incumbidos das funções rotineiras de execução). 
 
07. Resposta: A 
Para identificar o conceito de órgão público, no momento da prova, é importante sempre lembrar que 
este se trata de ente despersonalizado, isto é, desprovido de personalidade jurídica própria. Órgãos 
públicos não são, por outras palavras, sujeitos de direitos. Não têm aptidão jurídica para adquirir direitos 
e contrair obrigações em nome próprio. Para além dessa característica essencial, a doutrina clássica os 
define como sendo “centros de competências”. 
 
08. Resposta: A 
Considerando a classificação quanto à posição que os órgãos ocupam na estrutura estatal eles 
ocupam a seguinte posição: Independentes; Autônomos; Superiores; e Subalternos. Desta forma, logo 
abaixo dos órgãos independentes vem os órgão autônomos. 
 
09. Resposta: D 
Os órgãos subalternos são aqueles com reduzido poder decisório e predominância de atribuições 
executivas, devendo cumprir decisões e executar serviços rotineiros, que atendem aos administrados; 
são dotados de um único centro de competências ou atribuições. 
 
10. Resposta: C 
Conceitua-se órgãos públicos como centros de competência instituídos para o desempenho de funções 
estatais, por intermédio de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica que pertencem. 
 
AGENTES PÚBLICOS 
 
Agente público é a pessoa física que presta serviços às Pessoas Jurídicas da Administração Pública 
Direta ou Indireta, também são aqueles que exercem função pública, seja qual for a modalidade (mesário, 
jurado, servidor público, etc.). 
A denominação “agente público” é tratada como gênero das diversas espécies que vinculam o 
indivíduo ao estado a partir da sua natureza jurídica. As espécies do agente público podem ser divididas 
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como do qual são espécies os agentes políticos, servidores públicos (servidores estatais, empregado 
público, temporários e comissionados), particulares em colaboração, agentes militares e os agentes de 
fato. 
A Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) conceitua Agente Público, em seu artigo 2°, “Reputa-
se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem 
remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou 
vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior”. 
 
Espécies 
 
Para facilitar os estudos, antes de adentrarmos na explicação de cada espécie de Agente Público, 
vejamos o quadro abaixo: 
 
 
 
Percebam, agentes públicos abrangem todas as demais categorias, sendo que, servidores podem ser 
os SERVIDORES Públicos (de Pessoas Jurídicas de Direito Público) e os EMPREGADOS Públicos (que 
são os servidores de entes governamentais de Direito Privado. 
 
Vamos analisar cada uma dessas categorias: 
 
Agentes políticos: agentes políticos exercem uma função pública (pode cair em sua prova com a 
nomenclatura “munus publico”) de alta direção do Estado. São os que ocupam lugar de comando e chefia 
de cada um dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Ingressam em regra, por meio de eleições, 
desempenhando mandatos fixos e quando termina o mandato a relação com o Estado também termina 
automaticamente. A vinculação dos agentes políticos com o aparelho governamental não é profissional, 
mas institucional e estatutária. 
Os agentes políticos são, de acordo com Celso Antônio Bandeira de Melo, os titulares dos cargos 
estruturais à organização política do País. 
Licínia Rossi39 exemplifica separando por poderes: 
Poder Executivo: Presidente da República, Governadores, Prefeitos e seus respectivos vices. 
Auxiliares Imediatos dos chefes do Poder Executivo (Ministros de Estado, Secretários Estaduais ou 
Municipais). 
Poder Legislativo: Senadores, Deputados Federais e Estaduais e Vereadores. 
Poder Judiciário: Magistrados e membros do Ministério Público; Exercem funções e mandatos 
temporários. Não são funcionários nem servidores públicos, exceto para fins penais, caso cometam 
crimes contra a Administração Pública. 
Os agentes políticos serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado 
o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória. 
 
Servidores Públicos: são as pessoas que presam serviços ao Estado e também às entidades da 
Administração Pública indireta (sentido amplo). Os servidores têm vínculo empregatício e sua 
remuneração é paga pelos cofres públicos. 
 
39 ROSSI, L., Manual de Direito Administrativo, 4ª Edição, Editora Saraiva, 2018. 
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92 
 
Servidores públicos podem ser: 
a) estatutários: são os que ocupam cargo público, sob regime estatutário; 
b) empregados públicos: muito embora sejam celetistas, precisam de aprovação em concurso 
público e sua demissão precisa ser motivada; 
c) temporários ou em regime especial: são os contratados por tempo determinado, por meio de lei 
regulamentadora; ou 
d) cargos comissionados: são os de livre nomeação e exoneração, tem caráter provisório e se 
destina às atribuições de direção, chefia e assessoramento. Os efetivos também podem ser 
comissionados. 
 
Os servidores públicos são ocupantes de cargos (servidores regidos pelo regime estatutário. Os cargos 
são simples e indivisíveis unidades de competência a serem ocupadas por um agente, empregos ou 
funções públicas. 
 
Agentes militares: são as pessoas físicas que prestam serviços à Forças Armadas (Marinha, 
Aeronáutica, Exército - art. 142, caput, e § 3º, CF, Polícias Militares, Corpo de Bombeiros - art. 42, CF). 
Aqueles que compõem os quadros permanentes das forças militares possuem vinculação estatutária, 
e não contratual, mas o regime jurídico é disciplinado por legislação específica diversa da aplicável aos 
servidores civis. Tem vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio, mediante remuneração paga 
pelos cofres públicos. 
Vale dizer que os militares fazem jus a algumas vantagens próprias do trabalhador privado: décimo 
terceiro salário, salário-família, férias anuais remuneradas, licença à gestante, licença-paternidade e 
assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e 
pré-escolas. E estão sujeitos a algumas normas próprias dos servidores públicos: teto salarial, limitações, 
forma de cálculo dos acréscimos salariais e irredutibilidade de vencimentos40. 
 
Particulares em colaboração / honoríficos: são prestadores de serviços ao Estado sem vinculação 
permanente de emprego e sem remuneração. Essa categoria de agentes públicos pode ser prestada de 
diversas formas, segundo entendimento de CelsoAntônio Bandeira de Mello, se dá por: 
a) requisitados de serviço: como mesários e convocados para o serviço militar (conscritos); 
b) gestores de negócios públicos: são particulares que assumem espontaneamente uma tarefa 
pública, em situações emergenciais, quando o Estado não está presente para proteger o interesse 
público. Exemplo: socorrista de parturiente; 
c) contratados por locação civil de serviços: é o caso, por exemplo, de jurista famoso contratado 
para emitir um parecer; 
d) concessionários e permissionários: exercem função pública por delegação estatal; 
e) delegados de função ou ofício público: é o caso dos titulares de cartórios. 
 
Importante destacar que os particulares em colaboração com a Administração, mesmo atuando 
temporariamente e sem remuneração, podem praticar ato de improbidade administrativa (art. 2.º da Lei 
n. 8.429/92) e, enquanto exercerem a função, são considerados funcionários públicos para fins penais, 
respondendo, assim, pelos crimes que cometerem. A Administração Pública responde pelos danos 
causados a terceiros por este agente, voltando-se, depois, contra o agente público delegado. 
 
Agentes de fato: é o particular que sem vínculo formal e legítimo com o Estado exerce função pública, 
acreditando estar de boa-fé e com o objetivo de atender o interesse público. Neste caso, não há 
investidura prévia nos cargos, empregos e funções públicas. 
Agente de fato putativo: é aquele que desempenha atividade pública com a presunção de que tem 
legitimidade, mas há alguma ILEGALIDADE em sua INVESTIDURA. É aquele servidor que toma posse 
sem cumprir algum requisito do cargo. Ex. uma pessoa para o concurso da magistratura, porém, ainda 
carrega uma “DP” da faculdade que não tinha conhecimento. 
Agentes de fato necessário: são os que atuam em situações de calamidade pública ou emergência. 
 
 
 
 
 
 
40 DI PIETRO, M. S. Z., Direito Administrativo, 31° Edição, Editora Forense, 2018. 
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Questões 
 
01. (IF/MS - Tecnólogo em Gestão Pública - IF-MS/2019) Os agentes públicos são classificados pela 
doutrina em diversas categorias, dentre as quais estão os agentes políticos. Sobre os agentes políticos, 
assinale a alternativa CORRETA. 
(A) Agente político é apenas aquele investido pelo voto popular. 
(B) Os agentes políticos serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, 
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra 
espécie remuneratória. 
(C) Os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais, Distritais e Municipais não são considerados 
agentes políticos. 
(D) São considerados agentes políticos o Presidente da República, os Governadores e os Prefeitos, 
não recaindo esta condição sobre os seus respectivos vices. 
(E) Não é possível a imputação de responsabilidade aos agentes políticos nos casos de irregularidades 
grosseiras, avaliadas sob enfoque amplo, ocorrida na condução de assuntos de sua competência. 
 
02. CRESS/SC - Assistente Administrativo Jr. - (Quadrix/2019) Quanto aos agentes e serviços 
públicos, julgue o item. 
É permitido o ingresso em cargo em comissão sem a prévia aprovação em concurso público. 
( )Certo ( )Errado 
 
03. (Câmara Legislativa do Distrito Federal -FCC/2018) O conceito de agente público na extensão 
a este atualmente conferida pela Constituição da República, predica que: 
(A) os militares, a partir da edição da Emenda Constitucional n° 20/98, não mais se enquadram na 
definição de agentes públicos, sujeitos que estão a regime jurídico próprio, diverso dos servidores 
públicos. 
(B) os particulares que atuam em colaboração com a Administração, tais como aqueles convocados 
para prestação de serviço eleitoral, são agentes públicos, na medida em que exercem função pública, 
embora não se enquadrem na categoria de agente administrativo. 
(C) são considerados agentes administrativos apenas os detentores de mandato eletivo e seus 
auxiliares diretos, também denominados agentes políticos, diversamente dos agentes públicos que detém 
vínculo funcional com a Administração, denominados servidores públicos. 
(D) os ocupantes de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, assim como os temporários 
e os empregados públicos são considerados agentes administrativos, em contraposição aos ocupantes 
de cargo efetivo, cuja natureza do vínculo confere apenas a estes últimos a condição de agentes públicos. 
(E) os agentes políticos ocupantes de cargo efetivo provido por meio de mandato eletivo não são 
considerados servidores públicos para fins previdenciários, embora se enquadrem na categoria de 
agentes administrativos. 
 
04. (TJ/SP - Titular de Serviços de Notas e de Registros - VUNESP/2018). Com relação aos agentes 
públicos, é correto afirmar: 
(A) os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas são 
agentes públicos. 
(B) todos os agentes públicos são regidos pelo regime estatutário. 
(C) as pessoas jurídicas podem ser agentes públicos. 
(D) a regência pela legislação trabalhista exclui a situação jurídica de agente público. 
 
05. (IF/PA - Auditor - IF-PA/2019) Agentes Públicos são todas as pessoas físicas incumbidas de 
exercer alguma função estatal, seja de forma definitiva ou de forma transitória, esses agentes 
desempenham suas funções nos órgãos aos quais estão vinculados, vale ressaltar que, os cargos e as 
funções são independentes dos agentes. Em relação aos agentes públicos, assinale a alternativa 
CORRETA: 
(A) Agentes honoríficos: são os agentes públicos que se vinculam à Administração Pública Direta ou 
às Autarquias por relações profissionais. Sujeitam-se à hierarquia funcional; são funcionários públicos 
com regime jurídico único (estatutários); Respondem por simples culpa ou dolo pelos atos ilícitos civis, 
penais ou administrativos que praticarem; Funcionários de para-estatais: não são agentes administrativos, 
todavia seus dirigentes são considerados funcionários públicos; Funcionários das Fundações Públicas: 
são agentes administrativo. 
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(B) Agentes Credenciados: são particulares que, por delegação do Estado, executam atividade ou 
serviço público, em nome próprio, por conta e risco, mas sempre sob a fiscalização da administração 
pública. Apesar de colaborarem com o Poder Público, os agentes delegados não são considerados 
servidores públicos, pois não atuam em nome do Estado. A remuneração que recebem não é paga pelos 
cofres públicos, mas sim pelos usuários do serviço. São os concessionários e permissionários de serviços 
públicos, os leiloeiros, os tradutores públicos, entre outros. 
(C) Agentes políticos: exercem atribuições constitucionais. Ocupam os cargos dos órgãos 
independentes (que representam os poderes do Estado) e dos órgãos autônomos (que são os auxiliares 
imediatos dos órgãos independentes). Exs.: Presidente da República, Senadores, Governadores, 
Deputados, Prefeitos, Juízes, Ministros, etc. Exercem funções e mandatos temporários; Não são 
funcionários nem servidores públicos, exceto para fins penais, caso cometam crimes contra a 
Administração Pública. 
(D) Agentes delegados: os agentes credenciados são os que recebem a incumbência da administração 
para representá-la em determinado ato ou praticar certa atividade, mediante remuneração do Poder 
Público credenciante. Como exemplo, podemos citar quando é atribuída a alguma pessoa a tarefa de 
representar o Brasil em determinado evento internacional. 
(E) Agentes administrativos: so cidadãos requisitados ou designados, em função da sua honra, de sua 
condição cívica para, transitoriamente, colaborarem com o Estado mediante a prestação de serviços 
específicos, não possuindo qualquer tipo de vínculo com a administração, atuando usualmente sem 
remuneração. Enquanto desempenham a função pública, ficam momentaneamente inseridos na 
hierarquia do órgão.Exemplos de agentes honoríficos são os jurados, mesários eleitorais e os membros 
dos Conselhos Tutelares. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.Certo / 03.B / 04.A / 05.C 
 
Comentários 
 
01. Resposta: C 
A alternativa correta corresponde ao texto constitucional, faz referência ao artigo 39, §4°. Os agentes 
políticos serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo 
de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie 
remuneratória. 
 
02. Resposta: Certo 
O cargo em comissão pode ser de livre nomeação da autoridade competente, logo, não precisa de 
concurso público. 
 
03.Resposta: B 
Particulares em colaboração: os particulares em colaboração com a Administração constituem uma 
classe de agentes públicos, em regra, sem vinculação permanente e remunerada com o Estado. São 
agentes públicos, mas não integram a Administração e não perdem a característica de particulares. 
Exemplos: jurados, recrutados para o serviço militar, mesário de eleição. 
 
04. Resposta: A 
Agente público é a pessoa física que presta serviços às Pessoas Jurídicas da Administração Pública 
Direta ou Indireta (dentre as pessoas jurídicas da Administração Indireta, inclui as autarquias e as 
fundações públicas), também são aqueles que exercem função pública, seja qual for a modalidade 
 
05. Resposta: C 
Agentes políticos exercem uma função de alta direção do Estado. Os agentes políticos são 
remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer 
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória. 
 
Classificação 
 
Agentes administrativos: são servidores sujeitos a uma relação hierárquica com os agentes políticos, 
isto é, são os servidores públicos propriamente ditos (ocupam cargo efetivo ou em comissão e respeitam 
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o estatuto da respectiva instituição na qual trabalham), os empregados públicos (trabalham em empresas 
públicas e respeitam a legislação trabalhista) e os servidores temporários (contratados temporariamente 
para suprirem necessidade temporária de excepcional interesse público). 
Agentes delegados: pessoas que recebem a incumbência de executarem, por sua conta e risco, um 
serviço público ou uma atividade de interesse público. Podem ser os notários, os registradores de imóveis, 
os tradutores públicos, os concessionários ou permissionários de serviço público, entre outros. 
Agentes credenciados: pessoas que representam a Administração Pública em um determinado 
evento ou atividade. 
 
Questões 
 
01 (TJ/SP - Titular de Serviços de Notas e de Registros - VUNESP/2018). São agentes 
administrativos os 
(A) senadores, os deputados e os juízes. 
(B) servidores investidos em cargos, empregos e funções públicas e os servidores contratados por 
tempo determinado. 
(C) militares e os vereadores municipais. 
(D) servidores investidos em cargos, empregos e funções públicas, os ministros e os secretários de 
estado. 
 
02. (Câmara Legislativa do Distrito Federal - Consultor Legislativo - FCC/2018) O conceito de 
agente público na extensão a este atualmente conferida pela Constituição da República, predica que 
(A) os militares, a partir da edição da Emenda Constitucional n° 20/98, não mais se enquadram na 
definição de agentes públicos, sujeitos que estão a regime jurídico próprio, diverso dos servidores 
públicos. 
(B) os particulares que atuam em colaboração com a Administração, tais como aqueles convocados 
para prestação de serviço eleitoral, são agentes públicos, na medida em que exercem função pública, 
embora não se enquadrem na categoria de agente administrativo. 
(C) são considerados agentes administrativos apenas os detentores de mandato eletivo e seus 
auxiliares diretos, também denominados agentes políticos, diversamente dos agentes públicos que detém 
vínculo funcional com a Administração, denominados servidores públicos. 
(D) os ocupantes de cargo em comissão de livre nomeação e exoneração, assim como os temporários 
e os empregados públicos são considerados agentes administrativos, em contraposição aos ocupantes 
de cargo efetivo, cuja natureza do vínculo confere apenas a estes últimos a condição de agentes públicos. 
(E) os agentes políticos ocupantes de cargo efetivo provido por meio de mandato eletivo não são 
considerados servidores públicos para fins previdenciários, embora se enquadrem na categoria de 
agentes administrativos. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.B 
 
Comentários 
 
01. Resposta: B 
Agentes administrativos são os agentes políticos, isto é, são os servidores públicos propriamente ditos 
(os que são investidos em cargo, emprego e função pública), os empregados públicos e os servidores 
temporários. 
 
02. Resposta: B 
Os particulares em colaboração não se enquadram nos agentes administrativos, muito embora são 
agentes públicos, porém, enquanto estão exercendo a função pública. 
 
 
 
 
 
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PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Para compreender os Princípios da Administração Pública41 é necessário entender a definição básica 
de princípios, que servem de base para nortear e embasar todo o ordenamento jurídico e é tão bem 
exposto por Miguel Reale, ao afirmar que: 
“Princípios são, pois verdades ou juízos fundamentais, que servem de alicerce ou de garantia de 
certeza a um conjunto de juízos, ordenados em um sistema de conceitos relativos à dada porção da 
realidade. Às vezes também se denominam princípios certas proposições, que apesar de não serem 
evidentes ou resultantes de evidências, são assumidas como fundantes da validez de um sistema 
particular de conhecimentos, como seus pressupostos necessários.” 
 
Desta forma, princípios são proposições que servem de base para toda estrutura de uma ciência, no 
Direito Administrativo não é diferente, temos os princípios que servem de alicerce para este ramo do 
direito público. 
Os princípios podem ser expressos ou implícitos, os expressos são os consagrados no art. 37 da 
Constituição da República Federativa do Brasil, já os implícitos são aqueles que de alguma forma regem 
a atuação da Administração Pública. 
O caput do art. 37 afirma que a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de Legalidade, 
Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, a famosa LIMPE. 
Antes de mais nada é necessário falar de dois princípios que regem a Administração Pública de forma 
geral, são eles o princípio da supremacia do interesse público e o princípio da indisponibilidade do 
interesse público. 
 
Princípio da Supremacia Do Interesse Público 
 
Este princípio consiste na sobreposição do interesse público em face do interesse particular. Havendo 
conflito entre o interesse público e o interesse particular, aquele prevalecerá. 
Podemos conceituar INTERESSE PÚBLICO como o somatório dos interesses individuais desde que 
represente o interesse majoritário, ou seja, a vontade da maioria da sociedade. 
O interesse público PRIMÁRIO é o interesse direto do povo, é o interesse da coletividade como um 
todo. Já o interesse público SECUNDÁRIO é o interesse direto do Estado como pessoa jurídica, titular de 
direitos e obrigações, em suma, é vontade do Estado. Assim, a vontade do povo (interesse público 
PRIMÁRIO) e a vontade do Estado (interesse público SECUNDÁRIO) não se confundem. 
O interesse público SECUNDÁRIO só será legítimo se não contrariar nenhum interesse público 
PRIMÁRIO. E, ao menos indiretamente, possibilite a concretização da realização de interesse público 
PRIMÁRIO. Daremos um exemplo para que você compreenda perfeitamente esta distinção. 
Este princípio é um dos dois pilares do denominado regime jurídico-administrativo, fundamentando a 
existência das prerrogativas edos poderes especiais conferidos à Administração Pública para que esta 
esteja apta a atingir os fins que lhe são impostos pela Constituição e pelas leis. 
O ordenamento jurídico determina que o Estado-Administração atinja uma gama de objetivos e fins e 
lhe confere meios, instrumentos para alcançar tais metas. Aqui se encaixa o princípio da Supremacia do 
Interesse Público, fornecendo à Administração as prerrogativas e os poderes especiais para obtenção 
dos fins estabelecidos na lei. 
O princípio comentado não está expresso em nosso ordenamento jurídico. Nenhum artigo de lei fala, 
dele, porém tal princípio encontra-se em diversos institutos do Direito Administrativo. Vejamos alguns 
exemplos práticos: 
- a nossa Constituição garante o direito à propriedade (art. 5º, XXII), mas com base no princípio da 
Supremacia do Interesse Público, a Administração pode, por exemplo, desapropriar uma propriedade, 
requisitá-la ou promover o seu tombamento, suprimindo ou restringindo o direito à propriedade. 
 
41 http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?artigo_id=11022&n_link=revista_artigos_leitura 
Princípios básicos da administração pública. 
 
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- a Administração e o particular podem celebrar contratos administrativos, mas esses contratos 
preveem uma série de cláusulas exorbitantes que possibilitam a Administração, por exemplo, modificar 
ou rescindir unilateralmente tal contrato. 
- o poder de polícia administrativa que confere à Administração Pública a possibilidade, por exemplo, 
de determinar a proibição de venda de bebida alcoólica a partir de determinada hora da noite com o 
objetivo de diminuir a violência. 
 
Diante de inúmeros abusos, ilegalidades e arbitrariedades cometidas em nome do aludido princípio, já 
existem vozes na doutrina proclamando a necessidade de se pôr fim a este, através da Teoria da 
Desconstrução do Princípio da Supremacia. Na verdade, esvaziar tal princípio não resolverá o 
problema da falta de probidade de nossos homens públicos. Como afirma a maioria da doutrina, o 
princípio da Supremacia do Interesse Público é essencial, sendo um dos pilares da Administração, 
devendo ser aplicado de forma correta e efetiva. Se há desvio na sua aplicação, o Poder Judiciário deve 
ser provocado para corrigi-lo. 
 
Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público 
 
Este princípio é o segundo pilar do regime jurídico-administrativo, funcionando como contrapeso ao 
princípio da Supremacia do Interesse Público. 
Ao mesmo tempo em que a Administração tem prerrogativas e poderes exorbitantes para atingir seus 
fins determinados em lei, ela sofre restrições, limitações que não existem para o particular. Essas 
limitações decorrem do fato de que a Administração Pública não é proprietária da coisa pública, não é 
proprietária do interesse público, mas sim, mera gestora de bens e interesses alheios que pertencem ao 
povo. 
Em decorrência deste princípio, a Administração somente pode atuar pautada em lei. A Administração 
somente poderá agir quando houver lei autorizando ou determinando a sua atuação. A atuação da 
Administração deve, então, atender o estabelecido em lei, único instrumento capaz de retratar o que seja 
interesse público. 
Este princípio também se encontra implícito em nosso ordenamento, surgindo sempre que estiver em 
jogo o interesse público. Exemplos da utilização deste princípio na prática: 
- os bens públicos não são alienados como os particulares, havendo uma série de restrições a sua 
venda. 
- em regra, a Administração não pode contratar sem prévia licitação, por estar em jogo o interesse 
público. 
- necessidade de realização de concurso público para admissão de cargo permanente. 
 
Sem prejuízo, voltamos a frisar que a Administração Pública deverá se pautar principalmente nos cinco 
princípios estabelecidos pelo “caput” do artigo 37 da Constituição da República Federativa do Brasil de 
1988. Os princípios são os seguintes: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e 
eficiência. 
 
Dica de memorização: se unirmos as iniciais dos principais princípios constitucionais, 
chegaremos à palavra mnemônica “L.I.M.P.E.” 
 
 
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Vejamos o que prevê a Carta Magna sobre o tema: 
 
CAPÍTULO VII 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Seção I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Artigo 37- A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) 
 
Princípio da Legalidade 
 
O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico 
brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. É importante 
demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao 
administrador. Como já explicitado para o administrador, o princípio da legalidade estabelece que ele 
somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames estabelecidos pela lei. Já, o 
princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou 
deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo 
5º, II, da Constituição Federal de 1988. 
 
Princípio da Impessoalidade 
 
Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser obedecido o princípio da impessoalidade. 
Este princípio estabelece que a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá, na execução 
das atividades, estabelecer diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não 
o interesse particular. 
De acordo com os ensinamentos de Di Pietro42, o princípio da impessoalidade estaria intimamente 
relacionado com a finalidade pública. De acordo com a autora: 
“A Administração não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez 
que é sempre o interesse público que deve nortear o seu comportamento” 
 
Em interessante constatação, se todos são iguais perante a lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão 
perante a Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou perseguição, tratando a todos de modo 
igual, ou quando necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar à igualdade real e 
material. 
Nesse sentido podemos destacar como um exemplo decorrente deste princípio a regra do concurso 
público, onde a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso 
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo ou emprego. 
 
Princípio da Moralidade Administrativa 
 
A Administração Pública, de acordo com o princípio da moralidade administrativa, deve agir com 
boa-fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador 
público de observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas 
dos padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei). 
Não basta ao administrador ser apenas legal, deve também, ser honesto tendo como finalidade o bem 
comum. Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade administrativa significa um conjunto de regras 
de conduta tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de probidade administrativa, que é a 
forma de moralidade. Tal preceito mereceu especial atenção no texto vigente constitucional (§ 4º do artigo 
37 CF), que pune o ímprobo (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos políticos. 
Por fim, devemos entender que a moralidade como também a probidade administrativa consistem 
exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem (prestarem seus serviços) suas funções 
com honestidade. Não devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveitopessoal ou para 
favorecimento de outrem. 
 
 
42 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 31ªEdição, 2018 
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Princípio da Publicidade 
 
O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação de atos praticados pela Administração 
Pública, obedecendo, todavia, as questões sigilosas. 
De acordo com as lições do eminente doutrinador Hely Lopes Meirelles43: 
“O princípio da publicidade dos atos e contratos administrativos, além de assegurar seus efeitos 
externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em geral, através 
dos meios constitucionais...” 
 
Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, XXXIII, garante a todos o direito a receber dos 
órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão 
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja 
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria essa regulamentada pela Lei nº 
12.527/2011 (Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do 
art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; 
revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e 
dá outras providências). 
Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de segurança cumprem importante papel 
enquanto garantias de concretização da transparência. 
 
Princípio da Eficiência 
 
Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo artigo 37 CF/88 é o da eficiência. 
Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a efetividade, na administração outro não poderia 
ser o caminho, enaltecido pela Emenda Constitucional n. 19/98, que fixou a eficiência também para a 
Administração Pública. 
De acordo com os ensinamentos de Meirelles44, o princípio da eficiência: 
“Impõe a todo agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. 
É o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada 
apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento 
das necessidades da comunidade e de seus membros”. 
Outrossim, DI PIETRO45 explicita que o princípio da eficiência possui dois aspectos: 
“O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: pode ser considerado em relação ao 
modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas 
atribuições, para lograr os melhores resultados; e em relação ao modo de organizar, estruturar, disciplinar 
a Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na prestação 
do serviço público.”. 
Por sua atualidade merece especial referência a questão do nepotismo, ou seja, a designação de 
cônjuge, companheiro e parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o nepotismo direto, aquele 
em que o beneficiado deve estar subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo grau civil, 
por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros, 
cunhados, enteados e filhos dos enteados). 
O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe 
o nepotismo em todas as entidades da Administração direta e indireta de todos os entes federativos, 
enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas para a Administração direta, às autarquias e fundações da 
União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios e sobrinhos), que alcançava apenas os 
parentes de segundo grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em que o agente público 
utiliza sua influência para possibilitar a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em 
comissão ou de confiança ou função gratificada não subordinada diretamente a ele. 
A vedação do nepotismo representa os princípios da impessoalidade, moralidade, eficiência e 
isonomia, de acordo com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC nº 12). A partir de 
agora, temos a palavra da Suprema Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios republicanos, 
previstos nos arts. 5º e 37 da Constituição Federal. 
 
 
 
 
43 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2005 
44 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2002. 
45 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 31ªEdição, 2018. 
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Princípio da autotutela 
 
Como o Poder Público está submetido a lei, sua atuação é voltada ao controle de legalidade e quando 
esse poder é exercido pela própria Administração, esses atos são denominados de autotutela. 
A autotutela permite que o Poder Público anule ou revogue seus atos administrativos, quando forem 
inconvenientes com a lei. Para tanto, não será necessária a intervenção do Poder Judiciário. 
Impõe-se a Administração Pública o zelo pela regularidade de sua atuação (dever de vigilância), ainda 
que para tanto não tenha sido provocada. 
Essa forma de controle interno se dá em dois momentos: com a anulação de atos ilegais e contrários 
ao ordenamento jurídico, e a revogação de atos em confronto com os interesses da Administração, cuja 
manutenção se afigura inoportuna e inconveniente. 
No entanto, essa autotutela apresenta algumas limitações objetivas e subjetivas, decorrentes do 
princípio da segurança jurídica. 
Segundo MADAUAR46 o princípio da autotutela administrativa se apresenta: 
“Em virtude desse princípio, a Administração deve zelar pela legalidade de seus atos e condutas e 
pela adequação deles ao interesse público. Se a Administração verificar que atos e medidas contêm 
ilegalidades, poderá anulá-los por si própria; se concluir no sentido da inoportunidade e inconveniência, 
poderá revogá-los. 
 
Importante destacar a Súmula no 473 do STF, que consolida nosso estudo: “A administração pode 
anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam 
direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e 
ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial”. 
 
Princípio da Igualdade 
 
Também conhecido como Princípio da Isonomia, considera que a Administração Pública deve se 
preocupar em tratar igualmente as partes no processo administrativo, sem que haja discriminações não 
permitidas. 
O objetivo é tratar o administrado com urbanidade, com equidade, com congruência. 
No processo administrativo, busca-se uma decisão legal e justa, pois se deve tratar igualmente os 
iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. 
 
Princípio da Finalidade 
 
A Administração Pública deve satisfazer a pretensão do interesse público, caso não seja satisfeita a 
vontade, leva-se à invalidade do ato praticado pelo administrador. 
A finalidade47 da atuação da Administração situa-se no atendimento do interesse público e o 
desvirtuamento dessa finalidade suscita o vício do desvio de poder ou desvio de finalidade. 
Por exemplo, uma passeata de interesse coletivo, autorizadas pela Administração Pública, poderá ser 
dissolvida, se tornar-se violenta, a ponto de causarem problemas à coletividade (desvio da finalidade). 
 
Princípio da Motivação 
 
A motivação é um dos critérios entre a discricionariedade e a arbitrariedade, levando-se a conclusão 
de que o que não é motivado é arbitrário. 
Segundo Bandeira de Mello48 nos seguintes termos: 
“Dito princípio implica para a Administração o dever de justificar seus atos, apontando-lhes os 
fundamentos de direito e de fato, assim como a correlação lógica entre os eventos e situações que deu 
por existentes e a providência tomada, nos casos em que este último aclaramento seja necessáriopara 
aferir-se a consonância da conduta administrativa com a lei que lhe serviu de arrimo”. 
Por ele, a autoridade administrativa deve demonstrar as razões que permitiram tomar determinada 
decisão. A motivação é a exigência do Estado de Direito. Sem a explicitação dos motivos fica difícil aferir 
a correção do que foi decidido. A falta de motivação no ato discricionário é o que permite a ocorrência de 
desvio de poder e até mesmo de abuso, devido a impossibilidade de controle judicial, pois como dito 
anteriormente, a motivação é o que permite aferir a intenção do agente. 
 
46 MEDAUAR, Odete, Direito Administrativo Moderno, 21ª edição,2018 
47 Idem 
48 BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio, Curso de Direito Administrativo, 29ºEdição, 2012. 
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101 
 
Princípio da Segurança Jurídica 
 
O Estado como garantidor deve conceder segurança jurídica aos cidadãos, devido a necessidade de 
demonstrar que embora seja o detentor de poder maior, deve-se dosar o controle da utilização deste 
poder. 
A Segurança Jurídica garante aos cidadãos os seus direitos naturais, como por exemplo, direito à 
liberdade, à vida, à propriedade, entre outro. 
Em sentido amplo ela refere-se ao sentido geral de garantia, proteção, estabilidade de situação ou 
pessoa em vários campos. Devemos pensar que em sentido amplo está ligada à garantia real de direitos 
que possuem amparo na Constituição Federal, como por exemplo os que são reconhecidos pelo artigo 
5º, do citado diploma legal. 
Em sentido estrito, a segurança jurídica assume o sentido de garantia de estabilidade e de certeza dos 
negócios jurídicos, admite que as pessoas saibam previamente que, uma vez envolvidas em certa 
relação jurídica, está se mantém estável, mesmo se alterar a base legal sob a qual se institui. 
Não permite que os envolvidos sofram alterações em razão de constante mudança legislativa. É mais 
voltada ao aspecto formal, típico do Estado de Direito Liberal e característico dos sistemas jurídicos 
positivados, reconhecendo o momento exato em que uma lei entra em vigor e quando pode ser revogado. 
 
Princípio da Continuidade do Serviço Público 
 
Visa não prejudicar o atendimento à população, uma vez que os serviços essenciais não podem ser 
interrompidos. 
Celso Ribeiro Bastos (in Curso de direito administrativo, 2. ed. – São Paulo: Saraiva, 1996, p. 165.), é 
um dos doutrinadores que defende a não interrupção do serviço público essencial: "O serviço público 
deve ser prestado de maneira continua, o que significa dizer que não é passível de interrupção. Isto ocorre 
pela própria importância de que o serviço público se reveste, o que implica ser colocado à disposição do 
usuário com qualidade e regularidade, assim como com eficiência e oportunidade"... "Essa continuidade 
afigura-se em alguns casos de maneira absoluta, quer dizer, sem qualquer abrandamento, como ocorre 
com serviços que atendem necessidades permanentes, como é o caso de fornecimento de água, gás, 
eletricidade. Diante, pois, da recusa de um serviço público, ou do seu fornecimento, ou mesmo da 
cessação indevida deste, pode o usuário utilizar-se das ações judiciais cabíveis, até as de rito mais célere, 
como o mandado de segurança e a própria ação cominatória". 
 
Princípio da Probidade 
 
Consiste na honradez, caráter íntegro, honestidade. Configura a retidão no agir, permitindo uma 
atuação na administração de boa qualidade. . 
 
Princípio da Razoabilidade e Equidade 
 
O princípio da razoabilidade visa estruturar a aplicação de outras normas, princípios ou regras, de 
modo que sejam aplicadas de forma razoável e justa. Consiste em agir com bom senso, moderação e ter 
atitudes coerentes. Deve ser levada em conta a proporcionalidade entre os meios empregados e a 
finalidade a ser alcançada e, também, as circunstâncias que envolvem a prática do ato. 
 
Questões 
 
01. (USP - Agente Técnico de Assistência à Saúde (Psicólogo) – USP/2017). Um servidor público 
utiliza sua verba de representação ou cartão corporativo em negócios não previstos à sua condição de 
pessoa pública ou do exercício profissional. Com base nestas informações, os princípios de 
Administração Pública atingidos são: 
(A) Legalidade e publicidade. 
(B) Moralidade e impessoalidade 
(C) Impessoalidade e publicidade. 
(D) Moralidade e legalidade 
 
 
 
 
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102 
 
02. (SEDF - Conhecimentos Básicos - CESPE/2017). Em relação aos princípios da administração 
pública e à organização administrativa, julgue o item que se segue. 
O administrador, quando gere a coisa pública conforme o que na lei estiver determinado, ciente de que 
desempenha o papel de mero gestor de coisa que não é sua, observa o princípio da indisponibilidade do 
interesse público. 
 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. (MPE/RN - Técnico do Ministério Público Estadual - COMPERVE/2017). A Administração 
Pública, nos termos do art. 37 da Constituição Federal (CF), deve obedecer a certos princípios. Tendo 
em vista os princípios constitucionais expressos no art. 37, da CF, 
(A) a moralidade administrativa, embora seja observada por grande parte dos administradores, não se 
configura um princípio positivado no ordenamento jurídico brasileiro. 
(B) a publicação do nome dos servidores públicos com seus respectivos vencimentos em sítios 
eletrônicos, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é legítima, haja vista o princípio 
da publicidade dos atos administrativos. 
(C) o princípio da legalidade determina que a Administração Pública não pode ser obrigada a fazer ou 
a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei. 
(D) o princípio da impessoalidade, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, 
possibilita a contratação de parentes de terceiro grau da autoridade nomeante para o exercício de cargo 
em comissão. 
 
04. (Prefeitura de Belo Horizonte /MG - Procurador Municipal – CESPE/2017). A respeito dos 
princípios aplicáveis à administração pública, assinale a opção correta. 
(A) Dado o princípio da autotutela, poderá a administração anular a qualquer tempo seus próprios atos, 
ainda que eles tenham produzido efeitos benéficos a terceiros. 
(B) Apesar de expressamente previsto na CF, o princípio da eficiência não é aplicado, por faltar-lhe 
regulamentação legislativa. 
(C) Ao princípio da publicidade corresponde, na esfera do direito subjetivo dos administrados, o direito 
de petição aos órgãos da administração pública. 
(D) O princípio da autoexecutoriedade impõe ao administrador o ônus de adequar o ato sancionatório 
à infração cometida. 
 
05. (IF Sul/MG - Assistente em Administração - IFSUL-MG/2016). A divulgação oficial do ato da 
Administração para ciência do público em geral, com efeito de início da atuação externa, ou seja, de gerar 
efeitos jurídicos, corresponde à qual Princípio da Administração Pública, conforme Constituição da 
República Federativa do Brasil de 1988? 
(A) Princípio da Moralidade. 
(B) Princípio da Legalidade. 
(C) Princípio da Publicidade. 
(D) Princípio da Impessoalidade. 
 
06. (TRT/8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - CESPE/2016). A respeito dos princípios da 
administração pública, assinale a opção correta. 
(A) Decorre do princípio da hierarquia uma série de prerrogativas para a administração, aplicando-se 
esse princípio, inclusive, às funções legislativa e judicial. 
(B) Decorre do princípio da continuidade do serviço público a possibilidade de preencher, mediante 
institutos como a delegação e a substituição, as funções públicas temporariamente vagas. 
(C) O princípio do controle ou tutela autoriza a administração a realizar controle dos seus atos, podendo 
anular os ilegais e revogar os inconvenientes ou inoportunos, independentemente de decisão do Poder 
Judiciário. 
(D) Dado o princípio da autotutela, a administração exerce controle sobre pessoa jurídica por ela 
instituída, com o objetivo de garantir a observânciade suas finalidades institucionais. 
(E) Em decorrência do princípio da publicidade, a administração pública deve indicar os fundamentos 
de fato e de direito de suas decisões. 
 
07. (TRT/8ª Região (PA e AP) - Técnico Judiciário - CESPE/2016). A respeito dos princípios da 
administração pública, assinale a opção correta. 
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103 
 
(A) Em decorrência do princípio da autotutela, apenas o Poder Judiciário pode revogar atos 
administrativos. 
(B) O princípio da indisponibilidade do interesse público e o princípio da supremacia do interesse 
público equivalem-se. 
(C) Estão expressamente previstos na CF o princípio da moralidade e o da eficiência. 
(D) O princípio da legalidade visa garantir a satisfação do interesse público. 
(E) A exigência da transparência dos atos administrativos decorre do princípio da eficiência. 
 
08. (TRT - 8ª Região (PA e AP) - Analista Judiciário - CESPE/2016). Assinale a opção correta a 
respeito dos princípios da administração pública. 
(A) O princípio da eficiência deve ser aplicado prioritariamente, em detrimento do princípio da 
legalidade, em caso de incompatibilidade na aplicação de ambos. 
(B) Os institutos do impedimento e da suspeição no âmbito do direito administrativo são importantes 
corolários do princípio da impessoalidade. 
(C) A administração deve, em caso de incompatibilidade, dar preferência à aplicação do princípio da 
supremacia do interesse público em detrimento do princípio da legalidade. 
(D) A publicidade, princípio basilar da administração pública, não pode sofrer restrições. 
(E) A ofensa ao princípio da moralidade pressupõe afronta também ao princípio da legalidade. 
 
09. (TCE/PR - Analista de Controle - CESPE/2016). O princípio da proteção à confiança da 
administração pública 
(A) determina que a administração pública atenda apenas ao que a lei impõe. 
(B) dá à administração pública o poder da execução imediata das decisões administrativas, 
possibilitando a criação de obrigações para o particular. 
(C) corresponde ao aspecto subjetivo do princípio da segurança jurídica. 
(D) é considerado uma imposição da limitação à discricionariedade da administração pública. 
(E) é um dos princípios expressamente arrolados no art. 37 da Constituição Federal de 1988. 
 
10. (IF/AP - Contador - FUNIVERSA/2016). Os princípios que regem a Administração Pública podem 
ser divididos em dois grupos: os expressos e os implícitos ou reconhecidos. A propósito desse assunto, 
assinale a alternativa correta. 
(A) A CF, no caput do art. 37, estabelece, de forma expressa, alguns princípios básicos. São eles: 
legalidade, impessoalidade, moralidade, supremacia do interesse público, publicidade e eficiência. 
(B) Os princípios da proporcionalidade, da indisponibilidade, da autotutela e da eficiência são princípios 
implícitos ou reconhecidos. 
(C) Prevê-se, expressamente, que a Administração Pública seja regida pelos princípios da legalidade, 
moralidade, economicidade, publicidade e impessoalidade. 
(D) De acordo com o princípio da legalidade, os agentes públicos têm autonomia de vontade, ou seja, 
possuem liberdade para fazer o que for necessário, desde que não haja proibição legal. 
(E) O princípio da moralidade administrativa impõe ao agente administrativo a observância dos 
princípios éticos, da boa-fé e da lealdade, e não apenas a conformidade com a norma jurídica. 
 
11. (UFCG - Administrador – UFCG/2016). Ao exercício da Administração Pública cabe obedecer aos 
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Assim, pode-se dizer que: 
(A) O princípio da legalidade classifica atos configuradores de improbidade na administração pública, 
aos que importam em enriquecimento ilícito, aos que violam os princípios constitucionais, e aos que 
causam prejuízo ao erário. 
(B) O princípio da impessoalidade determina a observância do critério da divulgação oficial dos atos 
administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição. 
(C) O princípio da moralidade estabelece o concurso público como requisito obrigatório para 
investidura em cargo ou emprego público, ressalvadas as nomeações para cargos comissionados. 
(D) O princípio da publicidade exige observâncias as normas legais e regulamentares, bem como aos 
atos praticados visando a fim proibido em lei ou regulamento. 
(E) O princípio da eficiência exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza e 
rendimento funcional, agregando as atividades desempenhadas pela legalidade, como também 
resultados positivos para o serviço público. 
 
12. (Prefeitura de Juiz de Fora/MG - Auditor Fiscal – AOCP/2016). Sobre o Princípio da Motivação, 
é lícito afirmar que ele 
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104 
 
(A) obriga o Estado a proporcionar aos seus agentes públicos condições para que estejam sempre 
motivados a atender o interesse público. 
(B) garante que o Poder Público exerça o controle sobre os próprios atos, podendo anular os ilegais e 
revogar os inconvenientes, sem a necessidade de buscar o Poder Judiciário 
(C) obriga que o administrador público obedeça à lei e ao Direito, o que inclui os princípios 
administrativos, sob pena de responder disciplinar, civil e criminalmente 
(D) determina que o administrador público deve expor os fundamentos de fato e de direito que 
embasaram sua decisão ou ato praticado. 
(E) decorre do próprio Estado de Direito e motiva à autoridade competente a se sentir obrigada a dar 
publicidade de seus atos. 
 
13. (Prefeitura de Fronteira/MG - Advogado – MÁXIMA/2016). Sobre os princípios informativos da 
atuação administrativa assinale a alternativa CORRETA: 
(A) O princípio da legalidade não pode sofrer restrições, nem mesmo no caso de estado de sítio e 
estado de defesa. 
(B) Segundo a súmula vinculante nº 13 a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha 
reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da 
mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de 
cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e 
indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. Essa súmula é a 
materialização do princípio da impessoalidade. 
(C) O princípio da indisponibilidade do interesse público estabelece as sujeições a que se submete o 
administrador público e representa a proibição da renúncia ao interesse público. 
(D) Apenas deverão observar os princípios administrativos expressos na Constituição Federal a 
administração pública direta da União, Estados e Municípios. 
 
14. (UFCG - Assistente em Administração – UFCG/2016). O Princípio da Publicidade exige uma 
atividade administrativa transparente ou visível para garantir que o administrado tome conhecimento dos 
comportamentos administrativos do Estado. Sobre esse princípio é correto afirmar: 
(A) Jamais se admite qualquer espécie de sigilo no exercício de funções administrativas. 
(B) Todos os atos administrativos devem ser escritos e sua eficácia é sempre condicionada à 
publicação no Diário Oficial da União. 
(C) Pode o administrador público, em situações específicas, excetuar a aplicação do princípio da 
publicidade. 
(D) O princípio da publicidade não pode admitir exceções. 
(E) Não pode haver sigilo de informações administrativas, mesmo quando tal for imprescindível à 
segurança do Estado e da sociedade. 
 
15. (Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Assistente Técnico Legislativo - Inspetor de 
Segurança - Prefeitura do Rio de Janeiro – RJ). O princípio segundo o qual o administrador público 
não deve dispensar os preceitos éticos, que devem estar presentes em sua conduta, é o da: 
(A) publicidade 
(B) legalidade 
(C) impessoalidade 
(D) moralidade16. (Câmara Municipal de Jaboticabal/SP - Assistente Administrativo Jurídico – VUNESP). Entre 
os princípios constitucionais consagrados à Administração Pública, aquele que é específico do Estado de 
Direito, que o qualifica e que lhe dá a identidade própria, é o da 
(A) impessoalidade. 
(B) legalidade. 
(C) moralidade. 
(D) publicidade. 
 
Gabarito 
 
01.D/ 02.Certo/ 03.B/ 04.C/ 05. C/06.B/ 07.C/ 08. B/ 09.C/ 10.E/ 11.E/ 12.D/ 13.C/ 14.C/ 15.D/ 16.B. 
 
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Comentários 
 
01. Resposta: D 
O princípio da legalidade, um dos mais importantes princípios consagrados no ordenamento jurídico 
brasileiro, consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer o que a lei permite. É importante 
demonstrar a diferenciação entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e ao 
administrador. Como já explicitado para o administrador, o princípio da legalidade estabelece que ele 
somente poderá agir dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames estabelecidos pela lei. Já, o 
princípio da legalidade visto sob a ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou 
deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. Esta interpretação encontra abalizamento no artigo 
5º, II, da Constituição Federal de 1988. 
De acordo com o princípio da moralidade administrativa, a Administração deve agir com boa-fé, 
sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador público de 
observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas dos 
padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei). 
 
02. Resposta: certo 
Em decorrência deste princípio, a Administração somente pode atuar pautada em lei. A Administração 
somente poderá agir quando houver lei autorizando ou determinando a sua atuação. A atuação da 
Administração deve, então, atender o estabelecido em lei, único instrumento capaz de retratar o que seja 
interesse público. 
Este princípio também se encontra implícito em nosso ordenamento, surgindo sempre que estiver em 
jogo o interesse público. 
 
03. Resposta: B 
Informativo 782 STF 
É legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração Pública, dos nomes 
de seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecuniárias. 
 
04. Resposta: C 
Através do Princípio da Publicidade, os particulares tem o direito de receber dos órgãos públicos 
informações, pedir certidões, o que não é conseguido com facilidade na Administração. O habeas data é 
um dos remédios constitucionais para esse caso. 
 
05. Resposta: C 
Constituição Federal 
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: 
§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter 
caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou 
imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. 
 
06. Resposta: B 
Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Direito Administrativo, 2014. pp. 71-72: 
Por esse princípio entende-se que o serviço público, sendo a forma pela qual o Estado desempenha 
funções essenciais ou necessárias à coletividade, não pode parar. Dele decorrem consequências 
importantes: 
Necessidade de institutos como a suplência, a delegação e a substituição para preencher as funções 
públicas temporariamente vagas;” 
 
07. Resposta: C 
Constituição Federal 
Art.37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, 
publicidade e eficiência. (LIMPE) 
 
 
 
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08. Resposta: B 
Devemos ter em mente que não há relação de hierarquia ou subordinação entre os princípios. 
Para Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio da impessoalidade “traduz a ideia de que a 
Administração tem de tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas. 
Nem favoritismo, nem perseguições são toleráveis. Simpatias ou animosidades pessoais, políticas ou 
ideológicas não podem interferir na atuação administrativa”. E completa: “o princípio em causa não é 
senão o próprio princípio da igualdade ou isonomia”. 
 
09. Resposta: C 
O princípio da segurança jurídica deve ser visto com base em dois sentidos: 
1. natureza objetiva: diz respeito à estabilização do ordenamento jurídico, a partir do respeito ao direito 
adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada; 
2. natureza subjetiva: diz respeito à proteção da confiança do cidadão frente às expectativas geradas 
pela Administração Pública. 
 
10. Resposta: E 
A Administração Pública, de acordo com o princípio da moralidade administrativa, deve agir com boa-
fé, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta a obrigação ao administrador público 
de observar não somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras éticas extraídas dos 
padrões de comportamento designados como moralidade administrativa (obediência à lei). 
 
11. Resposta: E 
De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo 
agente público realizar as atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno 
princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, 
exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da 
comunidade e de seus membros”. (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: 
Malheiros, 2005). 
 
12. Resposta: D 
A motivação consiste na declaração escrita, com relação ao motivo que determinou a prática do ato. 
É a demonstração, por escrito, de que os pressupostos autorizadores da prática do ato realmente estão 
presentes, isto é, de que determinado fato aconteceu e de que esse fato se enquadra em uma norma 
jurídica que impõe ou autoriza a edição do ato administrativo que foi praticado. 
 
13. Resposta: C 
Em decorrência deste princípio, a Administração somente pode atuar pautada em lei. A Administração 
somente poderá agir quando houver lei autorizando ou determinando a sua atuação. A atuação da 
Administração deve, então, atender o estabelecido em lei, único instrumento capaz de retratar o que seja 
interesse público. 
 
14. Resposta: C 
Art. 5º, CF: 
( ) 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, 
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; 
 
15. Resposta: D 
Segundo José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, o princípio da moralidade 
impõe que o administrador público não dispense os preceitos éticos que devem estar presentes em sua 
conduta. Deve não só averiguar os critérios de conveniência, oportunidade e justiça em suas ações, mas 
também distinguir o que é honesto do que é desonesto.” (, 16ª Ed. pág. 20). 
 
16. Resposta: B 
Segundo Alexandre Mazza, Inerente ao Estado de Direito, o princípio da legalidade representa a 
subordinação da Administração Pública à vontade popular. O exercício da função administrativa não pode 
ser pautado pela vontade da Administração ou dos agentes públicos, mas deve obrigatoriamente respeitar 
a vontade da lei. 
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107 
 
 
 
PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
 
Poderes da Administração Pública 
 
O poder administrativo representa uma prerrogativa especialde direito público (conjunto de normas 
que disciplina a atividade estatal) outorgada aos agentes do Estado, no qual o administrador público para 
exercer suas funções necessita ser dotado de alguns poderes. 
Esses poderes podem ser definidos como instrumentos que possibilitam à Administração cumprir com 
sua finalidade, contudo, devem ser utilizados dentro das normas e princípios legais que o regem. 
Vale ressaltar que o administrador tem obrigação de zelar pelo dever de agir, de probidade, de prestar 
contas e o dever de pautar seus serviços com eficiência. 
 
Características e Subcaracterísticas dos Poderes Administrativos 
 
Características 
a) Obrigatoriedade: o administrador deve exercer os poderes obrigatoriamente, ou seja, o poder não 
tem o exercício facultativo, não cabe ao administrador exercer juízo de valor sobre o exercício ou não do 
poder. 
b) Irrenunciabilidade: se o administrador público tem o dever de exercer o poder, ele não pode 
renunciá-lo, já que essa atividade gerará benefícios para o bem comum. Fica mais claro quando 
comparamos determinada situação, por ex. o particular tem o “poder de agir” facultativo, realiza a 
atividade se quiser ou não, diferente quando o assunto é a atividade realizada pelo administrador público, 
onde esse tem a obrigação de exercê-la. 
Destacando que, se a Administração Pública deixar de exercê-lo haverá responsabilização por parte 
do agente público; 
c) Limitação legal: embora seja um poder irrenunciável e seu exercício seja obrigatório, o 
administrador deve agir dentro dos limites legais, cumprir exatamente com o que a lei determina, sob 
pena de ser responsabilizado. 
 
Subcaracterísticas 
a) Necessidade: o administrador deve, antes de agir, verificar se o ato é realmente necessário. 
Ex.: 1º Determinada escola não cumpre com as regras de acessibilidade. É necessário fechá-la por 
isso? Cidade X fará aniversário e a prefeitura realizará festa comemorativa. É necessário contratar cantor 
famoso? 
Tais decisões são de caráter subjetivo, tendo em vista a análise do gestor público da real necessidade 
em agir, no entanto, cumpre ressaltar que em toda decisão administrativa deve ser demonstrada a sua 
necessidade. 
b) Proporcionalidade: o ato deve ser proporcional à situação. Ato proporcional é a determinação de 
adequação. 
c) Adequação: proporcionalidade e adequação caminham juntas, por isso muitas vezes se 
confundem. O agente público somente age nos limites da lei quando suas ações são pautadas por essas 
três subcaracterísticas (necessidade, proporcionalidade e adequação). A ausência de uma ou mais 
implica em excesso de poder, que resulta em responsabilização. 
 
Espécies de Poderes 
 
Poder Vinculado: quando o poder é vinculado, o administrador não tem possibilidade de exercer juízo 
de valor, ou seja, não tem campo de discricionariedade. Ocorre quando a lei determinada que se atue de 
determinada forma, não dando escolha para o agente. 
Ex.: licença para construir. Se um cidadão cumpre com todos os requisitos legais, a licença deve ser 
concedida, assim a concessão da licença é ato vinculado, não cabendo ao agente público deixar de 
concede-la. Também é exemplo de poder vinculado, o poder que tem o agente público de instaurar 
processo administrativo para averiguação de irregularidades cometidas por um servidor. 
 
Uso e abuso do poder. Poder administrativo. 
 
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108 
 
Poder Discricionário: contrariamente ao poder vinculado, o poder discricionário é aquele em que o 
agente público pode exercer juízo de valor, ou seja pode analisar a conveniência e a oportunidade do ato 
a ser praticado. Embora haja esse grau de liberdade, o poder discricionário também é delimitado pela lei, 
porque é a própria lei que confere esse poder ao administrador público. 
São exemplos de poder discricionário: a nomeação para cargo em comissão, uma vez que o 
administrador irá nomear aquele que é de sua confiança. Também é exemplo de poder discricionário a 
aplicação de penalidades. Acima vimos que a instauração do processo administrativo é poder vinculado. 
Uma vez sendo verificado o ilícito, o agente que assim atuou deve ser punido. No mais a lei confere 
algumas espécies de sanções, então, cabe ao administrador, de acordo com o juízo de conveniência e 
oportunidade, escolher qual punição será aplicada. 
 
Questões 
 
01. (DPE/RS - Defensor Público - FCC) Sobre os poderes administrativos, é correto afirmar: 
(A) Os atos administrativos decorrentes do exercício do poder discricionário não são passíveis de 
apreciação judicial. 
(B) A possibilidade de o administrador interpretar a lei equivale ao exercício do poder administrativo 
discricionário. 
(C) O poder administrativo discricionário pressupõe que a norma legal apresente conceitos jurídicos 
indeterminados, mas determináveis. 
(D) A doutrina dos motivos determinantes estabelece que o administrador deve enunciar os motivos 
de fato que ensejaram o ato administrativo discricionário. 
(E) O motivo, como pressuposto do ato administrativo decorrente do poder discricionário, poderá vir 
expresso em lei ou deixado à escolha do administrador. 
 
02. (TJ/RJ- Analista Judiciário - FGV) Prefeito municipal praticou ato administrativo escolhendo, por 
meio de critérios de oportunidade e conveniência, quais ruas da cidade serão asfaltadas nos próximos 
meses. Foi-lhe permitido estabelecer tais prioridades a partir do poder administrativo: 
(A) vinculado; 
(B) hierárquico; 
(C) normativo; 
(D) discricionário; 
(E) regulamentar. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: E 
O poder discricionário é aquele que, editado debaixo da lei, confere ao administrador a liberdade para 
fazer um juízo de conveniência e oportunidade. Assim, tem-se que o motivo é o porquê daquele ato 
administrativo ser praticado, podendo estar tanto expresso na lei ou ser deixado á escolha do 
administrador. 
 
02. Resposta: D 
A questão trata do poder discricionário onde estão presentes os critérios de conveniência e 
oportunidade, isto é, há certa margem de liberdade quando da atuação do prefeito em escolher quais ruas 
seriam asfaltadas nos próximos meses. 
 
Poder Hierárquico: a Administração Pública é hierarquizada, ou seja, existe um escalonamento de 
poderes entre as pessoas e órgãos. É pelo poder hierárquico que, por exemplo, um servidor está obrigado 
a cumprir ordem emanada de seu superior desde que não sejam manifestamente ilegais. É também esse 
poder que autoriza a delegação, a avocação, etc. 
A lei é quem define as atribuições dos órgãos administrativos, bem como cargos e funções, de forma 
que haja harmonia e unidade de direção. Percebam que o poder hierárquico vincula o superior e o 
subordinado dentro do quadro da Administração Pública. 
 
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109 
 
Compete ainda a Administração Pública: 
a) editar atos normativos (resoluções, portarias, instruções), que tenham como objetivo ordenar a 
atuação dos órgãos subordinados, pois refere-se a atos normativos que geram efeitos internos e não 
devem ser confundidas com os regulamentos, por serem decorrentes de relação hierarquizada, não se 
estendendo a pessoas estranhas; 
b) dar ordens aos subordinados, com o dever de obediência, salvo para os manifestamente ilegais; 
c) controlar a atividade dos órgãos inferiores, com o objetivo de verificar a legalidade de seus atos e o 
cumprimento de suas obrigações, permitindo anular os atos ilegais ou revogar os inconvenientes, seja 
ex. officio (realiza algo em razão do cargo sem nenhuma provocação) ou por provocação dos 
interessados, através dos recursos hierárquicos; 
d) avocar atribuições, caso não sejam de competência exclusiva do órgão subordinado; 
e) delegação de atribuições que não lhe sejam privativas. 
 
Podemos perceber que a relação hierárquica é acessória da organização administrativa, permitindo a 
distribuição de competências dentro daorganização administrativa. 
Exemplo: quando a própria lei atribui uma competência, com exclusividade, a alguns órgãos 
administrativos, principalmente os colegiados, excluindo a influência de órgãos superiores. 
 
A relação hierárquica encontra-se da seguinte forma: 
- gradua a competência de cada um; 
- coordena relações; 
- subordina uns aos outros; e 
- é uma relação estabelecida entre órgãos. 
 
Com base nestas peculiaridades, poder hierárquico pode ser definido como o vínculo que subordina 
uns aos outros órgãos do Poder Executivo, ponderando a autoridade de cada um. 
 
Di Pietro49: “Nos Poderes Judiciário e Legislativo não existe hierarquia no sentido de relação de 
coordenação e subordinação, no que diz respeito às suas funções institucionais. No primeiro, há uma 
distribuição de competências entre instâncias, mas uma funcionando com independência em relação à 
outra; o juiz da instância superior não pode substituir-se ao da instância inferior, nem dar ordens ou 
revogar e anular os atos por este praticados. Com a aprovação da Reforma do Judiciário pela Emenda 
Constitucional nº 45/2004, cria-se uma hierarquia parcial entre o STF e todos os demais órgãos do Poder 
Judiciário, uma vez que suas decisões sobre matéria constitucional, quando aprovadas como súmulas, 
nos termos do artigo 103-A, introduzido na Constituição, terão efeito vinculante para todos. O mesmo 
ocorrerá com as decisões definitivas proferidas em ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações 
declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual (art. 102, § 2º). No 
Legislativo, a distribuição de competências entre Câmara e Senado também se faz de forma que haja 
absoluta independência funcional entre uma e outra Casa do Congresso.” 
 
Ressaltando por fim que, mediante decreto, será de competência do Presidente da República (art. 84 
CF/88) versar sobre a organização e funcionamento da Administração Pública Federal, mas caso implicar 
o aumento das despesas ou até mesmo na criação e extinção de órgãos públicos, será mediante lei. 
 
Questões 
 
01. (ANS - Técnico em Regulação de Saúde Suplementar - FUNCAB/2016) No tocante aos poderes 
administrativos pode-se afirmar que a delegação e avocação decorrem do poder: 
(A) hierárquico. 
(B) discricionário. 
(C) disciplinar. 
(D) regulamentar. 
(E) de polícia. 
 
02. (MPOG - Atividade Técnica - FUNCAB). Delegação e avocação são institutos relacionados ao 
poder interno e permanente da Administração Pública denominada: 
(A) disciplinar. 
(B) restritivo. 
 
49 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 27ªed. São Paulo: Atlas, 2014. 
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(C) policial. 
(D) consultivo. 
(E) hierárquico. 
 
03. (Câmara Municipal de Caruaru/PE - Analista Legislativo - FGC) A Administração Pública 
escalona, em plano vertical, seus órgãos e agentes com o objetivo de organizar a função administrativa, 
por meio do poder 
(A) disciplinar. 
(B) de polícia. 
(C) regulamentar. 
(D) hierárquico. 
(E) vinculado. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.E / 03.D 
 
Comentários 
 
01. Resposta: A 
O poder hierárquico é aquele conferido à autoridade administrativa para distribuir e escalonar funções 
de seus órgãos, estabelecendo uma relação de coordenação e subordinação entre os servidores sob sua 
chefia. Essa relação de subordinação (hierarquia) acarreta algumas consequências, como o dever de 
obediência dos subordinados, a possibilidade de o superior delegar ou avocar atribuições e, também, a 
de rever os atos dos seus subordinados. 
 
02. Resposta: E 
A avocação e a delegação são institutos que nascem do Poder Hierárquico: 
a. Avocação: trata-se de forma de concentração de competência, na medida que o agente público 
chama para si a competência de um subordinado. No Brasil, existe apenas a avocação vertical (de cima 
para baixo). Tal espécie de avocação depende do vínculo de subordinação. 
b. Delegação: trata-se de forma de distribuição de competência. O agente delega parte de sua 
competência a um subordinado ou não subordinado, portanto, diferentemente da avocação, a delegação 
não depende do vínculo de subordinação. É o caso, por exemplo, do oficial de justiça que cumpre os 
mandados do colega que está de férias. 
 
03. Resposta: D 
É o de que dispõe o Executivo para distribuição e escalonamento das funções de seus órgãos, ordenar 
e rever a atuação de seus agentes estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu 
quadro de pessoal. 
 
Poder Disciplinar: para que a Administração possa se organizar é necessário que haja a possibilidade 
de aplicar sanções aos agentes que agem de forma ilegal. A aplicação de sanções para o agente que 
infringiu norma de caráter funcional é exercício do poder disciplinar. Não se trata aqui de sanções penais 
e sim de penalidades administrativas como advertência, suspensão, demissão, entre outras. 
Estão sujeitos às penalidades os agentes públicos quando praticarem infração funcional, que é aquela 
que se relaciona com a atividade desenvolvida pelo agente. 
Acima vimos que a aplicação de sanção é ato discricionário, ou seja, cabe ao administrador público 
verificar qual a sanção mais oportuna e conveniente para ser aplicada ao caso concreto. Para tanto ele 
deve considerar as atenuantes e as agravantes, a natureza e a gravidade da infração, bem como os 
prejuízos causados e os antecedentes do agente público. 
É necessário que a decisão de aplicar ou não a sanção seja motivada para que se possa controlar sua 
regularidade. 
 
Questões 
 
01. (MPE/RN -Técnico do Ministério Público Estadual - COMPERVE/2017) Os poderes inerentes à 
Administração Pública são necessários para que ela sobreponha a vontade da lei à vontade individual, o 
interesse público ao privado. Nessa perspectiva, 
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(A) no exercício do poder disciplinar, são apuradas infrações e aplicadas penalidades aos servidores 
públicos sempre por meio de procedimento em que sejam asseguradas a ampla defesa e o contraditório. 
(B) no exercício do poder normativo, são editados decretos regulamentares estabelecendo normas 
ultra legem, inovando na ordem jurídica para criar direitos e obrigações. 
(C) o poder de polícia, apesar de possuir o atributo da coercibilidade, carece do atributo da 
autoexecutoriedade, de modo que a Administração Pública deve sempre recorrer ao judiciário para 
executar suas decisões. 
(D) o poder conferido à Administração Pública é uma faculdade que a Constituição e a lei colocam à 
disposição do administrador, que o exercerá de acordo com sua livre convicção. 
 
02. (PC/PE - Delegado de Polícia - CESPE/2016) Acerca dos poderes e deveres da administração 
pública, assinale a opção correta. 
(A) A autoexecutoriedade é considerada exemplo de abuso de poder: o agente público poderá impor 
medidas coativas a terceiros somente se autorizado pelo Poder Judiciário. 
(B) À administração pública cabe o poder disciplinar para apurar infrações e aplicar penalidades a 
pessoas sujeitas à disciplina administrativa, mesmo que não sejam servidores públicos. 
(C) Poder vinculado é a prerrogativa do poder público para escolher aspectos do ato administrativo 
com base em critérios de conveniência e oportunidade; não é um poder autônomo, devendo estar 
associado ao exercício de outro poder. 
(D) Faz parte do poder regulamentar estabelecer uma relação de coordenação e subordinação entre 
os vários órgãos, incluindo o poder de delegar e avocar atribuições. 
(E) O dever de prestar contas aos tribunais de contas é específico dos servidores públicos; não é 
aplicável a dirigente de entidade privada que receba recursos públicos por convênio. 
 
03. (MPOG - Atividade Técnica - FUNCAB) A aplicação da penalidade de demissão a um servidor 
público exemplifica o exercício de um dos poderes da Administração Pública. O referido poder denomina-
se 
(A) de polícia. 
(B) disciplinar.

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