Prévia do material em texto
Microscópio, corantes e lâminas Microscópio Partes do microscópio Como usar o microscópio? Os oculares podem ter lentes com dois aumentos: 10x e 16x. Objetivos podem ter vários aumentos: 100x, 40x, 10x, 4x; Para a objetiva branca (de imersão), com o aumento de 100x, é necessário o uso do “óleo de imersão”. Corantes As colorações sempre são as mesmas. Elas são: hematoxilina-eosina (HE). Hematoxilina: corante básico com atração a substâncias ácidas. • Essas substâncias ácidas recebem o nome de basófilas (porque fixam corantes básicos). • Azul ou roxo. Eosina: corante ácido com atração a substâncias básicas. • Essas substâncias ácidas recebem o nome de acidófilas (porque fixam corantes ácidos). • Rosa ou vermelha. Corante Substânci a corada Afinidad e Coloração Hematoxilin a (básica) Ácida Basófila Azul-púrpura Eosina (ácida) Básica Acidófila Vermelho Opostos se atraem. Exemplo: Quando uma célula apresenta o núcleo na coloração azul-púrpura (basófilo), é porque a célula é rica em DNA (ácido desoxirribonucleioco), portanto é ácido e atraído pela hematoxilina. Mas quando o citoplasma da célula possui um caráter mais básico, é, portanto, corado em tonalidades de rosa pela eosina. E mesmo assim, algumas regiões do citoplasma podem se apresentar azuladas, pois em algumas regiões há RNA (ácido ribonucleioco). Imagem histológica da glândula tireoide, corada por hematoxilina–eosina. Em roxo, estão os núcleos das células foliculares. Em rosa, o citoplasma das células, assim como o colóide. LARA MELO – ITPAC Palmas Coloração em Prata Utilizado em tecidos que não são corados pela hematoxilina-eosina. Exemplo**:** Fibras reticulares: formadas por colágeno do tipo III e ricas em glicoproteínas e proteoglicanos, que formam as redes. • Estão presentes no fígado, medula óssea, baço, linfonodos, etc. • Possuem argiorofilia (afinidade pela prata). Imagem histológica do fígado, impregnado por prata. Perceba que as fibras reticulares estão enegrecidas. Tricrômico de Masson Tricrômico ultiliza-se três cores. Essa técnica é utilizada principalmente em colágeno do tipo I. Nessa técnica, as fibras colágenas assumem a coloração azul. Imagem histológica de fibras musculares lisas em vermelho e fibras colágenas em azul. Coloração Gram Utilizada para corar lâminas com determinadas bactérias, por conta da composição da parede bacteriana. São divididas entre dois grupos bacterianos: GRAM + (positivas) e GRAM - (negativas). “Por que fazer uma coloração se elas já são diferentes pela parede?” Porque, por mais que a sua espessura e a sua composição sejam diferentes, não é possível observar esses detalhes na microscopia óptica. • Foi por isso que Gram desenvolveu a técnica que cora esses dois grupos bacterianos, de colorações diferentes, de acordo com sua parede, assim podemos diferenciá-las pela cor apresentada na lâmina. Bactérias GRAM positivas: Staphylococcus, Enterococcus, Streptococcus. Bactérias GRAM negativas: Escherichia coli, Helicobacter pylori, Salmonella, Shigella. LARA MELO – ITPAC Palmas Coloração de Giemsa Utilizada para corar lâminas de sangue periférico ou da medula óssea. Por meio dessa coloração, é possível observar células sanguíneas (plaquetas, eritrócitos e leucócitos). Também utilizada para visualizar protozoários do gênero Plasmodium (causador da malária). Quando se observa uma lâmina de sangue periférico corada por Giemsa, as células sanguínas estão em diferentes aspectos e colorações, o que torna possível as diferenciar. As plaquetas apresentam uma colocação próxima ao azul. Lâmina de esfregaço sanguíneo, demonstrando um basófilo (coloração de Giemsa). LARA MELO – ITPAC Palmas Microscópio, corantes e lâminas Microscópio Partes do microscópio Como usar o microscópio? Corantes Exemplo: Coloração em Prata Tricrômico de Masson Coloração Gram Coloração de Giemsa