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1.1 Operações com mercadorias Nesta aula, trataremos das operações com mercadorias. Apontaremos os métodos e sistemas utilizados para registrar as operações com mercadorias. Abordaremos sobre as compras e as vendas de mercadorias e os fatos que alteram as mesmas. Mostraremos como é feita a contabilização desses fatos no livro diário. Discorreremos também, sobre os impostos incidentes sobre as compras e as vendas de mercadorias. Na sequência, veremos como é feita a apuração do estoque de mercadorias. Vamos lá! A importância das operações com mercadorias As operações com mercadorias representam o centro da atividade comercial, são os objetos negociados pelas empresas comerciais. A principal especialidade das empresas comerciais concentra-se nas operações de compra e venda de mercadorias. Para registrar as operações que envolvem mercadorias, as empresas utilizam o método da conta mista ou o método da conta desdobrada. Independente do método utilizado as empresas podem optar por um dos sistemas, ou seja, pelo sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. Agora, vamos ver detalhadamente cada um desses métodos, e em seguida os sistemas de inventário. · Método da conta mista incide na adoção de uma só conta para o registro de todas as operações envolvendo mercadorias. Por ser este um método, esta conta tem como título mercadoria. Denomina-se método da conta mista, pois a conta mercadorias tem dupla função: patrimonial e de resultado. · Método da conta desdobrada incide na adoção de várias contas para o registro das operações envolvendo mercadorias. Neste caso, a conta mercadorias é desdobrada em tantas contas quantas forem necessárias para a contabilização isolada de cada tipo de acontecimento que envolva as operações com mercadorias, que são três: estoque de mercadorias; compra de mercadorias e vendas de mercadorias. Seja qual for o método empregado, a empresa pode ainda escolher um dos seguintes sistemas. · Sistema de inventário periódico, neste caso, as empresas organizam o inventário físico das mercadorias existentes em estoque apenas no final de um período, que normalmente é de um ano. · Sistema de inventário permanente, neste caso, há um controle permanente do estoque de mercadorias efetuando as anotações a cada compra, venda ou devolução. Dessa forma, como os estoques de mercadorias são mantidos atualizados, as empresas podem apurar o resultado da conta mercadorias no momento que desejarem. Este material foi baseado em: DUTRA, Tânia. Contabilidade Comercial. Cuiabá: Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas/Rede e-Tec, 2015. Última atualização: quinta, 29 jul 2021, 17:36 ◄ Comprovante de Inscrição Parte superior do formulário Seguir para... Parte inferior do formulário 1.1.1 Compras e vendas de mercadorias Compras de Mercadorias A empresa comercial pode comprar mercadorias à vista ou à prazo. Nas compras à vista, o pagamento é feito no ato; nas compras à prazo criam-se obrigações para o pagamento futuro. Alguns fatos alteram o valor das compras. A seguir, discorreremos sobre eles. Devolução de compras ou compras anuladas Exemplo: A empresa Delta LTDA devolveu ao seu fornecedor à vista, o valor de R$5.000,00. Foi emitida nota fiscal nº 300. Vejamos o exemplo da contabilização no livro diário. Os lançamentos no livro diário referem-se ao método da conta desdobrada e inventário periódico. Tabela 1 - Livro diário com lançamento de devolução Livro Diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Devolução compras anuladas xx Devolução s/compra mercadoria cfe NF 300 5.000,00 Compra de mercadorias caixa xxx NF nº 700 da J.M Tecidos S/A 70.000,00 Fretes s/compras caixa x Despeças com fretes pago à transportadora Bons Ventos 400,00 Empresa que adota conta mista com inventário periódico Tabela 2 - Livro diário com lançamento de devolução através do método conta mista com inventário periódico Livro Diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Mercadoria xx Devolução s/compra mercadoria cfe NF 300 5.000,00 Empresa que adota conta desdobrada e inventário periódico Tabela 3 - Livro diário com lançamento de devolução através do método conta desdobrada e inventário periódico Livro Diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Devolução de compras xx Devolução s/compra mercadoria cfe NF 300 5.000,00 Empresa que adota a conta desdobrada com inventário permanente Tabela 4 - Livro diário com lançamento de devolução através do método conta desdobrada e inventário permanente Livro Diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Devolução de compras xx Devolução s/compra mercadoria cfe NF 300 5.000,00 Agora que vimos a contabilização no livro diário, vamos tratar de outro fator que altera o valor das compras. Abatimentos sobre compras Sempre que, ao receber mercadorias adquiridas de fornecedores, for constatado que as mercadorias sofreram danos no transporte ou as mercadorias não correspondem, ou, ainda não atenderam as expectativas da empresa, esta poderá devolver parte ou total do lote de mercadorias, ou, ainda, ganhar do fornecedor um abatimento sobre o preço de compra. O exemplo da contabilização dos abatimentos é o mesmo da devolução. Fretes e seguros sobre compras É o valor do frete e do seguro quando esses correm por conta do destinatário (comprador). Vamos a um exemplo para ver como fica a contabilização no livro diário. Exemplo: Suponhamos que a nossa empresa pagou a importância de R$3.000,00, para a Transportadora Leva a Jato S/A, referente a fretes e seguros, conforme nota fiscal de serviço de transporte nº 67.900xx, para transportar até o nosso estabelecimento mercadorias adquiridas do fornecedor Vicente Lima Ltda. Contabilização no livro diário Tabela 5 - Livro diário com lançamento de frete e seguro sobre compras Livro Diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Fretes e seguros sobre compras Caixa xx Nosso pagamento da NF nº67.900xx da transportadora Leva a Jato S/A Referente a fretes e seguros 3.000,00 Descontos incondicionais obtidos São aqueles que a empresa ganha dos fornecedores no momento em que efetua compras de mercadorias. São destacados nas próprias notas fiscais. Os saldos das contas fretes e seguros sobre compras, compras anuladas, abatimentos sobre compras e descontos incondicionais obtidos, como interferem no valor das compras, serão transferidos para a conta do CMV (custo de mercadorias vendidas), no final do exercício, por ocasião da apuração do resultado bruto. Até aqui, tratamos das compras de mercadorias e os fatos que alteram as compras. Agora, abordaremos as vendas de mercadorias e os fatos que alteram as vendas. Venda de mercadorias As vendas de mercadorias constituem a principal fonte de receita das empresas comerciais. Segundo Ribeiro (2009), as pessoas que compram mercadorias são conhecidas como clientes. Assim como temos compras à vista e compras à prazo, as vendas também podem ser realizadas à vista ou à prazo. Nas vendas à vista, a empresa recebe no ato da venda o valor das mercadorias e, nas vendas à prazo, ela passa a ter o direito de receber. · Nas vendas à vista os lançamentos efetuados são débitos de caixa e crédito de vendas de mercadorias. · Nas vendas à prazo os lançamentos efetuados configuram-se como débito para duplicatas a receber ou clientes e crédito de vendas de mercadorias. Na sequência, trataremos dos fatos que alteram o valor das vendas. Abatimentos sobre vendas Da mesma forma que a empresa pode ganhar de seu fornecedor abatimento sobre o preço de compra, poderá conceder abatimentos aos seus clientes. Descontos incondicionais concedidos Considere a venda de mercadorias, à vista, conforme nossa NF nº 10, no valor de R$1.000,00. O desconto foi destacado na própria Nota Fiscal, no valor de R$50,00. Acompanhe o lançamento no livro diário. Lançamento no livro diário Tabela 6 - Livro diário com lançamento dedesconto concedido /abatimento sobre vendas Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Vendas de mercadorias xx Valor referente a vendas conforme mercadorias 1.000,00 Desconto Concedido Vendas de mercadorias xx Valor referente ao desconto conforme NF 50,00 D - Caixa C - Vendas de mercadorias Valor referente a Nota Fiscal de nº10..........................................R$1.000,00 D - Desconto incondicional concedido C - Vendas de mercadorias → Valor referente ao desconto concedido NF Supra... .........................................................................................R$50,00. Como ocorreu um desconto de R$50,00 na venda de mercadorias do caixa, entraram R$950,00. Devoluções de vendas ou vendas anuladas Correspondem à anulação de valores registrados como receita de vendas, decorrentes de seu cancelamento. Exemplo: Em 10/02 vendemos mercadorias no valor de R$5.000,00, conforme NF nº103. Tabela 7 - Livro diário com lançamento de devoluções de vendas ou vendas anuladas Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Vendas de mercadorias 10/02 Venda referente ao desconto conforme NF 103 5.000,00 D - Caixa C - Vendas de mercadorias Valor referente a nota fiscal nº 103.........................................R$ 5.000,00 Em 15/02, ao receber as mercadorias em seu estabelecimento, o cliente constatou que estavam em desacordo com o pedido. Após efetuar as anotações no verso da nota devolveu toda a mercadoria. Para regularizar a operação, emitimos a nota fiscal de entrada nº 134 e efetuamos o seguinte lançamento no livro diário. Livro diário Tabela 8 - Livro diário com lançamento de vendas anuladas Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Vendas anuladas Caixa xx Mercadoria recebida em devolução, conforme NFE nº 134, correspondente uma venda efetuada através da nossa NF nº 103 5.000,00 Mercadorias recebidas em devolução, conforme NFE nº134, correspondente à venda efetuada em 10/02 através da nossa Nota Fiscal nº 103. R$5.000,00. Este material foi baseado em: DUTRA, Tânia. Contabilidade Comercial. Cuiabá: Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas/Rede e-Tec, 2015. 1.1.2 Tributos incidentes sobre compras e vendas Nas operações de compras e vendas de mercadorias, poderão incidir alguns tributos, inclusos no valor das mercadorias ou a ele adicionados. Segundo Ludícibus (2008, p. 81), Consideram-se tributos incidentes sobre vendas os impostos, as taxas e as contribuições que guardam proporcionalidade com preço da venda efetuada ou do serviço prestado, ainda que o montante do referido tributo integre sua própria base de cálculo. Lançamento do ICMS sobre vendas Exemplo: A empresa Silva Só Ltda. vendeu uma moto, à vista, por R$15.000,00, conforme Nota Fiscal nº 90, com ICMS destacado no valor de R$2.500,00. D - Caixa C - Vendas de mercadorias Nota fiscal nº 90, ref. à venda de uma moto...........................R$15.000,00 D - ICMS sobre vendas C - ICMS a recuperar ICMS destacado na NF Nº 90, pela alíquota de 17%. ...............R$2.550,00 Livro diário Tabela 1 - Livro diário com lançamento do ICMS sobre vendas Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Vendas de mercadorias xx Nossa NF nº 90 ref. à venda de uma moto 15.000,00 ICMS s/ vendas ICMS à recuperar xx Valor ref. um alíquota de 17% sobre note de compra 2.550,00 O saldo da conta ICMS a recuperar é apurado no último dia de cada mês. Se for credor (obrigação) a empresa terá que pagar aos cofres públicos do governo do Estado, nos primeiros dias do mês seguinte. Se for devedor (direito), o recolhimento não será efetuado, pois representa um direito da empresa com relação ao governo do Estado. Como o saldo da conta ICMS a recuperar é credor, isso significa que a empresa Silva Só Ltda. terá de recolher essa importância nos primeiros dias do mês seguinte para o governo do Estado. Transferência que se processa de saldo a ser recolhido em favor do governo do Estado, conf. livro de registro e apuração do ICMS.................R$2.550,00. Livro diário Tabela 2 - Livro diário com lançamento do ICMS à recuperar Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor ICMS à recuperar Vendas de mercadorias Nossa NF nº 90 ref. à venda de uma moto 15.000,00 ICMS à recuperar ICMS à recolher xx Valor ref. um alíquota de 17% sobre note de compra 2.550,00 Se o saldo da conta ICMS a recuperar for devedor, não haverá procedimento contábil, o respectivo saldo passará para o mês seguinte. Fique atento(a), pois quando o saldo da conta ICMS a recuperar for credor, gera uma obrigação. Na compra, o valor do ICMS representa um direito para empresa, por isso debitamos a conta ICMS a recuperar. Na venda, o valor do ICMS representa obrigação para a empresa, por isso, é registrado a crédito da conta ICMS a recuperar. IPI O imposto sobre produtos industrializados (IPI) é um imposto de competência federal, é exigido principalmente nas empresas industriais. É considerado imposto por fora, pois seu cálculo é feito sobre o valor dos produtos(mercadorias) e a ele é adicionado. A alíquota do IPI varia em função do produto e não é um imposto não- cumulativo. ISS O imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) Esse imposto é de competência municipal, cobrado sobre o valor da receita dos serviços prestados pelas empresas. Entretanto, algumas empresas comerciais, além de vender mercadorias prestam algum tipo de serviços. A alíquota e a base de cálculo do ISS podem ser diferentes em cada cidade do país, pois dependem da legislação municipal. Vamos ver como fica o lançamento no livro diário. D- Caixa C- Receitas de serviços Recebido pela prestação de serviços conforme nossa N.F nº 40... R$5.000,00. Tabela 3 - Livro diário com lançamento de ISS à recolher. Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Receita de serviços Recibo pela prestação de serviço conforme NF nº 40 5.000,00 ISS ISS à recolher xx Valor ref. um alíquota de 5% sobre receita de serviços 250,00 No final do mês ou do ano (conforme a legislação do município), deve ser calculado o valor do ISS sobre as receitas do período. 5%x R$5.000,00 = R$250,00, (esse valor corresponde a despesa do ISS no período apurado, o qual será recolhido, nos primeiros dias do mês seguinte, aos cofres da Prefeitura). Lançamento no livro diário D- ISS C- ISS a recolher Valor ref. a 5% das receitas do período...R$ 250,00 Livro diário Tabela 4 - Livro diário com lançamento de ISS à recolher Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Caixa Receita de serviços Recibo pela prestação de serviço conforme NF nº 40 5.000,00 ISS ISS à recolher xx Valor ref. um alíquota de 5% sobre receita de serviços 250,00 PIS/PASEP e COFINS sobre faturamento O programa de integração social (PIS) e a contribuição para o financiamento da Seguridade Social (COFINS) são duas modalidades de tributos (contribuições) que as empresas em geral devem recolher mensalmente ao Governo Federal. A legislação tributária trata da contribuição do PIS, juntamente com programa de formação do patrimônio do servidor público (PASEP). A lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, criou o regime não- cumulativo de tributação da contribuição PIS/PASEP. Essa mesma lei estabeleceu também as pessoas jurídicas, bem como algumas atividades e receitas que não estão sujeitas a essa modalidade de tributação. A lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003, criou o regime não-cumulativo de tributação da COFINS. Essa mesma lei estabeleceu também as pessoas jurídicas, bem como algumas atividades e receitas que não estão sujeitas a esta tributação. Alíquota de PIS/PASEP é de 0,65% para as empresas sujeitas ao regime cumulativo; Alíquota da COFINS para as empresas sujeitas ao regime cumulativo é de 3%. Na sequência, trataremos da contabilização do PIS/PASEP e da COFINS. Vamos contabilizar na modalidade cumulativa. Considere as seguintes informaçõesrelativas ao mês de fevereiro de 2010, extraídas do registro contábil de uma empresa comercial: Receitas financeiras de R$30.000,00 Aluguéis ativos: R$20.000,00 Com base nas receitas acima, calcule e contabilize as contribuições para o PIS/PASEP pela alíquota de 0,65% e para a COFINS pela alíquota de 3%. D-PIS/PASEP sobre o faturamento receitas financeiras. C-PIS/PASEP a recolher Valor ref. a 0,65% sobre 30.000...................................................R$195,00 D- PIS/PASEP sobre outras receitas operacionais C- PIS/PASEP a recolher Valor ref. 0,65% sobre 20.000.....................................................R$130,00 Contabilização da COFINS D- COFINS sobre faturamentos receitas financeiras C- COFINS a recolher Valor ref. a 3% sobre 30.000.............................................R$900,00 D- COFINS sobre faturamento receitas operacionais C- COFINS a recolher Valor ref. a 3% sobre 20.000.............................................R$600,00 Livro diário Tabela 5 - Livro diário com lançamento de CONFINS à recolher. Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor PIS sobre faturamento PIS a recolher xx Valor referente a 0,65% das receitas 195,00 CONFINS CONFINS a recolher xx Valor referente a alíquota de 3% sobre nota de compra 900,00 Referência: LUDÍCIBUS, Sérgio. Contabilidade Comercial. 10ª. ed. São Paulo: Atlas, 2008. 1.1.3 Apuração do resultado da conta mercadorias Os fatos administrativos que ocorrem na empresa comercial, envolvendo compras e vendas de mercadorias, representam seu principal movimento. Segundo Silva (2008, p. 259), “o resultado dessa transação influi diretamente no destino da empresa.” O resultado da conta mercadorias é o resultado bruto do exercício de uma empresa comercial. Esse resultado poderá ser lucro sobre vendas ou prejuízo sobre vendas. Para apuração do resultado da conta mercadorias usaremos duas fórmulas: Primeira fórmula CMV= EI + (C - CA) - EF CMV = Custo das mercadorias vendidas EI = Estoque inicial C=Compras de mercadorias CA = Compras anuladas EF = Estoque final Segunda fórmula: RCM = V - (DA) - CMV RCM = Resultado da conta mercadorias V = Vendas de mercadorias DA = Deduções ou abatimentos sobre vendas tais como vendas anuladas, ICMS, PIS sobre faturamento, COFINS e descontos concedidos. CMV = Custo das mercadorias vendidas (apurado na primeira fórmula) Extracontabilmente: Considere: estoque final, conforme inventário realizado, igual a R$120.000,00; CMV= EI + (C - CA) - EF CMV = R$ 50.000,00 + (R$ 170.000,00 -R$ 8.000,00) - R$ 120.000,00 CMV= R$ 50.000,00 + R$ 162.000,00–R$ 120.000,00 CMV= R$ 212.000,00 -R$ 120.000,00 CMV= R$ 92.000,00 RCM= V - (DA) - CMV RCM=R$ 320.000,00 - ( R$ 10.000,00 + R$ 54.400,00 + R$ 2.000,00 + R$ 6.000,00) - R$ 92.000,00 RCM= R$ 320.000,00–R$ 72.400,00 – R$ 92.000,00 RCM= R$ 155.600,00 Quando o RCM for positivo, corresponde ao lucro bruto, ou seja, o lucro apurado sobre as vendas. Quando o RCM for negativo corresponde a um prejuízo sobre as vendas. Razão - Razonetes Os razonetes são representados por uma estrutura gráfica em forma de T. No lado esquerdo do razonete são lançados os débitos (saldos devedores) e no lado direito são lançados os créditos (saldos credores), ficando o nome da conta na parte de cima do T. Figura 1 - Razonetes Descrição da imagem: Razonetes Contábeis, apresenta onze razonetes. Razonete Estoque de mercadorias com os lançamentos no débito de R$ 50.000,00 e R$ 120.000,00 e lançamento no crédito de R$ 50.000,00. Razonete Compras de mercadorias com o lançamento no débito de R$ 170.000,00 e lançamento no crédito de R$ 170.000,00. Razonete Compras anuladas com o lançamento no débito de R$ 8.000,00 e lançamento no crédito de R$ 8.000,00. Razonete Vendas de mercadorias com o lançamento no débito de R$ 320.000,00 e lançamento no crédito de R$ 320.000,00. Razonete Vendas anuladas com o lançamento no débito de R$ 10.000,00 e lançamento no crédito de R$ 10.000,00. Razonete ICMSs com o lançamento no débito de R$ 54.400,00 e lançamento no crédito de R$ 54.400,00. Razonete Pis com o lançamento no débito de R$ 2.000,00 e lançamento no crédito de R$ 2.000,00. Razonete Confins com o lançamento no débito de R$ 6.000,00 e lançamento no crédito de R$ 6.000,00. Razonete ICMSs com os lançamentos no débito de R$ 50.000,00, R$ 170.00,00 e R$ 92.000,00 e lançamentos no crédito de R$ 50.000,00, R$ 170.00,00 e R$ 92.000,00. Razonete RCM com os lançamentos no débito de R$ 72.400,00 e R$ 92.000,00 e lançamentos no crédito de R$ 320.000,00 e R$155.600,00. E Razonete Lucros sobre vendas/Confins com o lançamento no crédito de R$ 155.600,00. Lançamento no livro diário Transferência do estoque inicial para a conta CMV: D - Custo das mercadorias vendidas C - Estoque de mercadorias Valor que se transfere, para apuração do CMV.......................R$50.000,00 Tabela 1 - Livro diários com lançamento da transferência do estoque inicial para a conta CMV Livro diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Custo de mercadoria vendida Estoque de mercadorias xx Valor transfere para apuração do CMV 50.000,00 Custo das mercadorias Compra de mercadorias xx Valor transfere para apuração do CMV 170.000,00 Transferência do saldo da conta compra de mercadorias para o CMV: D – Custo das mercadorias vendidas C - Compras de mercadorias Transferência do saldo para apuração do CMV.................. R$170.000,00 Tabela 2 - Livro diários com lançamento da compra de mercadorias para a conta CMV Livro diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Compras anuladas Custo de mercadorias vendidas xx Valor transfere para apuração do CMV 8.000,00 Custo das mercadorias Custo de mercadorias vendidas xx Valor referente a estoque final apurado inventário físico 120.000,00 Lançamentos do RCM Transferências dos saldos das contas que representam deduções sobre as vendas. D - Resultado da conta mercadorias Transferência para apuração do RCM: C - Vendas anuladas................................................................R$10.000,00 C-ICMS...................................................................................R$54.400,00 C-PIS... .....................................................................................R$2.000,00 C-COFINS.................................................................................R$6.000,00 Total..........................................................................................R$72.400,00 Vamos transferir o RCM para a conta lucro sobre vendas Transferência do CMV para a conta RCM: D - Resultado da conta mercadorias C - Custo das mercadorias vendidas Transferência do saldo para apuração do RCM ..............R$92.000,00 Transferência do RCM para a conta lucro sobre vendas: D - Resultado conta mercadorias C - Lucro sobre vendas Lucro apurado nas vendas..........................................R$155.600,00 Tabela 3 - Livro diários com lançamento da transferência do CMV para a conta RCM Livro diário Conta Debitada Conta Creditada Dia Histórico Valor Resultado conta mercadorias Vendas anuladas xx Valor transfere para apuração do RCM 10.000,00 Resultado conta mercadorias ICMS sem vendas vendidas xx Valor transfere para apuração do RCM 54.400,00 Resultado conta em mercadorias PIS s/ faturamento xx Valor transfere para apuração do RCM 2.000,00 Resultado conta em mercadorias CONFINS s / faturamento xx Valor transfere para apuração do RCM 6.000,00 Resultado conta em mercadorias Custo das mercadorias vendidas xx Valor transfere para apuração do RCM 92.000,00 Resultado conta em mercadorias Lucro sem vendas xx Valor transfere para apuração do lucro do período 155.600,00 Este material foi baseado em: DUTRA, Tânia. Contabilidade Comercial. Cuiabá: Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas/Rede e-Tec, 2015. 1.2 Operações com pessoal Nas primeiras aulas, abordamos as operações com mercadorias. Nesta, vamos tratar das operações com pessoal. Inicialmentevamos conceituar folha de pagamento. No decorrer da aula, mostraremos como efetuar os cálculos e a contabilização necessária à apropriação das despesas e encargos sociais com a folha de pagamento. O que é folha de pagamento? Folha de pagamento é um documento em que são relacionados os nomes dos empregados da empresa, o valor bruto dos salários, os descontos ou abatimentos e o valor líquido a receber. Segundo Ribeiro (2010), uma folha de pagamento, por mais simples que seja, apresenta pelo menos os seguintes elementos: · Valor bruto dos salários; · Valor da contribuição de Previdência- descontado dos salários; · Valor líquido que os empregados receberão; · Despesa total com os salários. A contabilidade na folha de pagamento A contabilização da folha de pagamento é feita em duas etapas, conforme escreve Ribeiro (2013): 1º No último dia do mês após efetuar os cálculos e elaborar a folha de pagamento de salários, a empresa efetuará a contabilização, apropriando as despesas incorridas naquele mês e consequentemente registrando as obrigações respectivas. 2º No mês seguinte são efetuados os lançamentos da liquidação da folha, correspondentes ao pagamento do líquido aos empregados, bem como ao recolhimento da contribuição de previdência, FGTS, IR ou outros, mediante o preenchimento dos formulários necessários. Veremos a seguir, que os valores constantes de uma folha de pagamento podem ser agrupados em categorias. 1. Remunerações Compreendem os valores que os empregados têm de receber da empresa como contraprestação dos serviços por eles prestados durante o mês. 2. Descontos Englobam os valores que as empresas devem abater do total das remunerações de vidas aos empregados. As retenções dos valores descontados da remuneração dos empregados que deverão ser repassados para outras entidades. As principais são: · Contribuições de Previdência: obrigação dos empregados para com a Previdência Social, e varia conforme a faixa salarial, com a reforma da previdência em 2019, as taxas do INSS, passaram a ser de 7,5%, 9%, 12% e 14% sobre o salário bruto, observado o teto fixado pela Legislação Previdenciária. · Imposto de Renda Retido na fonte: obrigatório apenas para os empregados cuja remuneração supera determinado limite fixado anualmente pela Secretaria da Receita Federal. · Contribuição sindical: Os artigos 578 e 579 da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, preveem que as contribuições devidas aos sindicatos, pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades, têm a denominação de "Contribuição Sindical". A Contribuição Sindical, até outubro de 2017, era devida por todos aqueles que participassem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão (artigo 583 da CLT). Com o abvento da Lei 13.467/2017 (Lei da Reforma Trabalhista), esta alterou a CLT, estabelecendo que a contribuição sindical será facultativa, devendo o empregado requerer o desconto previamente ao empregador, autorizando de forma prévia (POR ESCRITO), voluntária, individual e expressa, conforme dispõe o art. 579 da CLT. · Clube Social: os trabalhadores associados a clubes recreativos agregados à empresa para a qual trabalham, autorizarão a retenção de mensalidades para serem repassados a esses órgãos. · Compensações: valores que as empresas têm direito de descontar do total da remuneração dos empregados, como ocorre com adiantamentos de salários. 3. Salário-família É uma quota, fixada periodicamente pela Previdência Social, que o Governo, por força de lei, se obriga a pagar a todo trabalhador de baixa renda que tiver filhos de até 14 anos de idade ou inválidos. 4. Valores líquidos da folha Corresponde ao valor que será pago aos servidores (valor da remuneração diminuído dos descontos e acrescidos das quotas do salário-família). 5. Contribuições de Previdência parte patronal, importância devida com base no salário bruto dos servidores. O percentual dessa obrigação varia de acordo com o ramo de atividade da empresa. No caso das empresas comerciais, por exemplo, são recolhidos 26,8% sobre o valor bruto da folha. 6. Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS foi criado pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966 e vigente a partir de 01 de janeiro de 1967, para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. Corresponde a 8% do valor bruto da folha, a ser recolhido por meio de rede bancária, cujo contrato é regido pela CLT. No caso de contratos de menores aprendizes, o percentual é de 2%. 7. Provisão para férias Corresponde a 1/12 do valor bruto da folha acrescido de 1/3 desse mesmo valor. 8. Provisão para 13º salário Corresponde a1/12 do valor bruto da folha, acrescido do encargo com INSS parte patronal e FGTS. Cálculos dos encargos O recolhimento previdenciário das empresas em geral corresponde à aplicação das seguintes alíquotas, sobre o total das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados: 20% referente ao INSS Patronal para as empresas NÃO optantes do Simples Nacional; 1%,2% ou 3% referente a Risco de Acidente do Trabalho (RAT) e contribuição adicional, se for o caso, variando conforme o grau de risco, acrescido do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) a partir de janeiro/2010; e geralmente 5,80% de contribuição variável de Outras Entidade (Terceiros), destinada às entidades SENAI, SESC, SESI, etc., onde o INSS se incumbe de arrecadar e repassar. (Fonte: Site <https://www.delphin.com.br/orientacao/66-encargos-sociais-sobre-a-folha-de-pagamento> Acesso: em 21 mai. 2021). Enquadramento no FAT e RAT Esse é um assunto de suma importância, para as empresas. Segundo o site da Receita Federal vinculada ao Ministério da Economia, o RAT, que significa: Risco Ambiental do Trabalho representa a contribuição da empresa, prevista no inciso II do artigo 22 da Lei 8212/91, e consiste em percentual que mede o risco da atividade econômica, com base no qual é cobrada a contribuição para financiar os benefícios previdenciários decorrentes do grau de incidência de incapacidade laborativa. A alíquota de contribuição para o RAT será de 1% se a atividade é de risco mínimo; 2% se de risco médio e de 3% se de risco grave, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. Havendo exposição do trabalhador a agentes nocivos que permitam a concessão de aposentadoria especial, há acréscimo das alíquotas na forma da legislação em vigor. Já o FAP é o Fator Acidentário de Prevenção, que afere o desempenho da empresa, dentro da respectiva atividade econômica, relativamente aos acidentes de trabalho ocorridos num determinado período. O FAP consiste num multiplicador variável num intervalo contínuo de cinco décimos (0,5000) a dois inteiros (2,0000), aplicado com quatro casas decimais sobre a alíquota RAT. Fundo de garantia por tempo de serviço Mas, o que é FGTS? Segundo Pinto (2003, p. 472), trata de: um conjunto de depósitos de responsabilidade dos empregadores, em função de suas relações individuais de emprego, em contas bancárias de que são titulares os empregados, destinadas à formação de um patrimônio retributivo da energia investida em favor da empresa, com movimentação vinculada, de acordo com hipótese prevista em lei. Atualmente, a Lei que dispõe sobre o FGTS é a de nº 8.036, de 11/05/90, republicada em 14/05/90, já tendo sofrido várias alterações. Segundo o Porta do FGTS, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi criado pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966 e vigente a partir de 01 de janeiro de 1967, para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. O FGTS é constituído de contas vinculadas, abertas em nome de cada trabalhador, quando o empregador efetua o primeiro depósito. O saldo da conta vinculada é formado pelos depósitos mensais efetivadospelo empregador, acrescidos de atualização monetária e juros. Com o FGTS, o trabalhador tem a oportunidade de formar um patrimônio, que pode ser sacado em momentos especiais, como o da aquisição da casa própria ou da aposentadoria e em situações de dificuldades, que podem ocorrer com a demissão sem justa causa ou em caso de algumas doenças graves. O trabalhador pode utilizar os recursos do FGTS para a moradia nos casos de aquisição de imóvel novo ou usado, construção, liquidação ou amortização de dívida vinculada a contrato de financiamento habitacional. Assim, o FGTS tornou-se uma das mais importantes fontes de financiamento habitacional, beneficiando o cidadão brasileiro, principalmente o de menor renda. Quem tem direito ao FGTS Todos os trabalhadores regidos pela CLT que firmaram contrato de trabalho a partir de 05/10/1988. Antes dessa data, a opção pelo FGTS era facultativa. Também têm direito ao FGTS os trabalhadores rurais, os temporários, os intermitentes, os avulsos, os safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita) e os atletas profissionais (jogadores de futebol, vôlei, etc.). O diretor não-empregado poderá ser equiparado aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS. Foi facultado ao empregador doméstico recolher ou não o FGTS referente ao seu empregado até 30/09/2015, a partir de 01/10/2015 o recolhimento passou a ser obrigatório. A opção pelo recolhimento, quando facultado (antes de 01/10/2015), estabelece a sua obrigatoriedade enquanto durar o vínculo empregatício. O FGTS não é descontado do salário, é obrigação do empregador. Também têm direito ao FGTS: · Trabalhadores rurais; · Trabalhadores intermitentes (Lei nº 13.467/2017 - Reforma Trabalhista); · Trabalhadores temporários; · Trabalhadores avulsos; · Safreiros (operários rurais, que trabalham apenas no período de colheita); · Atletas profissionais(jogadores de futebol, vôlei, etc.); · Diretor não-empregado poderá ser equiparado aos demais trabalhadores sujeitos ao regime do FGTS e; · Empregado doméstico. É importante frisar que quem deposita o FGTS e o empregador ou o tomador de serviços faz o depósito na conta vinculada ao FGTS do trabalhador. O depósito pode ser feito até o dia 7 de cada mês. O FGTS não é descontado do salário do trabalhador. Quem deve depositar é o empregador. Referências: FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, 2021. Disponível em: https://www.fgts.gov.br/Pages/default.aspx. PINTO, J. A. R. Curso de direito individual do trabalho. 2ª. ed. Disponível em:. Acesso em: 06 ago. 2013 RAT, FAT : Risco Ambiental e Trabalho, Fator Acidentário de Prevenção, 2021. Disponível em:< https://receita.economia.gov.br/orientacao/tributaria/declaracoes-e-demonstrativos/gfip-sefip-guia-do-fgts-e-informacoes-a-previdencia-social-1/fap-fator-acidentario-de-prevencao-legislacao-perguntas-frequentes-dados-da-empresa#:~:text=A%20al%C3%ADquota%20de%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20para,segurados%20empregados%20e%20trabalhadores%> Acesso em 21 mai.2021. 1.2.1 Deveres do empregador O empregador, a pessoa física ou a pessoa jurídica de direito privado ou de direito público, da administração pública direta, indireta ou fundamental de qualquer dos Poderes, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que admitir trabalhadores a seu serviço, bem assim aquele que, regido por legislação especial, encontrar-se nessa condição ou figurar como fornecedor ou tomador de mão-de-obra, independente da responsabilidade solidária e/ou subsidiária a que eventualmente venha obrigar-se. 1. Depositar o FGTS até o dia 7 de cada mês, no valor correspondente: · 8% da remuneração paga ou devida no mês anterior; ou · 2%, caso se trate de contrato temporário de trabalho com prazo determinado, nos termos da Lei nº 9.601/98; 2. Informar, mensalmente, no recibo de pagamento do trabalhador, o valor depositado em sua conta vinculada; 3. Até o dia 10 de cada mês, deve colocar à disposição de seus empregados, do sindicato, ou associações de empregados, documentos que comprovem os recolhimentos realizados ao Fundo de Garantia, inclusive dos meses anteriores; 4. Prestar informações sobre o FGTS de seus empregados aos sindicatos, quando solicitado; 5. Quando o empregador demitir sem justa causa, deve, por ocasião da rescisão do contrato, depositar 50% do total de todos os depósitos realizados na conta vinculada do trabalhador, atualizados monetariamente e mais os juros, sendo 40% na conta vinculada deste, e 10% para contribuições sociais de que trata a Lei Complementar nº 110/01. 6. Quando a dispensa ocorrer por culpa recíproca ou força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho, deve depositar na conta vinculada do trabalhador, 20% do total dos depósitos realizados na conta vinculada, atualizados monetariamente e mais os juros; 7. Ocorrendo rescisão do contrato de trabalho, por parte do empregador, ficará este obrigado a depositar na conta vinculada do empregado, além dos 40% previstos na alínea "e" ou 20% previstos da alínea "f", os valores relativos aos depósitos referentes ao mês de rescisão e ao imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido; 8. No caso de rescisão do contrato de trabalho ou, ainda, nas hipóteses em que o trabalhador fizer jus à utilização dos valores de sua conta vinculada, durante o período da vigência de parcelamento, o empregador deverá antecipar os recolhimentos relativos ao trabalhador dispensado, deduzindo-se esses valores das parcelas a vencer. (Fonte: Site <http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/fgts_empregador.htm>. Acesso em 21 mai 2021). 1.2.2 Imposto de Renda, Vale Transporte e Adiantamentos Imposto de renda de pessoa física Segundo a Receita Federal, o Imposto de renda de pessoa física - IRPF, é um imposto que incide sobre a renda e os proventos de contribuintes residentes no País ou residentes no exterior que recebam rendimentos de fontes no Brasil. Apresenta alíquotas variáveis conforme a renda dos contribuintes, de forma que os de menor renda não sejam alcançados pela tributação. Tabela progressiva para o cálculo mensal do imposto sobre a renda da pessoa física a partir do mês de abril do ano-calendário de 2015, em vigor até a presente data. Tabela 1 - Alíquotas de imposto de renda pessoa física Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R $) Até 1,903,98 - - De 1.903,98 até 2.826,65 7,5% 142,80 De 2.826,65 até 3.751,05 15% 354,80 De 3.751,05 até 4.664,68 22,5% 636,13 Acima de 4.664,68 27,5% 869,36 Fonte: Receita Federal Agora vejamos um exemplo de cálculo do valor do Imposto de Renda Retido na Fonte: (IRRF) Considere que: Salário base: R$ 1.600,00 Imposto devido: R$ 0,00 Isento Memória de cálculo: INSS (9%) R$ 144,00 Dependentes (2) R$ 301,38 (O valor da dedução mensal é R$ 150,69 por dependente) Outras deduções R$ 0,00 R$ 1.600,00- (R$ 144,00 + R$ 301,38) = R$ 1.154,62 Base para cálculo: R$ 1.154,62 Agora que vimos como são efetuados os cálculos do valor do imposto de renda, vamos tratar de outro assunto relevante que é o vale transporte. Vale-transport No Brasil, de acordo com Decreto Nº 95.247, de 17 de novembro de 1987 art. 2º; "O vale -transporte constitui benefício que o empregador antecipará ao trabalhador para utilização efetiva em despesas de deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa. Entende-se como o deslocamento a soma dos segmentos componentes da viagem do beneficiário, por um ou mais meios de transporte, entre sua residência e o local de trabalho". O vale-transporte será custeado: · pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; · pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior. A concessão do vale-transporte autoriza o empregador a descontar, mensalmente, do beneficiário que exercer o respectivo direito, o valor da parcela equivalente a 6% (seis por cento) do seu salário básico ou vencimento. Formas de aquisição e base de cálculo para desconto: A base de cálculo paradeterminação da parcela a ser descontada do beneficiário será: O salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens; o montante percebido no período, para os trabalhadores remunerados por tarefa ou serviço feito, ou quando tratar-se de remuneração constituída exclusivamente de comissões, percentagens, gratificações, gorjetas ou equivalentes. Adiantamentos É comum as empresas concederem uma vez por mês, a seus empregados, adiantamentos de salários. Normalmente, os empregados recebem seus salários no quinto dia útil de cada mês e o adiantamento por volta do dia 20. Sobre o adiantamento incide apenas o IR (imposto de renda), sendo que os demais descontos serão retidos no momento da elaboração da folha de pagamento, no final do mês. Etapas para contabilização dos adiantamentos 1ª Etapa: dia 20 de setembro - adiantamento de salário Suponhamos que uma determinada empresa comercial possua três empregados. Em 20 de setembro, ela fornece adiantamento de salário, pagando, em dinheiro, a importância de R$ 6.000,00. Lançamento no livro Diário Tabela 2 - Livro diário com lançamento de adiantamento de salários LIVRO DIÁRIO Conta debitada Conta creditada Dia Histórico Valor Adiantamento de salários Caixa 20/09 Adiantamento conforme folha de pagamento R$ 6.000,00 Lançamento no livro Razão Tabela 3 - Livro razão da conta adiantamento empregados LIVRO RAZÃO Adiantamento empregados Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 20/09 Pagamento Adiantamento da folha R $ 6.000,00 - R $ 6.000,00 2ª Etapa: dia 30 de setembro - elaboração da folha de pagamento: Dados: Valor Bruto da Folha...........................................................15.000,00 Retenções: Previdência Social..................................................................1.350,00 Imposto de Renda.................................................................1.000,00 Contribuição Sindicato.............................................................150,00 Adiantamentos.......................................................................6.000,00 Contabilização da folha no Diário Tabela 4 - Livro diário com contabilização da folha de pagamento Conta debitada Conta creditada Dia Histórico Valor Salários Salários a pagar 30/09 Pela elaboração da folha de pagamento 15.000,00 Salários a pagar Contribuição da previdência a recolher 30/09 Pelas retenções da folha de pagamento 9% da previdência 1.350,00 Salários a pagar Imposto de renda a recolher 20/09 Pelas retenções da folha de pagamento de imposto de renda 1.000,00 Salários a pagar Contribuição de classe a recolher 30/09 Valor a ser repassado ao sindicato 150,00 Tabela 5 - Livro razão da conta salários LIVRO RAZÃO Salários Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Pela elaboração da folha de pagamento 15.000,00 - 15.000,00 Tabela 6 - Livro razão da conta salários LIVRO RAZÃO Salários Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Pelas retenções da folha de pagamento 9% de Previdência 1.350,00 - 1.350,00 Tabela 7 - Livro razão da conta imposto de renda a recolher LIVRO RAZÃO Imposto de renda a recolher Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Pelas retenções da folha de pagamento de importo de renda 1.000,00 - 1.000,00 Tabela 8 - Livro razão da conta salários a pagar LIVRO RAZÃO Salários a pagar Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Pelas retenções da folha de pagamento de importo de renda 1.000,00 1.000,00 Tabela 9 - Livro razão da conta contribuição de classe a recolher LIVRO RAZÃO Contribuição de classe a recolher Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Contribuição de classe a recolher valor a ser repassado ao sindicato 150,00 - 150,00 Tabela 10 - Livro razão da conta salários LIVRO RAZÃO Salários Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Contribuição de classe a recolher valor a ser repassado ao sindicato - 150,00 150,00 Tabela 11 - Livro razão da conta salários a pagar LIVRO RAZÃO Salários a pagar Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Conforme adiantamento da folha 6.000,00 - 6.000,00 Apropriação dos encargos sociais · Salários: representam o valor bruto da folha. · Encargos Sociais: correspondem à contribuição de Previdência, parte patronal FGTS e valores das provisões para férias e 13º salário. Cálculo dos encargos sociais referentes ao valor bruto da folha 15.000,00 x 26,8% = 4.020,00 (contribuição parte patronal) 15.000,00 x 8% = 1.200,00 (FGTS) Contribuição de Previdência, parte patronal (26,8%)... 4.020,00 FGTS (8%)....................................................................1.200,00 Tabela 12 - Livro diário com lançamento de encargos sociais LIVRO DIÁRIO Conta debitada Conta creditada Dia Histórico Valor Encargos sociais Contribuição Previdência a recolher 30/09 Contribuição Previdência patronal (26,8%) 4.020,00 Encargos sociais FGTS a recolher 30/09 Valor referente a FGTS a recolher 1.200,00 Tabela 13 - Livro razão da encargos sociais LIVRO RAZÃO Encargos sociais Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Contribuição de previdência patronal 4.020,00 - 4.020,00 Tabela 14 - Livro razão da conta contribuição de previdência e recolher LIVRO RAZÃO Contribuição de previdência a recolher Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Contribuição Previdência patronal (26,8%) - 4.020,00 4.020,00 Tabela 15 - Livro razão da conta encargos sociais LIVRO RAZÃO Encargos sociais Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Valor ref. a FGTS a recolher 1.200,00 - 1.200,00 Tabela 16 - Livro razão da conta FGTS a recolher LIVRO RAZÃO FGTS a recolher Setembro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 30/09 Valor ref. a FGTS a recolher - 1.200,00 1.200,00 3ª Etapa liquidação da folha de pagamento - dia 05 de outubro de 2010 Suponhamos que no mesmo dia, a empresa tenha efetuado o pagamento do líquido aos empregados, bem como todos os recolhimentos correspondentes à folha de setembro. O lançamento será: Tabela 17 - Livro diário contabilização da folha de pagamento LIVRO DIÁRIO Conta debitada Conta creditada Dia Histórico Valor Salários a pagar Caixa 05/10 Pagamento líquido aos empregados 6.650,00 Contribuição Previdência a recolher Caixa 05/10 Conforme GRPS 5.370,00 Imposto de renda Caixa 05/10 Conforme DARF 1.000,00 Contribuição Sindical a recolher Caixa 05/10 Conforme guia de recolhimento 150,00 FGTS a recolher Caixa 05/10 Conforme guia de recolhimento 1.200,00 Tabela 18 - Livro razão da conta salários a pagar LIVRO RAZÃO Salários a pagar Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Pgto líquido ao empregados 6.500,00 - 6.500,00 Tabela 19 - Livro razão da conta caixa LIVRO RAZÃO Caixa Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Pagamento líquido ao empregados - 6.500,00 6.500,00 Tabela 20 - Livro razão da conta contribuição de previdência a recolher LIVRO RAZÃO Contribuição de previdência a recolher Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS 5.370,00 - 5.370,00 Tabela 21 - Livro razão da conta caixa LIVRO RAZÃO Caixa Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS - 5.370,00 5.370,00 Tabela 22 - Livro razão da conta imposto a recolher LIVRO RAZÃO Imposto a recolher Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme DARF 1.000,00 - 1.000,00 Tabela 23 - Livro razão da conta caixa LIVRO RAZÃO Caixa Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme DARF - 1.000,00 1.000,00 Tabela 24 - Livro razão da conta contribuição sindical a recolher LIVRO RAZÃO Contribuição sindical a recolherOutubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS 150,00 - 150,00 Tabela 25 - Livro razão da conta caixa LIVRO RAZÃO Caixa Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS - 150,00 150,00 Tabela 26 - Livro razão da conta FGTS a recolher LIVRO RAZÃO FGTS a recolher Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS 1.350,00 - 1.350,00 Tabela 27 - Livro razão da conta caixa LIVRO RAZÃO Caixa Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Conforme GRPS - 1.350,00 1.350,00 Este material foi baseado em: DUTRA, Tânia.Contabilidade Comercial. Cuia 1.2.3 Salário-família Segundo o site do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, o salário-família é um valor pago ao empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso, de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua. Filhos maiores de 14 anos não têm direito, exceto no caso dos inválidos (para quem não há limite de idade). São equiparados aos filhos os enteados e os tutelados, estes desde que não possuam bens suficientes para o próprio sustento, devendo a dependência econômica de ambos ser comprovada. Para a concessão do salário-família, a Previdência Social não exige tempo mínimo de contribuição Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de renda estipulado pelo governo federal, que de conforme a Portaria n° 3.659, de 10 de fevereiro de 2020, o valor do salário-família será de R$ 48,62, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem ganhar até R$1.425,56. O empregado, inclusive o doméstico, deve requerer o salário-família diretamente ao empregador. Já o trabalhador avulso deve requerer o benefício ao sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao qual está vinculado. Principais requisitos para ter direito: · Ter filho(s) de qualquer condição com menos de 14 anos de idade, ou filho(s) inválido(s) de qualquer idade; · Ter remuneração mensal abaixo do valor limite de R$ .425,56. (Fonte: Site https://www.gov.br/inss/pt-br/saiba-mais/salario-familia> Acesso em: 09 jun. 2021). Contabilização do salário-família Quem paga esse salário aos empregados é a empresa, que é reembolsada pela Previdência Social quando efetua os recolhimentos correspondentes à folha de pagamento. Considere o exemplo: A empresa comercial JKL Ltda. com cinco empregados, cuja folha de pagamento do mês foi composta da seguinte maneira: Valor Bruto da Folha................................................................ 2.000,00 Previdência empregada ( calcula-se 7,5% sobre R$1.100,00 e9% sobre os R$ 900,00 restantes para fechar os R$2.000,00)..........................................................163,50 Salário-família (um dependentes).................................................48,62 Encargos Sociais: Previdência Patronal (26,8%)...................................................... 536,00 FGTS (8%)...................................................................................160,00 Vamos aos lançamentos nos livros diário e razão. Livro diário Tabela 1 - Livro diário com contabilização da folha de pagamento LIVRO DIÁRIO Conta debitada Conta creditada Dia Histórico Valor Salários Salários a pagar xx/xx Pela elaboração da folha de pagamento 2.000,00 Salários a pagar Contribuição Previdência a recolher xx/xx Retenção conforme a folha 163.50 Contribuição Previdência a recolher Salários a pagar xx/xx Salário-familia a um dependente 48,62 Tabela 2 - Livro razão da conta salários LIVRO RAZÃO Salários Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Pelas elaboração da folha de pagamento 2.000,00 - 2.000,00 Tabela 3 - Livro razão da conta salários a paga LIVRO RAZÃO Salários a pagar Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Pelas elaboração da folha de pagamento 2.000,00 - 2.000,00 Tabela 4 - Livro razão da conta salários a paga LIVRO RAZÃO Salários a pagar Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Contribuição Previdência a recolher 163,50 - 163,50 Tabela 5 - Livro razão da contribuição de previdência a recolher LIVRO RAZÃO Contribuição de previdência a recolher Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Contribuição Previdência a recolher 48,62 - 48,62 Tabela 6 - Livro razão da contribuição de previdência a recolher LIVRO RAZÃO Contribuição de previdência a recolher Outubro/2010 Data Histórico Débito Crédito Saldo 05/10 Contribuição Previdência a recolher - 48,62 48,62 Este material foi baseado em: DUTRA, Tânia. Contabilidade Comercial. Cuiabá: Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas/Rede e-Tec, 2015. 1.3 Contabilização da folha de pagamento Agora estudaremos sobre o tema da contabilização da folha de pagamento. Primeiro, vamos a um exemplo. Vamos imaginar uma pessoa que tenha uma renda bruta de R$ 5000. Ela, por definição, deverá pagar de INSS R$ 558,93, e de IR (Imposto de renda) R$ 363,11. Ela terá um salário líquido de R$ 4.077,96. Como faremos o registro dessa folha de pagamento? O salário bruto deve ser lançado como uma despesa de salário, por isso devemos registrá-la como um débito. Mas talvez você se pergunte, e o INSS e o IR? O que devemos fazer com eles? Em si, quem paga o INSS e o IR é o próprio funcionário, portanto devemos fazer o seguinte: colocamos em nossa tabela dois créditos - crédito do INSS a recolher e crédito do IR a recolher. Fazemos isso pois o trabalho da empresa nesse momento é apenas descontar o valor do funcionário e repassar o valor. Não é um gasto da empresa e nem é um ganho para ela. A sua função é apenas repassar os valores. Para finalizar, a empresa tem a obrigação de realizar o pagamento do salário ao funcionário, sendo um crédito a pagar no valor de R$ 4.077,96. Uma sugestão de como ficaria. · D - Despesa - 5000 · C - INSS a recolher 558,93 · C - IR a recolher 363,11 · C - Salário a pagar 4.07796 Note que nesse processo houve uma fórmula de lançamento de segunda forma. Ela é caracterizada diferentemente da primeira fórmula, por apresentar um número desparelho entre os números de crédito e débitos. Caso fosse uma fórmula de lançamento de primeira fórmula, teríamos 1 débito e 1 crédito. Como temos 1 débito e 3 créditos, temos uma fórmula de segunda forma. Referência: KALYNKA, Stephanie. Contabilização da Folha de Pagamento. [S. l.: s. n.], 29 out. 2020. 1 vídeo (4 min 42 s). Publicado pelo canal Stephanie Kalynka. Disponível em: https://youtu.be/MNiF07tKmsc. Acesso em: 9 set. 2021. 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