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Taynara Pereira Ferreira DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA NOS CRIMES DE ESTUPRO DE VUNERAVEL: COM RELAÇÃO Á ALIENAÇÃO PARENTAL. Centro Universitário Toledo Araçatuba 2019 Taynara Pereira Ferreira DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA NOS CRIMES DE ESTUPRO DE VUNERAVEL: COM RELAÇÃO Á ALIENAÇÃO PARENTAL. Trabalho de conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Direito à Banca Examinadora do Centro Universitário Toledo, sob orientação do Prof. Carlos Paschoalik. Centro Universitário Toledo Araçatuba 2019 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a Deus, ao meu Pai, mãe e minha irmã que nunca mediram esforços para me ajuda. AGRADECIMENTOS A DEUS por ter dado saúde e força para superar todas as barreiras e dificuldade aos longos desses anos. Ao corpo docente de professores, e a instituição, em especial ao meu orientado pelo apoio para a elaboração deste trabalho. A minha família, que sempre esteve do meu lado sempre me apoiando, e meu namorado e a todos que fizeram parte da minha formação e crescimento ate aqui, meu muito obrigada. RESUMO Este trabalho apresenta como tema central a denunciação caluniosa nos casos de crime de estupro de vulnerável com relação a alienação parental, um assunto vem em torno da manipulação exercida contra crianças e adolescente pelos seus genitores ou quem possui a guarda esta conduta é capaz de gerar varias repercussões de ordem psicológica nos envolvidos como sansões a pessoa acusada. Nesta perspectiva este trabalho vem mostrar como combater tal acusação e a síndrome da alienação parental, e quais as melhores medidas a serem tomadas a cerca deste delito que envolve não só os genitores , alienadores, a criança e o adolescente, mais também movimenta as maquinas jurídicas sobre uma falsa acusação a um inocente. Palavras-chave: Alienação Parental, criança e adolescente.·. ABSTRACT This paper presents as a central theme the slanderous denunciation in the cases of rape of a vulnerable person in relation to parental alienation, a subject comes around the manipulation exerted against children and adolescents by their parents or who owns the custody this conduct is able to generate several psychological repercussions on those involved as Samson the accused person. In this perspective, this work shows how to combat such an accusation and the syndrome of parental alienation, and what are the best measures to be taken about this offense that involves not only the parents, the alienators, the child and the adolescent, but also moves the legal machines about a false accusation against an innocent. Keywords: Kid; Teenager;. LISTA DE ILUSTRACOES Figura 1Comunicação falsa de crime ....................................................................................... 24 Figura 2 Dos crimes contra a honra .......................................................................................... 25 Figura 3 Tabela comparativa .................................................................................................... 28 Figura 4 Fato criminoso que nao existiu .................................................................................. 29 Figura 5 Comparativo ............................................................................................................... 32 SUMÁRIO INTRODUCAO ........................................................................................................................ 9 I - A ALIENAÇÃO PARENTAL .......................................................................................... 12 1.2 A síndrome da alienação parental ................................................................................... 14 1.3 Alienação parental na legislação e o enfrentamento pelo Poder Judiciário acerca da Lei 12.318\10 ........................................................................................................................... 16 II - O CRIME DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA ........................................................... 19 2.1 O Conceitos de denunciação caluniosa, requisitos do delito e consequências.............23 2.2 Diferenças do delito de denunciação caluniosa e o crime de calunia. .......................... 25 2.3 Diferenças do delito de denunciação caluniosa e do crime de comunicação falsa ou contravenção ........................................................................................................................... 29 III- A DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA MOTIVADA PELA ALIENAÇÃO PARENTAL E PROPOSTAS PARA SEU ENFRENTAMENTO. .......................................................... 32 3.1 A alienação parental como motivação para a acusação falsa de crime de dignidade sexual. ...................................................................................................................................... 32 3.2 Propostas para seu enfrentamento .................................................................................. 35 3.3 O estupro de vulnerável motivado pela alienação parental. ......................................... 39 3.4 Atenções dos profissionais do direito ao problema de denunciação caluniosa motivada pela síndrome da alienação parental. .................................................................. 44 CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 46 REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 50 9 INTRODUCAO Neste presente trabalho de conclusão de curso se abordado as considerações e questão da denunciação caluniosa nos crimes de estupro de vulnerável com relação à alienação parental. O tempo a ser desenvolvido foi escolhido por conta da importância que se tem na sociedade, apesar da denunciação caluniosa ser pouco conhecimento como crime pela sociedade, o seu grau de importância e relevância é gigante. Por esse motivo e muitos os que serão mostrados ao longo do trabalho foi escolhido este tema. A relação do crime de denunciação caluniosa com a alienação parental é para demonstra o quanto estamos diante de tal crime e não percebemos. A repercussão que será formada no trabalho a acerca de se a alienação parental que esta na Lei 11.318\2010, pode ou não funcionar como um dos motivos da denunciação caluniosa, porem é umas primeiras hipóteses por meio de alienadores que estão sofrendo com a síndrome da alienação parental. Por hipótese básica, a conduta de um dos genitores de manipular a criança ou adolescente contra pessoas que não cometeram crime, e muito menus o estupro de vulnerável que será o crime mostrado como problema principal, por ser o crime de maior teor punitivo ate que se consiga se provar a inocência do acusado. De modo geral á alienação parental é uma grave conduta, ainda mais quando associada à falsa denuncia de um crime sexual, que pela sociedade brasileira hoje é pode ser considerado o mais aterrorizando, ou melhor, dizendo o que mais causa espanto, ate mesmo para as autoridades policiais. Ainda mais quando associado ao âmbito familiar e uma criança ou adolescente menor de 14 (quatorze) anos. Já Primeiro capitulo, será apresentado a alienação parental como ela é na teoria, sobre o seu crime e quaispossíveis consequências que podem acarretar este crime. Atrases do crime em questão de alienação parental é desenvolvido o que é chamado como a síndrome da alienação parental, que classifica em três fases a alienação e será demostrada detalhadamente logo no começo do trabalho. Inicialmente já no segundo item, do crime capitulo o foco será mais nas dificuldades encontradas sobre a alienação parental no âmbito do poder Judiciário, acerca da Lei 12.318\2010 que teoricamente ainda é muito nova, e precisa de maior atenção e respaldo para 10 ser enfrentadas pela sociedade, e pelos profissionais que estão direta e indiretamente envolvidos que podem solicitar melhorias acerta do crime. No segundo capitulo, será abordado, o crime de denunciação caluniosa, comparando e exposto às consequências do crime, que muito cogitado pela sociedade apenas por ser parecido com os crimes contra honra, bem como os requisitos para consumação do crime, as consequências penais, civis e administrativas. Subsequente, ainda será analisado e abordado as diferenças da denunciação caluniosa e calunia, bem como a sua objetividade, a pratica do delito e a ideia básica da tipificação penal, bem como a comparação com o crime de comunicação falsa de crime e contravenção que esta diretamente ligado a denunciação caluniosa caso não seja interpretado corretamente pelas autoridades contentes quando foi feita a falsa denuncia. A seguir, no terceiro e ultimo capitulo deste trabalho será destacada a denunciação caluniosa motivada pela alienação parental e quais relevâncias para seu enfrentamento, será analisado quais motivos trazem este acontecimento. No item subsequente será manifestando e mostrado a alienação parental como motivação da denunciação caluniosa por crimes de dignidade sexual. E possíveis maneiras de saber quando se trata de uma denuncia verdadeira ou falsa imputada tanto pela criança ou pelo alienador. Posto isso, será demonstrado detalhadamente possíveis soluções, que serão examinados para os referidos crimes do problema central da pesquisa. Pois serão analisados detalhadamente e fielmente se são realmente as melhores alternativas e soluções acerta desta problemática que será demonstrada e mostrada no trabalho. Conclui-se que a visão geral de possíveis soluções para o trabalho são medidas simples e conhecidas por toda sociedade, como guarda compartilhada, mediação e maiores informações e preparações do profissional do direito, que lidam na pratica com toda essa situações e precisam estarem preparados para conseguir identificar o falso do verdade, além do mais além dos profissionais jurídicos, possui respaldo outros envolvidos como advogados, psicólogos e ate mediadores. Porem as possíveis soluções ainda está em certo patamar de preconceito, pela sociedade visto de maneira de represaria, que deverá ser quebrado ao decorrer desta pesquisa. Deste modo e de visão geral o trabalho irá trazer uma ampla visão sobre dois temas de ramos do direito diferentes, como penal que é o principal a ser discutido, e direito de família, a possível solução para ambos. 11 Diante o exposto, o trabalho sobre a denunciação caluniosa nos crimes de estupro de vulnerável, com relação à alienação parental, ira demonstrar o delito de denunciação caluniosa, sua importância jurídica para a sociedade, porem atrás de outro dois crimes possui maior repulsa a sociedade que é o estupro de vulnerável, e sua relação com a alienação parental, ficando assim exposto o objetivo deste trabalho. Ao ponderar toda lei e jurisprudências que serão mencionadas e citadas para dar maior entendimento sobre a referida pesquisa. 12 I - A ALIENAÇÃO PARENTAL Neste capitulo será abordado os aspectos e definições sobre a alienação parental, e a dimensão do problema, sendo analisado encima de todo o conceito do genitor alienador. No segundo item, focado na síndrome da alienação parental, mais conhecida como (SAP). E em seguida trata-se da previsão legal da lei e das dificuldades sobre a questão de identificação no judiciário. 1.1 Definição A alienação parental consiste na „lavagem cerebral na interferência psicológica provocada e causada na criança e ou adolescente por um dos seus genitores ou por alguém responsável pela sua guarda da criança ou vigilância. Não podemos deixar de destacar o psiquiatra norte americano que identificou a síndrome da alienação parental, o estudioso identificou a alienação parental em cenários familiares que envolviam separação e disputas da guarda dos filhos, a ocorrência de varias serie de comportamentos cujas consequências trazidas eram muito graves. Importante destacar ainda que alienação parental poder ser compreendida e entendida de atos praticados, por maioria das vezes „por uma mãe, ou pai‟ que tem o intuito de fazer o filho desprezarmos o outro genitor. A Psicóloga Andreia Calçada expõem de maneira simplificada, que no documentário A Morte Investida (2009), a alienação parental torna-se a tentativa de um dos genitores alterar a percepção da criança ou adolescente odiar (sentir raiva) um dos genitores. Lição da Maria Berenice Dias (2007, p.409): Muitas vezes, quando da ruptura da vida conjugal um dos conjugues não consegue elaborar adequadamente o luto da separação e o sentimento de rejeição e traição é o que faz surgir um desejo de vingança , desencadeia um processo de destruição de desmoralização e de descrédito do ex-parceiro. A alienação passa ser uma guerra de desvalorização entre os genitores, e na disputa deste poder de saber quem é mais importante para a criança se esquecendo do amor e cuidado com os mesmo. 13 A alienação é gravíssima porque cria um trauma enorme a todos envolvido, a questão é complexa como expressa a (lei 12.318\2010) § 2º: Artigo §2º Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autorização, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo com este. Parágrafo Único: São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por pericia, praticados diretamente ou com auxilio de terceiros: I - Realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; II - Dificultar o exercício da autoridade parental; III - Dificultar contato com a criança ou adolescente com o genitor; IV - Dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar V - Omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, medica e alterações de endereço; VI - Apresentar falsas denuncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; VII - Mudar o domicilio para local distante, sem justificativa, visando à dificuldade a convivência da criança ou adolescente com outro genitor, com familiares deste ou com avós. Importante mencionar, que quando o adolescente ou criança passa a dar sua opinião própria no processo significa que já esta instalada a Alienação parental e sua Síndrome. Quando já esta notado que a síndrome já esta presente, como expõe Trindade (2011, p.198): Tudo isso Traz dificuldades para a criança conviver com a verdade, pois sendo constantemente levada a um jogo de manipulações, acaba por apreender a conviver com a mentira e expressar falsas emoções. A verdade da criança fica condicionada ao ambiente emocional dos genitores, criando critérios do que pode ser vivenciado perante um ao outro. Assim, a criança entra num mundo de duplas mensagens de duplas, de duplos vínculose de verdades censuradas, não raro tirando partido dessa conflitualidade, quando a situação se desenha com um futuro ainda emocionalmente mais comprometido, pois a noção do certo e errado fica flutuando, favorecendo prejuízos na formação do caráter. A alienação parental mostra e trás de certa maneira um grande impacto para a sociedade, por se considerada taxada por muitos uma vingança a uma dos genitores, a alienação trás o comportamento que nitidamente muitas vezes é abusivo, pois não é apenas a vitima da alienação parental que sofre mais sim todos que estão envolvidos de alguma maneira ao redor. Pode-se tratar a alienação parental como um fenômeno, pois trás a destruição das relações de afeto, por envolver varias brigas judiciais. 14 É imposto um jogo de manipulação perverso onde tudo é usado de forma depressível e irresponsável causando fragilidade nas relações. 1.2 A síndrome da alienação parental A síndrome de a alienação parental começo chamar atenção, pois suas denuncias começaram ser constantes no âmbito familiar. A síndrome é mais conhecida como SAP, e do inglês PAS, sua origem se dá a densidade das estruturas do convívio familiar. Sendo assim de acordo com o ensinamento de DIAS (2008, p.12): A síndrome da alienação parental é o palco de atualizações diabólicas, vinganças recônditas relacionadas a conflitos subterrâneos inconscientes ou mesmo conscientes, que se espalham como uma tentativa desesperada de busca de equilíbrio. A síndrome da alienação parental é um considerado um estado, ou melhor, dizendo um estagio avançado o crime, quando a criança e ou adolescente já com ódio e ate com informações de falsas memórias, assim já com todo seu emocional desestruturado e fragilizado por essa ação de mentira. Assim o adulto alienador consegue imputar as mentiras e falsas acusações como exemplo a acusação de abuso sexual. A SAP ainda não reconhecida como doença, porém os sintomas estão cada vez mais visíveis e no nosso cotidiano. A síndrome deve ser combatida porque fere não só a pessoa os alienadores mais também toda a relação familiar, além de contribuir a um abuso moral contra a criança e ou adolescente. Poderá ser identificada a SAP de três tipos ou maneiras que são elas: leve, moderado e grave. Primeiro tipo é o mais leve ou ligeiro, a parte que a alienação ainda é superficial, a criança e ou adolescente cumpri com o combinado ou acordo, porem já existe um descontentamento por parte da mesma. O moderado, este acaba sendo o mais comum, onde a síndrome da alienação já notória, a criança já começa ser mais desrespeitada só nesta fase pode ser identificado mais de 08(oito) tipos de SAP. 15 O grave finalmente o ultima quando chega a este patamar o contato com o menor e do genitor que esta sofrendo a alienação já esta totalmente abalada. De acordo com MADALENO (2013, p.42), surgiu a síndrome da alienação parental em 1985, psiquiatria Richard Gardner, que a partir de suas próprias experiências como perito Judicial, assim descreveu a síndrome desta seguinte forma: Trata-se de uma campanha liderada pelo genitor da guarda prole, no sentido de programar a criança para que odeie e repudie sem justificativa o outro genitor, transformando a sua consciência mediante diferentes estratégias, com o objetivo de obstruir, impedir ou mesmo destruir os vínculos entre o menor e o pai não guardião, caracterizado também pelo conjunto de sintomas dela resultantes, causando assim, uma forte relação de dependência e submissão do menor com o genitor alienador. E, uma vez instaurando o assedio, a própria criança contribui para a alienação (MADALENO E MADALENO, 2013, p.42). Conforme a citação acima é claro, os autores entendem que a alienação parental é uma campanha de um genitor contra o outro, de desmoralização já a (SAP), é para os mencionados autores, um conjunto de circunstâncias e atos que se tornam sintomas que levam ao afastamento dos genitores. De outro jeito, a se compreender Pinho apud Gomes (2014, p.46): A síndrome não se confunde com a alienação parental, pois que aquela geralmente decorre desta, ou seja, ao passo que a SAP se liga ao afastamento do filho de um pai ou mãe através de manobras do titular da guarda: A síndrome, por seu danos e sequelas que a crianças e o adolescente vem a padecer. De modo geral, a síndrome da alienação parental vem se arrastando há muito tempo em nosso cotidiano, seja ela de modo leve, moderado, porém só agora com varias denuncias surgindo que é vem tendo seu maior destaque, passando em especial até ter um dia especifico para o seu combate dia 25 de abri é considerado o dia internacional contra a alienação parental, pois o Brasil vem desde 2010 contando com uma legislação especifica para esse enfrentamento que atinge não só o ramo psicológico mais também o Jurídico. A SAP não chega ser uma situação irreversível, porem precisa ser tratada de forma eficaz e precisa para que não atinja ainda mais os envolvidos nesta situação, porém, entretanto, quando é flagrada esta síndrome mesmo que em estagio leve é preciso um amparo total para tentar reestrutura a relação. Portanto, ao lado da presença inequívoca do abuso intrafamiliar, também não se pode desconhecer ou negar a existência da SINDROME DA ALIENAÇÃO 16 PARENTAL e da possibilidade maquiavélica e perniciosa de se usar a criança para implantar falsas memórias. (GUAZZELLI, 2010, P.45) Conforme explica abaixo Andrea Pachá: Se você afasta o homem e ele é inocente, esta corrobando com a injustiça. Em minha opinião, enquanto há apenas suspeitas, é obrigação do magistrado manter as visitas. (Andrea Pachá, Juíza e vice- presidente da comissão de magistrados do instituto Brasileiro de Direito de Família). 1.3 Alienação parental na legislação e o enfrentamento pelo Poder Judiciário acerca da Lei 12.318\10 Ainda que constitua uma pratica já antiga, a alienação parental não havia recebido no Brasil uma grande atenção adequada nos termos legislativos. Em 2010, em 26 de agosto a lei 12.318\10, que agora passou a trata desta problemática e problemática, com seu respectivo alvo contra prejuízos, e a favor da proteção das crianças e adolescente. A lei definiu teoricamente e judicialmente a SAP e sua síndrome, para ser reconhecida pelos profissionais do Direito e de diversas áreas com segurança. No primeiro parágrafo do primeiro, já está bem exemplificativo sobre atos capazes de configurar esta conduta de alienação Parental. A maior atenção que traz esta lei é evitar, a prática de modalidades de abusos. Porem vale destacar que apenas a represália ou rejeição do filho não gera por si só a alienação parental é preciso ter a figura que um dos genitores ou quem possui a guarda da criança ou adolescentes. Importante destacar que a lei no seu §3º prevê a ofensa: Artigo 3º da lei 12.318\2010: A pratica de atos de alienação Parental fere direito fundamental da criança e do adolescente de convívio familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança e ou adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de titula ou guarda. A lei vem assegurando a possibilidade de exame pericia psicológica, quando tiver casos que houver necessidade. Que devera ser feita por perito competente e de conhecimento sobre tal assunto. Será especialmente pedido a pericia quando houver duvidas, sobre a configuração da alienação parental. 17 Acerca deste tema destaca Perez (2010, p.73): Exorta-se, assim, maior profundidade na investigação pericial, com maior demanda por qualidade no trabalho de assistentes sociais, psicólogos e médicos em evidente prestigio á atuação de tais profissionais no processo judicial, muitas vezes chamados ao complexoencargo de diferenciar hipóteses de negligencias ou abuso de falsas acusações. Assim, for fim vale observar que a lei 12.318\2010, apresenta grande importância para prevenção de diminuição de prejuízos causados pela alienação parental. Já que possuímos um ordenamento jurídico que sempre priorizou e priori a criança e ou o adolescentes com suas medidas de proteção e cuidado como o estatuto da criança e do adolescente que é conhecido por todos. Assim, de acordo com a lei 12.318\2010 a pratica de alienação parental fere a fundamentação do direito da criança e ou do adolescente, Sendo assim recomendável a urgência em apreciar os casos apresentados no judiciário, pois caso se repita os fatos e não tenha tido um posicionamento a criança ou adolescente continuará considerando verdadeiros. Pois mesmo caso a denuncia que ocorreu não for de potencial verdadeiras, sobre o abuso ou qualquer outra imputação que for passada a criança também é modalidade de violência, já que a todo um preparo do alienador em induzir ou submeter a criança ou o adolescente a mentir. O judiciário sempre tem um ardo trabalho com a alienação parental, pois não basta às tragédias que acontecem e ocorrem no dia-a-dia, em vez dos genitores gelarem, cuidar, preferem perderem tempo imputando falsas denuncias e acusações para prejudicar a vida de um dos genitores. Ficando assim, o judiciário a mercê e aparte destes conflitos e decidir muitas vezes pelo afastamento do genitor. A lei 12.318\2010 teve sua proposta inicial partir de um juiz do TRT de são Paulo, porém depois de vários artigos vedados foi finalmente aprovada em 26 de agosto de 2010. Desta maneira ao ser identificada o processo de alienação parental, acaba se tornando imprescindível que o poder judiciário deixe continuas, devera imediatamente impedir eu venha ser instalar a síndrome da alienação e suas consequências. Porem de modo geral pode ser atribuir que a dificuldades em promover a real identificação do processo de alienação parental. Entende-se ainda mais as dificuldades quando 18 á denuncia é acerca de maus tratos e abuso sexual, por um dos genitores assim tornando a situação mais delicada. Assim quando houver este impasse o magistrado responsável deve averiguar toda a veracidade da denuncia, sempre buscando provas e índices para que comprove o delito. A certa deste tema Maria Berenice (2010, p.34): Baseado no direito Fundamental de convivência da criança ou do adolescente o poder judiciário não só deverá conhecer este fenômeno, como declara-lo e interferir na relação de abuso moral entre alienador e alienado. A grande questão seria o acompanhamento de caso por uma equipe multidisciplinar, pois todos sabem que nas relações que envolvem afeto, uma simples medida de sansão em algumas não resolve o cerne da questão. A família alcança tal dignidade. Um „‟ninho‟‟ onde o individuo possa desfrutar dos direitos que lhe são resguardados e assim possa ser feliz. „‟A dignidade da pessoa humana encontra na família e solo apropriado pra florescer. A responsabilidade do poder judiciário é ajudar as crianças e não só os adultos alienados, pois ele é o menor atingido. Decisões acerca do assunto: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE MODIFICAÇÃO DE GUARDA AJUIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. IMPEDIMENTO INJUSTIFICADO CRIADO À CONVIVÊNCIA PATERNO-FILIAL. ALIENAÇÃO PARENTAL POR PARTE DA GUARDIà COMPROVADA. CONDENAÇÃO À MEDIDA DE ADVERTÊNCIA E DE ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO. MANUTENÇÃO. 1. Apesar da negativa da guardiã, o conjunto probatório carreado ao feito revela que com seu comportamento contribuiu significativamente para o distanciamento paterno-filial, sem se preocupar com o comprometimento que esta situação acarreta ao saudável desenvolvimento do menino, que, sem justo motivo, passou a recusar a realização das visitas paternas. 2. Manutenção da sentença que, diante da prática de alienação parental, aplicou à guardiã medida de advertência, no sentido da não imposição de óbice ao convívio paterno-filial, sob pena de ampliação das medidas, e de realização de acompanhamento psicológico (da guardiã e do filho), de modo a viabilizar o restabelecimento dos vínculos afetivos saudáveis. APELO DESPROVIDO. (Apelação Cível Nº 70074248667, Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Moreira Lins Pastl, Julgado em 28/09/2017). Conforme informado e destacado no julgado acima, a decisão foi que a guardião da criança que praticou alienação parental, deverá passar por apoio psicológico junto com o filho, percebe-se a alienação parental atinge a todos envolvidos, desta forma a lei trás varias soluções que precisam ser seguidas para diminuir e acaba com a síndrome da alienação parental. Destaca-se que a alienação parental conforme a lei 12.318/10 trás soluções perfeitas que se forem seguidas a risca, não haveria tanta falta de informações a sociedade e ao judiciário como um todo. 19 II - O CRIME DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA Será abordado neste capitulo a denunciação caluniosa, se encontra fundamentada e tipificada no artigo 339 do código Penal brasileiro este delito acontece ocorre quando tem ou há comunicação de falso crime para a autoridade Policial. Subsequente no segundo item será destacado o conceito e requisitos para cometer este delito de denunciação caluniosa e seus sansões e consequência. Já no terceiro deste capitulo será demonstrado a diferenças entre a denunciação caluniosa e o crime de calunia 2.1 O Conceitos de denunciação caluniosa, requisitos do delito e consequências. O delito (denonciation calumnileise) ou denunciação caluniosa, veio do direito romano, e era denominado como calunia. Porem com as evoluções da sociedade este sistema foi modificado substituído por uma sansão autônoma, para assim ser adequada ao caso concreto. Foi no ano de 2000 com a mudança do código penal brasileiro, com a lei 10.028 assim incluindo condutas que poderão dar causa para instauração de investigação Administrativa. Conforme se ler abaixo no artigo 339 do código penal: ARTIGO 339 Dar causa a instauração de investigação policial, de processo judicial, instauração de investigação administrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente. Pena: reclusão de 2 a 8 anos e multa §1º A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome suposto. §2º A pena é diminuída de metade, se a imputação é de pratica de contravenção. A denunciação caluniosa é de difícil apuração, por mais que seja constante praticado no âmbito social, ainda, mas quando envolve a alienação parental, onde acaba trazendo a condenação de um suposto inocente. Assim quando é provocado indevidamente, ou melhor, sem a sua devida necessidade o prejuízo não é só individual se torna coletivo assim, deixando de atingindo somente uma pessoa, mas todo o meio social. Pois acusar alguém de um crime, sempre irá atingi a 20 integridade do individuo acusado e a sociedade de modo geral, por conta de toda movimentação que será feita pelo judiciário. De acordo com Fragoso (1984, p.505) „‟ a denunciação caluniosa é crime bastante complexo, pois tem como elemento constitutivo o crime de calunia‟‟. De saliência importância lembrar que para haver denunciação caluniosa é preciso ter toda certeza, de que é imprescindível que o autor da denuncia tenha devida consciência da inocência do agente. Basicamente, de maneira simplificada consiste em causa, provocar investigação, nas esferas civil, e administrativas, penal (policial) ou instauração de processo judicial. Tal conduta recebe sua repressão penal e merece mais atenção, por conta dos efeitos e defeitos que podem ser considerados em um nível grande a se ocasionar. Explica Costa Junior (2007, p.1052) pondera: Deverá ainda a imputação serfalsa, objetiva e subjetivamente. Para que seja objetivamente falsa a imputação, de duas, uma: ou deverá referir-se a um crime inexiste, ou a um crime existente, mas que não foi praticado pela pessoa apontada. A imputação haverá de ser feita a pessoa determinada, ou facilmente identificável pela especificável de dados e sinais característicos. Tampouco a pessoa jurídica pode ser caluniosamente denunciada. Para que possa ter correta verificação da denunciação caluniosa, é importante observar os básicos aspectos, e suas características. Assim, para que possa ter melhor analise e compreensão ao delito é preciso requerer exame detalhado, como elementos subjetivos, hipóteses de tentativa e quando foi o momento da consumação e se há forma majorada e privilegiada. Em relação ao concurso do crime CAPEZ (2012, p.655) discorre sobre a matéria: B) Concurso Formal: Se o agente solicitar a instauração de inquérito policial, imputando falsamente, mediante uma única conduta, a diversos indivíduos, por exemplo, a pratica do crime de quadrilha, responderá ele por tantos crimes quantas foram as vitimam, em concurso formal imperfeito ou impróprio, devendo ser somadas as penas. C) Concurso Material: Se o agente, em contextos fáticos diversos e mediante comportamentos distintos imputar falsamente crimes e uma ou mais pessoas dando causa a diversas investigações criminais, haverá o concurso material de crimes. D) Crime Único: Se o agente imputar falsamente diversos crimes a uma única pessoa, haverá crime Único. 21 As pessoas que cometem ou praticam este crime não tem noção da gravidade do assunto, e quando se dão por si já fizeram todo um movimento, tanto no judiciário com a denuncia, quando no âmbito família que se encontra os envolvidos. Conforme noticia abaixo, podemos ter uma noção de um sansão aplicada por esse delito: Advogada foi condenada a 2 anos e 11 meses de reclusão, por fazer denuncia de falsa sobre abuso sexual contra seu vizinho, falando que o mesmo abusa de sua filha de 5 anos. Foi aberto investigação e comprovado que não havia abuso contra a menina, a advogada foi condenada em 1º e 2º instancia. (TJ-RS, 2014) Na denuncia existem três requisitos que são básicos: 1- Ter uma vitima determinado, um dos requisitos do dolo. 2- Não Basta apenas improbidade administrativa precisa ser tipificado como crime, ou contravenção. 3- Ter consciência de que o acusado é inocente da acusação. O dolo é a vontade de „ provocar‟ alguma investigação. Assim o agente vai ao conhecimento da autoridade imediatamente. Quando se trata de denunciação caluniosa a honra da pessoa é atingida de imediato. Se tornando dois sujeitos passivos, a pessoa atingida e o estado. Deste modo deverá punir o agente por conta de ter tirado a justiça „ jurisdição‟ de sua inércia sem sua devida necessidade. A denuncia pode ser feita direita ao Ministério Publico, possui esta peculiaridade, que é conhecida como „ PROVA PLENA‟. O supremo tribunal de justiça já se pronunciou quanto ao tema: (STJ-PR, 2015) DECISÃO: ACORDAM os Magistrados integrantes da Segunda Câmara Criminal do egrégio Tribunal de Justiça do Paraná, à unanimidade, em conceder a ordem para o trancamento do processo-crime, com imediata comunicação ao Juiz da causa. EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME DE DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA (ART. 339, CAPUT, DO CP). ALEGAÇÃO DE SER A DENÚNCIA INEPTA.ACOLHIMENTO. AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DO ELEMENTO SUJETIVO DO TIPO PENAL. DOLO DIRETO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA CIÊNCIA INEQUÍVOCA DO PACIENTE A RESPEITO DA INOCÊNCIA DAS VÍTIMAS SOBRE OS FATOS AFIRMADOS. CONDUTA QUE TINHA A INTENÇÃO DE VER APURADO FATO QUE REPUTAVA OFENSIVO AO SEU DIREITO DE INVIOLABILIDADE DE DOMICILIO. FALTA DE JUSTA CAUSA PARA O PROCESSO-CRIME. ATIPICIDADE DA CONDUTA. TRANCAMENTO DO PROCESSO-CRIME QUE SE IMPÕE. CONCESSÃO DA ORDEM. I. (TJPR - 2ª C. Criminal - HCC - 1292679-5 - Toledo - Rel.: José Mauricio Pinto de Almeida - Unânime - - J. 04.12.2014). 22 (TJ-PR - HC: 12926795 PR 1292679-5 (Acórdão), Relator: José Mauricio Pinto de Almeida Data de Julgamento: 04/12/2014, 2ª Câmara Criminal, Data de Publicação: DJ: 1482 23/01/2015). Por se considerar delito formal como vimos acima, que pode ser consumar com a instauração de qualquer procedimento investigatório que conste no tipo penal. APELAÇÃO-CRIME. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. A denunciação caluniosa é considerada delito formal, que se consuma com a mera instauração de procedimentos investigativos constantes no tipo penal. Apelo provido. Punibilidade extinta pela prescrição. Unânime. (Apelação Crime Nº 70058137050, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, Julgado em 20/03/2014). Vale salientar e mencionar que a casos de autodefesa quando o agente denuncia outra pessoa mesmo sabendo que ela é inocente para na verdade se livrar do crime que o próprio cometeu. Assim a doutrina e ate jurisprudências entende que quando isto acontece não deverá ter o crime de Denunciação caluniosa, pois o agente praticou autodefesa, é essa conduta é entendida como uma maneira de se inocentar, mesmo que isso acarrete a acusação do crime á outra pessoa inocente. A propósito: É comum- embora possa ser imoral ou antiético- que uma pessoa acusada da pratica de um delito queira livra-se da imputação, passando a terceiro esse ônus. Ao indicar alguém para assumir o seu lugar, pretende desviar a atenção da autoridade, livrando- se da acusação. Ainda que indique terceira pessoa para tomar parte da ação penal ou na investigação por achar que ela teve alguma participação nos fatos, não se configura crime, não há, nessas hipóteses, elementos subjetivos do tipo especifico consistente no desejo de ver a pessoa inocente ser injustamente processada, sem qualquer motivo, prejudicando a administração da justiça. A vontade especifica do agente é livra-se de sua própria imputação. (NUCCI, 2012, p. 1235). Para que se tenha o afastamento do crime, devera ser considerado que o bem jurídico da administração publica não esta em um nível (patamar) superior do bem jurídica liberdade individual. Porem com a nossa atual estrutura do código penal, não poderá cogitar esta possibilidade já que a administração Publica quanto bem coletivo, fica acima do individual, e o crime de denunciação caluniosa trata-se de ação penal publica incondicionada. Mais para exemplificar vale-se a leitura do código, que coloca dignidade da pessoa Humana no patamar, deste modo à autodefesa poderá ser usada. Os entendimentos sobre as duas possibilidades a favor e contra a autodefesa. 23 APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. AUTODEFESA. FATO ATÍPICO. PRECEDENTES. - Uma vez demonstrado que o dolo do acusado era livrar-se da imputação e não de acusar injustamente um inocente, não há como condená-lo pela prática do delito de denunciação caluniosa. (TJ-MG - APR: 10143120008113001 MG, Relator: Renato Martins Jacob Data de Julgamento: 07/03/2013). PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. ACUSADO QUE IMPUTA AOS POLICIAIS CRIMES DO QUAL O SABIA SEREM INOCENTES, DANDO CAUSA A INSTAURAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO POLICIAL. INTERROGATÓRIO JUDICIAL. AUTODEFESA. CONDUTA TÍPICA. CONDENAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. 1. A autodefesa não tem o condão de afastar a tipicidade do delito de denunciação caluniosa (art. 339 do CP), porquanto o seu exercício não pode ser empregado como justificativa idônea a prática de crimes, ou seja, não existe direito a ser reconhecido em favor do agente que imputa conduta inexistente e tipificada como infração penal a outra pessoa. 2. Recurso conhecido e não provido. (TJ-DF - APR: 20140111268742 Relator: HUMBERTO ADJUTO ULHÔA, Data de Julgamento: 11/02/2016). O crime de denunciação caluniosa de certo modo por envolver pessoas inocentes, que são denunciadasinjustamente, fazendo com que os agentes prejudicados pensem além de abrir apenas queixa crime sobre denunciação caluniosa, mas também de entrar com referidas indenizações, pois alegam que passaram por constrangimento moral e ofensa a honra. Abaixo situação que foi reconhecida da indenização por conta da denunciação caluniosa: Para o desembargador Carlos Alberto da Rocha restou configurado o dano moral sofrido pelos apelados diante da atitude inconsequente e desastrosa do apelante. Quanto à insatisfação com a quantia arbitrada na decisão monocrática, o relator explicou que o fato de o apelante ter tido ou não a intenção de causar dano aos apelados não lhe retira o dever de indenizar. (JUSVIGILANTIBUS, 2008) Por fim vale salientar que para que ocorra a indenização a jurisprudência entende que precisam estar presentes todos os requisitos que dão ensejo à configuração do delito de denunciação caluniosa. Pois é preciso comprovar que realmente se realmente repercutiu danos na vida da pessoa, sendo esta forma preciso comprovar os danos sofridos. Como vemos a jurisprudência abaixo: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA NÃO VERIFICADA. MÁ-FÉ NÃO COMPROVADA. Hipótese em que a prova produzida nos autos não é suficientemente robusta para evidenciar má-fé, referentemente à denúncia feita pelo demandado a Conselheiras Tutelares de abuso que o autor estaria a praticar contra sua filha, sobrinha do demandado. Circunstâncias fáticas que evidenciam 24 preocupação do demandado com o bem estar de seus sobrinhos, filhos do autor, do qual foi destituído o poder familiar em razão dos maus tratos a que submetia os menores. Elemento subjetivo necessário ao dever de indenizar que não ficou comprovado. Ônus do demandante. Conduta da demandada que se caracteriza como exercício regular de direito, sem qualquer abuso. RECURSO DO DEMANDADO PROVIDO. RECURSO DO AUTOR PREJUDICADO. (Apelação Cível Nº 70070826276, Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Tasso Caubi Soares Delabary, Julgado em 23/11/2016). Quando não comprovado que ágil de má-fé como no caso acima que as conselheiras tutelares que fizeram a denuncia, por conta da tia da criança estar com medo de que poderia futuramente acontece situação pior, e por conta disso se entendeu não ágil ela totalmente com temeridade e má-fé. Tal conduta pode ser ilustrada conforme a figura a seguir: Figura 1Comunicação falsa de crime (FONTE: TJDFT, COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME, 2016) 25 A denuncia caluniosa começa com o recebimento da denuncia, porem também poderá começar através da calunia, quando o agente começa a calunia constantemente o sujeito que sabe ser inocente, e com isso ganha grande proporção que chega ate a autoridade policia e é instaurada a investigação do crime. Breve analise de interpretação do crime como um todo (tipo): - Investigação Policial: Pode á investigação policial ser provocada por notitia criminis ou por representação (nas ações penais publicas condicionadas) ou queixa-crime. - Processo Judicial: Relação Jurídica, que é trazida em um determinado método, que para as partes serve para solucionar alguns conflitos de interesse que forem levados ao juiz. - Investigação Administrativa: Tem escopo o processo administrativo, sobre atitude controles que forem pra conturbar a administração publica. - Inquérito Civil: é considerada a preliminar do qual o Ministério Publico faz uso, nas apurações dos devidos fatos que forem relevantes para propor ação civil Publica. - Ação de Improbidade Administrativa: É a conduta que eticamente de certa maneira reprovável pelo agente, ou melhor, pelas autoridades responsáveis, por ser uma conduta econômica, possui exercício indevido, que pode acarretar vários prejuízos aos cofres públicos e ate privado. 2.2 Diferenças do delito de denunciação caluniosa e o crime de calunia. O crime de calunia trata-se é comum, qualquer pessoa ciente de seus atos e atitudes poderá ser sujeito desse crime. Menores de dezoito anos e doentes mentais também podem ser sujeitos do crime porem passivos, já que todos que comete, esse crime precisa, estar ciente do fato ilícito. Trata-se de crime contra honra, crime que atingem a integridade da pessoa humana. Pode a honra estar conceituada e imposta em vários atributos como morais, físicos, e ate intelectual. Conforme ilustrado abaixo explicando os crimes contra honra: Figura 2 Dos crimes contra a honra 26 (FONE: TJDFT, DOS CRIMES CONTRA A HONRA, 2016) Se tem, alguns doutrinadores que considera a denunciação caluniosa uma calunia diferente qualificada, pois na denunciação caluniosa além do agente falar, atribuir a vitima falsamente, também leva isto ao conhecimento publico e a autoridade policial, e causando mobilidade das maquinas jurídicas. Deste modo, não se confunde a denunciação caluniosa com a calunia. Artigo 138: Caluniar, imputando-lhe falsamente fato definido como crime. Pena: detenção de seis meses a dois anos, e multa. §1º Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. §2º É punível a calunia contra a mortos. §3º Admite-se a prova da verdade, salvo: I - Se, constituindo o fato imputando crime de ação privadas o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível. II - Se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas na Nº1 do artigo 141. III - Se o crime imputado, embora de ação publique, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível. Assim, calunia é crime imputado contra a honra, e um fato definido como crime, a terceira pessoa. Porem na denunciação caluniosa o fato é imputado passado para a autoridade mesmo sabendo o acusado ser inocente, assim configurando crime contra a justiça. 27 No caso da calunia é importante que quem tenha agido de má-fé, utilizando esse critério, quando disser a uma pessoa algo negativo, esta ofendendo. A denunciação e a calunia poderá ser em uma única ação usados, pois se torna comum que um agente ofenda a honra e também impute denuncia caluniosa. Conforme vemos abaixo: Calunia e denunciação caluniosas fundadas no mesmo fato. Uma excludente da outra. Bis in idem. Ocorrência. Coisa julgada. Nulidade declarada. A denunciação caluniosa absorve o crime de calúnia, se fundado no mesmo fato. Ocorrendo o julgamento com trânsito em julgado da calúnia, deve ser declarada a nulidade a ação penal da denunciação caluniosa, em razão aos princípios da coisa julgada e bis in idem. Constatada a identidade de fato delitivo que gerou duas condenações distintas, cumpre declarar a nulidade da segunda decisão, face à ocorrência do execrável bis in idem. (Apelação, Processo nº 0003236-47.2014.822.0012, Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, 2ª Câmara Criminal, Relator (a) do Acórdão: Des. Miguel Mônico Neto, Data de julgamento: 29/06/2016). Por se tratar de duas condenações uma absolve a outra no caso a denunciação caluniosa absolveu o crime de calunia, por se tratar de esta os dois fundados no mesmo fato ocorrido, assim declarando a nulidade de uma das ações. A calunia por se tratar de um crime contra a honra, por conta desta sua tipificação, vale informar destacadamente que para identificar a falsidade da calunia pode ser tanto no fato criminoso que não ocorreu, como na autoria, quando o agente imputa sofrer um crime que realmente aconteceu, mas não foi o autor. É preciso muita atenção, pois se exige que o ocorrido seja como crime definido no tipo penal, pois caso seja contravenção configura antes difamação, não calunia. A propósito Prado (2011a, p.917) A denunciação caluniosa se distingue da calunia, porque a imputação falsa de fato definido como crime é levada ao conhecimento da autoridade, motivando a instauração de investigação policial, ou processo judicial, instauração de investigaçãoadministrativa, inquérito civil ou ação de improbidade administrativa. Nesta hipótese, o art.339 obsorve a calunia como um de seus elementos (delito complexo), aplicando-se o principio da subsidiariedade tácita. A denunciação caluniosa não absorve, condute, a difamação (art.139, CP) e a injuria (art.140, CP). Detalhadamente Guilherme de Souza Nucci (2012, p.1230). Trata-se de crime complexo em sentido amplo, constituído, em regra, da calunia e da conduta licita de levar ao conhecimento da autoridade publica- delegado, juiz ou promotor- a pratica de um crime de autoria. Portanto, se o agente imputa falsamente 28 a alguém a pratica de fato definido como crime, comete o delito de calúnia. Transmite-se á autoridade o conhecimento de um fato criminoso e do seu autor, (5:, §3). Entretanto, a junção das duas situações (calúnia+ comunicação á autoridade) faz nascer o delito de denunciação caluniosa, de ação publica condicionada, porque está em jogo o interesse do estado na administração da justiça. A jurisprudência enquanto este assunto: JUÍZO DA 8ª VARA FEDERAL CRIMINAL DO RIO DE JANEIRO/RJ EMENTA PENAL – DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA – INSTAURAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO ADMINISTRATIVA – DISCIPLINA INTRODUZIDA PELA LEI Nº 10.028/2000 – INAPLICABILIDADE A FATOS OCORRIDOS ANTERIORMENTE – DESCLASSIFICAÇÃO PARA CALÚNIA. I – A redação original do Código Penal previa como hipótese de denunciação caluniosa “dar causa à instauração de investigação policial ou de processo judicial contra alguém, imputando-lhe crime, de que sabe inocente”. II – Com o advento da Lei n 10.028/2000, passou a ser tipificada como denunciação caluniosa, dentre outras condutas, aquela que desse causa à instauração de investigação administrativa. III – Ocorrido o fato antes do advento da Lei nº 10.028/2000, não há que se falar em denunciação caluniosa se a conduta do réu consistiu em dar causa a instauração de investigação administrativa, devendo, no entanto, haver a desclassificação do delito para calúnia, com a correspondente redução da pena aplicada. III – Recurso parcialmente provido. (TRF-2 - ACR: 4721 RJ 1997.51.01.024509-9, Relator: Desembargador Federal ALUISIO GONCALVES DE CASTRO MENDES, Data de Julgamento: 09/04/2008). Contudo, ainda hoje é possível ver diversas, pessoas mencionando ou citando que o crime de calunia, e denunciação caluniosa é o mesmo, que não diferença entre eles. Porem como vimos acima em jurisprudências e citações de autores, a diferença esta visível quando ao tipo penal e sua pena. Tabela comparativa abaixo: Figura 3 Tabela comparativa CALUNIA art. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA art. POSSUI INTENÇAÕ DE ATINGIR A HONRA POSSUI INTENÇÃO DE PREJUDICAR A VITIMA PERANTE A JUSTIÇA AUTORIDADES. CRIME FALSO, FALSO CRIME OU CONTRAVENÇAÕ 29 AÇÃO PENAL PRIVADA AÇÃO PUBLICA INCONDICIONADA CRIME FALSO, OU CRIME QUE OCORREU MAIS A PESSOA NÃO FOI AUTOR. CRIME INEXISTENTE Desde modo não devera restar duvidas da diferença da denunciação caluniosa para o crime de calunia, já que ambos possuem uma vitima porem quando se tratar de denunciação caluniosa, o agente que imputa o falsa denuncia provoca junto o estado indevidamente. Assim ocasionando muitas vezes gastos e prejuízos aos cofres públicos. 2.3 Diferenças do delito de denunciação caluniosa e do crime de comunicação falsa ou contravenção Não como falar em denunciação caluniosa e não mencionar o crime de comunicação falsa de crime, o crime se encontra no artigo 340 do código Penal: Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou contravenção que sabe se tiver verificado. Pena: detenção, de um a seis meses ou multa. O crime de comunicação falsa ou contravenção tem uma periculosidade maior, porque normalmente as pessoas comunicam o crime falso normalmente para não desconfiarem que estejam mentindo, para que tenham pena ou muitas vezes só para ganhem um minuto de atenção das pessoas próximas, e das autoridades. A situação é ilustrada na figura a seguir: Figura 4 Fato criminoso que não existiu 30 (FONTE: TJDFT, 2016). Comunicação falsa de crime ou contravenção implica em prejuízos, a conduta pode movimentar todo o estado para que apure um crime inexistente. Não precisa ter uma pessoa inocente, sendo acusada falsamente neste crime, assim haverá a consumação, basta que informe um crime inexistente. Pois caso o agente aponte alguém como autor do crime torna-se denunciação caluniosa. A também diferença nos requisitos básicos: A) Ação efetiva de autoridade: A ação pode ser qualquer atividade ato regular. Podemos citar para exemplificar quando uma agente fala sobre um crime falso mesmo que não tenha um inquérito, poderá configurar um crime pelo Ministério Publico que determinará que seja aberto o inquérito. B) Mediante Comunicação Falsa: A comunicação devera também ser falsa igual na Denunciação caluniosa, é quem imputar também deve ter plena consciência que é inexistente a especifica infração. Neste respectivo crime (delito) valera mesmas observações do crime de denunciação caluniosa, quando for lesivo e previsível, haverá dolo\culpa eventual de fato definido como crime ou 31 contravenção, assim ser o a noticia falsa ser crime, ou contravenção caso seja um crime que não esta tipificada no código penal, não haverá o crime de falsa comunicação de crime. C) De forma dolosa: Muitas vezes pode acontecer da pessoa que esta provocando a situação não sabe que o fato esta definido em lei, caso não esteja estará a frente do erro do tipo. Ficando assim apenas a tentativa de comunicação falsa de crime. A confusão que fazem é um grande problema, pois a menus relacionados ao crime, e sim ao seu autor. Já quando for a falsa comunicação de crime, considera-se a invenção de uma determinada situação, sem apontar um autor. Conforme abaixo jurisprudência abaixo: CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. COMUNICAÇÃO FALSA DE CRIME. Comete o delito de comunicação falsa de crime o agente que provoca a ação da autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime que sabe não se ter verificado. Para que se configure a denunciação caluniosa, exige-se, mais, a indicação, já na comunicação do fato, da pessoa que teria cometido o delito inexistente. Hipótese em que não houve tal identificação, só surgindo o suposto agressor em virtude de diligências bem cumpridas pela polícia. Desse modo, configurado, em tese, o delito. (TJ-RS - CJ: 70046415733 RS, Relator: Marcelo Bandeira Pereira, Data de Julgamento: 19/01/2012). O julgado refere-se o crime de comunicação falsa ou contravenção já que a autora da denuncia não especificou quem havia cometido o crime de estupro contra ela, ele apenas foi identificado depois da devida ocorrência, ficando assim descido que a competência do juizado criminal da comarca. 32 III- A DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA MOTIVADA PELA ALIENAÇÃO PARENTAL E PROPOSTAS PARA SEU ENFRENTAMENTO. Neste capitulo e ultimo este trabalho, será destacado e citado a alienação motivada para as acusações falsas, e os seus possíveis enfrentamentos e soluções que poderão diminuir que tal situação se torne tão critica a ponto de se tornar uma denuncia caluniosa de falso crime de estupro de vulnerável. A atenção dos profissionais do direito, para que não chegue tão longe esses processos, e que não prejudique tanto os envolvidos. 3.1 A alienação parental como motivação para a acusação falsa de crime de dignidade sexual. De causar espanto que as pessoas, ou melhor, os genitores são capazes de fazer com o intuito de prejudicar e causa o afastamento do outro, causando uma violência simbólica muitas vezes, que acaba se tornando sem fim, e gerando cada vez mais a síndrome e a alienação parental. Varias vezes chegando ao pontode acusar falsamente sobre crimes de dignidade sexual, deste modo quando chega a essa circunstâncias de se perceber que um dos genitores está de alguma maneira influenciando ou implantando falsas memorias na criança ou adolescente, estamos diante de além de alienação parental e também do abuso psicológico. Com isso é preciso atentar as diferenças que muitas vezes ajudam a diferenciar uma acusação falsa, conforme o quadro: Figura 5 Comparativo DENUNCIA VERDADEIRA SAP Pois quando se trata de abuso sexual a criança se lembra do ocorrido Precisar de ajudas externas e internas para se lembrar Possui mais detalhes sobre o dia e demostram muitas vezes marcas e cicatrizes do ocorrido Não se lembra de apenas diz que foi abusada 33 As informações possui riqueza nos detalhes Lembra apenas do ato principal que foi imposto pela genitora O genitor resolve acusar o outro de abuso sexual, por saber que esta é a situação mais critica que se pode chegar esta situação, pois a partir do instante que é denunciado, algumas regras e condições são impostas ao denunciado, como o afastamento da criança. E assim se chega a ser identificada neste ponto a síndrome da alienação parental significa que ela esta em seu ultimo estagio, passando a prejudicar e interferir na vida dos genitores e filhos e envolve o judiciário. Assim, de acordo com decisão proferida: REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS. Ação de modificação de guarda proposta pelo pai com fundamento no artigo 6º, V, da Lei 12.318 de 2010, por entender comprovada a prática pela autora de alienação parental e crime de denunciação caluniosa (acusação de prática de estupro de vulnerável – manipulação da genitália da filha menor). Fatos não comprovados. Durante o trâmite do processo as visitas foram realizadas no CEVAT e as partes submetidas a inúmeras avaliações sociais e psicológicas, além de terem sido encaminhadas ao CERASA (Centro de Estudos e Atendimentos Relativos ao Abuso Sexual) para acompanhamento. Comprovação de que o vinculo afetivo entre o genitor e a filha menor é forte e está preservado. Sentença que determinou os dias de visita e o local (casa da avó paterna) que deve ser mantida. O pedido da genitora (alteração do horário e local de visita), também será rechaçado, por ausência de fundamento. É importante garantir a realização de visitas na residência da avó paterna, possibilitando, assim, o convívio da menor com a família extensa. - Recursos não providos. (TJ-SP - APL: 00336484820128260002 SP 0033648-48.2012.8.26.0002, Relator: Enio Zuliani Data de Julgamento: 21/07/2016). A proposito conforme Ana Carolina Carpes Madaleno (2018, p.51). No caso das falsas denuncias de abuso sexual elas deve, ser muito bem investigadas, pois geralmente o juiz, ao não encontrar outra solução, acaba suspendendo de imediato as visitas, o que ocasiona o agravamento as SAP, pois o genitor alienante passa a contar com todo o tempo da criança e sem barreias para programa-la. As provas se mostram frágeis, incapaz, de resolver uma situação tão complexa, sobre a materialidade do fato (desta forma quando restar duvida aplica-se o Principio do in dubio pro Réu). Conforme demostrado (Martins, 2017) “As provas demonstradas mostraram-se frágeis e inconsistentes, incapazes de resolver a duvida a respeito da autoria do fato.”. 34 Contudo, não é surpresa para doutrinadores quando chegam situações como as mencionadas, e fica difícil identificar ou estruturar qual maneira melhor de lidar com as falsas denuncias. Ate porque as falsas memorias de imputação de crime, que é imposta pelo alienador na criança ou adolescente, que na verdade são mentiras contas e de forma bem negativa que acontece de maneira natural pelo alienador. Fazendo com que o menor realmente chegue a acreditar que tenha realmente acontecido algum crime. E possuímos um ordenamento jurídico que leva em consideração a risca a palavra da vitima enquanto a denuncias de abuso sexual, a suposta memorias e relatos pela vitimas, valem tanto quando as pericias. Assim quando ficamos diante de tal fenômeno poderá as provas serem fragilizadas. As devidas falsas memorias são classificadas como memorias que talvez nunca aconteceram ou que aconteceu de maneira completamente do que foi imposto e implantado na memoria da criança ou adolescente, e dessa maneira quando ficamos diante de casos de denuncias crimes de abusos relacionados a uma suposta alienação parental, será preciso ser analisado detalhadamente cada passo e situação de maneira minuciosa para que as falsas memorias não cause fragilidades as provas reais. E por se tratar de menores de 14 (quatorze) anos que entra no estupro de vulnerável, não necessariamente será considerado o ato em si, mais também afeto. E em relação a implantação acaba ficando fácil manipular a criança ou o adolescente neste sentindo. Desta maneira sempre devemos ficar atentos quando se tratar de denuncias de abuso sexual, a analise desta situação precisa ser minuciosamente, sempre lembrando que possui varias pessoas envolvidas que podem ter suas vidas „ destruídas‟ toda virada por conta desta respectiva situação delicada. Ficando aqui demonstrado que a alienação parental pode realmente desencadear as denuncias falsas de abuso da dignidade sexual. 35 3.2 Propostas para seu enfrentamento Alienação Parental já é uma pratica delicada ainda mais quando combinada com a denunciação caluniosa nos crimes de estupro de vulnerável. Sendo assim serão aqui lançadas algumas propostas para seu enfrentamento, ou melhor, obstáculos para que a situação não chegue a tal ponto tão delicado, como a guarda compartilhada e a mediação familiar. 3.2.1 A guarda compartilhada Algumas soluções, ou melhor, propostas serão citadas, com intuito que poderia facilitar o convívio, evitar o inicia da alienação parental. A guarda compartilhada é uma das soluções impostas na lei 11.698\2008 (lei de alienação parental), usada normalmente quando a situação entre os genitores esta se afunilando. Neste sentido Douglas Phillips Freitas (2010 p.21) destaca que compartilhar a guarda „‟é melhor forma de reduzir ou eliminar os efeitos da alienação parental [...] Afinal aos menores devem ser concedido o direito de conviver com ambos os genitores de fome mais ampla e efetiva ao convívio paterno-filial‟‟. Há entendimentos de magistrados Brasileiros sendo utilizada a guarda- compartilhada para evitar a alienação parental, assim o filho (a) não fica privado de nenhum dos dois convívios. Conforme artigo abaixo a alienação parental é usada quando: Artigo 1583: A guarda compartilhada será unilateral ou compartilhada 1º§ Compreende-se por guarda unilateral a atribuída a um só dos genitores ou a alguém que substitua, e por guarda compartilhada a responsabilização conjunta e o exercício de direitos e deveres do pai e da mãe que não vivam sob o mesmo teto, concernentes ao poder familiar dos filhos comuns. 2º§ Na guarda compartilhada, o tempo de convívio com os filhos deve ser dividido de forma equilibrada com a mãe e com o pai, sempre tendo em vista as condições fáticas e os interesses dos filhos. Quando imposta a guarda compartilhada ela tem como alternativa a igualdade entre os genitores com a criança, assim evitando entre eles uma alienação parental e ate a falsa denuncia. 36 A lei 13.058/2014 (lei da guarda compartilhada) como muitos genitores pensam não veio para prejudicar ou separar os filhos dos pais e sim para evitar conflitos como alienação parental e falsas denuncias. Venosa (2017) dispõe sobre a guarda: Compartilhar deveres e obrigações por parte de pais separados em relação a filhos significa manter os elos com maior presença na vida dos menores. Deste modo, não resta duvidas de que a guarda compartilhada representa u meio demanter os laços entre os pais e os filhos, tão importantes no desenvolvimento e na informação da criança ou adolescente, evitando assim o fenômeno da alienação Parental. Conforme abaixo já foi muito usado como meio de prevenir a alienação parental: APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO DE FAMÍLIA. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE GUARDA. ABUSO SEXUAL. NÃO COMPROVADO. GUARDA COMPARTILHADA. CABIMENTO. MELHOR INTERESSE DA MENOR. ALIENAÇÃO PARENTAL. NÃO DEMONSTRADA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. SENTENÇA MANTIDA. 1. Em consonância com o princípio da proteção integral da criança e do adolescente, tem-se que o instituto da guarda destina-se a resguardar o menor, devendo a mesma ser atribuída a quem revelar condições mais adequadas para exercê-la, baseando-se em quem melhor atender aos interesses da criança, nos moldes do artigo 1.612 do Código Civil. 2. No caso em análise, como bem assinalado pelo Juízo singular, a guarda compartilhada é a que melhor atende aos interesses da menor. Isso porque, muito embora os litigantes tenham tido sérias desavenças no passado, os laudos periciais acostados aos autos dão conta de que a infante é apegada a ambos os genitores, tendo sido evidenciado também que os dois têm condições de cuidar dela e de colaborar substancialmente para seu desenvolvimento, compartilhando as decisões relativas à sua criação. 3. Tampouco há que se falar em necessidade de alteração das condições da guarda compartilhada, uma vez que os períodos de convivência da menor com cada um dos genitores foram bem distribuídos. Além disso, é correto que a casa materna seja estabelecida como lar de referência, uma vez que é lá que a menor tem passado a maior parte de seu tempo desde a mais tenra infância. 4. As provas produzidas nos autos demonstram que, ainda que a autora/apelada tenha tecido graves acusações em relação ao requerido/apelante, as quais inclusive levaram à interrupção temporária das visitas paternas à menor, o carinho e consideração da infante por seu pai permaneceram intactos. 5. Não se ignora aqui que a conduta da autora/apelada foi de extrema gravidade e descuido, uma vez que submeteu o genitor de sua filha a uma investigação criminal mesmo sem indícios concretos de que o mesmo teria abusado sexualmente da menor. No entanto, as provas produzidas nos presentes autos não demonstram que a genitora tenha agido com o propósito egoísta de macular o bom relacionamento existente entre a infante e o pai, mas sim com a intenção de proteger a criança. 6. Ademais, observa-se que a genitora sequer interpôs recurso em face da sentença que fixou a guarda compartilhada, o que evidencia que não tem o desejo de manter sua filha afastada da convivência paterna. Logo, resta afastada a configuração da alienação parental. 7. Recurso conhecido e não provido. Sentença mantida. (TJ-DF 20120111932899 - Segredo de Justiça 0053411-66.2012.8.07.0001, Relator: ROMULO DE ARAUJO MENDES, Data de Julgamento: 14/12/2016). 37 Vale informar que a guarda compartilhada quando sugerida aos genitores não é com o intuito de prejudicar nenhum deles, e sim evitar situações futuras, e assim o filho terá o contato com os dois pais e as duas famílias. 3.2.2 Mediação Este eficaz meio eficaz esta ligado a mediação, pois a mesma consiste em de forma harmônica e pacifica solucionar o litigio. E se certa maneira acaba sendo um meio, mas „fácil‟ de solução de conflito do que um referido processo judicial. De certa forma a mediação poderá sempre ser cabível quando se tratar de situações que precisam ser negociadas entre as partes interessadas. A mediação no ordenamento jurídico veio para pacificar, harmonizar os conflitos, pois se trata de um método autocompositivo, quando o terceiro imparcial, ajuda facilitar a conversa (dialogo) entre as pessoas envolvidas. Pois o papel do mediador não é tentar convencer as partes envolvidas e sim ajudarem as mesmas chegarem a um consenso de bem comum para ambos. A mediação já vem obtendo vários resultados satisfatórios, assim não restando duvidas que este método possa proporcionar e resolver vários conflitos com intuito de evitar a alienação Parental, e ate outras síndromes que podem ser desenvolvidas durante este processo de enfrentamento. O Estado da Bahia possuía o „Programa de combate à alienação parental‟, que era desempenhado pela defensoria Publica, com mediação Familiar, porem o programa não obteve continuidade por falta de verba do governo. A mediação se encontra no artigo 165§3º do novo código de processo civil. Artigo 165§3º O mediador, que atuara preferencialmente nos casos em que houver vinculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os conflitos, de modo que eles possam pelo restabelecimento da comunicação identificar, por si próprios, soluções consensuais que geram benefícios mútuos. A mediação é viável para o resultado dos conflitos familiares, sendo assim denominada mediação familiar, trazendo benefícios para ambas às partes, porem os envolvidos precisam estar bem cientes que estarem de acordo, para que se aceite o acordo, 38 pois sozinhos não possuem mais o controle desta situação delicada, e com isso acabam prejudicando a criança e adolescente. A em destaque uma pedida proposta pelo senador Luiz couto do PT-PB, de criar o divorcio mediado, o projeto visa à intenção de utilizar um mediador familiar nos casos de divorcio e evitar futuras alienações parentais. Conforme projeto abaixo da Câmara dos Deputados, em 2017: A mediação já é uma pratica reconhecida pela comunidade jurídica brasileira. O projeto alterar o código civil, pois deve inserir a figura do mediador como meio de ajuda os divórcios brasileiros, sendo assim ficando ainda mais falso identificar e ajuda os genitores com relação as relações com os filhos depois da separação , e assim, de certa forma ajudando a evitar uma futura alienação parental e falsa denuncia. Desta forma não restam duvidas que a mediação assim como a guarda compartilhada são meios de prevenção de problemas futuros entre o casal separado. A mediação é desenvolvida pelo CNJ conselho nacional de justiça, porem muitas vezes é confundido com a conciliação, sendo que na conciliação o conciliador pode ter a prerrogativa de sugerir acordos uma solução, de maneira que seja justo para todas as partes. 3.2.3 Conselho Tutelares Se informado utilizado de maneira adequada corretamente poderá possui grande amparo aos envolvidos em separação, ou outra situação que relacione a alienação parental ou uma possível síndrome. Já que possui o estatuto da criança e adolescente que prevê que o conselho tutelar é órgão autônomo e de certa maneira independente não é jurisdicional, e encarregado de zelar pelas partes mais fragilizadas que é a criança e o adolescente. Sendo desta maneira um órgão atua na proteção, tendo liberdade de comunicar o Ministério Publico, quando entender possuir casos de SAP. A criança/adolescente utiliza e enxerga a família como um abrigo. São atribuições do conselho tutelar: I- Atender e aconselhar os pais ou responsável aplicando as medidas previstas no arts, 98 e 105, aplicando as medidas previstas no artigo 101, I a VII. II- Atender e aconselhar os pais ou responsável aplicando as medidas previstas no arts 129, I a VII III- Promover a execução de suas decisões, podendo para tanto: a) Requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social, previdência, trabalho e segurança. b) Representar junto à autoridade judiciaria nos casos de descumprimento injustificado de suas deliberações. 39 IV- Encaminhar ao Ministério Publica noticia de fato que constitua infração administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente. V- Encaminhar a autoridade judiciária os casos de sua competência. VI- Providenciar a medida estabelecidapela autoridade judiciaria, dentre as prevista no artigo 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional, VII- Expedir notificações VIII- Requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou adolescentes quando necessário, IX- Assessorar o poder executivo local na elaboração da proposta orçamentaria para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do adolescente X- Representar em nome da pessoa e da família contra a violação dos direitos previstos no arts, 220§3º inciso II da Constituição Federal. XI- Representar ao Ministério Publico para efeito das ações de perda ou suspensão do poder familiar, após esgotadas as possibilidade de manutenção da criança ou adolescente junto á família natural (redação dada pela lei nª 12.010.2009) vigência. XII- Promover e incentivar, na comunidade e nos grupos profissionais, ações de divulgação e treinamento para o reconhecimento de sintomas de maus- tratos em crianças e adolescentes. Paragrafo Único: Se, no exercício de sua atribuições, o afastamento do convívio familiar comunicara, incontinenti o fato ao Ministério Publico, prestando- lhe informações sobre o motivo de tal entendimento e as providencias tomadas para a orientação, o apoio e promoção social da família .(incluindo pela lei nº 12.010 de 2019) vigência. Diante das funções do conselho tutelar, e cuidados que possuem a criança e adolescente a alienação parental ainda consegue violar direitos e enfraquecer famílias. Assim cabe ao conselho tutelar cuidar e proteger os direitos dos principais prejudicados. O conselho tutelar possui uma equipe técnica, porem não são todos os estados que possui, o técnico possuem a função de verificar, qual a dificuldade esta passando a criança e adolescente, e encaminhar para o profissional adequado, e nos casos quando identificado a possível implantação de falsas memorias, devera o técnico enviar a criança e o adolescente para o psicólogo. 3.3 O estupro de vulnerável motivado pela alienação parental. Acontece à falsa denuncia de estupro de vulnerável quando não existe mais aceitação dos genitores, fazendo assim com que umas da parte sai só da „pirraça, intriga e vai para um lado mais pesado que são as denuncias de estupro de vulnerável contra o genitor, porem no momento que é feita esta denuncia o alienador pensa que apenas que haverá o afastamento da criança , porem esquece que uma denuncia desse tipo movimenta do o Judiciário. Conforme artigos abaixo: 40 Artigo 213- Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. §1º- Se da conduta resultar lesão corporal de natureza grave ou se a vitima é menor de 18 anos e maior de 14 anos. Pena- reclusão de 8 anos a 12 anos. §2º- Se da conduta resultar morte Pena- reclusão de 12 anos a 30 anos. Artigo 217-A: Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Pena- reclusão de 8 (oito) anos a 15 (quinze) anos. Percebe-se que o estupro de vulnerável, tipificado no artigo 217-A, não é um crime que deve ser por injustamente a alguém, e muitas vezes apenas a palavra da vitima no caso a criança são suficientes para condenar o acusado. Pois ainda que exista laudos psicológicos, este pode demorar muito na verdade ate anos para se desenrolar, e com isso o genitor acusado, pode ficar preso ou limitado ao convívio com filho. E é quando começa a desenvolver os outros estágios da síndrome da alienação parental, a mentira se torna uma coisa sem fim , fazendo com ate o menor( criança) acredite no que esta acontecendo implantando as falsas memorias na criança. E quando o alienador se da conta isso já se tomou uma grande repercussão é já envolveu varias pessoas e profissionais. Porem ele não percebe que com o intuito de fazer uma denuncia caluniosa de estupro de vulnerável, não esta só prejudicando o acusado mais sim a si próprio e a criança envolvida, pois a mesma terá que passar por psicólogos, terá que fazer pericia, e muito mais. Já o acusado terá sua vida virada de ponta cabeça, pois, além de algumas vezes esses casos se tornarem publico, ele terá que ficar afastado na criança ate que se prove a inocência. Conforme vemos no recurso especial abaixo: RECURSO ESPECIAL Nº 1.622.861 - RJ (2015/0062142-1): Trata-se de recurso especial interposto por ANDRÉA GOULART AZEVEDO, com fundamento no art. 105, III, c, da Constituição Federal, contra acórdão do eg. Tribunal de Justiça do Estado de Rio de Janeiro, assim ementado: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DE FAMÍLIA. ALIENAÇÃO PARENTAL. DETERMINAÇÃO JUDICIAL PARA TRATAMENTO PSICOLÓGICO VISANDO RESTABELECER VÍNCULO AFETIVO ENTRE PAI E FILHA. MELHOR INTERESSE DO MENOR SE SOBREPÕE AO DOS PAIS. 1. A Constituição da Republica, no seu art. 227, e o ECA, no seu art. 19, asseguram o direito da criança ao convívio familiar. Compete a ambos os pais o exercício do poder familiar, que consiste no sustento, guarda e educação, em aspecto amplo, dos menores, a fim de protegê-los e proporcioná-los o melhor desenvolvimento possível, tanto no campo 41 afetivo, como social e familiar, visto que isso é elemento fundamental no desenvolvimento da personalidade da criança. 2. Agravado pretende estabelecer o convívio familiar com a filha adolescente, que o repele. Genitor ajuizou ação para regulamentação de visitas há alguns anos, quando a filha era pequena, mas foi obstado por força de acusação de abuso sexual, que não foi comprovado. 3. A lei faculta ao juízo tomar medidas para repelir a prática de atos de alienação parental de forma incidental (art. 6º, caput, da Lei 12.318/2010). 4. Juízo a quo concluiu pela prática de ato de alienação parental, por isso determinou acompanhamento psicológico da menor com o objeto de restabelecer o vínculo afetivo entre pai e filha, com fulcro no art. 6º, inciso IV da Lei 12.318/2010. Síndrome da alienação parental consiste na utilização, por um dos genitores, do filho como instrumento de vingança em relação ao outro, implantando falsas memórias no filho. 5. Tratamento psicológico é medida de caráter terapêutico necessária para combater os efeitos nefastos da alienação parental e garantir a incolumidade psíquica e desenvolvimento da menor. 6. Decisão mantida. 7. Desprovimento do recurso." (e- STJ,fls. 48/49) Opostos embargos de declaração, restaram rejeitados (e-STJ, fls. 112/114). Em suas razões recursais, a recorrente aponta divergência jurisprudencial acerca da interpretação dos arts. 4º e 5º da Lei nº 12.318/2010 e 244, 250 e 333, I, do Código de Processo Civil de 1973, sustentando, em síntese, que (a) não procede à alegação de alienação parental e, (b) a lei faculta ao juízo tomar medidas para repelir a prática de atos de alienação parental ainda que de forma incidental, o que não ocorreu no caso dos autos e impediu a ampla defesa da recorrente, sem direito à contestação. Apresentadas contrarrazões às fls. 146/147, o recorrido informa que o agravo de instrumento foi interposto contra decisão que determinou que a menor, filha das partes, fosse submetida a tratamento psicológico com vistas a reaproximá-la do pai, vítima de alienação parental por longos anos. Revela, entretanto, que o tratamento psicológico foi iniciado, mas, pouco tempo depois, foi interrompido pela psicóloga, porque, segundo ela, "os assuntos tratados nas sessões incomodavam a menor, motivo pelo qual não deveriam ser mencionados". Resumidamente, a psicóloga, ao perceber que os assuntos que levaram ao afastamento entre pai e filha causam mal estar na menor, achou melhor enterrar o assunto, fingir que está tudo bem, ao invés de tratar a causa do desconforto. (e-STJ, fls. 146) Diante do laudo sofrível juntado aos autos, pleiteou o recorrido à indicação de nova profissional, tendo em vista estar evidente quea anterior não seria capaz de curar a menor dos traumas causados por sua mãe. Em seguida, foi proferida nova decisão nos autos de origem, negando a indicação de nova psicóloga e designando audiência especial para a oitiva da menor com a presença de uma psicóloga que compõe o núcleo de psicologia da Comarca da Capital (doc. anexo). Aduz, ainda, que "muito embora esteja devastado com a tentativa frustrada de reaproximação com a filha, não se insurgiu contra a decisão, pois não pretende impor à adolescente qualquer situação que realmente não traga bem estar e bons frutos, acreditando que a psicóloga que acompanhará a audiência será capaz de sugerir outra via de reaproximação." Dessa forma, estando o tratamento psicológico interrompido, tendo sido negado o pedido do recorrido de nomeação de outra profissional, e estando os autos de origem prestes a receber novo direcionamento, o presente recurso tornou-se prejudicado, motivo pelo qual merece ter seguimento negado, na forma da lei. É o relatório. Passo a decidir. O Tribunal de origem, ao analisar as provas carreadas aos autos e as alegações das partes, negou provimento ao recurso para manter a decisão que havia encaminhado a menor a acompanhamento psicológico sob a suspeita de alienação parental praticada pela mãe, decidindo pelos seguintes fundamentos: "O artigo 1.589 do Código Civil dispõe que o pai ou a mãe que não residem com seus filhos têm o direito de tê-los em sua companhia, ainda que não haja concordância do outro, através de decisão judicial. Oportuno convém também destacar que compete a ambos os pais o exercício do poder familiar, que consiste no sustento, guarda e educação, em aspecto amplo, dos menores, a fim de protegê-los e proporcioná-los o melhor desenvolvimento possível, tanto no campo afetivo, como social e familiar, visto que isso é fundamental elemento no desenvolvimento da personalidade da criança. É essa a ratio extraída do art. 1631, do Código Civil c/c art. 21, do ECA. Ambos, pai e mãe, devem exercer o poder familiar visando 42 primordialmente à proteção e à satisfação dos interesses dos filhos, em especial quanto ao indispensável convívio familiar, base angular do direito à afetividade, estreitamente relacionado à solidariedade, à dignidade humana e à integridade psíquica da prole. 1 O poder familiar é um poder-dever dos pais, que não podem agir por interesse próprio, egoístico e particular, mas sim para atender ao melhor interesse dos filhos através da preservação da figura familiar, que gera um ambiente sadio de crescimento, mormente porque o poder familiar é delegado pelo Estado aos pais e não são poderes próprios desses pais, retomando a ideia de ser defeso a estes usar do poder familiar para interesses particulares. Nessa linha, oportuna a lição, in verbis: O poder parental não é direito subjetivo; é uma situação jurídica complexa, em que avultam poderes funcionais e alguns direitos, mas ao lado de puros e simples deveres. Por conseguinte o poder parental não é um conjunto de faculdades de Conteúdo egoísta e de exercício livre, mas de faculdades de caráter altruísta, que devem ser exercidas primariamente no interesse do menor (e não dos seus pais). 2 Ressalto que o bem estar dos menores deve ser considerado de maneira primordial, ou seja, devem viver em ambientes nos quais se sintam seguros, amados e tenham a imagem da família presente. Por isso, é preciso observar todas as linhas de cuidado com os menores para atender ao disposto no art. 227, da Constituição da República. A Carta Suprema assegura ao menor prioridade no atendimento dos seus interesses, que devem sempre ser os melhores possíveis, atrelado ao direito do menor à afetividade através da convivência familiar e paternidade responsável. Merece destaque: REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS. Avós. Tutela Antecipada. Direito da Criança. Convivência Familiar. Presença dos Requisitos. A Constituição da República confere especial proteção à criança e ao adolescente, assegurando-lhes absoluta prioridade na efetivação de seus direitos fundamentais (art. 227). Do mesmo modo, o legislador, reconhecendo a sua condição de pessoa em desenvolvimento (art. 6º), respalda-se na doutrina da proteção integral (Lei 8.069/90, art. 1º). Nesse sentido, todos os esforços devem ser utilizados para proteger e efetivar os direitos das crianças e dos adolescentes. Dentre os direitos da criança está o da convivência familiar (CR, art. 227; ECA, art. 19). A família, núcleo da sociedade, é o primeiro ambiente de desenvolvimento das relações humanas, por isso essencial garantir o convívio familiar visando ao crescimento saudável da criança. Na espécie, não se vislumbra qualquer prejuízo em se autorizar a visitação dos netos pelos agravantes na forma prevista pelo Ministério Público, a fim de atender, até final julgamento da demanda, o interesse dos agravantes e também das crianças de não serem privados da convivência com os avós. Provimento do recurso. (TJ/RJ, Agravo de Instrumento nº. 2008.002.38642. 13ª Câmara Cível, Rel. Des. Sérgio Cavalieri Filho. Julg: 19/12/2008) (grifo acrescido). No caso dos autos, o Agravado pretende estabelecer o convívio familiar com a filha menor Beatriz, que se recusa a tal. Em que pese ter logrado a regulamentação de visitas, que buscou desde a tenra idade de Beatriz, este foi obstado por força de acusação de abuso sexual contra a menor feita pela genitora. O referido abuso não restou comprovado na esfera criminal, porém arruinou o convívio familiar do pai com a filha, hoje uma adolescente com 14 anos de idade. Segundo o laudo de avaliação psicológica (fl. 62), a Agravante (mãe) acredita realmente que sua filha sofreu o alegado abuso na infância, fato que, a toda evidência, influenciou a percepção da menor, que foi criada pela mãe e a avó. Na decisão agravada, o juízo de primeiro grau concluiu pela prática de ato de alienação parental; assim, acolheu o pedido do genitor e determinou acompanhamento psicológico da menor com o objeto de restabelecer o vínculo entre pai e filha, com fulcro no art. 6º, inciso IV da Lei 12.318/2010. Art. 6 o Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso: IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial; Foi o Agravado que sugeriu o tratamento (fl. 84) e irá custeá-lo, tendo alegado que o comportamento da menor reflete a prática de alienação parental pela mãe. 43 Argumenta a Agravante que a jurisprudência é firme no sentido de exigir prova incontestável da prática abusiva para a aplicação das sanções do art. 6º da Lei 12.318/2010. Acrescenta que a apuração da acusação de alienação parental na fase do cumprimento de sentença viola as regras processuais e princípios constitucionais do devido processo legal. Com relação à alegação de violação a regras processuais e princípios constitucionais, esta não merece acolhida, considerando que a lei faculta ao juízo tomar medidas para repelir a prática de atos de alienação parental, ainda que na forma incidental (art. 6º, caput, da Lei 12.318/2010). A situação concreta é um típico caso da seara do direito de família, chamado de síndrome da alienação parental e consiste na utilização, por um dos genitores, do filho como instrumento de vingança em relação ao outro, implantando falsas memórias no filho. A figura real do pai ou mãe alienado vai se perdendo na memória do infante, levando a orfandade do pai ou mãe alienado. Geralmente, a mãe é o agente da síndrome. Ocorre, normalmente, com crianças até 10 anos de idade, criando na sua mente ainda em formaçãoum pai patológico. Quando percebida a síndrome, a visitação já está até suspensa, trazendo intenso prejuízo ao desenvolvimento normal da criança. Muitas vezes, nem mesmo a análise psicológica detecta que a memória foi implantada na criança. Quando detectada, as consequências são, dentre outras, a inversão da guarda, suspensão ou até mesmo perda do poder familiar ou ainda, indenização por dano moral, pleiteada tanto pelo genitor alienado como pelo filho prejudicado. A vanguarda da doutrina de direito de família já trata do tema, que tem relevante importância na análise dos casos em que envolve o interesse do menor, que é utilizado numa guerra de egos entre seus genitores. Representando a moderna doutrina, cito a eminente desembargadora do Tribunal gaúcho, Maria Berenice Dias, que tece brilhantes comentários sobre o tema, integralmente aplicados ao caso em voga: [...] A Agravante (genitora) percebe a determinação judicial de acompanhamento psicológico de sua filha como uma sanção, visão equivocada no meu entender. O acompanhamento psicológico é uma medida de proteção ao melhor interesse da criança e do adolescente. A medida determinada é saudável e necessária para o desenvolvimento de Beatriz que tem direito ao convívio com o pai e o grupo familiar constituído pelas outras filhas do Agravado e suas netas. O emocional da menor está deveras comprometido e delicado a ponto de ter se recusado a compartilhar o almoço de Dias dos Pais em que estavam presentes suas irmãs e sobrinhas. O tratamento psicológico determinado pelo juízo é necessário para Beatriz, que nutre sentimento negativo pelo genitor, decorrente de crença de abuso sexual infundada. A medida, de caráter terapêutico, é um mecanismo inicial para combater os efeitos nefastos da alienação parental e garantir a incolumidade psíquica e desenvolvimento da menor. [...] Por fim, a medida não apenas é necessária e urgente, como já veio tarde. A menor já se encontra privada da figura paterna, sendo que hoje está com quatorze anos, há mais de dez anos a sentença de visitação foi dada e desde então a criança, agora adolescente, se vê privada do convívio do pai. O prejuízo psicológico para menor está feito e o que se pode fazer para mitiga-lo é de imediato se tentar o resgate da relação pai e filha. "(e-STJ, fls. 100/107) Nesse contexto, a modificação de tal entendimento lançado no v. acórdão recorrido, nos moldes em que ora postulado, demandaria o revolvimento de suporte fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça. Ressalta-se, ainda, que, diante do noticiado pelo recorrido em contrarrazões, acerca de nova decisão no processo de origem para que nova profissional seja indicada para o acompanhamento da menor em audiência, eventual irresignação com o desdobramento da medida deverá ser alvo de novo recurso na segunda instância. Diante do exposto, nos termos do art. 255, § 4º, II, do RISTJ, nego provimento ao recurso especial. Publique-se. Brasília, 21 de março de 2018. MINISTRO LÁZARO GUIMARÃES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 5ª REGIÃO) Relator (STJ - REsp: 1622861 RJ 2015/0062142-1, Relator: Ministro LÁZARO GUIMARÃES). 44 Além de tudo quando se tem todo esse processo envolvendo o genitor acusado falsamente e criança que imputou a falsa memoria, é preciso todo um trabalho psicológico, para que ambos possam superar todo esse acontecimento ate porque ate toda essa situação se desenrola o pai perde o contato com o filho, e para reconquistar a criança demora. E ainda tem as relação de perda de confiança das pessoas próximas, com isso toda vida do genitor e da criança e dado uma reviravolta, por conta de uma falsa denuncia, que poderia de certa forma ser evitada no começo da situação inicial do divorcio. 3.4 Atenções dos profissionais do direito ao problema de denunciação caluniosa motivada pela síndrome da alienação parental. Por fim, vale ressaltar que existe varias maneiras de inibir, ou tentar e propostas para serem lançadas que poderão ter de certo modo sucesso. Assim mostrando aos profissionais do direito que é preciso ter atenção, e eles precisam estar possuindo conhecimentos adequados para saber diagnosticar tais casos tão delicados. A proposito: Em que pesem as medidas expostas, entende-se que o modo mais relevante de combate a essa nefasta realidade consiste na atenção que os membros do judiciário devem ter quando estiverem diante das partes envolvidas na alienação, esteja ela instalada ou em vias de concretização. E, por atenção, compreenda-se o exercício silencioso da observação atenta da vida pregressa, fala, gestos, expressões faciais e demais elementos que denotam o que se passa no interior do individuo possivelmente alienador, que mesmo usando mascaras, acaba em algum momento, distraindo-se e exteorizando seus reais intentos. (COSTA, 2010a, p.78) Vale destacar que não só são principais interessados os juízes envolvidos mais sim todos profissionais que estão envolvidos nesse processo, pois são envolvidos, além dos juízes, ministério Publico, e as figuras importantes como Psicólogos que auxiliam em laudos e pericias e o conselho tutelares e advogados que possuem o papel mais importante. Como vemos abaixo: Tem-se também como fundamental o papel do advogado que, em casos em que esteja presente a SAP, deve atuar como o Primeiro Juiz da causa, avaliando se vale a pena leva-la adiante, jamais agindo como coalienador. Assim, a atuação conjunta dos operadores do direito diante dos casos de SAP é relevante, porque quanto antes dá síndrome for detectada, mais fácil será minorá-la ou talvez até curá-la. (COSTA, 2010a, p.72) 45 Enfim, por se tratar de um tema bastante brando, porém acaba sendo às vezes um pouco mitigado pela sociedade, devemos nos atentar ao redor e ajudar quem de certa forma esta passando ou desenvolvendo a síndrome da alienação parental, para que possa evitar chega a situações futuras piores. Portanto fale informar que a importância da situação que acontece não deve ter só importância quando se chega a denuncia de estupro de vulnerável a delegacia. E sim ter sua importância quando ainda à briga pela guarda da criança por um dos genitores, e esta quase se tornando uma síndrome da alienação parental por uma das partes. E além dos profissionais envolvidos, a sociedade também precisa fica mais atenta a tudo quem ocorrendo ou acontecendo ao redor, existe um dia especifico para marcar a alienação parental por meio de informações sobre o perigo e sintomas da síndrome. O dia 25 de abril em alguns lugares já é considerado dia de campanha de conscientização da alienação parental. Há uma demora ainda em desenrolar (desenvolver) processos ou inquéritos sobre o a alienação parental, porem quando chega a denuncia a delegacia sobre o estupro de vulnerável contra o genitor o processo segue outro rumo. Vale concluir que não só como alienação parental deve ser vista de outra forma pelo judiciário, como também o crime de denunciação caluniosa, que muitas vezes acontece não só pela síndrome da alienação parental que é destaque no trabalho, mas também apenas pelo desejo de vingança de querer prejudicar. 46 CONCLUSÃO Diante o exposto trabalho, sobre denunciação caluniosa nos crimes de estupro de vulnerável usando como relação à alienação parental, um tema de bastante importância e relevância para os tempos atuais, pois envolve tanto o meio do direito Penal que é o principal a ser exposto no trabalho como também o direito civil e direito de família. O referido tema é importante a ser pesquisado e estuda por esta de certa forma presente no dia a dia da sociedade, pois as pessoas utilizam de falsas acusações constantemente, com a intenção de prejudicar o outro, mesmo que muitas vezes isso seja passando em um tom de „ brincadeira‟ou melhor, dizendo sem muita importância sobre suas consequências. Com isto, o objetivo geral desta pesquisar é identificar e mostrar toda definição do crime e quais medidas a serem impostas para evitar. No capitulo inaugural do presente trabalho, vem mostrar a alienação parental como um todo, especificando a definição e a lavagem psicológica que o genitor alienado impõe ao filho, criando um trauma. Foi feita ressalva que o papel do alienador pode ser feito pelos dois pais, ou ate outro terceiro envolvido que possuem influencia sobre a criança/adolescente. Para se atingir e compreender essa realidade foi explicado como é visto a alienação parental na legislação e o seu enfrentamento pelo poder judiciário diante a lei conhecida com síndrome da alienação parental 12.318/10. Pois percebe-se que antes da lei de 2010 a alienação não possuía tanto aval importante, porem agora os profissionais do direito possuem amparo com a lei , podem ficar mais seguros quando as punições, de quem comete tal crime. O segundo Capitulo observou do estudo sobre o crime de denunciação caluniosa, porem com mais ênfase na diferenciação da denunciação caluniosa e da calunia que trata-se de um crime contra honra o crime de comunicação falsa de crime ou contravenção, as consequências acerca deste delito pois quando provocado afeta e move toda maquina do judiciário. A denunciação como deveria ser colocada na sociedade, os aspectos, conceitos e as consequências desse crime de difícil apuração, que envolve inocente, e movimenta todo judiciário, e sociedade. Pois as pessoas que cometem tal crime não possuem a devida 47 informação da gravidade deste crime, ainda mais quando envolvido com o crime de estupro de vulnerável um dos crimes mais represável pela sociedade que vivemos. Demostrado a diferenças de estupro para o estupro de vulnerável, e sua importância enquanto sansão penal. Assim, com objetivo principal da denunciação caluniosa motivada pela alienação parental, destacando o seu enfrentamento, e relevância, pois quando tendo a pratica de denuncia caluniosa com relação à alienação parental, normalmente sempre se destaca-se o estupro de vulnerável, que é o principal a ser imputado pelo alienador ao inocente, pois ele sabe quando chega ao judiciário esta denuncia o acusado terá que se afastar da criança ate que se prove a inocência da falsa acusação de abuso sexual. Assim fica claro no trabalho que os alienadores estão usando da falsa de denuncia de estupro de vulnerável a uma pessoa que sabe ser inocente, para apenas ganhar vantagem enquanto genitor da criança o adolescente. Foram destacados e citados, casos envolvendo falsas denuncias de abuso sexual, para monstra que o problema vai além da teoria. Para se atingir e compreender a realidade foi explicado no capitulo derranteiro sobre as propostas para enfrentar essa situação para que não chegue a tal ponto tão critico, assim destacando como a importância da guarda compartilhada que ainda é visto para os genitores como uma possibilidade descartada. Um dos objetivos específicos que foram encontrados da guarda compartilhada foi com o intuito de diminuir ou ate tentar evitar esta problemática destacada sobre a denuncia falsa de abuso sexual, com relação à alienação parental, seria a guarda compartilhada o intuito de evitar essas possíveis situações, e assim podendo os dois cuida e zelar pela relações do filho. Já a mediação, vem como proposta de criar um dialogo entre os genitores, de forma suave para evitar a alienação parental. Já que entre eles possui-se um vinculo afetivo que no caso é a criança e ou adolescente. Porem, a proposta da mediação deveria começa quando a separação ou divorcio esta no começo que de certa forma a raiva e injuria do casal esta menor, e assim a criança sofreria menos os males. E o medidor agiria de forma pacifica e calma, para tentar resolver os problemas atuais e ate futuros. Já que a mediação é conhecida como um método para harmonizar as relações de conflito, pois quem vai mediar é um terceiro imparcial que seja especializado para essas situações, que não possui vinculo ou relação com os envolvidos. Contudo, seu objetivo é que as partes sozinhas cheguem a um acordo comum que seja de bem para ambos. 48 O conselho tutelar acaba que possuindo as mesmas reprovativas da mediação porque esta de certa forma mais ligado à família, e a criança o ou adolescente. Por se tratar de um órgão que possui total liberdade de se comunicar diretamente com o Ministério Publico, quando perceber que se trata de SAP. Concluiu-se com essas propostas que pode-se avaliar como positivos os métodos e possíveis soluções que podem ajudar a impedir ou ate prevenir, que chegue ao judiciário as denuncias falsas de estupro de vulnerável, contra os genitores. Fazendo com que o programa maior seja resolvido, ou melhor, dizendo consiga encher possíveis soluções amigáveis. As normas estabelecidas e usadas para demostrar todo o contexto do estudo feito foram usados, leis, jurisprudências e ate decisões para que fique claro que o problema existe sim, porem também existe possíveis soluções seja para melhor ou diminuir tal situação. Por mais, que ainda exista algumas limitações enquanto a diferença do crime de denunciação caluniosa e de calunia para a sociedade, desta forma fica como supostas pesquisas futuras que sejam observadas ou ate mais informados, sobre esses crimes que são tão comuns no dia-a-dia. Conclui-se que a figura fundamental para perceber essas informações são os profissionais, com preparo para conseguir identificar ainda no começo os casos que estão de tornando alienação parental com relação a denuncias falsas de abuso sexual. Ate porque não já esta no nível avançado os danos muitas vezes são graves e ate irreparáveis, afetando a todos e ainda mais a criança que é o principal prejudicado nesta ocasião, por não saber em que confiar. Com isso o trabalho trás a importância dos profissionais que atuando nesses casos, pois a denunciação caluniosa precisa ter mais respaldo e importância, como os crimes que são taxados como comuns como a calunia, que é um crime conhecido por toda sociedade. Pois em varias situações pode o individual esta cometendo um crime que tem sua penal, em um patamar alto por ser considerado o crime de alto potencial ofensivo a sociedade e a todos os indivíduos. Não restando duvidas que o refiro trabalho poderá dar ensejo a outras pesquisas por dada importância deste assunto e relevância, em consonância com os exemplos que podem ajudar de certa maneira diminuir as denuncias falsas de estupro de vulnerável por motivo da alienação parental. 49 Crimes que com o passar dos anos, terão maiores repercussões na sociedade e possíveis e ate maiores soluções para seu enfrentamento seja no âmbito jurídico, social e na conscientização das pessoas. 50 REFERÊNCIAS CALÇADA, Andreia, Falsas acusações de abuso sexual e implantação das falsas memórias, São Paulo: Equilíbrio, 2009 < https://jus.com.br/revista/texto CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal, v. 3, parte especial: dos crimes contra a dignidade sexual a dos crimes contra a administração pública (arte. 213 a 359-H). 10. Ed. – São Paulo: Saraiva 2012. COSTA JUNIOR, Paulo José da. Código Penal Comentado. 9. Ed. Ver., atual. e ampl. – São Paulo: DPJ editora, 2007. DIAS, Maria Berenice. 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