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CONTABI
LIDADE
EMPRESA
RIAL
E GEREN
CIAL
CONTABILIDADE
EMPRESARIAL
E GERENCIAL
INSTRUMENTO DE ANÁLISE, 
GERÊNCIA E DECISÃO
19ª
edição
MATERIAL SUPLEMENTAR
Livro de exercícios
Atualização Ricardo Rios
José Carlos Marion
Sumário
1 A Contabilidade e o Contador, e-56
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-56
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-57
2 Relatórios Contábeis, e-58
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-58
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-61
3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar), e-62
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-62
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-64
4 Aspectos sobre Fluxo Econômico e Financeiro e o Resultado do Exercício, e-66
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-66
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-68
5 Regimes de Contabilidade (Apuração de Resultados), e-69
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-69
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-71
6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente 
(DRA), e-73
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-73
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-75
7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão, e-79
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-79
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-81
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-82
8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados 
(Integração das Demonstrações), e-88
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-88
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR I, e-89
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-90
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-91
9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os 
Registros Contábeis, e-93
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-93
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-96
10 Balancete – Apuração de Resultado e Levantamento do Balanço (Aspectos Contábeis), e-98
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-98
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-102
11 Escrituração (Livros Contábeis e Sistemas Contábeis), e-105
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-105
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-111
12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo, e-112
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-112
iv | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-115
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-116
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-117
13 Estoques, e-119
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-119
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-122
14 Ativo Não Circulante, e-126
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-126
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-132
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-132
15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante), e-134
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-134
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-139
16 Patrimônio Líquido, e-140
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-140
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-143
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-145
17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio 
Líquido, e-146
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-146
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I, e-151
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-153
18 Demonstração dos Fluxos de Caixa (Demonstração do Fluxo Financeiro), e-155
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-155
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-163
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-164
19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações, e-166
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-166
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-173
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-176
20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) (Demonstração não obrigatória por 
lei), e-178
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-178
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-185
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-190
21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade, e-192
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-192
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I, e-194
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-195
Respostas – Pequenas Dicas, e-196
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-196
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Por que a Contabilidade é importante no processo de tomada de decisão?
2. O processo decisório restringe-se apenas aos limites da empresa? Explique.
3. Explique por que não podemos confundir a Contabilidade com as ciências matemáticas.
4. Cite cinco usuários da Contabilidade e explique como eles utilizam as informações contá-
beis.
5. Comente o surgimento da Contabilidade, relatando desde os cenários primitivos até os 
dias atuais (cenário moderno).
6. Estabeleça algumas diferenças entre a Contabilidade Financeira (Geral), a Contabilidade 
de Custos e a Contabilidade Gerencial.
7. Como é o processo contábil (área de atuação do contador) e o que é mais importante para 
o administrador neste processo?
8. Percebemos que, atualmente, diversos cursos (Direito, Engenharia...) incorporaram disci-
plinas de Contabilidade. Por que a Contabilidade é necessária nesses cursos?
9. Qual é o objetivo da Contabilidade?
10. A Contabilidade é a única profissão que oferece um leque bastante amplo de alternativas 
profissionais; fale sobre algumas dessas alternativas que mais lhe interessem.
11. “O contador pode ser chamado de anjo-da-guarda de uma empresa.” Analise essa afirma-
tiva.
12. Fale sobre o desenvolvimento da Contabilidade no Brasil.
13. Comente o papel do contador no processo de comunicação de uma empresa.
14. No Brasil, há em torno de 5 milhões de empresas, e grande parte consiste em micro e pe-
quena. Essas empresas estão bem servidas de Contabilidade? Pense nas micro e pequenas: 
os escritórios de Contabilidade fazem Contabilidade ou apenas serviços burocráticos? Há 
mais técnicos ou contadores no mercado? O usuário é a pessoa mais importante para o 
profissional contábil ou o fisco? O que fazer para melhorar essa situação?
15. O caso do Empresário malsucedido.
O Sr. Pertinaz Rocha Duro, o feliz proprietário de uma pequena indústria de máquinas de 
sorvete, Bom Gelando Ltda., não está satisfeito com seu negócio. O dinheiro é cada vez mais 
difícil. “Já houve épocas melhores”, diz.
A Contabilidade 
e o Contador
 CAP. 1 A Contabilidade e o Contador | e-57
Normalmente, o Sr. Pertinaz critica o governo, a conjuntura econômica, os impostos eleva-
dos, a concorrência etc.
No momento de pagar suas contas, o sócio da Bom Gelando Ltda. deixa por último o paga-
mento do escritório de Contabilidade. Entende ele que a Contabilidade é um “mal necessário”, e 
ela só é feita para atender às exigências do governo.
O Sr. Pertinaz faz questão absoluta de não olhar os relatórios contábeis preparados pelo 
escritório de Contabilidade. Realmente, não se conforma em ter de pagar um escritório todos os 
meses.
A que poderíamos objetivamente atribuir o insucesso da Bom Gelando Ltda.?
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Podemos dizer que o objeto da Contabilidade é: 
( ) a) A escrituração contábil.
( ) b) Os relatórios contábeis.
( ) c) O patrimônio das entidades. 
( ) d) Os registros contábeis.
2. A função da Auditoria é:
( ) a) Exame da Contabilidade. 
( ) b) Fiscalização da empresa.
( ) c) Fornecer informações sobre o patrimônio da empresa. 
( ) d) Analisar a situação econômico-financeira da empresa.
3. A Contabilidade Financeira também pode ser chamada de: 
( ) a) Contabilidade de Custos.
( ) b) Contabilidade Gerencial. 
( ) c) Contabilidade Rural.
( ) d) Contabilidade Geral.
4. Como usuários internos da Contabilidade, temos:
( ) a) Fornecedores, administradores, investidores, CRC. 
( ) b) Administradores, funcionários, sócios.
( ) c) Administradores, sócios, gerentes, bancos. 
( ) d) Bancos, sócios, governo, clientes.
5. O Contador é:
( ) a) O técnico em Contabilidade.
( ) b) O técnico e o bacharel em Ciências Contábeis. 
( ) c) O bacharel em Ciências Contábeis.
( ) d) Qualquer profissional contábil.
6. Uma empresa bem-sucedida é aquela que: 
( ) a) Não utiliza a Contabilidade.
( ) b) Sonega impostos.
( ) c) Valoriza a Contabilidade em suas decisões.
( ) d) Acredita que a Contabilidade só é útil ao governo (arrecadação de imposto).
QUESTÕES – EXERCÍCIOS –ESTUDO DE CASO
1. Indique pelo menos cinco relatórios contábeis.
2. Admitindo-se que o Ativo de uma empresa é de $ 250 milhões e o Passivo Exigível, $ 230 
milhões, qual é o Patrimônio Líquido? Qual é o montante de Origem e Aplicação?
3. Qual é a diferença básica entre obrigações exigíveis e não exigíveis?
4. Por que o total do Ativo será sempre igual ao montante do PL + Passivo Exigível?
5. Se a empresa Saladinha efetuar a seguinte transação: adquirir um financiamento de $ 1.528 
e comprar Máquinas e Equipamentos, como você apresentará o Balanço Patrimonial, pres-
supondo que não existe nenhuma outra transação?
6. Explique o conceito da expressão Balanço Patrimonial.
7. Relacione os conceitos de Passivo, Patrimônio Líquido, Capital Próprio, Capital de Tercei-
ros, Capital Interno e Capital Externo.
8. A Empresa Capitalista apurou $ 200 milhões de Capital de Terceiros e $ 186 milhões de 
Capital Próprio. Qual é o total de seu Ativo?
9. Quais são as formas de recursos com que os sócios podem contribuir para a formação do 
Capital Social da empresa?
10. Comente as disposições da Lei das Sociedades por Ações no que tange à publicação das De-
monstrações Financeiras em duas colunas e com a possibilidade da eliminação de dígitos.
11. “Um item que não apresenta benefícios presentes para a empresa e não tem expectativa de 
benefícios futuros não é um recurso econômico; portanto, deve ser excluído do Ativo da 
empresa.”
Essa afirmação é verdadeira. Saberia dar um exemplo em que ocorra uma situação 
dessas, isto é, o Ativo não tem mais condições de gerar benefícios para a empresa e deverá 
ser excluído do Balanço Patrimonial? Tente (excetuando os apresentados no texto).
12. Todo o Ativo tem um valor monetário, caso contrário não seria listado no Balanço Patri-
monial.
Você poderia citar alguns exemplos de atributos que não são facilmente mensuráveis 
monetariamente e, por isso, não aparecem no Ativo? Estamos certos de que você pode; 
então, cite-os.
13. O Sr. Guilherme Polimento está muito satisfeito com sua riqueza acumulada até o momen-
to (mea dos de 20X1):
 � Dois automóveis importados avaliados em $ 180.000
 � Um apartamento de 3 dormitórios avaliado em $ 1.090.000
Relatórios Contábeis
 CAP. 2 Relatórios Contábeis | e-59
 � Uma casa de campo avaliada em $ 800.000
 � Um título de clube avaliado em $ 120.000
 � Dinheiro no bolso $ 50.000
 � Depósitos em vários bancos $ 110.000
 � Ações da Petrobras $ 90.000
 � Títulos a receber $ 168.000
 � Salários a receber até o final do ano (31-12-X1)* $ 260.000
 � Aparelhos elétricos e eletrônicos avaliados em $ 112.000
* Conforme contrato.
Vamos calcular a riqueza líquida do Sr. Guilherme, sabendo que ele possui as seguintes 
obrigações:
 � Dívida com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) $ 960.000
 � Empréstimos em diversos bancos $ 860.000
 � Títulos a pagar $ 280.000
 � Contas a pagar até o final do ano $ 250.000
 � Financiamento da casa de campo $ 380.000
 � Prestações do título do clube a pagar $ 80.000
 � Prestações em grandes magazines $ 90.000
Na resolução deste exercício, separe o que é Bem do que é Direito. Monte um Balanço para 
o Sr. Guilherme.
Se o Sr. Guilherme fosse uma empresa (Pessoa Jurídica), como denominaríamos sua Rique-
za Líquida?
14. Indique, por meio dos itens relacionados a seguir, o que é Ativo (A), Passivo Exigível (PE) e 
Patrimônio Líquido (PL).
( ) Caixa ( ) Obras de Arte
( ) Depósito em Bancos ( ) Capital Próprio
( ) Empréstimos Bancários a Pagar ( ) Capital de Terceiros 
( ) Estoques ( ) Duplicatas a Pagar
( ) Capital Social ( ) Imóveis de Aluguel de Propriedade da
 Empresa
( ) Duplicatas a Receber ( ) Empréstimos Concedidos às Associadas 
 (a receber de volta)
( ) FGTS a Pagar ( ) Empréstimos Concedidos aos Sócios 
 (a receber)
( ) Equipamentos ( ) Contas a Receber
( ) Ações da Petrobras ( ) Instalações
( ) Investimentos em Outras Empresas ( ) Contas a Pagar (Ações)
( ) Lucros Acumulados ( ) Financiamentos a Pagar
( ) Salários a Pagar ( ) Fornecedores de Mercadorias (dívida)
( ) Prédios ( ) Máquinas
( ) Terrenos ( ) Veículos
( ) Ferramentas ( ) Imposto a Pagar
15. O caso da Rei
Após o primeiro ano de atividade, o contador da empresa Rei dos Encanadores Ltda. preo-
cupa-se em apresentar seu Balanço Patrimonial de acordo com as exigências legais.
e-60 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
O contador dirige-se ao gerente financeiro da empresa, Sr. Amadeu, apresentando o resulta-
do de sua pesquisa sobre apresentação do Balanço. O contador, todavia, relaciona uma série de 
pontos nebulosos, solicitando a orientação do gerente financeiro.
“A legislação dispõe que o lado direito do Balanço deve ser denominado Passivo. Os teóri-
cos em contabilidade dizem que o adequado é denominar Passivo e Patrimônio Líquido. Como 
deverei proceder?
A legislação dispõe que devemos apresentar as contas em duas colunas: exercício atual e 
exercício anterior. Entretanto, não sei o que fazer, pois este é nosso primeiro ano: não temos 
exercício anterior.
A legislação dispõe que posso cancelar algumas casas (dígitos) de nossas cifras. No entanto, 
não acho interessante, pois, em nosso caso, os números pareceriam muito pequenos.
A legislação obriga a publicação de mais quatro Demonstrações Financeiras:
 − Demonstração do Resultado do Exercício.
 − Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
 − Demonstração dos Fluxos de Caixa.
 − Demonstração do Valor Adicionado.
Todavia, estou em dúvida se esta exigência limita-se apenas às Sociedades Anônimas ou se 
nossa empresa (Ltda.) também está sujeita.”
A Empresa Rei dos Encanadores Ltda. é considerada uma empresa de médio porte: seu ativo 
total é inferior a R$ 240 milhões e sua Receita Bruta é de R$ 150 milhões.
Vamos ajudar o Sr. Amadeu a esclarecer melhor seu contador.
 CAP. 2 Relatórios Contábeis | e-61
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Cia. Alfa
Em 30-4-X6 foi elaborado um levantamento geral da Cia. Alfa, a seguir transcrito.
CIA. ALFA
Levantamento em 30-4-X6
Em $
Unitário Total
Dinheiro existente em moeda 2.000
Duplicata a Receber de José Paz 200
Duas escrivaninhas 100 200
Quatro cadeiras estofadas 50 200
Dez rádios portáteis 100 1.000
Dívida perante TV/Som 2.000
Balcões envidraçados 1.600
Duplicata a Receber de Luiz Silva 300
Dívida perante a Gradiente S.A. 1.000
Duplicata a Pagar para TV/Som 1.700
Oito aparelhos de FM marca Gradiente 2.000
Duplicata a Pagar para TV/Som 250 300
A Cia. Alfa negocia equipamentos de som, televisores, equalizadores, videocassetes etc.
Pede-se:
Construa o Balanço Patrimonial da Cia. Alfa em 30-4-X6.
CIA. ALFA
Balanço Patrimonial em 30-4-X6
ATIVO PASSIVO
Caixa - - - Notas Fiscais a Pagar - - -
Duplicatas a Receber - - - Duplicatas a Pagar - - -
Mercadorias - - - PATRIMÔNIO LÍQUIDO - - -
Móveis e Utensílios - - - ???????? - - -
TOTAL - - - TOTAL - - -
2. Cia. Beta
O presidente da Cia. Beta está indignado ao saber que todo o investimento feito com Recur-
sos Humanos não aparece no Ativo de sua empresa. Ele diz que seus funcionários são o maior 
bem da empresa, que há um potencial enorme em obter bons resultados no futuro graças a uma 
equipe muito bem treinada.
Como, pela Contabilidade Tradicional, poderíamos explicar ao presidente por que seus fun-
cionários não aparecem como Ativo no Balanço Patrimonial?
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Os bens utilizados pela empresa, em decorrência de arrendamento mercantil (leasing), ha-
vendo condição opcional para sua aquisição, no final do contrato, podem ser classificados 
no Não Circulante? Explique considerando a nova Lei no 11.638/07.
(Observação: esta questão deverá ser respondida com base no Capítulo 2, observando as 
características do Ativo.)
2. Os bens que não são utilizados na atividade operacional da empresa, por se encontrarem 
em processo de construção ou fabricação, que não serão destinados à venda, mas ao imo-
bilizado, poderão, desde já, ser classificados no subgrupo como Imobilização em Curso 
(andamento)?3. Comente os principais grupos de contas do Balanço.
4. Explique o que são curto e longo prazos para a Contabilidade.
5. Estruture o Balanço Patrimonial com os dados a seguir (em $ milhões) da Cia. Rogada 
(empresa comercial).
Caixa 100 Ações de Outras Cias. 1.000
Fornecedores 200 Lucros Acumulados 500
Capital 400 Impostos a Recolher 500
Estoque 500 Máquinas e Equipamentos 100
Duplicatas a Receber 200 Salários a Pagar 100
Financiamento 200
6. Admitindo-se, na questão 5, que os valores de cada conta no exercício anterior são exata-
mente a metade do atual, apresente o Balanço Patrimonial conforme disposição da Lei das 
Sociedades por Ações, ou seja: duas colunas (exercício anterior e exercício atual).
7. A Cia. Navalesca, após a compra de matéria-prima, demora em média 17 meses para a 
construção de um navio. A venda, geralmente, é a prazo, com recebimento em 360 dias. 
Qual é o ciclo operacional da empresa?
8. Alguns autores denominam certo grupo de conta como Corrente. Qual poderia ser este 
grupo diante dos estudados? Por que é comum dizer Impostos a Recolher e não Impostos 
a Pagar, para os impostos incidentes sobre venda?
9. A Cia. Longa Vida produz transformadores de grande porte e seu ciclo operacional gira em 
torno de 16,5 meses. Defina Curto e Longo Prazos para esta empresa.
Balanço Patrimonial – 
Grupos de Contas 
(Uma Abordagem Preliminar)
 CAP. 3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar) | e-63
10. “Ativo Circulante é o Caixa e outros Ativos em que há uma razoável expectativa de realiza-
ções em dinheiro durante o Ciclo Operacional ou um Ano, valendo o mais longo.”
 � Em que data, normalmente, nós nos posicionamos para analisar o que é Circulante e o 
que é Realizável a Longo Prazo?
 � Uma ferramenta adquirida por uma indústria, cuja vida útil é de seis meses, é Imobilizado?
11. “O Caixa é o mais líquido Ativo, por isso é mostrado em primeiro lugar. Em seguida, mos-
tramos Duplicatas a Receber, que num futuro bem próximo será dinheiro. Mercadorias em 
Estoque vêm em terceiro lugar, pois . . . . . . . . . . . . . .”
 � Observamos a ordem da apresentação das contas do Ativo Circulante. Para o Passivo 
Circulante, em que existem as contas de Fornecedores, Salários a Pagar, IPI a Recolher e 
Imposto de Renda a Pagar, qual a ordem em que poderíamos mostrá-las?
12. O Ativo da Cia. Gestante apresenta as seguintes contas em 31-12-x7:
Caixa 100 Bancos c/ Movimento 250
Estoque de Prod. Acab. 200 Aplicação em Prazo Fixo
Dupl. a Receber (10 meses) 1.000 (2 anos) 600
Estoque de Matéria-prima 5.000 Móveis e Utensílios 200
Estoque de Prods. em And. 40 Direitos Autorais 321
Veículos 230 Imóveis Alugados
Contas a Receber (3 anos) 260 para Terceiros 468
Ações (serão vendidas em Terrenos em valorização 1.800
momento oportuno) 400 Instalações 200
Imóveis a Venda 1.000 Máquinas e Equipamentos 600
Imóveis (em uso) 1.500 Marcas e Patentes 4.000
Participações em outras Cias. Títulos a Receber (1,5 ano) 228
(Coligadas) 900 Prédio em Construção (para a
Títulos a Receber (10 meses) 550 sede da fábrica) 300
Aplicações Financeiras Importação de máquina em
(11 meses) 600 andamento 1.000
Vamos classificar as contas apresentadas dentro de seus respectivos grupos de contas, saben-
do que o Ciclo Operacional da empresa é de 9 meses.
13. O caso da Cia. Avestruz
A Cia. Avestruz adquiriu a Empresa Peixinho por $ 980 milhões. Na verdade, o Ativo da 
Peixinho era de $ 500 milhões e os $ 480 milhões foram argumentados da seguinte maneira por 
seu contador gerencial:
“Nossa empresa conseguiu um bom nome e reputação no mercado. Hoje, somos conhecidos 
em todo o país e, indubitavelmente, esta conquista tem um preço: $ 480 milhões.”
Todavia, o contador da Cia. Avestruz, o Sr. Ganso, não sabe como lançar o excesso ($ 480 
milhões) pago pela Peixinho.
Após árdua pesquisa ele constata que, quando uma Cia. vende seu empreendimento, nor-
malmente cobra um preço pelo nome e reputação conquistados e quando esta diferença adicio-
nal é paga, ela aparece no Ativo com a denominação de Goodwill (Fundo de Comércio). Alguns 
chamam de Capital Intelectual.
Constata ainda que, normalmente, não aparece nos Ativos das empresas o item Goodwill, 
porque é bastante difícil de avaliar a reputação e o nome da empresa e, caso contrário, seria sub-
jetivo. Todavia, em uma venda de empreendimento, desde que haja acordo entre o comprador e 
o vendedor, o valor do Goodwill deve ser registrado, pois, neste caso, é uma avaliação objetiva. 
Por fim, ele constata que a Lei no 11.638/07 fala de um subgrupo no Ativo chamado “Intangível”.
Vamos sugerir ao Sr. Ganso em que grupo de contas (e possível subgrupo) devemos classificar 
o Goodwill e justificar nossa posição. Nossa posição deverá ser com base na teoria já estudada. É 
e-64 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
possível que o leitor conheça disposições legais para a classificação do Goodwill. Todavia, é con-
veniente apenas considerar os conceitos contábeis até então abordados, para, após absorvê-los 
bem, comparar com certos critérios fiscais. Em seguida, observe o que a Lei no 11.638/07 fala 
sobre Intangível. Pesquise ainda o que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) fala sobre 
o Intangível.
Observação: neste caso, não houve fusão das duas empresas em uma só, mas a Cia. Avestruz ad-
quiriu o controle total da Empresa Peixinho.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Monte o Balanço Patrimonial da Cia. Solemar em 31-12-X3.
ATIVO PASSIVO e PL
Circulante
________________________________
________________________________
________________________________
Total do Circulante
Não Circulante 
Investimentos 
Imobilizado
Total do Não Circulante
________________
________________
________________
________________
________________
________________
________________
Circulante
________________________________
________________________________
Total do Circulante
Não Circulante
Patrimônio Líquido
________________________________
________________________________
Total do PL
________________
________________
________________
________________
________________
________________
TOTAL ________________ TOTAL ________________
Contas que compõem a Cia. Solemar em 31-12-x3.
Disponível 20.000 Estoque 100.000
Máquinas 130.000 Contas a Pagar 180.000
Fornecedores 150.000 Ações de Outras Emp. 180.000
Dupl. a Receber 80.000 Lucros Acumulados 20.000
Capital Social 80.000 Financiamentos a Pagar 80.000
Observação: no grupo Investimentos e Imobilizado não há necessidade de destacar as con-
tas; basta apenas colocar os valores.
Responda às seguintes perguntas sobre a Cia. Solemar:
1. A empresa é Indústria, Comércio ou Prestadora de Serviço? Explique.
2. A empresa vende à vista ou a prazo? Explique.
3. Qual é o Capital de Giro da empresa?
2. Cia. Incompleta
Faltam diversos dados em um dos relatórios da Cia. Incompleta. Preencha-os, nas linhas 
pontilhadas, admitindo que a empresa não trabalha com Realizável e Exigível a Longo Prazo.
 CAP. 3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar) | e-65
Capital de
Giro Próprio
Passivo Circulante
$ 800
Capital de Giro
$ - - - - -
$ 200 Patrimônio
Líquido
$ - - - - -
Imobilizado
$ - - - - -
Total $ 1.800 Total $ - - - - -
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Dividendos (Distribuição de Lucro em Dinheiro em uma S.A.) podem ser considerados 
uma Despesa?
2. Separe, para uma Indústria, o que é Custo do que é Despesa.
Mão de obra Juros
Administração Geral Manutenção de Máquinas 
Desgaste (Depreciação) de Máquinas Desgaste de Móveis e Utensílios 
Aluguel de Escritório (Depreciação)
Material Secundário de Fábrica Aluguel de Fábrica 
 Material de Escritório
3. Podemos afirmar que desembolso ocorre, entre outras situações, quando do pagamento de 
um dispêndio (gasto)? Explique.
4. Das contas a seguir, separe o que é Perda do que é Despesa.
Estoques Obsoletos Comissão de Vendedores
Deterioração de Matéria-prima Prêmios* de Seguros
Mão de obra (período de greve) Salários* Despesas de seguros.
5. Apure o Resultado, separando o que é Custo e o que é Despesa: 
Matéria-prima Utilizada – 12.000.000
Folha de Pagamento do Escritório – 8.000.000
Folha de Pagamento da Fábrica – 11.000.000
Material Secundário da Fábrica – 2.000.000
Receita do Período – 90.000.000
Energia Elétrica – Fábrica – 3.000.000
Energia Elétrica – Escritório – 2.000.000
Seguros-Fábrica – 500.000
Material de Limpeza – Escritório – 800.000
Assinatura de Jornal – Administração – 160.000
6. Das contas seguintes, estruture o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do 
Exercício, considerando que o Lucro do Exercício não foi distribuído aos acionistas, mas 
retido na empresa na conta Lucros Acumulados.
Bancos Conta Movimento 8.200.000
Fornecedores 4.600.000
Capital 10.000.000
Aspectos sobre Fluxo 
Econômico e Financeiro e o 
Resultado do Exercício
 CAP. 4 Aspectos sobre Fluxo Econômico e Financeiro e o Resultado do Exercício | e-67
Receita 8.250.000
Estoques 1.900.000
Despesa 5.650.000
Imóveis 4.700.000
Duplicatas a Receber 2.400.000
7. Por que se separa Despesa de Custo na DRE?
8. Explique a diferença entre Receita × Ganho e Despesa × Perda.
9. Conceitue Déficit e Superávit.
10. A Cia. Desânimo adquire a prazo, em 20/01, $ 9.468.000 em matéria-prima. Em 06/02, 
essa matéria-prima é transferida para a produção, onde recebe novos custos: mão de obra – 
$ 2.000.000, embalagem – $ 1.432.000, outros gastos de fabricação – $ 1.700.000.
Em 28/02, a empresa paga a matéria-prima adquirida em 20/01. Em 09/03, já há a pro-
dução acabada destinada à venda.
Em 28/03, é realizada a venda por $ 22.000.000.
Classifique em cada data, indicando com um X, qual é a denominação correta.
 Gasto Ativo Custo Despesa Desembolso
20/01 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ aquisição
20/01 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ contabilização
06/02 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ produção em 
 andamento
28/02 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ pagamento
09/03 – $ 14.600.000 _______ _______ _______ _________ ____________ produtos 
 acabados
28/03 – $ 14.600.000 _______ _______ _______ _________ ____________ CPV
11. Relacione os números das operações com as denominações ao lado.
 OPERAÇÕES DENOMINAÇÕES
1. Incêndio na Fábrica ( ) Ativo
2. Venda de Ativo Imobilizado c/Lucro ( ) CMV
3. Aquisição de uma Máquina ( ) Despesa 
4. Lançamento no Ativo de Equipamentos ( ) Encaixe
5. Indústria – Custo das Vendas ( ) Gasto
6. Comércio – Custo das Vendas ( ) Período Contábil
7. Serviços – Custo dos Serviços ( ) Lucro/Superávit
8. Sacrifício para obter Receita ( ) Perdas
9. Pagamento de uma Despesa ( ) A = P + PL
10. Recebimento de uma Receita ( ) Prejuízo/Déficit. 
11. Receita Maior que Despesa ( ) Dividendos
12. Receita Menor que Despesa ( ) Ganho
13. Exercício Social ( ) CSP
14. Equação Contábil ( ) Desembolso 
15. Distribuição de Lucro em Dinheiro ( ) CPV
12. Comente as duas maneiras de apurar Resultado.
13. A Cia. Enrolada apresenta os seguintes dados no final do período:
e-68 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Em $ milhões
Caixa 900 Contas a Pagar 300
Duplicatas a Receber 800 Empréstimos a Pagar 700
Máquinas 1.200 Financiamentos a Pagar 1.000
Estoques 600 Capital 500
Veículos 790
Determine qual foi o lucro do exercício. Comente qual seria a outra forma de apurar resul-
tado e porque, nesse caso, não podemos utilizá-la. Comente qual das formas é mais adequada.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
Apuração do lucro e revisão
1. A Cia. A apresentou os seguintes dados referentes à Demonstração do Resultado do Exercí-
cio:
Receita $ 30.000
Despesa $ 14.000
Considerando que a receita e a despesa foram à vista e que o lucro foi totalmente reaplicado, 
apresente o Balanço Patrimonial do ano de 20X2, sabendo que o Balanço de 20X1 era:
ATIVO PASSIVO
Circulante
8.000
Circulante
16.000
Caixa Contas a pagar
Dupl. Receber 10.000
18.000 Patrimônio Líquido
Não Circulante Capital 7.000
Investimentos 2.000 Lucro 1.000
Imobilizado 4.000 8.000
6.000
Total 24.000 Total 24.000
Observação: considere que não houve nenhuma outra alteração, exceto a Receita e a Despesa.
2. Cite as cinco demonstrações financeiras obrigatórias para as Sociedades Anônimas.
3. Dê a diferença entre ganho e perda.
4. Dê a diferença entre Obrigações Exigíveis e Não Exigíveis.
5. Estruture o Balanço Patrimonial agrupando as contas:
Em $ mil
Caixa 100 Dupl. a Receber 1.000
Capital 1.000 Diferido 700
Estoque 500 Emprést. a Pagar 600
Imposto a Recolher 500 Imobilizado 5.000
Investimentos 600 Lucro Acumulado 700
Bancos 400 Fornecedores 100
Financiamento (LP) 5.000 Contas a Pagar 400
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Cite as diferenças básicas entre o Regime de Competência e o Regime de Caixa.
2. Qual é a disposição encontrada na Lei das Sociedades por Ações a respeito do Regime de 
Competência?
3. Os regimes de caixa e de competência podem ser adotados simultaneamente por qualquer 
empresa?
4. Há exceções do reconhecimento da Receita no ponto de transferência?
5. No confronto Receita × Despesa, nem todas as despesas são identificáveis. Cite um exem-
plo.
6. Cite alguns principais Ajustes Contábeis que o contador realiza no final de cada período 
contábil.
7. Por que Receita Antecipada (ou adiantamento) não pode ser considerada como Receita do 
Exercício?
8. Numa empresa que inicia sua atividade em X8, constatamos os seguintes saldos contábeis 
em 31-12-X8:
Receita no Exercício $ 860.000
Despesa Consumida $ 390.000
Receita Recebida no Exercício $ 400.000
Despesa Paga no Exercício $ 300.000
Apure o resultado pelo Regime de Competência e Regime Caixa.
9. No exercício anterior, admitindo que em X9 a empresa recebeu suas duplicatas, pagou suas 
despesas referentes ao exercício X8 e ainda teve uma receita de $ 1 milhão e despesa de 
$ 590 mil, sendo que exatamente a metade da Receita foi recebida e a metade da Despesa 
foi paga, pede-se:
a) Saldo de Contas a Receber e Contas a Pagar em 31-12-X9.
b) Resultado pelo Regime de Competência.
c) Resultado pelo Regime Caixa.
10. A Vinícola Azedinha teve mil barris de vinho envelhecendo em X0 cujo valor no início era 
de $ 1 milhão. Em X2, esses barris estavam avaliados em $ 1,6 milhão (valor de mercado). 
Onde aparecem no BP esses barris de vinho? É possível a empresa reconhecer o ganho de 
X0 para X2?
Regimes de Contabilidade 
(Apuração de Resultados)
5
e-70 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
11. Considerando o Regime de Competência, indique a parcela que constará no Balanço Patri-
monial e a parcela que será apropriada como Despesa ou Receita. O resultado será apurado 
para o exercício social X8.
11.1 Recebimento de aluguel antecipado, por um ano, em 31-08-X8, no valor de $ 240.000, 
sendo que será deduzida deste valor uma comissão de 10% para a Imobiliária Lucro 
Certo S.A. O Contrato de Locação abrange o período de 1o-09-X8 a 31-08-X9.
11.2 O Cinema Familiar vendeu um lote fechado de 300 mil ingressos para uma empresa 
de propaganda, a $ 630 cada um, em 10-11-X8, para o filme Conversa sem Limite, que 
será exibido a partir de 1o-12-X8, com dez sessões diárias. Sabe-se que o cinema tem 
300 lugares e que por 100 dias sua bilheteria não funcionará. Os ingressos são datados 
à base de 3 mil para cada dia, e têm validade apenas para o dia em que são vendidos, 
tendo sido ou não usados.
11.3 Contrato anual de seguro contra incêndio com a Cia. Salim, em 16-09-X8, cujo prêmio 
de seguro, $ 240.000, será pago em 20-01-X9.
11.4 Aplicação, a prazo fixo, de $ 100.000, por 6 meses, em 31-10-X8. No final da aplicação, 
a empresa receberá $ 160.000.
11.5 Material de Escritório adquirido em 30-11-X8, por $ 680.000. Em 31-12-X8 havia 
$ 260.000 de Material de Escritório em Estoque.
11.6 Aquisição de marcas e patentes no montante de $ 9.680.000.
11.7 Máquinas e Equipamentos adquiridos em X8 no valor de $ 3.200.000. Noreferido ano, 
as máquinas desgastaram-se, em média, 15%.
QUADRO DE RESPOSTA
Q
U
ES
TÕ
ES
Balanço Patrimonial Demonstração do 
Resultado do Exercício
Total
Ativo Passivo e PL
Despesa ReceitaDespesas do Exercício Seguinte 
(Circulante)
Não Circulante 
Imobilizado ou 
Intangível
Não Circulante 
Passivo
11.1
11.2
11.3
11.4
11.5
11.6
11.7
12. A Cia. Resguardada apresenta, no exercício de X7, uma Receita de $ 9.600.000. Desta Receita, 
$ 3.900.000 estão ainda em forma de Duplicatas a Receber.
Estatisticamente, constata-se que a empresa perde anualmente com seus clientes (duvi-
dosos) 10% das Duplicatas a Receber. Sem considerar as despesas com devedores duvidosos, 
a Contabilidade apura uma despesa total de $ 7.610.000. Calcule qual será o lucro da Cia. 
Resguardada no ano de X7 (considerando Devedores Duvidosos).
13. A Empresa UIG – Telemuque S.A. aceita um pedido de $ 189.628.000 para fabricar um trans-
formador de 180.000 kw, num prazo de 28 meses para entrega. A Telemuque S.A. receberá 
duas parcelas em forma de Adiantamento:
 CAP. 5 Regimes de Contabilidade (Apuração de Resultados) | e-71
1ª) No início da fabricação: 30%. 
2ª) No 18º mês de fabricação: 40%.
Constata-se que, no final do 12º mês de fabricação, o total gasto na fabricação atinge o mon-
tante de $ 50.000.000.
Apure, neste momento, o resultado e mostre onde será classificado no BP, considerando 
apenas o adiantamento recebido e o custo.
14. A Cia. T. Júnior pagará ao Banco do Brasil S.A. juros de $ 3.600.000 em 30-06-X8, correspon-
dentes ao empréstimo de um ano contraído em 30-06-X7.
Qual é a despesa de juros, pelo Regime de Competência, referente ao ano de X7?
15. O caso do Lançamento do Supermercado Chic-Chic
Preparando-se para sua inauguração, o Supermercado Chic-Chic toma as seguintes 
providências:
a) Abertura de firma, bem como todas as providências legais. Para tanto, houve um gasto 
com honorários de advogados da ordem de $ 1.250.000.
a) Selecionamento, recrutamento e treinamento de pessoal. É lógico que o Supermercado 
precisaria ter funcionários altamente treinados, desde Caixas até Gerente, para melhor 
atender a sua freguesia. Para montar um quadro de funcionários à altura de sua freguesia, 
o Supermercado teve um gasto de $ 13.945.000.
a) Propaganda Institucional. Certamente não poderia haver uma inauguração sem que todo 
o bairro, e até mesmo toda a cidade, ficasse sabendo do novo Supermercado a ser lan-
çado. Seu diretor-geral lembrou-se muito bem das companhias de cigarros que antes do 
lançamento de uma nova marca fazem uma propaganda de “impacto”. O Sr. Aristides, seu 
diretor-geral, não mediu esforços: gastou $ 38.805.000. Estes gastos todos foram forte-
mente combatidos pelo Sr. Eliseu – diretor financeiro –, contratado especificamente para 
apresentar lucro, a partir do primeiro ano, na rentável atividade em lançamento. Dizia, 
muito abatido, o Sr. Eliseu: “Como poderei obter lucro desde o início se já para o primei-
ro ano tenho uma despesa de $ 54.000.000, que se refere exclusivamente ao lançamento 
do Supermercado?”.
Quais são as explicações contábeis que você tem para mostrar que o Sr. Eliseu está 
equivocado? Tente explicar como era antes da Lei nº 11.941/09 e como fica após ela.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
Testes
1. A distribuição do Lucro será evidenciada na seguinte Demonstração Financeira:
a) Demonstração do Lucro Econômico.
b) Balanço Patrimonial.
c) Demonstração do Resultado do Exercício.
d) Demonstração do lucro vermelho da empresa.
e) N.D.A.
2. Contrato de seguros que abrange o período de 1o-08-X0 a 31-07-X1, pago totalmente em 
02-08-X0, no valor de $ 2.400.000, evidencia despesas de seguros em X0:
a) $ 1.000.000.
b) $ 1.200.000.
c) $ 1.800.000.
d) $ 2.400.000.
e) N.D.A.
1. Cia. Iniciante
e-72 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
No primeiro mês (janeiro) de operações da Cia. Iniciante, o Relatório de Apuração de Re-
sultado apontou lucro. Com os dados apresentados na Apuração de Resultado pelo Regime de 
Competência, complete as linhas pontilhadas no Balanço Patrimonial em 31-01.
Apuração de Resultado – Cia. Iniciante – Mês de janeiro
Receita Total – a prazo 10.000
(–) Despesas de Salários (ainda não pagos) (3.000)
(–) Juros Incorridos no mês – (Financiamento 10.000 ×10%) (1.000)
(–) Material de Escritório Consumido (Estoque no Início: 3.000) (1.000)
(–) Depreciação de Veículos (20% × 1/12 × $ 12.000) (200)
LUCRO DO MÊS 4.800
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-01
ATIVO PASSIVO
Circulante
Caixa
Duplicatas a Receber 
Material de Escritório
Total do Circulante
Não Circulante
Terrenos 
Veículos
(–) Depreciação 
Total do Não Circulante
5.000
- - - - -
- - - - -
- - - - -
10.000
- - - - -
(- - - - -)
- - - - -
Circulante
Salários a Pagar
Juros a Pagar
Total do Circulante
Não Circulante
Financiamentos a Pagar 
(ELP)
Patrimônio Líquido
Capital
Lucro do mês
Total do PL 
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
20.000
- - - - -
- - - - -
Total - - - - - Total 38.800
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Quais são as formas de apresentação da DRE?
2. Qual é a diferença entre Lucro Bruto e Lucro Operacional?
3. Qual é a diferença entre Despesas e Deduções?
4. O que são Variações Monetárias e em que grupo deveremos classificá-las?
5. A taxa do dólar no início de X0 é $ 1,60 por 1 dólar. Para um financiamento de $ 12.000 
dólares em 02-01-x0, qual foi a variação cambial no ano, sabendo-se que em 31-12-x0 o 
dólar estava cotado em 1,89?
6. Qual é a diferença entre Lucro Líquido e Lucro Real?
7. Para um Lucro de $ 2.868 mil, quanto se pagará de Imposto de Renda, sabendo-se que há 
inclusões no total de $ 1.272 mil e $ 140 mil de exclusão? A Taxa de Imposto de Renda a 
ser utilizada será de 15%.
8. As Despesas Financeiras da empresa atingem o total de $ 968,6 mil. As Receitas Financeiras 
são da ordem de $ 421,8 mil. Qual o grupo e de que forma apresentaríamos tais valores na 
DRE?
9. Qual é a diferença entre Lucro Operacional e Não Operacional?
10. Ordene a DRE na forma dedutiva (vertical).
Empresa Sepultadora
Em $ mil
Lucro Antes do Imposto de Renda 5.590
Despesas Administrativas 9.120
Custo das Vendas 22.800
Lucro Bruto 27.770
Lucro Operacional 5.900
Despesas Não Operacionais 1.360
Receitas Não Operacionais 1.050
Despesas de Vendas 12.750
Lucro Líquido 2.840
Vendas Líquidas 50.570
Participações Diversas 1.000
Imposto de Renda 1.750
Lucro Depois do Imposto de Renda 3.840
Demonstração do Resultado do 
Exercício (DRE) 
e Demonstração do Resultado 
Abrangente (DRA)
6
e-74 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DRE
EMPRESA SEPULTADORA
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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11. Sabendo-se que o lucro depois do Imposto de Renda da Cia. Tétrica foi de $ 1.200 mil, e que o 
estatuto prevê participações de Empregados (5%), Administração (15%) e Debêntures (10%), 
calcule o Lucro Líquido do exercício.
12. Poder-se-ia admitir uma empresa com prejuízo no exercício e com Lucro Real? Cite uma 
situação se sua resposta for afirmativa.
13. Complete as linhas pontilhadas.
RECEITA BRUTA 4.494
Deduções (394)
RECEITA LÍQUIDA ........
Custo das Vendas (2.000)
LUCRO BRUTO ........
DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas Vendas (250)
Desp. Administrativas (418)
Desp. (–) Rec. Financeiras 150
Outras Despesas e Receitas Operacionais (400) (1.518)
Receitas 500
Despesas (100)
LUCRO OPERACIONAL ........
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA ........
Imposto de Renda* (........)
LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA ........
Participações
Debêntures (10%) (........)
Empregados (10%) (........)
Administrador (5%) (........)
LUCRO LÍQUIDO ........
Lucro Líquido p/ Ação ........
(Capital Social tem 1.000 ações)
* Admita que não há inclusão nem exclusão (taxa de 15%).
 CAP. 6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) | e-75
14. O Lucro Antes do Imposto de Renda da Cia. Alfandegária é de $ 32,5 milhões. Na expectativa 
de escriturar o Livro de Apuração do Lucro Real, o contador levanta os seguintes dados:
a) Haverá participação no Lucro à base de 10% para os empregados e 5% para os administradores.
b) Houve diversas inclusões de $ 12,5 milhões.
c) Houve uma multa fiscal de $ 1,5 milhão.
d) Houve um excesso de Depreciação de $ 6,0 milhões.
e) Houve doação às Instituições Filantrópicas, ainda não deduzida do lucro, no valor de 
$ 2,8 milhões.
Calcule o Imposto de Renda à base de 15%.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
Demonstração do Resultado do Exercício (Aprofundando e Revisando)
1. Complete as linhas pontilhadas do “Exercício atual”, sabendo que o “Exercício anterior” é ape-
nas a metade.
Demonstração do Resultado do Exercício EXERCÍCIO ATUAL
EXERCÍCIO 
ANTERIOR
RECEITA BRUTA - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Deduções - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -RECEITA LÍQUIDA
(–) Custo das Vendas ou dos Serviços - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO BRUTO (OU PREJUÍZO)
(–) Despesas Operacionais de Vendas - - - - - - - - - - - - - - - -
Administrativas - - - - - - - - - - - - - - - -
Financeiras (deduzida a Receita) - - - - - - - - - - - - - - - -
Outras Despesas ou Receitas Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Outras Despesas - - - - - - - - - - - - - - - -
(+) Outras Receitas - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO OPERACIONAL (OU PREJUÍZO)
LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (OU PREJUÍZO) - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Imposto de Renda - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA (OU PREJUÍZO)
(–) Participações de Debêntures - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Participações da Administração - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Participações dos empregados - - - - - - - - - - - - - - - -
(–) Contribuições e Doações - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO LÍQUIDO (OU PREJUÍZO)
LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL SOCIAL - - - - - - - - - - - - - - - -
Dados:
Contribuições e doações 2.000 Outras Receitas Operacionais 20.000
Custo das Vendas 60.000 Particip. Debêntures – 10% do DIR
Receita Bruta 200.000 Desp. Administrativas 15.000
Deduções – 10% da Receita Bruta Desp. Financeiras Líq. 5.000
I. Renda – 15% do LAIR
Capital 10.000 ações Participações da administração 4.000
Desp. Vendas 10.000 Participações dos empregados 1.000
Outras Despesas Operacionais 17.000
e-76 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
2. Onde deveriam ser classificados na DRE os dividendos recebidos de outras empresas?
3. Relacione as principais deduções que aparecem na DRE.
4. Se a Cia. Desânimo apresentar a DRE nos dois últimos anos, conforme os próximos dados, 
qual a conclusão que podemos tirar?
Em $ milhões
X2 X1
Receita Bruta 10.000 4.000
(–) IPI (1.000) (400)
(–) Abatimentos (700) (200)
(–) Devoluções (1.500) (400)
Receita Líquida 6.800 3.000
(–) Custo das Vendas (4.000) (1.600)
Lucro Bruto 2.800 1.400 
5. Damaceno Ltda. (Empresa de médio porte)
ATIVO PASSIVO
Circulante 31-12-X8 31-12-X9 Circulante 31-12-X8 31-12-X9
Caixa 1.000 Contas a Pagar ____________ - - - - - - -
Dupl. Receber - - - - - - - - - - - - - - I. Renda a Pagar ____________ - - - - - - -
Dividendos a Pagar ____________ - - - - - - -
Total A. C. ____________ ____________ ____________ ____________
____________ ____________ P. Líquido ____________ ____________
Não Circulante Capital 4.500 - - - - - - -
Terrenos 4.000 - - - - - - - L. Acumulados 500 - - - - - - -
Prédios ____________ - - - - - - - ____________ ____________
Total Não Circul. 4.000 - - - - - - - Total do PL 5.000 - - - - - - -
5.000 5.000
 � Imposto de Renda à base de 15%. O lucro contábil é igual ao lucro real. Dividendos pro-
visionados é de 40% sobre o lucro líquido.
 � Admita que a empresa vendeu no ano $ 10.000, do qual a metade já foi recebida.
 � Das parcelas subtrativas, obteviveram-se:
Custos totalmente pagos $ 3.000 
Despesas Operacionais não pagas $ 2.000
 � A empresa comprou à vista, no final do ano, prédios no valor de $ 1.950, e, também no 
final do ano, aumentou o capital em dinheiro no valor de $ 2.000.
Pede-se: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício.
 CAP. 6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) | e-77
DRE
6. Cia. Exemplo
Estruture a Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. Exemplo, no período dos 
dados:
6.1 Operações de Venda (Receita Bruta):
Nota Fiscal
Cia. Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Preço da Mercadoria: $ 10.000
+ IPI $ 2.000
PreçoTotal $ 12.000
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ICMS incluso no Preço da Mercadoria 18% × $ 10.000 = $ 1.800.
6.2 O Custo do Produto Vendido:
 � Matéria-prima $ 1.450
 � Mão de obra $ 1.950
 � Outros custos de fabricação $ 600
$ 4.000
6.3 Os gastos de escritório, referentes à administração da empresa, foram:
 � Propaganda, comissão de vendedores, fretes... $ 1.000
 � Honorários dos diretores, alugueldo escritório... $ 400
 � Os juros incorridos e outras despesas financeiras $ 600
 � As aplicações financeiras renderam juros de $ 300
6.4 Como Outras Receitas Operacionais a empresa vendeu Imobilizado, tendo um lucro de 
$ 500.
6.5 Com base no lucro apurado até o momento, a empresa calculou a Contribuição Social. 
Admita uma taxa de 9%.
6.6 No cálculo do Imposto de Renda, à base de 15%, não houve Inclusão, nem Exclusão.
Assim, o Lucro Contábil é igual ao Lucro Real.
6.7 Apenas os Administradores tiveram participação no lucro à base de 10% sobre o Lucro 
Depois do Imposto de Renda. A Participação dos Administradores não é dedutível para 
fins de Imposto de Renda.
e-78 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DRE – Cia. Exemplo
Receita Bruta 
(–) IPI
(–) ICMS
Receita Líquida
(–) Custo do Produto Vendido 
Lucro Bruto
(–) Despesas Operacionais
– De Vendas
– Administrativas
– Financeiras (–) Receita Financeira
Outras Receitas Operacionais 
Lucro Operacional
Lucro Antes do Imposto de Renda 
(–) Contribuição Social
(–) Imposto de Renda
Lucro Depois do Imposto de Renda 
(–) Participação dos Administradores 
Lucro Líquido
. . . . . . . . .
(. . . . . . . . )
(. . . . . . . . )
. . . . . . . . .
(. . . . . . . . )
. . . . . . . . .
(. . . . . . . . )
(. . . . . . . . )
(. . . . . . . . )
. . . . . . . . .
. . . . . . . . . 
. . . . . . . . .
(. . . . . . . . )
(. . . . . . . . )
. . . . . . . . .
(. . . . . . . . )
. . . . . . . . .
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Qual é a relação do grau de liquidez com o ativo, em termos de classificação de contas?
2. A Cia. Itamar (empresa comercial) apresenta o seguinte Balanço Patrimonial, em 31-12-
X7:
ATIVO PASSIVO e PL
X7 X6 X7 X6
Circulante
Caixa
Duplicatas a Receber 
Estoques
Total do Circulante
Não Circulante 
Realizável a Longo Prazo 
Títulos a Receber 
Investimentos 
Imobilizado
Intangível
200
300
500
1.000
100
1.000
500
500
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Circulante
Fornecedores 
Impostos a Recolher 
Outras Dívidas
Total Circulante
Não Circulante 
Financiamentos (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital 
Reservas
Lucros Acumulados
100
1.000
100
1.200
1.400
400
–
100
–
–
–
–
–
–
–
–
Total Não Circulante 2.000 – Total do PL 500 –
Total 3.100 – Total 3.100 –
Responda às seguintes questões:
a) Qual é o Capital Circulante Líquido da empresa?
b) A empresa conseguirá, sem problemas, pagar suas dívidas?
c) Pressupõe-se que a empresa esteja atrasando um tipo de obrigação. Qual é?
d) A composição do endividamento (Capital de Terceiros) é boa?
e) As aplicações no Imobilizado são sensatas?
f) Você compraria ação desta empresa? Por quê?
g) A proporção de Capital Próprio em relação ao Capital de Terceiros é boa?
h) Qual seria sua atitude como administrador desta empresa?
i) O Volume de Investimentos dos sócios é satisfatório?
j) O que a Lei no 11.638/07 (Lei das S.A.) fala sobre Lucros Acumulados no PL?
3. Qual é a diferença entre Situação Financeira e Situação Econômica? 
Análise dos Relatórios 
Financeiros como 
Instrumento para a Tomada 
de Decisão
7
e-80 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
4. O caso da Empresa Lucro Bom
Embora a situação financeira da Empresa Lucro Bom seja boa (ela possui mais Ativo Cir-
culante que Passivo Circulante; portanto, conseguirá pagar suas dívidas a Curto Prazo), há uma 
preocupação com a Situação Econômica, uma vez que a Empresa apresenta 1/3 de Capital Pró-
prio e 2/3 de Capital de Terceiros. Após uma reunião bastante longa, os diretores resolvem tomar 
uma série de medidas para melhorar a situação da empresa:
a) Não contrair novos financiamentos no período para não aumentar a participação de 
terceiros.
b) Incentivar o departamento de Marketing no sentido de incrementar as vendas para se 
obter maior lucro.
c) Recomendar ao Departamento de Custo um cuidado especial de certas despesas que cres-
cem mais que proporcionalmente às vendas. Se for possível, reduzir o quadro de funcioná-
rios, reduzindo, assim, a folha de pagamento e, consequentemente, aumentando o lucro.
d) A taxa de distribuição de lucro em dinheiro aos proprietários (dividendos) será reduzida 
de 50% para 40%. Dessa forma, maior parte do lucro ficará retida na empresa.
e) A meta fixada pela diretoria para o próximo ano será de: 50% de Capital Próprio e 50% 
de Capital de Terceiros.
f) Os acionistas farão um aumento de Capital em dinheiro no total de $ 100.000.000.
Dados Adicionais
I – No início do ano Total do Capital de Terceiros – 400.000.000 
 Total do Capital Próprio – 200.000.000
II – Há uma previsão de aumento em Capitais de Terceiros em $ 50.000.000 para o próximo 
ano.
Pede-se:
De quanto deverá ser o lucro para o próximo ano com o objetivo de equilibrar a situação 
econômica da Empresa, atingindo a meta da diretoria? 
5. O caso da Cia. Porto Nacional
DRE X5 X6
Receita Bruta 10.000 15.000
(–) IPI e ICMS (1.200) (1.800)
(–) Devoluções (500) (1.000)
(–) Descontos Comerciais (300) (200)
Receita Líquida 8.000 12.000
(–) Custo do Produto Vendido (2.400) (4.000)
Lucro Bruto 5.600 8.000
(–) Despesas Operacionais de Vendas (1.200) (3.000)
Administrativas (1.000) (2.000)
Financeiras (–) Rec. 600; Rec. 1.500 (1.400) (1.500)
Lucro Operacional 2.000 1.500
(+) Desp./Rec. Não Operacionais 500 2.300
Lucro Antes do I. Renda 2.500 3.800
(–) I. Renda (500) (800)
Lucro Depois I. Renda 2.000 3.000
(–) Participações
Empregados (100) (100)
Administradores (200) (350)
Lucro Líquido 1.700 2.550
 CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-81
A Cia. Porto Nacional garantiu aos acionistas que seu lucro aumentaria em 50% de X5 para 
X6. Satisfeita com a conquista, ela publica sua DRE. Vamos analisá-la.
1. Pode-se dizer que a necessidade de aumentar as vendas em 50% prejudicou, em parte, a 
qualidade do produto?
2. É possível que a empresa tenha ditado uma política de reduzir os descontos para vendas 
especiais no sentido de manter a Margem Bruta de Lucro (Lucro Bruto/Receita Bruta)?
3. Os gastos de fabricação foram também culpados pela queda da Margem Bruta do Lucro? 
Neste caso, pode-se dizer que, mais do que nunca, a Contabilidade de Custos é impres-
cindível para essa empresa?
4. No item Despesas com Vendas constam Comissão de Vendedores e Propaganda. É possí-
vel afirmar que a empresa aumentou consideravelmente seus gastos com propaganda com 
o objetivo de atingir a meta de 50% de acréscimo no lucro? Surtiu o resultado esperado?
5. Considerando a característica de Despesas Fixas, as Despesas Administrativas comporta-
ram-se de forma adequada?
6. É possível afirmar que as despesas financeiras decorrentes de remuneração ao Capital de 
Terceiros permaneceram no mesmo nível, considerando o acréscimo nas Vendas?
7. É correto afirmar que “a empresa teve que liquidar Ativo Imobilizado para atingir a meta 
desejada de lucro”?
8. Considerando que a alíquota do Imposto de Renda é de 15%, por que os percentuais no 
cálculo do Imposto de Renda são superiores a este? Por que os percentuais são diferentes 
entre X5 e X6?
9. Qual é a política da empresa no que tange à Participação no Lucro?
10. Pode-se dizer que a empresa teve um bom desempenho no período conseguindo a meta 
do acréscimo de lucro em 50%?
11. Na hipótese de tratar os Encargos Financeiros como não operacionais (assim é feito em 
diversos países com contabilidade avançada), como analisar a Margem Operacional de 
Lucro (Lucro Operacional/Receita Bruta)? Pode-se dizer que o desempenho operacional 
da empresa foi sofrível?
12. Seria razoável dizer que a empresa, com o intento de atingir seu objetivo, reduziu seu pre-
ço de venda, sobrecarregou seu parâmetro ideal de produção, incrementou demasiada-
mente os gastos em propaganda e assumiu novos gastos administrativos, não alcançando 
o resultado esperado?
No ano de X5, a Margem Líquida de Lucro (LL/Receita Líquida) foi de mais de 21%. Signifi-
ca que para cada real vendido, R$ 0,21 é lucro e R$ 0,79 é custo, no sentido genérico.A Margem 
de Lucro de um supermercado é, em média, 3%. Poderíamos dizer que essa empresa estava ga-
nhando excessivamente no preço e que em X6 planejou reduzir o preço e aumentar a quantidade 
vendida (ganhar no giro)?
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR
1. Olhando para o Balanço Patrimonial a seguir, responda as seguintes perguntas:
Em $ mil
Caixa 100 Dupl. a Receber 1.000
Capital 1.000 Diferido 700
Estoque 500 Emprést. a Pagar 600
Imposto a Recolher 500 Imobilizado 5.000
Investimentos 600 Lucro Acumulado 700
Bancos 400 Fornecedores 100
Financiamento (LP) 5.000 Contas a Pagar 400
beche
Realce
beche
Realce
e-82 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Qual é a situação financeira da empresa?
a) Qual é o Capital Circulante Líquido da empresa?
b) Qual é a composição do endividamento da empresa?
c) A empresa está muito endividada?
d) A empresa conseguirá pagar seus compromissos a curto prazo?
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Preencha apenas as linhas pontilhadas:
Cia. Integração
Relatório da - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Demonstração do Resultado do - - - - - - -
Ativo Passivo Receita
(–) Despesa
(–) Imp. Renda
(–) Participações
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________
___________________ Lucro/Prejuízo ___________________
Demonstração de Lucro ou- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Lucro Exerc. Anterior
+ Lucro desse Exercício 
(–) Dividendos
Entrada de $
(–) Saída de $
Variação no Caixa
___________________
___________________
___________________
___________________
Lucro Final
Notas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Parecer do - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
__________________________________________________ ______________________________________________________
__________________________________________________ ______________________________________________________
__________________________________________________ ______________________________________________________
Assinatura do - - - - - - - - - - - - - - - - - Assinatura do - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 
2. Cia. Liquidada
A Cia. Liquidada apresenta o seguinte quadro de Liquidez nos últimos três anos:
Índices 20X1 20X2 20X3
Liquidez Imediata 0,16 0,14 0,10
Liquidez Corrente 1,40 1,35 1,08
Liquidez Seca 0,90 0,80 0,70
Liquidez Geral 0,30 0,31 0,29
Seu gerente financeiro argumenta da seguinte forma:
a) A Liquidez Geral é baixa, pois todo o financiamento obtido em 20X1 foi aplicado no 
Ativo Fixo.
b) A Liquidez Seca caiu porque aumentamos consideravelmente nossos estoques de 
matéria-prima.
 
 CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-83
c) Nossa Liquidez Corrente caiu; porém, nossa média é de , que 
está bem razoável.
Outras informações:
 � A empresa está atrasando pagamento a seus fornecedores na seguinte base:
 20X1 20X2 20X3 
Atrasos médios 20 dias 40 dias 56 dias
 � O Financiamento vencerá no ano seguinte (quatro anos).
 � O Estoque de matéria-prima dessa empresa é de fácil aquisição no mercado e normal-
mente sobe de preço em proporção menor que a inflação.
Pede-se: analise essa empresa.
3. Indicadores Financeiros
Monte um Balanço Patrimonial, indicando números nas linhas pontilhadas, de forma que:
a) A Liquidez Corrente seja acima de 1,50.
b) O endividamento da empresa seja elevado.
c) A composição do endividamento seja ruim.
d) A Liquidez Seca seja abaixo de 0,50.
Em $ mil
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante . . . . . . . . . . .
Disponível . . . . . . . . . . .
Dupl. a Receber . . . . . . . . . . . Não Circulante
Estoque . . . . . . . . . . . Financiamento a Longo Prazo . . . . . . . . . . .
Total do Circulante . . . . . . . . . . .
Não Circulante
Imobilizado . . . . . . . . . . . Patrimônio Líquido . . . . . . . . . . .
Total . . . . . . . . . . . Total . . . . . . . . . . .
4. Cia. Divertida
Com base nos índices seguintes, preencha os espaços em branco (pontilhados) da Cia. 
Divertida.
Em $ mil
ATIVO PASSIVO e PL
Circulante
Caixa e Bancos 
Duplicatas a Receber 
Estoques
Total Circulante
Não Circulante 
Investimentos 
Imobilizado 
Intangível
Total Não Circulante
. . . . . .
. . . . . .
. . . . . .
. . . . . .
20.000
40.000
. . . . . .
. . . . . .
Circulante
Diversos a Pagar
Não Circulante
Financiamento (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital 
Reservas
Total do PL
. . . . . .
. . . . . . 
100.000
. . . . . .
. . . . . .
Total 200.000 Total . . . . . .
e-84 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
a) A Liquidez Corrente é igual a 1,6.
b) 40% do Ativo é financiado com Capital de Terceiros.
c) A Liquidez Geral é igual a 1,40.
d) A Liquidez Imediata é igual a 0,2857... (arredondar).
e) A Liquidez Seca é igual a 1,0.
5. Calcular a TRI da Cia. Multioperacional. Indique quais os itens do Ativo que são operacio-
nais, no caso de desejarmos calcular a Taxa de Retorno sobre Investimentos Operacionais.
Cia. Multioperacional
(Indústria de Clipes)
Em $ milhões
Circulante
ATIVO
 800
 1.200
 Disponível
Duplicatas a Receber
 Estoque
Aplicações Financeiras
 1.500
 1.500
Total 5.000
Não 
Circulante
 2.000
 3.000
 Investimentos
 Imobilizado
 Intangível 1.000
Total 6.000
Total do Ativo 11.000
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Receita Operacional (venda de clipes) 10.000
(–) CPV (4.000)
→ Lucro Bruto 6.000
(–) Despesas Operacionais
De Vendas (1.500)
Administrativas (2.000)
Financeiras (300)
Financeiras (Receita) 500
Dividendos Recebidos 1.000 2.300
Outras Despesas Operacionais (1.000)
→ Lucro Operacional 3.700
→ Lucro Antes do Imposto de Renda 2.700
(–) Provisão para Imposto de Renda 15% sobre 1.200 (180)
→ Lucro Líquido 2.520
6. Há empresas que ganham no Giro (quantidade) e outras, na Margem de Lucro (no preço). 
Respectivamente, podemos dizer como exemplos de ganhar no giro e na margem:
( ) a) Supermercado e joalheria.
( ) b) Lojas de conveniência e supermercado. 
( ) c) Joalheria e supermercado.
( ) d) Supermercado e voo “charter”.
 CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-85
Testes
1. O Gerente do Banco Precavido S.A. suspende um empréstimo de $ 1.800.000 que seria con-
cedido ao Supermercado Progresso Ltda. O Patrimônio Líquido do Supermercado ultrapassa 
$ 20 milhões, o endividamento é baixo. O Gerente entende que supermercado não deveria 
ter dívida alta.
( ) a) O Gerente está certo, pois de nada adiantam bons índices de liquidez (que mede a 
capacidade de pagamento da empresa) se o endividamento ficar alto demais.
( ) b) O Gerente está errado, pois está comparando o índice de endividamento do Super-
mercado Progresso Ltda. com a média da economia brasileira.
( ) c) O Gerente está errado, pois o endividamento é um índice irrelevante para se medir 
a capacidade de pagamento da empresa.
( ) d) O Gerente está errado, pois não está considerando as peculiaridades do negócio de 
seu cliente.
2. O Auto-ônibus São Jorge S.A. não solicitará, embora esteja carente, empréstimo para Capital 
de Giro ao Banco da Baronesa S.A. Seu diretor-presidente faz o seguinte comentário:
“I – Somos uma empresa recém-constituída (2,0 anos). 
II – Nossos ônibus já estão financiados.
III – Não temos Duplicatas a Receber para garantir o empréstimo necessário.’’
( ) a) As justificativas I, II e III são verdadeiras. O presidente está certo em não solicitar o 
empréstimo.
( ) b) As justificativas I, II e III não são depreciativas para a empresa. O presidente deveria 
solicitar o empréstimo.
( ) c) A justificativa I não é empecilho para obter empréstimo. As justificativas II e III são 
verdadeiros empecilhos. O presidente está certo; não deve solicitar o empréstimo.( ) d) A justificativa I é um obstáculo real para se obter empréstimo. Todavia, as justi-
ficativas II e III não são obstáculos. O presidente poderia tentar solicitação de 
empréstimo.
3. O Banco Enjoadinho S.A. dispõe, em seu manual de normas, que o limite de crédito para 
seus clientes será estipulado de maneira que o Capital de Terceiros não ultrapasse 60% dos 
recursos totais antes da concessão do empréstimo. Seu cliente A Rainha da Massagem Ltda. 
apresenta o seguinte Balanço Patrimonial resumido:
BALANÇO PATRIMONIAL RESUMIDO
Em $ mil
Ativo Passivo e PL
Circulante
Não Circulante 
Realizável a LP 
Imobilizado
180.000
320.000
700.000
Circulante
Não Circulante
Financiamento LP
Patrimônio Líquido
400.000
200.000
600.000
Total 1.200.000 Total 1.200.000
O limite do crédito desta empresa será de:
( ) a) 720.000.000.
( ) b) 360.000.000.
( ) c) 120.000.000.
( ) d) 60.000.000.
4. Se você fosse obrigado a escolher apenas três índices para avaliar uma empresa, qual das 
opções julgaria mais conveniente?
e-86 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
( ) a) Não haveria necessidade de incluir endividamento.
( ) b) Endividamento é um bom indicador apenas para indústria. 
( ) c) Nunca escolheria endividamento.
( ) d) Um teria que ser endividamento.
5. A Empresa Binacional S.A. apresenta em seu Balanço Patrimonial projetado, antes do final 
do ano, os seguintes valores no Circulante:
 ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
 $ 1.200.000 $ 1.000.000
Todavia, seu presidente não está contente com a Liquidez Corrente de 1,20. Ele determina a 
seu contador que a Liquidez Corrente deverá ser igual a 2,00.
( ) a) É impossível modificar esta situação, considerando-se que estamos próximos ao final 
do ano.
( ) b) A única alternativa é o contador “fajutar” o Balanço Patrimonial. 
( ) c) A solução seria pagar $ 800.000 da dívida a curto prazo da empresa.
( ) d) Não é possível, porque o Ativo Circulante é maior que o Passivo Circulante.
6. Indique a relação correta, considerando a seguinte simbologia:
AC: Ativo Circulante; PC: Passivo Circulante; CCL: Capital Circulante Líquido; LC: Liqui-
dez Corrente.
( ) a) LC = CCL + AC 
 PC
( ) b) LC = AC – PC 
 CCL
( ) c) LC = PC + CCL 
 AC
( ) d) LC = 1 + CCL 
 PC
7. Uma empresa tem Ativo Circulante de $ 1.800.000 e Passivo Circulante de $ 700.000. Se fizer 
uma aquisição extra de mercadorias, a prazo, na importância de $ 400.000, seu índice de 
Liquidez Corrente será de:
( ) a) 3,1.
( ) b) 1,6.
( ) c) 4,6.
( ) d) 2,00.
8. Uma empresa possui imobilizado de $ 20.000 e Patrimônio Líquido de $ 15.000. Os acionis-
tas estão pretendendo aumentar o capital com integralização a ser feita em bens imóveis, a 
fim de reduzir o atual índice de imobilização.* Considerando X como o aumento do capital, 
qual seu valor, para que o índice de imobilização passe a ser de 110%?
( ) a) 15.000.
( ) b) 25.000.
( ) c) 35.000.
( ) d) 20.000.
9. O Gerente da Cia. Mairiporã, recém-contratado, consegue melhorar sensivelmente a Renta-
bilidade calculada sobre o Ativo Operacional da empresa em apenas dois meses de gestão. 
Indique qual das decisões a seguir mais contribuiu para o “bem-sucedido’’ gerente.
( ) a) Um terreno (de elevado valor) classificado no Imobilizado da empresa, por não estar 
sendo utilizado no momento, é reclassificado no Ativo Permanente, no subgrupo 
Investimentos.
 CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-87
( ) b) Obtenção de um financiamento junto a um Banco de Desenvolvimento, com juros 
subsidiados e carência de quatro anos.
( ) c) Aquisição de estoque um pouco acima do normal para ganhar com a inflação.
( ) d) Demissão de cinco funcionários, que percebiam salários médios, nos Departamentos 
Administrativo e Comercial, com o objetivo de reduzir despesas. Os funcionários 
estão cumprindo aviso prévio.
10. Uma empresa com índice de Liquidez Corrente igual a 0,80: 
( ) a) Está falida.
( ) b) Não consegue pagar suas dívidas.
( ) c) Deve providenciar urgentemente uma redução simultânea da mesma importância no 
Ativo e no Passivo Circulante.
( ) d) Dependendo de outros fatores, pode ser capaz de pagar suas dívidas sem problemas.
11. A Cia. Tirateima Ltda. apresenta os seguintes índices de Liquidez Imediata:
20X1 20X2 20X3 
0,14 0,12 0,105
As informações comerciais evidenciam os seguintes atrasos nos pagamentos da Cia. 
Tirateima:
20X1: atraso de 10 dias. 20X2: atraso de 25 dias. 20X3: atraso de 45 dias.
Podemos dizer o seguinte:
( ) a) Para efeito de análise de crédito, o Índice de Liquidez Imediata, já apresentado, é 
irrelevante, não devendo ser considerado.
( ) b) Nos dias atuais, há uma tendência de todas as empresas atrasarem; portanto, não 
levaremos em consideração os atrasos citados.
( ) c) Com uma inflação alta, a empresa tende a reduzir seu disponível para não haver 
corrosão monetária pela inflação. Portanto, não se considera a queda desse índice.
( ) d) Os dados apresentados são relevantes para efeito de análise, devendo ser considerados.
12. A Taxa de Retorno sobre Investimentos da empresa é de 14,30% (Rentabilidade). Essa Taxa 
de Retorno está ligada:
( ) a) Ao endividamento.
( ) b) À situação econômica. 
( ) c) À situação financeira. 
( ) d) Ao balanço social.
 
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Se o Patrimônio Líquido inicial da Cia. T. Julinho for de $ 938 mil e o seu lucro do período 
(não distribuído), de $ 500 mil, considerando que não houve outras alterações no Patrimô-
nio Líquido, qual será o “Patrimônio Líquido Final” da empresa?
2. O que você entende por demonstração estática e demonstração dinâmica? Exemplifique.
3. Por que dizemos que a Demonstração do Resultado do Exercício está contida no Balanço 
Patrimonial? Qual é a função da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados? Qual 
é a função da Demonstração dos Fluxos de Caixa?
4. Quais são as principais variáveis a serem consideradas na planificação contábil (Plano de 
Contas) de uma empresa?
5. Cite os três grupos da Demonstração dos Fluxos de Caixa.
6. O contador da Boate Família Unida constatou que as contas que serão movimentadas pelos 
registros contábeis são:
a) Balanço – Caixa, Instalações, Estoque de Bebidas, Capital, Lucros Acumulados, For-
necedores, ISSQN a Recolher, Imposto Predial a Pagar, IR a Pagar, Salários a Pagar, 
Móveis e Utensílios e Bancos c/ Movimento.
b) DRE – Receita, Aluguel, Custo de Bebidas, Salários, ISSQN, Imposto de Renda, Im-
posto Predial, Honorários da Diretoria, Propaganda e Publicidade, Encargos Sociais e 
Resultado Não Operacional.
Vamos assessorá-lo na montagem do Plano de Contas, codificando as contas.
7. Explique a importância de comparar Fluxo Econômico com o Financeiro.
8. Comente os dois tipos da Demonstração dos Fluxos de Caixa.
9. Por que codificamos ou numeramos o Plano de Contas?
10. Por que a Conta Lucros Acumulados não aparece no PL das Sociedades Anônimas (ou 
aparece com saldo zero)?
11. O que você entende por planificação contábil?
12. Qual é a vantagem em utilizar a Demonstração das Mutações do PL em vez de DLPAc?
13. Na elaboração do Plano de Contas da empresa A-Lei-Chatinha Ltda., o contador constatou 
em Receita Bruta as receitas resultantes de vendas internas (para dentro do país) das resul-
tantes de vendas externas (exportação). Ele argumenta que o “sonho” do diretor-presidente 
é exportar e, dessa forma, a Contabilidade já está se preparando para esse evento. O con-
Demonstração dos Fluxos 
de Caixa e Demonstração 
dos Lucros ou Prejuízos 
Acumulados 
(Integração das Demonstrações)
 CAP. 8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações) | e-89
tador de A-Lei-Chatinha Ltda., com a introdução de uma nova operação de empréstimos 
oriunda do PIS, determina que tal dívida seja classificada como Financiamento, uma vez que 
não existe no Plano de Contas um item adequado para registrar aquela nova operação. Estão 
corretas asatitudes do contador? Comente-as.
14. Para efeito de Plano de Contas, indique quais são as contas do Ativo, Passivo, Patrimônio 
Líquido e as de Resultados:
Capital Subscrito, Financiamento, Receita Antecipada, Receita de Período, CMV, Caixa, 
Estoques, Salários a Pagar, Despesas de Salários, IPI, IPI a Recolher, Encargos Sociais a Pagar, 
Comissões de Vendas, Juros a Pagar, Encargos Sociais, Participações, Receitas Financeiras, In-
vestimentos, Dividendos Recebidos de outras Empresas, Depreciação Acumulada, Móveis e 
Utensílios, Imóveis, Títulos a Receber (LP), Lucros Acumulados, Reserva de Capital, Despesas 
Administrativas, Duplicatas a Receber, Fornecedores e Despesas Financeiras.
15. O caso do Cemitério Bom-Repouso
O Sr. Henrique, consultor da Cia. Rô-Rô, foi contratado para elaborar um Plano de Contas 
para o cemitério Bom-Repouso. No dia 13 de agosto, uma sexta-feira, o Sr. Henrique fez sua pri-
meira entrevista com o administrador do cemitério, Sr. Sepulcro da Cova. O Sr. Sepulcro explica 
quais são as operações realizadas pelo cemitério. Dizia ele:
“No que tange à Receita, cobramos uma taxa anual de um salário mínimo por defunto en-
terrado. Quem paga essa taxa são os associados do cemitério que utilizam o campo-santo para 
enterrar seus mortos. Os associados, independentemente de utilizarem o cemitério, pagam uma 
anuidade utilizada para aumento do capital. Atualmente, temos 10 mil associados. Temos ainda 
Receita equivalente a reformas de túmulos, cremação, exumação, jardinagem, necrotério, ve-
lório, carro fúnebre, missa de corpo presente etc. Essas receitas podem ser a prazo (até cinco 
pagamentos).
No que tange ao Imobilizado, além do terreno onde está o cemitério, temos: velório, sinos, 
instrumentos diversos, geladeiras de defuntos, carrinhos para transportar caixões, carros fúne-
bres, floricultura, ferramentas etc.
Não temos dívidas, pagamos tudo à vista. No nosso Passivo você poderá encontrar Salários 
a Pagar, Encargos Sociais a Pagar, Imposto de Renda a Pagar etc.
Não fazemos Financiamento a Longo Prazo e nem Empréstimos, pois temos um bom saldo 
bancário e dinheiro em Caixa.
O nosso lucro é totalmente acumulado (retido) para melhorarmos a situação econômica 
do cemitério. Utilizamos boa parte do Lucro para estocar (almoxarifado) o máximo possível de 
material de trabalho: cimento, tijolos, produtos químicos etc.
As nossas maiores despesas são: honorários da diretoria, salários dos coveiros e guardas-no-
turnos, comissão de vendedores, propaganda, devedores duvidosos, encargos sociais etc.
A administração tem participação no lucro. Os empregados também têm.”
Exatamente à meia-noite, o Sr. Henrique termina a reunião com o Sr. Sepulcro e começa a 
elaborar o Plano de Contas. Vamos ajudar o Sr. Henrique a estruturar esse Plano de Contas.
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR I
1. Cia. Unisa
A Cia. Unisa teve um lucro líquido de $ 100.800. O Lucro Acumulado no ano anterior foi de 
$ 7.200. A empresa distribui Dividendos à base de 25% sobre o lucro do Exercício. Preencha os 
dados a seguir (apenas as linhas pontilhadas).
e-90 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
PASSIVO e PL
Circulante
__________________________ _______________
Dividendos a Pagar - - - - - - - -
__________________________ _______________
__________________________ _______________
P. Líquido
Capital 500.000
Lucros Acumulados - - -- - - - -
__________________________ _______________
__________________________ _______________
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II
Testes
1. Indique qual alternativa não afeta o Caixa.
a) Vendas a prazo.
b) Compras à vista.
c) Pagamento de fornecedores.
d) Recebimento de duplicatas a receber.
e) N.D.A.
2. A Demonstração dos Fluxos de Caixa explica as variações:
a) No disponível.
b) Em Duplicatas a Receber.
c) No Patrimônio Líquido.
d) Nas aplicações financeiras.
e) N.D.A.
3. Qual das alternativas a seguir é um fenômeno econômico e não afeta o Caixa?
a) Juros.
b) Depreciação.
c) Encargos financeiros.
d) Pagamento de variação cambial.
e) N.D.A.
4. Aumento de Capital afeta o Caixa quando é realizado em:
a) Recursos materiais.
b) Recursos financeiros.
c) Reservas.
d) Lucros acumulados.
e) N.D.A.
5. A Cia. Entardecer inicia suas atividades em X1. Ao final desse período, foram constatados os 
seguintes saldos contábeis:
Receita do Exercício $ 1.290.000
Receita Recebida no Exercício $ 600.000
Despesa Consumida $ 585.000
Despesa Paga no Exercício $ 450.000
a) Apure o resultado pelo Regime de Caixa e pelo Regime de Competência.
b) Apure o saldo de Contas a Receber e de Contas a Pagar.
 CAP. 8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações) | e-91
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Dados da Cia. Directa
Cia. Directa
ATIVO PASSIVO
Circulante
Caixa
Dupl. a Receber
Total AC
Não Circulante 
Terrenos 
Prédios
Total NC
31-12-X8
1.000
 
1.000
4.000
4.000
31-12-X9
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
Circulante
C. a Pagar
I. Renda a Pagar 
Dividendo a Pagar 
Total do PC
P. Líquido
Capital
L. Acumulados
Total do PL
31-12-X8
4.500
500
5.000
31-12-X9
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
5.000 - - - - - 5.000 - - - - -
 � Admite-se que a empresa vendeu no ano $ 10.000, dos quais a metade já foi recebida.
 � Das parcelas subtrativas, obtiveram-se:
Custos totalmente pagos $ 3.000 
Despesas Operacionais não pagas $ 2.000
 � Imposto de Renda à base de 15%. O lucro contábil é igual ao lucro real. Os dividendos 
provisionados são de 40% sobre o lucro líquido.
 � A empresa comprou à vista, no final do ano, prédios no valor de $ 1.950 e também no 
final do ano aumentou o capital em dinheiro no valor de $ 2.000.
Pede-se:
a) Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração do Lucro 
ou Prejuízo Acumulado e Fluxo de Caixa (Modelos Direto e Indireto).
b) Após estruturar os relatórios, faça uma breve análise dessa empresa.
2. Com os dados da Cia. Piancó em 20X8 e Informações de 20X9, apresente a DRE, DLPAc e 
DFC (Modelos Direto e Indireto), além de concluir o BP de 20X9.
Obs.: por ser uma Sociedade Anônima, não poderá existir saldo da conta Lucros Acumula-
dos no final do período.
e-92 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
31-12-X8 31-12-X9 31-12-X8 31-12-X9
Circulante
Caixa
Duplicata a Receber 
Estoque
Total Circulante
Não Circulante
Realizável a Longo Prazo
Títulos a Receber
Investimento 
Imobilizado
Intangível
Total Não Circulante
100
900
1.000
2.000
500
200
400
 400
1.500
- - - -
- - - -
1.300
- - - -
500
- - - -
400
400
- - - -
Circulante 
Fornecedores 
Imp. Renda a Pagar
Dividendos a Pagar
Total Circulante
Não Circulante 
Financ. a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reservas de Capital
Reservas de Lucro 
Lucros Acumulados
1.000
–.–
 –.– 
1.000
1.000
1.000
400
100
 –.– 
1.500
1.400
- - - -
- - - -
- - - -
- - - -
1.000
400
- - - -
 –.– 
- - - -
Total 3.500 - - - - Total 3.500 - - - -
Em 20X9, a empresa vendeu $ 5.000, tendo recebido 80% deste valor e toda a duplicata no 
final de 20X8. Comprou $ 3.000 de mercadoria (Estoque), ficando uma dívida de Fornecedores 
em 31-12-X9 de $ 1.400. Do seu estoque vendeu $ 2.700 (CVM), sobrando $ 1.300 como Estoque 
Final. Fez um novo Financiamento de $ 900 (não liquidou nada da dívida Financiamentos a Pa-
gar), utilizando $ 300 para compra de novos Investimentos. As Despesas Operacionais de $ 1.200 
foram pagas à vista. Pagará 25% de Imposto de Renda e 20% de dividendos. Se houver lucro será 
destinado à Reserva de Lucro.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Partindo do pressuposto de que a Cia. Anapolina possua um capital de $ 6.980.000 e um 
Caixa de idêntico valor, monte o novo Balanço Patrimonial, sabendo que a empresa adqui-
riu Móveis e Utensílios, à vista, por $ 5.000.000.
2. O que você entende por Partida Dobrada?
3. O que significa classificação contábil? E operaçõesde gestão empresarial? E registro?
4. Para que serve a escrituração por Balanços Sucessivos?
5. Qual é a vantagem do Razonete? Qual é a semelhança entre Razonete e Balanço Patrimo-
nial?
6. O débito e o crédito são “fantasmas”? O débito é claro como o dia e o crédito escuro como 
a noite; portanto, o fantasma é o crédito, certo? Num primeiro momento, o débito e crédito 
poderiam ser chamados de Sol e Lua?
7. Qual é a regra para lançamento de aumentos no Ativo? E para as diminuições? E para lan-
çamentos dos aumentos e diminuições do Passivo e PL? Qual é a regra geral?
8. É correto afirmar que a cada débito deve corresponder um crédito de igual valor? E se fo-
rem vários débitos e um crédito ou vários créditos e um débito, como você explicaria? Está 
certo ou errado? O que determina a exatidão da Equação Contábil?
9. a) A Cia. Morena da Praia de Ipanema apresentou os seguintes dados:
Ativo: 5.000.000 Patrimônio Líquido: 4.500.000
Qual é o montante do Passivo Exigível?
b) A S.A. Esquina da Farofa informa que o seu Patrimônio Líquido é de $ 488.000 e que 
corresponde a 1/3 do Ativo. Qual é o montante do Passivo Exigível?
c) O Ativo do Restaurante Canja Panamericana S.A. atingiu o total de $ 27.000.000 em 
dezembro de X0, mas mudou para $ 54.000.000 em dezembro de X1. Durante o mesmo 
período, o Passivo Exigível cresceu em 30.000.000. O Patrimônio Líquido, em dezem-
bro de X0, era de 18.000.000. Qual foi o valor do aumento do Patrimônio Líquido? 
Justifique sua resposta.
10. Para cada uma das seguintes variações de fórmula da equação contábil, forneça um exem-
plo de transação.
a) Aumento no Ativo e aumento no Patrimônio Líquido.
b) Aumento no Ativo e aumento no Passivo Exigível.
Contabilidade por Balanços 
Sucessivos – Uma Metodologia 
mais Prática para Entender os 
Registros Contábeis
9
e-94 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
c) Aumento de um Ativo e diminuição de outro Ativo.
d) Diminuição de um Ativo e diminuição de um Passivo Exigível.
e) Aumento de um Ativo, diminuição de outro Ativo e aumento de um Passivo Exigível.
11. Indique o efeito de cada uma das seguintes operações no Ativo do Restaurante Canja Pana-
mericana Ltda. usando as expressões “aumentou”, “diminuiu” e “não alterou”.
a) Integralização de Capital pelo sócio mediante depósito no Banco do Brasil ($ 1.000.000).
b) Recebimento de cobrança de duplicata de cliente ($ 50.000).
c) Pagamento de uma duplicata de fornecedor ($ 100.000).
d) Compra de uma mesa para o contador, a crédito ($ 150.000).
e) Obtenção de empréstimo bancário ($ 200.000).
f) Venda de um terreno a prazo, pelo valor do custo contábil ($ 300.000).
g) Venda de um terreno, à vista, pelo valor do custo contábil ($ 200.000).
h) Venda de um terreno, à vista, por valor superior ao custo contábil (custo: $ 100.000; ven-
da: $ 150.000).
i) Venda de um terreno, à vista, por valor abaixo do custo contábil (custo: $ 200.000; venda: 
$ 150.000).
j) Aquisição de veículo para entregas, por $ 488.000, sendo $ 200.000 de entrada e o restan-
te em dez pagamentos mensais, iguais e sucessivos.
12. Utilizando as operações representadas, e considerando os valores e o BP a seguir, elabore um 
quadro de Balanços Sucessivos, como o apresentado no exercício resolvido deste capítulo.
Vamos admitir que, antes das Operações já descritas, o Restaurante Canja Panamericana 
Ltda. apresente o seguinte Balanço Patrimonial:
Em $ mil
ATIVO PASSIVO E PL
Circulante
Caixa . . . . . . . . . . . . .
Bcos. Conta Movimento . 
Dupl. a Receber . . . . . .
Não Circulante
Imobilizado
Terrenos . . . . . . . . . . .
500
100
100 
700
1.000
Circulante
Fornecedores
P. Líquido
Capital . . . . . . .
L. Acumulados . .
600
1.000
100 
1.100
TOTAL 1.700 TOTAL 1.700
13. Relacionamos a seguir algumas transações da Asa Branca S.A. – Empresa de Transportes 
Aéreos, para que você classifique o efeito de cada operação no Ativo, no Passivo Exigível 
e no Patrimônio Líquido, de modo tabular, isto é, identificando cada efeito da transação 
com o símbolo (+) para o aumento, (–) para a diminuição e “0” para indicar que não afeta 
o montante do grupo. Repare que algumas transações são da pessoa física do proprietário. 
Atente-se àquelas que, dentro do princípio da Entidade, devam ser consideradas. A primei-
ra operação está classificada a título de exemplo.
 CAP. 9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis | e-95
Asa Branca S.A. – Empresa de Transportes Aéreos
OPERAÇÕES
CLASSIFICAÇÃO TABULAR
ATIVO 
TOTAL
PASSIVO 
EXIGÍVEL
PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO
a) Integralização do Capital, mediante depósito no Banco 
do Brasil S.A. + 0 +
b) Aquisição de equipamento de escritório a prazo
c) Aquisição de veículo de entrega, à vista
d) Retirada de dinheiro, efetuada pelo sócio-proprietário
e) Pagamento de uma dívida da empresa
f) Devolução de parte do equipamento de escritório, 
adquirido a prazo, mas ainda sem ter sido pago
g) Obtenção de um empréstimo bancário para a firma
h) O sócio-proprietário presenteia seu filho com um 
computador usado da firma, por ocasião do aniversário do 
jovem felizardo
i) O sócio-proprietário emite um cheque da companhia 
para pagar uma viagem de férias da sua filha a Manaus
14. Apresentamos adiante um quadro de Balanços Sucessivos, mostrando cada operação codi-
ficada por uma letra, de a até e. Você deve encontrar uma transação que seja adequada às 
alterações demonstradas e escrever uma sentença que a descreva.
Por exemplo, na operação a, há o aumento de Equipamento de Escritório e Duplicatas a 
Pagar em $ 2.100 para cada conta. Isso significa que houve uma compra de Equipamentos de 
Escritório, a prazo, uma vez que houve aumento de dívida (Duplicatas a Pagar).
ATIVO = PASSIVO EXIGÍVEL +
PATRIMÔNIO 
LÍQUIDO
Disponível + Duplicatas a Receber + Terrenos + Edifícios
+ Equipa- 
mentos de 
Escritório
= Duplicatas a Pagar Capital
1o Bal. 6.000 21.000 27.000 150.000 21.000 + 24.000
+
201.000
(a) ________ ____________ + 2.100 2.100 
+ 2o Bal. 6.000 21.000 27.000 150.000 23.100 26.100 201.000
(b) 1.800 (–) 1.800 ____________
3o Bal. 7.800 19.200 27.000 150.000 23.100 26.100 201.000
(c) (–) 1.200 ____________ ____________ (–) 1.200 
4o Bal. 6.600 19.200 27.000 150.000 23.100 24.900 201.000
(d) (–) 900 ____________ ____________ + 3.900 + 3.000 
5o Bal. 5.700 19.200 27.000 150.000 27.000 27.900 201.000
(e) + 3.300 ____________ ____________ 3.300
6o Bal. 9.000 19.200 27.000 150.000 27.000 27.900 204.300
Após escrever a sentença que descreve cada operação, contabilize-as em razonetes.
15. O caso “Pope Rei de Auditoria S.C.”
Após vários anos de experiência em uma firma de auditoria nacional de âmbito internacio-
nal, Reinaldo Valente, acreditando em seu poder pessoal, resolveu constituir sua própria firma de 
auditoria, demitindo-se em agosto de 20X1 para dar início à organização prática da sua empresa. 
Os eventos seguintes aconteceram durante o mês de setembro (alguns são relativos a Pope Rei de 
Auditoria S.C. e outros não).
e-96 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Dias Histórico
1. Venda de investimentos pessoais, cujos componentes são um apartamento e ações da Brahma, 
por um total de $ 2.940.000, à vista. Depósito no Banco do Brasil em nome de Pope Rei Au-
ditoria S.C. de $ 2.250.000 (Capital).
2. Reinaldo comprou alguns gramas de ouro por $ 180.000, os quais ele depositou em cofre de 
aluguel em seu nome.
3. Comprou um terreno com pequeno prédio para instalar o seu escritório. O total do custo 
foi de $ 2.700.000, dos quais ele pagou $ 1.500.000 com um cheque da conta do Banco do 
Brasil. Reinaldo assumiu uma promissória pagável em cinco anos ou menos, porém sujeita à 
variação monetária, de acordo com a Ufir. O contador do antigo proprietário informou que o 
imóvel teve uma valorização comprovada pelo avaliador da Prefeitura na base de 50%.
4. Comprou equipamento de escritório no montante de $ 156.000, à vista (cheque do Banco doBrasil).
5. Transferiu sua biblioteca pessoal para o escritório com o objetivo de torná-la Ativo Perma-
nente da firma. A biblioteca, avaliada a preço de mercado, foi considerada pelo valor de 
$ 225.000.
6. Contactou com um candidato recém-formado e o contratou como assistente para iniciar em 
1º-10-X1 com o salário mensal de $ 30.000.
7. Reinaldo comprou uma motocicleta usada por $ 240.000, à vista. Para isso, utilizou cheque 
pessoal. Ele planejava, além de ir ao trabalho, fazer seus passeios de fim de semana com ela. 
8. Devolveu uma cadeira defeituosa, que era parte da compra do dia 4, mediante um crédito 
em conta-corrente no valor de $ 6.300. Recebeu outra cadeira em substituição no valor de 
$ 5.550 e uma devolução em dinheiro no montante de $ 750 para encerrar a Conta-Corrente.
9. No domingo, Reinaldo visitou um amigo que foi contratado para trabalhar no Projeto Jari 
e que queria se desfazer de alguns computadores. Ele aproveitou a oportunidade e adquiriu 
um equipamento no valor de $ 30.000 por apenas $ 18.000. Usou um cheque pessoal para 
efetuar o pagamento.
10. Reinaldo levou para o escritório o material adquirido na véspera.
Pede-se:
a) Relacione os eventos de natureza particular e que não afetam a empresa.
b) Faça um Balanço da Pope Rei de Auditoria S.C. em 09-09-X1, sem se esquecer do Prin-
cípio da Entidade.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Cia. Curió
A Cia. Curió é constituída em 16-11-X6 para prestar serviços de assessoria contábil. Por 
meio de Balanços Patrimoniais sucessivos, registraremos as operações que ela realiza desde 16-
11-X6 até o final de seu primeiro exercício social, em 30-11-X6.
O quadro seguinte servirá para registro, em colunas. Numa delas, duas operações serão re-
gistradas ao mesmo tempo.
 � Em 16-11-X6, é constituída a Cia. Curió com um Capital Social de $ 7.000 totalmente 
integralizado com $ 2.700 em moeda corrente, $ 3.000 em Móveis e Utensílios (para uso 
próprio) e $ 1.300 em Material de Expediente.
 � Em 18-11-X6, a Cia. Curió acaba de prestar serviços a um cliente e cobra $ 5.000 por eles. 
O cliente paga $ 2.000 no ato e fica devendo o restante.
 � Em 21-11-X6, os sócios da Cia. Curió resolvem aumentar o Capital Social da empresa 
em $ 1.500 e integralizam o aumento no ato com $ 1.000 em dinheiro e $ 500 em Móveis 
e Utensílios.
 CAP. 9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis | e-97
 � Em 24-11-X6, a Cia. Curió presta outros serviços a outros clientes cobrando $ 3.800 por 
eles e recebendo somente a metade no ato.
 � Em 26-11-X6, ocorre novo aumento de Capital Social em $ 500, integralizado no ato com 
Material de Expediente.
 � Em 28-11-X6, a Cia. Curió reconhece que seus empregados fizeram jus a $ 2.300 de salá-
rios. Paga a metade no ato e fica devendo o restante.
 � Em 29-11-X6, a Cia. Curió paga $ 40 para uma firma que reproduziu em xerox alguns de 
seus trabalhos. Na mesma data, a Cia. verifica que o material de Expediente existente em 
estoque vale $ 340.
 � Em 30-11-X6, a Cia. Curió destina 30% do lucro para dividendos (que não são pagos 
no ato).
RESPONDA
A diferença entre o Patrimônio Líquido de 30-11-X6 (o último!) e o Patrimônio Líquido de 
16-11-X6 conduz ao valor do lucro de tal período? Justifique.
BALANÇOS SUCESSIVOS
16/ 
nov./
X6
18/ 
nov./
X6
21/ 
nov./
X6
24/ 
nov./
X6
26/ 
nov./
X6
28/ 
nov./
X6
29/ 
nov./
X6
30/ 
nov./
X6
30/ 
nov./
X6
ATIVO
Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Clientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Material Expediente . . . . . . . . . .
Móveis e Utensílios . . . . . . . . . . . –0–
TOTAL DO ATIVO
PASSIVO
Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . .
Dividendos a Pagar . . . . . . . . . . .
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social . . . . . . . . . . . . . .
Lucros Acumulados . . . . . . . . . .
Receita de Serviços . . . . . . . . . .
Despesa Operacional . . . . . . . . .
Mat. Expediente Consumido . . . . .
Despesa com pessoal . . . . . .
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
–0–
TOTAL PASSIVO + PATR. LÍQUIDO
Observe que:
 � As receitas aumentam o Patrimônio Líquido decorre de uma receita.
 � Nem todo aumento do Patrimônio Líquido.
 � As despesas reduzem o Patrimônio Líquido.
 � Nem toda redução do Patrimônio Líquido decorre de uma despesa.
2. Cia. Boa Prática
Lance em Razonetes, debitando e creditando, as seguintes operações (antes, faça os balanços 
sucessivos):
1. Constituição da empresa Boa Prática com um Capital de $ 180.000 totalmente depositado 
na conta Bancos (Banco X).
2. Aquisição de Estoque no valor de $ 68.000, a prazo, constituindo uma dívida com Fornece-
dores.
3. Aquisição de um Veículo (caminhão) com um Financiamento a Longo Prazo de $ 99.000.
4. Compra de Móveis e Utensílios à vista com cheque do Banco X no valor de $ 70.000.
Após os lançamentos, monte o Balanço Patrimonial.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Quais são as utilidades do Balancete de Verificação?
2. O contador da empresa Flora Brasília S.A., no momento de efetuar um lançamento refe-
rente ao pagamento de $ 868.420, registra $ 886.420. Esse erro de inversão de algarismos 
afetou apenas a Conta Caixa. O Balancete de Verificação detectará esse erro? Se sim, como?
3. O Sr. Léo Coimbra, técnico em Contabilidade, recém-formado pelo Colégio “O Contador 
de Ouro”, no seu primeiro dia de trabalho, no Banco dos Estagiários, lança um depósito 
de $ 940.358 por $ 94.035,80. O gerente da Contabilidade, antes de iniciar o expediente, 
no dia seguinte, chama o Sr. Léo em sua mesa e diz: “O senhor cometeu um erro de casa 
decimal. Em vez de o senhor lançar $ 940.358, lançou $ 94.035,80 em uma única conta. Foi 
fácil pegar o seu erro, eu apenas dividi a diferença da coluna do débito com o crédito por 9”.
Como poderia o gerente da Contabilidade, logo no dia seguinte, descobrir tal erro? 
Essa regra de dividir por 9 é correta? Verifique por meio de outros exemplos.
4. Carlos Tramóia, após o levantamento de um único Balancete no final do ano, descobre 
um erro. Após conferir os totais do Balancete, somando novamente as colunas, e rever os 
cálculos dos Saldos, ele inicia uma análise de todos os lançamentos, passo a passo, desde o 
início do ano (janeiro).
Sabendo que a Diretoria da empresa deseja o Balancete para o dia seguinte, qual a 
crítica que poderíamos fazer ao Sr. Carlos Tramóia?
5. A diferença entre o total de soma (débito e crédito) no Balancete de Verificação da Cia. 
Otaviano de Lençóis é de $ 10.000. O chefe da Contabilidade, com bastante autoridade, diz 
ao seu assessor: “É erro de soma! Some outra vez.”.
Que base teria o chefe da Contabilidade para afirmar isso tão categoricamente?
6. O contador da Cia. K-Gal-Auto debitou $ 900 mil de Caixa e creditou Contas a Pagar pelo 
mesmo valor. Na verdade, ele inverteu o lançamento: deveria creditar o Caixa e debitar 
Contas a Pagar.
Que auxílio o Balancete dará na identificação desse erro?
7. O total do débito do balancete da Ardida Ltda. é de $ 280.925.360; o total do crédito é de 
$ 280.029.160. Em poucos segundos, seu experiente contador constata que foi lançado um 
crédito de $ 448.100 erroneamente no débito.
Qual é o caminho que o contador tomou para chegar a essa conclusão tão rapidamente?
8. Indique qual dos erros, a seguir relacionados, causaria diferenças no Balancete de Verifi-
cação.
Balancete – Apuração 
de Resultado e 
Levantamento do Balanço 
(Aspectos Contábeis)
 CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-99
 − Uma compra de mercadoria em que o contador lança $ 469.800 a débito e $ 496.800 a 
crédito.
 − Debita $ 800.000 de Capital e credita $ 800.000 de Caixa. O lançamento deveria ser ao 
contrário: debita Caixa e credita Capital.
 − Lança duas vezes, a débito, $ 96.800 na compra de Material de Escritório. Deveria credi-
tar o Caixa uma vez.
 − Numa folha de pagamento, foram lançados $ 2.000.000 a crédito de Caixa e $ 200.000 
em Despesascom Salários.
 − Houve um esquecimento: não se debitou Caixa nem se creditou Duplicatas a Receber 
pelo recebimento de Duplicatas. O valor do recebimento foi de $ 1.221.400.
9. O que se entende por um Balancete mais “sofisticado”?
10. Apure os saldos dos razonetes a seguir e verifique se os lançamentos estão corretos até o 
momento.
Caixa Duplicatas a Receber Prêmio de Seguro
2.000 3.000 16.920 1.190
6.000 1.000
500
500
Caixa Aluguel a Pagar Salários a Pagar
2.900 51 265
Capital Receita de Serviços Despesas de Salário
10.000 8.320 800
4.000
1.184
Despesas de Propaganda Despesa Depreciação Depreciação Acumulada
200 290 580
e-100 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
11. Cia. Maria Stuart (Serviços de Limpeza de Pele).
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO – Em 31-12-X8
Contas
Saldo
Devedor Credor
Bancos c/ Movimento
Duplicatas a Receber
Terrenos (Imobilizado)
Contas a Pagar
Capital
Lucros Acumulados
Despesas Diversas
Receita
Custo de Serviços Prestados
965.400
280.000
900.000
_______________
_______________
_______________
427.300
_______________
427.300
__________________
__________________
__________________
100.000
1.000.000
500.000
__________________
1.400.000
TOTAL 3.000.000 3.000.000
Sabendo que não há ajustes a serem realizados, apure o resultado da Cia. Maria Stuart e es-
truture a DRE e o Balanço Patrimonial.
12. Partindo dos saldos do Balancete de Verificação do exercício anterior,*1 estruture a DRE e o 
BP em 31-12-X8, sabendo que a empresa realizou as seguintes operações antes do encerra-
mento do período:
a) Pagou suas Contas a Pagar.
b) Adquiriu, à vista, mais $ 800.000 de terrenos.
c) Teve mais $ 600.000 de Receita à vista em dezembro de X8.
d) Pagou $ 345.400 de gastos, sendo uma metade relativa a Custos de Serviços e a outra 
metade, a Despesas Diversas.
13. Saldos no final do Exercício da Cia. Toriba Comércio de Lã.
Em 31-12-X8
Caixa 1.800.000
Duplicatas a Receber 2.200.000
Estoque 4.000.000
Material de Escritório 500.000
Prédio 10.000.000
Fornecedores 1.000.000
Contas a Pagar 800.000
Capital 10.000.000
Lucros Acumulados 2.600.000
Depreciação Acumulada 800.000
CMV 12.000.000
Despesa Administrativa 1.000.000
Despesa de Vendas 1.850.000
Despesas Financeiras 250.000
Receita do Exercício 18.400.000
Após preparar o Balancete de Verificação, faça os ajustes baseando-se nas seguintes informações:
* Não considere a apuração do lucro do exercício anterior.
 CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-101
a) Havia, no final do período (31-12-X8), um saldo de $ 200.000 de Material de Escritório 
em Estoque.
b) A depreciação de prédios é à base de 4% ao ano.
c) A empresa não contabilizou a Despesa de Salários, do mês de dezembro de X8, do pessoal 
administrativo, que será paga (Salários a Pagar) até o dia 10-01-X9, totalizando $ 300.000.
d) A provisão para Imposto de Renda será calculada à base de 15% sobre o Lucro encontra-
do pela Contabilidade.
Faça um novo Balancete de Verificação após os ajustes e encerre as contas de Resultados 
(Receita e Despesa), contabilizando o resultado. Em seguida, estruture a DRE e o BP.
14. A Cia. Desajeitada apresentou um prejuízo de $ 2.958.400 em 2003. Contabilize esse resulta-
do e indique o grupo de contas que será classificado.
15. O caso da Cia. Turbulência
O Sr. Turbo Calmo, contador da Cia. Turbulência, apresentou, na última reunião de direto-
ria, o Balancete que servirá de base para a preparação da Demonstração do Resultado do Exercí-
cio e do Balanço Patrimonial.
“Este Balancete”, diz o contador, “é a última oportunidade de mexermos no lucro, por isso eu 
convoquei a diretoria para esta reunião extraordinária”.
BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31-12-X5
Itens
Saldos
Devedor Credor
Caixa
Duplicatas a Receber
Material de Escritório
Seguro pago antecipadamente
Equipamentos
Títulos a Pagar
Contas a Pagar
Capital
Vendas
Despesa de Salário
Honorários da Diretoria
Despesa de Aluguel
Despesa de Propaganda
Despesa de Luz, Água...
4.980
4.880
2.630
348
15.720
___________ 
___________ 
___________ 
___________ 
4.200
900
1.100
44
194
___________
___________
___________
___________
___________ 
2.600
1.440
12.260
19.200
___________
___________
___________
___________
___________
TOTAL 34.996 35.500
Após o exame do Balancete de Verificação, o Sr. Turbo Hélio, Diretor-Presidente, faz as se-
guintes observações:
“Sr. Turbo Calmo, em primeiro lugar, o Balancete que o senhor está apresentando está 
em desigualdade. Com base em meus parcos conhecimentos em Contabilidade, sei que os 
saldos credores serão iguais aos devedores.
Em segundo lugar, o senhor não contabilizou os nossos honorários de $ 4.000, sacados 
em 30-12-X5 com o objetivo de reduzir o lucro e, consequentemente, os dividendos a serem 
pagos para os demais acionistas.
Não está escriturado o empréstimo que a empresa concedeu ao meu filho, Turbo Jú-
nior, no valor de $ 504, mas por esse empréstimo foi dada baixa no Caixa.
Por fim, você não realizou os ajustes necessários: o Seguro Pago Antecipadamente re-
fere-se a 10 meses de utilização; não há mais Material de Escritório em Estoque (foi todo 
e-102 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
consumido); e a Depreciação de Equipamentos é de 10% ao ano, conforme estudos dos 
nossos turboengenheiros.”
Vamos ajudar o Sr. Turbo Calmo a elaborar o novo Balancete.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Contabilização e revisão
A. Contabilize em razonetes as operações a seguir.
a) Constituição de uma empresa, Cia. Teixeira, com Capital de $ 100.000 depositado em 
bancos.
b) Aquisição de Móveis e Utensílios à vista: 20.000.
c) Aquisição de Estoque a prazo: 30.000.
d) Venda de Serviço a prazo: 60.000.
e) Pagamento de Despesa Administrativa: 25.000.
CAPITAL BANCOS MÓV. UTENSÍLIOS
ESTOQUE FORNECEDORES RECEITA
DUPL. A RECEBER DEP. ADMINISTRATIVA
B. Levante o Balancete de Verificação.
CONTAS DÉBITO CRÉDITO
TOTAL
C. Apure o Lucro do Exercício.
 CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-103
 Receita 
(–) Despesa ( )
 Lucro 
D. Elabore o Balanço Patrimonial.
ATIVO PASSIVO
Circulante
- - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - -
Total Circulante
Não Circulante
Imobilizado
- - - - - - - - - - - -
Total de NC
- - - - - -
- - - - - -
- - - - - -
- - - - - -
- - - - - -
Circulante
- - - - - - - - - - - - - -
Patrimônio Líquido
- - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - -
Total do PL
- - - - - -
- - - - - -
- - - - - -
- - - - - -
TOTAL - - - - - - TOTAL - - - - - -
2. Apresente um Balanço Patrimonial preenchendo todas as linhas pontilhadas com contas e 
números aleatórios.
ATIVO PASSIVO
Circulante 31-12-X4 Circulante 31-12-X4
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Total do Circulante . . . . . . . Total do Circulante . . . . . . .
Não Circulante
Não Circulante . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Investimentos . . . . . . . Total do Não Circulante . . . . . . .
Imobilizado . . . . . . . Patrimônio Líquido
(–) Deprec. Acumulada (. . . .) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Intangível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Total do Não Circulante . . . . . . . Total do Patr. Líq. . . . . . . .
Total/Ativo Total P + PL . . . . . . .
3. Faça todos os lançamentos contábeis (razonetes) utilizando os dados da Cia. Piancó (Exer-
cício 2 de Análise Financeira, no Capítulo 8 deste livro). Primeiramente, abra em Razonetes 
todos os saldos de 31-12-X8 da Cia. Piancó. Depois, execute nos Razonetes os lançamentos 
referentes às operações de 20X9. Em seguida, faça um Balancete e os lançamentos de encer-
ramento, apurando os resultados.
4. O RestauranteCanja Panamericana S.A. apresentava o seguinte Balancete em 31-12-X8:
e-104 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Caixa 900.000 Fornecedor 800.000
Estoque 700.000 Empréstimos Pg. 200.000
Duplicatas a Receber 500.000 Capital 6.000.000
Móveis e Utensílios 600.000 Res. Lucro 500.000
Terrenos 2.300.000 Res. Capital 600.000
Veículos 3.100.000
Total 8.100.000 Total 8.100.000
Com os dados do Exercício 11 do Capítulo 9, faça os lançamentos contábeis (Razonetes) das 
letras a a J. Abra a Conta Terrenos em subcontas conforme as letras F a i.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Quais são as vantagens oferecidas pelo uso de Diários Auxiliares?
2. A empresa Crescente S.A. efetua vendas a prazo que atingem a média de 800 faturas por 
mês. Ela usa apenas um Diário Geral, que está ficando sobrecarregado, e o atraso está au-
mentando de um mês para o outro. Qual o desdobramento que pode ser feito, além de usar 
um Diário Auxiliar de Vendas?
3. Explique como será retificado o seguinte erro efetuado no Diário Geral da empresa Cres-
cente S.A.: o valor de Vendas lançado foi de $ 1.000.000, e não de $ 10.000.000, que seria o 
correto. Houve o crédito de Vendas e o débito de Duplicatas a Receber.
4. Qual é a principal vantagem na adoção de processamento eletrônico de dados na Contabi-
lidade de uma firma?
5. Em que área da Contabilidade o processamento eletrônico de dados tem demonstrado 
melhor aplicação?
6. A empresa Crescente S.A. adotou os seguintes Diários Subsidiários (Auxiliares):
6.1 Pagamentos.
6.2 Recebimentos.
6.3 Vendas.
6.4 Compras.
Indique em quais Diários serão registradas as seguintes operações:
a) Lançamento de ajuste correspondente ao registro de Depreciação.
b) Compra de Mercadorias a prazo.
c) Compra de Imobilizado à vista.
d) Devolução de vendas de um cliente para crédito em conta.
e) Pagamento de Imposto Predial.
f) Compra, a prazo, de computador.
g) Venda de mercadorias a prazo.
h) Venda de mercadorias à vista.
i) Restituição a um cliente que devolveu Mercadorias.
j) Devolução de compras a um Fornecedor para crédito em conta.
7. Faça uma comparação entre Livro Diário e Livro Razão, envolvendo todos os aspectos 
possíveis.
8. O Sistema de Contabilidade adotado pela empresa Lume Boni Ltda. inclui, além do Diário 
Geral, quatro Diários Subsidiários (Auxiliares), ou seja: 1. Recebimento; 2. Pagamentos; 
Escrituração 
(Livros Contábeis e 
Sistemas Contábeis)
11
e-106 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
3. Vendas; e 4. Compras. Em 31 de janeiro de X1, no Razão Geral correspondente ao Diário 
Geral, os saldos das seguintes contas eram: Fornecedores ($ 98.000); e Clientes ($ 260.000). 
Durante o mês de fevereiro, o Diário Subsidiário de Vendas* registrou operações que totali-
zaram a importância de $ 96.000; o Diário Subsidiário de Compras*2totalizou o montante de 
$ 56.000; no Diário de Recebimentos, a parte correspondente a clientes somou a quantia de 
$ 76.800; e no Diário de Pagamentos, a parte correspondente a Fornecedores mostrou o total 
de $ 67.200.
Pede-se:
a) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os rece-
bimentos de clientes no montante de $ 76.800 durante o mês de fevereiro?
b) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os 
$ 96.000 de Vendas?
c) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os 
$ 56.000 de Compras?
d) Quais lançamentos devem ser feitos com base na informação de $ 67.200 de pagamentos 
a fornecedores?
e) Quais os saldos das contas de Fornecedores e Clientes no Razão Geral após os lançamen-
tos apresentados?
9. A empresa de instrumentos de precisão Cia. Capixaba adota um Diário Subsidiário de Rece-
bimentos, um de Pagamentos, um de Vendas, um de Compras e o Diário Geral.
a) Em qual dos cinco diários você espera encontrar o menor número de registros-transações?
b) No fim do período contábil, o total das vendas deve ser lançado em qual Diário e em qual 
conta (ou contas)? É um Débito ou um Crédito?
c) No fim do período contábil, o total das compras deve ser lançado em qual Diário e em 
qual conta (ou contas)? Com o Débito ou com o Crédito?
d) Em quais dos cinco Diários são feitos os ajustes ou fechamentos dos lançamentos?
10. A empresa Bicrescente S.A. permitiu a retirada do seguinte extrato do seu Diário Subsidiário 
de Vendas:
Crescente Diário Auxiliar de Vendas a Prazo
Data Cliente Debitado Fatura No Vencimento Valor
07 ago. Benedito Junqueira 583 30-09-X1 85.200.000
09 ago. Carlos O. Reichembach 584 30-09-X1 93.300.000
12 ago. Cia. Ypiranga de Revistas 585 30-09-X1 43.200.000
20 ago. Cia. Capixaba 586 30-09-X1 82.100.000
30 ago. Lume Boni Ltda. 587 30-09-X1 15.800.000
319.600.000
Os lançamentos no Diário Geral incluíam, referente à devolução de vendas de um cliente, o 
que segue:
* A prazo.
 CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-107
Agosto 18 Devoluções de Vendas 800.000
Contas a Receber
Cia. Ypiranga de Revistas conta de Crédito ref.
800.000
devolução de uma venda em 12-08-X1
a) Prepare um Razão Analítico para Contas a Receber mediante abertura de contas T para 
cada um dos cinco clientes listados no Diário Auxiliar de Vendas. Registre os lançamen-
tos nos razonetes individuais. Com base no Diário Geral, registre o crédito da Cia. Ypi-
ranga de Revistas.
b) Prepare o Razão Sintético na forma de razonetes para as seguintes contas: Contas a Rece-
ber, Vendas e Devoluções de Vendas. Faça os lançamentos com as devidas referências ao 
Diário de Vendas e ao Diário Geral.
11. A empresa Tricrescente S.A. recebeu um cheque em 15-09-X1 da Cia. Capixaba no valor de 
$ 81.000.000 para liquidação antecipada da duplicata no 586, no valor de $ 82.100.000, vencí-
vel em 30-09-X1. O auxiliar que elaborou o Diário Subsidiário de Recebimentos registrou o 
recebimento de $ 81.000.000 a crédito de Contas a Receber – Cia. Capixaba, e não registrou 
nada em Descontos Concedidos. Que erros esse procedimento provocou? Qual o lançamen-
to que deve ser feito para corrigir? Em quais Diários? Em quais Razões?
12. A Cia. Capixaba adotou a computação eletrônica para processar em Bureau de Prestação de 
Serviços de Computação (cujo nome é Dama S.C.) o seu Diário de Vendas e o Razão de Con-
tas a Receber. Cada dia o departamento de Contabilidade prepara um controle de total de 
Vendas, anexa as cópias das duplicatas e envia para a Dama, para o processamento. Os dados 
referentes às vendas são registrados no computador, bem como os dados de cada duplicata, 
e o computador calcula o valor total das duplicatas, bem como a quantidade de duplicatas 
processadas.
O computador elabora o Diário Subsidiário de Vendas e efetua os lançamentos nas con-
tas do Razão de Contas a Receber, cujos saldos são conservados nas bandas magnéticas das 
fichas, e emite uma fita magnética para estatísticas posteriores, semestrais e anuais. Uma 
cópia do Diário Subsidiário de Vendas é enviada para o Departamento de Contabilidade 
diariamente. Qualquer discrepância, o computador indica em uma folha especial de erros 
e divergências. Quais procedimentos de controle detectarão primeiro cada um dos erros 
independentes a seguir?
a) Uma duplicata no valor de $ 8.300.000 foi registrada acidentalmente por $ 83.000.000.
b) Uma cópia de duplicata foi perdida no transporte da Capixaba até a Dama.
c) Vários cartões perfurados foram extraviados antes de serem processados na Dama.
13. O sistema de contabilidade usado pela Oliveira & Reichembach, uma pequena firma do ramo 
de composições gráficas em minicomputador Computer Type, inclui um Diário Geral com 
duas colunas e quatro Diários Subsidiários. Os quatro Diários Subsidiários são:
13.1 Diário Subsidiário de Vendas com uma coluna.
13.2 Diário Subsidiário de Compras com uma coluna.
13.3 Diário Subsidiário de Recebimentos com seis colunas.
13.4 Diário Subsidiário de Pagamentos com seis colunas.
A Oliveira & Reichembach mantém um RazãoSintético, um Razão Analítico para Contas a 
Receber e um Razão Analítico de Contas a Pagar. Todos os Razões têm três colunas que facilitam 
a obtenção do saldo.
Em 30/04, o Razão Analítico para Contas a Receber consistia nas seguintes páginas:
e-108 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Cliente: Associação dos Publicitários S.A.
Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo
03/abr./XX
09/abr./XX
21/abr./XX
V4
V4
R2
1.400.000
2.600.000
2.400.000
1.400.000
4.000.000
1.600.000
Cliente: Novidades Semanais – Publicações e Revistas Ltda.
Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo
31/mar./XX
08/abr./XX
08/abr./XX
28/abr./XX
Saldo Anterior
R1
G1
R2
8.000.000
1.600.000
3.360.000
12.960.000
4.960.000
3.360.000
–
Cliente: Gráfica Wagcor Ltda.
Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo
31/mar./XX
10/abr./XX
11/abr./XX
30/abr./XX
Saldo Anterior
G1
V4
R2 5.000.000
2.000.000
6.400.000
8.800.000
6.800.000
11.800.000
5.400.000
Cliente: S.A. de Comunicações Impressas
Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo
04/abr./XX
29/abr./XX
29/abr./XX
V4
V4
R2
17.600.000
4.800.000
17.600.000
17.600.000
22.400.000
4.800.000
As referências codificadas significam o seguinte: 
V – Diário Subsidiário de Vendas.
C – Diário Subsidiário de Compras.
R – Diário Subsidiário de Recebimentos. 
P – Diário Subsidiário de Pagamentos. 
G – Diário Geral.
Observação: o número que acompanha a letra corresponde à página do Livro Diário.
Instruções: você deverá fazer os lançamentos de apropriação no Razão Sintético dos valores 
relativos a Contas a Receber, para o mês de abril, e a apuração do saldo de cada conta, após cada 
lançamento. Somente um lançamento é requerido para todas as vendas do mês. Faça o Razão 
com três colunas e utilize a codificação da referência apresentada.
14. Casa J. Noel S.A. tem um Plano de Contas que inclui as seguintes contas, entre outras:
1.1 Caixa.
1.6 Material de Escritório.
1.20 Terrenos.
1.21 Edifícios.
2.1 Contas a Pagar.
2.3 Títulos a Pagar.
3.1 Compras.
3.3 Devolução de Compras.
 CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-109
3.5 Descontos nas Compras.
3.8 Despesas de Salários.
As operações de dezembro referentes às mercadorias para revender e Contas a Pagar estão 
relacionadas a seguir.
Em $ mil
Dia
2 Aquisição de Mercadorias: Ind. Paulista Ltda. pagável em 60 dias 7.800
3 Compra de Mercadorias da Fábrica de Doces Gama S.A. em 60 dias 25.200
4 Devolução para a Ind. Paulista de mercadoria defeituosa no valor de 2.400
5 Recebimento de Mercadorias da Pepone S.A. Ind. Alimentícia para pagamento 
em 30 dias
17.100
8 Aquisição de Mercadorias de João Azevedo & Cia. Ltda. em 30 dias c/ 2% ou 60 dd. 
líquido
20.400
9 Aquisição de Mercadorias da Cia. Ferreira em 30 dias c/ 2% ou 60 dd. líquido 24.900
10 Emissão de cheque para pagamento à Ind. Paulista da compra de 2 de dezembro 
diminuída da devolução de 4 de dezembro, tendo sido obtido o desconto de $ 300
5.100
11 Emissão de cheque para pagamento à Fábrica de Doces Gama S.A. da compra de 
3 de dezembro; foi obtido o desconto de $ 1.500
23.700
18 Emissão de cheque para pagamento à Cia. Ferreira da duplicata de 09-12-XX, 
tendo sido obtido um desconto de $ 1.300
23.600
20 Aquisição de mercadoria à vista 900
21 Emissão de cheque para pagamento do sinal na aquisição de terreno por $ 54.000, 
contido num prédio no valor de $ 120.000, para expansão dos negócios. Deduzida 
a parte do sinal, aceitou uma promissória pelo saldo de $ 144.000. O terreno e o 
prédio foram adquiridos de J. Passarini, a quem foi entregue o cheque nominal de
30.000
23 Aquisição de mercadoria à vista 750
26 Aquisição de mercadoria da Cia. de Tecidos Abrão em 30 dias 27.000
28 Pagou à vista por materiais de escritório 225
29 Aquisição de mercadoria à vista 1.575
31 Pagou os salários de dezembro 6.600
Pede-se:
a) Registre as transações nos Diários apropriados. Utilize um Diário Subsidiário de Com-
pras, um Diário Subsidiário de Pagamentos e um Diário Geral. Totalize e classifique os 
Diários Subsidiários. Faça todos os lançamentos que pertencem ao Razão Sintético e os 
lançamentos do Razão Analítico de Contas a Pagar.
b) Prepare uma relação das Contas a Pagar em 31 de dezembro para comprovar que o sal-
do do Razão Sintético de Contas a Pagar está coincidindo com o Diário Subsidiário de 
Contas a Pagar.
15. O caso da Campanha da Amabilidade
Amélia Amábile, proprietária da Mulher de Verdade S.A. Cia. de Roupas para Todos, 
bolou a Campanha da Amabilidade, recentemente iniciada, pelo reembolso postal. A 
principal oferta consiste em preços reduzidos e no uso da roupa escolhida pelos clientes 
e-110 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
cadastrados, por dez dias livremente. Findos os dez dias, o cliente poderá devolver a 
roupa sem qualquer pagamento ou, então, se desejar ficar com o artigo, deverá efetuar 
o pagamento total da compra. A nova campanha causou tal movimento que, apesar das 
devoluções, aparentava ser rentável para a companhia.
O sistema de contabilidade da Mulher de Verdade S.A. incluía um Diário Subsidiário 
de Vendas, um de Compras, um de Recebimentos, outro de Pagamentos e um Diário Geral. 
O controle interno exigia o procedimento da conferência de qualquer lançamento do Diário 
Geral por um auxiliar de contabilidade antes da transcrição para o Razão Sintético.
Desde que a Campanha da Amabilidade iniciou, centenas de lançamentos de devoluções 
de vendas têm sido registrados semanalmente no Diário Geral. Cada um desses lançamentos 
tem sido revisado e transcrito por um funcionário da Contabilidade. A transcrição tem sido 
feita para a ficha de Razão de Devoluções e Abatimentos, de Contas a Receber do Razão Ge-
ral e na conta de cada um dos clientes no Razão Analítico de clientes.
Já que as devoluções de vendas são tão numerosas e repetitivas, foi sugerida a criação de 
um Diário Subsidiário para Devoluções e Abatimentos, a fim de racionalizar o trabalho. Isso 
iria não só reduzir o tempo de trabalho de lançamento no Diário Geral, no Razão Sintético, 
mas também reduzir o tempo de revisão individual de cada um dos repetitivos lançamentos 
de devolução.
a) Quantos lançamentos são feitos no Diário Geral para registrar uma única devolução de 
Vendas? E quantas são as transcrições para o Razão Sintético? E para o Razão de Contas 
a Receber? São esses lançamentos os mesmos de cada vez?
b) Explique por que é possível registrar as devoluções de vendas em um Diário Subsidiário. 
Explique em detalhe quantas colunas para valores deve ter o Diário Subsidiário, quais 
os lançamentos que devem ser feitos nos Razões Analíticos no momento da transação e 
quais os que devem ser feitos no fim do período.
c) Considere que são 3 mil devoluções durante o mês. Quantos são os lançamentos se for 
usado o Diário Geral? Quantos são os lançamentos se for criado o Diário Subsidiário 
descrito em “b”? Considere que o período contábil é de um mês.
d) Considere que um lançamento no Diário Geral leva 40 segundos para ser feito e que no 
Diário Subsidiário ele pode ser feito em 15 segundos. Considere também que cada lan-
çamento no Diário Geral exige um trabalho extra de revisão que leva 20 segundos e um 
de transcrição para o Razão de mais de 20 segundos. O mesmo funcionário estima que 
todas as devoluções de vendas lançadas no Diário Subsidiário, a ser criado, levarão 10 
minutos para serem revisadas. Quanto tempo, expresso em horas, minutos e segundos, 
será necessário para lançar no Diário, revisar e transcrever para o Razão os 3 mil lança-
mentos, considerando as configurações a seguir?
1. Sem Diário Subsidiário de Devoluções.
2. Com Diário Subsidiário de Devoluções.
Quanto será o tempo economizado pelo uso do Diário Subsidiário de Devoluções?
e) Se a estimativa de custo para criar um Diário Subsidiário de Devoluções e de treinamento 
do pessoal envolvido nesse trabalho é de $ 80.000, você recomendaria a adoção desse 
Diário? Apresente argumentos para apoiar a sua decisão;considere que o custo do traba-
lho para operar esse sistema será de $ 800 por hora, em média.
 CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-111
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
** Admita que não há exclusão nem inclusão e a alíquota é a normal, 15%.
CIA. TREVISÃO
1. Admita que a Cia. Trevisão (capital fechado) tenha as seguintes contas em 31-12-X7:
ATIVO PASSIVO
Circulante Circulante
Caixa 
Estoque
Não Circulante
Terrenos
1.000
2.000
5.000
Contas a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reserva de Capital 
2.000
4.000
2.000
TOTAL 8.000 TOTAL 8.000
No mês de janeiro de X8, em $ milhões, houve as seguintes operações:
a) Vendeu metade do estoque por $ 3.000, a prazo (não considere imposto sobre venda).
b) Teve $ 800 de despesas operacionais, sendo metade à vista.
c) A empresa tem como hábito fazer a Provisão para Devedores Duvidosos à base de 3%. 
Faz ainda a Provisão para Imposto de Renda.**3
d) Em 30-01-X8, contrai um financiamento a Longo Prazo de $ 4.000 e adquire veículos no 
total de $ 3.000.
e) Destaca Dividendos a Pagar no final do mês à base de 25% sobre o Lucro Líquido.
Elabore os lançamentos contábeis, apure resultado e apresente o BP e a DRE.
2. Cia. Piancó II
Faça os lançamentos nos livros Contábeis (Diário e Razão) utilizando os dados da Cia. 
Piancó (Exercício 2 de Análise Financeira, no Capítulo 8 deste livro, ou Exercício Suplemen-
tar 3, no Capítulo 10 deste livro).
Faça ainda, no Diário e Razão, os lançamentos de encerramento, apurando os resultados.
3. Restaurante Canja Panamericana S.A. II
Faça os lançamentos Contábeis no Diário e Razão desta empresa, considerando os dados 
do Exercício Suplementar 4 do Capítulo 10 e do Exercício 11 do Capítulo 9.
4. Cia. Teixeira II
Faça a contabilização nos livros Diário e Razão da Cia. Teixeira, cujos dados estão des-
critos no Exercício Suplementar 1 do Capítulo 10 deste livro.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
* Duplicatas a Receber.
1. Se uma companhia tem contas em três bancos diferentes, ela deve controlar cada uma 
individualmente? Explique como o controle interno pode ser fortalecido se for utilizada a 
regra: “Todos os recebimentos do dia devem ser depositados em banco, e todos os paga-
mentos devem ser feitos em cheque”.
2. Relacione três controles internos, relativos a Disponibilidades, viáveis mesmo em empresas 
de pequeno porte, onde seja escassa a divisão de funções.
3. João Cruzes, um abalizado empregado da Cia. de Sinais de Trânsito e Controles Inter-
nos Abalados, ficou em sérias dificuldades econômico-financeiras, e bolou um plano para 
subtrair $ 500.000 da Cia. e encobrir o desfalque. Cruzes retirou $ 500.000, em dinheiro, 
da Caixa Registradora. Essa quantia representava o montante dos recebimentos de caixa 
dos últimos três dias desde o último depósito bancário. Cruzes retirou do movimento de 
cobrança externa cheques no montante de $ 500.000. Esses cheques foram emitidos pelo 
cliente Lauro Grande, para pagamento final da conta dele. Cruzes não registrou o paga-
mento de Lauro Grande, mas depositou os cheques na conta da Cia. Sinais de Trânsito e 
Controles Internos Abalados, efetuando assim uma troca pelos $ 500.000 que havia desfal-
cado. Para evitar a cobrança e protesto indevido contra Lauro Grande, Cruzes emitiu uma 
papeleta de devolução de mercadorias, debitando Devoluções e Abatimentos e creditando 
Lauro Grande em Contas a Receber,*
4 e efetuou os lançamentos na Contabilidade.
a) Os procedimentos efetuados por Cruzes provocaram alguma diferença na Contabili-
dade? E nos controles internos? E no Balanço Patrimonial? E na DRE?
b) Aparentemente, existem diversos pontos fracos nos Controles Internos da Cia. Indique 
quais as providências necessárias para corrigir os pontos fracos.
4. A ABC determinou que sua Provisão para Devedores Duvidosos deveria ser de $ 660.000. 
Forneça os elementos que sustentam essa decisão.
5. Ao fazer a Provisão para Devedores Duvidosos, uma empresa pode usar:
a) Critérios tradicionais; ou
b) Critérios próprios. 
No caso de usar critérios próprios, e o montante exceder ao calculado de acordo com 
os critérios legais, o que deverá ser feito?
6. A firma ABC apresentava a seguinte posição nas contas de “Clientes” e “Provisão para 
Devedores Duvidosos”, respectivamente: $ 3.000.000 e $ 90.000; e decidiu registrar a perda 
Ativo Circulante e 
Realizável a Longo Prazo
 CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-113
de $ 20.000 com o seu cliente Ciro Coro. Qual é o efeito no Ativo Circulante, aumentou ou 
diminuiu? E qual é o efeito no lucro do período? Explique.
7. Prepare uma reconciliação bancária para a firma Adega Milagrosa Ltda. em 31-10-X2 a par-
tir das seguintes informações:
a) Os registros contábeis indicam o saldo de $ 70.185.000 e o extrato bancário na mesma 
data registra o saldo de $ 59.809.550, no Banco Palito.
b) Os recebimentos em dinheiro no montante de $ 13.660.000, registrados em 31-10-X2, 
foram depositados conforme comprovante fornecido pelo banco, mas não estavam cor-
respondidos no Extrato Bancário.
c) Os cheques pagos acusados pelo extrato incluíam um cheque roubado e que foi pago in-
devidamente, pelo Banco, após a sustação efetuada a tempo pela Adega Milagrosa Ltda., 
conforme correspondência protocolada. O valor desse cheque é de $ 2.205.000.
d) O extrato tinha em apenso dois avisos contendo as seguintes informações:
d.1) Um aviso de débito no valor de $ 32.500 por serviço de cobrança de cheques de 
outras praças.
d.2) Um aviso de débito no valor de $ 1.700.000 pela devolução de cheque de Ciro Coro 
por insuficiência de fundos.
e) Os cheques seguintes tinham sido emitidos pela Adega e não constavam no extrato:
no 588: 3.422.050; no 624: 2.110.000; e no 629: 1.690.000.
Notas:
1. O estilo da reconciliação deve ser o mesmo do exercício resolvido neste capítulo.
2. Sendo necessário, você deverá redigir também carta ao Banco solicitando as retificações 
que ele deverá fazer.
8. A firma CBC contratou um empréstimo com desconto antecipado dos encargos financeiros. 
O valor do empréstimo foi de $ 5.000.000. O prazo contratado foi de seis meses principiando 
em 1o-09-X1 e os encargos financeiros foram de $ 600.000. Você deve elaborar a tabela men-
sal de apropriação e indicar os lançamentos contábeis a serem feitos, no início do contrato e 
em cada apropriação.
9. A firma CBC contratou o aluguel de um armazém por três meses a partir de 20-11- X1 e 
pagou antecipadamente o aluguel de $ 840.000. Elabore a tabela mensal de apropriação e in-
dique os lançamentos contábeis a serem feitos desde a contratação até a última apropriação.
10. A firma CBC contratou uma apólice de seguro contra fogo por um ano. A cobertura é de 
$ 500.000.000 e o prêmio pago no ato é de $ 1.200.000. A data do início da vigência do seguro 
é a mesma do pagamento, ou seja, 18-8-X1. Elabore a tabela mensal de apropriação e indique 
os lançamentos a serem feitos desde a contratação até a última apropriação.
11. A firma CBC adquiriu Notas Fiscais Faturas para o seu consumo. Elas foram entregues em 
15-09-X1. A Nota Fiscal da gráfica continha os seguintes dados: quantidade 30.000 Notas 
Fiscais Faturas no valor total de $ 1.200.000. Os controles internos indicaram o seguinte 
consumo mensal: setembro: – 1.500; outubro: – 5.500; novembro: – 6.200; e dezembro: 4.900. 
Elabore a tabela mensal de apropriação e indique os lançamentos contábeis desde a aquisição 
até a apropriação de dezembro. Calcule o saldo e indique o grupo em que deverá figurar no 
Balanço Patrimonial. Justifique.
12. Quando se identificarem nos estoques itens danificados, obsoletos, estragados etc., em que é 
possível dar uma baixa direta desses itens? É viável constituir uma provisão para reconhecer 
tal perda?
13. A Lei das Sociedades por Ações define que os estoques de mercadorias fungíveis (produtos 
agrícolas, animais e extrativos) destinados à venda poderão ser avaliados pelo valor de mer-
cado, quando esse for o costume mercantil aceitopela técnica contábil.
e-114 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
O atual Regulamento do Imposto de Renda também refere-se ao assunto indicando que os 
estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos podem ser avaliados aos preços correntes de 
mercado, conforme as práticas usuais em cada tipo de atividade.
Normalmente, em uma economia inflacionária, o preço de mercado é maior que o preço de 
Custo. Dessa forma, para os itens referidos, avaliaremos o preço de mercado que for maior.
Observamos, no parágrafo anterior, que a afirmativa se contrapõe frontalmente ao Conser-
vadorismo. Comente essa situação adversa.
14. Diferencie a sociedade coligada da controlada.
15. O caso do “Golpe do Walter” no Ativo Circulante da Cia. Pegada Grande
O jovem Roberto Precoce assumiu a direção de uma empresa comercial quando completou 
21 anos de idade. A empresa opera com artigos de alta aceitação e lucratividade. A denominação 
da firma é Pegada Grande Atacadista de Calçados S.A. Roberto, logo de início, impôs seu ritmo 
de trabalho, rápido e dinâmico. Uma parte dos negócios da firma era feita a “dinheiro” e outra 
parte a crédito (a maior parte), e a mercadoria era entregue por caminhões próprios. Roberto 
não tinha conhecimento completo dos controles internos que eram praticados sob a supervisão 
de Walter Ganhadeiro, sobre todos os assuntos relativos às finanças e registros contábeis. Walter 
estava na firma havia muitos anos. Ele era responsável pelos registros contábeis e preparava as 
Demonstrações e Relatórios Contábeis, dos quais alguns serviam de base para que dois assisten-
tes decidissem sobre os depósitos bancários e emissão de cheques, bem como a elaboração de 
reconciliações bancárias.
A Demonstração de Resultado Mensal, apresentada regularmente por Walter, mostrava uma 
situação satisfatória de lucro líquido. Todavia, o montante de recursos disponíveis em bancos 
diminuiu nos 18 meses após a posse de Roberto na firma. Para melhorar a disponibilidade da 
firma, foi feito um empréstimo bancário e, poucos meses após, o empréstimo foi renovado com 
aumento.
Em 1o-04-X2, dois anos após a posse de Roberto na direção dos negócios, Walter, subita-
mente, desapareceu “sem deixar endereço”. Roberto logo foi assediado pelos fornecedores que 
reclamavam o não cumprimento de promessas de pagamentos feitas por Walter, que há vários 
meses estava se comprometendo a saldar em 1o-04-X2 todos os títulos vencidos e ainda não 
pagos. Do Banco, veio um telefonema notificando Roberto de que a conta da companhia estava 
descoberta e que, justamente agora, estavam sendo apresentados vários cheques para resgate.
Em tal emergência, Roberto entrou em contato com dois dos maiores clientes da firma, 
para os quais, recentemente, foram feitos grandes faturamentos, mas cujas duplicatas ainda 
não estavam vencidas. Roberto solicitou a antecipação dos pagamentos das duplicatas a ambos 
os clientes e eles responderam que já haviam atendido uma solicitação idêntica, feita por Wal-
ter, e que aquelas duplicatas já haviam sido pagas. Eles efetuaram os pagamentos com cheques 
e tinham obtido desconto financeiro pela antecipação. Esse desconto fora oferecido por Walter 
desde que o pagamento fosse feito 24 horas após a entrega. Para salvar a firma da insolvên-
cia, Roberto concordou em vender por preço baixo a metade de sua participação no Capital 
da Cia. A venda foi feita a Teófilo Piranha, que tem bastante experiência no ramo. Todavia, 
Teófilo exige o cargo de gerência da firma como condição para adquirir a metade das ações da 
companhia. Tal exigência é aceita. Roberto utiliza todo o dinheiro recebido para pagar todas 
as dívidas da companhia. Com mais calma, ele inicia uma investigação das irregularidades de 
Walter e constata o seguinte:
 − Os depósitos bancários eram bem menores do que os recebimentos em Caixa.
 − Numerosas vendas legítimas de mercadorias haviam sido trocadas por outras de clien-
tes fictícios. Quando Walter recebia das empresas verdadeiras, embolsava o dinheiro. 
O controle de Contas a Receber permanecia em aberto em nome dos clientes fictícios.
 CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-115
 − Mais de $ 90.000 mensais haviam sido desviados do “Fundo Fixo”, usando fraudulentos 
comprovantes de pequenas despesas. A maior parte das despesas refere-se a Material de 
Escritório.
 − Os inventários tinham sido registrados com quantias superavaliadas, com o objetivo de mos-
trar lucros inexistentes.
 − Walter, por assinar cheques sozinho, pagou muitas despesas, com comprovantes falsos, para 
seus familiares.
Para cada uma das irregularidades detectadas, descreva um tipo de controle interno que poderia 
ter evitado o “golpe do Walter”.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
Testes
1. As Duplicatas Descontadas representam dívidas da empresa com o Banco, enquanto a Insti-
tuição Financeira não receber do cliente da empresa a duplicata negociada. O que a Lei das 
S.A. orienta sobre essas Duplicatas Descontadas?
a) Que elas sejam classificadas no Passivo Circulante, já que a empresa tem co-obrigação.
b) Que elas sejam classificadas no Ativo Circulante, deduzindo o total de Duplicatas a 
Receber.
c) Não há necessidade de classificar em nenhum lugar no Balanço porquanto as Duplicatas 
foram “vendidas” ao Banco.
d) N.D.A.
2. Admita que a empresa Cia. Confusa não tem valores a receber nem a pagar a Longo Prazo, 
que Capital de Terceiros e Capital Próprio são de idênticos valores, que o Ativo Imobilizado 
(Não Circulante) é igual a $ 1.000, e que as Origens são três vezes maiores que o Ativo Imo-
bilizado (Não Circulante). Qual é o Capital Circulante Líquido da Cia. Confusa?
a) $ 2.000.
b) $ 1.500.
c) $ 1.000.
d) $ 500.
3. A Agropecuária Catalão S.A. tem um rebanho de reprodução (Touro e Matriz) e investe em 
ouro toda a disponibilidade do caixa. Conforme a legislação brasileira, o rebanho e o ouro 
serão, respectivamente, classificados no Ativo como:
a) Imobilizado e Circulante.
b) Circulante e Circulante.
c) Imobilizado e Investimento.
d) Circulante e Investimento.
4. Admita três empresas: a Cia. A é fabricante de tratores e tem um giro muito rápido no esto-
que; a Cia. B é revendedora de tratores e tem um giro muito lento, demorando em média dois 
anos para vender seu trator; e a Cia. C é agropecuária e, após usar os tratores por três anos, 
vende-os para terceiros. Admita que todas essas empresas tenham tratores no seu Ativo. A 
classificação será, respectivamente:
a) Circulante, Realizável a Longo Prazo (NC) e Intangível.
b) Circulante, Circulante e Imobilizado.
c) Circulante, Realizável a Longo Prazo (NC) e Imobilizado.
d) Imobilizado, Circulante e Imobilizado.
e-116 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA
Testes
1. Um fabricante de artigos natalinos, cujo prazo real de financiamento de vendas é de 30 
dias, apresenta índice de prazo médio de financiamento de vendas, calculado por meio 
de suas demonstrações financeiras, igual a 300 dias. Isso revela que os índices de prazos 
médios calculados:
( ) a) Não são absolutamente confiáveis e, portanto, não devem ser nunca calculados.
( ) b) São válidos apenas para empresas que tenham vendas e compras aproximadamen-
te uniformes durante o ano.
( ) c) Para expressarem o valor real devem ser divididos por 10. 
( ) d) Induzem sempre o analista a erros.
2. Sabendo-se que o estoque médio mensal estimado para X7 da empresa Sapopemba S.A. é 
de $ 9.836.400 e que a empresa demora, em média, 90 dias para vender seus estoques e 60 
dias para recebê-los (vendas a prazo), qual é o ciclo operacional da empresa?
( ) a) 90 dias.
( ) b) 60 dias.
( ) c) 150 dias.
( ) d) É impossível calcular por falta de dados.
3. Uma empresa que apresenta grandes lucros:
( ) a) Sempre terá plenas condições de pagar suas contas em dia.
( ) b) Poderá, em certas circunstâncias, ter dificuldades em pagar suas contas em dia.
( ) c) Pode, de acordo com a lei dos investimentos naturais, imobilizarrecursos equiva-
lentes a 1,5 vez o lucro do exercício.
( ) d) Deve manter certa quantia depositada em títulos de renda fixa para enfrentar os 
anos de “vacas magras’’.
1. Cia. Norte-Sul
A seguir, são apresentadas as Demonstrações Financeiras da Cia. Norte-Sul.
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
X3 X4 X3 X4
Circulante 
Disponível 
Dupl. a Receber
Estoques 
Total Circulante
Não Circulante
Realizável a Longo Prazo
Emprést. Coligadas
Investimentos Imobilizado
Total do NC
Total do NC
1.600
6.400
 8.000
16.000
1.000
8.000
 8.000
17.000
2.400
9.600
12.000
24.000
2.000
16.000
 8.000
26.000
Circulante 
Fornecedores 
Imp. a Recolher 
Total Circulante
Não Circulante 
Financiamentos
Patr. Líquido
Capital Social 
Lucros Acum.
6.840
 2.160
9.000
9.000
15.000
–
15.000
13.400
 3.600
17.000
15.000
15.000
 3.000
18.000
TOTAL 33.000 50.000 TOTAL 33.000 50.000
 CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-117
DRE
X3 X4
Rec. de Vendas 48.000 72.000
(–) Custos (8.000) (16.000)
(=) Lucro Bruto 40.000 56.000
(–) Desp. Operacionais
De Vendas (3.200) (6.400)
Administrativas (6.400) (8.000)
Financeiras (16.000) (17.600)
(–) Lucro Operacional 14.400 24.000
(–) Imposto de Renda (2.160) (3.600)
(=) Lucro Líquido 12.240 20.400
Pede-se:
1. Elaborar o quadro clínico.**5
2. Fazer o diagnóstico (pontos fracos e fortes).
3. Emitir um parecer sobre a situação econômico-financeira da empresa. Admita-se que a em-
presa iniciou suas atividades em X3.
** Quadro Clínico.
X3 X4
Liquidez
(situação financeira)
Corrente
Seca
Geral
Endividamento
(estrutura de capital)
Quantidade
Qualidade
Rentabilidade
(situação econômica)
Da empresa
Do empresário
Margem de lucro
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. O que são Instrumentos Financeiros?
2. Cite alguns exemplos de Derivativos.
3. O que é Avaliação a Valor Presente (AVP) e por que a Lei no 11.638/07 introduziu esta ava-
liação?
4. O que é Avaliação de Mercado? Em que situações esta avaliação ocorre?
5. A Cia. Fipeboi efetua uma venda a prazo, cujo valor relevante é de $ 100 milhões, que recebe-
rá em 30 dias. Se a venda fosse à vista, deveria ser por $ 95 milhões. Assim, a empresa entende 
que deverá fazer o Ajuste a Valor Presente com as seguintes etapas:
a) No momento da venda, registra a receita e contas a receber pelo total.
b) Em seguida, sabendo do preço à vista, registra a diferença de $ milhões, tratando-o de 
despesa financeira, já que este valor está associado ao valor do dinheiro no tempo que 
ainda não foi transcorrido.
c) Passado o prazo concedido, a empresa registra um acréscimo no seu recebível de $ 5 mi-
lhões e uma receita financeira nesse mesmo montante, equivalente ao efeito financeiro 
do tempo transcorrido em que o cliente foi financiado.
e-118 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Faça os lançamentos contábeis utilizando a contra provisão para Ajuste a Valor Presente 
ilustrando seus efeitos no BP e na DRE.
6. Admita ainda que Cia. Fipeboi vendeu gado por $ 40 milhões para receber em dois anos: 
a) a) 20 milhões após 12 meses.
b) b) 20 milhões após 24 meses. 
Considerando que a empresa computou taxas de juros futuros de 10% ao ano, efetue os 
cálculos (com ajuda de matemática financeira) e a contabilização no momento da venda, do 
primeiro e do segundo recebimento.
7. Um derivativo é um instrumento financeiro cujo valor se alterou em função de quais mu-
danças?
a) Índice ou indexador de preços fixado pelo IASB.
b) Índice creditício fixado pela SERASA em parceria com a ONU.
c) Tipo de juros, preço por ações, preço de commodities, taxa de câmbio...
d) Tipos de contrato exclusivamente governamental.
8. Operação de cobertura (proteção ou hedge) significa:
a) Contabilmente, designar um ou mais instrumentos de proteção.
b) Financeiramente, um dinheiro a receber garantido pela Venezuela.
c) Economicamente, um bem protegido contra ladrões e salteadores.
d) Socialmente, homens e mulheres com excelente seguro-saúde.
9. Quando um Ativo ou Passivo Financeiro é reconhecido inicialmente, a empresa deverá in-
corporá-lo ao seu valor de:
a) Mercado.
b) Revenda.
c) Oportunidade.
d) Custo.
10. Qual dos itens a seguir não se trata de derivativos?
a) Opções e swaps.
b) Contratos futuros.
c) Contratos conjugais.
d) Contratos a termos.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Quais dos seguintes itens são usados para obter o valor das Mercadorias à Disposição de 
Vendas (MDV)?
a) Estoque Final. e) Fretes sobre Compras.
b) Vendas. f) Devolução de Compras.
c) Inventário Inicial. g) Abatimento de Compras.
d) Compras. h) Fretes sobre Vendas.
2. Explique o significado da expressão contábil “Inventário Físico”.
3. Devido a um erro não proposital na contagem das mercadorias em 31-12-X1, a Cia. Trote 
Caro superavaliou o seu estoque em $ 2.400.000. Considerando que o erro não foi desco-
berto, qual foi o efeito desse erro no lucro líquido de X1? E no Patrimônio Líquido? E no 
Imposto de Renda? E no Lucro Líquido de X2?
4. Próximo ao fim do ano, a Cia. Mercantil de Ferragens, Fechaduras e Afins recebeu um 
grande pedido de uma construtora para colocar fechaduras em todo um prédio de con-
domínio. O trabalho de separação das fechaduras para enviar ao condomínio iniciou-se 
imediatamente, mas não foi possível completar antes do fechamento do estabelecimento, 
em 31-12-X1. Porém, a Nota Fiscal/Fatura já estava emitida e o trabalho de separação e em-
balagem estava prestes a ser concluído. O diretor, Sr. Donato, ordenou que essa mercadoria 
não fosse incluída no inventário de 31-12-X1. Você concorda? Qual é a razão provável da 
ordem do Sr. Donato?
5. Calcule o Estoque Final pelo regime de controle periódico, considerando os seguintes 
dados:
Estoque Inicial: 1.200.000
Compras: 3.000.000
Vendas Líquidas: 3.200.000
Lucro Bruto: 25% das Vendas Líquidas.
6. Um grande Fundo de Investimentos solicitou às suas maiores investidoras que explicassem 
(em Notas Explicativas ao Balanço) o critério de avaliação dos estoques, o critério de ava-
liação do custo das mercadorias vendidas e se os estoques estariam sendo avaliados pelo 
custo de reposição. O que você considera que estava acontecendo: suspeita de superavalia-
ção ou subavaliação dos lucros?
7. Você está fazendo uma análise detalhada das Demonstrações Contábeis de duas Cias. do 
mesmo ramo: a Cia. Dama e a S.A. Lady. O nível de preços tem subido constantemente no 
setor. Você percebe que o estoque da Cia. Dama está bem próximo do valor de reposição, 
Estoques
13
e-120 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
enquanto os preços de estoque da S.A. Lady estão bem abaixo dos preços de reposição. Qual é 
o método de avaliação de estoques provavelmente usado por Cia.? Se considerássemos como 
única diferença entre as duas Cias. a avaliação dos estoques, qual delas teria provavelmente 
apresentado maiores lucros nos últimos três anos?
8. Explique o sentido da palavra “mercado” na expressão: “Custo ou mercado, dos dois, o 
menor”.
9. Resuma as diferenças entre o regime periódico de Controle de Estoques e o regime perma-
nente. Qual é o processo mais caro de ser mantido? Qual é o processo mais prático para um 
restaurante, uma casa de aviamentos e um revendedor de carros novos?
10. Classifique as afirmações como falsa (F) ou verdadeira (V). Considere que estamos tratando 
de uma Cia. que usa sistema de controle de estoque permanente.
( ) a) O inventário contábil é mantido sem alteração, até o fim do exercício.
( ) b) O Custo das Mercadorias Vendidas é contabilizado simultaneamente com a conta-
bilização das vendas.
( ) c) As Contas de Estoque e de Custo das Mercadorias Vendidas apresentam, normal-
mente, saldos devedores.
( ) d) As Contas de Estoque e de Custo das Mercadorias Vendidas apresentam, normal-
mente, saldos iguais.
11. O Inventário Inicial do item abóboras no mês de outubro, bem como as compras do mesmo 
mês, foram as seguintes:
Dia Detalhes Quantidade
Valor
Unitário Total
1o
7
14
22
28
Inventário Inicial 
CompraCompra Compra 
Compra
13.500
54.000
27.000
27.000
 13.500
135.000
10.000
11.000
11.200
11.600
12.500
135.000.000
594.000.000
302.400.000
313.200.000
168.750.000
Totais 1.513.350.000
Em 31 de outubro, o Inventário Final acusou a existência de 20.250 unidades. Determine o 
valor do Inventário Final baseado em cada um dos seguintes critérios de avaliação:
a) Peps: .
b) Ueps: .
Sabendo que o preço de mercado no dia 30 é de $ 11.200 e considerando a regra “Custo ou 
mercado, dos dois, o menor”, qual será o valor a ser atribuído ao estoque em cada um dos crité-
rios a seguir?
a) Peps: .
b) Ueps: .
12. Quando o Walter do Supermercado foi abrir a casa, teve uma surpresa desagradável: ela havia 
sido roubada novamente. Era maio, dia 29, e, felizmente, ele havia feito seguro contra roubo. 
A primeira providência foi entrar em contato com a Cia. de Seguros, que o orientou sobre 
como proceder com relação aos bens danificados e às formalidades legais perante a polícia, e 
com relação às mercadorias subtraídas, cujo vulto era significativo pelas impressões iniciais, 
pois nada havia restado. A contabilidade do Supermercado registra o Inventário, no dia 1o de 
maio, no montante de $ 1.440.000 ao valor de custo. O montante das Vendas era $ 5.760.000 
e das Compras, $ 4.536.000. O lucro bruto apurado em vários anos indicava uma margem 
confiável de 30% das vendas. Walter, para fazer o pedido de indenização à Cia. de Seguros, 
 CAP. 13 Estoques | e-121
precisa determinar o valor dos estoques roubados e precisa do parecer de um perito. A exi-
gência da Cia. é de que o perito seja de nível universitário de qualquer especialização. Walter 
solicita a sua cooperação. Qual é o valor dos estoques roubados? Demonstre os cálculos.
13. A Cia. Atacadista Sainte Croix é dirigida pelo Sr. Bertoldinho, muito esperto para negócios, 
mas preguiçoso nos controles contábeis. O Sr. Bertoldinho deseja determinar o Inventário 
Físico, no fim do mês, sem a contagem dos itens nas prateleiras. A partir das informações a 
seguir, determine o valor estimado dos estoques em 30-06-X1.
Detalhes Valor de Custo Valor de 
Mercado
Inventário 31-05-X1 Compras 
Líquidas de junho Vendas Líquidas 
de junho
7.944.000
5.112.000
12.000.000
7.737.160
8.256.000
14. Em 15 de maio de X8, durante a madrugada, um incêndio destruiu os estoques de materiais 
de consumo das Faculdades Popoco (Poder de Posição Concentrado). Os estoques estavam 
em um imóvel alugado e os escritórios não foram atingidos pelo incêndio. O último inventá-
rio físico havia sido levantado em 31-12-X7. Agora, é preciso estimar o valor do estoque em 
15-05-X8 para obter a indenização da Cia. de Seguros. A DRE de X7 está apta a auxiliá-lo na 
determinação estimada do montante do estoque no dia do incêndio.
Outras informações: no montante de compras da DRE, estava incluída, por engano, 
uma compra de equipamentos de escritório para escritório-modelo da escola, no montante 
de $ 225.000. O contador não tinha entendido a natureza da transação e registrou o valor 
na conta de compras. Esses equipamentos não estão incluídos no valor do Inventário de 
31-12-X7. Os registros contábeis revelam que as transações, após o Balanço, atingiram as 
seguintes cifras:
Compras 196.200; Devoluções 3.600
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DE 10-01-X7 A 31-12-X7
Faculdades Popoco
Receita 7.380.000
Remuneração de Professores 720.000
Consumo de Materiais
Estoque Inicial 144.000
Compras 666.000
Materiais à Disposição 810.000
Menos
Estoque Final 234.000 576.000
Lucro Bruto 6.084.000
Instruções:
a) Prepare um relatório direto para a Cia. de Seguros com as suas considerações e conclusões, 
incluindo o valor estimado para os estoques destruídos pelo incêndio e a respectiva demons-
tração dos cálculos.
b) Justifique a validade de considerar a média de consumo de materiais para apuração do estoque 
estimado destruído.
e-122 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
15. Estudo do caso “Léo Maravilha”
Você é o gerente de vendas da Mimo – Milton Motos S.A., uma loja de motos sofisticadas 
importadas da Europa. Chegaram da Itália duas motos de aspectos iguais, com exceção da cor, 
sendo uma branca e a outra vermelha.
O custo de importação da moto vermelha foi fechado no mês de fevereiro p.p. e montou ao 
total de $ 189.000. O custo da moto branca foi fechado no início de março, mas, devido às modi-
ficações no câmbio de Euro, essa moto custou $ 175.500. As duas motos foram desembarcadas e 
chegaram ao showroom da Mimo ao mesmo tempo. Uma vez que a única diferença entre as duas 
era a cor, você estabeleceu o preço sugerido para o consumidor de $ 270.000.
Léo Maravilha, um de seus melhores vendedores, veio a sua sala com uma proposta. Ele tem 
um cliente na loja que quer comprar a moto vermelha por $ 270.000. Porém, quando Léo foi pes-
quisar a respeito dos acessórios incluídos na moto, ele obteve a informação de que a Mimo usa 
o critério de Custo Específico no Registro do Permanente de Controle de Estoques; consequen-
temente, apurou que, enquanto a moto vermelha custou para a Mimo $ 189.000, a moto branca 
custou apenas $ 175.500. Isso deu a Léo a ideia de fazer a seguinte proposta:
“Se eu vender a moto vermelha por $ 270.000, a Mimo realizará um lucro de $ 81.000. Mas 
se você permitir que eu dê um desconto de $ 4.500 na moto branca, penso que posso convencer 
o meu cliente a comprar a moto branca. Se eu vender a moto branca por $ 265.500, o lucro bruto 
será de $ 90.000; portanto, o lucro da Mimo será melhor em $ 9.000 do que na moto vermelha. 
Sendo eu o autor do plano, acredito merecer parte do benefício, portanto a Mimo pode pagar-me 
uma comissão extra de $ 4.500. Dessa forma, eu receberei a comissão total de $ 9.000 e a Mimo 
ainda realizará um lucro superior em $ 4.500 do que se eu vendesse a vermelha.”
Pede-se:
a) Prepare uma demonstração considerando que cada uma das motos seja vendida por 
$ 270.000; faça constar o Custo das Mercadorias Vendidas, o Lucro Bruto da Mimo com 
cada moto e o total.
b) Prepare uma demonstração que apresente a Receita Líquida, o Custo das Mercadorias 
Vendidas e o Lucro Bruto da Mimo em cada moto e no total, em conformidade com o 
plano de Léo Maravilha. Considere que a moto vermelha será vendida por $ 270.000. Para 
simplificar a comparação, inclua na Demonstração a a comissão de vendas de $ 4.500 e, 
nesta Demonstração, a comissão extra de $ 4.500 de Léo Maravilha.
c) Escreva a sua decisão, aceitando ou não a proposta de Léo Maravilha, e uma explicação 
a ele do porquê de a proposta ser ou não ser vantajosa para a Mimo. Em sua explicação, 
refira-se às demonstrações a e b.
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Concessão de Crédito à Cia. Playboy
O Dr. Coelho Arruda assume a Diretoria da Cia. Playboy no início do ano de X5. Bastante 
conhecido como eficiente administrador, o Dr. Coelho dirige-se ao seu velho amigo, Sr. Vespe-
ral, presidente do Banco Exigente S.A., solicitando um financiamento de $ 50 milhões a Longo 
Prazo (cinco anos é o prazo que a financeira do Banco Exigente normalmente concede para os 
financiamentos).
As Demonstrações Financeiras da Cia. Playboy são as seguintes:
 CAP. 13 Estoques | e-123
BALANÇO PATRIMONIAL
Cia. Playboy Em $ milhões
ATIVO 31-12-X2 31-12-X3 31-12-X4
Circulante
Disponível 1.000 1.400 2.000
Duplicatas a Receber 10.000 12.000 15.000
Estoques 6.000 7.150 8.370
Total Circulante 17.000 20.550 25.370
Não Circulante
Investimentos 1.000 1.500 2.250
Imobilizado 20.000 30.000 45.000
(–) Depreciação (4.000) (9.000) (18.000)
Total do Não Circulante 17.000 22.500 29.250
Total 34.000 43.050 54.620
PASSIVO e PL 31-12-X2 31-12-X3 31-12-X4
Circulante
Fornecedores 1.000 1.600 2.000
Tributos e Contribuições 2.000 3.100 2.000
Empréstimos Diversos 15.000 20.000 30.000
Total Circulante 18.000 24.700 34.000
Não Circulante
Financiamentos (ELP) 5.000 7.250 10.870
Patrimônio Líquido
Capital 10.000 10.000 10.000
Reservas Diversas 2.000 2.500 2.550
Prejuízos Acumulados(1.000) (1.400) (2.800)
Total do PL 11.000 11.100 9.750
Total 34.000 43.050 54.620
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Cia. Playboy Em $ milhões
Descrição X2 X3 X4
Receita Bruta
(–) Deduções
50.000
 (5.000)
80.000
 (8.000)
140.000
 (14.000)
Receita Líquida 45.000 72.000 126.000
(–) CPV (23.000) (36.800) (64.400)
Lucro Bruto 22.000 35.200 61.600
(–) Despesas Operacionais
De Vendas
Administrativas
Financeiras
Outras Receitas Operacionais
(6.000)
(2.000)
(17.000)
2.000
(9.600)
(3.000)
(26.500)
3.500
(16.800)
(4.500)
(49.000)
7.300
Lucro Operacional (3.000) (3.900) (8.700)
Prejuízo do Exercício (1.000) (400) (1.400)
e-124 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Informações adicionais:
1. A atividade da empresa é trefilar metal não ferroso e distribuí-lo como matéria-prima para 
outras empresas. Esse ramo de atividade é bastante promissor, pois a Cia. Playboy possui a 
maior quota para adquirir o metal não ferroso da maior siderúrgica do país, enquanto outras 
trefiladoras possuem uma pequena quota.
2. Não houve amortização de Financiamentos, apenas Variação Cambial contabilizada no grupo 
Despesas Financeiras e novos financiamentos.
3. O Manual de Normas do Banco Exigente S.A. determina que só concederá financiamentos 
para empresas cuja situação econômico-financeira seja satisfatória. No entanto, qualquer de-
terminação do Presidente é o que vale.
4. Total de compras: 10.000, 15.000 e 21.000 em X2, X3 e X4, respectivamente (em $ 1.000).
Você está convidado a analisar a Cia. Playboy e dar seu parecer. O Banco Exigente S.A. tem o seguin-
te roteiro de análise:
1. Quadro Clínico: fazer um check-up, um exame geral da empresa, por meio de seus indicado-
res econômico-financeiros.
Indicadores X2 X3 X4 Tendência dos índices*
Liquidez
Corrente (1)
Geral ( 2)
Seca ( 3)
Imediata ( 4)
Endividamento
CT/Rec. Totais (5)
PC/CT ( 6)
CT/PL ( 7)
Rentabilidade
LL/Ativo (8)
Vendas/Ativo ( 9)
LL/PL (10)
Atividade
Rotação de Estoque (11)
PMRV (12)
PMPC (13)
* Melhorar, piorar ou estabilizar.
2. Diagnóstico: vamos ver quais são os problemas do doente. O doente (no caso, a empresa) tem 
não só pontos fracos, como também pontos fortes, pois se não tivesse nenhum ponto forte, 
certamente estaria à morte.
Pontos fracos obtidos no quadro clínico: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pontos fortes obtidos no quadro clínico: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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 CAP. 13 Estoques | e-125
3. Parecer do analista: O analista fará um breve comentário sobre a situação da empresa e, em 
seguida, dará seu parecer, escolhendo uma das opções a seguir.
( ) a) Concedo o crédito irrestritamente.
( ) b) Não concedo o crédito (financiamento).
( ) c) Concedo o crédito impondo as seguintes condições:
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
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QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Quais são as características exigidas para que um bem seja registrado no Imobilizado? Dê 
exemplos de Imobilizado Tangível e Intangível.
2. Depreciação é o nome dado ao consumo de bens duráveis, de uso e não destinados à venda. 
Qual é o efeito do registro da Depreciação no Balanço Patrimonial? E na Demonstração de 
Resultado de Exercício? Em qual demonstração a Depreciação é acumulada? Qual é a dife-
rença entre Depreciação, Amortização e Exaustão? A taxa de Depreciação é proporcional à 
vida útil, no critério da linha reta? E a taxa de Amortização? E a taxa de Exaustão?
3. Considere uma companhia fabricante de tratores e faça a classificação dos seguintes itens, 
conforme critério: 1. Ativo; 2. Passivo; 3. Contas de Resultado.
1. Ativo 2. Passivo
 1.1 Ativo Circulante 2.1 Passivo Exigível (Circulante e N.C)
 1.2 Ativo Não Circulante 2.2 Patrimônio Líquido
 1.2.1 Realizável a L. Prazo 3. Contas de Resultado
 1.2.2 Investimentos 3.1 Receita
 1.2.3 Imobilizado 3.2 Custo/Despesa
 1.2.4 Intangível
Itens a serem classificados:
ITENS CLASSI- FICAÇÃO ITENS
CLASSI- 
FICAÇÃO
Caixa e Bancos Marcas e Patentes
Despesas Antecipadas Reserva de Ágio
Veículos Provisão p/ Imposto de Renda
Prensas Hidráulicas Rec. Financeira
Instalações Elétricas Depreciação Acumulada
Tratores Acumuladores para tratores à venda
Empréstimos a Coligadas Amortização Acumulada
Part. em Outras Cias. Acumuladores para veículos de uso
Terrenos Despesa de Depreciação
Despesa de Juros Fornecedores
Ativo Não Circulante
 CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-127
4. Indique os Ativos que serão diminuídos por:
1. Depreciação.
2. Amortização.
3. Exaustão.
4. Impertinente.
( ) Poço de Petróleo ( ) Máquinas
( ) Ferramentas ( ) Veículos
( ) Móveis & Utensílios ( ) Semoventes
( ) Patentes ( ) Quotas do Fiset
( ) Fundo de Comércio ( ) Certificados de Depósito 
( ) Despesas Pré-operacionais ( ) Jazida de Mármore
( ) Jazida de Amianto ( ) Participações em Coligadas 
( ) Benfeitorias em Propriedades ( ) Florestas
de terceiros ( ) Encargos Financeiros 
( ) Juros a Acionistas na fase de Pré-operacionais
Implantação ( ) Gastos Preliminares de Operação 
( ) Estudos, Projetos e Detalhamento ( ) Amortização Acumulada
( ) Depreciação Acumulada ( ) Fundo de Comércio
( ) Gastos de Reorganização ( ) Participação em controladas 
( ) Exaustão Acumulada ( ) Edifícios
( ) Terrenos ( ) Ativo Intangível 
( ) Pesquisa e Desenvolvimento ( ) Salários a Pagar
de Produtos ( ) Dívidas
( ) Resultados Eventuais na fase ( ) Reparos em Imobilizado
Pré-operacional ( ) Terreno recebido em doação
( ) Ativo Imobilizado ( ) Construções em andamento 
( ) Manutenção de Imobilizado ( ) Custos corrigidos
( ) Importações em andamento de ( ) Patrimônio Líquido
bens do Imobilizado ( ) Valor de Mercado dos Bens 
( ) Depreciação Acumulada ( ) Reflorestamento
( ) Ágio ( ) Gastos de Implantação de Sistema
( ) Equivalência Patrimonial e Métodos
5. A empresa de Mineração Faca Amarela começou as suas atividades de exploração no começo 
do Ano 1.
No fim do ano, o seu contador preparou o resumo dos custos de mineração:
Em $ mil
Mão de obra 2.380.000
Material 245.000
Diversos 539.280
Esses itens não incluem nenhum custo de depreciação, amortização ou exaustão. Os dados 
referentes ao Ativo Não Circulante usados na mineração do ouro eram os seguintes:
- Custo de aquisição da Mina (a capacidade estimada da jazida é de 10 mil 
toneladas; o valor residual da Mina é estimado em $ 420.000). 2.100.000
- Benfeitorias (vida útil estimada: 15 anos; sem nenhum valor residual). 184.800
- Equipamento (vida útil estimada: 6 anos; o valor residual é estimado 
em $ 42.000). 336.000
e-128 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Durante o Ano 1, foram extraídas 800 t (8%), das quais 600 t foram vendidas. Foi estimado 
que seriam necessários 15 anos para extrair todo o ouro da mina.
Verifique se estão certos o custo residual contábil no fim do Ano 1, que deverá ser exami-
nado no Balanço Patrimonial pelos auditores, bem como o valor contábil do estoque do ouro 
lavradoe ainda não vendido. Se você considerar errado, justifique.
Valores no fim do Ano 1
Ativo Circulante
Estoque de 200 t de minério de ouro lavrado 840.000
Ativo Não Circulante
Imobilizado
Custo da Mina de Ouro 2.100.000
(–) Exaustão Acumulada (134.400) 1.965.600
Benfeitorias 184.800
(–) Amortização Acumulada (12.320) 172.480
Equipamentos 336.000
(–) Depreciação (49.000) 287.000
6. Empresa Prestativa – Balanço de Abertura da Empresa em 02-01-X8.
ATIVO PASSIVO
Circulante 
Disponível 
Contas a Receber
Não Circulante
Investimentos
Participação societária
Imobilizado 
Terrenos
Equipamentos
(–) Depreciação
Intangível
Marcas e Patentes 
(–) Amortização 
Total
100.000
300.000
200.000
400.000
300.000
 (60.000) 
640.000
100.000
(50.000)
400.000
 890.000 
1.290.000
Circulante
Contas a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reservas de Lucro
Lucro Acumulado
Total
600.000
100.000
500.000
90.000
1.200.000
1.290.000
Durante o exercício de X8, a empresa teve Receita de $ 2.000.000 e Despesas Totais de 
$ 1.400.000. As Receitas foram totalmente recebidas e as Despesas, totalmente pagas:
Pede-se:
8.1 Contabilizar a Receita e a Despesa total.
8.2 Efetuar a Depreciação e a Amortização.
8.3 Apresentar as duas demonstrações financeiras estudadas em 31-12-X8.
7. A empresa Sorte Grande S.A. adquiriu um terreno por 5 milhões em Cocaia do Alto (para 
mudança), devido à desapropriação, por interesse público, do imóvel que usava em São Paulo 
– Capital. Antes de iniciar a construção, saiu no Diário Oficial do Estado, na parte dedicada 
à Assembleia Legislativa, que os imóveis em Cocaia valorizaram três vezes, em virtude da 
construção do novo Aeroporto e, consequentemente, das pistas de tráfego expresso. Como o 
 CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-129
terreno da Sorte Grande S.A. estava próximo ao traçado das novas pistas, o contador regis-
trou, com base no Diário Oficial, uma reavaliação cautelosa de $ 10 milhões:
 � O procedimento está correto? Sim  Não 
 � Qual seria a medida preliminar necessária para validar o registro?
  Aguardar a publicação no Diário Oficial de Cocaia do Alto.
  Fazer publicar no Diário Oficial Federal.
  Aguardar a publicação no Diário Oficial do Estado na parte dedicada ao Executivo.
  Obter laudo de Avaliação de três peritos.
  Obter laudo de Avaliação da Bolsa de Valores de Imóveis do Estado de São Paulo.
8. O Sr. Amadeu, da próspera empresa O Rei dos Encanadores Ltda., admitiu um novo conta-
dor, que encontra a firma na fase de associação com empresas congêneres; existem os seguin-
tes fatos que precisam ser classificados:
8.1 Aquisição de 52% das quotas do Capital do Rei das Torneiras Ltda: o contador classifica 
em Ativo Permanente – Investimentos – Participações Voluntárias.
8.2 Empréstimos ao Rei das Torneiras Ltda. de $ 100.000.000: o contador classifica em Ativo 
Realizável a Longo Prazo.
Suponha que o Sr. Amadeu confesse que não conhece a maneira correta de contabilizar essas 
operações e pede a sua opinião para certificar-se da validade das classificações. O que você diria 
ao Sr. Amadeu?
9. Suponha que a Cia. A detenha investimentos nas Cias. B, C e D, cujos capitais se compõem 
do seguinte:
B C D
Ações ordinárias com direito a voto
Ações preferenciais sem direito a voto
50.000
 50.000
80.000
 40.000
30.000
60.000
Total do capital 100.000 120.000 90.000
A participação da Cia. A nestas empresas corresponde ao seguinte:
B C D
Ações ordinárias 
Ações preferenciais
20.000
10.000
– 40.000 10.000
20.000
Total do capital 30.000 40.000 30.000
Admita-se que, na contabilidade da Investidora (Cia. A), estes investimentos estejam conta-
bilizados no seu ativo pelos seguintes valores:
$
Investimento em B 32.000
Investimento em C 35.000
Investimento em D 45.000
$ 112.000
Considerando-se que, na data em que estamos encerrando o exercício, a situação seja a men-
cionada e que não existiam créditos contra as investidas B, C e D, e que o Patrimônio Líquido da 
Cia. A fosse $ 1.200.000, pergunta-se: estes investimentos (no todo ou em parte) deveriam ser 
avaliados pela equivalência patrimonial?
e-130 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
10. A Cia. Relevante avaliará seu Investimento em sua Controlada, a Cia. Irrelevante, pelo Méto-
do de Equivalência Patrimonial. A participação no capital da Cia. Irrelevante é de 20%.
 Momento X1 Em $ mil
Cia. Relevante Cia. Irrelevante
Ativo
Investimento
Part. na Cia. Irrelevante 100.000
Patrimônio Líquido
Capital 
Reserva Capital
400.000
100.000
500.000
Indique as alterações no Balanço e na DRE (se houver), em cada operação, nos demonstra-
tivos da Cia. Relevante.
(Em $ mil)
Momento X2: A Cia. Irrelevante obteve Lucro Líquido de $ 150.000.
Momento X3: A Cia. Irrelevante distribuiu $ 50.000 em Dividendos.
Momento X4: A Cia. Irrelevante aumenta seu Ativo em $ 200.000 (doações).
Momento X5: A Cia. Irrelevante aumenta seu Capital com reservas em $ 200.000.
11. Durante a fase pré-operacional da Cia. Abonada, houve um excesso de caixa que, aplicado no 
mercado financeiro, rendeu $ 10 milhões. O contador, no final do exercício, considerou esse 
valor como receita que, após a dedução das Despesas Administrativas, resultou em um Lucro 
Líquido de $ 1 milhão. Você concorda? Podem ser distribuídos dividendos? Esse lucro pode 
ser oferecido à tributação do Imposto de Renda? Os Administradores merecem participar 
desse lucro devido à boa gestão financeira?
12. Dona Dóris, presidente de Berloques S.A. – empresa de Bijuterias –, constatou que a sua 
companhia gastou $ 40.000.000 durante o exercício corrente em uma campanha especial 
para introduzir novos produtos.
“A campanha iniciou e terminou no ano corrente”, argumentou ela, “mas eu creio que nós ven-
deremos esses novos produtos por muitos anos no futuro. Consequentemente, eu quero mostrar o 
custo desta campanha, como um Ativo Intangível, neste Balanço Patrimonial e amortizar este custo 
em dez anos. Porém, a empresa de auditoria, que verifica nossa companhia, insiste em considerar 
esta campanha como um encargo a ser confrontado com as receitas deste ano de operações”.
Pede-se:
12.1 A argumentação da presidente da Berloques S.A. – empresa de Bijuterias – de que 
“a companhia, introduzindo novos produtos, vai beneficiar futuros períodos contábeis” 
é lógica e válida? Explique.
12.2 Qual é a sua posição com respeito a despesas para desenvolver Ativos Intangíveis que 
não são especificamente identificáveis?
12.3 No Balanço, como deveria constar, afinal, o custo da campanha, em sua opinião? Nas 
despesas do exercício corrente? No Ativo Intangível? No Diferido?
13. O caso da Dona Maria Antônia
Dona Maria Antônia, uma experiente executiva no comércio varejista, está interessada em 
adquirir uma butique de roupas feitas em funcionamento. Agora, ela examina, para fazer uma 
escolha, os Balanços Patrimoniais de três estabelecimentos similares, Balanços estes avaliados 
pelo custo de aquisição. As três empresas estão operando há cinco anos. Os Balanços resumidos 
são os seguintes:
 CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-131
Em $ mil
Butique A Butique B Butique C
Ativo
Disponível
Contas a Receber
Mercadorias
Imobilizado (Líquido)
Fundo de Comércio (Intangível)
24.000
185.600
352.000
110.400
 –.– 
672.000
24.000
190.400
288.000
128.000
 4.800
635.200
40.000
217.600
288.000
80.000
 –.– 
625.600
Passivo e Patrimônio Líquido
Circulante
Patrimônio Líquido
284.800
387.200
672.000
296.000
339.200
635.200
320.000
305.600
625.600
O lucro líquido acumulado nos últimos cinco anos das três empresas foi o seguinte:
Lucro Líquido Acumulado (em $ milhares) A B C 
 59.200 51.200 54.400
Com a permissão dos proprietários das três empresas, Dona Maria Antônia contratou um 
auditor independente registrado na CVM para examinar as Demonstrações Contábeis das em-
presas. A auditagem revelou as seguintes informações:
Contas a Receber. Na empresa A, não foi feita a Provisão para Devedores Duvidosos, nem a 
baixa deDevedores Incobráveis. A estimativa dos Incobráveis foi de $ 16.000 na A. Nas empresas 
B e C, a estimativa de recebimentos foi de 100%.
Mercadorias. A Cia. B adotou o Peps como método de avaliação de estoque no primeiro ano, 
mas mudou para Ueps a partir do segundo ano. O cálculo efetuado ao custo de reposição mostrou 
uma diferença a maior de $ 32.000.000 atribuída ao método Ueps.
As outras duas companhias tinham usado o Peps continuadamente e com consistência, e os 
seus inventários estavam valorizados bem próximos ao custo de reposição.
Ativo Imobilizado. Em cada uma das três empresas, o Imobilizado inclui um edifício cujo 
custo é de $ 80.000.000 e a vida útil foi estimada em 25 anos, sem valor residual. A Cia. A não 
depreciou o seu prédio; a B depreciou em linha reta a 4% ao ano; e a Cia. C também. Os outros 
Imobilizados foram depreciados em linha reta na base de 10% ao ano. Dona Maria Antônia 
acredita que o valor contábil corresponde aproximadamente ao valor de mercado dos Bens do 
Imobilizado.
Fundo de Comércio. O item de 4.800.000 no resumo do balanço da Cia. B, referente ao Fundo 
de Comércio, representa o custo irrecuperável (não negociável) de uma campanha promovida no 
primeiro ano de Atividade.
Dona Maria Antônia está propensa a pagar, pelos Ativos Tangíveis (menos o Disponível) o 
valor contábil mais uma importância a título de Fundo de Comércio, igual a três vezes o lucro 
líquido acumulado que exceder a 10% do líquido dos Ativos Tangíveis. O Disponível não deve 
ser incluído nos Ativos em transação.
Pede-se:
13.1 Prepare um resumo dos balanços examinados, após corrigir todos os erros praticados 
pelas companhias. Faça também as alterações necessárias para igualar os critérios de 
avaliação de estoque nas três companhias.
e-132 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
13.2 Determine o Lucro Líquido após as correções nas três companhias depois de levar em 
consideração as solicitações do pedido no 1.
13.3 Calcule o preço que Dona Maria Antônia está oferecendo para cada uma das empresas 
em análise.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Equivalência patrimonial
A Cia. Almeida, Investidora, adquiriu 60% do Capital da Cia. Marcondes pelo seu preço de 
Custo, ou seja, $ 60.000.000.
No primeiro ano de operação, a Cia. Marcondes obteve um lucro não distribuído de 
$ 40.000.000.
Pede-se:
a) Demonstre a Conta Investimento (Não Circulante) da Cia. Almeida e o Patrimônio Lí-
quido da Cia. Marcondes.
b) Indique, considerando o método da Equivalência Patrimonial, onde a Cia. Almeida lan-
çará o resultado decorrente da Cia. Marcondes.
2. Redução ao Valor Recuperável de Ativos
O que de mais importante o Comitê de Pronunciamentos Contábeis no 1 aborda sobre este 
assunto? Por que esse item (Valor Recuperável de Ativo) é conhecido como Impairment Test?
3. Relacione e explique os termos Intangível, Goodwill, Capital Intelectual e Ágio.
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Empresa “Invertida’’
Com base nos dados a seguir, preencha os espaços em branco.
O exercício da Empresa Invertida permite avaliar se o estudante absorveu as fórmulas dos 
índices estudados. Partindo dos indicadores, chegaremos aos valores do BP e da DRE.
BALANÇO PATRIMONIAL
Em $ milhões
Ativo Circulante
Caixa e Bancos
Títulos a Receber 
Estoques
Total do Ativo Circulante
Ativo Não Circulante
20.000
. . . . . . .
. . . . . . .
. . . . . . .
. . . . . . .
Total Ativo . . . . . . .
Passivo Circulante 
Não Circulante (ELP) 
Patrimônio Líquido
. . . . . . .
. . . . . . .
. . . . . . .
Total Passivo . . . . . . .
 CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-133
RESULTADO DO EXERCÍCIO
Vendas
(–) CMV
Ei 
(+) C 
(–) Ef
Lucro Bruto
Despesas Operacionais 
LL
100.000
500.000
. . . . . . .
720.000
. . . . . . .
. . . . . . .
120.000
. . . . . . .
ÍNDICES
Imobilizado/Patrimônio Líquido 
Liquidez Corrente
Liquidez Seca
Prazo Médio de Recebimento de Vendas 
LL/Patrimônio Líquido Final
90%
2,00
1,00
90 dias
20%
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Qual a diferença básica entre Passivo Circulante e Passivo Não Circulante?
2. Podemos ter um único Financiamento, sendo, simultaneamente, classificado parte a curto 
prazo e parte a longo prazo? Por quê?
3. A Cia. Barrocas, no levantamento do seu Balanço (31-12-8X), constata que deverá pagar 
mais 38 prestações mensais de $ 480.000 de um imóvel adquirido em 20-04-08 (X–2). Dada 
a situação financeira apertada, não haverá meios de liquidar as quatro primeiras prestações 
do ano (janeiro, fevereiro, março e abril). Todavia, a partir de 8 de maio (X+1), o paga-
mento será normal, estando a empresa continuamente com quatro prestações atrasadas. 
Classifique o que é Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo, neste caso.
4. A Folha de Pagamento normal da empresa Atrasadinha S.A. é de $ 12.964.368. O seu Pas-
sivo Circulante apresenta, no item Folha de Pagamento a Pagar, montante de $ 38.893.104. 
Que conclusão podemos tirar neste caso?
5. A Cia. Tirana adquiriu, no mês de outubro de X8, matéria-prima no valor de $ 14.800.000. 
Foram cobrados mais 10% de IPI. Sabendo-se que não há mais nenhuma outra parcela de 
IPI a Recuperar, que o valor de vendas neste mesmo mês de outubro é de $ 20.000.000 e 
que a alíquota de IPI nas vendas é de 15%, qual é a parcela que será destacada no Passivo 
Circulante como IPI a Recolher? Em que situação não haveria IPI a Recolher para a Tirana? 
Por que denominamos IPI a Recolher e não IPI a Pagar?
6. A Cia. Tribulação contrai, em 05-01-X6, um empréstimo em moeda estrangeira à razão 
de US$ 3.960.000. Os juros, à base de 10% ao ano, serão pagos todos os dias 15 de janeiro 
de cada ano. Há uma carência de dois anos no que tange à amortização do empréstimo. 
Calcule a variação monetária (variação cambial) e classifique os débitos (juros e dívida) 
atualizados no balanço em 31-12-X6, sabendo-se que a taxa cambial, em jan.-X6, era de 
$ 2,50 por US$ 1 e, em dez.-X6, $ 3,80 por US$ 1.
7. Com o objetivo de captar recursos financeiros junto ao público, a Cia. Luthfalida emite 200 
mil debêntures no valor nominal de $ 700,00 cada uma. Por ocasião da venda, será cobrado 
um prêmio de $ 100,00 por título negociado. Pergunta-se:
a) Qual o valor lançado no Passivo Não Circulante?
b) Onde será classificado o Prêmio na emissão das debêntures?
c) Quais são as vantagens que a Cia. Luthfalida pode oferecer aos adquirentes das de- 
bêntures?
d) Um debenturista poderá tornar-se acionista da Luthfalida sem adquirir Ações?
Passivo Exigível 
(Circulante e Não Circulante)
 CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-135
8. O que você entende por Dívidas Ajustadas a Valor Presente?
Quando este conceito é aplicado ao Passivo Circulante e ao Passivo Não Circulante?
9. Quando um Exigível a Longo Prazo pode tornar-se Curto Prazo?
10. Classifique as operações a seguir em Passivo Exigível e Resultado de Exercício Futuro.
(...) Adiantamento de $ 2.950.000 recebido do nosso cliente Pulmonar S.A. por conta da 
fabricação de uma máquina operatriz do tipo KLO. O preço total da máquina foi fixado 
em $ 10.000.000 e o prazo de entrega será de 18 meses.
(...) Juros de $ 967.421 recebidos antecipadamente por conta da aplicação a prazo fixo no 
Banco Concórdia S.A. A aplicação será de nove meses e não há interesse, por parte da 
empresa, em sacar o empréstimo concedido antes do tempo, pois, dessa forma, os juros 
seriam reembolsados ao banco.
(...) Aluguel de $ 2.400.000 recebido antecipadamente por seis meses, cujo contrato de loca-
ção explicita o “não reembolso” no caso de entregar o prédio antes do tempo.
(...) Faturamento de $ 5.980.000 antecipado recebido do cliente Descamisado S.A. por conta 
de obras por empreitada, sendo, neste ato, elaborado um contrato na forma legal.
(...) Comissão de $ 650.000 recebida antecipadamente pela nossa empresa por venda efeti-
vada a terceiros. Todavia, a mercadoria ainda não foi entregue por atraso na produção 
da fornecedora.
11. A Cia. Lentidão apresenta as seguintes etapasna montagem de um transformador de grande 
porte:
Etapa A: Aquisição de todos os materiais necessários para a montagem do transformador 
(45 dias).
Etapa B: Testes e controle de qualidade após a estocagem de todo o material adquirido 
(5 dias).
Etapa C: Devolução e troca de material com defeito, não aprovado nos testes e no controle 
de qualidade (20 dias).
Etapa D: 1a Linha de Montagem (Estrutura) – (30 dias). 
Etapa E: Setor de enrolamentos (45 dias).
Etapa F: Primeiro controle de qualidade e ajustes necessários (30 dias). 
Etapa G: 2a Linha de Montagem (após o enrolamento) – (90 dias).
Etapa H: Segundo controle de qualidade e ajustes necessários (15 dias). 
Etapa I: 3a Linha de Montagem (Acabamento) – (60 dias).
Etapa J: Setor de isolamento e pintura – (40 dias).
A entrega do produto, dado o seu porte e dificuldade de transporte pela rodovia, gira em torno 
de 60 dias. O prazo médio de recebimento pela venda do transformador, dados os aspectos burocráticos 
das instituições financiadoras,demora aproximadamente 40 dias. Calcule o que é Curto e Longo Prazos 
para a Cia. Lentidão.
12. Quais são os principais Critérios de Avaliação do Passivo?
13. Balanço Patrimonial de Ind. Incompleta Ltda.
e-136 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
AT
IV
O
Ativo Circulante
Caixa e Banco 
Duplicatas a Receber 
Estoques
31-12-X3 31-12-X4
300.000
1.800.000
1.200.000
500.000
2.000.000
1.500.000
Total do Circulante 3.300.000 4.000.000
Ativo Não Circulante
Investimentos 
Imobilizado
400.000
2.000.000
600.000
2.400.000
Total do Não Circulante 2.400.000 3.000.000
Total 5.700.000 7.000.000
PA
SS
IV
O
 e
 P
L
Passivo Circulante
Fornecedores 
Empréstimo Bancário 
Juros a Pagar
1.600.000
1.200.000
200.000
- - - - - - -
- - - - - - -
- - - - - - -
Total do Circulante 3.000.000 - - - - - - -
Passivo Não Circulante
Financiamentos em moeda estrangeira (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital 
Reservas
800.000
1.200.000
700.000
- - - - - - -
2.000.000
1.600.000
Total do PL 1.900.000 - - - - - - -
Total 5.700.000 - - - - - - -
Preencha os espaços pontilhados considerando os seguintes dados:
a) Nada foi amortizado de Financiamento; todavia, na DRE, encontramos um montante de 
$ 400.000 de Variação Cambial.
b) Os Juros de Financiamentos referentes a X4, que serão pagos em X5, atingiram o mon-
tante de $ 300.000.
c) Os Juros de Empréstimos referentes a X4 totalizaram $ 400.000, sendo que 50% já foram 
pagos e o restante será liquidado em X5.
d) Do saldo de Juros a Pagar, em 31-12-X3, tudo foi quitado.
e) Referente a Empréstimo Bancário, 50% foi quitado em X4.
14. Por que é mais comum se utilizarem empréstimos a Longo Prazo para aquisição de Ativo 
Imobilizado?
15. O caso da Cia. Tramoia
Relacionamos a seguir os cinco últimos balanços e os cinco últimos demonstrativos de 
resultados da Cia. Metalgráfica Lata Velha.
 CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-137
Informações adicionais:
15.1 A Diretoria do Banco de Desenvolvimento do Estado de Tramoia precisa autorizar um 
empréstimo de $ 500.000.000 à Metalgráfica, conforme pedido (intimação) do Gover-
nador do Estado.
15.2 Para que o Banco possa conceder um empréstimo desse vulto, a situação econômico-fi-
nanceira da empresa solicitante deverá ser promissora, principalmente no que concer-
ne ao retorno sobre o investimento (lucro).
15.3 A empresa de Consultoria Azeitadora S.A. aceitou a incumbência da Diretoria do Ban-
co para analisar a situação da Metalgráfica e elaborar um relatório que permita à Dire-
toria do Banco autorizar o referido empréstimo, sem problemas pessoais futuros.
15.4 A empresa de consultoria, por sua vez, não poderá distorcer a realidade dos fatos.
 Balanços em...../...../..... Em $ mil
ATIVO X3 X4 X5 X6 X7
Ativo Circulante
Disponível 4.000 10.000 8.000 12.000 5.000
Duplicatas a Receber 60.000 80.000 50.000 90.000 120.000
(–) Duplicatas Descontadas (30.000) (50.000) (30.000) (50.000) (60.000)
(–) Prov. Devedores Duvidosos (2.000) (3.000) (2.000) (4.000) (4.000)
Estoques 80.000 60.000 100.000 120.000 90.000
112.000 97.000 126.000 168.000 151.000
Ativo Não Circulante
Imobilizado 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000
(–) Depreciação (20.000) (45.000) (75.000) (110.000) (150.000)
180.000 205.000 225.000 240.000 250.000
Total do Ativo 292.000 302.000 351.000 408.000 401.000
PASSIVO e PL
Passivo Circulante
Fornecedores 10.000 20.000 25.000 20.000 16.000
Empréstimos 76.000 87.000 136.000 208.000 225.000
86.000 107.000 161.000 228.000 241.000
Passivo Não Circulante
Empréstimos (ELP) 130.000 130.000 130.000 130.000 130.000
Total do Passivo 216.000 237.000 291.000 358.000 371.000
Patrimônio Líquido
Capital 100.000 100.000 100.000 100.000 100.000
(–) Prejuízos Acumulados (24.000) (35.000) (40.000) (50.000) (70.000)
76.000 65.000 60.000 50.000 30.000
Total do Passivo e PL 292.000 302.000 351.000 408.000 401.000
e-138 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS
 Em $ mil
X3 X4 X5 X6 X7
Vendas Brutas 300.000 500.000 1.100.000 1.300.000 1.200.000
(–) Impostos (45.000) (75.000) (165.000) (195.000) (180.000)
Vendas Líquidas 255.000 425.000 935.000 1.105.000 1.020.000
Custo das Mercadorias Vendidas (180.000) (300.000) (660.000) (780.000) (720.000)
Lucro Bruto 75.000 125.000 275.000 325.000 300.000
(–) Despesas c/ Vendas (15.000) (25.000) (55.000) (65.000) (60.000)
(–) Despesas Administrativas (14.000) (12.000) (17.000) (21.000) (24.000)
(–) Despesas Financeiras (48.000) (71.000) (176.000) (210.000) (192.000)
(–) Depreciação (20.000) (25.000) (30.000) (35.000) (40.000)
(–) Devedores Duvidosos (2.000) (3.000) (2.000) (4.000) (4.000)
Despesas (99.000) (136.000) (280.000) (335.000) (320.000)
Lucro (prejuízo) Líquido (24.000) (11.000) (5.000) (10.000) (20.000)
Comentários:
Como podemos observar, a empresa de Consultoria terá muita dificuldade em dar um pa-
recer positivo, uma vez que a Lata Velha vem apresentando sucessivos prejuízos (uma exigência 
básica do Banco de Desenvolvimento para concessão do financiamento é a empresa apresentar 
Lucros).
Se nos atentarmos à DRE, verificaremos que a empresa apresenta Vendas Brutas crescentes. 
Portanto, não é a “queda de vendas” o motivo de sucessivos prejuízos.
Considerando-se que a taxa de juros cobrada pelo Banco de Desenvolvimento é, normal-
mente, subsidiada (abaixo da inflação), vamos propor à consultoria uma nova composição 
do nosso Passivo (com a injeção de $ 500.000.000) no sentido de melhor influenciá-la no seu 
parecer.
Dessa forma, você, como presidente da Lata Velha, fará um relatório à empresa de Consul-
toria mostrando o principal problema da Lata Velha e proporá a melhor aplicação possível para 
o financiamento a ser obtido.
 CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-139
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Análise completa
CIA. REAL
 Em $ milhões
ATIVO PASSIVO
X1 X2 X3 X1 X2 X3
Circulante
Disponível
Dupl. a Rec.
Estoque
Não Circulante
Investimentos
Imobilizado
Intangível
100
700
1.200
2.000
500
1.000
 500
2.000
200
1.000
1.800
3.000
1.000
2.000
1.000
4.000
300
1.500
2.200
4.000
2.000
3.000
 –.– 
6.000
Circulante
Fornecedores 
Contas pg.
Não Circulante
Financiamento (ELP)
P. Líquido 
Capital
Reservas
L. Acumulado
600
 400
1.000
2.000
500
400
 100
1.000
1.000
2.000
3.000
2.000
500
1.000
 500
2.000
2.000
3.000
5.000
2.000
500
1.500
1.000
3.000
Total 4.000 7.000 10.000 Total 4.000 7.000 10.000
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
X1 X2 X3
Dados
Receita
CPV (CMV)
Compras
Lucro Líquido
8.000
4.000
1.000
100
9.000
5.000
2.000
400
10.000
6.000
3.000
500
Pede-se:
1. Monte o Quadro Clínico da Cia. Real.
2. Faça o Diagnóstico (pontos fracos e pontos fortes).
3. Emita um parecer geral sobre a situação econômico-financeira da empresa.
4. Responda às seguintes questões:
a) Se você fizer uma análise apenas com três índices, quais você escolheria?
b) Qual é a importânciade calcular os Quocientes de Rotatividade (Atividade)?
c) Qual é o principal índice de liquidez?
d) Qual é a diferença entre as análises vertical e horizontal?
e) Comente o índice denominado Posição Relativa PMRE + PMRV
PMPC
Explique quando esse índice é considerado bom.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
* Nesse caso, admita que houve uma doação de $ 1.600.000 (Reserva de Capital).
1. Qual é a fórmula algébrica adequada para apurar o valor do Patrimônio Líquido?
2. Apresente as diferenças entre: 
- Capital Autorizado.
- Capital Subscrito.
- Capital Integralizado (ou Realizado).
3. Diferencie Provisões de Reservas e dê exemplos.
4. A Cia. Cingapura, conforme deliberação de sua diretoria, aumentará seu Capital de 
$ 52.400.000 para $ 82.400.000, com a emissão de 30 milhões de novas ações com valor 
nominal de $ 1,00 por ação. Será cobrado um ágio de $ 0,30 por ação. Como ficará o Patri-
mônio Líquido da empresa, sabendo-se que não existe nenhuma outra Reserva?
5. A Reserva de Reavaliação foi extinta. Entrou “Ajuste de Avaliação Patrimonial” no PL. Qual 
é a diferença?
6. Patrimônio Líquido da Empresa Watergate:
em 31-12-XY
Capital 2.000.000
Reserva Legal 50.000
Reserva Estatutária 200.000
Reserva Orçamentária 150.000
Total 2.400.000
Sabendo-se que essa empresa obteve Lucro Líquido, em XY+1, de $ 1.200.000, que, além 
da Reserva Legal, Reserva Estatutária (10%) e Reserva Orçamentária (5%), foram constituídas 
Reservas para Contingências em $ 200.000, e que não houve distribuição de Dividendos, apre-
sente o novo Patrimônio Líquido em 31-12-XY+1.
7. Baseando-se no exercício anterior (Empresa Watergate), mostre o Patrimônio Líquido em 
31-12-XY+1 com um aumento de Capital utilizando 50% da Reserva de Capital e 50% da 
Reserva Estatutária.*6
8. Qual a relação existente entre Lucros a Realizar e Reserva de Lucros a Realizar?
Patrimônio Líquido
 CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-141
9. O que é Conta Lucros ou Prejuízos Acumulados? Por que o saldo deverá ser zero no final do 
período?
10. Com base na natureza das contas a seguir relacionadas, demonstre o valor do Patrimônio Líqui-
do da empresa Tutti-Frutti, obedecendo aos agrupamentos da Lei das Sociedades Anônimas.
Em $ mil
Capital Social – Subscrito 100.000
Ágio na emissão de ações (Capital excedente) 10.000
Ações próprias adquiridas (Ações em tesouraria) 5.000
Capital a integralizar 10.000
Reserva para Contingências 15.000
Provisão para resgate de Partes Beneficiárias 5.500
Provisão para riscos fiscais e outras contingências 6.000
Reserva de Lucros para expansão 4.200
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 3.000
Reservas Estatutárias 12.000
Reserva Legal 4.300
Reserva de Lucros a Realizar 13.000
Provisão para Imposto de Renda 5.000
Reservas para aumento de Capital 55.600
Ajustes de Avaliação Patrimonial 14.000
11. A empresa Watergate (do sexto exercício) tem o Capital Social constituído por ações com 
valor nominal de $ 20 e os diretores resolveram incorporar ao Capital a Reserva para Contin-
gência. Quantas ações serão distribuídas a título de Bonificação ou “filhotes”? E se as ações 
não tivessem valor nominal, haveria distribuição de “filhotes”? O que deveria ser feito?
12. Avalie sua aprendizagem até o momento, indicando se as afirmações estão certas ou erradas.
a) As aplicações em bens imóveis que se destinam a propiciar uma renda patrimonial para 
a empresa serão classificadas em Investimentos.
( ) Certo ( ) Errado
b) Os valores recebidos por antecipação, para futura entrega de produtos ou serviços, se 
houver necessidade de devolução no caso do não cumprimento das condições contra-
tuais, serão classificados no Passivo Circulante (se a obrigação vencer até o fim do exer-
cício seguinte), ou no Não Circulante (Exigível a Longo Prazo, vencimento após o fim do 
exercício seguinte).
( ) Certo ( ) Errado
c) Todo o lado direito do balanço está incluído na denominação genérica de Passivo. Por-
tanto, é correto afirmar que Patrimônio Líquido é Passivo.
( ) Certo ( ) Errado
d) Reservas de Reavaliação são a contrapartida de aumentos de valores atribuídos a ele-
mentos do Ativo em virtude de novas avaliações, com base em laudo de avaliação que, a 
qualquer momento, é isento de tributação do Imposto de Renda. A partir de 2008, por 
meio da Lei no 11.638/07, ela é extinta.
( ) Certo ( ) Errado
e) Entendemos como Reservas para Contingências apenas as criadas para fins de precau-
ção contra possíveis perdas futuras, cujos fatos geradores ainda não ocorreram. Dessa 
maneira, evitamos pagamentos de dividendos sobre lucros de um período, a fim de criar 
Reservas que possam absorver prejuízos eventuais futuros.
( ) Certo ( ) Errado
e-142 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
f) As Obrigações em Moeda Estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão conver-
tidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor no Balanço. Essa conversão ocorrerá 
em todos os levantamentos de Balanço.
( ) Certo ( ) Errado
g) Reserva de Lucros a Realizar serve para postergar o pagamento de dividendos relativos a 
lucros economicamente existentes, mas financeiramente ainda não realizados.
( ) Certo ( ) Errado
h) As aplicações de Recursos em Despesas, que contribuirão para a formação de mais de um 
exercício social, serão classificadas no Diferido. Todavia, essas aplicações amortizáveis 
no próximo exercício serão classificadas no Circulante.
( ) Certo ( ) Errado
13. A empresa Tutti-Frutti, do décimo exercício, cujo valor nominal da ação é de $ 50, resolve 
vender as ações em tesouraria. Qual deveria ser o preço, considerando o valor total do PL? 
Depois de vendidas essas ações, qual seria o novo PL?
14. A mesma empresa resolve, em seguida, que as ações subscritas e não integralizadas devem 
ser negociadas por conta e risco do(s) acionista(s) omisso(s). Qual deveria ser o novo preço, 
considerando a venda das ações em tesouraria? Depois de vendidas as ações não integraliza-
das, qual seria o novo PL?
15. Estudo do caso João José
Próximo ao fim do ano corrente, o conselho de diretores da Cia. Rígida recebe a seguinte 
Demonstração do Patrimônio Líquido:
Capital Social (120.000 ações) 2.400.000
Ágio na venda de ações 1.440.000
Reservas de Lucro 1.920.000
Total do Patrimônio Líquido 5.760.000
A Cia. Rígida pagou dividendos de $ 3,60 por ação, em cada um dos últimos cinco anos. 
Após um exame cuidadoso das necessidades financeiras da empresa, o conselho de diretores 
declarou a antecipação de dividendos de 24.000**7 ações na base de $ 3,60. Pouco depois da dis-
tribuição antecipada de dividendos e antes do fim do ano, a Cia. declarou o pagamento à vista de 
$ 3 por ação. João José é possuidor de 10 mil ações da Cia. Rígida, adquiridas vários anos atrás. 
O mercado de ações antes da distribuição de dividendos apresentava a cotação de $ 60 por ação.
Instruções: baseado nas informações dadas anteriormente, responda às seguintes questões, 
demonstrando todos os cálculos relevantes:
a) Qual é o valor contábil líquido das ações de João José, apurado por meio da Demonstra-
ção do Patrimônio Líquido antes da distribuição de dividendos? Qual é o valor após a 
distribuição antecipada de dividendos? Explique por que a distribuição antecipada para 
20% das ações é (ou não é) razão determinante de mudanças na distribuição final de 
dividendos.
b) Qual é a razão provável para justificar a diferença entre o valor de mercado e o valor 
contábil líquido das ações de João José?
c) Qual foi o comportamento do montante recebido de dividendos pelas ações de João José 
comparado com o montante dos anos anteriores?
d) No dia seguinte à distribuição de dividendos, o valor de mercado da ação de João José 
caiu de $ 60 para $ 50. Isso representa um prejuízo para José? Explique.
** Foram pagos dividendos antecipados aos portadores de ações que primeiro compareceram à empresa até perfazer o montante de 24 mil 
ações (tal prática não é permitida por nossa legislação).
 CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-143
e) Sea Cia. Rígida tivesse anunciado que iria distribuir o dividendo habitual de $ 3,60 
por ação, após a distribuição antecipada para 20% das ações, qual seria sua expec-
tativa do comportamento do mercado de ações? A reação seria diferente da descrita 
em d? Por quê?
Subsídios para resolver as questões:
Valor Contábil Líquido = Quant. de Ações × Valor Contábil Líquido Unitário 
Valor Contábil Líquido Unitário = Total do PL
Total de Ações
*** Colaboração do Prof. Zuinglio José Barroso Braga.
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Cia. Bom de Papo***8
Balanço Patrimonial
 Em $ mil
ATIVO PASSIVO E PATR. LÍQUIDO
31-12-X6 31-12-X7 31-12-X6 31-12-X7
Circulante
Caixa
Dupls. a Receber 
Estoques
Total do Circulante
Não Circulante
Realizável a Longo Prazo
Emprést. a Coligadas
Investimentos 
Imobilizado
(–) Depr. Acumul.
Total do N.C.
10.000
15.000
 30.000
55.000
12.000
8.000
20.000
 (6.000)
34.000
28.000
50.000
 15.000
93.000
5.000
15.000
40.000
(10.000)
50.000
Circulante 
Fornecedores 
Contas a Pagar 
Imposto de Renda
Dividendos a Pagar
Total do Circulante 
Não Circulante
Financiamentos (ELP)
Total do N.C.
Patrimônio Líquido
Capital
Lucros Acumul.
Total Patr. Líquido
5.000
4.000
8.000
 0,00
17.000
0,00
0,00
60.000
12.000
72.000
5.000
4.000
2.000
15.000
26.000
30.000
30.000
60.000
27.000
87.000
TOTAL 89.000 143.000 TOTAL 89.000 143.000
Dados complementares para efetuar os Cálculos dos Índices (em mil):
a) O Lucro Líquido do Exercício de X6 foi de R$ 12.000.
b) O Lucro Líquido do Exercício de X7 foi de R$ 30.000.
c) O Capital Social é composto de 24 mil ações.
d) As Despesas Financeiras somam um total de $ 1.500.
Com base no Balanço Patrimonial da Cia. Bom de Papo, você deverá:
e-144 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
1. Preencher o quadro clínico a seguir:
Índices Fórmulas X6 X7 PADRÃO
Liquidez
Corrente -X-X-X-X
Seca -X-X-X-X
Geral -X-X-X-X
Endividamento
Quantidade -X-X-X-X
Qualidade -X-X-X-X
Rentabilidade
Empresa 60,98%
Empresário 20,00%
Valor Patrim. Ação -X-X-X-X
Alavanc. Financ. -X-X-X-X
2. Qual o conceito que você daria para a empresa Cia. Bom de Papo no que diz respeito a sua 
situação financeira (boa ou ruim)? Justifique sua resposta.
3. Qual o conceito que você daria para a empresa, no que diz respeito à quantidade da dívida, 
se a compararmos com as empresas internacionais e brasileiras (alta ou baixa)? Justifique sua 
resposta.
4. Se você fosse contratado para fazer uma consultoria dessa empresa, o que aconselharia, no 
que diz respeito à RENTABILIDADE para os administradores que não são os proprietários? 
(Vide Quadro clínico).
5. O proprietário da empresa informa a você, consultor, que precisa captar um empréstimo no 
Banco Espertinho S.A., e que o banco lhe informou que a empresa precisa ter uma ótima situ-
ação financeira e que seu Administrador lhe sugere que paguemos $ 20.000 da dívida do ano 
X7 antes do fechamento do balanço de 31-12-X7, pois estaremos apresentando uma mudança 
na situação financeira de, aproximadamente,****9 3 (três) vezes mais. Você concorda com tal 
decisão? Justifique sua resposta.
GRUPO DE CONTAS ANTES DEPOIS
Ativo Circulante (AC) $ 93.000 $ 73.000
Passivo Circulante (PC) $ 26.000 $ 6.000
Índice de Liquidez Corrente (+ ou –) 4,00 (+ ou –) 12,00
**** 12/4 = 3 vezes mais.
 CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-145
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Por que as Sociedades Anônimas não poderão ter mais a conta Lucros Acumulados no Pa-
trimônio Líquido?
2. O que significa Reservas de Incentivos Fiscais?
3. A Cia. Bom Preço distribuirá $ 900 mil de dividendos obrigatórios. Teve um Lucro de $ 2.000 
mil, sendo que, deste lucro, $ 1.400 mil ainda é Lucros a Realizar (Lucro Econômico). Neste 
caso, a empresa poderá fazer a Reserva de Lucros a Realizar? Se sim, qual seria o valor desta 
reserva?
4. Poderíamos dizer que os Ajustes da Avaliação Patrimonial têm a mesma filosofia da extinta 
Reserva de Reavaliação?
5. Por que é importante conhecer a diferença entre Reservas e Provisões?
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Comente os aspectos Obrigatório e Facultativo para a Demonstração de Lucros e Prejuízos 
Acumulados (DLPAc) e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL).
2. Por que se afirma que a DLPAc representa a interligação entre o Balanço Patrimonial e a 
Demonstração do Resultado do Exercício?
3. Sabendo-se que o Lucro Acumulado em 31-12-X8 era de $ 5.800, calcule, por meio da 
DLPAc, o Lucro Acumulado em 31-12-X9, conhecendo os seguintes dados:
Lucro Líquido do Exercício: $ 1.300 
Reserva Legal (calcular pela taxa legal) 
Reserva da Contingência – 10% 
Reserva Estatutária – 15%
Reserva de Lucros a Realizar – 20% 
Dividendos: 25% sobre o Lucro Líquido
4. O que é Lucro Líquido Ajustado? Calcule qual seria o Lucro Líquido Ajustado no exercício 
3 (anterior).
5. Se não houvesse um percentual estabelecido no estatuto, de quanto seria o Dividendo, no 
caso do exercício 3?
6. A empresa Folgadinha Ltda. está fortemente interessada em calcular as Reservas de Lucros 
estipuladas para as Sociedades Anônimas. Quais são as reservas que esta sociedade de quo-
tas por responsabilidade limitada poderia destacar em suas Demonstrações Financeiras?
7. Sabendo-se que o Lucro Acumulado da J. J. Abóbora Ltda. no início do período era de 
$ 129.360.000, que houve um aumento de Capital durante o ano por conta de Lucros Acu-
mulados no valor de $ 100.000.000, que o Lucro Líquido do exercício foi de $ 68.800.000 
e que haverá uma distribuição de lucro para os sócios de $ 50.000.000, calcule o valor de 
Lucros Acumulados no final do exercício.
8. Preencha as linhas pontilhadas das Demonstrações Financeiras da Cia. Goiaba.
Demonstração dos Lucros 
ou Prejuízos Acumulados e 
Demonstração das Mutações 
do Patrimônio Líquido
 CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-147
BALANÇO PATRIMONIAL
Empresa Goiaba Ltda.
 Em $ mil
ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO
31-12-X9 31-12-X10 31-12-X9 31-12-X10
Circulante
Caixa
Não Circulante
Investimentos
Imobilizado
500
500
1.000
- - - - -
- - - - -
- - - - -
Circulante
IR a Pagar
Patrimônio Líquido
Capital
Reserva Estatutária
Lucros Acumulados
–0–
- - - - -
1.000
–0–
1.000
- - - - -
- - - - -
- - - - -
- - - - -
Total 2.000 - - - - - Total 2.000 - - - - -
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Empresa Goiaba Ltda.
 Em $ mil
Discriminação X10
Receita Bruta 10.000
(–) Custo dos Serviços Prestados 8.000
Lucro Bruto - - - - -
(–) Despesas Operacionais
Vendas 400
Administrativas 600 - - - - -
Lucro Operacional - - - - -
(–) Imposto de Renda - - - - -
Lucro Líquido - - - - -
Observação:
A Receita e a Despesa/Custo foram à vista.
O Imposto de Renda foi de 15% sobre o Lucro de $ 1.000.
Não houve aquisição de Permanente nem aumento de Capital em X10.
Houve uma Constituição de Reserva Estatutária de 20%.
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU 
PREJUÍZOS ACUMULADOS
Saldo no início do exercício 
Lucro Líquido do Exercício 
Saldo no final do exercício
$ 1.000
 800
- - - - - -
9. Estruture a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados em 31-12-X9. 
A empresa Kokoroba apresenta os seguintes dados:
e-148 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
a) 
Não Circulante
Investimentos
Imobilizado
(–) Depreciação
Intangível
Total do Não Circulante
2.000
(1.000)
31-12-X8
1.500
1.000
2.500
Patrimônio Líquido
Capital
Lucros Acumulados
Total do PL
31-12-X8
4.000
 6.000
10.0005.000
b) O lucro antes do Imposto de Renda é de $ 50.000.
c) O lucro servirá de base para o cálculo do Imposto de Renda à razão de 15%.
d) A Reserva Legal será calculada dentro dos limites permitidos por lei.
e) A política de distribuição de dividendos é de 50% sobre o Capital.
f) Foi aprovado um projeto de expansão da fábrica, sendo que, durante cinco anos, 20% 
serão extraídos do lucro anualmente.
g) Não haverá outras reservas.
h) O Capital é constituído de 4 mil ações.10. Qual é a grande vantagem da Demonstração das Mutações do PL em relação à Demonstra-
ção de Lucros ou Prejuízos Acumulados?
11. Por que ajustes de exercícios anteriores não podem ser incluídos na Demonstração do Resul-
tado do Exercício?
12. Apresente a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados conhecendo o PL da Cia. 
Morbidalena:
- Com base nos saldos em T0 e T1, há condições de se estruturar a DLPAc?
- Para entender melhor o Patrimônio Líquido, faça a Demonstração das Mutações do Pa-
trimônio Líquido.
Cia. Morbidalena
 Em $ mil
Patrimônio Líquido
Capital Social
(-) Capital a Realizar
Realizado
Reservas de Capital
Ágio na emissão de Ações
Reservas de Lucro
Reservas para Contingências
Reserva Legal
Reserva Estatutária
Reservas de Lucros para Expansão
Reserva de Lucros a Realizar
Lucros Acumulados
31-12-T0
250.000
(50.000)
200.000
2.000
10.000
10.000
20.000
30.000
 8.000
78.000
100.000
31-12-T1
280.000
(50.000)
230.000
2.000
165.000
10.000
-0-
80.000
 8.000
263.000
45.000
Total 380.000 540.000
Outros dados:
a) Não houve Ajustes de Avaliação Patrimonial.
b) O capital, no final do ano, foi aumentado com as Reservas Legal e Estatutária.
 CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-149
c) O lucro do exercício foi de $ 200.000.
d) Não houve constituição de Reservas Estatutárias e de Lucros a Realizar.
e) Houve reversão total de Reservas para Contingências e uma nova constituição de $ 165.000.
f) Foram constituídos $ 50.000 de Reservas de Lucros para expansão.
g) $ 40.000 de Dividendos foram distribuídos.
13. Explique a diferença entre Lucros a Realizar e Reserva de Lucros a Realizar.
14. Examine a DLPAc e a DMPL a seguir apresentadas, da Cia. Transporta Tudo, e faça alguns 
comentários.
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS EM 31-12-X9
Saldo Inicial 6.878.058
(–) Dividendos Distribuídos (1.500.000)
(–) Transferência p/ Reservas de Lucros (5.378.058)
(+) Lucro do Exercício 18.862.470
(–) Reserva Legal (943.123)
(–) Provisão para Imposto de Renda (2.472.050)
(=) Saldo Final em 31-12-X9 15.447.297
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31-12-X9
Capital Reservas de Capital
Reservas de 
Lucros
Lucros ou 
Prej. Acum. Total
Saldo Inicial 39.000.000 14.133.600 1.122.215 6.878.058 61.133.873
Dividendos Distribuídos 0 0 0 (1.500.000) (1.500.000)
Transferência 0 0 5.378.058 (5.378.058) 0
Ajuste Prov. IR 0 0 (1.614.239) 0 (1.614.239)
Res. Invest. Incent. 0 547.454 0 0 547.454
Outros Acréscimos 0 22.368.007 2.305.719 0 24.673.726
Lucro Líquido Exercício 0 0 943.123 15.447.297 (16.390.420)
39.000.000 37.049.061 8.134.876 15.447.297 99.631.234
15. O caso da Cia. Incendiária
A Cia. Incendiária, após um “inevitável” incêndio em seu escritório, fica impossibilitada de 
apresentar as Demonstrações Financeiras em 31-12-X4, pois seus livros contábeis foram total-
mente destruídos.
Todavia, seu contador, muito prestativo, informa à direção da empresa que dispõe de alguns 
relatórios contábeis em sua casa e que teria a máxima satisfação em trazê-los.
Um tanto a contragosto dos diretores, o contador apresenta os relatórios:
e-150 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-12-X3
Ativo Circulante
Caixa e Bancos
Dupls. a Receber
Estoques
Ativo Não Circulante
Investimentos
Imobilizado
Total
Passivo Circulante
Fornecedores
Empréstimo Bancário
Outras Contas
Não Circulante
Financiamentos (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital
Reserva Legal
Lucros Acumulados*
Total
300.000
1.800.000
1.200.000
400.000
2.000.000
1.600.000
1.200.000
 200.000
800.000
1.200.000
500.000
 200.000
3.300.000
2.400.000
5.700.000
3.000.000
800.000
1.900.000
5.700.000
10
a) Demonstração de Resultados para o Período de 1o-01-X3 a 31-12-X3
b) Alguns lembretes: o lucro do exercício X4 foi de $ 900.000; houve um aumento de Capital 
para $ 2.000.000, sendo que a metade do aumento foi em dinheiro, no final do ano, e a 
outra metade em Lucros Acumulados. “Estas coisas a gente não esquece facilmente”, diz 
o contador.
c) No dia seguinte, o contador aparece com um papel semidestruído, dizendo o seguinte: 
“Encontrei nos destroços do incêndio um pedaço do recibo-pagamento de dividendos. 
Aqui está, distribuímos este ano (X4) $ 500.000 de dividendos. Valeu a pena esmerilhar 
os destroços”.
A empresa não faz outras reservas (exceto as constantes do PL de X3). 
Apresente a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da Cia. Incendiária.
* Esse saldo não deverá constar mais nas S.A.
 CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-151
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I
* Conforme a Lei das S.A., o saldo deveria ser zero.
1. Cia. Administrativa – Com os dados do PL, apresente a Demonstração das Mutações do PL.
 Cia. Administrativa I 31-12 Em $ mil
ATIVO PASSIVO e PL
Circulante 19X1 19X2 Circulante 19X1 19X2
Disponível 100 300 Fornecedores 400 1.000
Dupl. Receber 1.000 2.000 Contas a Pagar 200 340
Estoque 800 1.500 Emprést. a Pagar 1.500 4.310
Desp. Exerc. Seguinte 100 200 Dividendo a Pagar – 660
I. Renda a Pagar – 2.100
2.000 4.000 2.100 8.410
Não Circulante Não Circulante
Realizável a Longo Prazo Financiamentos (ELP) 1.400 3.000
Emprést. a Coligadas 500 1.000
Investimentos 1.000 8.000 Patrimônio Líquido
Imobilizado 2.000 7.000 Capital 1.500 3.000
(–) Deprec. Acumul. (200) (800) Res. Capital 200 1.900
Intangível 1.000 2.800 Ajustes de Avaliação Patrimonial 50 100
(–) Amort. Acumul. (800) (2.000) Res. Legal 100 387,5
Total do NC 3.500 16.000 Res. Estatutária 50 475
Res. de Contingência 20 40
Res. Orçamentária 30 435
Res. de Lucros a Realiz. 40 1.992,5
Lucros Acumulados* 10 260 
2.000 8.590 
TOTAL 5.500 20.000 TOTAL 5.500 20.000
11
a) DRE Em $ mil
19X2
Receita Bruta
(–) Deduções
Receita Líquida
(–) Custo do Produto Vendido
Lucro Bruto
(–) Despesas Operacionais
Vendas
Administrativas 
Financeira
(–) Receita Financeira
Variação Cambial
(+) Resultado da Equivalência Patrimonial
Lucro Operacional
(+) Outras Receitas Operacionais
(+) Ganhos Extraordinários
Lucro Antes do I. Renda
(–) Prov. I. Renda
Lucro Líquido
(6.000)
1.400
(1.400)
40.000
 (4.000)
36.000
(16.000)
20.000
(6.000)
(9.000)
(6.000)
 4.000
3.000
2.000
 1.100
6.100
 (2.100)
4.000
e-152 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
2. Exercício Completo – Cia. Amplitude I
A seguir, temos os dados da Cia. Amplitude referentes ao término do ano de X6. Num pri-
meiro plano, apresentamos o Balanço Patrimonial e, em seguida, os dados de X7.
Com base nessas informações, pede-se:
1. Complete o Balanço Patrimonial em 31-12-X7.
2. Elabore a Demonstração do Resultado do Exercício para o período de X7.
3. Estruture a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados e a Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido.
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Circulante 31-12-X6 31-12-X7
Caixa 10.000 - - - - - Fornecedores 5.000 - - - - -
Duplicatas a Receber 15.000 - - - - - Juros a Pagar –0– - - - - -
Estoques 30.000 - - - - - Imposto de Renda –0– - - - - -
Aplicações Financeiras –0– - - - - - Dividendos a Pagar –0– - - - - -
Total do Circulante 55.000 - - - - - Partic. Administr. a Pagar –0– - - - - -
Total Circulante 5.000 - - - - -
Não Circulante
Emprést. a Coligadas (RLP) 12.000 - - - - - Não Circulante
Investimento 8.000 - - - - - Financiamentos a Pagar –0– - - - - -
Imobilizado 14.000 - - - - -
Intangível –0– –0– Patrimônio Líquido
Total do N.C. 22.000 - - - - - Capital 60.000 - - - - -
Reserva Legal 4.000 - - - - -
Reserva Estatutária 8.000 - - - - -
Ajustes de Avaliação Patrimonial –0– - - - - -
Lucros Acumulados* 12.000 - - - - -
Total do Patr. Líquido 84.000 - - - - -
Total 89.000 - - - - - Total 89.000 - - - - -
* Pela Lei das S.A., o saldo de Lucros Acumulados deverá ser zero.
Operações de X7
1. A empresa vendeu, noperíodo, $ 100.000, sendo que 80% foram recebidos. O saldo de Du-
plicatas a Receber em 31-12-X6 foi totalmente recebido em X7.
2. A empresa pagou sua conta Fornecedores, porém comprou mais $ 40.000 de Mercadorias 
para Estoques, sendo que $ 10.000 ainda não foram pagos a seus Fornecedores.
3. Dos $ 70.000 de Mercadorias em Estoques (EI + Compras), sobraram, no final do ano, 
$ 25.000 (Estoque Final). Dessa forma, o Custo da Mercadoria Vendida foi de $ 45.000.
4. Dos Empréstimos a Coligadas no Realizável a Longo Prazo (Não Circulante), a empresa re-
cebeu $ 7.000.
5. Em Aplicações em Outras Empresas, no subgrupo Investimentos, houve acréscimo de $ 4.000 
por novas aquisições à vista.
6. No item Imobilizado, houve novas aquisições no valor de $ 10.000 no início do ano. Essa 
aquisição é fruto de um financiamento com dois anos de carência, sendo considerados juros 
de 20% ao ano, ainda não pagos.
No final de X6, o item Imobilizado, depreciado a 10% ao ano, apresentava:
 CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-153
Imobilizado Bruto $ 20.000
(–) Depreciação Acumulada ($ 6.000) 14.000.
7. A empresa teve aumento de Capital em dinheiro no valor de $ 20.000.
8. Em termos de apuração de Resultado, constataram-se Despesas de Vendas de $ 12.000 e Ad-
ministrativas de $ 8.000, ambas totalmente pagas.
9. O Imposto de Renda é 15% sobre o lucro apurado na Demonstração do Resultado, já que não 
houve nem um ajuste a fazer.
10. Nesse período, foi decidido calcular 20% do Lucro após o Imposto de Renda como Participa-
ção dos Administradores, que será pago em X8.
11. A empresa costuma fazer Reserva Legal (5%) e Reserva Estatutária (10%), ambas sobre o 
Lucro Líquido.
12. Sobre o Lucro Líquido do exercício, foram provisionados Dividendos à base de 35%, que 
serão pagos no ano seguinte.
13. No final do ano, a empresa aplicou, no mercado financeiro, $ 53.000.
14. Após fazer a Depreciação do ano X7, no último momento do ano, a empresa faz uma Compra 
de seu Imobilizado, acrescentando $ 14.000, financiados por dois anos.
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II
1. Ajude na reelaboração da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados da Empresa 
Maluca em 31-12-X0.
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Empresa Maluca
Discriminação Exercício Findo em 31-12-X0
Saldo no início do período 1.500
Reserva de lucros a realizar (50)
Reserva orçamentária (300)
Saldo disponível 1.150
Lucro líquido do exercício 1.480
Reversão de reserva de lucros a realizar 130
Mudança de critério contábil (46)
Dividendos a distribuir (750)
Reserva legal (74)
Saldo ao final do período 1.890
2. Observe a DMPL estruturada pelo Sr. Sabe Tudo para a Cia. 100% em 31-12-X3: DEMONS-
TRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO.
Dados para elaboração da DMPL em 31-12-X4:
Movimentações
Reservas de Lucros Reserva de Capital
Lucros 
acumulados TotalLegal Orçamentária Ágio emissão de ações
Capital 
realizado
Lucros a 
realizar
Saldo
31-12-X3
250 200 50 1.000 75 300 1.875
-
-
-
e-154 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Dados para elaboração da DMPL em 31-12-X4:
– Lucro do exercício $ 850
– Reserva legal 5% do lucro líquido
– Dividendos distribuídos ajustados 50% do lucro
– Reversão de lucros a realizar $ 15
– Reserva para contingências $ 96
– Ajustes de exercícios anteriores $ 20
– Aumento de capital com reserva legal $ 50
Pede-se: 
Apresente um novo demonstrativo corretamente estruturado em 31-12-X4.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Por que se diz que a Demonstração dos Fluxos de Caixa é Dinâmica?
2. Em rigor, como deveríamos intitular a Demonstração do Fluxo de Caixa? E por que não o 
fazemos?
3. Por que a DFC é uma importante “ferramenta” para o Gerente Financeiro?
4. “O Fluxo de Caixa Projetado visa definir um montante no Caixa adequado para cobrir 
os compromissos que vão surgindo”. O que se faz quando detectamos que o dinheiro será 
insuficiente para fazer frente aos compromissos? E qual seria sua atitude se constatasse que 
tinha havido excesso de recursos financeiros em determinado período?
5. Quais são as formas distintas em que pode ser elaborada a DFC? Qual é a forma ideal? 
Justifique.
6. Enumere quais são as principais transações que:
a) Aumentam o Disponível.
b) Diminuem o Disponível.
c) Não afetam o Disponível.
Quais são as Demonstrações Financeiras indicadas que servirão de base para a elaboração 
do Fluxo de Caixa?
7. Quais são as técnicas recomendadas para determinar o valor que afetou o Caixa por Dupli-
catas a Receber e Fornecedores? Exemplifique.
8. Elabore a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC).
BALANÇO PATRIMONIAL
 Cia. Canecão Em $ mil
ATIVO PASSIVO e PL
31-12-X4 31-12-X5 31-12-X4 31-12-X5
Circulante
Disponível
Não Circulante
Imobilizado
3.000
1.000
6.000
1.000
Circulante 
Patrim. Líquido
Capital
Lucros Acumulados
–
4.000
–
–
4.000
3.000
Total 4.000 7.000 Total 4.000 7.000
Demonstração dos 
Fluxos de Caixa 
(Demonstração do Fluxo 
Financeiro)
18
e-156 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DRE NO PERÍODO X5
Cia. Canecão
Em $ mil
Receita 10.000
Despesas (7.000)
L. Líquido 3.000
9. Elabore a DFC, considerando os dados a seguir.
BALANÇO PATRIMONIAL
 Cia. Correção Em $ mil
ATIVO PASSIVO e PL
31-12-X5 31-12-X6 31-12-X5 31-12-X6
Circulante
Disponível
Não Circulante
Imobilizado
3.000
1.000
4.380
1.600
Circulante 
Imposto de Renda a Pagar
Patrim. Líquido
Capital
L. Acumulados
–
4.000
–
450
4.000
1.530
Total 4.000 5.980 Total 4.000 5.980
DRE NO PERÍODO X6
Cia. Correção
Em $ milhões
Receita Bruta 10.000
(–) Custos/Despesas (7.000)
Lucro Operacional 3.000
(–) Correção Monetária (1.800)
Lucro Antes do IR 1.200
(–) Provisão p/IR (450)
Lucro Líquido 2.550
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Cia. Correção
Em $ milhões
Saldo no início de X6 0
Lucro do exercício 2.550
(–) Distribuição de Dividendos (1.020)
Saldo no final do Período 1.530
10. Explique quando o Capital é aumentado com recursos particulares dos próprios sócios e não 
afeta o caixa.
11. Assinale com um X as contas que, no momento de sua origem (no momento do lançamento 
contábil), afetam o caixa.
( ) Ajustes de Avaliação Patrimonial 
( ) Dupl. a Receber
 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-157
( ) Vendas à Vista 
( ) Contas a Pagar
( ) Variação Cambial 
( ) Depreciação
( ) Provisão para Devedores Duvidosos 
( ) Estoques
( ) Aquisição de Máquinas (à vista) 
( ) Aumento de Capital c/ Reservas
( ) Aumento de Investimento pelo Método de Equivalência Patrimonial 
( ) Lançamento de Juros a Pagar
( ) Lucros Acumulados 
( ) Dividendos a Pagar
12. Elabore a DFC da Cia. Amnésia.
BALANÇO PATRIMONIAL
Cia. Amnésia
 Em $ mil
31-12-X7 31-12-X8 31-12-X7 31-12-X8
Circulante
Caixa
D. Receber (Valor Líquido)
Estoques
Desp. Antecipadas
(seguros)
Total do Circulante
Não Circulante 
Realizável a Longo Prazo
Tít. a Receber
Investimento 
Ações
Imobilizado 
Diversos
(–) Deprec. Acumulada
Intangível
Marcas e Patentes 
(–) Amortização
Total Não Circulante
100
500
1.000
100
____________
1.700
2.000
500
2.500
(500)
500
 (50)
 450 
4.950
1.000
1.000
1.800
200
____________
4.000
1.000
700
3.000
(1.100)
500
 (100)
 400 
4.000
Circulante
Fornecedores
Comissões a pagar 
Pró-labore a pagar 
Juros a pagar 
Salários a pagar 
Emprést. Bancários
Total do Circulante
Não Circulante
Financiamento (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital
Prejuízos Acumulados
Total do PL
500
100
100
–
200
2.000
2.900
1.000
3.000
 (250)
2.750
1.000
200
200
1.500
500
3.000
6.400
1.500
3.900
(3.800)
100
Total 6.650 8.000 Total 6.650 8.000
e-158 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Cia. Amnésia
 Em $ milhões
Vendas Brutas 
(–) IPI
Vendas Líquidas
(*) CPV – (Gastos Gerais de Fabricação = $ 1.100)
(–) Despesas Operacionais e Não Operacionais 
Comissão de VendedoresProvisão para Devedores Duvidosos 
Depreciação
Amortização 
Despesas de Seguros 
Variação Cambial 
Pró-labore
Desp. com Juros 
Desp. com Salários 
Multas Fiscais
Outras Despesas
Prejuízo
(10.000)
2.250
20.000
(3.000)
17.000
7.000
550
100
600
50
100
500
600
1.500
1.000
3.000
(10.550)
(3.550)
* CPV = EI + GGF – EF.
Haveria uma explicação lógica para o exercício 12, uma vez que a empresa deu um prejuízo 
de $ 3.550 milhões e seu caixa ainda aumentou de $ 900 milhões?
13. Faça a Demonstração dos Fluxos de Caixa para a Empresa Y, a partir dos seguintes dados 
(em $ milhões):
ATIVO 31-12-X7 31-12-X8 PASSIVO 31-12-X7 31-12-X8
Disponibilidade 10.000 10.000 Fornecedores 90.000 150.000
Clientes 100.000 68.000 Dív. Longo Prazo 90.000 20.000
Estoques 70.000 119.000 Capital 50.000 80.000
Desp. Antec. 5.000 8.000 Reservas (15.000) 5.000
Imobilizado 50.000 80.000
Depr. Acumul. (20.000) (30.000) _______________ _______________
215.000 255.000 215.000 255.000
 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-159
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE X8
Vendas 300.000
(–) CMV (200.000)
LB 100.000
Despesas Operacionais
De Vendas 10.000
Administração 10.000
Financeiras 20.000
Depreciação 20.000 (60.000)
40.000
Prejuízo Venda
Imobilizado (5.000)*
Lucro Líquido 35.000
Distribuição Lucro
Aumento Capital 10.000
Dividendos 5.000
Reservas 20.000
Total 35.000
* Venda 15.000
(–) Valor Contábil
Valor de Compra 30.000
(–) Deprec. Ac. (10.000) (20.000)
Prejuízo 5.000
14. Elabore a Demonstração dos Fluxos de Caixa da Cia. Juliana.
BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-12
Cia. Juliana
 Em $ milhões
ATIVO X5 X6
Circulante
Caixa e Bancos 
Duplicatas a Receber
Provisão p/ Devedores Duvidosos
Estoque
Soma
Não Circulante
Imóveis
Máquinas e Equipamentos
(–) Depreciação Acumulada
Soma
Total do Ativo
250
 (5)
200
 (60)
100
245
300
645
500
 140
640
1.285 
350
 (10)
320
 (90)
710
120
340
 400
860
500
 230
730
1.590 
e-160 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
20X5 20X6
PASSIVO e PL
Circulante
Fornecedores
Empréstimos Bancários
Tributos e Contribuições
Soma
Não Circulante
Financiamentos (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital
Lucros Acumulados
Soma
Total Passivo + Patrimônio Líquido
220
150
 80
450
300
400
 135
535
1.285
260
220
 130
610
320
500
 160
660
1.590
Dados Adicionais:
a) Aquisição de novas máquinas, no valor de $ 120.000.000, feita em 03-12- X6, depreciação 
em dez anos.
b) Em 29-12-X6, foi obtido financiamento adicional de $ 20.000.000 com vencimen-
to para 29-12-X8. Nenhum pagamento foi efetuado com relação ao financiamento de 
$ 300.000.000, pois este conta com prazo de carência de dois anos.
c) Aumento de capital feito em 30-04-X6, mediante novas subscrições totalmente integrali-
zadas nessa data em moeda corrente.
d) Movimento de empréstimos bancários em X6:
Em $ milhões
Data 1o trim. 2o trim. 3o trim. 4o trim. Ano
Líquido recebido p/ Empréstimos no início do período 140 140 205 205 690
Juros debitados a Resultados no fim do período 10 10 15 15 50
Pagamentos efetuados no início de cada trimestre, relativamente ao trimestre anterior.
 Em $ milhões
Empréstimos
Juros
140 140 140 205 625
 10 10 10 15 45
150 150 150 220 670
 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-161
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO
 Em $ milhões
Período de 1o-01-X6 31-12-X6
Vendas 
(–) CMV
Estoque Inicial 
Compras 
Estoque Final
Lucro Bruto
(–) Despesas Operacionais 
Despesas Gerais 
Depreciação
Prov. p/ Devedores Duvidosos 
Juros
Lucro Operacional
Resultados Eventuais (Multas Fiscais)
Lucro Líquido
300
1.900
 400
960
30
10
 50
3.000
(1.800)
1.200
(1.050)
150
 (10)
140
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS ACUMULADOS
 Em $ milhões
Saldo em X5
(–) Dividendos pagos em 30-06
Saldo para Exercício Seguinte 
(+) Lucro Líquido em X6
Saldo em 31-12
100
(80) 
20
115
135
135
(115)
20
140
160
15. O caso da Cia. Avançada
Quando o Controller da Cia. Avançada apresentou as seguintes demonstrações para o Con-
selho de Administração no fim do ano 2, a reação dos membros do Conselho foi muito favorável.
DEMONSTRAÇÃO COMPARATIVA DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS
Cia. Avançada
 Em $ 10.000
X5 X4
Vendas Líquidas 9.700 6.800
(–) Custos das Mercadorias Vendidas 5.900 4.800
Lucro Bruto 3.800 2.000
Despesas Operacionais (Depreciação inclusa) (1.800) (1.400)
Lucro antes do IR 2.000 600
IR (900) (250)
Lucro depois do IR 1.100 350
e-162 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
POSIÇÃO FINANCEIRA COMPARATIVA EM 31-12
Cia. Avançada
 Em $ 10.000
X5 X4
Ativo Circulante
Menos: Passivo Circulante
Capital Circulante Líquido
Ativo Não Circulante (Depreciação Dim.)
Total do Ativo Menos o Passivo Circulante
4.100
 2.000
2.100
 9.700
11.800
3.950
2.250
1.700
6.500
8.200
Financiado pelos seguintes recursos a Longo Prazo:
Passivo Exigível a Longo Prazo
Capital ($ 50,00 por ação)
Lucros Acumulados
Total de Recursos a Longo Prazo
2.500
5.000
 4.300
11.800
–
5.000
3.200
8.200
(Repare que o lucro após o IR subiu de $ 3,50 por ação para $ 11,00 por ação.) Um membro 
do Conselho propôs que fosse distribuído um dividendo substancial. “Nosso Capital Circulante 
Líquido subiu $ 4.000.000, portanto nós podemos fazer a distribuição para os acionistas”. A isto o 
Controller replicou que a posição do Caixa da Cia. era precária e apontou para o fim do ano X5, 
em que o disponível era de $ 1.500.000, acusando uma diminuição em relação ao fim do ano X4, 
quando o saldo era $ 14.500.000. O Controller também lembrou ao Conselho que a Cia. comprou 
um equipamento novo durante o ano X5 no valor de $ 40.000.000. Quando um diretor do Conse-
lho pediu uma explicação do aumento de $ 4.000.000 no Capital Circulante Líquido, o Controller 
apresentou o seguinte demonstrativo (em $ 10.000):
EFEITOS NO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
 Em $ 10.000
Aumentos no Capital Circulante Líquido
Contas a receber (aumento)
Estoques (aumentos)
Despesas Antecipadas (aumentos)
Contas a pagar (diminuição)
Despesas a pagar (diminuição)
Diminuições no Capital Circulante Líquido
Disponível
Imposto de Renda a pagar (aumento)
Aumento no Capital Circulante Líquido durante o ano X5
1.300
 650
830
450
170
620
 280
2.350
(1.950)
400
Após examinar esta demonstração, o membro do Conselho balançou a cabeça e disse:
“Ainda continuo não entendendo como a nossa posição financeira pode ser tão insignifican-
te, em face dos fatos de que o lucro após o IR triplicou e que o Capital Circulante Líquido teve um 
aumento substancial.”
Pede-se:
a) Prepare uma Demonstração do Resultado do Exercício para o ano X5 com base nos de-
monstrativos apresentados, utilizando o critério de regime de caixa.
 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-163
b) A partir da informação em a, com base no demonstrativo da Posição Financeira Compa-
rativa, prepare um demonstrativo do Fluxo de Caixa para o ano X5, explicando a diminui-
ção de $ 1.300.000 no disponível.
c) Prepare um Demonstrativo Contábil para explicar o aumento no Capital Circulante Líquido 
da Cia. Avançada em forma mais aceitável.
d) Apresente uma Nota Explicativa para o membro do Conselho.
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR
1. Cia. Grampo
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO e PL
Circulante 2003 2004 2005 Circulante 2003 2004 2005
Disponível 
Duplicatas a Receber 
Estoque
Não Circulante
Investimentos
Imobilizado
1.000
4.000
 5.000 
10.000
5.000
5.000
1.500
6.000
 7.500 
15.000
10.000
10.000
2.000
7.000
11.000
20.000
20.000
10.000
Diversos a pagar 
Fornecedores
Não Circulante
Financiamento a pagar (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital + Reservas
4.000
 1.000 
5.000
5.000
10.000
8.000
 2.000 
10.000
5.000
20.000
15.000
 3.000 
18.000
2.000
30.000
TOTAL 20.000 35.000 50.000 20.000 35.000 50.000
DRE
2003 2004 2005
Vendas
(–) Custos*
30.000 
(5.000)*
45.000 
(10.000)*
60.000 
(15.000)*
Lucro Bruto
(–) Despesas
De vendasAdministrativas
Financeiras
25.000
(2.000)
(4.000)
(10.000)
35.000
(4.000)
(5.000)
(11.000)
45.000
(6.000)
(6.000)
(18.000)
Lucro Operacional
(–) Imposto de Renda
9.000
(4.000)
15.000
(5.000)
15.000
(5.000)
Lucro Líquido 5.000 10.000 10.000
* Compras = ?
CMV = EI + C – EF
e-164 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (MODELO DIRETO)
2003 2004
Saldo Inicial 
Entradas
Vendas
Aumento de Capital (Reservas)
Subtotal 
(–) Saídas
Compras 
Investimentos 
Imobilizado
Despesas Operacionais 
Imposto de Renda 
Pagamento de Financiamento
Total de saídas
1.000
43.000
–
44.000
(11.500)
(5.000)
(5.000)
(16.000)
(5.000)
–
(42.500)
1.500
59.000
–
60.500
(17.500)
(10.000)
–
(23.000)
(5.000)
(3.000)
58.500
Saldo Final 1.500 2.000
Pede-se:
1. Após estruturar adequadamente os Fluxos de Caixa (Caixa Operacional, Investimento e Financia-
mento), faça uma análise indicando como poderia ser melhorado esse fluxo da empresa.
2. Faça a DFC – Modelo Indireto – e tente melhorar suas conclusões.
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Cia. Elisantina
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO 31-12-X7 31-12-X8 PASSIVO 31-12-X7 31-12-X8
Disponibilidade
Clientes
Estoques
Investimentos
Imobilizado
Depr. Acumul.
10.000
100.000
70.000
5.000
50.000
 (20.000)
215.000
10.000
68.000
119.000
8.000
80.000
 (30.000)
255.000
Fornecedores
Dív. Longo Prazo
Capital
Reservas
90.000
90.000
50.000
 (15.000)
215.000
150.000
20.000
80.000
 5.000
255.000
 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-165
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE X8
Vendas
(–) CMV
LB
(–) Despesas Operacionais
De Vendas
Administração
Financeiras
Depreciação
(–) Imposto de Renda
Lucro Líquido
(10.000)
(20.000)
(20.000)
(10.000)
300.000
(200.000)
100.000
 (60.000)
40.000
(5.000)
 35.000
Distribuição Lucro
Aumento Capital
Dividendos
Reservas
Total
10.000
5.000
 20.000
 35.000
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
Modelo Direto Modelo Indireto
Saldo em 31-12-X7 10.000 Lucro do Exercício 35.000
Entrada (+) Depreciação 10.000
Vendas Recebidas 330.000 45.000
Aum. Capital 20.000 Capital de Giro
360.000 Redução de Clientes 32.000
Aumento de Estoque (49.000)
Saídas Aumento Fornecedores 60.000
Compras Pagas (189.000) 88.000
Compras Investimentos (3.000) Novos Investimentos
Compra de Imobilizado (30.000) Imobilizado (30.000)
Pagamentos de Financ. (70.000) Investimentos (3.000)
Pagto. de Dividendos (3.000) (33.000)
Despesas Pagas (50.000) Financiamentos
I. Renda Pago (5.000) (350.000) Aum. Capital 20.000
Saldo em 31-12-X8 10.000 (–) Dividendos (5.000)
Amortização de Dívidas (70.000)
(55.000)
Variação no Caixa
Pede-se:
1. Estruture as Demonstrações dos Fluxos de Caixa (Modelos Direto e Indireto), para fins de 
análise, dividindo-se os grupos Operacional, Investimento e Financiamento.
2. Compare o Fluxo Financeiro com o Econômico e analise as variações.
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. É correto afirmar que Notas Explicativas são mais uma das Demonstrações Financeiras? 
Explique.
2. Relacione as principais Evidenciações (Disclosure).
3. Quais as principais informações que deverão estar contidas em Notas Explicativas? 
4. “Senhores Acionistas,
Submetemos à sua apreciação o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultados e 
demais documentos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de X7, com o 
parecer dos Auditores.
A nossa empresa, nos seus 24 anos de atividades, seguindo a orientação de sua empresa 
líder, desenvolveu trabalho intenso e produtivo, conseguindo, no exercício que se encerra, 
alcançar as metas programadas. Os resultados adiante apresentados comprovam o empenho 
dedicado aos objetivos da nossa empresa no sentido de, mediante uma eficiente administração, 
atingir a rentabilidade necessária à justa remuneração do capital acionário e à obtenção dos re-
cursos destinados aos investimentos em reposição e expansão que propiciaram a manutenção 
da sua posição de destaque no mercado.
A produção foi significativamente aumentada, justificando o montante de investimentos 
apresentados. Merece particular destaque, no setor industrial, a conclusão da fábrica de rações 
em Campinas e a transferência da produção de São Paulo para essa unidade, além da aquisição 
de uma área de terra em Jupiaba – Paraná, para futura implantação do parque industrial.
Dedicou-se especial atenção aos processos de fabricação, proporcionando aos profissio-
nais especializados estágios de aperfeiçoamento no país e no exterior, a fim de que fosse manti-
da perfeitamente atualizada a tecnologia, bem como a introdução de novos processos.
Iniciaram-se exportações por meio do Departamento de Exportações de nossa empresa.
Além da judiciosa administração, do tratamento dispensado à produção e do destaque 
emprestado aos recursos humanos, sobressaiu-se a atenção dedicada à área mercadológica.
Adeptos da assertiva (são os grandes desafios que provocam as grandes respostas), traba-
lhamos com afinco para conseguir superar todas as dificuldades, cientes, no entanto, de que 
isso só foi possível graças à confiança depositada pelos senhores acionistas nos dirigentes da 
Sociedade, à preferência do público consumidor, à dedicação e à colaboração dos diretores 
e funcionários, à cooperação dos fornecedores, bem como ao apoio das autoridades federal, 
estaduais e municipais.
A todos apresentamos nossos agradecimentos.”
 � Que tipo de evidenciação é essa que acabamos de descrever?
 � Você acha que o objetivo da evidenciação foi atendido? Comente.
Demonstração do Valor 
Adicionado, Notas 
Explicativas e Outras 
Evidenciações
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-167
5. A que tipo de evidenciação se referem os quadros seguintes?
1. ESTOQUES
Em $ mil
Produtos acabados 
Produtos em elaboração 
Matérias-primas 
Materiais auxiliares
Importações em andamento
121.256
214.097
77.155
22.437
 5.487 
440.432
2. IMOBILIZADO
Em $ mil
Custo 
Corrigido
Depreciação 
Acumulada Líquido
Terrenos 95.321 – 95.321
Edifícios e construções 281.080 41.362 239.718
Máquinas e instalações 979.083 638.027 341.056
Móveis e utensílios 105.646 47.982 57.664
Bens de transporte 18.154 11.588 6.566
Imobilizações em curso 1.479.284 738.959 740.325
57.625 – 57.625
1.536.909 738.959 797.950
6. A seguir, encontramos explicações sobre os Financiamentos da empresa. Tais informações 
deverão ser evidenciadas como complemento às Demonstrações Financeiras? Se afirmativo, 
em que evidenciação destacaremos?
FINANCIAMENTOS
Os vencimentos das obrigações contraídas com instituições financeiras a longo prazo 
acham-se assim escalonados:
Em $ mil
X0 X1 X2 X3 X4 X5 X6 Total
23.788 20.348 17.009 16.102 12.811 8.797 8.183 107.038
16.717 14.216 6.528 959 – – – 38.420
40.505 34.564 23.537 17.061 12.811 8.797 8.183 145.458
Com exceção de alguns financiamentos preferenciais à exportação a 8% ao ano (pré-pagos), 
os demais encargos situam-se como segue:
Moeda estrangeira
 � De um mínimo de 6% ao ano mais variação cambial até um máximo de 9% ao ano mais 
variação cambial.
e-168 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Moeda nacional
 � De um mínimo de 2% ao ano a um máximo de 7% ao ano mais correção monetária da 
dívida, limitada a 20% ao ano (TR).
Tendo por objetivo garantir as taxas de câmbio e demais encargos financeiros sobre os fi-
nanciamentos de capital de giro em moeda estrangeira, são mantidos depósitos específicos em 
instituições financeiras, conforme contemplado em resolução do Banco Central do Brasil.
Bens do imobilizado ($ 103.051), ações de nossa coligada ($ 22.812) e notas promissórias e 
letras de câmbio de emissão ou aceite de nossa empresa ($ 109.535) garantem os financiamentos.
7. Assinale com X as informações que deverão ser evidenciadas em Notas Explicativas.
( ) A receita operacional bruta de vendas passou a excluir IPI de $ 136.862, quando no 
exercício anterior oIPI era incluído nessa rubrica.
( ) A receita operacional líquida de vendas passou a excluir ICMS, PIS e ISS. No exercício 
anterior, o ICMS, o PIS e o ISS eram incluídos em despesas de vendas.
( ) As despesas de vendas passaram a incluir os gastos fixos de comercialização que, no 
exercício anterior, estavam contidos em despesas administrativas.
( ) As despesas com pesquisas tecnológicas que, no exercício anterior, estavam contidas em 
despesas administrativas, passaram a ser demonstradas em separado.
( ) Passamos a destacar, no grupo Disponível, a conta Caixa Pequena. 
( ) O Valor Patrimonial da Ação passou de $ 1,20 para $ 1,50.
( ) Depreciação acelerada de $ 21.169 mil, referente aos bens adquiridos sob projeto apro-
vado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), deixou de ser incluída no 
custeio da produção a partir de X8, sendo considerada somente para fins de apuração 
do lucro tributável. Essa alteração ocasionou um aumento, por cifra correspondente, do 
lucro do exercício antes do Imposto de Renda; resultou ainda na contabilização, como 
passivo a longo prazo, do Imposto de Renda correspondente.
( ) Investimentos em empresas controladas:
Em $ mil
Participação e posição na Cia. Centro Mineral 
Capital social
Ações possuídas ($ 1) 
Ordinárias nominativas 
Preferenciais nominativas 
Total
Participação no capital social 
Patrimônio líquido
Lucro do exercício
$ 67.188.544
48.734.603
18.443.035
67.177.638
99,98%
$ 82.138.040
$ 505.499
8. Indique que tipo de evidenciação é discriminada a seguir.
“Examinamos a Demonstração Financeira da Mimi S.A. em 31 de maio de X8 e as corres-
pondentes demonstrações das mutações patrimoniais do exercício findo nessa mesma data. Efe-
tuamos nosso exame consoante padrões reconhecidos de auditoria, incluindo revisões parciais 
dos livros e documentos de contabilidade, bem como aplicando outros processos técnicos de 
auditoria na extensão que julgamos necessária, de acordo com as circunstâncias.
Somos de parecer de que as referidas demonstrações financeiras são fidedignas demonstra-
ções da posição financeira da Mimi S.A. em 31 de maio de X8, do resultado das operações, das 
mutações patrimoniais e da origem e aplicação de recursos do exercício, de conformidade com 
os princípios contábeis geralmente adotados e aplicados de maneira consistente em relação ao 
exercício anterior.”
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-169
9. Das Notas Explicativas a seguir, indique (se houver) casos dispensáveis de evidenciação.
a) Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis em prazo de até um ano são apresentados 
como circulantes.
b) Os títulos e valores mobiliários (LTN) são demonstrados a valores de mercado.
c) A provisão para devedores duvidosos é constituída respeitando o limite legal admitido 
para efeitos tributários, que se estima ser suficiente para cobrir eventuais perdas nas con-
tas a receber.
d) Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção, inferior aos 
custos de reposição ou aos valores de realização. As importações em andamento são de-
monstradas ao custo acumulado de cada importação.
e) As obrigações são ajustadas ao valor de mercado. Os juros são contabilizados pelo regime 
de competência e apresentados no ativo circulante.
f) Os depósitos para investimentos por incentivos fiscais e os certificados para aplicação 
são demonstrados ao custo e apresentados no ativo realizável a longo prazo. Os depósitos 
feitos a partir de X8 são contabilizados em contrapartida à reserva de capital. Os investi-
mentos em incentivos fiscais estão demonstrados ao custo acrescido de bonificações até 
junho de X8. Os investimentos em projeto próprio estão referidos no item (g) a seguir.
g) Os investimentos em empresas controladas são demonstrados com base na participação 
proporcional no patrimônio líquido contábil das controladoras (método da equivalência 
patrimonial).
h) O imobilizado é demonstrado ao custo de compra ou construção.
i) A depreciação é computada pelo método linear e absorvida parte no custeio da produção 
e parte diretamente no resultado. As taxas utilizadas levam também em conta a estimati-
va de vida útil-econômica dos bens.
j) A provisão para férias e encargos sociais é constituída com base no regime de competên-
cia e distribuída parte no custeio da produção e parte diretamente no resultado.
k) A provisão para Imposto de Renda, incluindo a parcela destinada a aplicações em incen-
tivos fiscais, é calculada à razão de 15% do lucro ajustado para fins fiscais. O Imposto de 
Renda sobre o lucro ajustado para fins fiscais e correspondente ao ano-base é demonstra-
do no passivo circulante; a diferença entre a provisão apresentada no passivo circulante 
e o encargo contabilizado no resultado, segundo o regime de competência, está demons-
trada no passivo a longo prazo.
l) Despesas com pesquisas tecnológicas visando ao aperfeiçoamento e desenvolvimento de 
produtos e processos de fabricação são levadas ao resultado quando incorridas.
10. No parecer dos auditores a seguir descrito, relacione algumas informações que estão desa-
tualizadas.
PARECER DOS AUDITORES
“Examinamos o Balanço Geral da Cia. Armamento, levantado em 31 de março de X6, e o 
correspondente Demonstrativo de Resultados, referente ao exercício compreendido entre 1o de 
abril de X5 e 31 de março de X6, inclusive as notas explicativas que fazem parte integrante das 
demonstrações financeiras.
Efetuamos nosso exame consoante padrões usuais de auditoria e de acordo com as nor-
mas gerais estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, incluindo revisões parciais dos livros, 
documentos contábeis e outros procedimentos técnicos, na extensão que julgamos necessária, de 
acordo com as circunstâncias.
Em nossa opinião, o Balanço Geral e o Demonstrativo de Resultado acima referidos repre-
sentam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Cia. Armamento, e o resultado de 
suas operações no exercício findo naquela data, de acordo com os princípios de contabilidade 
geralmente aceitos e aplicados de maneira consistente em relação ao exercício anterior.”
São Paulo, 10 de maio de X6.
e-170 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
11. Cite outros exemplos que você conhece (além do texto) de informações entre parênteses 
(evidenciações).
12. Para atender fielmente à legislação em vigor, o administrador financeiro de uma empresa 
prestadora de serviços determinou a mudança do método de depreciação de saldo decres-
cente para linha reta. O Ativo Imobilizado da empresa totaliza $ 60.000 e o Lucro Líquido 
deverá atingir um milhão de reais. O administrador, preocupado com a comparabilidade das 
demonstrações financeiras periódicas e com a alteração no lucro, determina que seu conta-
dor destaque em notas explicativas a referida mudança de método. Comente o procedimento 
desse administrador.
13. As afirmações em Relatórios da Diretoria, tais como: “Confiamos no futuro. Temos perspec-
tivas excelentes de incontidos lucros. Acreditamos no nosso País e na nossa empresa”, são 
úteis como uma boa evidenciação?
14. Analise, semelhantemente, a seguinte evidenciação:
RELATÓRIO DA DIRETORIA
“O setor de fertilizantes enfrenta, já há algum tempo, uma situação que vem exigindo espe-
cial atenção da parte de seus dirigentes, em decorrência, basicamente, da falta de compatibiliza-
ção dos programas governamentais para a autossuficiência de insumos básicos e de fertilizantes, 
com a política de incentivos à agropecuária.
Os custos mais elevados das matérias-primas de produção nacional implicaram preços cada 
vez mais altos dos fertilizantes, o que foi considerado pelo Governo ‘inconveniente’ para a lavou-
ra, que vem reduzindo a margem de comercialização, principalmente para a fase especializada na 
composição e distribuição de adubos. Essa redução resulta em crescentes dificuldades para esse 
setor industrial, no sentido de manter o padrão de eficiência dos serviçosque tradicionalmente 
presta à lavoura, principalmente aos pequenos e médios agricultores.”
Poderíamos dizer que as informações desta segunda evidenciação são relevantes?
15. O caso da Cia. Misturada
O Sr. Confúcio, contador da Cia. Misturada, recebe uma série de Informações da Diretoria, do De-
partamento de Contabilidade e dos Auditores para preparar as publicações das Demonstrações Finan-
ceiras em jornais de grande circulação.
Naquela tarde, o Sr. Confúcio recebe a visita de sua esposa e de seu filho, Trovão, na empresa. 
Enquanto o Sr. Confúcio conversa com sua esposa, Trovão mistura todas as informações que deveriam 
ser publicadas nos jornais.
Percebendo a confusão preparada por Trovão, o Sr. Confúcio junta todos os papéis e começa a 
ordená-los na seguinte sequência:
1. Relatório da Diretoria.
2. Notas Explicativas.
3. Parecer dos Auditores.
Vamos ajudar o Sr. Confúcio a ordenar as informações e a estruturar as evidenciações dadas. 
As informações são as seguintes:
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-171
 a
DIVIDENDOS E PARTICIPAÇÃO DA DIRETORIA
O estatuto fixa dividendos mínimos obrigatórios de 25% do lucro líquido anual ajusta-
do para todas as classes de ações, prevalecendo, com relação às ações preferenciais, 
o dividendo prioritário, não cumulativo, de 6% calculado sobre o valor nominal da ação.
Em 20 de junho de X8, foi decidido distribuir ad referendum da Assembleia Geral Or-
dinária dividendos no montante de $ 11.700, equivalentes a 5% do capital social.
A participação dos diretores, dentro dos limites legais, será fixada na Assembleia Geral 
Ordinária.
 b
O faturamento bruto alcançou $ 1,7 bilhão, ou seja 50,8% superior ao exercício ante-
rior. O volume físico elevou-se a 480.000 t vendidas à lavoura, com um crescimento de 
19%, expresso em nutrientes. O lucro líquido, antes do Imposto de Renda, representou 
28,7% sobre o patrimônio médio, tendo o valor patrimonial atingido $ 2,63 por ação.
Com a abertura dos novos Centros Administrativos de Venda – CAV em Passo Fundo, 
Cachoeira do Sul e São Borja (RS), Joaçaba (SC) e Patos de Minas (MG), nossa rede de 
atendimento abrange, atualmente, todos os Estados onde as atividades agropecuárias 
são significativas. Os 41 CAVs já implantados contam com a colaboração de mais de 2 mil 
representantes, orientados por 65 engenheiros agrônomos, para prestar serviços e suprir 
adubos a mais de 25 mil agricultores.
Foi concluído o complexo industrial de Cubatão, iniciado em fins de 1974, alcançando 
sua capacidade nominal de produção (240.000 t/a de superfosfatos, 300.000 t/a de gran-
ulados e 150.000 t/a de compostos misturados) e sua capacidade de estocagem (123.000 
t de sólidos e 8.000 t de líquidos).
 c
Descontos sobre duplicatas a receber – São registrados no regime de competência, 
isto é, provisionados no período em que as vendas são realizadas.
Provisão para devedores duvidosos – É constituída respeitando o limite máximo ad-
mitido para efeitos fiscais e a tradição demonstra ser suficiente para cobrir eventuais 
perdas na realização das contas a receber.
Estoques – Avaliados ao custo médio semestral de aquisição ou produção, que não 
excede o valor de realização ou reposição. As importações em andamento são demonstra-
das ao custo incorrido.
 d
O sucesso da primeira unidade de nossa empresa, no NE, inaugurada em X7, no Recife 
(PE), justificou a implantação de uma nova unidade em Salvador (BA). Para atender ao cres-
cimento da Região Centro, estão também em fase final de implantação mais duas unidades 
misturadoras, em Boituva (SP) e em Paranaguá (PR), para a produção de 200.000 t/a. Essas 
três novas unidades elevam a capacidade global de nossas instalações para 850.000 t/a de 
produto final para a lavoura. Estão em elaboração os estudos para duas novas unidades 
misturadoras que se abastecerão dos adubos fosfatados produzidos no Triângulo Mineiro.
Iniciamos a construção da unidade de Rio Grande (RS), que deverá ter sua primeira 
fase concluída no último semestre de X9, com uma capacidade nominal de 120.000 t/a 
de superfosfatos, 150.000 t/a de granulados e 120.000 t/a de compostos misturados. 
A capacidade de estocagem dessa unidade será de 70.000 t.
A construção da sede própria, em local tranquilo na periferia de São Paulo, compreen-
dendo 7.600 m2 de área construída, com a inauguração prevista para o início de X9, virá 
proporcionar a dirigentes, funcionários e clientes um ambiente de maior funcionalidade e 
conforto, seja quanto ao trabalho, seja quanto ao atendimento.
e-172 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
 e
Examinamos o Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de X9 e as respec-
tivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido e das Origens e 
Aplicações de Recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data. Nosso exame 
foi efetuado de acordo com os padrões de auditoria geralmente aceitos e, consequente-
mente, incluiu as provas nos registros contábeis e outros procedimentos de auditoria que 
julgamos necessários nas circunstâncias.
• Imobilizado. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base nas taxas per-
mitidas pela legislação em vigor.
• Investimento. As participações em empresas controladas ou coligadas são registradas 
ao custo.
 f
Em nossa opinião, as referidas Demonstrações Financeiras representam, adequa-
damente, a situação patrimonial e a posição financeira, em 31 de dezembro de X9, o 
resultado de suas operações, o movimento das contas do patrimônio líquido e a origem 
e aplicação de recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data, de acordo 
com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, aplicados, com as adaptações 
introduzidas pela nova legislação em vigor, de maneira uniforme em relação ao exercício 
anterior.
 g
Nossa empresa está comemorando seus 30 anos de atividades em prol da agropecuá-
ria nacional, setor de tão relevante significado para a economia da nação. Nas reuniões e 
festividades comemorativas de nosso 30o aniversário, programadas de forma a abranger 
colaboradores de todos os pontos do país, empenhamo-nos em consolidar uma união e 
um entendimento que ultrapassassem os limites das relações funcionais. Juntos, cola-
boradores e dirigentes avaliaram e conferiram seu trabalho, traçando os planos para o 
futuro. Por meio dessa confraternização, firmaram-se laços de amizade, compreensão e 
confiança – sólidos alicerces da força de trabalho, a sustentar e a garantir o progresso de 
nossas atividades.
Nosso reconhecimento estende-se, por meio do presente relatório, a todos os fun-
cionários, colaboradores, fornecedores e acionistas, e ao homem do campo, os quais, ao 
longo dos anos, vêm dando o apoio e a confiança que nos permitiram fincar esses 30 mar-
cos de presença na terra.
 h
Provisão para Imposto de Renda – É constituída contra os resultados excluindo os 
incentivos fiscais de $ 6.881, os quais são demonstrados no imobilizado financeiro.
Despesas pré-operacionais – Os gastos incorridos com a instalação de novas unidades 
industriais, até a sua entrada em operação, são diferidos e amortizados no período de 
60 meses, contados a partir daquela data.
Ativo e passivo a curto prazo – São determinados com base no ciclo operacional de 
240 dias.
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-173
FINANCIAMENTOS
Os financiamentos referem-se a: R$
Curto prazo Longo prazo
BNDES
Destinado à unidade industrial de Cubatão: juros de 5% a.a., 
amortização em parcelas trimestrais até março de X7, garantidos 
por bens do imobilizado técnico no valor de $ 212.586. 14.961
1.096
1.647
 4.400
22.104
79.450
5.862
3.199
 26.400
114.911
FINAME
Juros de 8% a.a., amortização em parcelas mensais até outubro 
de X7, garantidos pelos bens financiados no valor de $ 11.258.
FINANCIAMENTOS RURAIS
Vencimentos diversos até maio de X9 e garantidos pelos bens 
financiados no valor de$ 10.158.
MOEDA ESTRANGEIRA
US$ 1.750.000 destinados ao capital de giro, juros de 2% a.a., 
acima da taxa interbancária de Londres, e variação cambial, 
resgatável até novembro de X9.
EXERCÍCIO SUPLEMENTAR
1. CIA. LINHA TECIDOS 
CGC . . . . . . . . . . .
RELATÓRIO DA DIRETORIA
Prezados Acionistas,
Atendendo às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. as de-
monstrações financeiras relativas ao exercício X9.
Apesar de uma inflação de 15% em X9, tivemos um desempenho extraordinário neste ano:
- Aumentamos as vendas.
- Reduzimos nossos custos drasticamente.
- Houve crescimento no lucro de 10%.
Nosso Balanço Social evidencia um cuidado muito especial com recursos humanos, apesar 
da grande fatia que destinamos ao Governo em forma de impostos:
Em $ milhares
BALANÇO SOCIAL X8 X9
Vendas $ 160 $ 590
(–) Compras $ 60 $ 290
Valor adicionado 100 300
e-174 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Destino do Valor Adicionado:
Juros $ 10 . . . . . . . . $ 75 . . . . . . . .
Pessoal Administrativo $ 10 . . . . . . . . $ 25 . . . . . . . .
Pessoal Fábrica $ 20 . . . . . . . . $ 53 . . . . . . . .
Diretoria $ 15 . . . . . . . . $ 90 . . . . . . . .
Impostos $ 25 . . . . . . . . $ 30 . . . . . . . .
Dividendos $ 10 . . . . . . . . $ 25 . . . . . . . .
Lucro reinvestido $ 10 . . . . . . . . $ 02 . . . . . . . .
A empresa está preocupada com a assistência médica a seus funcionários. O item Assistência 
Médica está incluso em pessoal de fábrica e administrativo no Balanço Social.
Nós, na qualidade de presidente da empresa e principal acionista, colocamo-nos à disposi-
ção para qualquer outro esclarecimento:
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO e PL
Data Data
X8 X9 X8 X9
XXX XX XX XXX XX XX
XXX XX XX XXX XX XX
XXX XX XX XXX XX XX
Total 80 500 80 500
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PL ou 
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Data
X8 X9
Saldo Exercício Anterior –.– 10
Lucro Líquido X8 20 22
(–) Dividendos (10) (25)
Saldo Final 10 07
Notas Explicativas (não são destacadas as notas explicativas que não interferem na solução 
deste exercício)
a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-175
e) O total de nosso ativo até 30-12-X9 era de $ 158. Em 31-12-X9, foi contabilizado um acréscimo 
de $ 342 referente à reavaliação de um terreno (a partir de 2008, esta prática não é mais permi-
tida pela Lei das S.A.), cujo valor estava desatualizado. A empresa especializada em avaliação é a 
Cia. “X”, pertencente ao grupo “M”, considerada a segunda maior multinacional de Auditoria.
f) . . . . . . . . . g) . . . . . . . . . h) . . . . . . . . . i) . . . . . . . . . j) . . . . . . . . .
ASSINATURAS PARECER DA AUDITORIA
José Hermano 
Presidente
 − Examinamos as Demonstrações Financeiras da Cia. Linha 
Tecidos em 31-12-X9.
 − Nossos exames foram efetuados de acordo com as 
normas de Auditoria geralmente aceitas.
 − Os valores referentes ao ano anterior foram auditados 
pelo grupo “M”.
 − Em nossa opinião, as demonstrações financeiras 
representam adequadamente a posição patrimonial 
e financeira da Cia. Embu, apresentada conforme os 
Princípios Contábeis.
 − Ressaltamos a excelente iniciativa da empresa em 
publicar também o Balanço Social, bem como seu 
excelente desempenho financeiro como consequência de 
uma administração eficiente e democrática.
São Paulo, 27 de março de X10
PIRITUBA – Auditoria, Consult., Planej. CPD . . . S/C
J. J. Bonilha Gushman Cont. 
CRC 198.392 (SP)
José Hermano Filho 
Vice-presidente
M. das Graças Gushman Hermano 
Superintendente
Bartolomeu Bueno 
Tec. Contab. 30.216 (SP)
Pede-se:
1. Você concorda que a empresa teve um bom desempenho
- nas vendas?
- na redução de custo?
- no crescimento do lucro?
2. A empresa possui um “carinho especial” com recursos humanos? Houve progresso real para 
o pessoal da fábrica e administrativo em termos salariais?
3. O Governo realmente é a causa da redução da participação de diversos setores no valor adi-
cionado?
4. Se o Governo não for a causa, qual é efetivamente?
5. A empresa realmente está reinvestindo seu lucro?
6. A reavaliação (atualmente não é mais permitido) realizada é de boa qualidade, confiável? Ela 
é aconselhável ou é mais uma burla?
7. O Ativo cresceu em termos reais?
8. O auditor afirma que a empresa é “democrática- . Podemos concordar com essa afirmação?
9. O Técnico em Contabilidade que assinou as Demonstrações Financeiras pode ser considera-
do um profissional atualizado e de alto nível?
10. O contabilista que assinou o Parecer de Auditoria pode ser considerado um profissional ex-
periente? Podemos dizer que é uma auditoria independente? Admita que o CRC atingiu o 
no 200.000 em seu registro de contabilista.
11. O último parágrafo do Parecer de Auditoria é compatível? Reflete a realidade? Mostra que é 
uma empresa de auditoria séria?
12. A empresa de auditoria é nacional ou multinacional? É uma empresa especializada e voltada 
exclusivamente para a auditoria?
e-176 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
13. A troca de auditores pela empresa foi positiva?
14. É possível uma empresa que teve um lucro de $ 22 distribuir $ 25 de dividendos?
15. Por que a empresa distribuiu tantos dividendos? Essa distribuição de dividendos ajuda-nos a 
desmascarar o parecer do auditor?
EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. A Cia. Alfa, a seguir, vai instalar-se num município em Goiás. Comente se é um bom negócio 
para o município receber a empresa.
BALANÇO SOCIAL
(Relatório da Administração)
X5 X6
Vendas
(–) Compras Bens/serviços
160
(60)
230
(80)
Valor adicionado 
DESTINO
salário
pró-labore (diretores) 
dividendos (acionistas) 
juros (bancos) 
impostos (governo) l
ucro reaplicado
100
15
15
34
10
12
14
150
15
30
51
15
18
21
Os gastos previstos pela prefeitura em função dessa empresa serão de $ 18 
anuais (despoluição de rio, segurança, hospital, escola, manutenções diversas 
etc.). O município oferece suspensão dos impostos municipais por dez anos.
2. Empresa Alemã × Empresa Francesa
Faça uma análise, a seguir, comparando as DVAs de uma empresa alemã com uma francesa.
DEMONSTRAÇÃO DE VALOR ADICIONADO
Robert Bosch (GMBH – 1989)
Distribuição de Valor Adicionado Em milhões de Marcos %
Valor adicionado líquido Transferências:
para os empregados:
- salários, programas de assistência médica e social, fundos de pensão etc.
Para o governo:
- impostos e contribuições 
Para a companhia:
- formação de reservas e lucros acumulados 
Para o mercado financeiro:
- juros
Para os acionistas:
- dividendos
6.336
5.025
921
225
122
43
100,00
79,30
14,50
3,60
1,90
0,70
 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-177
DEMONSTRAÇÃO DE VALOR ADICIONADO BRUTO – 
SOLVAY & CIA. S.A. (FRANÇA – 1990)
O valor adicionado bruto foi de $ 114 bilhões 
em 1990. Isso propiciou:
Em milhões de 
francos %
Remuneração de empregados
- desp. brutas com salários  41,1%
- despesas com previdência e bem-estar social  19,2%
69,1 60,3
Contribuições para os gastos da sociedade (Impostos) 7,0 6,1
Pagamento de juros para o mercado financeiro 7,0 6,1
Financiamento para o desenvolvimento da companhia 25,0 21,9
Pagamento de dividendos aos nossos acionistas 6,4 5,6
Adaptado de CHOL, Frederick D. S.; MUELLER, Gerhard G. International Accounting. 2. ed. 
Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1992.
QUESTÕES– EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Por que o Capital Circulante Líquido é entendido como Capital de Giro Próprio? Explique 
quando o Capital Circulante Líquido pode ser negativo.
2. Qual é a maneira mais primária de uma empresa obter e aplicar recursos?
3. Quais das seguintes informações podem ser obtidas pela leitura das Demonstrações Con-
tábeis, adiante enumeradas? (Coloque o número das Demonstrações diante da pergunta, à 
guisa de resposta; ou, se preferir, coloque a sigla.)
Demonstrações:
1. Balanço Patrimonial (BP).
2. Demonstração de Resultados do Exercício (DRE).
3. Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR).
4. Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC).
a) Qual é o destino dado aos lucros? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
b) Por que os dividendos não são mais altos?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
c) Como foi possível uma distribuição de dividendos superior ao lucro do exercício, ou 
mesmo com prejuízo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
d) Como explicar a diminuição do Capital Circulante Líquido quando houver aumento 
de lucros?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
e) Por que há necessidade de empréstimos para financiar a aquisição de novas instalações 
e equipamentos quando o aumento do Disponível (Lucro Líquido + Depreciação) é su-
perior ao montante exigido? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
f) Como foi financiada a aquisição das instalações e dos equipamentos? . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
g) Que destino foi dado às rendas sobre a venda das instalações e equipamentos resultan-
tes da destinação da unidade fabril no 5? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
Demonstração das Origens e 
Aplicações de Recursos (DOAR) 
(Demonstração não 
obrigatória por lei)
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-179
h) Como se processou a baixa do montante de dívidas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
i) Que destino foi dado ao produto da venda das novas marcas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
j) Que destino foi dado à colocação de debêntures no mercado?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
k) Como foi obtido o aumento do Capital de Giro Líquido? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
4. Para analisar a situação financeira de uma empresa é suficiente ou necessária a Demonstra-
ção da Origem e Aplicação de Recursos? Por quê?
5. Dê exemplos de despesas que, como a Depreciação, são incorridas, mas não alteram a Posi-
ção Financeira.
6. Dê um exemplo de aumento do lucro sem que seja afetado o Capital Circulante Líquido.
7. Embora raro, o lucro ou prejuízo na venda de imóveis deve ser considerado na determinação 
do Lucro Líquido. Você pode fornecer uma razão para que o Resultado na Venda do Imóvel 
seja excluído da DOAR? Para sua argumentação, utilize os seguintes dados:
Lucro Líquido (considerando o resultado da venda do imóvel) $ 200.000; venda do imó-
vel, cujo custo contábil era de $ 140.000, por $ 300.000.
8. Determine em quanto foi afetado o CCL, mediante a Venda à Vista de Mercadorias com Lu-
cro de $ 2.000.000, sendo o valor da venda correspondente a $ 12.000.000.
9. Qual é a principal diferença entre a DOAR e a DFC?
10. Qual é a principal diferença entre a DOAR e a DRE?
11. Indique o montante do aumento ou diminuição (se existir) no Capital Circulante Líquido 
como resultado de cada uma das seguintes operações:
a) Compra e retirada de circulação de debêntures no valor de $ 1.000.000. O deságio devido 
à antecipação do resgate foi de $ 50.000.
b) Anúncio de pagamento de dividendos na base de 25% do valor nominal. O montante 
será de $ 800.000.
c) Compra de equipamentos ao custo de $ 400.000 por $ 200.000 à vista e o saldo, mais 
juros, pagável a cada seis meses, nos próximos dois anos.
d) Baixa na Bolsa de Valores, no valor de mercado das ações da Companhia. O cálculo do 
montante resultou em $ 415.000.
12. Elaborar a DOAR da S.A. Bacabao, que começou a operar no final do exercício X4 e que nunca 
distribui dividendos.
e-180 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
BALANÇO PATRIMONIAL
Cia. Bacabao
 Em $ mil
ATIVO PASSIVO
Circulante 
Disponível 
Estoque 
Dupl. a Receber
Total Circulante
Não Circulante
Imobilizado 
(–) Depreciação
Total do N.C.
Total
31-12-X4
100.000
200.000
 – 
300.000
700.000
 – 
700.000
 
1.000.000
31-12-X5
100.000
400.000
1.000.000
1.500.000
700.000
 (70.000)
630.000
 
2.130.000
Circulante 
Fornecedores 
Prov. p/ 
Imp. Ren.
Total Circulante
Não Circulante
Financ. a Pg. (ELP)
Patrimônio Líquido
Capital
Lucros Acumulados 
Total do PL
Total
31-12-X4
100.000
 – 
 100.000
100.000
800.000
 – 
 800.000 
1.000.000
31-12-X5
600.000
 189.000 
789.000
100.000
800.000
 441.000 
1.241.000
2.130.000
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO
Cia. Bacabao
 Em $ mil
Vendas 4.000.000
(–) CMV (2.300.000)
Resultado Bruto 1.700.000
(–) Despesas Operacionais (1.000.000)
(–) Depreciação (70.000)
Lucro Operacional 630.000
(–) Prov. p/ Imposto de Renda (189.000)
Lucro Líquido 441.000
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-181
13. Elabore a DOAR da Empresa Castelo do Rio S.A. mediante as seguintes demonstrações:
a) BALANÇO PATRIMONIAL
Castelo do Rio S.A.
 Em $ mil
ATIVO PASSIVO
31-12-X8 31-12-X7 31-12-X8 31-12-X7
Circulante 
Disponível 
Dupl. a Rec.
Não Circulante
Investimentos
Patr. outras Cias.
Imobilizado
Terrenos 
Máquinas 
Depreciação
Intangível
Marcas e Patentes
Amortização
1.000.000
700.000
300.000
1.275.000
300.000
300.000
915.000
600.000
450.000
(135.000)
60.000
150.000
(90.000)
400.000
100.000
300.000
890.000
200.000
200.000
640.000
400.000300.000
(60.000)
50.000
100.000
(50.000)
Circulante IR a Pagar 
Diversos
Patr. Líq. 
Capital 
Res. de Cap. 
Luc. Ac.
205.500
115.500
90.000
2.069.500
950.000
100.000
1.019.500
90.000
– 90.000
1.200.000
600.000
100.000
500.000
Total Ativo 2.275.000 1.290.000 Total Passivo 2.275.000 1.290.000
b) DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO
Exercício findo em 31-12-X8
Castelo do Rio S.A.
 Em $ mil
RECEITA
(–) Despesas Operacionais
(–) Depreciação
(–) Amortização
= LUCRO OPERACIONAL
(–) Despesas Não Operacionais
= LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA
(–) Imposto de Renda
= LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
2.000.000
(1.400.000)
(75.000)
 (40.000)
485.000
 (100.000)
385.000
 (115.500)
269.500
c) DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS EM 31-12-X8
Castelo do Rio S.A.
 Em $ mil
Saldo em 31-12-X7
+ Ajustes de anos anteriores
+ Lucro Líquido em 1978
Saldo em 31-12-X8
500.000
250.000
 269.500
1.019.500
e-182 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
14. Elabore a DOAR da Cia. Penúltima.
Observação: Neste exercício, não apresentamos a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acu-
mulados, pois não houve movimentações nesta conta.
BALANÇO PATRIMONIAL
Cia. Penúltima
 Em $ mil
ATIVO PASSIVO
31-12-X0 31-12-X1 31-12-X0 31-12-X1
Circulante 
Caixa 
Bancos
Não Circulante
Máq. e Equip. 
Depr. Acumul.
90.000
40.000
50.000
80.000
80.000
–
380.000
30.000
350.000
86.400
96.000
(9.600)
Circulante
Fornecedores 
Contas a Pagar
Não Circulante
Financiamentos (ELP)
Patrim. Líquido
Capital 
Res. de Cap. 
Luc. Acum.
20.000
10.000
10.000
50.000
50.000
100.000
100.000
–
–
10.000
5.000
5.000
150.000
150.000
306.400
120.000
–
186.400
Totais do Ativo 170.000 466.400 Totais do Passivo 170.000 466.400
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE 1o A 31-12-X1
Cia. Penúltima
 Em $ mil
Receita 500.000
(–) Despesas Operacionais (300.000)
= Lucro Operacional 200.000
(–) Despesas com Depreciação (9.600)
(–) Despesas Administrativas (4.000)
= Lucro Líquido 186.400
15. O caso do Sr. Amadeu
O contador da Cia. Escriturada elaborou pela primeira vez a DOAR e, como não estava 
seguro da exatidão, solicitou os serviços de consultoria de uma empresa especializada ligada 
à auditoria. Os honorários seriam cobrados, na base de $ 300,00 por hora, mais as despesas 
necessárias para locomoção e estada do especialista. O Sr. Amadeu, sócio-gerente, sabendo 
que você é um estudioso da matéria e pretendendo poupar para a empresa os gastos com o 
consultor, solicitou sua colaboração para verificar a DOAR, sugerir modificações e opinar so-
bre a necessidade ou não da vinda do consultor especializado. A demonstração elaborada pelo 
contador foi a seguinte:
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-183
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Do Exercício X8
Escriturada S.A. – Cia. Brasileira Mercantil
 Em $ milhões
 900
 900
 300
 300 (300)
1. Origens dos Recursos
a) Recursos Próprios
Lucro Líquido
Ajustes
Mais
Depreciação
Lucro do Exercício Anterior
Menos
Receita obtida ref. MEP (Equity) de
Investimentos
 Lucro Ajustado 1.800
1.200
4.000
b) Dos Acionistas
Aumento de Capital
c) Recursos de Terceiros
Passivo Exigível a Longo Prazo
7.000 Total das Origens
Menos
2. Aplicações de Recursos
1.000
 700
2.900
Dividendos Distribuídos
Aumentos
Ativo Realizável a Longo Prazo
Investimentos
Imobilizado
 400
4.600 (5.000)
Igual:
2.0003. Aumento do Capital Circulante Líquido
4. Modificações na Posição Financeira
Detalhes Inicial Final Aumento (ou diminuição)
9.000
(7.400)
13.600
(10.000)
4.600
(2.600)
Ativo Circulante
– Passivo Circulante
= Capital Circulante
 Líquido
1.600 3.600 2.000
As outras Demonstrações que o Sr. Amadeu lhe entregou, para que tivesse meios de examinar a 
DOAR, foram as seguintes:
e-184 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
a) BALANÇO PATRIMONIAL
 Em $ mil
ATIVO
Ativo Circulante 31-12-Y7 31-12-Y8
Disponibilidades 400.000 600.000
Contas a Receber (Líq.) 6.000.000 8.000.000
Estoques 2.000.000 4.000.000
Despesas Antecipadas 600.000 1.000.000
Total do Circulante 9.000.000 13.600.000
Não Circulante
Realizável a Longo Prazo 2.000.000 3.000.000
Investimentos 1.600.000 2.600.000
Imobilizado 6.000.000 8.900.000
(–) Depreciação Acumulada (1.200.000) (2.100.000)
Total do N. Circulante 6.400.000 9.400.000
Totais do Ativo 17.400.000 26.000.000
PASSIVO
Passivo Circulante 31-12-Y7 31-12-Y8
Fornecedores 2.400.000 2.400.000
Contas a Pagar 1.200.000 1.400.000
Empréstimos 3.000.000 6.000.000
Provisão para Imposto de Renda 800.000 200.000
Total do Circulante 7.400.000 10.000.000
Não Circulante
Financiamentos a Pg. 4.000.000 8.000.000
Patrimônio Líquido
Capital 4.000.000 5.200.000
Reservas de Capital 800.000 800.000
Lucros Acumulados 1.200.000 2.000.000
Totais do PL 6.000.000 8.000.000
Totais do Passivo 17.400.000 26.000.000
Explicações adicionais do Sr. Amadeu:
1. O aumento de capital foi no início do exercício.
2. Não ocorreram vendas nem do Imobilizado nem do Investimento, apenas aquisições.
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-185
b) DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO
 Em $ mil
Vendas 16.000.000
(–) CMV (12.000.000)
Lucro Bruto 4.000.000
Despesas Vendas 600.000
Administrativas 900.000
Financeiras 800.000
Depreciação 900.000 (3.200.000)
Lucro Operacional 800.000
+ Receita na Avaliação de Investimentos pelo
Método de Equivalência Patrimonial (Equity) 300.000
Lucro Antes do Imposto de Renda 1.100.000
(–) Provisão para o Imposto de Renda (200.000)
Lucro Líquido 900.000
c) DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
 Em $ mil
Saldo em 31-12-Y7 1.200.000
+ Ajustes Exercícios Anteriores 300.000
+ Resultado do Período 900.000
(–) Dividendos (400.000)
Saldo em 31-12-Y8 2.000.000
 � Você acha válido que um não contador opine e dê parecer sobre trabalhos contábeis?
 � Você teria condições de substituir o contador, neste caso, poupando desembolsos de honorá-
rios à Cia. Escriturada, ou você opinaria pela vinda do consultor?
 � Você acha que os dados evidenciados são suficientes para determinar a exatidão da DOAR e 
para sugerir modificações?
 � Quais são as conclusões a que você chegou sobre a exatidão da DOAR?
 � Quanto, em honorários, pouparia a Cia. Escriturada se você fizesse o serviço do consultor? 
(Compute o tempo que você levaria para apreciar e emitir opiniões sobre esta DOAR.)
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES
1. Exercício Completo – Cia. Amplitude II
A seguir, temos os dados da Cia. Amplitude referentes ao término do ano de X6. Num pri-
meiro plano, apresentamos o Balanço Patrimonial e, em seguida, os dados de X7.
Com base nestas informações, pede-se:
1. Complete o Balanço Patrimonial em 31-12-X7.
2. Elabore a Demonstração do Resultado do Exercício para o período de X7.
3. Apresente a Demonstração do Fluxo de Caixa considerando o modelo direto.
4. Estruture a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados e a Demonstração das 
Mutações do Patrimônio Líquido.
5. Estruture a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos.
e-186 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Balanço Patrimonial
ATIVO PASSIVO
Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Circulante 31-12-X6 31-12-X7
Caixa 10.000 - - - - - Fornecedores 5.000 - - - - -
Aplicações Financeiras –0– - - - - - Juros a Pagar –0– - - - - -
Duplicatas a Receber 15.000 - - - - - Imposto de Renda a Pagar –0– - - - - -
Estoques 30.000 - - - - - Dividendos a Pagar –0– - - - - -
Total do Circulante 55.000 - - - - - Partic. Administr. a Pagar –0– - - - - -
Total do Circulante 5.000 - - - - -
Não Circulante Não Circulante
Realizável a L. Prazo 12.000 Financiamentos a Pagar –0– - - - - -
Investimento 8.000 - - - - - Patrimônio Líquido
Imobilizado 14.000 - - - - - Capital 60.000 - - - - -
Intangível –0– –0– Reserva Legal 4.000 - - - - -
Total do Não Circulante 34.000 - - - - -Reserva Estatutária 8.000 - - - - -
Ajustes de Avaliação Patrimonial –0– - - - - -
Lucros Acumulados 12.000 - - - - -
Total do Patr. Líquido 84.000 - - - - -
Total 89.000 - - - - - Total 89.000 - - - - -
Operações de X7
1. A empresa vendeu, no período, $ 100.000, sendo que 80% foram recebidos. O saldo de Du-
plicatas a Receber em 31-12-X6 foi totalmente recebido em X7.
2. A empresa pagou sua conta Fornecedores, porém comprou mais $ 40.000 de Mercadorias 
para Estoques, sendo que $ 10.000 ainda não foram pagos a seus Fornecedores.
3. Dos $ 70.000 de Mercadorias em Estoques (EI + Compras), sobraram, no final do ano, 
$ 25.000 (Estoque Final). Dessa forma, o Custo da Mercadoria Vendida foi de $ 45.000.
4. Dos Empréstimos a Coligadas no Realizável a Longo Prazo, a empresa recebeu $ 7.000.
5. Em Aplicações em Outras Empresas, no subgrupo Investimentos, houve um acréscimo de 
$ 4.000 por novas aquisições à vista.
6. No item Imobilizado, houve novas aquisições no valor de $ 10.000 no início do ano. Essa 
aquisição é fruto de um Financiamento com dois anos de carência, sendo considerados juros 
de 20% ao ano, ainda não pagos.
No final de X6, o item Imobilizado, depreciado a 10% ao ano, apresentava:
Imobilizado Bruto $ 20.000
(–) Depreciação Acumulada ($ 6.000) 14.000
7. A empresa teve um aumento de Capital em dinheiro no valor de $ 20.000.
8. A empresa costuma fazer Reserva Legal (5%) e Reserva Estatutária (10%), ambas sobre Lucro 
Líquido.
9. Em termos de apuração de Resultado, constataram-se Despesas de Vendas ($ 12.000) e Ad-
ministrativas ($ 8.000), ambas totalmente pagas.
10. O Imposto de Renda é 15% sobre o lucro apurado na Demonstração do Resultado, já que não 
houve nenhum ajuste a fazer.
11. Neste período, foi decidido calcular 20% do Lucro após o Imposto de Renda como Participa-
ção dos Administradores, que serão pagos em X8.
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-187
12. Sobre o Lucro Líquido do exercício foram provisionados Dividendos à base de 35%, que 
serão pagos no ano seguinte.
13. No final do ano, a empresa aplicou no mercado financeiro $ 53.000.
14. Após fazer uma Depreciação do ano X7, no último momento do ano, a empresa faz uma 
Compra de Imobilizado, acrescentando mais $ 14.000 a prazo por dois anos.
DEMONSTRAÇÃO DE ORIGEM E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Cia. Amplitude
Origens
Do Resultado Operacional
Lucro Líquido . . . . . . . . .
+ ou (–) Ajustes
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Dos Proprietários
Capital . . . . . . . . .
De Terceiros
Coligadas . . . . . . . . .
Financiamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Total das Origens . . . . . . . . .
Aplicações
Aquisições de Investimentos . . . . . . . . .
Aquisições de Imobilizado . . . . . . . . .
Dividendos . . . . . . . . .
Total das Aplicações . . . . . . . . .
Excesso de Origens sobre 
Aplicações
. . . . . . . . .
. . . . . . . . .
. . . . . . . . .
e-188 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Cia. Amplitude
Contas do PL Capital Reserva Legal
Reserva 
Estatutária
Reserva 
Reavaliação
Lucros 
Acumulados
Total 
do PL
Saldo 31-12-X6 60.000 4.000 8.000 –0– 12.000 84.000
Modificações: – – – – – –
Aum. de Cap.
Reavaliação
Lucro do Período
Destinação Lucro – – – – – –
Reserva Legal
Res. Estatutária
(–) Dividendos
Saldo 31-12-X7
2. Com base nas Demonstrações Financeiras a seguir, elabore a DOAR.**12
BALANÇO PATRIMONIAL
 Cia. Bom de Papo em $ mil
ATIVO PASSIVO E PATR. LÍQUIDO
31-12-X6 31-12-X7 31-12-X6 31-12-X7
Circulante
Caixa
Dupls. a Receber 
Estoques
Total do Circulante 
Não Circulante
Realizável a L. Prazo 
Investimentos 
Imobilizado
(–) Depr. Acumul.
Total do Não Circulante
10.000
15.000
30.000
55.000
12.000
8.000
20.000
(6.000)
34.000
28.000
50.000
 15.000
93.000
5.000
15.000
40.000
 
(10.000)
50.000
Circulante 
Fornecedores 
Contas a Pagar 
Imposto Renda 
Dividendos a Pagar
Total do Circulante
Não Circulante
Financiamentos (ELP)
Total Não Circulante
Patrimônio Líquido
Capital
Lucros Acumul.
Total Patr. Líquido
5.000
4.000
8.000
 0,00
17.000
 0,00
0,00
60.000
 12.000
72.000
5.000
4.000
2.000
15.000
26.000
30.000
30.000
60.000
27.000
87.000
TOTAL 89.000 143.000 TOTAL 89.000 143.000
** Colaboração Prof. Zuinglio José Barroso Braga.
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-189
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Cia. Bom de Papo – 31-12-X7
Vendas 50.000
(–) CMV (15.000)
Lucro Bruto 35.000
(–) Despesas Operacionais
De vendas 0,00
Depreciação (4.000)
Receita Financeira 1.000
Lucro Operacional 32.000
(–) Imposto de Renda (2.000)
Lucro Líquido 30.000
DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
DESCRIÇÃO VALOR
Saldo Inicial em 31-12-X6 12.000
Lucro do Exercício de X7 30.000
Dividendos Propostos (15.000)
Saldo Final em 31-12-X7 27.000
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Cia. Bom de Papo
1. Origens de Recursos
Do Resultado Operacional
Lucro Líquido . . . . . . . . . . . . . . . .
(+) ou (–) Ajustes:
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %)
De Terceiros
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) . . . . . . . . . ( %)
TOTAL DAS ORIGENS . . . . . . . . . ( %)
2. Aplicações de Recursos
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %)
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %)
TOTAL DAS APLICAÇÕES . . . . . . . . . ( %)
3. Aumento do CCL . . . . . . . . . ( %)
4. MODIFICAÇÕES DO CCL 31-12-X6 31-12-X7 VARIAÇÃO
Ativo Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Passivo Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(=) Capital Circ. Líquido (CCL) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Pede-se:
a) Escreva o nome da conta que é a maior Origem de Recursos da Cia. Bom de Papo. Infor-
me também em R$ e percentualmente (%).
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
e-190 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
b) Escreva o nome da conta que é a maior Aplicação de Recursos da empresa. Informe tam-
bém em R$ e percentualmente (%).
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA
1. Faça uma análise simplificada dos Fluxos de Recursos da DOAR após sua estruturação.
a) BALANÇO PATRIMONIAL
 Cia. Excursão
ATIVO
Circulante
PASSIVO E PL
31-12-X1
 Disponível
Duplicatas a Receber
 Estoques
 400
1.000
 800
1.100
31-12-X2
3.000
 400
Circulante
31-12-X1
1.000
 Fornecedores
 Empréstimos
Provisão p/ I. Renda
Dividendos a Pagar
 500
–
–
1.000
31-12-X2
1.500
 469
 621
Total do Circulante 2.200 4.500Total do Circulante 1.500 3.590
Não Circulante Patrimônio Líquido
300
1.000
Realizável a L. Prazo
 Investimentos
 Imobilizado
(–) Depr. Acumulada
 800
 (400)
200
2.100
1.300
 (720)
1.500 Capital
Res. Capital
Lucros Acumulados
Total Patrimônio Líquido
 600
2.400
 300
2.750
 600
 440
3.790
Total Não Circulante 1.700 2.880
Total 3.900 7.380 Total 3.900 7.380
b) DRE 19X2 c) DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU
PREJUÍZOS ACUMULADOS (em 31-12-X2)
 Receita
 (–) CMV
 Lucro Bruto
 (–) Desp. Operacionais
 (600) De Vendas
 Administração
 Depreciação
 Financeiras
 (400)
 (96)
(1.396)
 (300)
5.000
(2.400)
2.600
 300 Saldo no Início do Exercício
+ Ajustes Exerc. Ant.
Lucro Líquido do Exercício
 Lucro Disponível
 (–) Dividendos Propostos
 Saldo no Final do Exercício
 150
1.061
 611
 (621)
 440
 400 (996)
1.604
 (524)
1.080
 (469)
 Result. Decorrente
Equival. Patrimonial
 Lucro Operacional
 (–) Desp. Não Operacionais
 Perda
 (–) Prov. Imp. de Renda
 Lucro Líquido 611
 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-191
DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
Exercício Findo em 31 de março de X8
Em $ mil
Origem de Recursos
Prejuízo do exercício
Mais (menos) valores que não representam desembolso
(recebimento) de numerário:
 Depreciações
Variação cambial sobre empréstimos a longo prazo
Encargos financeiros sobre empréstimos do BNDE
– refinanciados a longo prazo
Total proveniente das operações
Empréstimos a longo prazo
Transferência de exigibilidade do circulante para o longo prazo
Incentivo à indústria siderúrgica
Aumento no capital de giro
Aplicação de Recursos
Aquisição de bens do imobilizado
Aumento no realizável a longo prazo
Transferências de exigibilidades de longo prazo para circulante
(141.363)
 60.591
172.573
 5.569
 97.370
 75.245
 61.121
37.154
270.890
 90.281
 30.751
98.623
219.655
 51.235
Aumento
(Diminuição)
Modificações no Capital de Giro
 18.995Caixa e Bancos
Contas a receber de clientes
Depósitos compulsórios e outras contas a receber
 Estoques
 Fornecedores
 Financiamentos
 Impostos
Outras contas a pagar
 21.913
 3.438
 36.025
 (5.300)
 9.810
 (28.455)
 (5.191)
51.235
Aspectos sobre Normas e 
Teoria da Contabilidade
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
1. Admitindo-se que o Sr. Cordeiro, proprietário do Artesanato Pastoreio, resida no mesmo 
prédio (alugado) onde está sediado o atelier dele, qual seria seu comportamento se você 
fosse responsável pela contabilidade desta empresa?
2. A Empresa Malfadada, após várias tentativas de equilíbrio, constatou, por intermédio de 
sua diretoria, que, em razão dos crescentes prejuízos, não há condições de continuidade. 
Dentro da “responsabilidade social” que se atribui ao contador, qual seria (como contador) 
sua atitude diante desse quadro?
3. O Esporte Clube Pomposo adquiriu o passe do jogador Encalhe por 10 milhões de reais. A 
Contabilidade poderia registrar essa transação? Argumente.
4. No dia seguinte à efetivação da compra de um terreno de quatro hectares pela Cia. Expan-
são, por 8 milhões de reais, o Diário Oficial do Estado publicou que seria construída uma 
rodovia ao lado do terreno adquirido. A valorização foi de 60%. O gerente determina a 
contabilização por 12,8 milhões de reais. Qual seria sua atitude diante dessa situação?
5. “O Custo é um indicador objetivo por ocasião da operação. Todavia, com o passar do tempo 
ele se torna um pobre indicador.” Argumente essa afirmação, considerando que há inflação.
6. Compare Consistência com Uniformidade.
7. Os bens pessoais de um proprietário de empresa individual deveriam ser registrados nos 
livros da empresa (Pessoa Jurídica)? Justifique.
8. Com o advento da Lei das Sociedades por Ações, o contador da Empresa Inconsistente 
S.A., após constatar a necessidade, modifica o Sistema de Avaliação de Investimentos, con-
forme imposição daquela lei. Foi ferido algum princípio básico?
9. Explique correção monetária frente ao registro pelo custo histórico.
10. Explique o relacionamento do Princípio da Continuidade com o Princípio do Custo His-
tórico como base de valor.
11. O contador da Cia. Exigência passa a noite toda apurando uma diferença de $ 25.800 no 
seu relatório contábil.
“Nunca ocorreu isto”, argumenta ele. “Amanhã terei que apresentar estes relatórios e 
não sei como justificar essa diferença ao meu gerente”.
A Cia. Exigência teve como total de vendas, no presente ano, o montante de $ 458.925.380.
O que poderíamos fazer para consolar esse contador?
 CAP. 21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade | e-193
12. A Cia. Melodrama obteve um lucro de aproximadamente $ 29.580.000 em 20X1. Seus acio-
nistas estão “tremendamente” satisfeitos com o lucro da empresa nesse período. Novos acio-
nistas estão comprando as ações valorizadas da Cia. Melodrama. A situação, realmente, é 
excelente.
No final de 20X2 (em que a perspectiva de lucro também é boa), constata-se que os 
Estoques da empresa, registrados por $ 80.860.000 à base do Custo Histórico como Base 
de Valor, possuem um valor de mercado (preço de venda) reconhecidamente em torno de 
$ 60.000.000 (não há perspectiva de aumento de preço). O contador prefere não informar 
esses dados, uma vez que os Estoques não foram ainda vendidos.
É adequada a atitude do contador? Comente.
13. O que você entende pelo binômio CUSTO × BENEFÍCIO? Relacione-o com o respectivo 
princípio básico.
14. A Cia. Complicada contraiu um financiamento da Financeira Serelepe. Conforme cláusula 
contratual, a Cia. Complicada deveria liquidar o financiamento após dois anos, sendo que, 
nesta oportunidade, seriam incluídos, no montante da dívida, juros de 20% para os dois anos 
e Correção da Dívida.
Para surpresa da Cia. Complicada, não constava, no contrato, qual é o índice que serviria 
de base para a correção da dívida. Seria a variação do índice da Fipe ou seria o Índice Geral 
de Preços (IGP)?
De acordo com o índice da Fipe, a Inflação estimada para os dois anos é de 12%, enquan-
to a Inflação da dívida pelo IGP, para os dois anos, é estimada em 20%.
A Financeira Serelepe informa à empresa, por carta, que a Correção da dívida será de 
acordo com o IGP.
O presidente da Cia., inconformado com tal decisão, aciona o seu departamento jurídi-
co, dizendo que pagará a dívida de acordo com o índice da Fipe.
Sabendo-se que o financiamento concedido foi de $ 10.000.000, por quanto deveria ser 
contabilizada a dívida total (incluindo Juros e Correção da dívida)?
Argumente sua resposta de acordo com os princípios básicos estudados neste capítulo.
15. O caso da Auditoria Cavalar
Após exaustivas horas de trabalho na Cia. Logradoura, o auditor da Auditoria Cavalar 
constata o seguinte:
 � O diretor financeiro retirou (temporariamente) $ 200.000 do Caixa da empresa, notifi-
cando ao auditor que a reposição será no próximo mês.
 � Um imóvel da empresa, avaliado no mercado em $ 8.900.000, está contabilizado pelo seu 
valor de aquisição, ou seja, $ 5.300.000.
 � Uma máquina importada por $ 7.900.000 foi contabilizada de acordo com o seu valor de 
reposição (quanto custaria se fosse adquirida no momento), ou seja, $ 10.100.000. Este é 
o seu novo preço de tabela.
 � A empresa avaliou o estoque no ano anterior a valores de saída (preço de venda). No 
corrente ano, avaliou a valores de entrada (preço de compra).
 � Os diretores apresentaram como despesa da empresa notas fiscais de restaurante. A jus-
tificativa refere-se a almoço promocional com os clientes da empresa.
O auditor poderia dizer que esses procedimentos estão de acordo com os “Princípios de 
Contabilidade”? Comente cada caso.
e-194 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I
Testes
Com base no texto apresentado no Capítulo 21, responda aos seguintes testes:
1. A importância da Contabilidade Moderna nas empresas repousa basicamente:
a) Em avaliar a empresa para negociá-la a qualquer momento.
b)Em auxiliar a tomada de decisões econômico-financeiras.
c) Como instrumento para avaliar os impostos a pagar.
d) Em oferecer dados ao IBGE e ao Governo em geral.
2. Como usuários externos de Contabilidade, podemos indicar:
a) Governo, investidor, fornecedores, bancos, CVM, CRC etc.
b) Bancos, funcionários, sindicatos, IBGE, fornecedores etc.
c) Investidor, CVM, bancos, Governo, administradora, sindicato etc.
d) Sindicato, Governo, fornecedor, gerente financeiro, bancos etc.
5. É razoável dizer que a Lei das Sociedades por Ações do Brasil (no 11.638/07) tem suas origens 
em outros países. Dessa maneira, nossa Contabilidade passou a ser influenciada grandemen-
te pela filosofia contábil:
a) De uma Contabilidade Internacional.
b) Da Alemanha.
c) Da Itália.
d) Da Espanha.
4. O proprietário de uma empresa individual retira temporariamente do Caixa da empresa $ 90 
milhões. O contador registra um adiantamento da empresa para o proprietário. O princípio 
que norteou essa conduta foi:
a) Denominador Comum Monetário.
b) Custo Histórico como Base de Valor.
c) Continuidade.
d) Entidade Contábil.
5. Um contador registra uma dívida de $ 240 milhões como obrigação de Longo Prazo, pois 
será paga daqui a 10 anos. O princípio básico que permite essa classificação no longo prazo é:
a) Denominador Comum Monetário.
b) Custo Histórico como Base de Valor.
c) Continuidade.
d) Entidade Contábil.
6. O jogador de futebol Leão de Ouro, formado no juvenil da Ponte Branca F. C., ao passar para 
o profissionalismo, não foi registrado na contabilidade do clube, pois o contador alega que o 
passe do jogador não tem valor definido no mercado.
a) O contador está correto, pois está considerando a Convenção da Objetividade, já que não 
há um valor objetivo de mercado.
b) O contador está certo, pois está considerando a Convenção da Materialidade, já que o 
valor do passe do jogador ainda é irrelevante.
c) O contador está errado, pois não obedeceu ao princípio do Denominador Comum Mo-
netário, já que deveria registrar o jogador por um valor equivalente ao de outro jogador 
da mesma característica negociado recentemente.
d) O contador está errado, pois, admitindo o princípio do Custo Histórico como Base de Valor, 
poderia considerar o custo de formação do jogador.
 CAP. 21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade | e-195
EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II
1. Comente os cenários primitivo e moderno na Contabilidade.
2. Cite as diferenças entre Postulados, Princípios e Convenções.
3. Comente o que é Valor Recuperável de Ativos (Impairment Test).
4. O que você entende por Ajustes a Valor Presente?
5. O que significa para a Contabilidade “Convergência Internacional”?
6. Comente o Princípio da Prevalência da Essência Econômica em relação à Forma Jurídica.
7. O que é Compreensibilidade?
8. Relacione os Princípios Internacionais conforme a CPC e a Deliberação CVM no 539/08.
9. Comente as principais diferenças entre Relevância e Confiabilidade.
10. Por que a Entidade Contábil e a Continuidade, que são consideradas pilares da Contabilida-
de, são substituídas pela Competência e Continuidade da Deliberação CVM no 539/08?
11. Comente os Objetivos da Contabilidade.
12. Relacione alguns Usuários da Contabilidade.
13. Quem aprovou como conjunto de regras válidas a Estrutura Conceitual para Elaboração e 
Apresentação das Demonstrações Contábeis?
14. O que significa Comparabilidade?
15. Quais são os principais elementos das Demonstrações Contábeis conforme o CPC e a Deliberação 
CVM no 539/08?
Respostas – Pequenas Dicas
QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO
Capítulo 1
1. A Contabilidade é importante porque coleta dados econômicos... (Sistema de Informação)
2. Não se restringe apenas aos limites da empresa, pois usuários externos...
3. A Contabilidade é uma ciência social aplicada, depende das ações do homem.
4. Veja livro-texto. (Capítulo 2)
5. Veja Capítulo 21 on-line
6. Contabilidade financeira é a contabilidade geral; custos (Revolução Industrial)...
7. O processo contábil se inicia com a coleta de dados. Tomada de decisões.
8. A Contabilidade é necessária porque permite interpretar a situação econômico-financeira...
9. O objetivo da Contabilidade é permitir aos usuários a avaliação da situação...
10. Veja livro-texto.
11. Faça um esforço (veja leitura complementar do Capítulo 1).
12. Veja livro-texto.
13. Compare com a função do repórter.
14. Faça um esforço. O serviço contábil de “despachante” prevalece nos escritórios...
15. Decisões tomadas sem o respaldo da Contabilidade.
Capítulo 2
1. As Demonstrações Financeiras (4) mais a Demonstração dos Fluxos de Caixa. 
2. $ 20.000.000; $ 250.000.000.
3. Dívidas Reclamadas (P); Não Reclamadas (PL).
4. O = A. 5.
5. 
Ativo Passivo e PL
Máqs. 1.528.000 Financ. 1.528.000
6. A P → B, D e O.
7. P → CT → CE; PL → CP → CI. 
8. $ 386.000.000.
9. Recursos: Financiamentos e Materiais.
10. 
Ano Ano
ANTERIORATUAL
11. Faça um esforço.
 Respostas – Pequenas Dicas | e-197
12. Denominador Comum Monetário e Objetividade; Marcas, Fundo de Comércio. 
13. PL/SL = $ 80.000.
14. A (18 itens); P (9 itens); PL (3 itens).
15. Disposição das S.A.; 1 coluna Notas Explicativas; em $ milhares no cabeçalho; não é obriga-
da.
Capítulo 3
1. Não, pois . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2. Sim, pois . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
3. AC; RLP, Permanente, PC, ELP e PL.
4. Um ano ou Ciclo Operacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
5. Total do Ativo: $ 1.900.000.000.
6. Ativo 
Exercício Anterior Exercício Atual
950.000.000 1.900.000.000
7. 29.
8. AC e PC.
9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . > 16,5 meses e . . . . . . . . . . . . . . . .< 16,5 meses.
10. Normalmente 31/12.
11. A partir do primeiro vencimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 
12. AC: 7.740.000.000; RLP: 2.488.000.000; AP: 11.519.000.000.
13. Não Circulante: discuta se é Investimentos ou Imobilizado.
Capítulo 4
1. Não. É uma distribuição de lucro.
2. Custo: Mão de obra, Depreciação de Máquinas, Material Secundário de Fábrica...
3. Sim. Por exemplo: pagamento de dívida.
4. Perda: Estoques obsoletos, Deterioração da Matéria-prima...
5. Lucro Líquido: $ 49.100.000.
6. Ativo: $ 17.200.000.
7. Essa é por sua conta.
8. Idem à anterior.
9. Prejuízo e Lucro.
10. 20/01 – Matéria-prima é Gasto e, em seguida, Ativo; 06/02 é Custo...
11. Incêndio na Fábrica é Perda; Venda de Ativo Imobilizado c/ Lucro é Ganho...
12. Usando só o Balanço ou utilizando a DRE.
13. Lucro do Exercício: $ 1.790 milhões.
Capítulo 5
1. Receita Ganha × Receita Recebida; Despesa Consumida × Despesa...
2. É obrigatório.
3. Faça um esforço.
4. Pecuária, Vinho, Construção Civil...
5. Devedores Duvidosos.
6. Seguros, Juros...
7. Para atender ao regime de competência.
8. Competência: $ 470.000; Caixa: $ . . . . . . . . . . .
9. Caixa: $ 575.000; Contas a Receber: $ 500.000; Contas a Pagar: . . . . . . . .
10. Estoque.
11. Balanço: Aluguel Antecipado: $ 160.000 (–) 16.000; Rec. Antecipada . . . . . .
e-198 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
12. Lucro: está entre $ 1.500 e 1.700.
13. $ 6.888. . . . . . . . . . . .
14. 6/12.
15. Pense no Diferido, como era seu tratamento antes da Lei no 11.941/09 e como ficou depois.
Capítulo 6
1. | e –.
2. Essa é fácil demais.
3. Sacrifício para obter receita e ajustes.
4. Há dois tipos de Variações Monetárias. 
5. Está entre $ 300.000 e $ 400.000.
6. Lucro Real foi criado pelo Imposto de Renda. 
7. $ 600.000.
8. No grupo Despesas Operacionais Financeiras. De forma dedutível.
9. Idem à questão 2.
10. Vendas (–) Custo das Vendas; Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais; . . . .
11. $ 863.379.
12. Lógico. Pense em inclusão e exclusão.
13. Provisão para Imposto de Renda: $ 207,30.
14. IR = 15% × L. Real = 15% (32,5 + inclusões – exclusões – 10% LDIR). l IR = 15% [32,5 + 20 
– 2,8 – 10% (32,5 – IR)] = $ 14.366 milhões.Capítulo 7
1. Dinheiro, quase dinheiro, dinheiro mais lentamente, dificilmente dinheiro.
2. Situação Financeira deficiente, atrasa Impostos, aplicou muito em Investimentos ...
3. Liquidez e Rentabilidade.
4. O Lucro deverá ser de $ 250.000.000 (sendo que 40% serão distribuídos).
5. Faça um esforço.
Capítulo 8
1. Está entre $ 1.400.000 e $ 1.500.000.
2. Essa é muito fácil.
3. DLPAc. É a ponte entre a DRE e o BP.
4. O ramo de atividade é a principal.
5. Não, pois...
6. 1.1.1 – Ativo/Circulante/Caixa; 1.1.2 – Ativo/Circulante/Bancos...
7. Uniformização de procedimentos.
8. Plano de Contas explicado.
9. Para utilização de sistema eletrônico ou digital na Contabilidade.
10. Não necessariamente.
11. Plano de Contas.
12. Manual, Maquinizado... Veja Capítulo 11.
13. A primeira atitude está correta. A Segunda...
14. Ativo: Caixa, Estoque, Investimentos, Depreciação Acumulada...
15. Faça um esforço macabro.
Capítulo 9
1. Ativo: Caixa = $ 1.980.000 e Móveis e Utensílios = $ 5.000.000.
2. Desdobre-se para responder.
3. Não há espaço aqui para responder a tudo isso.
 Respostas – Pequenas Dicas | e-199
4. Fins didáticos: conhecer a mecânica contábil.
5. Razonete: Controle individual por conta.
6. Débito e Crédito são convenções contábeis. Não há definição.
7. Aumenta Ativo: Debita; Diminui...
8. Método das Partidas Dobradas.
9. Exigível da Cia. Morena: $ 500.000; Cia. Farofa: abaixo de $ 1.000.000.
10. a) Aumento de Capital em dinheiro; b) Empréstimo bancário; c) . . . . . . . . .
11. a) Aumentou; b) Não alterou; c) Diminuiu; d) . . . . . . . . . .
12. Essa é por sua conta.
13. b) ..o; c) (±) o o; d) pessoa física; e) . . . . . . . . .
14. b) Recebimento de duplicatas; c) pagamento de dívida; d) . . . . . . . . . .
15. Eventos particulares referentes aos dias: 1 (parte); 2 (Total do Ativo $ 3.450.000); 6; 8;
Capítulo 10
1. Identificação de erros na escrituração...
2. Sim. Os totais não serão idênticos (Débito).
3. A diferença é $ 846.322,20 ($ 940.358 – 94.035,80), que, dividida por 9 dias, totaliza 
$ 94.035,80. No erro de casa decimal, a diferença é divisível por 9.
4. Balancete em períodos mais curtos, Carlos.
5. Uma diferença de 10, 100 ou 1.000 entre os dois totais normalmente é erro de soma.
6. Nenhum.
7. Dividindo-se a diferença por 2, pode-se identificar um lançamento indevido de débito no 
crédito ou vice-versa.
8. Três casos causariam diferenças no Balancete.
9. Mais colunas ou...
10. Caixa: 3.000; Receita de Serviços: 13.504; ... Total: $ 25.300.
11. Lucro Líquido: $ 545.400.
12. Total do Ativo: $ 2.300.000.
13. Débito no Balancete: $ 33.600.000; após ajuste: $ 35.105.000; Ativo: $ 17.000.000.
14. Prejuízos Acumulados no PL.
15. O total correto do Balancete antes dos ajustes é de $ 35.500 milhões; após ajustes: $ 37.072 
milhões.
Capítulo 11
1. Desdobra mais a Contabilidade...
2. Diário Auxiliar de Clientes; Diário Auxiliar de Recebimentos...
3. Complementação.
4. Tempo.
5. Contas a Pagar; Folha de Pagamento; Faturamento...
6. a) –; b) 6.4; c) 6.1; d) ...
7. Obrigatório × optativo...
8. Clientes: $ 279.000; Fornecedores: $ 86.000.
9. Diário Geral – Receita Bruta – Crédito.
10. Contas a Receber: $ 318.800.000; Vendas: $ 319.600.000...
11. Fazer complementação: $ 1.100.000.
12. O controle de vendas detectará a diferença.
13. Saldo final: $ 11.800.000.
14. e 15. Não há meio de dar dicas.
e-200 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Capítulo 12
1. Facilitar conciliação bancária.
2. Fundo Fixo, Depósito em Bancos...
3. Balancete bate, porém...
4. Média das perdas dos últimos três anos.
5. Idem à resposta 4.
6. Provisão para Devedores Duvidosos: 7.000.
7. Saldo ajustado: $ 68.452.500.
8. Despesa Exercício Seguinte: $ 200.000.
9. Despesa Exercício Seguinte: $ 466.667.
10. Despesa Exercício Seguinte: $ 756.667.
11. Despesa Exercício Seguinte: $ 476.000.
12. Perda.
13. Ciclo Operacional Longo.
14. Veja texto.
15. Há necessidade de controle.
Capítulo 13
1. MDV = EI + Compras.
2. Contagem in loco.
3. Reduzir CMV, aumento LL...
4. Cuidado com o corte...
5. CMV: $ 2.400.000.
6. Estoques superavaliados...
7. Fifo, maior lucro...
8. Determinação de avaliação pelo CPC 16.
9. Permanente: é conhecido a qualquer...
10. F, V, V e F.
11. Lifo: $ 209; $ 250.000 (EF).
12. E. F. (maio): $ 1.944.000.
13. E. F.: $ 7.590.528.
14. E. F.: $ 170.640.
15. O plano de Léo não é bom.
Capítulo 14
1. Vida longa; não se destina à venda...
2. Depreciação: bens duráveis tangíveis... 
3. 1.1, 1.1, 1.3, 1.3, 1.3.2, 1.3.2, 1.1, 1.2.
4. 3, 1, 1, 1, 2, 2, 2, 3, 3, 2, 2, 2, X, 2, X, X.
5. Vários pontos estão incorretos.
6. Vários pontos estão incorretos.
7. Estoque: $ 200.000; Ton.: $ 4.200.
8. Resultado Correção Monetária: $ 167.000.
9. O procedimento é incorreto.
10. Tudo correto.
11. Não são relevantes.
12. Momento X3 – Investimento: $ 140.000.
13. Não se apura resultado na fase pré...
14. São despesas.
15. A: $ 610.430.000, B: 638.400; C:...
 Respostas – Pequenas Dicas | e-201
Capítulo 15
1. Prazo de pagamento.
2. Doze prestações: PC. 
3. PC: $ 5.760.000.
4. Atrasa pagamento.
5. IPI a recolher: $ 1.520.000. 
6. ELP: $ 554.400.
7. Caixa: $ 160.000.000.
8. Veja texto.
9. Imposto de Renda postergado.
10. Adiantamento – Exigível.
11. Curto Prazo: 480 dias.
12. Dívidas atualizadas.
13. Total: 5.700.000.
14. Gera recursos lentamente.
15. Pagar as dívidas a C.P.
Capítulo 16
1. PL = A – PE – REF.
2. Subscrito = comprometido.
3. Veja texto.
4. Ágio: 9.000.000.
5. Obrigatório × optativo. 
6. Total: $ 4.560.000.
7. Total: $ 4.560.000.
8. Veja texto.
9. Remanescentes de lucros + L. L. 
10. Total: 213.000.
11. 130 mil ações.
12. C, C, E, E, C, C. 
13. VPA = 125,35. 
14. Ágio = 75,35.
15. e) a que deveria ser – 3,60.
Capítulo 17
1. Obrigatória.
2. Ponte.
3. Saldo: $ 9.125.
4. Exercício: 3 = 845. 
5. $ 422,5.
6. Nada impede.
7. Saldo: 99.904.000.
8. PL (X10) = 3.600.
9. LL por ação = 7,88125.
10. Mais detalhes.
11. Competência e consistência.
12. Saldo: $ 100.000; total: 745.000.
13. Veja texto.
14. Eliminar centavos.
15. Total: 3.365.
e-202 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL   José Carlos Marion
Capítulo 18
1. Veja texto.
2. Veja texto.
3. Veja texto.
4. Pouco $ – empréstimo.
5. Veja texto.
6. Veja texto.
7. Veja texto.
8. Saldo 31-12-X5 – 6.000.
9. Saldo 31-12-X6 – 5.300.
10. Não em dinheiro, não afeta.
11. Vendas à vista e aquisição de máquinas. 
12. E – 22.300; S – 21.400.
13. E – 367.000; S – 376.000.
14. E – 3.705; S – 3.685.
15. E – 11.370; S – 12.670.
Capítulo 19
1. Não.
2. E. (...), Auditor.
3. Vide texto.
4. Relatório da Diretoria.
5. Quadros analíticos.
6. Sim ou N. E.
7. Só duas não são.
8. Parecer do auditor.
9. Alternativa a.
10. Balanço Geral.
11. Até 360 dias; Fifo.
12. Valor imaterial.
13. Excesso de otimismo.
14. É realista.
15. N. E. A, c, h, i.
Capítulo 20
1. Veja texto.
2. Lucro.
3. a) DOAR; b) DRE; c) DFC; d) DOAR...
4. Mostra as mudanças de posição financeira.
5. Depreciação, CM, VC.
6. Equivalência Patrimonial e Correção Monetária. 
7. LL 200.000 (+) 140.000 = 340.000
8. CCL – 2.000.000.
9. CCL × Disponível.
10. Origens× Lucro.
11. Reduz, reduz, reduz.
12. CCL – Var. – 511.000.
13. Lucro ajustado: 484.500.
14. O resultado é o mesmo.
15. O “não contador” não dá parecer.
 Respostas – Pequenas Dicas | e-203
Capítulo 21
1. Entidade Contábil (justifique o porquê e exemplifique).
2. Descontinuidade – Informe nos Relatórios Contábeis (argumente).
3. Objetividade (atestado deliberatório, passe, documento...).
4. Custo Histórico como Base de Valor (possibilidade de Reavaliação...).
5. Correção Monetária.
6. Consistência (comparabilidade de relatórios de uma empresa em vários anos). Uniformidade 
(comparabilidade de relatórios de diversas empresas em um único ano).
7. Entidade Contábil (distinguir as duas entidades).
8. Houve quebra de consistência por motivos supervenientes e não por futilidade; portanto, 
( ) fere ( ) não fere a consistência.
9. Não contraria, mas restaura em histórico corrigido.
10. Empresa em continuidade não vende Bens de Manutenção; avaliação e valoresde Entrada 
(Custo).
11. Materialidade (o Custo é muito para tão pouco – quase nada – benefício).
12. Conservadorismo (antecipar prejuízo; estoque; custo ou mercado, o menor).
13. Materialidade (Benefício deve ser maior que o custo de produzir a informação contábil).
14. Conservadorismo ($ 18.000.000 e $ 20.000.000 – prevalecendo o maior).
15. Auditoria: 1) Entidade; 2) Custo Histórico Corrigido; 3) Custo Histórico; 4) Consistência; 5) 
Entidade. 1) Foi ferido; 2) Não foi ferido; 3) Foi ferido; 4) Não foi ferido; 5) Não foi ferido.

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