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CONTABI LIDADE EMPRESA RIAL E GEREN CIAL CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL INSTRUMENTO DE ANÁLISE, GERÊNCIA E DECISÃO 19ª edição MATERIAL SUPLEMENTAR Livro de exercícios Atualização Ricardo Rios José Carlos Marion Sumário 1 A Contabilidade e o Contador, e-56 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-56 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-57 2 Relatórios Contábeis, e-58 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-58 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-61 3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar), e-62 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-62 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-64 4 Aspectos sobre Fluxo Econômico e Financeiro e o Resultado do Exercício, e-66 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-66 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-68 5 Regimes de Contabilidade (Apuração de Resultados), e-69 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-69 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-71 6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA), e-73 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-73 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-75 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão, e-79 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-79 EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-81 EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-82 8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações), e-88 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-88 EXERCÍCIO SUPLEMENTAR I, e-89 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-90 EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-91 9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis, e-93 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-93 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-96 10 Balancete – Apuração de Resultado e Levantamento do Balanço (Aspectos Contábeis), e-98 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-98 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-102 11 Escrituração (Livros Contábeis e Sistemas Contábeis), e-105 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-105 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-111 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo, e-112 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-112 iv | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-115 EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-116 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-117 13 Estoques, e-119 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-119 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-122 14 Ativo Não Circulante, e-126 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-126 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-132 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-132 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante), e-134 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-134 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-139 16 Patrimônio Líquido, e-140 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-140 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-143 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-145 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, e-146 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-146 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I, e-151 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-153 18 Demonstração dos Fluxos de Caixa (Demonstração do Fluxo Financeiro), e-155 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-155 EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-163 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-164 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações, e-166 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-166 EXERCÍCIO SUPLEMENTAR, e-173 EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-176 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) (Demonstração não obrigatória por lei), e-178 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-178 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES, e-185 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA, e-190 21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade, e-192 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-192 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I, e-194 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II, e-195 Respostas – Pequenas Dicas, e-196 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO, e-196 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Por que a Contabilidade é importante no processo de tomada de decisão? 2. O processo decisório restringe-se apenas aos limites da empresa? Explique. 3. Explique por que não podemos confundir a Contabilidade com as ciências matemáticas. 4. Cite cinco usuários da Contabilidade e explique como eles utilizam as informações contá- beis. 5. Comente o surgimento da Contabilidade, relatando desde os cenários primitivos até os dias atuais (cenário moderno). 6. Estabeleça algumas diferenças entre a Contabilidade Financeira (Geral), a Contabilidade de Custos e a Contabilidade Gerencial. 7. Como é o processo contábil (área de atuação do contador) e o que é mais importante para o administrador neste processo? 8. Percebemos que, atualmente, diversos cursos (Direito, Engenharia...) incorporaram disci- plinas de Contabilidade. Por que a Contabilidade é necessária nesses cursos? 9. Qual é o objetivo da Contabilidade? 10. A Contabilidade é a única profissão que oferece um leque bastante amplo de alternativas profissionais; fale sobre algumas dessas alternativas que mais lhe interessem. 11. “O contador pode ser chamado de anjo-da-guarda de uma empresa.” Analise essa afirma- tiva. 12. Fale sobre o desenvolvimento da Contabilidade no Brasil. 13. Comente o papel do contador no processo de comunicação de uma empresa. 14. No Brasil, há em torno de 5 milhões de empresas, e grande parte consiste em micro e pe- quena. Essas empresas estão bem servidas de Contabilidade? Pense nas micro e pequenas: os escritórios de Contabilidade fazem Contabilidade ou apenas serviços burocráticos? Há mais técnicos ou contadores no mercado? O usuário é a pessoa mais importante para o profissional contábil ou o fisco? O que fazer para melhorar essa situação? 15. O caso do Empresário malsucedido. O Sr. Pertinaz Rocha Duro, o feliz proprietário de uma pequena indústria de máquinas de sorvete, Bom Gelando Ltda., não está satisfeito com seu negócio. O dinheiro é cada vez mais difícil. “Já houve épocas melhores”, diz. A Contabilidade e o Contador CAP. 1 A Contabilidade e o Contador | e-57 Normalmente, o Sr. Pertinaz critica o governo, a conjuntura econômica, os impostos eleva- dos, a concorrência etc. No momento de pagar suas contas, o sócio da Bom Gelando Ltda. deixa por último o paga- mento do escritório de Contabilidade. Entende ele que a Contabilidade é um “mal necessário”, e ela só é feita para atender às exigências do governo. O Sr. Pertinaz faz questão absoluta de não olhar os relatórios contábeis preparados pelo escritório de Contabilidade. Realmente, não se conforma em ter de pagar um escritório todos os meses. A que poderíamos objetivamente atribuir o insucesso da Bom Gelando Ltda.? EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Podemos dizer que o objeto da Contabilidade é: ( ) a) A escrituração contábil. ( ) b) Os relatórios contábeis. ( ) c) O patrimônio das entidades. ( ) d) Os registros contábeis. 2. A função da Auditoria é: ( ) a) Exame da Contabilidade. ( ) b) Fiscalização da empresa. ( ) c) Fornecer informações sobre o patrimônio da empresa. ( ) d) Analisar a situação econômico-financeira da empresa. 3. A Contabilidade Financeira também pode ser chamada de: ( ) a) Contabilidade de Custos. ( ) b) Contabilidade Gerencial. ( ) c) Contabilidade Rural. ( ) d) Contabilidade Geral. 4. Como usuários internos da Contabilidade, temos: ( ) a) Fornecedores, administradores, investidores, CRC. ( ) b) Administradores, funcionários, sócios. ( ) c) Administradores, sócios, gerentes, bancos. ( ) d) Bancos, sócios, governo, clientes. 5. O Contador é: ( ) a) O técnico em Contabilidade. ( ) b) O técnico e o bacharel em Ciências Contábeis. ( ) c) O bacharel em Ciências Contábeis. ( ) d) Qualquer profissional contábil. 6. Uma empresa bem-sucedida é aquela que: ( ) a) Não utiliza a Contabilidade. ( ) b) Sonega impostos. ( ) c) Valoriza a Contabilidade em suas decisões. ( ) d) Acredita que a Contabilidade só é útil ao governo (arrecadação de imposto). QUESTÕES – EXERCÍCIOS –ESTUDO DE CASO 1. Indique pelo menos cinco relatórios contábeis. 2. Admitindo-se que o Ativo de uma empresa é de $ 250 milhões e o Passivo Exigível, $ 230 milhões, qual é o Patrimônio Líquido? Qual é o montante de Origem e Aplicação? 3. Qual é a diferença básica entre obrigações exigíveis e não exigíveis? 4. Por que o total do Ativo será sempre igual ao montante do PL + Passivo Exigível? 5. Se a empresa Saladinha efetuar a seguinte transação: adquirir um financiamento de $ 1.528 e comprar Máquinas e Equipamentos, como você apresentará o Balanço Patrimonial, pres- supondo que não existe nenhuma outra transação? 6. Explique o conceito da expressão Balanço Patrimonial. 7. Relacione os conceitos de Passivo, Patrimônio Líquido, Capital Próprio, Capital de Tercei- ros, Capital Interno e Capital Externo. 8. A Empresa Capitalista apurou $ 200 milhões de Capital de Terceiros e $ 186 milhões de Capital Próprio. Qual é o total de seu Ativo? 9. Quais são as formas de recursos com que os sócios podem contribuir para a formação do Capital Social da empresa? 10. Comente as disposições da Lei das Sociedades por Ações no que tange à publicação das De- monstrações Financeiras em duas colunas e com a possibilidade da eliminação de dígitos. 11. “Um item que não apresenta benefícios presentes para a empresa e não tem expectativa de benefícios futuros não é um recurso econômico; portanto, deve ser excluído do Ativo da empresa.” Essa afirmação é verdadeira. Saberia dar um exemplo em que ocorra uma situação dessas, isto é, o Ativo não tem mais condições de gerar benefícios para a empresa e deverá ser excluído do Balanço Patrimonial? Tente (excetuando os apresentados no texto). 12. Todo o Ativo tem um valor monetário, caso contrário não seria listado no Balanço Patri- monial. Você poderia citar alguns exemplos de atributos que não são facilmente mensuráveis monetariamente e, por isso, não aparecem no Ativo? Estamos certos de que você pode; então, cite-os. 13. O Sr. Guilherme Polimento está muito satisfeito com sua riqueza acumulada até o momen- to (mea dos de 20X1): � Dois automóveis importados avaliados em $ 180.000 � Um apartamento de 3 dormitórios avaliado em $ 1.090.000 Relatórios Contábeis CAP. 2 Relatórios Contábeis | e-59 � Uma casa de campo avaliada em $ 800.000 � Um título de clube avaliado em $ 120.000 � Dinheiro no bolso $ 50.000 � Depósitos em vários bancos $ 110.000 � Ações da Petrobras $ 90.000 � Títulos a receber $ 168.000 � Salários a receber até o final do ano (31-12-X1)* $ 260.000 � Aparelhos elétricos e eletrônicos avaliados em $ 112.000 * Conforme contrato. Vamos calcular a riqueza líquida do Sr. Guilherme, sabendo que ele possui as seguintes obrigações: � Dívida com o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) $ 960.000 � Empréstimos em diversos bancos $ 860.000 � Títulos a pagar $ 280.000 � Contas a pagar até o final do ano $ 250.000 � Financiamento da casa de campo $ 380.000 � Prestações do título do clube a pagar $ 80.000 � Prestações em grandes magazines $ 90.000 Na resolução deste exercício, separe o que é Bem do que é Direito. Monte um Balanço para o Sr. Guilherme. Se o Sr. Guilherme fosse uma empresa (Pessoa Jurídica), como denominaríamos sua Rique- za Líquida? 14. Indique, por meio dos itens relacionados a seguir, o que é Ativo (A), Passivo Exigível (PE) e Patrimônio Líquido (PL). ( ) Caixa ( ) Obras de Arte ( ) Depósito em Bancos ( ) Capital Próprio ( ) Empréstimos Bancários a Pagar ( ) Capital de Terceiros ( ) Estoques ( ) Duplicatas a Pagar ( ) Capital Social ( ) Imóveis de Aluguel de Propriedade da Empresa ( ) Duplicatas a Receber ( ) Empréstimos Concedidos às Associadas (a receber de volta) ( ) FGTS a Pagar ( ) Empréstimos Concedidos aos Sócios (a receber) ( ) Equipamentos ( ) Contas a Receber ( ) Ações da Petrobras ( ) Instalações ( ) Investimentos em Outras Empresas ( ) Contas a Pagar (Ações) ( ) Lucros Acumulados ( ) Financiamentos a Pagar ( ) Salários a Pagar ( ) Fornecedores de Mercadorias (dívida) ( ) Prédios ( ) Máquinas ( ) Terrenos ( ) Veículos ( ) Ferramentas ( ) Imposto a Pagar 15. O caso da Rei Após o primeiro ano de atividade, o contador da empresa Rei dos Encanadores Ltda. preo- cupa-se em apresentar seu Balanço Patrimonial de acordo com as exigências legais. e-60 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion O contador dirige-se ao gerente financeiro da empresa, Sr. Amadeu, apresentando o resulta- do de sua pesquisa sobre apresentação do Balanço. O contador, todavia, relaciona uma série de pontos nebulosos, solicitando a orientação do gerente financeiro. “A legislação dispõe que o lado direito do Balanço deve ser denominado Passivo. Os teóri- cos em contabilidade dizem que o adequado é denominar Passivo e Patrimônio Líquido. Como deverei proceder? A legislação dispõe que devemos apresentar as contas em duas colunas: exercício atual e exercício anterior. Entretanto, não sei o que fazer, pois este é nosso primeiro ano: não temos exercício anterior. A legislação dispõe que posso cancelar algumas casas (dígitos) de nossas cifras. No entanto, não acho interessante, pois, em nosso caso, os números pareceriam muito pequenos. A legislação obriga a publicação de mais quatro Demonstrações Financeiras: − Demonstração do Resultado do Exercício. − Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. − Demonstração dos Fluxos de Caixa. − Demonstração do Valor Adicionado. Todavia, estou em dúvida se esta exigência limita-se apenas às Sociedades Anônimas ou se nossa empresa (Ltda.) também está sujeita.” A Empresa Rei dos Encanadores Ltda. é considerada uma empresa de médio porte: seu ativo total é inferior a R$ 240 milhões e sua Receita Bruta é de R$ 150 milhões. Vamos ajudar o Sr. Amadeu a esclarecer melhor seu contador. CAP. 2 Relatórios Contábeis | e-61 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Cia. Alfa Em 30-4-X6 foi elaborado um levantamento geral da Cia. Alfa, a seguir transcrito. CIA. ALFA Levantamento em 30-4-X6 Em $ Unitário Total Dinheiro existente em moeda 2.000 Duplicata a Receber de José Paz 200 Duas escrivaninhas 100 200 Quatro cadeiras estofadas 50 200 Dez rádios portáteis 100 1.000 Dívida perante TV/Som 2.000 Balcões envidraçados 1.600 Duplicata a Receber de Luiz Silva 300 Dívida perante a Gradiente S.A. 1.000 Duplicata a Pagar para TV/Som 1.700 Oito aparelhos de FM marca Gradiente 2.000 Duplicata a Pagar para TV/Som 250 300 A Cia. Alfa negocia equipamentos de som, televisores, equalizadores, videocassetes etc. Pede-se: Construa o Balanço Patrimonial da Cia. Alfa em 30-4-X6. CIA. ALFA Balanço Patrimonial em 30-4-X6 ATIVO PASSIVO Caixa - - - Notas Fiscais a Pagar - - - Duplicatas a Receber - - - Duplicatas a Pagar - - - Mercadorias - - - PATRIMÔNIO LÍQUIDO - - - Móveis e Utensílios - - - ???????? - - - TOTAL - - - TOTAL - - - 2. Cia. Beta O presidente da Cia. Beta está indignado ao saber que todo o investimento feito com Recur- sos Humanos não aparece no Ativo de sua empresa. Ele diz que seus funcionários são o maior bem da empresa, que há um potencial enorme em obter bons resultados no futuro graças a uma equipe muito bem treinada. Como, pela Contabilidade Tradicional, poderíamos explicar ao presidente por que seus fun- cionários não aparecem como Ativo no Balanço Patrimonial? QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Os bens utilizados pela empresa, em decorrência de arrendamento mercantil (leasing), ha- vendo condição opcional para sua aquisição, no final do contrato, podem ser classificados no Não Circulante? Explique considerando a nova Lei no 11.638/07. (Observação: esta questão deverá ser respondida com base no Capítulo 2, observando as características do Ativo.) 2. Os bens que não são utilizados na atividade operacional da empresa, por se encontrarem em processo de construção ou fabricação, que não serão destinados à venda, mas ao imo- bilizado, poderão, desde já, ser classificados no subgrupo como Imobilização em Curso (andamento)?3. Comente os principais grupos de contas do Balanço. 4. Explique o que são curto e longo prazos para a Contabilidade. 5. Estruture o Balanço Patrimonial com os dados a seguir (em $ milhões) da Cia. Rogada (empresa comercial). Caixa 100 Ações de Outras Cias. 1.000 Fornecedores 200 Lucros Acumulados 500 Capital 400 Impostos a Recolher 500 Estoque 500 Máquinas e Equipamentos 100 Duplicatas a Receber 200 Salários a Pagar 100 Financiamento 200 6. Admitindo-se, na questão 5, que os valores de cada conta no exercício anterior são exata- mente a metade do atual, apresente o Balanço Patrimonial conforme disposição da Lei das Sociedades por Ações, ou seja: duas colunas (exercício anterior e exercício atual). 7. A Cia. Navalesca, após a compra de matéria-prima, demora em média 17 meses para a construção de um navio. A venda, geralmente, é a prazo, com recebimento em 360 dias. Qual é o ciclo operacional da empresa? 8. Alguns autores denominam certo grupo de conta como Corrente. Qual poderia ser este grupo diante dos estudados? Por que é comum dizer Impostos a Recolher e não Impostos a Pagar, para os impostos incidentes sobre venda? 9. A Cia. Longa Vida produz transformadores de grande porte e seu ciclo operacional gira em torno de 16,5 meses. Defina Curto e Longo Prazos para esta empresa. Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar) CAP. 3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar) | e-63 10. “Ativo Circulante é o Caixa e outros Ativos em que há uma razoável expectativa de realiza- ções em dinheiro durante o Ciclo Operacional ou um Ano, valendo o mais longo.” � Em que data, normalmente, nós nos posicionamos para analisar o que é Circulante e o que é Realizável a Longo Prazo? � Uma ferramenta adquirida por uma indústria, cuja vida útil é de seis meses, é Imobilizado? 11. “O Caixa é o mais líquido Ativo, por isso é mostrado em primeiro lugar. Em seguida, mos- tramos Duplicatas a Receber, que num futuro bem próximo será dinheiro. Mercadorias em Estoque vêm em terceiro lugar, pois . . . . . . . . . . . . . .” � Observamos a ordem da apresentação das contas do Ativo Circulante. Para o Passivo Circulante, em que existem as contas de Fornecedores, Salários a Pagar, IPI a Recolher e Imposto de Renda a Pagar, qual a ordem em que poderíamos mostrá-las? 12. O Ativo da Cia. Gestante apresenta as seguintes contas em 31-12-x7: Caixa 100 Bancos c/ Movimento 250 Estoque de Prod. Acab. 200 Aplicação em Prazo Fixo Dupl. a Receber (10 meses) 1.000 (2 anos) 600 Estoque de Matéria-prima 5.000 Móveis e Utensílios 200 Estoque de Prods. em And. 40 Direitos Autorais 321 Veículos 230 Imóveis Alugados Contas a Receber (3 anos) 260 para Terceiros 468 Ações (serão vendidas em Terrenos em valorização 1.800 momento oportuno) 400 Instalações 200 Imóveis a Venda 1.000 Máquinas e Equipamentos 600 Imóveis (em uso) 1.500 Marcas e Patentes 4.000 Participações em outras Cias. Títulos a Receber (1,5 ano) 228 (Coligadas) 900 Prédio em Construção (para a Títulos a Receber (10 meses) 550 sede da fábrica) 300 Aplicações Financeiras Importação de máquina em (11 meses) 600 andamento 1.000 Vamos classificar as contas apresentadas dentro de seus respectivos grupos de contas, saben- do que o Ciclo Operacional da empresa é de 9 meses. 13. O caso da Cia. Avestruz A Cia. Avestruz adquiriu a Empresa Peixinho por $ 980 milhões. Na verdade, o Ativo da Peixinho era de $ 500 milhões e os $ 480 milhões foram argumentados da seguinte maneira por seu contador gerencial: “Nossa empresa conseguiu um bom nome e reputação no mercado. Hoje, somos conhecidos em todo o país e, indubitavelmente, esta conquista tem um preço: $ 480 milhões.” Todavia, o contador da Cia. Avestruz, o Sr. Ganso, não sabe como lançar o excesso ($ 480 milhões) pago pela Peixinho. Após árdua pesquisa ele constata que, quando uma Cia. vende seu empreendimento, nor- malmente cobra um preço pelo nome e reputação conquistados e quando esta diferença adicio- nal é paga, ela aparece no Ativo com a denominação de Goodwill (Fundo de Comércio). Alguns chamam de Capital Intelectual. Constata ainda que, normalmente, não aparece nos Ativos das empresas o item Goodwill, porque é bastante difícil de avaliar a reputação e o nome da empresa e, caso contrário, seria sub- jetivo. Todavia, em uma venda de empreendimento, desde que haja acordo entre o comprador e o vendedor, o valor do Goodwill deve ser registrado, pois, neste caso, é uma avaliação objetiva. Por fim, ele constata que a Lei no 11.638/07 fala de um subgrupo no Ativo chamado “Intangível”. Vamos sugerir ao Sr. Ganso em que grupo de contas (e possível subgrupo) devemos classificar o Goodwill e justificar nossa posição. Nossa posição deverá ser com base na teoria já estudada. É e-64 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion possível que o leitor conheça disposições legais para a classificação do Goodwill. Todavia, é con- veniente apenas considerar os conceitos contábeis até então abordados, para, após absorvê-los bem, comparar com certos critérios fiscais. Em seguida, observe o que a Lei no 11.638/07 fala sobre Intangível. Pesquise ainda o que o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) fala sobre o Intangível. Observação: neste caso, não houve fusão das duas empresas em uma só, mas a Cia. Avestruz ad- quiriu o controle total da Empresa Peixinho. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Monte o Balanço Patrimonial da Cia. Solemar em 31-12-X3. ATIVO PASSIVO e PL Circulante ________________________________ ________________________________ ________________________________ Total do Circulante Não Circulante Investimentos Imobilizado Total do Não Circulante ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ Circulante ________________________________ ________________________________ Total do Circulante Não Circulante Patrimônio Líquido ________________________________ ________________________________ Total do PL ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ ________________ TOTAL ________________ TOTAL ________________ Contas que compõem a Cia. Solemar em 31-12-x3. Disponível 20.000 Estoque 100.000 Máquinas 130.000 Contas a Pagar 180.000 Fornecedores 150.000 Ações de Outras Emp. 180.000 Dupl. a Receber 80.000 Lucros Acumulados 20.000 Capital Social 80.000 Financiamentos a Pagar 80.000 Observação: no grupo Investimentos e Imobilizado não há necessidade de destacar as con- tas; basta apenas colocar os valores. Responda às seguintes perguntas sobre a Cia. Solemar: 1. A empresa é Indústria, Comércio ou Prestadora de Serviço? Explique. 2. A empresa vende à vista ou a prazo? Explique. 3. Qual é o Capital de Giro da empresa? 2. Cia. Incompleta Faltam diversos dados em um dos relatórios da Cia. Incompleta. Preencha-os, nas linhas pontilhadas, admitindo que a empresa não trabalha com Realizável e Exigível a Longo Prazo. CAP. 3 Balanço Patrimonial – Grupos de Contas (Uma Abordagem Preliminar) | e-65 Capital de Giro Próprio Passivo Circulante $ 800 Capital de Giro $ - - - - - $ 200 Patrimônio Líquido $ - - - - - Imobilizado $ - - - - - Total $ 1.800 Total $ - - - - - QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Dividendos (Distribuição de Lucro em Dinheiro em uma S.A.) podem ser considerados uma Despesa? 2. Separe, para uma Indústria, o que é Custo do que é Despesa. Mão de obra Juros Administração Geral Manutenção de Máquinas Desgaste (Depreciação) de Máquinas Desgaste de Móveis e Utensílios Aluguel de Escritório (Depreciação) Material Secundário de Fábrica Aluguel de Fábrica Material de Escritório 3. Podemos afirmar que desembolso ocorre, entre outras situações, quando do pagamento de um dispêndio (gasto)? Explique. 4. Das contas a seguir, separe o que é Perda do que é Despesa. Estoques Obsoletos Comissão de Vendedores Deterioração de Matéria-prima Prêmios* de Seguros Mão de obra (período de greve) Salários* Despesas de seguros. 5. Apure o Resultado, separando o que é Custo e o que é Despesa: Matéria-prima Utilizada – 12.000.000 Folha de Pagamento do Escritório – 8.000.000 Folha de Pagamento da Fábrica – 11.000.000 Material Secundário da Fábrica – 2.000.000 Receita do Período – 90.000.000 Energia Elétrica – Fábrica – 3.000.000 Energia Elétrica – Escritório – 2.000.000 Seguros-Fábrica – 500.000 Material de Limpeza – Escritório – 800.000 Assinatura de Jornal – Administração – 160.000 6. Das contas seguintes, estruture o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício, considerando que o Lucro do Exercício não foi distribuído aos acionistas, mas retido na empresa na conta Lucros Acumulados. Bancos Conta Movimento 8.200.000 Fornecedores 4.600.000 Capital 10.000.000 Aspectos sobre Fluxo Econômico e Financeiro e o Resultado do Exercício CAP. 4 Aspectos sobre Fluxo Econômico e Financeiro e o Resultado do Exercício | e-67 Receita 8.250.000 Estoques 1.900.000 Despesa 5.650.000 Imóveis 4.700.000 Duplicatas a Receber 2.400.000 7. Por que se separa Despesa de Custo na DRE? 8. Explique a diferença entre Receita × Ganho e Despesa × Perda. 9. Conceitue Déficit e Superávit. 10. A Cia. Desânimo adquire a prazo, em 20/01, $ 9.468.000 em matéria-prima. Em 06/02, essa matéria-prima é transferida para a produção, onde recebe novos custos: mão de obra – $ 2.000.000, embalagem – $ 1.432.000, outros gastos de fabricação – $ 1.700.000. Em 28/02, a empresa paga a matéria-prima adquirida em 20/01. Em 09/03, já há a pro- dução acabada destinada à venda. Em 28/03, é realizada a venda por $ 22.000.000. Classifique em cada data, indicando com um X, qual é a denominação correta. Gasto Ativo Custo Despesa Desembolso 20/01 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ aquisição 20/01 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ contabilização 06/02 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ produção em andamento 28/02 – $ 9.468.000 _______ _______ _______ _________ ____________ pagamento 09/03 – $ 14.600.000 _______ _______ _______ _________ ____________ produtos acabados 28/03 – $ 14.600.000 _______ _______ _______ _________ ____________ CPV 11. Relacione os números das operações com as denominações ao lado. OPERAÇÕES DENOMINAÇÕES 1. Incêndio na Fábrica ( ) Ativo 2. Venda de Ativo Imobilizado c/Lucro ( ) CMV 3. Aquisição de uma Máquina ( ) Despesa 4. Lançamento no Ativo de Equipamentos ( ) Encaixe 5. Indústria – Custo das Vendas ( ) Gasto 6. Comércio – Custo das Vendas ( ) Período Contábil 7. Serviços – Custo dos Serviços ( ) Lucro/Superávit 8. Sacrifício para obter Receita ( ) Perdas 9. Pagamento de uma Despesa ( ) A = P + PL 10. Recebimento de uma Receita ( ) Prejuízo/Déficit. 11. Receita Maior que Despesa ( ) Dividendos 12. Receita Menor que Despesa ( ) Ganho 13. Exercício Social ( ) CSP 14. Equação Contábil ( ) Desembolso 15. Distribuição de Lucro em Dinheiro ( ) CPV 12. Comente as duas maneiras de apurar Resultado. 13. A Cia. Enrolada apresenta os seguintes dados no final do período: e-68 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Em $ milhões Caixa 900 Contas a Pagar 300 Duplicatas a Receber 800 Empréstimos a Pagar 700 Máquinas 1.200 Financiamentos a Pagar 1.000 Estoques 600 Capital 500 Veículos 790 Determine qual foi o lucro do exercício. Comente qual seria a outra forma de apurar resul- tado e porque, nesse caso, não podemos utilizá-la. Comente qual das formas é mais adequada. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES Apuração do lucro e revisão 1. A Cia. A apresentou os seguintes dados referentes à Demonstração do Resultado do Exercí- cio: Receita $ 30.000 Despesa $ 14.000 Considerando que a receita e a despesa foram à vista e que o lucro foi totalmente reaplicado, apresente o Balanço Patrimonial do ano de 20X2, sabendo que o Balanço de 20X1 era: ATIVO PASSIVO Circulante 8.000 Circulante 16.000 Caixa Contas a pagar Dupl. Receber 10.000 18.000 Patrimônio Líquido Não Circulante Capital 7.000 Investimentos 2.000 Lucro 1.000 Imobilizado 4.000 8.000 6.000 Total 24.000 Total 24.000 Observação: considere que não houve nenhuma outra alteração, exceto a Receita e a Despesa. 2. Cite as cinco demonstrações financeiras obrigatórias para as Sociedades Anônimas. 3. Dê a diferença entre ganho e perda. 4. Dê a diferença entre Obrigações Exigíveis e Não Exigíveis. 5. Estruture o Balanço Patrimonial agrupando as contas: Em $ mil Caixa 100 Dupl. a Receber 1.000 Capital 1.000 Diferido 700 Estoque 500 Emprést. a Pagar 600 Imposto a Recolher 500 Imobilizado 5.000 Investimentos 600 Lucro Acumulado 700 Bancos 400 Fornecedores 100 Financiamento (LP) 5.000 Contas a Pagar 400 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Cite as diferenças básicas entre o Regime de Competência e o Regime de Caixa. 2. Qual é a disposição encontrada na Lei das Sociedades por Ações a respeito do Regime de Competência? 3. Os regimes de caixa e de competência podem ser adotados simultaneamente por qualquer empresa? 4. Há exceções do reconhecimento da Receita no ponto de transferência? 5. No confronto Receita × Despesa, nem todas as despesas são identificáveis. Cite um exem- plo. 6. Cite alguns principais Ajustes Contábeis que o contador realiza no final de cada período contábil. 7. Por que Receita Antecipada (ou adiantamento) não pode ser considerada como Receita do Exercício? 8. Numa empresa que inicia sua atividade em X8, constatamos os seguintes saldos contábeis em 31-12-X8: Receita no Exercício $ 860.000 Despesa Consumida $ 390.000 Receita Recebida no Exercício $ 400.000 Despesa Paga no Exercício $ 300.000 Apure o resultado pelo Regime de Competência e Regime Caixa. 9. No exercício anterior, admitindo que em X9 a empresa recebeu suas duplicatas, pagou suas despesas referentes ao exercício X8 e ainda teve uma receita de $ 1 milhão e despesa de $ 590 mil, sendo que exatamente a metade da Receita foi recebida e a metade da Despesa foi paga, pede-se: a) Saldo de Contas a Receber e Contas a Pagar em 31-12-X9. b) Resultado pelo Regime de Competência. c) Resultado pelo Regime Caixa. 10. A Vinícola Azedinha teve mil barris de vinho envelhecendo em X0 cujo valor no início era de $ 1 milhão. Em X2, esses barris estavam avaliados em $ 1,6 milhão (valor de mercado). Onde aparecem no BP esses barris de vinho? É possível a empresa reconhecer o ganho de X0 para X2? Regimes de Contabilidade (Apuração de Resultados) 5 e-70 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 11. Considerando o Regime de Competência, indique a parcela que constará no Balanço Patri- monial e a parcela que será apropriada como Despesa ou Receita. O resultado será apurado para o exercício social X8. 11.1 Recebimento de aluguel antecipado, por um ano, em 31-08-X8, no valor de $ 240.000, sendo que será deduzida deste valor uma comissão de 10% para a Imobiliária Lucro Certo S.A. O Contrato de Locação abrange o período de 1o-09-X8 a 31-08-X9. 11.2 O Cinema Familiar vendeu um lote fechado de 300 mil ingressos para uma empresa de propaganda, a $ 630 cada um, em 10-11-X8, para o filme Conversa sem Limite, que será exibido a partir de 1o-12-X8, com dez sessões diárias. Sabe-se que o cinema tem 300 lugares e que por 100 dias sua bilheteria não funcionará. Os ingressos são datados à base de 3 mil para cada dia, e têm validade apenas para o dia em que são vendidos, tendo sido ou não usados. 11.3 Contrato anual de seguro contra incêndio com a Cia. Salim, em 16-09-X8, cujo prêmio de seguro, $ 240.000, será pago em 20-01-X9. 11.4 Aplicação, a prazo fixo, de $ 100.000, por 6 meses, em 31-10-X8. No final da aplicação, a empresa receberá $ 160.000. 11.5 Material de Escritório adquirido em 30-11-X8, por $ 680.000. Em 31-12-X8 havia $ 260.000 de Material de Escritório em Estoque. 11.6 Aquisição de marcas e patentes no montante de $ 9.680.000. 11.7 Máquinas e Equipamentos adquiridos em X8 no valor de $ 3.200.000. Noreferido ano, as máquinas desgastaram-se, em média, 15%. QUADRO DE RESPOSTA Q U ES TÕ ES Balanço Patrimonial Demonstração do Resultado do Exercício Total Ativo Passivo e PL Despesa ReceitaDespesas do Exercício Seguinte (Circulante) Não Circulante Imobilizado ou Intangível Não Circulante Passivo 11.1 11.2 11.3 11.4 11.5 11.6 11.7 12. A Cia. Resguardada apresenta, no exercício de X7, uma Receita de $ 9.600.000. Desta Receita, $ 3.900.000 estão ainda em forma de Duplicatas a Receber. Estatisticamente, constata-se que a empresa perde anualmente com seus clientes (duvi- dosos) 10% das Duplicatas a Receber. Sem considerar as despesas com devedores duvidosos, a Contabilidade apura uma despesa total de $ 7.610.000. Calcule qual será o lucro da Cia. Resguardada no ano de X7 (considerando Devedores Duvidosos). 13. A Empresa UIG – Telemuque S.A. aceita um pedido de $ 189.628.000 para fabricar um trans- formador de 180.000 kw, num prazo de 28 meses para entrega. A Telemuque S.A. receberá duas parcelas em forma de Adiantamento: CAP. 5 Regimes de Contabilidade (Apuração de Resultados) | e-71 1ª) No início da fabricação: 30%. 2ª) No 18º mês de fabricação: 40%. Constata-se que, no final do 12º mês de fabricação, o total gasto na fabricação atinge o mon- tante de $ 50.000.000. Apure, neste momento, o resultado e mostre onde será classificado no BP, considerando apenas o adiantamento recebido e o custo. 14. A Cia. T. Júnior pagará ao Banco do Brasil S.A. juros de $ 3.600.000 em 30-06-X8, correspon- dentes ao empréstimo de um ano contraído em 30-06-X7. Qual é a despesa de juros, pelo Regime de Competência, referente ao ano de X7? 15. O caso do Lançamento do Supermercado Chic-Chic Preparando-se para sua inauguração, o Supermercado Chic-Chic toma as seguintes providências: a) Abertura de firma, bem como todas as providências legais. Para tanto, houve um gasto com honorários de advogados da ordem de $ 1.250.000. a) Selecionamento, recrutamento e treinamento de pessoal. É lógico que o Supermercado precisaria ter funcionários altamente treinados, desde Caixas até Gerente, para melhor atender a sua freguesia. Para montar um quadro de funcionários à altura de sua freguesia, o Supermercado teve um gasto de $ 13.945.000. a) Propaganda Institucional. Certamente não poderia haver uma inauguração sem que todo o bairro, e até mesmo toda a cidade, ficasse sabendo do novo Supermercado a ser lan- çado. Seu diretor-geral lembrou-se muito bem das companhias de cigarros que antes do lançamento de uma nova marca fazem uma propaganda de “impacto”. O Sr. Aristides, seu diretor-geral, não mediu esforços: gastou $ 38.805.000. Estes gastos todos foram forte- mente combatidos pelo Sr. Eliseu – diretor financeiro –, contratado especificamente para apresentar lucro, a partir do primeiro ano, na rentável atividade em lançamento. Dizia, muito abatido, o Sr. Eliseu: “Como poderei obter lucro desde o início se já para o primei- ro ano tenho uma despesa de $ 54.000.000, que se refere exclusivamente ao lançamento do Supermercado?”. Quais são as explicações contábeis que você tem para mostrar que o Sr. Eliseu está equivocado? Tente explicar como era antes da Lei nº 11.941/09 e como fica após ela. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES Testes 1. A distribuição do Lucro será evidenciada na seguinte Demonstração Financeira: a) Demonstração do Lucro Econômico. b) Balanço Patrimonial. c) Demonstração do Resultado do Exercício. d) Demonstração do lucro vermelho da empresa. e) N.D.A. 2. Contrato de seguros que abrange o período de 1o-08-X0 a 31-07-X1, pago totalmente em 02-08-X0, no valor de $ 2.400.000, evidencia despesas de seguros em X0: a) $ 1.000.000. b) $ 1.200.000. c) $ 1.800.000. d) $ 2.400.000. e) N.D.A. 1. Cia. Iniciante e-72 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion No primeiro mês (janeiro) de operações da Cia. Iniciante, o Relatório de Apuração de Re- sultado apontou lucro. Com os dados apresentados na Apuração de Resultado pelo Regime de Competência, complete as linhas pontilhadas no Balanço Patrimonial em 31-01. Apuração de Resultado – Cia. Iniciante – Mês de janeiro Receita Total – a prazo 10.000 (–) Despesas de Salários (ainda não pagos) (3.000) (–) Juros Incorridos no mês – (Financiamento 10.000 ×10%) (1.000) (–) Material de Escritório Consumido (Estoque no Início: 3.000) (1.000) (–) Depreciação de Veículos (20% × 1/12 × $ 12.000) (200) LUCRO DO MÊS 4.800 BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-01 ATIVO PASSIVO Circulante Caixa Duplicatas a Receber Material de Escritório Total do Circulante Não Circulante Terrenos Veículos (–) Depreciação Total do Não Circulante 5.000 - - - - - - - - - - - - - - - 10.000 - - - - - (- - - - -) - - - - - Circulante Salários a Pagar Juros a Pagar Total do Circulante Não Circulante Financiamentos a Pagar (ELP) Patrimônio Líquido Capital Lucro do mês Total do PL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 20.000 - - - - - - - - - - Total - - - - - Total 38.800 QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Quais são as formas de apresentação da DRE? 2. Qual é a diferença entre Lucro Bruto e Lucro Operacional? 3. Qual é a diferença entre Despesas e Deduções? 4. O que são Variações Monetárias e em que grupo deveremos classificá-las? 5. A taxa do dólar no início de X0 é $ 1,60 por 1 dólar. Para um financiamento de $ 12.000 dólares em 02-01-x0, qual foi a variação cambial no ano, sabendo-se que em 31-12-x0 o dólar estava cotado em 1,89? 6. Qual é a diferença entre Lucro Líquido e Lucro Real? 7. Para um Lucro de $ 2.868 mil, quanto se pagará de Imposto de Renda, sabendo-se que há inclusões no total de $ 1.272 mil e $ 140 mil de exclusão? A Taxa de Imposto de Renda a ser utilizada será de 15%. 8. As Despesas Financeiras da empresa atingem o total de $ 968,6 mil. As Receitas Financeiras são da ordem de $ 421,8 mil. Qual o grupo e de que forma apresentaríamos tais valores na DRE? 9. Qual é a diferença entre Lucro Operacional e Não Operacional? 10. Ordene a DRE na forma dedutiva (vertical). Empresa Sepultadora Em $ mil Lucro Antes do Imposto de Renda 5.590 Despesas Administrativas 9.120 Custo das Vendas 22.800 Lucro Bruto 27.770 Lucro Operacional 5.900 Despesas Não Operacionais 1.360 Receitas Não Operacionais 1.050 Despesas de Vendas 12.750 Lucro Líquido 2.840 Vendas Líquidas 50.570 Participações Diversas 1.000 Imposto de Renda 1.750 Lucro Depois do Imposto de Renda 3.840 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) 6 e-74 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DRE EMPRESA SEPULTADORA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11. Sabendo-se que o lucro depois do Imposto de Renda da Cia. Tétrica foi de $ 1.200 mil, e que o estatuto prevê participações de Empregados (5%), Administração (15%) e Debêntures (10%), calcule o Lucro Líquido do exercício. 12. Poder-se-ia admitir uma empresa com prejuízo no exercício e com Lucro Real? Cite uma situação se sua resposta for afirmativa. 13. Complete as linhas pontilhadas. RECEITA BRUTA 4.494 Deduções (394) RECEITA LÍQUIDA ........ Custo das Vendas (2.000) LUCRO BRUTO ........ DESPESAS OPERACIONAIS Despesas Vendas (250) Desp. Administrativas (418) Desp. (–) Rec. Financeiras 150 Outras Despesas e Receitas Operacionais (400) (1.518) Receitas 500 Despesas (100) LUCRO OPERACIONAL ........ LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA ........ Imposto de Renda* (........) LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA ........ Participações Debêntures (10%) (........) Empregados (10%) (........) Administrador (5%) (........) LUCRO LÍQUIDO ........ Lucro Líquido p/ Ação ........ (Capital Social tem 1.000 ações) * Admita que não há inclusão nem exclusão (taxa de 15%). CAP. 6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) | e-75 14. O Lucro Antes do Imposto de Renda da Cia. Alfandegária é de $ 32,5 milhões. Na expectativa de escriturar o Livro de Apuração do Lucro Real, o contador levanta os seguintes dados: a) Haverá participação no Lucro à base de 10% para os empregados e 5% para os administradores. b) Houve diversas inclusões de $ 12,5 milhões. c) Houve uma multa fiscal de $ 1,5 milhão. d) Houve um excesso de Depreciação de $ 6,0 milhões. e) Houve doação às Instituições Filantrópicas, ainda não deduzida do lucro, no valor de $ 2,8 milhões. Calcule o Imposto de Renda à base de 15%. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES Demonstração do Resultado do Exercício (Aprofundando e Revisando) 1. Complete as linhas pontilhadas do “Exercício atual”, sabendo que o “Exercício anterior” é ape- nas a metade. Demonstração do Resultado do Exercício EXERCÍCIO ATUAL EXERCÍCIO ANTERIOR RECEITA BRUTA - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Deduções - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -RECEITA LÍQUIDA (–) Custo das Vendas ou dos Serviços - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO BRUTO (OU PREJUÍZO) (–) Despesas Operacionais de Vendas - - - - - - - - - - - - - - - - Administrativas - - - - - - - - - - - - - - - - Financeiras (deduzida a Receita) - - - - - - - - - - - - - - - - Outras Despesas ou Receitas Operacionais - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Outras Despesas - - - - - - - - - - - - - - - - (+) Outras Receitas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO OPERACIONAL (OU PREJUÍZO) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (OU PREJUÍZO) - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Imposto de Renda - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA (OU PREJUÍZO) (–) Participações de Debêntures - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Participações da Administração - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Participações dos empregados - - - - - - - - - - - - - - - - (–) Contribuições e Doações - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -LUCRO LÍQUIDO (OU PREJUÍZO) LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL SOCIAL - - - - - - - - - - - - - - - - Dados: Contribuições e doações 2.000 Outras Receitas Operacionais 20.000 Custo das Vendas 60.000 Particip. Debêntures – 10% do DIR Receita Bruta 200.000 Desp. Administrativas 15.000 Deduções – 10% da Receita Bruta Desp. Financeiras Líq. 5.000 I. Renda – 15% do LAIR Capital 10.000 ações Participações da administração 4.000 Desp. Vendas 10.000 Participações dos empregados 1.000 Outras Despesas Operacionais 17.000 e-76 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 2. Onde deveriam ser classificados na DRE os dividendos recebidos de outras empresas? 3. Relacione as principais deduções que aparecem na DRE. 4. Se a Cia. Desânimo apresentar a DRE nos dois últimos anos, conforme os próximos dados, qual a conclusão que podemos tirar? Em $ milhões X2 X1 Receita Bruta 10.000 4.000 (–) IPI (1.000) (400) (–) Abatimentos (700) (200) (–) Devoluções (1.500) (400) Receita Líquida 6.800 3.000 (–) Custo das Vendas (4.000) (1.600) Lucro Bruto 2.800 1.400 5. Damaceno Ltda. (Empresa de médio porte) ATIVO PASSIVO Circulante 31-12-X8 31-12-X9 Circulante 31-12-X8 31-12-X9 Caixa 1.000 Contas a Pagar ____________ - - - - - - - Dupl. Receber - - - - - - - - - - - - - - I. Renda a Pagar ____________ - - - - - - - Dividendos a Pagar ____________ - - - - - - - Total A. C. ____________ ____________ ____________ ____________ ____________ ____________ P. Líquido ____________ ____________ Não Circulante Capital 4.500 - - - - - - - Terrenos 4.000 - - - - - - - L. Acumulados 500 - - - - - - - Prédios ____________ - - - - - - - ____________ ____________ Total Não Circul. 4.000 - - - - - - - Total do PL 5.000 - - - - - - - 5.000 5.000 � Imposto de Renda à base de 15%. O lucro contábil é igual ao lucro real. Dividendos pro- visionados é de 40% sobre o lucro líquido. � Admita que a empresa vendeu no ano $ 10.000, do qual a metade já foi recebida. � Das parcelas subtrativas, obteviveram-se: Custos totalmente pagos $ 3.000 Despesas Operacionais não pagas $ 2.000 � A empresa comprou à vista, no final do ano, prédios no valor de $ 1.950, e, também no final do ano, aumentou o capital em dinheiro no valor de $ 2.000. Pede-se: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício. CAP. 6 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e Demonstração do Resultado Abrangente (DRA) | e-77 DRE 6. Cia. Exemplo Estruture a Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. Exemplo, no período dos dados: 6.1 Operações de Venda (Receita Bruta): Nota Fiscal Cia. Exemplo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Preço da Mercadoria: $ 10.000 + IPI $ 2.000 PreçoTotal $ 12.000 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ICMS incluso no Preço da Mercadoria 18% × $ 10.000 = $ 1.800. 6.2 O Custo do Produto Vendido: � Matéria-prima $ 1.450 � Mão de obra $ 1.950 � Outros custos de fabricação $ 600 $ 4.000 6.3 Os gastos de escritório, referentes à administração da empresa, foram: � Propaganda, comissão de vendedores, fretes... $ 1.000 � Honorários dos diretores, alugueldo escritório... $ 400 � Os juros incorridos e outras despesas financeiras $ 600 � As aplicações financeiras renderam juros de $ 300 6.4 Como Outras Receitas Operacionais a empresa vendeu Imobilizado, tendo um lucro de $ 500. 6.5 Com base no lucro apurado até o momento, a empresa calculou a Contribuição Social. Admita uma taxa de 9%. 6.6 No cálculo do Imposto de Renda, à base de 15%, não houve Inclusão, nem Exclusão. Assim, o Lucro Contábil é igual ao Lucro Real. 6.7 Apenas os Administradores tiveram participação no lucro à base de 10% sobre o Lucro Depois do Imposto de Renda. A Participação dos Administradores não é dedutível para fins de Imposto de Renda. e-78 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DRE – Cia. Exemplo Receita Bruta (–) IPI (–) ICMS Receita Líquida (–) Custo do Produto Vendido Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais – De Vendas – Administrativas – Financeiras (–) Receita Financeira Outras Receitas Operacionais Lucro Operacional Lucro Antes do Imposto de Renda (–) Contribuição Social (–) Imposto de Renda Lucro Depois do Imposto de Renda (–) Participação dos Administradores Lucro Líquido . . . . . . . . . (. . . . . . . . ) (. . . . . . . . ) . . . . . . . . . (. . . . . . . . ) . . . . . . . . . (. . . . . . . . ) (. . . . . . . . ) (. . . . . . . . ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (. . . . . . . . ) (. . . . . . . . ) . . . . . . . . . (. . . . . . . . ) . . . . . . . . . QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Qual é a relação do grau de liquidez com o ativo, em termos de classificação de contas? 2. A Cia. Itamar (empresa comercial) apresenta o seguinte Balanço Patrimonial, em 31-12- X7: ATIVO PASSIVO e PL X7 X6 X7 X6 Circulante Caixa Duplicatas a Receber Estoques Total do Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Títulos a Receber Investimentos Imobilizado Intangível 200 300 500 1.000 100 1.000 500 500 – – – – – – – – – Circulante Fornecedores Impostos a Recolher Outras Dívidas Total Circulante Não Circulante Financiamentos (ELP) Patrimônio Líquido Capital Reservas Lucros Acumulados 100 1.000 100 1.200 1.400 400 – 100 – – – – – – – – Total Não Circulante 2.000 – Total do PL 500 – Total 3.100 – Total 3.100 – Responda às seguintes questões: a) Qual é o Capital Circulante Líquido da empresa? b) A empresa conseguirá, sem problemas, pagar suas dívidas? c) Pressupõe-se que a empresa esteja atrasando um tipo de obrigação. Qual é? d) A composição do endividamento (Capital de Terceiros) é boa? e) As aplicações no Imobilizado são sensatas? f) Você compraria ação desta empresa? Por quê? g) A proporção de Capital Próprio em relação ao Capital de Terceiros é boa? h) Qual seria sua atitude como administrador desta empresa? i) O Volume de Investimentos dos sócios é satisfatório? j) O que a Lei no 11.638/07 (Lei das S.A.) fala sobre Lucros Acumulados no PL? 3. Qual é a diferença entre Situação Financeira e Situação Econômica? Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão 7 e-80 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 4. O caso da Empresa Lucro Bom Embora a situação financeira da Empresa Lucro Bom seja boa (ela possui mais Ativo Cir- culante que Passivo Circulante; portanto, conseguirá pagar suas dívidas a Curto Prazo), há uma preocupação com a Situação Econômica, uma vez que a Empresa apresenta 1/3 de Capital Pró- prio e 2/3 de Capital de Terceiros. Após uma reunião bastante longa, os diretores resolvem tomar uma série de medidas para melhorar a situação da empresa: a) Não contrair novos financiamentos no período para não aumentar a participação de terceiros. b) Incentivar o departamento de Marketing no sentido de incrementar as vendas para se obter maior lucro. c) Recomendar ao Departamento de Custo um cuidado especial de certas despesas que cres- cem mais que proporcionalmente às vendas. Se for possível, reduzir o quadro de funcioná- rios, reduzindo, assim, a folha de pagamento e, consequentemente, aumentando o lucro. d) A taxa de distribuição de lucro em dinheiro aos proprietários (dividendos) será reduzida de 50% para 40%. Dessa forma, maior parte do lucro ficará retida na empresa. e) A meta fixada pela diretoria para o próximo ano será de: 50% de Capital Próprio e 50% de Capital de Terceiros. f) Os acionistas farão um aumento de Capital em dinheiro no total de $ 100.000.000. Dados Adicionais I – No início do ano Total do Capital de Terceiros – 400.000.000 Total do Capital Próprio – 200.000.000 II – Há uma previsão de aumento em Capitais de Terceiros em $ 50.000.000 para o próximo ano. Pede-se: De quanto deverá ser o lucro para o próximo ano com o objetivo de equilibrar a situação econômica da Empresa, atingindo a meta da diretoria? 5. O caso da Cia. Porto Nacional DRE X5 X6 Receita Bruta 10.000 15.000 (–) IPI e ICMS (1.200) (1.800) (–) Devoluções (500) (1.000) (–) Descontos Comerciais (300) (200) Receita Líquida 8.000 12.000 (–) Custo do Produto Vendido (2.400) (4.000) Lucro Bruto 5.600 8.000 (–) Despesas Operacionais de Vendas (1.200) (3.000) Administrativas (1.000) (2.000) Financeiras (–) Rec. 600; Rec. 1.500 (1.400) (1.500) Lucro Operacional 2.000 1.500 (+) Desp./Rec. Não Operacionais 500 2.300 Lucro Antes do I. Renda 2.500 3.800 (–) I. Renda (500) (800) Lucro Depois I. Renda 2.000 3.000 (–) Participações Empregados (100) (100) Administradores (200) (350) Lucro Líquido 1.700 2.550 CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-81 A Cia. Porto Nacional garantiu aos acionistas que seu lucro aumentaria em 50% de X5 para X6. Satisfeita com a conquista, ela publica sua DRE. Vamos analisá-la. 1. Pode-se dizer que a necessidade de aumentar as vendas em 50% prejudicou, em parte, a qualidade do produto? 2. É possível que a empresa tenha ditado uma política de reduzir os descontos para vendas especiais no sentido de manter a Margem Bruta de Lucro (Lucro Bruto/Receita Bruta)? 3. Os gastos de fabricação foram também culpados pela queda da Margem Bruta do Lucro? Neste caso, pode-se dizer que, mais do que nunca, a Contabilidade de Custos é impres- cindível para essa empresa? 4. No item Despesas com Vendas constam Comissão de Vendedores e Propaganda. É possí- vel afirmar que a empresa aumentou consideravelmente seus gastos com propaganda com o objetivo de atingir a meta de 50% de acréscimo no lucro? Surtiu o resultado esperado? 5. Considerando a característica de Despesas Fixas, as Despesas Administrativas comporta- ram-se de forma adequada? 6. É possível afirmar que as despesas financeiras decorrentes de remuneração ao Capital de Terceiros permaneceram no mesmo nível, considerando o acréscimo nas Vendas? 7. É correto afirmar que “a empresa teve que liquidar Ativo Imobilizado para atingir a meta desejada de lucro”? 8. Considerando que a alíquota do Imposto de Renda é de 15%, por que os percentuais no cálculo do Imposto de Renda são superiores a este? Por que os percentuais são diferentes entre X5 e X6? 9. Qual é a política da empresa no que tange à Participação no Lucro? 10. Pode-se dizer que a empresa teve um bom desempenho no período conseguindo a meta do acréscimo de lucro em 50%? 11. Na hipótese de tratar os Encargos Financeiros como não operacionais (assim é feito em diversos países com contabilidade avançada), como analisar a Margem Operacional de Lucro (Lucro Operacional/Receita Bruta)? Pode-se dizer que o desempenho operacional da empresa foi sofrível? 12. Seria razoável dizer que a empresa, com o intento de atingir seu objetivo, reduziu seu pre- ço de venda, sobrecarregou seu parâmetro ideal de produção, incrementou demasiada- mente os gastos em propaganda e assumiu novos gastos administrativos, não alcançando o resultado esperado? No ano de X5, a Margem Líquida de Lucro (LL/Receita Líquida) foi de mais de 21%. Signifi- ca que para cada real vendido, R$ 0,21 é lucro e R$ 0,79 é custo, no sentido genérico.A Margem de Lucro de um supermercado é, em média, 3%. Poderíamos dizer que essa empresa estava ga- nhando excessivamente no preço e que em X6 planejou reduzir o preço e aumentar a quantidade vendida (ganhar no giro)? EXERCÍCIO SUPLEMENTAR 1. Olhando para o Balanço Patrimonial a seguir, responda as seguintes perguntas: Em $ mil Caixa 100 Dupl. a Receber 1.000 Capital 1.000 Diferido 700 Estoque 500 Emprést. a Pagar 600 Imposto a Recolher 500 Imobilizado 5.000 Investimentos 600 Lucro Acumulado 700 Bancos 400 Fornecedores 100 Financiamento (LP) 5.000 Contas a Pagar 400 beche Realce beche Realce e-82 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Qual é a situação financeira da empresa? a) Qual é o Capital Circulante Líquido da empresa? b) Qual é a composição do endividamento da empresa? c) A empresa está muito endividada? d) A empresa conseguirá pagar seus compromissos a curto prazo? EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Preencha apenas as linhas pontilhadas: Cia. Integração Relatório da - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Demonstração do Resultado do - - - - - - - Ativo Passivo Receita (–) Despesa (–) Imp. Renda (–) Participações ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ Lucro/Prejuízo ___________________ Demonstração de Lucro ou- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Lucro Exerc. Anterior + Lucro desse Exercício (–) Dividendos Entrada de $ (–) Saída de $ Variação no Caixa ___________________ ___________________ ___________________ ___________________ Lucro Final Notas - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Parecer do - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - __________________________________________________ ______________________________________________________ __________________________________________________ ______________________________________________________ __________________________________________________ ______________________________________________________ Assinatura do - - - - - - - - - - - - - - - - - Assinatura do - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2. Cia. Liquidada A Cia. Liquidada apresenta o seguinte quadro de Liquidez nos últimos três anos: Índices 20X1 20X2 20X3 Liquidez Imediata 0,16 0,14 0,10 Liquidez Corrente 1,40 1,35 1,08 Liquidez Seca 0,90 0,80 0,70 Liquidez Geral 0,30 0,31 0,29 Seu gerente financeiro argumenta da seguinte forma: a) A Liquidez Geral é baixa, pois todo o financiamento obtido em 20X1 foi aplicado no Ativo Fixo. b) A Liquidez Seca caiu porque aumentamos consideravelmente nossos estoques de matéria-prima. CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-83 c) Nossa Liquidez Corrente caiu; porém, nossa média é de , que está bem razoável. Outras informações: � A empresa está atrasando pagamento a seus fornecedores na seguinte base: 20X1 20X2 20X3 Atrasos médios 20 dias 40 dias 56 dias � O Financiamento vencerá no ano seguinte (quatro anos). � O Estoque de matéria-prima dessa empresa é de fácil aquisição no mercado e normal- mente sobe de preço em proporção menor que a inflação. Pede-se: analise essa empresa. 3. Indicadores Financeiros Monte um Balanço Patrimonial, indicando números nas linhas pontilhadas, de forma que: a) A Liquidez Corrente seja acima de 1,50. b) O endividamento da empresa seja elevado. c) A composição do endividamento seja ruim. d) A Liquidez Seca seja abaixo de 0,50. Em $ mil ATIVO PASSIVO Circulante Circulante . . . . . . . . . . . Disponível . . . . . . . . . . . Dupl. a Receber . . . . . . . . . . . Não Circulante Estoque . . . . . . . . . . . Financiamento a Longo Prazo . . . . . . . . . . . Total do Circulante . . . . . . . . . . . Não Circulante Imobilizado . . . . . . . . . . . Patrimônio Líquido . . . . . . . . . . . Total . . . . . . . . . . . Total . . . . . . . . . . . 4. Cia. Divertida Com base nos índices seguintes, preencha os espaços em branco (pontilhados) da Cia. Divertida. Em $ mil ATIVO PASSIVO e PL Circulante Caixa e Bancos Duplicatas a Receber Estoques Total Circulante Não Circulante Investimentos Imobilizado Intangível Total Não Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20.000 40.000 . . . . . . . . . . . . Circulante Diversos a Pagar Não Circulante Financiamento (ELP) Patrimônio Líquido Capital Reservas Total do PL . . . . . . . . . . . . 100.000 . . . . . . . . . . . . Total 200.000 Total . . . . . . e-84 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion a) A Liquidez Corrente é igual a 1,6. b) 40% do Ativo é financiado com Capital de Terceiros. c) A Liquidez Geral é igual a 1,40. d) A Liquidez Imediata é igual a 0,2857... (arredondar). e) A Liquidez Seca é igual a 1,0. 5. Calcular a TRI da Cia. Multioperacional. Indique quais os itens do Ativo que são operacio- nais, no caso de desejarmos calcular a Taxa de Retorno sobre Investimentos Operacionais. Cia. Multioperacional (Indústria de Clipes) Em $ milhões Circulante ATIVO 800 1.200 Disponível Duplicatas a Receber Estoque Aplicações Financeiras 1.500 1.500 Total 5.000 Não Circulante 2.000 3.000 Investimentos Imobilizado Intangível 1.000 Total 6.000 Total do Ativo 11.000 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita Operacional (venda de clipes) 10.000 (–) CPV (4.000) → Lucro Bruto 6.000 (–) Despesas Operacionais De Vendas (1.500) Administrativas (2.000) Financeiras (300) Financeiras (Receita) 500 Dividendos Recebidos 1.000 2.300 Outras Despesas Operacionais (1.000) → Lucro Operacional 3.700 → Lucro Antes do Imposto de Renda 2.700 (–) Provisão para Imposto de Renda 15% sobre 1.200 (180) → Lucro Líquido 2.520 6. Há empresas que ganham no Giro (quantidade) e outras, na Margem de Lucro (no preço). Respectivamente, podemos dizer como exemplos de ganhar no giro e na margem: ( ) a) Supermercado e joalheria. ( ) b) Lojas de conveniência e supermercado. ( ) c) Joalheria e supermercado. ( ) d) Supermercado e voo “charter”. CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-85 Testes 1. O Gerente do Banco Precavido S.A. suspende um empréstimo de $ 1.800.000 que seria con- cedido ao Supermercado Progresso Ltda. O Patrimônio Líquido do Supermercado ultrapassa $ 20 milhões, o endividamento é baixo. O Gerente entende que supermercado não deveria ter dívida alta. ( ) a) O Gerente está certo, pois de nada adiantam bons índices de liquidez (que mede a capacidade de pagamento da empresa) se o endividamento ficar alto demais. ( ) b) O Gerente está errado, pois está comparando o índice de endividamento do Super- mercado Progresso Ltda. com a média da economia brasileira. ( ) c) O Gerente está errado, pois o endividamento é um índice irrelevante para se medir a capacidade de pagamento da empresa. ( ) d) O Gerente está errado, pois não está considerando as peculiaridades do negócio de seu cliente. 2. O Auto-ônibus São Jorge S.A. não solicitará, embora esteja carente, empréstimo para Capital de Giro ao Banco da Baronesa S.A. Seu diretor-presidente faz o seguinte comentário: “I – Somos uma empresa recém-constituída (2,0 anos). II – Nossos ônibus já estão financiados. III – Não temos Duplicatas a Receber para garantir o empréstimo necessário.’’ ( ) a) As justificativas I, II e III são verdadeiras. O presidente está certo em não solicitar o empréstimo. ( ) b) As justificativas I, II e III não são depreciativas para a empresa. O presidente deveria solicitar o empréstimo. ( ) c) A justificativa I não é empecilho para obter empréstimo. As justificativas II e III são verdadeiros empecilhos. O presidente está certo; não deve solicitar o empréstimo.( ) d) A justificativa I é um obstáculo real para se obter empréstimo. Todavia, as justi- ficativas II e III não são obstáculos. O presidente poderia tentar solicitação de empréstimo. 3. O Banco Enjoadinho S.A. dispõe, em seu manual de normas, que o limite de crédito para seus clientes será estipulado de maneira que o Capital de Terceiros não ultrapasse 60% dos recursos totais antes da concessão do empréstimo. Seu cliente A Rainha da Massagem Ltda. apresenta o seguinte Balanço Patrimonial resumido: BALANÇO PATRIMONIAL RESUMIDO Em $ mil Ativo Passivo e PL Circulante Não Circulante Realizável a LP Imobilizado 180.000 320.000 700.000 Circulante Não Circulante Financiamento LP Patrimônio Líquido 400.000 200.000 600.000 Total 1.200.000 Total 1.200.000 O limite do crédito desta empresa será de: ( ) a) 720.000.000. ( ) b) 360.000.000. ( ) c) 120.000.000. ( ) d) 60.000.000. 4. Se você fosse obrigado a escolher apenas três índices para avaliar uma empresa, qual das opções julgaria mais conveniente? e-86 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion ( ) a) Não haveria necessidade de incluir endividamento. ( ) b) Endividamento é um bom indicador apenas para indústria. ( ) c) Nunca escolheria endividamento. ( ) d) Um teria que ser endividamento. 5. A Empresa Binacional S.A. apresenta em seu Balanço Patrimonial projetado, antes do final do ano, os seguintes valores no Circulante: ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE $ 1.200.000 $ 1.000.000 Todavia, seu presidente não está contente com a Liquidez Corrente de 1,20. Ele determina a seu contador que a Liquidez Corrente deverá ser igual a 2,00. ( ) a) É impossível modificar esta situação, considerando-se que estamos próximos ao final do ano. ( ) b) A única alternativa é o contador “fajutar” o Balanço Patrimonial. ( ) c) A solução seria pagar $ 800.000 da dívida a curto prazo da empresa. ( ) d) Não é possível, porque o Ativo Circulante é maior que o Passivo Circulante. 6. Indique a relação correta, considerando a seguinte simbologia: AC: Ativo Circulante; PC: Passivo Circulante; CCL: Capital Circulante Líquido; LC: Liqui- dez Corrente. ( ) a) LC = CCL + AC PC ( ) b) LC = AC – PC CCL ( ) c) LC = PC + CCL AC ( ) d) LC = 1 + CCL PC 7. Uma empresa tem Ativo Circulante de $ 1.800.000 e Passivo Circulante de $ 700.000. Se fizer uma aquisição extra de mercadorias, a prazo, na importância de $ 400.000, seu índice de Liquidez Corrente será de: ( ) a) 3,1. ( ) b) 1,6. ( ) c) 4,6. ( ) d) 2,00. 8. Uma empresa possui imobilizado de $ 20.000 e Patrimônio Líquido de $ 15.000. Os acionis- tas estão pretendendo aumentar o capital com integralização a ser feita em bens imóveis, a fim de reduzir o atual índice de imobilização.* Considerando X como o aumento do capital, qual seu valor, para que o índice de imobilização passe a ser de 110%? ( ) a) 15.000. ( ) b) 25.000. ( ) c) 35.000. ( ) d) 20.000. 9. O Gerente da Cia. Mairiporã, recém-contratado, consegue melhorar sensivelmente a Renta- bilidade calculada sobre o Ativo Operacional da empresa em apenas dois meses de gestão. Indique qual das decisões a seguir mais contribuiu para o “bem-sucedido’’ gerente. ( ) a) Um terreno (de elevado valor) classificado no Imobilizado da empresa, por não estar sendo utilizado no momento, é reclassificado no Ativo Permanente, no subgrupo Investimentos. CAP. 7 Análise dos Relatórios Financeiros como Instrumento para a Tomada de Decisão | e-87 ( ) b) Obtenção de um financiamento junto a um Banco de Desenvolvimento, com juros subsidiados e carência de quatro anos. ( ) c) Aquisição de estoque um pouco acima do normal para ganhar com a inflação. ( ) d) Demissão de cinco funcionários, que percebiam salários médios, nos Departamentos Administrativo e Comercial, com o objetivo de reduzir despesas. Os funcionários estão cumprindo aviso prévio. 10. Uma empresa com índice de Liquidez Corrente igual a 0,80: ( ) a) Está falida. ( ) b) Não consegue pagar suas dívidas. ( ) c) Deve providenciar urgentemente uma redução simultânea da mesma importância no Ativo e no Passivo Circulante. ( ) d) Dependendo de outros fatores, pode ser capaz de pagar suas dívidas sem problemas. 11. A Cia. Tirateima Ltda. apresenta os seguintes índices de Liquidez Imediata: 20X1 20X2 20X3 0,14 0,12 0,105 As informações comerciais evidenciam os seguintes atrasos nos pagamentos da Cia. Tirateima: 20X1: atraso de 10 dias. 20X2: atraso de 25 dias. 20X3: atraso de 45 dias. Podemos dizer o seguinte: ( ) a) Para efeito de análise de crédito, o Índice de Liquidez Imediata, já apresentado, é irrelevante, não devendo ser considerado. ( ) b) Nos dias atuais, há uma tendência de todas as empresas atrasarem; portanto, não levaremos em consideração os atrasos citados. ( ) c) Com uma inflação alta, a empresa tende a reduzir seu disponível para não haver corrosão monetária pela inflação. Portanto, não se considera a queda desse índice. ( ) d) Os dados apresentados são relevantes para efeito de análise, devendo ser considerados. 12. A Taxa de Retorno sobre Investimentos da empresa é de 14,30% (Rentabilidade). Essa Taxa de Retorno está ligada: ( ) a) Ao endividamento. ( ) b) À situação econômica. ( ) c) À situação financeira. ( ) d) Ao balanço social. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Se o Patrimônio Líquido inicial da Cia. T. Julinho for de $ 938 mil e o seu lucro do período (não distribuído), de $ 500 mil, considerando que não houve outras alterações no Patrimô- nio Líquido, qual será o “Patrimônio Líquido Final” da empresa? 2. O que você entende por demonstração estática e demonstração dinâmica? Exemplifique. 3. Por que dizemos que a Demonstração do Resultado do Exercício está contida no Balanço Patrimonial? Qual é a função da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados? Qual é a função da Demonstração dos Fluxos de Caixa? 4. Quais são as principais variáveis a serem consideradas na planificação contábil (Plano de Contas) de uma empresa? 5. Cite os três grupos da Demonstração dos Fluxos de Caixa. 6. O contador da Boate Família Unida constatou que as contas que serão movimentadas pelos registros contábeis são: a) Balanço – Caixa, Instalações, Estoque de Bebidas, Capital, Lucros Acumulados, For- necedores, ISSQN a Recolher, Imposto Predial a Pagar, IR a Pagar, Salários a Pagar, Móveis e Utensílios e Bancos c/ Movimento. b) DRE – Receita, Aluguel, Custo de Bebidas, Salários, ISSQN, Imposto de Renda, Im- posto Predial, Honorários da Diretoria, Propaganda e Publicidade, Encargos Sociais e Resultado Não Operacional. Vamos assessorá-lo na montagem do Plano de Contas, codificando as contas. 7. Explique a importância de comparar Fluxo Econômico com o Financeiro. 8. Comente os dois tipos da Demonstração dos Fluxos de Caixa. 9. Por que codificamos ou numeramos o Plano de Contas? 10. Por que a Conta Lucros Acumulados não aparece no PL das Sociedades Anônimas (ou aparece com saldo zero)? 11. O que você entende por planificação contábil? 12. Qual é a vantagem em utilizar a Demonstração das Mutações do PL em vez de DLPAc? 13. Na elaboração do Plano de Contas da empresa A-Lei-Chatinha Ltda., o contador constatou em Receita Bruta as receitas resultantes de vendas internas (para dentro do país) das resul- tantes de vendas externas (exportação). Ele argumenta que o “sonho” do diretor-presidente é exportar e, dessa forma, a Contabilidade já está se preparando para esse evento. O con- Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações) CAP. 8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações) | e-89 tador de A-Lei-Chatinha Ltda., com a introdução de uma nova operação de empréstimos oriunda do PIS, determina que tal dívida seja classificada como Financiamento, uma vez que não existe no Plano de Contas um item adequado para registrar aquela nova operação. Estão corretas asatitudes do contador? Comente-as. 14. Para efeito de Plano de Contas, indique quais são as contas do Ativo, Passivo, Patrimônio Líquido e as de Resultados: Capital Subscrito, Financiamento, Receita Antecipada, Receita de Período, CMV, Caixa, Estoques, Salários a Pagar, Despesas de Salários, IPI, IPI a Recolher, Encargos Sociais a Pagar, Comissões de Vendas, Juros a Pagar, Encargos Sociais, Participações, Receitas Financeiras, In- vestimentos, Dividendos Recebidos de outras Empresas, Depreciação Acumulada, Móveis e Utensílios, Imóveis, Títulos a Receber (LP), Lucros Acumulados, Reserva de Capital, Despesas Administrativas, Duplicatas a Receber, Fornecedores e Despesas Financeiras. 15. O caso do Cemitério Bom-Repouso O Sr. Henrique, consultor da Cia. Rô-Rô, foi contratado para elaborar um Plano de Contas para o cemitério Bom-Repouso. No dia 13 de agosto, uma sexta-feira, o Sr. Henrique fez sua pri- meira entrevista com o administrador do cemitério, Sr. Sepulcro da Cova. O Sr. Sepulcro explica quais são as operações realizadas pelo cemitério. Dizia ele: “No que tange à Receita, cobramos uma taxa anual de um salário mínimo por defunto en- terrado. Quem paga essa taxa são os associados do cemitério que utilizam o campo-santo para enterrar seus mortos. Os associados, independentemente de utilizarem o cemitério, pagam uma anuidade utilizada para aumento do capital. Atualmente, temos 10 mil associados. Temos ainda Receita equivalente a reformas de túmulos, cremação, exumação, jardinagem, necrotério, ve- lório, carro fúnebre, missa de corpo presente etc. Essas receitas podem ser a prazo (até cinco pagamentos). No que tange ao Imobilizado, além do terreno onde está o cemitério, temos: velório, sinos, instrumentos diversos, geladeiras de defuntos, carrinhos para transportar caixões, carros fúne- bres, floricultura, ferramentas etc. Não temos dívidas, pagamos tudo à vista. No nosso Passivo você poderá encontrar Salários a Pagar, Encargos Sociais a Pagar, Imposto de Renda a Pagar etc. Não fazemos Financiamento a Longo Prazo e nem Empréstimos, pois temos um bom saldo bancário e dinheiro em Caixa. O nosso lucro é totalmente acumulado (retido) para melhorarmos a situação econômica do cemitério. Utilizamos boa parte do Lucro para estocar (almoxarifado) o máximo possível de material de trabalho: cimento, tijolos, produtos químicos etc. As nossas maiores despesas são: honorários da diretoria, salários dos coveiros e guardas-no- turnos, comissão de vendedores, propaganda, devedores duvidosos, encargos sociais etc. A administração tem participação no lucro. Os empregados também têm.” Exatamente à meia-noite, o Sr. Henrique termina a reunião com o Sr. Sepulcro e começa a elaborar o Plano de Contas. Vamos ajudar o Sr. Henrique a estruturar esse Plano de Contas. EXERCÍCIO SUPLEMENTAR I 1. Cia. Unisa A Cia. Unisa teve um lucro líquido de $ 100.800. O Lucro Acumulado no ano anterior foi de $ 7.200. A empresa distribui Dividendos à base de 25% sobre o lucro do Exercício. Preencha os dados a seguir (apenas as linhas pontilhadas). e-90 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion PASSIVO e PL Circulante __________________________ _______________ Dividendos a Pagar - - - - - - - - __________________________ _______________ __________________________ _______________ P. Líquido Capital 500.000 Lucros Acumulados - - -- - - - - __________________________ _______________ __________________________ _______________ EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II Testes 1. Indique qual alternativa não afeta o Caixa. a) Vendas a prazo. b) Compras à vista. c) Pagamento de fornecedores. d) Recebimento de duplicatas a receber. e) N.D.A. 2. A Demonstração dos Fluxos de Caixa explica as variações: a) No disponível. b) Em Duplicatas a Receber. c) No Patrimônio Líquido. d) Nas aplicações financeiras. e) N.D.A. 3. Qual das alternativas a seguir é um fenômeno econômico e não afeta o Caixa? a) Juros. b) Depreciação. c) Encargos financeiros. d) Pagamento de variação cambial. e) N.D.A. 4. Aumento de Capital afeta o Caixa quando é realizado em: a) Recursos materiais. b) Recursos financeiros. c) Reservas. d) Lucros acumulados. e) N.D.A. 5. A Cia. Entardecer inicia suas atividades em X1. Ao final desse período, foram constatados os seguintes saldos contábeis: Receita do Exercício $ 1.290.000 Receita Recebida no Exercício $ 600.000 Despesa Consumida $ 585.000 Despesa Paga no Exercício $ 450.000 a) Apure o resultado pelo Regime de Caixa e pelo Regime de Competência. b) Apure o saldo de Contas a Receber e de Contas a Pagar. CAP. 8 Demonstração dos Fluxos de Caixa e Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (Integração das Demonstrações) | e-91 EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Dados da Cia. Directa Cia. Directa ATIVO PASSIVO Circulante Caixa Dupl. a Receber Total AC Não Circulante Terrenos Prédios Total NC 31-12-X8 1.000 1.000 4.000 4.000 31-12-X9 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Circulante C. a Pagar I. Renda a Pagar Dividendo a Pagar Total do PC P. Líquido Capital L. Acumulados Total do PL 31-12-X8 4.500 500 5.000 31-12-X9 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 5.000 - - - - - 5.000 - - - - - � Admite-se que a empresa vendeu no ano $ 10.000, dos quais a metade já foi recebida. � Das parcelas subtrativas, obtiveram-se: Custos totalmente pagos $ 3.000 Despesas Operacionais não pagas $ 2.000 � Imposto de Renda à base de 15%. O lucro contábil é igual ao lucro real. Os dividendos provisionados são de 40% sobre o lucro líquido. � A empresa comprou à vista, no final do ano, prédios no valor de $ 1.950 e também no final do ano aumentou o capital em dinheiro no valor de $ 2.000. Pede-se: a) Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício, Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado e Fluxo de Caixa (Modelos Direto e Indireto). b) Após estruturar os relatórios, faça uma breve análise dessa empresa. 2. Com os dados da Cia. Piancó em 20X8 e Informações de 20X9, apresente a DRE, DLPAc e DFC (Modelos Direto e Indireto), além de concluir o BP de 20X9. Obs.: por ser uma Sociedade Anônima, não poderá existir saldo da conta Lucros Acumula- dos no final do período. e-92 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO 31-12-X8 31-12-X9 31-12-X8 31-12-X9 Circulante Caixa Duplicata a Receber Estoque Total Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Títulos a Receber Investimento Imobilizado Intangível Total Não Circulante 100 900 1.000 2.000 500 200 400 400 1.500 - - - - - - - - 1.300 - - - - 500 - - - - 400 400 - - - - Circulante Fornecedores Imp. Renda a Pagar Dividendos a Pagar Total Circulante Não Circulante Financ. a Pagar Patrimônio Líquido Capital Reservas de Capital Reservas de Lucro Lucros Acumulados 1.000 –.– –.– 1.000 1.000 1.000 400 100 –.– 1.500 1.400 - - - - - - - - - - - - - - - - 1.000 400 - - - - –.– - - - - Total 3.500 - - - - Total 3.500 - - - - Em 20X9, a empresa vendeu $ 5.000, tendo recebido 80% deste valor e toda a duplicata no final de 20X8. Comprou $ 3.000 de mercadoria (Estoque), ficando uma dívida de Fornecedores em 31-12-X9 de $ 1.400. Do seu estoque vendeu $ 2.700 (CVM), sobrando $ 1.300 como Estoque Final. Fez um novo Financiamento de $ 900 (não liquidou nada da dívida Financiamentos a Pa- gar), utilizando $ 300 para compra de novos Investimentos. As Despesas Operacionais de $ 1.200 foram pagas à vista. Pagará 25% de Imposto de Renda e 20% de dividendos. Se houver lucro será destinado à Reserva de Lucro. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Partindo do pressuposto de que a Cia. Anapolina possua um capital de $ 6.980.000 e um Caixa de idêntico valor, monte o novo Balanço Patrimonial, sabendo que a empresa adqui- riu Móveis e Utensílios, à vista, por $ 5.000.000. 2. O que você entende por Partida Dobrada? 3. O que significa classificação contábil? E operaçõesde gestão empresarial? E registro? 4. Para que serve a escrituração por Balanços Sucessivos? 5. Qual é a vantagem do Razonete? Qual é a semelhança entre Razonete e Balanço Patrimo- nial? 6. O débito e o crédito são “fantasmas”? O débito é claro como o dia e o crédito escuro como a noite; portanto, o fantasma é o crédito, certo? Num primeiro momento, o débito e crédito poderiam ser chamados de Sol e Lua? 7. Qual é a regra para lançamento de aumentos no Ativo? E para as diminuições? E para lan- çamentos dos aumentos e diminuições do Passivo e PL? Qual é a regra geral? 8. É correto afirmar que a cada débito deve corresponder um crédito de igual valor? E se fo- rem vários débitos e um crédito ou vários créditos e um débito, como você explicaria? Está certo ou errado? O que determina a exatidão da Equação Contábil? 9. a) A Cia. Morena da Praia de Ipanema apresentou os seguintes dados: Ativo: 5.000.000 Patrimônio Líquido: 4.500.000 Qual é o montante do Passivo Exigível? b) A S.A. Esquina da Farofa informa que o seu Patrimônio Líquido é de $ 488.000 e que corresponde a 1/3 do Ativo. Qual é o montante do Passivo Exigível? c) O Ativo do Restaurante Canja Panamericana S.A. atingiu o total de $ 27.000.000 em dezembro de X0, mas mudou para $ 54.000.000 em dezembro de X1. Durante o mesmo período, o Passivo Exigível cresceu em 30.000.000. O Patrimônio Líquido, em dezem- bro de X0, era de 18.000.000. Qual foi o valor do aumento do Patrimônio Líquido? Justifique sua resposta. 10. Para cada uma das seguintes variações de fórmula da equação contábil, forneça um exem- plo de transação. a) Aumento no Ativo e aumento no Patrimônio Líquido. b) Aumento no Ativo e aumento no Passivo Exigível. Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis 9 e-94 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion c) Aumento de um Ativo e diminuição de outro Ativo. d) Diminuição de um Ativo e diminuição de um Passivo Exigível. e) Aumento de um Ativo, diminuição de outro Ativo e aumento de um Passivo Exigível. 11. Indique o efeito de cada uma das seguintes operações no Ativo do Restaurante Canja Pana- mericana Ltda. usando as expressões “aumentou”, “diminuiu” e “não alterou”. a) Integralização de Capital pelo sócio mediante depósito no Banco do Brasil ($ 1.000.000). b) Recebimento de cobrança de duplicata de cliente ($ 50.000). c) Pagamento de uma duplicata de fornecedor ($ 100.000). d) Compra de uma mesa para o contador, a crédito ($ 150.000). e) Obtenção de empréstimo bancário ($ 200.000). f) Venda de um terreno a prazo, pelo valor do custo contábil ($ 300.000). g) Venda de um terreno, à vista, pelo valor do custo contábil ($ 200.000). h) Venda de um terreno, à vista, por valor superior ao custo contábil (custo: $ 100.000; ven- da: $ 150.000). i) Venda de um terreno, à vista, por valor abaixo do custo contábil (custo: $ 200.000; venda: $ 150.000). j) Aquisição de veículo para entregas, por $ 488.000, sendo $ 200.000 de entrada e o restan- te em dez pagamentos mensais, iguais e sucessivos. 12. Utilizando as operações representadas, e considerando os valores e o BP a seguir, elabore um quadro de Balanços Sucessivos, como o apresentado no exercício resolvido deste capítulo. Vamos admitir que, antes das Operações já descritas, o Restaurante Canja Panamericana Ltda. apresente o seguinte Balanço Patrimonial: Em $ mil ATIVO PASSIVO E PL Circulante Caixa . . . . . . . . . . . . . Bcos. Conta Movimento . Dupl. a Receber . . . . . . Não Circulante Imobilizado Terrenos . . . . . . . . . . . 500 100 100 700 1.000 Circulante Fornecedores P. Líquido Capital . . . . . . . L. Acumulados . . 600 1.000 100 1.100 TOTAL 1.700 TOTAL 1.700 13. Relacionamos a seguir algumas transações da Asa Branca S.A. – Empresa de Transportes Aéreos, para que você classifique o efeito de cada operação no Ativo, no Passivo Exigível e no Patrimônio Líquido, de modo tabular, isto é, identificando cada efeito da transação com o símbolo (+) para o aumento, (–) para a diminuição e “0” para indicar que não afeta o montante do grupo. Repare que algumas transações são da pessoa física do proprietário. Atente-se àquelas que, dentro do princípio da Entidade, devam ser consideradas. A primei- ra operação está classificada a título de exemplo. CAP. 9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis | e-95 Asa Branca S.A. – Empresa de Transportes Aéreos OPERAÇÕES CLASSIFICAÇÃO TABULAR ATIVO TOTAL PASSIVO EXIGÍVEL PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Integralização do Capital, mediante depósito no Banco do Brasil S.A. + 0 + b) Aquisição de equipamento de escritório a prazo c) Aquisição de veículo de entrega, à vista d) Retirada de dinheiro, efetuada pelo sócio-proprietário e) Pagamento de uma dívida da empresa f) Devolução de parte do equipamento de escritório, adquirido a prazo, mas ainda sem ter sido pago g) Obtenção de um empréstimo bancário para a firma h) O sócio-proprietário presenteia seu filho com um computador usado da firma, por ocasião do aniversário do jovem felizardo i) O sócio-proprietário emite um cheque da companhia para pagar uma viagem de férias da sua filha a Manaus 14. Apresentamos adiante um quadro de Balanços Sucessivos, mostrando cada operação codi- ficada por uma letra, de a até e. Você deve encontrar uma transação que seja adequada às alterações demonstradas e escrever uma sentença que a descreva. Por exemplo, na operação a, há o aumento de Equipamento de Escritório e Duplicatas a Pagar em $ 2.100 para cada conta. Isso significa que houve uma compra de Equipamentos de Escritório, a prazo, uma vez que houve aumento de dívida (Duplicatas a Pagar). ATIVO = PASSIVO EXIGÍVEL + PATRIMÔNIO LÍQUIDO Disponível + Duplicatas a Receber + Terrenos + Edifícios + Equipa- mentos de Escritório = Duplicatas a Pagar Capital 1o Bal. 6.000 21.000 27.000 150.000 21.000 + 24.000 + 201.000 (a) ________ ____________ + 2.100 2.100 + 2o Bal. 6.000 21.000 27.000 150.000 23.100 26.100 201.000 (b) 1.800 (–) 1.800 ____________ 3o Bal. 7.800 19.200 27.000 150.000 23.100 26.100 201.000 (c) (–) 1.200 ____________ ____________ (–) 1.200 4o Bal. 6.600 19.200 27.000 150.000 23.100 24.900 201.000 (d) (–) 900 ____________ ____________ + 3.900 + 3.000 5o Bal. 5.700 19.200 27.000 150.000 27.000 27.900 201.000 (e) + 3.300 ____________ ____________ 3.300 6o Bal. 9.000 19.200 27.000 150.000 27.000 27.900 204.300 Após escrever a sentença que descreve cada operação, contabilize-as em razonetes. 15. O caso “Pope Rei de Auditoria S.C.” Após vários anos de experiência em uma firma de auditoria nacional de âmbito internacio- nal, Reinaldo Valente, acreditando em seu poder pessoal, resolveu constituir sua própria firma de auditoria, demitindo-se em agosto de 20X1 para dar início à organização prática da sua empresa. Os eventos seguintes aconteceram durante o mês de setembro (alguns são relativos a Pope Rei de Auditoria S.C. e outros não). e-96 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Dias Histórico 1. Venda de investimentos pessoais, cujos componentes são um apartamento e ações da Brahma, por um total de $ 2.940.000, à vista. Depósito no Banco do Brasil em nome de Pope Rei Au- ditoria S.C. de $ 2.250.000 (Capital). 2. Reinaldo comprou alguns gramas de ouro por $ 180.000, os quais ele depositou em cofre de aluguel em seu nome. 3. Comprou um terreno com pequeno prédio para instalar o seu escritório. O total do custo foi de $ 2.700.000, dos quais ele pagou $ 1.500.000 com um cheque da conta do Banco do Brasil. Reinaldo assumiu uma promissória pagável em cinco anos ou menos, porém sujeita à variação monetária, de acordo com a Ufir. O contador do antigo proprietário informou que o imóvel teve uma valorização comprovada pelo avaliador da Prefeitura na base de 50%. 4. Comprou equipamento de escritório no montante de $ 156.000, à vista (cheque do Banco doBrasil). 5. Transferiu sua biblioteca pessoal para o escritório com o objetivo de torná-la Ativo Perma- nente da firma. A biblioteca, avaliada a preço de mercado, foi considerada pelo valor de $ 225.000. 6. Contactou com um candidato recém-formado e o contratou como assistente para iniciar em 1º-10-X1 com o salário mensal de $ 30.000. 7. Reinaldo comprou uma motocicleta usada por $ 240.000, à vista. Para isso, utilizou cheque pessoal. Ele planejava, além de ir ao trabalho, fazer seus passeios de fim de semana com ela. 8. Devolveu uma cadeira defeituosa, que era parte da compra do dia 4, mediante um crédito em conta-corrente no valor de $ 6.300. Recebeu outra cadeira em substituição no valor de $ 5.550 e uma devolução em dinheiro no montante de $ 750 para encerrar a Conta-Corrente. 9. No domingo, Reinaldo visitou um amigo que foi contratado para trabalhar no Projeto Jari e que queria se desfazer de alguns computadores. Ele aproveitou a oportunidade e adquiriu um equipamento no valor de $ 30.000 por apenas $ 18.000. Usou um cheque pessoal para efetuar o pagamento. 10. Reinaldo levou para o escritório o material adquirido na véspera. Pede-se: a) Relacione os eventos de natureza particular e que não afetam a empresa. b) Faça um Balanço da Pope Rei de Auditoria S.C. em 09-09-X1, sem se esquecer do Prin- cípio da Entidade. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Cia. Curió A Cia. Curió é constituída em 16-11-X6 para prestar serviços de assessoria contábil. Por meio de Balanços Patrimoniais sucessivos, registraremos as operações que ela realiza desde 16- 11-X6 até o final de seu primeiro exercício social, em 30-11-X6. O quadro seguinte servirá para registro, em colunas. Numa delas, duas operações serão re- gistradas ao mesmo tempo. � Em 16-11-X6, é constituída a Cia. Curió com um Capital Social de $ 7.000 totalmente integralizado com $ 2.700 em moeda corrente, $ 3.000 em Móveis e Utensílios (para uso próprio) e $ 1.300 em Material de Expediente. � Em 18-11-X6, a Cia. Curió acaba de prestar serviços a um cliente e cobra $ 5.000 por eles. O cliente paga $ 2.000 no ato e fica devendo o restante. � Em 21-11-X6, os sócios da Cia. Curió resolvem aumentar o Capital Social da empresa em $ 1.500 e integralizam o aumento no ato com $ 1.000 em dinheiro e $ 500 em Móveis e Utensílios. CAP. 9 Contabilidade por Balanços Sucessivos – Uma Metodologia mais Prática para Entender os Registros Contábeis | e-97 � Em 24-11-X6, a Cia. Curió presta outros serviços a outros clientes cobrando $ 3.800 por eles e recebendo somente a metade no ato. � Em 26-11-X6, ocorre novo aumento de Capital Social em $ 500, integralizado no ato com Material de Expediente. � Em 28-11-X6, a Cia. Curió reconhece que seus empregados fizeram jus a $ 2.300 de salá- rios. Paga a metade no ato e fica devendo o restante. � Em 29-11-X6, a Cia. Curió paga $ 40 para uma firma que reproduziu em xerox alguns de seus trabalhos. Na mesma data, a Cia. verifica que o material de Expediente existente em estoque vale $ 340. � Em 30-11-X6, a Cia. Curió destina 30% do lucro para dividendos (que não são pagos no ato). RESPONDA A diferença entre o Patrimônio Líquido de 30-11-X6 (o último!) e o Patrimônio Líquido de 16-11-X6 conduz ao valor do lucro de tal período? Justifique. BALANÇOS SUCESSIVOS 16/ nov./ X6 18/ nov./ X6 21/ nov./ X6 24/ nov./ X6 26/ nov./ X6 28/ nov./ X6 29/ nov./ X6 30/ nov./ X6 30/ nov./ X6 ATIVO Caixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Clientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Material Expediente . . . . . . . . . . Móveis e Utensílios . . . . . . . . . . . –0– TOTAL DO ATIVO PASSIVO Salários a Pagar . . . . . . . . . . . . . . Dividendos a Pagar . . . . . . . . . . . PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social . . . . . . . . . . . . . . Lucros Acumulados . . . . . . . . . . Receita de Serviços . . . . . . . . . . Despesa Operacional . . . . . . . . . Mat. Expediente Consumido . . . . . Despesa com pessoal . . . . . . –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– –0– TOTAL PASSIVO + PATR. LÍQUIDO Observe que: � As receitas aumentam o Patrimônio Líquido decorre de uma receita. � Nem todo aumento do Patrimônio Líquido. � As despesas reduzem o Patrimônio Líquido. � Nem toda redução do Patrimônio Líquido decorre de uma despesa. 2. Cia. Boa Prática Lance em Razonetes, debitando e creditando, as seguintes operações (antes, faça os balanços sucessivos): 1. Constituição da empresa Boa Prática com um Capital de $ 180.000 totalmente depositado na conta Bancos (Banco X). 2. Aquisição de Estoque no valor de $ 68.000, a prazo, constituindo uma dívida com Fornece- dores. 3. Aquisição de um Veículo (caminhão) com um Financiamento a Longo Prazo de $ 99.000. 4. Compra de Móveis e Utensílios à vista com cheque do Banco X no valor de $ 70.000. Após os lançamentos, monte o Balanço Patrimonial. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Quais são as utilidades do Balancete de Verificação? 2. O contador da empresa Flora Brasília S.A., no momento de efetuar um lançamento refe- rente ao pagamento de $ 868.420, registra $ 886.420. Esse erro de inversão de algarismos afetou apenas a Conta Caixa. O Balancete de Verificação detectará esse erro? Se sim, como? 3. O Sr. Léo Coimbra, técnico em Contabilidade, recém-formado pelo Colégio “O Contador de Ouro”, no seu primeiro dia de trabalho, no Banco dos Estagiários, lança um depósito de $ 940.358 por $ 94.035,80. O gerente da Contabilidade, antes de iniciar o expediente, no dia seguinte, chama o Sr. Léo em sua mesa e diz: “O senhor cometeu um erro de casa decimal. Em vez de o senhor lançar $ 940.358, lançou $ 94.035,80 em uma única conta. Foi fácil pegar o seu erro, eu apenas dividi a diferença da coluna do débito com o crédito por 9”. Como poderia o gerente da Contabilidade, logo no dia seguinte, descobrir tal erro? Essa regra de dividir por 9 é correta? Verifique por meio de outros exemplos. 4. Carlos Tramóia, após o levantamento de um único Balancete no final do ano, descobre um erro. Após conferir os totais do Balancete, somando novamente as colunas, e rever os cálculos dos Saldos, ele inicia uma análise de todos os lançamentos, passo a passo, desde o início do ano (janeiro). Sabendo que a Diretoria da empresa deseja o Balancete para o dia seguinte, qual a crítica que poderíamos fazer ao Sr. Carlos Tramóia? 5. A diferença entre o total de soma (débito e crédito) no Balancete de Verificação da Cia. Otaviano de Lençóis é de $ 10.000. O chefe da Contabilidade, com bastante autoridade, diz ao seu assessor: “É erro de soma! Some outra vez.”. Que base teria o chefe da Contabilidade para afirmar isso tão categoricamente? 6. O contador da Cia. K-Gal-Auto debitou $ 900 mil de Caixa e creditou Contas a Pagar pelo mesmo valor. Na verdade, ele inverteu o lançamento: deveria creditar o Caixa e debitar Contas a Pagar. Que auxílio o Balancete dará na identificação desse erro? 7. O total do débito do balancete da Ardida Ltda. é de $ 280.925.360; o total do crédito é de $ 280.029.160. Em poucos segundos, seu experiente contador constata que foi lançado um crédito de $ 448.100 erroneamente no débito. Qual é o caminho que o contador tomou para chegar a essa conclusão tão rapidamente? 8. Indique qual dos erros, a seguir relacionados, causaria diferenças no Balancete de Verifi- cação. Balancete – Apuração de Resultado e Levantamento do Balanço (Aspectos Contábeis) CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-99 − Uma compra de mercadoria em que o contador lança $ 469.800 a débito e $ 496.800 a crédito. − Debita $ 800.000 de Capital e credita $ 800.000 de Caixa. O lançamento deveria ser ao contrário: debita Caixa e credita Capital. − Lança duas vezes, a débito, $ 96.800 na compra de Material de Escritório. Deveria credi- tar o Caixa uma vez. − Numa folha de pagamento, foram lançados $ 2.000.000 a crédito de Caixa e $ 200.000 em Despesascom Salários. − Houve um esquecimento: não se debitou Caixa nem se creditou Duplicatas a Receber pelo recebimento de Duplicatas. O valor do recebimento foi de $ 1.221.400. 9. O que se entende por um Balancete mais “sofisticado”? 10. Apure os saldos dos razonetes a seguir e verifique se os lançamentos estão corretos até o momento. Caixa Duplicatas a Receber Prêmio de Seguro 2.000 3.000 16.920 1.190 6.000 1.000 500 500 Caixa Aluguel a Pagar Salários a Pagar 2.900 51 265 Capital Receita de Serviços Despesas de Salário 10.000 8.320 800 4.000 1.184 Despesas de Propaganda Despesa Depreciação Depreciação Acumulada 200 290 580 e-100 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 11. Cia. Maria Stuart (Serviços de Limpeza de Pele). BALANCETE DE VERIFICAÇÃO – Em 31-12-X8 Contas Saldo Devedor Credor Bancos c/ Movimento Duplicatas a Receber Terrenos (Imobilizado) Contas a Pagar Capital Lucros Acumulados Despesas Diversas Receita Custo de Serviços Prestados 965.400 280.000 900.000 _______________ _______________ _______________ 427.300 _______________ 427.300 __________________ __________________ __________________ 100.000 1.000.000 500.000 __________________ 1.400.000 TOTAL 3.000.000 3.000.000 Sabendo que não há ajustes a serem realizados, apure o resultado da Cia. Maria Stuart e es- truture a DRE e o Balanço Patrimonial. 12. Partindo dos saldos do Balancete de Verificação do exercício anterior,*1 estruture a DRE e o BP em 31-12-X8, sabendo que a empresa realizou as seguintes operações antes do encerra- mento do período: a) Pagou suas Contas a Pagar. b) Adquiriu, à vista, mais $ 800.000 de terrenos. c) Teve mais $ 600.000 de Receita à vista em dezembro de X8. d) Pagou $ 345.400 de gastos, sendo uma metade relativa a Custos de Serviços e a outra metade, a Despesas Diversas. 13. Saldos no final do Exercício da Cia. Toriba Comércio de Lã. Em 31-12-X8 Caixa 1.800.000 Duplicatas a Receber 2.200.000 Estoque 4.000.000 Material de Escritório 500.000 Prédio 10.000.000 Fornecedores 1.000.000 Contas a Pagar 800.000 Capital 10.000.000 Lucros Acumulados 2.600.000 Depreciação Acumulada 800.000 CMV 12.000.000 Despesa Administrativa 1.000.000 Despesa de Vendas 1.850.000 Despesas Financeiras 250.000 Receita do Exercício 18.400.000 Após preparar o Balancete de Verificação, faça os ajustes baseando-se nas seguintes informações: * Não considere a apuração do lucro do exercício anterior. CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-101 a) Havia, no final do período (31-12-X8), um saldo de $ 200.000 de Material de Escritório em Estoque. b) A depreciação de prédios é à base de 4% ao ano. c) A empresa não contabilizou a Despesa de Salários, do mês de dezembro de X8, do pessoal administrativo, que será paga (Salários a Pagar) até o dia 10-01-X9, totalizando $ 300.000. d) A provisão para Imposto de Renda será calculada à base de 15% sobre o Lucro encontra- do pela Contabilidade. Faça um novo Balancete de Verificação após os ajustes e encerre as contas de Resultados (Receita e Despesa), contabilizando o resultado. Em seguida, estruture a DRE e o BP. 14. A Cia. Desajeitada apresentou um prejuízo de $ 2.958.400 em 2003. Contabilize esse resulta- do e indique o grupo de contas que será classificado. 15. O caso da Cia. Turbulência O Sr. Turbo Calmo, contador da Cia. Turbulência, apresentou, na última reunião de direto- ria, o Balancete que servirá de base para a preparação da Demonstração do Resultado do Exercí- cio e do Balanço Patrimonial. “Este Balancete”, diz o contador, “é a última oportunidade de mexermos no lucro, por isso eu convoquei a diretoria para esta reunião extraordinária”. BALANCETE DE VERIFICAÇÃO EM 31-12-X5 Itens Saldos Devedor Credor Caixa Duplicatas a Receber Material de Escritório Seguro pago antecipadamente Equipamentos Títulos a Pagar Contas a Pagar Capital Vendas Despesa de Salário Honorários da Diretoria Despesa de Aluguel Despesa de Propaganda Despesa de Luz, Água... 4.980 4.880 2.630 348 15.720 ___________ ___________ ___________ ___________ 4.200 900 1.100 44 194 ___________ ___________ ___________ ___________ ___________ 2.600 1.440 12.260 19.200 ___________ ___________ ___________ ___________ ___________ TOTAL 34.996 35.500 Após o exame do Balancete de Verificação, o Sr. Turbo Hélio, Diretor-Presidente, faz as se- guintes observações: “Sr. Turbo Calmo, em primeiro lugar, o Balancete que o senhor está apresentando está em desigualdade. Com base em meus parcos conhecimentos em Contabilidade, sei que os saldos credores serão iguais aos devedores. Em segundo lugar, o senhor não contabilizou os nossos honorários de $ 4.000, sacados em 30-12-X5 com o objetivo de reduzir o lucro e, consequentemente, os dividendos a serem pagos para os demais acionistas. Não está escriturado o empréstimo que a empresa concedeu ao meu filho, Turbo Jú- nior, no valor de $ 504, mas por esse empréstimo foi dada baixa no Caixa. Por fim, você não realizou os ajustes necessários: o Seguro Pago Antecipadamente re- fere-se a 10 meses de utilização; não há mais Material de Escritório em Estoque (foi todo e-102 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion consumido); e a Depreciação de Equipamentos é de 10% ao ano, conforme estudos dos nossos turboengenheiros.” Vamos ajudar o Sr. Turbo Calmo a elaborar o novo Balancete. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Contabilização e revisão A. Contabilize em razonetes as operações a seguir. a) Constituição de uma empresa, Cia. Teixeira, com Capital de $ 100.000 depositado em bancos. b) Aquisição de Móveis e Utensílios à vista: 20.000. c) Aquisição de Estoque a prazo: 30.000. d) Venda de Serviço a prazo: 60.000. e) Pagamento de Despesa Administrativa: 25.000. CAPITAL BANCOS MÓV. UTENSÍLIOS ESTOQUE FORNECEDORES RECEITA DUPL. A RECEBER DEP. ADMINISTRATIVA B. Levante o Balancete de Verificação. CONTAS DÉBITO CRÉDITO TOTAL C. Apure o Lucro do Exercício. CAP. 10 Balancete – Apuraçãode Resultado eLevantamento do Balanço(Aspectos Contábeis) | e-103 Receita (–) Despesa ( ) Lucro D. Elabore o Balanço Patrimonial. ATIVO PASSIVO Circulante - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Total Circulante Não Circulante Imobilizado - - - - - - - - - - - - Total de NC - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Circulante - - - - - - - - - - - - - - Patrimônio Líquido - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Total do PL - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - TOTAL - - - - - - TOTAL - - - - - - 2. Apresente um Balanço Patrimonial preenchendo todas as linhas pontilhadas com contas e números aleatórios. ATIVO PASSIVO Circulante 31-12-X4 Circulante 31-12-X4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Total do Circulante . . . . . . . Total do Circulante . . . . . . . Não Circulante Não Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Investimentos . . . . . . . Total do Não Circulante . . . . . . . Imobilizado . . . . . . . Patrimônio Líquido (–) Deprec. Acumulada (. . . .) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Intangível . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Total do Não Circulante . . . . . . . Total do Patr. Líq. . . . . . . . Total/Ativo Total P + PL . . . . . . . 3. Faça todos os lançamentos contábeis (razonetes) utilizando os dados da Cia. Piancó (Exer- cício 2 de Análise Financeira, no Capítulo 8 deste livro). Primeiramente, abra em Razonetes todos os saldos de 31-12-X8 da Cia. Piancó. Depois, execute nos Razonetes os lançamentos referentes às operações de 20X9. Em seguida, faça um Balancete e os lançamentos de encer- ramento, apurando os resultados. 4. O RestauranteCanja Panamericana S.A. apresentava o seguinte Balancete em 31-12-X8: e-104 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Caixa 900.000 Fornecedor 800.000 Estoque 700.000 Empréstimos Pg. 200.000 Duplicatas a Receber 500.000 Capital 6.000.000 Móveis e Utensílios 600.000 Res. Lucro 500.000 Terrenos 2.300.000 Res. Capital 600.000 Veículos 3.100.000 Total 8.100.000 Total 8.100.000 Com os dados do Exercício 11 do Capítulo 9, faça os lançamentos contábeis (Razonetes) das letras a a J. Abra a Conta Terrenos em subcontas conforme as letras F a i. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Quais são as vantagens oferecidas pelo uso de Diários Auxiliares? 2. A empresa Crescente S.A. efetua vendas a prazo que atingem a média de 800 faturas por mês. Ela usa apenas um Diário Geral, que está ficando sobrecarregado, e o atraso está au- mentando de um mês para o outro. Qual o desdobramento que pode ser feito, além de usar um Diário Auxiliar de Vendas? 3. Explique como será retificado o seguinte erro efetuado no Diário Geral da empresa Cres- cente S.A.: o valor de Vendas lançado foi de $ 1.000.000, e não de $ 10.000.000, que seria o correto. Houve o crédito de Vendas e o débito de Duplicatas a Receber. 4. Qual é a principal vantagem na adoção de processamento eletrônico de dados na Contabi- lidade de uma firma? 5. Em que área da Contabilidade o processamento eletrônico de dados tem demonstrado melhor aplicação? 6. A empresa Crescente S.A. adotou os seguintes Diários Subsidiários (Auxiliares): 6.1 Pagamentos. 6.2 Recebimentos. 6.3 Vendas. 6.4 Compras. Indique em quais Diários serão registradas as seguintes operações: a) Lançamento de ajuste correspondente ao registro de Depreciação. b) Compra de Mercadorias a prazo. c) Compra de Imobilizado à vista. d) Devolução de vendas de um cliente para crédito em conta. e) Pagamento de Imposto Predial. f) Compra, a prazo, de computador. g) Venda de mercadorias a prazo. h) Venda de mercadorias à vista. i) Restituição a um cliente que devolveu Mercadorias. j) Devolução de compras a um Fornecedor para crédito em conta. 7. Faça uma comparação entre Livro Diário e Livro Razão, envolvendo todos os aspectos possíveis. 8. O Sistema de Contabilidade adotado pela empresa Lume Boni Ltda. inclui, além do Diário Geral, quatro Diários Subsidiários (Auxiliares), ou seja: 1. Recebimento; 2. Pagamentos; Escrituração (Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) 11 e-106 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 3. Vendas; e 4. Compras. Em 31 de janeiro de X1, no Razão Geral correspondente ao Diário Geral, os saldos das seguintes contas eram: Fornecedores ($ 98.000); e Clientes ($ 260.000). Durante o mês de fevereiro, o Diário Subsidiário de Vendas* registrou operações que totali- zaram a importância de $ 96.000; o Diário Subsidiário de Compras*2totalizou o montante de $ 56.000; no Diário de Recebimentos, a parte correspondente a clientes somou a quantia de $ 76.800; e no Diário de Pagamentos, a parte correspondente a Fornecedores mostrou o total de $ 67.200. Pede-se: a) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os rece- bimentos de clientes no montante de $ 76.800 durante o mês de fevereiro? b) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os $ 96.000 de Vendas? c) Quais lançamentos devem ser feitos em 28-02-X1 no Diário Geral considerando os $ 56.000 de Compras? d) Quais lançamentos devem ser feitos com base na informação de $ 67.200 de pagamentos a fornecedores? e) Quais os saldos das contas de Fornecedores e Clientes no Razão Geral após os lançamen- tos apresentados? 9. A empresa de instrumentos de precisão Cia. Capixaba adota um Diário Subsidiário de Rece- bimentos, um de Pagamentos, um de Vendas, um de Compras e o Diário Geral. a) Em qual dos cinco diários você espera encontrar o menor número de registros-transações? b) No fim do período contábil, o total das vendas deve ser lançado em qual Diário e em qual conta (ou contas)? É um Débito ou um Crédito? c) No fim do período contábil, o total das compras deve ser lançado em qual Diário e em qual conta (ou contas)? Com o Débito ou com o Crédito? d) Em quais dos cinco Diários são feitos os ajustes ou fechamentos dos lançamentos? 10. A empresa Bicrescente S.A. permitiu a retirada do seguinte extrato do seu Diário Subsidiário de Vendas: Crescente Diário Auxiliar de Vendas a Prazo Data Cliente Debitado Fatura No Vencimento Valor 07 ago. Benedito Junqueira 583 30-09-X1 85.200.000 09 ago. Carlos O. Reichembach 584 30-09-X1 93.300.000 12 ago. Cia. Ypiranga de Revistas 585 30-09-X1 43.200.000 20 ago. Cia. Capixaba 586 30-09-X1 82.100.000 30 ago. Lume Boni Ltda. 587 30-09-X1 15.800.000 319.600.000 Os lançamentos no Diário Geral incluíam, referente à devolução de vendas de um cliente, o que segue: * A prazo. CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-107 Agosto 18 Devoluções de Vendas 800.000 Contas a Receber Cia. Ypiranga de Revistas conta de Crédito ref. 800.000 devolução de uma venda em 12-08-X1 a) Prepare um Razão Analítico para Contas a Receber mediante abertura de contas T para cada um dos cinco clientes listados no Diário Auxiliar de Vendas. Registre os lançamen- tos nos razonetes individuais. Com base no Diário Geral, registre o crédito da Cia. Ypi- ranga de Revistas. b) Prepare o Razão Sintético na forma de razonetes para as seguintes contas: Contas a Rece- ber, Vendas e Devoluções de Vendas. Faça os lançamentos com as devidas referências ao Diário de Vendas e ao Diário Geral. 11. A empresa Tricrescente S.A. recebeu um cheque em 15-09-X1 da Cia. Capixaba no valor de $ 81.000.000 para liquidação antecipada da duplicata no 586, no valor de $ 82.100.000, vencí- vel em 30-09-X1. O auxiliar que elaborou o Diário Subsidiário de Recebimentos registrou o recebimento de $ 81.000.000 a crédito de Contas a Receber – Cia. Capixaba, e não registrou nada em Descontos Concedidos. Que erros esse procedimento provocou? Qual o lançamen- to que deve ser feito para corrigir? Em quais Diários? Em quais Razões? 12. A Cia. Capixaba adotou a computação eletrônica para processar em Bureau de Prestação de Serviços de Computação (cujo nome é Dama S.C.) o seu Diário de Vendas e o Razão de Con- tas a Receber. Cada dia o departamento de Contabilidade prepara um controle de total de Vendas, anexa as cópias das duplicatas e envia para a Dama, para o processamento. Os dados referentes às vendas são registrados no computador, bem como os dados de cada duplicata, e o computador calcula o valor total das duplicatas, bem como a quantidade de duplicatas processadas. O computador elabora o Diário Subsidiário de Vendas e efetua os lançamentos nas con- tas do Razão de Contas a Receber, cujos saldos são conservados nas bandas magnéticas das fichas, e emite uma fita magnética para estatísticas posteriores, semestrais e anuais. Uma cópia do Diário Subsidiário de Vendas é enviada para o Departamento de Contabilidade diariamente. Qualquer discrepância, o computador indica em uma folha especial de erros e divergências. Quais procedimentos de controle detectarão primeiro cada um dos erros independentes a seguir? a) Uma duplicata no valor de $ 8.300.000 foi registrada acidentalmente por $ 83.000.000. b) Uma cópia de duplicata foi perdida no transporte da Capixaba até a Dama. c) Vários cartões perfurados foram extraviados antes de serem processados na Dama. 13. O sistema de contabilidade usado pela Oliveira & Reichembach, uma pequena firma do ramo de composições gráficas em minicomputador Computer Type, inclui um Diário Geral com duas colunas e quatro Diários Subsidiários. Os quatro Diários Subsidiários são: 13.1 Diário Subsidiário de Vendas com uma coluna. 13.2 Diário Subsidiário de Compras com uma coluna. 13.3 Diário Subsidiário de Recebimentos com seis colunas. 13.4 Diário Subsidiário de Pagamentos com seis colunas. A Oliveira & Reichembach mantém um RazãoSintético, um Razão Analítico para Contas a Receber e um Razão Analítico de Contas a Pagar. Todos os Razões têm três colunas que facilitam a obtenção do saldo. Em 30/04, o Razão Analítico para Contas a Receber consistia nas seguintes páginas: e-108 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Cliente: Associação dos Publicitários S.A. Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo 03/abr./XX 09/abr./XX 21/abr./XX V4 V4 R2 1.400.000 2.600.000 2.400.000 1.400.000 4.000.000 1.600.000 Cliente: Novidades Semanais – Publicações e Revistas Ltda. Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo 31/mar./XX 08/abr./XX 08/abr./XX 28/abr./XX Saldo Anterior R1 G1 R2 8.000.000 1.600.000 3.360.000 12.960.000 4.960.000 3.360.000 – Cliente: Gráfica Wagcor Ltda. Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo 31/mar./XX 10/abr./XX 11/abr./XX 30/abr./XX Saldo Anterior G1 V4 R2 5.000.000 2.000.000 6.400.000 8.800.000 6.800.000 11.800.000 5.400.000 Cliente: S.A. de Comunicações Impressas Data Histórico Ref. Débito Crédito Saldo 04/abr./XX 29/abr./XX 29/abr./XX V4 V4 R2 17.600.000 4.800.000 17.600.000 17.600.000 22.400.000 4.800.000 As referências codificadas significam o seguinte: V – Diário Subsidiário de Vendas. C – Diário Subsidiário de Compras. R – Diário Subsidiário de Recebimentos. P – Diário Subsidiário de Pagamentos. G – Diário Geral. Observação: o número que acompanha a letra corresponde à página do Livro Diário. Instruções: você deverá fazer os lançamentos de apropriação no Razão Sintético dos valores relativos a Contas a Receber, para o mês de abril, e a apuração do saldo de cada conta, após cada lançamento. Somente um lançamento é requerido para todas as vendas do mês. Faça o Razão com três colunas e utilize a codificação da referência apresentada. 14. Casa J. Noel S.A. tem um Plano de Contas que inclui as seguintes contas, entre outras: 1.1 Caixa. 1.6 Material de Escritório. 1.20 Terrenos. 1.21 Edifícios. 2.1 Contas a Pagar. 2.3 Títulos a Pagar. 3.1 Compras. 3.3 Devolução de Compras. CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-109 3.5 Descontos nas Compras. 3.8 Despesas de Salários. As operações de dezembro referentes às mercadorias para revender e Contas a Pagar estão relacionadas a seguir. Em $ mil Dia 2 Aquisição de Mercadorias: Ind. Paulista Ltda. pagável em 60 dias 7.800 3 Compra de Mercadorias da Fábrica de Doces Gama S.A. em 60 dias 25.200 4 Devolução para a Ind. Paulista de mercadoria defeituosa no valor de 2.400 5 Recebimento de Mercadorias da Pepone S.A. Ind. Alimentícia para pagamento em 30 dias 17.100 8 Aquisição de Mercadorias de João Azevedo & Cia. Ltda. em 30 dias c/ 2% ou 60 dd. líquido 20.400 9 Aquisição de Mercadorias da Cia. Ferreira em 30 dias c/ 2% ou 60 dd. líquido 24.900 10 Emissão de cheque para pagamento à Ind. Paulista da compra de 2 de dezembro diminuída da devolução de 4 de dezembro, tendo sido obtido o desconto de $ 300 5.100 11 Emissão de cheque para pagamento à Fábrica de Doces Gama S.A. da compra de 3 de dezembro; foi obtido o desconto de $ 1.500 23.700 18 Emissão de cheque para pagamento à Cia. Ferreira da duplicata de 09-12-XX, tendo sido obtido um desconto de $ 1.300 23.600 20 Aquisição de mercadoria à vista 900 21 Emissão de cheque para pagamento do sinal na aquisição de terreno por $ 54.000, contido num prédio no valor de $ 120.000, para expansão dos negócios. Deduzida a parte do sinal, aceitou uma promissória pelo saldo de $ 144.000. O terreno e o prédio foram adquiridos de J. Passarini, a quem foi entregue o cheque nominal de 30.000 23 Aquisição de mercadoria à vista 750 26 Aquisição de mercadoria da Cia. de Tecidos Abrão em 30 dias 27.000 28 Pagou à vista por materiais de escritório 225 29 Aquisição de mercadoria à vista 1.575 31 Pagou os salários de dezembro 6.600 Pede-se: a) Registre as transações nos Diários apropriados. Utilize um Diário Subsidiário de Com- pras, um Diário Subsidiário de Pagamentos e um Diário Geral. Totalize e classifique os Diários Subsidiários. Faça todos os lançamentos que pertencem ao Razão Sintético e os lançamentos do Razão Analítico de Contas a Pagar. b) Prepare uma relação das Contas a Pagar em 31 de dezembro para comprovar que o sal- do do Razão Sintético de Contas a Pagar está coincidindo com o Diário Subsidiário de Contas a Pagar. 15. O caso da Campanha da Amabilidade Amélia Amábile, proprietária da Mulher de Verdade S.A. Cia. de Roupas para Todos, bolou a Campanha da Amabilidade, recentemente iniciada, pelo reembolso postal. A principal oferta consiste em preços reduzidos e no uso da roupa escolhida pelos clientes e-110 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion cadastrados, por dez dias livremente. Findos os dez dias, o cliente poderá devolver a roupa sem qualquer pagamento ou, então, se desejar ficar com o artigo, deverá efetuar o pagamento total da compra. A nova campanha causou tal movimento que, apesar das devoluções, aparentava ser rentável para a companhia. O sistema de contabilidade da Mulher de Verdade S.A. incluía um Diário Subsidiário de Vendas, um de Compras, um de Recebimentos, outro de Pagamentos e um Diário Geral. O controle interno exigia o procedimento da conferência de qualquer lançamento do Diário Geral por um auxiliar de contabilidade antes da transcrição para o Razão Sintético. Desde que a Campanha da Amabilidade iniciou, centenas de lançamentos de devoluções de vendas têm sido registrados semanalmente no Diário Geral. Cada um desses lançamentos tem sido revisado e transcrito por um funcionário da Contabilidade. A transcrição tem sido feita para a ficha de Razão de Devoluções e Abatimentos, de Contas a Receber do Razão Ge- ral e na conta de cada um dos clientes no Razão Analítico de clientes. Já que as devoluções de vendas são tão numerosas e repetitivas, foi sugerida a criação de um Diário Subsidiário para Devoluções e Abatimentos, a fim de racionalizar o trabalho. Isso iria não só reduzir o tempo de trabalho de lançamento no Diário Geral, no Razão Sintético, mas também reduzir o tempo de revisão individual de cada um dos repetitivos lançamentos de devolução. a) Quantos lançamentos são feitos no Diário Geral para registrar uma única devolução de Vendas? E quantas são as transcrições para o Razão Sintético? E para o Razão de Contas a Receber? São esses lançamentos os mesmos de cada vez? b) Explique por que é possível registrar as devoluções de vendas em um Diário Subsidiário. Explique em detalhe quantas colunas para valores deve ter o Diário Subsidiário, quais os lançamentos que devem ser feitos nos Razões Analíticos no momento da transação e quais os que devem ser feitos no fim do período. c) Considere que são 3 mil devoluções durante o mês. Quantos são os lançamentos se for usado o Diário Geral? Quantos são os lançamentos se for criado o Diário Subsidiário descrito em “b”? Considere que o período contábil é de um mês. d) Considere que um lançamento no Diário Geral leva 40 segundos para ser feito e que no Diário Subsidiário ele pode ser feito em 15 segundos. Considere também que cada lan- çamento no Diário Geral exige um trabalho extra de revisão que leva 20 segundos e um de transcrição para o Razão de mais de 20 segundos. O mesmo funcionário estima que todas as devoluções de vendas lançadas no Diário Subsidiário, a ser criado, levarão 10 minutos para serem revisadas. Quanto tempo, expresso em horas, minutos e segundos, será necessário para lançar no Diário, revisar e transcrever para o Razão os 3 mil lança- mentos, considerando as configurações a seguir? 1. Sem Diário Subsidiário de Devoluções. 2. Com Diário Subsidiário de Devoluções. Quanto será o tempo economizado pelo uso do Diário Subsidiário de Devoluções? e) Se a estimativa de custo para criar um Diário Subsidiário de Devoluções e de treinamento do pessoal envolvido nesse trabalho é de $ 80.000, você recomendaria a adoção desse Diário? Apresente argumentos para apoiar a sua decisão;considere que o custo do traba- lho para operar esse sistema será de $ 800 por hora, em média. CAP. 11 Escrituração(Livros Contábeis e Sistemas Contábeis) | e-111 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES ** Admita que não há exclusão nem inclusão e a alíquota é a normal, 15%. CIA. TREVISÃO 1. Admita que a Cia. Trevisão (capital fechado) tenha as seguintes contas em 31-12-X7: ATIVO PASSIVO Circulante Circulante Caixa Estoque Não Circulante Terrenos 1.000 2.000 5.000 Contas a Pagar Patrimônio Líquido Capital Reserva de Capital 2.000 4.000 2.000 TOTAL 8.000 TOTAL 8.000 No mês de janeiro de X8, em $ milhões, houve as seguintes operações: a) Vendeu metade do estoque por $ 3.000, a prazo (não considere imposto sobre venda). b) Teve $ 800 de despesas operacionais, sendo metade à vista. c) A empresa tem como hábito fazer a Provisão para Devedores Duvidosos à base de 3%. Faz ainda a Provisão para Imposto de Renda.**3 d) Em 30-01-X8, contrai um financiamento a Longo Prazo de $ 4.000 e adquire veículos no total de $ 3.000. e) Destaca Dividendos a Pagar no final do mês à base de 25% sobre o Lucro Líquido. Elabore os lançamentos contábeis, apure resultado e apresente o BP e a DRE. 2. Cia. Piancó II Faça os lançamentos nos livros Contábeis (Diário e Razão) utilizando os dados da Cia. Piancó (Exercício 2 de Análise Financeira, no Capítulo 8 deste livro, ou Exercício Suplemen- tar 3, no Capítulo 10 deste livro). Faça ainda, no Diário e Razão, os lançamentos de encerramento, apurando os resultados. 3. Restaurante Canja Panamericana S.A. II Faça os lançamentos Contábeis no Diário e Razão desta empresa, considerando os dados do Exercício Suplementar 4 do Capítulo 10 e do Exercício 11 do Capítulo 9. 4. Cia. Teixeira II Faça a contabilização nos livros Diário e Razão da Cia. Teixeira, cujos dados estão des- critos no Exercício Suplementar 1 do Capítulo 10 deste livro. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO * Duplicatas a Receber. 1. Se uma companhia tem contas em três bancos diferentes, ela deve controlar cada uma individualmente? Explique como o controle interno pode ser fortalecido se for utilizada a regra: “Todos os recebimentos do dia devem ser depositados em banco, e todos os paga- mentos devem ser feitos em cheque”. 2. Relacione três controles internos, relativos a Disponibilidades, viáveis mesmo em empresas de pequeno porte, onde seja escassa a divisão de funções. 3. João Cruzes, um abalizado empregado da Cia. de Sinais de Trânsito e Controles Inter- nos Abalados, ficou em sérias dificuldades econômico-financeiras, e bolou um plano para subtrair $ 500.000 da Cia. e encobrir o desfalque. Cruzes retirou $ 500.000, em dinheiro, da Caixa Registradora. Essa quantia representava o montante dos recebimentos de caixa dos últimos três dias desde o último depósito bancário. Cruzes retirou do movimento de cobrança externa cheques no montante de $ 500.000. Esses cheques foram emitidos pelo cliente Lauro Grande, para pagamento final da conta dele. Cruzes não registrou o paga- mento de Lauro Grande, mas depositou os cheques na conta da Cia. Sinais de Trânsito e Controles Internos Abalados, efetuando assim uma troca pelos $ 500.000 que havia desfal- cado. Para evitar a cobrança e protesto indevido contra Lauro Grande, Cruzes emitiu uma papeleta de devolução de mercadorias, debitando Devoluções e Abatimentos e creditando Lauro Grande em Contas a Receber,* 4 e efetuou os lançamentos na Contabilidade. a) Os procedimentos efetuados por Cruzes provocaram alguma diferença na Contabili- dade? E nos controles internos? E no Balanço Patrimonial? E na DRE? b) Aparentemente, existem diversos pontos fracos nos Controles Internos da Cia. Indique quais as providências necessárias para corrigir os pontos fracos. 4. A ABC determinou que sua Provisão para Devedores Duvidosos deveria ser de $ 660.000. Forneça os elementos que sustentam essa decisão. 5. Ao fazer a Provisão para Devedores Duvidosos, uma empresa pode usar: a) Critérios tradicionais; ou b) Critérios próprios. No caso de usar critérios próprios, e o montante exceder ao calculado de acordo com os critérios legais, o que deverá ser feito? 6. A firma ABC apresentava a seguinte posição nas contas de “Clientes” e “Provisão para Devedores Duvidosos”, respectivamente: $ 3.000.000 e $ 90.000; e decidiu registrar a perda Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-113 de $ 20.000 com o seu cliente Ciro Coro. Qual é o efeito no Ativo Circulante, aumentou ou diminuiu? E qual é o efeito no lucro do período? Explique. 7. Prepare uma reconciliação bancária para a firma Adega Milagrosa Ltda. em 31-10-X2 a par- tir das seguintes informações: a) Os registros contábeis indicam o saldo de $ 70.185.000 e o extrato bancário na mesma data registra o saldo de $ 59.809.550, no Banco Palito. b) Os recebimentos em dinheiro no montante de $ 13.660.000, registrados em 31-10-X2, foram depositados conforme comprovante fornecido pelo banco, mas não estavam cor- respondidos no Extrato Bancário. c) Os cheques pagos acusados pelo extrato incluíam um cheque roubado e que foi pago in- devidamente, pelo Banco, após a sustação efetuada a tempo pela Adega Milagrosa Ltda., conforme correspondência protocolada. O valor desse cheque é de $ 2.205.000. d) O extrato tinha em apenso dois avisos contendo as seguintes informações: d.1) Um aviso de débito no valor de $ 32.500 por serviço de cobrança de cheques de outras praças. d.2) Um aviso de débito no valor de $ 1.700.000 pela devolução de cheque de Ciro Coro por insuficiência de fundos. e) Os cheques seguintes tinham sido emitidos pela Adega e não constavam no extrato: no 588: 3.422.050; no 624: 2.110.000; e no 629: 1.690.000. Notas: 1. O estilo da reconciliação deve ser o mesmo do exercício resolvido neste capítulo. 2. Sendo necessário, você deverá redigir também carta ao Banco solicitando as retificações que ele deverá fazer. 8. A firma CBC contratou um empréstimo com desconto antecipado dos encargos financeiros. O valor do empréstimo foi de $ 5.000.000. O prazo contratado foi de seis meses principiando em 1o-09-X1 e os encargos financeiros foram de $ 600.000. Você deve elaborar a tabela men- sal de apropriação e indicar os lançamentos contábeis a serem feitos, no início do contrato e em cada apropriação. 9. A firma CBC contratou o aluguel de um armazém por três meses a partir de 20-11- X1 e pagou antecipadamente o aluguel de $ 840.000. Elabore a tabela mensal de apropriação e in- dique os lançamentos contábeis a serem feitos desde a contratação até a última apropriação. 10. A firma CBC contratou uma apólice de seguro contra fogo por um ano. A cobertura é de $ 500.000.000 e o prêmio pago no ato é de $ 1.200.000. A data do início da vigência do seguro é a mesma do pagamento, ou seja, 18-8-X1. Elabore a tabela mensal de apropriação e indique os lançamentos a serem feitos desde a contratação até a última apropriação. 11. A firma CBC adquiriu Notas Fiscais Faturas para o seu consumo. Elas foram entregues em 15-09-X1. A Nota Fiscal da gráfica continha os seguintes dados: quantidade 30.000 Notas Fiscais Faturas no valor total de $ 1.200.000. Os controles internos indicaram o seguinte consumo mensal: setembro: – 1.500; outubro: – 5.500; novembro: – 6.200; e dezembro: 4.900. Elabore a tabela mensal de apropriação e indique os lançamentos contábeis desde a aquisição até a apropriação de dezembro. Calcule o saldo e indique o grupo em que deverá figurar no Balanço Patrimonial. Justifique. 12. Quando se identificarem nos estoques itens danificados, obsoletos, estragados etc., em que é possível dar uma baixa direta desses itens? É viável constituir uma provisão para reconhecer tal perda? 13. A Lei das Sociedades por Ações define que os estoques de mercadorias fungíveis (produtos agrícolas, animais e extrativos) destinados à venda poderão ser avaliados pelo valor de mer- cado, quando esse for o costume mercantil aceitopela técnica contábil. e-114 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion O atual Regulamento do Imposto de Renda também refere-se ao assunto indicando que os estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos podem ser avaliados aos preços correntes de mercado, conforme as práticas usuais em cada tipo de atividade. Normalmente, em uma economia inflacionária, o preço de mercado é maior que o preço de Custo. Dessa forma, para os itens referidos, avaliaremos o preço de mercado que for maior. Observamos, no parágrafo anterior, que a afirmativa se contrapõe frontalmente ao Conser- vadorismo. Comente essa situação adversa. 14. Diferencie a sociedade coligada da controlada. 15. O caso do “Golpe do Walter” no Ativo Circulante da Cia. Pegada Grande O jovem Roberto Precoce assumiu a direção de uma empresa comercial quando completou 21 anos de idade. A empresa opera com artigos de alta aceitação e lucratividade. A denominação da firma é Pegada Grande Atacadista de Calçados S.A. Roberto, logo de início, impôs seu ritmo de trabalho, rápido e dinâmico. Uma parte dos negócios da firma era feita a “dinheiro” e outra parte a crédito (a maior parte), e a mercadoria era entregue por caminhões próprios. Roberto não tinha conhecimento completo dos controles internos que eram praticados sob a supervisão de Walter Ganhadeiro, sobre todos os assuntos relativos às finanças e registros contábeis. Walter estava na firma havia muitos anos. Ele era responsável pelos registros contábeis e preparava as Demonstrações e Relatórios Contábeis, dos quais alguns serviam de base para que dois assisten- tes decidissem sobre os depósitos bancários e emissão de cheques, bem como a elaboração de reconciliações bancárias. A Demonstração de Resultado Mensal, apresentada regularmente por Walter, mostrava uma situação satisfatória de lucro líquido. Todavia, o montante de recursos disponíveis em bancos diminuiu nos 18 meses após a posse de Roberto na firma. Para melhorar a disponibilidade da firma, foi feito um empréstimo bancário e, poucos meses após, o empréstimo foi renovado com aumento. Em 1o-04-X2, dois anos após a posse de Roberto na direção dos negócios, Walter, subita- mente, desapareceu “sem deixar endereço”. Roberto logo foi assediado pelos fornecedores que reclamavam o não cumprimento de promessas de pagamentos feitas por Walter, que há vários meses estava se comprometendo a saldar em 1o-04-X2 todos os títulos vencidos e ainda não pagos. Do Banco, veio um telefonema notificando Roberto de que a conta da companhia estava descoberta e que, justamente agora, estavam sendo apresentados vários cheques para resgate. Em tal emergência, Roberto entrou em contato com dois dos maiores clientes da firma, para os quais, recentemente, foram feitos grandes faturamentos, mas cujas duplicatas ainda não estavam vencidas. Roberto solicitou a antecipação dos pagamentos das duplicatas a ambos os clientes e eles responderam que já haviam atendido uma solicitação idêntica, feita por Wal- ter, e que aquelas duplicatas já haviam sido pagas. Eles efetuaram os pagamentos com cheques e tinham obtido desconto financeiro pela antecipação. Esse desconto fora oferecido por Walter desde que o pagamento fosse feito 24 horas após a entrega. Para salvar a firma da insolvên- cia, Roberto concordou em vender por preço baixo a metade de sua participação no Capital da Cia. A venda foi feita a Teófilo Piranha, que tem bastante experiência no ramo. Todavia, Teófilo exige o cargo de gerência da firma como condição para adquirir a metade das ações da companhia. Tal exigência é aceita. Roberto utiliza todo o dinheiro recebido para pagar todas as dívidas da companhia. Com mais calma, ele inicia uma investigação das irregularidades de Walter e constata o seguinte: − Os depósitos bancários eram bem menores do que os recebimentos em Caixa. − Numerosas vendas legítimas de mercadorias haviam sido trocadas por outras de clien- tes fictícios. Quando Walter recebia das empresas verdadeiras, embolsava o dinheiro. O controle de Contas a Receber permanecia em aberto em nome dos clientes fictícios. CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-115 − Mais de $ 90.000 mensais haviam sido desviados do “Fundo Fixo”, usando fraudulentos comprovantes de pequenas despesas. A maior parte das despesas refere-se a Material de Escritório. − Os inventários tinham sido registrados com quantias superavaliadas, com o objetivo de mos- trar lucros inexistentes. − Walter, por assinar cheques sozinho, pagou muitas despesas, com comprovantes falsos, para seus familiares. Para cada uma das irregularidades detectadas, descreva um tipo de controle interno que poderia ter evitado o “golpe do Walter”. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES Testes 1. As Duplicatas Descontadas representam dívidas da empresa com o Banco, enquanto a Insti- tuição Financeira não receber do cliente da empresa a duplicata negociada. O que a Lei das S.A. orienta sobre essas Duplicatas Descontadas? a) Que elas sejam classificadas no Passivo Circulante, já que a empresa tem co-obrigação. b) Que elas sejam classificadas no Ativo Circulante, deduzindo o total de Duplicatas a Receber. c) Não há necessidade de classificar em nenhum lugar no Balanço porquanto as Duplicatas foram “vendidas” ao Banco. d) N.D.A. 2. Admita que a empresa Cia. Confusa não tem valores a receber nem a pagar a Longo Prazo, que Capital de Terceiros e Capital Próprio são de idênticos valores, que o Ativo Imobilizado (Não Circulante) é igual a $ 1.000, e que as Origens são três vezes maiores que o Ativo Imo- bilizado (Não Circulante). Qual é o Capital Circulante Líquido da Cia. Confusa? a) $ 2.000. b) $ 1.500. c) $ 1.000. d) $ 500. 3. A Agropecuária Catalão S.A. tem um rebanho de reprodução (Touro e Matriz) e investe em ouro toda a disponibilidade do caixa. Conforme a legislação brasileira, o rebanho e o ouro serão, respectivamente, classificados no Ativo como: a) Imobilizado e Circulante. b) Circulante e Circulante. c) Imobilizado e Investimento. d) Circulante e Investimento. 4. Admita três empresas: a Cia. A é fabricante de tratores e tem um giro muito rápido no esto- que; a Cia. B é revendedora de tratores e tem um giro muito lento, demorando em média dois anos para vender seu trator; e a Cia. C é agropecuária e, após usar os tratores por três anos, vende-os para terceiros. Admita que todas essas empresas tenham tratores no seu Ativo. A classificação será, respectivamente: a) Circulante, Realizável a Longo Prazo (NC) e Intangível. b) Circulante, Circulante e Imobilizado. c) Circulante, Realizável a Longo Prazo (NC) e Imobilizado. d) Imobilizado, Circulante e Imobilizado. e-116 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA Testes 1. Um fabricante de artigos natalinos, cujo prazo real de financiamento de vendas é de 30 dias, apresenta índice de prazo médio de financiamento de vendas, calculado por meio de suas demonstrações financeiras, igual a 300 dias. Isso revela que os índices de prazos médios calculados: ( ) a) Não são absolutamente confiáveis e, portanto, não devem ser nunca calculados. ( ) b) São válidos apenas para empresas que tenham vendas e compras aproximadamen- te uniformes durante o ano. ( ) c) Para expressarem o valor real devem ser divididos por 10. ( ) d) Induzem sempre o analista a erros. 2. Sabendo-se que o estoque médio mensal estimado para X7 da empresa Sapopemba S.A. é de $ 9.836.400 e que a empresa demora, em média, 90 dias para vender seus estoques e 60 dias para recebê-los (vendas a prazo), qual é o ciclo operacional da empresa? ( ) a) 90 dias. ( ) b) 60 dias. ( ) c) 150 dias. ( ) d) É impossível calcular por falta de dados. 3. Uma empresa que apresenta grandes lucros: ( ) a) Sempre terá plenas condições de pagar suas contas em dia. ( ) b) Poderá, em certas circunstâncias, ter dificuldades em pagar suas contas em dia. ( ) c) Pode, de acordo com a lei dos investimentos naturais, imobilizarrecursos equiva- lentes a 1,5 vez o lucro do exercício. ( ) d) Deve manter certa quantia depositada em títulos de renda fixa para enfrentar os anos de “vacas magras’’. 1. Cia. Norte-Sul A seguir, são apresentadas as Demonstrações Financeiras da Cia. Norte-Sul. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO X3 X4 X3 X4 Circulante Disponível Dupl. a Receber Estoques Total Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Emprést. Coligadas Investimentos Imobilizado Total do NC Total do NC 1.600 6.400 8.000 16.000 1.000 8.000 8.000 17.000 2.400 9.600 12.000 24.000 2.000 16.000 8.000 26.000 Circulante Fornecedores Imp. a Recolher Total Circulante Não Circulante Financiamentos Patr. Líquido Capital Social Lucros Acum. 6.840 2.160 9.000 9.000 15.000 – 15.000 13.400 3.600 17.000 15.000 15.000 3.000 18.000 TOTAL 33.000 50.000 TOTAL 33.000 50.000 CAP. 12 Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo | e-117 DRE X3 X4 Rec. de Vendas 48.000 72.000 (–) Custos (8.000) (16.000) (=) Lucro Bruto 40.000 56.000 (–) Desp. Operacionais De Vendas (3.200) (6.400) Administrativas (6.400) (8.000) Financeiras (16.000) (17.600) (–) Lucro Operacional 14.400 24.000 (–) Imposto de Renda (2.160) (3.600) (=) Lucro Líquido 12.240 20.400 Pede-se: 1. Elaborar o quadro clínico.**5 2. Fazer o diagnóstico (pontos fracos e fortes). 3. Emitir um parecer sobre a situação econômico-financeira da empresa. Admita-se que a em- presa iniciou suas atividades em X3. ** Quadro Clínico. X3 X4 Liquidez (situação financeira) Corrente Seca Geral Endividamento (estrutura de capital) Quantidade Qualidade Rentabilidade (situação econômica) Da empresa Do empresário Margem de lucro EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. O que são Instrumentos Financeiros? 2. Cite alguns exemplos de Derivativos. 3. O que é Avaliação a Valor Presente (AVP) e por que a Lei no 11.638/07 introduziu esta ava- liação? 4. O que é Avaliação de Mercado? Em que situações esta avaliação ocorre? 5. A Cia. Fipeboi efetua uma venda a prazo, cujo valor relevante é de $ 100 milhões, que recebe- rá em 30 dias. Se a venda fosse à vista, deveria ser por $ 95 milhões. Assim, a empresa entende que deverá fazer o Ajuste a Valor Presente com as seguintes etapas: a) No momento da venda, registra a receita e contas a receber pelo total. b) Em seguida, sabendo do preço à vista, registra a diferença de $ milhões, tratando-o de despesa financeira, já que este valor está associado ao valor do dinheiro no tempo que ainda não foi transcorrido. c) Passado o prazo concedido, a empresa registra um acréscimo no seu recebível de $ 5 mi- lhões e uma receita financeira nesse mesmo montante, equivalente ao efeito financeiro do tempo transcorrido em que o cliente foi financiado. e-118 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Faça os lançamentos contábeis utilizando a contra provisão para Ajuste a Valor Presente ilustrando seus efeitos no BP e na DRE. 6. Admita ainda que Cia. Fipeboi vendeu gado por $ 40 milhões para receber em dois anos: a) a) 20 milhões após 12 meses. b) b) 20 milhões após 24 meses. Considerando que a empresa computou taxas de juros futuros de 10% ao ano, efetue os cálculos (com ajuda de matemática financeira) e a contabilização no momento da venda, do primeiro e do segundo recebimento. 7. Um derivativo é um instrumento financeiro cujo valor se alterou em função de quais mu- danças? a) Índice ou indexador de preços fixado pelo IASB. b) Índice creditício fixado pela SERASA em parceria com a ONU. c) Tipo de juros, preço por ações, preço de commodities, taxa de câmbio... d) Tipos de contrato exclusivamente governamental. 8. Operação de cobertura (proteção ou hedge) significa: a) Contabilmente, designar um ou mais instrumentos de proteção. b) Financeiramente, um dinheiro a receber garantido pela Venezuela. c) Economicamente, um bem protegido contra ladrões e salteadores. d) Socialmente, homens e mulheres com excelente seguro-saúde. 9. Quando um Ativo ou Passivo Financeiro é reconhecido inicialmente, a empresa deverá in- corporá-lo ao seu valor de: a) Mercado. b) Revenda. c) Oportunidade. d) Custo. 10. Qual dos itens a seguir não se trata de derivativos? a) Opções e swaps. b) Contratos futuros. c) Contratos conjugais. d) Contratos a termos. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Quais dos seguintes itens são usados para obter o valor das Mercadorias à Disposição de Vendas (MDV)? a) Estoque Final. e) Fretes sobre Compras. b) Vendas. f) Devolução de Compras. c) Inventário Inicial. g) Abatimento de Compras. d) Compras. h) Fretes sobre Vendas. 2. Explique o significado da expressão contábil “Inventário Físico”. 3. Devido a um erro não proposital na contagem das mercadorias em 31-12-X1, a Cia. Trote Caro superavaliou o seu estoque em $ 2.400.000. Considerando que o erro não foi desco- berto, qual foi o efeito desse erro no lucro líquido de X1? E no Patrimônio Líquido? E no Imposto de Renda? E no Lucro Líquido de X2? 4. Próximo ao fim do ano, a Cia. Mercantil de Ferragens, Fechaduras e Afins recebeu um grande pedido de uma construtora para colocar fechaduras em todo um prédio de con- domínio. O trabalho de separação das fechaduras para enviar ao condomínio iniciou-se imediatamente, mas não foi possível completar antes do fechamento do estabelecimento, em 31-12-X1. Porém, a Nota Fiscal/Fatura já estava emitida e o trabalho de separação e em- balagem estava prestes a ser concluído. O diretor, Sr. Donato, ordenou que essa mercadoria não fosse incluída no inventário de 31-12-X1. Você concorda? Qual é a razão provável da ordem do Sr. Donato? 5. Calcule o Estoque Final pelo regime de controle periódico, considerando os seguintes dados: Estoque Inicial: 1.200.000 Compras: 3.000.000 Vendas Líquidas: 3.200.000 Lucro Bruto: 25% das Vendas Líquidas. 6. Um grande Fundo de Investimentos solicitou às suas maiores investidoras que explicassem (em Notas Explicativas ao Balanço) o critério de avaliação dos estoques, o critério de ava- liação do custo das mercadorias vendidas e se os estoques estariam sendo avaliados pelo custo de reposição. O que você considera que estava acontecendo: suspeita de superavalia- ção ou subavaliação dos lucros? 7. Você está fazendo uma análise detalhada das Demonstrações Contábeis de duas Cias. do mesmo ramo: a Cia. Dama e a S.A. Lady. O nível de preços tem subido constantemente no setor. Você percebe que o estoque da Cia. Dama está bem próximo do valor de reposição, Estoques 13 e-120 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion enquanto os preços de estoque da S.A. Lady estão bem abaixo dos preços de reposição. Qual é o método de avaliação de estoques provavelmente usado por Cia.? Se considerássemos como única diferença entre as duas Cias. a avaliação dos estoques, qual delas teria provavelmente apresentado maiores lucros nos últimos três anos? 8. Explique o sentido da palavra “mercado” na expressão: “Custo ou mercado, dos dois, o menor”. 9. Resuma as diferenças entre o regime periódico de Controle de Estoques e o regime perma- nente. Qual é o processo mais caro de ser mantido? Qual é o processo mais prático para um restaurante, uma casa de aviamentos e um revendedor de carros novos? 10. Classifique as afirmações como falsa (F) ou verdadeira (V). Considere que estamos tratando de uma Cia. que usa sistema de controle de estoque permanente. ( ) a) O inventário contábil é mantido sem alteração, até o fim do exercício. ( ) b) O Custo das Mercadorias Vendidas é contabilizado simultaneamente com a conta- bilização das vendas. ( ) c) As Contas de Estoque e de Custo das Mercadorias Vendidas apresentam, normal- mente, saldos devedores. ( ) d) As Contas de Estoque e de Custo das Mercadorias Vendidas apresentam, normal- mente, saldos iguais. 11. O Inventário Inicial do item abóboras no mês de outubro, bem como as compras do mesmo mês, foram as seguintes: Dia Detalhes Quantidade Valor Unitário Total 1o 7 14 22 28 Inventário Inicial CompraCompra Compra Compra 13.500 54.000 27.000 27.000 13.500 135.000 10.000 11.000 11.200 11.600 12.500 135.000.000 594.000.000 302.400.000 313.200.000 168.750.000 Totais 1.513.350.000 Em 31 de outubro, o Inventário Final acusou a existência de 20.250 unidades. Determine o valor do Inventário Final baseado em cada um dos seguintes critérios de avaliação: a) Peps: . b) Ueps: . Sabendo que o preço de mercado no dia 30 é de $ 11.200 e considerando a regra “Custo ou mercado, dos dois, o menor”, qual será o valor a ser atribuído ao estoque em cada um dos crité- rios a seguir? a) Peps: . b) Ueps: . 12. Quando o Walter do Supermercado foi abrir a casa, teve uma surpresa desagradável: ela havia sido roubada novamente. Era maio, dia 29, e, felizmente, ele havia feito seguro contra roubo. A primeira providência foi entrar em contato com a Cia. de Seguros, que o orientou sobre como proceder com relação aos bens danificados e às formalidades legais perante a polícia, e com relação às mercadorias subtraídas, cujo vulto era significativo pelas impressões iniciais, pois nada havia restado. A contabilidade do Supermercado registra o Inventário, no dia 1o de maio, no montante de $ 1.440.000 ao valor de custo. O montante das Vendas era $ 5.760.000 e das Compras, $ 4.536.000. O lucro bruto apurado em vários anos indicava uma margem confiável de 30% das vendas. Walter, para fazer o pedido de indenização à Cia. de Seguros, CAP. 13 Estoques | e-121 precisa determinar o valor dos estoques roubados e precisa do parecer de um perito. A exi- gência da Cia. é de que o perito seja de nível universitário de qualquer especialização. Walter solicita a sua cooperação. Qual é o valor dos estoques roubados? Demonstre os cálculos. 13. A Cia. Atacadista Sainte Croix é dirigida pelo Sr. Bertoldinho, muito esperto para negócios, mas preguiçoso nos controles contábeis. O Sr. Bertoldinho deseja determinar o Inventário Físico, no fim do mês, sem a contagem dos itens nas prateleiras. A partir das informações a seguir, determine o valor estimado dos estoques em 30-06-X1. Detalhes Valor de Custo Valor de Mercado Inventário 31-05-X1 Compras Líquidas de junho Vendas Líquidas de junho 7.944.000 5.112.000 12.000.000 7.737.160 8.256.000 14. Em 15 de maio de X8, durante a madrugada, um incêndio destruiu os estoques de materiais de consumo das Faculdades Popoco (Poder de Posição Concentrado). Os estoques estavam em um imóvel alugado e os escritórios não foram atingidos pelo incêndio. O último inventá- rio físico havia sido levantado em 31-12-X7. Agora, é preciso estimar o valor do estoque em 15-05-X8 para obter a indenização da Cia. de Seguros. A DRE de X7 está apta a auxiliá-lo na determinação estimada do montante do estoque no dia do incêndio. Outras informações: no montante de compras da DRE, estava incluída, por engano, uma compra de equipamentos de escritório para escritório-modelo da escola, no montante de $ 225.000. O contador não tinha entendido a natureza da transação e registrou o valor na conta de compras. Esses equipamentos não estão incluídos no valor do Inventário de 31-12-X7. Os registros contábeis revelam que as transações, após o Balanço, atingiram as seguintes cifras: Compras 196.200; Devoluções 3.600 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DE 10-01-X7 A 31-12-X7 Faculdades Popoco Receita 7.380.000 Remuneração de Professores 720.000 Consumo de Materiais Estoque Inicial 144.000 Compras 666.000 Materiais à Disposição 810.000 Menos Estoque Final 234.000 576.000 Lucro Bruto 6.084.000 Instruções: a) Prepare um relatório direto para a Cia. de Seguros com as suas considerações e conclusões, incluindo o valor estimado para os estoques destruídos pelo incêndio e a respectiva demons- tração dos cálculos. b) Justifique a validade de considerar a média de consumo de materiais para apuração do estoque estimado destruído. e-122 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 15. Estudo do caso “Léo Maravilha” Você é o gerente de vendas da Mimo – Milton Motos S.A., uma loja de motos sofisticadas importadas da Europa. Chegaram da Itália duas motos de aspectos iguais, com exceção da cor, sendo uma branca e a outra vermelha. O custo de importação da moto vermelha foi fechado no mês de fevereiro p.p. e montou ao total de $ 189.000. O custo da moto branca foi fechado no início de março, mas, devido às modi- ficações no câmbio de Euro, essa moto custou $ 175.500. As duas motos foram desembarcadas e chegaram ao showroom da Mimo ao mesmo tempo. Uma vez que a única diferença entre as duas era a cor, você estabeleceu o preço sugerido para o consumidor de $ 270.000. Léo Maravilha, um de seus melhores vendedores, veio a sua sala com uma proposta. Ele tem um cliente na loja que quer comprar a moto vermelha por $ 270.000. Porém, quando Léo foi pes- quisar a respeito dos acessórios incluídos na moto, ele obteve a informação de que a Mimo usa o critério de Custo Específico no Registro do Permanente de Controle de Estoques; consequen- temente, apurou que, enquanto a moto vermelha custou para a Mimo $ 189.000, a moto branca custou apenas $ 175.500. Isso deu a Léo a ideia de fazer a seguinte proposta: “Se eu vender a moto vermelha por $ 270.000, a Mimo realizará um lucro de $ 81.000. Mas se você permitir que eu dê um desconto de $ 4.500 na moto branca, penso que posso convencer o meu cliente a comprar a moto branca. Se eu vender a moto branca por $ 265.500, o lucro bruto será de $ 90.000; portanto, o lucro da Mimo será melhor em $ 9.000 do que na moto vermelha. Sendo eu o autor do plano, acredito merecer parte do benefício, portanto a Mimo pode pagar-me uma comissão extra de $ 4.500. Dessa forma, eu receberei a comissão total de $ 9.000 e a Mimo ainda realizará um lucro superior em $ 4.500 do que se eu vendesse a vermelha.” Pede-se: a) Prepare uma demonstração considerando que cada uma das motos seja vendida por $ 270.000; faça constar o Custo das Mercadorias Vendidas, o Lucro Bruto da Mimo com cada moto e o total. b) Prepare uma demonstração que apresente a Receita Líquida, o Custo das Mercadorias Vendidas e o Lucro Bruto da Mimo em cada moto e no total, em conformidade com o plano de Léo Maravilha. Considere que a moto vermelha será vendida por $ 270.000. Para simplificar a comparação, inclua na Demonstração a a comissão de vendas de $ 4.500 e, nesta Demonstração, a comissão extra de $ 4.500 de Léo Maravilha. c) Escreva a sua decisão, aceitando ou não a proposta de Léo Maravilha, e uma explicação a ele do porquê de a proposta ser ou não ser vantajosa para a Mimo. Em sua explicação, refira-se às demonstrações a e b. EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Concessão de Crédito à Cia. Playboy O Dr. Coelho Arruda assume a Diretoria da Cia. Playboy no início do ano de X5. Bastante conhecido como eficiente administrador, o Dr. Coelho dirige-se ao seu velho amigo, Sr. Vespe- ral, presidente do Banco Exigente S.A., solicitando um financiamento de $ 50 milhões a Longo Prazo (cinco anos é o prazo que a financeira do Banco Exigente normalmente concede para os financiamentos). As Demonstrações Financeiras da Cia. Playboy são as seguintes: CAP. 13 Estoques | e-123 BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Playboy Em $ milhões ATIVO 31-12-X2 31-12-X3 31-12-X4 Circulante Disponível 1.000 1.400 2.000 Duplicatas a Receber 10.000 12.000 15.000 Estoques 6.000 7.150 8.370 Total Circulante 17.000 20.550 25.370 Não Circulante Investimentos 1.000 1.500 2.250 Imobilizado 20.000 30.000 45.000 (–) Depreciação (4.000) (9.000) (18.000) Total do Não Circulante 17.000 22.500 29.250 Total 34.000 43.050 54.620 PASSIVO e PL 31-12-X2 31-12-X3 31-12-X4 Circulante Fornecedores 1.000 1.600 2.000 Tributos e Contribuições 2.000 3.100 2.000 Empréstimos Diversos 15.000 20.000 30.000 Total Circulante 18.000 24.700 34.000 Não Circulante Financiamentos (ELP) 5.000 7.250 10.870 Patrimônio Líquido Capital 10.000 10.000 10.000 Reservas Diversas 2.000 2.500 2.550 Prejuízos Acumulados(1.000) (1.400) (2.800) Total do PL 11.000 11.100 9.750 Total 34.000 43.050 54.620 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Cia. Playboy Em $ milhões Descrição X2 X3 X4 Receita Bruta (–) Deduções 50.000 (5.000) 80.000 (8.000) 140.000 (14.000) Receita Líquida 45.000 72.000 126.000 (–) CPV (23.000) (36.800) (64.400) Lucro Bruto 22.000 35.200 61.600 (–) Despesas Operacionais De Vendas Administrativas Financeiras Outras Receitas Operacionais (6.000) (2.000) (17.000) 2.000 (9.600) (3.000) (26.500) 3.500 (16.800) (4.500) (49.000) 7.300 Lucro Operacional (3.000) (3.900) (8.700) Prejuízo do Exercício (1.000) (400) (1.400) e-124 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Informações adicionais: 1. A atividade da empresa é trefilar metal não ferroso e distribuí-lo como matéria-prima para outras empresas. Esse ramo de atividade é bastante promissor, pois a Cia. Playboy possui a maior quota para adquirir o metal não ferroso da maior siderúrgica do país, enquanto outras trefiladoras possuem uma pequena quota. 2. Não houve amortização de Financiamentos, apenas Variação Cambial contabilizada no grupo Despesas Financeiras e novos financiamentos. 3. O Manual de Normas do Banco Exigente S.A. determina que só concederá financiamentos para empresas cuja situação econômico-financeira seja satisfatória. No entanto, qualquer de- terminação do Presidente é o que vale. 4. Total de compras: 10.000, 15.000 e 21.000 em X2, X3 e X4, respectivamente (em $ 1.000). Você está convidado a analisar a Cia. Playboy e dar seu parecer. O Banco Exigente S.A. tem o seguin- te roteiro de análise: 1. Quadro Clínico: fazer um check-up, um exame geral da empresa, por meio de seus indicado- res econômico-financeiros. Indicadores X2 X3 X4 Tendência dos índices* Liquidez Corrente (1) Geral ( 2) Seca ( 3) Imediata ( 4) Endividamento CT/Rec. Totais (5) PC/CT ( 6) CT/PL ( 7) Rentabilidade LL/Ativo (8) Vendas/Ativo ( 9) LL/PL (10) Atividade Rotação de Estoque (11) PMRV (12) PMPC (13) * Melhorar, piorar ou estabilizar. 2. Diagnóstico: vamos ver quais são os problemas do doente. O doente (no caso, a empresa) tem não só pontos fracos, como também pontos fortes, pois se não tivesse nenhum ponto forte, certamente estaria à morte. Pontos fracos obtidos no quadro clínico: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pontos fortes obtidos no quadro clínico: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CAP. 13 Estoques | e-125 3. Parecer do analista: O analista fará um breve comentário sobre a situação da empresa e, em seguida, dará seu parecer, escolhendo uma das opções a seguir. ( ) a) Concedo o crédito irrestritamente. ( ) b) Não concedo o crédito (financiamento). ( ) c) Concedo o crédito impondo as seguintes condições: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Quais são as características exigidas para que um bem seja registrado no Imobilizado? Dê exemplos de Imobilizado Tangível e Intangível. 2. Depreciação é o nome dado ao consumo de bens duráveis, de uso e não destinados à venda. Qual é o efeito do registro da Depreciação no Balanço Patrimonial? E na Demonstração de Resultado de Exercício? Em qual demonstração a Depreciação é acumulada? Qual é a dife- rença entre Depreciação, Amortização e Exaustão? A taxa de Depreciação é proporcional à vida útil, no critério da linha reta? E a taxa de Amortização? E a taxa de Exaustão? 3. Considere uma companhia fabricante de tratores e faça a classificação dos seguintes itens, conforme critério: 1. Ativo; 2. Passivo; 3. Contas de Resultado. 1. Ativo 2. Passivo 1.1 Ativo Circulante 2.1 Passivo Exigível (Circulante e N.C) 1.2 Ativo Não Circulante 2.2 Patrimônio Líquido 1.2.1 Realizável a L. Prazo 3. Contas de Resultado 1.2.2 Investimentos 3.1 Receita 1.2.3 Imobilizado 3.2 Custo/Despesa 1.2.4 Intangível Itens a serem classificados: ITENS CLASSI- FICAÇÃO ITENS CLASSI- FICAÇÃO Caixa e Bancos Marcas e Patentes Despesas Antecipadas Reserva de Ágio Veículos Provisão p/ Imposto de Renda Prensas Hidráulicas Rec. Financeira Instalações Elétricas Depreciação Acumulada Tratores Acumuladores para tratores à venda Empréstimos a Coligadas Amortização Acumulada Part. em Outras Cias. Acumuladores para veículos de uso Terrenos Despesa de Depreciação Despesa de Juros Fornecedores Ativo Não Circulante CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-127 4. Indique os Ativos que serão diminuídos por: 1. Depreciação. 2. Amortização. 3. Exaustão. 4. Impertinente. ( ) Poço de Petróleo ( ) Máquinas ( ) Ferramentas ( ) Veículos ( ) Móveis & Utensílios ( ) Semoventes ( ) Patentes ( ) Quotas do Fiset ( ) Fundo de Comércio ( ) Certificados de Depósito ( ) Despesas Pré-operacionais ( ) Jazida de Mármore ( ) Jazida de Amianto ( ) Participações em Coligadas ( ) Benfeitorias em Propriedades ( ) Florestas de terceiros ( ) Encargos Financeiros ( ) Juros a Acionistas na fase de Pré-operacionais Implantação ( ) Gastos Preliminares de Operação ( ) Estudos, Projetos e Detalhamento ( ) Amortização Acumulada ( ) Depreciação Acumulada ( ) Fundo de Comércio ( ) Gastos de Reorganização ( ) Participação em controladas ( ) Exaustão Acumulada ( ) Edifícios ( ) Terrenos ( ) Ativo Intangível ( ) Pesquisa e Desenvolvimento ( ) Salários a Pagar de Produtos ( ) Dívidas ( ) Resultados Eventuais na fase ( ) Reparos em Imobilizado Pré-operacional ( ) Terreno recebido em doação ( ) Ativo Imobilizado ( ) Construções em andamento ( ) Manutenção de Imobilizado ( ) Custos corrigidos ( ) Importações em andamento de ( ) Patrimônio Líquido bens do Imobilizado ( ) Valor de Mercado dos Bens ( ) Depreciação Acumulada ( ) Reflorestamento ( ) Ágio ( ) Gastos de Implantação de Sistema ( ) Equivalência Patrimonial e Métodos 5. A empresa de Mineração Faca Amarela começou as suas atividades de exploração no começo do Ano 1. No fim do ano, o seu contador preparou o resumo dos custos de mineração: Em $ mil Mão de obra 2.380.000 Material 245.000 Diversos 539.280 Esses itens não incluem nenhum custo de depreciação, amortização ou exaustão. Os dados referentes ao Ativo Não Circulante usados na mineração do ouro eram os seguintes: - Custo de aquisição da Mina (a capacidade estimada da jazida é de 10 mil toneladas; o valor residual da Mina é estimado em $ 420.000). 2.100.000 - Benfeitorias (vida útil estimada: 15 anos; sem nenhum valor residual). 184.800 - Equipamento (vida útil estimada: 6 anos; o valor residual é estimado em $ 42.000). 336.000 e-128 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Durante o Ano 1, foram extraídas 800 t (8%), das quais 600 t foram vendidas. Foi estimado que seriam necessários 15 anos para extrair todo o ouro da mina. Verifique se estão certos o custo residual contábil no fim do Ano 1, que deverá ser exami- nado no Balanço Patrimonial pelos auditores, bem como o valor contábil do estoque do ouro lavradoe ainda não vendido. Se você considerar errado, justifique. Valores no fim do Ano 1 Ativo Circulante Estoque de 200 t de minério de ouro lavrado 840.000 Ativo Não Circulante Imobilizado Custo da Mina de Ouro 2.100.000 (–) Exaustão Acumulada (134.400) 1.965.600 Benfeitorias 184.800 (–) Amortização Acumulada (12.320) 172.480 Equipamentos 336.000 (–) Depreciação (49.000) 287.000 6. Empresa Prestativa – Balanço de Abertura da Empresa em 02-01-X8. ATIVO PASSIVO Circulante Disponível Contas a Receber Não Circulante Investimentos Participação societária Imobilizado Terrenos Equipamentos (–) Depreciação Intangível Marcas e Patentes (–) Amortização Total 100.000 300.000 200.000 400.000 300.000 (60.000) 640.000 100.000 (50.000) 400.000 890.000 1.290.000 Circulante Contas a Pagar Patrimônio Líquido Capital Reservas de Lucro Lucro Acumulado Total 600.000 100.000 500.000 90.000 1.200.000 1.290.000 Durante o exercício de X8, a empresa teve Receita de $ 2.000.000 e Despesas Totais de $ 1.400.000. As Receitas foram totalmente recebidas e as Despesas, totalmente pagas: Pede-se: 8.1 Contabilizar a Receita e a Despesa total. 8.2 Efetuar a Depreciação e a Amortização. 8.3 Apresentar as duas demonstrações financeiras estudadas em 31-12-X8. 7. A empresa Sorte Grande S.A. adquiriu um terreno por 5 milhões em Cocaia do Alto (para mudança), devido à desapropriação, por interesse público, do imóvel que usava em São Paulo – Capital. Antes de iniciar a construção, saiu no Diário Oficial do Estado, na parte dedicada à Assembleia Legislativa, que os imóveis em Cocaia valorizaram três vezes, em virtude da construção do novo Aeroporto e, consequentemente, das pistas de tráfego expresso. Como o CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-129 terreno da Sorte Grande S.A. estava próximo ao traçado das novas pistas, o contador regis- trou, com base no Diário Oficial, uma reavaliação cautelosa de $ 10 milhões: � O procedimento está correto? Sim Não � Qual seria a medida preliminar necessária para validar o registro? Aguardar a publicação no Diário Oficial de Cocaia do Alto. Fazer publicar no Diário Oficial Federal. Aguardar a publicação no Diário Oficial do Estado na parte dedicada ao Executivo. Obter laudo de Avaliação de três peritos. Obter laudo de Avaliação da Bolsa de Valores de Imóveis do Estado de São Paulo. 8. O Sr. Amadeu, da próspera empresa O Rei dos Encanadores Ltda., admitiu um novo conta- dor, que encontra a firma na fase de associação com empresas congêneres; existem os seguin- tes fatos que precisam ser classificados: 8.1 Aquisição de 52% das quotas do Capital do Rei das Torneiras Ltda: o contador classifica em Ativo Permanente – Investimentos – Participações Voluntárias. 8.2 Empréstimos ao Rei das Torneiras Ltda. de $ 100.000.000: o contador classifica em Ativo Realizável a Longo Prazo. Suponha que o Sr. Amadeu confesse que não conhece a maneira correta de contabilizar essas operações e pede a sua opinião para certificar-se da validade das classificações. O que você diria ao Sr. Amadeu? 9. Suponha que a Cia. A detenha investimentos nas Cias. B, C e D, cujos capitais se compõem do seguinte: B C D Ações ordinárias com direito a voto Ações preferenciais sem direito a voto 50.000 50.000 80.000 40.000 30.000 60.000 Total do capital 100.000 120.000 90.000 A participação da Cia. A nestas empresas corresponde ao seguinte: B C D Ações ordinárias Ações preferenciais 20.000 10.000 – 40.000 10.000 20.000 Total do capital 30.000 40.000 30.000 Admita-se que, na contabilidade da Investidora (Cia. A), estes investimentos estejam conta- bilizados no seu ativo pelos seguintes valores: $ Investimento em B 32.000 Investimento em C 35.000 Investimento em D 45.000 $ 112.000 Considerando-se que, na data em que estamos encerrando o exercício, a situação seja a men- cionada e que não existiam créditos contra as investidas B, C e D, e que o Patrimônio Líquido da Cia. A fosse $ 1.200.000, pergunta-se: estes investimentos (no todo ou em parte) deveriam ser avaliados pela equivalência patrimonial? e-130 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 10. A Cia. Relevante avaliará seu Investimento em sua Controlada, a Cia. Irrelevante, pelo Méto- do de Equivalência Patrimonial. A participação no capital da Cia. Irrelevante é de 20%. Momento X1 Em $ mil Cia. Relevante Cia. Irrelevante Ativo Investimento Part. na Cia. Irrelevante 100.000 Patrimônio Líquido Capital Reserva Capital 400.000 100.000 500.000 Indique as alterações no Balanço e na DRE (se houver), em cada operação, nos demonstra- tivos da Cia. Relevante. (Em $ mil) Momento X2: A Cia. Irrelevante obteve Lucro Líquido de $ 150.000. Momento X3: A Cia. Irrelevante distribuiu $ 50.000 em Dividendos. Momento X4: A Cia. Irrelevante aumenta seu Ativo em $ 200.000 (doações). Momento X5: A Cia. Irrelevante aumenta seu Capital com reservas em $ 200.000. 11. Durante a fase pré-operacional da Cia. Abonada, houve um excesso de caixa que, aplicado no mercado financeiro, rendeu $ 10 milhões. O contador, no final do exercício, considerou esse valor como receita que, após a dedução das Despesas Administrativas, resultou em um Lucro Líquido de $ 1 milhão. Você concorda? Podem ser distribuídos dividendos? Esse lucro pode ser oferecido à tributação do Imposto de Renda? Os Administradores merecem participar desse lucro devido à boa gestão financeira? 12. Dona Dóris, presidente de Berloques S.A. – empresa de Bijuterias –, constatou que a sua companhia gastou $ 40.000.000 durante o exercício corrente em uma campanha especial para introduzir novos produtos. “A campanha iniciou e terminou no ano corrente”, argumentou ela, “mas eu creio que nós ven- deremos esses novos produtos por muitos anos no futuro. Consequentemente, eu quero mostrar o custo desta campanha, como um Ativo Intangível, neste Balanço Patrimonial e amortizar este custo em dez anos. Porém, a empresa de auditoria, que verifica nossa companhia, insiste em considerar esta campanha como um encargo a ser confrontado com as receitas deste ano de operações”. Pede-se: 12.1 A argumentação da presidente da Berloques S.A. – empresa de Bijuterias – de que “a companhia, introduzindo novos produtos, vai beneficiar futuros períodos contábeis” é lógica e válida? Explique. 12.2 Qual é a sua posição com respeito a despesas para desenvolver Ativos Intangíveis que não são especificamente identificáveis? 12.3 No Balanço, como deveria constar, afinal, o custo da campanha, em sua opinião? Nas despesas do exercício corrente? No Ativo Intangível? No Diferido? 13. O caso da Dona Maria Antônia Dona Maria Antônia, uma experiente executiva no comércio varejista, está interessada em adquirir uma butique de roupas feitas em funcionamento. Agora, ela examina, para fazer uma escolha, os Balanços Patrimoniais de três estabelecimentos similares, Balanços estes avaliados pelo custo de aquisição. As três empresas estão operando há cinco anos. Os Balanços resumidos são os seguintes: CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-131 Em $ mil Butique A Butique B Butique C Ativo Disponível Contas a Receber Mercadorias Imobilizado (Líquido) Fundo de Comércio (Intangível) 24.000 185.600 352.000 110.400 –.– 672.000 24.000 190.400 288.000 128.000 4.800 635.200 40.000 217.600 288.000 80.000 –.– 625.600 Passivo e Patrimônio Líquido Circulante Patrimônio Líquido 284.800 387.200 672.000 296.000 339.200 635.200 320.000 305.600 625.600 O lucro líquido acumulado nos últimos cinco anos das três empresas foi o seguinte: Lucro Líquido Acumulado (em $ milhares) A B C 59.200 51.200 54.400 Com a permissão dos proprietários das três empresas, Dona Maria Antônia contratou um auditor independente registrado na CVM para examinar as Demonstrações Contábeis das em- presas. A auditagem revelou as seguintes informações: Contas a Receber. Na empresa A, não foi feita a Provisão para Devedores Duvidosos, nem a baixa deDevedores Incobráveis. A estimativa dos Incobráveis foi de $ 16.000 na A. Nas empresas B e C, a estimativa de recebimentos foi de 100%. Mercadorias. A Cia. B adotou o Peps como método de avaliação de estoque no primeiro ano, mas mudou para Ueps a partir do segundo ano. O cálculo efetuado ao custo de reposição mostrou uma diferença a maior de $ 32.000.000 atribuída ao método Ueps. As outras duas companhias tinham usado o Peps continuadamente e com consistência, e os seus inventários estavam valorizados bem próximos ao custo de reposição. Ativo Imobilizado. Em cada uma das três empresas, o Imobilizado inclui um edifício cujo custo é de $ 80.000.000 e a vida útil foi estimada em 25 anos, sem valor residual. A Cia. A não depreciou o seu prédio; a B depreciou em linha reta a 4% ao ano; e a Cia. C também. Os outros Imobilizados foram depreciados em linha reta na base de 10% ao ano. Dona Maria Antônia acredita que o valor contábil corresponde aproximadamente ao valor de mercado dos Bens do Imobilizado. Fundo de Comércio. O item de 4.800.000 no resumo do balanço da Cia. B, referente ao Fundo de Comércio, representa o custo irrecuperável (não negociável) de uma campanha promovida no primeiro ano de Atividade. Dona Maria Antônia está propensa a pagar, pelos Ativos Tangíveis (menos o Disponível) o valor contábil mais uma importância a título de Fundo de Comércio, igual a três vezes o lucro líquido acumulado que exceder a 10% do líquido dos Ativos Tangíveis. O Disponível não deve ser incluído nos Ativos em transação. Pede-se: 13.1 Prepare um resumo dos balanços examinados, após corrigir todos os erros praticados pelas companhias. Faça também as alterações necessárias para igualar os critérios de avaliação de estoque nas três companhias. e-132 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 13.2 Determine o Lucro Líquido após as correções nas três companhias depois de levar em consideração as solicitações do pedido no 1. 13.3 Calcule o preço que Dona Maria Antônia está oferecendo para cada uma das empresas em análise. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Equivalência patrimonial A Cia. Almeida, Investidora, adquiriu 60% do Capital da Cia. Marcondes pelo seu preço de Custo, ou seja, $ 60.000.000. No primeiro ano de operação, a Cia. Marcondes obteve um lucro não distribuído de $ 40.000.000. Pede-se: a) Demonstre a Conta Investimento (Não Circulante) da Cia. Almeida e o Patrimônio Lí- quido da Cia. Marcondes. b) Indique, considerando o método da Equivalência Patrimonial, onde a Cia. Almeida lan- çará o resultado decorrente da Cia. Marcondes. 2. Redução ao Valor Recuperável de Ativos O que de mais importante o Comitê de Pronunciamentos Contábeis no 1 aborda sobre este assunto? Por que esse item (Valor Recuperável de Ativo) é conhecido como Impairment Test? 3. Relacione e explique os termos Intangível, Goodwill, Capital Intelectual e Ágio. EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Empresa “Invertida’’ Com base nos dados a seguir, preencha os espaços em branco. O exercício da Empresa Invertida permite avaliar se o estudante absorveu as fórmulas dos índices estudados. Partindo dos indicadores, chegaremos aos valores do BP e da DRE. BALANÇO PATRIMONIAL Em $ milhões Ativo Circulante Caixa e Bancos Títulos a Receber Estoques Total do Ativo Circulante Ativo Não Circulante 20.000 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Total Ativo . . . . . . . Passivo Circulante Não Circulante (ELP) Patrimônio Líquido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Total Passivo . . . . . . . CAP. 14 Ativo Não Circulante | e-133 RESULTADO DO EXERCÍCIO Vendas (–) CMV Ei (+) C (–) Ef Lucro Bruto Despesas Operacionais LL 100.000 500.000 . . . . . . . 720.000 . . . . . . . . . . . . . . 120.000 . . . . . . . ÍNDICES Imobilizado/Patrimônio Líquido Liquidez Corrente Liquidez Seca Prazo Médio de Recebimento de Vendas LL/Patrimônio Líquido Final 90% 2,00 1,00 90 dias 20% QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Qual a diferença básica entre Passivo Circulante e Passivo Não Circulante? 2. Podemos ter um único Financiamento, sendo, simultaneamente, classificado parte a curto prazo e parte a longo prazo? Por quê? 3. A Cia. Barrocas, no levantamento do seu Balanço (31-12-8X), constata que deverá pagar mais 38 prestações mensais de $ 480.000 de um imóvel adquirido em 20-04-08 (X–2). Dada a situação financeira apertada, não haverá meios de liquidar as quatro primeiras prestações do ano (janeiro, fevereiro, março e abril). Todavia, a partir de 8 de maio (X+1), o paga- mento será normal, estando a empresa continuamente com quatro prestações atrasadas. Classifique o que é Passivo Circulante e Exigível a Longo Prazo, neste caso. 4. A Folha de Pagamento normal da empresa Atrasadinha S.A. é de $ 12.964.368. O seu Pas- sivo Circulante apresenta, no item Folha de Pagamento a Pagar, montante de $ 38.893.104. Que conclusão podemos tirar neste caso? 5. A Cia. Tirana adquiriu, no mês de outubro de X8, matéria-prima no valor de $ 14.800.000. Foram cobrados mais 10% de IPI. Sabendo-se que não há mais nenhuma outra parcela de IPI a Recuperar, que o valor de vendas neste mesmo mês de outubro é de $ 20.000.000 e que a alíquota de IPI nas vendas é de 15%, qual é a parcela que será destacada no Passivo Circulante como IPI a Recolher? Em que situação não haveria IPI a Recolher para a Tirana? Por que denominamos IPI a Recolher e não IPI a Pagar? 6. A Cia. Tribulação contrai, em 05-01-X6, um empréstimo em moeda estrangeira à razão de US$ 3.960.000. Os juros, à base de 10% ao ano, serão pagos todos os dias 15 de janeiro de cada ano. Há uma carência de dois anos no que tange à amortização do empréstimo. Calcule a variação monetária (variação cambial) e classifique os débitos (juros e dívida) atualizados no balanço em 31-12-X6, sabendo-se que a taxa cambial, em jan.-X6, era de $ 2,50 por US$ 1 e, em dez.-X6, $ 3,80 por US$ 1. 7. Com o objetivo de captar recursos financeiros junto ao público, a Cia. Luthfalida emite 200 mil debêntures no valor nominal de $ 700,00 cada uma. Por ocasião da venda, será cobrado um prêmio de $ 100,00 por título negociado. Pergunta-se: a) Qual o valor lançado no Passivo Não Circulante? b) Onde será classificado o Prêmio na emissão das debêntures? c) Quais são as vantagens que a Cia. Luthfalida pode oferecer aos adquirentes das de- bêntures? d) Um debenturista poderá tornar-se acionista da Luthfalida sem adquirir Ações? Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-135 8. O que você entende por Dívidas Ajustadas a Valor Presente? Quando este conceito é aplicado ao Passivo Circulante e ao Passivo Não Circulante? 9. Quando um Exigível a Longo Prazo pode tornar-se Curto Prazo? 10. Classifique as operações a seguir em Passivo Exigível e Resultado de Exercício Futuro. (...) Adiantamento de $ 2.950.000 recebido do nosso cliente Pulmonar S.A. por conta da fabricação de uma máquina operatriz do tipo KLO. O preço total da máquina foi fixado em $ 10.000.000 e o prazo de entrega será de 18 meses. (...) Juros de $ 967.421 recebidos antecipadamente por conta da aplicação a prazo fixo no Banco Concórdia S.A. A aplicação será de nove meses e não há interesse, por parte da empresa, em sacar o empréstimo concedido antes do tempo, pois, dessa forma, os juros seriam reembolsados ao banco. (...) Aluguel de $ 2.400.000 recebido antecipadamente por seis meses, cujo contrato de loca- ção explicita o “não reembolso” no caso de entregar o prédio antes do tempo. (...) Faturamento de $ 5.980.000 antecipado recebido do cliente Descamisado S.A. por conta de obras por empreitada, sendo, neste ato, elaborado um contrato na forma legal. (...) Comissão de $ 650.000 recebida antecipadamente pela nossa empresa por venda efeti- vada a terceiros. Todavia, a mercadoria ainda não foi entregue por atraso na produção da fornecedora. 11. A Cia. Lentidão apresenta as seguintes etapasna montagem de um transformador de grande porte: Etapa A: Aquisição de todos os materiais necessários para a montagem do transformador (45 dias). Etapa B: Testes e controle de qualidade após a estocagem de todo o material adquirido (5 dias). Etapa C: Devolução e troca de material com defeito, não aprovado nos testes e no controle de qualidade (20 dias). Etapa D: 1a Linha de Montagem (Estrutura) – (30 dias). Etapa E: Setor de enrolamentos (45 dias). Etapa F: Primeiro controle de qualidade e ajustes necessários (30 dias). Etapa G: 2a Linha de Montagem (após o enrolamento) – (90 dias). Etapa H: Segundo controle de qualidade e ajustes necessários (15 dias). Etapa I: 3a Linha de Montagem (Acabamento) – (60 dias). Etapa J: Setor de isolamento e pintura – (40 dias). A entrega do produto, dado o seu porte e dificuldade de transporte pela rodovia, gira em torno de 60 dias. O prazo médio de recebimento pela venda do transformador, dados os aspectos burocráticos das instituições financiadoras,demora aproximadamente 40 dias. Calcule o que é Curto e Longo Prazos para a Cia. Lentidão. 12. Quais são os principais Critérios de Avaliação do Passivo? 13. Balanço Patrimonial de Ind. Incompleta Ltda. e-136 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion AT IV O Ativo Circulante Caixa e Banco Duplicatas a Receber Estoques 31-12-X3 31-12-X4 300.000 1.800.000 1.200.000 500.000 2.000.000 1.500.000 Total do Circulante 3.300.000 4.000.000 Ativo Não Circulante Investimentos Imobilizado 400.000 2.000.000 600.000 2.400.000 Total do Não Circulante 2.400.000 3.000.000 Total 5.700.000 7.000.000 PA SS IV O e P L Passivo Circulante Fornecedores Empréstimo Bancário Juros a Pagar 1.600.000 1.200.000 200.000 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Total do Circulante 3.000.000 - - - - - - - Passivo Não Circulante Financiamentos em moeda estrangeira (ELP) Patrimônio Líquido Capital Reservas 800.000 1.200.000 700.000 - - - - - - - 2.000.000 1.600.000 Total do PL 1.900.000 - - - - - - - Total 5.700.000 - - - - - - - Preencha os espaços pontilhados considerando os seguintes dados: a) Nada foi amortizado de Financiamento; todavia, na DRE, encontramos um montante de $ 400.000 de Variação Cambial. b) Os Juros de Financiamentos referentes a X4, que serão pagos em X5, atingiram o mon- tante de $ 300.000. c) Os Juros de Empréstimos referentes a X4 totalizaram $ 400.000, sendo que 50% já foram pagos e o restante será liquidado em X5. d) Do saldo de Juros a Pagar, em 31-12-X3, tudo foi quitado. e) Referente a Empréstimo Bancário, 50% foi quitado em X4. 14. Por que é mais comum se utilizarem empréstimos a Longo Prazo para aquisição de Ativo Imobilizado? 15. O caso da Cia. Tramoia Relacionamos a seguir os cinco últimos balanços e os cinco últimos demonstrativos de resultados da Cia. Metalgráfica Lata Velha. CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-137 Informações adicionais: 15.1 A Diretoria do Banco de Desenvolvimento do Estado de Tramoia precisa autorizar um empréstimo de $ 500.000.000 à Metalgráfica, conforme pedido (intimação) do Gover- nador do Estado. 15.2 Para que o Banco possa conceder um empréstimo desse vulto, a situação econômico-fi- nanceira da empresa solicitante deverá ser promissora, principalmente no que concer- ne ao retorno sobre o investimento (lucro). 15.3 A empresa de Consultoria Azeitadora S.A. aceitou a incumbência da Diretoria do Ban- co para analisar a situação da Metalgráfica e elaborar um relatório que permita à Dire- toria do Banco autorizar o referido empréstimo, sem problemas pessoais futuros. 15.4 A empresa de consultoria, por sua vez, não poderá distorcer a realidade dos fatos. Balanços em...../...../..... Em $ mil ATIVO X3 X4 X5 X6 X7 Ativo Circulante Disponível 4.000 10.000 8.000 12.000 5.000 Duplicatas a Receber 60.000 80.000 50.000 90.000 120.000 (–) Duplicatas Descontadas (30.000) (50.000) (30.000) (50.000) (60.000) (–) Prov. Devedores Duvidosos (2.000) (3.000) (2.000) (4.000) (4.000) Estoques 80.000 60.000 100.000 120.000 90.000 112.000 97.000 126.000 168.000 151.000 Ativo Não Circulante Imobilizado 200.000 250.000 300.000 350.000 400.000 (–) Depreciação (20.000) (45.000) (75.000) (110.000) (150.000) 180.000 205.000 225.000 240.000 250.000 Total do Ativo 292.000 302.000 351.000 408.000 401.000 PASSIVO e PL Passivo Circulante Fornecedores 10.000 20.000 25.000 20.000 16.000 Empréstimos 76.000 87.000 136.000 208.000 225.000 86.000 107.000 161.000 228.000 241.000 Passivo Não Circulante Empréstimos (ELP) 130.000 130.000 130.000 130.000 130.000 Total do Passivo 216.000 237.000 291.000 358.000 371.000 Patrimônio Líquido Capital 100.000 100.000 100.000 100.000 100.000 (–) Prejuízos Acumulados (24.000) (35.000) (40.000) (50.000) (70.000) 76.000 65.000 60.000 50.000 30.000 Total do Passivo e PL 292.000 302.000 351.000 408.000 401.000 e-138 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS Em $ mil X3 X4 X5 X6 X7 Vendas Brutas 300.000 500.000 1.100.000 1.300.000 1.200.000 (–) Impostos (45.000) (75.000) (165.000) (195.000) (180.000) Vendas Líquidas 255.000 425.000 935.000 1.105.000 1.020.000 Custo das Mercadorias Vendidas (180.000) (300.000) (660.000) (780.000) (720.000) Lucro Bruto 75.000 125.000 275.000 325.000 300.000 (–) Despesas c/ Vendas (15.000) (25.000) (55.000) (65.000) (60.000) (–) Despesas Administrativas (14.000) (12.000) (17.000) (21.000) (24.000) (–) Despesas Financeiras (48.000) (71.000) (176.000) (210.000) (192.000) (–) Depreciação (20.000) (25.000) (30.000) (35.000) (40.000) (–) Devedores Duvidosos (2.000) (3.000) (2.000) (4.000) (4.000) Despesas (99.000) (136.000) (280.000) (335.000) (320.000) Lucro (prejuízo) Líquido (24.000) (11.000) (5.000) (10.000) (20.000) Comentários: Como podemos observar, a empresa de Consultoria terá muita dificuldade em dar um pa- recer positivo, uma vez que a Lata Velha vem apresentando sucessivos prejuízos (uma exigência básica do Banco de Desenvolvimento para concessão do financiamento é a empresa apresentar Lucros). Se nos atentarmos à DRE, verificaremos que a empresa apresenta Vendas Brutas crescentes. Portanto, não é a “queda de vendas” o motivo de sucessivos prejuízos. Considerando-se que a taxa de juros cobrada pelo Banco de Desenvolvimento é, normal- mente, subsidiada (abaixo da inflação), vamos propor à consultoria uma nova composição do nosso Passivo (com a injeção de $ 500.000.000) no sentido de melhor influenciá-la no seu parecer. Dessa forma, você, como presidente da Lata Velha, fará um relatório à empresa de Consul- toria mostrando o principal problema da Lata Velha e proporá a melhor aplicação possível para o financiamento a ser obtido. CAP. 15 Passivo Exigível (Circulante e Não Circulante) | e-139 EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Análise completa CIA. REAL Em $ milhões ATIVO PASSIVO X1 X2 X3 X1 X2 X3 Circulante Disponível Dupl. a Rec. Estoque Não Circulante Investimentos Imobilizado Intangível 100 700 1.200 2.000 500 1.000 500 2.000 200 1.000 1.800 3.000 1.000 2.000 1.000 4.000 300 1.500 2.200 4.000 2.000 3.000 –.– 6.000 Circulante Fornecedores Contas pg. Não Circulante Financiamento (ELP) P. Líquido Capital Reservas L. Acumulado 600 400 1.000 2.000 500 400 100 1.000 1.000 2.000 3.000 2.000 500 1.000 500 2.000 2.000 3.000 5.000 2.000 500 1.500 1.000 3.000 Total 4.000 7.000 10.000 Total 4.000 7.000 10.000 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO X1 X2 X3 Dados Receita CPV (CMV) Compras Lucro Líquido 8.000 4.000 1.000 100 9.000 5.000 2.000 400 10.000 6.000 3.000 500 Pede-se: 1. Monte o Quadro Clínico da Cia. Real. 2. Faça o Diagnóstico (pontos fracos e pontos fortes). 3. Emita um parecer geral sobre a situação econômico-financeira da empresa. 4. Responda às seguintes questões: a) Se você fizer uma análise apenas com três índices, quais você escolheria? b) Qual é a importânciade calcular os Quocientes de Rotatividade (Atividade)? c) Qual é o principal índice de liquidez? d) Qual é a diferença entre as análises vertical e horizontal? e) Comente o índice denominado Posição Relativa PMRE + PMRV PMPC Explique quando esse índice é considerado bom. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO * Nesse caso, admita que houve uma doação de $ 1.600.000 (Reserva de Capital). 1. Qual é a fórmula algébrica adequada para apurar o valor do Patrimônio Líquido? 2. Apresente as diferenças entre: - Capital Autorizado. - Capital Subscrito. - Capital Integralizado (ou Realizado). 3. Diferencie Provisões de Reservas e dê exemplos. 4. A Cia. Cingapura, conforme deliberação de sua diretoria, aumentará seu Capital de $ 52.400.000 para $ 82.400.000, com a emissão de 30 milhões de novas ações com valor nominal de $ 1,00 por ação. Será cobrado um ágio de $ 0,30 por ação. Como ficará o Patri- mônio Líquido da empresa, sabendo-se que não existe nenhuma outra Reserva? 5. A Reserva de Reavaliação foi extinta. Entrou “Ajuste de Avaliação Patrimonial” no PL. Qual é a diferença? 6. Patrimônio Líquido da Empresa Watergate: em 31-12-XY Capital 2.000.000 Reserva Legal 50.000 Reserva Estatutária 200.000 Reserva Orçamentária 150.000 Total 2.400.000 Sabendo-se que essa empresa obteve Lucro Líquido, em XY+1, de $ 1.200.000, que, além da Reserva Legal, Reserva Estatutária (10%) e Reserva Orçamentária (5%), foram constituídas Reservas para Contingências em $ 200.000, e que não houve distribuição de Dividendos, apre- sente o novo Patrimônio Líquido em 31-12-XY+1. 7. Baseando-se no exercício anterior (Empresa Watergate), mostre o Patrimônio Líquido em 31-12-XY+1 com um aumento de Capital utilizando 50% da Reserva de Capital e 50% da Reserva Estatutária.*6 8. Qual a relação existente entre Lucros a Realizar e Reserva de Lucros a Realizar? Patrimônio Líquido CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-141 9. O que é Conta Lucros ou Prejuízos Acumulados? Por que o saldo deverá ser zero no final do período? 10. Com base na natureza das contas a seguir relacionadas, demonstre o valor do Patrimônio Líqui- do da empresa Tutti-Frutti, obedecendo aos agrupamentos da Lei das Sociedades Anônimas. Em $ mil Capital Social – Subscrito 100.000 Ágio na emissão de ações (Capital excedente) 10.000 Ações próprias adquiridas (Ações em tesouraria) 5.000 Capital a integralizar 10.000 Reserva para Contingências 15.000 Provisão para resgate de Partes Beneficiárias 5.500 Provisão para riscos fiscais e outras contingências 6.000 Reserva de Lucros para expansão 4.200 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 3.000 Reservas Estatutárias 12.000 Reserva Legal 4.300 Reserva de Lucros a Realizar 13.000 Provisão para Imposto de Renda 5.000 Reservas para aumento de Capital 55.600 Ajustes de Avaliação Patrimonial 14.000 11. A empresa Watergate (do sexto exercício) tem o Capital Social constituído por ações com valor nominal de $ 20 e os diretores resolveram incorporar ao Capital a Reserva para Contin- gência. Quantas ações serão distribuídas a título de Bonificação ou “filhotes”? E se as ações não tivessem valor nominal, haveria distribuição de “filhotes”? O que deveria ser feito? 12. Avalie sua aprendizagem até o momento, indicando se as afirmações estão certas ou erradas. a) As aplicações em bens imóveis que se destinam a propiciar uma renda patrimonial para a empresa serão classificadas em Investimentos. ( ) Certo ( ) Errado b) Os valores recebidos por antecipação, para futura entrega de produtos ou serviços, se houver necessidade de devolução no caso do não cumprimento das condições contra- tuais, serão classificados no Passivo Circulante (se a obrigação vencer até o fim do exer- cício seguinte), ou no Não Circulante (Exigível a Longo Prazo, vencimento após o fim do exercício seguinte). ( ) Certo ( ) Errado c) Todo o lado direito do balanço está incluído na denominação genérica de Passivo. Por- tanto, é correto afirmar que Patrimônio Líquido é Passivo. ( ) Certo ( ) Errado d) Reservas de Reavaliação são a contrapartida de aumentos de valores atribuídos a ele- mentos do Ativo em virtude de novas avaliações, com base em laudo de avaliação que, a qualquer momento, é isento de tributação do Imposto de Renda. A partir de 2008, por meio da Lei no 11.638/07, ela é extinta. ( ) Certo ( ) Errado e) Entendemos como Reservas para Contingências apenas as criadas para fins de precau- ção contra possíveis perdas futuras, cujos fatos geradores ainda não ocorreram. Dessa maneira, evitamos pagamentos de dividendos sobre lucros de um período, a fim de criar Reservas que possam absorver prejuízos eventuais futuros. ( ) Certo ( ) Errado e-142 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion f) As Obrigações em Moeda Estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão conver- tidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor no Balanço. Essa conversão ocorrerá em todos os levantamentos de Balanço. ( ) Certo ( ) Errado g) Reserva de Lucros a Realizar serve para postergar o pagamento de dividendos relativos a lucros economicamente existentes, mas financeiramente ainda não realizados. ( ) Certo ( ) Errado h) As aplicações de Recursos em Despesas, que contribuirão para a formação de mais de um exercício social, serão classificadas no Diferido. Todavia, essas aplicações amortizáveis no próximo exercício serão classificadas no Circulante. ( ) Certo ( ) Errado 13. A empresa Tutti-Frutti, do décimo exercício, cujo valor nominal da ação é de $ 50, resolve vender as ações em tesouraria. Qual deveria ser o preço, considerando o valor total do PL? Depois de vendidas essas ações, qual seria o novo PL? 14. A mesma empresa resolve, em seguida, que as ações subscritas e não integralizadas devem ser negociadas por conta e risco do(s) acionista(s) omisso(s). Qual deveria ser o novo preço, considerando a venda das ações em tesouraria? Depois de vendidas as ações não integraliza- das, qual seria o novo PL? 15. Estudo do caso João José Próximo ao fim do ano corrente, o conselho de diretores da Cia. Rígida recebe a seguinte Demonstração do Patrimônio Líquido: Capital Social (120.000 ações) 2.400.000 Ágio na venda de ações 1.440.000 Reservas de Lucro 1.920.000 Total do Patrimônio Líquido 5.760.000 A Cia. Rígida pagou dividendos de $ 3,60 por ação, em cada um dos últimos cinco anos. Após um exame cuidadoso das necessidades financeiras da empresa, o conselho de diretores declarou a antecipação de dividendos de 24.000**7 ações na base de $ 3,60. Pouco depois da dis- tribuição antecipada de dividendos e antes do fim do ano, a Cia. declarou o pagamento à vista de $ 3 por ação. João José é possuidor de 10 mil ações da Cia. Rígida, adquiridas vários anos atrás. O mercado de ações antes da distribuição de dividendos apresentava a cotação de $ 60 por ação. Instruções: baseado nas informações dadas anteriormente, responda às seguintes questões, demonstrando todos os cálculos relevantes: a) Qual é o valor contábil líquido das ações de João José, apurado por meio da Demonstra- ção do Patrimônio Líquido antes da distribuição de dividendos? Qual é o valor após a distribuição antecipada de dividendos? Explique por que a distribuição antecipada para 20% das ações é (ou não é) razão determinante de mudanças na distribuição final de dividendos. b) Qual é a razão provável para justificar a diferença entre o valor de mercado e o valor contábil líquido das ações de João José? c) Qual foi o comportamento do montante recebido de dividendos pelas ações de João José comparado com o montante dos anos anteriores? d) No dia seguinte à distribuição de dividendos, o valor de mercado da ação de João José caiu de $ 60 para $ 50. Isso representa um prejuízo para José? Explique. ** Foram pagos dividendos antecipados aos portadores de ações que primeiro compareceram à empresa até perfazer o montante de 24 mil ações (tal prática não é permitida por nossa legislação). CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-143 e) Sea Cia. Rígida tivesse anunciado que iria distribuir o dividendo habitual de $ 3,60 por ação, após a distribuição antecipada para 20% das ações, qual seria sua expec- tativa do comportamento do mercado de ações? A reação seria diferente da descrita em d? Por quê? Subsídios para resolver as questões: Valor Contábil Líquido = Quant. de Ações × Valor Contábil Líquido Unitário Valor Contábil Líquido Unitário = Total do PL Total de Ações *** Colaboração do Prof. Zuinglio José Barroso Braga. EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Cia. Bom de Papo***8 Balanço Patrimonial Em $ mil ATIVO PASSIVO E PATR. LÍQUIDO 31-12-X6 31-12-X7 31-12-X6 31-12-X7 Circulante Caixa Dupls. a Receber Estoques Total do Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Emprést. a Coligadas Investimentos Imobilizado (–) Depr. Acumul. Total do N.C. 10.000 15.000 30.000 55.000 12.000 8.000 20.000 (6.000) 34.000 28.000 50.000 15.000 93.000 5.000 15.000 40.000 (10.000) 50.000 Circulante Fornecedores Contas a Pagar Imposto de Renda Dividendos a Pagar Total do Circulante Não Circulante Financiamentos (ELP) Total do N.C. Patrimônio Líquido Capital Lucros Acumul. Total Patr. Líquido 5.000 4.000 8.000 0,00 17.000 0,00 0,00 60.000 12.000 72.000 5.000 4.000 2.000 15.000 26.000 30.000 30.000 60.000 27.000 87.000 TOTAL 89.000 143.000 TOTAL 89.000 143.000 Dados complementares para efetuar os Cálculos dos Índices (em mil): a) O Lucro Líquido do Exercício de X6 foi de R$ 12.000. b) O Lucro Líquido do Exercício de X7 foi de R$ 30.000. c) O Capital Social é composto de 24 mil ações. d) As Despesas Financeiras somam um total de $ 1.500. Com base no Balanço Patrimonial da Cia. Bom de Papo, você deverá: e-144 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 1. Preencher o quadro clínico a seguir: Índices Fórmulas X6 X7 PADRÃO Liquidez Corrente -X-X-X-X Seca -X-X-X-X Geral -X-X-X-X Endividamento Quantidade -X-X-X-X Qualidade -X-X-X-X Rentabilidade Empresa 60,98% Empresário 20,00% Valor Patrim. Ação -X-X-X-X Alavanc. Financ. -X-X-X-X 2. Qual o conceito que você daria para a empresa Cia. Bom de Papo no que diz respeito a sua situação financeira (boa ou ruim)? Justifique sua resposta. 3. Qual o conceito que você daria para a empresa, no que diz respeito à quantidade da dívida, se a compararmos com as empresas internacionais e brasileiras (alta ou baixa)? Justifique sua resposta. 4. Se você fosse contratado para fazer uma consultoria dessa empresa, o que aconselharia, no que diz respeito à RENTABILIDADE para os administradores que não são os proprietários? (Vide Quadro clínico). 5. O proprietário da empresa informa a você, consultor, que precisa captar um empréstimo no Banco Espertinho S.A., e que o banco lhe informou que a empresa precisa ter uma ótima situ- ação financeira e que seu Administrador lhe sugere que paguemos $ 20.000 da dívida do ano X7 antes do fechamento do balanço de 31-12-X7, pois estaremos apresentando uma mudança na situação financeira de, aproximadamente,****9 3 (três) vezes mais. Você concorda com tal decisão? Justifique sua resposta. GRUPO DE CONTAS ANTES DEPOIS Ativo Circulante (AC) $ 93.000 $ 73.000 Passivo Circulante (PC) $ 26.000 $ 6.000 Índice de Liquidez Corrente (+ ou –) 4,00 (+ ou –) 12,00 **** 12/4 = 3 vezes mais. CAP. 16 Patrimônio Líquido | e-145 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Por que as Sociedades Anônimas não poderão ter mais a conta Lucros Acumulados no Pa- trimônio Líquido? 2. O que significa Reservas de Incentivos Fiscais? 3. A Cia. Bom Preço distribuirá $ 900 mil de dividendos obrigatórios. Teve um Lucro de $ 2.000 mil, sendo que, deste lucro, $ 1.400 mil ainda é Lucros a Realizar (Lucro Econômico). Neste caso, a empresa poderá fazer a Reserva de Lucros a Realizar? Se sim, qual seria o valor desta reserva? 4. Poderíamos dizer que os Ajustes da Avaliação Patrimonial têm a mesma filosofia da extinta Reserva de Reavaliação? 5. Por que é importante conhecer a diferença entre Reservas e Provisões? QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Comente os aspectos Obrigatório e Facultativo para a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPAc) e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL). 2. Por que se afirma que a DLPAc representa a interligação entre o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício? 3. Sabendo-se que o Lucro Acumulado em 31-12-X8 era de $ 5.800, calcule, por meio da DLPAc, o Lucro Acumulado em 31-12-X9, conhecendo os seguintes dados: Lucro Líquido do Exercício: $ 1.300 Reserva Legal (calcular pela taxa legal) Reserva da Contingência – 10% Reserva Estatutária – 15% Reserva de Lucros a Realizar – 20% Dividendos: 25% sobre o Lucro Líquido 4. O que é Lucro Líquido Ajustado? Calcule qual seria o Lucro Líquido Ajustado no exercício 3 (anterior). 5. Se não houvesse um percentual estabelecido no estatuto, de quanto seria o Dividendo, no caso do exercício 3? 6. A empresa Folgadinha Ltda. está fortemente interessada em calcular as Reservas de Lucros estipuladas para as Sociedades Anônimas. Quais são as reservas que esta sociedade de quo- tas por responsabilidade limitada poderia destacar em suas Demonstrações Financeiras? 7. Sabendo-se que o Lucro Acumulado da J. J. Abóbora Ltda. no início do período era de $ 129.360.000, que houve um aumento de Capital durante o ano por conta de Lucros Acu- mulados no valor de $ 100.000.000, que o Lucro Líquido do exercício foi de $ 68.800.000 e que haverá uma distribuição de lucro para os sócios de $ 50.000.000, calcule o valor de Lucros Acumulados no final do exercício. 8. Preencha as linhas pontilhadas das Demonstrações Financeiras da Cia. Goiaba. Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-147 BALANÇO PATRIMONIAL Empresa Goiaba Ltda. Em $ mil ATIVO PASSIVO e PATRIMÔNIO LÍQUIDO 31-12-X9 31-12-X10 31-12-X9 31-12-X10 Circulante Caixa Não Circulante Investimentos Imobilizado 500 500 1.000 - - - - - - - - - - - - - - - Circulante IR a Pagar Patrimônio Líquido Capital Reserva Estatutária Lucros Acumulados –0– - - - - - 1.000 –0– 1.000 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Total 2.000 - - - - - Total 2.000 - - - - - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Empresa Goiaba Ltda. Em $ mil Discriminação X10 Receita Bruta 10.000 (–) Custo dos Serviços Prestados 8.000 Lucro Bruto - - - - - (–) Despesas Operacionais Vendas 400 Administrativas 600 - - - - - Lucro Operacional - - - - - (–) Imposto de Renda - - - - - Lucro Líquido - - - - - Observação: A Receita e a Despesa/Custo foram à vista. O Imposto de Renda foi de 15% sobre o Lucro de $ 1.000. Não houve aquisição de Permanente nem aumento de Capital em X10. Houve uma Constituição de Reserva Estatutária de 20%. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Saldo no início do exercício Lucro Líquido do Exercício Saldo no final do exercício $ 1.000 800 - - - - - - 9. Estruture a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados em 31-12-X9. A empresa Kokoroba apresenta os seguintes dados: e-148 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion a) Não Circulante Investimentos Imobilizado (–) Depreciação Intangível Total do Não Circulante 2.000 (1.000) 31-12-X8 1.500 1.000 2.500 Patrimônio Líquido Capital Lucros Acumulados Total do PL 31-12-X8 4.000 6.000 10.0005.000 b) O lucro antes do Imposto de Renda é de $ 50.000. c) O lucro servirá de base para o cálculo do Imposto de Renda à razão de 15%. d) A Reserva Legal será calculada dentro dos limites permitidos por lei. e) A política de distribuição de dividendos é de 50% sobre o Capital. f) Foi aprovado um projeto de expansão da fábrica, sendo que, durante cinco anos, 20% serão extraídos do lucro anualmente. g) Não haverá outras reservas. h) O Capital é constituído de 4 mil ações.10. Qual é a grande vantagem da Demonstração das Mutações do PL em relação à Demonstra- ção de Lucros ou Prejuízos Acumulados? 11. Por que ajustes de exercícios anteriores não podem ser incluídos na Demonstração do Resul- tado do Exercício? 12. Apresente a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados conhecendo o PL da Cia. Morbidalena: - Com base nos saldos em T0 e T1, há condições de se estruturar a DLPAc? - Para entender melhor o Patrimônio Líquido, faça a Demonstração das Mutações do Pa- trimônio Líquido. Cia. Morbidalena Em $ mil Patrimônio Líquido Capital Social (-) Capital a Realizar Realizado Reservas de Capital Ágio na emissão de Ações Reservas de Lucro Reservas para Contingências Reserva Legal Reserva Estatutária Reservas de Lucros para Expansão Reserva de Lucros a Realizar Lucros Acumulados 31-12-T0 250.000 (50.000) 200.000 2.000 10.000 10.000 20.000 30.000 8.000 78.000 100.000 31-12-T1 280.000 (50.000) 230.000 2.000 165.000 10.000 -0- 80.000 8.000 263.000 45.000 Total 380.000 540.000 Outros dados: a) Não houve Ajustes de Avaliação Patrimonial. b) O capital, no final do ano, foi aumentado com as Reservas Legal e Estatutária. CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-149 c) O lucro do exercício foi de $ 200.000. d) Não houve constituição de Reservas Estatutárias e de Lucros a Realizar. e) Houve reversão total de Reservas para Contingências e uma nova constituição de $ 165.000. f) Foram constituídos $ 50.000 de Reservas de Lucros para expansão. g) $ 40.000 de Dividendos foram distribuídos. 13. Explique a diferença entre Lucros a Realizar e Reserva de Lucros a Realizar. 14. Examine a DLPAc e a DMPL a seguir apresentadas, da Cia. Transporta Tudo, e faça alguns comentários. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS EM 31-12-X9 Saldo Inicial 6.878.058 (–) Dividendos Distribuídos (1.500.000) (–) Transferência p/ Reservas de Lucros (5.378.058) (+) Lucro do Exercício 18.862.470 (–) Reserva Legal (943.123) (–) Provisão para Imposto de Renda (2.472.050) (=) Saldo Final em 31-12-X9 15.447.297 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO FINDO EM 31-12-X9 Capital Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros ou Prej. Acum. Total Saldo Inicial 39.000.000 14.133.600 1.122.215 6.878.058 61.133.873 Dividendos Distribuídos 0 0 0 (1.500.000) (1.500.000) Transferência 0 0 5.378.058 (5.378.058) 0 Ajuste Prov. IR 0 0 (1.614.239) 0 (1.614.239) Res. Invest. Incent. 0 547.454 0 0 547.454 Outros Acréscimos 0 22.368.007 2.305.719 0 24.673.726 Lucro Líquido Exercício 0 0 943.123 15.447.297 (16.390.420) 39.000.000 37.049.061 8.134.876 15.447.297 99.631.234 15. O caso da Cia. Incendiária A Cia. Incendiária, após um “inevitável” incêndio em seu escritório, fica impossibilitada de apresentar as Demonstrações Financeiras em 31-12-X4, pois seus livros contábeis foram total- mente destruídos. Todavia, seu contador, muito prestativo, informa à direção da empresa que dispõe de alguns relatórios contábeis em sua casa e que teria a máxima satisfação em trazê-los. Um tanto a contragosto dos diretores, o contador apresenta os relatórios: e-150 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-12-X3 Ativo Circulante Caixa e Bancos Dupls. a Receber Estoques Ativo Não Circulante Investimentos Imobilizado Total Passivo Circulante Fornecedores Empréstimo Bancário Outras Contas Não Circulante Financiamentos (ELP) Patrimônio Líquido Capital Reserva Legal Lucros Acumulados* Total 300.000 1.800.000 1.200.000 400.000 2.000.000 1.600.000 1.200.000 200.000 800.000 1.200.000 500.000 200.000 3.300.000 2.400.000 5.700.000 3.000.000 800.000 1.900.000 5.700.000 10 a) Demonstração de Resultados para o Período de 1o-01-X3 a 31-12-X3 b) Alguns lembretes: o lucro do exercício X4 foi de $ 900.000; houve um aumento de Capital para $ 2.000.000, sendo que a metade do aumento foi em dinheiro, no final do ano, e a outra metade em Lucros Acumulados. “Estas coisas a gente não esquece facilmente”, diz o contador. c) No dia seguinte, o contador aparece com um papel semidestruído, dizendo o seguinte: “Encontrei nos destroços do incêndio um pedaço do recibo-pagamento de dividendos. Aqui está, distribuímos este ano (X4) $ 500.000 de dividendos. Valeu a pena esmerilhar os destroços”. A empresa não faz outras reservas (exceto as constantes do PL de X3). Apresente a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da Cia. Incendiária. * Esse saldo não deverá constar mais nas S.A. CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-151 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I * Conforme a Lei das S.A., o saldo deveria ser zero. 1. Cia. Administrativa – Com os dados do PL, apresente a Demonstração das Mutações do PL. Cia. Administrativa I 31-12 Em $ mil ATIVO PASSIVO e PL Circulante 19X1 19X2 Circulante 19X1 19X2 Disponível 100 300 Fornecedores 400 1.000 Dupl. Receber 1.000 2.000 Contas a Pagar 200 340 Estoque 800 1.500 Emprést. a Pagar 1.500 4.310 Desp. Exerc. Seguinte 100 200 Dividendo a Pagar – 660 I. Renda a Pagar – 2.100 2.000 4.000 2.100 8.410 Não Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Financiamentos (ELP) 1.400 3.000 Emprést. a Coligadas 500 1.000 Investimentos 1.000 8.000 Patrimônio Líquido Imobilizado 2.000 7.000 Capital 1.500 3.000 (–) Deprec. Acumul. (200) (800) Res. Capital 200 1.900 Intangível 1.000 2.800 Ajustes de Avaliação Patrimonial 50 100 (–) Amort. Acumul. (800) (2.000) Res. Legal 100 387,5 Total do NC 3.500 16.000 Res. Estatutária 50 475 Res. de Contingência 20 40 Res. Orçamentária 30 435 Res. de Lucros a Realiz. 40 1.992,5 Lucros Acumulados* 10 260 2.000 8.590 TOTAL 5.500 20.000 TOTAL 5.500 20.000 11 a) DRE Em $ mil 19X2 Receita Bruta (–) Deduções Receita Líquida (–) Custo do Produto Vendido Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais Vendas Administrativas Financeira (–) Receita Financeira Variação Cambial (+) Resultado da Equivalência Patrimonial Lucro Operacional (+) Outras Receitas Operacionais (+) Ganhos Extraordinários Lucro Antes do I. Renda (–) Prov. I. Renda Lucro Líquido (6.000) 1.400 (1.400) 40.000 (4.000) 36.000 (16.000) 20.000 (6.000) (9.000) (6.000) 4.000 3.000 2.000 1.100 6.100 (2.100) 4.000 e-152 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 2. Exercício Completo – Cia. Amplitude I A seguir, temos os dados da Cia. Amplitude referentes ao término do ano de X6. Num pri- meiro plano, apresentamos o Balanço Patrimonial e, em seguida, os dados de X7. Com base nessas informações, pede-se: 1. Complete o Balanço Patrimonial em 31-12-X7. 2. Elabore a Demonstração do Resultado do Exercício para o período de X7. 3. Estruture a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Caixa 10.000 - - - - - Fornecedores 5.000 - - - - - Duplicatas a Receber 15.000 - - - - - Juros a Pagar –0– - - - - - Estoques 30.000 - - - - - Imposto de Renda –0– - - - - - Aplicações Financeiras –0– - - - - - Dividendos a Pagar –0– - - - - - Total do Circulante 55.000 - - - - - Partic. Administr. a Pagar –0– - - - - - Total Circulante 5.000 - - - - - Não Circulante Emprést. a Coligadas (RLP) 12.000 - - - - - Não Circulante Investimento 8.000 - - - - - Financiamentos a Pagar –0– - - - - - Imobilizado 14.000 - - - - - Intangível –0– –0– Patrimônio Líquido Total do N.C. 22.000 - - - - - Capital 60.000 - - - - - Reserva Legal 4.000 - - - - - Reserva Estatutária 8.000 - - - - - Ajustes de Avaliação Patrimonial –0– - - - - - Lucros Acumulados* 12.000 - - - - - Total do Patr. Líquido 84.000 - - - - - Total 89.000 - - - - - Total 89.000 - - - - - * Pela Lei das S.A., o saldo de Lucros Acumulados deverá ser zero. Operações de X7 1. A empresa vendeu, noperíodo, $ 100.000, sendo que 80% foram recebidos. O saldo de Du- plicatas a Receber em 31-12-X6 foi totalmente recebido em X7. 2. A empresa pagou sua conta Fornecedores, porém comprou mais $ 40.000 de Mercadorias para Estoques, sendo que $ 10.000 ainda não foram pagos a seus Fornecedores. 3. Dos $ 70.000 de Mercadorias em Estoques (EI + Compras), sobraram, no final do ano, $ 25.000 (Estoque Final). Dessa forma, o Custo da Mercadoria Vendida foi de $ 45.000. 4. Dos Empréstimos a Coligadas no Realizável a Longo Prazo (Não Circulante), a empresa re- cebeu $ 7.000. 5. Em Aplicações em Outras Empresas, no subgrupo Investimentos, houve acréscimo de $ 4.000 por novas aquisições à vista. 6. No item Imobilizado, houve novas aquisições no valor de $ 10.000 no início do ano. Essa aquisição é fruto de um financiamento com dois anos de carência, sendo considerados juros de 20% ao ano, ainda não pagos. No final de X6, o item Imobilizado, depreciado a 10% ao ano, apresentava: CAP. 17 Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados e Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido | e-153 Imobilizado Bruto $ 20.000 (–) Depreciação Acumulada ($ 6.000) 14.000. 7. A empresa teve aumento de Capital em dinheiro no valor de $ 20.000. 8. Em termos de apuração de Resultado, constataram-se Despesas de Vendas de $ 12.000 e Ad- ministrativas de $ 8.000, ambas totalmente pagas. 9. O Imposto de Renda é 15% sobre o lucro apurado na Demonstração do Resultado, já que não houve nem um ajuste a fazer. 10. Nesse período, foi decidido calcular 20% do Lucro após o Imposto de Renda como Participa- ção dos Administradores, que será pago em X8. 11. A empresa costuma fazer Reserva Legal (5%) e Reserva Estatutária (10%), ambas sobre o Lucro Líquido. 12. Sobre o Lucro Líquido do exercício, foram provisionados Dividendos à base de 35%, que serão pagos no ano seguinte. 13. No final do ano, a empresa aplicou, no mercado financeiro, $ 53.000. 14. Após fazer a Depreciação do ano X7, no último momento do ano, a empresa faz uma Compra de seu Imobilizado, acrescentando $ 14.000, financiados por dois anos. EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II 1. Ajude na reelaboração da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados da Empresa Maluca em 31-12-X0. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Empresa Maluca Discriminação Exercício Findo em 31-12-X0 Saldo no início do período 1.500 Reserva de lucros a realizar (50) Reserva orçamentária (300) Saldo disponível 1.150 Lucro líquido do exercício 1.480 Reversão de reserva de lucros a realizar 130 Mudança de critério contábil (46) Dividendos a distribuir (750) Reserva legal (74) Saldo ao final do período 1.890 2. Observe a DMPL estruturada pelo Sr. Sabe Tudo para a Cia. 100% em 31-12-X3: DEMONS- TRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO. Dados para elaboração da DMPL em 31-12-X4: Movimentações Reservas de Lucros Reserva de Capital Lucros acumulados TotalLegal Orçamentária Ágio emissão de ações Capital realizado Lucros a realizar Saldo 31-12-X3 250 200 50 1.000 75 300 1.875 - - - e-154 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Dados para elaboração da DMPL em 31-12-X4: – Lucro do exercício $ 850 – Reserva legal 5% do lucro líquido – Dividendos distribuídos ajustados 50% do lucro – Reversão de lucros a realizar $ 15 – Reserva para contingências $ 96 – Ajustes de exercícios anteriores $ 20 – Aumento de capital com reserva legal $ 50 Pede-se: Apresente um novo demonstrativo corretamente estruturado em 31-12-X4. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Por que se diz que a Demonstração dos Fluxos de Caixa é Dinâmica? 2. Em rigor, como deveríamos intitular a Demonstração do Fluxo de Caixa? E por que não o fazemos? 3. Por que a DFC é uma importante “ferramenta” para o Gerente Financeiro? 4. “O Fluxo de Caixa Projetado visa definir um montante no Caixa adequado para cobrir os compromissos que vão surgindo”. O que se faz quando detectamos que o dinheiro será insuficiente para fazer frente aos compromissos? E qual seria sua atitude se constatasse que tinha havido excesso de recursos financeiros em determinado período? 5. Quais são as formas distintas em que pode ser elaborada a DFC? Qual é a forma ideal? Justifique. 6. Enumere quais são as principais transações que: a) Aumentam o Disponível. b) Diminuem o Disponível. c) Não afetam o Disponível. Quais são as Demonstrações Financeiras indicadas que servirão de base para a elaboração do Fluxo de Caixa? 7. Quais são as técnicas recomendadas para determinar o valor que afetou o Caixa por Dupli- catas a Receber e Fornecedores? Exemplifique. 8. Elabore a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC). BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Canecão Em $ mil ATIVO PASSIVO e PL 31-12-X4 31-12-X5 31-12-X4 31-12-X5 Circulante Disponível Não Circulante Imobilizado 3.000 1.000 6.000 1.000 Circulante Patrim. Líquido Capital Lucros Acumulados – 4.000 – – 4.000 3.000 Total 4.000 7.000 Total 4.000 7.000 Demonstração dos Fluxos de Caixa (Demonstração do Fluxo Financeiro) 18 e-156 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DRE NO PERÍODO X5 Cia. Canecão Em $ mil Receita 10.000 Despesas (7.000) L. Líquido 3.000 9. Elabore a DFC, considerando os dados a seguir. BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Correção Em $ mil ATIVO PASSIVO e PL 31-12-X5 31-12-X6 31-12-X5 31-12-X6 Circulante Disponível Não Circulante Imobilizado 3.000 1.000 4.380 1.600 Circulante Imposto de Renda a Pagar Patrim. Líquido Capital L. Acumulados – 4.000 – 450 4.000 1.530 Total 4.000 5.980 Total 4.000 5.980 DRE NO PERÍODO X6 Cia. Correção Em $ milhões Receita Bruta 10.000 (–) Custos/Despesas (7.000) Lucro Operacional 3.000 (–) Correção Monetária (1.800) Lucro Antes do IR 1.200 (–) Provisão p/IR (450) Lucro Líquido 2.550 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Cia. Correção Em $ milhões Saldo no início de X6 0 Lucro do exercício 2.550 (–) Distribuição de Dividendos (1.020) Saldo no final do Período 1.530 10. Explique quando o Capital é aumentado com recursos particulares dos próprios sócios e não afeta o caixa. 11. Assinale com um X as contas que, no momento de sua origem (no momento do lançamento contábil), afetam o caixa. ( ) Ajustes de Avaliação Patrimonial ( ) Dupl. a Receber CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-157 ( ) Vendas à Vista ( ) Contas a Pagar ( ) Variação Cambial ( ) Depreciação ( ) Provisão para Devedores Duvidosos ( ) Estoques ( ) Aquisição de Máquinas (à vista) ( ) Aumento de Capital c/ Reservas ( ) Aumento de Investimento pelo Método de Equivalência Patrimonial ( ) Lançamento de Juros a Pagar ( ) Lucros Acumulados ( ) Dividendos a Pagar 12. Elabore a DFC da Cia. Amnésia. BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Amnésia Em $ mil 31-12-X7 31-12-X8 31-12-X7 31-12-X8 Circulante Caixa D. Receber (Valor Líquido) Estoques Desp. Antecipadas (seguros) Total do Circulante Não Circulante Realizável a Longo Prazo Tít. a Receber Investimento Ações Imobilizado Diversos (–) Deprec. Acumulada Intangível Marcas e Patentes (–) Amortização Total Não Circulante 100 500 1.000 100 ____________ 1.700 2.000 500 2.500 (500) 500 (50) 450 4.950 1.000 1.000 1.800 200 ____________ 4.000 1.000 700 3.000 (1.100) 500 (100) 400 4.000 Circulante Fornecedores Comissões a pagar Pró-labore a pagar Juros a pagar Salários a pagar Emprést. Bancários Total do Circulante Não Circulante Financiamento (ELP) Patrimônio Líquido Capital Prejuízos Acumulados Total do PL 500 100 100 – 200 2.000 2.900 1.000 3.000 (250) 2.750 1.000 200 200 1.500 500 3.000 6.400 1.500 3.900 (3.800) 100 Total 6.650 8.000 Total 6.650 8.000 e-158 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Cia. Amnésia Em $ milhões Vendas Brutas (–) IPI Vendas Líquidas (*) CPV – (Gastos Gerais de Fabricação = $ 1.100) (–) Despesas Operacionais e Não Operacionais Comissão de VendedoresProvisão para Devedores Duvidosos Depreciação Amortização Despesas de Seguros Variação Cambial Pró-labore Desp. com Juros Desp. com Salários Multas Fiscais Outras Despesas Prejuízo (10.000) 2.250 20.000 (3.000) 17.000 7.000 550 100 600 50 100 500 600 1.500 1.000 3.000 (10.550) (3.550) * CPV = EI + GGF – EF. Haveria uma explicação lógica para o exercício 12, uma vez que a empresa deu um prejuízo de $ 3.550 milhões e seu caixa ainda aumentou de $ 900 milhões? 13. Faça a Demonstração dos Fluxos de Caixa para a Empresa Y, a partir dos seguintes dados (em $ milhões): ATIVO 31-12-X7 31-12-X8 PASSIVO 31-12-X7 31-12-X8 Disponibilidade 10.000 10.000 Fornecedores 90.000 150.000 Clientes 100.000 68.000 Dív. Longo Prazo 90.000 20.000 Estoques 70.000 119.000 Capital 50.000 80.000 Desp. Antec. 5.000 8.000 Reservas (15.000) 5.000 Imobilizado 50.000 80.000 Depr. Acumul. (20.000) (30.000) _______________ _______________ 215.000 255.000 215.000 255.000 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-159 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE X8 Vendas 300.000 (–) CMV (200.000) LB 100.000 Despesas Operacionais De Vendas 10.000 Administração 10.000 Financeiras 20.000 Depreciação 20.000 (60.000) 40.000 Prejuízo Venda Imobilizado (5.000)* Lucro Líquido 35.000 Distribuição Lucro Aumento Capital 10.000 Dividendos 5.000 Reservas 20.000 Total 35.000 * Venda 15.000 (–) Valor Contábil Valor de Compra 30.000 (–) Deprec. Ac. (10.000) (20.000) Prejuízo 5.000 14. Elabore a Demonstração dos Fluxos de Caixa da Cia. Juliana. BALANÇO PATRIMONIAL EM 31-12 Cia. Juliana Em $ milhões ATIVO X5 X6 Circulante Caixa e Bancos Duplicatas a Receber Provisão p/ Devedores Duvidosos Estoque Soma Não Circulante Imóveis Máquinas e Equipamentos (–) Depreciação Acumulada Soma Total do Ativo 250 (5) 200 (60) 100 245 300 645 500 140 640 1.285 350 (10) 320 (90) 710 120 340 400 860 500 230 730 1.590 e-160 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 20X5 20X6 PASSIVO e PL Circulante Fornecedores Empréstimos Bancários Tributos e Contribuições Soma Não Circulante Financiamentos (ELP) Patrimônio Líquido Capital Lucros Acumulados Soma Total Passivo + Patrimônio Líquido 220 150 80 450 300 400 135 535 1.285 260 220 130 610 320 500 160 660 1.590 Dados Adicionais: a) Aquisição de novas máquinas, no valor de $ 120.000.000, feita em 03-12- X6, depreciação em dez anos. b) Em 29-12-X6, foi obtido financiamento adicional de $ 20.000.000 com vencimen- to para 29-12-X8. Nenhum pagamento foi efetuado com relação ao financiamento de $ 300.000.000, pois este conta com prazo de carência de dois anos. c) Aumento de capital feito em 30-04-X6, mediante novas subscrições totalmente integrali- zadas nessa data em moeda corrente. d) Movimento de empréstimos bancários em X6: Em $ milhões Data 1o trim. 2o trim. 3o trim. 4o trim. Ano Líquido recebido p/ Empréstimos no início do período 140 140 205 205 690 Juros debitados a Resultados no fim do período 10 10 15 15 50 Pagamentos efetuados no início de cada trimestre, relativamente ao trimestre anterior. Em $ milhões Empréstimos Juros 140 140 140 205 625 10 10 10 15 45 150 150 150 220 670 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-161 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO Em $ milhões Período de 1o-01-X6 31-12-X6 Vendas (–) CMV Estoque Inicial Compras Estoque Final Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais Despesas Gerais Depreciação Prov. p/ Devedores Duvidosos Juros Lucro Operacional Resultados Eventuais (Multas Fiscais) Lucro Líquido 300 1.900 400 960 30 10 50 3.000 (1.800) 1.200 (1.050) 150 (10) 140 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS ACUMULADOS Em $ milhões Saldo em X5 (–) Dividendos pagos em 30-06 Saldo para Exercício Seguinte (+) Lucro Líquido em X6 Saldo em 31-12 100 (80) 20 115 135 135 (115) 20 140 160 15. O caso da Cia. Avançada Quando o Controller da Cia. Avançada apresentou as seguintes demonstrações para o Con- selho de Administração no fim do ano 2, a reação dos membros do Conselho foi muito favorável. DEMONSTRAÇÃO COMPARATIVA DOS RESULTADOS DOS EXERCÍCIOS Cia. Avançada Em $ 10.000 X5 X4 Vendas Líquidas 9.700 6.800 (–) Custos das Mercadorias Vendidas 5.900 4.800 Lucro Bruto 3.800 2.000 Despesas Operacionais (Depreciação inclusa) (1.800) (1.400) Lucro antes do IR 2.000 600 IR (900) (250) Lucro depois do IR 1.100 350 e-162 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion POSIÇÃO FINANCEIRA COMPARATIVA EM 31-12 Cia. Avançada Em $ 10.000 X5 X4 Ativo Circulante Menos: Passivo Circulante Capital Circulante Líquido Ativo Não Circulante (Depreciação Dim.) Total do Ativo Menos o Passivo Circulante 4.100 2.000 2.100 9.700 11.800 3.950 2.250 1.700 6.500 8.200 Financiado pelos seguintes recursos a Longo Prazo: Passivo Exigível a Longo Prazo Capital ($ 50,00 por ação) Lucros Acumulados Total de Recursos a Longo Prazo 2.500 5.000 4.300 11.800 – 5.000 3.200 8.200 (Repare que o lucro após o IR subiu de $ 3,50 por ação para $ 11,00 por ação.) Um membro do Conselho propôs que fosse distribuído um dividendo substancial. “Nosso Capital Circulante Líquido subiu $ 4.000.000, portanto nós podemos fazer a distribuição para os acionistas”. A isto o Controller replicou que a posição do Caixa da Cia. era precária e apontou para o fim do ano X5, em que o disponível era de $ 1.500.000, acusando uma diminuição em relação ao fim do ano X4, quando o saldo era $ 14.500.000. O Controller também lembrou ao Conselho que a Cia. comprou um equipamento novo durante o ano X5 no valor de $ 40.000.000. Quando um diretor do Conse- lho pediu uma explicação do aumento de $ 4.000.000 no Capital Circulante Líquido, o Controller apresentou o seguinte demonstrativo (em $ 10.000): EFEITOS NO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Em $ 10.000 Aumentos no Capital Circulante Líquido Contas a receber (aumento) Estoques (aumentos) Despesas Antecipadas (aumentos) Contas a pagar (diminuição) Despesas a pagar (diminuição) Diminuições no Capital Circulante Líquido Disponível Imposto de Renda a pagar (aumento) Aumento no Capital Circulante Líquido durante o ano X5 1.300 650 830 450 170 620 280 2.350 (1.950) 400 Após examinar esta demonstração, o membro do Conselho balançou a cabeça e disse: “Ainda continuo não entendendo como a nossa posição financeira pode ser tão insignifican- te, em face dos fatos de que o lucro após o IR triplicou e que o Capital Circulante Líquido teve um aumento substancial.” Pede-se: a) Prepare uma Demonstração do Resultado do Exercício para o ano X5 com base nos de- monstrativos apresentados, utilizando o critério de regime de caixa. CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-163 b) A partir da informação em a, com base no demonstrativo da Posição Financeira Compa- rativa, prepare um demonstrativo do Fluxo de Caixa para o ano X5, explicando a diminui- ção de $ 1.300.000 no disponível. c) Prepare um Demonstrativo Contábil para explicar o aumento no Capital Circulante Líquido da Cia. Avançada em forma mais aceitável. d) Apresente uma Nota Explicativa para o membro do Conselho. EXERCÍCIO SUPLEMENTAR 1. Cia. Grampo BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO e PL Circulante 2003 2004 2005 Circulante 2003 2004 2005 Disponível Duplicatas a Receber Estoque Não Circulante Investimentos Imobilizado 1.000 4.000 5.000 10.000 5.000 5.000 1.500 6.000 7.500 15.000 10.000 10.000 2.000 7.000 11.000 20.000 20.000 10.000 Diversos a pagar Fornecedores Não Circulante Financiamento a pagar (ELP) Patrimônio Líquido Capital + Reservas 4.000 1.000 5.000 5.000 10.000 8.000 2.000 10.000 5.000 20.000 15.000 3.000 18.000 2.000 30.000 TOTAL 20.000 35.000 50.000 20.000 35.000 50.000 DRE 2003 2004 2005 Vendas (–) Custos* 30.000 (5.000)* 45.000 (10.000)* 60.000 (15.000)* Lucro Bruto (–) Despesas De vendasAdministrativas Financeiras 25.000 (2.000) (4.000) (10.000) 35.000 (4.000) (5.000) (11.000) 45.000 (6.000) (6.000) (18.000) Lucro Operacional (–) Imposto de Renda 9.000 (4.000) 15.000 (5.000) 15.000 (5.000) Lucro Líquido 5.000 10.000 10.000 * Compras = ? CMV = EI + C – EF e-164 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA (MODELO DIRETO) 2003 2004 Saldo Inicial Entradas Vendas Aumento de Capital (Reservas) Subtotal (–) Saídas Compras Investimentos Imobilizado Despesas Operacionais Imposto de Renda Pagamento de Financiamento Total de saídas 1.000 43.000 – 44.000 (11.500) (5.000) (5.000) (16.000) (5.000) – (42.500) 1.500 59.000 – 60.500 (17.500) (10.000) – (23.000) (5.000) (3.000) 58.500 Saldo Final 1.500 2.000 Pede-se: 1. Após estruturar adequadamente os Fluxos de Caixa (Caixa Operacional, Investimento e Financia- mento), faça uma análise indicando como poderia ser melhorado esse fluxo da empresa. 2. Faça a DFC – Modelo Indireto – e tente melhorar suas conclusões. EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Cia. Elisantina BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO 31-12-X7 31-12-X8 PASSIVO 31-12-X7 31-12-X8 Disponibilidade Clientes Estoques Investimentos Imobilizado Depr. Acumul. 10.000 100.000 70.000 5.000 50.000 (20.000) 215.000 10.000 68.000 119.000 8.000 80.000 (30.000) 255.000 Fornecedores Dív. Longo Prazo Capital Reservas 90.000 90.000 50.000 (15.000) 215.000 150.000 20.000 80.000 5.000 255.000 CAP. 18 Demonstração dosFluxos de Caixa(Demonstração do Fluxo Financeiro) | e-165 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE X8 Vendas (–) CMV LB (–) Despesas Operacionais De Vendas Administração Financeiras Depreciação (–) Imposto de Renda Lucro Líquido (10.000) (20.000) (20.000) (10.000) 300.000 (200.000) 100.000 (60.000) 40.000 (5.000) 35.000 Distribuição Lucro Aumento Capital Dividendos Reservas Total 10.000 5.000 20.000 35.000 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Modelo Direto Modelo Indireto Saldo em 31-12-X7 10.000 Lucro do Exercício 35.000 Entrada (+) Depreciação 10.000 Vendas Recebidas 330.000 45.000 Aum. Capital 20.000 Capital de Giro 360.000 Redução de Clientes 32.000 Aumento de Estoque (49.000) Saídas Aumento Fornecedores 60.000 Compras Pagas (189.000) 88.000 Compras Investimentos (3.000) Novos Investimentos Compra de Imobilizado (30.000) Imobilizado (30.000) Pagamentos de Financ. (70.000) Investimentos (3.000) Pagto. de Dividendos (3.000) (33.000) Despesas Pagas (50.000) Financiamentos I. Renda Pago (5.000) (350.000) Aum. Capital 20.000 Saldo em 31-12-X8 10.000 (–) Dividendos (5.000) Amortização de Dívidas (70.000) (55.000) Variação no Caixa Pede-se: 1. Estruture as Demonstrações dos Fluxos de Caixa (Modelos Direto e Indireto), para fins de análise, dividindo-se os grupos Operacional, Investimento e Financiamento. 2. Compare o Fluxo Financeiro com o Econômico e analise as variações. QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. É correto afirmar que Notas Explicativas são mais uma das Demonstrações Financeiras? Explique. 2. Relacione as principais Evidenciações (Disclosure). 3. Quais as principais informações que deverão estar contidas em Notas Explicativas? 4. “Senhores Acionistas, Submetemos à sua apreciação o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultados e demais documentos relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de X7, com o parecer dos Auditores. A nossa empresa, nos seus 24 anos de atividades, seguindo a orientação de sua empresa líder, desenvolveu trabalho intenso e produtivo, conseguindo, no exercício que se encerra, alcançar as metas programadas. Os resultados adiante apresentados comprovam o empenho dedicado aos objetivos da nossa empresa no sentido de, mediante uma eficiente administração, atingir a rentabilidade necessária à justa remuneração do capital acionário e à obtenção dos re- cursos destinados aos investimentos em reposição e expansão que propiciaram a manutenção da sua posição de destaque no mercado. A produção foi significativamente aumentada, justificando o montante de investimentos apresentados. Merece particular destaque, no setor industrial, a conclusão da fábrica de rações em Campinas e a transferência da produção de São Paulo para essa unidade, além da aquisição de uma área de terra em Jupiaba – Paraná, para futura implantação do parque industrial. Dedicou-se especial atenção aos processos de fabricação, proporcionando aos profissio- nais especializados estágios de aperfeiçoamento no país e no exterior, a fim de que fosse manti- da perfeitamente atualizada a tecnologia, bem como a introdução de novos processos. Iniciaram-se exportações por meio do Departamento de Exportações de nossa empresa. Além da judiciosa administração, do tratamento dispensado à produção e do destaque emprestado aos recursos humanos, sobressaiu-se a atenção dedicada à área mercadológica. Adeptos da assertiva (são os grandes desafios que provocam as grandes respostas), traba- lhamos com afinco para conseguir superar todas as dificuldades, cientes, no entanto, de que isso só foi possível graças à confiança depositada pelos senhores acionistas nos dirigentes da Sociedade, à preferência do público consumidor, à dedicação e à colaboração dos diretores e funcionários, à cooperação dos fornecedores, bem como ao apoio das autoridades federal, estaduais e municipais. A todos apresentamos nossos agradecimentos.” � Que tipo de evidenciação é essa que acabamos de descrever? � Você acha que o objetivo da evidenciação foi atendido? Comente. Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-167 5. A que tipo de evidenciação se referem os quadros seguintes? 1. ESTOQUES Em $ mil Produtos acabados Produtos em elaboração Matérias-primas Materiais auxiliares Importações em andamento 121.256 214.097 77.155 22.437 5.487 440.432 2. IMOBILIZADO Em $ mil Custo Corrigido Depreciação Acumulada Líquido Terrenos 95.321 – 95.321 Edifícios e construções 281.080 41.362 239.718 Máquinas e instalações 979.083 638.027 341.056 Móveis e utensílios 105.646 47.982 57.664 Bens de transporte 18.154 11.588 6.566 Imobilizações em curso 1.479.284 738.959 740.325 57.625 – 57.625 1.536.909 738.959 797.950 6. A seguir, encontramos explicações sobre os Financiamentos da empresa. Tais informações deverão ser evidenciadas como complemento às Demonstrações Financeiras? Se afirmativo, em que evidenciação destacaremos? FINANCIAMENTOS Os vencimentos das obrigações contraídas com instituições financeiras a longo prazo acham-se assim escalonados: Em $ mil X0 X1 X2 X3 X4 X5 X6 Total 23.788 20.348 17.009 16.102 12.811 8.797 8.183 107.038 16.717 14.216 6.528 959 – – – 38.420 40.505 34.564 23.537 17.061 12.811 8.797 8.183 145.458 Com exceção de alguns financiamentos preferenciais à exportação a 8% ao ano (pré-pagos), os demais encargos situam-se como segue: Moeda estrangeira � De um mínimo de 6% ao ano mais variação cambial até um máximo de 9% ao ano mais variação cambial. e-168 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Moeda nacional � De um mínimo de 2% ao ano a um máximo de 7% ao ano mais correção monetária da dívida, limitada a 20% ao ano (TR). Tendo por objetivo garantir as taxas de câmbio e demais encargos financeiros sobre os fi- nanciamentos de capital de giro em moeda estrangeira, são mantidos depósitos específicos em instituições financeiras, conforme contemplado em resolução do Banco Central do Brasil. Bens do imobilizado ($ 103.051), ações de nossa coligada ($ 22.812) e notas promissórias e letras de câmbio de emissão ou aceite de nossa empresa ($ 109.535) garantem os financiamentos. 7. Assinale com X as informações que deverão ser evidenciadas em Notas Explicativas. ( ) A receita operacional bruta de vendas passou a excluir IPI de $ 136.862, quando no exercício anterior oIPI era incluído nessa rubrica. ( ) A receita operacional líquida de vendas passou a excluir ICMS, PIS e ISS. No exercício anterior, o ICMS, o PIS e o ISS eram incluídos em despesas de vendas. ( ) As despesas de vendas passaram a incluir os gastos fixos de comercialização que, no exercício anterior, estavam contidos em despesas administrativas. ( ) As despesas com pesquisas tecnológicas que, no exercício anterior, estavam contidas em despesas administrativas, passaram a ser demonstradas em separado. ( ) Passamos a destacar, no grupo Disponível, a conta Caixa Pequena. ( ) O Valor Patrimonial da Ação passou de $ 1,20 para $ 1,50. ( ) Depreciação acelerada de $ 21.169 mil, referente aos bens adquiridos sob projeto apro- vado pelo Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI), deixou de ser incluída no custeio da produção a partir de X8, sendo considerada somente para fins de apuração do lucro tributável. Essa alteração ocasionou um aumento, por cifra correspondente, do lucro do exercício antes do Imposto de Renda; resultou ainda na contabilização, como passivo a longo prazo, do Imposto de Renda correspondente. ( ) Investimentos em empresas controladas: Em $ mil Participação e posição na Cia. Centro Mineral Capital social Ações possuídas ($ 1) Ordinárias nominativas Preferenciais nominativas Total Participação no capital social Patrimônio líquido Lucro do exercício $ 67.188.544 48.734.603 18.443.035 67.177.638 99,98% $ 82.138.040 $ 505.499 8. Indique que tipo de evidenciação é discriminada a seguir. “Examinamos a Demonstração Financeira da Mimi S.A. em 31 de maio de X8 e as corres- pondentes demonstrações das mutações patrimoniais do exercício findo nessa mesma data. Efe- tuamos nosso exame consoante padrões reconhecidos de auditoria, incluindo revisões parciais dos livros e documentos de contabilidade, bem como aplicando outros processos técnicos de auditoria na extensão que julgamos necessária, de acordo com as circunstâncias. Somos de parecer de que as referidas demonstrações financeiras são fidedignas demonstra- ções da posição financeira da Mimi S.A. em 31 de maio de X8, do resultado das operações, das mutações patrimoniais e da origem e aplicação de recursos do exercício, de conformidade com os princípios contábeis geralmente adotados e aplicados de maneira consistente em relação ao exercício anterior.” CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-169 9. Das Notas Explicativas a seguir, indique (se houver) casos dispensáveis de evidenciação. a) Os ativos realizáveis e os passivos exigíveis em prazo de até um ano são apresentados como circulantes. b) Os títulos e valores mobiliários (LTN) são demonstrados a valores de mercado. c) A provisão para devedores duvidosos é constituída respeitando o limite legal admitido para efeitos tributários, que se estima ser suficiente para cobrir eventuais perdas nas con- tas a receber. d) Os estoques são demonstrados ao custo médio das compras ou produção, inferior aos custos de reposição ou aos valores de realização. As importações em andamento são de- monstradas ao custo acumulado de cada importação. e) As obrigações são ajustadas ao valor de mercado. Os juros são contabilizados pelo regime de competência e apresentados no ativo circulante. f) Os depósitos para investimentos por incentivos fiscais e os certificados para aplicação são demonstrados ao custo e apresentados no ativo realizável a longo prazo. Os depósitos feitos a partir de X8 são contabilizados em contrapartida à reserva de capital. Os investi- mentos em incentivos fiscais estão demonstrados ao custo acrescido de bonificações até junho de X8. Os investimentos em projeto próprio estão referidos no item (g) a seguir. g) Os investimentos em empresas controladas são demonstrados com base na participação proporcional no patrimônio líquido contábil das controladoras (método da equivalência patrimonial). h) O imobilizado é demonstrado ao custo de compra ou construção. i) A depreciação é computada pelo método linear e absorvida parte no custeio da produção e parte diretamente no resultado. As taxas utilizadas levam também em conta a estimati- va de vida útil-econômica dos bens. j) A provisão para férias e encargos sociais é constituída com base no regime de competên- cia e distribuída parte no custeio da produção e parte diretamente no resultado. k) A provisão para Imposto de Renda, incluindo a parcela destinada a aplicações em incen- tivos fiscais, é calculada à razão de 15% do lucro ajustado para fins fiscais. O Imposto de Renda sobre o lucro ajustado para fins fiscais e correspondente ao ano-base é demonstra- do no passivo circulante; a diferença entre a provisão apresentada no passivo circulante e o encargo contabilizado no resultado, segundo o regime de competência, está demons- trada no passivo a longo prazo. l) Despesas com pesquisas tecnológicas visando ao aperfeiçoamento e desenvolvimento de produtos e processos de fabricação são levadas ao resultado quando incorridas. 10. No parecer dos auditores a seguir descrito, relacione algumas informações que estão desa- tualizadas. PARECER DOS AUDITORES “Examinamos o Balanço Geral da Cia. Armamento, levantado em 31 de março de X6, e o correspondente Demonstrativo de Resultados, referente ao exercício compreendido entre 1o de abril de X5 e 31 de março de X6, inclusive as notas explicativas que fazem parte integrante das demonstrações financeiras. Efetuamos nosso exame consoante padrões usuais de auditoria e de acordo com as nor- mas gerais estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, incluindo revisões parciais dos livros, documentos contábeis e outros procedimentos técnicos, na extensão que julgamos necessária, de acordo com as circunstâncias. Em nossa opinião, o Balanço Geral e o Demonstrativo de Resultado acima referidos repre- sentam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Cia. Armamento, e o resultado de suas operações no exercício findo naquela data, de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos e aplicados de maneira consistente em relação ao exercício anterior.” São Paulo, 10 de maio de X6. e-170 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 11. Cite outros exemplos que você conhece (além do texto) de informações entre parênteses (evidenciações). 12. Para atender fielmente à legislação em vigor, o administrador financeiro de uma empresa prestadora de serviços determinou a mudança do método de depreciação de saldo decres- cente para linha reta. O Ativo Imobilizado da empresa totaliza $ 60.000 e o Lucro Líquido deverá atingir um milhão de reais. O administrador, preocupado com a comparabilidade das demonstrações financeiras periódicas e com a alteração no lucro, determina que seu conta- dor destaque em notas explicativas a referida mudança de método. Comente o procedimento desse administrador. 13. As afirmações em Relatórios da Diretoria, tais como: “Confiamos no futuro. Temos perspec- tivas excelentes de incontidos lucros. Acreditamos no nosso País e na nossa empresa”, são úteis como uma boa evidenciação? 14. Analise, semelhantemente, a seguinte evidenciação: RELATÓRIO DA DIRETORIA “O setor de fertilizantes enfrenta, já há algum tempo, uma situação que vem exigindo espe- cial atenção da parte de seus dirigentes, em decorrência, basicamente, da falta de compatibiliza- ção dos programas governamentais para a autossuficiência de insumos básicos e de fertilizantes, com a política de incentivos à agropecuária. Os custos mais elevados das matérias-primas de produção nacional implicaram preços cada vez mais altos dos fertilizantes, o que foi considerado pelo Governo ‘inconveniente’ para a lavou- ra, que vem reduzindo a margem de comercialização, principalmente para a fase especializada na composição e distribuição de adubos. Essa redução resulta em crescentes dificuldades para esse setor industrial, no sentido de manter o padrão de eficiência dos serviçosque tradicionalmente presta à lavoura, principalmente aos pequenos e médios agricultores.” Poderíamos dizer que as informações desta segunda evidenciação são relevantes? 15. O caso da Cia. Misturada O Sr. Confúcio, contador da Cia. Misturada, recebe uma série de Informações da Diretoria, do De- partamento de Contabilidade e dos Auditores para preparar as publicações das Demonstrações Finan- ceiras em jornais de grande circulação. Naquela tarde, o Sr. Confúcio recebe a visita de sua esposa e de seu filho, Trovão, na empresa. Enquanto o Sr. Confúcio conversa com sua esposa, Trovão mistura todas as informações que deveriam ser publicadas nos jornais. Percebendo a confusão preparada por Trovão, o Sr. Confúcio junta todos os papéis e começa a ordená-los na seguinte sequência: 1. Relatório da Diretoria. 2. Notas Explicativas. 3. Parecer dos Auditores. Vamos ajudar o Sr. Confúcio a ordenar as informações e a estruturar as evidenciações dadas. As informações são as seguintes: CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-171 a DIVIDENDOS E PARTICIPAÇÃO DA DIRETORIA O estatuto fixa dividendos mínimos obrigatórios de 25% do lucro líquido anual ajusta- do para todas as classes de ações, prevalecendo, com relação às ações preferenciais, o dividendo prioritário, não cumulativo, de 6% calculado sobre o valor nominal da ação. Em 20 de junho de X8, foi decidido distribuir ad referendum da Assembleia Geral Or- dinária dividendos no montante de $ 11.700, equivalentes a 5% do capital social. A participação dos diretores, dentro dos limites legais, será fixada na Assembleia Geral Ordinária. b O faturamento bruto alcançou $ 1,7 bilhão, ou seja 50,8% superior ao exercício ante- rior. O volume físico elevou-se a 480.000 t vendidas à lavoura, com um crescimento de 19%, expresso em nutrientes. O lucro líquido, antes do Imposto de Renda, representou 28,7% sobre o patrimônio médio, tendo o valor patrimonial atingido $ 2,63 por ação. Com a abertura dos novos Centros Administrativos de Venda – CAV em Passo Fundo, Cachoeira do Sul e São Borja (RS), Joaçaba (SC) e Patos de Minas (MG), nossa rede de atendimento abrange, atualmente, todos os Estados onde as atividades agropecuárias são significativas. Os 41 CAVs já implantados contam com a colaboração de mais de 2 mil representantes, orientados por 65 engenheiros agrônomos, para prestar serviços e suprir adubos a mais de 25 mil agricultores. Foi concluído o complexo industrial de Cubatão, iniciado em fins de 1974, alcançando sua capacidade nominal de produção (240.000 t/a de superfosfatos, 300.000 t/a de gran- ulados e 150.000 t/a de compostos misturados) e sua capacidade de estocagem (123.000 t de sólidos e 8.000 t de líquidos). c Descontos sobre duplicatas a receber – São registrados no regime de competência, isto é, provisionados no período em que as vendas são realizadas. Provisão para devedores duvidosos – É constituída respeitando o limite máximo ad- mitido para efeitos fiscais e a tradição demonstra ser suficiente para cobrir eventuais perdas na realização das contas a receber. Estoques – Avaliados ao custo médio semestral de aquisição ou produção, que não excede o valor de realização ou reposição. As importações em andamento são demonstra- das ao custo incorrido. d O sucesso da primeira unidade de nossa empresa, no NE, inaugurada em X7, no Recife (PE), justificou a implantação de uma nova unidade em Salvador (BA). Para atender ao cres- cimento da Região Centro, estão também em fase final de implantação mais duas unidades misturadoras, em Boituva (SP) e em Paranaguá (PR), para a produção de 200.000 t/a. Essas três novas unidades elevam a capacidade global de nossas instalações para 850.000 t/a de produto final para a lavoura. Estão em elaboração os estudos para duas novas unidades misturadoras que se abastecerão dos adubos fosfatados produzidos no Triângulo Mineiro. Iniciamos a construção da unidade de Rio Grande (RS), que deverá ter sua primeira fase concluída no último semestre de X9, com uma capacidade nominal de 120.000 t/a de superfosfatos, 150.000 t/a de granulados e 120.000 t/a de compostos misturados. A capacidade de estocagem dessa unidade será de 70.000 t. A construção da sede própria, em local tranquilo na periferia de São Paulo, compreen- dendo 7.600 m2 de área construída, com a inauguração prevista para o início de X9, virá proporcionar a dirigentes, funcionários e clientes um ambiente de maior funcionalidade e conforto, seja quanto ao trabalho, seja quanto ao atendimento. e-172 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion e Examinamos o Balanço Patrimonial encerrado em 31 de dezembro de X9 e as respec- tivas Demonstrações do Resultado, das Mutações do Patrimônio Líquido e das Origens e Aplicações de Recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data. Nosso exame foi efetuado de acordo com os padrões de auditoria geralmente aceitos e, consequente- mente, incluiu as provas nos registros contábeis e outros procedimentos de auditoria que julgamos necessários nas circunstâncias. • Imobilizado. As depreciações são calculadas pelo método linear, com base nas taxas per- mitidas pela legislação em vigor. • Investimento. As participações em empresas controladas ou coligadas são registradas ao custo. f Em nossa opinião, as referidas Demonstrações Financeiras representam, adequa- damente, a situação patrimonial e a posição financeira, em 31 de dezembro de X9, o resultado de suas operações, o movimento das contas do patrimônio líquido e a origem e aplicação de recursos, correspondentes ao exercício findo naquela data, de acordo com os princípios de contabilidade geralmente aceitos, aplicados, com as adaptações introduzidas pela nova legislação em vigor, de maneira uniforme em relação ao exercício anterior. g Nossa empresa está comemorando seus 30 anos de atividades em prol da agropecuá- ria nacional, setor de tão relevante significado para a economia da nação. Nas reuniões e festividades comemorativas de nosso 30o aniversário, programadas de forma a abranger colaboradores de todos os pontos do país, empenhamo-nos em consolidar uma união e um entendimento que ultrapassassem os limites das relações funcionais. Juntos, cola- boradores e dirigentes avaliaram e conferiram seu trabalho, traçando os planos para o futuro. Por meio dessa confraternização, firmaram-se laços de amizade, compreensão e confiança – sólidos alicerces da força de trabalho, a sustentar e a garantir o progresso de nossas atividades. Nosso reconhecimento estende-se, por meio do presente relatório, a todos os fun- cionários, colaboradores, fornecedores e acionistas, e ao homem do campo, os quais, ao longo dos anos, vêm dando o apoio e a confiança que nos permitiram fincar esses 30 mar- cos de presença na terra. h Provisão para Imposto de Renda – É constituída contra os resultados excluindo os incentivos fiscais de $ 6.881, os quais são demonstrados no imobilizado financeiro. Despesas pré-operacionais – Os gastos incorridos com a instalação de novas unidades industriais, até a sua entrada em operação, são diferidos e amortizados no período de 60 meses, contados a partir daquela data. Ativo e passivo a curto prazo – São determinados com base no ciclo operacional de 240 dias. CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-173 FINANCIAMENTOS Os financiamentos referem-se a: R$ Curto prazo Longo prazo BNDES Destinado à unidade industrial de Cubatão: juros de 5% a.a., amortização em parcelas trimestrais até março de X7, garantidos por bens do imobilizado técnico no valor de $ 212.586. 14.961 1.096 1.647 4.400 22.104 79.450 5.862 3.199 26.400 114.911 FINAME Juros de 8% a.a., amortização em parcelas mensais até outubro de X7, garantidos pelos bens financiados no valor de $ 11.258. FINANCIAMENTOS RURAIS Vencimentos diversos até maio de X9 e garantidos pelos bens financiados no valor de$ 10.158. MOEDA ESTRANGEIRA US$ 1.750.000 destinados ao capital de giro, juros de 2% a.a., acima da taxa interbancária de Londres, e variação cambial, resgatável até novembro de X9. EXERCÍCIO SUPLEMENTAR 1. CIA. LINHA TECIDOS CGC . . . . . . . . . . . RELATÓRIO DA DIRETORIA Prezados Acionistas, Atendendo às disposições legais e estatutárias, submetemos à apreciação de V. Sas. as de- monstrações financeiras relativas ao exercício X9. Apesar de uma inflação de 15% em X9, tivemos um desempenho extraordinário neste ano: - Aumentamos as vendas. - Reduzimos nossos custos drasticamente. - Houve crescimento no lucro de 10%. Nosso Balanço Social evidencia um cuidado muito especial com recursos humanos, apesar da grande fatia que destinamos ao Governo em forma de impostos: Em $ milhares BALANÇO SOCIAL X8 X9 Vendas $ 160 $ 590 (–) Compras $ 60 $ 290 Valor adicionado 100 300 e-174 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Destino do Valor Adicionado: Juros $ 10 . . . . . . . . $ 75 . . . . . . . . Pessoal Administrativo $ 10 . . . . . . . . $ 25 . . . . . . . . Pessoal Fábrica $ 20 . . . . . . . . $ 53 . . . . . . . . Diretoria $ 15 . . . . . . . . $ 90 . . . . . . . . Impostos $ 25 . . . . . . . . $ 30 . . . . . . . . Dividendos $ 10 . . . . . . . . $ 25 . . . . . . . . Lucro reinvestido $ 10 . . . . . . . . $ 02 . . . . . . . . A empresa está preocupada com a assistência médica a seus funcionários. O item Assistência Médica está incluso em pessoal de fábrica e administrativo no Balanço Social. Nós, na qualidade de presidente da empresa e principal acionista, colocamo-nos à disposi- ção para qualquer outro esclarecimento: DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO e PL Data Data X8 X9 X8 X9 XXX XX XX XXX XX XX XXX XX XX XXX XX XX XXX XX XX XXX XX XX Total 80 500 80 500 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PL ou DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Data X8 X9 Saldo Exercício Anterior –.– 10 Lucro Líquido X8 20 22 (–) Dividendos (10) (25) Saldo Final 10 07 Notas Explicativas (não são destacadas as notas explicativas que não interferem na solução deste exercício) a) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . b) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . c) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . d) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-175 e) O total de nosso ativo até 30-12-X9 era de $ 158. Em 31-12-X9, foi contabilizado um acréscimo de $ 342 referente à reavaliação de um terreno (a partir de 2008, esta prática não é mais permi- tida pela Lei das S.A.), cujo valor estava desatualizado. A empresa especializada em avaliação é a Cia. “X”, pertencente ao grupo “M”, considerada a segunda maior multinacional de Auditoria. f) . . . . . . . . . g) . . . . . . . . . h) . . . . . . . . . i) . . . . . . . . . j) . . . . . . . . . ASSINATURAS PARECER DA AUDITORIA José Hermano Presidente − Examinamos as Demonstrações Financeiras da Cia. Linha Tecidos em 31-12-X9. − Nossos exames foram efetuados de acordo com as normas de Auditoria geralmente aceitas. − Os valores referentes ao ano anterior foram auditados pelo grupo “M”. − Em nossa opinião, as demonstrações financeiras representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Cia. Embu, apresentada conforme os Princípios Contábeis. − Ressaltamos a excelente iniciativa da empresa em publicar também o Balanço Social, bem como seu excelente desempenho financeiro como consequência de uma administração eficiente e democrática. São Paulo, 27 de março de X10 PIRITUBA – Auditoria, Consult., Planej. CPD . . . S/C J. J. Bonilha Gushman Cont. CRC 198.392 (SP) José Hermano Filho Vice-presidente M. das Graças Gushman Hermano Superintendente Bartolomeu Bueno Tec. Contab. 30.216 (SP) Pede-se: 1. Você concorda que a empresa teve um bom desempenho - nas vendas? - na redução de custo? - no crescimento do lucro? 2. A empresa possui um “carinho especial” com recursos humanos? Houve progresso real para o pessoal da fábrica e administrativo em termos salariais? 3. O Governo realmente é a causa da redução da participação de diversos setores no valor adi- cionado? 4. Se o Governo não for a causa, qual é efetivamente? 5. A empresa realmente está reinvestindo seu lucro? 6. A reavaliação (atualmente não é mais permitido) realizada é de boa qualidade, confiável? Ela é aconselhável ou é mais uma burla? 7. O Ativo cresceu em termos reais? 8. O auditor afirma que a empresa é “democrática- . Podemos concordar com essa afirmação? 9. O Técnico em Contabilidade que assinou as Demonstrações Financeiras pode ser considera- do um profissional atualizado e de alto nível? 10. O contabilista que assinou o Parecer de Auditoria pode ser considerado um profissional ex- periente? Podemos dizer que é uma auditoria independente? Admita que o CRC atingiu o no 200.000 em seu registro de contabilista. 11. O último parágrafo do Parecer de Auditoria é compatível? Reflete a realidade? Mostra que é uma empresa de auditoria séria? 12. A empresa de auditoria é nacional ou multinacional? É uma empresa especializada e voltada exclusivamente para a auditoria? e-176 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 13. A troca de auditores pela empresa foi positiva? 14. É possível uma empresa que teve um lucro de $ 22 distribuir $ 25 de dividendos? 15. Por que a empresa distribuiu tantos dividendos? Essa distribuição de dividendos ajuda-nos a desmascarar o parecer do auditor? EXERCÍCIOS DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. A Cia. Alfa, a seguir, vai instalar-se num município em Goiás. Comente se é um bom negócio para o município receber a empresa. BALANÇO SOCIAL (Relatório da Administração) X5 X6 Vendas (–) Compras Bens/serviços 160 (60) 230 (80) Valor adicionado DESTINO salário pró-labore (diretores) dividendos (acionistas) juros (bancos) impostos (governo) l ucro reaplicado 100 15 15 34 10 12 14 150 15 30 51 15 18 21 Os gastos previstos pela prefeitura em função dessa empresa serão de $ 18 anuais (despoluição de rio, segurança, hospital, escola, manutenções diversas etc.). O município oferece suspensão dos impostos municipais por dez anos. 2. Empresa Alemã × Empresa Francesa Faça uma análise, a seguir, comparando as DVAs de uma empresa alemã com uma francesa. DEMONSTRAÇÃO DE VALOR ADICIONADO Robert Bosch (GMBH – 1989) Distribuição de Valor Adicionado Em milhões de Marcos % Valor adicionado líquido Transferências: para os empregados: - salários, programas de assistência médica e social, fundos de pensão etc. Para o governo: - impostos e contribuições Para a companhia: - formação de reservas e lucros acumulados Para o mercado financeiro: - juros Para os acionistas: - dividendos 6.336 5.025 921 225 122 43 100,00 79,30 14,50 3,60 1,90 0,70 CAP. 19 Demonstração do Valor Adicionado, Notas Explicativas e Outras Evidenciações | e-177 DEMONSTRAÇÃO DE VALOR ADICIONADO BRUTO – SOLVAY & CIA. S.A. (FRANÇA – 1990) O valor adicionado bruto foi de $ 114 bilhões em 1990. Isso propiciou: Em milhões de francos % Remuneração de empregados - desp. brutas com salários 41,1% - despesas com previdência e bem-estar social 19,2% 69,1 60,3 Contribuições para os gastos da sociedade (Impostos) 7,0 6,1 Pagamento de juros para o mercado financeiro 7,0 6,1 Financiamento para o desenvolvimento da companhia 25,0 21,9 Pagamento de dividendos aos nossos acionistas 6,4 5,6 Adaptado de CHOL, Frederick D. S.; MUELLER, Gerhard G. International Accounting. 2. ed. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1992. QUESTÕES– EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Por que o Capital Circulante Líquido é entendido como Capital de Giro Próprio? Explique quando o Capital Circulante Líquido pode ser negativo. 2. Qual é a maneira mais primária de uma empresa obter e aplicar recursos? 3. Quais das seguintes informações podem ser obtidas pela leitura das Demonstrações Con- tábeis, adiante enumeradas? (Coloque o número das Demonstrações diante da pergunta, à guisa de resposta; ou, se preferir, coloque a sigla.) Demonstrações: 1. Balanço Patrimonial (BP). 2. Demonstração de Resultados do Exercício (DRE). 3. Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR). 4. Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC). a) Qual é o destino dado aos lucros? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . b) Por que os dividendos não são mais altos?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . c) Como foi possível uma distribuição de dividendos superior ao lucro do exercício, ou mesmo com prejuízo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . d) Como explicar a diminuição do Capital Circulante Líquido quando houver aumento de lucros?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e) Por que há necessidade de empréstimos para financiar a aquisição de novas instalações e equipamentos quando o aumento do Disponível (Lucro Líquido + Depreciação) é su- perior ao montante exigido? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . f) Como foi financiada a aquisição das instalações e dos equipamentos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . g) Que destino foi dado às rendas sobre a venda das instalações e equipamentos resultan- tes da destinação da unidade fabril no 5? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) (Demonstração não obrigatória por lei) CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-179 h) Como se processou a baixa do montante de dívidas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . i) Que destino foi dado ao produto da venda das novas marcas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . j) Que destino foi dado à colocação de debêntures no mercado?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . k) Como foi obtido o aumento do Capital de Giro Líquido? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. Para analisar a situação financeira de uma empresa é suficiente ou necessária a Demonstra- ção da Origem e Aplicação de Recursos? Por quê? 5. Dê exemplos de despesas que, como a Depreciação, são incorridas, mas não alteram a Posi- ção Financeira. 6. Dê um exemplo de aumento do lucro sem que seja afetado o Capital Circulante Líquido. 7. Embora raro, o lucro ou prejuízo na venda de imóveis deve ser considerado na determinação do Lucro Líquido. Você pode fornecer uma razão para que o Resultado na Venda do Imóvel seja excluído da DOAR? Para sua argumentação, utilize os seguintes dados: Lucro Líquido (considerando o resultado da venda do imóvel) $ 200.000; venda do imó- vel, cujo custo contábil era de $ 140.000, por $ 300.000. 8. Determine em quanto foi afetado o CCL, mediante a Venda à Vista de Mercadorias com Lu- cro de $ 2.000.000, sendo o valor da venda correspondente a $ 12.000.000. 9. Qual é a principal diferença entre a DOAR e a DFC? 10. Qual é a principal diferença entre a DOAR e a DRE? 11. Indique o montante do aumento ou diminuição (se existir) no Capital Circulante Líquido como resultado de cada uma das seguintes operações: a) Compra e retirada de circulação de debêntures no valor de $ 1.000.000. O deságio devido à antecipação do resgate foi de $ 50.000. b) Anúncio de pagamento de dividendos na base de 25% do valor nominal. O montante será de $ 800.000. c) Compra de equipamentos ao custo de $ 400.000 por $ 200.000 à vista e o saldo, mais juros, pagável a cada seis meses, nos próximos dois anos. d) Baixa na Bolsa de Valores, no valor de mercado das ações da Companhia. O cálculo do montante resultou em $ 415.000. 12. Elaborar a DOAR da S.A. Bacabao, que começou a operar no final do exercício X4 e que nunca distribui dividendos. e-180 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Bacabao Em $ mil ATIVO PASSIVO Circulante Disponível Estoque Dupl. a Receber Total Circulante Não Circulante Imobilizado (–) Depreciação Total do N.C. Total 31-12-X4 100.000 200.000 – 300.000 700.000 – 700.000 1.000.000 31-12-X5 100.000 400.000 1.000.000 1.500.000 700.000 (70.000) 630.000 2.130.000 Circulante Fornecedores Prov. p/ Imp. Ren. Total Circulante Não Circulante Financ. a Pg. (ELP) Patrimônio Líquido Capital Lucros Acumulados Total do PL Total 31-12-X4 100.000 – 100.000 100.000 800.000 – 800.000 1.000.000 31-12-X5 600.000 189.000 789.000 100.000 800.000 441.000 1.241.000 2.130.000 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO EXERCÍCIO Cia. Bacabao Em $ mil Vendas 4.000.000 (–) CMV (2.300.000) Resultado Bruto 1.700.000 (–) Despesas Operacionais (1.000.000) (–) Depreciação (70.000) Lucro Operacional 630.000 (–) Prov. p/ Imposto de Renda (189.000) Lucro Líquido 441.000 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-181 13. Elabore a DOAR da Empresa Castelo do Rio S.A. mediante as seguintes demonstrações: a) BALANÇO PATRIMONIAL Castelo do Rio S.A. Em $ mil ATIVO PASSIVO 31-12-X8 31-12-X7 31-12-X8 31-12-X7 Circulante Disponível Dupl. a Rec. Não Circulante Investimentos Patr. outras Cias. Imobilizado Terrenos Máquinas Depreciação Intangível Marcas e Patentes Amortização 1.000.000 700.000 300.000 1.275.000 300.000 300.000 915.000 600.000 450.000 (135.000) 60.000 150.000 (90.000) 400.000 100.000 300.000 890.000 200.000 200.000 640.000 400.000300.000 (60.000) 50.000 100.000 (50.000) Circulante IR a Pagar Diversos Patr. Líq. Capital Res. de Cap. Luc. Ac. 205.500 115.500 90.000 2.069.500 950.000 100.000 1.019.500 90.000 – 90.000 1.200.000 600.000 100.000 500.000 Total Ativo 2.275.000 1.290.000 Total Passivo 2.275.000 1.290.000 b) DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO Exercício findo em 31-12-X8 Castelo do Rio S.A. Em $ mil RECEITA (–) Despesas Operacionais (–) Depreciação (–) Amortização = LUCRO OPERACIONAL (–) Despesas Não Operacionais = LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (–) Imposto de Renda = LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 2.000.000 (1.400.000) (75.000) (40.000) 485.000 (100.000) 385.000 (115.500) 269.500 c) DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS EM 31-12-X8 Castelo do Rio S.A. Em $ mil Saldo em 31-12-X7 + Ajustes de anos anteriores + Lucro Líquido em 1978 Saldo em 31-12-X8 500.000 250.000 269.500 1.019.500 e-182 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 14. Elabore a DOAR da Cia. Penúltima. Observação: Neste exercício, não apresentamos a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acu- mulados, pois não houve movimentações nesta conta. BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Penúltima Em $ mil ATIVO PASSIVO 31-12-X0 31-12-X1 31-12-X0 31-12-X1 Circulante Caixa Bancos Não Circulante Máq. e Equip. Depr. Acumul. 90.000 40.000 50.000 80.000 80.000 – 380.000 30.000 350.000 86.400 96.000 (9.600) Circulante Fornecedores Contas a Pagar Não Circulante Financiamentos (ELP) Patrim. Líquido Capital Res. de Cap. Luc. Acum. 20.000 10.000 10.000 50.000 50.000 100.000 100.000 – – 10.000 5.000 5.000 150.000 150.000 306.400 120.000 – 186.400 Totais do Ativo 170.000 466.400 Totais do Passivo 170.000 466.400 DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DE 1o A 31-12-X1 Cia. Penúltima Em $ mil Receita 500.000 (–) Despesas Operacionais (300.000) = Lucro Operacional 200.000 (–) Despesas com Depreciação (9.600) (–) Despesas Administrativas (4.000) = Lucro Líquido 186.400 15. O caso do Sr. Amadeu O contador da Cia. Escriturada elaborou pela primeira vez a DOAR e, como não estava seguro da exatidão, solicitou os serviços de consultoria de uma empresa especializada ligada à auditoria. Os honorários seriam cobrados, na base de $ 300,00 por hora, mais as despesas necessárias para locomoção e estada do especialista. O Sr. Amadeu, sócio-gerente, sabendo que você é um estudioso da matéria e pretendendo poupar para a empresa os gastos com o consultor, solicitou sua colaboração para verificar a DOAR, sugerir modificações e opinar so- bre a necessidade ou não da vinda do consultor especializado. A demonstração elaborada pelo contador foi a seguinte: CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-183 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Do Exercício X8 Escriturada S.A. – Cia. Brasileira Mercantil Em $ milhões 900 900 300 300 (300) 1. Origens dos Recursos a) Recursos Próprios Lucro Líquido Ajustes Mais Depreciação Lucro do Exercício Anterior Menos Receita obtida ref. MEP (Equity) de Investimentos Lucro Ajustado 1.800 1.200 4.000 b) Dos Acionistas Aumento de Capital c) Recursos de Terceiros Passivo Exigível a Longo Prazo 7.000 Total das Origens Menos 2. Aplicações de Recursos 1.000 700 2.900 Dividendos Distribuídos Aumentos Ativo Realizável a Longo Prazo Investimentos Imobilizado 400 4.600 (5.000) Igual: 2.0003. Aumento do Capital Circulante Líquido 4. Modificações na Posição Financeira Detalhes Inicial Final Aumento (ou diminuição) 9.000 (7.400) 13.600 (10.000) 4.600 (2.600) Ativo Circulante – Passivo Circulante = Capital Circulante Líquido 1.600 3.600 2.000 As outras Demonstrações que o Sr. Amadeu lhe entregou, para que tivesse meios de examinar a DOAR, foram as seguintes: e-184 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion a) BALANÇO PATRIMONIAL Em $ mil ATIVO Ativo Circulante 31-12-Y7 31-12-Y8 Disponibilidades 400.000 600.000 Contas a Receber (Líq.) 6.000.000 8.000.000 Estoques 2.000.000 4.000.000 Despesas Antecipadas 600.000 1.000.000 Total do Circulante 9.000.000 13.600.000 Não Circulante Realizável a Longo Prazo 2.000.000 3.000.000 Investimentos 1.600.000 2.600.000 Imobilizado 6.000.000 8.900.000 (–) Depreciação Acumulada (1.200.000) (2.100.000) Total do N. Circulante 6.400.000 9.400.000 Totais do Ativo 17.400.000 26.000.000 PASSIVO Passivo Circulante 31-12-Y7 31-12-Y8 Fornecedores 2.400.000 2.400.000 Contas a Pagar 1.200.000 1.400.000 Empréstimos 3.000.000 6.000.000 Provisão para Imposto de Renda 800.000 200.000 Total do Circulante 7.400.000 10.000.000 Não Circulante Financiamentos a Pg. 4.000.000 8.000.000 Patrimônio Líquido Capital 4.000.000 5.200.000 Reservas de Capital 800.000 800.000 Lucros Acumulados 1.200.000 2.000.000 Totais do PL 6.000.000 8.000.000 Totais do Passivo 17.400.000 26.000.000 Explicações adicionais do Sr. Amadeu: 1. O aumento de capital foi no início do exercício. 2. Não ocorreram vendas nem do Imobilizado nem do Investimento, apenas aquisições. CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-185 b) DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO Em $ mil Vendas 16.000.000 (–) CMV (12.000.000) Lucro Bruto 4.000.000 Despesas Vendas 600.000 Administrativas 900.000 Financeiras 800.000 Depreciação 900.000 (3.200.000) Lucro Operacional 800.000 + Receita na Avaliação de Investimentos pelo Método de Equivalência Patrimonial (Equity) 300.000 Lucro Antes do Imposto de Renda 1.100.000 (–) Provisão para o Imposto de Renda (200.000) Lucro Líquido 900.000 c) DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Em $ mil Saldo em 31-12-Y7 1.200.000 + Ajustes Exercícios Anteriores 300.000 + Resultado do Período 900.000 (–) Dividendos (400.000) Saldo em 31-12-Y8 2.000.000 � Você acha válido que um não contador opine e dê parecer sobre trabalhos contábeis? � Você teria condições de substituir o contador, neste caso, poupando desembolsos de honorá- rios à Cia. Escriturada, ou você opinaria pela vinda do consultor? � Você acha que os dados evidenciados são suficientes para determinar a exatidão da DOAR e para sugerir modificações? � Quais são as conclusões a que você chegou sobre a exatidão da DOAR? � Quanto, em honorários, pouparia a Cia. Escriturada se você fizesse o serviço do consultor? (Compute o tempo que você levaria para apreciar e emitir opiniões sobre esta DOAR.) EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES 1. Exercício Completo – Cia. Amplitude II A seguir, temos os dados da Cia. Amplitude referentes ao término do ano de X6. Num pri- meiro plano, apresentamos o Balanço Patrimonial e, em seguida, os dados de X7. Com base nestas informações, pede-se: 1. Complete o Balanço Patrimonial em 31-12-X7. 2. Elabore a Demonstração do Resultado do Exercício para o período de X7. 3. Apresente a Demonstração do Fluxo de Caixa considerando o modelo direto. 4. Estruture a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. 5. Estruture a Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos. e-186 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Balanço Patrimonial ATIVO PASSIVO Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Circulante 31-12-X6 31-12-X7 Caixa 10.000 - - - - - Fornecedores 5.000 - - - - - Aplicações Financeiras –0– - - - - - Juros a Pagar –0– - - - - - Duplicatas a Receber 15.000 - - - - - Imposto de Renda a Pagar –0– - - - - - Estoques 30.000 - - - - - Dividendos a Pagar –0– - - - - - Total do Circulante 55.000 - - - - - Partic. Administr. a Pagar –0– - - - - - Total do Circulante 5.000 - - - - - Não Circulante Não Circulante Realizável a L. Prazo 12.000 Financiamentos a Pagar –0– - - - - - Investimento 8.000 - - - - - Patrimônio Líquido Imobilizado 14.000 - - - - - Capital 60.000 - - - - - Intangível –0– –0– Reserva Legal 4.000 - - - - - Total do Não Circulante 34.000 - - - - -Reserva Estatutária 8.000 - - - - - Ajustes de Avaliação Patrimonial –0– - - - - - Lucros Acumulados 12.000 - - - - - Total do Patr. Líquido 84.000 - - - - - Total 89.000 - - - - - Total 89.000 - - - - - Operações de X7 1. A empresa vendeu, no período, $ 100.000, sendo que 80% foram recebidos. O saldo de Du- plicatas a Receber em 31-12-X6 foi totalmente recebido em X7. 2. A empresa pagou sua conta Fornecedores, porém comprou mais $ 40.000 de Mercadorias para Estoques, sendo que $ 10.000 ainda não foram pagos a seus Fornecedores. 3. Dos $ 70.000 de Mercadorias em Estoques (EI + Compras), sobraram, no final do ano, $ 25.000 (Estoque Final). Dessa forma, o Custo da Mercadoria Vendida foi de $ 45.000. 4. Dos Empréstimos a Coligadas no Realizável a Longo Prazo, a empresa recebeu $ 7.000. 5. Em Aplicações em Outras Empresas, no subgrupo Investimentos, houve um acréscimo de $ 4.000 por novas aquisições à vista. 6. No item Imobilizado, houve novas aquisições no valor de $ 10.000 no início do ano. Essa aquisição é fruto de um Financiamento com dois anos de carência, sendo considerados juros de 20% ao ano, ainda não pagos. No final de X6, o item Imobilizado, depreciado a 10% ao ano, apresentava: Imobilizado Bruto $ 20.000 (–) Depreciação Acumulada ($ 6.000) 14.000 7. A empresa teve um aumento de Capital em dinheiro no valor de $ 20.000. 8. A empresa costuma fazer Reserva Legal (5%) e Reserva Estatutária (10%), ambas sobre Lucro Líquido. 9. Em termos de apuração de Resultado, constataram-se Despesas de Vendas ($ 12.000) e Ad- ministrativas ($ 8.000), ambas totalmente pagas. 10. O Imposto de Renda é 15% sobre o lucro apurado na Demonstração do Resultado, já que não houve nenhum ajuste a fazer. 11. Neste período, foi decidido calcular 20% do Lucro após o Imposto de Renda como Participa- ção dos Administradores, que serão pagos em X8. CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-187 12. Sobre o Lucro Líquido do exercício foram provisionados Dividendos à base de 35%, que serão pagos no ano seguinte. 13. No final do ano, a empresa aplicou no mercado financeiro $ 53.000. 14. Após fazer uma Depreciação do ano X7, no último momento do ano, a empresa faz uma Compra de Imobilizado, acrescentando mais $ 14.000 a prazo por dois anos. DEMONSTRAÇÃO DE ORIGEM E APLICAÇÕES DE RECURSOS Cia. Amplitude Origens Do Resultado Operacional Lucro Líquido . . . . . . . . . + ou (–) Ajustes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Dos Proprietários Capital . . . . . . . . . De Terceiros Coligadas . . . . . . . . . Financiamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . Total das Origens . . . . . . . . . Aplicações Aquisições de Investimentos . . . . . . . . . Aquisições de Imobilizado . . . . . . . . . Dividendos . . . . . . . . . Total das Aplicações . . . . . . . . . Excesso de Origens sobre Aplicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e-188 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Cia. Amplitude Contas do PL Capital Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva Reavaliação Lucros Acumulados Total do PL Saldo 31-12-X6 60.000 4.000 8.000 –0– 12.000 84.000 Modificações: – – – – – – Aum. de Cap. Reavaliação Lucro do Período Destinação Lucro – – – – – – Reserva Legal Res. Estatutária (–) Dividendos Saldo 31-12-X7 2. Com base nas Demonstrações Financeiras a seguir, elabore a DOAR.**12 BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Bom de Papo em $ mil ATIVO PASSIVO E PATR. LÍQUIDO 31-12-X6 31-12-X7 31-12-X6 31-12-X7 Circulante Caixa Dupls. a Receber Estoques Total do Circulante Não Circulante Realizável a L. Prazo Investimentos Imobilizado (–) Depr. Acumul. Total do Não Circulante 10.000 15.000 30.000 55.000 12.000 8.000 20.000 (6.000) 34.000 28.000 50.000 15.000 93.000 5.000 15.000 40.000 (10.000) 50.000 Circulante Fornecedores Contas a Pagar Imposto Renda Dividendos a Pagar Total do Circulante Não Circulante Financiamentos (ELP) Total Não Circulante Patrimônio Líquido Capital Lucros Acumul. Total Patr. Líquido 5.000 4.000 8.000 0,00 17.000 0,00 0,00 60.000 12.000 72.000 5.000 4.000 2.000 15.000 26.000 30.000 30.000 60.000 27.000 87.000 TOTAL 89.000 143.000 TOTAL 89.000 143.000 ** Colaboração Prof. Zuinglio José Barroso Braga. CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-189 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Cia. Bom de Papo – 31-12-X7 Vendas 50.000 (–) CMV (15.000) Lucro Bruto 35.000 (–) Despesas Operacionais De vendas 0,00 Depreciação (4.000) Receita Financeira 1.000 Lucro Operacional 32.000 (–) Imposto de Renda (2.000) Lucro Líquido 30.000 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS DESCRIÇÃO VALOR Saldo Inicial em 31-12-X6 12.000 Lucro do Exercício de X7 30.000 Dividendos Propostos (15.000) Saldo Final em 31-12-X7 27.000 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Cia. Bom de Papo 1. Origens de Recursos Do Resultado Operacional Lucro Líquido . . . . . . . . . . . . . . . . (+) ou (–) Ajustes: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) De Terceiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) . . . . . . . . . ( %) TOTAL DAS ORIGENS . . . . . . . . . ( %) 2. Aplicações de Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( %) TOTAL DAS APLICAÇÕES . . . . . . . . . ( %) 3. Aumento do CCL . . . . . . . . . ( %) 4. MODIFICAÇÕES DO CCL 31-12-X6 31-12-X7 VARIAÇÃO Ativo Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Passivo Circulante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . (=) Capital Circ. Líquido (CCL) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pede-se: a) Escreva o nome da conta que é a maior Origem de Recursos da Cia. Bom de Papo. Infor- me também em R$ e percentualmente (%). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . e-190 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion b) Escreva o nome da conta que é a maior Aplicação de Recursos da empresa. Informe tam- bém em R$ e percentualmente (%). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . EXERCÍCIO DE ANÁLISE FINANCEIRA 1. Faça uma análise simplificada dos Fluxos de Recursos da DOAR após sua estruturação. a) BALANÇO PATRIMONIAL Cia. Excursão ATIVO Circulante PASSIVO E PL 31-12-X1 Disponível Duplicatas a Receber Estoques 400 1.000 800 1.100 31-12-X2 3.000 400 Circulante 31-12-X1 1.000 Fornecedores Empréstimos Provisão p/ I. Renda Dividendos a Pagar 500 – – 1.000 31-12-X2 1.500 469 621 Total do Circulante 2.200 4.500Total do Circulante 1.500 3.590 Não Circulante Patrimônio Líquido 300 1.000 Realizável a L. Prazo Investimentos Imobilizado (–) Depr. Acumulada 800 (400) 200 2.100 1.300 (720) 1.500 Capital Res. Capital Lucros Acumulados Total Patrimônio Líquido 600 2.400 300 2.750 600 440 3.790 Total Não Circulante 1.700 2.880 Total 3.900 7.380 Total 3.900 7.380 b) DRE 19X2 c) DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS (em 31-12-X2) Receita (–) CMV Lucro Bruto (–) Desp. Operacionais (600) De Vendas Administração Depreciação Financeiras (400) (96) (1.396) (300) 5.000 (2.400) 2.600 300 Saldo no Início do Exercício + Ajustes Exerc. Ant. Lucro Líquido do Exercício Lucro Disponível (–) Dividendos Propostos Saldo no Final do Exercício 150 1.061 611 (621) 440 400 (996) 1.604 (524) 1.080 (469) Result. Decorrente Equival. Patrimonial Lucro Operacional (–) Desp. Não Operacionais Perda (–) Prov. Imp. de Renda Lucro Líquido 611 CAP. 20 Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR)(Demonstração nãoobrigatória por lei) | e-191 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS Exercício Findo em 31 de março de X8 Em $ mil Origem de Recursos Prejuízo do exercício Mais (menos) valores que não representam desembolso (recebimento) de numerário: Depreciações Variação cambial sobre empréstimos a longo prazo Encargos financeiros sobre empréstimos do BNDE – refinanciados a longo prazo Total proveniente das operações Empréstimos a longo prazo Transferência de exigibilidade do circulante para o longo prazo Incentivo à indústria siderúrgica Aumento no capital de giro Aplicação de Recursos Aquisição de bens do imobilizado Aumento no realizável a longo prazo Transferências de exigibilidades de longo prazo para circulante (141.363) 60.591 172.573 5.569 97.370 75.245 61.121 37.154 270.890 90.281 30.751 98.623 219.655 51.235 Aumento (Diminuição) Modificações no Capital de Giro 18.995Caixa e Bancos Contas a receber de clientes Depósitos compulsórios e outras contas a receber Estoques Fornecedores Financiamentos Impostos Outras contas a pagar 21.913 3.438 36.025 (5.300) 9.810 (28.455) (5.191) 51.235 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO 1. Admitindo-se que o Sr. Cordeiro, proprietário do Artesanato Pastoreio, resida no mesmo prédio (alugado) onde está sediado o atelier dele, qual seria seu comportamento se você fosse responsável pela contabilidade desta empresa? 2. A Empresa Malfadada, após várias tentativas de equilíbrio, constatou, por intermédio de sua diretoria, que, em razão dos crescentes prejuízos, não há condições de continuidade. Dentro da “responsabilidade social” que se atribui ao contador, qual seria (como contador) sua atitude diante desse quadro? 3. O Esporte Clube Pomposo adquiriu o passe do jogador Encalhe por 10 milhões de reais. A Contabilidade poderia registrar essa transação? Argumente. 4. No dia seguinte à efetivação da compra de um terreno de quatro hectares pela Cia. Expan- são, por 8 milhões de reais, o Diário Oficial do Estado publicou que seria construída uma rodovia ao lado do terreno adquirido. A valorização foi de 60%. O gerente determina a contabilização por 12,8 milhões de reais. Qual seria sua atitude diante dessa situação? 5. “O Custo é um indicador objetivo por ocasião da operação. Todavia, com o passar do tempo ele se torna um pobre indicador.” Argumente essa afirmação, considerando que há inflação. 6. Compare Consistência com Uniformidade. 7. Os bens pessoais de um proprietário de empresa individual deveriam ser registrados nos livros da empresa (Pessoa Jurídica)? Justifique. 8. Com o advento da Lei das Sociedades por Ações, o contador da Empresa Inconsistente S.A., após constatar a necessidade, modifica o Sistema de Avaliação de Investimentos, con- forme imposição daquela lei. Foi ferido algum princípio básico? 9. Explique correção monetária frente ao registro pelo custo histórico. 10. Explique o relacionamento do Princípio da Continuidade com o Princípio do Custo His- tórico como base de valor. 11. O contador da Cia. Exigência passa a noite toda apurando uma diferença de $ 25.800 no seu relatório contábil. “Nunca ocorreu isto”, argumenta ele. “Amanhã terei que apresentar estes relatórios e não sei como justificar essa diferença ao meu gerente”. A Cia. Exigência teve como total de vendas, no presente ano, o montante de $ 458.925.380. O que poderíamos fazer para consolar esse contador? CAP. 21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade | e-193 12. A Cia. Melodrama obteve um lucro de aproximadamente $ 29.580.000 em 20X1. Seus acio- nistas estão “tremendamente” satisfeitos com o lucro da empresa nesse período. Novos acio- nistas estão comprando as ações valorizadas da Cia. Melodrama. A situação, realmente, é excelente. No final de 20X2 (em que a perspectiva de lucro também é boa), constata-se que os Estoques da empresa, registrados por $ 80.860.000 à base do Custo Histórico como Base de Valor, possuem um valor de mercado (preço de venda) reconhecidamente em torno de $ 60.000.000 (não há perspectiva de aumento de preço). O contador prefere não informar esses dados, uma vez que os Estoques não foram ainda vendidos. É adequada a atitude do contador? Comente. 13. O que você entende pelo binômio CUSTO × BENEFÍCIO? Relacione-o com o respectivo princípio básico. 14. A Cia. Complicada contraiu um financiamento da Financeira Serelepe. Conforme cláusula contratual, a Cia. Complicada deveria liquidar o financiamento após dois anos, sendo que, nesta oportunidade, seriam incluídos, no montante da dívida, juros de 20% para os dois anos e Correção da Dívida. Para surpresa da Cia. Complicada, não constava, no contrato, qual é o índice que serviria de base para a correção da dívida. Seria a variação do índice da Fipe ou seria o Índice Geral de Preços (IGP)? De acordo com o índice da Fipe, a Inflação estimada para os dois anos é de 12%, enquan- to a Inflação da dívida pelo IGP, para os dois anos, é estimada em 20%. A Financeira Serelepe informa à empresa, por carta, que a Correção da dívida será de acordo com o IGP. O presidente da Cia., inconformado com tal decisão, aciona o seu departamento jurídi- co, dizendo que pagará a dívida de acordo com o índice da Fipe. Sabendo-se que o financiamento concedido foi de $ 10.000.000, por quanto deveria ser contabilizada a dívida total (incluindo Juros e Correção da dívida)? Argumente sua resposta de acordo com os princípios básicos estudados neste capítulo. 15. O caso da Auditoria Cavalar Após exaustivas horas de trabalho na Cia. Logradoura, o auditor da Auditoria Cavalar constata o seguinte: � O diretor financeiro retirou (temporariamente) $ 200.000 do Caixa da empresa, notifi- cando ao auditor que a reposição será no próximo mês. � Um imóvel da empresa, avaliado no mercado em $ 8.900.000, está contabilizado pelo seu valor de aquisição, ou seja, $ 5.300.000. � Uma máquina importada por $ 7.900.000 foi contabilizada de acordo com o seu valor de reposição (quanto custaria se fosse adquirida no momento), ou seja, $ 10.100.000. Este é o seu novo preço de tabela. � A empresa avaliou o estoque no ano anterior a valores de saída (preço de venda). No corrente ano, avaliou a valores de entrada (preço de compra). � Os diretores apresentaram como despesa da empresa notas fiscais de restaurante. A jus- tificativa refere-se a almoço promocional com os clientes da empresa. O auditor poderia dizer que esses procedimentos estão de acordo com os “Princípios de Contabilidade”? Comente cada caso. e-194 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES I Testes Com base no texto apresentado no Capítulo 21, responda aos seguintes testes: 1. A importância da Contabilidade Moderna nas empresas repousa basicamente: a) Em avaliar a empresa para negociá-la a qualquer momento. b)Em auxiliar a tomada de decisões econômico-financeiras. c) Como instrumento para avaliar os impostos a pagar. d) Em oferecer dados ao IBGE e ao Governo em geral. 2. Como usuários externos de Contabilidade, podemos indicar: a) Governo, investidor, fornecedores, bancos, CVM, CRC etc. b) Bancos, funcionários, sindicatos, IBGE, fornecedores etc. c) Investidor, CVM, bancos, Governo, administradora, sindicato etc. d) Sindicato, Governo, fornecedor, gerente financeiro, bancos etc. 5. É razoável dizer que a Lei das Sociedades por Ações do Brasil (no 11.638/07) tem suas origens em outros países. Dessa maneira, nossa Contabilidade passou a ser influenciada grandemen- te pela filosofia contábil: a) De uma Contabilidade Internacional. b) Da Alemanha. c) Da Itália. d) Da Espanha. 4. O proprietário de uma empresa individual retira temporariamente do Caixa da empresa $ 90 milhões. O contador registra um adiantamento da empresa para o proprietário. O princípio que norteou essa conduta foi: a) Denominador Comum Monetário. b) Custo Histórico como Base de Valor. c) Continuidade. d) Entidade Contábil. 5. Um contador registra uma dívida de $ 240 milhões como obrigação de Longo Prazo, pois será paga daqui a 10 anos. O princípio básico que permite essa classificação no longo prazo é: a) Denominador Comum Monetário. b) Custo Histórico como Base de Valor. c) Continuidade. d) Entidade Contábil. 6. O jogador de futebol Leão de Ouro, formado no juvenil da Ponte Branca F. C., ao passar para o profissionalismo, não foi registrado na contabilidade do clube, pois o contador alega que o passe do jogador não tem valor definido no mercado. a) O contador está correto, pois está considerando a Convenção da Objetividade, já que não há um valor objetivo de mercado. b) O contador está certo, pois está considerando a Convenção da Materialidade, já que o valor do passe do jogador ainda é irrelevante. c) O contador está errado, pois não obedeceu ao princípio do Denominador Comum Mo- netário, já que deveria registrar o jogador por um valor equivalente ao de outro jogador da mesma característica negociado recentemente. d) O contador está errado, pois, admitindo o princípio do Custo Histórico como Base de Valor, poderia considerar o custo de formação do jogador. CAP. 21 Aspectos sobre Normas e Teoria da Contabilidade | e-195 EXERCÍCIOS SUPLEMENTARES II 1. Comente os cenários primitivo e moderno na Contabilidade. 2. Cite as diferenças entre Postulados, Princípios e Convenções. 3. Comente o que é Valor Recuperável de Ativos (Impairment Test). 4. O que você entende por Ajustes a Valor Presente? 5. O que significa para a Contabilidade “Convergência Internacional”? 6. Comente o Princípio da Prevalência da Essência Econômica em relação à Forma Jurídica. 7. O que é Compreensibilidade? 8. Relacione os Princípios Internacionais conforme a CPC e a Deliberação CVM no 539/08. 9. Comente as principais diferenças entre Relevância e Confiabilidade. 10. Por que a Entidade Contábil e a Continuidade, que são consideradas pilares da Contabilida- de, são substituídas pela Competência e Continuidade da Deliberação CVM no 539/08? 11. Comente os Objetivos da Contabilidade. 12. Relacione alguns Usuários da Contabilidade. 13. Quem aprovou como conjunto de regras válidas a Estrutura Conceitual para Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis? 14. O que significa Comparabilidade? 15. Quais são os principais elementos das Demonstrações Contábeis conforme o CPC e a Deliberação CVM no 539/08? Respostas – Pequenas Dicas QUESTÕES – EXERCÍCIOS – ESTUDO DE CASO Capítulo 1 1. A Contabilidade é importante porque coleta dados econômicos... (Sistema de Informação) 2. Não se restringe apenas aos limites da empresa, pois usuários externos... 3. A Contabilidade é uma ciência social aplicada, depende das ações do homem. 4. Veja livro-texto. (Capítulo 2) 5. Veja Capítulo 21 on-line 6. Contabilidade financeira é a contabilidade geral; custos (Revolução Industrial)... 7. O processo contábil se inicia com a coleta de dados. Tomada de decisões. 8. A Contabilidade é necessária porque permite interpretar a situação econômico-financeira... 9. O objetivo da Contabilidade é permitir aos usuários a avaliação da situação... 10. Veja livro-texto. 11. Faça um esforço (veja leitura complementar do Capítulo 1). 12. Veja livro-texto. 13. Compare com a função do repórter. 14. Faça um esforço. O serviço contábil de “despachante” prevalece nos escritórios... 15. Decisões tomadas sem o respaldo da Contabilidade. Capítulo 2 1. As Demonstrações Financeiras (4) mais a Demonstração dos Fluxos de Caixa. 2. $ 20.000.000; $ 250.000.000. 3. Dívidas Reclamadas (P); Não Reclamadas (PL). 4. O = A. 5. 5. Ativo Passivo e PL Máqs. 1.528.000 Financ. 1.528.000 6. A P → B, D e O. 7. P → CT → CE; PL → CP → CI. 8. $ 386.000.000. 9. Recursos: Financiamentos e Materiais. 10. Ano Ano ANTERIORATUAL 11. Faça um esforço. Respostas – Pequenas Dicas | e-197 12. Denominador Comum Monetário e Objetividade; Marcas, Fundo de Comércio. 13. PL/SL = $ 80.000. 14. A (18 itens); P (9 itens); PL (3 itens). 15. Disposição das S.A.; 1 coluna Notas Explicativas; em $ milhares no cabeçalho; não é obriga- da. Capítulo 3 1. Não, pois . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. Sim, pois . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. AC; RLP, Permanente, PC, ELP e PL. 4. Um ano ou Ciclo Operacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5. Total do Ativo: $ 1.900.000.000. 6. Ativo Exercício Anterior Exercício Atual 950.000.000 1.900.000.000 7. 29. 8. AC e PC. 9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . > 16,5 meses e . . . . . . . . . . . . . . . .< 16,5 meses. 10. Normalmente 31/12. 11. A partir do primeiro vencimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12. AC: 7.740.000.000; RLP: 2.488.000.000; AP: 11.519.000.000. 13. Não Circulante: discuta se é Investimentos ou Imobilizado. Capítulo 4 1. Não. É uma distribuição de lucro. 2. Custo: Mão de obra, Depreciação de Máquinas, Material Secundário de Fábrica... 3. Sim. Por exemplo: pagamento de dívida. 4. Perda: Estoques obsoletos, Deterioração da Matéria-prima... 5. Lucro Líquido: $ 49.100.000. 6. Ativo: $ 17.200.000. 7. Essa é por sua conta. 8. Idem à anterior. 9. Prejuízo e Lucro. 10. 20/01 – Matéria-prima é Gasto e, em seguida, Ativo; 06/02 é Custo... 11. Incêndio na Fábrica é Perda; Venda de Ativo Imobilizado c/ Lucro é Ganho... 12. Usando só o Balanço ou utilizando a DRE. 13. Lucro do Exercício: $ 1.790 milhões. Capítulo 5 1. Receita Ganha × Receita Recebida; Despesa Consumida × Despesa... 2. É obrigatório. 3. Faça um esforço. 4. Pecuária, Vinho, Construção Civil... 5. Devedores Duvidosos. 6. Seguros, Juros... 7. Para atender ao regime de competência. 8. Competência: $ 470.000; Caixa: $ . . . . . . . . . . . 9. Caixa: $ 575.000; Contas a Receber: $ 500.000; Contas a Pagar: . . . . . . . . 10. Estoque. 11. Balanço: Aluguel Antecipado: $ 160.000 (–) 16.000; Rec. Antecipada . . . . . . e-198 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion 12. Lucro: está entre $ 1.500 e 1.700. 13. $ 6.888. . . . . . . . . . . . 14. 6/12. 15. Pense no Diferido, como era seu tratamento antes da Lei no 11.941/09 e como ficou depois. Capítulo 6 1. | e –. 2. Essa é fácil demais. 3. Sacrifício para obter receita e ajustes. 4. Há dois tipos de Variações Monetárias. 5. Está entre $ 300.000 e $ 400.000. 6. Lucro Real foi criado pelo Imposto de Renda. 7. $ 600.000. 8. No grupo Despesas Operacionais Financeiras. De forma dedutível. 9. Idem à questão 2. 10. Vendas (–) Custo das Vendas; Lucro Bruto (–) Despesas Operacionais; . . . . 11. $ 863.379. 12. Lógico. Pense em inclusão e exclusão. 13. Provisão para Imposto de Renda: $ 207,30. 14. IR = 15% × L. Real = 15% (32,5 + inclusões – exclusões – 10% LDIR). l IR = 15% [32,5 + 20 – 2,8 – 10% (32,5 – IR)] = $ 14.366 milhões.Capítulo 7 1. Dinheiro, quase dinheiro, dinheiro mais lentamente, dificilmente dinheiro. 2. Situação Financeira deficiente, atrasa Impostos, aplicou muito em Investimentos ... 3. Liquidez e Rentabilidade. 4. O Lucro deverá ser de $ 250.000.000 (sendo que 40% serão distribuídos). 5. Faça um esforço. Capítulo 8 1. Está entre $ 1.400.000 e $ 1.500.000. 2. Essa é muito fácil. 3. DLPAc. É a ponte entre a DRE e o BP. 4. O ramo de atividade é a principal. 5. Não, pois... 6. 1.1.1 – Ativo/Circulante/Caixa; 1.1.2 – Ativo/Circulante/Bancos... 7. Uniformização de procedimentos. 8. Plano de Contas explicado. 9. Para utilização de sistema eletrônico ou digital na Contabilidade. 10. Não necessariamente. 11. Plano de Contas. 12. Manual, Maquinizado... Veja Capítulo 11. 13. A primeira atitude está correta. A Segunda... 14. Ativo: Caixa, Estoque, Investimentos, Depreciação Acumulada... 15. Faça um esforço macabro. Capítulo 9 1. Ativo: Caixa = $ 1.980.000 e Móveis e Utensílios = $ 5.000.000. 2. Desdobre-se para responder. 3. Não há espaço aqui para responder a tudo isso. Respostas – Pequenas Dicas | e-199 4. Fins didáticos: conhecer a mecânica contábil. 5. Razonete: Controle individual por conta. 6. Débito e Crédito são convenções contábeis. Não há definição. 7. Aumenta Ativo: Debita; Diminui... 8. Método das Partidas Dobradas. 9. Exigível da Cia. Morena: $ 500.000; Cia. Farofa: abaixo de $ 1.000.000. 10. a) Aumento de Capital em dinheiro; b) Empréstimo bancário; c) . . . . . . . . . 11. a) Aumentou; b) Não alterou; c) Diminuiu; d) . . . . . . . . . . 12. Essa é por sua conta. 13. b) ..o; c) (±) o o; d) pessoa física; e) . . . . . . . . . 14. b) Recebimento de duplicatas; c) pagamento de dívida; d) . . . . . . . . . . 15. Eventos particulares referentes aos dias: 1 (parte); 2 (Total do Ativo $ 3.450.000); 6; 8; Capítulo 10 1. Identificação de erros na escrituração... 2. Sim. Os totais não serão idênticos (Débito). 3. A diferença é $ 846.322,20 ($ 940.358 – 94.035,80), que, dividida por 9 dias, totaliza $ 94.035,80. No erro de casa decimal, a diferença é divisível por 9. 4. Balancete em períodos mais curtos, Carlos. 5. Uma diferença de 10, 100 ou 1.000 entre os dois totais normalmente é erro de soma. 6. Nenhum. 7. Dividindo-se a diferença por 2, pode-se identificar um lançamento indevido de débito no crédito ou vice-versa. 8. Três casos causariam diferenças no Balancete. 9. Mais colunas ou... 10. Caixa: 3.000; Receita de Serviços: 13.504; ... Total: $ 25.300. 11. Lucro Líquido: $ 545.400. 12. Total do Ativo: $ 2.300.000. 13. Débito no Balancete: $ 33.600.000; após ajuste: $ 35.105.000; Ativo: $ 17.000.000. 14. Prejuízos Acumulados no PL. 15. O total correto do Balancete antes dos ajustes é de $ 35.500 milhões; após ajustes: $ 37.072 milhões. Capítulo 11 1. Desdobra mais a Contabilidade... 2. Diário Auxiliar de Clientes; Diário Auxiliar de Recebimentos... 3. Complementação. 4. Tempo. 5. Contas a Pagar; Folha de Pagamento; Faturamento... 6. a) –; b) 6.4; c) 6.1; d) ... 7. Obrigatório × optativo... 8. Clientes: $ 279.000; Fornecedores: $ 86.000. 9. Diário Geral – Receita Bruta – Crédito. 10. Contas a Receber: $ 318.800.000; Vendas: $ 319.600.000... 11. Fazer complementação: $ 1.100.000. 12. O controle de vendas detectará a diferença. 13. Saldo final: $ 11.800.000. 14. e 15. Não há meio de dar dicas. e-200 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Capítulo 12 1. Facilitar conciliação bancária. 2. Fundo Fixo, Depósito em Bancos... 3. Balancete bate, porém... 4. Média das perdas dos últimos três anos. 5. Idem à resposta 4. 6. Provisão para Devedores Duvidosos: 7.000. 7. Saldo ajustado: $ 68.452.500. 8. Despesa Exercício Seguinte: $ 200.000. 9. Despesa Exercício Seguinte: $ 466.667. 10. Despesa Exercício Seguinte: $ 756.667. 11. Despesa Exercício Seguinte: $ 476.000. 12. Perda. 13. Ciclo Operacional Longo. 14. Veja texto. 15. Há necessidade de controle. Capítulo 13 1. MDV = EI + Compras. 2. Contagem in loco. 3. Reduzir CMV, aumento LL... 4. Cuidado com o corte... 5. CMV: $ 2.400.000. 6. Estoques superavaliados... 7. Fifo, maior lucro... 8. Determinação de avaliação pelo CPC 16. 9. Permanente: é conhecido a qualquer... 10. F, V, V e F. 11. Lifo: $ 209; $ 250.000 (EF). 12. E. F. (maio): $ 1.944.000. 13. E. F.: $ 7.590.528. 14. E. F.: $ 170.640. 15. O plano de Léo não é bom. Capítulo 14 1. Vida longa; não se destina à venda... 2. Depreciação: bens duráveis tangíveis... 3. 1.1, 1.1, 1.3, 1.3, 1.3.2, 1.3.2, 1.1, 1.2. 4. 3, 1, 1, 1, 2, 2, 2, 3, 3, 2, 2, 2, X, 2, X, X. 5. Vários pontos estão incorretos. 6. Vários pontos estão incorretos. 7. Estoque: $ 200.000; Ton.: $ 4.200. 8. Resultado Correção Monetária: $ 167.000. 9. O procedimento é incorreto. 10. Tudo correto. 11. Não são relevantes. 12. Momento X3 – Investimento: $ 140.000. 13. Não se apura resultado na fase pré... 14. São despesas. 15. A: $ 610.430.000, B: 638.400; C:... Respostas – Pequenas Dicas | e-201 Capítulo 15 1. Prazo de pagamento. 2. Doze prestações: PC. 3. PC: $ 5.760.000. 4. Atrasa pagamento. 5. IPI a recolher: $ 1.520.000. 6. ELP: $ 554.400. 7. Caixa: $ 160.000.000. 8. Veja texto. 9. Imposto de Renda postergado. 10. Adiantamento – Exigível. 11. Curto Prazo: 480 dias. 12. Dívidas atualizadas. 13. Total: 5.700.000. 14. Gera recursos lentamente. 15. Pagar as dívidas a C.P. Capítulo 16 1. PL = A – PE – REF. 2. Subscrito = comprometido. 3. Veja texto. 4. Ágio: 9.000.000. 5. Obrigatório × optativo. 6. Total: $ 4.560.000. 7. Total: $ 4.560.000. 8. Veja texto. 9. Remanescentes de lucros + L. L. 10. Total: 213.000. 11. 130 mil ações. 12. C, C, E, E, C, C. 13. VPA = 125,35. 14. Ágio = 75,35. 15. e) a que deveria ser – 3,60. Capítulo 17 1. Obrigatória. 2. Ponte. 3. Saldo: $ 9.125. 4. Exercício: 3 = 845. 5. $ 422,5. 6. Nada impede. 7. Saldo: 99.904.000. 8. PL (X10) = 3.600. 9. LL por ação = 7,88125. 10. Mais detalhes. 11. Competência e consistência. 12. Saldo: $ 100.000; total: 745.000. 13. Veja texto. 14. Eliminar centavos. 15. Total: 3.365. e-202 | CONTABILIDADE EMPRESARIAL E GERENCIAL José Carlos Marion Capítulo 18 1. Veja texto. 2. Veja texto. 3. Veja texto. 4. Pouco $ – empréstimo. 5. Veja texto. 6. Veja texto. 7. Veja texto. 8. Saldo 31-12-X5 – 6.000. 9. Saldo 31-12-X6 – 5.300. 10. Não em dinheiro, não afeta. 11. Vendas à vista e aquisição de máquinas. 12. E – 22.300; S – 21.400. 13. E – 367.000; S – 376.000. 14. E – 3.705; S – 3.685. 15. E – 11.370; S – 12.670. Capítulo 19 1. Não. 2. E. (...), Auditor. 3. Vide texto. 4. Relatório da Diretoria. 5. Quadros analíticos. 6. Sim ou N. E. 7. Só duas não são. 8. Parecer do auditor. 9. Alternativa a. 10. Balanço Geral. 11. Até 360 dias; Fifo. 12. Valor imaterial. 13. Excesso de otimismo. 14. É realista. 15. N. E. A, c, h, i. Capítulo 20 1. Veja texto. 2. Lucro. 3. a) DOAR; b) DRE; c) DFC; d) DOAR... 4. Mostra as mudanças de posição financeira. 5. Depreciação, CM, VC. 6. Equivalência Patrimonial e Correção Monetária. 7. LL 200.000 (+) 140.000 = 340.000 8. CCL – 2.000.000. 9. CCL × Disponível. 10. Origens× Lucro. 11. Reduz, reduz, reduz. 12. CCL – Var. – 511.000. 13. Lucro ajustado: 484.500. 14. O resultado é o mesmo. 15. O “não contador” não dá parecer. Respostas – Pequenas Dicas | e-203 Capítulo 21 1. Entidade Contábil (justifique o porquê e exemplifique). 2. Descontinuidade – Informe nos Relatórios Contábeis (argumente). 3. Objetividade (atestado deliberatório, passe, documento...). 4. Custo Histórico como Base de Valor (possibilidade de Reavaliação...). 5. Correção Monetária. 6. Consistência (comparabilidade de relatórios de uma empresa em vários anos). Uniformidade (comparabilidade de relatórios de diversas empresas em um único ano). 7. Entidade Contábil (distinguir as duas entidades). 8. Houve quebra de consistência por motivos supervenientes e não por futilidade; portanto, ( ) fere ( ) não fere a consistência. 9. Não contraria, mas restaura em histórico corrigido. 10. Empresa em continuidade não vende Bens de Manutenção; avaliação e valoresde Entrada (Custo). 11. Materialidade (o Custo é muito para tão pouco – quase nada – benefício). 12. Conservadorismo (antecipar prejuízo; estoque; custo ou mercado, o menor). 13. Materialidade (Benefício deve ser maior que o custo de produzir a informação contábil). 14. Conservadorismo ($ 18.000.000 e $ 20.000.000 – prevalecendo o maior). 15. Auditoria: 1) Entidade; 2) Custo Histórico Corrigido; 3) Custo Histórico; 4) Consistência; 5) Entidade. 1) Foi ferido; 2) Não foi ferido; 3) Foi ferido; 4) Não foi ferido; 5) Não foi ferido.