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UNIDADE 2 - FAA: CARTAS E MAPAS TIPOS DE CARTA IFR As cartas IFR de baixa altitude fornecem informações aeronáuticas para navegação sob regras de voo por instrumentos abaixo de 18.000 pés MSL. Essas publicações de quatro cores incluem serviços de tráfego aéreo, aeroportos que possuem um procedimento de aproximação, instrumento ou uma pista de superfície dura com comprimento mínimo de 3.000 pés, aerovias, altitudes de cruzeiro, limites do espaço aéreo controlado, áreas de uso especial do espaço aéreo etc. Já as cartas IFR altas são projetadas para navegação em – ou acima de – 18.000 pés MSL, incluindo estrutura da rota do jato, rotas RNAV, informações sobre os auxílios de rádio navegação (frequência, ID, canal, coordenadas geográficas), aeroportos selecionados, waypoints etc. Por fim, as publicações dos procedimentos adotados em terminais do espaço aéreo norte-americano incluem cartas de procedimento de chegada por instrumentos (IAP), cartas de procedimento de saída (DP), cartas de chegada padrão e diagrama de aeroportos, por exemplo. As cartas IAP fornecem o procedimento IFR desde a rota até o ponto em que uma aterrissagem segura pode ser feita. As cartas de saída são procedimentos estabelecidos em determinados aeroportos para simplificar os procedimentos de decolagem. As STAR são rotas de chegada IFR estabelecidas para certos aeroportos para simplificar os procedimentos de sequenciamento. Sistemas de aerovias e rotas Aerovias VOR e de Média e Baixa Frequência O sistema de aerovias VOR e de média e baixa frequência consiste em aerovias que se estendem normalmente de 1.200 pés AGL a 18.000 pés MSL, exclusive com uma largura de 8 NM. As aerovias VOR ou VOR AIRWAYS são exclusivamente balizadas por estações VOR/VORTAC e estão contidas nas publicações da JEPPESEN ou DOD-FLIP ENROUTE LOW ALTITUDE CHARTS US, sendo designadas na cor preta e letra "V", seguida de um número. O voo deve ser conduzido no eixo central da aerovia, estando sempre sintonizado, ao longo da rota, com o auxílio- rádio mais próximo. Por sua vez, as aerovias de baixa e média frequência existem apenas no estado do Alasca. São especificadas nas cartas de rota publicadas pelo DOD-FLIP ENROUTE LOW ALTITUDE CHARTS US, balizadas por radiofaróis e designadas na cor marrom por meio de números. Rotas de Jato (Jet Route System) São rotas que se estendem de 18.000 pés MSL até o nível 450, e são designadas pela letra "J" (Jet) e por um número. As Jet Route são balizadas por auxílio-rádio VOR/VORTAC e aparecem na cor preta nas cartas de rota publicadas pelo DOD-FLIP ENROUTE HIGH ALTITUDE CHARTS US, e na cor azul nas cartas publicadas pela JEPPESEN. No caso do Alasca, tais aerovias poderão ser balizadas por auxílios L/MF, sendo especificadas na cor marrom nas cartas de navegação. Rotas de Navegação Aérea (RNAV) É o tipo de navegação que permite que a aeronave opere em qualquer curso que o piloto deseje, dentro do alcance dos sinais das estações usadas ou de acordo com a capacidade dos equipamentos autônomos de navegação, o que se compreende em uma distância e direção específicas. As rotas RNAV têm o objetivo de fornecer rotas mais diretas para aeronaves voando IFR e aumentar a segurança e a eficiência do Sistema Nacional de Espaço Aéreo. Para usá-las, as aeronaves devem estar equipadas e terem aprovação de equipamentos GNSS. As rotas RNAV de baixa altitude são identificadas pelos prefixos "T" e "TK" para rotas de helicóptero RNAV, seguido por um número de três dígitos (T-200 a T-500). Elas são mostradas em azul nas cartas de baixa altitude, assim como são exibidos dados acerca dela, a exemplo de linhas de rota, caixas de identificação, waypoints e MEAs. O GNSS MEA para cada segmento é estabelecido para garantir a liberação de obstáculos e a recepção de comunicações. MEAs GNSS são identificados com um sufixo "G" MEA é a menor altitude publicada entre os fixos de rádio que asseguram a cobertura de sinal de navegação aceitável. Além disso, atende aos requisitos de liberação de obstáculos entre esses fixos. A MEA prescrita para uma aerovia federal ou para um segmento, uma rota baixa ou alta de RNAV ou outra rota direta aplica-se a toda a largura da aerovia aérea, segmento ou rota entre os fixos de rádio que a define. As MEAs são estabelecidas com base na eliminação de obstáculos em terrenos e objetos feitos pelo homem, na adequação do desempenho das instalações de navegação e requisitos de comunicação. Já as rotas Q (altas) estão disponíveis para uso por aeronaves equipadas com RNAV entre 18.000 pés MSL e FL 450, e são representadas nas cartas de alta altitude, na cor azul. CARTAS IFR PARA PROCEDIMENTOS DE SUBIDA E DESCIDA Agora, serão abordadas algumas cartas IFR para procedimentos de subida e descida, a saber: saída padrão por instrumentos, abreviada como SID, e Standart Terminal Arrival, isto é, STAR. Saída Padrão por Instrumentos (SID) Com o objetivo de simplificar as autorizações relativas à subida, foram criadas para alguns aeroportos saídas padrões por instrumentos. No caso de operarem em aeródromo com SIDs publicadas, os pilotos devem aguardar autorizações do órgão ATS com as informações necessárias ao seu cumprimento e, no caso de não as possuir ou não desejarem efetuá-las, deverão informar ao ATC via fonia, ou incluir no item REMARKS do plano de voo o termo “NO SID”. Os procedimentos de saída padrão por instrumentos são definidos de duas formas: PILOT NAV SIDS: Nessas saídas, o piloto é responsável pela navegação da aeronave durante a subida. Esses procedimentos estão previstos em aeródromos onde é preciso que o piloto faça sua própria navegação devido às condições de segurança e do terreno. Como em algumas dessas saídas há a necessidade de vetoração radar, o piloto deve cumprir as instruções ATC até que seja autorizado a reassumir a navegação para a rota designada. VECTOR SIDS: Já nesse tipo de saída, o ATC vetora a aeronave para a rota designada ou para um fixo descrito na SID. Standard Terminal Arrival (STAR) As STARs são procedimentos de chegada por instrumento pré-planejada, e descrevem rotas prescritas para fazer a transição da aeronave da rota para um fixo na área do terminal, a partir do qual uma aproximação por instrumentos pode ser conduzida. As STARs reduzem a carga de trabalho do piloto/controlador e as comunicações ar-terra, minimizando o potencial de erro no sequenciamento de aeronaves. Neste tipo de carta é mostrado todo o “roteiro” de chegada para o piloto, incluindo as transições de nível e mudanças de velocidade apropriadas.