Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
DISCIPLINA: DBF0059 - FARMACOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO
Profª(s): Dra. Fernanda Regina de Castro Almeida e Dra. Maria Zenaide de Lima
Chagas Moreno Fernandes
WAYLLA CAROLINE SENA MACHADO
CURARE
TERESINA - PI
FEVEREIRO - 2023
WAYLLA CAROLINE SENA MACHADO
CURARE
Trabalho apresentado à disciplina de
Farmacologia para Nutrição como requisito
parcial para aprovação no período 2022.2
Profª(s): Dra. Fernanda Regina de Castro
Almeida
Dra. Maria Zenaide de Lima Chagas Moreno
Fernandes
TERESINA - PI
FEVEREIRO - 2023
SUMÁRIO
1.INTRODUÇÃO………………………………………………………………..……………4
2.METODOLOGIA……………………………………………………………….………….5
3.RESULTADOS E DISCUSSÃO ………………………………………………………....6
4.CONCLUSÃO……………………………………………………………………….……..8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………
4
1.INTRODUÇÃO
O uso de bloqueadores neuromusculares – também conhecidos como Curare
– na prática clínica propiciou um significativo avanço na medicina. Outrora, segundo
Almeida (1997):
“[...] A anestesia era mais uma arte, privilégio de poucos, do que uma
ciência que poderia ser transmitida a muitos”. O anestesiologista era
frequentemente impulsionado a optar por uma anestesia profunda, com
efeitos depressores sobre os sistemas respiratório e cardiovascular e por
marcantes efeitos metabólicos, afim de poder oferecer bom relaxamento
muscular à cirurgia”.
ALMEIDA, 1997, p.195
Antes desse uso em saúde, porém, o curare já era conhecido pelos povos
nativos da região amazônica. A primeira menção ao uso de dardos envenenados
data dos anos 1500, com a morte de um soldado em decorrência de uma flecha
indígena supostamente contendo essa substância. “Curare” era, então, um termo
utilizado pelos povos nativos para se referir ao conjunto de venenos extraídos de
certas espécies de cascas e cipós. (GAUDÊNCIO; RODRIGUES; MARTINS, 2020)
O curare é proveniente de diversas espécies de plantas que variam de acordo
com a região e a tribo. A extração era feita da seguinte forma: as partes das quais se
obtinha o curare eram cozidas com água e o líquido obtido era filtrado em folhas e
depositado em potes de barro, sob fogo brando, para um processo de apuração
bastante semelhante à produção de melaço. O produto final era um fluido escuro,
que, então, estava pronto para ser utilizado em setas de caça. (SILVA, 2022)
A primeira anestesia a base de curare utilizada no Brasil foi aplicada em 1945
sob o nome comercial Intocostrin. De lá para cá, o curare tem sido empregado em
diversas condições, sobretudo no tratamento de dores intensas, pós-operatórios,
anticonvulsionantes e relaxantes musculares. No entanto, é preciso bastante
habilidade de quem administra, pois uma dosagem minimamente equivocada leva o
paciente a uma parada respiratória rapidamente. A morte por curare é causada por
asfixia, pois os músculos esqueléticos ficam relaxados e, então, paralisam,
cessando os transportes de oxigênio. (SILVA, 2022, LIMOGNI, 1946)
Feitas essas colocações e apresentações, o objetivo das práticas aqui
descritas é demonstrar os mecanismos de ação do curare através de experimentos
em animais e discutir seus efeitos na saúde humana.
5
2.METODOLOGIA
A prática foi realizada de forma integralmente virtual, com o auxílio de um
vídeo publicado na plataforma Youtube que reproduz a experiência de Claude
Bernard, responsável pela descoberta da ação curarizante.
Tomou-se uma rã, submetida previamente à descerebração. Na parte
posterior das coxas do animal, separa-se o nervo ciático da artéria e se liga a um
eletrodo de estimulação (estímulo indireto), em seguida, o tendão do músculo
gastrocnêmio é separado, seccionado e preso a um fio, que será usado para
registrar a atividade muscular. Na coxa direita, uma ligadura em massa impede o
fluxo sanguíneo para a respectiva pata.
Com essas posições, aplica-se estímulo em ambas as patas. Os resultados
são transcritos por um transdutor de força.
Feita essa primeira parte, os eletrodos são realocados no animal, dessa vez,
diretamente sobre o músculo (estímulo direto). Esses procedimentos visam obter
uma resposta controle, ou seja, como o músculo se comporta sem a ação da
substância estudada.
Em seguida, o curare é aplicado no saco linfático dorsal do animal.
Aguarda-se alguns minutos e, então, são repetidas as estimulações. O experimento
foi repetido em outros animais: um peixe elétrico e uma ave
6
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nas primeiras estimulações, tanto na diretamente no músculo quanto na feita
no nervo, ambas as patas apresentavam contração; já após o medicamento, apenas
a pata com ligadura, ou seja, sem fluxo sanguíneo, apresentou contração quando o
estímulo era aplicado. Estes achados estão sumarizados no quadro 1 abaixo.
Quadro 1. Presença de contração frente ao uso do curare
Presença do curare/
Estímulo
Sim Não
Direto Contração Contração
Indireto Não
contração
Contração
Fonte: Autoria própria (2023)
Nas documentações de contração muscular, após a administração do curare,
observa-se uma queda progressiva da capacidade de contração da pata esquerda,
ou seja, aquela que recebia irrigação sanguínea adequadamente, evidenciando a
ação neuromuscular. A junção neuromuscular (JNM) é a união entre o sistema
nervoso periférico e as fibras musculares, onde ocorre a sinapse que permite a
contração muscular; sendo fundamental para garantir a contração e, por
consequência, o movimento. (ZANARDO, 2022)
Nessa junção, há a fibra nervosa com um filamento terminal, que é denominado
estrutura pré-sináptica; em seguida, há a membrana pós juncional. Quando o
impulso elétrico atravessa a área pré-sináptica, há liberação de acetilcolina (ACh), o
neurotransmissor responsável pelas ações. A ação do curare consiste, basicamente,
numa competição com a acetilcolina pelos receptores, impedindo sua ação.
(GALINDO, 1997)
Contudo, o curare, tanto nas formas naturais quanto nas sintéticas, apresenta um
efeito bastante potente, conforme observado na prática com aves, na qual se
observa algumas diferenças entre as duas formas. Nos mamíferos, a rigidez não é
tão aparente, todavia, independente do animal, as doses letais, variáveis com o pêso
e a espécie, levam à asfixia em decorrência de paralisia dos músculos respiratórios;
a morte pode ser evitada pelo emprego de respiração artificial. (SILVA JR., 1945)
7
4. CONCLUSÃO
Através das práticas aqui descritas, foi possível demonstrar o mecanismo de
ação do curare no organismo. A busca na literatura ajudou a esclarecer esses
mecanismos, bem como trazer à luz seus efeitos na saúde.
Cabe destacar que, como qualquer substância, o curare tem suas vantagens
e desvantagens, cabendo cautela e parcimônia em seu uso, visando um melhor
aproveitamento pela sociedade.
8
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALMEIDA, Maria Cristina Simões de. A era dos bloqueadores neuromusculares.
Brazilian Journal of Anesthesiology, v. 47, n. 3, p. 195-198, 1997.
GALINDO, ANIBAL. Local de ação dos relaxantes musculares. Brazilian Journal of
Anesthesiology, v. 21, n. 3, p. 0-0, 1971
GAUDÊNCIO, Jéssica da Silva; RODRIGUES, Sérgio Paulo Jorge; MARTINS, Décio
Ruivo. Indígenas brasileiros e o uso das plantas: saber tradicional, cultura e
etnociência. Khronos, n. 9, p. 163-182, 2020.
LIMONGI, José Papaterra. O uso do curare como auxiliar da anestesia. Revista de
Medicina, v. 30, n. 151, p. 359-364, 1946.
SILVA, Angel Gabriella Garcia da. ETNOFARMACOLOGIA: CONTRIBUIÇÃO DE
POVOS ORIGINÁRIOS NO DESCOBRIMENTO DE FÁRMACOS E
FITOTERÁPICOS. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Farmácia).
São Paulo, Bauru, 2022
SILVA JR, J. A. Aplicações do curare em neuro-psiquiatria. Arquivos de
Neuro-Psiquiatria, v. 3, p. 467-471, 1945.
ZANARDO, Gabriel Ferreira. Adaptações morfológicas da junção neuromuscular ao
exercício físico. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Educação
Física). São Paulo, Rio Claro, 2022.

Mais conteúdos dessa disciplina