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Universidade Federal do Pará Instituto de Ciências Biológicas Faculdade de Biomedicina INGRID RAQUEL SILVA SANTOS RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: TESTE RÁPIDO IMUNOGROMATOGRÁFICO Belém-Pa 2023 1. INTRODUÇÃO Os testes rápidos são comumente utilizados como uma ferramenta simples e rápida para o diagnóstico de diversos alvos biológicos, em sua maioria antígenos ou anticorpos indicadores de infecção. Em suma, sua estrutura funcional consiste em quatro distintas regiões: o filtro de amostra, o suporte do conjugado, a membrana de nitrocelulose e o filtro de adsorção. Cada uma delas representa uma característica associada aos fundamentos desse tipo de teste (figura 1). Figura 1 – Estrutura funcional do teste rápido imunocromatográfico. Fonte: JAPOLLA, 2015 O filtro de amostra é o local que recebe a amostra e promove sua distribuição uniforme e controlada para o suporte do conjugado, impedindo o alagamento do dispositivo. Frequentemente o material utilizado nessa região é a fibra de celulose, a qual apresentam espessura capaz de realizar a absorção da amostra, evitando a inundação do interior do teste. O suporte do conjugado é o compartimento posterior ao filtro de amostra, nele encontram-se fixados anticorpos ou antígenos conjugados a nanopartículas de ouro coloidal. É nessa mesma região onde os antígenos ou anticorpos da amostra se ligam aos conjugados impregnados e são distribuídos uniformemente para a membrana de nitrocelulose, a qual contém reagentes de captura específicos para a detecção dos anticorpos ou antígenos associados aos conjugados, elas são denominadas linhas teste e linha controle. Em suma, as moléculas que saem da região do suporte do teste seguem o fluxo até a linha controle e a linha teste onde os conjugados e os anticorpos ou antígenos ligam-se aos anticorpos ou antígenos imobilizados, originando uma linha colorida. O fluido continua para a linha de controle quando o restante de partículas de ouro conjugado irá ligar-se aos anticorpos anti-IgG imobilizados, resultando em uma linha colorida. Se o teste for negativo, apenas a linha controle apresenta a coloração, não ocorrendo ligações na linha teste. Por fim, o filtro absorvente é posicionado na extremidade distal da membrana de nitrocelulose e tem como finalidade puxar todo o fluido adicionado no teste assegurando que não ocorra a volta deste material, evitando resultados incorretos (JAPOLLA,2015). O teste rápido imunocromatográfico é muito utilizado nas rotinas laboratoriais. Existem atualmente diversos testes capazes de detectar as mais variadas infecções a partir da presença de antígenos microbianos ou anticorpos no sangue do paciente. Portanto, às atividades práticas referentes a essa técnica são importantes no processo educacional dos discentes de biomedicina. Desse modo, objetivou-se a realização prática do teste com o intuito de demostrar a técnica e seus diferentes resultados. 2. MATERIAIS E MÉTODOS Para a execução do teste rápido imunocromatográfico utilizou-se o kit Pambio Covid-19 IgG/IgM Rapid Test Device (Figura 2), o qual continha embalagens individuais com os testes, pipetas descartáveis para a coleta de sangue e solução tampão. Além disso, utilizou-se lancetas descartáveis (figura 3). Dessa forma, formaram-se duplas de alunos, em que um dos alunos era responsável pela realização do teste no outro. Sendo assim, inicialmente a região de coleta de sangue, nesse caso, a ponta de um dos dedos das mãos, foi higienizada e em seguida utilizou- se uma lanceta para furá-lo, após essa etapa descartou-se a lanceta e com o auxílio da pipeta descartável coletou-se uma pequena quantidade de sangue do local onde houve a furada. Quando a quantidade necessária de sangue foi coletada, depositou-a na região do filtro de amostra do teste, em seguida nessa mesma região colocou-se duas gotas da solução tampão, então, esperou-se por um período de aproximadamente 15 minutos para se observa o resultado definitivo obtido nos testes. Figura 2 - kit Pambio Covid-19 IgG/IgM Rapid Test Device. Fonte: arquivo pessoal. Figura 3 – Embalagem individual contendo um teste, solução tampão e lanceta. Fonte: arquivo pessoal. 3. CONCLUSÃO Durante as atividades de aula prática os discentes tiveram a oportunidade de realizar o teste rápido imunocromatográfico. A partir disso, observou-se os diferentes resultados, positivo e negativo, representados pela presença de duas e uma lista colorida, respectivamente. Desse modo, foi possível avaliar a presença ou ausência de infecção por coronavírus e esclarecer a técnica e a interpretação dos resultados. REFERÊNCIAS JAPOLLA, Greice et al. Teste imunocromatográfico de fluxo lateral: uma ferramenta rápida de diagnóstico. 2015.