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MOLDAGEM FUNCIONAL E OBTENÇÃO DE MODELO DE
TRABALHO EM PRÓTESE TOTAL
★ MOLDAGEM EM PT:
A) PRIMEIRA MOLDAGEM: Preliminar, anatômica ou de estudo
➔ Compressiva, para que os tecidos adjacentes à área chapeável sejam
afastados e a mesma seja completamente exposta e bem definida
B) SEGUNDA MOLDAGEM: Final, funcional ou de trabalho
➔ Seletiva ou sem pressão, para que não haja deformação da fibromucosa
da área chapeável proveniente de compressão durante a moldagem
★ MOLDAGEM FUNCIONAL:
● DEFINIÇÃO: é um ato operatório que tem como objetivo reproduzir em negativo
(molde) as estruturas anatômicas e, ao que ao verter gesso sobre este, teremos um
modelo (positivo) adequado para confeccionar as próteses totais
● É toda moldagem obtida através de uma ação dinâmica das estruturas relacionadas com
a prótese
● OBJETIVOS:
➢ Determinar a área de assentamento e periférica da prótese
➢ Obter detalhes anatômicos da área chapeável
➢ Comprimir as zonas de compressão
➢ Avaliar zonas consideradas de alívio
● FINALIDADES:
➢ Obter a retenção da prótese
➢ Obter a uniformidade no assentamento da base da prótese
➢ Fornecer conforto ao paciente
● CARACTERÍSTICAS:
➢ Moldagem com pressão seletiva
➢ Moldeira individual
➢ Dividida em 3 fases:
- Moldagem de bordo ou periférica (godiva)
- Moldagem corretiva (pasta zoe)
- Travamento posterior (cera)
➢ Obtenção do modelo funcional ou de trabalho
● PRESSÃO SELETIVA:
➢ Alívio nas áreas de suporte ósseo (preservação óssea)
➢ Leve compressão no selado periférico
➢ Retenção, estabilidade e suporte para a prótese
➢ Estética pelo preenchimento do flanco vestibular
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Zonas de alívio: rugas palatinas, rafe palatina, trígono do 3 molar
● ANATOMIA PARA-PROTÉTICA DO REBORDO SUPERIOR:
1. Espaço coronomaxilar:
- região de 2 e 3 molar
- torna-se estreito com a abertura bucal
- processo coronóide volumoso - borda mais fina da PT
- sobre extensão: melhorar retenção
- borda espessa da prótese: retenção
2. Fundo de vestíbulo bucal:
- Local onde passa os músculos bucinador
- Presença de freios e bridas: prótese precisa contornar essas
estruturas
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3. Fundo de vestíbulo labial:
- Local onde passa o músculo orbicular do lábio
- Área de grande interesse estético
- Cuidados para não deformar o sulco nasolabial
4. Freio labial
- Prótese precisa contornar e gerar alívio para essa estrutura
5. Término posterior:
● ANATOMIA PARA-PROTÉTICA DO REBORDO INFERIOR:
1. Chanfradura do masseter:
- Região lateral a papila piriforme
- Paciente deve realizar movimentos de abertura e fechamento
2. Fundo de vestíbulo bucal:
- Inserção de freios e bridas
- Inserção para o músculo bucinador
- Linha oblíqua externa da mandíbula
3. Fundo de vestíbulo labial:
- Inserção de freios e bridas
4. Fossa distolingual ou retromolar:
- Linha oblíqua interna da mandíbula
- Região lateral da garganta
- Avaliar retenção X conforto
5. Flange sublingual e freio lingual:
- Presença de glândula sublingual e músculo milo-hióide
- Presença de freios linguais
- Avaliar ação da musculatura
- Presença de do músculo genioglosso
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★ MOLDEIRA INDIVIDUAL:
● MOLDEIRA: São recipientes apropriados para levar a boca do paciente uma
quantidade adequada de material de moldagem, distribuindo-o uniformemente sobre a
área a ser moldada e mantendo-o em posição até o término de sua reação
● MOLDEIRA INDIVIDUAL: São moldeiras confeccionadas especificamente para o
paciente, utilizando o modelo preliminar ou anatômico correspondente
● VANTAGENS:
➢ Determinação dos limites da área chapeável
➢ Vedamento em toda periferia da base da prótese
➢ Melhor retenção da prótese
➢ Maior facilidade de moldagem
➢ Espessura uniforme do material de moldagem
● CARACTERÍSTICAS:
➢ Cabo (facilidade de manipulação; aferição do grau de retenção e estabilidade
durante a moldagem)
➢ Rigidez (evita deformação do molde)
➢ Espessura uniforme
● MATERIAIS PARA A CONFECÇÃO:
➢ Resina acrílica autopolimerizável
- baixo custo
- mais comum
- pode ter distorções
➢ Resina acrílica fotopolimerizável
- boa adaptação
- facilidade de confecção
- necessidade de equipamentos
➢ Placas de poliestireno
- processo rápido
- baixa rigidez
- necessidade de equipamentos
➢ Resina acrĺica termopolimerizável
- boa adaptação
- translucidez
- técnica mais complexa
● CONFECÇÃO UTILIZANDO RESINA ACRÍLICA AUTOPOLIMERIZÁVEL:
➢ Delimitação da área basal
- 2 a 3mm entre a linha de fundo de fórnix e a subextensão da moldeira
- usar uma grafite para demarcar
➢ Alívio de áreas retentivas com o uso de cera utilidade (“zonas de alívio”)
- Maxila: região de rugas palatinas, rafe palatina, trígono do 3 molar
➢ Isolamento dos modelos com vaselina
➢ Isolamento das placas de vidro com vaselina
➢ Proporcionamento e manipulação da resina acrílica
➢ Uso da resina acrílica em sua fase plástica
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➢ “esmagar” a bola de resina acrílica com as duas placas de vidro
➢ Adaptação ao modelo e recorte dos excessos de resina
➢ Esperar a polimerização da resina acrílica
➢ Acabamento das bordas
➢ Precisa ter:
- espessura de 3 mm
- resistência
- rigidez
- estabilidade
● QUALIDADE DAS MOLDEIRAS INDIVIDUAIS:
➢ Resistência adequada para não deformar-se diante dos esforços a que são
submetidas
➢ Elasticidade suficiente frente às áreas retentivas para poder separar-se do
modelo
➢ Borda com espessura adequada para a correta moldagem do selado periférico
➢ Extensão e delimitação para que alcance totalmente os limites da zona
protética
➢ Resistência ao calor para facilitar correções
➢ Facilidade de preparo
➢ Lisura conveniente para não ferir os tecidos
★ MOLDAGEM FUNCIONAL:
● Selado periférico: com godiva
● Travamento posterior: com cera
● Moldagem corretiva: com pasta de óxido de zinco e eugenol
● PROCEDIMENTOS CLÍNICOS:
➢ Posicionamento do paciente e operador
➢ Ajuste da moldeira
- Inspeção de bordas cortantes
- Avaliar se há alívio de freios, bridas e extensão da borda na moldeira
individual
➢ Moldeira ajustada:
- Não deve apresentar dificuldade na colocação e remoção da boca
- Não deve causar dor durante a sua colocação
- Uma vez adaptada à boca, não interferir nos movimentos do lábio e das
bochechas
➢ Moldagem do selado periférico
- Selado periférico com godiva aquecida em bastão
- Plastificação da godiva (colocar em água gelada para não queimar o
paciente)
- Inserção no paciente e tracionamento da moldeira com o selado em
godiva
➢ Exame do molde
- Precisa estar: sem dobras ou pregas; opaca; perfil arredondado
➢ Moldagem corretiva:
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- Preparo e manipulação da pasta de óxido de zinco e eugenol
- Proporção de 1:1
- Inserção do material na moldeira individual
- Introdução e tracionamento da musculatura no paciente
➢ Exame do molde:
- Se houver bolhas, é feito o reembasamento
➢ Travamento posterior:
- Com cera na região entre palato duro e palato mole
➢ Teste de retenção vertical e horizontal
➢ Exame do molde
➢ Desinfecção do molde:
- Hipoclorito de sódio a 1%
- Aspersão ou imersão durante 10 minutos
- Lavar bem o molde após a desinfecção
★ ENCAIXOTAMENTO DO MOLDE:
● OBJETIVOS:
➢ Preservar a forma e espessura do bordo obtido no molde
➢ Obter um modelo que não necessite muito de recorte
➢ Confinar o gesso durante a vibração: menos bolhas
➢ Conseguir adequar a espessura do modelo com mais facilidade
● TÉCNICA:
➢ Rolete de cera utilidade ao redor de toda a moldeira individual
➢ Lâmina de cera 7 ao redor de toda a moldeira
➢
➢ Realizar teste de vedamento com água
➢ Vazamento do molde com gesso especial tipo IV
➢ Vibração
➢ Esperar presa do gesso
➢ Remoção da cera ao redor
➢ Separação molde-modelo:
- Hidratar por 5 minutos
- Microondas por 30s ou água fervente por 2 minutos
➢ Limpeza do modelo funcional
➢ Recorte e acabamento do modelo

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