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ROTEIRO - REFLEXOS 
REFLEXO PUPILAR
A íris, a parte colorida do bulbo do olho, tem um formato de rosca achatada. Ela 
está suspensa entre a córnea e a lente e se liga em sua margem externa aos processos 
ciliares. Ela é formada por melanócitos e por fibras musculares lisas circulares e radiais. A 
quantidade de melanina na íris determina a cor do olho. Os olhos são entre marrom e 
preto quando a íris contém grandes quantidades de melanina, azuis quando sua 
concentração de melanina é muito baixa e verdes quando a concentração de melanina é 
moderada.
Uma função principal da íris é a regulação da quantidade de luz que entra no bulbo 
do olho através da pupila (menina dos olhos; porque é nesse local que é possível ver o 
seu reflexo quando você olha nos olhos de alguém), a abertura no centro da íris. A pupila 
parece preta porque, quando através da lente, vemos o fundo do olho altamente 
pigmentado (corioide e retina). Entretanto, se uma luz brilhante for direcionada para a 
pupila, a luz refletida é vermelha por causa dos vasos sanguíneos existentes na superfície 
da retina. É por esse motivo que os olhos podem parecer vermelhos em uma fotografia, 
quando o flash está direcionado para a pupila. Reflexos autônomos regulam o diâmetro 
da pupila em resposta aos níveis de luminosidade. Quando uma luz brilhante estimula os 
olhos, as fibras parassimpáticas do nervo oculomotor (NC III) estimulam a contração das 
fibras circulares do músculo esfíncter da pupila da íris, promovendo diminuição no 
tamanho da pupila (constrição). Na luz fraca, neurônios simpáticos estimulam as fibras 
radiais do músculo dilatador da pupila da íris a se contraírem, promovendo um aumento 
no tamanho da pupila (dilatação).
ARCOS REFLEXOS MEDULARES
A medula espinal mantém a homeostasia servindo como centro de integração de 
alguns reflexos. Reflexo é uma sequência de ações automática, rápida e involuntária que 
ocorre em resposta a um determinado estímulo. Alguns reflexos são naturais, como 
quando você tira a mão de uma superfície quente mesmo antes de ter a percepção 
consciente que ela de fato está quente. Outros reflexos são aprendidos ou adquiridos. Por 
exemplo, você adquire muitos reflexos enquanto está aprendendo a dirigir. Pisar no pedal 
do freio durante uma situação de emergência é um destes reflexos. Quando a integração 
ocorre na substância cinzenta da medula espinal, o reflexo é chamado de reflexo espinal. 
Um exemplo é o conhecido reflexo patelar. Se, por outro lado, a integração acontece no 
tronco encefálico, o reflexo então é chamado de reflexo craniano. Um exemplo é a 
movimentação de seus olhos enquanto você lê esta frase. Você provavelmente conhece 
melhor os reflexos somáticos, que envolvem a contração de músculos esqueléticos. 
Igualmente essenciais, no entanto, são os reflexos autônomos (viscerais), os quais 
geralmente não são percebidos conscientemente. Eles envolvem respostas dos músculos 
lisos, dos músculos cardíacos e das glândulas. Funções corporais como a frequência 
cardíaca, a digestão, a micção e a defecação são controladas pela divisão autônoma do 
sistema nervoso por meio de reflexos autônomos. Os impulsos nervosos que se 
propagam em direção ao SNC, dentro dele ou para fora dele seguem padrões 
específicos, dependendo do tipo de informação, de sua origem e de seu destino. A via 
seguida pelos impulsos nervosos que produzem um reflexo é conhecida como arco 
reflexo (circuito reflexo). Um arco reflexo inclui os cinco componentes funcionais a seguir:
Receptor sensitivo. A terminação distal de um neurônio sensitivo (dendrito) ou de uma 
estrutura sensitiva associada exerce a função de receptor sensitivo. Ela responde a um 
estímulo específico – modificação dos ambientes interno ou externo – por meio da 
geração de um potencial graduado chamado de potencial gerador. Se um potencial 
gerador atinge o limiar de despolarização, ele irá gerar um ou mais impulsos nervosos no 
neurônio sensitivo.
Neurônio sensitivo. Os impulsos nervosos se propagam, a partir do receptor sensitivo, 
pelo axônio do neurônio sensitivo até as terminações axônicas, que estão localizadas na 
substância cinzenta da medula espinal ou do tronco encefálico. Nestes pontos, 
interneurônios enviam impulsos nervosos para a área do encéfalo responsável pela 
percepção consciente de que aconteceu um reflexo.
Centro de integração. Uma ou mais regiões de substância cinzenta no SNC atuam como 
um centro de integração. No tipo mais simples de reflexo, o centro de integração é uma 
simples sinapse entre um neurônio sensitivo e um neurônio motor. A via reflexa que 
apresenta apenas uma sinapse no SNC é chamada de arco reflexo monossináptico. Os 
centros de integração são mais frequentemente compostos por um ou mais 
interneurônios, os quais podem transmitir impulsos para outros interneurônios ou para um 
neurônio motor. Um arco reflexo polissináptico envolve mais de dois tipos de neurônios e 
mais de um tipo de sinapse no SNC.
Neurônio motor. Impulsos gerados pelos centros de integração se propagam para fora do 
SNC em um neurônio motor que se estende até a parte do corpo que executará a 
resposta.
Efetor. A parte do corpo que responde ao impulso nervoso motor, como um músculo ou 
uma glândula, é chamada de efetor. Esta resposta é conhecida como reflexo. Se o efetor 
é um músculo esquelético, o reflexo é chamado de reflexo somático. Se o efetor é um 
músculo liso, um músculo cardíaco ou uma glândula, então o reflexo é conhecido como 
reflexo autônomo.
Como os reflexos são de modo geral previsíveis, eles fornecem informações úteis 
sobre a saúde do sistema nervoso e podem ajudar muito no diagnóstico de doenças. 
Lesões ou doenças em qualquer parte do arco reflexo podem causar a ausência de 
reflexos ou sua exacerbação. Por exemplo, a percussão do ligamento da patela 
normalmente causa a extensão reflexa da articulação do joelho. A ausência do reflexo 
patelar pode indicar uma lesão de neurônios sensitivos ou motores, bem como uma lesão 
na região lombar da medula espinal. Os reflexos somáticos geralmente podem ser 
testados por meio da percussão da superfície corporal.
EXPERIMENTOS
REFLEXO PUPILAR
OBJETIVO
Demonstrar a ocorrência de reflexos pupilares
MATERIAL 
lanterna (foco de luz)
PROCEDIMENTO 
Reflexo pupilar direto - Um voluntário deverá estar posicionado em um ambiente não 
muito iluminado, preferencialmente sentado, com os olhos abertos. O experimentador, 
munido de uma lanterna pequena, deverá iluminar por alguns segundos um dos olhos do 
voluntário. Uma forma adequada de proceder é, mantendo a lanterna acesa a uns 15 cm 
da face do voluntário, aplicar o foco de luz sobre seu olho por alguns segundos, afastando 
em seguida também por alguns segundos, repetindo então o procedimento. Durante a 
aplicação do foco de luz sobre o olho do voluntário, o experimentador e demais 
observadores deverão notar o que acontece com o diâmetro pupilar do respectivo olho 
(olhos claros facilitam a observação do fenômeno). Também deverá ser observado o que 
acontece com o diâmetro pupilar quando o foco de luz é retirado daquele olho.
Além dos elementos obrigatórios do relatório, responder às seguintes questões:
1- Como são chamados os reflexos pupilares que ocorrem no olho que recebe um 
estímulo luminoso e no olho contralateral? Quando apenas um dos olhos foi estimulado, o 
que ocorreu com o outro olho? Por quê ? 
2- Como se chamam os efetores responsáveis pela alteração do diâmetro pupilar? 
Identifique os elementos desse arco reflexo. Para que serve o reflexo pupilar?
REFLEXO PATELAR
A percussão do martelo (estímulo mecânico) sobre o tendão de um determinado músculo 
causa a sua contração reflexa. As contrações nem sempre são visíveis e torna-se 
necessário senti-las por palpação. Vamos realizar dois reflexos miotáticos. 
OBJETIVO 
Analisar as vias do reflexo patelar no homem. 
MATERIAL 
martelo neurológico. 
PROCEDIMENTO 
O voluntário deverá estar sentado com as pernas pendentes (sem apoio) sobre uma 
mesa. Golpeie otendão patelar (localizado entra o ápice da patela e a tuberosidade da 
tíbia).

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