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UNIVERSIDADE PAULISTA 
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM 
LOGÍSTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR IV 
Assaí Atacadista 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fábio Moura de Figueiredo – RA 2209057 
Luiz Felipe Batista de Melo – RA 2210108 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
João Pessoa – PB 
2022 
2 
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 3 
2. GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA .............................................................. 5 
2.1 Gestão de estoques ............................................................................................................. 5 
2.2 Atividade de compras ........................................................................................................ 6 
2.3 Decisões logísticas .............................................................................................................. 6 
2.4 Tecnologia da Informação (TI) aplicada à Logística ..................................................... 7 
2.5 Análise Organizacional do Assaí Atacadista – Gestão de Suprimentos e Logística ..... 7 
3. MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM .................................................................... 10 
3.1 Layout ................................................................................................................................ 10 
3.2 Picking .............................................................................................................................. 11 
3.3 Ferramentas de controle ................................................................................................. 11 
3.4 Análise Organizacional do Assaí Atacadista – Movimentação e Armazenagem ....... 12 
4. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS ............................................................. 15 
4.1 Estoques ............................................................................................................................ 16 
4.2 Cadeia de suprimentos .................................................................................................... 16 
4.3 Governança e Compliance ............................................................................................... 16 
4.4 Análise Organizacional – Assaí Atacadista ................................................................... 17 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................ 19 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 21 
 
 
 
 
 
3 
 
1. INTRODUÇÃO 
O presente trabalho teve por finalidade verificar o perfil organizacional do Assaí 
Atacadista com base nos seguintes temas de pesquisa: Gestão de Suprimentos e Logística, 
Movimentação e Armazenagem, e Recursos Materiais e Patrimoniais, os quais vem sendo 
ricamente abordados ao longo do curso. A justificativa para a empresa escolhida se deu pelo 
seu destaque no mercado em que atua, sendo uma das que mais cresce no Brasil no seu 
segmento. Com isso, visar-se-á explanar quanto à gestão utilizada pela empresa, de modo a 
comprovar a importância de se ter um processo logístico eficiente e em harmonia com todas as 
demais atividades da organização, utilizando do melhor que há no mercado em tecnologia e 
inovação, e buscando sempre a melhoria contínua. 
O setor de suprimentos é responsável por interferir em todas as áreas da organização, 
desde a produção até o financeiro, seja direta ou indiretamente. Segundo Heinritz e Farrel 
(1983), essa área é composta de cinco objetivos principais, que são eles: Comprar a quantidade 
certa, no tempo certo, com a qualidade certa, no preço certo, e na fonte certa. 
Além deste, outra área de suma importância dentro do processo logístico de modo geral, 
é a de movimentação e armazenagem, cuja atividade englobam desde processos de portaria, 
passando pela estocagem dos materiais no armazém, com suas devidas movimentações, 
reposições e acomodação nos pontos de venda. Um erro cometido em qualquer uma dessas 
etapas é capaz de prejudicar toda a cadeia e trazer prejuízos para a companhia, por isso faz-se 
necessário conhecer e implementar boas práticas de movimentações internas, a fim de que não 
traga riscos para a operação. Para Ballou (1993), existem três tipos de movimentações internas 
encontradas no atacado: O manual, executada pelo homem sem a utilização de equipamentos; 
a mecanizada, as quais tem-se a presença de máquinas sendo operadas por homens; e a 
automatizada, cuja operação ocorre por meio de computadores. 
Por fim, podemos falar tanto de recursos materiais quanto patrimoniais. Em sentido 
amplo, os materiais são todos os elementos físicos empregados na empresa, enquanto os 
patrimoniais distinguem-se por serem destinados à manutenção das atividades de uma 
organização, sendo sua natureza permanente. 
Considerando os conceitos citados anteriormente, formar-se-á o presente trabalho, 
buscando discorrer teoricamente sobre esses estudos, com metodologia de pesquisa qualitativa, 
4 
explicativa. Se estendendo a um estudo de caso que teve como empresa escolhida o Assaí 
Atacadista, a fim de nortear um conhecimento prático. 
A primeira loja do Assaí foi aberta em São Paulo, em 1974, tendo como foco o 
abastecimento do pequeno transformador. Em 2007 passou a fazer parte do GPA, empresa do 
Grupo Casino e maior varejista do Brasil. Com essa parceria, houve grande alavanco em sua 
história, resultando num crescimento expressivo, onde passou de 14 lojas para 196, gerando, 
assim, mais de 40 mil empregos. 
Ao longo de todo o desenvolvimento do relatório, foi constatado que, além de toda a 
eficiência existente nos processos da companhia, também há a preocupação notória na busca e 
implementação das melhores tecnologias e metodologias para contínua melhoria dos seus 
procedimentos internos, buscando assim a plena satisfação e confiança de seus clientes, sejam 
eles internos ou externos. 
 
5 
2. GESTÃO DE SUPRIMENTOS E LOGÍSTICA 
 
As atividades voltadas para administrar o fluxo de materiais e de informações, ao longo 
da cadeia de suprimentos, constituem o que genericamente se denomina logística. Uma cadeia 
de suprimentos é um conjunto de unidades produtivas unidas por um fluxo de materiais e 
informações com o objetivo de satisfazer as necessidades de usuários ou clientes específicos 
(BARBIERI e MACHLINE, 2006). 
A logística e seu desenvolvimento está intimamente ligado ao progresso das atividades 
militares e nas necessidades resultantes das guerras. Alexandre o Grande é uma das principais 
lendas dessas histórias, relembrado e sendo inspiração até hoje. Segundo Tigerlog (2006), 
Alexandre foi o primeiro a utilizar uma equipe especializada de engenheiros e contramestres 
que, entre outras funções, seguiam à frente das tropas, comprando todos os suprimentos 
necessários e montando armazéns avançados ao longo do trajeto, uma vez que seu exército 
consumia 300.000 litros de água e 100 toneladas de alimentos diários. 
Com tantos exemplos vivenciados na prática, os militares entenderam o significado e a 
importância da logística, mas só em um passado recente, as organizações não-militares 
reconheceram o peso que o gerenciamento logístico pode representar na obtenção da vantagem 
competitiva. 
Para Ballou (1993), a logística empresarial procura estabelecer por intermédio de 
estudos quais as maneiras mais eficientes para atingir melhor rentabilidade nos serviços de 
distribuição aos clientes e consumidores, utilizando para isso o planejamento, a organização e 
o controle às atividades que envolvem movimentação e armazenagem com o objetivo principal 
de facilitar o fluxo de produtos. 
 
2.1 Gestão de estoques 
 
Para Martins (2003), a gestão de estoques constitui em ações que permitem o 
administradoranalisar se os estoques estão sendo bem utilizados, bem localizados, bem 
manuseados e controlados. Sua gestão tem por finalidade garantir a máxima disponibilidade de 
produto, com o menor de estoque possível, trazendo o entendimento de que estoque parado é 
capital parado. Ou seja, este capital investido no estoque poderia estar suprindo a urgência de 
outro segmento da empresa, motivo pelo qual o gerenciamento deve projetar níveis adequados, 
objetivando manter o equilíbrio entre estoque e consumo. 
6 
Com base nisso, a gestão de estoque é de suma importância para a organização, pois 
esse gerenciamento, juntamente com os demais departamentos da organização, é o que faz a 
engrenagem rodar. Através da racionalização do estoque, é possível garantir a máxima 
disponibilidade do produto, com o menor estoque possível, sabendo a quantidade certa de 
comprar e quando fazê-lo. 
 
2.2 Atividade de compras 
 
As atividades relacionadas a compras englobam uma série de fatores, tais como: Seleção 
de fornecedores, determinação de prazos de vendas, qualificação dos serviços, previsão de 
preços, mudanças na demanda, dentre outros. Segundo Arnold (1999), a função compras é 
responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na firma, pelo segmento junto ao 
fornecedor, e pela agilização da entrega. 
Ter gestão sobre essa atividade é de fundamental importância para o bom gerenciamento 
das empresas, além de influenciar diretamente nos estoques e relacionamento com os clientes, 
e de também estar relacionada ao sucesso e competitividade de uma organização, não sendo 
mais vista como uma atividade rotineira e sim como parte do processo de logística das 
empresas. 
 
2.3 Decisões logísticas 
 
Na logística se faz necessário que suas principais decisões estejam articuladas ao longo 
do tempo, permitindo-a ter, assim, um desenvolvimento de padrões de decisão coerentes com 
as características do negócio, sendo este um importante fator de vantagem competitiva em 
cadeias de suprimentos. Partindo desse pressuposto, nos últimos anos as discussões sobre os 
processos de produção, posicionamento e as vantagens competitivas conferidas às empresas 
tem se tornado cada vez mais importantes. 
Segundo Porter (1991), para definir padrões de decisão e depois manter posições 
competitivas sustentáveis ao longo do tempo, faz-se necessário avaliar a estratégia empresarial 
a partir de dois níveis distintos e complementares, que são eles: O transversal, que trata da 
ligação das características do negócio (produto, operação, demanda, etc.), e o longitudinal, o 
qual examina porque certas empresas conseguem desenvolver posições de vantagens 
competitivas e mantê-las ao longo do tempo. 
7 
Para Wanke (2002), existem cinco categorias de decisão que devem permanecer ao 
longo do tempo de forma articulada e coerente entre si, permitindo que uma empresa atinja seus 
objetivos de minimização de custo total para um determinado nível de serviço, que são elas: 
• Coordenação do fluxo de produtos (empurrar versus puxar); 
• Alocação de estoques (centralizado versus descentralizado); 
• Base para acionamento da fabricação de produtos acabados (contra pedido 
versus para estoque); 
• Dimensionamento da rede de instalações; 
• Escolha do modal de transporte. 
 
2.4 Tecnologia da Informação (TI) aplicada à Logística 
 
Na atualidade, a logística já é vista deixando de concentrar seus esforços apenas em 
fluxo de bens, no canal de distribuição, para passar a também considerar o fluxo de informações, 
elemento este essencial para a sobrevivência das organizações. Informações rápidas e precisas 
são imprescindíveis para os sistemas logísticos que se utilizam - sobretudo - da Tecnologia da 
Informação (TI) para ganhar tempo e confiabilidade nessas informações. Seus sistemas fazem 
ponte entre as atividades logísticas, em um processo integrado, com o menor tempo possível, 
conferindo, assim, vantagem competitiva para as empresas e promovendo maior integração 
entre os membros da cadeia de suprimentos, do fornecedor ao usuário final (ARAÚJO, 1981). 
 
2.5 Análise Organizacional do Assaí Atacadista – Gestão de Suprimentos e Logística 
 
O Assaí Atacadista é uma empresa brasileira de atacado que já conta com quase 250 
lojas espalhadas pelo Brasil, e com um forte ritmo de expansão. A primeira loja da rede foi 
aberta em São Paulo, em 1974, tendo como foco o abastecimento do pequeno transformador. 
Em 2007 passou a fazer parte do GPA, empresa do Grupo Casino e maior varejista do Brasil. 
Com essa parceria, houve grande alavanco em sua história, resultando num crescimento 
expressivo, onde passou de 14 lojas para 196, gerando, assim, mais de 40 mil empregos. 
Hoje trata-se de uma empresa de atacado de autosserviço com mais de 48 anos de 
tradição, sendo a maior bandeira do grupo francês Casino no mundo. Com uma equipe com 
mais de 60 mil colaboradores, atua em um modelo de negócio de baixo custo operacional, com 
preços competitivos e um mix de produtos adequado aos mais diversos perfis de clientes. 
8 
A rede comercializa mais de 8 mil itens (de alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal 
e limpeza, bazar, linha automotiva, linha pet, eletroportáteis, embalagens e descartáveis). Tem 
como foco ofertar produtos com preço baixo, variedade e qualidade, principalmente a pequenos 
e médios comerciantes de micro e pequenas empresas, bem como o cliente final. Sendo uma 
empresa de grande poder e já consagrada no mercado, precisa estar sempre atento para lidar 
com seus principais concorrentes: Grupo Carrefour, Magazine Luiza e B2W. 
Os custos associados à cadeia logística se agrupam com base na sua adequação às etapas 
de suprimentos, produção e distribuição. Levando em consideração mais especificamente o 
custo da cadeia de suprimentos, compreendem-se estes ao custo dos insumos (ou matérias-
primas), o custo de aquisição e o custo de armazenagem desses insumos. 
Para a companhia, o seu estoque é contabilizado pelo custo ou valor líquido de 
realização, o que for menor. Sendo os estoques adquiridos registrados pelo custo médio, 
incluindo os custos de armazenamento e manuseio, na medida em que tais custos são 
necessários para trazer os estoques na sua condição de venda nas lojas, deduzidos de 
bonificações recebidas de fornecedores, ainda não realizadas. 
Os estoques são reduzidos ao seu valor recuperável por meio de estimativas para perdas, 
quebras, giro lento de mercadorias e estimativas de perda para mercadorias que serão vendidas 
com margem bruta negativa, a qual é periodicamente analisada e avaliada quanto à sua 
recuperação. 
Com base em dados divulgados pela própria Rede, através de seus informes de 
resultados de todo o ano de 2021, ainda em comparativo com 2020, tem-se o seguinte: 
 
Tabela 1 – Estoque Rede Assaí Atacadista – Comparativo 2021 x 2020 
 31/12/2021 31/12/2020 
Lojas 3.955 3.416 
Centrais de Distribuição 878 818 
Acordos Comerciais (416) (444) 
Perdas com Estoques (37) (51) 
TOTAL 4.380 3.739 
Fonte: Elaboração Própria (2022) 
 
Tabela 1 – Perdas com Estoques Rede Assaí Atacadista – Comparativo 2021 x 2020 
 31/12/2021 31/12/2020 
No início do exercício (51) (41) 
Adições (315) (303) 
9 
Reversões 13 20 
Baixas 316 273 
No final do exercício (37) (51) 
Fonte: Elaboração Própria (2022) 
 
 
10 
3. MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM 
 
A área de movimentação e armazenagem engloba desde as atividades de portaria, que 
envolve a entrada dessas mercadorias, até o seu recebimento e estocagem no armazém, com 
suas devidas movimentações internas, reposições e armazenagem no ponto de venda. 
Um sistema logístico interno bem estruturado já é visto hoje como uma necessidade real 
de grande parte das organizações, por meio do qual estas buscam disponibilizar seus produtos 
e serviços em nível adequado. A logística interna considera como elementos importantes de um 
sistema todas as atividades de movimentaçãoe armazenagem dos materiais que facilitam o 
processo, indo desde a sua aquisição até a sua expedição. 
Segundo Chiavenato (1991, p.144), a movimentação de materiais refere-se a todo o 
fluxo de materiais realizado dentro da empresa, sendo uma atividade indispensável a qualquer 
sistema de produção, visando não somente o abastecimento das seções produtivas, mas também 
a garantia da sequencia do próprio processo entre as diversas seções envolvidas. 
Para Ballou (1993), existem três tipos de movimentação interna que são encontrados no 
atacado. O manual, executado pelo homem sem a utilização de equipamentos; a mecanizada, 
que se trata das operações executadas por equipamentos dirigidos por homens; e a 
automatizada, quando é operada pelo computador. 
Já com relação à armazenagem, em uma denominação genérica pode-se dizer que é 
entendida como as atividades administrativas e operacionais de recebimento, armazenamento, 
distribuição dos materiais aos usuários e controle físico de materiais estocados. Tais atividades 
rotineiras em qualquer organização devem ser precedidas por estudos que busquem a 
localização adequada dos pontos de estocagem, além da capacidade de armazenamento desses 
pontos, instalações e layout (BARBIERI e MACHLINE, 2006). 
 
3.1 Layout 
 
Para Raiter (2012), o layout quando bem estudado é capaz de minimizar erros, prever 
futuros problemas de otimização de espaço e, consequentemente, tornar o ambiente de trabalho 
mais harmonioso e funcional, melhorando, assim, a funcionalidade da equipe de trabalho. Para 
tanto, atualmente é tido como algo tão importante que se iguala com a relevância da estratégia 
de vendas utilizada. 
11 
3.2 Picking 
 
Outra importante atividade que diz respeito à movimentação e armazenagem é o picking. 
Para Medeiros (1999), o picking é a ação responsável por coletar itens do pedido no armazém 
para assim entender a necessidade do cliente. 
Segundo Lima (2002) existem basicamente três métodos de picking, que são eles: 
 
• Picking discreto: Método em que cada um dos operadores faz a coleta de um 
pedido por vez, recolhendo linha a linha do pedido; 
 
• Picking por zona: Aquele no qual o armazém é segmentado em zonas ou 
seções, sendo cada operador associado a uma seção. Desta maneira, cada um 
dos operadores coleta o item do pedido que faça parte do seu departamento, e 
os deixa em uma área de consolidação, na qual os itens coletados em diferentes 
zonas são agrupados, compondo desta forma o pedido original. 
 
• Picking por lote: Nesse método, cada operador coleta de maneira conjunta um 
grupo de pedidos, ao invés de coletar apenas um pedido por vez. 
 
3.3 Ferramentas de Controle 
 
O capital investido em estoques - principalmente quando se trata de Redes Atacadistas 
como o Assaí - é muito alto, por isso torna-se imprescindível o seu controle, uma vez que quanto 
mais eficaz for esse gerenciamento, maior é o retorno para a empresa em termos de economia, 
controle de desperdício e desvios. 
Para ajudar nessa questão, inúmeras foram as ferramentas de controle desenvolvidas ao 
longo dos anos, onde podemos citar: Estoque de segurança, Ponto de Pedido, Análise ABC, 
Inventário Físico, Acurácia de Inventário, etc. 
Segundo Slack et al (2009), o estoque de segurança é conhecido também como estoque 
isolador. Seu propósito é compensar as incertezas inerentes ao fornecimento e demanda, uma 
vez que uma operação de varejo, por exemplo, nunca poderá prever perfeitamente sua demanda. 
12 
Dessa forma, ela vai encomendar bens de seus fornecedores de modo que sempre haja pelo 
menos certa quantidade da maioria dos itens em estoque. 
Já o Ponto de Pedido diz respeito à quantidade de estoque e pedidos versus o controle 
da empresa que é todo monitorado. Para Slack (2009), o ponto de pedido é calculado com uma 
previsão durante o início e o fim de uma atividade, conhecido tecnicamente como lead time. 
No que diz respeito à Análise ABC, Martins e Campos (2009) vem afirmar que é um 
método para classificar itens, eventos ou atividades de acordo com a sua importância relativa. 
Seu principal benefício é proporcionar ao trabalho de controle de estoque do analista a decisão 
certa de compra, baseado pelo resultado obtido pela análise, o que resulta em otimização da 
aplicação dos recursos financeiros e materiais, evitando desperdícios ou aquisições indevidas, 
o que favorece o aumento da lucratividade. 
O Inventário Físico, outra ferramenta de controle, consiste na contagem física de todos 
os itens que constam em estoque, considerando o seu período de referência para o inventário. 
Ainda para Martins e Campos (2009), a detectação de alguma diferença apontada durante esse 
processo, seja com relação à quantidade ou ao valor do estoque, o departamento contábil da 
empresa deverá orientar as devidas correções. 
Por fim, a Acurácia do Inventário é realizada após a finalização do inventário, uma vez 
que se trata do valor dos itens corretos expresso em porcentagem. De acordo com Martins e 
Campos (2009), acurácia é igual ao número de itens corretos pelo número total de itens em 
estoque, ou o valor dos itens corretos pelo valor total dos itens do estoque. 
 
3.4 Análise Organizacional do Assaí Atacadista – Movimentação e Armazenagem 
 
Conforme já abordado anteriormente, a movimentação de materiais é uma das etapas do 
processo de logística, e seu gerenciamento eficaz é de suma importância. Seu processo envolve 
todo o deslocamento, armazenagem, distribuição e expedição de mercadorias, incluindo o 
transporte em galpões, depósitos e dentro da loja. 
No caso do Assaí Atacadista, por se tratar de uma grande Rede, que movimenta 
diariamente centenas de itens em sua vasta área física, muitos meios e equipamentos são 
utilizados para tal atividade. Dentre eles, podemos citar: 
• Paleteiras – Sua principal função é fazer o transporte seguro de cargas pesadas; 
13 
• Guindastes – Utilizados para elevar e movimentar cargas pesadas com precisão 
e agilidade; 
• Comboios – Considerado de grande importância para as empresas, os comboios 
são capazes de abastecer e lubrificar os equipamentos sem precisar sair do local; 
• Esteiras transportadoras – Utilizada para reduzir o tempo e o custo, podendo ser 
ou não automatizada; 
• Monovias – Equipamento utilizado para elevação e movimentação, 
principalmente aqueles de difícil locomoção, os quais não são possíveis de serem 
transportados pela força humana; 
• Transportadores de roletes – Trata-se de um sistema industrial destinado ao 
transporte, acumulação e distribuição de mercadorias entre diferentes posições 
dentro do armazém, servindo também para interligar diferentes galpões 
logísticos com seus armazéns; 
• Transelevadores – Utilizados para o armazenamento automático de pallets, 
deslocando-se nos corredores e realizando função de entrada, posicionamento e 
saída de mercadorias. Estes equipamentos são guiados por softwares de gestão, 
os quais coordenam seus movimentos. 
 
Já no que diz respeito às atividades de armazenagem, inúmeros são os procedimentos e 
técnicas utilizados, uma vez que, principalmente em redes atacadistas que trabalham com 
alimentos, qualquer falha cometida durante o processo é capaz de colocar todo o estoque a 
perder, causando incontáveis prejuízos para a companhia. Nesse caso, não somente armazenar 
os alimentos de forma correta, como também transportar, acaba sendo crucial. 
Trazendo para a realidade do Assaí Atacadista, a empresa tem ciência dessa importância 
e por isso implementa às suas atividades rotineiras procedimentos que visem a eficácia dos seus 
processos. Algumas ações observadas foram a armazenagem no local correto, onde cada tipo 
de produto é armazenado de modo a melhor conserva-lo. 
As gôndolas bem posicionadas proporcionam aos clientes satisfação e aumenta seu 
desejo de compras, quem vai ao mercado pode ser instigado a levar mais coisas que precisa. 
Podecomprar por promoções especiais ou por mensagem subliminar. 
Os alimentos secos, por exemplo, no estoque permanecem sob uma distância do teto, 
paredes e chão, permitindo sua ventilação, além do cuidado em mantê-los sempre longe de 
14 
materiais de limpeza, ralos e tubulações, a fim de que não se tenha qualquer risco de 
contaminação. Por fim, a empresa faz uso da técnica FIFO (First In, First Out), ou 
brasileiramente conhecida como PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), que consiste em 
priorizar a saída dos produtos que entraram primeiro nos locais de armazenamento e, por 
consequência, tem prazo de validade menor do que os produtos que entraram depois no estoque. 
É papel do gestor de materiais entender o comportamento da demanda, e para que o 
planejamento do estoque da empresa funcione, alguns elementos são determinados, tais como: 
estoque de segurança, ponto de pedido, o lote ou quantidade a ser encomendada, e por fim, o 
seu tempo de ressuprimento. 
Por fim, a companhia se mostra bastante organizada por apresentar anotações regulares 
dos produtos que entram e saem da loja, com apontamento e baixa dos itens vendidos, e 
promoções constantes que auxiliam para que não se tenha produtos parados em estoque sem 
necessidade. 
 
15 
4. RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS 
 
Trazendo para um sentido amplo, recurso material é todo o bem físico (tangível ou 
corpóreo) empregado em uma organização. Já para fins de gestão, tais recursos podem ainda 
ser classificados em duas subcategorias, sendo elas: 
• Recursos materiais em sentido estrito – É todo bem físico (tangível) 
empregado em uma organização que detém natureza não permanente, ou seja, 
são consumidos ao longo do tempo. 
• Recurso Patrimonial – Difere-se do material por apresentar natureza 
permanente. De modo geral, podem se apresentar em três tipos: imóveis, 
instalações e materiais permanentes (máquinas, móveis, etc.). 
 
Assim como em tudo que envolve logística, para um bom funcionamento, faz-se 
necessário uma boa gestão. Para Gonçalves (2007), a gestão de materiais traz consigo três 
principais nichos, que podem ser observados na figura a seguir: 
 
Figura 1 – Principais Nichos da Gestão de Materiais 
 
Fonte: Elaboração Própria, com base em Gonçalves (2007) 
 
Adicionando a esses nichos, tem-se a gestão de recursos patrimoniais, que envolve 
atividades de tombamento, desfazimento (alienação), guarda e conservação, inventário de bens 
patrimoniais, cálculo de depreciação, etc. 
 
16 
4.1 Estoques 
 
Gerenciar não é fácil, e quando diz respeito a estoque, é preciso ter um controle ainda 
maior, uma vez que, principalmente se tratando de uma rede atacadista, há de se falar em 
milhares de itens sendo gerenciados e monitorados a todo instante. Slack et al. (1997) trazem 
por definição de estoque a acumulação armazenada de materiais em um sistema de 
transformação. 
Apesar de sua clara importância e complexidade, sua gestão ainda é negligenciada em 
muitas empresas, onde estas sequer a consideram estratégica e permitem que suas decisões 
sejam tomadas envolvendo níveis organizacionais mais baixos. Por outro lado, as organizações 
que já perceberam seu valor e o modo como a gestão de estoque podem trazer vantagens 
competitivas, estão olhando os estoques ao longo de toda a cadeia de suprimentos da qual fazem 
parte, além de incorporar à sua identidade boas práticas de gestão em logística, tais como 
governança e compliance. 
 
4.2 Cadeia de Suprimentos 
 
Para Chopra e Meindl (2003), uma cadeia de suprimento engloba todos os estágios 
envolvidos, seja direta ou indiretamente, no atendimento do pedido do consumidor, não 
envolvendo apenas fabricantes e fornecedores, mas também transportadoras, depósitos, 
varejistas e os próprios clientes. Dentro de cada empresa, a cadeia de suprimentos envolve todas 
as funções relacionadas ao pedido do cliente, tais como: Desenvolvimento de novos produtos, 
marketing, operações, distribuição, finanças e o serviço de atendimento ao consumidor. 
 
4.3 Governança e Compliance 
 
A implantação de uma boa governança corporativa nas empresas, compreendendo um 
conjunto de boas práticas, tem sido capaz de melhorar toda a gestão da organização, incluindo 
seu desempenho e relação com o mercado. Segundo o Instituto Brasileiro de Governança 
Corporativa (IBGC), conceitua-se a governança corporativa da seguinte forma: 
Sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas 
envolvendo as práticas e os relacionamentos entre proprietários, conselho de 
administração, diretoria e órgãos de controle. As boas práticas de governança 
corporativa convertem princípios em recomendações objetivas, alinhando interesses 
17 
com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso 
ao capital e contribuindo para a sua longevidade. (IBGC, 2015). 
Além disso, é sustentada sob quatro princípios fundamentais, que são eles: 
Transparência, intimamente ligada à prestação de informações aos acionistas, investidores e 
mercado em geral; Integridade ou equidade, voltada ao respeito aos direitos e interesses dos 
minoritários e ao efetivo cumprimento das leis e do estatuto, sem deixar de lado, também, a 
lealdade dos administradores para com os interesses da companhia; Prestação de contas, que 
visa comprovar tudo aquilo que a gestão realizou, garantindo confiabilidade aos negócios e 
operações; E, por fim, respeito às leis (compliance), que diz respeito à observação das normas 
e leis relacionadas aos negócios e/ou operações, e a partir das normas vigentes, buscar a 
elaboração de suas políticas e normas internas. O programa de compliance vem abordar tanto 
as normas internas como externas, sendo um dos seus principais pilares o Código de Ética, o 
qual norteia as ações dos colaboradores da organização. 
 
4.4 Análise Organizacional – Assaí Atacadista 
 
Em uma análise geral realizada junto à companhia, foi possível fazer alguns 
levantamentos com relação às suas movimentações e armazenagem. Retomando um pouco ao 
processo de compras de mercadorias, este inicia-se com a definição dos produtos e as 
respectivas quantidades, levantadas conforme o giro e necessidade de estoque. Após o processo 
de cotação de preços, análise da melhor oferta e formalização do pedido de compras, o 
fornecedor emite a nota fiscal e providencia o envio das mercadorias, onde posteriormente são 
recebidas pela rede. 
Dentre os itens que possuem maior demanda, estão os cereais, massas, biscoitos, 
bebidas, ou seja, produtos alimentícios em geral e de higiene, sendo sua realização de pedidos 
feita de acordo com cada setor. 
Para Andrade (2014), é de suma importância a existência de uma equipe de estoquistas 
para contagem dos itens nos supermercados, além da utilização de indicadores como acurácia 
dos estoques, produtos não encontrados pelos clientes e pedidos entregues pelo fornecedor, 
permitindo um melhor controle da gestão de estoques, e assim é seguido. A empresa possui 
uma equipe completa e competente de colaboradores para todas as áreas, além dos mais 
inovadores sistemas de controle e gestão, e no que diz respeito ao estoque e controle de modo 
geral, tal presença corrobora com os achados de Souza (2013), que afirma que apesar dos 
18 
supermercados fazerem uso de alguma forma de controle dos seus estoques, é ser percebido que 
aqueles que utilizam sistemas e informação para controlar seus estoques acabam se 
sobressaindo no setor mais do que seus concorrentes. 
 
 
19 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O conhecimento da teoria é sempre de muito valor, a contribuição dos estudos em sala 
de aula é de suma importância, mas é a prática que finda o conhecimento. Ter a prévia 
abordagem de cada um dos conceitos aqui destrinchados foi o que permitiu direcionar o 
presente trabalho para um estudo mais aprofundado, e paralelo a isso, a busca pela vivência na 
práticafoi o que permitiu a conclusão em sua plena forma satisfatória. 
As informações aqui apresentadas foram levantadas por meio de pesquisa secundária, 
online, e através de livros e artigos atuais embasados em outras grandes contribuições da 
literatura. Um ponto de dificuldade foi a obtenção de informações internas, o que, devido a 
normas da própria companhia, não é permitido tamanho acesso, o que impossibilita um pouco 
a abordagem por completo. Porém, todo o material levantado e observações realizadas 
permitiram a sua elaboração e atingimento do objetivo. 
A escolha do Assaí Atacadista para o estudo de caso se deu devido à sua vasta e 
consolidada história junto ao mercado, além de ser uma empresa de capital aberto, que carrega 
um rico case de sucesso, além de mostrar, com o passar dos anos, uma constante melhoria, 
sendo um dos maiores do mercado, com incríveis resultados. 
Segundo os relatórios apresentados pela própria companhia, as despesas com vendas, 
gerais e administrativas representaram 9,6% da receita líquida no trimestre, em patamar similar 
ao 1T21, o que mostra a efetividade das iniciativas de controle de despesas, mesmo diante da 
expansão recorde no período, com a abertura de 32 lojas nos últimos 12 meses, e dos custos 
pré-operacionais das conversões. 
Além disso, as vendas online trazem comodidade e conveniência aos clientes do Assaí 
e, atualmente, consumidores de 55 cidades de 17 estados podem fazer suas compras via 
aplicativo da Cornershop by Uber ou Rappi. A parceria com a Corneshop, iniciada em agosto 
de 2021, está em rápida evolução, com vendas atingindo patamares 6x superiores ao início do 
roll-out. 
Foi possível observar na prática a importância de uma eficiente gestão de estoque, a 
preocupação da empresa em se tornar cada vez mais responsável com seus stakeholders e com 
o meio ambiente, sempre em busca de inovações e investimento em expansão. A companhia 
trabalha fortemente suas relações e objetivos de curto, médio e longo prazo. 
20 
A pesquisa realizada acompanhou o dinamismo da empresa, sendo a construção e 
apresentação do relatório positivamente satisfatórios, inclusive para nossa percepção e 
agregação de conhecimento, estes de suma importância para a formação de um gestor. 
Por fim, conclui-se o presente trabalho com proposta e pesquisa fundamentadas, 
conhecimentos adquiridos e bagagem abastecidos, permitindo-nos aprender na prática aquilo 
que já fora tão abordado ao longo das aulas, afirmando, assim, que estes são fundamentais para 
a construção do conhecimento no curso de gestão. 
21 
REFERÊNCIAS 
 
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da cooperativa languiru Ltda. 2014.Disponível em: 
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