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Prof. Dr. Fernando Oliveira UNIDADE II Ética Notarial A ética contemporânea trata da capacidade do ser humano em fazer escolhas adequadas para conduzir a própria vida no ambiente social. Na ética contemporânea, destaca-se o existencialismo, para o qual o homem é responsável por suas próprias atitudes e por sua felicidade, sendo ele quem produz sua própria existência. No mundo contemporâneo, a ética tem como uma de suas finalidades nortear as novas relações entre os homens e as recentes instituições a fim de combater ou evitar abusos e desmandos. Ética contemporânea No mundo contemporâneo a ética tem como uma de suas finalidades nortear as novas relações entre os homens e as recentes instituições a fim de combater ou evitar abusos e desmandos. O que critica a ética contemporânea? Os defensores da ética de virtudes criticam o predomínio da ética de princípios (kantismo e utilitarismo) no pensamento moral contemporâneo. A principal crítica à ética de Immanuel Kant diz respeito à ausência de um papel aos sentimentos e às emoções nas ações dotadas de valor moral. Ética contemporânea Qual o conceito de ética e moral na filosofia contemporânea? Por ética entendemos princípios, valores, hábitos e costumes que foram criados pelo homem para que pudesse viver em sociedade. Por outro lado, a moral está ligada a ações mais particulares, permeadas de um forte apelo religioso. Qual o papel contemporâneo da ética e o da moral? A ética e a moral têm uma grande influência na cidadania, pois dizem respeito à conduta do ser humano. Um país com fortes bases éticas e morais apresenta uma forte cidadania. Ética é uma das questões mais importantes no contexto de nossa sociedade, tanto da esfera pública, quanto de nossas vidas privadas. Ética contemporânea Como a filosofia contemporânea aborda a ética? A filosofia moral e a ética contemporâneas também passaram por um processo de revisitação e reestruturação de seus sistemas teóricos morais por perceberem que a razão não é garantia das ações moralmente corretas. Quais são as principais características da filosofia contemporânea? Entre os elementos que caracterizam a filosofia contemporânea em sua concepção, podem ser citados os conceitos de: positivismo, idealismo, racionalismo, pragmatismo, cientificismo, liberalismo, niilismo, utilitarismo, fenomenologia, pluralismo e a subjetividade. Ética contemporânea Quais são as principais virtudes da humanidade contemporânea? Alguns exemplos de virtudes do homem são: coragem, integridade, determinação, disciplina, honestidade, respeito, justiça, lealdade, tolerância, paciência, otimismo, bondade, perdão, alegria, gratidão, humildade, empatia, compaixão, amizade, entre outras. O contrário de virtude é vício. Como se caracteriza a ética na idade contemporânea? A ética na idade contemporânea se defronta com uma enorme variedade de tendências morais derivadas do pluralismo cultural existente. Às correntes da ética contemporânea cabe criticar e analisar os diferentes hábitos e costumes existentes nos dias atuais para que cheguemos a um ponto comum a ser aceito. Ética contemporânea O que a filosofia contemporânea questiona? A filosofia contemporânea corresponde a distintas produções filosóficas ocorridas desde meados do século XIX até os tempos atuais. Possuem características bem distintas das filosofias anteriores, questionando a validade do conhecimento, a ideia de verdade e a tradição filosófica. Qual a principal marca da filosofia contemporânea? Podemos afirmar que a principal marca da filosofia contemporânea é a crítica aos modelos filosóficos desenvolvidos até a modernidade. Ética contemporânea Objeto da ética A ética é um ramo da filosofia que lida com o que é moralmente bom ou mau, certo ou errado. As palavras ética e moral têm a mesma base etimológica: a palavra grega ethos e a palavra latina moralis, ambas significam as ideias de hábito e costume. A ética, como expressão única do pensamento correto conduz à ideia da universalidade moral, ou ainda, à forma ideal universal do comportamento humano, expressa em princípios válidos para todo pensamento normal e sadio. Considerações sobre ética O termo ética assume diferentes significados, conforme o contexto em que os agentes estão envolvidos. Uma definição particular diz que a “ética nos negócios é o estudo da forma pela qual normas morais pessoais se aplicam às atividades e aos objetivos da empresa comercial. Não se trata de um padrão moral separado, mas do estudo de como o contexto dos negócios cria seus problemas próprios e exclusivos à pessoa moral que atua como um gerente desse sistema”. Outro conceito difundido de ética nos negócios é aquele que entende que tudo está em conformidade com os princípios de conduta humana; de acordo com o uso comum, os seguintes termos são mais ou menos sinônimos de ético: moral, bom, certo, justo, honesto. Objetivos da ética As ações dos homens são, habitualmente, mas não sempre, um reflexo de suas crenças: suas ações podem diferir de suas crenças e ambas diferirem do que eles devem fazer ou crer. Esse é o caso, por exemplo, do auditor contábil independente que foi escalado por seu gerente de auditoria, para auditar as contas de uma empresa de auditoria e que tem relações de parentesco com o presidente dela. Ao aceitar tal tarefa, o profissional estará agindo de acordo com sua crença, a de que ele consegue separar assuntos pessoais dos profissionais e que, portanto, nada há de errado em auditar as referidas contas. Sob a luz da ética profissional, o auditor deve solicitar sua exclusão da tarefa a ele incumbida, comunicando as razões para o gerente de auditoria. Finalidade da ética Qual a principal crítica à ética de Kant estudada nesta unidade? a) A ausência de um papel aos sentimentos e às emoções nas ações dotadas de valor moral. b) A ética de Epicuro. c) O bem e o mal em Agostinho. d) A ética contemporânea. e) A dialética. Interatividade Qual a principal crítica à ética de Kant estudada nesta unidade? a) A ausência de um papel aos sentimentos e às emoções nas ações dotadas de valor moral. b) A ética de Epicuro. c) O bem e o mal em Agostinho. d) A ética contemporânea. e) A dialética. Resposta O notário deve exercer sua atividade profissional com competência e preparação adequada, com ênfase nas funções essenciais de aconselhamento, de interpretação e de aplicação da lei, adquirindo conhecimentos específicos nas matérias que interessam ao notariado, levando em consideração as indicações de seus órgãos profissionais. O notário deve cuidar particularmente de estar sempre atualizado em sua preparação profissional, aplicando-se pessoalmente e participando das iniciativas de seus órgãos profissionais. Deontologia notarial O notário deve preparar na circunscrição territorial onde está autorizado a exercer sua delegação uma estrutura capaz de assegurar, graças à utilização de tecnologias adequadas, um funcionamento regular e eficiente de seu tabelionato. O notário deve exercer a delegação em seu tabelionato de modo a garantir uma disponibilidade efetiva do serviço, assegurando sua presença pessoal e respeitando os horários conforme as exigências de seus usuários. Deontologia notarial O notário deve agir de acordo com seus colegas, respeitando os princípios de correção, de colaboração e de solidariedade, com intercâmbio mútuo de ajuda, de serviços e de conselhos. O notário não deve referir-se à reputação da profissão ou de um colega no sentido de denegrir sua autoridade, seu conhecimento ou os serviços de um outro notário. O notário deve, na medida de suas possibilidades, participar do desenvolvimento de sua profissão trocando conhecimentos e experiências com seus colegas e, se for o caso, com os estudantes, colaborando com programas de formação profissional.Regras morais O notário deve emprestar sua melhor colaboração aos seus órgãos profissionais, para permitir que eles exerçam de maneira mais eficiente suas funções; deve também estar disposto a participar da vida da profissão e aceitar os encargos que lhe sejam solicitados. O notário membro de um órgão profissional deve executar suas funções com disponibilidade e objetividade, cooperando no exercício contínuo e efetivo do mandato e deveres outorgados, bem como promovendo o espírito de união entre os notários. Regras morais A aceitação do encargo profissional implica para o notário a obrigação de comportar-se corretamente, respeitando a livre escolha das partes, assim como uma concorrência leal entre os notários. O notário deve abster-se de procurar clientes a não ser por sua própria capacidade profissional, não podendo recorrer à redução de emolumentos, nem aos serviços de intermediários de clientela, nem a outros instrumentos não conformes à dignidade e ao prestígio da profissão. Regras notariais É proibida toda publicidade individual do notário, visando suas qualidades pessoais ou a atividade que ele exerce, bem como todas as outras formas de publicidade indireta que, por seus objetivos, produzam efeitos análogos. Estão autorizadas as formas de publicidade coletiva, estritamente de informação, realizadas por iniciativa dos órgãos profissionais ou regulamentadas por eles, dentro do respeito de igualdade de tratamento entre todos os notários. Regras notariais A escolha do notário é deixada à livre decisão dos interessados, salvo nos casos previstos por leis ou regulamentos. A par do dever de imparcialidade, o notário deve abster-se de todo comportamento que, mesmo indiretamente, possa influir sobre a livre escolha dos interessados quanto ao notário a indicar. Escolha do notário A prestação profissional do notário é caracterizado por uma relação de confiança e pessoal com os clientes. O notário pode servir-se de auxiliares e colaboradores, com a condição de que isto não afete em nada a natureza pessoal da prestação em seu conjunto. Em qualquer caso, o notário deve proceder à verificação da identidade pessoal das partes e de sua capacidade. Ele deve igualmente interpretar a expressão de sua vontade. Caráter pessoal da intervenção notarial O notário está obrigado a respeitar o segredo profissional, tanto por ocasião de sua prestação profissional quanto em continuação. Também deve cuidar e agir de tal maneira que esta regra seja respeitada igualmente por seus colaboradores e empregados. O notário não está obrigado ao respeito do segredo profissional unicamente em razão do dever de colaboração com a autoridade pública à qual esteja ligado em virtude de uma regra específica, ou para atender uma ordem da autoridade judiciária ou administrativa e, especialmente, da autoridade encarregada de cuidar da transparência das transações econômicas. Segredo profissional Imparcialidade e independência O notário deve comportar-se com imparcialidade e independência no exercício de sua profissão, evitando toda influência de tipo pessoal sobre sua atividade e toda forma de discriminação em relação a seus clientes. Na prestação de seus serviços, o notário deve manter uma posição equilibrada entre os diferentes interesses das partes e deve procurar uma solução tendo como único objetivo preservar a segurança comum das partes. Imparcialidade No exercício de sua função, o notário deve agir de maneira adequada e construtiva, informando e aconselhando as partes sobre as consequências possíveis da prestação solicitada, sob todos os aspectos do procedimento jurídico habitual que lhe é confiado; escolhendo a forma jurídica mais de acordo com a vontade das partes, assegurando-se de sua legalidade e de sua pertinência; fornecendo às partes os esclarecimentos solicitados e necessários para lhes assegurar a conformidade com as decisões tomadas e a consciência do valor jurídico do ato. O notário deve poder responder da maneira adequada, mesmo recorrendo a certas formas de seguro, aos riscos que comporta o exercício de sua função. Diligência e responsabilidade Acerca das responsabilidades de um notário, é correto afirmar: a) A prestação profissional do notário é caracterizada por uma relação de confiança e pessoal com os clientes. b) O notário pode servir-se de auxiliares e colaboradores, com a condição de que isto não afete em nada a natureza pessoal da prestação em seu conjunto. c) Em qualquer caso, o notário deve proceder à verificação da identidade pessoal das partes e de sua capacidade. d) Ele deve igualmente interpretar a expressão de sua vontade. e) Todas as alternativas estão corretas. Interatividade Acerca das responsabilidades de um notário, é correto afirmar: a) A prestação profissional do notário é caracterizada por uma relação de confiança e pessoal com os clientes. b) O notário pode servir-se de auxiliares e colaboradores, com a condição de que isto não afete em nada a natureza pessoal da prestação em seu conjunto. c) Em qualquer caso, o notário deve proceder à verificação da identidade pessoal das partes e de sua capacidade. d) Ele deve igualmente interpretar a expressão de sua vontade. e) Todas as alternativas estão corretas. Resposta O juízo é o ato mental pelo qual atribuímos, com caráter de necessidade, certa qualidade a um ente. Por meio dele, liga-se o sujeito a um predicado. Esta ligação pode ser imperativa (é) ou indicativa (deve ser). Fazemos juízos de realidade e juízos de valor sobre tudo e sobre todos que nos cercam e que, para cada um de nós, têm algum interesse, ou seja, todas as coisas e pessoas frente às quais não nos mantemos indiferentes. O juízo de realidade é aquele que se faz sobre a natureza real da coisa (a prata é um metal). Já o juízo de valor é o processo pelo qual imprimimos mentalmente ao objeto adjetivos e apreços relativos ao nosso estado de atração ou de repulsa (este colar de prata é maravilhoso), sob parâmetros positivos ou negativos de utilidade/inutilidade, bondade/maldade, beleza/fealdade, justiça/injustiça etc. Norma ética e juízo de valor O que é valor para o Direito e para a sociedade? O valor é o elemento moral do Direito. Toda obra humana é impregnada de sentido ou valor. O Direito protege e procura realizar valores ou bens fundamentais da vida social, notadamente a vida, a solidariedade, a liberdade, a honra, a dignidade, a ordem, a segurança, a paz, a justiça. São esses valores que informam à consciência do indivíduo o que é bom (valioso) e o que é mau (desvalioso). Valor para o Direito O jurista alemão Christian Thomasius (1655-1728) criou uma diferenciação prática: Direito: só cuidava da ação humana depois de exteriorizada, sendo que sua área ficava limitada ao “foro externo”. Moral: dizia respeito àquilo que está no plano da consciência, ação que se desenrola no “foro íntimo”, sem a interferência de ninguém, no âmbito das ações íntimas, não havendo a possibilidade de invasão recíproca nos seus campos: Mundo do Direito x Mundo da moral Dois mundos desvinculados Teoria de Thomasius Crítica: esta teoria correspondia a uma aspiração da época, ou seja, a liberdade de pensamento e de consciência recebia desta teoria a tutela desejada. Demonstrando um radicalismo muito grande porque, em muitas situações, o “foro íntimo” não pode ser desprezado pelo Direito, como no Direito Penal, por exemplo, pois para a configuração de um crime doloso ou culposo examina-se a intenção do agente. No Direito Civil, a anulabilidade dos atos jurídicos está ligada ao exame das intenções: dolo, erro, coação ou fraude. Crítica da teoria Desenvolvida pelo jurista alemão George Jellinek, tendo Jeremy Bentham (1748-1832) como precursor. Para esta teoria, o Direito não é algo diverso da moral, mas uma partedesta. Haveria um campo de ação comum a ambos, sendo o Direito envolvido pela moral: “Tudo o que é jurídico é moral mas nem tudo o que é moral é jurídico”. Crítica: segundo esta teoria, o Direito é implantado por inteiro na moral, ou seja, todas as normas jurídicas se contêm no plano moral e, na realidade, nem tudo o que é jurídico é moral. Teoria do mínimo ético, de George Jellinek (1851-1911) Direito e moral possuem um campo de competência comum e, ao mesmo tempo, uma área particular independente. Direito e moral atuam em um mesmo campo que Pasquier distinguiu sem separar completamente. Não se deve confundir os conceitos de Direito e moral, pois apesar de serem conceitos que se distinguem, eles não se separam. Distinguem-se, pois existem problemas jurídicos estranhos à moral, como normas técnicas e prazo para contestação. Não se separam, pois há um campo comum em que o Direito e a moral coexistem, onde há regras com qualidade jurídica e que têm caráter moral. Teoria dos círculos secantes, de Claude du Pasquier (1886-1953) O Código Civil Brasileiro, como os de todas as nações civilizadas, consagra o princípio da solidariedade econômica entre cônjuges e parentes. Nesse sentido, os descendentes não podem faltar à assistência devida aos pais e avós, sempre que estes se encontrem em dificuldades econômicas por motivos que não possam ser superados. É evidentemente um preceito de ordem jurídica e, ao mesmo tempo, de ordem moral. A ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. É uma ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método próprio. Código Civil Brasileiro Assim, diferenciando ética, moral e Direito, a melhor apuração científica conclui que: A moral estabelece regras que são assumidas individualmente pela pessoa, como uma forma de se manter em sociedade, de garantir o seu bem viver. A moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas que utilizam este mesmo referencial moral comum. O descumprimento das normas morais é punido internamente, pela consciência da pessoa, através de sentimentos negativos como o arrependimento, o remorso, o constrangimento. Ética, moral e Direito A ação moral está ligada à forma de nos conduzirmos individualmente, observável pelas atitudes na vida e não somente em ações com conteúdo determinado (uma única atitude não demonstra/exprime a ética de uma pessoa). O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial e valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Suas normas são postas pelo poder de coerção do Estado e ao descumpridor deve ser aplicada uma sanção externa, como a privação de liberdade, a expropriação de seus bens etc. Direito e ética A ética é a ciência da moral, é o estudo geral do que é bom ou mau. Age eticamente a pessoa que executa suas ações com observância dos preceitos morais. Um dos objetivos da ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela moral e pelo Direito. Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza. A ética geral analisa e estuda as normas sociais que atingem toda a coletividade. Esse ramo corresponde a uma abordagem ampla e mais abrangente e aberta da conduta ética, considerando-se, para tanto, o conjunto de preceitos aceitos em uma determinada cultura, época e local, não pelo consenso da população, mas sim pela maioria predominante. A ética geral e a ética aplicada A ética geral é base e fundamento para a formação da ética aplicada ou especializada. A ética aplicada restringe-se à apreciação de normas morais e códigos de ética especificados em determinados segmentos da sociedade, pois estão relacionados ao comportamento de grupos, coletividades, categorias de pessoas. Ética geral e aplicada Jurista alemão que criou uma diferenciação prática, considerando o Direito como uma área que só cuidava da ação humana depois de exteriorizada, sua área estando limitada ao “foro externo”. Trata-se de: a) Immanuel Kant. b) Thomas Moore. c) Christian Thomasius. d) Hans-George Gadamer. e) Peter Berger. Interatividade Jurista alemão que criou uma diferenciação prática, considerando o Direito como uma área que só cuidava da ação humana depois de exteriorizada, sua área estando limitada ao “foro externo”. Trata-se de: a) Immanuel Kant. b) Thomas Moore. c) Christian Thomasius. d) Hans-George Gadamer. e) Peter Berger. Resposta A ética normativa concentra-se no estudo histórico-filosófico ou conceitual de moralidade. Analisa as normas morais praticadas e aquelas não praticadas em sociedade, focando-se nas normas sociais e na moralidade positiva. A metaética, por sua vez, é o estudo crítico dos sistemas éticos, ou seja, seu objeto é a própria ética normativa. Seu objetivo é entender a natureza das propriedades éticas, enunciados, atitudes e juízos. Ética normativa Enquanto as éticas normativas formulam questões como “o que alguém deve fazer?”, endossando assim alguns juízos éticos de valor e rejeitando outros, a metaética formula questões como “o que é o bem?” e “como podemos dizer o que é bom e o que é mau?”, procurando entender a natureza das propriedades e avaliações dos enunciados éticos. A ética normativa é composta por várias correntes de pensamento, inseridas em contextos histórico-filosóficos distintos. Éticas normativas deontológicas: para esta corrente, a noção primordial é a da necessária e imperativa obediência ética pela consciência do dever e da responsabilidade individual ou social (ex.: cristianismo, ética kantiana, ética do Contrato Social). Éticas normativas Por relacionar-se com valores, a ética é axiológica, ou seja, é uma teoria dos valores (daquilo que é o bem). Aqui se verifica um impasse: Diante do dever e do valor, qual alternativa seguir? O que é o correto? Aplicar a norma moral, ou a norma jurídica? O que é considerado mais valioso (conduta, riqueza, beleza etc.)? Polêmico, não é? Princípios e perguntas Para melhor compreensão, as doutrinas morais são agrupadas em quatro denominações (ou escolas éticas): Ética empírica; Ética de bens; Ética formal; Ética valorativa. Escolas éticas Para Immanuel Kant, a filosofia pode ser: 1. Empírica (baseada na experiência, pretende derivar seus princípios da mera observação dos fatos); ou 2. Pura (baseia-se em princípios racionais). As quatro vertentes da ética empírica são: a) Ética anarquista; b) Ética utilitarista; c) Ética ceticista; d) Ética subjetivista. Ética empírica Ética anarquista O vocábulo anarquista originou-se do grego anarkhos, que significa “sem governo”. Traduz- se através de uma inspiração primária instintiva para a liberdade, considerando que o homem tem de usufruir de toda a liberdade de agir, sem limitação de normas, de espaço e de tempo. O anarquismo repudia toda norma e todo valor, convencionalismos sociais, religião, sendo que tudo constitui exigência arbitrária. Modernamente, pode se apresentar como anarquismo individualista ou como anarquismo comunista ou libertário. Ética anarquista A ética utilitarista preceitua que os meios, por si, são instrumentos da ação, que não requerem justificação, sendo falsa a afirmação de que “os fins justificam os meios”. Passa a ser, então, uma “ética de fins”, pois os meios levam a finalidades úteis, não nefastas. John Stuart Mill (1806-1873), difusor do utilitarismo junto com Jeremy Bentham (1748-1832), ensina que o objetivo da ética é a felicidade do maior número de pessoas. Stuart Mill afirmava que a felicidade é o fim desejável e que todas as outras coisas são desejáveis como meios para atingir essa finalidade. Ética utilitarista Ceticismo é a corrente de pensamento que se contrapõe ao dogmatismo.Enquanto o dogmatismo afirma a possibilidade de se atingir a verdade com certeza e originalmente sem limites, o ceticismo implica uma constante atitude dubitativa, em todos os graus e formas de conhecimento, convertendo a “incerteza” em característica essencial dos enunciados, tanto da ciência quanto da filosofia. O cético não crê em coisa alguma, sem se deter a qualquer dogma. Aliás, não julga, não toma partido algum, para afirmar, ou para negar. De certa maneira, remonta à frase de Sócrates: “Só sei que nada sei.” Porém, duvidar de tudo sempre leva a alguma coisa? Ética ceticista Ética subjetivista A origem do subjetivismo se encontra em Protágoras (490 a.C. – 415 a.C.) para quem “o homem é a medida de todas as coisas.” Analisando esse postulado, cada homem é a medida do real. Em outras palavras, a verdade não é objetiva, mas há tantas verdades quanto os sujeitos cognoscentes. A teoria de Protágoras conduziria ao agnosticismo (impossibilidade de se conhecer tudo aquilo que for insuscetível de comprovação empírica, afirmando portanto a impossibilidade de se conhecer a natureza última das coisas). Ética subjetivista Subjetivismo ético individualista Para esta corrente, cada sujeito estabelece o padrão ético que lhe convenha. As ideias morais variam de indivíduo a indivíduo. Para estes, não há sentido em falar de valores fora da subjetividade, pois cada um sabe estabelecer sua própria hierarquia valorativa, de acordo com circunstâncias e experiências (por isso empíricas) personalíssimas. Para esta corrente, faz sentido, por exemplo, o raciocínio de que condutas imorais se justificam na experiência e na valoração de quem produz o resultado. Subjetivismo ético individualista É a ética que se baseia na experiência e que pretende derivar seus princípios da mera observação dos fatos. Trata-se da ética: a) Empírica. b) Subjetivista. c) Racional. d) Contemporânea. e) Nenhuma das alternativas. Interatividade É a ética que se baseia na experiência e que pretende derivar seus princípios da mera observação dos fatos. Trata-se da ética: a) Empírica. b) Subjetivista. c) Racional. d) Contemporânea. e) Nenhuma das alternativas. Resposta ATÉ A PRÓXIMA!