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INSTRUÇÕES 
 
• Verifique se este caderno de prova contém um total de 120 questões, numeradas de 1 a 120. 
• Caso contrário solicite ao fiscal da sala um outro caderno completo. 
• Para cada questão existe apenas UMA resposta correta. 
• Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher uma resposta. 
• Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu. 
 
VOCÊ DEVE: 
 
• Procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão a que você está respondendo. 
• Verificar no caderno de prova qual a letra (A, B, C, D) da resposta que você escolheu. 
• Marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS fazendo um traço bem forte no quadrinho que aparece 
abaixo dessa letra. 
 
ATENÇÃO 
 
• Marque as respostas com caneta esferográfica de tinta azul ou preta. 
• Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão. 
• Responda a todas as questões. 
• Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de aparelhos eletrônicos. 
• Você terá 4h (quatro horas) para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas. 
 
"Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem autorização prévia". 
 
 
 
 
 
TESTE DE PROGRESSO INTERINSTITUCIONAL 
OUTUBRO/2013 
 
 
 
FMRP-USP 
 
 
 
 
 
 
 
2 Teste de Progresso – outubro/2013 
1. Homem, 44 anos, fez uma coronarioangiografia que revelou 
uma oclusão do ramo circunflexo da artéria coronária esquerda. 
Esse paciente pode sofrer um infarto do miocárdio em qual 
região? 
(A) Ventrículos direito e esquerdo. 
(B) Átrios direito e esquerdo. 
(C) Septo interventricular. 
(D) Átrio e ventrículo esquerdo. 
 
2. Um indivíduo que apresenta paralisia de todos os músculos 
da expressão facial de um lado da face, perda da gustação nos 
dois terços anteriores da língua e secreção salivar deficiente, tem 
lesão do nervo facial em qual dos segmentos? 
(A) Segmento Timpânico. 
(B) Segmento Meatal. 
(C) Segmento Mastoideo. 
(D) Segmento Extratemporal. 
 
3. Após um parto de gêmeos, o exame da placenta mostrou que 
os bebês estavam contidos em um saco amniótico comum. Pode-
se concluir que os gêmeos são: 
(A) Monozigóticos e resultaram da divisão do disco embrionário 
bilaminar na 2ª semana do desenvolvimento. 
(B) Monozigóticos e resultaram da divisão da massa celular 
externa no final da 2ª semana do desenvolvimento. 
(C) Dizigóticos e resultaram da fertilização de dois oócitos 
distintos. 
(D) Dizigóticos e resultaram da separação dos blastômeros 
durante a 1ª semana do desenvolvimento. 
 
4. As citocalasinas são drogas que interferem com a 
polimerização de actina dentro dos microfilamentos. Se você 
agrega citocalasina a um cultivo de células de mamífero que 
acabam de iniciar a mitose, é mais provável que estas células: 
(A) Permaneçam em metáfase. 
(B) Completem a mitose e permaneçam em citocinese. 
(C) Cessem o metabolismo e morram. 
(D) Permaneçam em anáfase. 
 
5. A hemofilia A é causada por mutações no gene F8, localizado 
no cromossomo X humano, que codifica o fator VIII da cascata de 
coagulação sanguínea. Diferentes famílias têm diferentes 
mutações neste gene. Porém, 40% de todos os casos graves são 
causados por uma inversão. Sabendo-se que o segmento 
envolvido é pequeno em termos cromossômicos 
(aproximadamente 500 Kb), que o ponto de quebra localiza-se 
num íntron e que todos os éxons estão presentes nos portadores 
do rearranjo, a melhor técnica para o diagnóstico molecular dessa 
inversão é: 
(A) Sequenciamento. 
(B) PCR. 
(C) Cariótipo. 
(D) Southern blot. 
 
6. Paciente alcoolista e sem-teto queixa que seus dentes estão 
soltos e as gengivas sangram com facilidade. Suspeita-se que ele 
tenha uma dieta pobre e que pode ter escorbuto (deficiência de 
vitamina C). O escorbuto é caracterizado por um defeito na 
hidroxilação de prolina. Dos componentes químicos abaixo o 
relacionado com esta condição é: 
(A) A elastina. 
(B) O ácido hialurônico. 
(C) O colágeno. 
(D) A fibronectina. 
7. A fibrose cística é uma doença humana com herança 
autossômica recessiva resultante de mutações no gene CFTR. 
Foram identificadas mais de 1000 mutações diferentes nesse 
gene incluindo mutações de sentido trocado, de término da 
cadeia, pequenas deleções, bem como mutações que resultam 
em defeitos no processamento do RNA. Por outro lado, algumas 
substituições de bases descritas nas regiões dos éxons do gene 
CFTR não resultam na doença. Nesse caso, a ausência do 
fenótipo é explicada pela ocorrência de mutações: 
(A) Sem sentido. 
(B) De sentido trocado. 
(C) Compensadora. 
(D) Silenciosas. 
 
8. Paciente, atendido de urgência, apresentou hiperpneia, 
mostrando sinais de desidratação das mucosas, perda do turgor 
da pele, pulso rápido e fraco e hipotensão arterial. Entrou em 
coma ao ser atendido. A glicemia e a gasometria do sangue 
arterial mostrou os seguintes resultados: 
 
Exame Resultado Valor de referência 
Glicemia 900 mg/dL 70 – 100 mg/dL 
pH 7,18 7,35 – 7,45 
pO2 95 mm Hg 80 – 100 mm Hg 
pCO2 28 mm Hg 35 – 45 mm Hg 
HCO3
- 9 mEq/L 22 – 26 mEq/L 
E.B. (excesso de base) -18 mEq/L -2 a +2 mEq/L 
% HbO2 97% 94 – 100% 
 
Esse quadro clínico sugere: 
(A) Acidose metabólica parcialmente compensada. 
(B) Concentração de HCO3
- bem elevada na urina do paciente. 
(C) Acidose de causa respiratória parcialmente compensada. 
(D) Alteração do pH do plasma por causa respiratória, visto o 
E.B. negativo. 
 
9. Durante o infarto do miocárdio, as células cardíacas privadas 
de oxigênio sofrem alterações em suas rotas metabólicas 
relacionadas à produção energética, tais como: 
(A) O ciclo do ácido cítrico irá acelerar para providenciar mais 
elétrons para a síntese de ATP. 
(B) A velocidade da bomba de prótons na membrana 
mitocondrial diminui, impedindo a síntese de ATP pela 
fosforilação oxidativa. 
(C) A cadeia transportadora de elétrons irá acelerar para 
fornecer mais prótons para a síntese de ATP. 
(D) A glicólise anaeróbica irá aumentar e a conversão de 
glicose à CO2 aumentará. 
 
10. A toxina botulínica, produzida pelo Clostridium botulinum, é 
responsável pela paralisia muscular observada em casos de 
intoxicação alimentar. Em tratamentos estéticos ela é utilizada na 
“suavização” de rugas. Seu mecanismo de ação envolve 
endocitose pelo terminal nervoso pré-sinaptico e ligação a 
moléculas do complexo SNARE (Soluble N-ethylmaleimide fusion 
Attachment protein Receptor), responsável pela fusão de 
vesículas colinérgicas à membrana pré-sináptica, inibindo o 
processo. Como resultado teremos: 
(A) Abaixamento do limiar de excitação da célula muscular, com 
consequente tetania. 
(B) Aumento do limiar de excitabilidade elétrica da célula 
muscular, tornando-a quiescente. 
(C) Mudança na amplitude do potencial de ação do neurônio 
pré-sináptico. 
(D) Diminuição da amplitude do potencial de placa motora. 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 3 
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11. A insuficiência cardíaca é definida como uma síndrome que 
surge quando o coração é incapaz de manter um débito cardíaco 
adequado para satisfazer as necessidades metabólicas normais 
do organismo. A distinção entre a insuficiência cardíaca 
ventricular esquerda e direita pode ser evidenciada por quais 
sinais abaixo? 
(A) A pressão hidrostática dos capilares pulmonares supera a 
pressão oncótica na insuficiência cardíaca ventricular 
direita. 
(B) Aumento de pressão sanguínea no território das cavas com 
congestão venosa na insuficiência cardíaca ventricular 
esquerda. 
(C) Presença de congestão venosa pulmonar na insuficiência 
cardíaca ventricular esquerda. 
(D) Na insuficiência cardíaca ventricular esquerda o edema é 
proporcionado e mantido pelo hiperaldosteronismo 
secundário. 
 
12. Mulher, 27 anos, apresenta queixa de perda de 8 Kg nos 
últimos 9meses, inapetência, tontura e fraqueza. Realizou 
exames gerais que evidenciaram: 
 
Exame (sangue) Resultado Valor de referência 
Sódio 125 mEq/L 135 - 145 mEq/L 
Potássio 5,9 mEq/L 3,5 - 5,5 mEq/L 
Glicose 65 mg/dL 70 - 100 mg/dL 
 
Com base nestas informações podemos afirmar que: 
(A) A atividade de renina plasmática estaria aumentada. 
(B) A dosagem de ACTH plasmático com resultado baixo é 
compatível com o quadro clínico e dados laboratoriais 
apresentados. 
(C) A redução do sódio sérico decorre da redução do apetite por 
sal. 
(D) A redução de sódio sérico decorre do aumento da ativação 
de canais de sódio na membrana luminal na célula do túbulo 
coletor. 
 
13. Mulher, ao fazer exames pré-nupciais, apresentou os 
seguintes resultados para rubéola: Título de IgM elevado (1:64), 
acima do normal; Título de IgG ligeiramente elevado (1:4). 
Baseando-se nessas informações pode-se inferir que: 
 
(A) Os títulos dos isotipos mostram que a mulher já teve rubéola 
em outra fase da vida, mas agora não apresenta a doença 
na forma ativa. 
(B) Os títulos de anticorpos IgG indicam que a mulher está 
tendo uma reinfecção pela vírus da rubéola. 
(C) Sendo a rubéola transmitida por um vírus, os anticorpos não 
estariam envolvidos na resposta imunitária gerada. 
(D) Baseando-se nos títulos desses isotipos pode-se inferir 
sobre a fase da doença. 
 
14. Em determinadas situações a biópsia de mucosa retal é 
realizada em pacientes com esquistossomose mansônica. Qual o 
objetivo da indicação deste exame? 
 
(A) Para pesquisa de vermes adultos que estão na luz intestinal 
aderidos á mucosa. 
(B) Pela necessidade de avaliar a intensidade do processo 
inflamatório para aplicação da medicação específica. 
(C) Para pesquisa de ovos em trânsito ou retidos na mucosa. 
(D) Pela necessidade do estudo de antígenos de superfície para 
aplicação da medicação específica. 
15. Parturiente desenvolveu infecção hospitalar na incisão 
cirúrgica da cesariana, da qual foi isolado Staphylococcus aureus, 
cujo antibiograma é representado pela figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Penicilina 8. Cefazolina (1ª geração) 
2. Ampicilina 9. Oxacilina 
3. Ciprofloxacina 10. Clindamicina 
4. Rifampicina 11. Gentamicina 
5. Vancomicina 12. Tetraciclina 
6. Amoxacilina 13. Eritromicina 
7. Sulfametasazol/Trimetoprim 
 
Em Staphylococcus aureus a resistência à oxacilina é: 
(A) Observada em poucas amostras isoladas de pacientes 
hospitalizados, mas indutor de alta mortalidade pela 
frequente capacidade de causar sepsis. 
(B) Determinada pelo gene mecA, localizado no cromossomo 
da bactéria, e geralmente é acompanhada por resistência 
aos demais antibióticos beta-lactâmicos. 
(C) Contornada pela utilização da associação de outras 
penicilinas com inibidores de beta-lactamases do tipo 
sulbactam e clavulanato. 
(D) Mediada essencialmente pela produção de beta-
lactamases, enzimas que hidrolisam o anel beta-lactâmico e 
inativam a droga, codificadas por genes plasmidiais. 
 
16. Paciente procurou atendimento médico ambulatorial com 
febre alta (38,7°C), tosse, dor de garganta, mialgia e rinorreia há 
24 horas. Refere contato nos últimos 10 dias com indivíduos 
portadores de infecção por Influenza A/H1N1. Que tipo de 
medicamento antiviral poderia ser usado para o paciente? 
(A) Inibidores de neuraminidase. 
(B) Inibidores de integrase. 
(C) Inibidores de protease. 
(D) Inibidores de transcriptase reversa. 
 
17. O processo de cicatrização das feridas é dividido 
didaticamente em três fases: inflamatória, proliferativa e de 
remodelação. Sobre este processo é correto afirmar que: 
(A) A duração de cada fase do processo de cicatrização pode 
variar dependendo de vários fatores como infecções, 
desnutrição ou de outros fatores exógenos. 
(B) Na fase proliferativa fatores quimiotáticos induzem a 
migração de macrófagos que induzirão a neoformação 
vascular além de remover tecido necrótico, debris e 
bactérias. 
(C) A fase de remodelação caracteriza-se pela intensa síntese 
de colágeno e pela substituição do colágeno tipo I pelo 
colágeno tipo III que é o mais frequente na pele normal. 
(D) A presença de edema, mesmo prolongado, não prejudica o 
processo de cicatrização já que facilita o processo de 
osmose por aumentar a difusão de nutrientes e aumenta a 
pO2 tecidual. 
 
4 Teste de Progresso – outubro/2013 
18. A tabela abaixo mostra os valores de Kd de 4 antipsicóticos 
típicos denominados drogas A, B, C e D a vários receptores 
(nenhuma droga possui qualquer atividade intrínseca nestes 
receptores). Kd é a constante de dissociação cuja concentração 
em nM reflete a ocupância de 50% dos receptores, ou seja, 
menor Kd significa maior afinidade pelo receptor. 
 
 
Muscarínico 
Alfa-
adrenoceptor 
1 (α1) 
Histamina 
de subtipo 
1 (H1) 
Serotonin
a de tipo 
1A 
Dopamina 
(D2) 
A 2000 15 200 5 110 
B 150 1600 15 15 250 
C 30 115 1500 200 10 
D 9 5 5 500 300 
 
Baseado nisso, qual é o antipsicótico que provavelmente 
produzirá a menor incidência de efeitos sedativos? 
(A) Droga A. 
(B) Droga B. 
(C) Droga C. 
(D) Droga D. 
 
19. Os inibidores seletivos de cicloxigenase 2 (anti-inflamatórios 
COX-2 seletivos) podem desenvolver fenômenos 
tromboembólicos porque: 
 
(A) Inibem preferencialmente a síntese de prostaciclina, sem 
reduzir significativamente a síntese de tromboxano A2. 
(B) Têm ação seletiva sobre cicloxigenases que são expressas 
nas plaquetas. 
(C) Não atuam sobre cicloxigenases que são expressas no 
endotélio vascular. 
(D) Inibem preferencialmente a síntese de tromboxano A2, sem 
reduzir significativamente a síntese de prostaciclina. 
 
20. Mulher, 55 anos, com diagnóstico de pielonefrite. 
Antibiograma colhido apontou germe sensível apenas para 
vancomicina, de uso exclusivamente endovenoso. O médico 
indicou a internação da paciente, que se negou terminantemente 
a ser internada. O estado geral da paciente é bom, está 
consciente e orientada, demonstrando compreender todos os 
riscos inerentes à sua recusa em internar. Qual deverá ser a 
atitude do médico? 
 
(A) Fazer medicação parenteral para sedar a paciente e realizar 
a internação e o tratamento de modo compulsório. 
(B) Prescrever antibióticos via oral de amplo espectro para 
minimizar os riscos. 
(C) Respeitar o desejo da paciente, uma vez que ela tem direito 
a recusar tratamento se não estiver em risco iminente de 
morte. 
(D) Recusar-se a acompanhar a paciente, transferindo a 
responsabilidade para outro colega médico. 
 
21. O resgate e cuidado integral das pessoas vulneráveis como: 
crianças, portadores de transtornos mentais, idosos, doentes em 
fase terminal ou em estado vegetativo persistente, devem ser 
garantidos por meio de mecanismos de proteção. Aponte nas 
alternativas abaixo o mecanismo prioritário de forma de 
superação de vulnerabilidade: 
(A) Matriciamento. 
(B) Ambiência. 
(C) Gestão do cuidado. 
(D) Acolhimento. 
22. Na organização do processo de trabalho das equipes de 
saúde da família, as equipes de apoio matricial (NASF – Núcleo 
de Apoio à Saúde da Família) têm como responsabilidade: 
 
(A) Compartilhar e apoiar as práticas em saúde das equipes de 
saúde da família. 
(B) O atendimento básico integral às famílias da área de 
abrangência da equipe de saúde da família. 
(C) O planejamento e a execução das ações de saúde na área 
de abrangência da equipe de saúde da família. 
(D) A gestão do cuidado das famílias da área de abrangência 
da equipe de saúde da família. 
 
23. O gráfico abaixo mostra a esperança de vida ao nascer, em 
anos, de 1980 a 2100. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Esperanças de vida ao nascer estimadas e projetadas, Brasil, 1980-
2100. Fonte: IBGE 
- Oliveira JC, Albuquerque, FRPC, Lins IB. Projeção da população do 
Brasil por sexo e idade para o período 1980-2050 – Revisão 2004. 
 
Refletindo sobre o planejamento de políticas de saúde, estas 
projeções indicam que: 
(A) Diante da perspectiva de envelhecimento populacional no 
Brasil, são imprescindíveisprojetos assistenciais que 
contemplem a imunização e que também incentivem a 
natalidade. 
(B) São necessárias, a curto prazo, políticas e programas de 
envelhecimento ativo que visem a saúde, a participação e a 
segurança dos cidadãos mais velhos. 
(C) São necessárias, a curto prazo, a criação de rede hospitalar 
geriátrica e de instituições de suporte gerontológico. 
(D) Os programas focais devem continuar priorizando outras 
faixas etárias, visto que o envelhecimento populacional no 
Brasil vem ocorrendo lentamente. 
 
24. Homem, 66 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica 
e diabetes mellitus, consulta com seu médico de família e traz 
exames realizados, os quais demonstram a presença de 
microalbuminúria positiva. Como conduta o médico introduz 
enalapril ao esquema terapêutico. A que nível de prevenção 
refere-se tal conduta? 
 
(A) Prevenção Terciária. 
(B) Prevenção Secundária. 
(C) Prevenção Primária. 
(D) Prevenção Quaternária. 
 
 
 
 
 
 
55
60
65
70
75
80
85
90
1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 2050 2060 2070 2080 2090 2100
Homem Mulher Ambos
 
Teste de Progresso – outubro/2013 5 
25. Paciente foi diagnosticado como portador do vírus HIV, 
assintomático, há 3 anos. Abandonou o tratamento após 1 ano. 
Há 10 meses começou a apresentar febre, diarreias ocasionais, 
emagrecimento e manchas na pele. Há 6 dias procurou o PS com 
muita tosse, expectoração mucopurulenta e com estrias de 
sangue. Internado, apresentava quadro de intensa dificuldade 
respiratória e cianose, com radiografia de tórax compatível com 
tuberculose e broncopneumonia. Faleceu por parada cárdio-
respiratória, aos 26 anos. No atestado de óbito o que deve 
constar no campo da causa básica do óbito? 
(A) Insuficiência respiratória. 
(B) Tuberculose pulmonar. 
(C) Infecção por HIV. 
(D) AIDS. 
 
26. Um determinado município de médio porte, há 2 décadas, 
apresenta nível de saúde elevado segundo indicadores 
recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A 
equipe técnica da Secretaria de Saúde do Município está 
estudando a adoção de novos indicadores que possibilitem avaliar 
os resultados em saúde com maior precisão e qualificar a tomada 
de decisão. Qual dos indicadores de saúde propostos melhor 
responderá a essa demanda? 
 
(A) Índice de Desenvolvimento Humano. 
(B) Anos Potenciais de Vida Perdidos. 
(C) Anos de Vida Perdidos Ajustados por Incapacidade. 
(D) Esperança de Vida ao Nascer. 
 
27. A figura abaixo representa a tendência da mortalidade em 
um município de uma determinada região do Brasil, no período de 
1980 a 2000. (Eixo vertical = proporções de mortes; Eixo 
horizontal = faixas etárias) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Analisando o gráfico, pode-se verificar que se trata de curvas de 
Nelson Moraes do tipo: 
(A) I, que significa um nível de saúde muito baixo. 
(B) II, que significa um nível de saúde baixo. 
(C) III, que significa um nível de saúde regular. 
(D) IV, que significa um nível de saúde elevado. 
 
28. Em um município, no ano de 2010, ocorreram um total de 
6.507 óbitos, dos quais 156 em menores de 1 de idade e 112 
deles em menores de 28 dias de vida. No mesmo ano nasceram 
14.935 nascidos vivos e 120 natimortos. Podemos com estes 
dados afirmar que, neste município, em 2010: 
(A) O coeficiente de mortalidade infantil atingiu valor abaixo de 
12 por mil nascidos vivos. 
(B) O coeficiente de mortalidade neonatal é inferior ao de 
mortalidade pós-neonatal. 
(C) A mortalidade proporcional de menores de um ano é 
superior a 5%. 
(D) A elevada proporção de óbitos neonatais, em relação ao 
total de óbitos infantis, é indicador de precária condição de 
vida. 
29. A área da vigilância em saúde que abrange o controle de 
bens de consumo que direta ou indiretamente se relacionem com 
a saúde, compreendidas todas as etapas e processos da 
produção ao consumo e o controle da prestação de serviços, 
refere-se à vigilância: 
(A) nutricional. 
(B) sanitária. 
(C) ambiental. 
(D) epidemiológica. 
 
30. O gráfico abaixo representa a incidência mensal de 
meningite meningocócica no município de Nova Americana do 
Sul, que tem aproximadamente 220.000 mil habitantes, no 
período de janeiro de 2007 a julho de 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a ação prioritária a ser empreendida pela área de Vigilância 
Epidemiológica? 
 
(A) Organizar campanha de vacinação para a faixa etária com 
maior risco até o final de 2009. 
(B) Manter o acompanhamento mensal, considerando que as 
variações observadas são sazonais e esperadas. 
(C) Construir o diagrama de controle para definir o nível 
endêmico de ocorrência da doença. 
(D) Intensificar a estratégia de busca ativa de casos novos para 
realizar o bloqueio. 
 
31. Perguntou-se a mulheres grávidas que eram acompanhadas 
em uma clínica de assistência pré-natal entre 1949 e 1953, sobre 
seu hábito de fumar. Ao darem à luz, um prontuário foi aberto 
para cada uma das crianças ao nascimento, e informações sobre 
futuras admissões hospitalares dos filhos dessas mães foram 
obtidas. Observou-se que filhos de mães que fumavam na 
gravidez apresentavam um número significativamente maior de 
admissões hospitalares por bronquite e pneumonia se comparado 
àqueles de mães que não fumavam. Que tipo de estudo foi 
realizado e qual é a medida empregada na análise? 
 
(A) Estudo de caso-controle; odds ratio. 
(B) Estudo de coorte; risco relativo e atribuível. 
(C) Estudo transversal; razão de prevalências. 
(D) Ensaio clínico controlado; odds ratio. 
 
32. Em relação aos testes diagnósticos podemos afirmar que: 
(A) A sensibilidade de um teste diagnóstico depende da 
prevalência da doença em um determinado local e em um 
determinado tempo. 
(B) Um teste diagnóstico muito específico terá muito falsos-
positivos. 
(C) Um teste muito sensível tem muito falsos-negativos. 
(D) Antes de solicitar um teste diagnóstico o médico deve levar 
em conta a sensibilidade e especificidade do teste. 
 
0
10
20
30
40
50
60
70
80
< 1 ano 1 a 4 5 a 19 20 a 49 50 +
1980
1990
2000
 
6 Teste de Progresso – outubro/2013 
33. Durante exposição agropecuária no município de São Paulo 
um adolescente foi mordido na mão por bovino. Além dos 
cuidados gerais qual é a conduta recomendada pelo Ministério da 
Saúde? 
 
(A) Aplicar soro e vacina antirrábica e reforço da vacinação 
antitetânica. 
(B) Aplicar três doses de vacina antirrábica e observar o animal 
por 10 dias. 
(C) Observar o animal por sete dias, administrar antibióticos e 
antiviral específico. 
(D) Identificar o animal, aplicar soro e vacina antitetânica. 
 
34. Mãe de 31 anos, filhos de 10 anos e 8 anos, são os contatos 
intradomiciliares do pai de 38 anos, que teve diagnóstico 
confirmado de hanseníase. A conduta indicada para esses 
familiares foi a aplicação de duas doses da vacina BCG-ID com 
intervalo de 6 meses. Esta conduta se aplica à(s): 
 
(A) Formas indiferenciada e virchoviana. 
(B) Qualquer forma de hanseníase. 
(C) Forma multibacilar. 
(D) Formas virchoviana e tuberculoide. 
 
35. São determinantes sociais das Doenças Crônicas Não 
Transmissíveis (DCNT), além das desigualdades sociais, das 
diferenças no acesso aos bens e aos serviços, da baixa 
escolaridade, das desigualdades no acesso à informação, dos 
fatores de risco modificáveis: 
 
(A) Tabagismo, idade, consumo excessivo de sal, obesidade e 
dislipidemias. 
(B) Tabagismo, sexo, consumo de bebida alcoólica, 
sedentarismo e alimentação inadequada. 
(C) Tabagismo, etnia, consumo excessivo de sal, obesidade e 
dislipidemias. 
(D) Tabagismo, consumo de bebida alcoólica, sedentarismo e 
alimentação inadequada. 
 
36. Mulher, 22 anos, gestante de 14 semanas, chega à Unidade 
de Saúde da Família com a indicação para receber vacina contra 
raiva. Sua carteira vacinal mostra que a paciente não recebeu as 
vacinas dupla adulto e tríplice viral. Qual a melhor conduta? 
 
(A) Adiar as vacinas para o período puerperal. 
(B) Administrar a vacina contra a raiva e dupla adulto. 
(C) Administrar a duplaadulto e adiar as demais. 
(D) Administrar apenas a vacina contra raiva e a tríplice viral. 
 
37. Gestante, 15 semanas de gestação, apresenta VDRL de 1:2. 
Histórico de diagnóstico anterior de sífilis sem tratamento 
documentado e com estágio da doença desconhecido. A conduta 
preconizada pelo Ministério da Saúde é: 
 
(A) Tratar a gestante com penicilina benzatina 7,2 milhões UI, 
acompanhando com VDRL mensal até o parto, e tratar o 
parceiro. 
(B) Repetir o VDRL e solicitar teste específico para a gestante e 
o parceiro, antes de iniciar o tratamento. 
(C) Solicitar VDRL para o parceiro e tratar a gestante com 
penicilina benzatina 4,8 milhões UI. 
(D) Tratar o casal com penicilina benzatina 4,8 milhões UI e 
solicitar teste específico para acompanhamento. 
38. Homem, 42 anos, referindo mal estar geral, cansaço 
exagerado, inapetência, fraqueza muscular, cólicas abdominais 
esporádicas e intensas, flatulência alternando com fezes líquidas 
e impotência sexual (sic). Relata que trabalha em fábrica de 
baterias. Esse quadro clínico e os antecedentes sugerem qual 
diagnóstico? Como confirmá-lo? 
 
(A) Intoxicação crônica por chumbo; solicitar dosagem de ácido 
delta aminolevulínico na urina. 
(B) Intoxicação por estanho utilizado na solda; solicitar 
dosagem de estanho no sangue. 
(C) Anemia profunda causada pela exposição ocupacional a 
ácido sulfúrico; solicitar dosagem de ácido sulfúrico no 
sangue. 
(D) Anemia e nefropatia profunda causada por exposição 
ocupacional ao chumbo; dosagem de chumbo na urina. 
 
39. Compare os medicamentos abaixo e verifique qual a melhor 
opção para o tratamento. 
 
Medica-
mento 
Eficácia 
Segurança Conveniência Custo 
Eventos 
adversos 
Intera-
ções 
Via Inter-
valo 
Poso-
logia 
 
Medica-
mento 1 
++++ + ++ VO 24 h 100 
mg 
++ 
Medica-
mento 2 
++++ ++ ++ VO 24 h 100 
mg 
++++ 
Medica-
mento 3 
+++ ++ + VO 12 h 50 
mg 
++ 
Medica-
mento 4 
++++ - ++ IM 12 h 50 
mg 
+ 
 
(A) Medicamento 1 
(B) Medicamento 2 
(C) Medicamento 3 
(D) Medicamento 4 
 
40. Paciente de 18 anos, vítima de um projétil de arma de fogo 
na região do tórax, dá entrada no PS de uma pequena cidade. 
Após dar o atendimento inicial, o paciente não resiste aos 
ferimentos, vindo a falecer. Como não havia Instituto Médico 
Legal de referência próximo, o delegado designa o médico 
plantonista para proceder o exame necroscópico, emitir laudo 
médico-legal e assinar a declaração de óbito (DO). Pode-se 
afirmar que: 
 
(A) O médico é obrigado a fazer o diagnóstico de óbito e fazer o 
exame necroscópico, mas não é obrigado a emitir laudo ou 
DO. 
(B) O médico é obrigado a fazer o diagnóstico de óbito e a 
emitir DO, mas não é obrigado a fazer o exame 
necroscópico e a emitir laudo. 
(C) O médico é obrigado a fazer todos os procedimentos para 
os quais foi designado. 
(D) O médico é obrigado apenas a fazer o diagnóstico de óbito. 
 
41. Mulher, 70 anos, apresenta sopro sistólico de ejeção, 
audível no precórdio, em crescendo e decrescendo iniciando após 
a primeira bulha, com pico mesossistólico e terminando antes da 
segunda bulha. Esses achados são característicos de: 
(A) Insuficiência Mitral 
(B) Estenose Mitral 
(C) Persistência do Canal Arterial 
(D) Estenose Aórtica 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 7 
42. Homem, 58 anos, com antecedente de dislipidemia e 
tabagismo, apresenta quadro de dor epigástrica em queimação, 
iniciada em repouso, de forte intensidade, com irradiação para 
região precordial associada à náusea e sudorese há 7 horas. 
Eletrocardiograma (ECG) de admissão constatou 
supradesnivelamento do segmento ST em DII, DIII e AVF e 
infradesnivelamento de V1-V2. Enquanto aguardava terapêutica 
definitiva paciente evoluiu rapidamente com queda de níveis 
pressóricos (PA = 60 x 30 mmHg) associada à dispneia intensa, 
sopro sistólico (3+/6+) em foco mitral e crepitação nos 2/3 
inferiores de ambos os pulmões. A localização deste infarto agudo 
do miocárdio e possível complicação são: 
 
(A) Parede lateral; ruptura de septo interventricular. 
(B) Parede anterior; ruptura de músculo papilar. 
(C) Parede ínfero dorsal; ruptura de músculo papilar. 
(D) Parede inferior; ruptura de septo interventricular. 
 
43. Homem, 62 anos, refere dispneia aos esforços e edema de 
membros inferiores de caráter progressivo há 6 meses. Ao 
exame, apresenta ictus cordis globoso e desviado para a 
esquerda, estertores crepitantes em bases de ambos hemitórax, 
turgência jugular, hepatomegalia dolorosa e edema de membros 
inferiores (3+/4+) até raiz da coxa. Dosagens séricas: 
 
Exame Resultado Valor de Referência 
Creatinina 1,1 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL 
Potássio 5,0 mEq/L 3,5 - 5,5 mEq/L 
Sódio 121 mEq/L 135 - 145 mEq/L 
 
Diante destes resultados, a conduta indicada é: 
 
(A) Repor sódio, pois seu valor sérico baixo é decorrente da 
produção excessiva de vasopressina. 
(B) Não repor sódio, pois seu valor sérico baixo é decorrente da 
hiperativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. 
(C) Repor sódio, pois seu valor sérico baixo é decorrente da 
hiperativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. 
(D) Não repor sódio, pois seu valor sérico baixo é decorrente da 
produção excessiva de vasopressina. 
 
44. Homem, 18 anos, refere que nos últimos meses vem 
apresentando medidas de pressão arterial (PA) elevadas, em 
torno de 140 x 100 mmHg, sem tratamento prévio para 
hipertensão arterial. Não faz atividade física regular e nunca 
fumou. Ao exame físico: BEG, corado, hidratado, afebril, 
eupneico, aparelho respiratório e aparelho cardiovascular sem 
alterações. Três medidas de PA na posição sentada: 
138x98mmHg / 136x100mmHg / 130x98mmHg. Abdômen normal 
e pulsos palpáveis. Fundoscopia normal. IMC = 26 Kg/m2. 
Dosagem sérica, exame de urina e ECG: 
 
Exame Resultado Valor de referência 
Glicemia 80 mg/dL 70 a 100 mg/dL 
Colesterol total 190 mg/dL < 200 mg/dL 
HDL 55 mg/dL > ou = 40 mg/dL 
Triglicérides 148 mg/dL < 150 mg/dL 
Creatinina 1,0 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL 
Potássio 4,2 mEq/L 3,5 a 5,5 mEq/L 
Ácido úrico 3,2 mg/dL 3,4 a 7,0 mg/dL 
Urina I Sem alterações Sem alterações 
 
(CONTINUA) 
(CONTINUAÇÃO DA QUESTÃO 44) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As medidas da PA foram repetidas em 15 dias, na posição 
sentada: 130 x 98 mmHg / 132 x 102 mmHg / 134 x 100 mmHg. 
Além de introduzir o tratamento não medicamentoso, a melhor 
conduta é: 
(A) Reavaliar a cada 6 meses. 
(B) Introduzir tratamento com betabloqueador. 
(C) Introduzir tratamento com inibidor da enzima de conversão 
da angiotensina. 
(D) Avaliar hipertensão secundária. 
 
45. Mulher, 16 anos, sem doenças anteriores, queixa-se de 
inchaço pelo corpo e urina avermelhada há 5 dias. Referiu febre e 
dor de garganta há 15 dias que melhorou com analgésicos. Ao 
exame físico: PA = 168 x 104 mmHg. Edema generalizado. Raros 
estertores crepitantes em bases pulmonares. O exame de urina 
revelou: 
Exame Resultado Valor de referência 
Proteína 4+/4+ (> 500 mg/dL) Negativo (< 10 mg/dL) 
Proteinúria de 24h 3,4 g até 0,15 g 
Hemácias > 100/campo < 3 a 5/campo 
Leucócitos 80/campo 5/campo 
Creatinina 0,8 mg/dL 0,7 a 1,3 mg/dL 
Albuminemia 3,8 g/dL 3,5 – 5,5 g/dL 
C3 40 mg/dL 90 – 180 mg/dL 
C4 6 mg/dL 10 - 40 mg/dL 
O quadro clínico-laboratorial é compatível com: 
(A) Síndrome Nefrítica Aguda. 
(B) Síndrome Nefrótica com componente nefrítico. 
(C) Glomerulonefrite Difusa Aguda pós-infecciosa. 
(D) Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva. 
 
8 Teste de Progresso – outubro/2013 
46. Trabalhador rural do interior de São Paulo, 22 anos, 
apresentou erupção de bolhas flácidas recorrentes, com 
surgimento de lesões na face, tronco superior e couro cabeludo, 
que duravam algumas semanas, exulceravam e evoluíam com 
crostas, sem lesões nas mucosas. Foi realizada biópsia da lesão 
e instaurada corticoterapia sistêmica com melhora do quadro em 
dois meses. Este quadro corresponde a: 
 
(A) Pênfigo vulgar, com o achado de depósito de IgGna região 
subepidérmica ao exame de imunofluorescência da lesão. 
(B) Pênfigo vulgar e espera-se que o sinal de Nikolski esteja 
ausente. 
(C) Pênfigo foliáceo e o exame histopatológico mostrou bolha 
subcórnea. 
(D) Dermatose por IgA linear e o exame histopatológico mostrou 
bolha subepidérmica com depósito de IgA granular na 
junção dermoepidérmica. 
 
47. Mulher, 22 anos, com queixa de fraqueza progressiva há 20 
dias. Nas últimas semanas tem apresentado dificuldade 
progressiva para realizar exercícios comuns, como caminhar de 
casa até o ponto de ônibus ou subir os dois lances de escada no 
trabalho. Exame físico: palidez cutâneo-mucosa moderada, 
icterícia discreta, ictus cordis visível e impulsivo com sopro 
holossistólico pancardíaco, PA = 130 x 60 mmHg, FC = 96 bpm, 
baço palpável no rebordo costal esquerdo. Os principais achados 
do hemomgrama, além da presença de esferócitos e 
policromatofilia no esfregaço do sangue periférico e exames 
relevantes, seguem abaixo. 
 
Exame Resultado Valor de referência 
Hemoglobina 6,5 g/dL 12 - 16 g/dL 
Hematócrito 19% 35 - 47% 
Reticulócitos 11% 0,5 - 1,8% 
Glóbulos brancos 
Neutrófilos 
Linfócitos 
Monócitos 
7.500/mm3 
60% 
36% 
4% 
4.000 - 10.000/mm3 
45 – 70% 
20 – 40% 
4 – 8% 
Plaquetas 158.000/ mm3 150.000 - 450.000/mm3 
Bilirrubina total 2,5 mg/dL 0,2 - 1,0 mg/dL 
Bilirrubina indireta 1,8 mg/dL 0,2 - 0,8 mg/dL 
Antiglobulina direta 
para IgG e C3d. 
positivo 3+ negativo 
 
Considerando que a paciente tem anemia, o principal mecanismo 
responsável por ela é: 
 
(A) Hemólise intravascular. 
(B) Destruição extravascular de hemácias. 
(C) Microangiopatia trombótica. 
(D) Ativação direta do sistema complemento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48. Homem, 75 anos, sem antecedentes de sangramento, em 
uso de anticoagulação oral com dicumarínicos por fibrilação atrial 
crônica. Dá entrada no PS com hematúria macroscópica 
intermitente e discretos hematomas pelo corpo, em diferentes 
fases de reabsorção. Última urina (há 1 hora) estava clara sem 
evidências de hematúria. Hemodinamicamente estável. Principais 
resultados laboratoriais: 
Exame Resultado Valor de referência 
Hemoglobina 11,1 g/dL 13 - 18 g/dL 
VCM 91 µ3 80 - 95 µ3 
Tempo de protrombina > 300 segundos 11 - 14,6 segundos 
Razão normalizada 
internacional 
(RNI, IIN ou INR) 
incoagulável. 2,5 - 3,5 em uso de 
anti-caogulante 
A conduta imediata mais indicada é: 
(A) Reversão com plasma fresco congelado, seguido por 
redução de dose do dicumarínico. 
(B) Interromper o tratamento com dicumarínico e introduzir 
heparina de baixo peso molecular. 
(C) Interromper tratamento com dicumarínicos e dar ao paciente 
2,5 a 5 mg de vitamina K por via oral. 
(D) Reversão com complexo protrombínico, seguido por 
redução de dose do dicumarínico. 
 
49. Homem, 65 anos, queixa de dor lombar com irradiação para 
membro inferior direito há 1 dia, após esforço físico extremo. Ao 
exame físico apresenta dificuldade para andar na ponta do pé 
direito, diminuição da sensibilidade na face lateral da perna e pé 
direito. Lasegue positivo à direita e ausência do reflexo aquileu 
ipsilateral. A raiz nervosa comprometida é: 
(A) L3 
(B) L5 
(C) L4 
(D) S1 
 
50. Mulher, 60 anos, iniciou há 6 meses diarreia pastosa, sem 
emagrecimento, sem febre, sem sangramento, 
predominantemente diurna, com leve dor abdominal que alivia 
após a evacuação. O diagnóstico clínico e a investigação 
necessária são: 
(A) Doença celíaca; endoscopia digestiva alta. 
(B) Insuficiência pancreática exócrina; tomografia de abdome. 
(C) Doença inflamatória intestinal; colonoscopia. 
(D) Síndrome do intestino irritável; colonoscopia. 
 
51. Homem, 34 anos, asmático desde a infância, sem outras 
comorbidades. Apresentou exacerbação da asma há 30 dias, 
quando foi atendido no PS e liberado com prednisona 40 mg/dia 
por 5 dias, passando a usar regularmente a associação 
Budesonida /Formoterol 400/12 mcg de 12/12 h. Na última 
semana não teve sintomas noturnos e fez inalação com 
broncodilatador em 3 ocasiões para alívio dos sintomas diurnos. A 
espirometria apresenta Volume Expiratório Forçado no primeiro 
segundo (VEF1) de 2,23 L (72% do previsto), com resposta 
positiva ao broncodilatador (14% de aumento do VEF1 pós-
broncodilatador). Após analisar a condição de controle da asma 
deste paciente, a conduta é: 
(A) Manter a mesma dose da medicação de manutenção. 
(B) Prescrever outro pulso de prednisona (40 mg/dia por 5 
dias). 
(C) Aumentar a dose do corticoide inalatório ou acrescentar 
uma terceira droga anti-asmática. 
(D) Substituir a medicação inalatória de alívio para 
broncodilatadores por via sistêmica. 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 9 
52. Jovem, 25 anos, não tabagista e não etilista, procurou a 
UBS com quadro de febre, mialgia, tosse seca e rinorreia há 1 
dia. Foi orientado a realizar repouso domiciliar e medicado com 
sintomáticos. Após 2 dias procurou novamente assistência 
médica referindo persistência da febre e da mialgia e 
aparecimento de dispneia. Paciente apresentava 
PA = 130x80mmHg, FR = 32 ipm, FC = 120 bpm, índice de 
massa corpórea de 41 Kg/m2, saturação de oxigênio de 90%, 
radiografia de tórax com opacidade heterogênea em terço médio 
de pulmão esquerdo, hemoglobina = 14,2g%, 
leucócitos=13.500 (mielócitos 2, neutrófilos 60, basófilos 0, 
eosinófilos 2, linfócitos 30, monócitos 5), plaquetas=170.000/mm3. 
O diagnóstico e tratamento são: 
(A) Pneumonia grave adquirida na comunidade; beta-lactâmico 
e macrolídeo. 
(B) Síndrome respiratória aguda grave; oseltamivir, beta-
latâmico e macrolídeo. 
(C) Dengue; hidratação oral e tratamento sintomático. 
(D) Tromboembolismo pulmonar; anticoagulação plena. 
 
53. Mulher, 30 anos, com queixa de nervosismo, palpitações, 
perda de peso e insônia há 2 meses. Ao exame físico: 
emagrecida, FC = 120 bpm, PA = 140 x 60 mmHg, com aumento 
difuso de tireoide (2 vezes do normal). As dosagens hormonais 
mostravam TSH (hormônio tireoestimulante) de 0,001 µUI/mL 
(valor de referência: 0,5 e 5,0 µUI/mL) e tiroxina livre (T4 livre) de 
6 ng/dL (valor de referência: 0,8 - 1,7 ng/dL). Trata-se de: 
 
(A) Hipertireoidismo primário. 
(B) Hipotireoidismo secundário. 
(C) Hipertireoidismo secundário. 
(D) Hipotireoidismo primário. 
 
54. Mulher, 24 anos, com queixa de poliúria, polidipsia e perda 
de peso de 12 Kg nos últimos 3 meses. Nega tratamentos ou 
internações prévias. Ao exame físico: IMC=34 Kg/m², FC=84 bpm, 
PA=110x75mmHg, sem outros achados relevantes. Exames 
complementares: 
 
Exame Resultado Valor de referência 
Glicemia de jejum 290 mg/dL 70 - 100 mg/dL 
TGO 51 UI/mL até 31 UI/mL 
TGP 43 UI/mL até 31 UI/mL 
gamaGT 23 UI/mL 8 - 41 UI/mL 
 
Além da orientação para mudanças de hábitos alimentares e 
introdução de atividade física, qual medicação inicial deverá ser 
instituída? 
 
(A) Insulina humana. 
(B) Sulfoniluréia. 
(C) Insulina aspártica. 
(D) Metformina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55. Mulher, 73 anos, hipertensa em uso de captopril 25mg, 3x 
ao dia e tabagista há 40 anos-maço. Sem antecedentes de 
cirurgias ou traumas recentes e distúrbios de coagulação. 
Acordou hoje às 7h com dificuldade para caminhar e fraqueza no 
hemicorpo esquerdo. Deu entrada no PS às 8:30h com: 
PA = 160x85mmHg, FC = 72 bpm rítmica, ausência de sopros 
cardíacos ou carotídeos, hemiparesia completa desproporcionada 
de predomínio bráquio-facial, hemihipoestesia tátil e dolorosa 
esquerda, hemianopsia homônima esquerda e leve disartria. Sem 
alterações da movimentação ocular, afasia ou negligência. O 
escore da NIH stroke scale foi de 14. Foi realizada tomografia de 
crânio às 9h que foi normal, glicemia capilar = 90mg/dL, 
hemograma e coagulograma normais. A conduta adequada na 
fase aguda desse quadro é: 
(A) Trombólise com estreptoquinase. 
(B) Trombólise com alteplase (RT-PA). 
(C) Antiagregação plaquetária com AAS. 
(D) Controle de PA com o uso de nitroprussiato de sódio. 
 
56. Mulher, 40 anos, solteira, sem irmãos e filhos, ficouórfã há 1 
ano. Fazia uso de amitriptilina 100 mg/dia, clonazepan 2 mg de 
8/8h, levomepromazina 20 gotas à noite e haloperidol 15 
gotas/dia, mas parou de tomar todas as medicações, por conta 
própria, há 3 meses. Por volta do meio dia, o agente comunitário 
do Posto de Saúde do seu bairro realizou vista domiciliar e relatou 
o seguinte quadro: sala da casa com TV ligada, janelas fechadas, 
roupas abandonadas, cinzeiros cheios com cigarros parcialmente 
tragados, garrafas de cerveja, restos de alimentos e moscas. A 
paciente encontrava-se de pijamas, com expressão abatida, 
dizendo: “minha vida está um caos”. Frente a essas informações 
qual o diagnóstico mais provável para a paciente? 
(A) Transtorno depressivo sem sintomas psicóticos. 
(B) Transtorno de Stress pós-traumático. 
(C) Transtorno Esquizofrênico. 
(D) Psicose afetiva. 
 
57. Mulher, 38 anos, é trazida ao PS acompanhada de familiar 
que relata quadro de diarreia líquida, vômitos, muitos tremores e 
mal estar há 1 semana. Há 2 dias “o braço começou a repuxar”. 
Hoje, está confusa e apresentou crise convulsiva. Vinha em 
tratamento psiquiátrico, pois tinha alternância do humor que 
melhorou com tratamento que não soube especificar. Ao exame 
físico: paciente desidratada, desorientada, afebril, 
PA = 90x60mmHg e com fraqueza muscular. A hipótese e a 
conduta diagnóstica são: 
(A) Hipotireoidismo grave e dosagem de TSH 
(B) Intoxicação por neuroléptico e dosagem de 
benzodiazepínicos 
(C) Intoxicação por lítio e dosagem de litemia 
(D) Intoxicação alimentar e realizar coprocultura. 
 
58. Mulher, 85 anos, foi à UBS com queixa de dificuldade de 
iniciar e manter o sono. Utiliza medicamentos para o controle da 
Hipertesão Arterial e Diabetis Mellitus e Diazepam (10 mg à 
noite), prescrito há 10 anos “desde que o esposo faleceu” e 
mantém até os dias atuais. A conduta indicada é: 
(A) Manter o diazepam e na mesma dosagem, por conta da 
relação psicológica do envelhecimento e farmacocinética do 
benzodiazepínico. 
(B) Manter o diazepam e na mesma dosagem, pois sua 
metabolização está acelerada com a idade. 
(C) Aumentar a dosagem do diazepam, pois a alteração da 
metabolização na idade determina a não indução à fase 
REM do sono. 
(D) Mudar para um benzodiazepínico com menor meia vida e 
com metabólicos farmacologicamente inativos. 
 
10 Teste de Progresso – outubro/2013 
59. Mulher, 57 anos, com câncer de mama, em tratamento 
quimioterápico iniciado há 60 dias. Refere que há 2 semanas 
apresenta dispneia aos pequenos esforços e episódios de 
dispneia paroxística noturna. Ao exame físico, constata-se 
presença de terceira bulha e estertores em base pulmonar. 
Ausência de engurgitamento jugular. ECG demonstra taquicardia 
sinusal e a radiografia de tórax indica inversão do fluxo pulmonar 
e linhas B de Kerley. Ecocardiograma demonstrou Fração de 
Ejeção de 45%. O diagnóstico mais provável é: 
 
(A) Tromboembolismo pulmonar por síndrome paraneoplásica. 
(B) Insuficiência cardíaca secundária à cardiotoxidade de 
quimioterápico. 
(C) Insuficiência cardíaca secundária à miocardiopatia por 
infiltração tumoral no miocárdio. 
(D) Tamponamento cardíaco por infiltração pericárdica. 
 
60. Uma mãe desesperada procura o médico, porque considera 
necessário internar seu filho, de 19 anos, que tem uma doença 
psiquiátrica e é usuário de drogas. Informa também que, no 
momento, está apresentando surtos de violência, causando danos 
materiais e atacando familiares. Ressalta, entretanto, que o filho 
não aceita a ideia de internação e que esta só poderia ser feita “à 
força”. Nesta situação, o médico deverá informar à mãe do 
paciente que a internação será: 
 
(A) Involuntária por indicação médica. 
(B) Involuntária solicitada por representante do Ministério 
Público. 
(C) Compulsória por no máximo 72 horas. 
(D) Compulsória solicitada pela família. 
 
61. Você foi chamado pela sala de parto para atender um 
recém-nascido (RN) a termo, com líquido meconial. Ao chegar 
você avalia o RN e observa respiração irregular tipo “gasping”, 
frequência cardíaca de 60 bpm e hipotônico. A conduta imediata 
é: 
 
(A) Proceder intubação traqueal e iniciar a ventilação e 
massagem cardíaca. 
(B) Aspirar a boca e a hipofaringe, intubar o RN e aspirar a 
traqueia com a cânula traqueal. 
(C) Secar o RN e iniciar ventilação com pressão positiva com 
balão e máscara e ar ambiente. 
(D) Ventilar com balão e máscara e oxigênio a 100% e iniciar 
massagem cardíaca. 
 
62. Recém-nascido, a termo, com peso de 3500 g e 36 horas de 
vida, está no alojamento conjunto, com aleitamento materno 
exclusivo e apresenta icterícia até a raiz das coxas. Exames: 
Mãe = ORh+ e Recém nascido = ARh+, Coombs direto = negativo, 
bilirrubina indireta = 14,2 mg/dL (até 12 mg/dL/96h) e 
hematócrito = 56% (VR = 44 a 62%). Com 42h de vida a 
bilirrubina indireta passou para 15,4 g/dL e o hematócrito para 
52%. A conduta mais indicada é: 
 
(A) Exsanguineotransfusão e controle de bilirrubinas. 
(B) Fototerapia e controle de bilirrubinas. 
(C) Exsanguineotransfusão e estímulo ao aleitamento materno. 
(D) Exsanguineotransfusão e Fototerapia. 
 
 
 
 
 
63. Na consulta de rotina de um RN de 15 dias, a mãe se queixa 
de que seus mamilos estão muito doloridos e que “seu bebê fica o 
dia todo no peito”. Ao exame, verifica-se uma pequena fissura 
mamilar à direita. A pega e a posição são adequadas na 
observação da mamada. O ganho de peso do bebê foi de 300 g a 
partir do peso de nascimento. A melhor orientação a ser dada à 
mãe é: 
(A) Estimular a amamentação colocando o bebê em diferentes 
posições de mamada. 
(B) Limitar o tempo de mamada em cada peito privilegiando a 
mama esquerda. 
(C) Complementar as mamadas com fórmula láctea, na colher 
ou copinho até a resolução da fissura. 
(D) Prescrever o uso de creme à base de Nistatina, evitando as 
mamadas na mama direita até melhora do quadro. 
 
64. Lactente, 6 meses, apresenta baixo ganho de peso, dispneia 
às mamadas, sem cianose e sopro sistólico em borda esternal 
esquerda baixa. A provável cardiopatia congênita é: 
(A) Comunicação interatrial 
(B) Tetralogia de Fallot 
(C) Persistência do Ducto Arterial 
(D) Comunicação interventricular 
 
65. Lactente, 3 meses, há 12 dias com tosse em acessos e leve 
dificuldade respiratória. Encontra-se afebril, com ausculta 
pulmonar normal e FR de 56 ipm. Radiografia de tórax mostra 
padrão reticulonodular e peri-hilar bilateral. Hemograma normal 
com discreta leucocitose e eosinofilia sem linfocitose. Qual o 
agente etiológico mais provável desta pneumonia? 
(A) Listeria monocytogenes 
(B) Mycoplasma pneumoniae 
(C) Chlamydia trachomatis 
(D) Haemophilus influenzae 
 
66. Lactente, 18 meses, há 2 dias com febre, coriza hialina e 
tosse rouca e há 1 dia apresenta cansaço e dificuldade 
respiratória. Nega quadros semelhantes anteriormente. Vacinação 
em dia. Ao exame: T = 37,8°C, FC = 120 bpm, FR = 52 ipm. Bom 
estado geral, consciente, estridor inspiratório, tosse rouca. 
Orofaringe: discreta hiperemia. Otoscopia: normal. Esforço 
inspiratório com murmúrio vesicular sem ruídos adventícios. 
Coração: bulhas rítmicas normofonéticas, sem sopros. 
Abdômen: sem alterações. A hipótese diagnóstica mais provável 
é: 
(A) Supraglotite. 
(B) Aspiração de corpo estranho 
(C) Bronquiolite 
(D) Laringotraqueíte viral 
 
67. Menino, 3 anos, chega ao PS com história de febre, 
obstrução nasal, tosse, espirros, coriza hialina e cefaleia há 1 dia. 
Frequenta creche. Nega internações ou outras doenças prévias. 
Vacinação em dia. Ao exame: FR = 22 ipm, FC= 98 bpm, 
T = 37,8°C, bom estado geral, com coriza, orofaringe hiperemiada 
com secreção retrofaringea mucosa, e sem alterações no restante 
do exame físico. O diagnóstico e conduta são: 
(A) Sinusite bacteriana; radiografia de seios da face, 
amoxacilina VO por 10 dias. 
(B) Sinusite bacteriana; não necessita radiografia de seios da 
face, amoxacilina VO por 10 dias 
(C) Síndrome gripal; limpeza nasal, antitérmico e orientaçãodos 
sinais de alarme. 
(D) Síndrome gripal; radiografia de seios da face e amoxacilina 
VO por 10 dias. 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 11 
68. Grande parte dos asmáticos iniciam seus sintomas nos 
primeiros 2 anos de vida, recebendo a denominação de lactente 
sibilante. Qual é o fator de risco MAIOR (mais relevante) para 
esses lactentes desenvolverem asma? 
(A) Hemograma com atípia linfocitária e eosinofilia maior que 
7%. 
(B) História familiar de atopia. 
(C) Infecções de vias aéreas inferiores de repetição. 
(D) Presença de refluxo gastro esofágico não controlado. 
 
69. Menino, 4 anos, há 2 dias com cefaleia, febre (39ºC), 
náuseas e vômitos. Ao exame clínico paciente em mau estado 
geral com sinais de Kerning e Brudzinski positivos. 
Exame (no liquor) Resultado Valor de Referência 
Leucócitos 2.900/mm3 200 - 300/mm3 
Neutrófilos 92% 2% 
Proteína 96 mg/dL até 40 mg/dL 
Glicose 6 mg/dL 20 - 30 mg/dL 
Bactérias negativa negativa 
Os agentes etiológicos mais prováveis neste caso, para instituição 
de antibioticoterapia empírica são: 
(A) Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e 
Neisseria meningitidis 
(B) Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pyogenes e 
Staphylococcus aureus 
(C) Streptococcus pneumoniae, Staphylococccus aureus e 
Neisseria meningitidis 
(D) E. coli, Neisseria meningitidis e Haemophilus influenzae 
 
70. Criança, 3 anos, vacinada com BCG ao nascer, com pai que 
teve diagnóstico de tuberculose pulmonar bacilífera há 20 dias, 
apresenta resultado do PPD de 13 mm. Neste caso a conduta é: 
(A) Isoniazida por 3 meses e repetir a radiografia de tórax. 
(B) Isoniazida, rifampicina(R), pirazinamida(P) e etambutol(E) 
por 2 meses e I , R por 4 meses. 
(C) Isoniazida(I) por 6 meses se criança assintomática e com 
radiografia de tórax normal. 
(D) Não há necessidade de quimioprofilaxia, pois a criança foi 
vacinada contra a tuberculose. 
 
71. A cárie é uma das mais frequentes doenças da cavidade 
oral em crianças, considerada como uma doença infecciosa não 
clássica. Está relacionada com: 
(A) Dieta rica em carboidratos e gorduras, ação de bactérias 
cariogênicas (Streptococcus mutans) e anaeróbicas. 
(B) Interação entre bactérias cariogênicas (Streptococcus 
mutans), dieta rica em carboidratos e higiene precária. 
(C) Interação entre aleitamento artificial, uso de chupetas e 
bactérias anaeróbicas. 
(D) Ação exclusiva de bactérias cariogênicas (Streptococcus 
mutans). 
 
72. Na semiologia abdominal, em pediatria é correto afirmar: 
(A) Na inspeção, as ondas peristálticas não são habitualmente 
visíveis e quando presentes indicam obstrução em um ponto 
do tubo gastrintestinal. 
(B) Hepatomegalia é definida quando ocorre projeção do fígado 
abaixo do rebordo costal direito. 
(C) Todo baço palpável em criança significa esplenomegalia e 
demanda investigação urgente. 
(D) Na inspeção, o formato normal do abdômen difere de 
acordo com a faixa etária, mas em lactente normal sempre 
será plano. 
73. Menina, 8 anos, vem apresentando dores abdominais com 
frequência de uma vez/semana nos últimos 3 meses. A dor é 
periumbilical e interfere nas atividades da criança e cessa 
espontaneamente após 30 minutos, voltando às suas atividades 
habituais. O hábito intestinal é diário com fezes de formato e 
consistência normais, sem sangue ou muco. Não há 
anormalidades no exame físico. Peso, estatura e desenvolvimento 
neuropsicomotor normais. Diagnóstico e conduta mais adequados 
são: 
(A) Dor abdominal recorrente funcional da infância; solicitar 
hemograma, provas inflamatórias e ultrassonografia 
abdominal. 
(B) Dor abdominal recorrente funcional da infância; iniciar 
terapêutica com anti-depressivos tricíclicos. 
(C) Dor abdominal funcional da infância; tranquilizar a família e 
acompanhar a evolução do quadro. 
(D) Dor abdominal recorrente funcional da infância; iniciar 
terapêutica com bloqueadores dos receptores H2 e/ou 
inibidores da bomba de prótons. 
 
74. Menino, 2 anos, dá entrada no PS com história de febre de 
39°C, disúria, dor em baixo ventre e dois episódios de vômitos. 
Mãe relata que o filho já apresentou uma internação por infecção 
urinária com 1 ano de idade. Exame físico: regular estado geral, 
desidratação moderada, com dor à palpação profunda de região 
hipogástrica. Hemograma com discreta leucocitose. Coletada 
urocultura. Resultados de exames: 
Exame Resultado Valor de Referência 
Uréia (sangue) 40 mg/dL 10 - 40 mg/dL 
Creatinina (sangue) 0,5 mg/dL 0,4 - 0,9 mg/dL. 
pH (urina) 5,0 5,5 – 7,0 
Densidade (urina) 1020 1,010 - 1,025. 
Proteínas (urina) 1+ /4+ negativo 
Hemoglobina (urina) 2+ /4+ negativo 
Leucócitos (urina) > 100.000/mL até 10.000/mL 
Hemáceas (urina) 10/campo < 3 a 5/campo 
Nitrito (urina) positivo negativo 
A hipótese diagnóstica e a conduta inicial são: 
(A) Cistite; internação para antibioticoterapia endovenosa. 
(B) Cistite; tratamento ambulatorial com antibiótico via oral. 
(C) Pielonefrite aguda; tratamento ambulatorial com antibiótico 
via oral. 
(D) Pielonefrite aguda; internação para antibioticoterapia 
endovenosa. 
 
75. Menino, 6 anos, queixando-se que teve dor e inchaço em 
joelho esquerdo há 10 dias, com duração de 3 dias e que há 7 
dias apresentou dor de forte intensidade e inchaço em tornozelo 
esquerdo durando 2 dias, com melhora espontânea. Há 3 dias dor 
e inchaço em joelho direito, dificultando a deambulação. Nega 
febre. A preocupação maior ao exame físico é avaliar: 
(A) Presença de entesite. 
(B) Sinais precoces de uveíte. 
(C) Ausculta cardíaca. 
(D) As cadeias linfoganglionarias. 
 
76. Menina, 2 anos, apresentando pubarca, acne e fome 
excessiva há 6 meses. Ao exame físico é evidenciado estatura 
acima do percentil 95, obesidade, estadiamento puberal de 
Tanner = M1P3, hipertrofia clitóris, estrias vinhosas em abdome, 
PA = 100 x 70 mmHg. A hipótese diagnóstica mais provável é: 
(A) Pubarca precoce idiopática. 
(B) Tumor de supra-renal 
(C) Puberdade precoce central. 
(D) Hiperplasia congênita de supra-renal 
 
12 Teste de Progresso – outubro/2013 
77. Adolescente, 14 anos, apresenta-se com amenorreia 
primária. A telarca ocorreu há cerca de 1 ano e meio e sua 
velocidade de crescimento é normal. Estadiamento puberal de 
Tanner = M3P2. A conduta mais adequada para o caso é: 
 
(A) Dosar gonadotrofinas. 
(B) Dosar hormônios tireoidianos. 
(C) Solicitar idade óssea. 
(D) Reavaliar em 6 meses. 
 
78. Com relação ao Calendário Vacinal do Programa Nacional 
de Imunizações, a aplicação de vacinas de vírus vivo atenuado ou 
bactéria atenuada é contraindicada para pacientes com 
imunodeficiência congênita ou adquirida, pacientes em tratamento 
de quimioterapia, transplantados, pessoas em uso de corticoides 
em altas doses. Portanto as seguintes vacinas NÃO devem ser 
aplicadas a esses pacientes: 
(A) Varicela, Difteria-Tetano-Pertussis-Haemophilus infuenzae 
B e BCG. 
(B) Febre amarela, antipoliomielite oral, Difteria-Tetano-
Pertussis e Haemophilus infuenzae B. 
(C) Sarampo-Rubeola-Caxumba , BCG e febre amarela. 
(D) Rotavírus, sarampo-caxumba-rubéola e pneumocócica 
conjugada. 
 
79. Você presencia um pré-escolar ser retirado de uma piscina 
após episódio de afogamento com duração de 3 minutos. Há 
algumas pessoas ao redor dispostas a ajudar, porém você é o 
único com treinamento em primeiros socorros, e verifica que a 
criança está inconsciente, em apneia e sem pulsos palpáveis. 
Qual é a conduta mais apropriada neste caso? 
 
(A) Pedir a uma das pessoas que ligue para 192, enquanto 
você inicia massagem cardíaca externa e ventilação boca-a-
boca, sozinho, na proporção de 30:2. 
(B) Iniciar ventilação boca-a-boca durante 1 minuto, depois 
massagem cardíaca externa durante mais 1 minuto, depois 
ligar 192 e aguardar a chegada do socorro. 
(C) Levar a criança em seu próprio carro para a unidade básica 
de saúde mais próxima, fazendo ventilação boca-a-boca 
durante o percurso. 
(D) Deixar a criança em decúbito lateral (posição de 
recuperação),buscar imediatamente um desfibrilador 
externo automático (DEA) e proceder o mais rápido possível 
à desfibrilação. 
 
80. Criança, 5 anos, sexo feminino, foi atendida no PS do 
Hospital Universitário. Havia suspeita de abuso sexual a partir de 
indícios de sinais físicos e de relatos fornecidos pela criança e 
familiares. Na suspeita inicial as evidências indicavam que os 
abusos eram atribuídos a um dos genitores. Considerando que no 
caso em questão, trata-se de cuidado a vulnerável, o médico deve 
adotar imediatamente o seguinte procedimento: 
(A) Encaminhar o caso à Delegacia de Policia mais próxima, 
pois o problema identificado não é da esfera da Saúde e sim 
do Juizado de infância e adolescência. 
(B) Avaliar e documentar detalhadamente todos aspectos da 
anamnese, diagnóstico laboratorial com testes específicos, 
prognóstico, com conclusão verídica para apresentar um 
laudo completo e não acusar sem provas. 
(C) Notificar mediante esta suspeita, ainda que futuramente não 
se confirme, para salvaguardar a integridade da criança. 
(D) Cabe aos profissionais psiquiatras e psicólogos que os 
casos de suspeita de maus-tratos contra criança ou 
adolescente sejam obrigatoriamente comunicados ao 
Conselho Tutelar. 
81. Gestante, negra, na 18º semana de gravidez, em consulta 
pré-natal de rotina, apresenta Hemoglobina de 10,3 mg/dL, com 
hemácias hipocrômicas e microcíticas, em exame colhido no 
primeiro trimestre. O diagnóstico e a conduta são: 
(A) Talassemia minor; suplementação com ferro e ácido fólico. 
(B) Anemia ferropriva; prescrever sulfato ferroso terapêutico. 
(C) Hemodiluição gestacional; sulfato ferroso profilático. 
(D) Anemia falciforme; suplementação com folato e B12. 
 
82. Tercigesta na 32a semana de gravidez, com 2 cesáreas 
anteriores, procura o PS com queixa de um episódio de 
sangramento vaginal há 1 hora. Ao exame: dinâmica uterina 
ausente, apresentação córmica, frequência cardíaca fetal de 
144 bpm com aceleração transitória. O próximo passo para 
investigação semiológica da etiologia deve ser: 
(A) Toque vaginal. 
(B) Amnioscopia. 
(C) Exame especular. 
(D) Cardiotocografia. 
 
83. Primigesta na 34a semana de gravidez retorna ao pré-natal 
sem queixas, para checar exames laboratoriais do terceiro 
trimestre. O resultado da cultura de urina mostra 
E. Coli (> 100.000 colônias/mL). O diagnóstico e conduta são: 
(A) Cistite; hiperhidratação via oral. 
(B) Bacteriúria assintomática; antibioticoterapia. 
(C) Pielonefrite; antibioticoterapia. 
(D) Contaminação na coleta; novo exame. 
 
84. Primigesta, 17 anos, idade gestacional de 34 semanas 
confirmada por ecografia de primeiro trimestre, apresenta em 
consulta pré-natal de rotina altura uterina de 27 cm. Nega perda 
de líquido. À palpação obstétrica nota-se com facilidade as partes 
fetais. A hipótese diagnóstica e exame a ser solicitado são: 
(A) Crescimento fetal restrito e ecografia obstétrica com 
Dopplerfluxometria fetal. 
(B) Rotura prematura de membranas e teste de cristalização do 
muco cervical. 
(C) Meningomielocele e amniocentese para estudo de cariótipo 
fetal. 
(D) Agenesia renal e teste de fibronectina fetal. 
 
85. Primigesta, 18 anos, na 34ª semana de gravidez, apresenta 
pressão arterial de 160 x 110 mmHg, cefaleia, escotomas, 
elevação de transaminases e plaquetas de 80.000/mL. A terapia a 
ser instituída é: 
(A) Hidralazina endovenosa e cesárea após estabilização da 
pressão arterial. 
(B) Hidralazina endovenosa, betametasona e cesárea após 48 
horas. 
(C) Sulfato de magnésio e indução do trabalho de parto. 
(D) Sulfato de magnésio, betametasona e cesárea após 48 
horas. 
 
86. Tercigesta, na 35ª semana de gravidez, procura a 
maternidade referindo perda de líquido por via vaginal há 8 horas. 
Ao exame especular observa-se saída de líquido amniótico se 
exteriorizando pelo colo. Toque vaginal: colo centrado, amolecido, 
dilatado 3 cm, apresentação cefálica fletida, BCF = 140 bpm com 
aceleração transitória. Dinâmica uterina ausente. A conduta é: 
(A) Corticoterapia e indução do parto após 48 h. 
(B) Corticoterapia e aguardar trabalho de parto. 
(C) Penicilina benzatina e aguardar trabalho de parto. 
(D) Penicilina cristalina endovenosa e indução do parto. 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 13 
87. Primigesta, na 40ª semana de gravidez, internada na fase 
ativa de trabalho de parto com corioamniorrexe precoce. Durante 
avaliação da dinâmica uterina, obteve-se o seguinte traçado 
cardiotocográfico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O traçado mostra desaceleração da frequência cardíaca fetal 
relacionada a: 
(A) Sofrimento fetal crônico. 
(B) Compressão de cordão umbilical. 
(C) Sofrimento fetal agudo. 
(D) Compressão do pólo cefálico. 
 
88. Puérpera, no 5º dia pós-parto via vaginal, apresenta queixa 
de febre e saída de secreção com odor fétido via vaginal. Ao 
exame: PA = 120 x 80 mmHg, FC = 90 bpm, T = 38oC, 
descompressão brusca do abdômen negativa. Toque vaginal: 
útero de consistência amolecida, palpável na cicatriz umbilical, 
doloroso à mobilização e colo permeável a uma polpa digital com 
saída de secreção purulenta. A hipótese diagnóstica mais 
provável e a conduta são: 
(A) Endometrite; antibioticoterapia. 
(B) Tromboflebite pélvica; heparinização. 
(C) Peritonite; laparotomia exploradora. 
(D) Endomiometrite; histerectomia puerperal. 
 
89. A titulação do VDRL colhido no parto de uma parturiente é 
de 1:32. A interpretação e conduta em relação ao recém-nascido 
são: 
(A) Cicatriz sorológica; observar o recém-nascido. 
(B) Sífilis congênita; tratar o recém-nascido com penicilina 
cristalina. 
(C) Sífilis congênita; tratar o recém-nascido com penicilina 
benzatina. 
(D) Cicatriz sorológica; solicitar teste treponêmico. 
 
90. Mulher, 18 anos, queixa-se de corrimento vaginal amarelado 
há 1 mês, acompanhado de sangramento vaginal em pequena 
quantidade após atividade sexual. Nega dor em hipogástrio, 
dispareunia e febre. Faz uso de anticoncepcional oral combinado. 
Ao exame: BEG, afebril; abdome: indolor à palpação; 
especular: cérvice uterina hiperemiada e sangrante ao toque, 
recoberta por secreção mucopurulenta. Toque bimanual sem 
alterações. A conduta terapêutica indicada é: 
 
(A) Azitromicina 1g VO, dose única e Metronizadol, 500mg, VO, 
12/12 horas, 7 dias, 
(B) Doxiciclina 100mg, VO, 12/12, 14 dias e Metronidazol, 2g, 
VO, dose única. 
(C) Azitromicina, 1g, VO dose única; Ceftriaxona, 250 mg, IM, 
dose única 
(D) Doxiciclina 100mg, VO, 12/12, 14 dias; Ceftriaxona, 250 mg, 
IM, dose única 
91. Adolescente, 14 anos, menarca aos 13 anos, iniciou 
sangramento vaginal moderado após 6 meses de amenorreia. 
Vida sexual ativa com uso irregular de preservativo. Ao exame 
físico: corada, PA = 110 x 65 mmHg, FC = 85 bpm. 
Especular: saída de pequena quantidade de sangue pelo orifício 
externo do colo. Toque: colo uterino fechado, útero de tamanho 
normal, consistência fibroelástica, anexos normais. A hipótese 
diagnóstica e conduta são: 
 
(A) Síndrome dos ovários policísticos; ultrassonografia pélvica. 
(B) Sarcoma botrióide; ultrassonografia pélvica. 
(C) Coagulopatia; dosagem do fator de Von Willebrand. 
(D) Imaturidade de eixo hipotálamo-hipofisário; dosar βhCG. 
 
92. Mulher, 32 anos, vida sexual ativa, com atraso menstrual de 
3 meses apresentou sangramento 4 dias após parada do uso de 
acetato de medroxiprogesterona, 10 mg/dia, durante 5 dias. Este 
sangramento mostra: 
 
(A) Falência ovariana precoce. 
(B) Ausência de gravidez. 
(C) Ciclos menstruais ovulatórios. 
(D) Amenorreia por sinéquia uterina. 
 
93. Mulher, 35 anos, epiléptica em uso de carbamazepina. 
Fuma 20 cigarros ao dia. O método contraceptivo mais eficaz e 
seguro para essa paciente é: 
 
(A) Contraceptivo combinado oral. 
(B) Contraceptivo de progestagênio oral. 
(C) Contraceptivo combinado injetável. 
(D) Contraceptivo de progestogênio injetável. 
 
94. Mulher, 20 anos, procura UBS para orientação sobre 
prevenção de câncer de colo uterino. Refere início daatividade 
sexual há 5 meses com parceiro único. Conforme as diretrizes 
brasileiras para rastreamento de câncer de colo de útero, o 
exame de colpocitologia oncológica deverá ser coletado: 
 
(A) Nesta consulta. 
(B) Daqui 1 ano. 
(C) Daqui 3 anos. 
(D) Daqui 5 anos. 
 
95. Mulher, 35 anos, com citologia oncótica de colo uterino de 
rotina apresentando alterações sugestivas de lesão de alto grau. 
Realizada colposcopia que apresentou imagens suspeitas e feito 
biópsia. A avaliação histopatológica da biópsia mostrou um 
carcinoma microinvasor de 1 mm de profundidade. A conduta é: 
 
(A) Conização do colo uterino. 
(B) Histerectomia se prole constituída. 
(C) Repetir colpocitologia oncológica em 3 meses. 
(D) Histerectomia com linfonodectomia pélvica. 
 
96. Mulher, 60 anos, menopausa há 5 anos, apresenta ao toque 
vaginal massa anexial esquerda de 6 cm, consistência 
endurecida, pouco móvel. Útero tamanho reduzido, mobilização 
indolor. A hipótese diagnóstica mais provável é: 
(A) Cistoadenoma mucinoso. 
(B) Cistoadenocarcinoma seroso. 
(C) Teratoma maduro. 
(D) Mioma subseroso. 
 
14 Teste de Progresso – outubro/2013 
97. Mulher, 50 anos, apresenta no exame de mamografia, um 
agrupamento de microcalcificações levemente pleomórficas numa 
área de 3 cm em QSL da mama direita, BIRADS 4. Foi submetida 
a core-biopsy por estereotaxia tendo sido retirados 6 fragmentos 
contendo microcalcificações na radiografia das peças. O exame 
histológico revelou focos de hiperplasia ductal atípica (HDA). A 
conduta é: 
 
(A) Mamografia semestral por dois anos. 
(B) Ressecção cirúrgica completa da área. 
(C) Tamoxifeno por 5 anos e mamografia anual. 
(D) Tamoxifeno por 2 anos e mamografia semestral. 
 
98. Mulher, 47 anos, apresentando oligomenorreia, fogachos, 
indisposição e insônia há um ano. Há 6 meses tem diminuição da 
libido e dispareunia de intróito. Nega história familiar de câncer de 
mama. Apresenta mamografia recente sem alterações. Nega 
tabagismo e outras comorbidades. O melhor tratamento dos 
sintomas desta paciente, avaliando seus riscos e benefícios, é: 
 
(A) Isoflavona associado a ansiolítico. 
(B) Estrogênio tópico vaginal. 
(C) Terapia hormonal estroprogestativa. 
(D) Inibidor seletivo da recaptação da serotonina. 
 
99. Mulher, 60 anos, menopausa há 10 anos, G6P6 (6 
gestações e 6 partos), sem comorbidades. Refere perda urinária 
aos esforços, em jatos, há 5 anos, com prejuízo à qualidade de 
vida. Nega urgência e incontinência de urgência. Exame 
uroginecológico: sem prolapsos, perda sincrônica de urina à 
manobra de Valsalva. Ao exame urodinâmico, urofluxometria 
normal, cistometria com PPE (pressão de perda aos esforços) de 
30 cmH20, sem contrações involuntárias do detrusor e estudo 
fluxo-pressão sem alterações. A hipótese diagnóstica é: 
 
(A) Incontinência Urinária Mista. 
(B) Síndrome da Bexiga Hiperativa. 
(C) Cistite crônica intersticial. 
(D) Incontinência Urinária de Esforço. 
 
100. Adolescente, 15 anos, na 10ª semana de gravidez 
resultante de violência sexual, não deseja manter a gravidez. Vem 
à consulta acompanhada pelos pais. Para a interrupção legal 
desta gestação é necessário: 
 
(A) Solicitação assinada pela paciente e representante legal. 
(B) Boletim de ocorrência lavrado pela autoridade policial. 
(C) Autorização expedida pelo juiz da comarca de residência. 
(D) Laudo pericial do exame de corpo delito expedido pelo IML. 
 
101. Menina, 7 anos, 35 Kg de peso, necessita sutura na mão, 
em virtude de ferimento provocado por acidente doméstico com 
faca. Durante infiltração com lidocaína a 2%, paciente se queixa 
de “formigamento” na boca, zumbido auditivo e diz estar 
sentindo-se “fraca”. A conduta é: 
 
(A) Continuar com a infiltração e administrar benzodiazepínico 
por via venosa. 
(B) Agilizar a infiltração para diminuir o estresse do momento. 
(C) Interromper a infiltração e observar rigorosamente a 
paciente. 
(D) Infundir glicose via endovenosa, pois a menina está com 
hipoglicemia. 
102. Paciente apresenta corte no rosto de 5 cm de extensão 
decorrente de queda, há 10 horas. Foram realizadas limpeza, 
hemostasia e drenagem de hematomas e/ou corpos estranhos e 
aplicada a vacina antitetânica. Além disso, deve-se indicar: 
(A) Debridamento da ferida, sutura e realizar 
antibioticoprofilaxia. 
(B) Reavivamento de bordas, sutura e não administrar 
antibióticos. 
(C) Reavivamento das bordas, sutura e antibioticoterapia. 
(D) Debridamento da ferida, fechamento por segunda intenção 
e antibioticoterapia. 
 
103. Mulher, 27 anos, vítima de queimadura com água fervente, 
atingindo face anterior do tórax e abdome. Ao exame físico o 
médico observou lesões eritematosas, dolorosas, que 
empalideciam ao toque, e presença de algumas bolhas. A 
conduta é: 
(A) Limpeza, debridamento e curativo oclusivo por camadas. 
(B) Escarotomia tangencial e curativo. 
(C) Escarotomia tangencial e enxerto precoce. 
(D) Curativo oclusivo por camadas e antibioticoterapia 
sistêmica. 
 
104. Homem, 45 anos, obeso, tabagista, com história de dor em 
queimação em região epigástrica e retroesternal com início há 
cerca de 8 meses, com alguns episódios de regurgitação de 
restos alimentares digeridos. A endoscopia digestiva alta 
identificou esofagite de refluxo e hérnia de hiato por deslizamento. 
A conduta é: 
(A) Orientar a suspensão do tabagismo e perda de peso, antes 
do uso de medicações. 
(B) Esofagectomia distal deve ser proposta pelo risco de 
desenvolvimento de esôfago de Barret. 
(C) Orientação dietética e prescrição de inibidor de bomba de 
prótons e pró-cinéticos. 
(D) Fundoplicatura à Nissen é o procedimento inicial de 
escolha. 
 
105. Homem, 65 anos, vem à consulta com diagnóstico de 
obstrução crônica na região pilórica. Como apresenta vômitos de 
estase prolongada, deve-se ficar atento para o desenvolvimento 
de: 
(A) Alcalose metabólica, hipercalêmica e hipernatrêmica. 
(B) Alcalose metabólica, hipocalêmica e hipoclorêmica. 
(C) Acidose metabólica, hiponatrêmica e hipocalêmica. 
(D) Acidose metabólica, hiperpotassêmica e hipernatrêmica. 
 
106. Homem, 32 anos, queixa-se de dor intensa e súbita no 
epigástrio há 6 horas, tipo “facada” de forte intensidade. Ao 
exame físico apresenta abdome em tábua e dor intensa à 
descompressão brusca do abdômen. Realizou radiografia simples 
de abdômen em pé, representado na imagem abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A conduta adequada é: 
(A) Bloqueadores de bomba de hidrogênio e antibiótico. 
(B) Endoscopia digestiva alta. 
(C) Sonda naso-gástrica e monitorização. 
(D) Cirurgia de urgência. 
 
Teste de Progresso – outubro/2013 15 
107. Mulher, 37 anos, procura o PS com queixas de constipação 
e parada de eliminação de gazes e fezes há 24 horas, 
acompanhadas de náuseas e vômitos em grande quantidade. 
Apresenta-se desidratada e em regular estado geral. Tem história 
de histerectomia abdominal prévia. Neste caso a causa mais 
comum é: 
 
(A) Hérnia estrangulada. 
(B) Carcinoma de intestino. 
(C) Brida. 
(D) Volvo intestinal. 
 
108. Mulher, 42 anos, com dor no andar superior do abdômen, 
acompanhada de náuseas e vômitos, há 26 horas. Apresenta-se 
ictérica, febril (38,7°C), com FC = 105 bpm e FR = 30 ipm. Ao 
exame físico: dor à palpação. com defesa voluntária e 
involuntária, em região epigástrica. Apresenta escore do Acute 
Physiology and Chronic Healthy Evaluation (APACHEII) de 3. Os 
exames laboratoriais revelaram: 
 
Exame Resultado Valor de referência 
Hematócrito 49 % 36 - 46 % 
Glóbulos brancos 19.000/mL 4.000 - 10.000/mL 
Bilirrubinas totais 3,4 mg/dL 0,2 - 1,0 mg/dL 
Bilirrubina direta 2,4 mg/dL 0,00 - 0,20 mg/dL 
Amilasemia 2.888 U/dL 20 - 160 U/dL 
 
A conduta inicial é: 
 
(A) Colecistectomia e coledocolitotomia por laparoscopia. 
(B) Colangiografia por ressonância nuclear magnética. 
(C) Esfincterotomia endoscópica dentro de 48 a 72 horas, 
seguida de colecistectomia. 
(D) Jejum, hidratação e analgesia 
 
109. Paciente, 65 anos, há 6 meses apresenta alteração dohábito intestinal, com várias evacuações ao dia, fezes amolecidas 
com muco e sangue. Perdeu 5 Kg nesse período. O primeiro 
exame a ser realizado é: 
 
(A) Colonoscopia. 
(B) Exame proctológico. 
(C) Enema opaco. 
(D) Ultrassom transretal. 
 
110. Menino, 13 anos, hígido, queixa-se de dor e aumento do 
volume escrotal à esquerda, há 3 horas. Nega início de atividade 
sexual, bem como trauma dessa região. Sem outras queixas. Ao 
exame: bom estado geral, ativo, afebril e hidratado. Ao exame da 
bolsa escrotal observa-se edema e hiperemia da pele, palpação 
dolorosa do testículo esquerdo, tenso e com aumento de volume 
em relação ao direito, sem melhora da dor com a elevação do 
testículo. O provável diagnóstico é: 
 
(A) Torção testicular intravaginal. 
(B) Hidrocele. 
(C) Torção testicular extravaginal. 
(D) Epidídimo-orquite. 
 
 
 
111. Homem, 67 anos, refere que há 4 anos nota diminuição 
progressiva do jato urinário, com evidente piora nos últimos 6 
meses. Há demora para começar a urinar e necessita fazer 
esforço para iniciar a micção. Há 4 meses precisa levantar à noite 
duas a três vezes para urinar. Notou que no último mês por 3 
vezes perdeu urina na roupa por ter demorado para chegar ao 
sanitário. Nega antecedentes de traumas. A hipótese diagnóstica 
é: 
(A) Litíase vesical. 
(B) Estenose de uretra. 
(C) Hiperplasia prostática benigna. 
(D) Neoplasia vesical. 
 
112. Homem, 48 anos, tabagista desde os 15 anos de idade, 
sofreu fratura de tíbia esquerda que necessitou de correção 
cirúrgica. Sete dias após a cirurgia, evoluiu com edema 
progressivo do membro operado, associado à dor de forte 
intensidade em panturrilha esquerda. Foi levado para atendimento 
médico de urgência com quadro de dispneia súbita, tosse seca e 
dor torácica ventilatório-dependente localizada em região póstero-
inferior do hemitórax esquerdo. Os diagnósticos mais prováveis 
são: 
 
(A) Trombose Venosa Profunda e Pneumonia. 
(B) Erisipela e Embolia gordurosa. 
(C) Erisipela e Tromboembolismo pulmonar agudo. 
(D) Trombose Venosa Profunda e Tromboembolismo pulmonar 
agudo. 
 
113. Homem, 34 anos, apresenta febre de alta intensidade há 2 
dias, associada a odinofagia intensa, sem outros sintomas de vias 
aéreas superiores (nega tosse, rinorreia e espirros). Há algumas 
horas observou piora acentuada da odinofagia. Ao exame físico, 
observa-se paciente relativamente prostrado, não conseguindo 
deglutir a própria saliva. Adenomegalia cervical anterior, com 
linfonodos amolecidos e dolorosos. Apresenta trismo acentuado 
com restrição de abertura bucal importante. Tonsilas bem 
hiperemiadas e com placas de pus. Palato mole com petéquias 
bilateralmente. Assimetria acentuada de palato mole, com 
abaulamento e hiperemia em pilar anterior direito, medializando a 
tonsila direita. O diagnóstico e tratamento são, respectivamente: 
 
(A) Abscesso peri-amigdaliano; drenagem e antibiótico 
endovenoso. 
(B) Abscesso peri-amigdaliano; antibiótico oral. 
(C) Amigdalite viral; hidratação e analgésicos locais 
(D) Amigdalite viral; anti-inflamatórios. 
 
114. Homem, 23 anos, vítima de acidente de carro teve um 
trauma de face grave e no momento da chegada da equipe do 
SAMU ele estava ao lado do veículo com nível de consciência 
rebaixado, respirando com dificuldade e hipotenso. Foi 
rapidamente imobilizado e colocado na ambulância e o médico 
tentou a intubação orotraqueal por duas vezes, sem sucesso, pois 
havia muito sangue na cavidade oral. O doente já apresentava 
cianose. A conduta nesse momento deve ser: 
 
(A) Passar uma máscara laríngea e sedar o paciente. 
(B) Cricotireoidostomia cirúrgica e iniciar reposição de volume. 
(C) Traqueostomia de urgência e controle da hemorragia da 
boca. 
(D) Intubação nasotraqueal e remover o doente para um 
hospital como Vaga Zero. 
 
 
 
16 Teste de Progresso – outubro/2013 
115. Homem, 52 anos, sofreu acidente automobilístico há 30 
minutos. Queixa-se de falta de ar e não aceitou ficar na maca, em 
grande agitação. Apresenta hálito alcoólico e teve 2 episódios de 
vômitos. PA = 75 x 50 mmHg; FC = 140 bpm e FR = 32 ipm. À 
direita apresenta redução da expansibilidade torácica com 
diminuição do frêmito tóraco-vocal, hiper-sonoridade à percussão 
de tórax e diminuição acentuada do murmúrio vesicular. A 
suspeita diagnóstica é: 
(A) Contusão cardíaca. 
(B) Trauma crânio-encefálico. 
(C) Pneumotórax hipertensivo. 
(D) Intoxicação aguda por álcool. 
 
116. Homem, 35 anos, foi atendido no PS após acidente 
automobilístico, há 8 horas. Há 1 hora foi encontrado inconsciente 
em casa. Ao exame apresentava escoriações e hematoma no 
couro cabeludo. Estava com escore 8 na escala de Coma de 
Glasgow, reagindo aos estímulos dolorosos com atitude de 
descerebração. Apresentava hemiparesia esquerda e anisocoria 
(pupila direita dilatada e sem resposta à luz e a esquerda era 
fotoreagente). Foi submetido à tomografia computadorizada, 
representada abaixo. 
Com janela óssea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Janela para partes moles, sem injeção de contraste. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O diagnóstico é: 
(A) Hemorragia cerebelar. 
(B) Hematoma extradural. 
(C) Hematoma subdural. 
(D) Hemorragia intracerebral. 
117. Qual(is) são a(s) prioridade(s) no atendimento de um 
paciente com traumatismo raquimedular que apresenta déficit 
neurológico indicativo de lesão da medula cervical? 
 
(A) Suportes ventilatório e circulatório. 
(B) Efetuar as radiografias da coluna cervical. 
(C) Instalar uma tração cervical. 
(D) Indicar exploração cirúrgica imediata. 
 
118. Paciente, 12 anos, sofreu fratura do antebraço há 1 dia. Foi 
atendido no PS e submetido à imobilização gessada axilo-palmar. 
Retorna 8 horas após o procedimento com queixa de forte dor no 
membro imobilizado que não melhora com a medicação 
analgésica prescrita. Ao exame apresenta edema da mão e 
alteração da perfusão do leito subungueal. A conduta indicada é: 
 
(A) Repetir a radiografia e avaliar se houve perda da redução 
da fratura. 
(B) A internação imediata e administração de analgésicos e 
anti-inflamatórios para controle da dor. 
(C) Orientar o uso correto de analgésico e a elevação do 
membro com tipoia. 
(D) A retirada do gesso imediatamente, independente da 
possível perda da redução da fratura. 
 
119. Mulher, 59 anos, com história de câncer de mama. Refere 
dor intensa pelo corpo devido à metástase óssea do câncer 
primário. Em relação à escada analgésica da Organização 
Mundial da saúde para tratamento de dor em paciente oncológico, 
os analgésicos de escolha são: 
 
(A) Opiáceos fracos, entre eles a codeína. 
(B) Opiáceos fortes, entre eles a morfina. 
(C) Opiáceos fortes, entre eles o tramadol. 
(D) Não opiáceos, entre eles anti-inflamatório não esteroides. 
 
120. Após o término da residência em Angiologia e Cirurgia 
Vascular, o médico resolveu cursar uma pós-graduação lato 
sensu (especialização), reconhecida pelo MEC, em Medicina 
Estética, com duração de 2 anos. Ao concluir o curso e se 
estabelecer em uma clínica particular, o médico deseja fazer o 
anúncio de suas especialidades, após registrá-las no CRM. Neste 
caso, ele deverá saber que: 
 
(A) Poderá anunciar somente a especialidade de Angiologia e 
Cirurgia Vascular. 
(B) Poderá anunciar até 2 especialidades. Neste caso poderá 
anunciar ser especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular 
e Medicina Estética. 
(C) Poderá anunciar a especialidade de Angiologia e Cirurgia 
Vascular e área de atuação em Medicina Estética. 
(D) Poderá anunciar até 3 especialidades, desde que informe o 
Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

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