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7- Bloqueios periféricos Nervo periférico Endoneuro: envolve o axônio e cada uma das fibras nervosas Grupo de fibras nervosas forma feixes ou tratos nervosos: são envoltos por perineuro Grupo de feixes é envolto pelo epineuro Quanto mais próximo o nervo estiver do sistema nervoso central, mais hipoecoica a imagem Mais neurônios com endoneuros -> mais hipoecoica Quanto mais distante o nervo estiver do sistema nervoso central, mais hiperecoica a imagem Fibras nervosas mais ramificadas, são substituídas por tecido conjuntivo -> hiperecoica Gânglios nervosos Acumulo de neurônios, fora do sistema nervoso central Protegido por cápsula de tecido conjuntivo Gânglio aferente ou eferente Anestesia em nervo periférico: necessidade de tripla proteção Material adequado: agulhas com ponta romba, pouco traumáticas e mais finas e Controlar pressão da agulha com manômetro de pressão Utilizar ultrassom Estimulador de nervo periférico Estimulador de nervo periférico (EPN) É um gerador de corrente elétrica de baixa frequência de disparo, 1-2 disparos/ segundo, com uma onda de pulso retangular, a fim de se obter uma resposta única, rápida , de curta duração para cada estímulo enviado A agulha utilizada de ser apropriada, composta de metal envolto em material isolante, com bisel angulado em 45º, tornando-a menos traumática Modo de usar Ultrassonografia Utilizado para qualquer tipo de bloqueio, porque diminui a chance de falhas Evidencia o bloqueio em tempo real, assim como a dispersão da solução anestésica Reduz a quantidade de anestésico administrado, gerando menor chance de intoxicação e complicações, como injeção intravascular ou intraneural Os aparelhos de USG podem fornecer frequências maiores que 10Hz, que permitem a visualização de estruturas nervosas com melhor resolução Estruturas de alta densidade/ impedância são visualizadas como imagens brilhantes, eventualmente com sobra acústica (hiperecoica); as com menor impedância são acinzentadas (hipoecoicas) Com impedância mínima ou ausente, formam-se imagens anecoicas (enegrecidas). Estruturas mais superficiais exige maltas frequências para a obtenção de imagens (utilização de probe linear); O inverso se aplica às mias profundas, que necessitam de menor frequência (probe curvo) Pressão no êmbolo da seringa < 15 psi: administração segura > 20 psi: deve estar dentro do nervo Lesão de plexos nervosos A maioria é transitória, mas pode ser permanente tbm Contato agulha-nervo: trauma leve Punção do nervo: trauma moderado Injeção de anestésico local no nervo: trauma grave Bloqueios na Face Cirurgias mais comuns: Ritidoplastia Rinoplastia Blefaroplastia Outros procedimentos Correção cirúrgica de orelhas proeminentes Implante capilar Colocação de próteses mentonianas Aplicação de toxina botulínica Preenchimento de rugas, sulcos, cicatrizes Principais ramificações do nervo trigêmeo para anestesia Bloqueio dos nervos supra-orbitários Anestesia para cirurgias oRegião frontal o Pálpebra superior oCraniotomias Tratamento de dor crônica oNeuralgia do supraorbital oCefaleia do nadados oHerpes zóster Nervo supra-orbitário oRegião frontal e couro cabeludo até a sutura lambdóide oMucosa do seio frontal e pericrânio oRegião mediana da pálpebra superior Bloqueio do nervo infra-orbitário e nervo zigomático Anesteis a para cirurgias oNariz o Pálpebra inferior oRegião infrazigomática o Lábio superior Tratamento de dor crônica oNeuralgia do infraorbital Estruturas inervadas o Pele e conjuntivo da pálpebra inferior o Parte do saco lacrimal o Parte do septo móvel e asa do nariz o Lábio superior oGlândulas lacrimais Bloqueio do nervo nasociliar Estruturas inervadas oNervo etmoidal posterior Seio etmoidal posterior e seio esfenoidal posterior oNervo etmoidal anterior Mucosa anterior do septo nasal Parede lateral da cavidade nasal Borda inferior do osso nasal oNervo infratroclear Canto interno do olho Porção lateral do nariz Saco e carúncula lacrimais oNervos ciliares longos Corpo ciliar Íris Córnea Gânglio ciliar Bloqueio do nervo maxilar Cirurgias o Terço médio da face Tratamento da dor o Trauma oDor oncológica oDor dentária Bloqueio do nervo mentoniano Partes inferiores do lábio Plexo braquial Raiz -> tronco (superior, médio, inferior) - > divisões (anterior, posterior), fascículos (lateral, posterior e medial), ramos terminais (nervos periféricos) Técnicas de bloqueios do plexo braquial Abordagem interescalênica o Pontos de referência: Ramo clavicular e esternal do esternocleidomastoide Escaleno médio anterior Cartilagem cricoide Padrão ouro para verificar se o nervo está bloqueado: ultrassom Indicações oCirurgias de ombro (artroscopia, artroplastia) oCirurgias de úmero proximal oCirurgias de clavícula (terço médio- distal) oComplementação do plexo cervical superficial Interescaleno Resposta motora: contração do deltoide (nervo axilar) ou flexão do antebraço sobre o braço (nervo musculocutâneo) Falha de bloqueio do tronco inferior (C8- T1) - falha ulnar (não serve quando se quer bloquear o nervo ulnar) Solução anestésica: ropivacaina 0,5-0,75% ou bupivacaina 0,375-0,5% Volume de 5 a 7 mL Complicações oBloqueio de nervo frênico oUSG = redução do volume e visualização - dispersão oBloqueio do gânglio estrelado (Claude Bernard Horner) oBloqueio do laríngeo recorrente: rouquidão o Punção da artéria vertebral oRaqui ou epidural total Bloqueio supraclavicular Pontos de referências: artéria subclávia e primeira costela Risco de bloquear o nervo frênico Resposta motora: mista (tronco do plexo braquial agrupados lateral e posterior à artéria subclávia e sobre a primeira costela) Bloqueio efetivo do tronco inferior (nervo ulnar) - "corner pocket" Possibilidade de bloqueio de todo o plexo braquial (+/- nervo supraescapular). Não bloqueia o plexo cervical superficial Indicações oCirurgias de ombro e úmero proximal = nervo supraescapular ainda na bainha do plexo oCirurgia de cotovelo oCirurgias no antebraço e na mão o Solução anestésico: ropivacaina 0,75 a 0,5% ou bupivacaina 0,35 a 0,5% oVolume 5 a 10 mL Complicações o Pneumotórax o Punção vascular (artéria subclávia, artéria dorsal da escápula) oBloqueio do nervo frênico Bloqueio axilar Nervo ulnar, nervo radial e nervo mediano Referência: artéria axilar Bloqueio dos ramos terminais do plexo braiquial. Possibilidade de bloqueio seletivo Grandes variações anatômicas Nervos ao redor da artéria axilar: mediano (anterior), ulnar (anteromedial), radial (posterior), musculocutâneo (afastado entre o bíceps e coracobraquial) Território sensitivo do musculocutâneo = cutâneo lateral do antebraço Resposta motora oMediano: flexão dos dedos e do punho, pronação oUlnar: flexão do 4º e 5º dedos, oponência do polegar oRadial: extensão do braço e dos dedos oMusculocutâneo: flexão do antebraço sobre o braço, supinação Indicações oCirurgias de antebraço e mão; cotovelo o Solução anestésica: ropi 0,75-0,5% ou bupi 0,375 a 0,5% oVolume 20 mL Complicações o Pneumotórax o Punção vascular (artéria subclávia, artéria dorsal da escápula) oBloqueio do nervo frênico Anestesia venosa regional Anestesia regional intravenosa, ou bloqueio de Bier, consiste no garroteamento de um membro superior ou inferior, com concomitante administração intravenosa de anestésico local, promovendo anestesia e relaxamento muscular na porção distal ao garrote Vantagens: Menor tempo e simplicidade para execução Latência mais curta Limitada extensão da anestesia Menores chances de falhas Custo reduzido Possibilidade de realizar procedimento me regime ambulatorial Desvantagens e complicações Tempo cirúrgico deve ser reduzido Quase impossívelutilizar oi braço e coxa Dificuldade de hemostasia intraoperatória perfeita Analgesia pós-op curta Possibilidade de intoxicação pelo AL Risco de reperfusão, por causa da isquemia do membro Sd compartimental, flebite e até perda do membro Sequência Instalação dos torniquetes paralelos e independentes Punção venosa Dessangramento do membro Primeiro garroteamento Retirada da faixa elástica para o dessangramento Confirmação do bloqueio da circulação arterial Administração do anestésico Segundo dessangramento e segundo garroteamento Retirada da agulha de punção venosa, e, no final do procedimento, desgarroteamento do membro A punção venosa deve ser a mais distal possível do sítio cirúrgico; o torniquete proximal deve ser inflado 150 mmHg acima da pressão sistólica. Injetando-se, em seguida, a solução anestésica (lidocaína 0,5%, 20-40mL) lentamente. O torniquete pode ser liberado após 25 min , mas deve-se manter o paciente monitorizado, por causa de possíveis complicações Bloqueios da parede abdominal Referência: musculo reto abdominal, obliquo interno, obliquo externo e transverso abdominal TAP Block Analgesia da parede abdominal anterior e lateral Bloqueio das divisões anteriores dos nervos espinhais o Torácica (T6-T11) o T12 (ramos cutâneos laterais) o T12-L1 (nervos ilioinguinal, ílio- hipogástrico - plexo lombar) TAP= plano fascial entre os músculos oblíquos interno e transverso Injeção uni ou bilateral Analgesia só da parede e não visceral TAP block subcostal oO AL é injetado entre os planos dos músculos reto abdominal e transverso abdominal ou entre o oblíquo interno e o transverso abdominal, lateral à linea semilunaris oNessa área encontram-se os ramos dos nervos T6-T12, que são mais cefálicos e ficam abaixo da fáscia posterior do músculo reto abdominal o Indicações oAnalgesia para cirurgias de abdome inferior (T9-T10) oHerniorrafias oApendicectomia oCesárea oHisterectomia total abdominal o Prostatectomia radical o TAP subcostal - cirurgias de abdome (T7): colecistectomia, gastrectomia Complicações: técnica relativamente segura com baixa incidência de complicações o Falha de bloqueio o Intoxicação pelo anestésico local o Injeção intraperitoneal o Lesão intestinal o Lesão hepática TAP block - técnica guiada por USG o Probe linear entre CIAS e gradeado costal na linha axilar média o Identificação dos planos musculares o Inserção da agulha de medial para lateral in plane o Sensação do pop ao passar pelos planos fasciais o Injeções-teste para confirmação da posição da agulha oHidrodissecção do plano entre o transverso e o oblíquo interno pelo AL- sucesso do bloqueio o Técnica out-of-plane - pacientes obesos o TAP block é uma técnica adjuvante de analgesia. Não há potencial anestésico, pois não há bloqueio visceral o TAP promove analgesia para cirurgias no nível ou abaixo da linha umbilical o TAP subcostal oblíquo pode ser uma alternativa para cirurgias acima da linha umbilical o TAP = técnica baseada na deposição de altos volumes de LA em um plano fascial para anestesiar uma série de pequenos nervos da parede abdominal. Importante respeitar a dose tóxica de AL, principalmente quando se realiza o bloqueio bilateral Solução anestésica: oRopi ou bupi Bloqueio do reto abdominal Esse bloqueio objetiva analgesia para incisões na linha mediano, em que o plano alvo é entre o músculo reto abdominal e a bainha posterior do reto, atingindo, assim, nervos toracolombares de T6 a T8 antes de entrarem na borda lateral do reto abdominal A trajetória da agulha é de medial para lateral e sua ponta é avançada entre a borda posterior do músculo reto abdominal e a fáscia posterior do reto. O volume de anestésico local utilizado é de 10ml a 15ml de cada lado Complicacões: injeção intravascular inadvertida e posicionamento incorreto da ponta da agulha, que podem lesar órgãos intra-abdominais como fígado, rim e alças intestinas Bloqueio dos nervos ileoinguinal e ileo- hipogástrico Por serrem nervos marginais, os nervos ileioinguinal (IL) e ileo-hipogástrico (IH) estão suscetíveis à lesão nos procedimentos cirúrgicos que envolvem o abdome inferior (apendicectomia, herniorrafia, inserções baixas tansversais) e inserção de trocater para laparoscopia da região pélvica e abdominal Probe linear medial à EIAS Orientação oblíquo (linha entre umbigo e EIAS) Observação da proeminência óssea da EIAS (hiperecogênica + sombra acústica) e dos planos musculares Nervos IL e IH- estruturas ovalares hipoecogênicas no plano entre o músculo oblíquo interno e transverso Doppler: observação da artéria circunflexa ilíaca (adjacente) Inserção da agulha in plane de medial para lateral Bloqueio da parede torácica Bloqueio dos ramos cutâneos laterais dos nervos intercostais torácicso (T2-T12) Anestesia/ analgesia parede torácica anterossuperior e axila Alternativa ao bloqueio paravertebral ou neuroeixo - menos complicações PECS 1: injeção AL entre Pmaior e Pmenor adjacente a artéria toracoacromial PECS 2: complementação da inervação da axila - injeção AL mais ínfero-lateral entre Pmenor e serrátil anterior no nível de 3º e 4º costelas Serratus plane block: injeção acima e abaixo do serrátil anterior, entre o músculo e os nervos intercostais, abaixo do grande dorsal PECS PECS 1 oBloqueio dos nervos peitorais medial e lateral oVolume: 10 mL PECS 2: oBloqueio dos nervos intercostais T4-T6 o Extensão até T6 o Extensão da analgesia até a região axilar Indicações oAnestesia e analgesia de cirurgias superficiais de mama, como implante de prótese de mama ou de expansores, com envolvimento do sulco deltopeitoral, implante de marca-passo e portocath Bloqueio do plano serrátil (BPS) Realizado ao nível da 4a costela na linha axilar média entre os músculos serrátil anterior e grande dorsal Dispersão T2-T9 Visa anestesia e analgesia dos ramos cutâneos laterais dos nervos intercostais, incluindo os nervos intercostobraquial, toracodorsal e torácico longo que percorre seu trajeto superficial ao músculo serrátil anterior Baixo risco de complicações Cirurgias com incisão envolvendo a parede torácica anterolateral - dreno tórax, reconstrução de mama com enxerto, cirurgias plásticas de mama Bloqueio do plano do músculo eretor da espinha (BPES) O músculo eretor da espinha é um complexo muscular composto pelos músculo iliocostal, dorsal longo e espinhal As raízes nervosas torácicas dividem-se em um ramo dorsal e outro ventral e após atravessam o forame intervertebral. O ramo dorsal percorre posteriormente através do forame costotrnasverso até alcançar o músculo eretor da espinha. Os ramos ventrais percorrem lateralmente os nervos interocostais, inicialmente profundo à membrana intercostal interna e após no plano entre o músculo intercostal interno e a membrana intercostal íntima Bloqueio possibilita uma dispersão extensa do AL no sentido craniocaudal e evita a necessidade da agulha de bloqueio aproximar-se da pleura e do espaço paravertebral torácico, minimizando o risco de complicações Técnica de bloqueio o Paciente sentado ou em decúbito lateral o Transdutor posicionado no sentido longitudinal parassagital cerca de 3 cm lateral ao processo espinhoso de T5 oAgulha direcionada no sentido caudal- cranial em direção ao processo transverso até o contato com o mesmo oApós este recua-se a agulha sutilmente e injeta-se 20-30mL de AL entre o músculo eretor da espinha e o processo transverso adjacente Bloqueios dos plexos: lombar e lombossacral (MMII) L1-L5: plexo lombossacral Os ramos anteriores dos nervos lombares, sacrais e coccígeos formam o plexo lombossacral Ramos anteriores de L4-S3: oNervo Ciático: L4-5 e S1-3 oNervo femoral cutâneo posterior: S1-3 Plexo lombar oRamo de L1-L4: Nervo femoralcutâneo lateral: L2-L3 Nervo femoral: L2-L4 Flexão do quadril e extensão do joelho Nervo obturador: L2-L4 oOs ramos anteriores de L2, L3 e L4 se unem para formar o nervo obturatório Nervo obturatório: adução do quadril oOs superiores de L2 e L3 unem-se formando o nervo cutâneo lateral femoral oOs inferiores de L2 e L3 unem-se ao ramo dorsal de L4 formando o nervo femoral oO nervo obturatório acessório, originando-se de dois pequenos ramos de L3 e L4 oNervo glúteo superior (L4-S1): abdução do quadril, rotação medial do quadril oNervo glúteo inferior (L5-S2): extensão do quadril, rotação externa do quadril oNervo par ao músculo piriforme (S1-S2): extensão do quadril e rotação lateral do quadril oNervo isquiático (L4-S3): flexão do joelho oNervo tibial: flexão planta, inversão oNervo plantar (lateral e medial): flexão dos dedos do pé, abdução dos dedos do pé oNervo fibular superficial: eversão oNervo fibular profundo: flexão dorsal, extensão dos dedos do pé oNervo safeno é um ramo do nervo femoral Bloqueio do plexo lombar Indicações oCirurgia de quadril oCirurgia de fêmur e face anterior da coxa oCirurgia de joelho Complicações oHematoma o Punção renal oDispersão bilateral do AL (espaço peridural ou subaracnoide) o Intoxicação pelo AL Resposta motora: oContraçao do quadriceps femoral e elevação da patela (pode ocorrer uma resposta mista com contração da musculatura adutora e sartório) PENG Bloqueio do grupo de nervos pericapsulares é uma nova técnica de bloqueio Mais usado para cirurgias de quadril Principais alvos neurais desse bloqueio são os ramos articulares dos nervos obturador, obturador acessório e femoral $ Bloqueio do compartimento da fáscia ilíaca: nervos femoral, cutâneo lateral da cova e obturatório Fármacos anestésicos oBupivacaina com ou sem vasoconstritor o Lidocaina com ou sem vasoconstritor oRopivacaina Bloqueio da nervo femoral Técnica de fácil execução Analgesia eficiente de toda a região anterior da coxa, fêmur, articulação do joelho e região medial da perna e do pé Como regra prática devemos utilizar a regra mnemônica "NAV" em que observamos de lateral para medial o nervo, artéria e veia femorais na sequência Indicações oCirurgias de joelho oAnalgesia complementar para cirurgias de quadril oAnalgesia complementar para cirurgias envolvendo a face medial da perna e do pé Complicações oHematoma (punção vascular) o Lesão nervosa o Intoxicação pelo anestésico local o Infecção Bloqueio do canal dos adutores Indicações oCirurgias de joelho artroscopia, reconstrução de ligamento cruzado anterior, tendão patelar, artroplastia oCirurgias envolvendo a parte medial da perna, do tornozelo e do pé Contraindicações: oAbsoluta: recusa do paciente oRelativas: infecção do sítio de punção, distúrbios de coagulação, alergia ao anestésico local, neuropatias prévias Complicações oAs mesmas para qualquer técnica de anestesia regional o Falha de bloqueio o Sangramento o Infecção o Intoxicação pelo AL Lesão nervosa Técnica de bloqueio guiada por ultrassonografia Bloqueio do nervo isquiático Bloqueio do nervo isquiático está indicado, quando associado a outros bloqueios de nervo periférico, para analgesia pós-op de cirurgias de quadril, fêmur e joelho. Além disso, quando associado ao nervo femoral ou safeno, pode ser utilizado como técnica anestésica para todas as cirurgias infrapatelares, que envolvam a perna e pé Via poplítea Via poplítea - posição lateral Bloqueios dos nervos do pé ao nível do tornozelo (pentabloqueio) Uso do ultrassom para o bloqueio do pé demonstram: maior eficácia, menor latência, menor dependência de referências anatômicas e menor necessidade de volume de solução anestésica, resultando em maior segurança Os pés são inervados por cinco nervos, que incluem 2 nervos profundos (tibial e fibular profundo) e 3 nervos superficiais (safeno, fibular superficial e sural). À exceção do nervo safeno, que é o ramo sensitivo do nervo femoral, os demais nervos do pé são ramos terminais do nervo isquiático Conclusão Não substitui os bloqueios centrais Cirurgias unilaterais Bloqueio seletivo com qualidade anestésica semelhante aos bloqueios centrais Sem os efeitos colaterais dos bloqueios centrais Analgesia pós-op prolongada sem o uso de drogas coadjuvantes Possibilidade de PCA Cirurgias ambulatoriais ------------------------------------------------------------- ------- 1) Nervo periférico tem endoneuro, perineuro e epineuro. Cada um tem vasa nervorum 2) Bloqueio de nervo periférico: material adequado, uso de USG, estimulador de nervo periférico Gerador de corrente de baixa frequência , fazendo contração muscular decorrente da estimulação Musculocutâneo faz flexão do braço, radial extensão → para saber onde está o nervo USG: consegue ajudar a ver onde tá o nervo Mais escuro/ hipoecoica→ mais denso → mais endoneuro → mais próximo ao SNC Mais claro/hiperecóica (acinzentado) → nervo mais periférico, tem tecido mais conjuntivo 3) Há vários bloqueios periféricos que podem ser realizados na face para várias pequenas intervenções Nervo oftálmico, maxilar e mandibular que se divide em vários Ritidoplastia (rugas), rinoplastia, blefaroplastia Outros oCorreção cirúrgica de orelhas proeminentes o Implante capilar oBotox oColocação de próteses mentonianas Bloqueio do nervo nasociliar oAgulha no canto da lágrima oCavidade nasal, septo, olho e dorso Bloqueio do supraorbitário e supratroclear oVerruga ou marca da testa o Pega olho e testa Bloqueio retrobulbar oCirurgias oftalmológicas: cataratas oAgulha no nervo óptico e bloqueia a dor e acuidade visual 4) É possível fazer cirurgias penianas apenas com bloqueio peniano Verdadeiro Cirurgia de fimose Nervos penianos direito e esquerdo Entrar com agulha e coloca anestésico SEM vasoconstritor Nunca usar anestésico local com vasoconstritor, nunca usar em circulação terminal, dedos, pênis → RISCO DE NECROSE Sínfise púbica (depressão do início do pênis) → fáscia de Buck → agulha aí 5) Bloqueio periférico mais empregado é o do Plexo Braquial Verdadeiro Tem C7 vértebras, o que é C8? É o nervo que sai de C7 (sai 2 nervos) Raízes → troncos → divisões (supraclavicular) → fascículos (infraclavícula) → nervos Rapaz: raízes Tá: tronco Difícil: divisões Falar: fascículos Nervos: nervos Medial, posterior e lateral em relação a artéria subclávia 6) A técnica interescalênica de bloqueio é indicada Verdadeiro Esternocleidomastoideo: imediatamente ao lado passam os escalenos anterior e médio, e entre eles passa o plexo Mão ao lado do esternocleidomastoideo e sente degrau com os escalenos, afasta os dedos, e entre os dedos passa o anestésico (romba a agulha, tira a ponta, vocÊ sente um click (fazendo anestesia nos troncos) espalhando por todo o plexo Pode usar o estimulador de nervo periférico e Ultrassom 7) Das técnicas de bloqueio, a que propicia a possivilidade de bloqueio de todo o plexo é a supra clavicular Verdadeiro Artéria no ultrassom: líquido fica preto oAperta o vaso: se deformar é veia, se não se deformar é a artéria Altura das divisões oCacho de uva oCorner pocket: esquina do bolso, entre o plexo e a 1ª costela Acesso ao supraclavicular é mais fácil e não age em estruturas nobres como o interescalênico Bloqueio mais fácil porque as estruturas estão nuntas 8) Técnica axilar é a mais indicada para cirurgias no antebraço e mão Verdadeiro Passa junto da artéria axilar: palpa artéria o plexo está ao lado da artéria axilar Ultrassom oArtéria axilar o Infero superior: nervo radial, ulnar e mediano (rum sobe → ascedente) oBloqueia cada um isoladamente 9) Em cirurgias de hérnia inguinal em crianças podemos utilizar bloqueio do íleo-inguinal e íleo-hipogástrico associado a geral Verdadeiro Poderia fazer raqui/peridural, mas ficaria até 3h sem sentir a perna Faz um bloqueio menor, menos abrangente Saem do plexo lombar o Íleo-inguinal até grandes lábios e escroto: analgesia prolongada o Ileo-hipogastrico: parede abdominal: analgesia prolongada o 1 punção pois passam lado a lado o Entre espinha isquiatica anterosuperior e umbigo e entra com a agulha Obliquo externo → interno → transverso abdominal → peritônio oEntre interno e transverso abdominal entra com agulha e injeta anestésico oParece um cisto no ultrassom 10) Ciático é o maior nervo do corpo humano Verdadeiro São 2 nervos: metade nervo tibial e metade fibular comum Região anterior e posterior das pernas Penta bloqueio do pé: a anestesia do pé é conseguida em nível de tornozelo através do bloqueio dos 5 nervos que o suprem: Fibular Superficial, Fibular Profundo, Safeno, Tibial e Sural oDestes apenas o Safeno é ramo do Nervo Femoral, os demais são originados do Nervo Ciático o Tipo cirurgia para Pé Diabético o Safeno está por dentro (medial) oCiático: posterior e lateral