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7- Bloqueios periféricos
Nervo periférico 
 Endoneuro: envolve o axônio e cada uma 
das fibras nervosas
 Grupo de fibras nervosas forma feixes ou 
tratos nervosos: são envoltos por 
perineuro 
 Grupo de feixes é envolto pelo epineuro
Quanto mais próximo o nervo estiver do
sistema nervoso central, mais 
hipoecoica a imagem 
 Mais neurônios com endoneuros -> mais 
hipoecoica
Quanto mais distante o nervo estiver do
sistema nervoso central, mais 
hiperecoica a imagem 
 Fibras nervosas mais ramificadas, são 
substituídas por tecido conjuntivo -> 
hiperecoica 
 
Gânglios nervosos
 Acumulo de neurônios, fora do sistema 
nervoso central 
 Protegido por cápsula de tecido conjuntivo
 Gânglio aferente ou eferente 
 
Anestesia em nervo periférico: 
necessidade de tripla proteção 
 Material adequado: agulhas com ponta 
romba, pouco traumáticas e mais finas e 
Controlar pressão da agulha com 
manômetro de pressão
 Utilizar ultrassom 
 Estimulador de nervo periférico
 
Estimulador de nervo periférico (EPN)
 É um gerador de corrente elétrica de baixa
frequência de disparo, 1-2 disparos/ 
segundo, com uma onda de pulso 
retangular, a fim de se obter uma 
resposta única, rápida , de curta duração 
para cada estímulo enviado
 A agulha utilizada de ser apropriada, 
composta de metal envolto em material 
isolante, com bisel angulado em 45º, 
tornando-a menos traumática 
 Modo de usar
Ultrassonografia 
 Utilizado para qualquer tipo de bloqueio, 
porque diminui a chance de falhas
 Evidencia o bloqueio em tempo real, assim
como a dispersão da solução anestésica
 Reduz a quantidade de anestésico 
administrado, gerando menor chance de 
intoxicação e complicações, como injeção 
intravascular ou intraneural 
 Os aparelhos de USG podem fornecer 
frequências maiores que 10Hz, que 
permitem a visualização de estruturas 
nervosas com melhor resolução 
 Estruturas de alta densidade/ impedância 
são visualizadas como imagens brilhantes,
eventualmente com sobra acústica 
(hiperecoica); as com menor impedância 
são acinzentadas (hipoecoicas)
 Com impedância mínima ou ausente, 
formam-se imagens anecoicas 
(enegrecidas). Estruturas mais superficiais
exige maltas frequências para a obtenção 
de imagens (utilização de probe linear); O 
inverso se aplica às mias profundas, que 
necessitam de menor frequência (probe 
curvo)
 
Pressão no êmbolo da seringa 
 < 15 psi: administração segura
 > 20 psi: deve estar dentro do nervo
Lesão de plexos nervosos 
 A maioria é transitória, mas pode ser 
permanente tbm 
 Contato agulha-nervo: trauma leve
 Punção do nervo: trauma moderado 
 Injeção de anestésico local no nervo: 
trauma grave 
 
Bloqueios na Face
Cirurgias mais comuns:
 Ritidoplastia 
 Rinoplastia 
 Blefaroplastia 
Outros procedimentos 
 Correção cirúrgica de orelhas 
proeminentes
 Implante capilar 
 Colocação de próteses mentonianas 
 Aplicação de toxina botulínica
 Preenchimento de rugas, sulcos, cicatrizes
Principais ramificações do nervo 
trigêmeo para anestesia
Bloqueio dos nervos supra-orbitários
 Anestesia para cirurgias
oRegião frontal 
o Pálpebra superior 
oCraniotomias 
 Tratamento de dor crônica 
oNeuralgia do supraorbital 
oCefaleia do nadados 
oHerpes zóster 
 Nervo supra-orbitário
oRegião frontal e couro cabeludo até a 
sutura lambdóide
oMucosa do seio frontal e pericrânio 
oRegião mediana da pálpebra superior
Bloqueio do nervo infra-orbitário e 
nervo zigomático
 Anesteis a para cirurgias
oNariz
o Pálpebra inferior 
oRegião infrazigomática 
o Lábio superior
 Tratamento de dor crônica
oNeuralgia do infraorbital 
 Estruturas inervadas
o Pele e conjuntivo da pálpebra inferior
o Parte do saco lacrimal 
o Parte do septo móvel e asa do nariz 
o Lábio superior 
oGlândulas lacrimais
Bloqueio do nervo nasociliar
 Estruturas inervadas
oNervo etmoidal posterior 
 Seio etmoidal posterior e seio 
esfenoidal posterior
oNervo etmoidal anterior 
 Mucosa anterior do septo nasal 
 Parede lateral da cavidade nasal 
 Borda inferior do osso nasal 
oNervo infratroclear
 Canto interno do olho
 Porção lateral do nariz 
 Saco e carúncula lacrimais 
oNervos ciliares longos 
 Corpo ciliar
 Íris 
 Córnea 
 Gânglio ciliar
Bloqueio do nervo maxilar
 Cirurgias 
o Terço médio da face
 Tratamento da dor 
o Trauma
oDor oncológica 
oDor dentária
Bloqueio do nervo mentoniano 
 Partes inferiores do lábio 
 
Plexo braquial 
 Raiz -> tronco (superior, médio, inferior) -
> divisões (anterior, posterior), fascículos 
(lateral, posterior e medial), ramos 
terminais (nervos periféricos)
 
Técnicas de bloqueios do plexo braquial
 Abordagem interescalênica 
o Pontos de referência:
 Ramo clavicular e esternal do 
esternocleidomastoide 
 Escaleno médio anterior 
 Cartilagem cricoide 
 Padrão ouro para verificar se o nervo está 
bloqueado: ultrassom 
 Indicações 
oCirurgias de ombro (artroscopia, 
artroplastia)
oCirurgias de úmero proximal 
oCirurgias de clavícula (terço médio-
distal)
oComplementação do plexo cervical 
superficial 
Interescaleno
 Resposta motora: contração do deltoide 
(nervo axilar) ou flexão do antebraço 
sobre o braço (nervo musculocutâneo)
 Falha de bloqueio do tronco inferior (C8-
T1) - falha ulnar (não serve quando se 
quer bloquear o nervo ulnar)
 Solução anestésica: ropivacaina 0,5-0,75%
ou bupivacaina 0,375-0,5%
 Volume de 5 a 7 mL
 Complicações
oBloqueio de nervo frênico 
oUSG = redução do volume e 
visualização - dispersão 
oBloqueio do gânglio estrelado (Claude 
Bernard Horner)
oBloqueio do laríngeo recorrente: 
rouquidão
o Punção da artéria vertebral 
oRaqui ou epidural total
Bloqueio supraclavicular 
 Pontos de referências: artéria subclávia e 
primeira costela 
 Risco de bloquear o nervo frênico
 Resposta motora: mista (tronco do plexo 
braquial agrupados lateral e posterior à 
artéria subclávia e sobre a primeira 
costela)
 Bloqueio efetivo do tronco inferior (nervo 
ulnar) - "corner pocket"
 Possibilidade de bloqueio de todo o plexo 
braquial (+/- nervo supraescapular). Não 
bloqueia o plexo cervical superficial
 Indicações 
oCirurgias de ombro e úmero proximal = 
nervo supraescapular ainda na bainha 
do plexo 
oCirurgia de cotovelo 
oCirurgias no antebraço e na mão 
o Solução anestésico: ropivacaina 0,75 a 
0,5% ou bupivacaina 0,35 a 0,5%
oVolume 5 a 10 mL 
 Complicações 
o Pneumotórax
o Punção vascular (artéria subclávia, 
artéria dorsal da escápula)
oBloqueio do nervo frênico
Bloqueio
axilar 
 Nervo
ulnar,
nervo
radial e
nervo
mediano
 Referência: artéria axilar 
 Bloqueio dos ramos terminais do plexo 
braiquial. Possibilidade de bloqueio 
seletivo 
 Grandes variações anatômicas 
 Nervos ao redor da artéria axilar: mediano
(anterior), ulnar (anteromedial), radial 
(posterior), musculocutâneo (afastado 
entre o bíceps e coracobraquial)
 Território sensitivo do musculocutâneo = 
cutâneo lateral do antebraço
 Resposta motora
oMediano: flexão dos dedos e do punho, 
pronação 
oUlnar: flexão do 4º e 5º dedos, 
oponência do polegar
oRadial: extensão do braço e dos dedos
oMusculocutâneo: flexão do antebraço 
sobre o braço, supinação 
 Indicações
oCirurgias de antebraço e mão; cotovelo 
o Solução anestésica: ropi 0,75-0,5% ou 
bupi 0,375 a 0,5%
oVolume 20 mL
 Complicações 
o Pneumotórax
o Punção vascular (artéria subclávia, 
artéria dorsal da escápula)
oBloqueio do nervo frênico
Anestesia venosa regional
Anestesia regional intravenosa, ou bloqueio 
de Bier, consiste no garroteamento de um 
membro superior ou inferior, com 
concomitante administração intravenosa de 
anestésico local, promovendo anestesia e 
relaxamento muscular na porção distal ao 
garrote
Vantagens:
 Menor tempo e simplicidade para 
execução 
 Latência mais curta 
 Limitada extensão da anestesia 
 Menores chances de falhas
 Custo reduzido 
 Possibilidade de realizar procedimento me 
regime ambulatorial 
Desvantagens e complicações 
 Tempo cirúrgico deve ser reduzido 
 Quase impossívelutilizar oi braço e coxa
 Dificuldade de hemostasia intraoperatória 
perfeita 
 Analgesia pós-op curta 
 Possibilidade de intoxicação pelo AL
 Risco de reperfusão, por causa da 
isquemia do membro
 Sd compartimental, flebite e até perda do 
membro
Sequência 
 Instalação dos torniquetes paralelos e 
independentes
 Punção venosa 
 Dessangramento do membro 
 Primeiro garroteamento 
Retirada da faixa elástica para o 
dessangramento 
 Confirmação do bloqueio da circulação 
arterial 
 Administração do anestésico 
 Segundo dessangramento e segundo 
garroteamento 
 Retirada da agulha de punção venosa, e, 
no final do procedimento, 
desgarroteamento do membro
 A punção venosa deve ser a mais distal 
possível do sítio cirúrgico; o torniquete 
proximal deve ser inflado 150 mmHg 
acima da pressão sistólica. Injetando-se, 
em seguida, a solução anestésica 
(lidocaína 0,5%, 20-40mL) lentamente. O 
torniquete pode ser liberado após 25 min ,
mas deve-se manter o paciente 
monitorizado, por causa de possíveis 
complicações
 
Bloqueios da parede abdominal 
 Referência: musculo reto abdominal, 
obliquo interno, obliquo externo e 
transverso abdominal 
TAP Block 
 Analgesia da parede abdominal anterior e 
lateral 
 Bloqueio das divisões anteriores dos 
nervos espinhais 
o Torácica (T6-T11)
o T12 (ramos cutâneos laterais)
o T12-L1 (nervos ilioinguinal, ílio-
hipogástrico - plexo lombar)
 TAP= plano fascial entre os músculos 
oblíquos interno e transverso
 Injeção uni ou bilateral 
 Analgesia só da parede e não visceral
 TAP block subcostal
oO AL é injetado entre os planos dos 
músculos reto abdominal e transverso 
abdominal ou entre o oblíquo interno e 
o transverso abdominal, lateral à linea 
semilunaris 
oNessa área encontram-se os ramos dos 
nervos T6-T12, que são mais cefálicos e
ficam abaixo da fáscia posterior do 
músculo reto abdominal 
o Indicações 
oAnalgesia para cirurgias de abdome 
inferior (T9-T10)
oHerniorrafias 
oApendicectomia 
oCesárea
oHisterectomia total abdominal 
o Prostatectomia radical 
o TAP subcostal - cirurgias de abdome 
(T7): colecistectomia, gastrectomia
 Complicações: técnica relativamente 
segura com baixa incidência de 
complicações
o Falha de bloqueio
o Intoxicação pelo anestésico local
o Injeção intraperitoneal 
o Lesão intestinal 
o Lesão hepática 
 TAP block - técnica guiada por USG
o Probe linear entre CIAS e gradeado 
costal na linha axilar média 
o Identificação dos planos musculares 
o Inserção da agulha de medial para 
lateral in plane 
o Sensação do pop ao passar pelos planos
fasciais 
o Injeções-teste para confirmação da 
posição da agulha
oHidrodissecção do plano entre o 
transverso e o oblíquo interno pelo AL- 
sucesso do bloqueio 
o Técnica out-of-plane - pacientes obesos
o TAP block é uma técnica adjuvante de 
analgesia. Não há potencial anestésico, 
pois não há bloqueio visceral
o TAP promove analgesia para cirurgias 
no nível ou abaixo da linha umbilical 
o TAP subcostal oblíquo pode ser uma 
alternativa para cirurgias acima da linha
umbilical 
o TAP = técnica baseada na deposição de
altos volumes de LA em um plano 
fascial para anestesiar uma série de 
pequenos nervos da parede abdominal. 
Importante respeitar a dose tóxica de 
AL, principalmente quando se realiza o 
bloqueio bilateral 
 Solução anestésica: 
oRopi ou bupi
Bloqueio do reto abdominal
 Esse bloqueio objetiva analgesia para 
incisões na linha mediano, em que o plano
alvo é entre o músculo reto abdominal e a 
bainha posterior do reto, atingindo, assim,
nervos toracolombares de T6 a T8 antes 
de entrarem na borda lateral do reto 
abdominal 
 A trajetória da agulha é de medial para 
lateral e sua ponta é avançada entre a 
borda posterior do músculo reto 
abdominal e a fáscia posterior do reto. O 
volume de anestésico local utilizado é de 
10ml a 15ml de cada lado
 Complicacões: injeção intravascular 
inadvertida e posicionamento incorreto da 
ponta da agulha, que podem lesar órgãos 
intra-abdominais como fígado, rim e alças 
intestinas
Bloqueio dos nervos ileoinguinal e ileo-
hipogástrico 
 Por serrem nervos marginais, os nervos 
ileioinguinal (IL) e ileo-hipogástrico (IH) 
estão suscetíveis à lesão nos 
procedimentos cirúrgicos que envolvem o 
abdome inferior (apendicectomia, 
herniorrafia, inserções baixas tansversais) 
e inserção de trocater para laparoscopia 
da região pélvica e abdominal
 Probe linear medial à EIAS
 Orientação oblíquo (linha entre umbigo e 
EIAS)
 Observação da proeminência óssea da 
EIAS (hiperecogênica + sombra acústica) 
e dos planos musculares
 Nervos IL e IH- estruturas ovalares 
hipoecogênicas no plano entre o músculo 
oblíquo interno e transverso 
 Doppler: observação da artéria circunflexa
ilíaca (adjacente)
 Inserção da agulha in plane de medial 
para lateral 
 
Bloqueio da parede torácica 
 Bloqueio dos ramos cutâneos laterais dos 
nervos intercostais torácicso (T2-T12)
 Anestesia/ analgesia parede torácica 
anterossuperior e axila 
 Alternativa ao bloqueio paravertebral ou 
neuroeixo - menos complicações 
 PECS 1: injeção AL entre Pmaior e Pmenor 
adjacente a artéria toracoacromial 
 PECS 2: complementação da inervação da 
axila - injeção AL mais ínfero-lateral entre 
Pmenor e serrátil anterior no nível de 3º e 
4º costelas 
 Serratus plane block: injeção acima e 
abaixo do serrátil anterior, entre o 
músculo e os nervos intercostais, abaixo 
do grande dorsal
PECS
 PECS 1
oBloqueio dos nervos peitorais medial e 
lateral 
oVolume: 10 mL
 PECS 2: 
oBloqueio dos nervos intercostais T4-T6
o Extensão até T6
o Extensão da analgesia até a região 
axilar 
 Indicações
oAnestesia e analgesia de cirurgias 
superficiais de mama, como implante 
de prótese de mama ou de expansores, 
com envolvimento do sulco 
deltopeitoral, implante de marca-passo 
e portocath
Bloqueio do plano serrátil (BPS)
 Realizado ao nível da 4a costela na linha 
axilar média entre os músculos serrátil 
anterior e grande dorsal 
 Dispersão T2-T9
 Visa anestesia e analgesia dos ramos 
cutâneos laterais dos nervos intercostais, 
incluindo os nervos intercostobraquial, 
toracodorsal e torácico longo que percorre
seu trajeto superficial ao músculo serrátil 
anterior
 Baixo risco de complicações 
 Cirurgias com incisão envolvendo a 
parede torácica anterolateral - dreno 
tórax, reconstrução de mama com 
enxerto, cirurgias plásticas de mama
Bloqueio do plano do músculo eretor da 
espinha (BPES)
 O músculo eretor da espinha é um 
complexo muscular composto pelos 
músculo iliocostal, dorsal longo e espinhal 
 As raízes nervosas torácicas dividem-se 
em um ramo dorsal e outro ventral e após 
atravessam o forame intervertebral. O 
ramo dorsal percorre posteriormente 
através do forame costotrnasverso até 
alcançar o músculo eretor da espinha. Os 
ramos ventrais percorrem lateralmente os 
nervos interocostais, inicialmente 
profundo à membrana intercostal interna 
e após no plano entre o músculo 
intercostal interno e a membrana 
intercostal íntima 
 Bloqueio possibilita uma dispersão 
extensa do AL no sentido craniocaudal e 
evita a necessidade da agulha de bloqueio
aproximar-se da pleura e do espaço 
paravertebral torácico, minimizando o 
risco de complicações
 Técnica de bloqueio 
o Paciente sentado ou em decúbito lateral
o Transdutor posicionado no sentido 
longitudinal parassagital cerca de 3 cm 
lateral ao processo espinhoso de T5
oAgulha direcionada no sentido caudal-
cranial em direção ao processo 
transverso até o contato com o mesmo
oApós este recua-se a agulha sutilmente 
e injeta-se 20-30mL de AL entre o 
músculo eretor da espinha e o processo
transverso adjacente
 
Bloqueios dos plexos: lombar e 
lombossacral (MMII)
 L1-L5: plexo lombossacral 
 Os ramos anteriores dos nervos lombares, 
sacrais e coccígeos formam o plexo 
lombossacral 
 Ramos anteriores de L4-S3: 
oNervo Ciático: L4-5 e S1-3
oNervo femoral cutâneo posterior: S1-3
 Plexo lombar
oRamo de L1-L4:
 Nervo femoralcutâneo lateral: L2-L3
 Nervo femoral: L2-L4
 Flexão do quadril e extensão do 
joelho
 Nervo obturador: L2-L4
oOs ramos anteriores de L2, L3 e L4 se 
unem para formar o nervo obturatório
 Nervo obturatório: adução do quadril
oOs superiores de L2 e L3 unem-se 
formando o nervo cutâneo lateral 
femoral 
oOs inferiores de L2 e L3 unem-se ao 
ramo dorsal de L4 formando o nervo 
femoral 
oO nervo obturatório acessório, 
originando-se de dois pequenos ramos 
de L3 e L4
oNervo glúteo superior (L4-S1): abdução 
do quadril, rotação medial do
quadril
oNervo glúteo inferior (L5-S2):
extensão do quadril, rotação
externa do quadril 
oNervo par ao músculo piriforme (S1-S2):
extensão do quadril e rotação lateral do
quadril
oNervo isquiático (L4-S3): flexão do 
joelho 
oNervo tibial: flexão planta, inversão
oNervo plantar (lateral e medial): flexão 
dos dedos do pé, abdução dos dedos do
pé
oNervo fibular superficial: eversão 
oNervo fibular profundo: flexão dorsal, 
extensão dos dedos do pé
oNervo safeno é um ramo do nervo 
femoral 
 
Bloqueio do plexo lombar 
 Indicações
oCirurgia de quadril 
oCirurgia de fêmur e face anterior da 
coxa 
oCirurgia de joelho 
 Complicações
oHematoma 
o Punção renal 
oDispersão bilateral do AL (espaço 
peridural ou subaracnoide)
o Intoxicação pelo AL 
 Resposta motora:
oContraçao do quadriceps femoral e 
elevação da patela (pode ocorrer uma 
resposta mista com contração da 
musculatura adutora e sartório)
 
PENG
 Bloqueio do grupo de nervos 
pericapsulares é uma nova técnica de 
bloqueio
 Mais usado para cirurgias de quadril 
 Principais alvos neurais desse bloqueio 
são os ramos articulares dos nervos 
obturador, obturador acessório e femoral 
$
Bloqueio do compartimento da fáscia 
ilíaca: nervos femoral, cutâneo lateral da 
cova e obturatório
 Fármacos anestésicos
oBupivacaina com ou sem vasoconstritor
o Lidocaina com ou sem vasoconstritor
oRopivacaina 
Bloqueio da nervo femoral 
 Técnica de fácil execução 
 Analgesia eficiente de toda a região 
anterior da coxa, fêmur, articulação do 
joelho e região medial da perna e do pé 
 Como regra prática devemos utilizar a 
regra mnemônica "NAV" em que 
observamos de lateral para medial o 
nervo, artéria e veia femorais na 
sequência
 Indicações
oCirurgias de joelho 
oAnalgesia complementar para cirurgias 
de quadril 
oAnalgesia complementar para cirurgias 
envolvendo a face medial da perna e do
pé
 Complicações
oHematoma (punção vascular)
o Lesão nervosa 
o Intoxicação pelo anestésico local 
o Infecção
 
Bloqueio do canal dos adutores 
 Indicações
oCirurgias de joelho artroscopia, 
reconstrução de ligamento cruzado 
anterior, tendão patelar, artroplastia
oCirurgias envolvendo a parte medial da 
perna, do tornozelo e do pé
 Contraindicações:
oAbsoluta: recusa do paciente 
oRelativas: infecção do sítio de punção, 
distúrbios de coagulação, alergia ao 
anestésico local, neuropatias prévias 
 Complicações 
oAs mesmas para qualquer técnica de 
anestesia regional 
o Falha de bloqueio 
o Sangramento 
o Infecção 
o Intoxicação pelo AL
Lesão nervosa
 Técnica de bloqueio guiada por 
ultrassonografia 
Bloqueio do nervo isquiático 
 Bloqueio do nervo isquiático está indicado,
quando associado a outros bloqueios de 
nervo periférico, para analgesia pós-op de 
cirurgias de quadril, fêmur e joelho. Além 
disso, quando associado ao nervo femoral 
ou safeno, pode ser utilizado como técnica
anestésica para todas as cirurgias 
infrapatelares, que envolvam a perna e pé
 Via poplítea
 Via poplítea - posição lateral 
Bloqueios dos nervos do pé ao nível do 
tornozelo (pentabloqueio)
 Uso do ultrassom para o bloqueio do pé 
demonstram: maior eficácia, menor 
latência, menor dependência de 
referências anatômicas e menor 
necessidade de volume de solução 
anestésica, resultando em maior 
segurança
 Os pés são inervados por cinco nervos, 
que incluem 2 nervos profundos (tibial e 
fibular profundo) e 3 nervos superficiais 
(safeno, fibular superficial e sural). À 
exceção do nervo safeno, que é o ramo 
sensitivo do nervo femoral, os demais 
nervos do pé são ramos terminais do 
nervo isquiático 
 
Conclusão
 Não substitui os bloqueios centrais 
 Cirurgias unilaterais 
 Bloqueio seletivo com qualidade 
anestésica semelhante aos bloqueios 
centrais 
 Sem os efeitos colaterais dos bloqueios 
centrais 
 Analgesia pós-op prolongada sem o uso de
drogas coadjuvantes 
 Possibilidade de PCA 
 Cirurgias ambulatoriais 
-------------------------------------------------------------
-------
1) Nervo periférico tem endoneuro, 
perineuro e epineuro. Cada um tem 
vasa nervorum
2) Bloqueio de nervo periférico: 
material adequado, uso de USG, 
estimulador de nervo periférico
 Gerador de corrente de baixa frequência , 
fazendo contração muscular decorrente da
estimulação
 Musculocutâneo faz flexão do braço, radial
extensão → para saber onde está o nervo
 USG: consegue ajudar a ver onde tá o 
nervo
 Mais escuro/ hipoecoica→ mais denso → 
mais endoneuro → mais próximo ao 
SNC
 Mais claro/hiperecóica (acinzentado)
→ nervo mais periférico, tem tecido 
mais conjuntivo 
3) Há vários bloqueios periféricos 
que podem ser realizados na face 
para várias pequenas intervenções
 Nervo oftálmico, maxilar e 
mandibular que se divide em vários
 Ritidoplastia (rugas), rinoplastia, 
blefaroplastia
 Outros
oCorreção cirúrgica de orelhas 
proeminentes
o Implante capilar
oBotox
oColocação de próteses mentonianas
 Bloqueio do nervo nasociliar
oAgulha no canto da lágrima
oCavidade nasal, septo, olho e dorso
 Bloqueio do supraorbitário e supratroclear
oVerruga ou marca da testa
o Pega olho e testa
 Bloqueio retrobulbar
oCirurgias oftalmológicas: cataratas
oAgulha no nervo óptico e bloqueia a dor
e acuidade visual
4) É possível fazer cirurgias penianas 
apenas com bloqueio peniano
Verdadeiro
 Cirurgia de fimose
 Nervos penianos direito e esquerdo 
 Entrar com agulha e coloca anestésico 
SEM vasoconstritor
 Nunca usar anestésico local com 
vasoconstritor, nunca usar em circulação 
terminal, dedos, pênis → RISCO DE 
NECROSE
 Sínfise púbica (depressão do início do 
pênis) → fáscia de Buck → agulha aí
5) Bloqueio periférico mais empregado 
é o do Plexo Braquial
 Verdadeiro
 Tem C7 vértebras, o que é C8? É o nervo 
que sai de C7 (sai 2 nervos)
 Raízes → troncos → divisões 
(supraclavicular) → fascículos 
(infraclavícula) → nervos
Rapaz: raízes
Tá: tronco 
Difícil: divisões
Falar: 
fascículos 
Nervos: nervos
 Medial, posterior e lateral em relação a 
artéria subclávia
6) A técnica interescalênica de bloqueio
é indicada
 Verdadeiro
 Esternocleidomastoideo: imediatamente 
ao lado passam os escalenos anterior e 
médio, e entre eles passa o plexo
 Mão ao lado do esternocleidomastoideo e 
sente degrau com os escalenos, afasta os 
dedos, e entre os dedos passa o 
anestésico (romba a agulha, tira a ponta, 
vocÊ sente um click (fazendo anestesia 
nos troncos) espalhando por todo o plexo
 Pode usar o estimulador de nervo 
periférico e Ultrassom
7) Das técnicas de bloqueio, a que 
propicia a possivilidade de bloqueio de 
todo o plexo é a supra clavicular
 Verdadeiro
 Artéria no ultrassom: líquido fica preto
oAperta o vaso: se deformar é veia, se 
não se deformar é a artéria
 Altura das divisões
oCacho de uva
oCorner pocket: esquina do bolso, entre 
o plexo e a 1ª costela
 Acesso ao supraclavicular é mais fácil e 
não age em estruturas nobres como o 
interescalênico
 Bloqueio mais fácil porque as estruturas 
estão nuntas
8) Técnica axilar é a mais indicada para 
cirurgias no antebraço e mão
 Verdadeiro
 Passa junto da artéria axilar: palpa artéria 
o plexo está ao lado da artéria axilar
 Ultrassom
oArtéria axilar
o Infero superior: nervo radial, ulnar e 
mediano (rum sobe → ascedente)
oBloqueia cada um isoladamente
9) Em cirurgias de hérnia inguinal em 
crianças podemos utilizar bloqueio do 
íleo-inguinal e íleo-hipogástrico 
associado a geral
 Verdadeiro Poderia fazer raqui/peridural, mas ficaria 
até 3h sem sentir a perna
 Faz um bloqueio menor, menos 
abrangente
 Saem do plexo lombar
o Íleo-inguinal até grandes lábios e 
escroto: analgesia prolongada
o Ileo-hipogastrico: parede abdominal: 
analgesia prolongada
o 1 punção pois passam lado a lado
o Entre espinha isquiatica anterosuperior 
e umbigo e entra com a agulha
 Obliquo externo → interno → 
transverso abdominal → peritônio
oEntre interno e transverso 
abdominal entra com agulha e 
injeta anestésico
oParece um cisto no ultrassom
10) Ciático é o maior nervo do corpo 
humano
Verdadeiro
 São 2 nervos: metade nervo tibial e 
metade fibular comum
 Região anterior e posterior das pernas
 Penta bloqueio do pé: a anestesia do pé é 
conseguida em nível de tornozelo através 
do bloqueio dos 5 nervos que o suprem: 
Fibular Superficial, Fibular Profundo, 
Safeno, Tibial e Sural
oDestes apenas o Safeno é ramo do 
Nervo Femoral, os demais são 
originados do Nervo Ciático
o Tipo cirurgia para Pé Diabético
o Safeno está por dentro (medial)
oCiático: posterior e lateral

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