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Mayra Gonçalves 
 P 
 
ANATOMIA 
 
- Localizado em cavidade normal, na curva em 
forma de J entre o estômago e o duodeno, 
está transversalmente aos corpos das 
vértebras L1 e L2 na região posterior do 
abdômen. 
- É rosado, delgado e de consistência nodular 
ou granulosa. Tem peso variando de 20 a 
25cm de comprimento e pesa em torno de 
80g. É um órgão alongado. 
- A cabeça do pâncreas encaixa-se na alça 
formada pelo duodeno, o corpo do pâncreas 
estence-se transversalmente em direção ao 
baço e a cauda do pâncreas é curta e romba. 
- Órgão secundariamente retroperitoneal e 
está firmemente fixo na parede posterior da 
cavidade abdominal. 
- Superfície do pâncreas com textura nodular 
irregular, com cápsula delgada e transparente 
de tecido conectivo envolvendo o órgão. 
- O colo do pâncreas é curto (1,5 a 2 cm) e 
está situado sobre os vasos mesentéricos 
superiores, que deixam um sulco em sua face 
posterior. 
 
 
 
- A face anterior do colo, coberta por 
peritônio, está situada adjacente ao piloro do 
estômago. A Veia Mesentérica Superior une-
se à veia esplênica posterior ao colo para 
formar a veia porta. 
 
- O corpo do pâncreas é o prosseguimento do 
colo e situa-se à esquerda dos vasos 
mesentéricos superiores, passando sobre a 
aorta e a vértebra L II, logo acima do plano 
transpilórico e posteriormente à bolsa 
omental. A face anterior do corpo do pâncreas 
é coberta por peritônio, está situada no 
assoalho da bolsa omental e forma parte do 
leito do estômago. 
- A face posterior do corpo do pâncreas não 
tem peritônio e está em contato com a aorta, 
glândula suprarrenal esquerda, rim esquerdo 
e vasos renais esquerdos. 
- A cauda do pâncreas situa-se anteriormente 
ao rim esquerdo, onde está intimamente 
relacionada ao hilo esplênico e à flexura 
esquerda do colo. A cauda é relativamente 
móvel e passa entre as camadas do ligamento 
esplenorrenal junto com os vasos esplênicos. 
- O ducto pancreático principal começa na 
cauda do pâncreas e atravessa o parênquima 
 Mayra Gonçalves 
da glândula até a cabeça do pâncreas: aí ele se 
volta inferiormente e tem íntima relação com 
o ducto colédoco. 
IRRIGAÇÃO 
- O pâncreas recebe um rico suprimento 
arterial advindo do tronco celíaco e da artéria 
mesentérica superior. Essa última geralmente 
fornece um ramo para o pâncreas 
denominado artéria pancreaticoduodenal 
inferior, próximo à margem superior da 
terceira parte do duodeno 
- A artéria mensentérica possui uma rápida 
divisão em ramos anterior e posterior, sendo 
que o anterior cursa para a direita, 
anteriormente à margem inferior da cabeça 
do pâncreas, possuindo caminho superior até 
se comunicar com a artéria 
pancreaticoduodenal superior anterior. 
Enquanto isso, o ramo posterior possui trajeto 
posterior e superior à direi- ta, possuindo 
relação posterior à mar- gem inferior da 
cabeça do pâncreas, conectando-se com a 
artéria pancreaticoduodenal superior 
posterior. 
- Ligado ao suprimento mesentérico, surge a 
artéria pancreaticoduodenal superior, que 
geralmente é dupla, sendo que seu ramo 
anterior consiste em um ramo terminal da 
artéria gastroduodenal, que desce no sulco 
anterior entre a segunda porção do duodeno e 
a cabeça do pâncreas; ela atua irrigando a 
cabeça do pâncreas e se anastomosa com a 
divisão anterior da artéria 
pancreaticoduodenal inferior. 
- Os ramos pancreáticos consistem em 
pequenas estruturas arteriais que partem de 
sua artéria original e se dirigem diretamente 
para o pâncreas, sendo em grande número na 
região do colo, corpo e cauda; a contribuição 
maior dessa porção arterial se faz pela artéria 
esplênica, ramo mais calibroso do tronco 
celíaco, no trecho em que essa corre ao longo 
da margem superior do pâncreas, suprindo a 
parte esquerda do corpo, bem como a cauda. 
- Existe um ramo dorsal denominado artéria 
pancreática dorsal que desce posteriormente 
à glândula, dividindo-se em ramos direito e 
esquerdo. Como variação, pode ter como 
origem a artéria mesentérica superior, artéria 
cólica média, artéria hepática ou até mesmo 
do tronco celíaco. 
- O ramo direito geralmente é duplo, 
percorrendo seu caminho entre o colo e o 
processo uncinado, formando um arco arterial 
com um ramo da artéria pancreaticoduodenal 
superior anterior, denominado artéria pré-
pancreática, com o qual se conecta. 
- O ramo esquerdo percorre o seu trajeto ao 
longo da margem inferior até a cauda, local 
onde se anastomosa com a artéria pancreática 
magna e com a artéria da cauda do pâncreas. 
- Existem ramos que não possuem nome que 
consistem em pequenas artérias que correm 
ao longo das margens superior e inferior do 
pâncreas, que são resultados de contribuições 
principalmente das artérias 
pancreaticoduodenais superior posterior e 
anterior, bem como pancreaticoduodenal 
inferior, penetrando o parênquima glandular 
em ângulo reto ao vaso de origem. Esses 
ramos podem gerar grandes sangramentos 
durante cirurgias de ressecção nas quais o 
pâncreas é seccionado, de modo que 
geralmente precisam ser ligados. 
DRENAGEM VENOSA 
- A cabeça e o colo do pâncreas são drenados 
por meio das veias pancreaticoduodenais 
superior e inferior, enquanto o corpo e a 
cauda o são por meio de veias pequenas que 
são tributárias da veia esplênica, terminando 
 Mayra Gonçalves 
ao longo da superfície posterior da glândula, 
ou às vezes diretamente para a veia porta. 
- Dado o fato de que as veias são numerosas e 
curtas, essas são capazes de gerar 
sangramentos importantes durante cirurgias 
nas quais pode ser necessária a mobilização 
do órgão, especialmente a cabeça e o colo. 
DRENAGEM LINFÁTICA 
- Os capilares linfáticos surgem ao redor dos 
ácinos pancreáticos (unidade secretora 
mencionada anteriormente), sendo que os 
vasos maiores seguem o suprimento arterial, 
drenando para os linfonodos que ficam ao 
redor do pâncreas e para grupos adjacentes. 
- Os vasos linfáticos da cauda e do corpo 
drenarão para os linfonodos pancreáticos e 
esplênicos, podendo alguns drenar 
diretamente para linfonodos pré-aórticos. 
- No que concerne ao colo e à cabeça, tem-se 
que a drenagem segue para linfonodos que se 
situam ao longo das artérias 
pancreaticoduodenal, mesentérica superior e 
hepática, sendo que alguns podem drenar 
igualmente para os linfonodos pré-aórticos e 
para os linfonodos do tronco celíaco. 
INERVAÇÃO 
- Recebe inervação em seus lóbulos por uma 
rede de fibras nervosas simpáticas e 
parassimpáticas. 
- O suprimento simpático advém do sexto ao 
décimo segmentos torácicos da medula 
espinhal, sendo enviados ao pâncreas pela 
contribuição simpática dos gânglios celíacos. 
- O suprimento arterial do pâncreas auxilia em 
sua inervação na medida em que é por meio 
dele que as fibras pós-ganglionares chegam 
até a glândula na forma de plexos 
periarteriais. 
- O suprimento parassimpático é oriundo do 
nervo vago posterior e do componente 
parassimpático do plexo celíaco, atuando na 
secreção glandular. É importante reforçar que 
a inervação parenquimatosa é tanto simpática 
quanto parassimpática, enquanto o 
componente vasomotor é somente simpático. 
- Fibras sensitivas advindas do pâncreas 
correm tanto por via simpática como 
parassimpática, mediando a sensação de dor 
advinda da glândula, sendo alvos de ablação 
térmica ou química nos casos de inflamação 
crônica (pancreatite crônica) em tumores 
inoperáveis a fim de controlar a dor crônica 
existente. Tal procedimento é feito por meio 
da manipulação do plexo celíaco, centro 
nervoso próximo ao qual essas fibras se 
reportam. 
*Sendo um componente visceral, a dor do 
pâncreas não possui localização específica, 
sendo que a dor referida a ele geralmente 
possui característica epigástrica, tal como a 
originada em estruturas do intestino anterior. 
*É importante colocar aqui que os processos 
inflamatóriosou infiltrativos que acometem o 
pâncreas afetam tecidos retroperitoneais, os 
quais são inerva- dos por nervos somáticos, 
gerando dor referida na região paravertebral 
posterior, na região inferior da coluna 
vertebral torácica. 
HISTOLOGIA 
- A porção endócrina do pâncreas apresenta 
ilhotas pancreáticas (ou de Langerhans ), 
presentes predominantemente na região da 
cauda do pâncreas. Essas Ilhotas são micro-
órgãos endócrinos localizados no pâncreas, 
vistas como grupos arredondados e pouco 
corados, incrustados no tecido pancreático 
exócrino. 
- A maioria das ilhotas mede 100 a 200 
micrômetros de diâmetro contém centenas de 
 Mayra Gonçalves 
células, embora haja também agrupamentos 
menores de células endócrinas entremeadas 
entre as células exócrinas. 
- Essas Ilhotas apresentam células poligonais 
em cordões em volta dos quais existe extensa 
rede capilar com células endoteliais 
fenestradas; há uma fina camada de tecido 
conjuntivo que envolve a ilhota e a separa do 
ecido pancreático restante.; são compostas 
por células α, cujas quais são periféricas, que 
ficam ao redor da ilhota e perfazem em 25% 
do total celular, sendo responsáveis pela 
síntese + secreção de glucagon ou glicagina. 
- Existem células BETA: produtoras e 
secretoras de insulina, que ocupam a parte 
central da ilhota e compõem o núcleo desta, 
sendo 60% das células. 
- Existem células DELTA: somatostatina ( SRIF), 
distribuídas perifericamente e sendo cerca de 
10% das células da ilhota. Esse hormônio inibe 
produção e secreção de insulina/glucagon, al 
como diminui velocidades de absorção dos 
alimentos e da secreção de enzimas no trato 
digestório. 
- Células F ou PP → produtoras do 
polipeptídeo pancreático, ocupam 5% da 
massa celular e possuem distribuição 
semelhante as delta. Elas inibem contrações 
da vesícula biliar e regulam a produção de 
algumas enzimas pancreáticas, pode auxiliar 
no controle da velocidade de absorção de 
nutrientes pelo trato digestório. Podem 
auxiliar no controle da velocidade de absorção 
de nutrientes pelo trato digestório. 
- A irrigação das ilhotas é centrífuga, sendo 
células beta as primeiras a receberem o 
sangue arterial, que depois de passar por elas, 
chega para irrigar o restante da massa celular 
das ilhotas. 
Células afetadas pela insulina → células alfa → 
inibe secreção de glucagon. 
- As ilhotas são ricamente inervadas por firas 
simpáticas e parassimpáticas, 
neurotransmissores como epinefrina, 
norepinefrina, acetilcolina, peptídeo intestinal 
vasoativo, galanina e GABA como 
moduladores da secreção dos hormônios 
pancreáticos. 
- Junções tipo GAP existem entre os diversos 
tipos celulares que compõe as ilhotas, 
havendo troca de íons e outras substâncias 
entre estas células. 
- Quando há secreção hormonal pela ilhota, há 
interferência sobre a secreção de outro 
hormônio secretado pela mesma ilhota. 
A insulina inibe secreção se glucagon, 
enquanto que o glucagon estimula síntese de 
insulina e somatostatina, enquanto essa 
última inibe síntese de glucagon, insulina e 
polipeptídeo pancreático. 
FUNÇÕES 
- Glândula classicamente mista, responsável 
tanto pela produção de enzimas digestivas (ou 
secreções exócrinas), secretadas na luz do 
duodeno, como pela produção de hormônios 
(ou secreções endócrinas), secretados no 
interstício do órgão, onde rapidamente 
alcançam a circulação sanguínea. 
- Alterações nas secreções endócrinas do 
pâncreas, especialmente em relação à insulina 
e glucagon, determinam importantes 
modificações na homeostasia do meio 
interno, as quais se relacionam com doenças 
endócrinas, como o diabetes mellitus (DM), a 
síndrome metabólica e a obesidade. 
- O pâncreas exócrino é encontrado em todo o 
órgão; em seu interior, massas celulares 
distintas, denominadas ilhotas de Langerhans, 
 Mayra Gonçalves 
estão dispersas e constituem o pâncreas 
endócrino. 
- Órgão difuso que secreta hormônios que 
regulam os níveis de glicemia o As ilhotas de 
Langerhans, o componente endócrino do 
pâncreas, estão dispersas por todo o órgão em 
agrupamentos celulares de tamanho variável. 
- As células endócrinas definitivas das ilhotas 
desenvolvem-se entre 9 e 12 semanas de 
gestação → As ilhotas de Langerhans 
aparecem como agrupamentos de células de 
coloração pálida, circundadas por ácinos 
pancreáticos de coloração mais intensa. 
- É possível identificar três tipos principais de 
células, que são denominadas células A (alfa), 
B (beta) e D (delta). 
- As células das ilhotas, exceto as células B, 
são contrapartes das células enteroendócrinas 
da mucosa gastrintestinal. 
- Além das três principais células das ilhotas, 
três tipos celulares menores estão presentes 
nas ilhotas e cada tipo de célula pode ser 
correlacionado com um hormônio específico, 
e cada uma delas tem uma localização 
específica na ilhota. 
- As células B constituem cerca de 60 a 70% do 
total das células das ilhotas nos humanos e, 
em geral, estão localizadas na sua porção 
central; secretam insulina; contêm numerosos 
grânulos secretores de cerca de 300nm de 
diâmetro com um cerne poliédrico denso e 
matriz pálida. 
- Acredita-se que o cerne poliédrico seja 
formado por insulina cristalizada. 
- As células A constituem em torno de 15 a 
20% da população de células das ilhotas 
humanas e, em geral, estão localizadas 
perifericamente nas ilhotas; secretam 
glucagon e contém grânulos secretores. *são 
mais uniformes comparadas as células B. 
- As células D constituem em torno de 5 a 10% 
do tecido endócrino pancreático total e estão 
também localizadas perifericamente nas 
ilhotas; secretam somatostatina, que está 
contida em grânulos secretores maiores que 
os das células A e B (300 a 350 nm). 
- As células menores das ilhotas constituem 
cerca de 5% do tecido da ilhota e podem ser 
equivalentes às células pálidas. 
Embora não haja evidência morfológica clara 
para a existência de células G (células de 
gastrina) nas ilhotas, a gastrina também pode 
ser secretada por uma ou mais das células da 
ilhota. Certos tumores de células das ilhotas 
pancreáticas secretam grandes quantidades 
de gastrina, produzindo, assim, uma secreção 
ácida excessiva no estômago (síndrome de 
ZollingerEllison). 
 
/
Para agir como um centro de comando, o 
Hipotálamo integra os sinais provenientes do 
ambiente, de outras regiões do Cérebro e de 
Aferências Viscerais, e, em seguida, estimula as 
respostas neuroendócrinas apropriadas. As 
respostas Hipotalâmicas são medidas, em sua 
maioria, pelo controle da Função Hipofisária 
pelo Hipotálamo, o qual se dá por dois 
mecanismos: 
1. Liberação dos Neuropeptídios 
Hipotalâmicos sintetizados pelos 
Neurônios Hipotalâmicos e 
transportados, através do Trato 
 Mayra Gonçalves 
Hipotalâmico-Hipofisário, até a 
Neurohipófise; 
2. Controle Neuroendócrino da 
Adenohipófise por meio da liberação 
dos Peptídeos que medeiam a 
liberação dos Hormônios 
Adenohipofisários (Hormônios 
Hipofisiotróficos). 
Dois tipos de Neurônios são importantes na 
mediação das funções endócrinas do 
Hipotálamo: (1) Neurônios Magnocelulares, 
produtores dos neurohormônios Ocitocina e 
Arginina Vasopressina (AVP); e (2) Neurônios 
Parvicelulares, que possuem projeções que 
terminam na Eminência Mediana, no Tronco 
Encefálico e na Medula Espinhal e eles 
liberam pequenas quantidades de 
Neurohormônios de liberação ou de inibição 
(Hormônios Hipofisiotróficos), que controlam 
a função da Adenohipófise. 
1. O estímulo chega ao Hipotálamo, um 
sinal e elétrico passa do Corpo Celular 
do Neurônio no Hipotálamo para a 
extremidade distal (distante) da célula 
na Neurohipófise; 
2. A Despolarização do Terminal Axonal 
abre Canais de Cálcio Dependentes 
de Voltagem, e o cálcio entra na 
célula e inicia a Exocitose, e os 
conteúdos das Vesículas Secretórias 
são liberados na circulação. 
3.Quanto a secreção na Região Anterior 
o controle é feito pelos Hormônios 
Liberadores e Hormônios 
Hipotalâmicos Inibido-res, secretados 
pelo próprio hipotálamo e então 
levados pelos minúsculos Vasos 
Portais Hipotalâmicos Hipofisários 
para a Adenohipófise. Na 
Adenohipófise, esses Hormônios 
Liberado-res e Inibidores agem nas 
Células Glandulares, de modo a 
controlar sua secreção. 
 
 
 
 
 Mayra Gonçalves 
- O ATP é gerado pela oxidação de 
carboidratos e o carboidrato primário utilizado 
pelas células é a glicose monossacarídeo de 6 
carbonos. 
FASES DA OXIDAÇÃO DA GLICOSE 
1) TRANSPORTE E RETENÇÃO DA 
GLICOSE DENTRO DA CÉLULA: a 
glicose é transportada através da 
membrana celular por facilitadores 
de transporte de glicose bidirecional 
chamados de GLUTs. Uma vez dentro 
da célula, a glucose é impedida de 
sair pela fosforilação em glicose-6-
fosfato (G6P). Esta fosforilação é 
catalisada por hexocinases. A 
hexocinase, que é expressa no fígado 
e nas células beta pancreáticas, 
possui baixa afinidade por glicose e é 
denominada glicocinase. 
2) GLICÓLISE (quebra da molécula de 
glicose de 6 carbonos para as 
moléculas de 3 carbonos piruvato ou 
lactato): envolve a glicólise, que 
ocorre no citoplasma. A glicólise 
fornece uma rede de produção de 2 
mol de ATP/mol de glicose enquanto 
consome o cofator NAD+ reduzindo-o 
a NADH. Na presença de uma forte 
fosforilação oxidativa (relativa à taxa 
de glicólise), o NADH é convertido de 
volta em NAD+ de uma forma 
dependente de O2, e o piruvato é o 
produto primário da glicólise 
(glicólise oxidativa). Se as células 
apresentarem ausência ou poucas 
mitocôndrias (p. ex., eritrócitos, lente 
do olho), a fosforilação oxidativa não 
pode ser realizada e utilizada para 
oxidar o NADH de volta em NAD+. 
Neste caso, a célula regenera o NAD+ 
pela redução do piruvato em lactato 
pelo processo de glicólise anaeróbica. 
3) CICLO DO ÁCIDO TRICARBOXÍLICO 
(TCA): o piruvato entra na 
mitocôndria e é convertido em acetil 
coenzima A (acetil CoA). A acetil CoA 
é então metabolizada no ciclo TCA e 
no processo intimamente associado 
de fosforilação oxidativa via cadeia 
transportadora de elétrons. 
- Este segundo estágio de oxidação produz 
quase 20 vezes mais ATP do que a glicólise. 
Desta forma, o ciclo TCA e a fosforilação 
oxidativa são meios muito efi cientes de 
geração de ATP da glicose. 
- O2 molecular é necessário. Este é o motivo 
pelo qual os humanos precisam respirar ar, e a 
fosforilação oxidativa pode prosseguir tão 
rápido quanto os sistemas respiratório e 
cardiovascular puderem entregar O2 aos 
tecidos. Portanto, mesmo tecidos com 
mitocôndrias dependem da glicólise 
anaeróbica para algumas necessidades. 
- O processo de fosforilação oxidativa também 
é o principal colaborador para a geração de 
espécies de oxigênio reativo (ROS), que impõe 
o estresso oxidativo que é prejudicial à célula. 
 
 Mayra Gonçalves 
INSULINA 
- Principal hormônio secretado pelo tecido das 
ilhotas, diminui os níveis de glicemia; é a 
secreção endócrina mais abundante. 
- Sintetizada pelas células BETA. 
- Consiste em duas cadeias lineares, a cadeia A 
(21 AA) e a cadeia B (30 AA). 
- A ingestão de carboidrato aumenta sua 
secreção. 
- Seus principais efeitos são observados sobre 
o fígado, o músculo esquelético e o tecido 
adiposo. 
- Converte o excesso de glicose em glicogênio, 
sendo estocado principalmente no fígado e 
nos músculos. 
- Quando a quantidade de glicose, que 
penetra nas células hepáticas é maior do que 
a que pode ser armazenada sob forma de 
glicogênio, a insulina, então, converte esse 
excesso em ácidos graxos, os quais são 
transportados sob forma de triglicerídeos no 
sangue pelas lipoproteínas de baixa densidade 
até o tecido adiposo e lá são depositados 
como gordura. 
- A insulina também é responsável por agir 
diretamente nas células, promovendo a 
captação de aminoácidos e, assim, 
convertendo-os em proteínas. 
- A insulina, após ser secretada, passa através 
da circulação enterro-hepática, onde cerca de 
50% do total secretado é degradado por 
insulinases específicas e os rins degradam 40% 
da quantidade de insulina que atinge o órgão 
em uma primeira passagem. A insulina 
circulante normalmente não se liga a outras 
substâncias, permanecendo na forma livre e 
apresentando meia-vida em torno de 5 
minutos. 
- Exerce múltiplas ações individuais em cada 
um desses tecidos. Em geral, a insulina 
estimula: 
• A captação de glicose a partir da 
circulação. Os transportadores de 
glicose específicos da membrana 
celular (GLUT4) são suprarregulados 
e inseridos na membrana celular das 
células musculares esqueléticas e dos 
adipócitos. 
• O armazenamento de glicose pela 
ativação do glicogênio sintase e 
inibição do glicogênio fosforilase nas 
células musculares e no fígado. Essas 
ações levam à síntese subsequente 
de glicogênio (glicogênese). 
• A utilização da glicose pela promoção 
de sua glicólise nas células. Isso é 
obtido pela piruvato desidrogenase e 
fosfofrutoquinase nas células 
musculares esqueléticas e no fígado. 
• A degradação dos quilomícrons e de 
outras LDL em ácidos graxos livres 
pela ativação da lipoproteína lipase 
(LPL). O nível aumentado de ácidos 
graxos livres aumenta os 
triglicerídios, levando à formação de 
gotículas de lipídios (lipogênese). 
• A síntese de proteínas nas células 
musculares esqueléticas e nos 
hepatócitos pelo aumento da 
captação celular de aminoácidos e 
ativação da via do alvo da rapamicina 
em mamíferos (mTOR) – responsável 
pelo aumento da produção de 
ribossomos e diminuição da 
proteólise celular. 
 Mayra Gonçalves 
SÍNTESE DE INSULINA 
✓ É sintetizada pelas células β. 
✓ É um hormônio peptídico, consiste 
em duas cadeias lineares, a cadeia A ( 
21 AA ) e a cadeia B ( 30 AA ). 
✓ Duas pontes dissulfeto ligam a cadeia 
A à cadeia B, e a terceira ponte 
dissulfeto está situada na cadeia A. 
✓ Síntese de insulina → orientada por 
gene no cromossoma 11, membro da 
superfamília de genes que codifica os 
fatores de crescimento relacionados. 
✓ O RNAm orienta síntese ribossômica 
de pré-pró-insulina com quatro 
peptídeos → o peptídeo de 
sinalização, cadeias A e B de insulina 
e o peptídeo de conexão C. 
✓ A pré-pró-insulina é sintetizada no 
retículo endoplasmático rugoso ds 
células beta sob a forma de uma 
cadeia única polipeptídica que possui 
uma extensão de 23 resíduos de AA 
ao terminal amino de sequência pró-
insulínica. 
✓ O peptídeo sinalizador é clivado no 
processo de biossíntese, produzindo 
a pró-insulina. Esta, é levada para o 
retículo endoplasmático onde, com o 
peptídeo de conexão ainda anexado, 
se formam as pontes dissulfeto, 
produzindo a forma dobrada de 
insulina. 
✓ Pró-insulina → concentrada em 
grânulos secretores no c. de golgi. 
Durante esse processo, proteases 
clivam o peptídeo de conexão, 
produzindo a insulina. 
✓ A insulina e o peptídeo C clivado são 
acumulados nos grânulos e quando a 
célula-beta é estimulada, se liberam 
em quantidades equimolares no 
sangue. 
✓ Os grânulos apresentam uma bomba 
protônica ATP-dependente que 
diminui o pH do grânulo, que ativa 
enzimas (endopeptidase e 
carboxipeptidase) que hidrolisam a 
pró-insulina e o peptídeo conector C. 
✓ Secreção do peptídeo de conexão → 
base do teste para função de células-
beta, em pessoas com DM I, que 
estão sob trtamento com injeções de 
insulina exógena. 
✓ A insulina é metabolizada no fígado e 
rins por enzimas que rompem as 
ligações dissulfeto. Cadeias A e B são 
liberadas, inativas, e são excretadas 
na urina. 
SECREÇÃO 
✓ Fator mais relevante que induz 
secreção insulínica → glicose. 
✓ O aumento da concentração de 
glicose no sangue, rapidamente, 
estimula a secreção de insulina. 
✓ Sua secreção é bifásica, com a 
primeira fase ocorrendo 20 minutosapós estímulo com a glicose, pois a 
velocidade de secreção de insulina 
aumenta atingindo um pico máximo 
e depois cursando para um declínio. 
✓ Após esta fase, observa-se que sobre 
este novo nível basal começa a 
aumentar a velocidade de secreção 
do hormônio, porém nunca atingindo 
os níveis da primeira fase. 
MECANISMO GLICOSE/INSULINA 
1. Transporte de glicose na 
célula-beta → sua 
membrana possui GLUT-2 ( 
 Mayra Gonçalves 
específico de glicose ) que a 
move para dentro por 
difusão facilitada. 
2. Metabolismo da glicose no 
interior da célula → Na 
célula, a glicose é fosforilada 
a glicose-6-fosfato pela 
glicocinase e a glicose-6-
fosfato é posteriormente 
oxidada. O ATP, produto da 
oxidação, é um dos fatores 
principais que regulam a 
secreção de insulina. 
3. ATP fecha canais de K+ 
sensíveis ao ATP. Canais de 
K+, na membrana da célula 
beta são regulados por 
variações em níveis de ATP. 
Níveis de ATP da célula-beta 
aumenta → canais de K+ 
fecha → despolariza 
membrana da célula=beta. 
4. Despolarização → abre 
canais Ca²+ sensíveis a 
voltagem. Esses canais na 
membrana da célula-beta, 
são regulados por variações 
da voltagem, abertos em 
despolarização e fechados 
na hiperpolarização. 
Despolarização causada por 
ATP → abre canais de Ca²+ 
→ íon flui para dentro da 
célula até seu gradiente 
eletroquímico e a [Ca²+] 
intracelular aumentarem. 
Aumento de Ca²+ intracelular → secreção de 
insulina. O aumento da concentração 
intracelular de Ca²+ → exocitose dos grânulos 
Asecretores contendo insulina → secretada 
para o sangue venoso do pâncreas → 
distribuída para circulação sistêmica. 
* O peptídeo C é secretado em quantidades 
equimolares com a insulina e é excretado, sem 
alterações, na urina. A intensidade da 
excreção do peptídeo C pode ser usada para 
avaliar e monitorar função de célula-beta 
endógena. 
✓ Glicose oral é estimulante mais 
potente para secreção insulínica do 
que glicose intravenosa → glicose 
oral estimula secreção de peptídeo 
insulinotrópico dependente de 
glicose, hormônio gastrointestinal 
que tem efeito estimulante 
independente sobre a secreção de 
insulina. 
✓ Glicose intravenosa não estimula 
liberação do peptídeo. 
✓ Muitos fatores afetam a secreção de 
insulina. Efeitos estimuladores dos 
AA e Ac. Graxos sobre a secreção de 
insulina utilizam vias metabólicas 
paralelas às utilizadas por glicose. 
✓ Glucagon → ativa GQ → fosfolipase C 
→ caumeno do Ca²+ intracelular via 
IP3, causando exocitose da insulina. 
✓ Somatostatina inibe o mecanismo 
estimulatório do glucagon. 
✓ Fármacos sulfonilureias ( tolbuamida, 
gliburida ) são usados para estimular 
liberação de insulina a partir de 
células beta → fecham canais K+ I 
dependentes de ATP, despolarizando 
a célula e mimetizando a 
despolarização induzida pela glicose. 
Estes fármacos são usados para tratar 
DM tipo II. 
 
 Mayra Gonçalves 
MECANISMO DE AÇÃO 
✓ Começa quando o hormônio se liga a 
seu receptor na membrana da célula. 
✓ O receptor de insulina é um 
tetrâmero composto por duas 
subunidades alfa e duas subunidades 
beta. 
✓ Subunidades alfa → domínio 
extrcelular → subunidades beta 
atravessam a membrana celular. 
✓ Ligação dissulfeto → liga as duas 
subunidades alfa e cada subunidade 
alfa está ligada a uma subunidade 
beta por ligação dissulfeto. 
✓ Subunidade beta → atividade de 
tirosinocinase. 
AÇÃO DA INSULINA NAS CÉULAS ALVO 
1. Insulina liga-se a uma das 
subunidades alfa do receptor 
tetramérico → altera conformação do 
receptor → ativa tirosinocinase na 
subunidade beta → fosforila em 
presença de ATP ( autofosforilação ). 
2. Tirocinase aivada → fosforila 
proteínas e enzimas envolvidas nas 
ações fisiológicas da insulina ( 
proteinocinases, fosfatases, 
fosfolipases e proteínas G ). → 
fosforilação ativa ou inibe tais 
proteínas → várias ações da insulina. 
3. Complexo hormônio-receptor 
internalizado por endocitose → 
receptor degradado por proteínas 
intracelulares, armazenado ou 
reciclado ( membrana pode usar 
de novo ). 
*A insulina faz down regulation em seu 
receptor, diminuindo sua síntese e 
aumentando sua degradação. Down 
regulation→ diminuição da sensibilidade à 
insulina nos tecidos alvo, obesidade e DM tipo 
II. 
DIMINUIÇÃO DOS NÍVEIS DE GLICOSE NO 
SANGUE 
1. Há aumento de transporte 
de glicose para células alvo, 
como musculares e 
adiposas, provocando a 
inserção de transportadores 
de glicose ( GLUT 4 ) nas 
membranas celulares. À 
medida que a glicose entra 
nas células, a concentração 
de glicose, no sangue, 
diminui. 
2. A insulina promove 
formação de glicogênio, a 
partir da glicose disponível 
no fígado e músculo, ao 
mesmo tempo, inibe 
glicogenólise. 
3. A insulina inibe a 
gliconeogênese (síntese de 
glicose ), aumentando a 
produção de frutose 2,6-
bifosfato, que aumenta a 
atividade da 
fosfofructocinase. ( Em 
todos os casos substratos 
são dirigidos para longe da 
formação de glicose ). 
DEGRADAÇÃO DA INSULINA 
- É um polipeptídeo de cadeia linear simples 
com 29 AA. 
- É degradada em quase todos os tecidos do 
organismo. 
 Mayra Gonçalves 
- No fígado, existe um sistema de degradação. 
A inativação insulínica aparentemente 
acontece por proteólise e pela glutationa-
insulina-transidrogenase que catalisa a 
hidrólise das pontes dissulfeto das cadeias A e 
B da insulina. 
- A inativação da pró-insulina acontece nos 
mesmos órgãos nos quais a insulina é 
inativada e os mesmos sistemas enzimáticos 
que degradam a insulina atuam na pró. 
GLUCAGON 
- Secretado pelas células alfa das ilhotas de 
langerhans quando a concentração da glicose 
sanguínea cai. 
- É o hormônio da fome, enquanto a insulina é 
o hormônio da saciedade. 
- É o principal hormônio contrarregulatório e 
sua função mais importante é aumentar a 
concentração de glicose sanguínea. 
- É um grande polipeptídeo. 
- O fígado e o tecido adiposo são os principais 
alvos do glucagon. 
- Provoca glicogenólise, aumenta a 
gliconeogênese e, assim, também eleva os 
níveis de glicose no sangue. 
- Inibe a síntese de lipídeo hepáticos a partir 
da glicose. 
- A concentração de glicose sanguínea é a 
responsável pela regulação desse hormônio, 
assim como o aumento de aminoácidos no 
sangue e o exercício físico. 
SÍNTESE 
- É sintetizado em pré-pró-glucagon. 
- O peptídeo de sinalização e outras 
sequências peptídicas são removidos, para a 
produção do glucagon. 
- É armazenado em grânulos densos e 
secretado pelas células alfa. 
- Tanto glicose como insulina inibem sua 
síntese, elementos sensíveis à insulina e ao 
AMPc estão presentes no gene para o pré-pró-
glucagon. 
SECREÇÃO 
- Principal fator estimulante: hipoglicemia. 
- Presença de insulina diminui ou modula o 
efeito da baixa concentração de glicose 
sanguínea e estimula secreção de glucagon. 
- Ausência de insulina → resposta do glucagon 
a hipoglicemia é reduzida e pode levar à 
perpetuação da hipoglicemia grave. 
- A secreção do glucagon também é 
estimulado por ingestão de proteínas e dos 
aminoácidos arginina e alanina. 
- Resposta de células alfa aos AA é amortecida 
caso a glicose seja administrada 
simultaneamente. 
- Glicose e AA → efeitos compensadores ou 
opostos sobre secreção de glucagon ( são 
complementares na secreção de insulina ). 
- Colecistocinina → secretada pelo trato 
gastrointestinal, quando proteína ou gordura 
é ingerida, jajum e esforço intenso. 
- Catecolaminas inibem a secreção de insulina 
por receptor alfa-2-adrenérgico, estimulando 
a secreção de glucagon através dos receptores 
beta2-adrenérgicos. 
- Os AAs séricos promovem a secreção de 
glucagon. 
REGULAÇÃO METABÓLICA E SUA SECREÇÃO 
- Colecistocinina, gastrina e o GIP → inicia-se 
respostas nas células alfa com aumento na 
 Mayra Gonçalves 
concentração de AA, amedida que eles vão 
sendo absorvidos pelo trato gastrointestinal. 
- Glicocorticóides, GH e iodotironinas → 
controlam secreção pancreática de glucagon. 
- O sistema simpático e parassimpático 
estimulam sua secreção. 
- Receptor muscarínico e beta-adrenérgico. 
- Processo digestivo e situações de estresse → 
secreção de glucagon está aumentada. 
- Meia vida de 5 minutos → eliminado pela 
urina, bile e saliva, tendo mecanismo de 
degradação similar ao da insulina. 
FUNÇÕES DO GLUCAGON 
- Hormônio da fome → glucagon promove 
mobilização e utilização dos nutrientes 
armazenados, para manter a glicemia em 
jejum. 
- Principais ações do glucagon são no fígado. 
- Aumenta a glicogenólise: aumentando a 
glicemia. 
- Aumenta a gliconeogênese. 
- Aumenta a lipólise: aumentando os ácidos 
graxos sanguíneos. 
- Aumenta a formação de cetoácidos. 
FEEDBACK 
- Alguma característica da ação do hormônio, 
direta ou indiretamente, INIBE a secreção 
adicional do hormônio. 
Ex: Eixo Hipotálamo/Hipófise/Glândula 
Endócrina Periférica: 
O hipotálamo secreta um hormônio 
hipofisiotrófico (ex: GnRH), o qual estimula a 
hipófise anterior a secretar um hormônio 
trófico (ex: FSH e LH) que, por sua vez, 
estimula uma glândula endócrina periférica 
(ex: ovários) a secretar seu hormônio 
endócrino (ex: progesterona e estrogênio), o 
qual atua nos tecidos-alvos (ex: músculo 
esquelético). 
- A variável controladora dos sistemas de 
Feedback não costuma ser a secreção do 
próprio hormônio, mas o grau de atividade em 
seu tecido-alvo. Portanto, somente quando a 
atividade no tecido-alvo se eleva até níveis 
apropriados ou aumentados, é que os sinais 
de feedback serão suficientemente potentes 
para lentificar a secreção do hormônio. 
- A regulação dos hormônios pode ocorrer em 
todos os níveis de biossíntese, desde a 
transcrição gênica e as etapas de tradução do 
RNAm até o processamento de hormônios no 
complexo de Golgi e retículo endoplasmático 
ou na liberação dos hormônios armazenados. 
- O aumento na concentração de hormônios 
na corrente sanguínea também pode 
desencadear os mecanismos de feedback, por 
detecção de seus níveis via receptores 
hipotalâmicos. 
- Feedback positivo para regular a secreção 
dos hormônios endócrinos, onde alguma 
característica da ação do hormônio provoca 
mais secreção do hormônio. 
- Quando comparado à retroalimentação 
negativa, que é autolimitante, a 
retroalimentação positiva é 
automultiplicadora, sendo bastante rara nos 
sistemas biológicos. 
- Um exemplo de feedback positivo é a 
ocitocina: a dilatação do colo uterino faz com 
que a hipófise posterior secrete ocitocina que, 
 Mayra Gonçalves 
por sua vez, estimula a contração uterina, que 
provoca ainda mais a dilatação do colo 
uterino, como resposta reflexa, fazendo com 
que a neurohipófise secrete ainda mais 
ocitocina. 
UP/DOWN REGULATION 
- A alteração no número ou na afinidade dos 
receptores é chamada de regulação para cima 
(UP REGULATION) ou regulação para baixo 
(DOWN REGULATION). 
DOWN REGULATION (regulação para baixo): é 
o mecanismo pelo qual o hormônio diminui o 
número ou a afinidade de receptores no 
tecido-alvo, objetivando reduzir a 
sensibilidade desse tecido ao hormônio em 
questão através da redução da resposta 
máxima. Pode ocorrer por: Redução na síntese 
de novos receptores; Aumento da degradação 
de receptores existentes; Inativação de 
receptores; 
 À medida que ocorre a regulação para baixo, 
a hiper-reatividade do hormônio no tecido 
diminui, embora sua concentração possa 
permaneça em alta. 
UP REGULATION (regulação para cima): é o 
mecanismo pelo qual o hormônio aumenta o 
número ou a afinidade de receptores no 
tecido-alvo, objetivando aumentar a 
sensibilidade desse tecido ao hormônio em 
questão através do aumento da resposta 
máxima. Essa regulação para cima pode 
ocorrer por: Aumento na síntese de novos 
receptores; Diminuição da degradação de 
receptores existentes; Ativação de receptores; 
À medida que ocorre a regulação para cima, a 
hiper-reatividade do hormônio no tecido 
aumenta, embora sua concentração possa 
permanecer em baixa.

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