Prévia do material em texto
Anatomia dos Implantes Estrutura e superfície O que muda entre um implante e outro? Comprimento Formato Plataforma Formato de espiras Tratamento de superfície Composição Diâmetro Comprimento do Implante Resistência do osso: Diversas forças atuam sob a estrutura óssea. Sob essas forças, o osso pode ou não ser capaz de ficar em torno do implante. Força de “cesareamento” – forças contrárias (tipo abrir uma garrafa). Área de Superfície BIC: Bone-Implant Contact (contato osso implante) Quanto maior o BIC, maior a aderência do implante ao osso. Quanto maior o comprimento do implante, por conseguinte, maior o BIC. Tamanhos ideais: Existe um tamanho ideal de implante? Não exatamente, mas a alguns dados nos dão dicas: 5 mm: 30% de tensão no ápice 10mm: 80% das tensões em 95% do comprimento 15 e 20mm: 80% das tensões em 90% do comprimento. Usualmente não usa-se maiores que 15mm. Se está chegando muita tensão no ápice é interessante usar um implante mais longo, se não puder usar maior, tende-se a usar um com diâmetro maior (mais grosso). O importante para o implante é ter uma boa distribuição de força. Distribuição de força Formato Geometria – Relevância A macrogeometria do implante influencia em: Estabilidade primária (cônico tem melhor) Adaptação a efeitos anatômicos Manutenção ou perda da crista óssea marginal Plataforma Hexágono Externo Primeira e mais corriqueira plataforma de implantes; Um hexágono trava o componente protético, impedindo seu giro. Hexágono Interno No interno tem o objetivo de ter a força mais centralizada e não fora como no hexágono externo. Resolução protética para distribuir a fora mastigatória para dentro dos implantes Supostamente reduz a incidência de afrouxamento e quebras de parafusos. Cone Morse No cone morse é a melhor distribuição de força entre todos os tipos de implante. Plataforma inserida de maneira mais recente na implantodontia; Propicia melhor selamento biológico na interface implante-componente; O embricamento sugere uma maior estabilidade protética. É instalado 2mm abaixo da crista óssea, tendo uma manutenção do espaço biológico e tem que ser descontado esses 2mm no implante (se ia instalar um implante de 10mm, no cone morse usar um 2mm menor, assim sendo usar um de 8mm). Formato das espiras Estabilidade e Dissipação: A forma das roscas do implante influenciam diversos aspectos: Travamento imediato; Dissipação de forças; Área de contato osso-implante e aumenta o BIC com o implante com espiras. Tipo e qualidade do osso formado. Formatos usuais: Os estudos mostram: Um maior travamento dos implantes rosqueados; Os implantes com roscas quadradas apresentam um maior BIC em relação aos outros; As diferentes formas de espiras geram diferentes. Composição Titânio O titânio é o principal material que compõe o implante. Isto porque: Tem baixo peso; Adequado modulo de elasticidade (não se deforma com facilidade) Excelente resistência à corrosão Excelente biocompatibilidade Abundante na natureza Facilidade de corte e acabamento Os implantes tem duas composições baseadas em titânio disponíveis: Titânio comercialmente puro (Ticp): conhecido como titânio grau IV (deforma e quebra com mais facilidade). Boa resistência mecânica. Ti-6Al-4V: uma liga de titânio com alumínio e vanádio. Titânio grau V (mais resistência, suporta mais torque). Melhores propriedades mecânicas. Titânio fresado: Melhor para osteointegração porem pode proliferar mais MO. Superfície do implante Tratamento de superfície Superfícies: a superfície dos implantes influencia no período da integração e na sua qualidade. Temos portanto: Usinadas Jateadas Revestidas Modificadas por ácidos. Superfícies Usinadas Apenas desinfetadas após o processo de usinagem. Tem uma superfície relativamente lisa, embora com ranhuras de usinagem. Superfícies Jateadas É feito jateadas e utiliza-se para aumentar a rugosidade da superfície do implante. Permite maior adesão de osteoblastos. Pode-se utilizar Al2O3 (óxido de alumínio) ou TiO2 (óxido de titânio) em diferentes tamanhos de partículas. Pode gerar perda de implante por ficar partículas dos óxidos. Superfícies Revestidas – Plasma de Ti Plasma vem “prendido” na superfície do implante. Aumentam significativamente o BIC . Permitem o embricamento mecânico do implante. Podem desprender-se da superfície do implante. Superficies Revestidas – Hidroxiapatita Interface implante-osso maior do que o PTi. Maior rugosidade para travamento inicial. Revestimento pode lascar durante a instalação. Superfícies Tratadas por ácidos Utilizados para criar macro e micro irregularidades. Não deixa resíduos na superfície dos implantes. Pode ter associação com outros métodos. Padrão ouro. Superfícies tratadas por ácidos e com jateamento Propiciou uma superfície de lacunas uniformemente dispersas. Teve boa repercussão no começo dos anos 1990. Apresenta um grande BIC em relação à outras técnicas. Superfícies anodizadas Introduziu o conceito de uma camada de óxidos. Estudos controversos em relação ao aumento do BIC. A anodização gera micro-rugosidades na superfície dos implantes. Diâmetro O diâmetro do implante deve ser relativo ao osso em que está inserido. Não adianta usarmos o maior implante no menor osso. Literatura: Implantes instalados com menos de 2mm de crista óssea circundante tendem a reabsorver A distribuição de forças é melhor suportada em implantes de maior diâmetro